26 Agosto 2022
61.º CTVI Curralada: mais do que um campo de trabalho, uma experiência sociocultural no maravilhoso interior transmontano

Grupo de voluntários do 61.º CTVI - Curralada. Fotografia Palombar.
Os campos de trabalho voluntário internacional (CTVI) organizados pela Palombar - Conservação da Natureza e do Património Rural aliam sempre o restauro e a conservação dos edificados rurais tradicionais, e a aprendizagem das técnicas tradicionais de construção, à descoberta do território e do seu património natural, arquitetónico, cultural e social, bem como à vida em comunidade e ao convívio intergeracional. O 61.º Campo de Trabalho Voluntário Internacional - Curralada, que decorreu na aldeia de Uva, no concelho de Vimioso, distrito de Bragança, entre os dias 13 e 29 de julho de 2022, não foi diferente. Mostra-nos quem nele participou.
Mais do que realizar os trabalhos de recuperação da Curralada, um edificado icónico da região de Trás-os-Montes, esta foi uma experiência sociocultural à descoberta do maravilhoso interior transmontano. Porque este território e o seu legado também são para os jovens, os que passam, os que ficam, e, sobretudo, os que valorizam e põem mãos à obra para os conservar.
Ambre Nicolas, 24 anos | França
“Esta experiência foi incrível, principalmente por causa de todas as pessoas com quem estive. Conhecer os outros voluntários, o Serviço Civil Italiano, os trabalhadores da Palombar, bem como todas as pessoas que vivem na aldeia de Uva, foi muito bom. Além disso, trabalhar na recuperação da Curralada ajudou a criar laços entre os voluntários e isso foi um verdadeiro prazer. Eu apreciei muito a vida em comunidade. O que mais me impressionou durante este campo de trabalho foi, provavelmente, o poder do trabalho coletivo. Tudo o que fizemos em apenas duas semanas surpreendeu-me porque, no final, pudemos ver claramente os resultados.”
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Lucas Lemasson, 20 anos | França
“A estadia foi incrível! Tenho muitas boas recordações desta viagem e desta aventura. Em primeiro lugar, para falar do território, gostei de estar numa aldeia calma e acolhedora, onde todos se conhecem e confiam uns nos outros, mesmo sem trancar a casa ou o carro. O facto de passearmos os burros como passeamos os cães, ou os cães e gatos andarem livremente na aldeia é completamente diferente do que estamos habituados a ver na cidade e fiquei feliz por descobrir isso. Acho muito acolhedor. As pessoas que trabalham na Palombar fazem coisas muito interessantes. Criou-se uma verdadeira coesão de grupo. Descobrir as técnicas tradicionais de construção na prática permitiu-me ter um ponto de vista diferente do que aprendi em sala de aula e constituiu uma abordagem distinta. Guardarei na memória, com alegria, estes 15 dias que passei no campo de trabalho, a descoberta do território e todas as atividades realizadas.”

Wendy Flacelière, 26 anos | França
“Esta experiência foi mais do que enriquecedora, tudo foi pensado e coordenado na perfeição. Todos os dias decorreram de acordo com um programa definido pela associação, que também nos deu liberdade e autonomia. É uma experiência que recomendo a todos ter, pois permite que se aprenda e enriqueça em muitas coisas de que todos precisamos. O restauro da Curralada foi incrível, tivemos a sorte de ser uma equipa com pessoas bem dispostas e motivadas, pudemos aprender muitas técnicas de construção tradicionais e progredir muito rápido nos conhecimentos adquiridos. A nível humano, a diversidade das pessoas presentes tornou este campo de trabalho extraordinário. O que mais me impressionou durante esta experiência foram certamente os momentos de convívio e partilha entre nós, a simplicidade dos vínculos e a benevolência de cada pessoa.”

Roxane Nebout, 18 anos | França
“No começo foi um pouco complicado adaptar-me a esse novo ambiente, mas as pessoas aqui foram tão acolhedoras que, na realidade, foi mais fácil do que eu imaginava no início. Eu nunca tive uma experiência destas antes, foi muito boa. O facto de todos quererem fazer o melhor para recuperar a Curralada foi muito útil. E, além disso, eu realmente senti que éramos uma equipa, e fazer o trabalho com outras pessoas tornou-o prazeroso e divertido. Aprendi coisas que jamais aprenderia noutro lugar. Estou muito feliz por ter participado neste campo de trabalho porque saí da minha zona de conforto e isso fez com que eu quisesse fazer muitas coisas novas que eu tinha medo de vivenciar antes. O que mais me impressionou durante esta experiência foi o interesse de todos em Uva pelo trabalho que fizemos. Todos ficaram felizes e agradecidos por termos vindo ajudar. Foi durante esses momentos que senti que foi uma coisa boa eu ter vindo aqui, porque as pessoas foram muito gentis e agradecidas.”

Samuel Bas, 29 anos | França
“Esta experiência em Uva foi ótima para mim, do início ao fim! O trabalho em equipa permitiu-me fazer muitas descobertas e falar com pessoas que tinham atividades completamente diferentes das minhas, foi muito gratificante. Também foi ótimo conversar com pessoas de diferentes países (Portugal, Itália, Roménia, etc.). Gostei muito do ambiente de trabalho e da vida quotidiana com a equipa (cozinhar juntos, ir ao rio, realizar jogos e das noites de dança, etc.). Fiz amizades que durarão por muito tempo, acho eu. O campo de trabalho também me permitiu aprender muito sobre as casas tradicionais portuguesas e sobre o restauro e construção de uma casa: como fazer um muro de pedra, argamassa, reconstruir um telhado, etc. Foi muito gratificante ver a evolução dos trabalhos realizados na Curralada com o passar das semanas. As diferentes tarefas que fizemos foram muito variadas e nunca me senti entediado. As atividades de lazer realizadas durante a tarde também foram ótimas. Foi, para mim, a forma ideal de descobrir a região e a sua cultura. Descobri lugares lindos e aprendi muito sobre a arquitetura local (especialmente os pombais tradicionais), as diferentes tradições e lendas da região. Essas atividades também foram uma oportunidade para eu conhecer mais sobre as diferentes espécies de animais locais, especialmente as aves presentes na região e os burros de Miranda. No que se refere ao trabalho realizado, gostei particularmente de recuperar as antigas portas de madeira da Curralada. Apreciei, igualmente, descobrir os pratos tradicionais portugueses, ir ao rio e conhecer as aldeias vizinhas. Adorei particularmente o passeio realizado ao Centro de Acolhimento do Burro, que me permitiu superar o medo que tenho de burros e cavalos. Foi a primeira vez que pude estar em contato tão próximo com esses animais e tocá-los sem medo.”

Max Esnée, 30 anos | França
"Foi uma excelente experiência! Houve uma coesão muito grande entre o grupo de voluntários e os trabalhadores da Palombar, foi muito divertido. Gostei do trabalho que fizemos na Curralada, pois tivemos a oportunidade de aprender diferentes técnicas tradicionais de construção. Ver o resultado final após duas semanas de trabalho foi realmente satisfatório. Acho que teria gostado de ficar um pouco mais em Uva. Também descobri o trabalho que a Palombar faz na região. Eu não tinha ideia de todas as diferentes atividades que a associação realiza antes de estar no campo de trabalho: proteger e conservar aves e outros animais selvagens, prevenir incêndios, recuperar edificados tradicionais, etc. e de como tudo isso está interligado, foi realmente interessante.”

Margaux Lafond, 20 anos | França
“A minha experiência neste campo de trabalho foi muito positiva, tanto a nível social, como de trabalho. Durante a recuperação da Curralada, aprendi várias técnicas tradicionais de construção, como fazer argamassa para as paredes, a limpeza do terreno, a estrutura do telhado e a recuperação das antigas portas de madeira. A experiência foi ótima porque pude partilhar esses momentos com a equipa e os habitantes da aldeia. A minha expetativa era ajudar a fazer algo prático e ver as etapas dos trabalhos de restauro e conservação de um edificado tradicional noutro país, neste caso a Curralada, em Portugal. Gostei também das visitas que recebemos das pessoas locais da aldeia, todos conheciam a casa ou pelo menos sabiam da sua existência. Os habitantes locais partilharam connosco o que sabiam sobre casa, sobre o seu passado, e acompanharam o trabalho que estávamos a fazer. Isso foi muito interessante porque pudemos aprender mais sobre a Curralada. Gostei muito de estar na aldeia e conhecer os pombais tradicionais, bem como aprender sobre as várias missões da Palombar e sobretudo contribuir para uma dessas missões: conservar o património rural, neste caso, a Curralada. Adorei aprender todas as técnicas tradicionais de construção usadas na sua recuperação. O esforço valeu a pena e o resultado também.”
O 61.º CTVI - Curralada foi realizado no âmbito do projeto "Hands on - Volunteering teams for Rural and Natural Heritage” da Palombar, financiado pelo Corpo Europeu de Solidariedade da União Europeia, e em colaboração com a associação francesa Union Rempart. No total, contou com a participação de 12 voluntários. Este CTVI teve ainda o apoio institucional do Município de Vimioso e da União de Freguesias de Algoso, Campo de Víboras e Uva.
Mais do que realizar os trabalhos de recuperação da Curralada, um edificado icónico da região de Trás-os-Montes, esta foi uma experiência sociocultural à descoberta do maravilhoso interior transmontano. Porque este território e o seu legado também são para os jovens, os que passam, os que ficam, e, sobretudo, os que valorizam e põem mãos à obra para os conservar.
Ambre Nicolas, 24 anos | França
“Esta experiência foi incrível, principalmente por causa de todas as pessoas com quem estive. Conhecer os outros voluntários, o Serviço Civil Italiano, os trabalhadores da Palombar, bem como todas as pessoas que vivem na aldeia de Uva, foi muito bom. Além disso, trabalhar na recuperação da Curralada ajudou a criar laços entre os voluntários e isso foi um verdadeiro prazer. Eu apreciei muito a vida em comunidade. O que mais me impressionou durante este campo de trabalho foi, provavelmente, o poder do trabalho coletivo. Tudo o que fizemos em apenas duas semanas surpreendeu-me porque, no final, pudemos ver claramente os resultados.”
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Lucas Lemasson, 20 anos | França
“A estadia foi incrível! Tenho muitas boas recordações desta viagem e desta aventura. Em primeiro lugar, para falar do território, gostei de estar numa aldeia calma e acolhedora, onde todos se conhecem e confiam uns nos outros, mesmo sem trancar a casa ou o carro. O facto de passearmos os burros como passeamos os cães, ou os cães e gatos andarem livremente na aldeia é completamente diferente do que estamos habituados a ver na cidade e fiquei feliz por descobrir isso. Acho muito acolhedor. As pessoas que trabalham na Palombar fazem coisas muito interessantes. Criou-se uma verdadeira coesão de grupo. Descobrir as técnicas tradicionais de construção na prática permitiu-me ter um ponto de vista diferente do que aprendi em sala de aula e constituiu uma abordagem distinta. Guardarei na memória, com alegria, estes 15 dias que passei no campo de trabalho, a descoberta do território e todas as atividades realizadas.”

Wendy Flacelière, 26 anos | França
“Esta experiência foi mais do que enriquecedora, tudo foi pensado e coordenado na perfeição. Todos os dias decorreram de acordo com um programa definido pela associação, que também nos deu liberdade e autonomia. É uma experiência que recomendo a todos ter, pois permite que se aprenda e enriqueça em muitas coisas de que todos precisamos. O restauro da Curralada foi incrível, tivemos a sorte de ser uma equipa com pessoas bem dispostas e motivadas, pudemos aprender muitas técnicas de construção tradicionais e progredir muito rápido nos conhecimentos adquiridos. A nível humano, a diversidade das pessoas presentes tornou este campo de trabalho extraordinário. O que mais me impressionou durante esta experiência foram certamente os momentos de convívio e partilha entre nós, a simplicidade dos vínculos e a benevolência de cada pessoa.”

Roxane Nebout, 18 anos | França
“No começo foi um pouco complicado adaptar-me a esse novo ambiente, mas as pessoas aqui foram tão acolhedoras que, na realidade, foi mais fácil do que eu imaginava no início. Eu nunca tive uma experiência destas antes, foi muito boa. O facto de todos quererem fazer o melhor para recuperar a Curralada foi muito útil. E, além disso, eu realmente senti que éramos uma equipa, e fazer o trabalho com outras pessoas tornou-o prazeroso e divertido. Aprendi coisas que jamais aprenderia noutro lugar. Estou muito feliz por ter participado neste campo de trabalho porque saí da minha zona de conforto e isso fez com que eu quisesse fazer muitas coisas novas que eu tinha medo de vivenciar antes. O que mais me impressionou durante esta experiência foi o interesse de todos em Uva pelo trabalho que fizemos. Todos ficaram felizes e agradecidos por termos vindo ajudar. Foi durante esses momentos que senti que foi uma coisa boa eu ter vindo aqui, porque as pessoas foram muito gentis e agradecidas.”

Samuel Bas, 29 anos | França
“Esta experiência em Uva foi ótima para mim, do início ao fim! O trabalho em equipa permitiu-me fazer muitas descobertas e falar com pessoas que tinham atividades completamente diferentes das minhas, foi muito gratificante. Também foi ótimo conversar com pessoas de diferentes países (Portugal, Itália, Roménia, etc.). Gostei muito do ambiente de trabalho e da vida quotidiana com a equipa (cozinhar juntos, ir ao rio, realizar jogos e das noites de dança, etc.). Fiz amizades que durarão por muito tempo, acho eu. O campo de trabalho também me permitiu aprender muito sobre as casas tradicionais portuguesas e sobre o restauro e construção de uma casa: como fazer um muro de pedra, argamassa, reconstruir um telhado, etc. Foi muito gratificante ver a evolução dos trabalhos realizados na Curralada com o passar das semanas. As diferentes tarefas que fizemos foram muito variadas e nunca me senti entediado. As atividades de lazer realizadas durante a tarde também foram ótimas. Foi, para mim, a forma ideal de descobrir a região e a sua cultura. Descobri lugares lindos e aprendi muito sobre a arquitetura local (especialmente os pombais tradicionais), as diferentes tradições e lendas da região. Essas atividades também foram uma oportunidade para eu conhecer mais sobre as diferentes espécies de animais locais, especialmente as aves presentes na região e os burros de Miranda. No que se refere ao trabalho realizado, gostei particularmente de recuperar as antigas portas de madeira da Curralada. Apreciei, igualmente, descobrir os pratos tradicionais portugueses, ir ao rio e conhecer as aldeias vizinhas. Adorei particularmente o passeio realizado ao Centro de Acolhimento do Burro, que me permitiu superar o medo que tenho de burros e cavalos. Foi a primeira vez que pude estar em contato tão próximo com esses animais e tocá-los sem medo.”

Max Esnée, 30 anos | França
"Foi uma excelente experiência! Houve uma coesão muito grande entre o grupo de voluntários e os trabalhadores da Palombar, foi muito divertido. Gostei do trabalho que fizemos na Curralada, pois tivemos a oportunidade de aprender diferentes técnicas tradicionais de construção. Ver o resultado final após duas semanas de trabalho foi realmente satisfatório. Acho que teria gostado de ficar um pouco mais em Uva. Também descobri o trabalho que a Palombar faz na região. Eu não tinha ideia de todas as diferentes atividades que a associação realiza antes de estar no campo de trabalho: proteger e conservar aves e outros animais selvagens, prevenir incêndios, recuperar edificados tradicionais, etc. e de como tudo isso está interligado, foi realmente interessante.”

Margaux Lafond, 20 anos | França
“A minha experiência neste campo de trabalho foi muito positiva, tanto a nível social, como de trabalho. Durante a recuperação da Curralada, aprendi várias técnicas tradicionais de construção, como fazer argamassa para as paredes, a limpeza do terreno, a estrutura do telhado e a recuperação das antigas portas de madeira. A experiência foi ótima porque pude partilhar esses momentos com a equipa e os habitantes da aldeia. A minha expetativa era ajudar a fazer algo prático e ver as etapas dos trabalhos de restauro e conservação de um edificado tradicional noutro país, neste caso a Curralada, em Portugal. Gostei também das visitas que recebemos das pessoas locais da aldeia, todos conheciam a casa ou pelo menos sabiam da sua existência. Os habitantes locais partilharam connosco o que sabiam sobre casa, sobre o seu passado, e acompanharam o trabalho que estávamos a fazer. Isso foi muito interessante porque pudemos aprender mais sobre a Curralada. Gostei muito de estar na aldeia e conhecer os pombais tradicionais, bem como aprender sobre as várias missões da Palombar e sobretudo contribuir para uma dessas missões: conservar o património rural, neste caso, a Curralada. Adorei aprender todas as técnicas tradicionais de construção usadas na sua recuperação. O esforço valeu a pena e o resultado também.”
O 61.º CTVI - Curralada foi realizado no âmbito do projeto "Hands on - Volunteering teams for Rural and Natural Heritage” da Palombar, financiado pelo Corpo Europeu de Solidariedade da União Europeia, e em colaboração com a associação francesa Union Rempart. No total, contou com a participação de 12 voluntários. Este CTVI teve ainda o apoio institucional do Município de Vimioso e da União de Freguesias de Algoso, Campo de Víboras e Uva.