30 Outubro 2025
Exploring Nature and the Cosmos: campo de verão em Itália reforça ligação entre jovens, natureza e estrelas

Campo de verão em Itália. Fotografia Cultural Pro APS.
A Palombar – Conservação da Natureza e do Património Rural organizou, no âmbito do projeto “Exploring Nature and the Cosmos - A Journey through Wildlife, Sky and Plants", em parceria com a Cultural Pro APS e o Biodistretto Lago di Bolsena, dois campos de verão, um em Portugal e outro em Itália, que decorreram no mês de julho. Financiados pelo programa Erasmus + da União Europeia, estes campos, para além de uma experiência educativa, proporcionaram momentos de imersão na Natureza e uma viagem sobre a compreensão da ecologia e astronomia dos territórios. O primeiro campo de verão realizou-se de 1 a 8 de julho de 2025, em Portugal, no Nordeste Transmontano, e o segundo, de 14 a 21 desse mesmo mês, na região do Lago di Bolsena, em Itália.
Após a experiência em Portugal, os 16 jovens portugueses e italianos voltaram a reunir-se, agora no Lago di Bolsena, um dos maiores lagos vulcânicos da Europa localizado na província de Viterbo, na região centro de Itália. Foi uma semana intensa de descobertas em torno da agricultura biológica, observação da vida selvagem, astronomia e práticas sustentáveis.
O reencontro às margens do lago
Os participantes chegaram a Monte Rufeno, onde foram recebidos na Nuova Pegasus, espaço que acolheu este segundo campo de verão. O ambiente natural da reserva e a hospitalidade da organização italiana marcaram o início de uma semana de imersão em atividades agrícolas, científicas e culturais. Entre abraços e reencontros, o entusiasmo era palpável: depois da experiência vivida em Portugal, todos estavam prontos para uma nova viagem de descobertas.
Da terra ao prato: sabores da agricultura biológica
Os primeiros dias de campo foram dedicados ao contacto direto com a terra. Em Marta, no Orto delle Fate, os jovens exploraram a produção biológica de tomate, desde a colheita ao processamento, terminando com a confeção de uma tradicional massa com molho de tomate caseiro. Para além do trabalho agrícola, houve momentos de descanso nas águas cristalinas do lago, espaço que serviu de refúgio e convívio intercultural.
Ciências naturais: o lago como laboratório vivo
Nos dias seguintes, a atenção voltou-se para a exploração científica. Em Bolsena, os jovens embarcaram numa viagem de barco pelo lago, onde recolheram plâncton e observaram aves. A atividade foi acompanhada por uma introdução à vulcanologia, agricultura, pesca e história local.
À tarde, já em laboratório, analisaram as amostras ao microscópio, observando plâncton e microplásticos, e participaram em experiências de dissecação de peixes, compreendendo melhor os ecossistemas aquáticos.

Agrofloresta, plantas aromáticas e conservação da vida selvagem
Um dos momentos mais inspiradores aconteceu na visita à associação Semi di Tuscia, onde os jovens conheceram uma floresta alimentar (food forest) e aprenderam como cultivar e cuidar de plantas aromáticas e medicinais.
O dia seguinte foi dedicado à monitorização da vida selvagem em Gradoli, através da fotoarmadilhagem, com os investigadores Flavio Monti e Marco Lautari. Esta atividade trouxe ao grupo uma nova perspetiva sobre a conservação e a ciência aplicada no território.
O céu noturno como inspiração
A experiência em Itália não poderia estar completa sem antes olhar as estrelas de um anoitecer de verão! Ainda em Monte Rufeno, os jovens participaram num workshop de fotografia astronómica, explorando o céu estrelado, através das lentes e da sua criatividade.
Mais tarde, visitaram o Observatório Astronómico de Monte Rufeno, onde se envolveram em atividades de astronomia, mitologia e observação através de telescópios. A noite tornou-se um palco de um fascínio pelas descobertas, que uniam a interpretação do território e as vivências práticas.
Agricultura regenerativa e celebração final
Os últimos dias incluíram um workshop de no-till farming (método de cultivo que não revolve a terra com recurso a maquinarias ou animais, permitindo reter com mais eficácia a humidade e proteger o solo da erosão, mantendo este mais rico em nutrientes), seguido de uma oficina de sementes e cultivo experimental. A semana terminou com um acampamento noturno e festa em Gradoli, um momento de partilha, música e despedidas, em que os jovens celebraram não só a amizade criada, mas também a experiência transformadora vivida entre Itália e Portugal.
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Uma viagem transformadora
Entre agricultura, ciência, observação astronómica e mergulhos nas águas do lago italiano e dos rios transmontanos, os campos de verão do projeto Exploring Nature and the Cosmos foram uma oportunidade única para aprofundar a ligação dos jovens com a natureza e o património ambiental europeu. Para além dos saberes e descobertas, criaram-se laços de amizade para a vida entre jovens de várias partes de Portugal e Itália, que se uniram na partilha de vivências e comunhão.
Sobre o projeto
O projeto Exploring Nature and the Cosmos - A Journey through Wildlife, Sky and Plants tem como objetivo levar os jovens a contactarem de forma imersiva com a natureza e a astronomia, com vista a promover uma maior consciência ambiental e ação em prol da sustentabilidade do planeta. É coordenado pela associação italiana Cultural Pro APS, e tem como parceiros a Palombar - Conservação da Natureza e do Património Rural e a Biodistretto Lago di Bolsen. Financiado pelo programa Erasmus + da União Europeia, decorre no ano de 2025.
Após a experiência em Portugal, os 16 jovens portugueses e italianos voltaram a reunir-se, agora no Lago di Bolsena, um dos maiores lagos vulcânicos da Europa localizado na província de Viterbo, na região centro de Itália. Foi uma semana intensa de descobertas em torno da agricultura biológica, observação da vida selvagem, astronomia e práticas sustentáveis.
O reencontro às margens do lago
Os participantes chegaram a Monte Rufeno, onde foram recebidos na Nuova Pegasus, espaço que acolheu este segundo campo de verão. O ambiente natural da reserva e a hospitalidade da organização italiana marcaram o início de uma semana de imersão em atividades agrícolas, científicas e culturais. Entre abraços e reencontros, o entusiasmo era palpável: depois da experiência vivida em Portugal, todos estavam prontos para uma nova viagem de descobertas.
Da terra ao prato: sabores da agricultura biológica
Os primeiros dias de campo foram dedicados ao contacto direto com a terra. Em Marta, no Orto delle Fate, os jovens exploraram a produção biológica de tomate, desde a colheita ao processamento, terminando com a confeção de uma tradicional massa com molho de tomate caseiro. Para além do trabalho agrícola, houve momentos de descanso nas águas cristalinas do lago, espaço que serviu de refúgio e convívio intercultural.
Produção biológica de tomate. Fotografia Duarte Pinto/Palombar.
Ciências naturais: o lago como laboratório vivo
Nos dias seguintes, a atenção voltou-se para a exploração científica. Em Bolsena, os jovens embarcaram numa viagem de barco pelo lago, onde recolheram plâncton e observaram aves. A atividade foi acompanhada por uma introdução à vulcanologia, agricultura, pesca e história local.
À tarde, já em laboratório, analisaram as amostras ao microscópio, observando plâncton e microplásticos, e participaram em experiências de dissecação de peixes, compreendendo melhor os ecossistemas aquáticos.

Análise de plâncton e microplásticos no laboratório. Fotografia Duarte Pinto/Palombar.
Agrofloresta, plantas aromáticas e conservação da vida selvagem
Um dos momentos mais inspiradores aconteceu na visita à associação Semi di Tuscia, onde os jovens conheceram uma floresta alimentar (food forest) e aprenderam como cultivar e cuidar de plantas aromáticas e medicinais.
O dia seguinte foi dedicado à monitorização da vida selvagem em Gradoli, através da fotoarmadilhagem, com os investigadores Flavio Monti e Marco Lautari. Esta atividade trouxe ao grupo uma nova perspetiva sobre a conservação e a ciência aplicada no território.
Visita a áreas cultivadas com plantas aromáticas. Fotografia Duarte Pinto/Palombar.
O céu noturno como inspiração
A experiência em Itália não poderia estar completa sem antes olhar as estrelas de um anoitecer de verão! Ainda em Monte Rufeno, os jovens participaram num workshop de fotografia astronómica, explorando o céu estrelado, através das lentes e da sua criatividade.
Mais tarde, visitaram o Observatório Astronómico de Monte Rufeno, onde se envolveram em atividades de astronomia, mitologia e observação através de telescópios. A noite tornou-se um palco de um fascínio pelas descobertas, que uniam a interpretação do território e as vivências práticas.
Agricultura regenerativa e celebração final
Os últimos dias incluíram um workshop de no-till farming (método de cultivo que não revolve a terra com recurso a maquinarias ou animais, permitindo reter com mais eficácia a humidade e proteger o solo da erosão, mantendo este mais rico em nutrientes), seguido de uma oficina de sementes e cultivo experimental. A semana terminou com um acampamento noturno e festa em Gradoli, um momento de partilha, música e despedidas, em que os jovens celebraram não só a amizade criada, mas também a experiência transformadora vivida entre Itália e Portugal.
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Apanha de amoras biológicas. Fotografia Duarte Pinto/Palombar.
Uma viagem transformadora
Entre agricultura, ciência, observação astronómica e mergulhos nas águas do lago italiano e dos rios transmontanos, os campos de verão do projeto Exploring Nature and the Cosmos foram uma oportunidade única para aprofundar a ligação dos jovens com a natureza e o património ambiental europeu. Para além dos saberes e descobertas, criaram-se laços de amizade para a vida entre jovens de várias partes de Portugal e Itália, que se uniram na partilha de vivências e comunhão.
Sobre o projeto
O projeto Exploring Nature and the Cosmos - A Journey through Wildlife, Sky and Plants tem como objetivo levar os jovens a contactarem de forma imersiva com a natureza e a astronomia, com vista a promover uma maior consciência ambiental e ação em prol da sustentabilidade do planeta. É coordenado pela associação italiana Cultural Pro APS, e tem como parceiros a Palombar - Conservação da Natureza e do Património Rural e a Biodistretto Lago di Bolsen. Financiado pelo programa Erasmus + da União Europeia, decorre no ano de 2025.