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7 Julho, 2021

14 ONG de Ambiente alertam que Plano Estratégico da PAC para Portugal perpetua assalto à natureza e defendem mudanças efetivas

14 ONG de Ambiente alertam que Plano Estratégico da PAC para Portugal perpetua assalto à natureza e defendem mudanças efetivas

Fotografia Cláudia Costa.

A Palombar - Conservação da Natureza e do Património Rural é uma das 14 organizações não-governamentais de ambiente (ONGA) que se juntaram para elaborar um documento comum que alerta que o Plano Estratégico da Política Agrícola Comum (PEPAC) 2022-27 para Portugal não promove uma agricultura mais amiga do ambiente e perpetua o assalto à natureza, defendendo mudanças efetivas que aliem a atividade agrícola à conservação do ambiente.

Tendo em conta que o PEPAC é determinante para a implementação da Política Agrícola Comum (PAC) em Portugal, o seu desenho e implementação condicionarão o futuro da biodiversidade nacional. Os impactos negativos da agricultura sobre a biodiversidade são já conhecidos e devem ser mitigados, pelo que 14 ONGA portuguesas pedem maior transparência no desenvolvimento deste instrumento de política, exigindo um PEPAC mais amigo do ambiente e que potencie os benefícios que esta atividade pode dar à natureza.

As 14 ONGA signatárias do "Documento de Posição sobre o Plano Estratégico da Política Agrícola Comum (PEPAC) para Portugal" defendem: uma PAC que premeie quem faz melhor, compensando os agricultores de acordo com o nível de melhorias no desempenho ambiental e climático; uma PAC que produza alimentos sustentáveis, assegurando que 30% das ajudas diretas à produção contribuem para benefícios ambientais e de ação climática; uma PAC que fomente a biodiversidade criando mais espaço para a natureza, e favorecendo TODAS as explorações agrícolas que promovam MAIORES valores de biodiversidade e elementos paisagísticos, principalmente na Rede Natura 2000; uma PAC que cumpra as metas do Acordo de Paris e seja coerente com as políticas nacionais de adaptação e combate às alterações climáticas e uma PAC que não apoie novos projetos de regadio que ameaçam a conservação dos agroecossistemas e o bom estado dos nossos rios e ribeiras, bem como as pessoas e biodiversidade que deles dependem.

As 14 ONGA subscritoras do documento são: A Rocha – Associação Cristã de Estudos e Defesa do Ambiente, ALDEIA – Acção, Liberdade, Desenvolvimento, Educação, Investigação, Ambiente, Almargem – Associação de Defesa do Património Cultural e Ambiental do Algarve, ANP|WWF – Associação Natureza Portugal, em associação com a WWF, ATNatureza – Associação Transumância e Natureza, FAPAS – Associação Portuguesa para a Conservação da Biodiversidade, GEOTA – Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente, LPN – Liga para a Protecção da Natureza, Palombar – Conservação da Natureza e do Património Rural, QUERCUS – Associação Nacional de Conservação da Natureza, SPBotânica – Sociedade Portuguesa de Botânica, SPEA – Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, SPECO – Sociedade Portuguesa de Ecologia e ZERO – Associação Sistema Terrestre Sustentável.