30 Março 2026
Terceiro grupo de abutres-pretos já está em aclimatação no Douro Internacional

Abutres-pretos do novo grupo em aclimatação. Fotografia Palombar.
Esta ação do projeto LIFE Aegypius Return objetiva reforçar a mais frágil e isolada colónia de abutre-preto (Aegypius monachus) do país e ganha particular relevância depois do grave incêndio que deflagrou na região em agosto de 2025
Quatro juvenis e uma “cara” conhecida
O novo grupo que ingressou no programa de aclimatação de 2026 é constituído por cinco abutres-pretos: quatro juvenis nascidos em 2025 e o jovem Pousio, nascido na colónia da Vidigueira, em 2024.
Os quatro juvenis foram recolhidos em diferentes pontos da região Centro - Escalhão (Figueira de Castelo Rodrigo), Torredeita (Viseu), Santa Comba (Seia) e Guarda - nos meses de setembro e outubro, com sinais de debilidade e desnutrição.
As crias de abutre-preto fazem os seus primeiros voos geralmente no mês de agosto, cerca de quatro meses após a eclosão. Depois de alguns voos junto à área natal, tornam-se, gradualmente, mais autónomos dos progenitores e, por vezes, arriscam voos mais longos, exploratórios. Face à sua inexperiência em reconhecer o território ou detetar alimento, podem desorientar-se e passar vários dias sem se alimentar, sendo comum a sua deteção em áreas inusitadas, afastadas dos locais de reprodução, em condições de debilidade e desnutrição.
Foi o caso dos quatro juvenis que agora ingressaram na estação de aclimatação. O indivíduo encontrado na Guarda foi localizado numa zona industrial dessa cidade, tendo prontamente sido resgatado pela Rewilding Portugal e pela PSP - Polícia de Segurança Pública, e entregue no CERVAS - Centro de Ecologia, Recuperação e Vigilância de Animais Selvagens, gerido pela Associação ALDEIA, em Gouveia, onde os restantes três abutres-pretos também já se encontravam em recuperação.
Uma nova oportunidade para o Pousio
O Pousio é a primeira cria conhecida da recente colónia da Vidigueira. É um jovem macho que nasceu no ano em que essa colónia foi descoberta (2024), na Herdade do Monte da Ribeira (HMR). Ainda no ninho, o Pousio foi anilhado e marcado com um emissor GPS/GSM, o que, no mês de janeiro seguinte, permitiu detetar um terrível incidente. O Pousio foi vítima de tiro de caçadeira, de madrugada e enquanto se encontrava pousado, tendo ficado com mais de 22 chumbos e fragmentos de projéteis nas patas e no corpo.
Após ser observado muito prostrado na HMR, os funcionários da Herdade chamaram o ICNF - Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, que, prontamente, o recolheu e entregou no LxCRAS - o Centro de Recuperação de Animais Silvestres gerido pela Câmara Municipal de Lisboa. Seguiu-se um longo processo de recuperação, com várias intervenções médico-veterinárias. A complexidade da situação exigiu a sua transferência para o Hospital Veterinário da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (CRAS HV-UTAD), onde foi submetido a novas intervenções. Após o respetivo período de recuperação, o Pousio foi ainda transferido para o CIARA, onde completou os treinos de voo e uma precoce muda de penas. Finalmente, depois de oito longos meses, o Pousio estava plenamente reabilitado e foi devolvido à sua colónia natal, em setembro de 2025.
No entanto, nos dias que se seguiram, o Pousio não se alimentou e acabou por pousar em Serpa, aparentemente procurando alimento junto das comunidades humanas. Foi, novamente, resgatado e entregue no LxCRAS, onde permaneceu até ao ingresso na aclimatação.
Tendo vivido apenas cerca de quatro meses em liberdade e, depois de um processo de reabilitação complexo que envolveu múltiplos procedimentos veterinários e um longo período de recuperação, o Pousio parece ter-se acostumado à presença humana e à obtenção de alimento por via artificial. Assim, não está em condições de regressar à natureza em segurança. Por esse motivo, a aclimatação dar-lhe-á uma oportunidade de reaprendizagem e de voltar a tornar-se autónomo, após a devolução à natureza.
Aclimatação no pós-incêndio
O programa de aclimatação do projeto LIFE Aegypius Return centra-se no Parque Natural do Douro Internacional (PNDI), que alberga uma das colónias de abutre-preto mais vulneráveis do país.
Localizada em Fornos, junto às arribas do Douro, a estação de aclimatação foi construída num terreno do parceiro Faia Brava - Associação de Conservação da Natureza e é gerida pela Palombar - Conservação da Natureza e do Património Rural. A infraestrutura principal mede 15 metros de comprimento por 9 de largura, sendo complementada por um contentor que alberga a enfermaria e o centro logístico. Este último assegura o sistema de videovigilância, permitindo a constante monitorização das aves.
Todas estas infraestruturas foram severamente afetadas pelo incêndio que lavrou no PNDI no verão de 2025. Graças aos donativos de muitas pessoas e entidades, e à célere atuação do parceiro Palombar, a estação de aclimatação e o habitat envolvente foram restaurados a tempo de completar o programa de aclimatação de 2025 e de permitir o de 2026.
No PNDI, oito ninhos de abutres-pretos foram afetados pelo fogo de 2025, com vários completamente destruídos. Duas a quatro crias morreram devido ao incêndio. O restauro do habitat e das zonas de alimentação aparenta ter mantido a maioria das aves adultas no território, mas ainda é cedo para avaliar os impactos das chamas na sustentabilidade da colónia. O incêndio veio reforçar a importância do programa de aclimatação para colmatar a fragilidade desta colónia.
Os abutres-pretos que ingressam no programa de aclimatação são juvenis dos quais não se conhece a colónia de origem. Deram entrada e foram tratados em centros de recuperação de fauna silvestre. Este ano, por motivos excecionais, o programa recebeu também o Pousio, cujo local de nascimento é conhecido.
Durante a aclimatação, os abutres (re)aprendem os comportamentos normais da espécie, ao socializarem com vários companheiros. Do interior da estação de aclimatação, os abutres observam também os seus congéneres, e outras espécies em liberdade, no exterior e no campo de alimentação para aves necrófagas que se localiza em frente. Durante aproximadamente seis a oito meses (devolução faseada à natureza - soft release), apreendem as normais interações sociais, como alimentação, cooperação, competição, entre outras. A alimentação e os cuidados são assegurados sem que ocorra qualquer contacto com os tratadores humanos. Chegado o momento da devolução à natureza, a estação é aberta e cada abutre sai livremente quando assim entender.
O soft release é um procedimento consolidado na conservação de abutres, com eficácia comprovada em vários países da Europa. Em comparação com técnicas alternativas, este método favorece a filopatria (fidelização à área) e é recomendado para aumentar a sobrevivência dos indivíduos reabilitados, acelerar a sua fixação ao local da aclimatação e fortalecer a estabilidade demográfica das populações. A maioria dos abutres-pretos anteriormente aclimatados no PNDI efetivamente tem-se mantido nas proximidades, sendo continuamente monitorizados.
A entrada de um novo grupo de abutres-pretos na estação de aclimatação é sempre um marco importante para o projeto LIFE Aegypius Return, mas também para a conservação da natureza. É, ainda, um momento de assinalar e celebrar a cooperação interinstitucional e de reconhecer o trabalho de todos os envolvidos em todas as etapas:
Deteção e resgate dos abutres-pretos debilitados: são devidos agradecimentos a todas as pessoas e entidades atentas e que colaboraram no resgate atempado das aves, cidadãos anónimos, Herdade do Monte da Ribeira, GNR - Guarda Nacional Republicana, PSP, ICNF e Rewilding Portugal.
Reabilitação: deve-se um reconhecimento especial a todos os Centros de Recuperação para a Fauna e Pólos de Receção que acolhem, tratam e reabilitam os abutres resgatados. Para os cinco abutres que agora entraram em aclimatação, foram incansáveis as equipas do CERVAS, LxCRAS/Câmara Municipal de Lisboa, CRAS HV-UTAD e CIARA.
Transferência: para o transporte seguro desde os centros de recuperação até ao PNDI, agradece-se ao ICNF, CERVAS e aos parceiros de projeto VCF - Vulture Conservation Foundation e Faia Brava.
Check-up e anilhagem: para a realização do check-up veterinário, anilhagem, recolha de amostras e biometrias foi essencial a cooperação dos parceiros Palombar, Faia Brava, CERVAS, CRAS HV-UTAD e CIARA.
Evento celebrativo: por fim, agradece-se a todas as pessoas e entidades que tornaram possível ou que participaram no momento de entrada do novo grupo de abutres na aclimatação: Palombar, Faia Brava, CERVAS, CRAS HV-UTAD, CIARA, Rewilding Portugal, ICNF e Viridia - Conservation in Action.
O LIFE Aegypius Return é cofinanciado pelo programa LIFE da União Europeia e implementado por um consórcio que integra a Vulture Conservation Foundation (VCF), beneficiário coordenador, e os parceiros locais Palombar – Conservação da Natureza e do Património Rural, Herdade da Contenda, Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, Liga para a Protecção da Natureza, Faia Brava - Associação de Conservação da Natureza, Fundación Naturaleza y Hombre, Guarda Nacional Republicana e Associação Nacional de Proprietários Rurais Gestão Cinegética e Biodiversidad.
Quatro juvenis e uma “cara” conhecida
O novo grupo que ingressou no programa de aclimatação de 2026 é constituído por cinco abutres-pretos: quatro juvenis nascidos em 2025 e o jovem Pousio, nascido na colónia da Vidigueira, em 2024.
Os quatro juvenis foram recolhidos em diferentes pontos da região Centro - Escalhão (Figueira de Castelo Rodrigo), Torredeita (Viseu), Santa Comba (Seia) e Guarda - nos meses de setembro e outubro, com sinais de debilidade e desnutrição.
As crias de abutre-preto fazem os seus primeiros voos geralmente no mês de agosto, cerca de quatro meses após a eclosão. Depois de alguns voos junto à área natal, tornam-se, gradualmente, mais autónomos dos progenitores e, por vezes, arriscam voos mais longos, exploratórios. Face à sua inexperiência em reconhecer o território ou detetar alimento, podem desorientar-se e passar vários dias sem se alimentar, sendo comum a sua deteção em áreas inusitadas, afastadas dos locais de reprodução, em condições de debilidade e desnutrição.
Foi o caso dos quatro juvenis que agora ingressaram na estação de aclimatação. O indivíduo encontrado na Guarda foi localizado numa zona industrial dessa cidade, tendo prontamente sido resgatado pela Rewilding Portugal e pela PSP - Polícia de Segurança Pública, e entregue no CERVAS - Centro de Ecologia, Recuperação e Vigilância de Animais Selvagens, gerido pela Associação ALDEIA, em Gouveia, onde os restantes três abutres-pretos também já se encontravam em recuperação.
Check-up veterinário e recolha de biometrias antes da admissão na aclimatação. Fotografia Palombar.
Uma nova oportunidade para o Pousio
O Pousio é a primeira cria conhecida da recente colónia da Vidigueira. É um jovem macho que nasceu no ano em que essa colónia foi descoberta (2024), na Herdade do Monte da Ribeira (HMR). Ainda no ninho, o Pousio foi anilhado e marcado com um emissor GPS/GSM, o que, no mês de janeiro seguinte, permitiu detetar um terrível incidente. O Pousio foi vítima de tiro de caçadeira, de madrugada e enquanto se encontrava pousado, tendo ficado com mais de 22 chumbos e fragmentos de projéteis nas patas e no corpo.
Após ser observado muito prostrado na HMR, os funcionários da Herdade chamaram o ICNF - Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, que, prontamente, o recolheu e entregou no LxCRAS - o Centro de Recuperação de Animais Silvestres gerido pela Câmara Municipal de Lisboa. Seguiu-se um longo processo de recuperação, com várias intervenções médico-veterinárias. A complexidade da situação exigiu a sua transferência para o Hospital Veterinário da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (CRAS HV-UTAD), onde foi submetido a novas intervenções. Após o respetivo período de recuperação, o Pousio foi ainda transferido para o CIARA, onde completou os treinos de voo e uma precoce muda de penas. Finalmente, depois de oito longos meses, o Pousio estava plenamente reabilitado e foi devolvido à sua colónia natal, em setembro de 2025.
No entanto, nos dias que se seguiram, o Pousio não se alimentou e acabou por pousar em Serpa, aparentemente procurando alimento junto das comunidades humanas. Foi, novamente, resgatado e entregue no LxCRAS, onde permaneceu até ao ingresso na aclimatação.
Tendo vivido apenas cerca de quatro meses em liberdade e, depois de um processo de reabilitação complexo que envolveu múltiplos procedimentos veterinários e um longo período de recuperação, o Pousio parece ter-se acostumado à presença humana e à obtenção de alimento por via artificial. Assim, não está em condições de regressar à natureza em segurança. Por esse motivo, a aclimatação dar-lhe-á uma oportunidade de reaprendizagem e de voltar a tornar-se autónomo, após a devolução à natureza.
Pousio: Raio-X às patas, evidenciando chumbos e fragmentos de projétil; dedo com garra amputada; resgate em Serpa, após devolução à natureza. Fotografias DR.
Aclimatação no pós-incêndio
O programa de aclimatação do projeto LIFE Aegypius Return centra-se no Parque Natural do Douro Internacional (PNDI), que alberga uma das colónias de abutre-preto mais vulneráveis do país.
Localizada em Fornos, junto às arribas do Douro, a estação de aclimatação foi construída num terreno do parceiro Faia Brava - Associação de Conservação da Natureza e é gerida pela Palombar - Conservação da Natureza e do Património Rural. A infraestrutura principal mede 15 metros de comprimento por 9 de largura, sendo complementada por um contentor que alberga a enfermaria e o centro logístico. Este último assegura o sistema de videovigilância, permitindo a constante monitorização das aves.
Todas estas infraestruturas foram severamente afetadas pelo incêndio que lavrou no PNDI no verão de 2025. Graças aos donativos de muitas pessoas e entidades, e à célere atuação do parceiro Palombar, a estação de aclimatação e o habitat envolvente foram restaurados a tempo de completar o programa de aclimatação de 2025 e de permitir o de 2026.
No PNDI, oito ninhos de abutres-pretos foram afetados pelo fogo de 2025, com vários completamente destruídos. Duas a quatro crias morreram devido ao incêndio. O restauro do habitat e das zonas de alimentação aparenta ter mantido a maioria das aves adultas no território, mas ainda é cedo para avaliar os impactos das chamas na sustentabilidade da colónia. O incêndio veio reforçar a importância do programa de aclimatação para colmatar a fragilidade desta colónia.
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Estação de aclimatação e habitat envolvente, após o incêndio de agosto 2025. Fotografia Faia Brava.
Aclimatar abutres como? E para quê?
Os abutres-pretos que ingressam no programa de aclimatação são juvenis dos quais não se conhece a colónia de origem. Deram entrada e foram tratados em centros de recuperação de fauna silvestre. Este ano, por motivos excecionais, o programa recebeu também o Pousio, cujo local de nascimento é conhecido.
Durante a aclimatação, os abutres (re)aprendem os comportamentos normais da espécie, ao socializarem com vários companheiros. Do interior da estação de aclimatação, os abutres observam também os seus congéneres, e outras espécies em liberdade, no exterior e no campo de alimentação para aves necrófagas que se localiza em frente. Durante aproximadamente seis a oito meses (devolução faseada à natureza - soft release), apreendem as normais interações sociais, como alimentação, cooperação, competição, entre outras. A alimentação e os cuidados são assegurados sem que ocorra qualquer contacto com os tratadores humanos. Chegado o momento da devolução à natureza, a estação é aberta e cada abutre sai livremente quando assim entender.
O soft release é um procedimento consolidado na conservação de abutres, com eficácia comprovada em vários países da Europa. Em comparação com técnicas alternativas, este método favorece a filopatria (fidelização à área) e é recomendado para aumentar a sobrevivência dos indivíduos reabilitados, acelerar a sua fixação ao local da aclimatação e fortalecer a estabilidade demográfica das populações. A maioria dos abutres-pretos anteriormente aclimatados no PNDI efetivamente tem-se mantido nas proximidades, sendo continuamente monitorizados.
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Novo grupo de abutres-pretos em aclimatação, com aves selvagens no exterior. Imagem obtida por videovigilância.
Agradecimentos
A entrada de um novo grupo de abutres-pretos na estação de aclimatação é sempre um marco importante para o projeto LIFE Aegypius Return, mas também para a conservação da natureza. É, ainda, um momento de assinalar e celebrar a cooperação interinstitucional e de reconhecer o trabalho de todos os envolvidos em todas as etapas:
Deteção e resgate dos abutres-pretos debilitados: são devidos agradecimentos a todas as pessoas e entidades atentas e que colaboraram no resgate atempado das aves, cidadãos anónimos, Herdade do Monte da Ribeira, GNR - Guarda Nacional Republicana, PSP, ICNF e Rewilding Portugal.
Reabilitação: deve-se um reconhecimento especial a todos os Centros de Recuperação para a Fauna e Pólos de Receção que acolhem, tratam e reabilitam os abutres resgatados. Para os cinco abutres que agora entraram em aclimatação, foram incansáveis as equipas do CERVAS, LxCRAS/Câmara Municipal de Lisboa, CRAS HV-UTAD e CIARA.
Transferência: para o transporte seguro desde os centros de recuperação até ao PNDI, agradece-se ao ICNF, CERVAS e aos parceiros de projeto VCF - Vulture Conservation Foundation e Faia Brava.
Check-up e anilhagem: para a realização do check-up veterinário, anilhagem, recolha de amostras e biometrias foi essencial a cooperação dos parceiros Palombar, Faia Brava, CERVAS, CRAS HV-UTAD e CIARA.
Evento celebrativo: por fim, agradece-se a todas as pessoas e entidades que tornaram possível ou que participaram no momento de entrada do novo grupo de abutres na aclimatação: Palombar, Faia Brava, CERVAS, CRAS HV-UTAD, CIARA, Rewilding Portugal, ICNF e Viridia - Conservation in Action.
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Fotografia de grupo após a admissão do novo grupo de soft release. Fotografia Palombar.
Sobre o projeto
O LIFE Aegypius Return é cofinanciado pelo programa LIFE da União Europeia e implementado por um consórcio que integra a Vulture Conservation Foundation (VCF), beneficiário coordenador, e os parceiros locais Palombar – Conservação da Natureza e do Património Rural, Herdade da Contenda, Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, Liga para a Protecção da Natureza, Faia Brava - Associação de Conservação da Natureza, Fundación Naturaleza y Hombre, Guarda Nacional Republicana e Associação Nacional de Proprietários Rurais Gestão Cinegética e Biodiversidad.