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22 Outubro 2026

Palombar leva a voz do território às XXXII Jornadas Pedagógicas de Educação Ambiental em Bragança

Palombar leva a voz do território às XXXII Jornadas Pedagógicas de Educação Ambiental em Bragança

Evento reuniu cerca de 180 pessoas para debater e partilhar conhecimento e experiências na área da Educação Ambiental, no território onde decidimos ficar. Fotografia Liliana Barosa/Palombar.

Reforçamos a importância de aliar a conservação da natureza e do património ao envolvimento das comunidades locais, à valorização do conhecimento e do território

A Palombar - Conservação da Natureza e do Património Rural participou nas XXXII Jornadas Pedagógicas de Educação Ambiental, que decorreram entre os dias 15 e 18 de outubro, em Bragança, promovidas pela Associação Portuguesa de Educação Ambiental (ASPEA), pela Universidade Politécnica de Bragança (UPB) e pelo Município de Bragança, sob o tema "Educação Ambiental e Coesão Territorial: por que escolhemos ficar?".

Esta iniciativa reuniu cerca de 180 investigadores, educadores, professores, estudantes, associações e outros agentes da sociedade civil para refletir sobre o papel da educação ambiental na construção de territórios mais sustentáveis, resilientes e socialmente coesos, num contexto marcado por profundas transformações sociais, ambientais e demográficas.

Nestas jornadas, a Palombar contribuiu de forma decisiva para colocar o foco na importância do envolvimento das organizações do território na reflexão e ação sobre o futuro das comunidades rurais. Acreditamos que a educação ambiental é uma ferramenta essencial para aproximar pessoas e natureza, estimular a cidadania ativa e promover territórios vivos, resilientes e sustentáveis.

Colocar no centro do debate as oportunidades e os desafios do interior

Nestas Jornadas, a Palombar colocou no centro do debate os desafios e as oportunidades dos territórios de baixa densidade. Intervimos no painel com o tema "Educação Ambiental e Coesão Territorial - Voz dos Jovens", que contou com a participação de Sara Freire, técnica responsável pela Educação Ambiental, Voluntariado e Ecoturismo na Palombar. Este painel promoveu uma reflexão sobre o papel dos jovens na construção de territórios mais coesos e sustentáveis, dando espaço às suas perspetivas, experiências e contributos para responder aos desafios ambientais e sociais atuais.

Sara Freire participou ainda no Grupo de Trabalho/Comunicações Orais dedicado à "Educação Ambiental através do Património Material e Imaterial", com uma breve apresentação do projeto “Futuros Partilhados - Narrativas colaborativas para reimaginar uma convivência multiespécies”, onde foram apresentadas várias abordagens e experiências e discutidos alguns desafios.


Projeto "Futuros Partilhados" envolve várias gerações numa abordagem colaborativa para promover uma convivência multiespécies. Fotografia Liliana Barosa/Palombar.


No terreno em conexão com o território e o património


A equipa da Palombar dinamizou também a Oficina “Com foco na Natureza”, promovendo um percurso interpretativo que teve como destino final o pombal tradicional existente dentro do campus, mas que também cruzou espaços de divulgação e informativos dedicados, por exemplo, à apresentação dos projetos que desenvolvemos, como o LIFE SOS Pygargus e o LIFE Aegypius Return, e à angariação de fundos.


Percurso interpretativo explorou o património edificado, como o pompal tradicional do campus e os muros de pedra. Fotografia Liliana Barosa/Palombar.
 


Os projetos LIFE SOS Pygargus e LIFE Aegypius Return estiveram em destaque na banca da Palombar. Fotografia Liliana Barosa/Palombar.

Queremos ficar

Ao longo das jornadas, foram debatidos temas centrais como a valorização dos recursos locais, a inovação, o património material e imaterial, as alterações climáticas e a perda de biodiversidade. A partilha de experiências entre instituições, especialistas e comunidades permitiu reforçar a importância de articular conhecimento científico, saberes locais e participação cívica para encontrar respostas ajustadas às necessidades de cada território.

Num contexto marcado pelo despovoamento e pelas transformações ambientais, a questão "Por que escolhemos ficar?", lançada por estas Jornadas, assume particular importância no Nordeste Transmontano. Valorizar a natureza, preservar o património e criar oportunidades de participação e desenvolvimento das comunidades locais são dimensões fundamentais para fortalecer a ligação das pessoas aos lugares onde vivem. É isto que nos move. Escolhemos e queremos ficar.