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						<title>Rss Feed PALOMBAR</title> 
						<link>http://www.palombar.pt/</link> 
						<description>Feed PALOMBAR</description> 
						<language>pt-PT</language><item> 
	                <pubDate>Wed, 04 Mar 2026 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Projeto REGiMont vai criar rede colaborativa para promover regeneraÃ§Ã£o da paisagem de montanha</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/projeto-regimont-vai-criar-rede-colaborativa-para-promover-regeneracao-da-paisagem-de-montanha-2026-2f03-2f04/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>Com apoio de fundo europeu in&eacute;dito</strong> <br />
<br />
A Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural vai arrancar, em abril, com o projeto REGiMont - Centro de Regenera&ccedil;&atilde;o da Paisagem de Montanha, que pretende criar uma rede colaborativa para facilitar parcerias entre coletivos e indiv&iacute;duos que atuam sobre a regenera&ccedil;&atilde;o e valoriza&ccedil;&atilde;o da paisagem natural e edificada do Norte e Centro de Portugal e Espanha. A Palombar integra um grupo de 15 organiza&ccedil;&otilde;es europeias selecionadas para aplicar o Regenerative Communities Fund (RCF), o primeiro fundo europeu dedicado especificamente a apoiar comunidades regenerativas, que financia este projeto.  <br />
<br />
Com este projeto, que decorre em 2026 e 2027 e abrange as regi&otilde;es de Tr&aacute;s-os-Montes, Minho, Serra da Estrela e as comunidades aut&oacute;nomas espanholas da Galiza e Castela e Le&atilde;o, a Palombar visa criar parcerias enraizadas na colabora&ccedil;&atilde;o integrada e direcionada com capacidade para aumentar o impacto regenerativo das iniciativas criadas nos espa&ccedil;os rurais.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/segunda capa_redu.jpg" width="900" height="600" alt="" /> <br />
<p class="legenda">Curralada, um edificado ic&oacute;nico das paisagens rurais. Fotografia Palombar.</p>
<strong><br />
Ciclo colaborativo e sess&otilde;es de trabalho</strong>  <br />
<br />
O projeto est&aacute; centrado na realiza&ccedil;&atilde;o de umâ€¯ciclo colaborativo que integra tr&ecirc;s encontros presenciais, desenhados para facilitar parcerias e di&aacute;logo entre coletivos e indiv&iacute;duos que atuam sobre a regenera&ccedil;&atilde;o da paisagem natural e edificada. Estes encontros ser&atilde;o interligados porâ€¯sete sess&otilde;es onlineâ€¯que ir&atilde;o aprofundar os temas a trabalhar. <br />
<br />
Os principais temas propostos para direcionar os processos colaborativos s&atilde;o: a regenera&ccedil;&atilde;o e a conserva&ccedil;&atilde;o ambiental das paisagens, de forma a aumentar a resili&ecirc;ncia clim&aacute;tica e re-imaginar a gest&atilde;o territorial; a habita&ccedil;&atilde;o em espa&ccedil;os rurais; e as respostas de eco-constru&ccedil;&atilde;o direcionadas a um mercado habitacional acess&iacute;vel. <br />
<br />
Os objetivos principais do projeto s&atilde;o: promover a submiss&atilde;o de candidaturas a novos projetos em parceria; prepara&ccedil;&atilde;o de manifestos tem&aacute;ticos; e cria&ccedil;&atilde;o de um reposit&oacute;rio digital de compet&ecirc;ncias e recursos. <br />
<br />
<strong>Per&iacute;odo de inscri&ccedil;&atilde;o j&aacute; est&aacute; aberto e decorre at&eacute; 31 de mar&ccedil;o</strong> <br />
<br />
O projeto tem como p&uacute;blico-alvo coletivos e indiv&iacute;duos que atuam nas &aacute;reas da regenera&ccedil;&atilde;o ambiental, cultural e social, eco-constru&ccedil;&atilde;o e gest&atilde;o do territ&oacute;rio no Norte e Centro de Portugal e Espanha. <strong>O per&iacute;odo de </strong><u><a href="https://palombar.pt/pt/atividades/regimont-ciclo-de-encontros-e-sessoes-de-trabalho-2026-2f04-2f21/" target="_blank"><strong>inscri&ccedil;&atilde;o no ciclo e sess&otilde;es</strong></a></u><strong> j&aacute; est&aacute; aberto e decorre at&eacute; 31 de mar&ccedil;o de 2026.</strong> A participa&ccedil;&atilde;o &eacute; gratuita, contudo, dado haver um limite para o n&uacute;mero de participantes, a inscri&ccedil;&atilde;o &eacute; obrigat&oacute;ria e os participantes selecionados ser&atilde;o notificados at&eacute; ao dia 3 de abril. <strong>As despesas com desloca&ccedil;&otilde;es e alimenta&ccedil;&atilde;o, bem como o alojamento s&atilde;o assegurados pelo projeto.</strong><br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Pombal tradicional_fotografiaPedroAlves_palombar.jpg" width="900" height="600" alt="" /> <br />
<p class="legenda">Pombal tradicional, um exemplo de constru&ccedil;&atilde;o rural erguida em simbiose com o meio. Fotografia Pedro Alves/Palombar.</p>
<strong><br />
Sobre o financiamento</strong> <br />
<br />
O projeto REGiMont, coordenado pela Palombar, conta com financiamento do Regenerative Communities Fund (RCF), o primeiro fundo europeu dedicado especificamente a apoiar comunidades regenerativas, dinamizado pela <u><a href="https://ecolise.eu/how-we-do-it/regenerative-communities-fund/" target="_blank">ECOLISE</a></u> - European Network of Community-Led Initiatives on Climate Change and Sustainabilitye, cofinanciado pela Uni&atilde;o Europeia ao abrigo do programa Funding Fairer Futures (FFF). O RCF foi desenhado em 2024 para fortalecer respostas lideradas por comunidades face &agrave; crise clim&aacute;tica e ecol&oacute;gica, apoiando organiza&ccedil;&otilde;es de base local em cinco pa&iacute;ses europeus: Portugal, Espanha, Fran&ccedil;a, Cro&aacute;cia e Finl&acirc;ndia. <br />
<br />
<strong>Palombar selecionada para aplicar fundo pioneiro</strong> <br />
<br />
A Palombar integra um grupo de 15 organiza&ccedil;&otilde;es europeias selecionadas como &rdquo;Demonstrators&rdquo; do RCF, reconhecidas pela sua experi&ecirc;ncia em regenera&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria e capacidade para acolher, inspirar e apoiar outras iniciativas emergentes.  <br />
<br />
Ao participarem no REGiMont, os coletivos e participantes individuais ir&atilde;o contribuir ativamente para a constru&ccedil;&atilde;o de uma rede informal europeia que junta Portugal, Espanha, Fran&ccedil;a, Cro&aacute;cia e Finl&acirc;ndia na promo&ccedil;&atilde;o de comunidades mais justas, inclusivas e regenerativas. &nbsp;]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 26 Feb 2026 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Palombar contribui para a publicaÃ§Ã£o de 16 artigos cientÃ­ficos e faz aumentar potencial de I&amp;D das ONG</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/palombar-contribui-para-a-publicacao-de-16-artigos-cientificos-e-faz-aumentar-potencial-de-iad-das-ong-2026-2f02-2f26/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[A organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental de ambiente Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural j&aacute; contribuiu de forma ativa para 16 artigos cient&iacute;ficos publicados em revistas da especialidade com revis&atilde;o por pares, algumas delas com grande fator de impacto e prest&iacute;gio, tais como a <em>BioScience</em>, <em>Journal of Applied Ecology</em>, <em>Biological Conservation</em>, <em>Ecology</em> e <em>Evolutionary Applications</em>.<br />
<br />
<strong>Palombar faz aumentar potencial de I&amp;D das ONG<br />
</strong><br />
O trabalho da Palombar nesta &aacute;rea tem contribu&iacute;do para aumentar o potencial cient&iacute;fico, nomeadamente de investiga&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento (I&amp;D), das Institui&ccedil;&otilde;es Privadas Sem Fins Lucrativos (IPSFL), nas quais se integram as ONG, o qual &eacute; avaliado pelo Inqu&eacute;rito ao Potencial Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico Nacional (IPCTN), elaborado pela Dire&ccedil;&atilde;o-Geral de Estat&iacute;sticas da Educa&ccedil;&atilde;o e Ci&ecirc;ncia (DGEEC). Entre 2019 e o in&iacute;cio de 2026, a Palombar contribuiu, atrav&eacute;s de autoria e coautoria, para a publica&ccedil;&atilde;o de uma m&eacute;dia de dois artigos cient&iacute;ficos por ano. A Palombar come&ccedil;ou a responder ao IPCTN em 2021, com dados relativos a 2020, ap&oacute;s solicita&ccedil;&atilde;o da DGEEC.<br />
<br />
O IPCTN de 2024, publicado em 2025 e que inclui uma avalia&ccedil;&atilde;o do potencial cient&iacute;fico e tecnol&oacute;gico nacional entre 2015 e 2024, revela que houve um aumento cont&iacute;nuo do investimento na &aacute;rea por parte das IPSFL, incluindo ONG, e um crescimento, ainda que com algumas nuances, do n&uacute;mero de pessoas dedicadas &agrave; investiga&ccedil;&atilde;o nestas entidades.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Screenshot_5.jpg" width="900" height="458" alt="" /><br />
<br />
<strong>Palombar tem um grupo dedicado &agrave; investiga&ccedil;&atilde;o</strong> <br />
<br />
A Palombar tem um grupo dedicado &agrave; &aacute;rea da investiga&ccedil;&atilde;o, composto por dois investigadores doutorados, Jo&atilde;o Santos, que desenvolve trabalho cient&iacute;fico na Palombar desde 2018, e Pedro Horta, bem como pela investigadora Helena Raposeira, que est&aacute; em fase de conclus&atilde;o do seu doutoramento, os quais integraram mais recentemente a equipa da ONG e o grupo de investiga&ccedil;&atilde;o. A par deste grupo, grande parte da equipa da Palombar tamb&eacute;m colabora com o fornecimento de dados e informa&ccedil;&atilde;o relevante para a &aacute;rea cient&iacute;fica, participando igualmente na coautoria de v&aacute;rios artigos. <br />
<br />
<strong>Artigos publicados abordam v&aacute;rios temas e linhas de investiga&ccedil;&atilde;o</strong><br />
<br />
Os artigos para os quais a Palombar contribuiu abordam v&aacute;rios temas e linhas de investiga&ccedil;&atilde;o, tais como ecologia evolutiva, gen&eacute;tica e tr&oacute;fica; conserva&ccedil;&atilde;o aplicada com forte componente de pol&iacute;tica e governan&ccedil;a ambiental; utiliza&ccedil;&atilde;o de tecnologias como GPS e NIRS na &aacute;rea da gest&atilde;o e conserva&ccedil;&atilde;o da vida selvagem; gen&oacute;mica da conserva&ccedil;&atilde;o; persegui&ccedil;&atilde;o da fauna silvestre e crime ambiental; <em>OneHealth</em> e epidemiologia; e dimens&atilde;o social da conserva&ccedil;&atilde;o, incluindo perce&ccedil;&otilde;es e conflitos humanos-fauna silvestre.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Sem t&iacute;tulo-3 (1).png" width="900" height="600" alt="" /><br />
<p class="legenda">Artigos para os quais a Palombar contribuiu abordam v&aacute;rios temas e linhas de investiga&ccedil;&atilde;o.<strong><br />
<br />
</strong></p>
<p><strong>Palombar quer consolidar aposta na ci&ecirc;ncia e I&amp;D<br />
<br />
</strong>A Palombar quer consolidar a aposta e o investimento que t&ecirc;m sido realizados ao longo dos &uacute;ltimos anos na &aacute;rea da ci&ecirc;ncia e I&amp;D, quer atrav&eacute;s de projetos e iniciativas pr&oacute;prias, quer por via da colabora&ccedil;&atilde;o com outras entidades do setor, como universidades, centros de investiga&ccedil;&atilde;o e outras organiza&ccedil;&otilde;es.<br />
<br />
Projetos em curso ou recentemente aprovados, liderados pela Palombar, como o &ldquo;SerE+ Rede de &Aacute;reas de Acelera&ccedil;&atilde;o de Servi&ccedil;os dos Ecossistemas na Serra da Estrela&rdquo;, ou realizados em parceria, como o  &ldquo;ENETWILD - Collecting and sharing data on wildlife populations transmitting animal disease agents&rdquo;, o &ldquo;INTWILDAM - Aproximaciones interdisciplinares para mejorar la detecci&oacute;n y mitigaci&oacute;n de los da&ntilde;os causados por la fauna salvaje al ganado&rdquo; e o &ldquo;L&iacute;quenes &agrave; Moda do Norte&rdquo; t&ecirc;m uma forte componente cient&iacute;fica e dar&atilde;o contributos significativos neste &acirc;mbito.<br />
<br />
Atualmente, a Palombar colabora com v&aacute;rias universidades, centros de investiga&ccedil;&atilde;o e institutos nacionais e internacionais, nomeadamente com a UTAD - Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro (Portugal); o IMIB - Instituto Mixto de Investigaci&oacute;n en Biodiversidad (Espanha); o IREC - Instituto de Investigaci&oacute;n en Recursos Cineg&eacute;ticos (Espanha); BIOPOLIS/CIBIO - Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Recursos Gen&eacute;ticos (Portugal); IPB - Instituto Polit&eacute;cnico de Bragan&ccedil;a (Portugal); EUVG - Escola Universit&aacute;ria Vasco da Gama (Portugal); Universidade de Aveiro (Portugal); CE3C - Centro de Ecologia, Evolu&ccedil;&atilde;o e Altera&ccedil;&otilde;es Ambientais (Portugal); INIAV - Instituto Nacional de Investiga&ccedil;&atilde;o Agr&aacute;ria e Veterin&aacute;ria (Portugal); Estaci&oacute;n Biol&oacute;gica de Do&ntilde;ana (Espanha); Universidad de Murcia (Espanha); Universidad de Salamanca (Espanha); Universidad Aut&oacute;noma Metropolitana (M&eacute;xico); e University of Exeter (Reino Unido).&nbsp;Realiza tamb&eacute;m colabora&ccedil;&otilde;es com a Vulture Conservation Foundation, uma organiza&ccedil;&atilde;o internacional que desenvolve igualmente investiga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica.<br />
<br />
Consideramos essencial potenciar a ci&ecirc;ncia aplicada, para que o conhecimento cient&iacute;fico seja utilizado em a&ccedil;&otilde;es diretas e pr&aacute;ticas no territ&oacute;rio que beneficiem a conserva&ccedil;&atilde;o da natureza e a sociedade no seu conjunto, e pelos decisores pol&iacute;ticos para a tomada de decis&otilde;es informadas e sustentadas pela evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica.<br />
<br />
<strong>Lista de artigos cient&iacute;ficos com participa&ccedil;&atilde;o da Palombar</strong></p>
<br />
<span style="color: rgb(71, 71, 71); font-family: Arial, sans-serif; font-size: 14px;">â—¾&nbsp;</span><a href="https://doi.org/10.3389/fvets.2019.00148" target="_blank"><strong><u>Trichomonas Infection in a Community of Free-Ranging Domestic and Wild Columbiformes and Bonelli&rsquo;s Eagle (<em>Aquila fasciata</em>)</u></strong><u><br />
Frontiers in Veterinary Science</u></a><br />
<br />
<span style="color: rgb(71, 71, 71); font-family: Arial, sans-serif; font-size: 14px;">â—¾&nbsp;</span><a href="https://doi.org/10.3389/fevo.2019.00323" target="_blank"><strong><u>Spatial and Temporal Variability in Migration of a Soaring Raptor Across Three Continents</u></strong><u><br />
Frontiers in Ecology and Evolution</u></a><br />
<br />
<span style="color: rgb(71, 71, 71); font-family: Arial, sans-serif; font-size: 14px;">â—¾&nbsp;</span><strong><u><a href="https://doi.org/10.1016/j.biocon.2021.109166" target="_blank">Farmers&rsquo; perceptions towards scavengers are influenced by implementation deficits of EU sanitary policies</a></u></strong><u><a href="https://doi.org/10.1016/j.biocon.2021.109166" target="_blank"><br />
Biological Conservation</a></u><br />
<br />
<span style="color: rgb(71, 71, 71); font-family: Arial, sans-serif; font-size: 14px;">â—¾&nbsp;</span><strong><u><a href="https://doi.org/10.1002/ecy.3654" target="_blank">MAMMALS IN PORTUGAL: A data set of terrestrial, volant, and marine mammal occurrences in Portugal</a></u></strong><u><a href="https://doi.org/10.1002/ecy.3654" target="_blank"><br />
Ecology</a></u><br />
<br />
<span style="color: rgb(71, 71, 71); font-family: Arial, sans-serif; font-size: 14px;">â—¾&nbsp;</span><strong><u><a href="https://doi.org/10.1016/j.biocon.2022.109558" target="_blank">The continued deficiency in environmental law enforcement illustrated by EU sanitary regulations for scavenger conservation</a></u></strong><u><a href="https://doi.org/10.1016/j.biocon.2022.109558" target="_blank"> <br />
Biological Conservation</a></u><br />
<br />
<span style="color: rgb(71, 71, 71); font-family: Arial, sans-serif; font-size: 14px;">â—¾&nbsp;</span><strong><u><a href="https://doi.org/10.1016/j.biocon.2022.109702" target="_blank">Unraveling the real magnitude of illegal wildlife poisoning to halt cryptic biodiversity loss</a></u></strong><u><a href="https://doi.org/10.1016/j.biocon.2022.109702" target="_blank"><br />
Biological Conservation</a></u><br />
<br />
<span style="color: rgb(71, 71, 71); font-family: Arial, sans-serif; font-size: 14px;">â—¾&nbsp;</span><strong><u><a href="https://doi.org/10.1111/1365-2664.14487" target="_blank">Wildlife as sentinels of compliance with law: an example with GPS-tagged scavengers and sanitary regulations</a></u></strong><u><a href="https://doi.org/10.1111/1365-2664.14487" target="_blank"><br />
Journal of Applied Ecology</a></u><br />
<br />
<span style="color: rgb(71, 71, 71); font-family: Arial, sans-serif; font-size: 14px;">â—¾&nbsp;</span><strong><u><a href="https://doi.org/10.1111/csp2.13064" target="_blank">Perceptions and attitudes of stakeholders on the return of brown bears (<em>Ursus arctos</em>): contributions from a workshop held in northern Portugal</a></u></strong><u><a href="https://doi.org/10.1111/csp2.13064" target="_blank"><br />
Conservation Science and Practice</a></u><br />
<br />
<span style="color: rgb(71, 71, 71); font-family: Arial, sans-serif; font-size: 14px;">â—¾&nbsp;</span><strong><u><a href="https://doi.org/10.3390/d16010046" target="_blank">Surveying Bat-Hosted Adenoviruses and Herpesviruses: A Comprehensive Analysis</a></u></strong><u><a href="https://doi.org/10.3390/d16010046" target="_blank"><br />
Diversity</a></u><br />
<br />
<span style="color: rgb(71, 71, 71); font-family: Arial, sans-serif; font-size: 14px;">â—¾&nbsp;</span><strong><u><a href="https://doi.org/10.1111/csp2.13168" target="_blank">Evidence of a twofold ecological trap driven by agricultural change causing a priority farmland bird population crash</a></u></strong><u><a href="https://doi.org/10.1111/csp2.13168" target="_blank"><br />
Conservation Science and Practice</a></u><br />
<br />
<span style="color: rgb(71, 71, 71); font-family: Arial, sans-serif; font-size: 14px;">â—¾&nbsp;</span><strong><u><a href="https://doi.org/10.3389/fvets.2024.1415277" target="_blank">Performance of post-mortem diagnostic tests for animal tuberculosis in wild ungulates at high and low prevalence assessed by Bayesian latent class models</a></u></strong><u><a href="https://doi.org/10.3389/fvets.2024.1415277" target="_blank"> <br />
Frontiers in Veterinary Science</a></u><br />
<br />
<span style="color: rgb(71, 71, 71); font-family: Arial, sans-serif; font-size: 14px;">â—¾&nbsp;</span><strong><u><a href="https://doi.org/10.1371/journal.pone.0317145" target="_blank">Fiber content prediction of wild and domestic herbivore fecal samples using a NIRS multispecies model</a></u></strong><u><a href="https://doi.org/10.1371/journal.pone.0317145" target="_blank"><br />
PLoS ONE</a></u><br />
<br />
<span style="color: rgb(71, 71, 71); font-family: Arial, sans-serif; font-size: 14px;">â—¾&nbsp;</span><strong><u><a href="https://doi.org/10.1111/eva.70103" target="_blank">Adaptive introgression as an evolutionary force: A meta-analysis of knowledge trends</a></u></strong><u><a href="https://doi.org/10.1111/eva.70103" target="_blank"><br />
Evolutionary Applications</a></u><br />
<br />
<span style="color: rgb(71, 71, 71); font-family: Arial, sans-serif; font-size: 14px;">â—¾&nbsp;</span><strong><u><a href="https://doi.org/10.1093/biosci/biaf136" target="_blank">Leveraging animal tracking to combat wildlife crime: GPS-tagged vultures and wolves as sentinels of other species&rsquo; poaching</a></u></strong><u><a href="https://doi.org/10.1093/biosci/biaf136" target="_blank"><br />
BioScience</a></u><br />
<br />
<span style="color: rgb(71, 71, 71); font-family: Arial, sans-serif; font-size: 14px;">â—¾&nbsp;</span><strong><u><a href="https://doi.org/10.1111/1365-2664.70225" target="_blank">GPS-tracked vultures indicate a relaxation of conservation commitments in renewable energy development</a></u></strong><u><a href="https://doi.org/10.1111/1365-2664.70225" target="_blank"><br />
Journal of Applied Ecology</a></u><br />
<br />
<span style="color: rgb(71, 71, 71); font-family: Arial, sans-serif; font-size: 14px;">â—¾&nbsp;</span><strong><u><a href="https://doi.org/10.1007/s10344-026-02059-x" target="_blank">Mapping wild boar density across Europe: combining spatial models and density estimates</a></u></strong><u><a href="https://doi.org/10.1007/s10344-026-02059-x" target="_blank"><br />
European Journal of Wildlife Research</a></u><br type="_moz" />]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Tue, 24 Feb 2026 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>LÃ­quenes: projeto estuda o seu potencial uso no restauro ecolÃ³gico, certificaÃ§Ã£o florestal e valorizaÃ§Ã£o econÃ³mica</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/liquenes-3a-projeto-estuda-o-seu-potencial-uso-no-restauro-ecologico-2c-certificacao-florestal-e-valorizacao-economica-2026-2f02-2f24/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[O projeto &ldquo;L&iacute;quenes &agrave; Moda do Norte&rdquo; vai estudar o potencial de utiliza&ccedil;&atilde;o destes fungos especiais no restauro ecol&oacute;gico, na certifica&ccedil;&atilde;o florestal e em produtos de gastronomia, tinturaria e cosm&eacute;tica com valor acrescentado. Este projeto &eacute; desenvolvido pela Associa&ccedil;&atilde;o BIOPOLIS, em parceria com a Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, a AEPGA - Associa&ccedil;&atilde;o para o Estudo e Prote&ccedil;&atilde;o do Gado Asinino, a VERDE - Associa&ccedil;&atilde;o para a Conserva&ccedil;&atilde;o Integrada da Natureza, a associa&ccedil;&atilde;o ALDEIA, as empresas FLORADATA e BIOMONTANA, e ainda o Centro Ci&ecirc;ncia Viva de Bragan&ccedil;a. Conta com o financiamento da Funda&ccedil;&atilde;o &ldquo;la Caixa&rdquo;, no &acirc;mbito do programa PROMOVE.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/IMG_20210206_174647-2.jpg" width="900" height="1200" alt="" /><br />
<p class="legenda">L&iacute;quenes poder&atilde;o ser utilizados para certifica&ccedil;&atilde;o florestal. Fotografia Uliana de Castro/Palombar.<strong><br />
<br />
</strong></p>
<p><strong>L&iacute;quenes: os fungos especiais que podem ser muito mais do que bioindicadores<br />
<br />
</strong>Os l&iacute;quenes s&atilde;o organismos compostos que resultam da associa&ccedil;&atilde;o simbi&oacute;tica entre um fungo e algas ou cianobact&eacute;rias. S&atilde;o conhecidos sobretudo pelo seu importante papel enquanto bioindicadores da qualidade do ar, mas podem servir para muito mais do que isto.<br />
<br />
O projeto &ldquo;L&iacute;quenes &agrave; Moda do Norte&rdquo; tem como objetivo principal valorizar e diversificar a utiliza&ccedil;&atilde;o destes organismos, beneficiando quer o habitat onde se desenvolvem, nomeadamente os carvalhais do interior Norte do pa&iacute;s, quer as comunidades humanas, atrav&eacute;s da valoriza&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica de produtos.</p>
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/IMG_20260220_111421.jpg" width="900" height="570" alt="" /><br />
<p class="legenda">Evento p&uacute;blico de lan&ccedil;amento de projeto decorreu no PINTA - Parque Ib&eacute;rico de Natureza e Aventura de Vimioso. Fotografia Palombar.</p>
<strong><br />
L&iacute;quenes poder&atilde;o ser transformados em mat&eacute;ria-prima com elevado valor acrescentado<br />
</strong> <br />
&ldquo;Atrav&eacute;s da recolha respons&aacute;vel de l&iacute;quenes e da sua transforma&ccedil;&atilde;o em mat&eacute;ria-prima, ser&aacute; poss&iacute;vel desenvolver produtos de elevado valor acrescentado, alinhados com as tend&ecirc;ncias atuais de consumo &eacute;tico e ecol&oacute;gico&rdquo;, sublinhou Joana Marques, investigadora do BIOPOLIS/CIBIO-InBIO da Universidade do Porto e coordenadora do projeto.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/IMG_20260220_112206.jpg" width="900" height="1200" alt="" /><br />
<p class="legenda">A investigadora Joana Marques, do BIOPOLIS/CIBIO-InBIO da Universidade do Porto, &eacute; a coordenadora do projeto. Fotografia Palombar.</p>
<br />
No &acirc;mbito deste projeto ser&atilde;o &ldquo;testadas aplica&ccedil;&otilde;es concretas na gastronomia de autor, com pratos que incorporam l&iacute;quenes comest&iacute;veis; na cosm&eacute;tica natural, como ingredientes de sabonetes e perfumes artesanais; e na tinturaria ecol&oacute;gica, recuperando o uso de l&iacute;quenes como fonte de corantes naturais e t&ecirc;xteis&rdquo;, explicou a investigadora, durante o evento p&uacute;blico de lan&ccedil;amento do projeto que decorreu no dia 20 de fevereiro no PINTA &ndash; Parque Ib&eacute;rico de Natureza e Aventura de Vimioso, no distrito de Bragan&ccedil;a.<br />
<br />
<strong>liquenes.pt: a plataforma digital que vai sistematizar a informa&ccedil;&atilde;o sobre esp&eacute;cies e distribui&ccedil;&atilde;o no territ&oacute;rio nacional</strong><br />
<br />
A informa&ccedil;&atilde;o atual sobre as esp&eacute;cies de l&iacute;quenes que ocorrem no territ&oacute;rio nacional e a sua distribui&ccedil;&atilde;o ainda &eacute; escassa e dispersa, pelo que este projeto visa igualmente sistematizar esses dados, atrav&eacute;s da cria&ccedil;&atilde;o da plataforma digital l&iacute;quenes.pt e da promo&ccedil;&atilde;o do uso de plataformas de ci&ecirc;ncia cidad&atilde; como o iNaturalist.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/_DSC9383.JPG" width="900" height="600" alt="" /><br />
<p class="legenda">Evento de lan&ccedil;amento do projeto incluiu um passeio para a observa&ccedil;&atilde;o de l&iacute;quenes e um almo&ccedil;o com produtos da regi&atilde;o. Fotografia Rui Oliveira.&nbsp;</p>
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/_DSC9378.JPG" width="900" height="600" alt="" /><br />
<p class="legenda">Observa&ccedil;&atilde;o de algumas esp&eacute;cies de l&iacute;quenes que ocorrem na regi&atilde;o. Fotografia Rui Oliveira.<strong><br />
<br />
</strong></p>
<strong>Projeto tem quatro eixos de a&ccedil;&atilde;o</strong><br />
<br />
Este projeto, que decorrer&aacute; no Nordeste Transmontano, est&aacute; estruturado em quatro eixos de a&ccedil;&atilde;o, nos quais a Palombar tem um papel-chave: a implementa&ccedil;&atilde;o de uma rede colaborativa para mapear a distribui&ccedil;&atilde;o de l&iacute;quenes emblem&aacute;ticos das florestas da regi&atilde;o; a realiza&ccedil;&atilde;o de ensaios de transplanta&ccedil;&atilde;o de l&iacute;quenes para restauro ecol&oacute;gico; a utiliza&ccedil;&atilde;o dos l&iacute;quenes enquanto bioindicadores para certifica&ccedil;&atilde;o florestal, nomeadamente certifica&ccedil;&atilde;o FSC - Forest Stewardship Council; e a valoriza&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica em gastronomia, cosm&eacute;tica e tinturaria natural. Ser&atilde;o tamb&eacute;m realizadas a&ccedil;&otilde;es de forma&ccedil;&atilde;o envolvendo as comunidades, bem como forma&ccedil;&atilde;o de liquen&oacute;logos.]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c6783</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 16 Feb 2026 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Projeto Junto Ã  Terra integra programa â€œSemear + Cedoâ€ no Vale do Tua para conectar geraÃ§Ãµes mais novas ao territÃ³rio</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/projeto-junto-a-terra-integra-programa-lsemear-2b-cedor-no-vale-do-tua-para-conectar-geracoes-mais-novas-ao-territorio-2026-2f02-2f16/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>Palombar &eacute; parceira na dinamiza&ccedil;&atilde;o de atividades de educa&ccedil;&atilde;o ambiental</strong><br />
<br />
O projeto Junto &agrave; Terra (JaT) no Vale do Tua passou a integrar um novo programa-piloto direcionado a alunos mais novos denominado &ldquo;Semear + Cedo&rdquo;, promovido pelo Parque Natural Regional do Vale do Tua (PNVT), em parceria com a Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, entre outras entidades, cujas primeiras atividades decorreram em novembro de 2025. O objetivo do Junto &agrave; Terra &ndash; Tua: &ldquo;Semear + Cedo&rdquo; &eacute; criar uma liga&ccedil;&atilde;o mais forte dos mais novos com a natureza e a paisagem do parque, promovendo a sua valoriza&ccedil;&atilde;o e conserva&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
Originalmente focado num p&uacute;blico juvenil, o JaT passa, assim, a incluir alunos mais novos, crian&ccedil;as do 4.&ordm; ano de escolaridade dos agrupamentos de escolas dos concelhos abrangidos pelo projeto no PNRVT.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/7c75e61c-a621-4160-bce9-3a7d050a5a1e.jpg" width="900" height="1290" alt="" /><br />
<p class="legenda">Alunos aprendem com a t&eacute;cnica de Educa&ccedil;&atilde;o Ambiental da Palombar Sara Freire sobre as esp&eacute;cies da fauna nativa da regi&atilde;o, como &eacute; o caso do emblem&aacute;tico lobo-ib&eacute;rico, esp&eacute;cie amea&ccedil;ada de extin&ccedil;&atilde;o. Fotografia Palombar.</p>
<br />
Nos dias 21, 24 e 25 de novembro de 2025, a Palombar dinamizou um conjunto de atividades no &acirc;mbito do Junto &agrave; Terra &ndash; Tua: &ldquo;Semear + Cedo&rdquo; que envolveram um total de 378 alunos e estiveram centradas na floresta aut&oacute;ctone, tema transversal a todo o programa.<br />
<br />
<strong>Oficina &quot;A Vida no Carvalho: Teias que alimentam&rdquo;</strong><br />
<br />
Com v&aacute;rias tipologias e din&acirc;micas te&oacute;ricas e pr&aacute;ticas, a oficina &quot;A Vida no Carvalho: Teias que alimentam&rdquo; foi a principal atividade, onde os alunos puderam mergulhar no universo escondido sob a copa de um carvalho, s&iacute;mbolo vivo da floresta.<br />
<br />
Durante esta oficina, explor&aacute;mos as conex&otilde;es invis&iacute;veis que existem entre os seres vivos que habitam, visitam ou dependem dessa &aacute;rvore, do musgo ao lobo, do bugalho ao gaio.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/58a3b400-1faf-42d8-9997-35c468eee7ad.jpg" width="900" height="547" alt="" /><br />
<p class="legenda">Oficina dinamizada pela Palombar despertou grande interesse dos alunos. Fotografia Palombar.</p>
<br />
Descobrimos como cada vida se entrela&ccedil;a numa teia tr&oacute;fica essencial, revelando o papel do carvalho como sustent&aacute;culo da biodiversidade. Esta foi uma experi&ecirc;ncia que despertou a curiosidade dos mais novos e celebrou a interdepend&ecirc;ncia e a import&acirc;ncia vital para todos n&oacute;s da vida na floresta.<br />
<br />
<strong>Sobre o Junto &agrave; Terra &ndash; Tua: &ldquo;Semear + Cedo&rdquo;</strong><br />
<br />
O Junto &agrave; Terra &ndash; Tua: &ldquo;Semear + Cedo&rdquo; &eacute; promovido pelo Parque Natural Regional do Vale do Tua e agrupamentos de escolas e munic&iacute;pios de Mirandela, Carrazeda de Ansi&atilde;es, Vila Flor, Alij&oacute; e Mur&ccedil;a. Tem como parceiros a Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, Associa&ccedil;&atilde;o Grupo Nordeste, Silvidouro, Aflodounorte, Agrupamento Europeu de Coopera&ccedil;&atilde;o Territorial, Zasnet, Movhera, Instituto Polit&eacute;cnico de Bragan&ccedil;a, Servi&ccedil;o de Prote&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Ambiente, Guarda Nacional Republicana e Escola Superior de Comunica&ccedil;&atilde;o, Administra&ccedil;&atilde;o e Turismo do Instituto Polit&eacute;cnico de Bragan&ccedil;a.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/2e31e33f-8d33-49d9-a920-253916416d7a.jpg" width="900" height="1605" alt="" /><br />
<p class="legenda">Descoberta das esp&eacute;cies de &aacute;vores da nossa floresta aut&oacute;ctone. Fotografia Palombar.</p>
<strong><br />
Sobre o Junto &agrave; Terra</strong><br />
<br />
O <u><a href="https://palombar.pt/pt/projetos/junto-a-terra-edp-2016/" target="_blank">Junto &agrave; Terra</a></u> &eacute; um projeto de educa&ccedil;&atilde;o ambiental dirigido para a comunidade escolar que nasceu da estrat&eacute;gia definida pela EDP - Energias de Portugal para mitigar o impacte na biodiversidade decorrente dos aproveitamentos hidroel&eacute;tricos do Baixo Sabor e Foz Tua. Assume-se como um instrumento de envolvimento da comunidade local capaz de trazer a sociedade e a atividade humana &agrave; equa&ccedil;&atilde;o da conserva&ccedil;&atilde;o da natureza e da biodiversidade. &Eacute; implementado atrav&eacute;s de duas iniciativas centrais: o Jat Sabor e o Jat Tua. A Palombar &eacute;, desde o in&iacute;cio deste projeto, em 2016, parceira da componente pr&aacute;tica do JaT.]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c678d</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 12 Feb 2026 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>MiÃºdos pelo Monte: descobrir e criar elos com a natureza, a paisagem e a identidade do Parque Natural do Douro Internacional</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/miudos-pelo-monte-3a-descobrir-e-criar-elos-com-a-natureza-2c-a-paisagem-e-a-identidade-do-parque-natural-do-douro-internacional-2026-2f02-2f12/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[A Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural dinamizou, no final de novembro de 2025, v&aacute;rias atividades no &acirc;mbito do projeto &ldquo;Mi&uacute;dos pelo Monte&rdquo;, que tem como objetivo principal sensibilizar e envolver as novas gera&ccedil;&otilde;es na descoberta e valoriza&ccedil;&atilde;o da natureza do Parque Natural do Douro Internacional (PNDI), refor&ccedil;ando o sentimento de perten&ccedil;a e o elo com a identidade do territ&oacute;rio, bem como aumentar o conhecimento sobre a Rede Natura 2000, o principal instrumento de conserva&ccedil;&atilde;o da natureza e da biodiversidade na Europa.<br />
<br />
O &ldquo;Mi&uacute;dos pelo Monte&rdquo; &eacute; um projeto de educa&ccedil;&atilde;o ambiental promovido pela Comiss&atilde;o de Cogest&atilde;o do PNDI, da qual a Palombar faz parte enquanto representante das organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o governamentais de ambiente, e liderado pela Associa&ccedil;&atilde;o de Munic&iacute;pios do Douro Superior, com financiamento do programa NORTE 2030.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/1(1).jpeg" width="900" height="618" alt="" /><br />
<p class="legenda">Sess&otilde;es de educa&ccedil;&atilde;o ambiental tiveram componente te&oacute;rica e pr&aacute;tica e envolveram alunos do 4.&ordm; ano dos agrupamentos de escolas de Mogadouro, Miranda do Douro e Freixo de Espada &agrave; Cinta. Fotografia Palombar.</p>
<strong><br />
O poder do toque na compreens&atilde;o da natureza e sentido de perten&ccedil;a</strong><br />
<br />
Enquanto organiza&ccedil;&atilde;o convidada respons&aacute;vel pela realiza&ccedil;&atilde;o das atividades deste projeto, a Palombar promoveu, entre os dias 20 e 28 de novembro de 2025, v&aacute;rias sess&otilde;es de educa&ccedil;&atilde;o ambiental nos agrupamentos de escolas de Mogadouro, Miranda do Douro e Freixo de Espada &agrave; Cinta, envolvendo um total de 115 alunos do 4.&ordm; ano de escolaridade, professores e auxiliares de educa&ccedil;&atilde;o. As sess&otilde;es foram realizadas pela t&eacute;cnica de Educa&ccedil;&atilde;o Ambiental da Palombar Sara Freire.&nbsp;<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/4.jpeg" width="900" height="675" alt="" /><br />
<p class="legenda">Elementos naturais como folhas, galhos, bolotas e pinhas de esp&eacute;cies nativas foram usados para despertar a curiosidade dos alunos, os sentidos e a compreens&atilde;o da natureza. Fotografia Palombar.<br />
&nbsp;</p>
<img src="http://palombar.pt/imagens/2(3).jpeg" width="900" height="707" alt="" />
<p class="legenda">Tocar e descobrir, sentir para melhor aprender. Fotografia Palombar.</p>
<br />
As sess&otilde;es de educa&ccedil;&atilde;o ambiental decorreram em contexto de sala de aula para introduzir as tem&aacute;ticas abordadas, que tiveram como foco as florestas e a biodiversidade associada. Depois da teoria, a pr&aacute;tica fez-se com atividades para explorar o territ&oacute;rio do Parque Natural do Douro Internacional, tocar e descobrir o que nos rodeia, o meio do qual fazemos parte e que nos d&aacute; uma identidade &uacute;nica.<br />
<br />
<strong>As florestas s&atilde;o muito mais do que &aacute;rvores</strong><br />
<br />
Durantes as sess&otilde;es e as atividades explorat&oacute;rias, os alunos descobriram que as florestas s&atilde;o muito mais do que &aacute;rvores: oferecem servi&ccedil;os vitais para todos n&oacute;s, como purifica&ccedil;&atilde;o do ar, prote&ccedil;&atilde;o do solo e abrigo para in&uacute;meras esp&eacute;cies. E t&ecirc;m ainda um superpoder especial: ativam a imagina&ccedil;&atilde;o, fazem-nos sentir melhor, com uma sensa&ccedil;&atilde;o de plenitude e perten&ccedil;a ao meio que tamb&eacute;m &eacute; parte de n&oacute;s.<br />
<br />
Descobriram igualmente que o Parque Natural do Douro Internacional protege e valoriza as florestas, a paisagem e as pessoas que vivem neste territ&oacute;rio &uacute;nico que queremos conservar porque a ele pertencemos e dele dependemos.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/3(4).jpeg" width="900" height="636" alt="" /><br />
<p class="legenda">Alunos motivados fizeram muitas perguntas e envolveram-se ativamente. Fotografia Palombar.</p>
<strong><br />
Gest&atilde;o de proximidade, mais participativa, colaborativa e mobilizadora</strong><br />
<br />
A Comiss&atilde;o de Cogest&atilde;o do PNDI foi criada no &acirc;mbito do Modelo de Cogest&atilde;o das &aacute;reas protegidas, coordenado pelo Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas (ICNF), com o prop&oacute;sito de promover uma gest&atilde;o de proximidade, mais participativa, colaborativa e mobilizadora destas &aacute;reas.&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c6798</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Wed, 11 Feb 2026 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Inverno tempestuoso pode ter afetado ninhos de abutre-preto, mas nÃ³s jÃ¡ erguemos novos e mais seguros</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/inverno-tempestuoso-pode-ter-afetado-ninhos-de-abutre-preto-2c-mas-nos-ja-erguemos-novos-e-mais-seguros-2026-2f02-2f11/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[Os impactos dos epis&oacute;dios clim&aacute;ticos catastr&oacute;ficos que assolaram o pa&iacute;s nas &uacute;ltimas semanas sobre os ninhos de abutre-preto ainda est&atilde;o a ser avaliados nalgumas col&oacute;nias, mas j&aacute; estamos a atuar no terreno. Este outono e inverno, as equipas do projeto LIFE Aegypius Return constru&iacute;ram 26 novas plataformas-ninho artificiais e refor&ccedil;aram 18 ninhos existentes, em Portugal e em Espanha.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/1.JPG" width="900" height="559" alt="" /><br />
<p class="legenda">Azinheira ca&iacute;da no Tejo Internacional durante a tempestade Kristin, em janeiro de 2026. Abutre-preto pode construir ninhos em &aacute;rvores como esta. Fotografia SPEA.</p>
<strong><br />
Tr&ecirc;s meses de pausa na reprodu&ccedil;&atilde;o</strong><br />
<br />
O abutre-preto (<em>Aegypius monachus</em>), a maior ave necr&oacute;faga da Europa, apresenta tamb&eacute;m uma das &eacute;pocas de reprodu&ccedil;&atilde;o mais alargadas entre a nossa fauna. Os primeiros comportamentos de procura por local de nidifica&ccedil;&atilde;o come&ccedil;am geralmente em janeiro, havendo, por vezes, alguns registos ainda em dezembro. Os meses v&atilde;o passando entre as cortes, c&oacute;pulas, posturas, incuba&ccedil;&atilde;o, eclos&atilde;o e cuidados parentais e s&oacute; aproximadamente em setembro &eacute; que as crias se tornam (relativamente) aut&oacute;nomas. S&atilde;o nove meses dedicados &agrave; reprodu&ccedil;&atilde;o, em cada ano. Durante esse per&iacute;odo, qualquer perturba&ccedil;&atilde;o junto ao ninho pode ter impactos negativos na reprodu&ccedil;&atilde;o, ou mesmo causar a sua falha.<br />
<br />
Assim, os escassos tr&ecirc;s meses de intervalo entre &eacute;pocas de reprodu&ccedil;&atilde;o s&atilde;o o &uacute;nico per&iacute;odo em que as equipas do LIFE Aegypius Return e o Instituto de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas (ICNF) podem vistoriar os ninhos de abutre-preto e refor&ccedil;ar as estruturas que necessitam de manuten&ccedil;&atilde;o, sem perturbar as aves.<br />
<br />
<strong>Inverno tempestuoso n&atilde;o d&aacute; tr&eacute;guas</strong><br />
<br />
Este inverno n&atilde;o tem dado tr&eacute;guas, com sucessivas tempestades com ventos cicl&oacute;nicos, chuva intensa e cheias que t&ecirc;m afetado principalmente as zonas oeste e centro do pa&iacute;s.<br />
<br />
O interior do pa&iacute;s, e a faixa raiana em particular, tem sido menos impactado, no entanto, os danos sobre as regi&otilde;es de nidifica&ccedil;&atilde;o do abutre-preto ainda est&atilde;o a ser avaliados. As tempestades em &aacute;reas de reprodu&ccedil;&atilde;o causam a queda ou colapso de &aacute;rvores com ninhos e, muitas vezes, estes podem ser destru&iacute;dos em plena &eacute;poca de reprodu&ccedil;&atilde;o, esmagando o ovo, a cria ou mesmo os adultos. Ainda que o ninho se mantenha &iacute;ntegro, um epis&oacute;dio intenso de chuva, vento e baixas temperaturas podem causar falhas na reprodu&ccedil;&atilde;o (por exemplo, por morte da cria), com consequ&ecirc;ncias no efetivo populacional e no sucesso reprodutor desse ano. A t&iacute;tulo de exemplo, os dados da reprodu&ccedil;&atilde;o do abutre-preto na Serra da Malcata e na Sierra de Gata y Valle de las Pilas, em Espanha, em 2025, foram severamente impactados pelo mau tempo registado no in&iacute;cio desse ano.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/2(1).png" width="900" height="464" alt="" /> <br />
<p class="legenda">Imagens de abutres-pretos mortos por queda ou colapso do ninho. &Agrave; esquerda: dois adultos; &agrave; direita: uma cria. Fotografia LPN.</p>
<strong><br />
Novas plataformas e ninhos mais seguros</strong><br />
<br />
Desde o in&iacute;cio do projeto LIFE Aegypius Return, os parceiros j&aacute; constru&iacute;ram 89 novas plataformas-ninho e fizeram a reconstru&ccedil;&atilde;o ou manuten&ccedil;&atilde;o de 73 ninhos existentes, em Portugal e em Espanha. Estes n&uacute;meros representam um pouco mais de 70% dos objetivos para esta tarefa, que ser&aacute; executada consoante as necessidades de cada ano, at&eacute; 2027.<br />
<br />
Nas &uacute;ltimas semanas, as equipas do LIFE Aegypius Return t&ecirc;m estado no terreno a verificar todos os ninhos conhecidos e conclu&iacute;ram diversas interven&ccedil;&otilde;es nas &aacute;reas do projeto.<br />
<br />
<strong>Douro Internacional</strong><br />
<br />
Depois do tr&aacute;gico inc&ecirc;ndio de agosto de 2025, a Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural - em colabora&ccedil;&atilde;o com o Grupo de Intervenci&oacute;n en Altura (GIAM) dos Agentes Forestales da Comunidad de Madrid - reconstruiu quatro plataformas-ninho afetadas pelo fogo, fez a manuten&ccedil;&atilde;o em mais tr&ecirc;s e construiu tr&ecirc;s novas plataformas-ninho. Estes trabalhos, a par do restauro do habitat e do refor&ccedil;o alimentar &ndash; entre outras medidas j&aacute; implementadas no &acirc;mbito do plano de recupera&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-inc&ecirc;ndio - pretendem repor alguma normalidade na paisagem, incentivando os abutres-pretos a manter a reprodu&ccedil;&atilde;o nesta fr&aacute;gil e isolada col&oacute;nia.<br />
<br />
<strong>Vale do C&ocirc;a</strong><br />
<br />
O Vale do C&ocirc;a recebeu, pela primeira vez, seis novas plataformas-ninho, como forma de encorajar a reprodu&ccedil;&atilde;o do abutre-preto nesta regi&atilde;o, expandindo a col&oacute;nia do Douro e promovendo a conectividade entre a col&oacute;nia do Douro e a da Serra da Malcata. Estes trabalhos estiveram a cargo do parceiro Faia Brava - Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e contaram com o apoio de Samuel Infante (t&eacute;cnico devidamente habilitado e experiente em trabalhos em altura). A instala&ccedil;&atilde;o destas plataformas foi autorizada pelo ICNF, cujos Vigilantes da Natureza auxiliar&atilde;o na monitoriza&ccedil;&atilde;o da eventual ocupa&ccedil;&atilde;o por abutres-pretos.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/4.png" width="900" height="590" alt="" /><br />
<p class="legenda">Instala&ccedil;&atilde;o de novas plataformas-ninho no Vale do C&ocirc;a. Fotografia Faia Brava.</p>
<strong><br />
Tejo Internacional</strong><br />
<br />
Tamb&eacute;m o Parque Natural do Tejo Internacional beneficia agora de duas novas plataformas-ninho que substituem ninhos naturais recentemente ocupados e que ca&iacute;ram no in&iacute;cio de 2025, as quais foram instaladas em terrenos da Quercus - Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e da Herdade da Cubeira. Estas plataformas mimetizam os ninhos naturais, estando constru&iacute;das no topo de azinheiras e assentes sobre um refor&ccedil;ado apoio met&aacute;lico. Os trabalhos estiveram a cargo do parceiro Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves - SPEA, tendo contado com o apoio de Samuel Infante e dos Vigilantes da Natureza do ICNF.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/5(5).jpg" width="900" height="437" alt="" /><br />
<p class="legenda">Nova plataforma-ninho constru&iacute;da no Tejo Internacional. Junto ao solo, &eacute; poss&iacute;vel observar o anterior ninho natural, colapsado. Fotografia SPEA.</p>
<strong><br />
Herdade da Contenda</strong><br />
<br />
A vistoria outonal aos ninhos da Herdade da Contenda revelou a necessidade de reconstru&ccedil;&atilde;o de quatro ninhos: um do lado portugu&ecirc;s e tr&ecirc;s na Contienda espanhola. Os trabalhos estiveram a cargo do parceiro LPN, tendo contado com o apoio do bi&oacute;logo Carlos Pacheco (devidamente acreditado e experiente em trabalhos em altura). O trabalho de campo, feito antes das tempestades, rendeu ainda uma importante descoberta: um novo ninho identificado do lado espanhol!<br />
<br />
A col&oacute;nia da Herdade da Contenda, a par com a da Vidigueira/Portel, poder&aacute; ter sido mais severamente fustigada pelas tempestades, mas as condi&ccedil;&otilde;es meteorol&oacute;gicas ainda n&atilde;o permitiram concluir a aferi&ccedil;&atilde;o de danos.<br />
<br />
Esta col&oacute;nia transfronteiri&ccedil;a beneficia de uma coopera&ccedil;&atilde;o entre entidades portuguesas (Herdade da Contenda. E.M., Liga para a Protec&ccedil;&atilde;o da Natureza - LPN e ICNF) e espanholas (v&aacute;rios organismos da Junta de Andaluzia) na sua monitoriza&ccedil;&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/6(5).jpg" width="900" height="712" alt="" /> <br />
<p class="legenda">Trabalhos em altura, para manuten&ccedil;&atilde;o de ninhos de abutre-preto, na Herdade da Contenda. Fotografia LPN.</p>
<strong><br />
Sierra de Gata y Valle de las Pilas</strong><br />
<br />
Em Espanha, este inverno, os trabalhos foram concentrados na Zona de Prote&ccedil;&atilde;o Especial &quot;Sierra de Gata y Vale de Pilas&quot;, onde muitas das &aacute;rvores que arderam no inc&ecirc;ndio de 2023 acabaram por cair, recentemente, devido aos ventos fortes. Os trabalhos estiveram a cargo do parceiro Fundaci&oacute;n Naturaleza y Hombre, com o apoio de Samuel Infante, e foram constru&iacute;das quinze novas plataformas-ninho e refor&ccedil;ada a estrutura em sete. Todos estes trabalhos requerem autoriza&ccedil;&atilde;o das autoridades espanholas, neste caso, da Junta de Extremadura.<br />
<br />
Esta a&ccedil;&atilde;o &eacute; de crucial import&acirc;ncia para aumentar a seguran&ccedil;a dos ninhos e, assim, contribuir para o sucesso reprodutor, manter ou expandir as &aacute;reas de reprodu&ccedil;&atilde;o do abutre-preto e promover a conectividade entre col&oacute;nias. Os trabalhos prosseguem agora com a monitoriza&ccedil;&atilde;o da nova &eacute;poca de reprodu&ccedil;&atilde;o, que j&aacute; se iniciou.<br />
<br />
Os parceiros do LIFE Aegypius Return agradecem a todas as pessoas e entidades que colaboram nos trabalhos de constru&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o de plataformas-ninhos, desde o trabalho legal e administrativo ao trabalho de campo.<br />
<br />
Os parceiros expressam ainda as suas condol&ecirc;ncias por todas as v&iacute;timas mortais deste inverno tempestuoso e solidarizam-se com todas as pessoas e institui&ccedil;&otilde;es afetadas pelos eventos meteorol&oacute;gicos extremos, quer em Portugal, que em Espanha.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/7.png" width="900" height="513" alt="" /><br />
<p class="legenda">Trabalhos em altura, para constru&ccedil;&atilde;o de plataformas-ninho na Sierra de Gata, em Espanha. Fotografia FNYH.</p>
<br />
<strong>Sobre o projeto</strong><br />
&nbsp;<br />
O LIFE Aegypius Return &eacute; cofinanciado pelo programa LIFE da Uni&atilde;o Europeia e implementado por um cons&oacute;rcio que integra a Vulture Conservation Foundation (VCF), benefici&aacute;rio coordenador, e os parceiros locais Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, Herdade da Contenda, Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, Liga para a Protec&ccedil;&atilde;o da Natureza, Faia Brava - Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza, Fundaci&oacute;n Naturaleza y Hombre, Guarda Nacional Republicana e Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Propriet&aacute;rios Rurais Gest&atilde;o Cineg&eacute;tica e Biodiversidad.<br type="_moz" />]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 09 Feb 2026 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Quando a natureza perde, todos perdemos: assine a petiÃ§Ã£o contra a desregulaÃ§Ã£o das leis ambientais na UE</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/quando-a-natureza-perde-2c-todos-perdemos-3a-assine-a-peticao-contra-a-desregulacao-das-leis-ambientais-na-ue-2026-2f02-2f09/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[Est&aacute; em curso uma tentativa sem precedentes de desregular e enfraquecer as principais leis de prote&ccedil;&atilde;o da natureza e das pessoas na Uni&atilde;o Europeia (UE), sob a promessa de &ldquo;simplifica&ccedil;&atilde;o&rdquo; do sistema jur&iacute;dico comunit&aacute;rio. Mas, na realidade, estas mudan&ccedil;as s&oacute; beneficiar&atilde;o grandes grupos econ&oacute;micos e financeiros, enquanto colocam em risco as nossas vidas e as das futuras gera&ccedil;&otilde;es.<br />
<br />
A estrat&eacute;gia passa n&atilde;o por um s&oacute; &quot;golpe&quot;, revogando todas essas leis, mas por uma degrada&ccedil;&atilde;o gradual de uma lei-chave de cada vez. Se avan&ccedil;ar, esta estrat&eacute;gia que amea&ccedil;a a natureza e as pessoas pode colocar em causa d&eacute;cadas de luta coletiva e de constru&ccedil;&atilde;o de instrumentos legais que garantem a prote&ccedil;&atilde;o do meio ambiente, da biodiversidade e da sociedade. Uma vez perdidas, estas prote&ccedil;&otilde;es raramente regressam.<br />
<br />
O European Environmental Bureau (EEB), do qual a Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural faz parte, a BirdLife International, a ClientEarth e a WWF International lan&ccedil;aram a <strong>campanha <a href="http://handsoffnature.eu/" target="_blank"><u>#HandsOffNature</u></a></strong> (#TiremasM&atilde;osdaNatureza), que visa alertar, informar e agir contra esta tentativa de desregula&ccedil;&atilde;o em grande escala. H&aacute; tamb&eacute;m uma <strong>peti&ccedil;&atilde;o coletiva</strong> para assinar e lutar pela prote&ccedil;&atilde;o da natureza e das pessoas. <strong>Assine</strong> <u><a href="https://handsoffnature.eu/" target="_blank">aqui</a></u>.<br />
<br />
<p class="destaque"><strong>Quais s&atilde;o as principais leis que est&atilde;o sob amea&ccedil;a?</strong></p>
<br />
As leis que protegem a natureza e as pessoas e que est&atilde;o atualmente em risco de sofrer altera&ccedil;&otilde;es e enfraquecimento s&atilde;o:<br />
<br />
<strong>&bull;	Diretivas Aves e Habitats</strong><br />
<br />
A Diretiva Aves da UE protege todas as aves selvagens &ndash; especialmente as amea&ccedil;adas e migrat&oacute;rias &ndash; proibindo atividades prejudiciais e criando &aacute;reas protegidas. J&aacute; a Diretiva Habitats salvaguarda mais de 1000 esp&eacute;cies e 230 tipos de habitats, exigindo controlos e avalia&ccedil;&otilde;es rigorosos das atividades econ&oacute;micas para manter um estado de conserva&ccedil;&atilde;o favor&aacute;vel.<br />
<br />
<strong>&bull;	Diretiva Nitratos</strong><br />
<br />
A Diretiva Nitratos &eacute; um pilar da pol&iacute;tica ambiental e da &aacute;gua da UE. O seu objetivo &eacute; prevenir a polui&ccedil;&atilde;o por nitratos provenientes da agricultura (fertilizantes e estrume) e promover as boas pr&aacute;ticas agr&iacute;colas, principalmente atrav&eacute;s do estabelecimento de um limite de 170 kg de azoto por hectare por ano para a aplica&ccedil;&atilde;o de estrume animal. Este limite funciona como uma salvaguarda, restringindo indiretamente a densidade animal (o n&uacute;mero de animais por unidade de &aacute;rea) nos sistemas de cria&ccedil;&atilde;o intensiva.<br />
<br />
<strong>&bull;	Regulamento REACH - Registo, Avalia&ccedil;&atilde;o, Autoriza&ccedil;&atilde;o e Restri&ccedil;&atilde;o de Subst&acirc;ncias Qu&iacute;micas<br />
</strong><br />
Proposta em junho de 2025, a Diretiva Omnibus sobre compostos qu&iacute;micos sugere o enfraquecimento da prote&ccedil;&atilde;o qu&iacute;mica atrav&eacute;s de: fim da obrigatoriedade de notifica&ccedil;&atilde;o de subst&acirc;ncias perigosas nos produtos (por exemplo, brinquedos, mobili&aacute;rio, eletr&oacute;nicos); aboli&ccedil;&atilde;o da base de dados SCIP - Substances of Concern In articles as such or in complex objects (Products), que informa os consumidores e os respons&aacute;veis pela gest&atilde;o de res&iacute;duos sobre a poss&iacute;vel presen&ccedil;a de subst&acirc;ncias qu&iacute;micas perigosas; redu&ccedil;&atilde;o dos padr&otilde;es de seguran&ccedil;a para os cosm&eacute;ticos, permitindo exce&ccedil;&otilde;es para subst&acirc;ncias qu&iacute;micas associadas ao cancro ou &agrave; infertilidade e removendo as regras de legibilidade m&iacute;nima dos r&oacute;tulos. A pr&oacute;xima revis&atilde;o do REACH corre tamb&eacute;m o risco de priorizar a &quot;simplifica&ccedil;&atilde;o&quot; em detrimento da seguran&ccedil;a, enfraquecendo potencialmente a fiscaliza&ccedil;&atilde;o dos produtos qu&iacute;micos.<br />
<br />
<strong>&bull;	Diretiva de Avalia&ccedil;&atilde;o de Impacto Ambiental</strong><br />
<br />
A Diretiva de Avalia&ccedil;&atilde;o de Impacto Ambiental (AIA) garante que os grandes projetos p&uacute;blicos e privados &ndash; como os de energia, transportes, res&iacute;duos e infraestruturas &ndash; s&atilde;o avaliados quanto aos seus impactos ambientais e na sa&uacute;de antes da aprova&ccedil;&atilde;o. Promove: transpar&ecirc;ncia e participa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica; tomada de decis&otilde;es baseada em evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica; prote&ccedil;&atilde;o da biodiversidade, da &aacute;gua, do ar, do solo, do clima, do patrim&oacute;nio cultural e da sa&uacute;de. Os projetos de alto impacto devem passar por avalia&ccedil;&otilde;es completas, enquanto outros s&atilde;o avaliados para apoiar o desenvolvimento sustent&aacute;vel e salvaguardar as pessoas e a natureza.<br />
<br />
<strong>&bull;	Net-Zero Industry Act</strong><br />
<br />
A Net-Zero Industry Act (NZIA) visa impulsionar a produ&ccedil;&atilde;o limpa e a competitividade industrial da UE. Define metas de produ&ccedil;&atilde;o, simplifica o processo de licenciamento, concede &quot;estatuto de prioridade&quot; aos projetos estrat&eacute;gicos e atualiza as regras para compras, leil&otilde;es e financiamento. A NZIA apoia uma s&eacute;rie de tecnologias de emiss&atilde;o zero, algumas amplamente apoiadas, como energia solar, e&oacute;lica, baterias e redes el&eacute;tricas, e outras mais controversas e prejudiciais, como energia nuclear, CCUS (Captura, Utiliza&ccedil;&atilde;o e Armazenamento de Carbono), biometano, transporte e utiliza&ccedil;&atilde;o de CO2.<br />
<br />
<strong>&bull;	Diretiva Quadro da &Aacute;gua</strong><br />
<br />
A Diretiva Quadro da &Aacute;gua (DQA) &eacute; uma lei crucial e as diretivas relacionadas sobre os poluentes priorit&aacute;rios da &aacute;gua constituem a espinha dorsal da pol&iacute;tica h&iacute;drica da UE. A DQA, em particular, protege e restaura os ecossistemas de &aacute;guas interiores, costeiras e subterr&acirc;neas, garantindo simultaneamente &aacute;gua limpa e segura para as pessoas. O seu objetivo &eacute; prevenir a deteriora&ccedil;&atilde;o da &aacute;gua e alcan&ccedil;ar o &ldquo;bom estado&rdquo; de todas as &aacute;guas, reduzindo a polui&ccedil;&atilde;o e restaurando os nossos rios, lagos e zonas h&uacute;midas degradados. Os Planos de Gest&atilde;o das Bacias Hidrogr&aacute;ficas s&atilde;o o principal instrumento para equilibrar a utiliza&ccedil;&atilde;o da &aacute;gua tanto para a natureza como para as comunidades.<br />
<br />
<strong>&bull;	Regulamento da UE sobre a Desfloresta&ccedil;&atilde;o</strong><br />
<br />
O Regulamento da UE sobre a Desfloresta&ccedil;&atilde;o (EUDR) &eacute; a primeira lei mundial destinada a impedir a desfloresta&ccedil;&atilde;o global. Impede a importa&ccedil;&atilde;o ou venda de produtos ligados &agrave; desfloresta&ccedil;&atilde;o na UE e exige que as empresas garantam que as suas cadeias de abastecimento est&atilde;o livres de desfloresta&ccedil;&atilde;o. Este regulamento &eacute; fundamental para que a UE possa cumprir os seus compromissos clim&aacute;ticos e de biodiversidade.<br />
<br />
<p class="destaque"><strong>Uma tripla crise que amea&ccedil;a a natureza e a vida humana</strong></p>
<br />
Face &agrave; tripla crise atual - altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas, perda de biodiversidade e polui&ccedil;&atilde;o -, n&atilde;o nos resta outra op&ccedil;&atilde;o sen&atilde;o garantir que as leis ambientais, a nossa maior rede de seguran&ccedil;a coletiva, se mant&ecirc;m fortes.<br />
<br />
<strong>O que est&aacute; em causa?</strong><br />
<br />
O ar que respiramos, a &aacute;gua que bebemos, os alimentos que comemos, a seguran&ccedil;a das nossas casas &ndash; tudo depende de leis ambientais rigorosas. Neste momento, estas prote&ccedil;&otilde;es est&atilde;o em risco. Os danos causados &agrave; natureza acabar&atilde;o por nos afetar, pois vivemos em rela&ccedil;&otilde;es de interdepend&ecirc;ncia numa &ldquo;casa&rdquo; comum.<br />
<br />
<strong>&bull;	&Aacute;gua polu&iacute;da<br />
</strong><br />
O al&iacute;vio dos controlos sobre a polui&ccedil;&atilde;o proveniente de explora&ccedil;&otilde;es industriais, f&aacute;bricas e produtos pode acabar por contaminar os rios, as &aacute;guas subterr&acirc;neas e os nossos alimentos, o que significa maiores riscos para a sa&uacute;de.<br />
<br />
<strong>&bull;	Ar que n&atilde;o dev&iacute;amos respirar<br />
</strong><br />
A desfloresta&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua, juntamente com limites mais brandos para produtos qu&iacute;micos nocivos e emiss&otilde;es, resulta em mais polui&ccedil;&atilde;o atmosf&eacute;rica, alerg&eacute;nios e toxinas no ar, o que pode afetar os nossos pulm&otilde;es, cora&ccedil;&atilde;o e sa&uacute;de em geral.<br />
<br />
<strong>&bull;	Impostos usados para mitigar danos dos grandes poluidores</strong><br />
<br />
Se os grandes poluidores n&atilde;o forem obrigados a controlar ou evitar a polui&ccedil;&atilde;o que provocam, a &ldquo;conta&rdquo; da mitiga&ccedil;&atilde;o de impactos recair&aacute; sobre n&oacute;s, sociedade em geral.<br />
<br />
<strong>&bull;	Impacto clim&aacute;tico cada vez mais severo</strong><br />
<br />
A destrui&ccedil;&atilde;o de barreiras naturais como zonas h&uacute;midas, florestas e dunas remove as defesas naturais contra inunda&ccedil;&otilde;es, ondas de calor e tempestades, prejudicando toda a sociedade.<br />
<br />
<strong>&bull;	Podemos perder a natureza que nos d&aacute; vida</strong><br />
<br />
Uma vez destru&iacute;das as nossas florestas, rios e habitats, nunca poder&atilde;o ser substitu&iacute;dos. Desaparecer&atilde;o os espa&ccedil;os verdes e seguros onde recarregamos energias e nos voltamos a conectar e a ter qualidade de vida.<br />
<br />
<p class="destaque"><strong>O que reivindicamos?</strong></p>
<br />
O que pedimos aos decisores da UE &eacute; urgente e vital:<br />
<br />
<strong>Manter as atuais salvaguardas ambientais totalmente intactas</strong><br />
<br />
As leis ambientais que protegem a natureza e as pessoas existentes est&atilde;o a apresentar resultados comprovados. N&atilde;o necessitam de ajustes, apenas de vontade pol&iacute;tica para a sua plena implementa&ccedil;&atilde;o e fiscaliza&ccedil;&atilde;o. Deixem-nas intactas!<br />
<br />
<strong>Rejeitar qualquer tentativa de diluir as prote&ccedil;&otilde;es ambientais</strong><br />
<br />
Estas regulamenta&ccedil;&otilde;es s&atilde;o essenciais para prevenir danos irrevers&iacute;veis e salvaguardar o interesse p&uacute;blico e a natureza. Qualquer enfraquecimento colocaria em risco n&atilde;o s&oacute; os nossos ecossistemas, mas tamb&eacute;m a nossa sa&uacute;de, bem-estar e, em &uacute;ltima an&aacute;lise, o nosso futuro!<br />
<br />
<strong>Respeitar a evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica e a voz dos cidad&atilde;os</strong><br />
<br />
As leis ambientais baseiam-se em d&eacute;cadas de investiga&ccedil;&atilde;o e evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica e t&ecirc;m apresentado resultados mensur&aacute;veis e comprovados. S&atilde;o fruto de processos democr&aacute;ticos e da exig&ecirc;ncia p&uacute;blica. Os cidad&atilde;os europeus exigem uma prote&ccedil;&atilde;o mais rigorosa da natureza e n&atilde;o uma maior exposi&ccedil;&atilde;o a danos!<br />
<br />
<strong>Quando a natureza perde, todos perdemos. Temos de agir. Pela natureza, pela nossa vida coletiva!</strong>]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 05 Feb 2026 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Abutre-preto: campanha lanÃ§ada apÃ³s grande incÃªndio no Douro Internacional atinge meta e medidas sÃ£o implementadas no terreno</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/abutre-preto-3a-campanha-lancada-apos-grande-incendio-no-douro-internacional-atinge-meta-e-medidas-sao-implementadas-no-terreno-2026-2f02-2f05/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>Campanha gerou uma onda de solidariedade e donativos ajudam a recuperar col&oacute;nia mais isolada e fr&aacute;gil desta esp&eacute;cie amea&ccedil;ada de extin&ccedil;&atilde;o</strong><br />
<br />
A onda de solidariedade gerada pela campanha de angaria&ccedil;&atilde;o de fundos &ldquo;Ajudar o abutre-preto ap&oacute;s <u><a href="https://palombar.pt/pt/noticias/incendio-no-douro-internacional-3a-arderam-ninhos-2c-habitat-e-estruturas-de-conservacao-do-abutre-preto-2025-2f08-2f21/" target="_blank">inc&ecirc;ndio no Douro Internacional</a></u>&rdquo;, lan&ccedil;ada em agosto de 2025, permitiu atingir a meta estabelecida de 30 mil euros, valor necess&aacute;rio para implementar todas as a&ccedil;&otilde;es de recupera&ccedil;&atilde;o e conserva&ccedil;&atilde;o desta esp&eacute;cie amea&ccedil;ada de extin&ccedil;&atilde;o no p&oacute;s-inc&ecirc;ndio.<br />
<br />
O valor foi doado por pessoas a t&iacute;tulo individual e coletivo, mas tamb&eacute;m por empresas e entidades que contribu&iacute;ram com montantes significativos que permitiram reunir o valor necess&aacute;rio, nomeadamente a Uni&atilde;o Internacional para a Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza dos Pa&iacute;ses Baixos (<u><a href="https://www.iucn.nl/en/" target="_blank">IUCN NL</a></u>, na sigla em ingl&ecirc;s), com o apoio da <u><a href="https://conservationconnect.earth/" target="_blank">Conservation Connect</a></u>, atrav&eacute;s do Green Lifeline Action Fund, um mecanismo de financiamento de emerg&ecirc;ncia da IUCN NL que oferece apoio r&aacute;pido a organiza&ccedil;&otilde;es e comunidades que enfrentam amea&ccedil;as urgentes &agrave; conserva&ccedil;&atilde;o da natureza; a <u><a href="https://www.ren.pt/" target="_blank">REN</a></u> - Redes Energ&eacute;ticas Nacionais; a <u><a href="https://lightsourcebp.com/" target="_blank">Lightsource bp</a></u> e a <u><a href="https://www.proactivetur.pt/" target="_blank">Proactivetour</a></u>. A verba foi concedida quer por via da campanha lan&ccedil;ada pela organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental de ambiente (ONGA) Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural na plataforma de crowdfunding <u><a href="https://gofund.me/7d6105afc" target="_blank">Gofundme</a></u>, quer atrav&eacute;s de doa&ccedil;&otilde;es feitas diretamente &agrave; ONGA.<br />
<br />
Com a meta de angaria&ccedil;&atilde;o de fundos atingida, a campanha, promovida pela Palombar no &acirc;mbito do projeto <u><a href="https://4vultures.org/pt/life-aegypius-return/">LIFE Aegypius Return</a></u>, est&aacute; encerrada. Agora, &eacute; dada continuidade aos trabalhos de mitiga&ccedil;&atilde;o dos danos e perdas e recupera&ccedil;&atilde;o do habitat e da col&oacute;nia de abutre-preto naquela &aacute;rea protegida.<br />
<br />
<strong>Expressamos um profundo agradecimento por toda a solidariedade e contributos dados por todos e cada um</strong><br />
<br />
A Palombar e os demais parceiros do projeto LIFE Aegypius Return est&atilde;o profundamente gratos pelo apoio e donativos concedidos por todos em geral e cada um em particular, os quais t&ecirc;m sido absolutamente essenciais para implementar, no terreno, as medidas definidas no plano de emerg&ecirc;ncia elaborado no p&oacute;s-inc&ecirc;ndio para fazer face ao grande impacto do mesmo na col&oacute;nia mais fr&aacute;gil e isolada de abutre-preto do pa&iacute;s, localizada no Douro Internacional, abrangendo quer o Parque Natural do Douro Internacional (PNDI), quer o cong&eacute;nere Parque Natural de Arribes del Duero (PNAD), na vizinha Espanha.<br />
<br />
<strong>O que j&aacute; foi feito e estamos a fazer com os donativos de todos?</strong><br />
<br />
<strong>Abutres-pretos conseguiram completar per&iacute;odo de aclima&ccedil;&atilde;o</strong><br />
<br />
Gra&ccedil;as ao apoio coletivo recebido, os seis abutres-pretos que se encontravam na esta&ccedil;&atilde;o de aclimata&ccedil;&atilde;o no PNDI, aquando da ocorr&ecirc;ncia do grande inc&ecirc;ndio que lavrou a regi&atilde;o, conseguiram <u><a href="https://palombar.pt/pt/noticias/donativos-garantem-retorno-dos-abutres-pretos-a-estacao-de-aclimatacao-no-douro-internacional-2025-2f09-2f17/" target="_blank">completar</a></u> com sucesso o per&iacute;odo de adapta&ccedil;&atilde;o faseada ao meio, tendo sido <u><a href="https://palombar.pt/pt/noticias/projeto-life-aegypius-return-devolve-seis-abutres-pretos-a-natureza-no-douro-internacional-2025-2f10-2f31/" target="_blank">devolvidos &agrave; natureza</a></u> no final de outubro de 2025.<br />
<br />
<strong>&Aacute;rea ardida j&aacute; foi limpa e contentor recuperado</strong><br />
<br />
A Palombar tamb&eacute;m j&aacute; realizou a limpeza da &aacute;rea ardida e a remo&ccedil;&atilde;o de infraestruturas de apoio destru&iacute;das pelo fogo, tendo sido reaproveitada a &ldquo;armadura&rdquo; do contentor que ficou praticamente destru&iacute;do para construir um novo. Esta infraestrutura &eacute; fundamental para apoiar o funcionamento da esta&ccedil;&atilde;o de aclimata&ccedil;&atilde;o, sendo aqui que se encontra instalado, por exemplo, o sistema de videovigil&acirc;ncia cont&iacute;nua dos abutres, bem como outros equipamentos e materiais.<br />
<br />
<strong>Adquiridos equipamentos fundamentais</strong><br />
<br />
A verba arrecadada permitiu igualmente comprar os equipamentos necess&aacute;rios para substituir e garantir a autonomia e funcionamento do sistema de videovigil&acirc;ncia que foi destru&iacute;do pelo inc&ecirc;ndio, nomeadamente pain&eacute;is solares e baterias de longa dura&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
<strong>Abutres-pretos com alimenta&ccedil;&atilde;o refor&ccedil;ada</strong><br />
<br />
Na &aacute;rea da col&oacute;nia de abutre-preto afetada pelo grande inc&ecirc;ndio, a equipa da Palombar refor&ccedil;ou a disponibilidade de alimento para os abutres, uma medida essencial para reduzir situa&ccedil;&otilde;es de <em>stress</em> alimentar decorrentes deste evento adverso e garantir nutri&ccedil;&atilde;o adequada e boa condi&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica antes do per&iacute;odo reprodutor.<br />
<br />
<strong>Realizada monitoriza&ccedil;&atilde;o apertada no terreno</strong><br />
<br />
Logo na sequ&ecirc;ncia do inc&ecirc;ndio e at&eacute; &agrave; atualidade, os t&eacute;cnicos da Palombar t&ecirc;m monitorizado, <em>in loco</em>, de forma frequente e continuada, a col&oacute;nia de abutre-preto afetada pelo inc&ecirc;ndio, com o objetivo de avaliar o seu estado e din&acirc;micas ap&oacute;s este evento devastador e obter informa&ccedil;&atilde;o essencial para a implementa&ccedil;&atilde;o eficaz das medidas definidas no plano de emerg&ecirc;ncia.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Monitoriza&ccedil;&atilde;o da col&oacute;nia de abutre-preto no PNDI foto Palombar.jpeg" width="900" height="1200" alt="" /><br />
<p class="legenda">O t&eacute;cnico de conserva&ccedil;&atilde;o da Palombar Iv&aacute;n Guti&eacute;rrez monitoriza a popula&ccedil;&atilde;o de abutre-preto do Douro Internacional. Fotografia Palombar.</p>
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Casal abutre-preto monitorizado foto Palombar.JPG" width="900" height="601" alt="" /><br />
<p class="legenda">No topo da fraga, pode ver-se um dos casais de abutre-preto da col&oacute;nia do Douro Internacional, observado atrav&eacute;s de telesc&oacute;pio para n&atilde;o causar perturba&ccedil;&atilde;o. Fotografia Iv&aacute;n Guti&eacute;rrez/Palombar.<strong><br />
<br />
</strong></p>
<strong>Constru&iacute;dos tr&ecirc;s ninhos artificiais e reconstru&iacute;das quatro plataformas-ninhos afetadas<br />
</strong><br />
Em outubro de 2025, atrav&eacute;s de uma colabora&ccedil;&atilde;o com o Grupo de Intervenci&oacute;n en Altura (GIAM) de los Agentes Forestales de la Comunidad de Madrid, de Espanha, foram constru&iacute;dos e instalados tr&ecirc;s ninhos de abutre-preto na &aacute;rea da col&oacute;nia do Douro Internacional, bem como reconstru&iacute;das outras quatro plataformas-ninho que tinham sido parcialmente afetadas pelo grande inc&ecirc;ndio. Adicionalmente, foi realizada a manuten&ccedil;&atilde;o de mais tr&ecirc;s plataformas instaladas em anos anteriores, com o apoio da REN - Redes Energ&eacute;ticas Nacionais. Estas estruturas s&atilde;o fundamentais para potenciar a nidifica&ccedil;&atilde;o do abutre-preto no territ&oacute;rio e fomentar o aumento da col&oacute;nia, sobretudo ap&oacute;s o sucedido.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Ninho artificial de abutr-preto constru&iacute;do na &aacute;rea da col&oacute;nia do PNDI foto Palombar.jpg" width="900" height="401" alt="" /><br />
<p class="legenda">Ninho constru&iacute;do na &aacute;rea da col&oacute;nia de abutre-preto afetada pelo grande inc&ecirc;ndio de agosto, com o objetivo de potenciar a nidifica&ccedil;&atilde;o na regi&atilde;o. Fotografia Palombar.</p>
<strong><br />
Instalados bebedouros e comedouros para a fauna selvagem</strong><br />
<br />
Outra medida importante implementada no terreno foi a instala&ccedil;&atilde;o de cinco bebedouros e cinco comedouros para refor&ccedil;ar o alimento dispon&iacute;vel para a fauna selvagem na zona afetada pelo inc&ecirc;ndio. O aumento do n&uacute;mero de animais silvestres na &aacute;rea da col&oacute;nia potencia a exist&ecirc;ncia, a m&eacute;dio e longo prazo, de carca&ccedil;as no campo que servem de alimento para os abutres, garantindo desta forma, a sua autossufici&ecirc;ncia alimentar.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Comedouros e bebedouros instalados ap&oacute;s o inc&ecirc;ndio foto Palombar.jpg" width="900" height="675" alt="" /><br />
<p class="legenda">Bebedouros e comedouros instalados na &aacute;rea afetada pelo inc&ecirc;ndio para aumentar a disponibilidade de alimento para a fauna silvestre. Fotografia Palombar.</p>
<strong><br />
Realizadas sementeiras para beneficiar pecu&aacute;ria extensiva e fomentar esp&eacute;cies presa</strong><br />
<br />
Realizaram se igualmente sementeiras na zona atingida pelo inc&ecirc;ndio, com o objetivo de beneficiar a pecu&aacute;ria extensiva, essencial para a conserva&ccedil;&atilde;o do abutre preto e de outras esp&eacute;cies de abutres. Paralelamente, estas sementeiras contribuem para o aumento da disponibilidade alimentar para a fauna silvestre, em especial para o fomento de esp&eacute;cies presa como o cor&ccedil;o, javali, coelho bravo, lebre e perdiz, entre outras. Ao acelerar a recupera&ccedil;&atilde;o da vegeta&ccedil;&atilde;o herb&aacute;cea e arbustiva ap&oacute;s o inc&ecirc;ndio, as sementeiras refor&ccedil;am, assim, a base tr&oacute;fica do ecossistema, apoiando tanto a atividade agro pastoril sustent&aacute;vel, como a din&acirc;mica ecol&oacute;gica das popula&ccedil;&otilde;es de ungulados e pequenos vertebrados essenciais ao equil&iacute;brio funcional do territ&oacute;rio.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/&Aacute;rea ardida antes e depois das sementeiras foto Palombar.png" width="900" height="600" alt="" />
<p class="legenda">&Aacute;rea ardida antes e depois da realiza&ccedil;&atilde;o das sementeiras, essenciais para restabelecer o equil&iacute;brio ecol&oacute;gico da zona afetada. Fotografia Palombar.</p>
<strong><br />
Colabora&ccedil;&atilde;o multissetorial</strong><br />
<br />
Com o objetivo de minimizar a perturba&ccedil;&atilde;o decorrente das atividades humanas na zona circundante da col&oacute;nia de abutre-preto do Douro Internacional, a Palombar est&aacute; a articular-se com v&aacute;rias entidades locais para atuar de forma multissetorial e participativa no terreno e otimizar as medidas de gest&atilde;o de habitat e conserva&ccedil;&atilde;o do abutre-preto na regi&atilde;o.<br />
<br />
O projeto LIFE Aegypius Return reitera e refor&ccedil;a o agradecimento a todos os que contribu&iacute;ram para a campanha e para garantir um futuro promissor para o abutre-preto. Com o apoio e envolvimento de todos, acreditamos que este gigante dos c&eacute;us continuar&aacute; a voar sobre n&oacute;s.<br />
<br />
<strong>Sobre o projeto</strong><br />
<br />
O <u><a href="https://4vultures.org/pt/life-aegypius-return/" target="_blank">LIFE Aegypius Return</a></u> &eacute; cofinanciado pelo programa LIFE da Uni&atilde;o Europeia e implementado por um cons&oacute;rcio que integra a Vulture Conservation Foundation (VCF), benefici&aacute;rio coordenador, e os parceiros locais Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, Herdade da Contenda, Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, Liga para a Protec&ccedil;&atilde;o da Natureza, Faia Brava - Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza, Fundaci&oacute;n Naturaleza y Hombre, Guarda Nacional Republicana e Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Propriet&aacute;rios Rurais Gest&atilde;o Cineg&eacute;tica e Biodiversidad.]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 02 Feb 2026 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>GNR reforÃ§a combate ao crime ambiental com novo laboratÃ³rio apÃ³s ano recorde de denÃºncias no SEPNA</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/gnr-reforca-combate-ao-crime-ambiental-com-novo-laboratorio-apos-ano-recorde-de-denuncias-no-sepna-2026-2f02-2f02/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[A Guarda Nacional Republicana (GNR) inaugurou um novo laborat&oacute;rio cinot&eacute;cnico para refor&ccedil;ar o combate ao crime ambiental, numa altura em que Portugal regista um recorde hist&oacute;rico de den&uacute;ncias. Em 2025, a Linha SOS Ambiente e Territ&oacute;rio recebeu mais de 15 500 queixas, sublinhando a import&acirc;ncia estrat&eacute;gica desta nova infraestrutura no combate ao crime ambiental e na prote&ccedil;&atilde;o da biodiversidade.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/1(6).jpg" width="900" height="405" alt="" /><br />
<p class="legenda">Novas infraestruturas otimizam as condi&ccedil;&otilde;es de seguran&ccedil;a e opera&ccedil;&atilde;o. Fotografia GNR.</p>
<strong><br />
Dispositivo refor&ccedil;ado</strong><br />
<br />
A GNR &eacute; uma autoridade fundamental no combate ao crime ambiental, quer pela presen&ccedil;a preventiva no terreno, quer pela imediata a&ccedil;&atilde;o reativa em casos detetados ou suspeitos. O Grupo de Interven&ccedil;&atilde;o Cinot&eacute;cnico (GIC) tem sido crucial na dissuas&atilde;o, dete&ccedil;&atilde;o e investiga&ccedil;&atilde;o de crimes contra a vida selvagem, em particular em casos que envolvem o uso ilegal de venenos. Assim, a GNR tem integrado formalmente numerosos projetos de conserva&ccedil;&atilde;o da natureza, como o <u><a href="https://4vultures.org/life-aegypius-return/" target="_blank">LIFE Aegypius Return</a></u>, o <a href="https://spea.pt/life-lxaquila/" target="_blank" style="text-decoration-line: underline;">LIFE LxAquila</a>&nbsp;e o&nbsp;<u><a href="https://www.lifewildwolf.com/" target="_blank">LIFE Wild Wolf</a></u>, projetos que cofinanciaram o rec&eacute;m-inaugurado laborat&oacute;rio.<br />
<br />
Estas novas infraestruturas otimizam as condi&ccedil;&otilde;es de seguran&ccedil;a e opera&ccedil;&atilde;o no armazenamento de material e equipamento de treino, bem como de odores-alvo da subespecializa&ccedil;&atilde;o de dete&ccedil;&atilde;o de venenos, refor&ccedil;ando a vertente t&eacute;cnico-cient&iacute;fica e a qualidade do treino cinot&eacute;cnico.<br />
<br />
No &acirc;mbito do projeto <u><a href="https://4vultures.org/life-aegypius-return/" target="_blank">LIFE Aegypius Return</a></u>, o dispositivo cinot&eacute;cnico da GNR tamb&eacute;m foi refor&ccedil;ado com a aquisi&ccedil;&atilde;o e treino de tr&ecirc;s novos c&atilde;es especializados na dete&ccedil;&atilde;o de venenos, tendo-se estabelecido um bin&oacute;mio em Queluz e dois na regi&atilde;o da Guarda. Este refor&ccedil;o acelera a capacidade de interven&ccedil;&atilde;o nas zonas Centro e Norte do pa&iacute;s.<br />
<br />
A opera&ccedil;&atilde;o da GNR tem sido imprescind&iacute;vel na dete&ccedil;&atilde;o e investiga&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rios casos de abutres-pretos v&iacute;timas de crime contra a vida selvagem, como <u><a href="https://4vultures.org/blog/cinereous-vultures-mortality-in-iberian-peninsula/" target="_blank">envenenamento</a></u>&nbsp;e&nbsp;<u><a href="https://4vultures.org/blog/shooting-threatens-the-recovery-of-the-cinereous-vulture-in-portugal-three-recently-shot-birds-spark-unified-condemnation/" target="_blank">tiro</a></u>, bem como no c&eacute;lere resgate de aves em situa&ccedil;&atilde;o de debilidade.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/3(3).jpeg" width="900" height="675" alt="" /><br />
<p class="legenda">Patrulha cinot&eacute;cnica. Fotografia GNR.</p>
<strong><br />
Cinotecnia de excel&ecirc;ncia</strong><br />
<br />
A Cinotecnia da GNR celebra 69 anos. Teve a sua g&eacute;nese em 31 de dezembro de 1956, data que marcou o nascimento do atual GIC e o in&iacute;cio de uma especializa&ccedil;&atilde;o que, ao longo de quase sete d&eacute;cadas, se afirma como uma capacidade operacional de excel&ecirc;ncia. O GIC &eacute; especializado em seguran&ccedil;a, interven&ccedil;&atilde;o e busca com c&atilde;es, realizando cursos avan&ccedil;ados e formando militares da GNR e de outras for&ccedil;as, em Portugal e no estrangeiro, para miss&otilde;es complexas, sendo, atualmente, uma refer&ecirc;ncia internacional de excel&ecirc;ncia.<br />
<br />
Sempre na vanguarda da forma&ccedil;&atilde;o especializada, o GIC &ndash; bem como o N&uacute;cleo de Apoio T&eacute;cnico (NAT) e o Servi&ccedil;o de Prote&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Ambiente (SEPNA) &ndash; participam atualmente na <u><a href="https://4vultures.org/blog/wildlife-crime-academy-portugal-joins-international-efforts-to-combat-wildlife-crime/" target="_blank">WildLife Crime Academy</a></u>, um programa internacional de refor&ccedil;o da capacidade de combate ao crime contra a vida selvagem liderado pela Vulture Conservation Foundation.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/4(9).jpg" width="900" height="563" alt="" /><br />
<p class="legenda">Treino do Grupo de Interven&ccedil;&atilde;o Cinot&eacute;cnico na Serra da Estrela. Fotografia GNR.</p>
<strong><br />
Vigil&acirc;ncia cidad&atilde;</strong><br />
<br />
Se testemunhou um incidente de crime contra a vida selvagem ou suspeita de atividades ambientais ilegais, contacte a GNR/SEPNA atrav&eacute;s da linha telef&oacute;nica &ldquo;SOS Ambiente e Territ&oacute;rio&rdquo; &ndash; 808 200 520, do e-mail <a href="mailto:sepna@gnr.pt"><u>sepna@gnr.pt</u></a> ou do formul&aacute;rio dispon&iacute;vel em <a href="https://www.gnr.pt/ambiente.aspx" target="_blank">www.gnr.pt/ambiente</a>.<br />
<br />
<strong>Sobre o projeto LIFE Aegypius Return<br />
<br />
</strong>O projeto LIFE Aegypius Return &eacute; cofinanciado pelo programa LIFE da Uni&atilde;o Europeia. O seu sucesso depende do envolvimento de todos os stakeholders relevantes e da colabora&ccedil;&atilde;o dos parceiros: a Vulture Conservation Foundation (VCF), benefici&aacute;rio coordenador, e os parceiros locais Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, Herdade da Contenda, Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, Liga para a Protec&ccedil;&atilde;o da Natureza, Faia Brava - Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza, Fundaci&oacute;n Naturaleza y Hombre, Guarda Nacional Republicana e Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Propriet&aacute;rios Rurais Gest&atilde;o Cineg&eacute;tica e Biodiversidade.<br />]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Tue, 27 Jan 2026 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Ciclo de Cinema Ambiental: mostrÃ¡mos que na dicotomia humanidade-natureza Ã© muito mais o que nos une que aquilo que nos separa</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/ciclo-de-cinema-ambiental-3a-mostramos-que-na-dicotomia-humanidade-natureza-e-muito-mais-o-que-nos-une-que-aquilo-que-nos-separa-2026-2f01-2f27/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[O projeto Futuros Partilhados da Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural organizou, em dezembro de 2025, um Ciclo de Cinema Ambiental Itinerante que foi o culminar de meses de constru&ccedil;&atilde;o coletiva, art&iacute;stica e intergeracional, com resultados concretos que permitiram conectar pessoas, natureza e vida selvagem e mostrar que &eacute; muito mais o que nos une que aquilo que nos separa; que, juntos, podemos construir um futuro partilhado onde todos coexistem numa rela&ccedil;&atilde;o simbi&oacute;tica e n&atilde;o hierarquizada.<br />
<br />
Durante o Ciclo de Cinema, que decorreu no concelho de Miranda do Douro, na Biblioteca Municipal, e nos lares da Santa Casa da Miseric&oacute;rdia de Miranda do Douro de Duas Igrejas e de Pala&ccedil;oulo, participaram mais de 90 pessoas e foram projetados filmes de curta-metragem, minidocument&aacute;rios do &ldquo;Campo Comum&rdquo; e lan&ccedil;ada a revista &ldquo;Zona de Contacto&rdquo;, produ&ccedil;&otilde;es que s&atilde;o fruto de um trabalho coletivo criativo e interdisciplinar que uniu artistas, bi&oacute;logos, especialistas e gera&ccedil;&otilde;es em torno das rela&ccedil;&otilde;es din&acirc;micas vitais entre humanos e natureza.<br />
<br />
<strong>Filmes e minidocument&aacute;rios &ldquo;Campo Comum&rdquo;:&nbsp;jovens desenvolveram compet&ecirc;ncias na &aacute;rea da produ&ccedil;&atilde;o criativa</strong><br />
<br />
Os filmes projetados durante o Ciclo foram selecionados pelos alunos do Agrupamento de Escolas de Miranda do Douro que integraram o projeto, os quais tamb&eacute;m lan&ccedil;aram os minidocument&aacute;rios produzidos durante o Campo Comum.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/WhatsApp Image 2025-12-20 at 19_10_21 (1).jpeg" width="900" height="571" alt="" /><br />
<p class="legenda">Jovens e idosos t&ecirc;m papel central no projeto Futuros Partilhados. Fotografia Palombar.<br />
&nbsp;</p>
<img src="http://palombar.pt/imagens/WhatsApp Image 2025-12-20 at 19_10_22 (2).jpeg" width="900" height="675" alt="" /><br />
<p class="legenda">Proje&ccedil;&atilde;o de um dos document&aacute;rios de curta-metragem produzidos pelos alunos. Fotografia Palombar.</p>
<br />
O <u><a href="https://palombar.pt/pt/noticias/futuros-partilhados-3a-campo-comum-alia-arte-a-conservacao-da-natureza-em-miranda-do-douro-2025-2f09-2f05/" target="_blank">Campo Comum</a></u> foi organizado pelo projeto entre os dias 23 e 28 de junho de 2025, em Miranda do Douro, e integrou oficinas criativas que dotaram os jovens de compet&ecirc;ncias e ferramentas de produ&ccedil;&atilde;o criativa e reflexivas para capacitar, criar pontes de di&aacute;logo e coexist&ecirc;ncia com o meio natural e as esp&eacute;cies selvagens.<br />
<br />
Os jovens tiveram igualmente um papel-chave no Ciclo, ao participar na sua organiza&ccedil;&atilde;o, modera&ccedil;&atilde;o e conversas coletivas.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/WhatsApp Image 2025-12-20 at 19_10_23.jpeg" width="900" height="675" alt="" /><br />
<p class="legenda">Helena Barril, presidente da C&acirc;mara Municipal de Miranda do Douro, fala sobre a import&acirc;ncia do projeto para o concelho. Fotografia Palombar.</p>
<strong><br />
Lan&ccedil;ada revista &ldquo;Zona de Contacto&rdquo;: fus&atilde;o entre arte, pessoas e natureza</strong> <br />
<br />
O lan&ccedil;amento da 1.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o da revista coletiva &ldquo;Zona de Contacto&rdquo;, que estar&aacute; brevemente dispon&iacute;vel para todos, na vers&atilde;o digital, tamb&eacute;m decorreu durante o Ciclo.<br />
<br />
Esta publica&ccedil;&atilde;o &eacute; reflexo da conflu&ecirc;ncia entre as pessoas e o meio, que se encontraram e interagiram numa din&acirc;mica que visou construir e reconstruir futuros onde mais do que um lugar, h&aacute; vida partilhada entre todos e para todos &ndash; humanos e natureza. A revista foi apresentada pelos coordenadores do projeto e pelos jovens que o integraram.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/WhatsApp Image 2025-12-20 at 19_10_23 (4).jpeg" width="900" height="549" alt="" /><br />
<p class="legenda">Lan&ccedil;amento da revista coletiva Zona de Contacto. Fotografia Palombar.</p>
<br />
J&aacute; com a revista em m&atilde;os, jovens - que transportam o futuro -, e idosos - guardi&otilde;es do tempo e do saber -, puderam ler, ver e sentir uma realidade projetada em papel que reflete o meio comum, os mitos, os medos, as hist&oacute;rias, os saberes, o conhecimento e, sobretudo, a desconstru&ccedil;&atilde;o do que nos desconecta, para erguer e perpetuar o que nos mant&eacute;m em contacto.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/WhatsApp Image 2025-12-20 at 19_10_22 (3).jpeg" width="900" height="591" alt="" /> <br />
<p class="legenda">Jovem que integrou o projeto l&ecirc; um texto da revista Zona de Contacto durante a primeira sess&atilde;o do Ciclo de Cinema Ambiental Itinerante. Fotografia Palombar.<br />
&nbsp;</p>
<p class="legenda"><strong><img src="http://palombar.pt/imagens/WhatsApp Image 2025-12-20 at 18_55_10.jpeg" width="900" height="639" alt="" /><br />
</strong>Sess&atilde;o de cinema num dos lares da Santa Casa da Miseric&oacute;rdia de Miranda do Douro. Fotografia Palombar.<strong><br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Idosos.png" width="900" height="600" alt="" /><br />
</strong>Revista Zona de Contacto conecta gera&ccedil;&otilde;es &agrave; natureza e cria pontes de di&aacute;logo que est&atilde;o na base de um futuro partilhado. Fotografia Palombar.<strong><br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/WhatsApp Image 2025-12-21 at 17_02_07.jpeg" width="900" height="675" alt="" /><br />
</strong>Idosos l&ecirc;em a revista Zona de Contacto, que desconstr&oacute;i mitos sobre v&aacute;rias esp&eacute;cies, como os morcegos. Fotografia Palombar.<strong><br />
<br />
</strong></p>
<strong>Com fase piloto conclu&iacute;da, projeto segue para uma nova etapa</strong><br />
<br />
O Ciclo tamb&eacute;m celebrou o t&eacute;rmino da fase piloto do projeto, o qual teve aprova&ccedil;&atilde;o das entidades financiadoras para avan&ccedil;ar para uma nova etapa: a de implementa&ccedil;&atilde;o efetiva, que decorrer&aacute; at&eacute; dezembro de 2027. Seguimos juntos nesta zona de contacto e de partilha, a criar, capacitar, reconstruir e construir um futuro comum, onde todos temos um lugar e uma conex&atilde;o.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/WhatsApp Image 2025-12-21 at 17_02_53.jpeg" width="900" height="1200" alt="" /><br />
<p class="legenda">Seguimos a criar zonas de contacto. Fotografia Palombar.</p>
<strong><br />
Sobre o projeto</strong><br />
<br />
O &ldquo;<u><a href="https://palombar.pt/pt/projetos/futuros-partilhados-2025/" target="_blank">Futuros Partilhados</a></u> - Narrativas colaborativas para reimaginar uma conviv&ecirc;ncia multiesp&eacute;cies&rdquo; &eacute; um projeto da Palombar desenvolvido em parceria com a C&acirc;mara Municipal de Miranda do Douro, Santa Casa da Miseric&oacute;rdia e Agrupamento de Escolas deste munic&iacute;pio. Conta com financiamento do programa PARTIS &amp; ART FOR CHANGE da Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian, BPI e Funda&ccedil;&atilde;o &quot;la Caixa&quot;.&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c67d6</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 26 Jan 2026 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>SaÃ­da de campo do projeto Water Bridges pÃ´s a comunidade escolar no trilho do cÃ¡gado-de-carapaÃ§a-estriada</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/saida-de-campo-do-projeto-water-bridges-pos-a-comunidade-escolar-no-trilho-do-cagado-de-carapaca-estriada-2026-2f01-2f26/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[A sa&iacute;da de campo &ldquo;Pontes de &Aacute;gua - Unir Gera&ccedil;&otilde;es pela Conserva&ccedil;&atilde;o do C&aacute;gado-de-Carapa&ccedil;a-Estriada&rdquo;, organizada pela Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural no &acirc;mbito do projeto <u><a href="https://palombar.pt/pt/projetos/water-bridges-2024/">Water Bridges</a></u>, levou a comunidade escolar do 1.&ordm; Ciclo do Polo Educativo em Bemposta, que integra o Agrupamento de Escolas de Mogadouro, a descobrir um r&eacute;ptil muito especial e amea&ccedil;ado de extin&ccedil;&atilde;o: o c&aacute;gado-de-carapa&ccedil;a-estriada (<em>Emys orbicularis</em>).<br />
<br />
A atividade, realizada no final de outubro de 2025, consistiu numa caminhada interpretativa que decorreu entre o edif&iacute;cio da escola e uma charca local, um dos tipos de habitat onde ocorre esta esp&eacute;cie. Participaram nove alunos, um professor e um auxiliar de educa&ccedil;&atilde;o que, guiados pela t&eacute;cnica de Educa&ccedil;&atilde;o Ambiental Sara Freire e pelo bi&oacute;logo Pedro Alves, ambos da Palombar, mostraram muito interesse e curiosidade em descobrir mais sobre este r&eacute;ptil end&oacute;geno da regi&atilde;o e um dos mais amea&ccedil;ados da Europa.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/7982d11d-185c-4a27-b19f-4020b72ede86.jpg" width="900" height="1196" alt="" /><br />
<p class="legenda">Caminhada interpretativa da paisagem. Fotografia Palombar.</p>
<strong><br />
Conhecer para melhor conservar: sentir e aprender</strong><br />
<br />
Com foco numa abordagem pr&aacute;tica e participativa, ainda em sala de aula, os alunos tiveram a oportunidade &uacute;nica de ver de perto um c&aacute;gado-mediterr&acirc;nico (<em>Mauremys leprosa</em>) - outra esp&eacute;cie de c&aacute;gado nativa -, que tem uma hist&oacute;ria especial. Criado em cativeiro, foi entregue &agrave; Palombar, ap&oacute;s uma a&ccedil;&atilde;o de sensibiliza&ccedil;&atilde;o, sendo, posteriormente, transferido para o Centro de Recupera&ccedil;&atilde;o de Animais Selvagens do Hospital Veterin&aacute;rio da Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro (CRAS-HV-UTAD), onde est&aacute; a passar por uma quarentena e (re)adapta&ccedil;&atilde;o &agrave; vida selvagem, antes de ser devolvido &agrave; natureza, na primavera deste ano.<br />
<br />
Ver ali aquele r&eacute;ptil que transporta consigo milh&otilde;es de anos de hist&oacute;ria evolutiva, foi enriquecedor e levou todos a quererem saber mais sobre estas esp&eacute;cies que resistiram ao tempo e devem continuar entre n&oacute;s.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/IMG_5694.jpeg" width="900" height="675" alt="" />
<p class="legenda">Criado em cativeiro durante anos, quem o tinha em m&atilde;os e a ele se afei&ccedil;oou, ficou sensibilizada e reconheceu a import&acirc;ncia de devolver este r&eacute;ptil ao seu habitat natural, entregando-o &agrave; Palombar. Fotografia Pedro Alves/Palombar.<br />
&nbsp;</p>
<img src="http://palombar.pt/imagens/IMG_5785.jpeg" width="900" height="675" alt="" />
<p class="legenda">Observa&ccedil;&atilde;o do c&aacute;gado-mediterr&acirc;nico em sala de aula despertou grande interesse e curiosidade dos alunos. Fotografia Palombar.<strong><br />
<br />
</strong><img src="http://palombar.pt/imagens/IMG_5717.jpeg" width="900" height="1200" alt="" /><br />
Poder da observa&ccedil;&atilde;o direta refletiu-se na aprendizagem e compreens&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o partilhada. Fotografia Palombar.<strong><br />
<br />
</strong></p>
<strong>&ldquo;N&atilde;o vimos bichos, s&oacute; lixo&rdquo;: habitats degradados afetam a ocorr&ecirc;ncia de c&aacute;gados e a biodiversidade<br />
</strong><br />
O contacto direto com o territ&oacute;rio mostrou uma realidade ambiental que justifica e import&acirc;ncia de projetos como o Water Bridges, o qual tem como objetivo principal conservar e proteger o c&aacute;gado-de-carapa&ccedil;a-estriada e o seu habitat.<br />
<br />
Durante o percurso e na charca, os participantes n&atilde;o encontraram nenhuma esp&eacute;cie de c&aacute;gado, mas sim muitos res&iacute;duos que degradam o ambiente e afetam a ocorr&ecirc;ncia destes seres, o que refor&ccedil;a a import&acirc;ncia da implementa&ccedil;&atilde;o de medidas de restauro dos seus habitats. No local, desbravaram o meio envolvente, aprendendo sobre as din&acirc;micas ecol&oacute;gicas que regem a liga&ccedil;&atilde;o vital entre fauna, flora, humanos e meio ambiente.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/IMG_5712.jpeg" width="900" height="1200" alt="" />
<p class="legenda">Alunos exploram a flora nativa. Fotografia Palombar.</p>
<br />
Fal&aacute;mos sobre a biodiversidade das zonas h&uacute;midas, com destaque para o c&aacute;gado-de-carapa&ccedil;a-estriada e a sua import&acirc;ncia ecol&oacute;gica. Explor&aacute;mos as t&eacute;cnicas de monitoriza&ccedil;&atilde;o destas esp&eacute;cies de r&eacute;pteis e refletimos sobre os impactos das altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas e das atividades humanas na sua conserva&ccedil;&atilde;o, bem como sobre medidas de mitiga&ccedil;&atilde;o e estrat&eacute;gias que podemos adotar para, em conjunto, garantir que estes r&eacute;pteis ancestrais continuem a fazer parte de uma paisagem biodiversa que a todos beneficia.&nbsp;]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 23 Jan 2026 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>SerE+: projeto arranca na Serra da Estrela para unir ciÃªncia e comunidades no restauro e valorizaÃ§Ã£o dos serviÃ§os da natureza</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/sere-2b-3a-projeto-arranca-na-serra-da-estrela-para-unir-ciencia-e-comunidades-no-restauro-e-valorizacao-dos-servicos-da-natureza-2026-2f01-2f23/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[O projeto SerE+ - Rede de &Aacute;reas de Acelera&ccedil;&atilde;o de Servi&ccedil;os dos Ecossistemas na Serra da Estrela arrancou no terreno nos dias 14 e 15 de janeiro, com a realiza&ccedil;&atilde;o da primeira reuni&atilde;o de parceiros e o seu lan&ccedil;amento p&uacute;blico, que tiveram lugar no Centro de Interpreta&ccedil;&atilde;o da Serra da Estrela (CISE), em Seia. Nesses dias, nas serranias de onde ainda espreitava o branco, iniciou-se um trabalho que promete aproximar a ci&ecirc;ncia &agrave; valoriza&ccedil;&atilde;o territorial e ao restauro ambiental de base comunit&aacute;ria, beneficiando as pessoas e a natureza.<br />
<br />
<strong>Reuni&atilde;o de parceiros: consolidar a estrat&eacute;gia e as metodologias</strong><br />
<br />
No dia 14 de janeiro, os parceiros do projeto reuniram-se no CISE para uma jornada de trabalho intensivo que consolidou a estrat&eacute;gia a seguir e as metodologias a aplicar. Estiveram presentes representantes do cons&oacute;rcio respons&aacute;vel pela implementa&ccedil;&atilde;o do SerE+: Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural (entidade coordenadora); o Munic&iacute;pio de Seia, representado pelo CISE; o Centro de Ecologia, Evolu&ccedil;&atilde;o e Altera&ccedil;&otilde;es Ambientais da Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Universidade de Lisboa (CE3C) e a  Agencia Estatal Consejo Superior de Investigaciones Cient&iacute;ficas M.P. (CSIC), de Espanha, representada pela Esta&ccedil;&atilde;o Biol&oacute;gica de Do&ntilde;ana.<br />
<br />
Esta reuni&atilde;o t&eacute;cnica, reservada aos parceiros, teve como objetivo consolidar a estrat&eacute;gia metodol&oacute;gica que ir&aacute; guiar as primeiras fases do projeto. O foco foi a partilha de informa&ccedil;&otilde;es e perce&ccedil;&otilde;es sobre os crit&eacute;rios de prioriza&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas a selecionar, a defini&ccedil;&atilde;o da base de refer&ecirc;ncia para quantifica&ccedil;&atilde;o do potencial de restauro ecol&oacute;gico e os m&eacute;todos de mapeamento dos Servi&ccedil;os dos Ecossistemas (SE), incluindo a defini&ccedil;&atilde;o das vari&aacute;veis socioecon&oacute;micas e ambientais a considerar. A integra&ccedil;&atilde;o dos mapas quantitativos de Servi&ccedil;os dos Ecossistemas nos modelos de prioriza&ccedil;&atilde;o espacial permitir&aacute; identificar a futura rede de &Aacute;reas de Acelera&ccedil;&atilde;o de Servi&ccedil;os dos Ecossistemas (AASE).<br />
<br />
O resultado final deste trabalho ser&aacute; materializado numa ferramenta pr&aacute;tica e p&uacute;blica: uma plataforma Web SIG de acesso aberto, com dados cient&iacute;ficos robustos, os quais estar&atilde;o ao dispor das popula&ccedil;&otilde;es, dos respons&aacute;veis pela gest&atilde;o e ordenamento do territ&oacute;rio e dos decisores pol&iacute;ticos a n&iacute;vel regional, nacional e ib&eacute;rico.<br />
<br />
<strong>O mapeamento e a ausculta&ccedil;&atilde;o da comunidade: projeto organiza oficinas colaborativas</strong><br />
<br />
Um dos aspetos mais desafiadores da estrat&eacute;gia tra&ccedil;ada &eacute; o processo colaborativo de constru&ccedil;&atilde;o de todo este conhecimento. Para garantir que os mapas refletem a realidade do territ&oacute;rio, o saber e as perce&ccedil;&otilde;es das suas comunidades, o SerE+ organizar&aacute;, entre mar&ccedil;o e junho de 2026, tr&ecirc;s oficinas colaborativas.<br />
<br />
Estas sess&otilde;es reunir&atilde;o cidad&atilde;os cuja vida pessoal, profissional, social e/ou econ&oacute;mica est&aacute; intrinsecamente ligada &agrave; paisagem serrana. O seu conhecimento ser&aacute; fundamental para ajustar os modelos &agrave; regi&atilde;o da Serra da Estrela, criando uma ferramenta que seja cient&iacute;fica e socialmente relevante, valorizando as perce&ccedil;&otilde;es da comunidade sobre os servi&ccedil;os dos ecossistemas, em concreto no contexto da sua vida e atividade profissional.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/2(9).jpg" width="900" height="600" alt="" />
<p class="legenda">Parceiros do cons&oacute;rcio SerE+ trabalharam em conjunto no Centro de Interpreta&ccedil;&atilde;o da Serra da Estrela para consolidar a estrat&eacute;gia do projeto. Fotografia Pedro Alves/Palombar.</p>
<br />
<strong>Partilhar expectativas e promover parcerias direcionadas</strong><br />
<br />
Ap&oacute;s uma manh&atilde; prof&iacute;cua de debate e imers&atilde;o te&oacute;rica, os parceiros tiveram oportunidade de se concentrar no territ&oacute;rio, dirigindo-se a S&atilde;o Rom&atilde;o, Seia, para um almo&ccedil;o rodeado das suas verdejantes montanhas, no Santu&aacute;rio de Nossa Senhora do Desterro, junto &agrave; &aacute;rea-piloto onde o projeto prev&ecirc; desenvolver um conjunto de a&ccedil;&otilde;es de restauro ambiental. Num restaurante escavado na pr&oacute;pria rocha gran&iacute;tica da Estrela, a partilha de experi&ecirc;ncias e expectativas teve um forte impacto no fortalecimento do compromisso da equipa, em cooperar ativamente na conserva&ccedil;&atilde;o do patrim&oacute;nio natural, social e econ&oacute;mico da Serra da Estrela.<br />
<br />
A Serra da Estrela, detentora de uma riqueza natural &iacute;mpar, &eacute; um territ&oacute;rio sob uma press&atilde;o imensa. A conjuga&ccedil;&atilde;o das altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas, com inc&ecirc;ndios devastadores, secas severas e o decr&eacute;scimo da neve, amea&ccedil;a o equil&iacute;brio dos ecossistemas de uma forma acelerada. O abandono rural, a propaga&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies invasoras, a constru&ccedil;&atilde;o de grandes infraestruturas e o impacto de um turismo desordenado agravam ainda mais a vulnerabilidade da regi&atilde;o e comprometem o fr&aacute;gil equil&iacute;brio dos ecossistemas da montanha, a sua biodiversidade e os servi&ccedil;os essenciais que prestam para a subsist&ecirc;ncia das comunidades neste territ&oacute;rio, o bem-estar e sa&uacute;de das popula&ccedil;&otilde;es e para a economia regional.<br />
<br />
Foi precisamente esta urg&ecirc;ncia que ecoou nas conversas durante a tarde, refor&ccedil;ando a convic&ccedil;&atilde;o de que o SerE+ surge como uma resposta que se baseia na ci&ecirc;ncia e na participa&ccedil;&atilde;o local, para constru&ccedil;&atilde;o de uma serra mais resiliente e como uma via alternativa de progresso que coloca a conserva&ccedil;&atilde;o da natureza ao lado do desenvolvimento regional, com base em princ&iacute;pios de sustentabilidade.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/3(6).jpg" width="900" height="600" alt="" />
<p class="legenda">Abundantes cursos de &aacute;gua serpenteiam pelas encostas serranas, um servi&ccedil;o dos ecossistemas vital que depende da forma&ccedil;&atilde;o de gelo e da neve para persistir nos meses mais secos. Fotografia Pedro Alves/Palombar.</p>
<br />
<strong>Quando a ci&ecirc;ncia cal&ccedil;a as botas e desbrava a regi&atilde;o</strong><br />
<br />
A tarde do dia 14 foi dedicada &agrave; conex&atilde;o com o territ&oacute;rio. Os parceiros deslocaram-se &agrave; Mata do Desterro, um bosque ribeirinho que acompanha as margens acidentadas do rio Alva. Nestas encostas, identificaram-se as fragilidades do territ&oacute;rio que ir&atilde;o ser o foco de atua&ccedil;&atilde;o no ensaio piloto do projeto SerE+, iniciando-se tamb&eacute;m a planifica&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es que ir&atilde;o ser executadas para requalifica&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea.<br />
<br />
O projeto SerE+ criar&aacute; um laborat&oacute;rio vivo, onde, ao longo dos pr&oacute;ximos tr&ecirc;s anos, ser&atilde;o implementadas a&ccedil;&otilde;es de restauro ecol&oacute;gico, como a planta&ccedil;&atilde;o de vegeta&ccedil;&atilde;o nativa, o controlo de invasoras por meio de t&eacute;cnicas diversificadas, a abertura de matos e sementeiras, a recupera&ccedil;&atilde;o de pontos de &aacute;gua, a cria&ccedil;&atilde;o de uma escada de peixes, inocula&ccedil;&atilde;o microbiol&oacute;gica de solos e a instala&ccedil;&atilde;o de abrigos para fauna.<br />
<br />
&Eacute; tamb&eacute;m na Mata do Desterro, que ladeia o Museu Natural da Eletricidade, que ir&aacute; ser estabelecido um percurso pedestre tem&aacute;tico sobre os Servi&ccedil;os dos Ecossistemas, aproveitando um trilho j&aacute; existente para o dinamizar de forma integrada nas tem&aacute;ticas do projeto. Este caminho interpretativo ser&aacute; inaugurado num evento p&uacute;blico no final do projeto, em 2028, tendo como miss&atilde;o levar a comunidade e os visitantes a explorarem de forma imersiva o valor da natureza que demasiadas vezes nos passa despercebido.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/4(8).jpg" width="900" height="600" alt="" />
<p class="legenda">Na Mata do Desterro, que contorna a margem direita do rio Alva, j&aacute; existe um pequeno percurso pedestre que sinaliza as belezas naturais da paisagem. Uma das a&ccedil;&otilde;es do projeto SerE+ consiste na implementa&ccedil;&atilde;o de um novo percurso pedestre, exclusivamente dedicado ao entendimento dos servi&ccedil;os de ecossistema prestados pela Serra da Estrela. Fotografia Pedro Alves/Palombar.</p>
<br />
<strong>Apresenta&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica do projeto SerE+: evento reuniu cerca de 90 pessoas de v&aacute;rios setores</strong><br />
<br />
No dia 15 de janeiro, o CISE foi anfitri&atilde;o do evento de lan&ccedil;amento p&uacute;blico do projeto SerE+. A sess&atilde;o foi muito participada e envolveu cerca de 90 pessoas de v&aacute;rios setores e &aacute;reas, entre as quais a popula&ccedil;&atilde;o local, representantes da sociedade civil, organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o-governamentais, autarquias, entidades governamentais como o Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas, universidades, empresas e associa&ccedil;&otilde;es do setor florestal e certifica&ccedil;&atilde;o, entre outros atores locais interessados e o p&uacute;blico em geral. Atrav&eacute;s de v&aacute;rios pain&eacute;is, os diferentes parceiros apresentaram os objetivos, a metodologia e o caminho a percorrer, promovendo uma conversa aberta sobre as iniciativas futuras e convidando &agrave; participa&ccedil;&atilde;o c&iacute;vica na constru&ccedil;&atilde;o do projeto.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/5(4).jpg" width="900" height="600" alt="" />
<p class="legenda">Pedro Horta, coordenador do projeto e t&eacute;cnico de investiga&ccedil;&atilde;o e conserva&ccedil;&atilde;o da Palombar, apresentou a vis&atilde;o e os objetivos do SerE+ para os pr&oacute;ximos tr&ecirc;s anos de trabalho. Fotografia&nbsp;Pedro Alves/Palombar.</p>
<br />
O programa refletiu a inten&ccedil;&atilde;o de comunicar de forma transparente os objetivos e a&ccedil;&otilde;es do projeto, evoluindo de uma apresenta&ccedil;&atilde;o geral para uma explora&ccedil;&atilde;o tem&aacute;tica aprofundada. Ap&oacute;s a abertura, a apresenta&ccedil;&atilde;o do projeto por Pedro Horta, t&eacute;cnico de investiga&ccedil;&atilde;o e conserva&ccedil;&atilde;o da Palombar e coordenador do SerE+, estabeleceu o enquadramento e a ambi&ccedil;&atilde;o coletiva.<br />
<br />
Seguiram-se as interven&ccedil;&otilde;es do investigador Virg&iacute;lio Hermoso, da Esta&ccedil;&atilde;o Biol&oacute;gica   de   Do&ntilde;ana,   da   Agencia   Estatal Consejo Superior de Investigaciones Cient&iacute;ficas M.P., e do professor e investigador Hugo Rebelo, do Centro de Ecologia, Evolu&ccedil;&atilde;o e Altera&ccedil;&otilde;es Ambientais (CE3C) da Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Universidade de Lisboa, que detalharam as abordagens que ser&atilde;o aplicadas no mapeamento e prioriza&ccedil;&atilde;o e da rede de AASE.<br />
<br />
A segunda parte das apresenta&ccedil;&otilde;es trouxe o foco para a realidade e o valor natural da Serra da Estrela, conectando a ci&ecirc;ncia ao territ&oacute;rio. Jos&eacute; Conde, t&eacute;cnico superior do CISE, abordou a cr&iacute;tica e sens&iacute;vel quest&atilde;o dos recursos h&iacute;dricos, enquanto Alexandre Silva, engenheiro florestal do CISE, destacou a riqueza e as particularidades da flora &uacute;nica da montanha mais alta de Portugal Continental, bem como os seus benef&iacute;cios para as comunidades, por aplica&ccedil;&atilde;o, por exemplo, de compostos ao n&iacute;vel da farmac&ecirc;utica.<br />
<br />
Por fim, Jos&eacute; Pereira, presidente da Palombar, relembrou a hist&oacute;ria da associa&ccedil;&atilde;o no restauro ambiental interligado &agrave; salvaguarda da identidade territorial.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/6(4).jpg" width="900" height="600" alt="" />
<p class="legenda">Pedro Horta (Palombar), Jos&eacute; Conde (CISE), Hugo Rebelo (CE3C) e Virg&iacute;lio Hermoso (n&atilde;o vis&iacute;vel na imagem), durante as apresenta&ccedil;&otilde;es do evento de lan&ccedil;amento. Fotografia&nbsp;Pedro Alves/Palombar.</p>
<br />
<strong><em>&ldquo;O prop&oacute;sito que nos guia &eacute; entender o que faz sentido quer para a natureza, quer para a popula&ccedil;&atilde;o local.&rdquo;</em></strong><br />
-	Pedro Horta, t&eacute;cnico de investiga&ccedil;&atilde;o e conserva&ccedil;&atilde;o da Palombar e coordenador do projeto SerE+<br />
<br />
<strong><em>&ldquo;O CISE, enquanto servi&ccedil;o disponibilizado pelo Munic&iacute;pio de Seia, ter&aacute; um papel essencial na liga&ccedil;&atilde;o entre a equipa cient&iacute;fica do projeto e a comunidade local.</em></strong><br />
-	Jos&eacute; Conde, t&eacute;cnico superior do CISE<br />
<strong><em><br />
&ldquo;Os processos co-criativos que nos permitem utilizar o conhecimento cient&iacute;fico para melhorar a biodiversidade e o tecido socioecon&oacute;mico local s&atilde;o uma oportunidade brutal que temos neste projeto.&rdquo;</em></strong><br />
-	Hugo Rebelo, professor e investigador no Centro de Ecologia, Evolu&ccedil;&atilde;o e Altera&ccedil;&otilde;es Ambientais (CE3C) da Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Universidade de Lisboa<br />
<br />
<strong><em>&ldquo;O projeto pretende ajudar a encontrar lugares priorit&aacute;rios para restaurar habitats que apoiem a conserva&ccedil;&atilde;o da biodiversidade e a valoriza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os de ecossistemas.&rdquo;</em></strong><br />
-	Virg&iacute;lio  Hermoso,  investigador  na  Esta&ccedil;&atilde;o  Biol&oacute;gica  de  Do&ntilde;ana, da Agencia Estatal Consejo Superior de Investigaciones Cient&iacute;ficas M.P. (CSIC)<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/7(2).jpg" width="900" height="600" alt="" />
<p class="legenda">O p&uacute;blico interagiu com os oradores, num momento de partilha crucial entre os parceiros do projeto e v&aacute;rios agentes dinamizadores da paisagem da Serra da Estrela. Fotografia&nbsp;Pedro Alves/Palombar.</p>
<br />
O evento de lan&ccedil;amento do projeto SerE+ marcou o in&iacute;cio de uma caminhada feita com a ci&ecirc;ncia e a comunidade a par, transformando o conhecimento cient&iacute;fico e local em ferramentas pr&aacute;ticas de gest&atilde;o territorial.<br />
<br />
A miss&atilde;o do projeto &eacute; contribuir para a conserva&ccedil;&atilde;o e o restauro ambiental, capacitando o valor social e regenerativo da regi&atilde;o. A vis&atilde;o que nos guia &eacute; a procura por uma resili&ecirc;ncia paisag&iacute;stica capaz de honrar o patrim&oacute;nio natural e social da Serra da Estrela e as suas futuras gera&ccedil;&otilde;es.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/8(4).jpg" width="900" height="600" alt="" />
<p class="legenda">O audit&oacute;rio do CISE ficou cheio, refletindo o forte interesse e curiosidade da comunidade no arranque do projeto SerE+. Fotografia Pedro Alves/Palombar.</p>
<br />
<strong>Sobre o projeto</strong><br />
<br />
O projeto <u><a href="https://palombar.pt/pt/projetos/sere-2b-2025/">SerE+ - Rede de &Aacute;reas de Acelera&ccedil;&atilde;o de Servi&ccedil;os dos Ecossistemas na Serra da Estrela</a></u> procura criar ferramentas integradoras e localmente adaptadas capazes de apoiar o restauro e a conserva&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os de ecossistema da regi&atilde;o serrana, identificando os locais com maior potencial de conserva&ccedil;&atilde;o e de potencia&ccedil;&atilde;o desses servi&ccedil;os, promovendo o equil&iacute;brio com as atividades socioecon&oacute;micas e propondo medidas de conserva&ccedil;&atilde;o e restauro concretas para o territ&oacute;rio.<br />
<br />
&Eacute; coordenado pela Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural e desenvolvido em parceria com o Centro de Ecologia, Evolu&ccedil;&atilde;o e Altera&ccedil;&otilde;es Ambientais (CE3C) da Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Universidade de Lisboa, o Munic&iacute;pio de Seia, atrav&eacute;s do Centro de Interpreta&ccedil;&atilde;o da Serra da Estrela (CISE) e a Agencia Estatal Consejo Superior de Investigaciones Cient&iacute;ficas M.P., atrav&eacute;s da Esta&ccedil;&atilde;o Biol&oacute;gica de Do&ntilde;ana, em Espanha.<br />
<br />
Com a dura&ccedil;&atilde;o de tr&ecirc;s anos, o SerE+ &eacute; apoiado pelo Programa Promove da Funda&ccedil;&atilde;o &ldquo;la Caixa&rdquo;, em colabora&ccedil;&atilde;o com o BPI e com a Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e a Tecnologia (FCT). A sua interven&ccedil;&atilde;o abrange a &aacute;rea total dos seis munic&iacute;pios que integram o Parque Natural da Serra da Estrela.&nbsp;]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 19 Jan 2026 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Quase 20 milhafres-reais encontrados mortos em caso suspeito de envenenamento em Almeida</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/quase-20-milhafres-reais-encontrados-mortos-em-caso-suspeito-de-envenenamento-em-almeida-2026-2f01-2f19/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[O Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas (ICNF) e a Guarda Nacional Republicana (GNR) est&atilde;o a investigar a morte de 17 milhafres-reais (<em>Milvus milvus</em>) em Leomil, no concelho de Almeida. O crime de envenenamento surge como uma das causas mais prov&aacute;veis que provocou a morte das aves. Se a investiga&ccedil;&atilde;o concluir que houve envenenamento, poder&aacute; tratar-se do caso mais grave alguma vez registado em Portugal, no que respeita ao n&uacute;mero de indiv&iacute;duos desta esp&eacute;cie mortos.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/1(5).jpg" width="900" height="506" alt="" />
<p class="legenda">Recolhas de prova num caso suspeito de envenenamento detetado pela Palombar. Fotografia Palombar.<br />
<strong><br />
</strong></p>
<strong>Caso em investiga&ccedil;&atilde;o</strong><br />
<br />
O ICNF recebeu, no dia 12 de janeiro, uma den&uacute;ncia relacionada com a morte de aves selvagens em Leomil, no concelho de Almeida. Seguindo o protocolo para estas situa&ccedil;&otilde;es, foi mobilizado o &oacute;rg&atilde;o de pol&iacute;cia criminal competente, a GNR, e foi feita a prospe&ccedil;&atilde;o e recolha de evid&ecirc;ncias para proceder com a investiga&ccedil;&atilde;o do caso. &ldquo;Assim que sejam conhecidos os resultados das an&aacute;lises forenses &agrave;s provas e ind&iacute;cios recolhidos no local, o ICNF tomar&aacute;, no &acirc;mbito das suas compet&ecirc;ncias, as provid&ecirc;ncias que venham a revelar-se necess&aacute;rias&rdquo;, afirma o ICNF em <u><a href="https://www.icnf.pt/imprensa/mortedeavesselvagensemleomil" target="_blank">comunicado</a></u>.<br />
<br />
<strong>Suspeitas de envenenamento</strong><br />
<br />
Embora n&atilde;o seja formalmente adiantada uma causa para o sucedido, o elevado n&uacute;mero de aves mortas, numa mesma zona e num curto intervalo de tempo, parece apontar para um caso de envenenamento propositado.<br />
<br />
A confirmar-se, este n&atilde;o seria o primeiro caso de mortalidade de milhafres-reais em eventos suspeitos ou confirmados de envenenamento. Segundo dados da GNR, publicados num<u><a href="http://4vultures.org/wp-content/uploads/2024/08/Deliverable-D5.1-PoisoningCases-2024.pdf" target="_blank"> relat&oacute;rio do projeto LIFE Aegypius Return</a></u> em 2024, pelo menos 21 milhafres-reais morreram em 19 casos analisados entre 01/01/2021 e 30/06/2024, dos quais tr&ecirc;s indiv&iacute;duos (de tr&ecirc;s casos diferentes) foram  definitivamente envenenados, nomeadamente com estricnina e carbofurano.<br />
<br />
O recente caso de Leomil aparenta ser o caso mais grave alguma vez registado em Portugal, no que respeita ao n&uacute;mero de milhafres-reais mortos. Torna-se ainda mais grave por se tratar de uma esp&eacute;cie em vias de extin&ccedil;&atilde;o, protegida, cuja popula&ccedil;&atilde;o reprodutora em Portugal det&eacute;m o estatuto de amea&ccedil;a &ldquo;Criticamente em Perigo&rdquo;, e a popula&ccedil;&atilde;o invernante &ldquo;Pouco Preocupante&rdquo;.<br />
<br />
O envenenamento &eacute; uma das principais amea&ccedil;as &agrave; conserva&ccedil;&atilde;o da biodiversidade, e tem impactos severos, principalmente sobre esp&eacute;cies j&aacute; em risco, como o milhafre-real, ou o <u><a href="https://4vultures.org/blog/there-are-at-least-two-suspected-cases-of-wildlife-poisoning-per-month-in-portugal/" target="_blank">abutre-preto</a></u> (<em>Aegypius monachus</em>), mas tamb&eacute;m aporta riscos sobre animais dom&eacute;sticos e pessoas. O uso ilegal de venenos, apesar de constituir um crime pun&iacute;vel com pena de pris&atilde;o, continua a ser uma pr&aacute;tica relativamente comum em Portugal e no <u><a href="https://academic.oup.com/bioscience/article/75/12/1058/8249325">mundo</a></u>. Uma investiga&ccedil;&atilde;o criminal adequada &eacute; fundamental para que se apurem os factos e se identifiquem eventuais suspeitos, que dever&atilde;o ser levados a tribunal para que a sensa&ccedil;&atilde;o de impunidade vigente acabe de uma vez por todas.<br />
<br />
<strong>Uma esp&eacute;cie inofensiva, amea&ccedil;ada de extin&ccedil;&atilde;o</strong><br />
<br />
O milhafre-real &eacute; uma ave de rapina maioritariamente carn&iacute;vora e oportunista, cujos h&aacute;bitos incluem tamb&eacute;m a necrofagia &ndash; o que a torna vulner&aacute;vel ao envenenamento, pelo consumo de iscos ou animais contaminados. Entre 2021 e 2024, o milhafre-real representou 34% dos animais selvagens mortos em casos suspeitos (ou confirmados) de envenenamento. O envenenamento, a perda e altera&ccedil;&atilde;o de habitat, e tamb&eacute;m a mortalidade em linhas el&eacute;tricas constituem os principais <u><a href="https://www.listavermelhadasaves.pt/atlas/milvus-milvus/" target="_blank">fatores de mortalidade</a></u> que contribuiram para o decl&iacute;nio da esp&eacute;cie em Portugal, sobretudo como esp&eacute;cie nifidicante.<br />
<br />
Em Portugal, as popula&ccedil;&otilde;es de milhafre-real apresentam dois tipos de din&acirc;mica. Existem grupos invernantes, oriundos do centro e norte da Europa, que se concentram geralmente em dormit&oacute;rios com grande express&atilde;o, por exemplo, no interior do Alentejo, Beiras e Tr&aacute;s-os-Montes. A Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica desempenha, assim, um papel muito importante na conserva&ccedil;&atilde;o das popula&ccedil;&otilde;es europeias, sendo que um evento nefasto aqui pode ter consequ&ecirc;ncias graves &agrave; escala continental.<br />
<br />
A popula&ccedil;&atilde;o reprodutora &eacute; muito reduzida e concentra-se principalmente nas paisagens abertas ou em mosaico do interior raiano. As maiores densidades encontram-se no Planalto Mirand&ecirc;s, onde tem sido alvo de muitos esfor&ccedil;os de conserva&ccedil;&atilde;o por parte de entidades como a <u><a href="https://palombar.pt/pt/projetos/life-eurokite-2022/">Palombar</a></u>&nbsp;- Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural e o ICNF, e tamb&eacute;m de <u><a href="https://observador.pt/2026/01/15/gnr-realiza-patrulhamento-para-detecao-de-venenos-no-planalto-mirandes/" target="_blank">a&ccedil;&otilde;es de vigil&acirc;ncia</a></u> refor&ccedil;ada por parte da GNR.<br />
<br />
Outros parceiros do projeto LIFE Aegypius Return, como a Liga para a Protec&ccedil;&atilde;o da Natureza&nbsp;(<u><a href="https://www.lpn.pt/pt/agenda/censo-de-inverno-do-milhafre-real-">LPN</a>)</u>&nbsp;, a Faia Brava e a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) t&ecirc;m igualmente dedicado esfor&ccedil;os de conserva&ccedil;&atilde;o para a recupera&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie, tendo tamb&eacute;m organizado regularmente os censos de inverno da esp&eacute;cie.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/3(5).jpg" width="900" height="600" alt="" /><br />
<p class="legenda">Milhafre-real (<em>Milvus milvus</em>). Fotografia Paulo Monteiro/SPEA.</p>
<strong><br />
Rep&uacute;dio coletivo</strong><br />
<br />
Os parceiros LIFE Aegypius Return manifestam o seu total rep&uacute;dio por qualquer tipo de crime ambiental, e a sua disponibilidade para auxiliar as autoridades no apuramento dos factos e no combate ao crime contra a vida selvagem, atrav&eacute;s da coopera&ccedil;&atilde;o e da dinamiza&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es de capacita&ccedil;&atilde;o como a <u><a href="https://4vultures.org/blog/wildlife-crime-academy-portugal-joins-international-efforts-to-combat-wildlife-crime/" target="_blank">WildLIFE Crime Academy</a></u>. Em rela&ccedil;&atilde;o ao caso de Leomil, a SPEA est&aacute; tamb&eacute;m dispon&iacute;vel para se constituir como assistente do processo.<br />
<br />
<strong>Sobre o projeto</strong><br />
&nbsp;<br />
O projeto LIFE Aegypius Return &eacute; cofinanciado pelo programa LIFE da Uni&atilde;o Europeia. O seu sucesso depende do envolvimento de todos os stakeholders relevantes e da colabora&ccedil;&atilde;o dos parceiros: a Vulture Conservation Foundation (VCF), benefici&aacute;rio coordenador, e os parceiros locais Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, Herdade da Contenda, Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, Liga para a Protec&ccedil;&atilde;o da Natureza, Faia Brava - Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza, Fundaci&oacute;n Naturaleza y Hombre, Guarda Nacional Republicana e Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Propriet&aacute;rios Rurais Gest&atilde;o Cineg&eacute;tica e Biodiversidade.<br type="_moz" />]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 29 Dec 2025 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Estamos a recrutar: estÃ¡gio profissional em EducaÃ§Ã£o Ambiental</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/estamos-a-recrutar-3a-estagio-profissional-em-educacao-ambiental-2025-2f12-2f29/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[A Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural tem aberta uma vaga para Educador (a) Ambiental em regime de contrato de trabalho ao abrigo do Programa de Est&aacute;gios Profissionais do Instituto do Emprego e Forma&ccedil;&atilde;o Profissional (IEFP).<br />
<br />
A Palombar &eacute; uma organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental de ambiente sem fins lucrativos, criada em 2000, que tem como miss&atilde;o conservar a biodiversidade, os ecossistemas selvagens, florestais e agr&iacute;colas e preservar o patrim&oacute;nio rural edificado, bem como as t&eacute;cnicas tradicionais de constru&ccedil;&atilde;o. Sabe mais em <u><a href="http://www.palombar.pt" target="_blank">www.palombar.pt</a></u>.<br />
<br />
Procuramos uma pessoa motivada e din&acirc;mica, com esp&iacute;rito cooperativo e associativo. Se tens vontade de ocupar este cargo e sentes motiva&ccedil;&atilde;o para trabalhar em prol da conserva&ccedil;&atilde;o da natureza e do patrim&oacute;nio rural, este est&aacute;gio &eacute; para ti. Apresenta a tua candidatura!<br />
<br />
As <strong>candidaturas</strong> (<em>curriculum vitae</em> acompanhado de carta de motiva&ccedil;&atilde;o) dever&atilde;o ser enviadas para o e-mail <a href="mailto:palombar@palombar.pt"><u>palombar@palombar.pt</u></a>.<br />
<br />
<strong>Posto de trabalho</strong><br />
<br />
&bull;	Educador (a) ambiental<br />
<br />
<strong>Dura&ccedil;&atilde;o do est&aacute;gio</strong><br />
<br />
&bull;	6 meses<br />
<br />
<strong>Enquadramento</strong><br />
<br />
&bull;	O est&aacute;gio ser&aacute; realizado no &acirc;mbito do <u><a href="https://www.iefp.pt/documents/10181/12835531/Regulamento+Medida+Estagios+maisTALENTO.pdf">Programa + Talento - Medida Est&aacute;gios + Talento</a></u> do IEFP. <br />
<br />
<strong>Fun&ccedil;&otilde;es a desempenhar</strong><br />
<br />
&bull;	Apoio na conce&ccedil;&atilde;o e implementa&ccedil;&atilde;o de atividades de educa&ccedil;&atilde;o ambiental (workshops, visitas guiadas, a&ccedil;&otilde;es de sensibiliza&ccedil;&atilde;o, etc.);<br />
&bull;	Apoio na organiza&ccedil;&atilde;o de eventos e campanhas de comunica&ccedil;&atilde;o ambiental;<br />
&bull;	Planeamento e dinamiza&ccedil;&atilde;o de atividades comunit&aacute;rias no territ&oacute;rio (oficinas, encontros intergeracionais, a&ccedil;&otilde;es participativas, etc.);<br />
&bull;	Apoio no desenvolvimento de conte&uacute;dos educativos e informativos (publica&ccedil;&otilde;es para as redes sociais, folhetos, cartazes, materiais pedag&oacute;gicos, etc.);<br />
&bull;	Contribui&ccedil;&atilde;o no estabelecimento de parcerias locais e envolvimento de atores comunit&aacute;rios;<br />
&bull;	Colabora&ccedil;&atilde;o com a equipa t&eacute;cnica em projetos de conserva&ccedil;&atilde;o e monitoriza&ccedil;&atilde;o ambiental.<br />
<br />
<strong>Requisitos m&iacute;nimos</strong><br />
<br />
&bull;	Licenciatura em Educa&ccedil;&atilde;o Ambiental ou nas &aacute;reas das Ci&ecirc;ncias Ambientais, Educa&ccedil;&atilde;o, Sociologia, Anima&ccedil;&atilde;o Sociocultural, Comunica&ccedil;&atilde;o ou &aacute;reas afins.<br />
<br />
<strong>Requisitos preferenciais</strong><br />
<br />
&bull;	Interesse e motiva&ccedil;&atilde;o para trabalhar em projetos de educa&ccedil;&atilde;o ambiental, conserva&ccedil;&atilde;o do patrim&oacute;nio e envolvimento comunit&aacute;rio;<br />
&bull;	Boas capacidades de comunica&ccedil;&atilde;o oral e escrita;<br />
&bull;	Compet&ecirc;ncias em <em>design</em> gr&aacute;fico, fotografia ou v&iacute;deo ser&atilde;o valorizadas;<br />
&bull;	Carta de condu&ccedil;&atilde;o;<br />
&bull;	Gosto pela vida no campo;<br />
&bull;	Partilhar a vis&atilde;o e valores da Palombar e ter interesse pela conserva&ccedil;&atilde;o da natureza e do patrim&oacute;nio rural;<br />
&bull;	Capacidade de trabalhar em equipa;<br />
&bull;	Flexibilidade e adaptabilidade;<br />
&bull;	Proatividade e vontade de aprender;<br />
&bull;	Capacidade de organiza&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
<strong>Perfil</strong><br />
<br />
&bull;	Identifica&ccedil;&atilde;o com o mundo associativo e com a miss&atilde;o da associa&ccedil;&atilde;o;<br />
&bull;	Car&aacute;cter din&acirc;mico e pr&oacute;-ativo;<br />
&bull;	Respeitar a org&acirc;nica funcional da associa&ccedil;&atilde;o;<br />
&bull;	Resili&ecirc;ncia para residir numa regi&atilde;o despovoada e predominantemente rural.<br />
<br />
<strong>Local de trabalho</strong><br />
<br />
Sede da Palombar<br />
Antiga Escola Prim&aacute;ria<br />
5230-232 Uva<br />
Vimioso (Bragan&ccedil;a)<br />
Portugal<br />
41&deg;29'28.3&quot;N 6&deg;30'41.0&quot;W &nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c6814</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Sat, 27 Dec 2025 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>LIFE Aegypius Return 2025: um ano de resiliÃªncia e grandes progressos para o abutre-preto</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/life-aegypius-return-2025-3a-um-ano-de-resiliencia-e-grandes-progressos-para-o-abutre-preto-2025-2f12-2f27/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[O projeto LIFE Aegypius Return continua a avan&ccedil;ar com o seu objetivo ambicioso: consolidar e expandir a popula&ccedil;&atilde;o de abutre-preto em Portugal e no oeste de Espanha. Ap&oacute;s o forte dinamismo e a expans&atilde;o registados em 2024, o ano de 2025 trouxe tanto progressos entusiasmantes, como desafios significativos. Inc&ecirc;ndios florestais, envenenamento, tiro e tens&otilde;es em algumas regi&otilde;es colocaram &agrave; prova a capacidade de adapta&ccedil;&atilde;o do projeto &ndash; mas a equipa manteve-se focada.<br />
<br />
Apesar das dificuldades, os esfor&ccedil;os conjuntos dos parceiros, das comunidades locais e das autoridades deram frutos. Em 2025, foram implementadas a&ccedil;&otilde;es-chave que est&atilde;o a contribuir para tornar Portugal um local mais seguro para esta esp&eacute;cie amea&ccedil;ada.<br />
<br />
<strong>Embora timidamente, a popula&ccedil;&atilde;o de abutre-preto continua a crescer</strong><br />
<br />
Os resultados da monitoriza&ccedil;&atilde;o em 2025 trouxeram boas not&iacute;cias: a popula&ccedil;&atilde;o de abutre-preto em Portugal continua a aumentar. Foram registados entre 119 e 126 casais nidificantes (incluindo alguns em territ&oacute;rio espanhol), resultando em 56 crias voadoras, um resultado muito positivo e claramente superior aos valores registados antes do in&iacute;cio do projeto.<br />
<br />
O desempenho reprodutor mant&eacute;m-se s&oacute;lido. A produtividade atingiu 0,45 crias por casal, e o sucesso reprodutor foi de 0,50. Ambos os valores s&atilde;o inferiores aos registados em col&oacute;nias bem estabelecidas noutras regi&otilde;es, o que &eacute; expect&aacute;vel, dado que muitos destes casais s&atilde;o relativamente recentes e resultam da recoloniza&ccedil;&atilde;o de Portugal a partir de Espanha. No geral, a esp&eacute;cie parece estar a estabelecer-se de forma consistente.<br />
<br />
<strong>Refor&ccedil;ar a popula&ccedil;&atilde;o</strong><br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/2.png" width="900" height="553" alt="" />
<p class="legenda">Abutres-pretos do programa de soft-release em 2025. Fotografia Palombar.</p>
<br />
Com o objetivo de fortalecer a pequena e fr&aacute;gil col&oacute;nia do Douro Internacional, foram devolvidos &agrave; natureza seis abutres-pretos nessa regi&atilde;o, no &acirc;mbito do programa de aclimata&ccedil;&atilde;o e soft-release. No entanto, infelizmente, duas dessas aves j&aacute; morreram.<br />
<br />
A marca&ccedil;&atilde;o de abutres com emissores GPS/GSM atingiu tamb&eacute;m um marco importante. At&eacute; ao final de 2025, 58 abutres-pretos estavam equipados com transmissores, incluindo crias, aves reabilitadas, um adulto e um sub-adulto. Estes dados est&atilde;o a permitir compreender melhor os movimentos da esp&eacute;cie, as &aacute;reas de alimenta&ccedil;&atilde;o, os riscos a que est&aacute; exposta e a sua utiliza&ccedil;&atilde;o de regi&otilde;es transfronteiri&ccedil;as. Um relat&oacute;rio detalhado sobre os movimentos e o impacto das a&ccedil;&otilde;es de <em>soft-release</em> ser&aacute; divulgado em breve.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/4(7).jpg" width="900" height="457" alt="" /><br />
<p class="legenda">Cria de abutre-preto no ninho. Fotografia &Aacute;lvares Figueira.</p>
<strong><br />
Melhorar as condi&ccedil;&otilde;es ecol&oacute;gicas</strong><br />
<br />
&Agrave; medida que a popula&ccedil;&atilde;o cresce, a disponibilidade alimentar torna-se um fator cada vez mais limitante. Para responder a este desafio, o projeto implementou tr&ecirc;s &aacute;reas de alimenta&ccedil;&atilde;o vedadas, tradicionais, geridas pelos parceiros (duas em Espanha e uma em Portugal), cumprindo a meta estabelecida. Em colabora&ccedil;&atilde;o com agricultores, objetiva-se criar 66 &aacute;reas de alimenta&ccedil;&atilde;o n&atilde;o vedadas (56 em Portugal e dez em Espanha), que est&atilde;o atualmente em diferentes fases de avalia&ccedil;&atilde;o, aprova&ccedil;&atilde;o e implementa&ccedil;&atilde;o. Estas estruturas s&atilde;o fundamentais em regi&otilde;es onde a atividade pecu&aacute;ria est&aacute; a diminuir e as fontes naturais de alimento s&atilde;o cada vez mais escassas.<br />
<br />
A gest&atilde;o de plataformas-ninho progrediu em todas as col&oacute;nias. Pouco mais de metade das plataformas artificiais previstas j&aacute; foram constru&iacute;das, e a manuten&ccedil;&atilde;o dos ninhos existentes encontra-se tamb&eacute;m aproximadamente a meio do objetivo. Estas estruturas artificiais proporcionam melhores condi&ccedil;&otilde;es de nidifica&ccedil;&atilde;o e aumentam o sucesso reprodutor, sobretudo em &aacute;reas onde as &aacute;rvores apresentam risco de queda. A recupera&ccedil;&atilde;o das plataformas artificiais afetadas pelo inc&ecirc;ndio no Douro foi igualmente essencial.<br />
<br />
<strong>Enfrentar as amea&ccedil;as</strong><br />
<br />
Nem todas as not&iacute;cias de 2025 foram positivas. O envenenamento continua a ser uma amea&ccedil;a grave. No total, foram analisadas dez carca&ccedil;as de abutres em Espanha para melhorar os procedimentos de diagn&oacute;stico e resposta r&aacute;pida, tendo sido confirmado um caso na &aacute;rea do projeto. No sentido de combater de forma mais eficaz esta amea&ccedil;a, foram criados, na GNR, tr&ecirc;s novos bin&oacute;mios cinot&eacute;cnicos para dete&ccedil;&atilde;o de venenos e teve in&iacute;cio um novo estudo de refer&ecirc;ncia em colabora&ccedil;&atilde;o com o projeto LIFE WildLIFE Crime Academy.<br />
<br />
Infelizmente, tr&ecirc;s abutres foram abatidos a tiro, o que revela que a persegui&ccedil;&atilde;o ilegal continua a ser uma realidade. Estes incidentes refor&ccedil;am a necessidade de manter o di&aacute;logo com as comunidades locais e de fortalecer a vigil&acirc;ncia e fiscaliza&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/5(3).jpg" width="900" height="713" alt="" /><br />
<p class="legenda">Raio-X do Pousio, o abutre-preto juvenil alvejado perto da Vidigueira. Fotografia Lx-CRAS.</p>
<br />
Os inc&ecirc;ndios florestais causaram tamb&eacute;m impactos significativos na regi&atilde;o do Douro. Um grande inc&ecirc;ndio ocorrido em agosto afetou seis ninhos e pelo menos duas crias morreram &ndash; podendo o n&uacute;mero real ser superior. As a&ccedil;&otilde;es de recupera&ccedil;&atilde;o iniciaram-se rapidamente e o restauro do habitat afetado continuar&aacute; a ser uma prioridade em 2026.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/6(3).jpg" width="900" height="675" alt="" /><br />
<p class="legenda">Acer, a cria de abutre-preto que morreu no seguimento dos inc&ecirc;ndios no Douro Internacional, em agosto de 2025. Fotografia Palombar.</p>
<strong><br />
Trabalhar com as pessoas<br />
</strong><br />
A coexist&ecirc;ncia &eacute; fundamental para o sucesso a longo prazo. O parceiro Palombar est&aacute; a desenvolver um estudo sobre a rela&ccedil;&atilde;o entre agricultores e abutres, com o objetivo de compreender melhor as preocupa&ccedil;&otilde;es existentes e melhorar as estrat&eacute;gias de comunica&ccedil;&atilde;o e envolvimento.<br />
A expans&atilde;o das energias renov&aacute;veis representa outro risco, particularmente para aves planadoras de grande porte como os abutres. Em resposta, o projeto emitiu mais de 40 pareceres t&eacute;cnicos e realizou v&aacute;rias reuni&otilde;es com promotores e entidades p&uacute;blicas, assegurando que os novos empreendimentos s&atilde;o planeados tendo em conta a seguran&ccedil;a das aves.<br />
<br />
<strong>Sensibiliza&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o</strong><br />
<br />
O LIFE Aegypius Return teve uma forte presen&ccedil;a medi&aacute;tica em 2025, com cobertura a n&iacute;vel nacional e progressos significativos na produ&ccedil;&atilde;o de um document&aacute;rio dedicado ao projeto. Paralelamente, foram refor&ccedil;adas as a&ccedil;&otilde;es junto de propriet&aacute;rios rurais, ca&ccedil;adores e decisores locais, promovendo parcerias mais s&oacute;lidas e rela&ccedil;&otilde;es de confian&ccedil;a. A coopera&ccedil;&atilde;o com a WildLIFE Crime Academy foi aprofundada e uma nova iniciativa colaborativa, a NECROBIOME, recebeu aprova&ccedil;&atilde;o oficial.<br />
<br />
<strong>O que esperar a seguir</strong><br />
<br />
A fase final do projeto ter&aacute; in&iacute;cio em 2026 e ser&aacute; particularmente intensa. Est&atilde;o previstos relat&oacute;rios de grande relev&acirc;ncia, incluindo o aguardado relat&oacute;rio sobre movimentos dos abutres e a&ccedil;&otilde;es de soft-release, cuja conclus&atilde;o est&aacute; prevista para breve.<br />
<br />
Entretanto, as campanhas anuais de marca&ccedil;&atilde;o e amostragem continuar&atilde;o em julho. As a&ccedil;&otilde;es previstas para 2026 incluem: forma&ccedil;&atilde;o de ca&ccedil;adores para o uso de muni&ccedil;&otilde;es sem chumbo; interven&ccedil;&otilde;es florestais e restauro de habitat; aprova&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas n&atilde;o vedadas para alimenta&ccedil;&atilde;o; constru&ccedil;&atilde;o e repara&ccedil;&atilde;o de plataformas de nidifica&ccedil;&atilde;o; promo&ccedil;&atilde;o energias renov&aacute;veis seguras; campanhas de comunica&ccedil;&atilde;o e educa&ccedil;&atilde;o ambiental; continua&ccedil;&atilde;o da capacita&ccedil;&atilde;o e resposta a crimes contra a fauna selvagem com a WildLIFE Crime Academy e refor&ccedil;o das atividades no &acirc;mbito da iniciativa NECROBIOME.<br />
<br />
Os progressos alcan&ccedil;ados em 2025 demonstram como a esp&eacute;cie evoluiu. Apesar das amea&ccedil;as, o abutre-preto continua o seu regresso a Portugal. Este sucesso s&oacute; &eacute; poss&iacute;vel gra&ccedil;as a um esfor&ccedil;o coletivo: conservacionistas, propriet&aacute;rios rurais, comunidades locais, investigadores, entidades governamentais e a Uni&atilde;o Europeia, todos a trabalhar em conjunto para um objetivo comum.<br />
<br />
<strong>Sobre o projeto LIFE Aegypius Return</strong><br />
<br />
O projeto LIFE Aegypius Return &eacute; cofinanciado pelo programa LIFE da Uni&atilde;o Europeia. O seu sucesso depende do envolvimento de todos os stakeholders relevantes e da colabora&ccedil;&atilde;o dos parceiros: a Vulture Conservation Foundation (VCF), benefici&aacute;rio coordenador, e os parceiros locais Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, Herdade da Contenda, Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, Liga para a Protec&ccedil;&atilde;o da Natureza, Faia Brava - Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza, Fundaci&oacute;n Naturaleza y Hombre, Guarda Nacional Republicana  e Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Propriet&aacute;rios Rurais Gest&atilde;o Cineg&eacute;tica e Biodiversidade. &nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c6821</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 18 Dec 2025 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>LIFE SOS Pygargus: sucesso reprodutor do tartaranhÃ£o-caÃ§ador aumentou 103% em Ã¡reas do projeto na PenÃ­nsula IbÃ©rica</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/life-sos-pygargus-3a-sucesso-reprodutor-do-tartaranhao-cacador-aumentou-103-25-em-areas-do-projeto-na-peninsula-iberica-2025-2f12-2f18/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>Aliar a agricultura &agrave; conserva&ccedil;&atilde;o da natureza &eacute; fundamental para salvar esta esp&eacute;cie da extin&ccedil;&atilde;o</strong>  <br />
<br />
O sucesso reprodutor do tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador (<em>Circus pygargus</em>), uma ave migrat&oacute;ria em risco de extin&ccedil;&atilde;o em Portugal e Espanha, aumentou 103% em 2025 devido &agrave; campanha &ldquo;Salvar o tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador&rdquo; implementada pelo projeto <u><a href="http://www.sospygargus.pt">LIFE SOS Pygargus</a></u>&nbsp;no territ&oacute;rio nacional&nbsp;e nas comunidades aut&oacute;nomas espanholas da Estremadura, Galiza, Madrid e Castela e Le&atilde;o. Gra&ccedil;as &agrave;s medidas de conserva&ccedil;&atilde;o desta campanha, que incluem monitoriza&ccedil;&atilde;o de indiv&iacute;duos, sensibiliza&ccedil;&atilde;o e envolvimento dos agricultores e comunidades locais, bem como prote&ccedil;&atilde;o de ninhos, resgate e salvamento de ovos e crias, esta esp&eacute;cie registou um importante crescimento da capacidade reprodutiva nas &aacute;reas de interven&ccedil;&atilde;o do projeto na Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica.<br />
<br />
Segundo estimativas realizadas pelos t&eacute;cnicos e investigadores do projeto, sem estas medidas de conserva&ccedil;&atilde;o, apenas 38% dos casais nidificantes que realizam postura teriam conseguido criar pelo menos um juvenil voador. J&aacute; com as medidas implementadas no terreno, foi poss&iacute;vel auxiliar muitos outros casais a obter sucesso reprodutor, aumentando para 77%, mais do dobro, o n&uacute;mero de casais nidificantes com postura que conseguiram gerar descend&ecirc;ncia.<br />
<br />
<strong>Mais de 600 ninhos monitorizados e 216 protegidos</strong><br />
<br />
Durante a campanha &ldquo;Salvar o tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador&rdquo; de 2025, foram monitorizados, nas &aacute;reas de interven&ccedil;&atilde;o do projeto em Portugal e Espanha, 618 ninhos desta esp&eacute;cie em terrenos agr&iacute;colas e zonas com matos em &aacute;reas montanhosas, habitats onde nidifica. Dos ninhos monitorizados, 216 foram alvo de interven&ccedil;&atilde;o para garantir a sua prote&ccedil;&atilde;o quer durante os trabalhos agr&iacute;colas, como a ceifa, quer da preda&ccedil;&atilde;o por esp&eacute;cies selvagens e dom&eacute;sticas, atrav&eacute;s da instala&ccedil;&atilde;o de veda&ccedil;&otilde;es de prote&ccedil;&atilde;o &agrave; sua volta. O tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador, que tem um estatuto de amea&ccedil;a &ldquo;Em Perigo&rdquo; em Portugal e &ldquo;Vulner&aacute;vel&rdquo; em Espanha, nidifica no solo, sobretudo em terrenos agr&iacute;colas com culturas forrageiras e cereal&iacute;feras. Esta prote&ccedil;&atilde;o &eacute; essencial para aumentar o sucesso reprodutor da esp&eacute;cie, uma a&ccedil;&atilde;o que &eacute; realizada em estreita colabora&ccedil;&atilde;o com os agricultores, que desempenham um papel central na conserva&ccedil;&atilde;o destas aves.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/2(8).jpg" width="900" height="638" alt="" /><br />
<p class="legenda">Monitoriza&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie &eacute; feita pelos parceiros do projeto durante o per&iacute;odo em que esta se encontra na Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica, na primavera e no ver&atilde;o. Fotografia Palombar.<br />
&nbsp;</p>
<img src="http://palombar.pt/imagens/3.JPG" width="900" height="558" alt="" /><br />
<p class="legenda">Ninho protegido num terreno agr&iacute;cola. Fotografia Filippo Guidantoni/Palombar.</p>
<br />
&quot;O aumento registado este ano no sucesso reprodutor do tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador &eacute; bastante positivo, tendo em conta que, segundo os dados do primeiro censo da esp&eacute;cie realizado em Portugal em 2022-2023, esta ave se encontrava no limiar da extin&ccedil;&atilde;o, e, em Espanha, a situa&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m &eacute; bastante cr&iacute;tica&quot;, sublinha Joaquim Teod&oacute;sio, da organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental de ambiente Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural e coordenador do projeto, acrescentado que, &ldquo;embora o cen&aacute;rio seja ainda muito preocupante, o trabalho de todos os parceiros, envolvendo m&uacute;ltiplos setores e as comunidades, vem trazer esperan&ccedil;a de que esta esp&eacute;cie continue a voar pelos nossos campos&rdquo;.<br />
<br />
<strong>Resgatados 68 ovos e 53 crias de tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador</strong><br />
<br />
Dos ninhos cuja prote&ccedil;&atilde;o no campo foi invi&aacute;vel, os t&eacute;cnicos do projeto salvaram 68 ovos e 53 crias, atrav&eacute;s do resgate no terreno, de forma a evitar a sua destrui&ccedil;&atilde;o ou morte. Os ovos foram transportados para centros especializados, onde conclu&iacute;ram o seu desenvolvimento, e as crias, quer as resgatadas no meio natural, quer aquelas oriundas dos ovos salvos no campo, passaram, em Portugal, por um per&iacute;odo de adapta&ccedil;&atilde;o ao territ&oacute;rio em esta&ccedil;&otilde;es de aclimata&ccedil;&atilde;o localizadas no Planalto Mirand&ecirc;s, no concelho de Miranda do Douro, e no sul do pa&iacute;s, no concelho de Castro Verde, zonas vitais para a esp&eacute;cie.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/4(6).jpg" width="900" height="633" alt="" /><br />
<p class="legenda">Ovo resgatado avaliado atrav&eacute;s de ovoscopia no Centro de Recupera&ccedil;&atilde;o de Animais Selvagens do Hospital Veterin&aacute;rio da Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro (CRAS-HV-UTAD), um dos centros para onde s&atilde;o levados os ovos resgatados no campo. Fotografia Palombar.</p>
<br />
Estas esta&ccedil;&otilde;es foram instaladas para receber os indiv&iacute;duos resgatados, bem como para recuperar e refor&ccedil;ar a popula&ccedil;&atilde;o desta ave numa &aacute;rea espec&iacute;fica, potenciando o seu instinto de filopatria, que &eacute; a predisposi&ccedil;&atilde;o de uma esp&eacute;cie para estabelecer o seu local de reprodu&ccedil;&atilde;o na mesma &aacute;rea onde nasceu ou passou as primeiras semanas de vida.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/5(2).jpg" width="900" height="598" alt="" /><br />
<p class="legenda">Juvenis na esta&ccedil;&atilde;o de aclimata&ccedil;&atilde;o localizada no Planalto Mirand&ecirc;s. Fotografia Uliana de Castro/Palombar.</p>
<br />
Do total de aves resgatadas (ovos ou crias) que passaram por um per&iacute;odo de cuidados ex-situ e conseguiram completar o seu desenvolvimento com sucesso, 97 foram devolvidas &agrave; natureza, contribuindo para aumentar a popula&ccedil;&atilde;o de tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador nos anos vindouros.<br />
<br />
<strong>Marcadas 72 aves com GPS</strong><br />
<br />
Em 2025, foram tamb&eacute;m marcados 72 tartaranh&otilde;es-ca&ccedil;adores com dispositivos GPS/GSM, uma medida fundamental para detetar amea&ccedil;as que afetam esta esp&eacute;cie, bem como para melhorar as medidas de conserva&ccedil;&atilde;o no terreno. Os emissores permitem monitorizar, em tempo real, as aves marcadas e fornecem informa&ccedil;&otilde;es valiosas relacionadas com o comportamento, movimentos migrat&oacute;rios, &aacute;reas de nidifica&ccedil;&atilde;o e alimenta&ccedil;&atilde;o, fatores de riscos, entre outras.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/6(2).jpg" width="900" height="1163" alt="" /><br />
<p class="legenda">Tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador marcado com GPS. Fotografia Renata Reynaud/LPN.</p>
<br />
<strong>Preda&ccedil;&atilde;o e inc&ecirc;ndios rurais t&ecirc;m impacto relevante no sucesso reprodutor</strong><br />
<br />
No &acirc;mbito da campanha &ldquo;Salvar o tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador&rdquo;, verificou-se que a preda&ccedil;&atilde;o de ovos, crias e adultos tem um impacto relevante no sucesso reprodutor da esp&eacute;cie. Essa preda&ccedil;&atilde;o &eacute; feita sobretudo por outras aves de rapina, como milhafres, corujas e bufos-reais, e ainda por corv&iacute;deos ou cegonhas, bem como por mam&iacute;feros, nomeadamente raposas, entre outras esp&eacute;cies silvestres, ou mesmo animais dom&eacute;sticos, como c&atilde;es ou gatos. Tamb&eacute;m foi registada mortalidade por maquinaria agr&iacute;cola, eventos clim&aacute;ticos adversos, como calor extremo, entre outras causas.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Sem t&iacute;tulo.png" width="900" height="506" alt="" /><br />
<p class="legenda">Ninho predado por uma gralha, ap&oacute;s ser abandonado pelos progenitores. Fotografias: esquerda fotoarmadilhagem/LPN, direita Alba Cifuentes/LPN.</p>
<br />
Os inc&ecirc;ndios rurais s&atilde;o outra amea&ccedil;a que tem cada vez mais impacto sobre esta esp&eacute;cie, quer nas &aacute;reas de matos, fustigadas por fogos de grandes dimens&otilde;es este ano em Portugal e Espanha, quer mesmo nas zonas agr&iacute;colas, onde tamb&eacute;m se verificaram casos de mortalidade de juvenis na sequ&ecirc;ncia dos inc&ecirc;ndios em 2025, inclusivamente em regi&otilde;es historicamente menos afetadas por estes eventos, como em Castro Verde, no Baixo Alentejo.<br />
<br />
<strong>Sensibiliza&ccedil;&atilde;o, voluntariado e colabora&ccedil;&atilde;o multissetorial</strong><br />
<br />
Durante a campanha, dezenas de agricultores e agentes rurais foram envolvidos ativamente na prote&ccedil;&atilde;o desta esp&eacute;cie e sensibilizados para os <u><a href="https://www.sospygargus.pt/pt/tartaranhao-cacador/servicos-de-ecossistemas/">servi&ccedil;os de ecossistemas</a></u> fundamentais que presta, nomeadamente o controlo de pragas agr&iacute;colas, tendo colaborado de forma decisiva para o seu &ecirc;xito. Tamb&eacute;m contribu&iacute;ram para as a&ccedil;&otilde;es da campanha dezenas de volunt&aacute;rios que ajudaram a monitorizar e a proteger o tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/8(3).jpg" width="900" height="1200" alt="" /><br />
<p class="legenda">A&ccedil;&atilde;o de sensibiliza&ccedil;&atilde;o dos agricultores para a import&acirc;ncia de proteger a esp&eacute;cie e para os servi&ccedil;os que presta aos ecossistemas, nomeadamente o controlo de pragas agr&iacute;colas. Fotografia Palombar.</p>
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/9(3).jpg" width="900" height="600" alt="" /><br />
<p class="legenda">Agricultor que colabora ativamente para proteger o tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador segura, por breves instantes, uma cria durante uma sess&atilde;o de anilhagem e prote&ccedil;&atilde;o de ninho no Planalto Mirand&ecirc;s. Fotografia Pedro Alves/Palombar.</p>
<br />
Adicionalmente, o projeto avan&ccedil;ou com importantes colabora&ccedil;&otilde;es multissetoriais para conservar estas aves, nomeadamente com a assinatura de um <u><a href="https://www.sospygargus.pt/pt/noticias/protocolo-assinado-com-o-municipio-de-carrazeda-de-ansiaes-reforca-monitorizacao-do-tartaranhao-cacador-2025-2f08-2f28/">protocolo</a></u> com o Munic&iacute;pio de Carrazeda de Ansi&atilde;es para refor&ccedil;ar a monitoriza&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie na regi&atilde;o Norte.<br />
<br />
&ldquo;Um dos objetivos principais do projeto &eacute; melhorar a sobreviv&ecirc;ncia das crias, aumentando a produtividade m&eacute;dia da esp&eacute;cie, ou seja, o n&uacute;mero de juvenis voadores por casal nidificante, de 0,6 para 1,5 - o limiar da viabilidade populacional. Com as medidas de conserva&ccedil;&atilde;o implementadas este ano, foi poss&iacute;vel ultrapassar esse valor, atingindo os 1,98 juvenis voadores por casal nidificante&rdquo;, destaca Pedro Horta, investigador e t&eacute;cnico do projeto na Palombar.<br />
<br />
&quot;Agora, o grande desafio &eacute; manter estes valores nos pr&oacute;ximos anos. Especialmente nas &aacute;reas menos favor&aacute;veis para a sua nidifica&ccedil;&atilde;o, do ponto de vista das condi&ccedil;&otilde;es ambientais&rdquo;, conclui.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/10(1).jpg" width="900" height="600" alt="" /><br />
<p class="legenda">Tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador mel&acirc;nico numa zona com matos em &aacute;rea montanhosa. Fotografia Pedro Alves/Palombar.</p>
<br />
<strong>Cereais amigos do tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador: segundo ano de ensaios de variedades j&aacute; arrancou</strong><br />
<br />
Com o objetivo de aumentar o habitat dispon&iacute;vel para o tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador, o projeto pretende tamb&eacute;m contribuir para o crescimento da produ&ccedil;&atilde;o cereal&iacute;fera nacional, aliando a conserva&ccedil;&atilde;o da natureza ao fomento da agricultura. Nesse sentido, est&aacute; a <u><a href="https://www.sospygargus.pt/pt/noticias/investigadores-testam-cereais-com-mais-potencial-para-salvar-o-tartaranhao-cacador-e-aumentar-producao-cerealifera-nacional-2025-2f03-2f25/">testar e a selecionar</a></u> variedades de cereais mais resistentes e adaptadas ao ciclo reprodutor desta ave e &agrave; regi&atilde;o Norte. S&atilde;o variedades que contribuem para pr&aacute;ticas agr&iacute;colas regenerativas e com maior valor acrescentado.<br />
<br />
O segundo ano de <u><a href="https://www.sospygargus.pt/pt/cereais/ensaios/">ensaios</a></u> das variedades de cereais testadas j&aacute; arrancou com o seu cultivo na Quinta do Valongo, pertencente ao Polo de Inova&ccedil;&atilde;o de Mirandela da Comiss&atilde;o de Coordena&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-Norte), em Tr&aacute;s-os-Montes, e no Polo de Inova&ccedil;&atilde;o de Elvas do Instituto Nacional de Investiga&ccedil;&atilde;o Agr&aacute;ria e Veterin&aacute;ria (INIAV), no Alentejo.<br />
<br />
O que se pretende com estes ensaios &eacute; selecionar as variedades com ciclo mais longo e mais adaptadas ao ciclo reprodutor do tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador (tendo em conta que a ceifa tardia reduz a mortalidade e aumenta o sucesso reprodutor desta esp&eacute;cie e de outras aves estep&aacute;rias que nidificam no solo em campos agr&iacute;colas); mais adaptadas &agrave; regi&atilde;o Norte; com maior resist&ecirc;ncia &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas e &agrave;s principais doen&ccedil;as e pragas, e que protejam a biodiversidade, promovendo o equil&iacute;brio dos sistemas agr&iacute;colas.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/11.png" width="900" height="600" alt="" /><br />
<p class="legenda">Segundo ano de ensaios das variedades de cereais testadas j&aacute; arrancou. Fotografia Palombar.</p>
<br />
<strong>Acompanhe o projeto no site oficial e redes sociais</strong><br />
<br />
O <u><a href="http://www.sospygargus.pt">site</a></u> do LIFE SOS Pygargus foi recentemente lan&ccedil;ado e &eacute; a plataforma principal de informa&ccedil;&atilde;o sobre o projeto, que tamb&eacute;m possui p&aacute;ginas nas redes sociais <u><a href="https://www.facebook.com/LIFESOSPygargus">Facebook</a></u> e <u><a href="https://www.instagram.com/lifesos.pygargus/">Instagram</a></u>. Acompanhe-nos nestas plataformas.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/12.JPG" width="900" height="572" alt="" /><br />
<p class="legenda">Estamos a salvar o tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador da extin&ccedil;&atilde;o. Fotografia Uliana de Castro/Palombar.</p>
<br />
<strong>Sobre o projeto</strong><br />
<br />
O <u><a href="http://www.sospygargus.pt">LIFE SOS Pygargus</a></u> - A&ccedil;&otilde;es urgentes de conserva&ccedil;&atilde;o das popula&ccedil;&otilde;es de tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador em Portugal e Espanha &eacute; um projeto ib&eacute;rico cofinanciado em 75% pelo programa LIFE da Uni&atilde;o Europeia. Conta igualmente com cofinanciamento da Viridia &ndash; Conservation in Action, Lightsource bp, Fundo Ambiental e Funda&ccedil;&atilde;o Biodiversidade do Minist&eacute;rio para a Transi&ccedil;&atilde;o Ecol&oacute;gica e o Desafio Demogr&aacute;fico de Espanha.<br />
<br />
&Eacute; implementado por um cons&oacute;rcio que integra a Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural (entidade coordenadora), Associa&ccedil;&atilde;o BIOPOLIS-CIBIO, AEPGA - Associa&ccedil;&atilde;o para o Estudo e Prote&ccedil;&atilde;o do Gado Asinino, ANPOC - Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Produtores de Proteaginosas, Oleaginosas e Cereais, CCDR-N - Comiss&atilde;o de Coordena&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento Regional do Norte, EDIA - Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva SA, ICNF - Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas, INIAV - Instituto Nacional de Investiga&ccedil;&atilde;o Agr&aacute;ria e Veterin&aacute;ria, LPN - Liga para a Protec&ccedil;&atilde;o da Natureza, MC Shared Services SA, Modelo Continente Hipermercados SA, SPEA - Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, UTAD - Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro, Vita Nativa - Conserva&ccedil;&atilde;o do Ambiente, AMUS - Acci&oacute;n por el Mundo Salvaje, Consejeria de Agricultura, Ganaderia y Desarrollo Sostenible - Junta de Extremadura, GREFA - Grupo de Rehabilitaci&oacute;n de la Fauna Aut&oacute;ctona y su H&aacute;bitat e Universidad de Murcia.]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Wed, 17 Dec 2025 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Futuros Partilhados: projeto promove ciclo de cinema ambiental e lanÃ§a a revista â€œZona de Contactoâ€ para conectar natureza e comunidades</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/futuros-partilhados-3a-projeto-promove-ciclo-de-cinema-ambiental-e-lanca-a-revista-lzona-de-contactor-para-conectar-natureza-e-comunidades-2025-2f12-2f17/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>Ciclo de cinema itinerante come&ccedil;a esta sexta-feira no concelho de Miranda do Douro</strong> <br />
<br />
O projeto Futuros Partilhados da Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural organiza, nos dias 19, 20 e 21 de dezembro, o Ciclo de Cinema Ambiental Itinerante, durante o qual ser&atilde;o projetados filmes de curta-metragem, minidocument&aacute;rios do &ldquo;Campo Comum&rdquo; e lan&ccedil;ada a revista &ldquo;Zona de Contacto&rdquo;, produ&ccedil;&otilde;es que s&atilde;o fruto de um trabalho coletivo criativo e interdisciplinar que uniu artistas, bi&oacute;logos, especialistas e gera&ccedil;&otilde;es. Com um prop&oacute;sito: recriar e reinventar hist&oacute;rias que conectem as comunidades humanas e a vida selvagem, com vista a construir um futuro onde todos coexistem numa rela&ccedil;&atilde;o simbi&oacute;tica e n&atilde;o hierarquizada. <br />
<br />
O Ciclo de Cinema Ambiental Itinerante decorre no concelho de Miranda do Douro, com sess&otilde;es agendadas para os dias 19 de dezembro, entre as 17h00 e as 19h00, na Biblioteca Municipal de Miranda do Douro; 20 de dezembro, entre as 16h00 e as 18h00, no Lar da Nossa Senhora do Monte, na aldeia de Duas Igrejas; e 21 de dezembro, entre as 16h00 e as 18h00, no Lar de S&atilde;o Miguel, em Pala&ccedil;oulo.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/mostrafilmespartis_page-0001.jpg" width="650" height="919" alt="" /> <br />
<br />
<strong>Filmes e minidocument&aacute;rios &ldquo;Campo Comum&rdquo;</strong><br />
<br />
Durante o Ciclo de Cinema, ser&atilde;o projetados filmes de curta-metragem selecionados pelos alunos do Agrupamento de Escolhas de Miranda do Douro que integraram o projeto e decorrer&aacute; a estreia dos minidocument&aacute;rios produzidos pelos mesmos durante o Campo Comum.<br />
<br />
O <a href="https://palombar.pt/pt/noticias/futuros-partilhados-3a-campo-comum-alia-arte-a-conservacao-da-natureza-em-miranda-do-douro-2025-2f09-2f05/" target="_blank"><u>Campo Comum</u></a> foi organizado pelo projeto entre os dias 23 e 28 de junho de 2025, em Miranda do Douro, e integrou oficinas criativas que dotaram os jovens de compet&ecirc;ncias e ferramentas de produ&ccedil;&atilde;o criativa e reflexivas para capacitar, criar pontes de di&aacute;logo e coexist&ecirc;ncia com o meio natural e as esp&eacute;cies selvagens. As sess&otilde;es de cinema ser&atilde;o sempre seguidas de um debate sobre a conserva&ccedil;&atilde;o da natureza e o papel das comunidades locais no meio natural e os jovens ter&atilde;o um papel-chave, ao organizar e moderar essas conversas coletivas. <br />
<br />
<strong>Lan&ccedil;amento da revista coletiva &ldquo;Zona de Contacto&rdquo;, onde tudo conflui</strong><br />
<br />
Durante o Ciclo de Cinema, ser&aacute; igualmente lan&ccedil;ada a 1.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o da revista coletiva &ldquo;Zona de Contacto&rdquo;, uma publica&ccedil;&atilde;o do projeto que &eacute; reflexo da conflu&ecirc;ncia entre as pessoas e o meio, que se encontram e interagem numa din&acirc;mica construtiva que constr&oacute;i e reconstr&oacute;i futuros onde mais do que um lugar, h&aacute; vida partilhada entre todos e para todos &ndash; humanos e natureza.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/publicacÌ§aÌƒo zona de contato web_page-0001.jpg" width="650" height="918" alt="" /><br />
<br />
A revista ser&aacute; apresentada pelos jovens que participaram no projeto e inclui textos e imagens resultantes das oficinas criativas realizadas - que envolveram arte sonora, v&iacute;deo etnogr&aacute;fico e de natureza, escrita criativa, etnozoologia, express&atilde;o dram&aacute;tica e monitoriza&ccedil;&atilde;o da vida selvagem -, com contribui&ccedil;&otilde;es de artistas, escritores e pensadores convidados.<br />
<br />
<strong>Sobre o projeto</strong><br />
<br />
O projeto <u><a href="https://palombar.pt/pt/projetos/futuros-partilhados-2025/" target="_blank">&ldquo;Futuros Partilhados - Narrativas colaborativas para reimaginar uma conviv&ecirc;ncia multiesp&eacute;cies&rdquo;</a></u> &eacute; desenvolvido pela Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, em parceira com a C&acirc;mara Municipal de Miranda do Douro, lares da Santa Casa da Miseric&oacute;rdia e Agrupamento de Escolas deste munic&iacute;pio e tem financiamento do programa PARTIS &amp; ART FOR CHANGE da Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian, BPI e Funda&ccedil;&atilde;o &quot;la Caixa&quot;. O objetivo principal do projeto &eacute; recriar narrativas que unam comunidades humanas e vida selvagem, desconstruindo mitos e promovendo uma vis&atilde;o renovada das rela&ccedil;&otilde;es entre esp&eacute;cies coexistentes.<br />
<br />
O projeto promove a valoriza&ccedil;&atilde;o e conhecimento da riqueza natural, paisag&iacute;stica e humana do Parque Natural do Douro Internacional, envolvendo jovens do Agrupamento de Escolas de Miranda do Douro e idosos dos lares da Santa Casa da Miseric&oacute;rdia do concelho. Atrav&eacute;s de oficinas criativas (v&iacute;deo, &aacute;udio, escrita e teatro), o prop&oacute;sito central &eacute; utilizar a arte como canal de capacita&ccedil;&atilde;o e empoderamento das comunidades do interior rural, democratizando o acesso a ferramentas de cria&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica, de conserva&ccedil;&atilde;o e valoriza&ccedil;&atilde;o da natureza.&nbsp;]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Tue, 16 Dec 2025 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Projeto SerE+ vai criar rede de aceleraÃ§Ã£o de serviÃ§os da natureza na Serra da Estrela</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/projeto-sere-2b-vai-criar-rede-de-aceleracao-de-servicos-da-natureza-na-serra-da-estrela-2025-2f12-2f16/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>Rede promove restauro ecol&oacute;gico, resili&ecirc;ncia do territ&oacute;rio, bem-estar das popula&ccedil;&otilde;es e sustentabilidade econ&oacute;mica</strong><br />
<br />
O projeto SerE+ - Rede de &Aacute;reas de Acelera&ccedil;&atilde;o de Servi&ccedil;os dos Ecossistemas na Serra da Estrela arrancou em novembro e vai promover a conserva&ccedil;&atilde;o dos valores naturais e o restauro ecol&oacute;gico na regi&atilde;o da Serra da Estrela. O objetivo &eacute; acelerar os servi&ccedil;os de ecossistemas locais, aumentar a resili&ecirc;ncia do territ&oacute;rio face &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas, promovendo uma maior qualidade de vida e gerando um maior equil&iacute;brio entre as comunidades e o meio natural e mais sustentabilidade para a economia regional. <br />
<br />
O projeto &eacute; implementado por um cons&oacute;rcio coordenado pela organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental de ambiente Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, envolvendo mais tr&ecirc;s entidades: o CE3C &ndash; Centro de Ecologia, Evolu&ccedil;&atilde;o e Altera&ccedil;&otilde;es Ambientais da Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Universidade de Lisboa; o Munic&iacute;pio de Seia, atrav&eacute;s do Centro de Interpreta&ccedil;&atilde;o da Serra da Estrela e a Agencia Estatal Consejo Superior de Investigaciones Cient&iacute;ficas M.P. (CSIC), atrav&eacute;s da Esta&ccedil;&atilde;o Biol&oacute;gica de Do&ntilde;ana, de Espanha. &Eacute; apoiado pelo Programa Promove da Funda&ccedil;&atilde;o &ldquo;la Caixa&rdquo;, em colabora&ccedil;&atilde;o com o BPI e com a Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e a Tecnologia (FCT) e decorrer&aacute; no per&iacute;odo 2025 &ndash; 2028, abrangendo os concelhos integrantes do Parque Natural da Serra da Estrela, nomeadamente, Seia, Celorico da Beira, Covilh&atilde;, Gouveia, Guarda e Manteigas.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/DSCF4223_a.JPG" width="900" height="634" alt="" /><br />
<p class="legenda">Parque Natural da Serra da Estrela. Fotografia Helena Raposeira/Palombar.</p>
<br />
As a&ccedil;&otilde;es principais do projeto incluem a identifica&ccedil;&atilde;o das &aacute;reas priorit&aacute;rias de alto valor natural para a conserva&ccedil;&atilde;o, com maior potencial para medidas de restauro ecol&oacute;gico e acelera&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os da natureza; a avalia&ccedil;&atilde;o, quantifica&ccedil;&atilde;o e mapeamento dos servi&ccedil;os de ecossistemas, que contar&aacute; com o envolvimento e participa&ccedil;&atilde;o de agentes locais e partes interessadas; a delimita&ccedil;&atilde;o da rede de &Aacute;reas de Acelera&ccedil;&atilde;o de Servi&ccedil;os dos Ecossistemas na Serra da Estrela, com valida&ccedil;&atilde;o <em>in situ</em>; cria&ccedil;&atilde;o de um Web SIG interativo de acesso livre e um estudo de valora&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica n&atilde;o financeira de servi&ccedil;os de ecossistemas, bem como a&ccedil;&otilde;es de restauro ecol&oacute;gico numa &aacute;rea-piloto localizada no concelho de Seia.<br />
<br />
Pedro Horta, investigador na Palombar e coordenador do projeto, sublinha que &ldquo;o projeto SerE+ representa a oportunidade inequ&iacute;voca de colocar finalmente a conserva&ccedil;&atilde;o da natureza ao lado do progresso e do desenvolvimento regional da Serra da Estrela, com base em princ&iacute;pios de sustentabilidade&rdquo;.<br />
<br />
Atrav&eacute;s de medidas de conserva&ccedil;&atilde;o e restauro ambiental, as &Aacute;reas de Acelera&ccedil;&atilde;o de Servi&ccedil;os dos Ecossistemas na Serra da Estrela funcionar&atilde;o como verdadeiras microreservas de biodiversidade e territ&oacute;rios-fonte de servi&ccedil;os ecossist&eacute;micos para as &aacute;reas geogr&aacute;ficas lim&iacute;trofes, tais como a regula&ccedil;&atilde;o clim&aacute;tica, poliniza&ccedil;&atilde;o - essencial &agrave; produ&ccedil;&atilde;o alimentar -, purifica&ccedil;&atilde;o da &aacute;gua e do ar, controlo de doen&ccedil;as e pragas, promo&ccedil;&atilde;o de bem-estar em espa&ccedil;o natural, suporte &agrave; biodiversidade, sequestro de carbono, entre outros, gerando benef&iacute;cios tang&iacute;veis para as pessoas, natureza e economia regional.&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c684c</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 04 Dec 2025 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>O pastor que pastoreia em terra de lobos e aprendeu a conviver com eles</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/o-pastor-que-pastoreia-em-terra-de-lobos-e-aprendeu-a-conviver-com-eles-2025-2f12-2f04/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>Reportagem</strong><br />
<br />
Quem guarda rebanhos em terra de lobos sabe que a seguran&ccedil;a &eacute; a palavra de ordem para viver e conviver com o maior predador terrestre da fauna silvestre nacional. Quando Miguel Afonso, 36 anos, decidiu deixar Lisboa, onde vivia, para se instalar em Guadramil, aldeia natal dos pais, no concelho de Bragan&ccedil;a, para ser produtor pecu&aacute;rio e pastor, sabia ao que vinha (e queria vir). Constituiu um rebanho de ovelhas, organizou as &ldquo;tropas&rdquo; com c&atilde;es de prote&ccedil;&atilde;o de gado e fez-se ao monte em pleno Parque Natural de Montesinho, &aacute;rea protegida onde est&aacute; localizado um dos n&uacute;cleos populacionais mais importantes de lobo-ib&eacute;rico (<em>Canis lupus signatus</em>) em Portugal. &Eacute;, tamb&eacute;m, em conjunto com o norte da prov&iacute;ncia de Zamora, em Espanha, uma das zonas na Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica onde h&aacute; uma das maiores densidades desta subesp&eacute;cie de lobo. Em seis anos de pastor&iacute;cia, o rebanho de Miguel Afonso nunca sofreu um ataque de lobos. E se um dia sofrer, garante de antem&atilde;o que n&atilde;o o culpa. Se acontecer, diz convicto: &ldquo;ou falhei eu, ou falharam os c&atilde;es&rdquo;.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Retrato.JPG" width="600" height="899" alt="" /><br />
<p class="legenda">Miguel Afonso, criador de gado e pastor. Fotografia Uliana de Castro/Palombar.</p>
<strong><br />
Seis anos de pastor&iacute;cia em territ&oacute;rio de lobos, zero ataques</strong><br />
<br />
Foi numa manh&atilde; outonal e soalheira do dia 20 de novembro que nos encontr&aacute;mos com Miguel Afonso num lameiro nos arredores de Rio de Onor, onde costuma pastorear as 214 ovelhas da ra&ccedil;a Churra Galega Bragan&ccedil;ana que comp&otilde;em o rebanho que criou quando, em 2019, foi viver para Guadramil, uma das aldeias mais isoladas e despovoadas do pa&iacute;s. O local, id&iacute;lico e ideal para alimentar o gado, &eacute; uma &aacute;rea j&aacute; identificada como territ&oacute;rio de uma das alcateias de lobos do Parque Natural de Montesinho. O pastor sabia disso, mas sempre foi assim, desde que ali quis pastorear. A tranquilidade e seguran&ccedil;a com que fala e age tem um n&uacute;mero e um nome: oito c&atilde;es da ra&ccedil;a C&atilde;o de Gado Transmontano que nunca deixaram que um lobo ousasse importunar nem o rebanho, nem o seu guardador. E mais um de virar, da ra&ccedil;a Border Collie. Nunca sofreu um ataque.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/_1230094.JPG" width="900" height="621" alt="" /><br />
<p class="legenda">O rebanho &eacute; composto por 214 ovelhas da ra&ccedil;a Churra Galega Bragan&ccedil;ana, brancas e pretas. Fotografia Uliana de Castro/Palombar.<br />
&nbsp;</p>
<img src="http://palombar.pt/imagens/_1230165.JPG" width="900" height="601" alt="" />
<p class="legenda">O rebanho pasta habitualmente num lameiro nos arredores da aldeia de Rio de Onor. Fotografia Uliana de Castro/Palombar.<br />
&nbsp;<em><br />
</em></p>
<em>&quot;Se o lobo atacasse as minhas ovelhas, &eacute; claro que ficava chateado, mas seria ou falha minha, ou falha dos c&atilde;es. E o lobo, &eacute; claro, se sentir uma ab&eacute;bia, pode atacar, &eacute; normal acontecer, se sentir fome, &eacute; um predador&quot;, </em>compreende.<em><br />
<br />
&quot;Mas tamb&eacute;m n&atilde;o &eacute; sempre o lobo que ataca, &agrave;s vezes, a raposa tamb&eacute;m pode atacar um cordeiro pequeno, por exemplo&quot;</em>, frisa ainda.<br />
<br />
V&ecirc;, j&aacute; os viu umas &ldquo;cinco ou seis vezes&rdquo; &agrave; dist&acirc;ncia a que a vista os permite reconhecer, mas os c&atilde;es logo os fizeram marchar. Tamb&eacute;m eles &ldquo;desenharam&rdquo; uma estrat&eacute;gia. Enquanto uns tangem os lobos para longe por entre fragas e montes, e s&oacute; voltam passado mais de uma hora esbaforidos, mas com sentido de miss&atilde;o cumprida; outros ficam a guardar o rebanho. O afastamento de alguns, n&atilde;o pode deixar as ovelhas desprotegidas. O lobo tamb&eacute;m tem as suas t&aacute;ticas e a investida poderia ser sorrateira num momento de aus&ecirc;ncia de guarda. Ter os c&atilde;es em quantidade necess&aacute;ria para garantir a seguran&ccedil;a do rebanho &eacute; essencial para conviver em harmonia com o lobo, com respeito pela biodiversidade e partilha de espa&ccedil;o m&uacute;tuo. O pastor sabe disso e tem-nos em n&uacute;mero ideal, considera. Mas n&atilde;o &eacute; qualquer c&atilde;o que &eacute; garante desta serventia: tem de ser um c&atilde;o &ldquo;funcional&rdquo;, afirma Miguel Afonso.<br />
<br />
<em>&ldquo;Nunca tive problemas com o lobo, j&aacute; os vi a cerca de 100, 200 metros, mas os c&atilde;es d&atilde;o logo sinal. S&oacute; um c&atilde;o n&atilde;o chega. Tenho oito para 214 ovelhas. J&aacute; os vi uns quatro ou cinco juntos, mas, como s&atilde;o muitos c&atilde;es, n&atilde;o tiveram hip&oacute;tese. Eles queriam tentar enganar os c&atilde;es para entrar no meio do gado, mas n&atilde;o conseguiram&rdquo;</em>, contou o pastor.<br />
<br />
<strong>C&atilde;es-pastores: nascem e crescem entre ovelhas</strong><br />
<br />
O c&atilde;o para proteger o rebanho dos lobos n&atilde;o pode ser qualquer um. Tem de ser c&atilde;o de gado e tem de &ldquo;nascer&rdquo; e crescer entre ovelhas. Passado pouco tempo de nascerem, h&aacute; que sentir logo o cheiro delas e criar um elo de perten&ccedil;a ao grupo que est&aacute; na base da sua defesa.<br />
<br />
<em>&ldquo;Nenhum c&atilde;o veio para aqui adulto. Vieram todos cachorros muito pequenos. Mal chegaram, ou quando as m&atilde;es os pariram, ficaram logo no meio das ovelhas, vivem e dormem com elas. Eles nunca ficam ao p&eacute; de mim, est&atilde;o sempre ao p&eacute; delas&rdquo;</em>, explica Miguel Afonso, acrescentando que <em>&ldquo;n&atilde;o se pode pensar, ah&hellip; s&atilde;o pequeninos, vamos lev&aacute;-los para casa, ou para a aldeia, e depois deixamo-lo com as ovelhas, eles assim n&atilde;o se afei&ccedil;oam a elas, nem as protegem como deve ser&rdquo;</em>.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/_1230058.jpg" width="900" height="675" alt="" />
<p class="legenda">Oito c&atilde;es da ra&ccedil;a C&atilde;o de Gado Transmontano fazem a guarda apertada do rebanho. Fotografia Uliana de Castro/Palombar.<br />
&nbsp;</p>
<img src="http://palombar.pt/imagens/_1230045.jpg" width="900" height="675" alt="" /><br />
<p class="legenda">Dois dos oito c&atilde;es-pastores. Fotografia Uliana de Castro/Palombar.</p>
<strong><br />
Dia nos montes; noite no resguardo, no inverno no est&aacute;bulo, no ver&atilde;o no cercado</strong><br />
<br />
Miguel Afonso &eacute; guardador de rebanhos e faz jus ao nome. Anda sempre no rasto das ovelhas, salvo algumas exce&ccedil;&otilde;es durante o ver&atilde;o, quando o rebanho fica um per&iacute;odo apenas sob a guarda dos c&atilde;es. A seguran&ccedil;a &eacute; apertada. Meses a fio, est&aacute; no campo com o gado. A curri&ccedil;a fica num terreno em Rio de Onor, a cerca de 7 km da sua casa. Durante o dia, est&aacute; no monte. &Agrave; noite, no inverno, recolhe-as num est&aacute;bulo fechado. No ver&atilde;o, no cercado, com veda&ccedil;&atilde;o com altura entre 1,70-1,80 metros.<br />
<br />
<em>&ldquo;Uma raposa mais esperta ou um lobo mais afoito at&eacute; poderiam, mesmo assim, trepar, mas n&atilde;o chegavam para fazer face aos oito c&atilde;es que l&aacute; domem com elas&rdquo;</em>, garante o pastor.<br />
<br />
<em>&quot;Se eu n&atilde;o tivesse c&atilde;es, j&aacute; n&atilde;o tinha ovelhas. Disso eu tenho a certeza. O ideal &eacute; ter um c&atilde;o por cada 30 ovelhas, &eacute; o m&iacute;nimo para garantir a seguran&ccedil;a. &Eacute; essencial os c&atilde;es na guarda do rebanho. Prote&ccedil;&atilde;o &eacute; essencial, proteger n&atilde;o s&oacute; do lobo, mas tamb&eacute;m de raposas e mesmo de roubos; tendo c&atilde;es, n&atilde;o h&aacute; grandes problemas&quot;</em>, diz, concluindo: <em>&quot;dos ataques que j&aacute; ouvi falar aqui na zona, sei que ocorreram por falta de prote&ccedil;&atilde;o&quot;</em>.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/_1230114.JPG" width="900" height="601" alt="" />
<p class="legenda">&Agrave; noite, as ovelhas ficam sempre resguardadas, sob a vigil&acirc;ncia dos c&atilde;es. Fotografia Uliana de Castro/Palombar.</p>
<strong><br />
Solta de lobos: o mito rural que alimenta falsas narrativas e abala pontes de di&aacute;logo</strong><br />
<br />
Se h&aacute; territ&oacute;rios onde a conviv&ecirc;ncia com o lobo &eacute; mais pac&iacute;fica, como no Parque Natural de Montesinho, h&aacute; locais onde a animosidade para com a esp&eacute;cie tem crescido, como no Planalto Mirand&ecirc;s, sobretudo depois do aumento de ataques atribu&iacute;dos ao lobo no &uacute;ltimo ano nesta regi&atilde;o, o que, compreensivelmente, gera descontentamento e receios na popula&ccedil;&atilde;o. Segundo <u><a href="https://observador.pt/2025/09/19/registados-32-ataques-de-lobos-no-planalto-mirandes-nos-ultimos-20-meses/">dados</a></u> do Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas (ICNF), foram registados 32 ataques de lobos no Planalto Mirand&ecirc;s em 20 meses.<br />
<br />
Mas se h&aacute; factos que abalam a conviv&ecirc;ncia com o lobo, tamb&eacute;m h&aacute; mitos que alimentam falsas narrativas e destroem pontes de di&aacute;logo entre as comunidades e quem trabalha para conservar a natureza e a biodiversidade, como o da &quot;solta de lobos&quot;: &ldquo;N&atilde;o se sabe muito bem por quem, mas anda por a&iacute; uma carrinha branca a solt&aacute;-los nos montes&hellip;&rdquo;; ou &ldquo;andam a botar lobos&rdquo;. A narrativa repete-se de boca em boca e &eacute; avivada sempre que ocorre um novo ataque. Mas esta n&atilde;o passa de um mito rural. As ditas &quot;soltas de lobos&quot; n&atilde;o existem e nunca foram feitas em Portugal.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/_1230063(1).jpg" width="900" height="675" alt="" /><br />
<p class="legenda">Conviv&ecirc;ncia com o lobo &eacute; tendencialmente mais pac&iacute;fica no Parque Natural de Montesinho. Fotografia Uliana de Castro/Palombar.</p>
<br />
Este mito poder&aacute; ser adensado, em parte, pelo<em> &quot;desconhecimento das comunidades rurais sobre o comportamento e a ecologia da esp&eacute;cie&quot;</em>, refere o bi&oacute;logo Jo&atilde;o Santos da Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, que integrou a equipa respons&aacute;vel pelas a&ccedil;&otilde;es realizadas no Nordeste Transmontano do Censo Nacional do Lobo-ib&eacute;rico 2019-2021, coordenado pelo ICNF.<br />
<br />
<em>&ldquo;A natureza &eacute; din&acirc;mica e o lobo pode movimentar-se por longas dist&acirc;ncias; tem um comportamento dispersivo durante o qual pode percorrer dezenas ou mesmo centenas de quil&oacute;metros, colonizando novas &aacute;reas ou reocupando territ&oacute;rios de onde havia anteriormente desaparecido&quot;</em>, esclarece.<br />
<br />
<strong>Porque h&aacute; agora lobos onde antes parecia n&atilde;o haver? O caso do Planalto Mirand&ecirc;s</strong><br />
<br />
O facto de passarem anos sem que seja detetado um lobo num determinado lugar ou sem que tenha havido um ataque de lobo, n&atilde;o significa que um dia este n&atilde;o possa vir a surgir ou a acontecer novamente, exatamente por causa desse seu comportamento dispersivo, sobretudo no que toca aos lobos mais jovens que est&atilde;o &agrave; procura de estabelecer o seu pr&oacute;prio territ&oacute;rio. Ou por ocorrerem din&acirc;micas em alcateias ainda n&atilde;o detetadas ou estudadas, por exemplo.<br />
<br />
<em>&ldquo;&Eacute; o que poder&aacute; est&aacute; a acontecer no Planalto Mirand&ecirc;s, onde, no &uacute;ltimo ano, foram j&aacute; registados dezenas de ataques atribu&iacute;dos ao lobo, gerando preju&iacute;zos avultados para os criadores de gado e as comunidades locais&rdquo;</em>, explica Jo&atilde;o Santos, sublinhando, no entanto, <em>&quot;que &eacute; necess&aacute;rio fazer um seguimento no terreno e uma an&aacute;lise mais aprofundada para se perceber o que de facto est&aacute; a ocorrer&quot;</em>.<br />
<br />
Mas uma coisa &eacute; certa: quando o lobo aparece ou reaparece numa determinada &aacute;rea, n&atilde;o surgiu <em>&ldquo;do nada porque o soltaram&rdquo;</em>, ocorreu porque o lobo se movimenta por longas dist&acirc;ncias quando est&aacute; em dispers&atilde;o, ou devido a din&acirc;micas das pr&oacute;prias alcateias.<br />
<br />
<strong>A saga migrat&oacute;ria de um lobo que percorreu pa&iacute;ses</strong><br />
<br />
Em 2011, por exemplo, o lobo Slvac fez um percurso surpreendente de 2000 km da Eslov&eacute;nia para It&aacute;lia, onde se fixou, depois de ter encontrado uma f&ecirc;mea dispersante. Bi&oacute;logos da Universidade de Liubliana, na Eslov&eacute;nia, que lhe tinham colocado um colar com GPS seguiram a par e passo a sua impressionante saga migrat&oacute;ria na altura. Na Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica, apesar de a dist&acirc;ncia percorrida em movimentos dispersivos ser bastante inferior, alguns estudos estimam que possam percorrer, ainda assim, uma dist&acirc;ncia que poder&aacute; variar de 13 km a pouco mais de 50 km. Em m&eacute;dia 34 km.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Lobo-ib&eacute;rico_Jo&atilde;oFerreira.jpg" width="900" height="588" alt="" /><br />
<p class="legenda">Lobo-ib&eacute;rico. Fotografia Jo&atilde;o Ferreira.</p>
<strong><br />
Um caminho para a coexist&ecirc;ncia&hellip;</strong><br />
<br />
As comunidades rurais t&ecirc;m todo o direito e toda a liberdade de desenvolver as suas atividades econ&oacute;micas, nomeadamente a cria&ccedil;&atilde;o de gado, com seguran&ccedil;a e tranquilidade. A Palombar defende convictamente esse direito e apoia as popula&ccedil;&otilde;es locais. Por outro lado, o lobo &eacute; uma esp&eacute;cie hist&oacute;rica do territ&oacute;rio nacional, que tem igualmente o direito inalien&aacute;vel de viver livremente no seu habitat natural. Quando estas duas realidades se cruzam, na intersec&ccedil;&atilde;o entre o rural e o selvagem, o humano e o animal-silvestre, &eacute; fundamental adotar as medidas mais indicadas para garantir a coexist&ecirc;ncia necess&aacute;ria e justa.<br />
<br />
<em>&ldquo;O exemplo do pastor de Guadramil &eacute; importante para mostrar que &eacute; poss&iacute;vel conviver com o lobo, minimizando ao m&aacute;ximo os riscos, atrav&eacute;s da ado&ccedil;&atilde;o das medidas de prote&ccedil;&atilde;o mais indicadas e comprovadas na pr&aacute;tica que funcionam&rdquo;</em>, destaca o bi&oacute;logo Jo&atilde;o Santos.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/_1230056.jpg" width="900" height="675" alt="" /><br />
<p class="legenda">O pastor de Guadramil convive com o lobo e reconhece que esta esp&eacute;cie amea&ccedil;ada deve viver livremente no seu habitat natural. Fotografia Uliana de Castro/Palombar.</p>
<br />
Por outro lado, &eacute; igualmente essencial <em>&ldquo;que existam presas silvestres, como javalis, cor&ccedil;os e veados, em abund&acirc;ncia para que o lobo tenha alternativas para se alimentar e as investidas contra o gado dom&eacute;stico sejam reduzidas. Tamb&eacute;m neste ponto, o papel dos ca&ccedil;adores &eacute; fundamental, atrav&eacute;s de uma gest&atilde;o correta das popula&ccedil;&otilde;es de ca&ccedil;a maior&rdquo;</em>, acrescenta.<br />
<br />
A Palombar considera que &eacute; vital n&atilde;o s&oacute; garantir a exist&ecirc;ncia de presas silvestres para o lobo na sua &aacute;rea de ocorr&ecirc;ncia, como tamb&eacute;m dotar os criadores de gado dos instrumentos que os permitam conviver pacificamente com a esp&eacute;cie (como os utilizados pelo pastor Miguel Afonso, entre outros), diminuindo ao m&aacute;ximo o risco de ataques e as perdas. E sempre que elas existam, que seja c&eacute;lere, justo e eficaz o sistema de compensa&ccedil;&atilde;o dos preju&iacute;zos.<br />
<br />
Mas tudo come&ccedil;a, na verdade, com uma mudan&ccedil;a no interior do nosso pr&oacute;prio eu: quando compreendemos, todos, que o meio natural onde vivemos e do qual fazemos parte tamb&eacute;m &eacute; o espa&ccedil;o de esp&eacute;cies silvestres nativas, que, tal como n&oacute;s, t&ecirc;m o direito de viver em liberdade no local onde nascem e existem. Acreditamos que coexistir com o lobo &eacute; poss&iacute;vel. O pastor de Guadramil &eacute; prova disso.<br />
<br />
<div style="text-align: right;"><strong>Por Uliana de Castro/Palombar&nbsp;</strong></div>]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 27 Nov 2025 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Projeto LIFE Aegypius Return contesta impacto de mega projetos de energia renovÃ¡vel</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/projeto-life-aegypius-return-contesta-impacto-de-mega-projetos-de-energia-renovavel-2025-2f11-2f27/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>Energia limpa sim, mas n&atilde;o a custo da biodiversidade!</strong><br />
<br />
O cons&oacute;rcio do projeto LIFE Aegypius Return j&aacute; emitiu mais de 40 pareceres t&eacute;cnicos sobre projetos ou planos com potencial de impacto no territ&oacute;rio, incluindo 23 sobre empreendimentos de energia renov&aacute;vel de norte a sul do pa&iacute;s. Apenas tr&ecirc;s avalia&ccedil;&otilde;es foram negativas, entre as quais as das mega centrais fotovoltaicas da Beira e de Sophia, ambas na Beira-Baixa.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/1-map-PT.png" width="900" height="1367" alt="" /><br />
<p class="legenda">Mapa dos 23 projetos de energia renov&aacute;vel avaliados pelo projeto LIFE Aegypius Return.</p>
<strong><br />
Transi&ccedil;&atilde;o efetivamente verde</strong><br />
<br />
Os parceiros que, no &acirc;mbito do LIFE Aegypius Return, se dedicam &agrave; conserva&ccedil;&atilde;o do abutre-preto (<em>Aegypius monachus</em>) em Portugal e no oeste de Espanha, apoiam firmemente a transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica e os objetivos do Plano Nacional de Energia e Clima (PNEC) 2030. As metas de descarboniza&ccedil;&atilde;o e a redu&ccedil;&atilde;o das emiss&otilde;es de gases com efeitos de estufa desaceleram as altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas, cujos efeitos agravam a j&aacute; severa crise de biodiversidade. Contudo, defendem que tem de ser encontrado um ponto de equil&iacute;brio. Se a produ&ccedil;&atilde;o de energia renov&aacute;vel comprometer irremediavelmente a biodiversidade e os recursos naturais, deixar&aacute; de ser verde, justa ou sustent&aacute;vel.<br />
<br />
<strong>Mais de 40 pareceres e intensa participa&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica</strong><br />
<br />
De forma individual ou coletiva, os parceiros do projeto LIFE Aegypius Return j&aacute; emitiram mais de 40 pareceres ou observa&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas sobre projetos, planos ou iniciativas que, de algum modo, possam impactar o territ&oacute;rio, a biodiversidade e, em particular, o abutre-preto.<br />
<br />
Entre as iniciativas analisadas, contam-se muitos projetos de energia solar e e&oacute;lica, linhas el&eacute;tricas, propostas de altera&ccedil;&atilde;o de limites de &aacute;reas classificadas, planos de gest&atilde;o, programas especiais de &aacute;reas protegidas, estrat&eacute;gias e documentos orientadores de &acirc;mbito nacional.<br />
<br />
A participa&ccedil;&atilde;o ativa em processos de consulta p&uacute;blica, sess&otilde;es participativas e reuni&otilde;es abertas tem originado in&uacute;meros convites para f&oacute;runs de discuss&atilde;o, reuni&otilde;es t&eacute;cnicas e pedidos de informa&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via, sobretudo no contexto de novos projetos de energia renov&aacute;vel.<br />
<br />
Os parceiros valorizam estas oportunidades, assegurando que a biodiversidade tem uma voz ativa e informada nestas decis&otilde;es, e promovem a defini&ccedil;&atilde;o de medidas que permitam compatibilizar a transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica com a prote&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies, habitats e paisagens.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/2(7).jpg" width="900" height="600" alt="" /><br />
<p class="legenda">Participa&ccedil;&atilde;o do projeto LIFE Aegypius Return no <u><a href="https://palombar.pt/pt/noticias/abutre-preto-foi-a-voz-da-biodiversidade-em-conferencia-sobre-energias-renovaveis-2025-2f11-2f18/" target="_blank">4.&ordm; Posto de Transforma&ccedil;&atilde;o da EMER</a></u>. Fotografia EMER.</p>
<strong><br />
Posi&ccedil;&otilde;es fundamentadas na ci&ecirc;ncia</strong><br />
<br />
Todos os pareceres emitidos no &acirc;mbito do projeto LIFE Aegypius Return s&atilde;o baseados em conhecimento cient&iacute;fico, como a localiza&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas de reprodu&ccedil;&atilde;o, alimenta&ccedil;&atilde;o e repouso para aves necr&oacute;fagas, bem como a an&aacute;lise de movimentos e comportamentos de abutres equipados com emissores GPS/GSM, que revelam corredores de voo e &aacute;reas de dispers&atilde;o. A grande maioria das aves monitorizadas remotamente s&atilde;o abutres-pretos marcados no &acirc;mbito do projeto LIFE Aegypius Return, mas tamb&eacute;m se incluem britangos marcados durante o projeto LIFE Rupis e grifos monitorizados pelo projeto <u><a href="https://www.palombar.pt/pt/projetos/sentinelas-2019/" target="_blank">Sentinelas - Rede de Monitoriza&ccedil;&atilde;o de Amea&ccedil;as para a Fauna Silvestre</a></u>, coordenado pelo parceiro Palombar. Compreender a ecologia espacial destas esp&eacute;cies permite identificar &aacute;reas especialmente vulner&aacute;veis a efeitos de barreira ou exclus&atilde;o.<br />
<br />
Estes dados possibilitam ainda calcular a dimens&atilde;o da &aacute;rea vital e da &aacute;rea nuclear (onde os juvenis concentram 50% da sua atividade nos primeiros meses de vida) em torno dos ninhos e, assim, definir dist&acirc;ncias m&iacute;nimas de seguran&ccedil;a face a infraestruturas que comportam risco de mortalidade por colis&atilde;o (linhas el&eacute;tricas e aerogeradores) ou eletrocuss&atilde;o (apoios de linhas el&eacute;tricas mal isolados).<br />
<br />
Para esp&eacute;cies com col&oacute;nias reprodutoras isoladas e de relativamente pequena dimens&atilde;o, o impacto sobre qualquer indiv&iacute;duo tem repercuss&atilde;o na viabilidade da col&oacute;nia e, por consequ&ecirc;ncia, na sustentabilidade da popula&ccedil;&atilde;o nacional. Isto &eacute; particularmente danoso no caso de esp&eacute;cies relativamente raras e amea&ccedil;adas como o abutre-preto e o britango, ambos classificados como &quot;Em Perigo&quot; a n&iacute;vel nacional.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/3capa.jpg" width="900" height="600" alt="" /><br />
<p class="legenda">Abutres-pretos mortos por colis&atilde;o com aerogeradores na Gr&eacute;cia. Fotografia A. Condina/Society for the Protection of Biodiversity of Thrace.</p>
<strong><br />
Projetos incompat&iacute;veis com a prote&ccedil;&atilde;o da biodiversidade</strong><br />
<br />
Em todos os projetos de energia renov&aacute;vel analisados, o cons&oacute;rcio procurou identificar solu&ccedil;&otilde;es de evitamento e minimiza&ccedil;&atilde;o de risco para a fauna. Nalguns casos, o risco mant&eacute;m-se dentro de limites aceit&aacute;veis, pelo que se discutem tamb&eacute;m medidas compensat&oacute;rias para a perturba&ccedil;&atilde;o da paisagem e perda de habitat. Todavia, tal como est&atilde;o previstos, tr&ecirc;s projetos j&aacute; revistos revelam-se efetivamente incompat&iacute;veis com a prote&ccedil;&atilde;o da biodiversidade, e do abutre-preto em particular: a Central Fotovoltaica da Beira (CFBeira), a Central Fotovoltaica de Sophia (CFSophia) e o Projeto H&iacute;brido (solar e e&oacute;lico) de Pinel (PHPinel).<br />
<br />
Estes projetos ocupariam extensas &aacute;reas em regi&otilde;es cruciais para a sobreviv&ecirc;ncia do abutre-preto e para expans&atilde;o e conectividade das col&oacute;nias existentes. Em nenhum dos casos foram adequadamente considerados os impactos cumulativos dos m&uacute;ltiplos projetos previstos para as mesmas regi&otilde;es, nem foram propostos planos de monitoriza&ccedil;&atilde;o suficientemente robustos para a ocorr&ecirc;ncia das esp&eacute;cies de aves ou para quantifica&ccedil;&atilde;o da mortalidade associada &agrave;s infraestruturas.<br />
<br />
<strong>Central Fotovoltaica da Beira</strong><br />
<br />
A CFBeira previa a instala&ccedil;&atilde;o de pain&eacute;is solares a cerca de 3 km de ninhos de abutre-preto da maior col&oacute;nia do pa&iacute;s, no Tejo Internacional, com riscos elevados de mortalidade por colis&atilde;o e eletrocuss&atilde;o, al&eacute;m de perturba&ccedil;&atilde;o durante a fase de constru&ccedil;&atilde;o. O projeto afetaria ainda o habitat de outras esp&eacute;cies raras como a &aacute;guia-imperial, a &aacute;guia-real, a &aacute;guia-de-Bonelli, a cegonha-preta, o corti&ccedil;ol-de-barriga-branca e o corti&ccedil;ol-de-barriga-preta.<br />
<br />
Ademais, esta central solar localizar-se-ia parcialmente no interior do Parque Natural do Tejo Internacional e estaria totalmente abrangida pelos novos limites propostos pelo Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas para a Rede Natura 2000 (Zona de Prote&ccedil;&atilde;o Especial do Tejo Internacional, Erges e P&ocirc;nsul), j&aacute; submetidos a consulta p&uacute;blica, o que &eacute; absolutamente inconcili&aacute;vel com os objetivos de conserva&ccedil;&atilde;o dessa &aacute;rea classificada. O projeto implicaria ainda o abate de 464 azinheiras e 15 sobreiros, esp&eacute;cies protegidas ao abrigo do Decreto-Lei n.&ordm; 169/2001, de 25 de maio.<br />
<br />
<strong>Central Fotovoltaica de Sophia</strong><br />
<br />
A CFSophia impactaria mais de 1 350 hectares de &aacute;rea com elevada import&acirc;ncia conservacionista, que perderiam a sua funcionalidade ecol&oacute;gica atual, e que se somam &agrave; enorme &aacute;rea que outros projetos de renov&aacute;veis ir&atilde;o ocupar na regi&atilde;o. Para o abutre-preto, esta regi&atilde;o &eacute; comprovadamente importante para a sua alimenta&ccedil;&atilde;o e repouso, com v&aacute;rios dormit&oacute;rios confirmados. S&oacute; a central solar afetaria mais de 1 150 hectares, situados a cerca de 24 e 32 km das col&oacute;nias reprodutoras de abutre-preto da Serra da Malcata e do Tejo Internacional, respetivamente. Em 2024, estas duas col&oacute;nias produziram um total de 36 a 37 crias voadoras, o que corresponde a cerca de 75% das crias produzidas a n&iacute;vel nacional.<br />
<br />
A proximidade da CFSophia a tr&ecirc;s quartos do efetivo reprodutor do abutre-preto tornam-na uma amea&ccedil;a &agrave; sua conserva&ccedil;&atilde;o. Adicionalmente, n&atilde;o &eacute; aceit&aacute;vel o corte de querc&iacute;neas como sobreiros, azinheiras e carvalhos-negral, isoladas ou em bosquete, em nome da prote&ccedil;&atilde;o clim&aacute;tica.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/5.JPG" width="400" height="267" alt="" /><img src="http://palombar.pt/imagens/6(1).jpg" width="425" height="266" alt="" /><br />
<p class="legenda">A &aacute;rea da Central Fotovoltaica de Sophia &eacute; importante para a alimenta&ccedil;&atilde;o e repouso do abutre-preto e outras esp&eacute;cies amea&ccedil;adas. Fotografia Paulo Monteiro/SPEA.</p>
<strong><br />
Projeto H&iacute;brido de Pinel</strong><br />
<br />
O PHPinel localiza-se muito pr&oacute;ximo da recente col&oacute;nia de abutre-preto de Vidigueira/Portel. O planeamento inclu&iacute;a turbinas e&oacute;licas a apenas 3,2 km do ninho de abutre-preto mais pr&oacute;ximo, pain&eacute;is solares a 2,8 km e apoios da linha el&eacute;trica apenas a 2 km, o que seria incompat&iacute;vel com a salvaguarda da col&oacute;nia. A proximidade dos aerogeradores &eacute; especialmente cr&iacute;tica, tendo em conta que um estudo do LIFE Aegypius Return recomenda uma dist&acirc;ncia m&iacute;nima de seguran&ccedil;a de 7,7 km. A col&oacute;nia de Vidigueira/Portel est&aacute; rodeada por um vasto n&uacute;mero de outros projetos que, no seu conjunto, amea&ccedil;am a sua sobreviv&ecirc;ncia.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/7(1).jpg" width="900" height="675" alt="" /><br />
<p class="legenda">Marca&ccedil;&atilde;o de uma cria de abutre-preto na col&oacute;nia de Vidigueira/Portel &copy;LPN</p>
<strong><br />
Energia sustent&aacute;vel</strong><br />
<br />
Os parceiros do projeto&nbsp; LIFE Aegypius Return reconhecem que as energias renov&aacute;veis constituem um aliado fundamental no combate &agrave; crise clim&aacute;tica. Contudo, energia &ldquo;limpa&rdquo; deve ser, efetivamente, e o mais poss&iacute;vel, verdadeiramente limpa tamb&eacute;m para a biodiversidade.<br />
<br />
O cons&oacute;rcio &ndash; e em particular as ONG que o comp&otilde;em &ndash; continuam a manifestar a sua disponibilidade para procurar solu&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas de compatibiliza&ccedil;&atilde;o dos diversos projetos de energia renov&aacute;vel com a conserva&ccedil;&atilde;o das aves necr&oacute;fagas, designar &aacute;reas de acelera&ccedil;&atilde;o para a energia renov&aacute;vel e promover a coopera&ccedil;&atilde;o. Mant&ecirc;m uma porta aberta para o di&aacute;logo e para se colocar em pr&aacute;tica o conhecimento cient&iacute;fico associado &agrave; conserva&ccedil;&atilde;o da natureza e &agrave; valoriza&ccedil;&atilde;o de todos os tipos de servi&ccedil;os dos ecossistemas.<br />
<br />
<strong>Sobre o projeto<br />
<br />
</strong>O projeto LIFE Aegypius Return &eacute; cofinanciado pelo Programa LIFE da Uni&atilde;o Europeia. &Eacute; implementado por um cons&oacute;rcio que integra a Vulture Conservation Foundation (VCF), o benefici&aacute;rio coordenador, e os parceiros locais Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, Herdade da Contenda, Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, Liga para a Protec&ccedil;&atilde;o da Natureza, Faia Brava - Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza, Fundaci&oacute;n Naturaleza y Hombre, Guarda Nacional Republicana e Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Propriet&aacute;rios Rurais Gest&atilde;o Cineg&eacute;tica e Biodiversidade.<br type="_moz" />]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 27 Nov 2025 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Projeto OET Durius avanÃ§a com medidas de restauro ecolÃ³gico para melhorar a qualidade de vida das comunidades</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/projeto-oet-durius-avanca-com-medidas-de-restauro-ecologico-para-melhorar-a-qualidade-de-vida-das-comunidades-2025-2f11-2f27/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[O projeto <u><a href="https://palombar.pt/pt/projetos/oet-durius-2024/" target="_blank">OET Durius</a></u> - Observat&oacute;rio Ecol&oacute;gico Transfronteiri&ccedil;o do Douro, atrav&eacute;s dos parceiros Comunidade Intermunicipal das Terras de Tr&aacute;s-os-Montes (CIM-TTM) e Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do patrim&oacute;nio Rural, vai avan&ccedil;ar com a implementa&ccedil;&atilde;o de medidas piloto no terreno para promover o restauro ecol&oacute;gico, gerando benef&iacute;cios para as comunidades locais e a conserva&ccedil;&atilde;o da natureza. O an&uacute;ncio foi feito durante o F&oacute;rum Internacional da Biodiversidade organizado pela CIM-TTM no &acirc;mbito do projeto, no dia 25 de novembro, em Miranda do Douro.<br />
<br />
As medidas ser&atilde;o implementadas em &aacute;reas de duas Zonas de Prote&ccedil;&atilde;o Especial da Rede Natura 2000, Rios Sabor e Ma&ccedil;&atilde;s e Douro Internacional e Vale do &Aacute;gueda, e em zonas periurbanas nos concelhos de Mogadouro e Miranda do Douro, como a &aacute;rea do rio Fresno e a Ribeira do Juncal. Em causa est&atilde;o o restauro ecol&oacute;gico de galerias rip&iacute;colas, vegeta&ccedil;&atilde;o ribeirinha, instala&ccedil;&atilde;o de infraestruturas verdes como caixas ninhos para aves, casas para insetos, abrigos para morcegos, entre outras. S&atilde;o medidas fundamentais n&atilde;o s&oacute; para conservar a biodiversidade, como tamb&eacute;m para melhorar a qualidade de vida das comunidades locais, visto que contribuem para o controlo de insetos vetores de doen&ccedil;as e pragas, aumento de polinizadores essenciais para a atividade agr&iacute;cola e qualidade da &aacute;gua.<br />
<br />
No F&oacute;rum Internacional da Biodiversidade, foram apresentadas as linhas gerais do projeto OET Durius e os primeiros resultados alcan&ccedil;ados e realizadas apresenta&ccedil;&otilde;es sobre temas estrat&eacute;gicos como &ldquo;A Estrat&eacute;gia Radial Verde de Guimar&atilde;es &ndash; Boas Pr&aacute;ticas&rdquo;, por Francisco Carvalho, do Laborat&oacute;rio de Paisagem de Guimar&atilde;es; &ldquo;Biodiversidade e conserva&ccedil;&atilde;o de ecossistemas aqu&aacute;ticos e ribeirinhos no Nordeste de Portugal - Que gest&atilde;o e estrat&eacute;gia para o futuro?&rdquo;, por Am&iacute;lcar Teixeira, do Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o de Montanha, em Bragan&ccedil;a; &ldquo;Observat&oacute;rio de Montesinho Dion&iacute;sio-Gon&ccedil;alves &ndash; Boas pr&aacute;ticas&rdquo;, a cargo de Maria Villa, respons&aacute;vel por este observat&oacute;rio, e &ldquo;Modelo Territorial Ecol&oacute;gico&rdquo;, por Gra&ccedil;a Fonseca, da Comiss&atilde;o de Coordena&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN).<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/IMG_7797.jpg" width="900" height="675" alt="" /><br />
<p class="legenda">F&oacute;rum Internacional da Biodiversidade. Fotografia CIM-TTM.</p>
<br />
A preocupa&ccedil;&atilde;o com os desafios que a sociedade e a conserva&ccedil;&atilde;o da natureza enfrentam devido &agrave; crise clim&aacute;tica e de perda de biodiversidade; aos eventos adversos como inc&ecirc;ndios de grande escala, ondas de calor com longos per&iacute;odos, tempestades e cheias; ao despovoamento, envelhecimento e desertifica&ccedil;&atilde;o do interior foi transversal a todos os intervenientes.<br />
<br />
Do f&oacute;rum e do debate que se fez, os especialistas e os parceiros do projeto OET Durius consideram que para fazer face a essas grandes quest&otilde;es socioecon&oacute;micas e ambientais atuais, &eacute; fulcral apostar num restauro ecol&oacute;gico que promova a conserva&ccedil;&atilde;o da biodiversidade, gerando benef&iacute;cios efetivos para a sociedade.<br />
<br />
&Eacute; igualmente essencial desenvolver uma vis&atilde;o estrat&eacute;gica, multissetorial e de governan&ccedil;a partilhada entre cidad&atilde;os, organiza&ccedil;&otilde;es e entidades p&uacute;blicas e privadas, de forma a potenciar os servi&ccedil;os de ecossistemas que a natureza proporciona a custo zero, e ao mesmo tempo compensar economicamente as atividades humanas e os agentes do territ&oacute;rio que atuam seguindo pr&aacute;ticas que a conservam e protegem, com ganhos m&uacute;tuos e partilhados.<br />
<br />
<strong>Sobre o projeto</strong><br />
<br />
O projeto&nbsp;<u><a href="https://palombar.pt/pt/projetos/oet-durius-2024/" target="_blank">OET Durius</a></u>&nbsp;tem como objetivo principal criar o Observat&oacute;rio Ecol&oacute;gico Transfronteiri&ccedil;o do Douro, com vista a restaurar, proteger e conservar os ecossistemas, a biodiversidade e a sua conectividade no corredor ecol&oacute;gico do rio Douro, com vista a melhorar a qualidade de vida e bem-estar das comunidades locais. Ser&aacute; implementado no per&iacute;odo 2024-2027. &Eacute; financiado em 75% pelo programa Interreg VI-A Espanha-Portugal (POCTEP) 2021-2027 da Uni&atilde;o Europeia.<br />
<br />
&Eacute; implementado por um cons&oacute;rcio composto por oito entidades de Espanha e Portugal: Funda&ccedil;&atilde;o Santa Mar&iacute;a la Real (entidade coordenadora), Associa&ccedil;&atilde;o Ib&eacute;rica de Munic&iacute;pios Ribeirinhos do Douro (AIMRD), cluster Habitat Eficiente AEICE, Universidade de Salamanca, C&acirc;mara Municipal de Zamora, Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, Comunidade Intermunicipal do Douro (CIM Douro) e Comunidade Intermunicipal das Terras de Tr&aacute;s-os-Montes (CIM-TTM).&nbsp;]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 24 Nov 2025 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>LanÃ§ado site do LIFE SOS Pygargus: o projeto que alia a conservaÃ§Ã£o do tartaranhÃ£o-caÃ§ador Ã  agricultura</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/lancado-site-do-life-sos-pygargus-3a-o-projeto-que-alia-a-conservacao-do-tartaranhao-cacador-a-agricultura-2025-2f11-2f24/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>Acompanhe-nos tamb&eacute;m no Facebook e Instagram</strong> <br />
<br />
O <a href="http://www.sospygargus.pt" target="_blank">site</a> do projeto LIFE SOS Pygargus acaba de ser lan&ccedil;ado. Explore a plataforma e descubra mais sobre este projeto que une conservacionistas, agricultores, cientistas e entidades p&uacute;blicas e privadas num esfor&ccedil;o sem precedentes para salvar o tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador (<em>Circus pygargus</em>) da extin&ccedil;&atilde;o iminente na Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica. Este projeto alia a conserva&ccedil;&atilde;o da natureza ao fomento da agricultura para proteger esta esp&eacute;cie fundamental para o equil&iacute;brio dos campos e que gera benef&iacute;cios para os agricultores e as comunidades rurais. <br />
<br />
O site est&aacute; estruturado em <strong>cinco grandes sec&ccedil;&otilde;es</strong>: informa&ccedil;&otilde;es sobre o projeto e as suas a&ccedil;&otilde;es; a esp&eacute;cie-alvo, o tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador; a campanha de salvamento e resgate desta ave migrat&oacute;ria amea&ccedil;ada; a rede de amigos do tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador que est&aacute; a ser criada para consolidar a sua prote&ccedil;&atilde;o e os cereais cujo cultivo pode assegurar um futuro promissor para a esp&eacute;cie, protegendo a biodiversidade e o equil&iacute;brio dos campos e impulsionando a produ&ccedil;&atilde;o cereal&iacute;fera nacional. <br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/2 - Ensaios cereais_cr&eacute;dito Pedro Alves_Palombar.jpg" width="900" height="600" alt="" />
<p class="legenda">Estamos a testar variedades de cereais cujo cultivo &eacute; essencial para garantir a conserva&ccedil;&atilde;o do tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador a longo prazo. Fotografia Pedro Alves/Palombar.</p>
<br />
Dispon&iacute;vel em <strong>tr&ecirc;s l&iacute;nguas</strong>, portugu&ecirc;s, espanhol e ingl&ecirc;s, tamb&eacute;m possui p&aacute;ginas dedicadas a not&iacute;cias sobre o projeto, publica&ccedil;&otilde;es de documentos t&eacute;cnicos, relat&oacute;rios, entre outros conte&uacute;dos, e eventos. <br />
<br />
<strong>Siga-nos nas redes sociais</strong>  <br />
<br />
Tamb&eacute;m j&aacute; pode acompanhar o projeto atrav&eacute;s das redes sociais <u><a href="https://www.facebook.com/LIFESOSPygargus/" target="_blank">Facebook</a></u> e <u><a href="https://www.instagram.com/lifesos.pygargus/" target="_blank">Instagram</a></u>, onde publicamos, com regularidade, informa&ccedil;&otilde;es sobre o que fazemos, onde e como, mensagens de sensibiliza&ccedil;&atilde;o e muito mais. <br />
<br />
<strong>Sobre o projeto</strong><br />
<br />
O <a href="http://www.sospygargus.pt" target="_blank"><u>LIFE SOS Pygargus</u></a> - A&ccedil;&otilde;es urgentes de conserva&ccedil;&atilde;o das popula&ccedil;&otilde;es de tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador em Portugal e Espanha &eacute; um projeto ib&eacute;rico cofinanciado em 75% pelo programa LIFE da Uni&atilde;o Europeia. Conta igualmente com cofinanciamento da Viridia &ndash; Conservation in Action, Lightsource bp, Fundo Ambiental e Funda&ccedil;&atilde;o Biodiversidade do Minist&eacute;rio para a Transi&ccedil;&atilde;o Ecol&oacute;gica e o Desafio Demogr&aacute;fico de Espanha.<br />
<br />
&Eacute; implementado por um cons&oacute;rcio que integra a Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural (entidade coordenadora), Associa&ccedil;&atilde;o BIOPOLIS-CIBIO, AEPGA - Associa&ccedil;&atilde;o para o Estudo e Prote&ccedil;&atilde;o do Gado Asinino, ANPOC - Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Produtores de Proteaginosas, Oleaginosas e Cereais, CCDR-N - Comiss&atilde;o de Coordena&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento Regional do Norte, EDIA - Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva SA, ICNF - Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas, INIAV - Instituto Nacional de Investiga&ccedil;&atilde;o Agr&aacute;ria e Veterin&aacute;ria, LPN - Liga para a Protec&ccedil;&atilde;o da Natureza, MC Shared Services SA, Modelo Continente Hipermercados SA, SPEA - Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, UTAD - Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro, Vita Nativa - Conserva&ccedil;&atilde;o do Ambiente, AMUS - Acci&oacute;n por el Mundo Salvaje, Consejeria de Agricultura, Ganaderia y Desarrollo Sostenible - Junta de Extremadura, GREFA - Grupo de Rehabilitaci&oacute;n de la Fauna Aut&oacute;ctona y su H&aacute;bitat e Universidad de Murcia.]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Wed, 19 Nov 2025 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Palombar e GREFA reforÃ§am colaboraÃ§Ã£o transfronteiriÃ§a para proteger o cÃ¡gado-de-carapaÃ§a-estriada</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/palombar-e-grefa-reforcam-colaboracao-transfronteirica-para-proteger-o-cagado-de-carapaca-estriada-2025-2f11-2f19/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[A Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural e o GREFA - Grupo de Rehabilitaci&oacute;n de la Fauna Aut&oacute;ctona y su H&aacute;bitat refor&ccedil;aram a colabora&ccedil;&atilde;o transfronteiri&ccedil;a entre Portugal e Espanha no &acirc;mbito do projeto &quot;Water Bridges - Conserva&ccedil;&atilde;o do c&aacute;gado-de-carapa&ccedil;a-estriada&quot;, financiado pelo programa Erasmus+ da Uni&atilde;o Europeia.<br />
<br />
<strong>Visitas nos dois pa&iacute;ses consolidam partilha de conhecimentos, estrat&eacute;gias e refor&ccedil;o da colabora&ccedil;&atilde;o</strong><br />
<br />
Entre 8 e 10 de junho de 2025, uma equipa da Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural deslocou-se a Majadahonda, em Madrid, para uma visita &agrave;s instala&ccedil;&otilde;es do <u><a href="https://www.grefa.org/" target="_blank">GREFA</a></u>. O encontro permitiu conhecer o trabalho desenvolvido pela organiza&ccedil;&atilde;o espanhola, com destaque para o Centro de Educa&ccedil;&atilde;o Ambiental e as novas instala&ccedil;&otilde;es dedicadas ao c&aacute;gado-de-carapa&ccedil;a-estriada (<em>Emys orbicularis</em>), assim como partilhar experi&ecirc;ncias e avaliar os avan&ccedil;os do projeto. Houve ainda oportunidade para visitar as lagoas do Porcal, onde decorrem atividades educativas e a&ccedil;&otilde;es de devolu&ccedil;&atilde;o desta esp&eacute;cie &agrave; natureza, refor&ccedil;ando a dimens&atilde;o pr&aacute;tica e pedag&oacute;gica desta coopera&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/ES.jpg" width="900" height="675" alt="" /><br />
<p class="legenda">Visita da equipa da Palombar ao GREFA. Fotografia Palombar.</p>
<br />
J&aacute; nos primeiros dias deste outono, de 23 a 25 de setembro, foi a vez de o GREFA visitar a &aacute;rea de interven&ccedil;&atilde;o da Palombar em Uva, em Vimioso. Durante tr&ecirc;s dias, educadoras ambientais espanholas conheceram de perto os locais e comunidades envolvidos no projeto em Portugal, incluindo visitas a pombais tradicionais, ao viveiro de esp&eacute;cies aut&oacute;ctones e a v&aacute;rias &aacute;reas do Parque Natural do Douro Internacional. Um dos momentos mais marcantes foi a devolu&ccedil;&atilde;o &agrave; natureza de um exemplar de c&aacute;gado-mediterr&acirc;nico (<em>Mauremys leprosa</em>), resgatado de cativeiro em colabora&ccedil;&atilde;o com o Centro de Recupera&ccedil;&atilde;o de Animais Selvagens da Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro (CRAS-UTAD).<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/IMG_2400.jpeg" width="900" height="675" alt="" /><br />
<p class="legenda">C&aacute;gado-de-carapa&ccedil;a-estriada. Fotografia Palombar.</p>
<br />
Estas visitas foram uma oportunidade &uacute;nica de partilha de conhecimentos, alinhamento de estrat&eacute;gias e refor&ccedil;o da colabora&ccedil;&atilde;o transfronteiri&ccedil;a, fundamentais para a concretiza&ccedil;&atilde;o dos objetivos do projeto Water Bridges: conservar o c&aacute;gado-de-carapa&ccedil;a-estriada, sensibilizar a comunidade e recuperar os seus habitats.<br />
<br />
Com o envolvimento das duas entidades e da popula&ccedil;&atilde;o local, o projeto continua no terreno a construir pontes de coopera&ccedil;&atilde;o ib&eacute;rica, assegurando a prote&ccedil;&atilde;o da fauna aut&oacute;ctone amea&ccedil;ada.<br />
<br />
<strong>Sobre o projeto</strong><br />
<br />
O <u><a href="https://palombar.pt/pt/projetos/water-bridges-2024/" target="_blank">Water Bridges</a></u> &eacute; um projeto de educa&ccedil;&atilde;o ambiental e ci&ecirc;ncia cidad&atilde; dedicado &agrave; conserva&ccedil;&atilde;o do c&aacute;gado-de-carapa&ccedil;a-estriada, uma das esp&eacute;cies de r&eacute;pteis mais amea&ccedil;adas da Europa. Com a dura&ccedil;&atilde;o de 18 meses, &eacute; financiado pelo programa Erasmus+ da Uni&atilde;o Europeia e coordenado pela GREFA &ndash; Grupo de Rehabilitaci&oacute;n de la Fauna Aut&oacute;ctona y su H&aacute;bitat (Espanha), em parceria com a Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural.&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c6888</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Tue, 18 Nov 2025 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Abutre-preto foi a voz da biodiversidade em conferÃªncia sobre energias renovÃ¡veis</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/abutre-preto-foi-a-voz-da-biodiversidade-em-conferencia-sobre-energias-renovaveis-2025-2f11-2f18/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[O projeto <a href="https://4vultures.org/pt/life-aegypius-return/" target="_blank">LIFE Aegypius Return</a> foi convidado a clarificar alguns dos mitos sobre a compatibiliza&ccedil;&atilde;o da energia renov&aacute;vel e do ambiente num evento que reuniu os principais <em>stakeholders</em> da transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica em Portugal, incluindo muitos representantes da ind&uacute;stria. <br />
<br />
<strong>Estrutura de Miss&atilde;o para o Licenciamento de Projetos de Energias Renov&aacute;veis 2030</strong> <br />
<br />
Em mar&ccedil;o de 2024, o Governo portugu&ecirc;s criou a Estrutura de Miss&atilde;o para o Licenciamento de Projetos de Energias Renov&aacute;veis 2030 (EMER 2030), com o objetivo de centralizar e agilizar o licenciamento de projetos de energias renov&aacute;veisâ€¯no pa&iacute;s. Esta medida insere-se no compromisso nacional com aâ€¯acelera&ccedil;&atilde;o da transi&ccedil;&atilde;o clim&aacute;tica e energ&eacute;tica, conforme previsto naâ€¯primeira revis&atilde;o do Plano Nacional de Energia e Clima 2030 (PNEC 2030). <br />
<br />
A EMER tem por miss&atilde;o assegurar umaâ€¯atua&ccedil;&atilde;o coordenada e eficazâ€¯no cumprimento das metas definidas no PNEC 2030, promovendo aâ€¯integra&ccedil;&atilde;o das energias renov&aacute;veis no sistema el&eacute;trico nacional. Para tal, procura simplificar os procedimentos de licenciamento, refor&ccedil;ar aâ€¯transpar&ecirc;ncia administrativaâ€¯e proporâ€¯medidas que garantam a sustentabilidade energ&eacute;tica e financeiraâ€¯da transi&ccedil;&atilde;o em curso. <br />
<br />
<strong>4.&ordm; Posto de Transforma&ccedil;&atilde;o</strong> <br />
<br />
Com o intuito de capacitar as entidades p&uacute;blicas envolvidas no licenciamento de projetos de energia renov&aacute;vel, a EMER tem vindo a organizar eventos formativos denominados &quot;Posto de Transforma&ccedil;&atilde;o&quot;, que re&uacute;nem os principais <em>stakeholders</em> do setor: autoridades e decisores, promotores, consultores e outros especialistas. <br />
<br />
A 4 de novembro decorreu o 4.&ordm; Posto de Transforma&ccedil;&atilde;o, sob o tema &ldquo;Mitos da energia e do ambiente&rdquo;, e contou com mais de 300 participantes. O programa incluiu apresenta&ccedil;&otilde;es sobre autoconsumo e comunidade de energia, redes de transporte, digitaliza&ccedil;&atilde;o, regulamenta&ccedil;&atilde;o do setor e mercado do carbono.  <br />
<br />
As autoridades envolvidas, designadamente a Ag&ecirc;ncia Portuguesa do Ambiente (APA), a Dire&ccedil;&atilde;o-Geral de Energia e Geologia (DGEG) e o Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas (ICNF), apresentaram uma contextualiza&ccedil;&atilde;o sobre a energia renov&aacute;vel em Portugal, as taxas de aprova&ccedil;&atilde;o de projetos, e os respetivos desafios na avalia&ccedil;&atilde;o e licenciamento. <br />
<br />
A conserva&ccedil;&atilde;o da natureza, embora tenha sido mencionada de forma transversal nas v&aacute;rias apresenta&ccedil;&otilde;es, esteve representada pelo projeto LIFE Aegypius Return, dedicado &agrave; conserva&ccedil;&atilde;o do abutre-preto (<em>Aegypius monachus</em>), e pela Vulture Conservation Foundation (VCF), a entidade coordenadora do projeto.  <br />
<br />
As preocupa&ccedil;&otilde;es com a avifauna foram igualmente sublinhadas pela REN - Redes Energ&eacute;ticas Nacionais, que apresentou 25 anos de progressos na compatibiliza&ccedil;&atilde;o entre os sistemas de transporte de energia e a conserva&ccedil;&atilde;o das aves.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/2(6).jpg" width="900" height="506" alt="" /> <br />
<p class="legenda">4.&ordm; Posto de Transforma&ccedil;&atilde;o da EMER. Fotografia VCF.</p>
<strong><br />
Mitos, impactos e solu&ccedil;&otilde;es</strong> <br />
<br />
Entre os temas debatidos no 4.&ordm; Posto de Transforma&ccedil;&atilde;o destacaram-se: condicionantes formais &agrave; instala&ccedil;&atilde;o de projetos de energia renov&aacute;vel; a descentraliza&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica; impactos da energia &ldquo;limpa&rdquo;; solu&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas para mitigar impactos e descarboniza&ccedil;&atilde;o e neutralidade carb&oacute;nica. <br />
<br />
&Eacute; consensual que nenhuma forma de produ&ccedil;&atilde;o de energia renov&aacute;vel, nem o respetivo sistema de transporte (linhas el&eacute;tricas), est&aacute; totalmente isenta de impactos negativos, nomeadamente sobre a biodiversidade. Estas infraestruturas s&atilde;o causas de mortalidade reconhecidas para aves (e outras esp&eacute;cies voadoras), especialmente as de grande porte, como os abutres. Em determinadas circunst&acirc;ncias e contextos, esta mortalidade poder&aacute; ter consequ&ecirc;ncias a n&iacute;vel da demografia de algumas popula&ccedil;&otilde;es, como amplamente evidenciado pela literatura cient&iacute;fica. <br />
<br />
S&oacute; em Portugal, no &acirc;mbito do projeto LIFE Aegypius Return, j&aacute; se registou a morte de pelo menos um abutre-preto juvenil por colis&atilde;o com linhas el&eacute;tricas, no Douro Internacional, e, desde 2010, j&aacute; foram registados nove casos de mortalidade por eletrocuss&atilde;o. Dezenas de grifos t&ecirc;m tamb&eacute;m morrido em colis&otilde;es com aerogeradores em v&aacute;rios parques e&oacute;licos do pa&iacute;s, nos &uacute;ltimos anos.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/3-Quercus-2010.jpeg" width="600" height="800" alt="" /> <br />
<p class="legenda">Abutre-preto morto por eletrocuss&atilde;o em linha el&eacute;trica. Fotografia Quercus.</p>
<br />
No caso de esp&eacute;cies com reprodu&ccedil;&atilde;o tardia, posturas de ovo &uacute;nico e col&oacute;nias reprodutoras diminutas e relativamente isoladas, como o abutre-preto, a perda de um &uacute;nico indiv&iacute;duo pode acarretar impactos bastante significativos e, no limite, comprometer a viabilidade da respetiva col&oacute;nia reprodutora.  <br />
<br />
As medidas de preven&ccedil;&atilde;o e mitiga&ccedil;&atilde;o do risco s&atilde;o, por isso, essenciais para garantir a sustentabilidade ambiental dos projetos. Uma avalia&ccedil;&atilde;o rigorosa dos riscos exige di&aacute;logo permanente com as organiza&ccedil;&otilde;es que atuam no terreno e conhecem a ecologia das esp&eacute;cies mais vulner&aacute;veis - como o LIFE Aegypius Return, no caso do abutre-preto, e o <u><a href="https://palombar.pt/pt/projetos/life-sos-pygargus-2024/" target="_blank">LIFE SOS Pygargus</a></u>, coordenado pela Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural e centrado na conserva&ccedil;&atilde;o do tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador (<em>Circus pygargus</em>), entre outros exemplos. <br />
<br />
Para al&eacute;m da mortalidade potencial, h&aacute; ainda que considerar as amea&ccedil;as indiretas &agrave; biodiversidade que os projetos de produ&ccedil;&atilde;o de energia renov&aacute;vel podem acarretar, tal como efeitos de exclus&atilde;o pela perda de habitat de alimenta&ccedil;&atilde;o, repouso ou nidifica&ccedil;&atilde;o.  <br />
<br />
Todos estes aspetos devem ser amplamente discutidos entre as partes interessadas, de forma a encontrar solu&ccedil;&otilde;es de compromisso que evitem ou reduzam riscos e tamb&eacute;m medidas eficazes para a compensa&ccedil;&atilde;o dos impactos inevit&aacute;veis. <br />
<br />
<strong>Energias renov&aacute;veis e o abutre-preto</strong> <br />
<br />
Os parceiros do projeto LIFE Aegypius Return t&ecirc;m vindo a desenvolver e divulgar orienta&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas que visam conciliar a expans&atilde;o das energias renov&aacute;veis com a conserva&ccedil;&atilde;o do abutre-preto, esp&eacute;cie amea&ccedil;ada e priorit&aacute;ria, em termos de conserva&ccedil;&atilde;o. Reiteram, nesse sentido, a sua disponibilidade para um di&aacute;logo transparente e construtivo com todas as partes envolvidas, para procurar solu&ccedil;&otilde;es sustent&aacute;veis e equilibradas, que permitam a necess&aacute;ria transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica, de forma a diminuir a crise clim&aacute;tica, sem que a mesma agrave a crise da perda da biodiversidade. <br />
<br />
O projeto acompanha atentamente o desenvolvimento de novos empreendimentos de energia renov&aacute;vel que possam afetar o abutre-preto, com especial aten&ccedil;&atilde;o aos que se localizam pr&oacute;ximos das col&oacute;nias de Vidigueira/Portel e do Tejo Internacional. Estas s&atilde;o, respetivamente, as col&oacute;nias mais recente e mais antiga, e ambas s&atilde;o estrat&eacute;gicas para a conserva&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie e para a conectividade das v&aacute;rias col&oacute;nias reprodutoras.  <br />
<br />
At&eacute; ao momento, no &acirc;mbito do projeto, foram emitidos cerca de quarenta pareceres t&eacute;cnicos, baseados em evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica, que incluem dados sobre movimentos das dezenas de aves marcadas com emissores GPS/GSM, informa&ccedil;&atilde;o de nidifica&ccedil;&atilde;o, proje&ccedil;&otilde;es de expans&atilde;o das col&oacute;nias e avalia&ccedil;&otilde;es dos potenciais impactos dos projetos, acompanhadas de propostas de mitiga&ccedil;&atilde;o e redu&ccedil;&atilde;o de riscos. A generalidade desses pareceres tem sido no sentido de viabilizar os projetos, geralmente com recomenda&ccedil;&otilde;es de altera&ccedil;&atilde;o de projeto para salvaguardar os abutres-pretos, mas, alguns casos, inclu&iacute;ram a recomenda&ccedil;&atilde;o de reprova&ccedil;&atilde;o do projeto, por se considerar que teria impactos demasiados graves sobre a esp&eacute;cie. <br />
<br />
Na apresenta&ccedil;&atilde;o feita durante o 4.&ordm; Posto de Transforma&ccedil;&atilde;o, foi ainda destacada a experi&ecirc;ncia internacional da VCF na mitiga&ccedil;&atilde;o de amea&ccedil;as e no di&aacute;logo com o setor energ&eacute;tico noutras regi&otilde;es da Europa.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/4(5).jpg" width="900" height="567" alt="" /> <br />
<p class="legenda">Abutre-preto com parque e&oacute;lico ao fundo. Fotografia Bruno Berthemy.</p>
<strong><br />
Orienta&ccedil;&otilde;es para o futuro</strong> <br />
<br />
O 4.&ordm; Posto de Transforma&ccedil;&atilde;o constituiu uma oportunidade para avaliar o estado atual dos diversos temas debatidos e identificar caminhos de melhoria. Entre as propostas discutidas, destacam-se a cria&ccedil;&atilde;o de espa&ccedil;os regulares de di&aacute;logo e o desenvolvimento de plataformas digitais de partilha de informa&ccedil;&atilde;o, incluindo sistemas de informa&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica que centralizem dados sobre projetos em diferentes fases de planeamento e execu&ccedil;&atilde;o e permitam uma avalia&ccedil;&atilde;o coerente dos impactos cumulativos sobre esp&eacute;cies amea&ccedil;adas ou sens&iacute;veis &agrave; perturba&ccedil;&atilde;o.  <br />
<br />
A transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica &eacute; essencial e representa um aliado estrat&eacute;gico no combate &agrave; crise clim&aacute;tica. No entanto, a crise da biodiversidade &ndash; que agrava a pr&oacute;pria crise clim&aacute;tica &ndash; n&atilde;o pode ser desvalorizada. A constru&ccedil;&atilde;o de solu&ccedil;&otilde;es conjuntas atrav&eacute;s da coopera&ccedil;&atilde;o intersectorial ser&aacute; a chave para uma sustentabilidade plena &ndash; social, ambiental e econ&oacute;mica. <br />
<br />
<strong>Sobre o projeto&nbsp;</strong><br />
<br />
O projeto <a href="https://4vultures.org/pt/life-aegypius-return/" target="_blank">LIFE Aegypius Return</a> &eacute; cofinanciado pelo Programa LIFE da Uni&atilde;o Europeia. &Eacute; implementado por um cons&oacute;rcio que integra a Vulture Conservation Foundation (VCF), o benefici&aacute;rio coordenador, e os parceiros locais Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural (com cofinanciamento da Viridia - Conservation in Action, Lightsource bp e MAVA - Fondation pour la Nature), Herdade da Contenda, Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, Liga para a Protec&ccedil;&atilde;o da Natureza, Faia Brava - Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza, Fundaci&oacute;n Naturaleza y Hombre, Guarda Nacional Republicana e Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Propriet&aacute;rios Rurais Gest&atilde;o Cineg&eacute;tica e Biodiversidade.<br type="_moz" />]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c6895</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 14 Nov 2025 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>CiÃªncia Viva no VerÃ£o 2025: Palombar promoveu a descoberta da biodiversidade e do patrimÃ³nio rural</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/ciencia-viva-no-verao-2025-3a-palombar-promoveu-a-descoberta-da-biodiversidade-e-do-patrimonio-rural-2025-2f11-2f14/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[A Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural dinamizou, durante os meses de julho e agosto de 2025,&nbsp;tr&ecirc;s atividades de educa&ccedil;&atilde;o ambiental e ci&ecirc;ncia cidad&atilde; no &acirc;mbito da iniciativa nacional <u><a href="https://www.cienciaviva.pt/verao/">Ci&ecirc;ncia Viva no Ver&atilde;o</a></u> (CVV), promovendo o contacto direto com a natureza e o patrim&oacute;nio rural do Parque Natural do Douro Internacional e do Nordeste Transmontano. Adicionalmente, dinamizou mais sete atividades em parceria, juntamente com outras entidades, no &acirc;mbito do CVV 2025.<br />
<br />
A atividade &ldquo;A Biodiversidade que nos Envolve&rdquo;, realizada a 24 de julho, em Miranda do Douro e Sendim, reuniu cerca de 50 jovens dos ATL municipais, que participaram em caminhadas de descoberta da fauna e flora locais, com destaque para a observa&ccedil;&atilde;o de aves de rapina.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/IMG-20250724-WA0039.jpg" width="900" height="678" alt="" />
<p class="legenda">Atividade &ldquo;A Biodiversidade que nos Envolve&rdquo;. Fotografia Palombar.</p>
<br />
A sa&iacute;da de campo &ldquo;C&aacute;gado-de-carapa&ccedil;a-estriada no Douro Internacional&rdquo; decorreu a 25 de julho e 9 de agosto, em Picote, organizada em articula&ccedil;&atilde;o com o projeto europeu Water Bridges. Nesta atividade, 15 participantes tiveram a oportunidade de conhecer de perto esta esp&eacute;cie classificada como &ldquo;Em Perigo&rdquo; em Portugal, explorar o seu habitat e refletir sobre os desafios da sua conserva&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Imagem WhatsApp 2025-07-23 &agrave;s 19_27_09_31f6ed99.jpg" width="900" height="506" alt="" />
<p class="legenda">Sa&iacute;da de campo &ldquo;C&aacute;gado-de-carapa&ccedil;a-estriada no Douro Internacional&rdquo;. Fotografia Palombar.</p>
<br />
J&aacute; a atividade &ldquo;Entre Muros e Pombais - Que bicho passou por aqui?&rdquo;, que teve lugar no dia 8 de agosto, em Uva, juntou 18 participantes, sobretudo fam&iacute;lias ligadas &agrave; aldeia, numa manh&atilde; divertida dedicada &agrave; rela&ccedil;&atilde;o entre biodiversidade e patrim&oacute;nio rural. Entre caminhadas, jogos e observa&ccedil;&otilde;es, um dos momentos altos foi a disseca&ccedil;&atilde;o de egagr&oacute;pilas de coruja-das-torres, revelando os segredos da dieta desta ave noturna.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Imagem WhatsApp 2025-10-02 &agrave;s 10_50_48_32e63c29.jpg" width="900" height="678" alt="" /><br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Imagem WhatsApp 2025-10-02 &agrave;s 10_50_47_dc19e1d3.jpg" width="900" height="678" alt="" />
<p class="legenda">Atividade &ldquo;Entre Muros e Pombais &ndash; Que bicho passou por aqui?&rdquo;. Fotografia Palombar.</p>
<br />
Estas tr&ecirc;s atividades, realizadas em parceria com o Munic&iacute;pio de Miranda do Douro, a Plataforma de Ci&ecirc;ncia Aberta e o Centro Ci&ecirc;ncia Viva de Bragan&ccedil;a, demonstram o valor da ci&ecirc;ncia cidad&atilde; e da educa&ccedil;&atilde;o ambiental para aproximar comunidades e visitantes da riqueza natural e cultural do Parque Natural do Douro Internacional e do Nordeste Transmontano, para melhor proteger a biodiversidade e o meio.]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 06 Nov 2025 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>67.Âº Campo de Trabalho VoluntÃ¡rio Internacional restaura Ãºltimo pombal por recuperar em Uva</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/67-o-campo-de-trabalho-voluntario-internacional-restaura-ultimo-pombal-por-recuperar-em-uva-2025-2f11-2f06/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[De 28 de julho a 11 de agosto de 2025, a aldeia de Uva, no concelho de Vimioso, recebeu o 67.&ordm; Campo de Trabalho Volunt&aacute;rio Internacional (CTVI), que teve como objetivo principal restaurar o &uacute;ltimo pombal tradicional em ru&iacute;na parcial nessa aldeia transmontana, s&iacute;mbolo do patrim&oacute;nio vernacular do Nordeste Transmontano. Este CTVI realizou-se no &acirc;mbito do projeto NatuRural Heritage II, financiando pelo Corpo Europeu de Solidariedade da Uni&atilde;o Europeia.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/mari.jpg" width="900" height="675" alt="" /><br />
<p class="legenda">Restauro do &uacute;ltimo pombal em ru&iacute;na parcial em Uva. Fotografia Mariangela Galofaro/Palombar.</p>
<br />
O campo de trabalho, organizado com o apoio da Uni&atilde;o das Freguesias de Algoso, Campo de V&iacute;boras e Uva e da associa&ccedil;&atilde;o francesa Union Rempart, contou com a participa&ccedil;&atilde;o de 19 volunt&aacute;rios de diferentes pa&iacute;ses. Durante duas semanas, os jovens trabalharam com entusiasmo e empenho e, gra&ccedil;as ao seu contributo fundamental, a Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural conseguiu atingir um marco hist&oacute;rico: recuperar todos os pombais tradicionais de Uva que se encontravam em ru&iacute;na parcial. O grupo teve a oportunidade de aprender v&aacute;rias t&eacute;cnicas tradicionais de constru&ccedil;&atilde;o, como o trabalho com cal e pedra, ao mesmo tempo que mergulhou na cultura e vida comunit&aacute;ria local.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Imagem WhatsApp 2025-09-01 &agrave;s 10_18_24_8a9f37c0.jpg" width="900" height="621" alt="" /><br />
<p class="legenda">Visita &agrave; oficina do artes&atilde;o e ferreiro Jos&eacute; Ant&atilde;o, em Uva. Fotografia Palombar.</p>
<br />
Mais do que a vertente pr&aacute;tica, o campo foi marcado pelo esp&iacute;rito de entreajuda e comunidade, frequentemente destacado pelos volunt&aacute;rios como uma experi&ecirc;ncia transformadora da sua vida. Houve ainda espa&ccedil;o para momentos culturais, conv&iacute;vio e partilha intercultural com a popula&ccedil;&atilde;o de Uva, refor&ccedil;ando la&ccedil;os intergeracionais e valorizando o patrim&oacute;nio tradicional local.<br />
<br />
Os jovens volunt&aacute;rios levaram consigo aprendizagens duradouras, novas amizades e a mem&oacute;ria de uma experi&ecirc;ncia imersiva e enriquecedora.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Imagem WhatsApp 2025-08-25 &agrave;s 12_38_43_f3fceaaf.jpg" width="900" height="675" alt="" />
<p class="legenda">O grupo de volunt&aacute;rios conhece o burro de Miranda, uma ra&ccedil;a aut&oacute;ctone protegida. Fotografia Palombar.</p>
<br />
<strong>A Palombar e o voluntariado</strong><br />
<br />
Ao longo dos seus 25 anos de hist&oacute;ria, a Palombar tem promovido dezenas de Campos de Trabalho Volunt&aacute;rio Internacionais, mobilizando centenas de jovens de todo o mundo para o Nordeste Transmontano. Estes campos t&ecirc;m sido uma oportunidade &uacute;nica para aliar a conserva&ccedil;&atilde;o do patrim&oacute;nio natural e cultural &agrave; interculturalidade e &agrave; dinamiza&ccedil;&atilde;o do mundo rural.<br />
<br />
Mais do que a&ccedil;&otilde;es de voluntariado, os CTVI da Palombar s&atilde;o experi&ecirc;ncias transformadoras, que deixam marca tanto no territ&oacute;rio, como nas vidas dos participantes e das comunidades locais.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Imagem WhatsApp 2025-08-25 &agrave;s 12_38_43_c737c2cd.jpg" width="900" height="1200" alt="" /><br />
<p class="legenda">Trabalhos de recupera&ccedil;&atilde;o do pombal tradicional. Fotografia Palombar.</p>
<br />
Os CTVI foram criados pela Palombar em 2004 e s&atilde;o organizados em colabora&ccedil;&atilde;o com v&aacute;rios parceiros, com o objetivo de conservar o patrim&oacute;nio rural material e imaterial e a natureza. A nossa parceria com a associa&ccedil;&atilde;o francesa Union Rempart assegura a maioria dos participantes destes campos de trabalho.]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c68a8</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Wed, 05 Nov 2025 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>O fabuloso mundo dos abutres-pretos: aves podem criar laÃ§os sociais afetivos invulgares</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/o-fabuloso-mundo-dos-abutres-pretos-3a-aves-podem-criar-lacos-sociais-afetivos-invulgares-2025-2f11-2f05/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[Em Portugal, o projeto LIFE Aegypius Return tem acompanhado os movimentos de dezenas de abutres-pretos (<em>Aegypius monachus</em>) e identificado comportamentos que sugerem la&ccedil;os sociais inesperados entre alguns indiv&iacute;duos, como de amizade e companheirismo. S&atilde;o hist&oacute;rias singulares que mostram que esses la&ccedil;os podem despontar onde menos se espera.<br />
<br />
<strong>A amizade para l&aacute; da humanidade</strong><br />
<br />
A amizade n&atilde;o &eacute; exclusiva dos humanos. Outros animais s&atilde;o capazes de criar la&ccedil;os fortes e duradouros que v&atilde;o muito al&eacute;m da simples coopera&ccedil;&atilde;o. A investiga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica mostra que o que chamamos &ldquo;amizade&rdquo; &ndash; uma rela&ccedil;&atilde;o volunt&aacute;ria e persistente, muitas vezes sem benef&iacute;cios imediatos &ndash; tamb&eacute;m existe no mundo animal.<br />
<br />
Entre os humanos, a amizade &eacute; essencial para a sa&uacute;de e o bem-estar, fortalecendo a coopera&ccedil;&atilde;o, a resist&ecirc;ncia &agrave;s dificuldades e a pr&oacute;pria sobreviv&ecirc;ncia. E, tal como em n&oacute;s, tamb&eacute;m noutras esp&eacute;cies sociais se observam v&iacute;nculos seletivos e incondicionais, isto &eacute;, sem benef&iacute;cios pr&aacute;ticos percecion&aacute;veis.<br />
<br />
<strong>O que nos dizem os abutres?</strong><br />
<br />
Os benef&iacute;cios da coopera&ccedil;&atilde;o entre abutres est&atilde;o bem documentados. Os grifos, por exemplo, atuam como sentinelas na dete&ccedil;&atilde;o de carca&ccedil;as, beneficiando todo o grupo. Os quebra-ossos, por vezes, formam unidades reprodutoras com tr&ecirc;s ou quatro indiv&iacute;duos, o que gera benef&iacute;cios na divis&atilde;o dos cuidados parentais. Estes comportamentos demonstram um n&iacute;vel de complexidade social que implica familiaridade e confian&ccedil;a entre indiv&iacute;duos, semelhante a amizade. No entanto, a amizade incondicional &ndash; um la&ccedil;o duradouro que ultrapassa as necessidades de sobreviv&ecirc;ncia &ndash; &eacute; mais dif&iacute;cil de identificar e comprovar.<br />
<br />
Em Portugal, alguns abutres-pretos monitorizados com emissores GPS no &acirc;mbito do projeto LIFE Aegypius Return t&ecirc;m revelado comportamentos invulgarmente pr&oacute;ximos, que sugerem afinidades mais fortes do que a mera coexist&ecirc;ncia territorial. N&atilde;o podemos provar a incondicionalidade desses la&ccedil;os, mas assistimos com certeza a uma afinidade surpreendente.<br />
<br />
<strong>Almeir&atilde;o e Ar&ccedil;&atilde;: os insepar&aacute;veis</strong><br />
<br />
Conheceram-se em novembro de 2023 no Centro de Estudos e Recupera&ccedil;&atilde;o de Animais Selvagens (CERAS) gerido pela Quercus, em Castelo Branco. A Ar&ccedil;&atilde; foi resgatada com pouco mais de um ano, d&eacute;bil, em &Eacute;vora. Depois de tratada no Centro de Acolhimento e Recupera&ccedil;&atilde;o de Animais Silvestres (CARAS) gerido pela Liga para a Protec&ccedil;&atilde;o da Natureza (LPN), na mesma cidade, foi transferida para Castelo Branco, onde j&aacute; estava o Almeir&atilde;o, um macho. Tamb&eacute;m nascido em 2022, foi resgatado em setembro desse ano, em Belmonte, e recuperado no CERAS.<br />
<br />
O CERAS foi a casa comum destes jovens abutres at&eacute; maio de 2024, quando foram transferidos para a esta&ccedil;&atilde;o de aclimata&ccedil;&atilde;o do Douro Internacional. Em novembro desse ano, regressaram &agrave; liberdade, e, desde ent&atilde;o, t&ecirc;m sido insepar&aacute;veis.<br />
<br />
Os dados de GPS e as observa&ccedil;&otilde;es de campo mostram que continuam a percorrer o vale do Douro, com visitas regulares a Espanha, quase sempre pr&oacute;ximos um do outro. Voam, alimentam-se e pousam sincronizadamente, como se um espelhasse o outro.<br />
<br />
Muito recentemente, come&ccedil;aram a exibir comportamentos que poder&atilde;o indicar o in&iacute;cio da constru&ccedil;&atilde;o de um ninho. S&atilde;o ainda jovens, mas talvez o seu la&ccedil;o v&aacute; al&eacute;m da amizade&hellip;<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Map1_27Abril2025.png" width="900" height="353" alt="" /><br />
<p class="legenda"><strong><img src="http://palombar.pt/imagens/Map2_05Junho2025.png" width="900" height="458" alt="" /><br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Map3_20Julho2025.png" width="900" height="460" alt="" /><br />
</strong>Movimentos s&iacute;ncronos dos abutres-pretos Almeir&atilde;o (laranja) e Ar&ccedil;&atilde; (amarelo) nos dias 27/04/2025, 05/06/2025 e 20/07/2025.<strong><br />
<br />
</strong></p>
<strong>Farrobo e Vidigueira</strong><br />
<br />
Nem todas as amizades ter&atilde;o motiva&ccedil;&otilde;es &quot;rom&acirc;nticas&quot;. Farrobo e Vidigueira &ndash; respetivamente um macho e uma f&ecirc;mea &ndash; s&atilde;o as &uacute;nicas crias sobreviventes dos nascimentos deste ano na recente col&oacute;nia de Vidigueira/Portel.<br />
<br />
Os movimentos GPS mostram que, desde que come&ccedil;aram a voar, se t&ecirc;m mantido sempre pr&oacute;ximos um do outro e da col&oacute;nia. E, &agrave; semelhan&ccedil;a do par do Douro, por vezes voam, pousam e alimentam-se em total sincronia.<br />
<br />
Ainda faltam v&aacute;rios anos at&eacute; atingirem a maturidade sexual, pelo que o que os une parece ser, por agora, uma simples amizade &ndash; talvez uma forma de aprendizagem e seguran&ccedil;a m&uacute;tua enquanto descobrem o mundo...<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Map4.png" width="900" height="804" alt="" /><br />
<p class="legenda">Movimentos dos abutres-pretos Farrobo (amarelo) e Vidigueira (laranja); movimenta&ccedil;&otilde;es sincronizadas destacadas a azul.</p>
<strong><br />
Para al&eacute;m do instinto</strong><br />
<br />
A prud&ecirc;ncia cient&iacute;fica impede os investigadores de atribuir sentimentos aos comportamentos animais. No entanto, os padr&otilde;es observados s&atilde;o ineg&aacute;veis. Quer estes la&ccedil;os resultem de experi&ecirc;ncias partilhadas em cativeiro, de instinto de sobreviv&ecirc;ncia, de uma tend&ecirc;ncia social, ou de uma afinidade mais pr&oacute;xima, revelam que os abutres t&ecirc;m personalidade e um lado inesperado de uma esp&eacute;cie geralmente (e injustamente) conotada com caracter&iacute;sticas negativas.<br />
<br />
Estas hist&oacute;rias trazem ainda um novo prisma &agrave; import&acirc;ncia da tecnologia e da monitoriza&ccedil;&atilde;o remota, que permite observar dimens&otilde;es sociais at&eacute; h&aacute; pouco desconsideradas em estudos de conserva&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/1(4).jpg" width="900" height="598" alt="" /><br />
<p class="legenda">Abutres-pretos (<em>Aegypius monachus</em>). Fotografia Bruno Berthemy.<br />
&nbsp;&nbsp;</p>
<strong>Raz&atilde;o e emo&ccedil;&atilde;o. Outras esp&eacute;cies de aves: os registos cient&iacute;ficos que descrevem la&ccedil;os.</strong><br type="_moz" />
<ul>
    <li><a href="https://link.springer.com/article/10.1007/s00265-020-2807-4" target="_blank"><u>Britangos</u></a> (<em>Neophron percnopterus</em>)</li>
    <li><u><a href="https://www.pnas.org/doi/10.1073/pnas.2407298121" target="_blank">Grifos</a></u> (<em>Gyps fulvus</em>)</li>
    <li><u><a href="https://www.tandfonline.com/doi/full/10.1080/00063657.2015.1089836">Lugres</a></u> (<em>Carduelis spinus</em>)</li>
    <li><u><a href="https://www.cell.com/current-biology/fulltext/S0960-9822(18)30845-5?_returnURL=https%3A%2F%2Flinkinghub.elsevier.com%2Fretrieve%2Fpii%2FS0960982218308455%3Fshowall%3Dtrue" target="_blank">Abelharucos</a></u> (<em>Merops apiaster</em>)</li>
    <li><u><a href="https://www.nature.com/articles/d41586-025-01374-8" target="_blank">Estorninhos-soberbos</a></u> (<em>Lamprotornis superbus</em>)</li>
    <li><u><a href="https://psycnet.apa.org/buy/2012-28745-001" target="_blank">Estorninhos-malhados</a></u> (<em>Sturnus vulgaris</em>)</li>
    <li><u><a href="https://www.diva-portal.org/smash/record.jsf?pid=diva2%3A419279&amp;dswid=-7761" target="_blank">Gaio-siberiano</a></u> (<em>Perisoreus infaustus</em>)</li>
</ul>
<strong><br />
Sobre o projeto</strong><br />
<br />
O projeto LIFE Aegypius Return &eacute; cofinanciado pelo Programa LIFE da Uni&atilde;o Europeia. &Eacute; implementado por um cons&oacute;rcio que integra a Vulture Conservation Foundation (VCF), o benefici&aacute;rio coordenador, e os parceiros locais Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural (com cofinanciamento da Viridia - Conservation in Action, Lightsource bp e MAVA - Fondation pour la Nature), Herdade da Contenda, Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, Liga para a Protec&ccedil;&atilde;o da Natureza, Faia Brava - Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza, Fundaci&oacute;n Naturaleza y Hombre, Guarda Nacional Republicana e Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Propriet&aacute;rios Rurais Gest&atilde;o Cineg&eacute;tica e Biodiversidade.]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c68b3</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 31 Oct 2025 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Projeto LIFE Aegypius Return devolve seis abutres-pretos Ã  natureza no Douro Internacional</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/projeto-life-aegypius-return-devolve-seis-abutres-pretos-a-natureza-no-douro-internacional-2025-2f10-2f31/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>Abutres s&atilde;o esperan&ccedil;a para recuperar col&oacute;nia da esp&eacute;cie ap&oacute;s grande inc&ecirc;ndio</strong><br />
<br />
Seis abutres-pretos (<em>Aegypius monachus</em>) foram devolvidos &agrave; natureza, no dia 24 de outubro, em pleno Parque Natural do Douro Internacional (PNDI), o qual foi afetado por um inc&ecirc;ndio de grandes dimens&otilde;es em agosto deste ano. Os abutres, resgatados do meio natural e reabilitados, encontravam-se na esta&ccedil;&atilde;o de aclimata&ccedil;&atilde;o localizada no PNDI a passar por um per&iacute;odo de adapta&ccedil;&atilde;o e fideliza&ccedil;&atilde;o ao territ&oacute;rio, no &acirc;mbito de uma<a href="https://palombar.pt/pt/noticias/mais-seis-abutres-pretos-integram-programa-para-reforcar-a-colonia-do-douro-internacional-2025-2f03-2f28/"> <u>medida pioneira</u></a> implementada em Portugal pelo projeto LIFE Aegypius Return e que tem como objetivo recuperar esta que &eacute; considerada a col&oacute;nia mais fr&aacute;gil e isolada do pa&iacute;s.<br />
<br />
A esta&ccedil;&atilde;o de aclimata&ccedil;&atilde;o foi aberta num evento organizado pela Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, parceiro do LIFE Aegypius Return, o qual contou com a presen&ccedil;a de representantes da Faia Brava - Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza, tamb&eacute;m parceiro do projeto, do Centro de Interpreta&ccedil;&atilde;o Ambiental e Recupera&ccedil;&atilde;o Animal (CIARA), do Centro de Recupera&ccedil;&atilde;o de Animais Selvagens do Hospital Veterin&aacute;rio da Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro (CRAS-HV-UTAD), da Uni&atilde;o de Freguesias de Fornos e Lagoa&ccedil;a, alunos do Agrupamento de Escolas Guerra Junqueiro de Freixo de Espada &agrave; Cinta e comunidade local.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Evento de abertura da jaula, Iv&aacute;n Guti&eacute;rrez, bi&oacute;logo da Palombar fala sobre o projeto(1).jpg" width="900" height="596" alt="" /><br />
<p class="legenda">O bi&oacute;logo Iv&aacute;n Guti&eacute;rrez da Palombar fala sobre o projeto LIFE Aegypius Return. Fotografia Elena Piacentini/Palombar.</p>
<br />
A Palombar &eacute; respons&aacute;vel pelo programa de <em>soft release</em> (devolu&ccedil;&atilde;o lenta e faseada &agrave; natureza) deste LIFE, e os seis abutres-pretos imaturos, quatro machos e duas f&ecirc;meas, voltaram &agrave; liberdade plena, num territ&oacute;rio afetado por um <u><a href="https://palombar.pt/pt/noticias/incendio-no-douro-internacional-3a-arderam-ninhos-2c-habitat-e-estruturas-de-conservacao-do-abutre-preto-2025-2f08-2f21/">grande inc&ecirc;ndio</a></u> ocorrido em agosto deste ano que causou a morte de pelo menos duas crias da esp&eacute;cie, destruiu seis ninhos e infraestruturas de conserva&ccedil;&atilde;o e quase afetou a esta&ccedil;&atilde;o de aclimata&ccedil;&atilde;o. Este grave incidente ambiental obrigou inclusive, na altura, &agrave; retirada tempor&aacute;ria destes abutres-pretos da estrutura e ao desenvolvimento de um plano de emerg&ecirc;ncia para retomar os esfor&ccedil;os de conserva&ccedil;&atilde;o desta esp&eacute;cie amea&ccedil;ada de extin&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/IMG_20250821_125042.jpg" width="900" height="675" alt="" /><br />
<p class="legenda">O abutre-preto Acer morreu devido ao grande inc&ecirc;ndio de agosto. Fotografia Faia Brava.</p>
<br />
Gra&ccedil;as ao apoio de todos os que responderam ao apelo lan&ccedil;ado pela Palombar e por todos os parceiros do LIFE Aegypius Return para ajudar o abutre-preto, estamos a conseguir retomar as a&ccedil;&otilde;es de prote&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie, sendo esta devolu&ccedil;&atilde;o um passo essencial para potenciar o aumento da col&oacute;nia transfronteiri&ccedil;a do Douro Internacional, a mais pequena, fr&aacute;gil e isolada de Portugal. Continue a apoiar esta esp&eacute;cie em risco <u><a href="https://gofund.me/190624ae5">aqui</a></u>. Atingir a meta da campanha &eacute; essencial para implementarmos todas as medidas necess&aacute;rias.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Capa not&iacute;cia site.jpg" width="900" height="600" alt="" /><br />
<p class="legenda">Abutres-pretos na esta&ccedil;&atilde;o de aclimata&ccedil;&atilde;o. Fotografia Uliana de Castro/Palombar.</p>
<strong><br />
De onde vieram os abutres-pretos devolvidos &agrave; natureza?</strong><br />
<br />
Os seis abutres-pretos que estavam na esta&ccedil;&atilde;o de aclimata&ccedil;&atilde;o no PNDI e foram devolvidos &agrave; natureza tinham sido encontrados debilitados e malnutridos no meio natural, em diferentes zonas do pa&iacute;s, nomeadamente em &Eacute;vora, Lisboa, Porto, Santar&eacute;m, Beja e Faro.  Foram resgatados e reabilitados em v&aacute;rios centros: no CRAS-HV-UTAD, no Centro de Estudos e Recupera&ccedil;&atilde;o de Animais Selvagens (CERAS), no Centro de Acolhimento e Recupera&ccedil;&atilde;o de Animais Silvestres (CARAS), no Parque Biol&oacute;gico da Gaia (CRF-PBG) e no Centro de Recupera&ccedil;&atilde;o de Animais Selvagens de Montejunto (CRASM).<br />
<br />
Ap&oacute;s terem passado pelo processo de reabilita&ccedil;&atilde;o, foram transportados para a esta&ccedil;&atilde;o de aclimata&ccedil;&atilde;o, localizada no concelho de Freixo de Espada &agrave; Cinta numa propriedade da Faia Brava, em mar&ccedil;o deste ano.<br />
<br />
Quando deram entrada na estrutura, bem como quando foram realocados ap&oacute;s a retirada devido ao grande inc&ecirc;ndio de agosto, os abutres tiveram o seu estado de sa&uacute;de cuidadosamente avaliado por uma equipa de veterin&aacute;rios do CRAS-HV-UTAD. Foram igualmente marcados com anilhas e emissores GPS/GSM para poderem ser monitorizados de forma remota e cont&iacute;nua.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Check-up veterin&aacute;rio 1(1).jpg" width="900" height="659" alt="" /><br />
<p class="legenda">Um <em>check-up</em> sanit&aacute;rio foi feito aos seis abutres-pretos por veterin&aacute;rios do CRAS-HV-UTAD antes de retornarem &agrave; esta&ccedil;&atilde;o de aclimata&ccedil;&atilde;o. Aves tinham sido retiradas da estrutura devido ao grande inc&ecirc;ndio de agosto. Fotografia Uliana de Castro/Palombar.</p>
<strong><br />
Alunos deram nomes criativos aos abutres-pretos que homenageiam o territ&oacute;rio e a paisagem</strong><br />
<br />
A Palombar dinamizou duas sess&otilde;es de educa&ccedil;&atilde;o e sensibiliza&ccedil;&atilde;o ambiental no &acirc;mbito do projeto LIFE Aegypius Return nos dias 14 e 21 de outubro, que envolveram 20 alunos de duas turmas do 6.&ordm; ano do Agrupamento de Escolas Guerra Junqueiro de Freixo de Espada &agrave; Cinta. A primeira sess&atilde;o abordou as aves necr&oacute;fagas e a sua import&acirc;ncia nos ecossistemas e as amea&ccedil;as que enfrentam, nomeadamente as esp&eacute;cies de abutres que ocorrem no PNDI, com foco no abutre-preto, no projeto e no seu impacto. Na segunda sess&atilde;o, foram apresentados aos alunos os abutres-pretos que estavam na esta&ccedil;&atilde;o de aclimata&ccedil;&atilde;o e realizadas atividades informativas, l&uacute;dicas e criativas para escolha dos nomes dos abutres.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Sara Freire, respons&aacute;vel pela Educa&ccedil;&atilde;o Ambiental na Palombar, a dinamizar uma sess&atilde;o.jpg" width="900" height="571" alt="" /><br />
<p class="legenda">Sara Freire, respons&aacute;vel pelo departamento de Educa&ccedil;&atilde;o Ambiental da Palombar, fala sobre as aves necr&oacute;fagas, o abutre-preto e o projeto LIFE Aegypius Return numa das sess&otilde;es de sensibiliza&ccedil;&atilde;o ambiental com alunos do 6.&ordm; ano do Agrupamento de Escolas Guerra Junqueiro de Freixo de Espada &agrave; Cinta. Fotografia Palombar.</p>
<br />
Os alunos demonstraram muito interesse, participando ativamente e com entusiasmo em todas as atividades realizadas e desenvolvendo uma rela&ccedil;&atilde;o de proximidade com os abutres-pretos que permitiu potenciar a compreens&atilde;o sobre a sua import&acirc;ncia e perten&ccedil;a ao territ&oacute;rio.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Um grupo de alunos apresenta &agrave; tuma o nome que escolheram para um abutre-preto.jpg" width="900" height="471" alt="" /><br />
<p class="legenda">Alunos apresentam os nomes escolhidos &agrave; turma. Fotografia Palombar.</p>
<strong><br />
Os nomes escolhidos</strong><br />
<br />
Os nomes escolhidos pelos alunos para dar aos seis abutres-pretos homenageiam, na sua grande maioria, o territ&oacute;rio e a paisagem, remetendo quer para a topon&iacute;mia, quer para elementos da biodiversidade local.<br />
<br />
Conhe&ccedil;a cada nome e a raz&atilde;o dada pelos alunos para a sua escolha:<br />
<br />
<strong>Baga</strong> - <em>&ldquo;Escolhemos baga porque &eacute; um fruto, apesar de os abutres n&atilde;o comerem bagas, s&oacute; comem carne morta. Os abutres s&atilde;o muito importantes porque fazem a limpeza do meio ambiente e evitam doen&ccedil;as&rdquo;.</em><br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Baga_29.jpg" width="900" height="772" alt="" /><br />
<p class="legenda">Fotografia Mariangela Garofalo/Palombar.</p>
<strong><br />
B&eacute;tula</strong> - <em>&ldquo;Escolhemos b&eacute;tula por ser um elemento da natureza e um nome bonito&rdquo;.</em><br />
<br />
<p class="legenda"><strong><img src="http://palombar.pt/imagens/B&eacute;tula_26.jpg" width="900" height="772" alt="" /><br />
</strong>Fotografia Mariangela Garofalo/Palombar.</p>
<br />
<strong>Bolacha</strong> - <em>&ldquo;Demos este nome porque queremos o melhor para os abutres-pretos, por estarem em vias de extin&ccedil;&atilde;o. Quer&iacute;amos um nome fofinho e pens&aacute;mos em bolacha. N&oacute;s gostamos deles e n&atilde;o queremos que desapare&ccedil;am. Queremos dar uma boa impress&atilde;o sobre eles, para termos mais abutres na terra&rdquo;.</em><br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Bolacha_28.jpg" width="900" height="675" alt="" />
<p class="legenda">Fotografia Mairangela Galofaro/Palombar.</p>
<br />
<strong>Branco</strong> - <em>&ldquo;Inicialmente, escolhemos frango porque se parece com um frango, pareceu-nos o nome mais indicado. Mas como tinha de come&ccedil;ar por B, adapt&aacute;mos para branco&rdquo;.</em><br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Branco_5Y.jpg" width="900" height="853" alt="" /><br />
<p class="legenda">Fotografia Mariangela Garofalo/Palombar.</p>
<br />
<strong>Brisa </strong>- <em>&ldquo;Porque os abutres precisam de brisa quente para levantar voo&quot;.</em><br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Brisa_27.jpg" width="900" height="935" alt="" /><br />
<p class="legenda">Fotografia Mariangela Garofalo/Palombar.</p>
<br />
<strong>Bru&ccedil;&oacute;</strong> - <em>&ldquo;&Eacute; uma aldeia perto de Mogadouro, tem muitos monumentos hist&oacute;ricos. Tamb&eacute;m escolhemos pela presen&ccedil;a do rio Douro e pelo facto de os abutres-pretos fazerem o ninho nas grandes &aacute;rvores de Bru&ccedil;&oacute;&rdquo;.</em><br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Bru&ccedil;&oacute;_25.jpg" width="900" height="675" alt="" /><br />
<p class="legenda">Fotografia Mariangela Garofalo/Palombar.</p>
<br />
<strong>Liberdade a seis m&atilde;os</strong><br />
<br />
Um grupo de seis alunos das duas turmas tamb&eacute;m esteve presente no dia da abertura da esta&ccedil;&atilde;o da aclimata&ccedil;&atilde;o. &Agrave; vez, todos tiveram a oportunidade &uacute;nica de rodar a manivela que permite abrir a estrutura e o privil&eacute;gio de conhecer o seu funcionamento. Viram de perto os abutres-pretos e abriram, a seis m&atilde;os, a &ldquo;porta&rdquo; que os levou de volta aos c&eacute;us do Parque Natural do Douro Internacional.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Momento em que uma das alunas roda a manivela que permite abrir a estrutura.jpg" width="900" height="1232" alt="" />
<p class="legenda">Uma das alunas roda a manivela que faz abrir a &quot;porta&quot; da estrutura. Fotografia Elena Piacentini/Palombar.</p>
<strong><br />
Explorar o territ&oacute;rio, o in&iacute;cio de uma nova jornada</strong><br />
<br />
Depois de aberta a esta&ccedil;&atilde;o, um a um, os abutres-pretos sa&iacute;ram da estrutura. Alguns foram recebidos por um bando de grifos curiosos que por ali andavam a servirem de &ldquo;anfitri&otilde;es&rdquo;. Exploraram as imedia&ccedil;&otilde;es da esta&ccedil;&atilde;o e o campo de alimenta&ccedil;&atilde;o para aves necr&oacute;fagas instalado junto &agrave; estrutura. Aos poucos, est&atilde;o a adaptar-se ao meio natural, e esperemos que por c&aacute; fiquem, instalem-se e reproduzam-se, contribuindo para aumentar os casais nidificantes da col&oacute;nia transfronteiri&ccedil;a do Douro Internacional. H&aacute; esperan&ccedil;a para o futuro da esp&eacute;cie na regi&atilde;o!<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Abutres a alimentarem-se.jpg" width="900" height="506" alt="" /><br />
<p class="legenda">Abutres-pretos no interior da esta&ccedil;&atilde;o de aclimata&ccedil;&atilde;o socializam com um abutre-preto do exterior. Imagem obtida atrav&eacute;s de c&acirc;maras de videovigil&acirc;ncia.<br />
&nbsp;</p>
<img src="http://palombar.pt/imagens/Sa&iacute;da abutre jaula.jpg" width="900" height="506" alt="" />
<p class="legenda">Um bando de grifos &quot;acolhe&quot; os abutres-pretos rec&eacute;m sa&iacute;dos da esta&ccedil;&atilde;o de aclimata&ccedil;&atilde;o. Imagem obtida atrav&eacute;s de c&acirc;maras de videovigil&acirc;ncia.</p>
<br />
Nos pr&oacute;ximos meses, a Palombar continuar&aacute; a monitorizar estes seis abutres-pretos de forma remota e continuada, atrav&eacute;s da avalia&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o transmitida pelos emissores GPS/GSM, bem como por meio de observa&ccedil;&atilde;o direta no campo para confirmar e avaliar o sucesso da sua adapta&ccedil;&atilde;o ao territ&oacute;rio.&nbsp;Desde a sua devolu&ccedil;&atilde;o &agrave; natureza, t&ecirc;m-se mantido fi&eacute;is ao vale do Douro.<br />
<br />
No dia 24 de outubro, no mesmo local, tamb&eacute;m foram devolvidos &agrave; natureza tr&ecirc;s grifos (<em>Gyps fulvus</em>) juvenis, tamb&eacute;m eles encontrados debilitados no meio natural e reabilitados no CRAS-HV-UTAD. Os grifos foram anilhados nesse dia pela equipa da Palombar no &acirc;mbito do projeto Sentinelas &ndash; Rede de Monitoriza&ccedil;&atilde;o de Amea&ccedil;as para a Fauna Silvestre.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/mapa(2).png" width="900" height="453" alt="" /><br />
<p class="legenda">Movimentos dos seis abutres-pretos desde a sua devolu&ccedil;&atilde;o &agrave; natureza.</p>
<strong><br />
Sobre o projeto</strong><br />
<br />
O projeto LIFE Aegypius Return &eacute; cofinanciado pelo Programa LIFE da Uni&atilde;o Europeia. &Eacute; implementado por um cons&oacute;rcio que integra a Vulture Conservation Foundation (VCF), o benefici&aacute;rio coordenador, e os parceiros locais Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural (com cofinanciamento da Viridia - Conservation in Action, Lightsource bp e MAVA - Fondation pour la Nature), Herdade da Contenda, Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, Liga para a Protec&ccedil;&atilde;o da Natureza, Faia Brava - Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza, Fundaci&oacute;n Naturaleza y Hombre, Guarda Nacional Republicana e Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Propriet&aacute;rios Rurais Gest&atilde;o Cineg&eacute;tica e Biodiversidade.&nbsp;]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 30 Oct 2025 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Exploring Nature and the Cosmos: campo de verÃ£o em ItÃ¡lia reforÃ§a ligaÃ§Ã£o entre jovens, natureza e estrelas</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/exploring-nature-and-the-cosmos-3a-campo-de-verao-em-italia-reforca-ligacao-entre-jovens-2c-natureza-e-estrelas-2025-2f10-2f30/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[A Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural organizou, no &acirc;mbito do projeto &ldquo;Exploring Nature and the Cosmos - A Journey through Wildlife, Sky and Plants&quot;, em parceria com a Cultural Pro APS e o Biodistretto Lago di Bolsena, dois campos de ver&atilde;o, um em Portugal e outro em It&aacute;lia, que decorreram no m&ecirc;s de julho. Financiados pelo programa Erasmus + da Uni&atilde;o Europeia, estes campos, para al&eacute;m de uma experi&ecirc;ncia educativa, proporcionaram momentos de imers&atilde;o na Natureza e uma viagem sobre a compreens&atilde;o da ecologia e astronomia dos territ&oacute;rios. O <u><a href="https://palombar.pt/pt/noticias/jovens-exploraram-a-natureza-e-o-ceu-do-nordeste-transmontano-2025-2f10-2f15/">primeiro campo</a></u> de ver&atilde;o realizou-se de 1 a 8 de julho de 2025, em Portugal, no Nordeste Transmontano, e o segundo, de 14 a 21 desse mesmo m&ecirc;s, na regi&atilde;o do Lago di Bolsena, em It&aacute;lia.<br />
<br />
Ap&oacute;s a experi&ecirc;ncia em Portugal, os 16 jovens portugueses e italianos voltaram a reunir-se, agora no Lago di Bolsena, um dos maiores lagos vulc&acirc;nicos da Europa localizado na prov&iacute;ncia de Viterbo, na regi&atilde;o centro de It&aacute;lia. Foi uma semana intensa de descobertas em torno da agricultura biol&oacute;gica, observa&ccedil;&atilde;o da vida selvagem, astronomia e pr&aacute;ticas sustent&aacute;veis.<br />
<br />
<strong>O reencontro &agrave;s margens do lago</strong><br />
<br />
Os participantes chegaram a Monte Rufeno, onde foram recebidos na Nuova Pegasus, espa&ccedil;o que acolheu este segundo campo de ver&atilde;o. O ambiente natural da reserva e a hospitalidade da organiza&ccedil;&atilde;o italiana marcaram o in&iacute;cio de uma semana de imers&atilde;o em atividades agr&iacute;colas, cient&iacute;ficas e culturais. Entre abra&ccedil;os e reencontros, o entusiasmo era palp&aacute;vel: depois da experi&ecirc;ncia vivida em Portugal, todos estavam prontos para uma nova viagem de descobertas.<br />
<br />
<strong>Da terra ao prato: sabores da agricultura biol&oacute;gica</strong><br />
<br />
Os primeiros dias de campo foram dedicados ao contacto direto com a terra. Em Marta, no Orto delle Fate, os jovens exploraram a produ&ccedil;&atilde;o biol&oacute;gica de tomate, desde a colheita ao processamento, terminando com a confe&ccedil;&atilde;o de uma tradicional massa com molho de tomate caseiro. Para al&eacute;m do trabalho agr&iacute;cola, houve momentos de descanso nas &aacute;guas cristalinas do lago, espa&ccedil;o que serviu de ref&uacute;gio e conv&iacute;vio intercultural.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/duarte_jpg3.jpg" width="900" height="1200" alt="" />
<p class="legenda">Produ&ccedil;&atilde;o biol&oacute;gica de tomate. Fotografia Duarte Pinto/Palombar.</p>
<br />
<strong>Ci&ecirc;ncias naturais: o lago como laborat&oacute;rio vivo</strong><br />
<br />
Nos dias seguintes, a aten&ccedil;&atilde;o voltou-se para a explora&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica. Em Bolsena, os jovens embarcaram numa viagem de barco pelo lago, onde recolheram pl&acirc;ncton e observaram aves. A atividade foi acompanhada por uma introdu&ccedil;&atilde;o &agrave; vulcanologia, agricultura, pesca e hist&oacute;ria local.<br />
<br />
&Agrave; tarde, j&aacute; em laborat&oacute;rio, analisaram as amostras ao microsc&oacute;pio, observando pl&acirc;ncton e micropl&aacute;sticos, e participaram em experi&ecirc;ncias de disseca&ccedil;&atilde;o de peixes, compreendendo melhor os ecossistemas aqu&aacute;ticos.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/duarte_jpg2.jpg" width="900" height="1200" alt="" /><br />
<p class="legenda">An&aacute;lise de pl&acirc;ncton e micropl&aacute;sticos no laborat&oacute;rio. Fotografia Duarte Pinto/Palombar.</p>
<strong><br />
Agrofloresta, plantas arom&aacute;ticas e conserva&ccedil;&atilde;o da vida selvagem</strong><br />
<br />
Um dos momentos mais inspiradores aconteceu na visita &agrave; associa&ccedil;&atilde;o Semi di Tuscia, onde os jovens conheceram uma floresta alimentar (food forest) e aprenderam como cultivar e cuidar de plantas arom&aacute;ticas e medicinais.<br />
<br />
O dia seguinte foi dedicado &agrave; monitoriza&ccedil;&atilde;o da vida selvagem em Gradoli, atrav&eacute;s da fotoarmadilhagem, com os investigadores Flavio Monti e Marco Lautari. Esta atividade trouxe ao grupo uma nova perspetiva sobre a conserva&ccedil;&atilde;o e a ci&ecirc;ncia aplicada no territ&oacute;rio.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/duarte_jpg4.jpg" width="900" height="1200" alt="" />
<p class="legenda">Visita a &aacute;reas cultivadas com plantas arom&aacute;ticas. Fotografia Duarte Pinto/Palombar.</p>
<strong><br />
O c&eacute;u noturno como inspira&ccedil;&atilde;o</strong><br />
<br />
A experi&ecirc;ncia em It&aacute;lia n&atilde;o poderia estar completa sem antes olhar as estrelas de um anoitecer de ver&atilde;o!  Ainda em Monte Rufeno, os jovens participaram num workshop de fotografia astron&oacute;mica, explorando o c&eacute;u estrelado, atrav&eacute;s das lentes e da sua criatividade.<br />
<br />
Mais tarde, visitaram o Observat&oacute;rio Astron&oacute;mico de Monte Rufeno, onde se envolveram em atividades de astronomia, mitologia e observa&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s de telesc&oacute;pios. A noite tornou-se um palco de um fasc&iacute;nio pelas descobertas, que uniam a interpreta&ccedil;&atilde;o do territ&oacute;rio e as viv&ecirc;ncias pr&aacute;ticas.<br />
<br />
<strong>Agricultura regenerativa e celebra&ccedil;&atilde;o final</strong><br />
<br />
Os &uacute;ltimos dias inclu&iacute;ram um <em>workshop</em> de no-till farming (m&eacute;todo de cultivo que n&atilde;o revolve a terra com recurso a maquinarias ou animais, permitindo reter com mais efic&aacute;cia a humidade e proteger o solo da eros&atilde;o, mantendo este mais rico em nutrientes), seguido de uma oficina de sementes e cultivo experimental. A semana terminou com um acampamento noturno e festa em Gradoli, um momento de partilha, m&uacute;sica e despedidas, em que os jovens celebraram n&atilde;o s&oacute; a amizade criada, mas tamb&eacute;m a experi&ecirc;ncia transformadora vivida entre It&aacute;lia e Portugal.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/duarte1(1).jpg" width="900" height="1200" alt="" /><br />
<p class="legenda">Apanha de amoras biol&oacute;gicas. Fotografia Duarte Pinto/Palombar.</p>
<strong><br />
Uma viagem transformadora</strong><br />
<br />
Entre agricultura, ci&ecirc;ncia, observa&ccedil;&atilde;o astron&oacute;mica e mergulhos nas &aacute;guas do lago italiano e dos rios transmontanos, os campos de ver&atilde;o do projeto Exploring Nature and the Cosmos foram uma oportunidade &uacute;nica para aprofundar a liga&ccedil;&atilde;o dos jovens com a natureza e o patrim&oacute;nio ambiental europeu. Para al&eacute;m dos saberes e descobertas, criaram-se la&ccedil;os de amizade para a vida entre jovens de v&aacute;rias partes de Portugal e It&aacute;lia, que se uniram na partilha de viv&ecirc;ncias e comunh&atilde;o.<br />
<br />
<strong>Sobre o projeto</strong><br />
<br />
O projeto <u><a href="https://palombar.pt/pt/projetos/exploring-nature-and-the-cosmos-2025/">Exploring Nature and the Cosmos</a></u> - A Journey through Wildlife, Sky and Plants tem como objetivo levar os jovens a contactarem de forma imersiva com a natureza e a astronomia, com vista a promover uma maior consci&ecirc;ncia ambiental e a&ccedil;&atilde;o em prol da sustentabilidade do planeta. &Eacute; coordenado pela associa&ccedil;&atilde;o italiana Cultural Pro APS, e tem como parceiros a Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural e a Biodistretto Lago di Bolsen. Financiado pelo programa Erasmus + da Uni&atilde;o Europeia, decorre no ano de 2025. <br />]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Wed, 22 Oct 2025 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Parceiros do LIFE Aegypius Return participaram em conferÃªncia da PJ que abordou combate ao crime contra a fauna selvagem</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/parceiros-do-life-aegypius-return-participaram-em-conferencia-da-pj-que-abordou-combate-ao-crime-contra-a-fauna-selvagem-2025-2f10-2f22/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[V&aacute;rios parceiros do projeto LIFE Aegypius Return participaram na I Confer&ecirc;ncia Sobre T&oacute;xicos em Contexto Forense - A Import&acirc;ncia da An&aacute;lise Pericial, organizada pelo Setor de Drogas e T&oacute;xicos do Laborat&oacute;rio de Pol&iacute;cia Cient&iacute;fica da Pol&iacute;cia Judici&aacute;ria (LPC/PJ) em setembro passado. O evento teve como objetivo promover a partilha de experi&ecirc;ncias, casos pr&aacute;ticos e abordagens laboratoriais no &acirc;mbito da dete&ccedil;&atilde;o, identifica&ccedil;&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o de subst&acirc;ncias t&oacute;xicas em investiga&ccedil;&otilde;es criminais. Durante a confer&ecirc;ncia, foi avaliada a possibilidade de integrar o LPC/PJ no Programa Ant&iacute;doto Portugal, o que seria fundamental para ultrapassar as atuais lacunas existentes no combate ao crime ambiental.<br />
<br />
<strong>Uma abordagem multidisciplinar &agrave;s an&aacute;lises forenses</strong><br />
<br />
A Confer&ecirc;ncia reuniu peritos forenses, t&eacute;cnicos de laborat&oacute;rio, m&eacute;dico-legais, &oacute;rg&atilde;os de pol&iacute;cia criminal, investigadores acad&eacute;micos, bem como representantes de institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas e organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o governamentais de ambiente (ONGA).<br />
<br />
Durante o encontro, foram apresentadas as compet&ecirc;ncias cient&iacute;ficas e laboratoriais do LPC/PJ, bem como casos reais e boas pr&aacute;ticas aplicadas em diversos dom&iacute;nios, desde a medicina legal aos estupefacientes e ao desporto.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/2(5).jpg" width="900" height="506" alt="" /><br />
<p class="legenda">I Confer&ecirc;ncia Sobre T&oacute;xicos em Contexto Forense. Fotografia VCF.</p>
<strong><br />
Crimes contra a fauna selvagem em destaque</strong><br />
<br />
A an&aacute;lise pericial aplicada ao combate ao crime contra a vida selvagem foi tamb&eacute;m abordada e discutida, particularmente ap&oacute;s a apresenta&ccedil;&atilde;o da Prof. Doutora Sandra Branco, do Departamento de Medicina Veterin&aacute;ria da Universidade de &Eacute;vora. Esta interven&ccedil;&atilde;o deu a conhecer o trabalho realizado pela Rede Nacional de Centros de Necr&oacute;psia e Toxicologia Forense. Atrav&eacute;s do Programa Ant&iacute;doto Portugal, esta Rede procura melhorar a capacidade de resposta em casos suspeitos de intoxica&ccedil;&atilde;o de animais selvagens.<br />
<br />
No entanto, conforme relatado pelo projeto LIFE Aegypius Return, existem muitas limita&ccedil;&otilde;es operacionais que dificultam a instru&ccedil;&atilde;o dos casos, desde a recolha das evid&ecirc;ncias em campo at&eacute; &agrave;s limita&ccedil;&otilde;es das an&aacute;lises toxicol&oacute;gicas pass&iacute;veis de realizar nos laborat&oacute;rios oficiais de toxicologia associados ao Programa Ant&iacute;doto Portugal. As dificuldades na adequada investiga&ccedil;&atilde;o dos casos impossibilitam a identifica&ccedil;&atilde;o de respons&aacute;veis e a aplica&ccedil;&atilde;o de san&ccedil;&otilde;es, o que perpetua a impunidade em casos como o uso ilegal de venenos &ndash; uma grave amea&ccedil;a &agrave; biodiversidade e &agrave; sa&uacute;de p&uacute;blica, e um dos principais fatores de mortalidade de abutres e outras esp&eacute;cies necr&oacute;fagas em Portugal e no mundo.<br />
<br />
Foi importante confirmar a recente capacidade do LPC/PJ para a realiza&ccedil;&atilde;o de um vasto leque de an&aacute;lises toxicol&oacute;gicas, bem como o seu interesse em participar em casos de envenenamento da vida selvagem. A inclus&atilde;o do LPC/PJ, dotado de meios tecnologicamente mais avan&ccedil;ados, no Programa Ant&iacute;doto Portugal e no regular circuito de an&aacute;lises forenses realizadas em contexto de crimes contra a biodiversidade certamente contribuiria para ultrapassar as atuais lacunas no combate ao crime ambiental &ndash; possibilidade que foi aventada no final da Confer&ecirc;ncia.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/3(2).jpeg" width="900" height="676" alt="" /><br />
<p class="legenda">Abutre-preto (<em>Aegypius monachus</em>) morto por envenenamento com fipronil. Fotografia Faia Brava.</p>
<strong><br />
Capacita&ccedil;&atilde;o para o combate ao crime contra a vida selvagem</strong><br />
<br />
Portugal integra a Wildlife Crime Academy (WCA), um programa de capacita&ccedil;&atilde;o de profissionais e institui&ccedil;&otilde;es, em v&aacute;rios pa&iacute;ses, para refor&ccedil;ar o combate ao crime contra a vida selvagem. Os profissionais visados s&atilde;o autoridades policiais e de conserva&ccedil;&atilde;o da natureza, procuradores, toxicologistas, m&eacute;dicos-veterin&aacute;rios, profissionais das ONGA, entre outros implicados na dete&ccedil;&atilde;o e instru&ccedil;&atilde;o dos processos de crimes contra a vida selvagem.<br />
<br />
A WCA &eacute; liderada pela Vulture Conservation Foundation que, em Portugal, conta com o apoio das ONGA Liga para a Protec&ccedil;&atilde;o da Natureza (LPN) e Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) na sua implementa&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/4(4).jpg" width="900" height="600" alt="" /><br />
<p class="legenda">Forma&ccedil;&atilde;o pr&aacute;tica na WildLIFE Crime Academy. Fotografia InÌƒigo Fajardo.</p>
<br />
Entre outros objetivos de forma&ccedil;&atilde;o e capacita&ccedil;&atilde;o, ser&aacute; tamb&eacute;m realizado um diagn&oacute;stico nacional sobre o crime contra a vida selvagem, que &ndash; em colabora&ccedil;&atilde;o com as autoridades envolvidas &ndash; permitir&aacute; identificar e definir prioridades de atua&ccedil;&atilde;o para melhorar o combate a este tipo de crime.<br />
<br />
<strong>Sobre o projeto<br />
<br />
</strong>O projeto LIFE Aegypius Return &eacute; cofinanciado pelo Programa LIFE da Uni&atilde;o Europeia. &Eacute; implementado por um cons&oacute;rcio que integra a Vulture Conservation Foundation (VCF), o benefici&aacute;rio coordenador, e os parceiros locais Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural (com cofinanciamento da Viridia - Conserva&ccedil;&atilde;o em A&ccedil;&atilde;o e MAVA - Fondation pour la Nature), Herdade da Contenda, Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, Liga para a Protec&ccedil;&atilde;o da Natureza, Faia Brava - Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza, Fundaci&oacute;n Naturaleza y Hombre, Guarda Nacional Republicana e Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Propriet&aacute;rios Rurais Gest&atilde;o Cineg&eacute;tica e Biodiversidade.<strong><br type="_moz" />
</strong>]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Tue, 21 Oct 2025 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Palombar distinguida com o prÃ©mio â€œDouro + SustentÃ¡velâ€ 2025 pelo trabalho de conservaÃ§Ã£o do abutre-preto na regiÃ£o</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/palombar-distinguida-com-o-premio-ldouro-2b-sustentavelr-2025-pelo-trabalho-de-conservacao-do-abutre-preto-na-regiao-2025-2f10-2f21/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[A Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural foi distinguida com o pr&eacute;mio &ldquo;Douro + Sustent&aacute;vel&rdquo; 2025, na categoria &ldquo;Revela&ccedil;&atilde;o&rdquo;, pelo trabalho desenvolvido na recupera&ccedil;&atilde;o e conserva&ccedil;&atilde;o do abutre-preto (<em>Aegypius monachus</em>), esp&eacute;cie amea&ccedil;ada de extin&ccedil;&atilde;o, no Douro Internacional, atrav&eacute;s do projeto europeu LIFE Aegypius Return. A distin&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m foi atribu&iacute;da pelo papel central que a Palombar tem desempenhado, ao longo de 25 anos, na conserva&ccedil;&atilde;o da natureza e do patrim&oacute;nio material e imaterial &uacute;nico da regi&atilde;o duriense.<br />
<br />
O pr&eacute;mio foi atribu&iacute;do pelo Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto (IVDP), no &acirc;mbito da iniciativa &ldquo;Douro + Sustent&aacute;vel&rdquo; 2025, durante uma cerim&oacute;nia que decorreu no dia 11 de outubro, no Teatrinho Reguense, em Peso da R&eacute;gua, integrada no programa do Port Wine Day.<br />
<br />
O presidente da Palombar, Jos&eacute; Pereira, recebeu o pr&eacute;mio, entregue pelo presidente da Comiss&atilde;o de Coordena&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento Regional do Norte, Ant&oacute;nio M. Cunha, e destacou que o galard&atilde;o &eacute; um grande reconhecimento pelo &ldquo;nosso trabalho no &acirc;mbito do projeto LIFE Aegypius Return, que visa a recupera&ccedil;&atilde;o do abutre-preto - a maior ave necr&oacute;faga da Europa e s&iacute;mbolo de resist&ecirc;ncia e regenera&ccedil;&atilde;o&rdquo;.<br />
<br />
Jos&eacute; Pereira sublinhou que este &eacute; um &ldquo;trabalho colaborativo e em rede que envolve a comunidade local, autarquias, juntas de freguesia, agricultores, pastores, autoridades de seguran&ccedil;a e entidades de conserva&ccedil;&atilde;o&rdquo; p&uacute;blicas, tanto em Portugal, como em Espanha, deixando tamb&eacute;m uma palavra de &ldquo;reconhecimento a todos os parceiros do projeto LIFE Aegypius Return&rdquo;.<br />
<br />
O presidente da Palombar relembrou o grande impacto negativo do <u><a href="https://palombar.pt/pt/noticias/incendio-no-douro-internacional-3a-arderam-ninhos-2c-habitat-e-estruturas-de-conservacao-do-abutre-preto-2025-2f08-2f21/" target="_blank">inc&ecirc;ndio</a></u> ocorrido em agosto deste ano no Parque Natural do Douro Internacional, que devastou uma &aacute;rea significativa desta &aacute;rea protegida e afetou gravemente a conserva&ccedil;&atilde;o do abutre-preto na regi&atilde;o. Frisou a import&acirc;ncia de refor&ccedil;ar o apoio ao projeto e &agrave;s suas a&ccedil;&otilde;es, - quer monet&aacute;rio, atrav&eacute;s da campanha de <u><em><a href="https://gofund.me/2021c9729" target="_blank">crowdfunding</a></em></u> que est&aacute; a decorrer e outras fontes, quer colaborativo, - para assegurar a continua&ccedil;&atilde;o os trabalhos de recupera&ccedil;&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie.<br />
<br />
&ldquo;Estas distin&ccedil;&otilde;es representam o reconhecimento de quem se diferencia pela qualidade, profissionalismo e vis&atilde;o de futuro, enquanto contribui para a sustentabilidade econ&oacute;mica, social e ambiental do Douro&rdquo;, afirmou, por sua vez, Gilberto Igrejas, presidente do IVDP, durante a cerim&oacute;nia.<br />
<br />
&ldquo;O Douro &eacute; uma regi&atilde;o &uacute;nica. Cabe-nos assegurar que essa singularidade se mantenha e se renove com base no conhecimento e na inova&ccedil;&atilde;o&rdquo;, concluiu o respons&aacute;vel.]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Wed, 15 Oct 2025 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Jovens exploraram a natureza e o cÃ©u do Nordeste Transmontano</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/jovens-exploraram-a-natureza-e-o-ceu-do-nordeste-transmontano-2025-2f10-2f15/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[A Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural organizou, no &acirc;mbito do projeto &ldquo;Exploring Nature and the Cosmos -&nbsp;A Journey through Wildlife, Sky and Plants&quot;, em parceria com a Cultural Pro APS e o Biodistretto Lago di Bolsena, dois campos de ver&atilde;o, um em Portugal e outro em It&aacute;lia, que decorreram no m&ecirc;s de julho. Financiados pelo programa Erasmus + da Uni&atilde;o Europeia, estes campos, para al&eacute;m de uma experi&ecirc;ncia educativa, proporcionaram momentos de imers&atilde;o na Natureza e uma viagem sobre a compreens&atilde;o da ecologia e astronomia dos territ&oacute;rios.<br />
<br />
No primeiro campo de ver&atilde;o, realizado de 1 a 8 de julho de 2025, participaram jovens portugueses e italianos, que foram acolhidos na aldeia de Uva, no concelho de Vimioso, onde est&aacute; localizada a sede da Palombar. Durante este campo, foram dinamizadas diversas atividades nos concelhos de Vimioso e Miranda do Douro.<br />
<br />
<strong>O in&iacute;cio: encontro entre montes</strong><br />
<br />
Sob o sol alto do dia 1 de julho, a Palombar recebeu os primeiros participantes do campo de ver&atilde;o &quot;Exploring Nature and the Cosmos&quot;. Esper&aacute;mos pelos oito participantes italianos no aeroporto do Porto e dirigimo-nos para Vimioso, onde se juntaram os oito participantes portugueses que chegaram de autocarro &agrave;s terras transmontanas.<br />
<br />
O destino final foi o p&aacute;tio do sal&atilde;o comunit&aacute;rio da aldeia de Uva, o espa&ccedil;o que acolheu a juventude visitante durante uma semana preenchida. Entre mochilas, apresenta&ccedil;&otilde;es e gargalhadas, o entusiasmo era muito. Foi o in&iacute;cio de uma jornada que levaria o grupo a descobrir os segredos do c&eacute;u e da paisagem, observando as estrelas, a biodiversidade e a cultura local.<br />
<br />
A primeira manh&atilde; foi dedicada a &ldquo;quebrar o gelo&rdquo; e a apresentar o programa da semana, que incluiu atividades de astronomia, contacto direto com o territ&oacute;rio, conserva&ccedil;&atilde;o ambiental, experi&ecirc;ncias agr&iacute;colas e momentos interculturais.<br />
<br />
Estabelecidos os primeiros la&ccedil;os, o grupo preparou-se para a primeira aventura: uma visita ao Campo de Alimenta&ccedil;&atilde;o para Aves Necr&oacute;fagas (CAAN) localizado em Algoso e gerido pela Palombar. O bi&oacute;logo Iv&aacute;n Guti&eacute;rrez, da equipa da Palombar, foi o guia da atividade, que mostrou uma das a&ccedil;&otilde;es realizadas pela organiza&ccedil;&atilde;o, que consiste em refor&ccedil;ar a disponibilidade de alimento no territ&oacute;rio para as popula&ccedil;&otilde;es locais de aves necr&oacute;fagas, incluindo esp&eacute;cies amea&ccedil;adas como o abutre-preto e o britango.<br />
<br />
A tarde desse dia ficou marcada por uma explora&ccedil;&atilde;o astron&oacute;mica no PINTA &ndash; Parque Ib&eacute;rico de Natureza e Aventura de Vimioso. Ap&oacute;s uma introdu&ccedil;&atilde;o a conceitos b&aacute;sicos de astronomia, o grupo desfrutou de um piquenique noturno, seguido de observa&ccedil;&atilde;o do c&eacute;u estrelado, longe da polui&ccedil;&atilde;o luminosa das cidades, num ponto de excel&ecirc;ncia de observa&ccedil;&atilde;o reconhecido no concelho de Vimioso.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/duarte1.jpg" width="900" height="675" alt="" /><br />
<p class="legenda">Visita ao espa&ccedil;o dedicado &agrave; Astronomia no PINTA. Fotografia Duarte Pinto/Palombar.</p>
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/michele Torrigiani.jpg" width="900" height="675" alt="" /><br />
<p class="legenda">Piquenique noturno. Fotografia Michele Torrigiani.</p>
<strong><br />
M&atilde;os na terra e p&eacute;s em festa</strong><br />
<br />
Na manh&atilde; do dia 3 de julho, os jovens participaram num projeto de recupera&ccedil;&atilde;o de uma zona florestal pr&oacute;xima, ajudando na sinaliza&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies aut&oacute;ctones numa zona de eucaliptos. A tarde foi dedicada ao trato de olivais e pomares, ao lado de agricultores locais que transmitiram as pr&aacute;ticas que usam no quotidiano.<br />
<br />
No quarto dia, as atividades rurais estiveram novamente no centro dos desafios lan&ccedil;ados aos jovens. Com vista para os montes de Uva e Algoso, o grupo ajudou na reconstru&ccedil;&atilde;o do &uacute;ltimo pombal tradicional por restaurar nas imedia&ccedil;&otilde;es da aldeia.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/duarte1_jpg2.jpg" width="900" height="675" alt="" /><br />
<p class="legenda">Atividade de conserva&ccedil;&atilde;o da natureza, sinaliza&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies aut&oacute;ctones numa zona de eucaliptos. Fotografia Duarte Pinto/Palombar.</p>
<strong><br />
No dia 5 de julho, chega finalmente o ponto alto da semana, a Festa dos Pombais!</strong><br />
<br />
Na terceira edi&ccedil;&atilde;o da celebra&ccedil;&atilde;o do patrim&oacute;nio paisag&iacute;stico, juntaram-se residentes, visitantes e amantes da regi&atilde;o, e os jovens do campo de ver&atilde;o dan&ccedil;aram e cantaram m&uacute;sicas tradicionais, divertindo-se com a comunidade. O grupo, prest&aacute;vel e cuidadoso, ajudou a equipa da Palombar a tornar este dia memor&aacute;vel e de felicidade partilhada, participando na montagem e nos trabalhos da festa.<br />
<br />
O auge do la&ccedil;o entre os jovens e a valoriza&ccedil;&atilde;o do territ&oacute;rio marcou-se pela inaugura&ccedil;&atilde;o do pombal restaurado. Este foi um marco simb&oacute;lico do resultado do trabalho da Palombar ao longo dos seus 25 anos de hist&oacute;ria. Um feito conseguido atrav&eacute;s de parcerias valiosas com empresas de constru&ccedil;&atilde;o e plataformas de voluntariado nacional e internacional, que permitiram revitalizar estes &iacute;cones de arquitetura popular no horizonte da aldeia, revertendo a ru&iacute;na da tradi&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
<strong>Conserva&ccedil;&atilde;o ambiental e despedidas</strong><br />
<br />
Na tarde do dia 7 de julho, o grupo partiu para uma caminhada na Rota do Lobo, com in&iacute;cio no PINTA e fim na Escola do Lobo-ib&eacute;rico (ELI), em Vale de Frades. Durante o percurso, houve paragens para observa&ccedil;&atilde;o e interpreta&ccedil;&atilde;o de vest&iacute;gios biol&oacute;gicos da fauna local, como camas de javalis, dejetos de raposa e marcas de cor&ccedil;o.<br />
<br />
&Agrave; tarde, visitaram a ELI, um cento de interpreta&ccedil;&atilde;o dotado de uma cole&ccedil;&atilde;o de pe&ccedil;as &uacute;nicas e criativas que promovem a compreens&atilde;o da presen&ccedil;a do lobo-ib&eacute;rico na paisagem transmontana e no Parque Natural de Montesinho. O dia terminou na Regada, onde a AEPGA &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o para o Estudo e Protec&ccedil;&atilde;o do Gado Asinino cuida de burros resgatados, experi&ecirc;ncia em que tamb&eacute;m puderam participar.<br />
<br />
Na &uacute;ltima noite, realizou-se um jantar especial, o &uacute;ltimo momento de folia e de conversas longas e animadas que consolidaram as amizades criadas e onde j&aacute; se falava sobre a pr&oacute;xima vez em que iriam estar juntos.<br />
<br />
Na manh&atilde; seguinte, entre abra&ccedil;os e despedidas, os jovens regressaram a casa para descansar e recarregar baterias antes da segunda parte da sua grande aventura de ver&atilde;o. O reencontro do grupo de oito portugueses e oito italianos decorreu uma semana depois, em It&aacute;lia, na regi&atilde;o do Lago di Bolsena.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/francisco rocha.jpg" width="900" height="675" alt="" />
<p class="legenda">Grupo que participou no campo de ver&atilde;o em Portugal. Fotografia Francisco Rocha.</p>
<strong><br />
Sobre o projeto</strong><br />
<br />
O projeto Exploring Nature and the Cosmos - A Journey through Wildlife, Sky and Plants tem como objetivo levar os jovens a contactarem de forma imersiva com a natureza e a astronomia, com vista a promover uma maior consci&ecirc;ncia ambiental e a&ccedil;&atilde;o em prol da sustentabilidade do planeta. &Eacute; coordenado pela associa&ccedil;&atilde;o italiana Cultural Pro APS, e tem como parceiros a Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural e a Biodistretto Lago di Bolsen. Financiado pelo programa Erasmus + da Uni&atilde;o Europeia, decorre no ano de 2025. Atrav&eacute;s do cruzamento entre natureza, ci&ecirc;ncia e cultura, o projeto est&aacute; centrado na realiza&ccedil;&atilde;o de dois campos de ver&atilde;o que ter&atilde;o lugar em Portugal e It&aacute;lia.&nbsp;]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 09 Oct 2025 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>13.Âº censo de veado decorreu no Parque Natural de Montesinho durante a brama </title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/13-o-censo-de-veado-decorreu-no-parque-natural-de-montesinho-durante-a-brama-2025-2f10-2f09/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[A 13.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o da contagem de veados (<em>Cervus elaphus</em>) durante o per&iacute;odo da brama (&eacute;poca de acasalamento) na Zona de Ca&ccedil;a Nacional da Lombada, no Parque Natural de Montesinho, decorreu nos dias 3 e 4 de outubro. O censo foi coorganizado pelo Instituto Polit&eacute;cnico de Bragan&ccedil;a (IPB), Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, Associa&ccedil;&atilde;o para o Estudo e Prote&ccedil;&atilde;o do Gado Asinino (AEPGA), Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas (ICNF) e Universidade de Aveiro (UA). Tratou-se de uma iniciativa de car&aacute;cter volunt&aacute;rio que visou monitorizar a popula&ccedil;&atilde;o de veados naquela &aacute;rea.<br />
<br />
Este esfor&ccedil;o aliou os meios t&eacute;cnico-cient&iacute;ficos com os servi&ccedil;os oficiais, permitindo recolher informa&ccedil;&atilde;o a longo prazo sobre as tend&ecirc;ncias de abund&acirc;ncia da esp&eacute;cie. Os dados obtidos s&atilde;o fundamentais para garantir uma melhor gest&atilde;o das popula&ccedil;&otilde;es de veado.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/IMG-20251009-WA0006.jpg" width="900" height="596" alt="" /><br />
<p class="legenda"><img src="http://palombar.pt/imagens/IMG-20251009-WA0005.jpg" width="900" height="596" alt="" /></p>
<p class="legenda">Observa&ccedil;&atilde;o de veados e ficha de apoio para identifica&ccedil;&atilde;o de cerv&iacute;deos. Fotografias Elena Piacentini/Palombar.<strong><br />
<br />
</strong></p>
<strong>Como decorre a contagem das popula&ccedil;&otilde;es de veado?</strong><br />
<br />
No dia 2 de outubro, teve lugar uma sess&atilde;o preparat&oacute;ria, nas instala&ccedil;&otilde;es do IPB, destinada a informar os participantes sobre o m&eacute;todo utilizado durante as contagens e dados t&eacute;cnicos importantes para garantir a qualidade dos registos.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/IMG-20251009-WA0007.jpg" width="325" height="433" alt="" /><img src="http://palombar.pt/imagens/IMG-20251009-WA0022.jpg" width="325" height="433" alt="" />
<p class="legenda">Fotografias Carolina Vasconcelos/Palombar.</p>
<br />
Durante os dias das contagens, os participantes foram organizados e distribu&iacute;dos por pontos fixos, onde permaneceram para observar e registar os animais detetados. Deste modo, conseguiu-se monitorizar uma &aacute;rea representativa da Zona de Ca&ccedil;a Nacional. Os observadores ficaram nos mesmos pontos nos dois dias, para assegurar um maior controlo dos animais presentes nas respetivas &aacute;reas e aumentar a fiabilidade dos resultados.<br />
<br />
Antes do amanhecer, os observadores deslocaram-se para os respetivos pontos fixos, onde permaneceram durante duas a tr&ecirc;s horas, at&eacute; ao meio da manh&atilde;, per&iacute;odo em que a atividade dos animais tende a diminuir substancialmente, reduzindo a probabilidade de observa&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
<strong>Como tudo come&ccedil;ou?</strong><br />
<br />
O censo teve in&iacute;cio em 2008, por iniciativa da Universidade de Aveiro, &agrave; data em colabora&ccedil;&atilde;o com a Autoridade Florestal Nacional (AFN) e o Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e da Biodiversidade (ICNB) &ndash; atualmente ICNF &ndash;, aos quais se juntaram ainda o Instituto Polit&eacute;cnico de Bragan&ccedil;a (IPB) e a Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto-Douro (UTAD). A UA foi respons&aacute;vel pela organiza&ccedil;&atilde;o e coordena&ccedil;&atilde;o dos censos at&eacute; 2019.<br />
<br />
Em 2024, a retoma desta iniciativa esteve a cargo do Instituto Polit&eacute;cnico de Bragan&ccedil;a, tendo a Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural e a Associa&ccedil;&atilde;o para o Estudo e Prote&ccedil;&atilde;o do Gado Asinino (AEPGA) passado a integrar a sua coorganiza&ccedil;&atilde;o, juntamente com o ICNF e a UA. O censo decorreu de forma ininterrupta entre 2008 e 2017, sendo depois, realizado novamente em 2019 e o &uacute;ltimo em 2024.&nbsp;]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 03 Oct 2025 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Pousio: o abutre-preto que sobreviveu a um tiro e voltou a abraÃ§ar a liberdade</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/pousio-3a-o-abutre-preto-que-sobreviveu-a-um-tiro-e-voltou-a-abracar-a-liberdade-2025-2f10-2f03/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[O Pousio &eacute; a primeira cria conhecida da mais recente col&oacute;nia de abutre-preto (<em>Aegypius monachus</em>), descoberta em junho de 2024 na Herdade do Monte da Ribeira (HMR), na Vidigueira. No dia 19 de julho desse ano, foi marcado com anilhas e um emissor GPS/GSM e recolheram-se amostras biol&oacute;gicas. A an&aacute;lise sangu&iacute;nea revelou tratar-se de um jovem macho, que viria a ser batizado de Pousio. A monitoriza&ccedil;&atilde;o remota permitiu perceber que come&ccedil;ou a voar no dia 4 de setembro, tendo-se mantido sempre muito fiel ao territ&oacute;rio da col&oacute;nia natal. Por&eacute;m, os seus dias de liberdade foram tragicamente interrompidos.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/2(2).jpeg" width="900" height="506" alt="" /><br />
<p class="legenda">Marca&ccedil;&atilde;o do Pousio, a 19/07/2024. Fotografia LPN.</p>
<strong><br />
V&iacute;tima de tiro</strong><br />
<br />
A 31 de janeiro de 2025, os funcion&aacute;rios da HRM encontraram o Pousio no solo, com uma postura prostrada e com comportamentos estranhos. De imediato, contactaram o ICNF - Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas, que prontamente recolheu a ave e a entregou no LxCRAS - Centro de Recupera&ccedil;&atilde;o de Animais Silvestres de Lisboa.<br />
<br />
A avalia&ccedil;&atilde;o veterin&aacute;ria e os exames realizados, incluindo raio-X, n&atilde;o deixaram d&uacute;vidas:  o Pousio foi v&iacute;tima de tiro de espingarda, pelas costas, enquanto estava pousado no topo de uma &aacute;rvore. Uma an&aacute;lise detalhada dos movimentos registados pelo emissor GPS/GSM mostrou que o disparo ter&aacute; ocorrido na madrugada do domingo, 26 de janeiro.<br />
<br />
A quantidade de proj&eacute;teis encontrados comprova a intencionalidade e a proximidade do disparo: 16 chumbos e fragmentos numa das patas, seis na outra, e ainda um chumbo alojado no m&uacute;sculo peitoral &ndash; o que gerou indigna&ccedil;&atilde;o e rep&uacute;dio pelas autoridades e entidades ligadas &agrave; conserva&ccedil;&atilde;o da natureza e &agrave; ca&ccedil;a. As les&otilde;es exigiram v&aacute;rias interven&ccedil;&otilde;es m&eacute;dico-veterin&aacute;rias, incluindo uma cirurgia para remo&ccedil;&atilde;o definitiva de uma unha.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/3(1).jpeg" width="900" height="692" alt="" /><br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/4(3).jpg" width="900" height="692" alt="" /><br />
<p class="legenda">O abutre-preto Pousio, v&iacute;tima de tiro, com postura prostrada, e raio-X mostrando os proj&eacute;teis nas patas. Fotografias HMR e LxCRAS.<strong><br />
<br />
</strong></p>
<strong>Uma recupera&ccedil;&atilde;o sofrida e longa</strong><br />
<br />
Apesar de todos os cuidados prestados pela equipa do LxCRAS, o Pousio continuava a apresentar problemas na articula&ccedil;&atilde;o da pata mais afetada e necessitava de uma nova interven&ccedil;&atilde;o, que exigia meios t&eacute;cnicos adicionais. Foi ent&atilde;o acionada a rede de Centros de Recupera&ccedil;&atilde;o para a Fauna, decidindo-se pela sua transfer&ecirc;ncia para o Hospital Veterin&aacute;rio da Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro (CRAS HV-UTAD).<br />
<br />
Ap&oacute;s a nova interven&ccedil;&atilde;o e o respetivo per&iacute;odo de recupera&ccedil;&atilde;o, o Pousio foi ainda transferido para o CIARA - Centro de Interpreta&ccedil;&atilde;o Ambiental e Recupera&ccedil;&atilde;o Animal, em Felgar, Torre de Moncorvo, onde completou os treinos de voo e uma precoce muda de penas. Finalmente, depois de oito longos meses, o Pousio estava plenamente reabilitado e pronto para regressar &agrave; sua col&oacute;nia natal.<br />
<br />
<strong>Emotivo regresso &agrave; liberdade</strong><br />
<br />
A recupera&ccedil;&atilde;o do Pousio e o intenso esfor&ccedil;o dedicado &agrave; sua reabilita&ccedil;&atilde;o foram celebrados num evento de sensibiliza&ccedil;&atilde;o realizado na HMR, que contou com cerca de 40 participantes. Durante a sess&atilde;o, foi apresentado o projeto LIFE Aegypius Return e partilhado o corajoso percurso do Pousio. Foi igualmente explicado o processo de descoberta da col&oacute;nia da Serra do Mendro &ndash; que agora se estende pelos concelhos de Vidigueira e Portel &ndash; bem como os esfor&ccedil;os de monitoriza&ccedil;&atilde;o desenvolvidos pela LPN - Liga para a Protec&ccedil;&atilde;o da Natureza, com apoio do ICNF. O evento destacou ainda as amea&ccedil;as que esta col&oacute;nia enfrenta, sobretudo devido &agrave; expans&atilde;o dos projetos de energia renov&aacute;vel.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/7(1).jpeg" width="900" height="486" alt="" /><br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/8.jpeg" width="900" height="486" alt="" /><br />
<p class="legenda">Evento de sensibiliza&ccedil;&atilde;o na Herdade do Monte da Ribeira. Fotografia LPN.</p>
<br />
O Pousio foi ent&atilde;o libertado. Ap&oacute;s alguma hesita&ccedil;&atilde;o, emocionou os presentes com um belo voo inaugural. No mesmo dia, voou por toda a Serra do Mendro, redescobrindo a sua &ldquo;casa&rdquo;, por onde se tem mantido, sempre fiel.<br />
<br />
Seguiu-se a demonstra&ccedil;&atilde;o da a&ccedil;&atilde;o de uma patrulha preventiva por parte do Grupo de Interven&ccedil;&atilde;o Cinot&eacute;cnico da Guarda Nacional Republicana (GIC/GNR), no &acirc;mbito da dete&ccedil;&atilde;o de venenos.<br />
<br />
O evento terminou com a degusta&ccedil;&atilde;o de produtos regionais &ndash; todos produzidos em territ&oacute;rios que albergam col&oacute;nias de abutre-preto &ndash; incluindo os azeites e vinhos da HMR.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/mapa(1).png" width="900" height="538" alt="" /><br />
<p class="legenda">Movimentos do abutre-preto Pousio no primeiro dia de regresso &agrave; liberdade.</p>
<strong><br />
Agradecimentos</strong><br />
<br />
A recupera&ccedil;&atilde;o do Pousio s&oacute; foi poss&iacute;vel gra&ccedil;as ao esfor&ccedil;o de muitas pessoas e entidades. Desde a HMR na dete&ccedil;&atilde;o e alerta, ao ICNF no resgate e transporte, at&eacute; &agrave;s equipas dos Centros de Recupera&ccedil;&atilde;o LxCRAS, CRAS HV-UTAD e CIARA, inexced&iacute;veis nos cuidados prestados ao Pousio.<br />
<br />
Os parceiros do projeto LIFE Aegypius Return agradecem &agrave; HMR todo o apoio prestado nas a&ccedil;&otilde;es de monitoriza&ccedil;&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o do abutre-preto na regi&atilde;o, bem como a hospitalidade para acolher o evento celebrativo. Juntos, agradecem a todos os presentes, nomeadamente: ICNF; LxCRAS; GNR (GIC e N&uacute;cleo de Prote&ccedil;&atilde;o Ambiental do Destacamento Territorial de Beja); LPN; VCF - Vulture Conservation Foundation; ANPC &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Propriet&aacute;rios Rurais; Associa&ccedil;&atilde;o de Ca&ccedil;a, Tiro e Pesca de Marmelar; Federa&ccedil;&atilde;o Alentejana de Ca&ccedil;adores; Munic&iacute;pio de Vidigueira; Junta de Freguesia de Pedr&oacute;g&atilde;o; Associa&ccedil;&atilde;o BioLiving; Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Alimenta&ccedil;&atilde;o e Veterin&aacute;ria &ndash; N&uacute;cleo de Alimenta&ccedil;&atilde;o e Veterin&aacute;ria de Reguengos de Monsaraz; e veterin&aacute;rios municipais da regi&atilde;o.<br />
<br />
<strong>Sobre o projeto</strong><br />
<br />
O projeto LIFE Aegypius Return &eacute; cofinanciado pelo Programa LIFE da Uni&atilde;o Europeia. &Eacute; implementado por um cons&oacute;rcio que integra a Vulture Conservation Foundation (VCF), o benefici&aacute;rio coordenador, e os parceiros locais Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural (com cofinanciamento da Viridia - Conserva&ccedil;&atilde;o em A&ccedil;&atilde;o e MAVA - Fondation pour la Nature), Herdade da Contenda, Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, Liga para a Protec&ccedil;&atilde;o da Natureza, Faia Brava - Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza, Fundaci&oacute;n Naturaleza y Hombre, Guarda Nacional Republicana e Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Propriet&aacute;rios Rurais Gest&atilde;o Cineg&eacute;tica e Biodiversidade.<br type="_moz" />]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 26 Sep 2025 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Dois abutres-pretos morreram eletrocutados em linhas elÃ©tricas no Tejo Internacional</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/dois-abutres-pretos-morreram-eletrocutados-em-linhas-eletricas-no-tejo-internacional-2025-2f09-2f26/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[O projeto LIFE PowerLines4Birds objetiva reduzir o impacto das linhas el&eacute;tricas para melhorar a conserva&ccedil;&atilde;o de aves amea&ccedil;adas na Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica. Como parte do trabalho de monitoriza&ccedil;&atilde;o na regi&atilde;o do Tejo Internacional, em fevereiro passado, os t&eacute;cnicos do parceiro Quercus detetaram 26 casos de mortalidade por eletrocuss&atilde;o. Entre as aves eletrocutadas, foram identificados dois abutres-pretos (<em>Aegypius monachus</em>).<br />
<br />
Das v&aacute;rias linhas el&eacute;tricas monitorizadas, destacou-se uma em particular, com cerca de 25 km de extens&atilde;o, onde se registaram 17 casos de mortalidade por eletrocuss&atilde;o: 13 grifos (<em>Gyps fulvus</em>), duas &aacute;guias-cobreira (<em>Circaetus gallicus</em>), um abutre-preto e uma rapina de esp&eacute;cie n&atilde;o identificada.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Sem t&iacute;tulo-12.png" width="975" height="650" alt="" /><br />
<p class="legenda">Monitoriza&ccedil;&atilde;o de linhas el&eacute;tricas e dete&ccedil;&atilde;o de grifos mortos por eletrocuss&atilde;o. Fotografia Quercus.</p>
<strong><br />
Atua&ccedil;&atilde;o r&aacute;pida para corrigir linhas el&eacute;tricas</strong><br />
<br />
Dada a urg&ecirc;ncia da situa&ccedil;&atilde;o, os parceiros do projeto LIFE PowerLines4Birds articularam-se na partilha de informa&ccedil;&atilde;o e identifica&ccedil;&atilde;o de solu&ccedil;&otilde;es, de forma a acelerar o processo de corre&ccedil;&atilde;o da linha el&eacute;trica identificada. A E-REDES, tamb&eacute;m parceira do projeto, tomou as medidas necess&aacute;rias para que no in&iacute;cio do m&ecirc;s de julho se iniciassem os trabalhos de instala&ccedil;&atilde;o de dispositivos anti-eletrocuss&atilde;o, uma medida designada de &quot;solu&ccedil;&atilde;o combinada&quot; em que os cabos junto ao apoio s&atilde;o isolados. A Quercus acompanhou a instala&ccedil;&atilde;o destes dispositivos no terreno e continuar&aacute; a monitorizar estas linhas el&eacute;tricas, garantindo que as medidas est&atilde;o a funcionar corretamente para evitar a mortalidade da avifauna por eletrocuss&atilde;o.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Sem t&iacute;tulo-12 (1).png" width="975" height="650" alt="" /><br />
<p class="legenda">Trabalhos de corre&ccedil;&atilde;o de linhas el&eacute;tricas no &acirc;mbito do projeto LIFE PowerLines4Birds. Fotografia Quercus.<br />
<strong><br />
</strong></p>
<strong>Combater os riscos de eletrocuss&atilde;o e colis&atilde;o</strong><br />
<br />
O risco de eletrocuss&atilde;o das aves est&aacute; tipicamente associado &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o das linhas el&eacute;tricas como pouso. O contacto entre dois condutores, ou entre o condutor e um elemento ligado &agrave; terra, permite a circula&ccedil;&atilde;o de corrente el&eacute;trica pelo corpo da ave, causando a eletrocuss&atilde;o. Este risco &eacute; especialmente elevado durante os primeiros voos de indiv&iacute;duos jovens, mas est&aacute; tamb&eacute;m relacionado com as caracter&iacute;sticas morfol&oacute;gicas e ecol&oacute;gicas das esp&eacute;cies.<br />
<br />
A intera&ccedil;&atilde;o das aves com linhas el&eacute;tricas pode tamb&eacute;m resultar em mortalidade por colis&atilde;o quando a ave embate nos condutores a&eacute;reos. Isto deve-se &agrave; dificuldade das aves em ver e evitar estes cabos, em parte devido ao posicionamento lateral dos olhos na cabe&ccedil;a, o que reduz a acuidade visual frontal. Este risco varia entre esp&eacute;cies consoante a sua morfologia, comportamento de voo, fenologia e idade.<br />
<br />
O abutre-preto &eacute; uma das esp&eacute;cies muito amea&ccedil;ada pela eletrocuss&atilde;o e pela colis&atilde;o. Em Portugal, apesar da popula&ccedil;&atilde;o reprodutora desta esp&eacute;cie ser reduzida, desde 2010 j&aacute; foram registados nove casos de mortalidade por eletrocuss&atilde;o. A estes casos somam-se outros de mortalidade por colis&atilde;o com linhas el&eacute;tricas, fatores que pesam bastante na recupera&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie.<br />
<br />
A mitiga&ccedil;&atilde;o do risco de eletrocuss&atilde;o passa por corrigir as linhas el&eacute;tricas atrav&eacute;s da instala&ccedil;&atilde;o de dispositivos anti-eletrocuss&atilde;o, tais como protetores de condutores e veda&ccedil;&otilde;es que impedem que as aves toquem nas partes energizadas e nos apoios dos postes. J&aacute; para prevenir a colis&atilde;o, podem instalar-se dispositivos de sinaliza&ccedil;&atilde;o da linha como espirais, fireflies, marcadores oscilantes ou at&eacute; luminosos, entre outras solu&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gicas ainda em teste.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/DSC_6147.jpg" width="900" height="506" alt="" /><br />
<p class="legenda">Abutre-preto em voo. Fotografia Hansruedi Weyrich.</p>
<strong><br />
Coopera&ccedil;&atilde;o &eacute; fundamental</strong><br />
<br />
A mitiga&ccedil;&atilde;o dos riscos de eletrocuss&atilde;o e colis&atilde;o depende da dete&ccedil;&atilde;o atempada de pontos de mortalidade, o que se consegue com uma boa monitoriza&ccedil;&atilde;o em campo e remota.<br />
<br />
O projeto LIFE Aegypius Return &ndash; dedicado &agrave; prote&ccedil;&atilde;o do abutre-preto em Portugal e no oeste de Espanha &ndash; n&atilde;o prev&ecirc; a a&ccedil;&atilde;o direta sobre linhas el&eacute;tricas, mas a vigil&acirc;ncia em campo, o seguimento de aves marcadas com emissor GPS/GSM e a coopera&ccedil;&atilde;o com projetos e entidades que podem atuar na redu&ccedil;&atilde;o do risco, como os projetos LIFE PowerLines4Birds e SafeLines4Birds.<br />
<br />
Os parceiros LIFE Aegypius Return congratulam o cons&oacute;rcio LIFE PowerLines4Birds pela r&aacute;pida atua&ccedil;&atilde;o na corre&ccedil;&atilde;o das linhas perigosas identificadas na regi&atilde;o do Tejo Internacional.<br />
<br />
<strong>Sobre o projeto</strong><br />
&nbsp;<br />
O projeto LIFE Aegypius Return &eacute; cofinanciado pelo Programa LIFE da Uni&atilde;o Europeia. &Eacute; implementado por um cons&oacute;rcio que integra a Vulture Conservation Foundation (VCF), o benefici&aacute;rio coordenador, e os parceiros locais Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural (com cofinanciamento da Viridia - Conserva&ccedil;&atilde;o em A&ccedil;&atilde;o e MAVA - Fondation pour la Nature), Herdade da Contenda, Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, Liga para a Protec&ccedil;&atilde;o da Natureza, Faia Brava - Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza, Fundaci&oacute;n Naturaleza y Hombre, Guarda Nacional Republicana e Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Propriet&aacute;rios Rurais Gest&atilde;o Cineg&eacute;tica e Biodiversidade.<br type="_moz" />]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Wed, 17 Sep 2025 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Donativos garantem retorno dos abutres-pretos Ã  estaÃ§Ã£o de aclimataÃ§Ã£o no Douro Internacional</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/donativos-garantem-retorno-dos-abutres-pretos-a-estacao-de-aclimatacao-no-douro-internacional-2025-2f09-2f17/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[Continue a apoiar para proteger esta esp&eacute;cie da extin&ccedil;&atilde;o e atingirmos a meta da campanha!<br />
<br />
Os seis abutres-pretos que se encontravam na esta&ccedil;&atilde;o de aclimata&ccedil;&atilde;o localizada na aldeia de Fornos, no concelho de Mogadouro, em pleno Parque Natural do Douro Internacional (PNDI), quando deflagrou o&nbsp;<u><a href="https://www.palombar.pt/pt/noticias/incendio-no-douro-internacional-3a-arderam-ninhos-2c-habitat-e-estruturas-de-conservacao-do-abutre-preto-2025-2f08-2f21/">grande inc&ecirc;ndio</a></u>&nbsp;do dia 15 de agosto nesta &aacute;rea protegida j&aacute; regressaram &agrave; estrutura na quarta-feira, 10 de setembro. A&nbsp;<u><a href="https://gofund.me/999caa246">campanha de crowdfunding</a></u>, lan&ccedil;ada pela Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural no &acirc;mbito do projeto LIFE Aegypius Return para recuperar a col&oacute;nia de abutre-preto do Douro Internacional, considerada a mais isolada e fr&aacute;gil do pa&iacute;s, ap&oacute;s esta cat&aacute;strofe ambiental, est&aacute; a ser fundamental para retomar os esfor&ccedil;os de conserva&ccedil;&atilde;o.&nbsp;<strong>Continue a apoiar&nbsp;</strong><u><strong><a href="https://gofund.me/999caa246">aqui</a></strong></u>. &Eacute; essencial atingirmos a&nbsp;<strong>meta definida de 30 000&euro;</strong>&nbsp;para cobrir todas as necessidades e continuarmos a salvar esta esp&eacute;cie da extin&ccedil;&atilde;o. At&eacute; ao momento, j&aacute; arrecad&aacute;mos cerca de 35% (10 629&euro;) do valor necess&aacute;rio para fazer face aos danos provocados pelo inc&ecirc;ndio.<br />
<br />
<strong>O que j&aacute; fizemos com o apoio de todos?</strong><br />
<br />
Gra&ccedil;as ao apoio fundamental e &agrave; solidariedade de todos, conseguimos recolocar na estrutura os seis abutres-pretos (<em>Aegypius monachus</em>) que se encontravam na esta&ccedil;&atilde;o de aclimata&ccedil;&atilde;o quando deflagrou o inc&ecirc;ndio. As aves tinham sido dali retiradas pela equipa da Palombar, em articula&ccedil;&atilde;o com o Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas (ICNF), para as proteger do inc&ecirc;ndio, e transferidas para o CIARA - Centro de Interpreta&ccedil;&atilde;o Ambiental e Recupera&ccedil;&atilde;o Animal, em Felgar, no concelho de Torre de Moncorvo. Neste centro, receberam todos os cuidados adequados desde 15 de agosto, at&eacute; ser poss&iacute;vel o seu retorno &agrave; esta&ccedil;&atilde;o de aclimata&ccedil;&atilde;o na quarta-feira, 10 de setembro.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/DSC04627.JPG" width="900" height="601" alt="" /><br />
<p class="legenda">Transporte dos abutres-pretos para a esta&ccedil;&atilde;o de aclimata&ccedil;&atilde;o. Fotografia Uliana de Castro/Palombar.</p>
<br />
Antes de serem transportados para a esta&ccedil;&atilde;o, os abutres-pretos foram alvo de um&nbsp;<em>checkup</em>&nbsp;para avaliar o seu estado de sa&uacute;de por parte de m&eacute;dicos veterin&aacute;rios do Centro de Recupera&ccedil;&atilde;o de Animais Selvagens do Hospital Veterin&aacute;rio da Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro (CRAS HV-UTAD). Nesse dia, tamb&eacute;m estiveram presentes Vigilantes da Natureza do ICNF. Os seis abutres-pretos foram marcados com dispositivos GPS-GSM por uma equipa do Instituto Mixto de Investigaci&oacute;n en Biodiversidad (IMIB, Universidade de Oviedo-CSIC-Principado das Ast&uacute;rias), de Espanha, que colabora com o projeto. A informa&ccedil;&atilde;o fornecida por estes equipamentos &eacute; vital para garantir uma monitoriza&ccedil;&atilde;o eficaz e interven&ccedil;&atilde;o em situa&ccedil;&otilde;es que coloquem as aves marcadas em risco.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/Check-up veterin&aacute;rio 1.JPG" width="900" height="659" alt="" /><br />
<p class="legenda"><em>Checkup</em>&nbsp;sanit&aacute;rio realizado por m&eacute;dicos veterin&aacute;rios do CRAS HV-UTAD no CIARA. Fotografia Uliana de Castro/Palombar.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/Equipa no CIARA.JPG" width="900" height="601" alt="" /></p>
<p class="legenda">Equipa no CIARA. Fotografia Uliana de Castro/Palombar.</p>
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/Equipa na esta&ccedil;&atilde;o de aclimata&ccedil;&atilde;o.JPG" width="900" height="601" alt="" />
<p class="legenda">Equipa na esta&ccedil;&atilde;o de aclimata&ccedil;&atilde;o. Fotografia Uliana de Castro/Palombar.</p>
<br />
O dinheiro arrecadado no &acirc;mbito da campanha permitiu comprar os equipamentos e realizar os trabalhos necess&aacute;rios que garantiram o retorno destes abutres-pretos &agrave; esta&ccedil;&atilde;o, nomeadamente: avaliar o impacto do fogo na col&oacute;nia da esp&eacute;cie no Douro Internacional; preparar a estrutura para os receber e comprar c&acirc;maras de videovigil&acirc;ncia para assegurar a monitoriza&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua e em tempo real das aves. Muitos dos equipamentos que tinham sido adquiridos pelo projeto foram destru&iacute;dos durante o inc&ecirc;ndio.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/Esta&ccedil;&atilde;o de aclimata&ccedil;&atilde;o.JPG" width="900" height="601" alt="" /><br />
<p class="legenda">Esta&ccedil;&atilde;o de aclimata&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea ardida. Fotografia Uliana de Castro/Palombar.</p>
<br />
De volta &agrave; esta&ccedil;&atilde;o, os seis abutres-pretos mostraram que j&aacute; conheciam os cantos &agrave; &ldquo;casa&rdquo;, revelando comportamentos de reconhecimento e bem-estar. A paisagem ainda &eacute; negra, mas a esperan&ccedil;a renasce com a volta destes gigantes do c&eacute;u ao seu habitat natural.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/DSC04629.JPG" width="900" height="610" alt="" /><br />
<p class="legenda">Abutres-pretos na esta&ccedil;&atilde;o de aclimata&ccedil;&atilde;o. Fotografia Uliana de Castro/Palombar.</p>
<strong><br />
Campanha tamb&eacute;m j&aacute; financiou: refor&ccedil;o da monitoriza&ccedil;&atilde;o e alimenta&ccedil;&atilde;o e plano de emerg&ecirc;ncia</strong><br />
<br />
Al&eacute;m do retorno dos seis abutres-pretos &agrave; esta&ccedil;&atilde;o de aclimata&ccedil;&atilde;o, os donativos tamb&eacute;m j&aacute; financiaram:<br type="_moz" />
<ul>
    <li>O in&iacute;cio dos trabalhos de remo&ccedil;&atilde;o do contentor de apoio destru&iacute;do pelos inc&ecirc;ndios;</li>
    <li>A limpeza da &aacute;rea do Campo de Alimenta&ccedil;&atilde;o para Aves Necr&oacute;fagas (CAAN) de Fornos;</li>
    <li>O incremento do fornecimento de alimento nos CAAN do PNDI geridos pela Palombar, para, deste modo, refor&ccedil;ar a disponibilidade de alimento para os abutres-pretos em toda a zona afetada pelo inc&ecirc;ndio;</li>
    <li>A monitoriza&ccedil;&atilde;o&nbsp;<em>in situ</em>&nbsp;dos juvenis e adultos da col&oacute;nia do Douro Internacional afetados pelo inc&ecirc;ndio;</li>
    <li>A realiza&ccedil;&atilde;o de reuni&otilde;es com a comunidade local da Uni&atilde;o de Freguesias de Lagoa&ccedil;a e Fornos para a implementa&ccedil;&atilde;o de sementeiras e comedouros na &aacute;rea afetada pelo inc&ecirc;ndio nesta freguesia;</li>
    <li>A identifica&ccedil;&atilde;o de zonas e &aacute;rvores para a instala&ccedil;&atilde;o de novas plataformas-ninhos na col&oacute;nia no outono;&nbsp;</li>
    <li>O desenvolvimento de um plano de emerg&ecirc;ncia que est&aacute; a ser implementado na col&oacute;nia do PNDI, onde est&atilde;o inseridas todas as a&ccedil;&otilde;es j&aacute; descritas.</li>
</ul>
<strong>Continue a ajudar o abutre-preto para atingirmos a meta da campanha. Fa&ccedil;a o seu donativo&nbsp;<u><a href="https://gofund.me/999caa246">aqui</a></u>. Juntos conseguimos salvar esta esp&eacute;cie da extin&ccedil;&atilde;o e recuperar a col&oacute;nia do Douro Internacional.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/DSC04628.JPG" width="900" height="613" alt="" /></strong><br />
<p class="legenda">Abutre-preto na esta&ccedil;&atilde;o de aclimata&ccedil;&atilde;o. Fotografia Uliana de Castro/Palombar.</p>
<strong><br />
Sobre o projeto</strong><br />
<br />
O projeto LIFE Aegypius Return &eacute; cofinanciado pelo Programa LIFE da Uni&atilde;o Europeia. &Eacute; implementado por um cons&oacute;rcio que integra a Vulture Conservation Foundation (VCF), o benefici&aacute;rio coordenador, e os parceiros locais Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural (com cofinanciamento da Viridia - Conserva&ccedil;&atilde;o em A&ccedil;&atilde;o e MAVA - Fondation pour la Nature), Herdade da Contenda, Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, Liga para a Protec&ccedil;&atilde;o da Natureza, Faia Brava - Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza, Fundaci&oacute;n Naturaleza y Hombre, Guarda Nacional Republicana e Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Propriet&aacute;rios Rurais Gest&atilde;o Cineg&eacute;tica e Biodiversidade.]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c6992</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 12 Sep 2025 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Parques eÃ³licos e distÃ¢ncias de seguranÃ§a: novas recomendaÃ§Ãµes para proteger o abutre-preto</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/parques-eolicos-e-distancias-de-seguranca-3a-novas-recomendacoes-para-proteger-o-abutre-preto-2025-2f09-2f12/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[Um novo&nbsp;<u><strong><a href="https://4vultures.org/wp-content/uploads/2025/09/SpatialGuidelines-ProtectionCV-Windfarms.pdf">relat&oacute;rio</a></strong></u>&nbsp;do projeto LIFE Aegypius Return recomenda que os aerogeradores sejam instalados a pelo menos 7,7 km dos ninhos de abutre-preto (<em>Aegypius monachus</em>). Ainda assim, essa dist&acirc;ncia salvaguarda apenas o n&uacute;cleo vital &ndash; a &aacute;rea onde cada indiv&iacute;duo passa cerca de metade do seu tempo &ndash; de 50% dos juvenis, evidenciando os riscos que a expans&atilde;o dos parques e&oacute;licos representa para esta esp&eacute;cie amea&ccedil;ada.<br />
<br />
<strong>Compatibilizar a transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica com a prote&ccedil;&atilde;o da biodiversidade</strong><br />
<br />
As energias renov&aacute;veis s&atilde;o um pilar fundamental da necess&aacute;ria transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica e da luta contra as altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas. A Vulture Conservation Foundation (VCF), todos os restantes parceiros do projeto LIFE Aegypius Return, e a generalidade das organiza&ccedil;&otilde;es ambientais apoiam o seu desenvolvimento, como condi&ccedil;&atilde;o basilar para a descarboniza&ccedil;&atilde;o da nossa sociedade, mas o seu r&aacute;pido crescimento pode levantar desafios s&eacute;rios para a conserva&ccedil;&atilde;o de algumas esp&eacute;cies sens&iacute;veis, como o abutre-preto, caso seja feito sem os necess&aacute;rios cuidados e controlos.<br />
<br />
O relat&oacute;rio &ldquo;<em>Spatial Guidelines for Safeguarding Cinereous Vulture Colonies from Wind Farm Expansion</em>&rdquo;, elaborado pela VCF no &acirc;mbito do projeto LIFE Aegypius Return, apresenta dados claros e recomenda&ccedil;&otilde;es pr&aacute;ticas para orientar o planeamento de novos parques e&oacute;licos, reduzindo os riscos para o abutre-preto.<br />
<br />
A investiga&ccedil;&atilde;o baseou-se nos movimentos de 38 juvenis de abutre-preto marcados com emissor GPS/GSM em Portugal, entre 2018 e 2024. Estas s&atilde;o as&nbsp;<strong>principais conclus&otilde;es</strong>:<br />
<br />
&bull; Mesmo num cen&aacute;rio em que se prioriza a produ&ccedil;&atilde;o de energia e&oacute;lica, deve haver uma dist&acirc;ncia m&iacute;nima de 7,7 km entre os aerogeradores e os ninhos mais pr&oacute;ximos, protegendo o n&uacute;cleo vital de apenas 50% dos juvenis.<br />
<br />
&bull; O cen&aacute;rio mais seguro para as aves exige 21,3 km de raio de exclus&atilde;o de aerogeradores, garantindo-se uma prote&ccedil;&atilde;o mais robusta durante o per&iacute;odo cr&iacute;tico de depend&ecirc;ncia das crias em rela&ccedil;&atilde;o aos progenitores.<br />
<br />
As &aacute;reas de exclus&atilde;o propostas foram mapeadas para todas as col&oacute;nias conhecidas em Portugal, fornecendo &agrave;s autoridades e ao setor energ&eacute;tico uma ferramenta pr&aacute;tica para planeamento de novos parques e&oacute;licos, de forma a compatibilizar a sua instala&ccedil;&atilde;o com a prote&ccedil;&atilde;o do abutre-preto.<br />
<br />
<img src="http://2025.palombar.pt/imagens/2(3).jpg" width="900" height="619" alt="" /><br />
<p class="legenda">Parque e&oacute;lico. Fotografia F. Heiberger.</p>
<strong><br />
O abutre-preto, uma esp&eacute;cie sens&iacute;vel</strong><br />
<br />
O abutre-preto &eacute; a maior ave necr&oacute;faga da Europa, encontra-se classificado como &quot;Em Perigo&quot; de extin&ccedil;&atilde;o em Portugal, e &eacute; legalmente protegido. A sua ecologia exige vastas &aacute;reas vitais e uma orografia adequada ao seu tipo de voo planador. A &eacute;poca reprodutiva &eacute; particularmente longa: os casais iniciam a reprodu&ccedil;&atilde;o em janeiro e as crias apenas abandonam o ninho por volta de agosto-setembro, mantendo-se ainda dependentes dos progenitores durante v&aacute;rios meses.<br />
<br />
Durante este per&iacute;odo de depend&ecirc;ncia, os juvenis exploram o territ&oacute;rio em redor da col&oacute;nia de forma intensiva, mas t&ecirc;m ainda capacidades de voo e de procura de alimento muito limitadas. Estes fatores tornam-nos particularmente vulner&aacute;veis a v&aacute;rias amea&ccedil;as, como a colis&atilde;o com turbinas e&oacute;licas. A mortalidade dos juvenis tem efeitos graves sobre esta esp&eacute;cie que s&oacute; p&otilde;e um ovo por &eacute;poca de reprodu&ccedil;&atilde;o, pois reduz o &ecirc;xito reprodutivo das col&oacute;nias e pode comprometer a sua viabilidade. O recrutamento de novos casais e a expans&atilde;o de uma col&oacute;nia &eacute; um processo que pode levar d&eacute;cadas, no caso de uma esp&eacute;cie longeva, com popula&ccedil;&otilde;es limitadas e muito fragmentadas, como o abutre-preto.<br />
<br />
O abutre-preto &eacute; comprovadamente uma esp&eacute;cie vulner&aacute;vel no que respeita &agrave; colis&atilde;o com aerogeradores. Um estudo realizado nos Balc&atilde;s demonstrou que, mesmo assumindo um cuidado planeamento da localiza&ccedil;&atilde;o dos aerogeradores e uma taxa de evitamento muito elevada (99%), a presen&ccedil;a de 13 parques instalados na &aacute;rea nuclear de reprodu&ccedil;&atilde;o resultou numa mortalidade anual estimada de cinco a seis indiv&iacute;duos. Este valor correspondeu a cerca de cinco a 11% da popula&ccedil;&atilde;o local, composta por 24 casais reprodutores, e ocorreu quase exclusivamente no interior da zona nuclear da col&oacute;nia &ndash; evidenciando que a dist&acirc;ncia entre os aerogeradores e os ninhos &eacute; um fator determinante no risco de mortalidade.<br />
<br />
<img src="http://2025.palombar.pt/imagens/3(3).jpg" width="900" height="600" alt="" /><br />
<p class="legenda">Abutre-preto juvenil. Fotografia F&aacute;bio Moreira.</p>
<strong><br />
Implica&ccedil;&otilde;es pr&aacute;ticas</strong><br />
<br />
O relat&oacute;rio representa uma ferramenta pr&aacute;tica para o planeamento energ&eacute;tico sustent&aacute;vel. Em Portugal, as suas recomenda&ccedil;&otilde;es assumem uma relev&acirc;ncia imediata, por exemplo, no que respeita &agrave; recente col&oacute;nia de Vidigueira/Portel, descoberta em 2024. Esta col&oacute;nia est&aacute; em expans&atilde;o e representa um n&uacute;cleo estrat&eacute;gico para a recupera&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie no Alentejo, sendo a col&oacute;nia mais a oeste conhecida para a esp&eacute;cie em Portugal e na Europa. &Eacute; tamb&eacute;m a &uacute;nica col&oacute;nia afastada da fronteira com Espanha, sendo, por isso, absolutamente essencial para uma eventual recoloniza&ccedil;&atilde;o de outras &aacute;reas no interior do pa&iacute;s.<br />
<br />
Contudo, aquela regi&atilde;o est&aacute; atualmente sob forte press&atilde;o para a instala&ccedil;&atilde;o de novos projetos energ&eacute;ticos, incluindo parques e&oacute;licos e solares. A aplica&ccedil;&atilde;o das dist&acirc;ncias de exclus&atilde;o propostas pelo relat&oacute;rio &eacute; crucial para evitar que investimentos em energias renov&aacute;veis comprometam d&eacute;cadas de esfor&ccedil;os de conserva&ccedil;&atilde;o do abutre-preto (e outras esp&eacute;cies) no pa&iacute;s.<br />
<br />
Os parceiros do projeto LIFE Aegypius Return t&ecirc;m vindo a apoiar autoridades, promotores e consultores atrav&eacute;s de reuni&otilde;es t&eacute;cnicas e da emiss&atilde;o de pareceres com informa&ccedil;&atilde;o detalhada sobre a evolu&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie e alertando para potenciais riscos. O projeto objetiva que a ci&ecirc;ncia e a conserva&ccedil;&atilde;o da biodiversidade, e do abutre-preto, sejam integrados nos processos de tomada de decis&atilde;o, numa l&oacute;gica de redu&ccedil;&atilde;o de conflitos e dos fatores de amea&ccedil;a, alinhando a transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica com a prote&ccedil;&atilde;o ambiental.<br />
<br />
<strong>Naturalmente, a expans&atilde;o das energias renov&aacute;veis &eacute; essencial para fazer face &agrave; crise clim&aacute;tica, mas s&oacute; ser&aacute; verdadeiramente sustent&aacute;vel se n&atilde;o agravar uma outra crise em curso: a da perda da biodiversidade.</strong><br />
<br />
<img src="http://2025.palombar.pt/imagens/4.JPG" width="900" height="506" alt="" /><br />
<p class="legenda">Abutre-preto. Fotografia Hansruedi Weyrich.<br />
<strong><br />
</strong></p>
<strong>Sobre o projeto LIFE Aegypius Return</strong><br />
<br />
O projeto LIFE Aegypius Return &eacute; cofinanciado pelo Programa LIFE da Uni&atilde;o Europeia. &Eacute; implementado por um cons&oacute;rcio que integra a Vulture Conservation Foundation (VCF), o benefici&aacute;rio coordenador, e os parceiros locais Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural (com cofinanciamento da Viridia - Conserva&ccedil;&atilde;o em A&ccedil;&atilde;o e MAVA - Fondation pour la Nature), Herdade da Contenda, Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, Liga para a Protec&ccedil;&atilde;o da Natureza, Faia Brava - Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza, Fundaci&oacute;n Naturaleza y Hombre, Guarda Nacional Republicana e Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Propriet&aacute;rios Rurais Gest&atilde;o Cineg&eacute;tica e Biodiversidade.]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 11 Sep 2025 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Festa dos Pombais 2025: mais de 500 pessoas celebraram em Uva o patrimÃ³nio, a cultura e a paisagem da regiÃ£o</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/festa-dos-pombais-2025-3a-mais-de-500-pessoas-celebraram-em-uva-o-patrimonio-2c-a-cultura-e-a-paisagem-da-regiao-2025-2f09-2f11/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[A aldeia transmontana de Uva, no concelho de Vimioso, foi, no dia 5 de julho, palco da 3.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o da Festa dos Pombais, um evento que se afirma como uma celebra&ccedil;&atilde;o &uacute;nica da paisagem cultural, arquitet&oacute;nica e natural local e regional. A festa superou, mais uma vez, as expetativas da organiza&ccedil;&atilde;o e reuniuâ€¯mais de 500 pessoasâ€¯em torno da identidade, natureza e tradi&ccedil;&atilde;o do territ&oacute;rio. Brevemente, vamos lan&ccedil;ar um v&iacute;deo sobre a festa para que possa ver (e sentir) os momentos &uacute;nicos que marcaram quem c&aacute; esteve e viveu esta experi&ecirc;ncia inigual&aacute;vel.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/135A1002.jpg" width="900" height="600" alt="" /><br />
<p class="legenda">Festa dos Pombais. Uva encheu-se de vida. Fotografia Pedro Alves/Palombar.</p>
<strong><br />
Festividade celebrou marco hist&oacute;rico: restauro de todos os pombais tradicionais de Uva</strong><br />
<br />
Com um programa diversificado, esta festa tem como prop&oacute;sito principal promover a valoriza&ccedil;&atilde;o dos pombais tradicionais enquanto patrim&oacute;nio rural &uacute;nico e estruturas que marcam a identidade da aldeia de Uva. Este ano, a festividade celebrou tamb&eacute;m um marco hist&oacute;rico: a recupera&ccedil;&atilde;o de todos os pombais de Uva pela Palombar, um esfor&ccedil;o feito ao longo dos anos com a ajuda de centenas de volunt&aacute;rios que ajudaram a nossa organiza&ccedil;&atilde;o a preservar essa heran&ccedil;a arquitet&oacute;nica e s&oacute;cio ecol&oacute;gica e a dar-lhe nova vida e utilidade.<br />
<br />
A festa incluiu a realiza&ccedil;&atilde;o de um percurso interpretativo pela aldeia, que consistiu numa visita guiada ao &quot;Pombal Aberto&quot;, onde foi poss&iacute;vel conhecer em detalhe a import&acirc;ncia ecol&oacute;gica, cultural e arquitet&oacute;nica destas estruturas. Noutro momento, um lameiro cercano foi o palco para o duo&nbsp;<a href="https://open.spotify.com/intl-pt/artist/0cLEN6JYGihJ3HAl5ohwbP"><u>Eye Color Dreams</u></a>, um momento musical que nos levou a viajar por melodias ancestrais.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/135A0632.jpg" width="900" height="600" alt="" /><br />
<p class="legenda">Concerto no lameiro com os Eye Color Dreams. Fotografia Pedro Alves/Palombar.<br />
<br />
&nbsp;</p>
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/135A0638.jpg" width="900" height="600" alt="" /><br />
<p class="legenda">Concerto no lameiro com os Eye Color Dreams. Fotografia Pedro Alves/Palombar.</p>
<br />
Ap&oacute;s a abertura do mercado de artesanato e gastronomia, as ruas de Uva come&ccedil;aram a ganhar mais cor. Os mais pequenos foram desafiados a observar com outros olhos a natureza dos montes durante oâ€¯workshop&nbsp;<u><a href="https://www.quintaoficina.pt/index.php/teatro-animacao/o-caderno-de-darwin/">&quot;Caderno de Darwin&quot;</a></u>, uma abordagem l&uacute;dica e descontra&iacute;da de interpreta&ccedil;&atilde;o da natureza.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/135A0701.jpg" width="900" height="600" alt="" />
<p class="legenda">â€¯Workshop &quot;Caderno de Darwin&quot;. Fotografia Pedro Alves/Palombar.<strong><br />
<br />
</strong></p>
<strong>Coletivo FIELD apresenta reflex&atilde;o sobre intera&ccedil;&atilde;o entre humanos e columb&iacute;deos</strong><br />
<br />
J&aacute; o coletivo FIELD, uma equipa multidisciplinar de investiga&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica, arquitet&oacute;nica e an&aacute;lise territorial, apresentou, no ic&oacute;nico edif&iacute;cio da Curralada, a investiga&ccedil;&atilde;o &ldquo;Columba Livia Domestica: Agente Cr&iacute;tico de Descodifica&ccedil;&atilde;o de Pol&iacute;ticas Espaciais&rdquo;. No sentido de promover um di&aacute;logo que repensa a intera&ccedil;&atilde;o entre humanos e columb&iacute;deos, nas suas rela&ccedil;&otilde;es transterritoriais, o pombo surgiu como s&iacute;mbolo da interface entre as din&acirc;micas espaciais, socioculturais e geopol&iacute;ticas. Em simult&acirc;neo, numa pequena sala do &ldquo;anfiteatro em pedra&rdquo; foi apresentada a instala&ccedil;&atilde;o em v&iacute;deo, associada &agrave; investiga&ccedil;&atilde;o, como complemento &agrave; discuss&atilde;o sobre a rela&ccedil;&atilde;o entre humanos e pombos - &ldquo;De mensageiros a s&iacute;mbolos de resist&ecirc;ncia; de esp&eacute;cies-sentinela a praga urbana, os pombos desafiam categoriza&ccedil;&otilde;es r&iacute;gidas entre domesticado e selvagem, &uacute;til e descart&aacute;vel, centro e periferia&rdquo;, como expresso no website do&nbsp;<u><a href="https://f-i-e-l-d.com/">coletivo FIELD</a></u>.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/135A0768.jpg" width="900" height="600" alt="" />
<p class="legenda">Apresenta&ccedil;&atilde;o da investiga&ccedil;&atilde;o &ldquo;Columba Livia Domestica: Agente Cr&iacute;tico de Descodifica&ccedil;&atilde;o de Pol&iacute;ticas Espaciais&rdquo; e proje&ccedil;&atilde;o de v&iacute;deo. Fotografia Pedro Alves/Palombar.</p>
<strong><br />
Desmistificar o lobo e o luxo-lixo</strong><br />
<br />
O p&uacute;blico mais jovem teve a oportunidade de ver o teatro de marionetas &quot;Lobos de Pedra&quot;, uma viagem de um rapaz ao interior do seu cora&ccedil;&atilde;o, lugar onde vive uma matilha de lobos. Mi&uacute;dos e gra&uacute;dos foram chamados a desmitificar a personagem do lobo na hist&oacute;ria da sociedade humana, propondo uma novo olhar sobre a coexist&ecirc;ncia. Outro espet&aacute;culo tamb&eacute;m animou as ruas de Uva: o&nbsp;<u><a href="https://www.quintaoficina.pt/index.php/contentissimo/">&ldquo;CONTENT&Iacute;SSIMO&hellip; a Residoen&ccedil;a de Luxo&rdquo;</a></u>, uma com&eacute;dia teatral sobre um palha&ccedil;o que vive feliz num contentor do lixo.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/135A1016.jpg" width="900" height="600" alt="" /><br />
<p class="legenda">&ldquo;CONTENT&Iacute;SSIMO&hellip; a Residoen&ccedil;a de Luxo&rdquo;. Fotografia Pedro Alves/Palombar.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/135A1151.jpg" width="900" height="600" alt="" /><br />
&ldquo;CONTENT&Iacute;SSIMO&hellip; a Residoen&ccedil;a de Luxo&rdquo;. Fotografia Pedro Alves/Palombar.<strong><br />
<br />
</strong></p>
<strong>Concertos com alma e tradi&ccedil;&atilde;o</strong><br />
<br />
O original pombal aberto recebeu o projeto de Julieta Silva e Suzana Ruano,&nbsp;<u><a href="https://www.instagram.com/prainoestrela/">DE L PRAINO &Agrave; ESTRELA,</a></u>&nbsp;um momento musical que juntou cantigas tradicionais do Planalto Mirand&ecirc;s e da Serra da Estrela.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/135A1371.jpg" width="900" height="600" alt="" /><br />
<p class="legenda">DE L PRAINO &Agrave; ESTRELA no Pombal Aberto. Fotografia Pedro Alves/Palombar.</p>
<br />
A anima&ccedil;&atilde;o noturna ficou a cargo de concertos memor&aacute;veis, como o dosâ€¯<u><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/artist/4B3uvBa8vCu2Hau4XXiC1S">Terra Livre</a></u>, uma banda portuguesa que d&aacute; voz ao movimento ecologista emergente, e a atua&ccedil;&atilde;o do&nbsp;<a href="https://www.instagram.com/kapitanodj/"><u>DJ Kapitano</u></a>, que nos presenteou com m&uacute;sica fren&eacute;tica e alegre, que p&ocirc;s a mexer todas as gera&ccedil;&otilde;es.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/135A1739.jpg" width="900" height="600" alt="" /><br />
<p class="legenda">Concerto dos Terra Livre. Fotografia Pedro Alves/Palombar.</p>
<strong><br />
Sobre a Festa dos Pombais</strong><br />
<br />
A Festa dos Pombais d&aacute; vida ao patrim&oacute;nio, &agrave; cultura, &agrave; paisagem e &agrave;s tradi&ccedil;&otilde;es locais, &eacute; um espa&ccedil;o de festejo e divers&atilde;o, mas tamb&eacute;m de reflex&atilde;o e despertar de consci&ecirc;ncias. Uma festividade &uacute;nica na regi&atilde;o.<br />
<br />
A festa foi organizada pela Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, Uni&atilde;o de Freguesias de Algoso, Campo de V&iacute;boras e Uva, em colabora&ccedil;&atilde;o com o Munic&iacute;pio de Vimioso e o apoio da Comiss&atilde;o de Festas de Uva 2025/2026.&nbsp;]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Tue, 09 Sep 2025 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Palombar entre as 470 organizaÃ§Ãµes europeias unidas contra a desregulaÃ§Ã£o da proteÃ§Ã£o da natureza e das pessoas na UE</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/palombar-entre-as-470-organizacoes-europeias-unidas-contra-a-desregulacao-da-protecao-da-natureza-e-das-pessoas-na-ue-2025-2f09-2f09/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[Hoje, 9 de setembro de 2025, 470 organiza&ccedil;&otilde;es europeias da sociedade civil, entre as quais a Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, transmitiram, numa&nbsp;<u><a href="https://corporateeurope.org/sites/default/files/2025-09/English.pdf">declara&ccedil;&atilde;o conjunta</a></u>, uma mensagem clara &agrave; Presidente da Comiss&atilde;o Europeia (CE), Ursula von der Leyen, aos Comiss&aacute;rios Europeus e aos Estados-Membros da Uni&atilde;o Europeia (UE), denunciando e posicionando-se contra a desregula&ccedil;&atilde;o das leis de prote&ccedil;&atilde;o da natureza e das pessoas que se pretende levar a cabo na Europa e que ocupa um lugar central na estrat&eacute;gia da Comiss&atilde;o Europeia para este mandato.<br />
<br />
Amanh&atilde;, 10 de setembro, Ursula von der Leyen far&aacute;, no Parlamento Europeu, o seu discurso sobre o &quot;Estado da Uni&atilde;o&quot;. Nove meses depois do in&iacute;cio da sua lideran&ccedil;a, a Comiss&atilde;o Europeia planeia uma vaga sem precedentes de altera&ccedil;&otilde;es e cortes dr&aacute;sticos nas regulamenta&ccedil;&otilde;es que protegem os direitos laborais, sociais e humanos, bem como os direitos digitais e o ambiente.<br />
<br />
<strong>Retrocesso sem precedentes nas pol&iacute;ticas de prote&ccedil;&atilde;o da natureza e pessoas</strong><br />
<br />
As organiza&ccedil;&otilde;es alertam que, nos pr&oacute;ximos quatro anos, a Comiss&atilde;o Europeia e os Estados-Membros da UE poder&atilde;o desmantelar as regras que regem as empresas que operam na UE numa escala que far&aacute; recuar em muitos anos os progressos em mat&eacute;ria de prote&ccedil;&atilde;o ambiental, direitos sociais, direitos digitais e pol&iacute;ticas clim&aacute;ticas e de prote&ccedil;&atilde;o da natureza.<br />
<br />
Consideramos que a Comiss&atilde;o Europeia est&aacute; a render-se &agrave;s ind&uacute;strias poluentes que exigem desregula&ccedil;&atilde;o e retrocessos nas pol&iacute;ticas ambientais europeias. Enfraquecer a meta clim&aacute;tica de 2040 e recuar nas pol&iacute;ticas de prote&ccedil;&atilde;o ambiental n&atilde;o &eacute; uma estrat&eacute;gia para a ind&uacute;stria, nem muito menos para uma sociedade sustent&aacute;vel e regenerativa, &eacute; um beco sem sa&iacute;da para os cidad&atilde;os e o planeta. Corre-se o risco de aprisionar a UE numa depend&ecirc;ncia ainda maior dos combust&iacute;veis f&oacute;sseis, precisamente quando precisamos de nos libertar dela.<br />
<br />
As propostas gerais da Comiss&atilde;o Europeia revertem as pol&iacute;ticas de prote&ccedil;&atilde;o da natureza e das comunidades at&eacute; aqui alcan&ccedil;adas. Esperamos que a Comiss&atilde;o promova e defenda os interesses de toda a sociedade e n&atilde;o apenas de alguns setores.<br />
<br />
A iniciativa da declara&ccedil;&atilde;o foi tomada pela European Federation of Public Service Unions (EPSU), the European Environmental Bureau (EEB), Friends of the Earth Europe (FoEE), European Digital Rights (EDRi), Global 2000, Climate Action Network (CAN) Europe e Corporate Europe Observatory. A velocidade e a escala da resposta das organiza&ccedil;&otilde;es da sociedade civil em toda a Europa indicam que a onda de desregula&ccedil;&atilde;o a n&iacute;vel europeu suscitou preocupa&ccedil;&otilde;es em grandes setores da sociedade.&nbsp;]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 08 Sep 2025 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>LIFE SOS Pygargus: devolvemos 42 tartaranhÃµes-caÃ§adores Ã  natureza no Norte</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/life-sos-pygargus-3a-devolvemos-42-tartaranhoes-cacadores-a-natureza-no-norte-2025-2f09-2f08/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[O projeto LIFE SOS Pygargus une esfor&ccedil;os sem precedentes para salvar o tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador da extin&ccedil;&atilde;o na Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica e implementa a&ccedil;&otilde;es essenciais para aumentar o seu sucesso reprodutor e diminuir a mortalidade. A Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, entidade coordenadora do projeto, devolveu &agrave; natureza, na regi&atilde;o Norte, nos meses de julho e agosto, um total de 42 juvenis desta esp&eacute;cie migrat&oacute;ria essencial para o equil&iacute;brio dos campos e que gera benef&iacute;cios para os agricultores e as comunidades locais.<br />
<br />
<strong>Campanha garante resgate e salvamento desta esp&eacute;cie em risco de extin&ccedil;&atilde;o</strong><br />
<br />
O primeiro grupo de juvenis (33) foi devolvido ao meio natural no dia 30 de julho e o segundo (9) a 29 de agosto, sendo estes provenientes de segundas posturas ou de posturas tardias. Os 42 tartaranh&otilde;es-ca&ccedil;adores (<em>Circus pygargus</em>) sobreviveram e voltaram &agrave; liberdade gra&ccedil;as &agrave; campanha &ldquo;Salvar o tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador&rdquo; implementada no &acirc;mbito do projeto. S&atilde;o aves que foram resgatadas, ainda crias ou mesmo os ovos que lhes deram origem, pela equipa da Palombar. Sem o resgate e salvamento, a morte teria sido o seu destino certo devido &agrave; ceifa. O salvamento tamb&eacute;m contou com a colabora&ccedil;&atilde;o essencial dos agricultores locais.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/Ovo resgatado.jpg" width="900" height="675" alt="" /><br />
<p class="legenda">Ninho constru&iacute;do no meio natural, cuja prote&ccedil;&atilde;o no campo n&atilde;o foi poss&iacute;vel. O ovo foi resgatado no &acirc;mbito da campanha &quot;Salvar o tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador&quot;. Fotografia Palombar.<br />
&nbsp;</p>
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/IMG-20250515-WA0071.jpg" width="900" height="1200" alt="" /><br />
<p class="legenda">Sensibiliza&ccedil;&atilde;o e colabora&ccedil;&atilde;o com agricultores locais &eacute; essencial para garantir salvamento e resgate destas aves. Fotografia Palombar.</p>
<br />
Provenientes do meio natural, na regi&atilde;o Norte, o seu territ&oacute;rio hist&oacute;rico, tiveram de ser resgatadas por inviabilidade de prote&ccedil;&atilde;o dos ninhos no campo, tendo o seu desenvolvimento ou incuba&ccedil;&atilde;o sido conclu&iacute;do no Centro de Recupera&ccedil;&atilde;o de Animais Selvagens do Hospital Veterin&aacute;rio da Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro (CRAS-HV-UTAD), parceiro fundamental do projeto.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/Crias de ovos resgatados nascidas na UTAD_fotografia UTAD.jpeg" width="900" height="669" alt="" /><br />
<p class="legenda">Crias de ovos resgatados na natureza, cuja incuba&ccedil;&atilde;o teve de ser conclu&iacute;da no CRAS-HV-UTAD para evitar a morte de indiv&iacute;duos desta esp&eacute;cie em risco de extin&ccedil;&atilde;o. Fotografia UTAD.</p>
<strong><br />
Aves passaram por per&iacute;odo de adapta&ccedil;&atilde;o e fideliza&ccedil;&atilde;o ao territ&oacute;rio</strong><br />
<br />
Quando atingiram a idade ideal, estas aves foram transportadas para a esta&ccedil;&atilde;o de aclimata&ccedil;&atilde;o localizada no Planalto Mirand&ecirc;s, onde tiveram cerca de um m&ecirc;s a completar o seu crescimento e a aprender comportamentos vitais para a sua sobreviv&ecirc;ncia no meio natural com dois tartaranh&otilde;es-ca&ccedil;adores tutores colocados na estrutura com o objetivo de os ensinar a ca&ccedil;ar para se alimentar, identificar perigos e interagir com o meio e outros indiv&iacute;duos. Nessa estrutura, s&atilde;o sempre assegurados todos os cuidados necess&aacute;rios e a monitoriza&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua e remota, evitando-se ao m&aacute;ximo o contacto com humanos.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/DSC04488.JPG" width="900" height="601" alt="" /><br />
<p class="legenda">Esta&ccedil;&atilde;o de aclimata&ccedil;&atilde;o localizada no Planalto Mirand&ecirc;s. Fotografia Uliana de Castro/Palombar.<br />
&nbsp;</p>
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/DSC04470.JPG" width="296" height="197" alt="" /><img src="http://www.palombar.pt/imagens/Videovigil&acirc;ncia monitoriza&ccedil;&atilde;o remota.JPG" width="295" height="197" alt="" />
<p class="legenda">Juvenis na esta&ccedil;&atilde;o de aclimata&ccedil;&atilde;o e monitoriza&ccedil;&atilde;o remota da estrututura. Fotografias Uliana de Castro/Palombar.</p>
<br />
A esta&ccedil;&atilde;o de aclimata&ccedil;&atilde;o foi criada para receber os indiv&iacute;duos resgatados, bem como para recuperar e refor&ccedil;ar a popula&ccedil;&atilde;o desta ave numa &aacute;rea espec&iacute;fica, potenciando o seu instinto de filopatria, que &eacute; a predisposi&ccedil;&atilde;o de uma esp&eacute;cie para estabelecer o seu local de reprodu&ccedil;&atilde;o na mesma &aacute;rea onde nasceu ou passou as primeiras semanas de vida.<br />
<br />
Antes de serem devolvidas &agrave; natureza, de onde vieram, as aves foram todas anilhadas e avaliadas para aferir sobre o seu estado sanit&aacute;rio por uma equipa especializada. Quatro indiv&iacute;duos receberam tamb&eacute;m dispositivo GPS, uma marca&ccedil;&atilde;o feita pelo bi&oacute;logo Carlos Pacheco, do BIOPOLIS-CIBIO, parceiro do projeto. Os dados fornecidos por estes equipamentos s&atilde;o essenciais para tornar as medidas de conserva&ccedil;&atilde;o mais eficazes.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/Juvenil marcado com GPS.jpg" width="900" height="1200" alt="" /><br />
<p class="legenda">Juvenil marcado com GPS pelo bi&oacute;logo Carlos Pacheco do BIOPOLIS-CIBIO. Fotografia Filippo Guidantoni/Palombar.<br />
&nbsp;</p>
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/Avalia&ccedil;&atilde;o da condi&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica.jpg" width="300" height="169" alt="" /><img src="http://www.palombar.pt/imagens/Recolha de dados biom&eacute;tricos.JPG" width="255" height="170" alt="" />
<p class="legenda">Avalia&ccedil;&atilde;o da condi&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica e recolha de dados biom&eacute;tricos. Fotografias Uliana de Castro/Palombar.</p>
<br />
Agora, livres, estes 42 tartaranh&otilde;es-ca&ccedil;adores s&atilde;o uma esperan&ccedil;a para a recupera&ccedil;&atilde;o das popula&ccedil;&otilde;es desta esp&eacute;cie amea&ccedil;ada, que sofreram uma queda de cerca de 80% em dez anos em Portugal, colocando-a no limiar da extin&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
<strong>Migra&ccedil;&atilde;o para &Aacute;frica j&aacute; come&ccedil;ou</strong><br />
<br />
Estas aves j&aacute; iniciaram a sua migra&ccedil;&atilde;o para o continente africano. O tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador &eacute; uma rapina migrat&oacute;ria que inverna em &Aacute;frica e regressa &agrave; Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica na primavera para nidificar, permanecendo nas &aacute;reas de reprodu&ccedil;&atilde;o at&eacute; setembro. Nidifica no solo em zonas abertas, principalmente em campos agr&iacute;colas com cereais e forragens, e em &aacute;reas com mato. As principais amea&ccedil;as para esta esp&eacute;cie s&atilde;o a ceifa a coincidir com a nidifica&ccedil;&atilde;o, a perda de habitat e a preda&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/Imagem WhatsApp 2025-09-04 &agrave;s 17_30_04_f4ade977.jpg" width="900" height="800" alt="" />
<p class="legenda">Um dos tartaranh&otilde;es-ca&ccedil;adores que saiu da esta&ccedil;&atilde;o de aclimata&ccedil;&atilde;o a 30 de julho j&aacute; chegou a &Aacute;frica. Imagem Associa&ccedil;&atilde;o BIOPOLIS-CIBIO, parceiro do projeto que gere os dados fornecidos pelos dispositivos GPS colocados nas aves.</p>
<strong><br />
Tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador &eacute; um aliado dos agricultores</strong><br />
<br />
Esta esp&eacute;cie &eacute; essencial para o equil&iacute;brio dos campos e gera benef&iacute;cios para os agricultores e comunidade locais. Um &uacute;nico casal de tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador ca&ccedil;a mais de 1000 animais prejudiciais &agrave;s culturas, como insetos e roedores, durante uma &eacute;poca reprodutora.<br />
<br />
<strong>Sobre a campanha</strong><br />
<br />
A campanha &ldquo;Salvar o tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador&rdquo; &eacute; articulada com outras medidas mais abrangentes e multissetoriais e est&aacute; centrada na monitoriza&ccedil;&atilde;o, pelos parceiros do projeto e volunt&aacute;rios, desta esp&eacute;cie nalgumas das suas principais &aacute;reas de reprodu&ccedil;&atilde;o na Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica; na identifica&ccedil;&atilde;o de ninhos, com vista a garantir a sua prote&ccedil;&atilde;o; no resgate de ovos e crias em ninhos cuja prote&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel, e na sensibiliza&ccedil;&atilde;o e envolvimento dos agricultores, cuja colabora&ccedil;&atilde;o &eacute; essencial para o &ecirc;xito destes esfor&ccedil;os.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/Macho_Foto Filippo Guidantoni(1).jpg" width="900" height="675" alt="" /><br />
<p class="legenda">Estamos a salvar o tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador da extin&ccedil;&atilde;o. Fotografia Filippo Guidantoni/Palombar.</p>
<strong><br />
Sobre o projeto</strong><br />
<br />
O LIFE SOS Pygargus - A&ccedil;&otilde;es urgentes de conserva&ccedil;&atilde;o das popula&ccedil;&otilde;es de tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador em Portugal e Espanha &eacute; um projeto ib&eacute;rico que une conservacionistas, agricultores, cientistas e entidades p&uacute;blicas e privadas num esfor&ccedil;o sem precedentes para salvar da extin&ccedil;&atilde;o iminente esta ave migrat&oacute;ria nalgumas das suas principais &aacute;reas de distribui&ccedil;&atilde;o na Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica.<br />
<br />
Alia conserva&ccedil;&atilde;o da natureza e agricultura para proteger esta esp&eacute;cie fundamental para o equil&iacute;brio dos ecossistemas. &Eacute; financiado em 75% pelo programa LIFE da Uni&atilde;o Europeia e conta com cofinanciamento da Viridia &ndash; Conservation in Action, Lightsource bp e Fundo Ambiental.<br />
<br />
&Eacute; implementado por um cons&oacute;rcio que integra a Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural (entidade coordenadora), Associa&ccedil;&atilde;o BIOPOLIS-CIBIO, AEPGA - Associa&ccedil;&atilde;o para o Estudo e Prote&ccedil;&atilde;o do Gado Asinino, ANPOC, CCDR-N - Comiss&atilde;o de Coordena&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento Regional do Norte, EDIA - Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva SA, ICNF - Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas, INIAV - Instituto Nacional de Investiga&ccedil;&atilde;o Agr&aacute;ria e Veterin&aacute;ria, LPN - Liga para a Protec&ccedil;&atilde;o da Natureza, MC Shared Services SA, Modelo Continente Hipermercados SA, SPEA - Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, UTAD - Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro, Vita Nativa - Conserva&ccedil;&atilde;o do Ambiente, AMUS - Acci&oacute;n por el Mundo Salvaje, Consejeria de Agricultura, Ganaderia y Desarrollo Sostenible - Junta de Extremadura, GREFA - Grupo de Rehabilitaci&oacute;n de la Fauna Aut&oacute;ctona y su H&aacute;bitat e Universidad de Murcia.]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 05 Sep 2025 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Futuros Partilhados: Campo Comum alia arte Ã  conservaÃ§Ã£o da natureza em Miranda do Douro</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/futuros-partilhados-3a-campo-comum-alia-arte-a-conservacao-da-natureza-em-miranda-do-douro-2025-2f09-2f05/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[De 23 a 28 de junho de 2025, Miranda do Douro acolheu o Campo Comum inserido na fase piloto do projeto Futuros Partilhados. Este campo de cria&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica foi promovido pela Palombar em parceria com o Munic&iacute;pio de Miranda do Douro, o Agrupamento de Escolas e os lares da Santa Casa da Miseric&oacute;rdia do concelho.<br />
<br />
Durante uma semana, dez alunos do 10.&ordm; ano participaram em oficinas criativas multidisciplinares (v&iacute;deo, som, escrita e observa&ccedil;&atilde;o da vida selvagem), com mentoria art&iacute;stica de Nuno Preto, Gon&ccedil;alo Mota e Gil Mac, e em sa&iacute;das de campo com bi&oacute;logos da Palombar. As atividades inclu&iacute;ram ainda uma oficina criativa no Lar de Duas Igrejas, onde foram recolhidas mem&oacute;rias e tradi&ccedil;&otilde;es orais sobre a rela&ccedil;&atilde;o entre humanos e natureza.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/1754912582782.jpg" width="280" height="373" alt="" /><img src="http://www.palombar.pt/imagens/IMG_20250627_145045.jpg" width="281" height="373" alt="" /><br />
<p class="legenda">Campo Comum. Fotografias Sara Freire/Palombar.</p>
<br />
O resultado deste trabalho ser&aacute; transformado numa publica&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica e numa plataforma digital, que reunir&aacute; os conte&uacute;dos produzidos e promover&aacute; a sensibiliza&ccedil;&atilde;o ambiental. Um dos momentos-chave do Campo Comum foi a forma&ccedil;&atilde;o de uma equipa de realiza&ccedil;&atilde;o pelos alunos, que desde o primeiro dia demonstraram um profissionalismo surpreendente.<br />
<br />
O projeto encontra-se em fase piloto at&eacute; dezembro de 2025, organizada em duas etapas: na primeira, entre mar&ccedil;o e junho, realizaram-se as sess&otilde;es nos lares, sa&iacute;das de campo e o Campo Comum; na segunda, que tem in&iacute;cio agora em setembro, os trabalhos retomam com novas atividades:<br />
<br />
&bull; Ciclo Itinerante de Cinema Ambiental, com programa&ccedil;&atilde;o focada em temas ambientais, em que os jovens participantes assumem a escolha dos filmes, a apresenta&ccedil;&atilde;o e o debate p&oacute;s-exibi&ccedil;&atilde;o;<br />
<br />
&bull; Plataforma Digital, que conter&aacute; documenta&ccedil;&atilde;o audiovisual, registos e mem&oacute;rias, mitos e cren&ccedil;as sobre a fauna do Parque Natural do Douro Internacional (PNDI), produzidos nas sess&otilde;es;<br />
<br />
&bull; Publica&ccedil;&atilde;o impressa &ldquo;Zona de Contacto&rdquo;, reunindo textos e imagens com contributos de artistas e pensadores convidados a dialogarem com o material criado pelos participantes nas oficinas criativas, que incluem escuta/arte sonora, v&iacute;deo etnogr&aacute;fico e de natureza, escrita criativa, etnozoologia, express&atilde;o dram&aacute;tica e monitoriza&ccedil;&atilde;o da vida selvagem.<br />
<br />
Os frutos deste projeto ser&atilde;o divulgados brevemente, materializando uma ponte entre a arte, a cidadania ativa e a conserva&ccedil;&atilde;o da biodiversidade.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/1754912583469.jpg" width="900" height="506" alt="" /><br />
<p class="legenda">Campo Comum, alunos entram em a&ccedil;&atilde;o e produzem conte&uacute;dos audiovisuais. Fotografia Sara Freire/Palombar.&nbsp;</p>
<strong><br />
SOBRE O PROJETO</strong><br />
<br />
O projeto Futuros Partilhados &eacute; desenvolvido pela Palombar em parceira&nbsp;com a C&acirc;mara Municipal de Miranda do Douro, Lar da Santa Casa da Miseric&oacute;rdia e Agrupamento de Escolas deste munic&iacute;pio e tem financiamento do programa PARTIS &amp; ART FOR CHANGE da Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian, BPI e Funda&ccedil;&atilde;o &quot;la Caixa&quot;. O projeto tem como objetivo recriar narrativas que unam comunidades humanas e vida selvagem, desconstruindo mitos e promovendo uma vis&atilde;o renovada das rela&ccedil;&otilde;es entre esp&eacute;cies coexistentes.<br />
<br />
O projeto promove a valoriza&ccedil;&atilde;o e conhecimento da riqueza natural, paisag&iacute;stica e humana do PNDI, envolvendo jovens do Agrupamento de Escolas de Miranda do Douro e idosos dos lares da Santa Casa da Miseric&oacute;rdia do concelho. Atrav&eacute;s de oficinas criativas (v&iacute;deo, &aacute;udio, escrita e teatro), o objetivo principal &eacute; utilizar a arte como canal de capacita&ccedil;&atilde;o e empoderamento das comunidades do interior rural, democratizando o acesso a ferramentas de cria&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica, de conserva&ccedil;&atilde;o e valoriza&ccedil;&atilde;o do meio ambiente.<br />
<br />
<strong>PR&Oacute;XIMOS PASSOS</strong><br />
<br />
Com a fase piloto a decorrer at&eacute; dezembro de 2025, o Futuros Partilhados prepara j&aacute; a sua continuidade em 2026, com a expans&atilde;o das atividades, novas resid&ecirc;ncias art&iacute;sticas e a&ccedil;&otilde;es intergeracionais, refor&ccedil;ando a liga&ccedil;&atilde;o entre arte, ci&ecirc;ncia e conserva&ccedil;&atilde;o da natureza.]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Wed, 03 Sep 2025 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Manifesto por um pacto nacional pela floresta e pelo territÃ³rio</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/manifesto-por-um-pacto-nacional-pela-floresta-e-pelo-territorio-2025-2f09-2f03/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[&Eacute; urgente um pacto nacional que defenda a floresta, o territ&oacute;rio e o futuro do pa&iacute;s.&nbsp;S&atilde;o j&aacute; 23 as organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o governamentais e/ou associa&ccedil;&otilde;es de ambiente que se juntaram a uma iniciativa da SPECO - Sociedade Portuguesa de Ecologia e assinaram um manifesto por um pacto nacional pela floresta e pelo territ&oacute;rio, entre as quais a Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural. O manifesto est&aacute; aberto &agrave; subscri&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica desde 25 de agosto. Atrav&eacute;s deste documento, mostramo-nos dispon&iacute;veis para apoiar um plano de a&ccedil;&atilde;o que tenha efeitos diretos no territ&oacute;rio. O ordenamento do territ&oacute;rio e a conserva&ccedil;&atilde;o da natureza nas suas &Aacute;reas Protegidas s&atilde;o as melhores ferramentas para o combate &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas e para a sustentabilidade das popula&ccedil;&otilde;es do interior do pa&iacute;s.&nbsp;<strong>Apoie e assine tamb&eacute;m o manifesto&nbsp;<a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSebrnA_cmBWKDM9YwZvT5gTlKOmvBTLTP6HkhcLcxUGHY66Nw/viewform"><u>aqui</u></a>.<br />
</strong><br />
<br />
<strong>Portugal est&aacute; a arder.</strong><br />
D&eacute;cadas de promessas falhadas e reformas inacabadas deixaram-nos ref&eacute;ns de um territ&oacute;rio vulner&aacute;vel, despovoado e entregue ao abandono. Todos os anos repetem-se as mesmas imagens: casas em risco, pessoas em perigo, bombeiros exaustos, ecossistemas destru&iacute;dos.<br />
Isto n&atilde;o &eacute; inevit&aacute;vel. &Eacute; o resultado da falta de vis&atilde;o e de coragem.<br />
N&atilde;o podemos continuar a entregar o futuro da floresta e do territ&oacute;rio aos ciclos curtos da pol&iacute;tica, &agrave; l&oacute;gica da urg&ecirc;ncia medi&aacute;tica e ao improviso de medidas reativas. A trag&eacute;dia dos inc&ecirc;ndios n&atilde;o se resolve com mais mangueiras: exige uma transforma&ccedil;&atilde;o profunda e de longo prazo.<br />
<br />
<strong>O que exigimos</strong><br />
<br />
<strong>1<br />
</strong>Um pacto nacional de 20 a 30 anos, blindado contra ciclos eleitorais e interesses partid&aacute;rios, com ci&ecirc;ncia, t&eacute;cnica e justi&ccedil;a social no centro das decis&otilde;es.<br />
<br />
<strong>2<br />
</strong>Responsabiliza&ccedil;&atilde;o clara das empresas, sobretudo as que lucram com o uso da terra, floresta e energia, para investirem na preven&ccedil;&atilde;o, resili&ecirc;ncia, regenera&ccedil;&atilde;o do territ&oacute;rio e biodiversidade.<br />
<br />
<strong>3</strong><br />
Escrut&iacute;nio p&uacute;blico rigoroso, com relat&oacute;rios anuais independentes, auditorias abertas &agrave; sociedade e acesso transparente a dados em tempo real.<br />
<br />
<strong>4</strong><br />
Estrat&eacute;gias territoriais diferenciadas e participativas: o minif&uacute;ndio do Norte n&atilde;o &eacute; o montado do Sul, nem o eucaliptal do litoral &eacute; a serra despovoada do interior.<br />
<br />
<strong>5</strong><br />
Um ordenamento florestal regenerativo, que respeite as caracter&iacute;sticas do territ&oacute;rio, reforce mosaicos de biodiversidade e limite severamente extensas monoculturas de risco.<br />
<br />
<strong>6</strong><br />
Uma economia da resili&ecirc;ncia e da regenera&ccedil;&atilde;o, que remunere quem cuida da terra e da floresta, valorize pr&aacute;ticas agroflorestais sustent&aacute;veis e desincentive o abandono e as monoculturas vulner&aacute;veis.<br />
<br />
<strong>7</strong><br />
Aplica&ccedil;&atilde;o justa e transparente de cr&eacute;ditos de carbono e pagamentos por servi&ccedil;os de ecossistema, premiando quem implemente manchas de vegeta&ccedil;&atilde;o aut&oacute;ctone, promova biodiversidade, proteja solo e &aacute;gua.<br />
<br />
<strong>8</strong><br />
Educa&ccedil;&atilde;o, cultura e cidadania territorial: para que as novas gera&ccedil;&otilde;es cres&ccedil;am conscientes do valor da paisagem, dos servi&ccedil;os de ecossistema e do papel coletivo na sua preserva&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
<strong>9</strong><br />
Uma alian&ccedil;a entre ci&ecirc;ncia, comunidades e institui&ccedil;&otilde;es, reconhecendo a floresta como patrim&oacute;nio vivo e bem comum, cuja gest&atilde;o deve servir as gera&ccedil;&otilde;es presentes e futuras.<br />
<br />
<strong>O nosso apelo, queremos agir!<br />
</strong><br />
Portugal precisa de um pacto nacional pela floresta e pelo territ&oacute;rio. Agora!<br />
N&Atilde;O &eacute; um favor &agrave;s comunidades do interior - &eacute; condi&ccedil;&atilde;o para a sobreviv&ecirc;ncia coletiva.<br />
N&Atilde;O &eacute; um custo - &eacute; um investimento no futuro do pa&iacute;s.<br />
N&Atilde;O &eacute; uma escolha - &eacute; uma obriga&ccedil;&atilde;o moral.<br />
Convocamos a ci&ecirc;ncia, as empresas, as autarquias e os cidad&atilde;os. Convocamos todos os que recusam assistir, de bra&ccedil;os cruzados, &agrave; destrui&ccedil;&atilde;o repetida do nosso pa&iacute;s.<br />
O futuro da floresta e do territ&oacute;rio &eacute; o futuro do pa&iacute;s.<br />
<br />
<strong>Subscritores</strong><br />
<br />
AEPGA - Associa&ccedil;&atilde;o para o Estudo e Protec&ccedil;&atilde;o do Gado Asinino<br />
Alian&ccedil;a pela Floresta Aut&oacute;ctone<br />
Almargem<br />
Alvorecer Florestal<br />
APTERN - Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa de Turismo em Espa&ccedil;os Rurais e Naturais<br />
A ROCHA - Associa&ccedil;&atilde;o Crist&atilde; de Estudo e Defesa do Ambiente<br />
Associa&ccedil;&atilde;o Famalic&atilde;o em Transi&ccedil;&atilde;o<br />
Campo Aberto - Associa&ccedil;&atilde;o de Defesa do Ambiente<br />
C&iacute;vis - associa&ccedil;&atilde;o para o aprofundamento da cidadania<br />
FAPAS - Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa para a Conserva&ccedil;&atilde;o da Biodiversidade<br />
GEOTA - Grupo de Estudos de Ordenamento do Territ&oacute;rio e Ambiente<br />
GlocalFaro<br />
JPS - Juntos pelo Sudoeste, Associa&ccedil;&atilde;o de defesa dos valores naturais da regi&atilde;o Sudoeste<br />
LPN - Liga para a Protec&ccedil;&atilde;o da Natureza<br />
Palombar - Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural<br />
PAS - Plataforma &Aacute;gua Sustent&aacute;vel<br />
QUERCUS - Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza<br />
Reflorestar Portugal<br />
RWSW - Rewilding Sudoeste &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o de desenvolvimento da natureza e ambiente<br />
SPBot&acirc;nica - Sociedade Portuguesa de Bot&acirc;nica<br />
SPEA - Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves<br />
SPECO - Sociedade Portuguesa de Ecologia<br />
ZERO - Associa&ccedil;&atilde;o Sistema Terrestre Sustent&aacute;vel]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 28 Aug 2025 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Protocolo assinado com o MunicÃ­pio de Carrazeda de AnsiÃ£es reforÃ§a monitorizaÃ§Ã£o do tartaranhÃ£o-caÃ§ador</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/protocolo-assinado-com-o-municipio-de-carrazeda-de-ansiaes-reforca-monitorizacao-do-tartaranhao-cacador-2025-2f08-2f28/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[A Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural assinou, no dia 28 de julho, no &acirc;mbito do projeto LIFE SOS Pygargus, um protocolo de colabora&ccedil;&atilde;o com o Munic&iacute;pio de Carrazeda de Ansi&atilde;es, com o objetivo de refor&ccedil;ar a monitoriza&ccedil;&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o das popula&ccedil;&otilde;es de tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador que ocorrem no concelho.<br />
<br />
Com a formaliza&ccedil;&atilde;o deste protocolo, a Palombar e o munic&iacute;pio v&atilde;o colaborar para promover a&ccedil;&otilde;es conjuntas de conserva&ccedil;&atilde;o do tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador (<em>Circus pygargus</em>) no munic&iacute;pio, uma ave migrat&oacute;ria em risco de extin&ccedil;&atilde;o, bem como atividades de planeamento, divulga&ccedil;&atilde;o, sensibiliza&ccedil;&atilde;o e educa&ccedil;&atilde;o ambiental ao longo da dura&ccedil;&atilde;o do projeto.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/Imagem WhatsApp 2025-07-28 &agrave;s 11_14_20_8849d8b4.jpg" width="955" height="1480" alt="" /><br />
<p class="legenda">Assinatura do protocolo. Fotografias Palombar.</p>
<br />
O foco &eacute; a monitoriza&ccedil;&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o dos casais e ninhos de tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador no territ&oacute;rio do concelho, durante a &eacute;poca de reprodu&ccedil;&atilde;o, que decorre entre mar&ccedil;o e agosto.<br />
<br />
Esta parceria representa mais um passo importante para a conserva&ccedil;&atilde;o do tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador e para a promo&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas de gest&atilde;o do territ&oacute;rio que beneficiam a biodiversidade e as comunidades locais.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/Imagem WhatsApp 2025-07-25 &agrave;s 19_07_32_97f6c0db.jpg" width="1600" height="995" alt="" /><br />
<p class="legenda">T&eacute;cnico municipal Nelson Tito Domingos a monitorizar as popula&ccedil;&otilde;es de tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador no concelho em abril deste ano. Fotografia Palombar.</p>
<strong><br />
Sobre o projeto</strong><br />
<br />
O LIFE SOS Pygargus - A&ccedil;&otilde;es urgentes de conserva&ccedil;&atilde;o das popula&ccedil;&otilde;es de tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador em Portugal e Espanha &eacute; um projeto ib&eacute;rico que une conservacionistas, agricultores, cientistas e entidades p&uacute;blicas e privadas num esfor&ccedil;o sem precedentes para salvar da extin&ccedil;&atilde;o iminente esta ave migrat&oacute;ria nos seus principais territ&oacute;rios de distribui&ccedil;&atilde;o na Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica.<br />
<br />
Alia conserva&ccedil;&atilde;o da natureza e agricultura para proteger esta esp&eacute;cie fundamental para o equil&iacute;brio dos ecossistemas e que gera benef&iacute;cios para os agricultores e as comunidades rurais. &Eacute; financiado em 75% pelo programa LIFE da Uni&atilde;o Europeia e conta com cofinanciamento da Viridia &ndash; Conservation in Action, Lightsource bp e Fundo Ambiental.<br />
<br />
&Eacute; implementado por um cons&oacute;rcio que integra a Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural (entidade coordenadora), Associa&ccedil;&atilde;o BIOPOLIS-CIBIO, AEPGA - Associa&ccedil;&atilde;o para o Estudo e Prote&ccedil;&atilde;o do Gado Asinino, ANPOC, CCDR-N - Comiss&atilde;o de Coordena&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento Regional do Norte, EDIA - Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva SA, ICNF - Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas, INIAV - Instituto Nacional de Investiga&ccedil;&atilde;o Agr&aacute;ria e Veterin&aacute;ria, LPN - Liga para a Protec&ccedil;&atilde;o da Natureza, MC Shared Services SA, Modelo Continente Hipermercados SA, SPEA - Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, UTAD - Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro, Vita Nativa - Conserva&ccedil;&atilde;o do Ambiente, AMUS - Acci&oacute;n por el Mundo Salvaje, Consejeria de Agricultura, Ganaderia y Desarrollo Sostenible - Junta de Extremadura, GREFA - Grupo de Rehabilitaci&oacute;n de la Fauna Aut&oacute;ctona y su H&aacute;bitat e Universidad de Murcia.]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 21 Aug 2025 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>IncÃªndio no Douro Internacional: arderam ninhos, habitat e estruturas de conservaÃ§Ã£o do abutre-preto</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/incendio-no-douro-internacional-3a-arderam-ninhos-2c-habitat-e-estruturas-de-conservacao-do-abutre-preto-2025-2f08-2f21/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[Inc&ecirc;ndio tem impacto direto e significativo na recupera&ccedil;&atilde;o do abutre-preto, esp&eacute;cie amea&ccedil;ada de extin&ccedil;&atilde;o, no Parque Natural do Douro Internacional, e &eacute; um duro golpe para esta &aacute;rea protegida. Lan&ccedil;amos um pedido de ajuda urgente para reparar os danos e continuar com os esfor&ccedil;os de conserva&ccedil;&atilde;o. O futuro desta esp&eacute;cie depende tamb&eacute;m de si! Contribua&nbsp;<u><strong><a href="https://gofund.me/1aa0d3d0">AQUI</a></strong></u>.<br />
<br />
Dois ninhos de abutre-preto da pequena col&oacute;nia de reprodu&ccedil;&atilde;o do Douro Internacional, a mais fr&aacute;gil do pa&iacute;s, arderam completamente, e outros seis foram afetados em diferentes graus. Os seis abutres-pretos que estavam na esta&ccedil;&atilde;o de aclimata&ccedil;&atilde;o neste Parque Natural foram resgatados gra&ccedil;as &agrave; mobiliza&ccedil;&atilde;o r&aacute;pida de pessoas e institui&ccedil;&otilde;es, o que evitou uma trag&eacute;dia ainda maior. Institui&ccedil;&otilde;es lan&ccedil;am pedido de ajuda para reparar danos.<br />
<br />
<strong>Fogo sem tr&eacute;guas</strong><br />
<br />
Na passada sexta-feira, feriado de 15 de agosto, enquanto o Centro-Norte de Portugal ardia em m&uacute;ltiplos focos, um novo inc&ecirc;ndio deflagrou por volta das 13:00 em Poiares, no concelho de Freixo de Espada &agrave; Cinta, em pleno Parque Natural do Douro Internacional. As temperaturas pr&oacute;ximas dos 40&deg;C, que se mantinham h&aacute; v&aacute;rios dias, favoreceram a r&aacute;pida progress&atilde;o das chamas, que, em poucas horas, evolu&iacute;ram para um grande inc&ecirc;ndio e se estenderam aos concelhos vizinhos de Mogadouro e Torre de Moncorvo. No total, arderam mais de 15 mil hectares, sendo ainda incerta a verdadeira dimens&atilde;o dos danos provocados.<br />
<br />
Com a proximidade do inc&ecirc;ndio &agrave; col&oacute;nia reprodutora de abutres-pretos (<em>Aegypius monachus</em>) do Douro Internacional, os alertas e a mobiliza&ccedil;&atilde;o das equipas no terreno foram imediatos e evitaram uma trag&eacute;dia ainda maior.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/2(1).jpeg" width="900" height="600" alt="" /><br />
<br />
<p class="legenda"><strong><img src="http://www.palombar.pt/imagens/3(4).jpg" width="900" height="600" alt="" /><br />
</strong>Imagens do inc&ecirc;ndio no Parque Natural do Douro Internacional. Fotografias ICNF/Palombar.<strong><br />
<br />
</strong></p>
<strong>Salvar abutres-pretos</strong><br />
<br />
Na sexta-feira ao final do dia, o fogo estava ainda longe da esta&ccedil;&atilde;o de aclimata&ccedil;&atilde;o do projeto LIFE Aegypius Return, constru&iacute;da sobre as arribas do Douro, na aldeia de Fornos. No entanto, os acessos &agrave;s zonas remotas poderiam vir a ser cortados, o que impediria a&ccedil;&otilde;es posteriores, em caso de necessidade. Assim, numa interven&ccedil;&atilde;o atempada, que seguiu o plano de conting&ecirc;ncia previsto no projeto, a equipa da Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, articulada com os t&eacute;cnicos e Vigilantes da Natureza do Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas (ICNF/PNDI) e com a Vulture Conservation Foundation (VCF), a Faia Brava e o criador de gado e pastor que zela pela propriedade, assim como com os veterin&aacute;rios do Hospital Veterin&aacute;rio da Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro (HV-UTAD), recolheram os seis abutres-pretos que se encontravam na jaula de aclimata&ccedil;&atilde;o e transferiram-nos para as instala&ccedil;&otilde;es do CIARA - Centro de Interpreta&ccedil;&atilde;o Ambiental e Recupera&ccedil;&atilde;o Animal, em Felgar, onde permanecem em seguran&ccedil;a.<br />
<br />
O resgate deveu-se &agrave; ponderada e oportuna avalia&ccedil;&atilde;o feita pelas equipas no terreno, e preveniu um enorme retrocesso na conserva&ccedil;&atilde;o do abutre-preto, pois na tarde do dia seguinte o fogo atingiu efetivamente as instala&ccedil;&otilde;es da esta&ccedil;&atilde;o de aclimata&ccedil;&atilde;o, que incluem a jaula, o campo de alimenta&ccedil;&atilde;o e as estruturas de apoio.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/4-resgate.jpg" width="896" height="512" alt="" /><br />
<p class="legenda">Resgate do &uacute;ltimo abutre-preto da jaula de aclimata&ccedil;&atilde;o, pela equipa da Palombar. Fotografia de c&acirc;mara de videovigil&acirc;ncia.</p>
<strong><br />
Aferi&ccedil;&atilde;o de danos</strong><br />
<br />
A manh&atilde; de domingo revelaria os preju&iacute;zos causados na esta&ccedil;&atilde;o de aclimata&ccedil;&atilde;o. Apesar de em toda a volta, e por uma vasta extens&atilde;o, a vegeta&ccedil;&atilde;o estar cortada, precisamente como medida preventiva implementada pela Palombar no &acirc;mbito do projeto LIFE Aegypius Return &ndash; ao abrigo do Plano de Gest&atilde;o de Habitats e de Redu&ccedil;&atilde;o do Risco de Inc&ecirc;ndio em Territ&oacute;rios de abutre-preto na Zona de Prote&ccedil;&atilde;o Especial Douro Internacional e Vale do &Aacute;gueda &ndash;, e ser muito rasteira, o fogo devastou todo o habitat. A jaula das aves teve alguns danos ligeiros, mas o contentor de apoio foi totalmente destru&iacute;do. Este espa&ccedil;o funcionava como enfermaria e como centro digital de videovigil&acirc;ncia das instala&ccedil;&otilde;es. O campo de alimenta&ccedil;&atilde;o em frente &agrave; jaula de aclimata&ccedil;&atilde;o foi tamb&eacute;m inteiramente queimado, o que impossibilita a sua fun&ccedil;&atilde;o, no imediato.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/5-contentor1.jpg" width="900" height="600" alt="" /><br />
<br />
<p class="legenda"><strong><img src="http://www.palombar.pt/imagens/6-contentor2.jpeg" width="900" height="600" alt="" /><br />
</strong>Destrui&ccedil;&atilde;o do contentor de apoio ao programa de aclimata&ccedil;&atilde;o de abutres-pretos. &Eacute; vis&iacute;vel a vasta extens&atilde;o de &aacute;rea ardida no entorno. Fotografia Palombar.<strong><br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/7.jpeg" width="900" height="600" alt="" /><br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/8(2).jpg" width="900" height="600" alt="" /><br />
</strong>Vista do interior da jaula de aclimata&ccedil;&atilde;o e do campo de alimenta&ccedil;&atilde;o adjacente, queimado. Fotografia Palombar.<strong><br />
<br />
</strong></p>
<strong>Ninhos ardidos e pelo menos uma cria morta</strong><br />
<br />
A col&oacute;nia de abutres-pretos do Douro Internacional contou este ano com oito casais reprodutores, cinco em Portugal e tr&ecirc;s do lado espanhol. Um total de cinco crias desenvolveram-se e estavam a ser monitorizadas pela Palombar, com o apoio do ICNF. Quatro crias tinham j&aacute; sa&iacute;do do ninho, mas uma era ainda jovem e n&atilde;o voava. No entanto, atendendo &agrave; idade desta cria, esperava-se que abandonasse o ninho nos dias seguintes.<br />
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<img src="http://www.palombar.pt/imagens/Imagem WhatsApp 2025-08-21 &agrave;s 14_03_43_0f34bf73.jpg" width="900" height="600" alt="" />
<p class="legenda">Cria de abutre-preto Acer &eacute; a primeira v&iacute;tima mortal do inc&ecirc;ncio. Cad&aacute;ver foi detetado no dia 21 de agosto pela equipa da Palombar no territ&oacute;rio ardido. A necropsia j&aacute; realizada revelou que tinha os pulm&otilde;es e a traqueia negros devido a inala&ccedil;&atilde;o de fumo, bem como fraturas internas. Fotografia Iv&aacute;n Guti&eacute;rrez/Palombar.</p>
<br />
Quando o fogo e o fumo permitiram o acesso aos locais, foi poss&iacute;vel verificar que o ninho da cria n&atilde;o voadora foi impactado por chamas muito pr&oacute;ximas, e que a cria j&aacute; n&atilde;o se encontrava nele.<br />
<br />
Durante a verifica&ccedil;&atilde;o do impacto do inc&ecirc;ndio na col&oacute;nia de abutre-preto, confirmou-se que dois dos cinco ninhos que tiveram cria este ano arderam na totalidade, e outros dois parcialmente. Adicionalmente, quatro plataformas-ninho previamente colocadas para promover a nidifica&ccedil;&atilde;o foram afetadas em diferentes graus. Uma cria, com o nome Acer, marcada em junho, foi j&aacute; encontrada morta. A necropsia realizada no HV-UTAD revelou que tinha os pulm&otilde;es e a traqueia negros devido a inala&ccedil;&atilde;o de fumo, bem como fraturas internas. O relat&oacute;rio final da necropsia ser&aacute; divulgado brevemente. Sendo a col&oacute;nia de t&atilde;o pequena dimens&atilde;o, este &eacute; um enorme retrocesso na sua conserva&ccedil;&atilde;o e pode suceder que os adultos &ndash; mesmo que tenham sobrevivido &ndash; abandonem este territ&oacute;rio, revertendo v&aacute;rios anos de esfor&ccedil;os para restaurar a col&oacute;nia.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/9-before-after.png" width="900" height="496" alt="" /><br />
<p class="legenda">Ninho de abutre-preto. &Agrave; esquerda: antes do inc&ecirc;ndio, com a cria Acer vis&iacute;vel. &Agrave; direita: local do ninho, totalmente ardido. Fotografia Palombar.<br />
&nbsp;</p>
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/10-chick.jpeg" width="900" height="521" alt="" />
<p class="legenda">Cria de abutre-preto n&atilde;o voadora ainda no ninho, durante o inc&ecirc;ndio (observada &agrave; dist&acirc;ncia, com muito fumo na envolvente). Fotografia Palombar.</p>
<br />
Terra queimada a perder de vista cobre agora as arribas do Douro e toda a zona rural e natural envolvente, na &aacute;rea do PNDI de Freixo de Espada &agrave; Cinta. A gravidade parece superar a do inc&ecirc;ndio de 2017 &ndash; ano em que uma cria de abutre-preto morreu carbonizada &ndash;, com a destrui&ccedil;&atilde;o de centenas de hectares de habitat de reprodu&ccedil;&atilde;o e alimenta&ccedil;&atilde;o n&atilde;o s&oacute; para o abutre-preto, mas tamb&eacute;m para outras esp&eacute;cies amea&ccedil;adas, como o britango (<em>Neophron percnopterus</em>) e a &aacute;guia-perdigueira (<em>Aquila fasciata</em>). A recupera&ccedil;&atilde;o deste ecossistema j&aacute; est&aacute; em curso, mas levar&aacute; d&eacute;cadas.<br />
<br />
A col&oacute;nia de abutre-preto do Douro Internacional &ndash; que j&aacute; era a mais fr&aacute;gil, a mais pequena e a mais isolada do pa&iacute;s &ndash;, sofreu agora um severo rev&eacute;s, cujas consequ&ecirc;ncias ser&atilde;o acompanhadas de perto pela Palombar, pela Faia Brava, pela VCF e pelas autoridades competentes.<br />
<br />
<strong>Um pedido de ajuda para os pr&oacute;ximos passos</strong><br />
<br />
A col&oacute;nia do Douro Internacional, pela sua fragilidade e isolamento, tem um valor estrat&eacute;gico na conserva&ccedil;&atilde;o do abutre-preto em Portugal. Por esse motivo, o projeto LIFE Aegypius Return assegurou financiamento para o seu refor&ccedil;o atrav&eacute;s de um programa de&nbsp;<em>soft release</em>, que promove a fixa&ccedil;&atilde;o de casais e acelera a expans&atilde;o da col&oacute;nia, refor&ccedil;ando a conetividade e a sustentabilidade das popula&ccedil;&otilde;es.<br />
<br />
Os inc&ecirc;ndios dos &uacute;ltimos dias revertem os resultados destas a&ccedil;&otilde;es, ao terem destru&iacute;do extensas &aacute;reas de habitat de alimenta&ccedil;&atilde;o e reprodu&ccedil;&atilde;o, incluindo ninhos naturais, plataformas-ninho artificiais contru&iacute;das ao abrigo deste projeto LIFE, o campo de alimenta&ccedil;&atilde;o co-gerido pela Palombar e Faia Brava, e o contentor de apoio &agrave; aclimata&ccedil;&atilde;o, que assegurava a log&iacute;stica e a videovigil&acirc;ncia. Neste momento, as aves n&atilde;o podem regressar a estas infraestruturas, o que poder&aacute; condicionar os objetivos do programa de aclimata&ccedil;&atilde;o de 2025.<br />
<br />
&Eacute; fundamental restaurar o habitat em torno da jaula, principalmente no campo de alimenta&ccedil;&atilde;o, bem como repor o contentor de apoio. O contentor, que assegura a vigil&acirc;ncia das aves em aclimata&ccedil;&atilde;o e da envolvente &ndash; permitindo monitorizar comportamentos de alimenta&ccedil;&atilde;o, socializa&ccedil;&atilde;o e intera&ccedil;&atilde;o com aves selvagens &ndash;, funcionava com energia solar. Arderam os pain&eacute;is fotovoltaicos, a cablagem, o inversor de energia e outro equipamento eletr&oacute;nico essencial, num investimento que, em 2023, ascendeu a mais de 15 000 euros.<br />
<br />
Adicionalmente, em articula&ccedil;&atilde;o com a Uni&atilde;o das Freguesia de Lagoa&ccedil;a e Fornos, e com o ICNF, ser&atilde;o promovidas a&ccedil;&otilde;es de restabelecimentos dos habitats priorit&aacute;rios para a alimenta&ccedil;&atilde;o e tranquilidade do abutre-preto no PNDI, implicando custos extraordin&aacute;rios para os quais n&atilde;o existem, neste momento, mecanismos de financiamento imediato.<br />
<br />
Por este motivo, os parceiros LIFE Aegypius Return apelam &agrave; solidariedade de todos e lan&ccedil;aram um projeto de&nbsp;<em>crowdfunding</em>&nbsp;para ajudar a restabelecer o programa de conserva&ccedil;&atilde;o do abutre-preto no PNDI. Os donativos podem ser feitos&nbsp;<u><strong><a href="https://gofund.me/1aa0d3d0">AQUI</a></strong></u>.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/11-Area-antes-depois.png" width="900" height="263" alt="" /><br />
<p class="legenda">&Aacute;rea de nidifica&ccedil;&atilde;o do abutre-preto no Douro Internacional antes e depois do inc&ecirc;ndio. Fotografia Palombar.</p>
<strong><br />
Do inferno, a uni&atilde;o</strong><br />
<br />
O m&ecirc;s de agosto tem sido marcado por um aut&ecirc;ntico inferno de chamas em Portugal, tendo obrigado o Governo a acionar o Mecanismo Europeu de Prote&ccedil;&atilde;o Civil e a solicitar ajuda internacional no combate aos fogos. Este ano j&aacute; arderam mais de 200 mil hectares em territ&oacute;rio nacional &ndash; 32 mil apenas no &uacute;ltimo fim de semana.<br />
<br />
As equipas LIFE Aegypius Return t&ecirc;m estado em alerta permanente com a aproxima&ccedil;&atilde;o de fogos &agrave;s v&aacute;rias col&oacute;nias de abutre-preto. Al&eacute;m do Douro Internacional, tamb&eacute;m as col&oacute;nias da Herdade da Contenda e da Serra da Malcata t&ecirc;m estado sob amea&ccedil;a, com grandes inc&ecirc;ndios nas proximidades. Do lado espanhol, a Serra de S&atilde;o Pedro, na prov&iacute;ncia de C&aacute;ceres, registou s&eacute;rios preju&iacute;zos, com pelo menos 60 ninhos de abutre-preto ardidos (alguns ainda com crias no ninho), entre outras baixas significativas.<br />
<br />
Em todas as situa&ccedil;&otilde;es, destaca-se a solidariedade entre a v&aacute;rias institui&ccedil;&otilde;es envolvidas, desde as autoridades, bombeiros e organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o governamentais at&eacute; aos cidad&atilde;os individuais que, mesmo no meio de vidas e bens em risco, demonstram uni&atilde;o e coordena&ccedil;&atilde;o na prote&ccedil;&atilde;o da natureza e do abutre-preto.<br />
<br />
No Douro Internacional esta determina&ccedil;&atilde;o foi particularmente vis&iacute;vel na vigil&acirc;ncia, alertas e atua&ccedil;&atilde;o conjunta no terreno. Os parceiros LIFE Aegypius Return, e a Palombar em particular, agradecem o apoio e a&ccedil;&atilde;o dos vigilantes e t&eacute;cnicos do ICNF e PNDI, do Parque Natural Arribes del Duero/Junta de Castilla y Le&oacute;n, do HV-UTAD e CIARA, do pastor Nelson Cordeiro, bombeiros, Guarda Nacional Republicana, Uni&atilde;o das Freguesias de Lagoa&ccedil;a e Fornos, assim como as autarquias afetadas. Agora, com o apoio de todos, espera-se acelerar a necess&aacute;ria revers&atilde;o dos danos e continuar a proteger o abutre-preto.<br />
<br />
<strong>Sobre o projeto</strong><br />
<br />
O projeto LIFE Aegypius Return &eacute; cofinanciado pelo Programa LIFE da Uni&atilde;o Europeia. &Eacute; implementado por um cons&oacute;rcio que integra a Vulture Conservation Foundation (VCF), o benefici&aacute;rio coordenador, e os parceiros locais Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural (com cofinanciamento da Viridia - Conserva&ccedil;&atilde;o em A&ccedil;&atilde;o e MAVA - Fondation pour la Nature), Herdade da Contenda, Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, Liga para a Protec&ccedil;&atilde;o da Natureza, Faia Brava - Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza, Fundaci&oacute;n Naturaleza y Hombre, Guarda Nacional Republicana e Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Propriet&aacute;rios Rurais Gest&atilde;o Cineg&eacute;tica e Biodiversidade.]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Tue, 19 Aug 2025 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>LIFE Aegypius Return: atingimos marco de 50 abutres-pretos marcados com GPS</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/life-aegypius-return-3a-atingimos-marco-de-50-abutres-pretos-marcados-com-gps-2025-2f08-2f19/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[A &eacute;poca de reprodu&ccedil;&atilde;o de 2025 &ndash; a terceira monitorizada de perto pelo projeto LIFE Aegypius Return &ndash; aproxima-se do fim. Este ano, foram marcadas nove crias de abutres-pretos no ninho. Os dados j&aacute; revelaram que a mortalidade das aves monitorizadas atinge os 18%, sendo em grande parte provocada por fatores de origem humana. Os trabalhos tiveram destaque na televis&atilde;o, no canal&nbsp;<a href="https://sicnoticias.pt/pais/2025-07-29-video-projeto-cientifico-luta-pela-sobrevivencia-do-maior-abutre-europeu-em-portugal-c256b96f"><u>SIC</u></a>.<br />
<br />
<strong>Em Portugal h&aacute; cinco col&oacute;nias de abutre-preto</strong><br />
<br />
O abutre-preto (<em>Aegypius monachus</em>) &eacute; a maior ave de rapina da Europa. Constr&oacute;i ninhos muito grandes, no topo das &aacute;rvores. &Eacute; tamb&eacute;m uma esp&eacute;cie greg&aacute;ria que se organiza em col&oacute;nias de reprodu&ccedil;&atilde;o onde as aves mais jovens podem socializar e aprender todos os comportamentos vitais com as mais velhas.<br />
<br />
Em Portugal, conhecem-se cinco col&oacute;nias reprodutoras: Douro Internacional, Serra da Malcata, Tejo Internacional, Herdade da Contenda e, a mais recente, Vidigueira/Portel. As col&oacute;nias s&atilde;o seguidas de perto pelas equipas do projeto LIFE Aegypius Return e entidades colaboradoras desde 2023. Como parte dos trabalhos que visam a conserva&ccedil;&atilde;o do abutre-preto &ndash; que det&eacute;m o estatuto &quot;Em Perigo&quot; de extin&ccedil;&atilde;o no nosso pa&iacute;s &ndash; est&aacute; a monitoriza&ccedil;&atilde;o da reprodu&ccedil;&atilde;o e a marca&ccedil;&atilde;o de algumas aves com emissores GPS/GSM. Esta tecnologia permite seguir todos os movimentos e comportamentos de forma remota e intervir, em caso de necessidade. &Eacute; ainda essencial para se compreender e combater os fatores de mortalidade.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/20250721_070726_PMonteiro.jpg" width="900" height="600" alt="" /><br />
<p class="legenda">Coloca&ccedil;&atilde;o de emissor GPS/GSM numa cria de abutre-preto. Fotografia Paulo Monteiro.</p>
<strong><br />
50 abutres-pretos com emissor GPS/GSM</strong><br />
<br />
Com as marca&ccedil;&otilde;es de crias conclu&iacute;das em junho e julho deste ano, o projeto LIFE Aegypius Return atingiu o marco de 50 abutres-pretos equipados com emissores GPS/GSM. No total, foram marcadas com emissor 43 crias no ninho (15 em 2023, 19 em 2024 e nove em 2025), dois juvenis reabilitados em centros de recupera&ccedil;&atilde;o (Zimbro e Ger&ecirc;s), o anci&atilde;o Aravil e os quatro abutres-pretos que estiveram em aclimata&ccedil;&atilde;o no Douro Internacional em 2024.<br />
<br />
Destas 50 aves, 37 est&atilde;o vivas, nove (18%) j&aacute; morreram e de quatro (todas nascidas na Serra da Malcata) n&atilde;o se conhece o paradeiro, uma vez que os emissores n&atilde;o se conseguiram conectar &agrave; rede GSM para enviar informa&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
Dos nove abutres-pretos mortos, apenas tr&ecirc;s morreram confirmadamente por causas naturais. Uma (de nome Mirante) foi v&iacute;tima de tiro, outra (com anilha 5J) de envenenamento e outra (de nome Freixo) morreu por colis&atilde;o com linhas el&eacute;tricas. A morte dos restantes tr&ecirc;s abutres permanece sob investiga&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
A recolha destas informa&ccedil;&otilde;es s&oacute; foi poss&iacute;vel gra&ccedil;as ao seguimento remoto das aves marcadas e &agrave; a&ccedil;&atilde;o c&eacute;lere dos t&eacute;cnicos do projeto e das autoridades portuguesas e espanholas no processamento dos casos de mortalidade detetada.<br />
<br />
Felizmente, a informa&ccedil;&atilde;o remota permite tamb&eacute;m salvar vidas de abutres-pretos que, de outro modo, teriam certamente morrido. Recordem-se, por exemplo, as hist&oacute;rias do Natator, do Pousio, do Medronho e do 5E.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/5J morto.jpeg" width="900" height="612" alt="" /><br />
<p class="legenda">Dete&ccedil;&atilde;o do cad&aacute;ver do abutre-preto 5J, onde &eacute; vis&iacute;vel o emissor GPS/GSM. Fotografia ATN.</p>
<strong><br />
Marcar abutres-pretos: emissores, anilhas e amostras biol&oacute;gicas</strong><br />
<br />
No contexto do projeto LIFE Aegypius Return, o termo &ldquo;marca&ccedil;&atilde;o&rdquo; n&atilde;o significa apenas a coloca&ccedil;&atilde;o de emissores GPS/GSM. Por quest&otilde;es log&iacute;sticas, alguns abutres s&atilde;o marcados somente atrav&eacute;s de anilhas identificadoras, que se colocam nas patas. Caso o abutre seja observado ou capturado no futuro, as anilhas tamb&eacute;m permitem conhecer a sua origem e hist&oacute;ria.<br />
<br />
Sendo o contacto direto com estas aves bastante raro, complexo e sujeito a um conjunto de autoriza&ccedil;&otilde;es legais, todas as oportunidades s&atilde;o tamb&eacute;m otimizadas para a recolha de amostras biol&oacute;gicas, como sangue e penas. Este material &eacute; enviado para laborat&oacute;rios especializados em Portugal e no estrangeiro, para se aumentar o conhecimento cient&iacute;fico sobre a esp&eacute;cie (por exemplo, em par&acirc;metros gen&eacute;ticos, bioqu&iacute;micos e toxicol&oacute;gicos), e se possam melhorar os cuidados veterin&aacute;rios e de conserva&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
No total, o projeto LIFE Aegypius Return j&aacute; anilhou e recolheu amostras de 69 abutres-pretos (19 indiv&iacute;duos para al&eacute;m dos que receberam emissor GPS/GSM).<br />
<br />
Todos estes procedimentos requerem a interven&ccedil;&atilde;o de especialistas devidamente credenciados pelas autoridades competentes.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/IMG_20250625_085052.jpg" width="900" height="507" alt="" /><br />
<p class="legenda">Check-up veterin&aacute;rio e recolha de amostras biol&oacute;gicas de uma cria de abutre-preto. Fotografia VCF.</p>
<strong><br />
Uma esp&eacute;cie unificadora</strong><br />
<br />
A conserva&ccedil;&atilde;o do abutre-preto s&oacute; &eacute; poss&iacute;vel atrav&eacute;s da coopera&ccedil;&atilde;o entre muitas pessoas e institui&ccedil;&otilde;es de v&aacute;rios setores de atividade. Exemplo desses esfor&ccedil;os conjuntos s&atilde;o a monitoriza&ccedil;&atilde;o da reprodu&ccedil;&atilde;o e os pr&oacute;prios trabalhos de marca&ccedil;&atilde;o, onde a colabora&ccedil;&atilde;o &eacute; evidente.<br />
<br />
Os parceiros LIFE Aegypius Return agradecem a coopera&ccedil;&atilde;o de todos os envolvidos na monitoriza&ccedil;&atilde;o do abutre-preto: t&eacute;cnicos e Vigilantes da Natureza do ICNF - Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas, Rewilding Portugal, Quercus e Agentes de Medio Natural (AMN) da Junta de Extremadura e da Junta de Andaluc&iacute;a, em Espanha.<br />
<br />
Para os trabalhos de marca&ccedil;&atilde;o decorridos em julho, agradece-se o apoio e participa&ccedil;&atilde;o de:<br />
<br />
<strong>No Douro Internacional</strong>: parceiros Palombar, ICNF, equipa veterin&aacute;ria do&nbsp; Hospital Veterin&aacute;rio da Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro (HV-UTAD), Junta de Castilla y Le&oacute;n, Parque Natural Arribes del Duero (PNAD), Instituto Mixto de Investigaci&oacute;n en Biodiversidad (IMIB, CSIC-Universidade de Oviedo-Principado de Asturias) e BirdWings.<br />
<br />
<strong>No Tejo Internacional</strong>: parceiros SPEA - Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves e LPN - Liga para a Protec&ccedil;&atilde;o da Natureza, Alfonso Godino (Hawk Mountain Sanctuary), Samuel Infante, Jade Gava (&Eacute;cole Nationale V&eacute;t&eacute;rinaire de Toulouse), CERAS - Centro de Estudos e Recupera&ccedil;&atilde;o de Animais Selvagens/Quercus), ICNF, Jo&atilde;o Esteves, S&eacute;rgio Saldanha, Daniel Barnett e Catarina Cerquido.<br />
<br />
<strong>Na Vidigueira/Portel</strong>: parceiros LPN e VCF - Vulture Conservation Foundation, Herdade do Monte da Ribeira - Eng.&ordf; Mariana Carmona, ICNF, Jade Gava, Maria Soares (Universidade de Coimbra), Carlos Pacheco, e equipa de reportagem da SIC - Alentejo (Daniela Alves e Jos&eacute; Ribeiro).<br />
<br />
<strong>Na Herdade da Contenda</strong>: parceiros LPN, VCF, Herdade da Contenda e GNR &ndash; Comando Territorial de Beja e Destacamento Territorial de Moura, Jade Gava, Maria Soares, Joaquim Pedro Ferreira (PlaySolutions), Carlos Cruz, Jos&eacute; &Aacute;lvares Figueira, V&iacute;tor Conde&ccedil;o, Margarida Rocha, Ana Delgado, Carlos Pacheco.<br />
<br />
<strong>Sobre o projeto</strong><br />
<br />
O projeto LIFE Aegypius Return &eacute; cofinanciado pelo Programa LIFE da Uni&atilde;o Europeia. &Eacute; implementado por um cons&oacute;rcio que integra a Vulture Conservation Foundation (VCF), o benefici&aacute;rio coordenador, e os parceiros locais Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural (com cofinanciamento da Viridia - Conserva&ccedil;&atilde;o em A&ccedil;&atilde;o e MAVA - Fondation pour la Nature), Herdade da Contenda, Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, Liga para a Protec&ccedil;&atilde;o da Natureza, Faia Brava - Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza, Fundaci&oacute;n Naturaleza y Hombre, Guarda Nacional Republicana e Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Propriet&aacute;rios Rurais Gest&atilde;o Cineg&eacute;tica e Biodiversidade.]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 28 Jul 2025 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Abutres tÃªm papel vital na natureza e contribuem com milhÃµes de euros para a economia</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/abutres-tem-papel-vital-na-natureza-e-contribuem-com-milhoes-de-euros-para-a-economia-2025-2f07-2f28/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[At&eacute; 2048, os abutres poder&atilde;o contribuir com mais de 18 milh&otilde;es de euros para a economia nacional.<strong>&nbsp;</strong>&Eacute; o que revela o primeiro&nbsp;<a href="https://4vultures.org/wp-content/uploads/2025/07/LifeAegypiusReturn-EcosystemServicesReport.pdf"><u>estudo</u></a>&nbsp;de quantifica&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os dos ecossistemas prestados pelos abutres em Portugal, que acaba de ser publicado. O trabalho foi desenvolvido no &acirc;mbito do projeto LIFE Aegypius Return e analisa os benef&iacute;cios que tr&ecirc;s esp&eacute;cies de abutres &ndash; abutre-preto, grifo e britango &ndash; proporcionam &agrave; sociedade portuguesa.<br />
<br />
<strong>Estudo pioneiro em Portugal</strong><br />
<br />
Conservar uma esp&eacute;cie ou grupo taxon&oacute;mico requer o envolvimento de muitos setores de atividade e da comunidade em geral. Compreender a import&acirc;ncia dessa esp&eacute;cie ou grupo &ndash; muitas vezes injustamente associados a mitos ou perce&ccedil;&otilde;es negativas, como no caso dos abutres &ndash; &eacute; essencial para criar um entendimento comum e eficaz para a sua prote&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
Um estudo desenvolvido e agora divulgado pelo projeto LIFE Aegypius Return valorou e quantificou alguns dos servi&ccedil;os dos ecossistemas prestados pelas tr&ecirc;s esp&eacute;cies de abutres que nidificam em Portugal (abutre-preto&nbsp;<em>Aegypius monachus</em>, grifo&nbsp;<em>Gyps fulvus</em>&nbsp;e britango, ou abutre-do-Egito&nbsp;<em>Neophron percnopterus</em>): redu&ccedil;&atilde;o de custos de transporte e incinera&ccedil;&atilde;o de carca&ccedil;as de gado (servi&ccedil;o SIRCA), evitamento das respetivas emiss&otilde;es de gases com efeito de estufa, e contributos para a receita do ecoturismo. &Eacute; o primeiro estudo deste tipo realizado com as popula&ccedil;&otilde;es de abutres em Portugal.<br />
<br />
O estudo estimou que, em 2023, os servi&ccedil;os prestados pelos abutres em Portugal representaram potencialmente mais de 668 mil euros em benef&iacute;cios econ&oacute;micos. A proje&ccedil;&atilde;o at&eacute; 2048 &ndash; ano em que, mantendo-se os programas de conserva&ccedil;&atilde;o em curso, se espera que a popula&ccedil;&atilde;o de abutre-preto atinja a capacidade de carga em Portugal &ndash; aponta para um valor acumulado potencial superior a 18,6 milh&otilde;es de euros, combinando custos evitados e receitas associadas ao ecoturismo.<br />
<br />
<strong>Abutres e servi&ccedil;os dos ecossistemas</strong><br />
<br />
De uma forma muito simplificada, os servi&ccedil;os dos ecossistemas s&atilde;o os benef&iacute;cios que as pessoas obt&ecirc;m da biodiversidade e do funcionamento dos ecossistemas, desde bens e materiais, como alimentos e mat&eacute;rias-primas, at&eacute; aos solos f&eacute;rteis e &agrave; gratifica&ccedil;&atilde;o espiritual.<br />
<br />
Os abutres prestam-nos numerosos servi&ccedil;os. S&atilde;o necr&oacute;fagos obrigat&oacute;rios, pelo que desempenham um papel crucial na reciclagem de nutrientes, na remo&ccedil;&atilde;o de contaminantes do solo e da &aacute;gua, e na regula&ccedil;&atilde;o da propaga&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as. Ao consumirem animais mortos, limitam a transmiss&atilde;o de doen&ccedil;as, removendo mat&eacute;ria org&acirc;nica em decomposi&ccedil;&atilde;o do ambiente e contribuindo para o controlo das popula&ccedil;&otilde;es de necr&oacute;fagos facultativos e poss&iacute;veis vetores de doen&ccedil;as infeciosas, como os c&atilde;es ferais ou as ratazanas.<br />
<br />
A sua capacidade de consumir rapidamente carca&ccedil;as de gado pode reduzir significativamente as emiss&otilde;es de gases com efeito de estufa associadas &agrave; recolha e transporte de carca&ccedil;as para centrais de processamento. Em 2023, as popula&ccedil;&otilde;es de abutres em Portugal ter&atilde;o consumido perto de mil toneladas de carne de gado em regime extensivo que morreu nas explora&ccedil;&otilde;es pecu&aacute;rias. Atrav&eacute;s deste consumo, ter&atilde;o evitado mais de 313.000&euro; em custos de transporte e processamento das carca&ccedil;as, o que corresponde a um evitamento de quase 1.200 toneladas de di&oacute;xido de carbono e danos ambientais estimados em aproximadamente 163.000&euro;.<br />
<br />
Os abutres tamb&eacute;m prestam servi&ccedil;os culturais e espirituais que remontam a milhares de anos, bem como servi&ccedil;os recreativos sob a forma de ecoturismo, especialmente para observadores de aves e fot&oacute;grafos de natureza. Observar os abutres no seu habitat natural tem um valor significativo, e o ecoturismo em torno das &aacute;reas de reprodu&ccedil;&atilde;o e alimenta&ccedil;&atilde;o dos abutres pode gerar importantes fontes de rendimento local. As estimativas muito conservadoras apresentadas no estudo cifram as receitas de ecoturismo motivado pela observa&ccedil;&atilde;o de abutres em 14 munic&iacute;pios da zona raiana do pa&iacute;s em cerca de 192.000&euro;/ano, valor com grande potencial de expans&atilde;o.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/20240228_115001.jpg" width="900" height="506" alt="" /><br />
<p class="legenda">Observa&ccedil;&atilde;o de abutres. Fotografia David Delgado/LPN.</p>
<strong><br />
Muito mais do que economia</strong><br />
<br />
O estudo agora dispon&iacute;vel tem como objetivo demonstrar os benef&iacute;cios proporcionados por popula&ccedil;&otilde;es saud&aacute;veis de abutres no nosso territ&oacute;rio de uma forma mais facilmente percet&iacute;vel. &Eacute; uma ferramenta para comunicar a relev&acirc;ncia da conserva&ccedil;&atilde;o das aves necr&oacute;fagas a decisores, profissionais como produtores pecu&aacute;rios, turistas e ao p&uacute;blico em geral. A estimativa de valores monet&aacute;rios refor&ccedil;a a ideia de que proteger os abutres &eacute; contribuir para a sa&uacute;de dos ecossistemas, o bem-estar humano e o patrim&oacute;nio natural comum, tendo, ainda, benef&iacute;cios financeiros.<br />
<br />
No entanto, os autores do estudo sublinham que estes valores representam apenas uma parte quantific&aacute;vel do contributo real dos abutres para a sociedade. O valor destas aves &ndash; como o da biodiversidade em geral &ndash; para o bem-estar humano reveste-se de princ&iacute;pios &eacute;ticos e intang&iacute;veis, e excede largamente qualquer estimativa monet&aacute;ria. A sua import&acirc;ncia ecol&oacute;gica, cultural e simb&oacute;lica n&atilde;o pode ser totalmente traduzida por par&acirc;metros econ&oacute;micos.<br />
<br />
Por&eacute;m, h&aacute; uma certeza: ecossistemas saud&aacute;veis e funcionais &ndash; onde os abutres t&ecirc;m necessariamente um papel relevante &ndash; trazem benef&iacute;cios diversos, e para todos!<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/_DSC1238.jpg" width="900" height="602" alt="" />
<p class="legenda">Abutre-preto. Fotografia Bruno Berthemy.<strong><br />
<br />
</strong></p>
<strong>Sobre o projeto</strong><br />
<br />
O projeto LIFE Aegypius Return &eacute; cofinanciado pelo Programa LIFE da Uni&atilde;o Europeia. &Eacute; implementado por um cons&oacute;rcio que integra a Vulture Conservation Foundation (VCF), o benefici&aacute;rio coordenador, e os parceiros locais Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural (com cofinanciamento da Viridia - Conserva&ccedil;&atilde;o em A&ccedil;&atilde;o e MAVA - Fondation pour la Nature), Herdade da Contenda, Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, Liga para a Protec&ccedil;&atilde;o da Natureza, Faia Brava - Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza, Fundaci&oacute;n Naturaleza y Hombre, Guarda Nacional Republicana e Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Propriet&aacute;rios Rurais Gest&atilde;o Cineg&eacute;tica e Biodiversidade.]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c6a1f</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 05 Jun 2025 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Futuros Partilhados: projeto jÃ¡ realizou 22 sessÃµes na comunidade e organiza Campo Comum em junho</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/futuros-partilhados-3a-projeto-ja-realizou-22-sessoes-na-comunidade-e-organiza-campo-comum-em-junho-2025-2f06-2f05/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[O projeto &ldquo;Futuros Partilhados - Narrativas colaborativas para reimaginar uma conviv&ecirc;ncia multiesp&eacute;cies&rdquo; j&aacute; promoveu 22 sess&otilde;es na comunidade para jovens e idosos do concelho de Miranda do Douro, no distrito de Bragan&ccedil;a, com o objetivo de recriar narrativas que conectem as comunidades humanas e a vida selvagem, para promover uma rela&ccedil;&atilde;o multiesp&eacute;cies n&atilde;o-hier&aacute;rquica. Ser&aacute; agora realizado, no &acirc;mbito deste projeto, um Campo Comum direcionado para jovens, cujas inscri&ccedil;&otilde;es j&aacute; est&atilde;o abertas.<br />
<br />
As 22 sess&otilde;es foram dinamizadas com alunos/as do 10.&ordm; ano do Agrupamento de Escolas de Miranda do Douro e idosos dos lares da Santa Casa da Miseric&oacute;rdia deste concelho. Seguiram uma metodologia colaborativa na cria&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica de conte&uacute;dos e performances, com foco no di&aacute;logo cr&iacute;tico e reflexivo, envolvendo os participantes de forma ativa na perce&ccedil;&atilde;o, desconstru&ccedil;&atilde;o de mitos relacionados com v&aacute;rias esp&eacute;cies e reinven&ccedil;&atilde;o de hist&oacute;rias sobre a natureza que t&ecirc;m como palco principal o territ&oacute;rio onde vivem.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/Imagem WhatsApp 2025-03-13 &agrave;s 18_07_25_fdb8678d.jpg" width="900" height="677" alt="" /><br />
<p class="legenda">Sess&atilde;o realizada no Agrupamento de Escolas de Miranda do Douro. Fotografia Palombar.</p>
<br />
As sess&otilde;es tiveram como base uma rede colaborativa de artistas, cientistas e comunidades, e visaram a cria&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos para publica&ccedil;&otilde;es de &aacute;udio, v&iacute;deo e texto numa plataforma digital, cria&ccedil;&atilde;o teatral e cinema ambiental. Foram 22 sess&otilde;es explorat&oacute;rias, com diferentes tipologias: oficinas criativas focadas em pr&aacute;ticas art&iacute;sticas (narrativa, express&atilde;o corporal, escrita criativa, audiovisual), oficinas ambientais e encontros para escuta e recolha de hist&oacute;rias e tradi&ccedil;&otilde;es locais.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/Foto1.jpg" width="900" height="675" alt="" />
<p class="legenda">Sess&atilde;o de escuta e recolha de hist&oacute;rias e tradi&ccedil;&otilde;es locais que decorreu num lar da Santa Casa da Miseric&oacute;rdia de Miranda do Douro. Fotografia Palombar.</p>
<strong><br />
Campo Comum realiza-se em junho direcionado para jovens</strong><br />
<br />
Em junho, o projeto vai realizar um Campo Comum, que decorre entre os dias 23 e 28, em Miranda do Douro, e cujas inscri&ccedil;&otilde;es j&aacute; podem ser realizadas, atrav&eacute;s dos contactos +351 964 695 511 ou educacao@palombar.pt.<br />
<br />
Ser&aacute; uma semana dedicada &agrave; cria&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica e ambiental, com atividades desenvolvidas pela equipa art&iacute;stica e bi&oacute;logos do projeto, nomeadamente oficinas de grafismo, narrativa e audiovisual e sa&iacute;das de campo no concelho de Miranda do Douro, focadas nos morcegos, aves de rapina, r&eacute;pteis e anf&iacute;bios. <br />
O p&uacute;blico-alvo deste Campo Comum s&atilde;o os/as alunos/as do 10.&ordm; ano do Agrupamento de Escolas de Miranda do Douro que participaram nas oficinas criativas realizadas durante este ano letivo e todos/as os/as jovens do concelho que se queiram juntar.<br />
<br />
<strong>Em setembro h&aacute; mais: ciclo de cinema e lan&ccedil;amento de publica&ccedil;&otilde;es</strong><br />
<br />
Ap&oacute;s a realiza&ccedil;&atilde;o do Campo Comum, o projeto volta em for&ccedil;a em setembro, com a dinamiza&ccedil;&atilde;o de um ciclo de cinema colaborativo e itinerante, onde estar&atilde;o envolvidos os jovens e os utentes dos lares de Miranda do Douro, Duas Igrejas e Pala&ccedil;oulo. Ser&aacute; tamb&eacute;m editada a publica&ccedil;&atilde;o &quot;Zona de Contacto&quot; e lan&ccedil;ada a Plataforma digital do projeto.<br />
<br />
<strong>Sobre o projeto</strong><br />
<br />
O projeto <u><a href="https://www.palombar.pt/pt/projetos/futuros-partilhados-2025/">Futuros Partilhados</a></u> &eacute; desenvolvido pela organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental de ambiente Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, e tem coordena&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica de Nuno Preto e Gon&ccedil;alo Mota. S&atilde;o parceiros a C&acirc;mara Municipal de Miranda do Douro, Lar da Santa Casa da Miseric&oacute;rdia de Miranda do Douro e Agrupamento de Escolas de Miranda do Douro. Tem financiamento do Programa PARTIS &amp; ART FOR CHANGE da Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian, BPI e Funda&ccedil;&atilde;o &quot;la Caixa&quot;.&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c6a2a</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 02 Jun 2025 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Palombar integra o European Environmental Bureau</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/palombar-integra-o-european-environmental-bureau-2025-2f06-2f02/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[A organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental de ambiente Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural &eacute; uma das 12 organiza&ccedil;&otilde;es integradas, este ano, no European Environmental Bureau (EEB), a maior rede de organiza&ccedil;&otilde;es ambientais da sociedade civil da Europa. Esta integra&ccedil;&atilde;o foi celebrada no dia 20 de maio, num <u><a href="https://eeb.org/eeb-2025-annual-events-in-brussels/">evento</a></u> que decorreu em Bruxelas, na B&eacute;lgica, e representa mais um marco importante para a Palombar e para o reconhecimento da sua capacidade de trabalho e envolvimento em quest&otilde;es de extrema import&acirc;ncia no contexto da prote&ccedil;&atilde;o do ambiente.<br />
<br />
A ades&atilde;o da Palombar e de outras 11 organiza&ccedil;&otilde;es ao European Environmental Bureau ocorreu durante a Assembleia Geral Anual desta organiza&ccedil;&atilde;o, realizada nos dias 20 e 21 de maio. A Palombar, representada pelo seu presidente Jos&eacute; Pereira, participou no evento via <em>online</em>.<br />
<br />
A Palombar integra o EEB como membro associado e torna-se assim parte de um ator-chave do movimento europeu que atua na defesa da natureza. Poder&aacute;, assim, contribuir para uma voz forte nos processos pol&iacute;ticos europeus e internacionais, atrav&eacute;s de mecanismos de coopera&ccedil;&atilde;o, trabalho em rede, troca de informa&ccedil;&otilde;es e capacita&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
<strong>European Environmental Bureau integra mais de 190 organiza&ccedil;&otilde;es de 41 pa&iacute;ses</strong><br />
<br />
O EEB &eacute; atualmente formado por um conjunto de mais de 190 organiza&ccedil;&otilde;es em 41 pa&iacute;ses, incluindo um crescente n&uacute;mero de redes associadas, e representa mais de 30 milh&otilde;es de membros individuais e apoiantes. &Eacute; a maior e mais inclusiva rede europeia de grupos de cidad&atilde;os dedicados &agrave; causa ambiental.<br />
<br />
Defende pol&iacute;ticas progressistas para melhorar e gest&atilde;o e conserva&ccedil;&atilde;o do meio ambiente na Uni&atilde;o Europeia e n&atilde;o s&oacute;, abordando os problemas ambientais mais prementes relacionados com as altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas, a biodiversidade, a economia circular, a polui&ccedil;&atilde;o do ar, da &aacute;gua, do solo e qu&iacute;mica, bem como pol&iacute;ticas relativas &agrave; ind&uacute;stria, energia, agricultura, conce&ccedil;&atilde;o de produtos e preven&ccedil;&atilde;o de res&iacute;duos, entre outras.<br />
<br />
A sua atua&ccedil;&atilde;o relaciona-se com o estabelecimento de agendas, monitoriza&ccedil;&atilde;o, aconselhamento e influ&ecirc;ncia da forma como a Uni&atilde;o Europeia lida com estas quest&otilde;es. Est&aacute; tamb&eacute;m ativo em quest&otilde;es abrangentes como o desenvolvimento sustent&aacute;vel, a boa governa&ccedil;&atilde;o, a democracia participativa e o Estado de direito.<br />]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c6a34</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 30 May 2025 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Mobile World Capital Awards: Palombar entre os finalistas com a app Passaporte Natura 2000</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/mobile-world-capital-awards-3a-palombar-entre-os-finalistas-com-a-app-passaporte-natura-2000-2025-2f05-2f30/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[A organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental de ambiente Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural est&aacute; entre os 17 finalistas indicados para receber os Mobile World Capital Awards: Technologies for a Sustainable Future (<u><a href="https://mobileworldcapital.com/en/mobile-world-capital-awards/">MWCapital Awards</a></u>). Selecionados entre 157 candidatos de 34 pa&iacute;ses, os finalistas v&atilde;o reunir-se num evento no dia 12 de junho, em Barcelona, Espanha, para descobrir os vencedores desta primeira edi&ccedil;&atilde;o dos MWCapital Awards.<br />
<br />
Os MWCapital Awards, criados em colabora&ccedil;&atilde;o com a B Lab Spain e a GSMA Foundry, reconhecem e premeiam, a n&iacute;vel mundial, os melhores projetos inovadores em transi&ccedil;&atilde;o digital respons&aacute;vel que contribuem para a concretiza&ccedil;&atilde;o dos Objetivos de Desenvolvimento Sustent&aacute;vel (ODS) da Agenda 2030 da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU) e para a gera&ccedil;&atilde;o de impacto positivo na natureza e na sociedade.<br />
<br />
Os pr&eacute;mios n&atilde;o procuram apenas celebrar a criatividade e a inova&ccedil;&atilde;o, mas tamb&eacute;m reconhecer o seu impacto social tang&iacute;vel, contribuindo para uma transforma&ccedil;&atilde;o digital sustent&aacute;vel, respons&aacute;vel e global.<br />
<br />
<strong>Palombar concorre com app Passaporte Natura 2000</strong><br />
<br />
Foram submetidas para receber este pr&eacute;mio 157 candidaturas de diversas categorias de projetos, de 34 pa&iacute;ses e v&aacute;rias regi&otilde;es do mundo. A Palombar concorreu com o <strong>Passaporte Natura 2000</strong>, uma aplica&ccedil;&atilde;o criada para levar &agrave; descoberta da natureza, do patrim&oacute;nio e das comunidades de &aacute;reas da Rede Natura 2000 em Portugal.  <strong>Descarregue a app </strong><u><strong><a href="https://passaportenatura2000.eu/">aqui</a></strong></u>.<br />
<br />
A app Passaporte Natura 2000 apresenta uma forma inovadora de experienciar as &aacute;reas protegidas dessa Rede: digital, sustent&aacute;vel, interativa e informativa. Combina educa&ccedil;&atilde;o, gamifica&ccedil;&atilde;o e conserva&ccedil;&atilde;o de uma forma altamente acess&iacute;vel e envolvente para o p&uacute;blico.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/2 app-Natura_post.png" width="1000" height="1000" alt="" /><br />
<br />
<strong>Uma app inovadora, sustent&aacute;vel e inclusiva</strong><br />
<br />
Reconhecendo que a maior rede mundial de &aacute;reas protegidas para a natureza, a Rede Natura 2000, ainda n&atilde;o era suficientemente conhecida e valorizada, cri&aacute;mos esta aplica&ccedil;&atilde;o para incentivar os cidad&atilde;os a descobrirem a natureza, as comunidades e o patrim&oacute;nio cultural destas regi&otilde;es, com o prop&oacute;sito de contribuir para o seu desenvolvimento e conserva&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
Ao unir tecnologia, educa&ccedil;&atilde;o, turismo e conserva&ccedil;&atilde;o, esta app permite concretizar os Objetivos de Desenvolvimento Sustent&aacute;vel da ONU. Promove a consciencializa&ccedil;&atilde;o sobre a conserva&ccedil;&atilde;o da biodiversidade, fomenta as economias rurais e melhora a educa&ccedil;&atilde;o ambiental, atrav&eacute;s do turismo regenerativo. A app foi desenvolvida com foco na transi&ccedil;&atilde;o digital respons&aacute;vel, inclusiva e centrada no ser humano. Utiliza a tecnologia para reinventar o que significa o envolvimento digital sustent&aacute;vel e comunit&aacute;rio.<br />
<br />
<strong>No dia 12 de junho, a Palombar marcar&aacute; presen&ccedil;a no evento que ir&aacute; anunciar os vencedores dos pr&eacute;mios. Estar entre os 17 finalistas j&aacute; &eacute; uma grande vit&oacute;ria e reconhecimento do trabalho desenvolvido pela nossa organiza&ccedil;&atilde;o em Portugal na &aacute;rea da conserva&ccedil;&atilde;o da natureza e do patrim&oacute;nio rural, e na dinamiza&ccedil;&atilde;o do mundo rural e valoriza&ccedil;&atilde;o e inclus&atilde;o das comunidades locais.</strong>]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c6a3e</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 29 May 2025 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>LIFE Aegypius Return: projeto jÃ¡ atingiu muitos dos seus principais objetivos</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/life-aegypius-return-3a-projeto-ja-atingiu-muitos-dos-seus-principais-objetivos-2025-2f05-2f29/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[Os dias 12 a 15 de maio foram de intenso trabalho para os parceiros do projeto LIFE Aegypius Return. Na Herdade da Contenda e na pitoresca cidade de Moura, um preenchido programa de visitas t&eacute;cnicas e reuni&otilde;es reuniu cerca de 50 participantes. Os progressos realizados at&eacute; ao momento revelam que o projeto j&aacute; atingiu muitos dos seus principais objetivos.<br />
<br />
<strong>Avaliar e discutir os progressos do projeto</strong><br />
<br />
A semana come&ccedil;ou com uma visita de avalia&ccedil;&atilde;o do projeto por parte da Elmen EEIG, entidade respons&aacute;vel pela auditoria externa dos projetos LIFE, contratada pela Comiss&atilde;o Europeia. Os trabalhos realizados e os resultados obtidos at&eacute; ao momento, bem como a gest&atilde;o financeira do projeto, foram apresentados e detalhadamente discutidos em sala e numa visita t&eacute;cnica aos trabalhos de campo realizados na Herdade da Contenda.<br />
<br />
O exerc&iacute;cio de reflex&atilde;o sobre os resultados alcan&ccedil;ados e as pr&oacute;ximas etapas do projeto prosseguiu com as autoridades portuguesas e espanholas respons&aacute;veis pela gest&atilde;o do territ&oacute;rio, pela conserva&ccedil;&atilde;o da natureza e pela seguran&ccedil;a veterin&aacute;ria (ICNF - Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas, DGAV - Dire&ccedil;&atilde;o-Geral de Alimenta&ccedil;&atilde;o e Veterin&aacute;ria, Junta de Extremadura e Junta de Andaluzia). &Agrave; discuss&atilde;o seguiu-se nova visita t&eacute;cnica &agrave; Herdade da Contenda, para verifica&ccedil;&atilde;o, no terreno, de algumas medidas de conserva&ccedil;&atilde;o aplicadas e planeadas.<br />
<br />
Os prof&iacute;cuos trabalhos colaborativos permitiram concluir que, desde a gest&atilde;o de habitat para prote&ccedil;&atilde;o das col&oacute;nias, ao refor&ccedil;o dos locais de nidifica&ccedil;&atilde;o com plataformas artificiais e &agrave; provis&atilde;o de alimento suplementar para os abutres, est&aacute; tudo a postos para continuar os esfor&ccedil;os de conserva&ccedil;&atilde;o do abutre-preto em Portugal e na faixa ocidental de Espanha.<br />
<br />
<strong>Projeto j&aacute; atingiu muitos dos seus principais objetivos</strong><br />
<br />
At&eacute; ao momento, o projeto LIFE Aegypius Return j&aacute; atingiu v&aacute;rios dos principais objetivos: um aumento significativo da popula&ccedil;&atilde;o, do n&uacute;mero de col&oacute;nias e do sucesso reprodutor. Os parceiros t&ecirc;m atuado de forma eficaz na preven&ccedil;&atilde;o ou redu&ccedil;&atilde;o de algumas das principais amea&ccedil;as para a esp&eacute;cie, nomeadamente o envenenamento (em colabora&ccedil;&atilde;o com a Guarda Nacional Republicana, atrav&eacute;s da cria&ccedil;&atilde;o de novas patrulhas caninas, e uma eficaz aplica&ccedil;&atilde;o do Protocolo Ant&iacute;doto); a escassez de alimento (atrav&eacute;s da implementa&ccedil;&atilde;o de &Aacute;reas Privadas para Alimenta&ccedil;&atilde;o de Aves Necr&oacute;fagas &ndash; APAAN), a contamina&ccedil;&atilde;o por chumbo (atrav&eacute;s da promo&ccedil;&atilde;o e da disponibiliza&ccedil;&atilde;o de muni&ccedil;&otilde;es sem chumbo no setor cineg&eacute;tico, atrav&eacute;s da ANPC - Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Propriet&aacute;rios Rurais Gest&atilde;o Cineg&eacute;tica e Biodiversidade), e os inc&ecirc;ndios florestais (atrav&eacute;s da gest&atilde;o de habitat em torno das col&oacute;nias). O projeto tem tamb&eacute;m proporcionado um enorme aumento do conhecimento sobre a esp&eacute;cie e as suas causas de mortalidade, assegurado uma monitoriza&ccedil;&atilde;o rigorosa, e contribu&iacute;do para a consolida&ccedil;&atilde;o da col&oacute;nia reprodutora do Douro Internacional, atrav&eacute;s da devolu&ccedil;&atilde;o &agrave; natureza de indiv&iacute;duos recuperados em Portugal. Finalmente, as m&uacute;ltiplas iniciativas de comunica&ccedil;&atilde;o do projeto t&ecirc;m certamente contribu&iacute;do para aumentar a consciencializa&ccedil;&atilde;o de diversos segmentos da sociedade sobre a import&acirc;ncia do abutre-preto e a sua conserva&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/2-room.jpg" width="1000" height="388" alt="" /><br />
<p class="legenda">Parceiros LIFE Aegypius Return e partes interessadas reunidos na Escola Profissional de Moura. Fotografia VCF.</p>
<strong><br />
Contenda, ref&uacute;gio de biodiversidade e laborat&oacute;rio vivo</strong><br />
<br />
A Herdade da Contenda ocupa cerca de 5 300 hectares na Zona de Prote&ccedil;&atilde;o Especial de Mour&atilde;o/Moura/Barrancos e &eacute; propriedade do Munic&iacute;pio de Moura, sendo gerida pela empresa municipal hom&oacute;nima. &Eacute; um excelente exemplo de gest&atilde;o integrativa do territ&oacute;rio, ao conciliar a prote&ccedil;&atilde;o da natureza com o turismo, a atividade cineg&eacute;tica e a gest&atilde;o florestal. Inclui mais de 400 esp&eacute;cies de flora, e as suas colinas e ribeiros s&atilde;o ber&ccedil;o para uma vasta diversidade de esp&eacute;cies animais, das quais se destaca o abutre-preto.<br />
<br />
Das v&aacute;rias t&eacute;cnicas de ordenamento paisag&iacute;stico ali aplicadas, destaca-se a gest&atilde;o florestal minuciosamente planeada por anos, zonas e tipologias de interven&ccedil;&atilde;o, mas tamb&eacute;m a gest&atilde;o de habitat para promo&ccedil;&atilde;o do coelho-bravo, esp&eacute;cie importante para o equil&iacute;brio ecol&oacute;gico e para a alimenta&ccedil;&atilde;o do abutre-preto.<br />
<br />
A cuidada gest&atilde;o desta herdade, aliada aos esfor&ccedil;os do projeto LIFE Habitat Lince Abutre, permitiu que, em 2015, dois casais de abutre-preto ali tenham nidificado, ap&oacute;s mais de 40 anos de aus&ecirc;ncia. Atualmente, a Herdade da Contenda alberga a segunda maior col&oacute;nia reprodutora da esp&eacute;cie em Portugal, beneficiando de colabora&ccedil;&atilde;o transfronteiri&ccedil;a na sua vigil&acirc;ncia e prote&ccedil;&atilde;o. Em 2024, esta col&oacute;nia registou 20 a 21 casais nidificantes (cinco dos quais j&aacute; em territ&oacute;rio espanhol), tendo produzido sete crias.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/5.jpeg" width="1000" height="486" alt="" /> <br />
<p class="legenda">Visita t&eacute;cnica na Herdade da Contenda. Fotografia SPEA/Paulo Monteiro e VCF.</p>
<strong><br />
Alimenta&ccedil;&atilde;o suplementar para abutres</strong><br />
<br />
No sul do pa&iacute;s, a Herdade da Contenda &eacute; pioneira na alimenta&ccedil;&atilde;o suplementar de abutres. Al&eacute;m do Campo de Alimenta&ccedil;&atilde;o Privado para Aves Necr&oacute;fagas (CAPAN, &aacute;rea vedada onde s&atilde;o depositados animais mortos ou as suas partes) cuidadosamente gerido em parceria com a Liga para a Protec&ccedil;&atilde;o da Natureza, a Herdade formalizou recentemente as duas primeiras APAAN  (&aacute;reas n&atilde;o vedadas que permitem receber cad&aacute;veres de cabras ou ovelhas em regime extensivo), no &acirc;mbito do projeto LIFE Aegypius Return. Por uma feliz coincid&ecirc;ncia, nas v&eacute;speras dos trabalhos, foi feita a primeira deposi&ccedil;&atilde;o na APAAN dedicada ao gado caprino. Por monitoriza&ccedil;&atilde;o remota, foi poss&iacute;vel comprovar o r&aacute;pido consumo da carca&ccedil;a por aves necr&oacute;fagas: grifos (<em>Gyps fulvus</em>), abutres-pretos e ainda um raro abutre-de-R&uuml;ppell (<em>Gyps rueppellii</em>), esp&eacute;cie africana classificada como &quot;Criticamente em Perigo de Extin&ccedil;&atilde;o&quot;, a n&iacute;vel global.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/6.JPG" width="300" height="169" alt="" /><img src="http://www.palombar.pt/imagens/7.JPG" width="225" height="169" alt="" /><br />
<p class="legenda">Fotografias obtidas por monitoriza&ccedil;&atilde;o remota do APAAN na Herdade da Contenda. Na imagem da esquerda &eacute; vis&iacute;vel um abutre-de-R&uuml;ppell (&eacute; o abutre mais &agrave; direita). No centro da imagem da direita v&ecirc;-se um abutre-preto no meio de um bando de grifos.</p>
<strong><br />
Na Margem Esquerda do Guadiana, um para&iacute;so para todos os sentidos</strong><br />
<br />
Nem s&oacute; de abutres se faz o LIFE Aegypius Return. O projeto tem tamb&eacute;m a&ccedil;&otilde;es dedicadas &agrave; compreens&atilde;o do impacto socioecon&oacute;mico do projeto (e da conserva&ccedil;&atilde;o do abutre-preto) nas regi&otilde;es envolvidas. Nesse contexto, as reuni&otilde;es s&atilde;o tamb&eacute;m momentos privilegiados para conhecer a popula&ccedil;&atilde;o, a cultura e as tradi&ccedil;&otilde;es locais.<br />
<br />
Nesta semana em Moura, houve lugar para uma interessant&iacute;ssima visita cultural &ndash; dinamizada pela ADCMoura &ndash; ao Castelo de Moura, classificado como Im&oacute;vel de Interesse P&uacute;blico desde 1944, &agrave; Cerca Urbana e &agrave; Mouraria &ndash; bairro hist&oacute;rico constru&iacute;do pelos mouros, no s&eacute;culo XIII, para albergar os habitantes &aacute;rabes de Moura ap&oacute;s a Reconquista Crist&atilde;. Este edificado est&aacute; tamb&eacute;m classificado como Im&oacute;vel de Interesse P&uacute;blico desde 1993.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/8.jpg" width="400" height="225" alt="" /><img src="http://www.palombar.pt/imagens/9(1).jpg" width="400" height="225" alt="" /><br />
<p class="legenda">Visita ao castelo e &agrave; cidade de Moura. Fotografia VCF.</p>
<br />
O &uacute;ltimo dia de trabalhos contou com uma visita ao Convento da Tomina e sua envolvente. Este convento foi fundado em 1686 e localiza-se junto &agrave; ribeira de Pais Joanes, no limite oeste da Herdade da Contenda.<br />
<br />
Os participantes tiveram ainda v&aacute;rias ocasi&otilde;es de degustar a gastronomia tradicional alentejana, tendo este roteiro terminado com um excelente cozido de gr&atilde;o, confecionado pelo <em>staff</em> da Herdade da Contenda para deleite de todos.<br />
<br />
Os parceiros LIFE Aegypius Return agradecem a todas as pessoas e entidades que participaram e que colaboraram nas atividades da quarta reuni&atilde;o de progressos do projeto, designadamente: Elmen EEIG, ICNF, DGAV, Junta de Extremadura, Junta de Andaluzia, e aos estudantes das Universidades de Coimbra e de &Eacute;vora, Maria Soares e Miguel Pires. Um agradecimento especial &agrave; Escola Profissional de Moura (e particularmente &agrave; sua diretora, Paula Ramos) pela gentil ced&ecirc;ncia de espa&ccedil;os para a reuni&atilde;o, ao Munic&iacute;pio de Moura pelo apoio, e &agrave; ADCMoura (Filipe Sousa e Clara Louren&ccedil;o) pela dinamiza&ccedil;&atilde;o da visita cultural &agrave; cidade.<br />
<br />
<strong>Sobre o projeto</strong><br />
<br />
O projeto LIFE Aegypius Return &eacute; cofinanciado pelo Programa LIFE da Uni&atilde;o Europeia. &Eacute; implementado por um cons&oacute;rcio que integra a Vulture Conservation Foundation (VCF), o benefici&aacute;rio coordenador, e os parceiros locais Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural (com cofinanciamento da Viridia - Conserva&ccedil;&atilde;o em A&ccedil;&atilde;o e MAVA - Fondation pour la Nature), Herdade da Contenda, Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, Liga para a Protec&ccedil;&atilde;o da Natureza, Faia Brava - Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza, Fundaci&oacute;n Naturaleza y Hombre, Guarda Nacional Republicana e Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Propriet&aacute;rios Rurais Gest&atilde;o Cineg&eacute;tica e Biodiversidade.]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 15 May 2025 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Palombar intervÃ©m nas consultas pÃºblicas de instrumentos com implicaÃ§Ãµes na conservaÃ§Ã£o da natureza</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/palombar-intervem-nas-consultas-publicas-de-instrumentos-com-implicacoes-na-conservacao-da-natureza-2025-2f05-2f15/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[Nos &uacute;ltimos meses, a organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental de ambiente Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural participou nas consultas p&uacute;blicas das propostas do Programa Regional de Ordenamento do Territ&oacute;rio do Norte (PROT-NORTE), do Relat&oacute;rio do Estado do Ordenamento do Territ&oacute;rio (REOT), do Plano de Desenvolvimento e Investimento da Rede Nacional de Transporte de Eletricidade (PDIRT-E) e do Cadastro Nacional dos Valores Naturais Classificados.&nbsp;Todos estes instrumentos t&ecirc;m importantes implica&ccedil;&otilde;es na conserva&ccedil;&atilde;o da natureza e no territ&oacute;rio.<br />
<br />
O <u><a href="https://participa.pt/pt/consulta/prot-norte">PROT-NORTE</a></u>, elaborado pela Comiss&atilde;o de Coordena&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento Regional do Norte, constitui o instrumento que desenha a estrat&eacute;gia regional de desenvolvimento e ordenamento do territ&oacute;rio, integrando as op&ccedil;&otilde;es estabelecidas a n&iacute;vel nacional para a conserva&ccedil;&atilde;o da natureza, economia, cuidados m&eacute;dicos, educa&ccedil;&atilde;o escolar, mobilidade e produ&ccedil;&atilde;o de energia, nomeadamente. O per&iacute;odo de consulta decorreu entre 22 de outubro e 3 de dezembro de 2024, e o PROT-NORTE necessita ainda de aprova&ccedil;&atilde;o governamental para entrar em vigor.<br />
<br />
<strong>Palombar alerta para a import&acirc;ncia de valorizar fauna, geodiversidade e comunidades locais</strong><br />
<br />
O contributo da Palombar visou, entre outros aspetos, recomendar a afirma&ccedil;&atilde;o na estrat&eacute;gia delineada de fatores distintivos &agrave; escala nacional (lobo-ib&eacute;rico e avifauna rup&iacute;cola) e a inclus&atilde;o do patrim&oacute;nio geol&oacute;gico, no sentido de serem levados em conta na valoriza&ccedil;&atilde;o dos territ&oacute;rios de baixa densidade e, com isso, contribuir para sustentar a demografia num limiar adequado do ponto de vista social, econ&oacute;mico e biof&iacute;sico. Em paralelo, para as urbes reivindicou aten&ccedil;&atilde;o para o arvoredo face &agrave; sua relev&acirc;ncia para a ameniza&ccedil;&atilde;o clim&aacute;tica e como suporte da biodiversidade.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/PROT-N-melhorada-4x-1964-1372-px.jpg" width="900" height="629" alt="" /><br />
<p class="legenda">Modelo Territorial contido na proposta do PROT-NORTE.</p>
<br />
Tamb&eacute;m no &acirc;mbito do ordenamento do territ&oacute;rio, a Palombar participou na consulta p&uacute;blica da proposta do <u><a href="https://participa.pt/pt/consulta/reot-2024">REOT 2024</a></u>. O Relat&oacute;rio do Estado do Ordenamento do Territ&oacute;rio serve para avaliar a execu&ccedil;&atilde;o do Programa Nacional da Pol&iacute;tica de Ordenamento do Territ&oacute;rio (PNPOT), sendo produzido pela Dire&ccedil;&atilde;o-Geral do Territ&oacute;rio, de dois em dois anos, com base nos indicadores do Observat&oacute;rio do Ordenamento do Territ&oacute;rio e Urbanismo, com a colabora&ccedil;&atilde;o de diversas entidades p&uacute;blicas e contributos recolhidos na consulta. O REOT 2024 &eacute; o segundo exerc&iacute;cio de avalia&ccedil;&atilde;o da execu&ccedil;&atilde;o do Programa de A&ccedil;&atilde;o do PNPOT, desta feita para o bi&eacute;nio 2022/2023.<br />
<br />
<strong>Destac&aacute;mos alargamento da ZPE do Douro Internacional e Vale do &Aacute;gueda como medida fundamental</strong><br />
<br />
Neste caso, o contributo enviado concentrou-se em reivindicar que fique assinalado o progresso que o territ&oacute;rio nacional conheceu em mat&eacute;ria de Rede Natura 2000 com a <u><a href="https://files.diariodarepublica.pt/1s/2023/10/19800/0001600020.pdf">aprova&ccedil;&atilde;o</a></u> do alargamento da Zona de Prote&ccedil;&atilde;o Especial (ZPE) do Douro Internacional e Vale do &Aacute;gueda para o dobro (passando de 50 769 para 106 978 hectares), como resultado da proposta t&eacute;cnica desenvolvida no &acirc;mbito do projeto <u><a href="https://www.palombar.pt/pt/projetos/life-rupis-2015/">LIFE RUPIS</a></u>. Esteve em consulta entre 21 de novembro de 2024 e 3 de janeiro do presente ano, aguardando-se a divulga&ccedil;&atilde;o da vers&atilde;o final do Relat&oacute;rio.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/REOT-2024-melhorada-4x-1964-1372-px.jpg" width="900" height="579" alt="" /><br />
<p class="legenda">Capa do documento.</p>
<br />
Chegados a 2025, o foco incidiu sobre a proposta do <u><a href="https://www.erse.pt/atividade/consultas-publicas/consulta-publica-128/">PDIRT-E 2024</a></u> que identifica as infraestruturas a construir, remodelar ou modernizar na rede nacional de transporte de eletricidade para o dec&eacute;nio 2025-2034, incluindo as verbas necess&aacute;rias e calend&aacute;rio da execu&ccedil;&atilde;o. O per&iacute;odo de consulta p&uacute;blica decorreu entre 6 de janeiro e 17 de fevereiro, e tamb&eacute;m este instrumento de gest&atilde;o territorial carece ainda de aprova&ccedil;&atilde;o governamental .<br />
<br />
<strong>Advertimos para o impacto significativamente negativo de parques e&oacute;licos sobre a Rede Natura 2000</strong><br />
<br />
A Palombar observou ser profundamente inadequado propor uma linha de muito alta tens&atilde;o para a implementa&ccedil;&atilde;o de parques e&oacute;licos nos concelhos do Nordeste Transmontano, por serem suscet&iacute;veis de afetar de forma significativa as ZPE dos Rios Sabor e Ma&ccedil;&atilde;s, do Vale do C&ocirc;a, e do Douro Internacional e Vale do &Aacute;gueda, bem como a cont&iacute;gua Zona Especial de Protecci&oacute;n para las Aves Arribes del Duero (Espanha). Tal resulta dessas &Aacute;reas Classificadas albergarem popula&ccedil;&otilde;es de v&aacute;rias esp&eacute;cies de aves, em particular, as planadoras, na sua maioria com estatuto de amea&ccedil;a (i.e., que enfrentam risco de extin&ccedil;&atilde;o), pois possuem &aacute;reas vitais de grandes dimens&otilde;es e cobrem um territ&oacute;rio vasto na procura de alimento e em processos de dispers&atilde;o, sendo muito suscet&iacute;veis &agrave; mortalidade provocada pela colis&atilde;o com as p&aacute;s dos aerogeradores.<br />
<br />
Em sentido contr&aacute;rio, a Palombar prop&ocirc;s a inclus&atilde;o do investimento necess&aacute;rio para executar interven&ccedil;&otilde;es na ZPE do Douro Internacional e Vale do &Aacute;gueda e no Parque Natural do Douro Internacional no sentido de compatibilizar as infraestruturas existentes com a paisagem e biodiversidade. Entre as interven&ccedil;&otilde;es que deveriam ser levadas a cabo, indicaram-se, nomeadamente: Desvio do tra&ccedil;ado das linhas que passam sobre povoa&ccedil;&otilde;es (com &ecirc;nfase para Bru&ccedil;&oacute;, Vilarinhos dos Galegos, Bemposta e Urr&oacute;s); Apoio financeiro para a execu&ccedil;&atilde;o de projetos de g&eacute;nese local que contribuam para reduzir o impacte visual das linhas e subesta&ccedil;&otilde;es el&eacute;tricas, por exemplo, atrav&eacute;s da planta&ccedil;&atilde;o de bosquetes; Instala&ccedil;&atilde;o de dispositivos de sinaliza&ccedil;&atilde;o para a avifauna nas linhas, ou substitui&ccedil;&atilde;o dos empregues at&eacute; &agrave; data por outros com maior efic&aacute;cia para mitigar ferimentos ou mortalidade derivada &agrave; colis&atilde;o das aves com os cabos de guarda.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/postes-alta-tensao.jpg" width="900" height="538" alt="" /><br />
<p class="legenda">Linhas de muito alta tens&atilde;o. Fotografia DR.</p>
<br />
Finalmente, chegou a vez de apreciar a proposta de <u><a href="https://participa.pt/pt/consulta/proposta-de-cadastro-nacional-dos-valores-naturais-classificados">Cadastro Nacional de Valores Naturais Classificados</a></u>, elaborada pelo Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas (ICNF), que esteve em consulta entre 25 de fevereiro e 25 de mar&ccedil;o. Conforme definido no regime jur&iacute;dico da conserva&ccedil;&atilde;o da natureza e da biodiversidade, o Cadastro constituir&aacute; um invent&aacute;rio dos valores naturais classificados e das esp&eacute;cies vegetais ou animais a que seja atribu&iacute;da uma categoria de amea&ccedil;a pela autoridade nacional (ICNF) de acordo com os crit&eacute;rios definidos pela Internacional Union for Conservation of Nature (IUCN). Com a publica&ccedil;&atilde;o do Cadastro, cerca de 700 esp&eacute;cies amea&ccedil;adas, que n&atilde;o se encontravam classificadas por qualquer diploma, passar&atilde;o a dispor de prote&ccedil;&atilde;o legal, com destaque para a flora vascular (316), invertebrados (198) e flora n&atilde;o vascular e l&iacute;quenes (186).<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/Cadastro-melhorada-4x-1964-1372-px.JPG" width="900" height="575" alt="" />
<p class="legenda">N&uacute;mero de taxa classificados, amea&ccedil;ados e com ambas as condi&ccedil;&otilde;es por grupos taxon&oacute;micos (Fonte: Relat&oacute;rio final do Cadastro Nacional de Valores Naturais Classificados, 2024).<strong><br />
<br />
</strong></p>
<strong>Assinal&aacute;mos necessidade de incluir informa&ccedil;&atilde;o sobre as Regi&otilde;es Aut&oacute;nomas e melhorar os crit&eacute;rios para inclus&atilde;o de Geoss&iacute;tios</strong><br />
<br />
A participa&ccedil;&atilde;o da Palombar abordou, para al&eacute;m de outros aspetos de maior detalhe, a expetativa que a fase da consulta p&uacute;blica contribua para colmatar a aus&ecirc;ncia da informa&ccedil;&atilde;o relativa &agrave;s Regi&otilde;es Aut&oacute;nomas dos A&ccedil;ores e da Madeira. Para al&eacute;m disso, assinalou a necessidade de aprofundar os crit&eacute;rios que presidem &agrave; inclus&atilde;o de Geoss&iacute;tios, fazendo a proposta de v&aacute;rios por se encontrarem classificados como Monumentos Naturais, ou abrangidos em &Aacute;reas Protegidas de outras tipologias, de ser mais objetiva a determina&ccedil;&atilde;o no sentido de serem elaborados os Planos de a&ccedil;&atilde;o para as esp&eacute;cies com estatuto de amea&ccedil;a, e da lista dos &ldquo;Territ&oacute;rios&rdquo; inclu&iacute;da no Cadastro ser completada com v&aacute;rias &Aacute;reas Classificadas em falta.<br />
<br />
Todas as propostas dos instrumentos atr&aacute;s referidos est&atilde;o dispon&iacute;veis no portal <u><a href="https://participa.pt/">Participa</a></u>, com exce&ccedil;&atilde;o do PDIRT-E 2024 que foi divulgado no site da Entidade Reguladora dos Servi&ccedil;os Energ&eacute;ticos (ERSE). O Participa &eacute; um portal dedicado &agrave; disponibiliza&ccedil;&atilde;o de processos sujeitos a consulta por qualquer entidade coletiva, p&uacute;blica ou privada, onde qualquer cidad&atilde;o/&atilde; pode pesquisar os processos na sua regi&atilde;o e enviar contributos. Inclusive, &eacute; poss&iacute;vel inscrever-se para receber avisos de quando se inicia uma consulta relativa a plano ou projeto que incida sobre o concelho ou tem&aacute;tica do seu interesse.<br type="_moz" />]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Sat, 10 May 2025 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>TartaranhÃ£o-caÃ§ador: ovo resgatado a "pulsar" vida Ã© esperanÃ§a para o futuro da espÃ©cie</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/tartaranhao-cacador-3a-ovo-resgatado-a-qpulsarq-vida-e-esperanca-para-o-futuro-da-especie-2025-2f05-2f10/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>Dia Mundial das Aves Migrat&oacute;rias</strong><br />
<br />
No Dia Mundial das Aves Migrat&oacute;rias, assinalado este s&aacute;bado, 10 de maio, revelamos uma hist&oacute;ria emocionante de um &quot;ovo sobrevivente&quot; de tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador (<em>Circus pygargus</em>), uma ave migrat&oacute;ria em risco de extin&ccedil;&atilde;o em Portugal, com um embri&atilde;o que &quot;pulsa&quot; vida e &eacute; um s&iacute;mbolo de esperan&ccedil;a para o futuro da esp&eacute;cie.  <br />
<br />
No &acirc;mbito da campanha &quot;Salvar o tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador&quot;, ocorreu, em 2024, uma situa&ccedil;&atilde;o excecional de emerg&ecirc;ncia, na qual a organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental de ambiente Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural teve de intervir para tentar salvar o que restava de um ninho da esp&eacute;cie num campo agr&iacute;cola j&aacute; ceifado, localizado no Planalto Mirand&ecirc;s, no concelho de Miranda do Douro. Na altura, o t&eacute;cnico Filippo Guidantoni da Palombar deslocou-se com urg&ecirc;ncia ao terreno e conseguiu resgatar o &uacute;nico ovo, o qual aparece neste <u><a href="https://www.instagram.com/reel/DJd3o8WubZV/?utm_source=ig_web_copy_link&amp;igsh=MzRlODBiNWFlZA==">v&iacute;deo</a></u>, que resistiu &agrave; destrui&ccedil;&atilde;o involunt&aacute;ria do ninho por desconhecimento do agricultor de que ali se encontrava.<br />
<br />
Ap&oacute;s verificar que o ovo &quot;sobrevivente&quot; j&aacute; estaria h&aacute; muitas horas sem ser incubado pela progenitora, que tinha abandonado o local, a esperan&ccedil;a era pouca de que pudesse ser vi&aacute;vel. Contudo, n&atilde;o desistimos! Com recurso &agrave; t&eacute;cnica de ovoscopia, o t&eacute;cnico Filippo verificou que ainda havia vida&hellip; a esperan&ccedil;a renasceu! &Eacute; o que se pode ver no <u><a href="https://www.instagram.com/reel/DJd3o8WubZV/?utm_source=ig_web_copy_link&amp;igsh=MzRlODBiNWFlZA==">v&iacute;deo</a></u>, o embri&atilde;o a mexer-se no interior do ovo, o qual foi transportado, de imediato, para o Centro de Recupera&ccedil;&atilde;o de Animais Selvagens da Universidade Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro (CRAS-UTAD).<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/IMG-20250505-WA0036.jpg" width="900" height="1200" alt="" />
<p class="legenda">&Uacute;nico ovo resgatado. Fotografia Filippo Guidantoni/Palombar.</p>
<br />
A incuba&ccedil;&atilde;o deste ovo foi conclu&iacute;da no CRAS-UTAD, a cria nasceu e foi, depois, transferida para a esta&ccedil;&atilde;o de aclimata&ccedil;&atilde;o (onde decorre a adapta&ccedil;&atilde;o ao meio natural e potencia-se a fideliza&ccedil;&atilde;o ao territ&oacute;rio) instalada no Planalto Mirand&ecirc;s, na aldeia de Duas Igrejas, no concelho de Miranda do Douro. Posteriormente, foi devolvida &agrave; natureza e &agrave; liberdade. Em setembro de 2024, esperamos que, se tiver sobrevivido com &ecirc;xito ap&oacute;s sair da esta&ccedil;&atilde;o, possa ter conseguido migrar para &Aacute;frica, onde inverna, como todos os indiv&iacute;duos da sua esp&eacute;cie. Desejamos que sim, e que o tenhamos por c&aacute; este ano e nos anos vindouros.<br />
<br />
Continuamos com a campanha, agora integrada no projeto LIFE SOS Pygargus, a salvar o tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador, a salvar muitas vidas como esta, que &quot;pulsam&quot; de esperan&ccedil;a e nos d&atilde;o for&ccedil;a para continuar a travar a sua extin&ccedil;&atilde;o, para que permane&ccedil;a no seu territ&oacute;rio hist&oacute;rico e perdure. <br />
<br />
<strong>Sobre o tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador</strong><br />
<br />
Esta esp&eacute;cie migrat&oacute;ria tem um estatuto de amea&ccedil;a &ldquo;Em Perigo&rdquo; em Portugal e corre o risco de desaparecer. A sua popula&ccedil;&atilde;o diminuiu 80% em dez anos. Inverna em &Aacute;frica e regressa a Portugal na primavera para nidificar, permanecendo nos territ&oacute;rios de reprodu&ccedil;&atilde;o at&eacute; setembro, quando retorna ao continente africano. O tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador nidifica no solo, sobretudo em campos agr&iacute;colas e zonas de mato e tem como principais amea&ccedil;as a perda de habitat, altera&ccedil;&otilde;es no uso do solo e nas culturas agr&iacute;colas, nomeadamente redu&ccedil;&atilde;o dr&aacute;stica da &aacute;rea cultivada com cereais para gr&atilde;o. Est&aacute; tamb&eacute;m cada vez mais exposto a preda&ccedil;&atilde;o, seja por animais selvagens ou dom&eacute;sticos.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/Tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador macho3__Filippo Guidantoni.jpg" width="900" height="675" alt="" />  <br />
<p class="legenda">Tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador macho. Fotografia Filippo Guidantoni/Palombar.</p>
<strong><br />
A campanha</strong><br />
<br />
A campanha &quot;Salvar o tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador&quot; arrancou em 2022 no &acirc;mbito do projeto &quot;Searas com Biodiversidade: Salvemos a &Aacute;guia-ca&ccedil;adeira&quot;, desenvolvido pela Palombar, BIOPOLIS-CIBIO, Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Produtores de Proteaginosas (ANPOC) e Clube de Produtores Continente. Foi agora integrada no LIFE SOS Pygargus. <br />
<br />
A campanha, articulada com outras medidas mais abrangentes e multissetoriais, est&aacute; centrada na monitoriza&ccedil;&atilde;o desta esp&eacute;cie nos seus principais territ&oacute;rios de distribui&ccedil;&atilde;o na Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica; na identifica&ccedil;&atilde;o de ninhos, com vista a garantir a sua prote&ccedil;&atilde;o; no resgate de ovos e crias em ninhos cuja prote&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel, e na sensibiliza&ccedil;&atilde;o e envolvimento dos agricultores, cuja colabora&ccedil;&atilde;o &eacute; essencial para o &ecirc;xito destes esfor&ccedil;os.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/Adobe Express - file.jpg" width="900" height="675" alt="" /><br />
<p class="legenda">Ninho protegido com f&ecirc;mea de tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador pousada na estrutura de prote&ccedil;&atilde;o. Fotografia Palombar.</p>
<strong><br />
O projeto LIFE SOS Pygargus</strong><br />
<br />
O <u><a href="https://www.palombar.pt/pt/projetos/life-sos-pygargus-2024/">LIFE SOS Pygargus</a></u> &eacute; um projeto ib&eacute;rico que tem como objetivo principal travar a extin&ccedil;&atilde;o iminente do tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador em Portugal e na parte ocidental de Espanha e garantir a sua conserva&ccedil;&atilde;o a m&eacute;dio e longo prazo. Conta com financiamento do Programa LIFE da Uni&atilde;o Europeia (75%) e cofinanciamento da Viridia &ndash; Conservation in Action, Lightsource bp e Fundo Ambiental. &Eacute; implementado por um cons&oacute;rcio que integra a Palombar (entidade coordenadora), Associa&ccedil;&atilde;o BIOPOLIS-CIBIO, AEPGA - Associa&ccedil;&atilde;o para o Estudo e Prote&ccedil;&atilde;o do Gado Asinino, ANPOC, CCDR-N - Comiss&atilde;o de Coordena&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento Regional do Norte, EDIA - Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva SA, ICNF - Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas, INIAV - Instituto Nacional de Investiga&ccedil;&atilde;o Agr&aacute;ria e Veterin&aacute;ria, LPN - Liga para a Protec&ccedil;&atilde;o da Natureza, MC Shared Services SA, Modelo Continente Hipermercados SA, SPEA - Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, UTAD - Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro, Vita Nativa - Conserva&ccedil;&atilde;o do Ambiente, AMUS - Acci&oacute;n por el Mundo Salvaje, Consejeria de Agricultura, Ganaderia y Desarrollo Sostenible - Junta de Extremadura, GREFA - Grupo de Rehabilitaci&oacute;n de la Fauna Aut&oacute;ctona y su H&aacute;bitat e Universidad de Murcia.]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 05 May 2025 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Sucesso reprodutor do tartaranhÃ£o-caÃ§ador aumentou quase 180% no Norte em 2024</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/sucesso-reprodutor-do-tartaranhao-cacador-aumentou-quase-180-25-no-norte-em-2024-2025-2f05-2f05/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[O sucesso reprodutor do tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador (<em>Circus pygargus</em>), uma esp&eacute;cie em risco de extin&ccedil;&atilde;o no territ&oacute;rio nacional, registou um aumento not&aacute;vel no Norte do pa&iacute;s em 2024, quase 180% superior ao cen&aacute;rio projetado sem interven&ccedil;&otilde;es de prote&ccedil;&atilde;o no terreno. O &ecirc;xito reprodutivo deveu-se &agrave; campanha &quot;Salvar o tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador&quot; implementada pela organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental de ambiente Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural nessa regi&atilde;o e agora integrada no projeto ib&eacute;rico LIFE SOS Pygargus. Gra&ccedil;as ao trabalho incans&aacute;vel dos t&eacute;cnicos da organiza&ccedil;&atilde;o, dos agricultores locais, de entidades colaboradoras e de volunt&aacute;rios, nesse ano, houve um total de 53 novos juvenis que levantaram voo no distrito de Bragan&ccedil;a, dando uma esperan&ccedil;a para recupera&ccedil;&atilde;o das popula&ccedil;&otilde;es da esp&eacute;cie em Portugal. Em 2025, a <u><a href="https://www.palombar.pt/pt/noticias/life-sos-pygargus-3a-campanha-qsalvar-o-tartaranhao-cacadorq-da-extincao-arranca-para-proteger-ninhos-e-reduzir-mortalidade-2025-2f04-2f07/">campanha j&aacute; arrancou</a></u> para continuar a proteger esta ave ic&oacute;nica das searas, cuja popula&ccedil;&atilde;o diminuiu 80% em dez anos.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/1, Palombar.jpg" width="900" height="675" alt="" /><br />
<p class="legenda">Monitoriza&ccedil;&atilde;o. Fotografia Palombar.</p>
<strong><br />
Um ano cr&iacute;tico com interven&ccedil;&otilde;es decisivas</strong><br />
<br />
Em 2024, foram identificados 31 casais no Norte do pa&iacute;s, com 29 ninhos a serem acompanhados de forma cont&iacute;nua ao longo da &eacute;poca reprodutora, indicam dados do relat&oacute;rio da campanha &quot;Salvar o tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador&quot; de 2024, elaborado pela Palombar. Destes, apenas 27 casais iniciaram as posturas, e apenas tr&ecirc;s destes casais fizeram uma segunda postura. Em termos de dimens&atilde;o da postura, foi um ano com valores m&eacute;dios mais altos, em compara&ccedil;&atilde;o com anos anteriores: 4,8 ovos nas primeiras posturas e 4,0 nas segundas.<br />
<br />
As medidas de conserva&ccedil;&atilde;o implementadas no terreno pela Palombar, em colabora&ccedil;&atilde;o com o Centro de Recupera&ccedil;&atilde;o de Animais Selvagens do Hospital Veterin&aacute;rio da Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro (CRAS-HVUTAD), o Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas (ICNF), o BIOPOLIS-CIBIO e volunt&aacute;rios, tiveram um grande &ecirc;xito no aumento do sucesso reprodutor desta esp&eacute;cie, tamb&eacute;m denominada por &aacute;guia-ca&ccedil;adeira, gavi&atilde;o e gabilan (nome dado no Planalto Mirand&ecirc;s). Em habitat natural, a reprodu&ccedil;&atilde;o bem-sucedida, isto &eacute;, quando o esfor&ccedil;o reprodutor resulta em pelo menos um juvenil voador, ocorreu em cerca de 40% dos ninhos monitorizados, incluindo aqueles que foram protegidos por veda&ccedil;&otilde;es pelos t&eacute;cnicos da Palombar. Em primeiro lugar, procedeu-se &agrave; prote&ccedil;&atilde;o de sete ninhos de alto risco com veda&ccedil;&otilde;es, quatro destes ainda tinham ovos e os outros tr&ecirc;s j&aacute; possu&iacute;am crias.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/2, Filippo Guidantoni.JPG" width="900" height="506" alt="" />
<p class="legenda">Ninho com ovos. Fotografia Filippo Guidantoni/Palombar.<br />
&nbsp;</p>
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/3, Palombar_redu.JPG" width="900" height="675" alt="" />
<p class="legenda">Ninho protegido com veda&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s ceifa. Fotografia Filippo Guidantoni/Palombar.</p>
<br />
Dos ninhos vedados em fase de incuba&ccedil;&atilde;o, dois foram abandonados durante a ceifa, pelo que os nossos t&eacute;cnicos de campo tiveram de resgatar os ovos e lev&aacute;-los para o CRAS-HVUTAD, onde conclu&iacute;ram o desenvolvimento. Ao todo, foram resgatados 28 ovos de tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador durante a &eacute;poca de reprodu&ccedil;&atilde;o de 2024, todos em parcelas agr&iacute;colas com ceifa iminente ou abandonados pelos progenitores durante a ceifa.<br />
<br />
Os ovos resgatados resultaram em 20 crias que, ap&oacute;s atingirem cerca de 19 dias de idade, foram transportadas para a esta&ccedil;&atilde;o de aclimata&ccedil;&atilde;o (tamb&eacute;m conhecida como jaula de <em>hacking</em>), onde permaneceram durante cerca de um m&ecirc;s. No final de julho, os 20 juvenis voadores, com cerca de 50 a 55 dias, foram devolvidos de forma gradual ao meio natural (um m&eacute;todo tamb&eacute;m conhecido como <em>soft release</em>), usado para facilitar a fixa&ccedil;&atilde;o das aves ao territ&oacute;rio.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/4_Palombar.jpg" width="900" height="675" alt="" /><br />
<p class="legenda">Crias resgatadas. Fotografia Palombar.<br />
&nbsp;</p>
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/5_Pedro Alves.jpg" width="900" height="600" alt="" />
<p class="legenda">Cria na esta&ccedil;&atilde;o de aclimata&ccedil;&atilde;o (ou jaula de <em>hacking</em>). Fotografia Pedro Alves/Palombar.</p>
<br />
Sem a interven&ccedil;&atilde;o no campo, a produtividade natural esperada em 2024 correspondia a um total de 19 juvenis voadores, um valor insuficiente para garantir a viabilidade da popula&ccedil;&atilde;o de tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador no Norte de Portugal. Com as a&ccedil;&otilde;es de conserva&ccedil;&atilde;o descritas anteriormente, houve um aumento significativo da produtividade, quase 180% superior ao cen&aacute;rio projetado sem interven&ccedil;&atilde;o no terreno. Assim, gra&ccedil;as &agrave; campanha, em 2024, o Norte de Portugal viu voar 53 novos juvenis.<br />
<br />
Na campanha de 2024, tamb&eacute;m foram marcados com dispositivo GPS dez juvenis e dois adultos, em colabora&ccedil;&atilde;o com o bi&oacute;logo Carlos Pacheco, do BIOPOLIS-CIBIO, que marcou os indiv&iacute;duos, e o ICNF, que forneceu os GPS para os juvenis. A informa&ccedil;&atilde;o fornecida por estes equipamentos ser&aacute; essencial para melhorar as medidas de prote&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/6, Palombar.jpg" width="900" height="506" alt="" /><br />
<p class="legenda">Juvenil voador com equipamento GPS pronto para ser devolvido &agrave; natureza. Fotografia Palombar.</p>
<strong><br />
A cada voo, a cada ano, novas li&ccedil;&otilde;es e os mesmos desafios</strong><br />
<br />
Apesar do sucesso da campanha de 2024, persistem os desafios a que temos de responder eficazmente para impedir o desaparecimento do tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador das searas em Portugal, o seu territ&oacute;rio hist&oacute;rico.<br />
<br />
A destrui&ccedil;&atilde;o de ninhos em terrenos cultivados ou aparentemente abandonados e incultos, maioritariamente de forma involunt&aacute;ria e/ou por desconhecimento do seu valor ecol&oacute;gico, ou por preda&ccedil;&atilde;o de outras esp&eacute;cies, como javali e raposa, continua a ser uma amea&ccedil;a concreta. Nestes casos, a dificuldade em identificar os propriet&aacute;rios dificulta qualquer tentativa de prote&ccedil;&atilde;o atempada e colabora&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
Al&eacute;m disso, a compensa&ccedil;&atilde;o financeira dispon&iacute;vel para os agricultores, atualmente fixada em 250&euro; por hectare no <u><a href="https://www.ifap.pt/portal/aguia-cacadeira-regras">apoio</a></u> agroambiental do Estado relativo &agrave; prote&ccedil;&atilde;o desta esp&eacute;cie, mostra-se insuficiente, sobretudo em Tr&aacute;s-os-Montes, onde muitas parcelas s&atilde;o de pequena dimens&atilde;o e o esfor&ccedil;o de conserva&ccedil;&atilde;o pode implicar perdas acentuadas de rendimento.<br />
<br />
Para garantir o envolvimento dos agricultores, atores fundamentais na salvaguarda do tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador, ser&aacute; necess&aacute;rio refor&ccedil;ar os incentivos, tornando-os verdadeiramente compensadores e ajustados &agrave; realidade local.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/7, filippo guidantoni.JPG" width="900" height="506" alt="" /><br />
<p class="legenda">Ninho protegido com veda&ccedil;&atilde;o em seara. Fotografia Filippo Guidantoni/Palombar.<br />
&nbsp;</p>
<strong><img src="http://www.palombar.pt/imagens/8, Palombar.jpg" width="1600" height="1600" alt="" />
<p class="legenda">Um trabalho de coopera&ccedil;&atilde;o com os agricultores. Fotografia Palombar.</p>
</strong><strong><br />
Mas o c&eacute;u n&atilde;o est&aacute; vazio e a esperan&ccedil;a continua a ganhar asas&hellip;</strong><br />
<br />
Em 2025, o projeto LIFE SOS Pygargus prop&otilde;e-se a refor&ccedil;ar e expandir as medidas de conserva&ccedil;&atilde;o j&aacute; implementadas no &acirc;mbito da campanha, com foco na prote&ccedil;&atilde;o de ninhos em terrenos cultivados e n&atilde;o cultivados, na otimiza&ccedil;&atilde;o das medidas de mitiga&ccedil;&atilde;o de amea&ccedil;as e na monitoriza&ccedil;&atilde;o via GPS dos juvenis devolvidos &agrave; natureza, para avaliar o verdadeiro alcance e impacto das interven&ccedil;&otilde;es a longo prazo. Pretende-se ainda trabalhar para garantir melhores condi&ccedil;&otilde;es de envolvimento e participa&ccedil;&atilde;o ativa dos agricultores, atrav&eacute;s de incentivos mais justos e eficazes que reconhe&ccedil;am o seu papel essencial na preserva&ccedil;&atilde;o desta esp&eacute;cie.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/10, palombar.jpg" width="900" height="675" alt="" /><br />
<p class="legenda">Anilhagem de um tartaranh&atilde;o. Fotografia Palombar.</p>
<br />
Entre os muitos sinais de esperan&ccedil;a que brotam do esfor&ccedil;o coletivo para evitar a extin&ccedil;&atilde;o iminente desta ave, destaca-se a hist&oacute;ria da f&ecirc;mea P57. Devolvida &agrave; natureza em 2022, ap&oacute;s ter sido resgatada de um ninho em perigo, reproduziu-se com sucesso em Espanha e, em 2024, deu origem a um juvenil voador que j&aacute; foi observado fora do ninho, a voar livremente e a ser alimentado pelo progenitor.<br />
<br />
Este &eacute; s&oacute; um dos muitos testemunhos do poder da dedica&ccedil;&atilde;o de todos os envolvidos na campanha e do trabalho realizado, que permitir&atilde;o conservar as searas da Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica e a sua ic&oacute;nica biodiversidade.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/11, Filippo Guidantoni.jpg" width="900" height="675" alt="" /><br />
<p class="legenda">Tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador macho. Fotografia Filippo Guidantoni/Palombar.</p>
<br />
A campanha &quot;Salvar o tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador&quot; arrancou em 2022 no &acirc;mbito do projeto &quot;Searas com Biodiversidade: Salvemos a &Aacute;guia-ca&ccedil;adeira&quot;, desenvolvido pela Palombar, BIOPOLIS-CIBIO, Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Produtores de Proteaginosas (ANPOC) e Clube de Produtores Continente. Foi agora integrada no LIFE SOS Pygargus. Em 2024, contou com o apoio financeiro da Funda&ccedil;&atilde;o Belmiro de Azevedo.<br />
<br />
<strong>Sobre o projeto LIFE SOS Pygargus</strong><br />
<br />
O projeto <u><a href="https://www.palombar.pt/pt/projetos/life-sos-pygargus-2024/">LIFE SOS Pygargus</a></u> &eacute; financiado em 75% pelo Programa LIFE da Uni&atilde;o Europeia e conta com cofinanciamento da Viridia &ndash; Conservation in Action, Lightsource bp e Fundo Ambiental. &Eacute; implementado por um cons&oacute;rcio que integra a Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural (entidade coordenadora), Associa&ccedil;&atilde;o BIOPOLIS-CIBIO, AEPGA - Associa&ccedil;&atilde;o para o Estudo e Prote&ccedil;&atilde;o do Gado Asinino, ANPOC, CCDR-N - Comiss&atilde;o de Coordena&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento Regional do Norte, EDIA - Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva SA, ICNF - Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas, INIAV - Instituto Nacional de Investiga&ccedil;&atilde;o Agr&aacute;ria e Veterin&aacute;ria, LPN - Liga para a Protec&ccedil;&atilde;o da Natureza, MC Shared Services SA, Modelo Continente Hipermercados SA, SPEA - Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, UTAD - Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro, Vita Nativa - Conserva&ccedil;&atilde;o do Ambiente, AMUS - Acci&oacute;n por el Mundo Salvaje, Consejeria de Agricultura, Ganaderia y Desarrollo Sostenible - Junta de Extremadura, GREFA - Grupo de Rehabilitaci&oacute;n de la Fauna Aut&oacute;ctona y su H&aacute;bitat e Universidad de Murcia.&nbsp;]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Tue, 08 Apr 2025 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>No cÃ©u, o grandioso Universo, na Terra, abundÃ¢ncia de vida!</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/no-ceu-2c-o-grandioso-universo-2c-na-terra-2c-abundancia-de-vida-2025-2f04-2f08/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[Nos dias 28, 29 e 30 de mar&ccedil;o, a Associa&ccedil;&atilde;o para o Estudo e Prote&ccedil;&atilde;o do Gado Asinino, em parceira com a Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural e o Munic&iacute;pio de Vimioso, organizaram o evento <strong>&quot;Spreitar L Cielo&quot;</strong> dedicado &agrave; observa&ccedil;&atilde;o do c&eacute;u, o qual decorreu no PINTA &ndash; Parque Ib&eacute;rico de Natureza e Aventura de Vimioso. O programa incluiu n&atilde;o s&oacute; atividades com os olhos postos no c&eacute;u, mas tamb&eacute;m com os p&eacute;s e sentidos em terra.<br />
<br />
Observ&aacute;mos o grandioso Universo: o eclipse parcial do sol, planetas, gal&aacute;xias, estrelas, enxames estelares e nebulosas, onde nascem as estrelas. Um momento fascinante e &uacute;nico de explora&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o, orientado por astr&oacute;nomos. Vimos tamb&eacute;m uma grande diversidade de esp&eacute;cies de fauna e flora, durante atividades no territ&oacute;rio que tiveram como guia o bi&oacute;logo Pedro Alves da Palombar.<br />
<br />
<strong>Os seres e os sons da noite</strong><br />
<br />
Na sa&iacute;da de campo &quot;Seres e sons da noite: percurso noturno de explora&ccedil;&atilde;o da biodiversidade&quot;, na qual participaram 15 pessoas, conseguimos contactar com v&aacute;rias esp&eacute;cies de escaravelhos aqu&aacute;ticos, com destaque para a fam&iacute;lia Dytiscidae, que s&atilde;o predadores vorazes de girinos; larvas e girinos de salamandra-de pintas-amarelas (<em>Salamandra salamandra</em>) em diferentes estados de desenvolvimento; rela-comum (<em>Hyla molleri</em>), ouvimos o som que emite e vimos um adulto; e ainda girinos de sapo-corredor (<em>Epidalea calamita</em>) em v&aacute;rias fases de desenvolvimento.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/8- Passeio Noturno.JPG" width="900" height="602" alt="" /><br />
<p class="legenda">Observa&ccedil;&atilde;o de anf&iacute;bios. Fotografia AEPGA.</p>
<br />
Fal&aacute;mos tamb&eacute;m sobre alguns mam&iacute;feros com comportamentos noturnos e da t&eacute;cnica de fotoarmadilhagem como ferramenta n&atilde;o invasiva para o seu estudo, e instal&aacute;mos uma c&acirc;mara no final da atividade nas proximidades do PINTA, que foi retirada no dia seguinte. No final da noite, houve ainda um momento de conv&iacute;vio, durante o qual ouvimos e interpret&aacute;mos os sons de algumas rapinas noturnas (corujas, mochos e bufos) e dos noitib&oacute;s.<br />
<br />
<strong>O lobo-ib&eacute;rico e o territ&oacute;rio</strong><br />
<br />
J&aacute; na atividade &quot;Lobo-ib&eacute;rico: Percurso Pedestre e visita &agrave; Escola do Lobo&quot;, um grupo de 16 pessoas fez uma caminhada de interpreta&ccedil;&atilde;o da paisagem, seguindo um tro&ccedil;o da &quot;PR6 - Rota do Lobo-ib&eacute;rico&quot;, que liga o PINTA &agrave; Escola do Lobo-Ib&eacute;rico (ELI), em Vale de Frades, durante a qual foi poss&iacute;vel observar dejetos, pegadas e charcas de javali (<em>Sus scrofa</em>), bem como pegadas de cor&ccedil;o (<em>Capreolus capreolus</em>)&nbsp;e tamb&eacute;m dejetos de raposa (<em>Vulpes vulpes</em>) e mustel&iacute;deos.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/IMG-20250403-WA0039.jpg" width="900" height="675" alt="" /><br />
<p class="legenda">&nbsp;&quot;Lobo-ib&eacute;rico: Percurso Pedestre e visita &agrave; Escola do Lobo&quot;. Fotografia AEPGA.</p>
<br />
Foram igualmente identificadas v&aacute;rias esp&eacute;cies vegetais representativas do territ&oacute;rio, como os carvalhos (<em>Quercus spp.</em>) e os arbustos (<em>Cistus spp.</em>, <em>Erica spp.</em>, <em>Ulex spp.</em>, <em>Cytisus spp.</em> e <em>Retama spp.</em>) - com destaque para a urze, giesta, retama e tojo, que estavam em flora&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
Os participantes descobriram mais sobre os diversos habitats do lobo-ib&eacute;rico, com foco naqueles por onde pass&aacute;mos, nomeadamente os lameiros, as searas e o mato. Sublinh&aacute;mos ainda a import&acirc;ncia dos muros de pedra seca e o seu papel ecol&oacute;gico.<br />
<br />
No final do percurso, foi realizada uma visita guiada &agrave; ELI, onde os participantes puderam explorar a biologia, ecologia, servi&ccedil;os de ecossistema e amea&ccedil;as que enfrentam este mam&iacute;fero amea&ccedil;ado de extin&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
Aproveit&aacute;mos ainda o percurso para uma a&ccedil;&atilde;o ambiental e recolhemos lixo que deu para encher dois sacos grandes, contribuindo, desta forma, para reduzir a polui&ccedil;&atilde;o do meio ambiente.&nbsp;]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 07 Apr 2025 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>LIFE SOS Pygargus: campanha "Salvar o tartaranhÃ£o-caÃ§ador" da extinÃ§Ã£o arranca para proteger ninhos e reduzir mortalidade</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/life-sos-pygargus-3a-campanha-qsalvar-o-tartaranhao-cacadorq-da-extincao-arranca-para-proteger-ninhos-e-reduzir-mortalidade-2025-2f04-2f07/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[A campanha &ldquo;Salvar o tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador&rdquo; j&aacute; arrancou em Portugal e no oeste de Espanha, com o objetivo principal de proteger os ninhos desta ave amea&ccedil;ada de extin&ccedil;&atilde;o, de forma a aumentar o seu sucesso reprodutor e reduzir a mortalidade das crias, uma a&ccedil;&atilde;o essencial para garantir a sua sobreviv&ecirc;ncia. Desenvolvida no &acirc;mbito do projeto LIFE SOS Pygargus - A&ccedil;&otilde;es urgentes de conserva&ccedil;&atilde;o das popula&ccedil;&otilde;es de tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador em Portugal e Espanha, conta com a colabora&ccedil;&atilde;o fundamental dos agricultores.<br />
<br />
A campanha, articulada com outras medidas mais abrangentes e multissetoriais, est&aacute; centrada na monitoriza&ccedil;&atilde;o, pelos parceiros do projeto e volunt&aacute;rios, desta esp&eacute;cie nos seus principais territ&oacute;rios de distribui&ccedil;&atilde;o no oeste Ib&eacute;rico; na identifica&ccedil;&atilde;o de ninhos, com vista a garantir a sua prote&ccedil;&atilde;o; no resgate de ovos e crias em ninhos cuja prote&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel, e na sensibiliza&ccedil;&atilde;o e envolvimento dos agricultores, cuja colabora&ccedil;&atilde;o &eacute; essencial para o &ecirc;xito destes esfor&ccedil;os.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/Macho_Foto Filippo Guidantoni.JPG" width="900" height="675" alt="" /><br />
<p class="legenda">Tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador macho. Fotografia Filippo Guidantoni/Palombar.<br />
<strong><br />
</strong></p>
<p class="legenda"><strong><img src="http://www.palombar.pt/imagens/Monitoriza&ccedil;&atilde;o_Foto Palombar.jpg" width="1000" height="1333" alt="" /><br />
</strong>Monitoriza&ccedil;&atilde;o. Fotografia Palombar.<strong><br />
<br />
</strong></p>
<strong>Proteger ninhos no campo &eacute; prioridade e agricultores t&ecirc;m papel-chave</strong><br />
<br />
O tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador (<em>Circus pygargus</em>), tamb&eacute;m conhecido em Portugal por &aacute;guia-ca&ccedil;adeira, gavi&atilde;o ou gabilan, &eacute; uma ave migrat&oacute;ria que inverna em &Aacute;frica e regressa a Portugal e Espanha na primavera, onde nidifica e permanece nos territ&oacute;rios de reprodu&ccedil;&atilde;o entre mar&ccedil;o e setembro. Em Portugal, esta ave tem um estatuto de amea&ccedil;a &ldquo;Em Perigo&rdquo; de extin&ccedil;&atilde;o, e a sua popula&ccedil;&atilde;o diminuiu 80% em dez anos, registando tamb&eacute;m uma forte tend&ecirc;ncia de queda em Espanha, onde o seu estatuto &eacute; &quot;Vulner&aacute;vel&quot; e est&aacute; atualmente em revis&atilde;o.<br />
<br />
Nidifica no solo, sobretudo em campos agr&iacute;colas com cereais ou forragens e depende desse habitat para se alimentar e reproduzir. Todos os anos, diversos fatores amea&ccedil;am a esp&eacute;cie, causando a mortalidade e/ou uma grande redu&ccedil;&atilde;o do sucesso da reprodu&ccedil;&atilde;o, colocando em risco a sua sobreviv&ecirc;ncia. Um fator importante &eacute; a perda de habitat, devido ao decl&iacute;nio acentuado da &aacute;rea semeada com cereais e passagem para outras culturas permanentes, ou outros tipos de uso do solo. A substitui&ccedil;&atilde;o das &aacute;reas de cereal para gr&atilde;o por forragens e as altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas aumentaram significativamente as atividades de ceifa durante o per&iacute;odo de nidifica&ccedil;&atilde;o desta esp&eacute;cie, com forte impacto nos casais reprodutores por destrui&ccedil;&atilde;o involunt&aacute;ria dos ninhos e aumento das taxas de preda&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/Ninho com ovos.jpg" width="900" height="900" alt="" /><br />
<p class="legenda">Ninho de tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador. Fotografia Palombar.</p>
<br />
A colabora&ccedil;&atilde;o dos agricultores com os conservacionistas e cientistas &eacute;, por isso, essencial para ajudar na identifica&ccedil;&atilde;o dos ninhos e permitir a implementa&ccedil;&atilde;o de medidas no terreno para os proteger e reduzir amea&ccedil;as, como a instala&ccedil;&atilde;o de veda&ccedil;&otilde;es para garantir a sua salvaguarda durante as atividades agr&iacute;colas e evitar ataques de esp&eacute;cies predadoras, como a raposa, por exemplo.<br />
<br />
<strong>Agricultores que protejam a esp&eacute;cie t&ecirc;m benef&iacute;cios: no campo e atrav&eacute;s de apoio agroambiental</strong><br />
<br />
Esta esp&eacute;cie &eacute; uma verdadeira aliada dos agricultores. Um &uacute;nico casal de tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador ingere mais de 1 000 animais prejudiciais &agrave;s culturas agr&iacute;colas durante o per&iacute;odo de reprodu&ccedil;&atilde;o, como insetos, pequenos roedores e aves. Com esta esp&eacute;cie nos campos, h&aacute; um maior potencial produtivo das culturas e equil&iacute;brio ecol&oacute;gico. Os agricultores que colaboram e protegem os ninhos de tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador nos seus terrenos podem obter um <a href="https://www.ifap.pt/portal/aguia-cacadeira-regras"><u>apoio</u></a> agroambiental do Estado.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/Ninho protegido_Foto Filippo Guidantoni Palombar.JPG" width="900" height="506" alt="" /><br />
<p class="legenda">Ninho protegido. Fotografia Filippo Guidantoni/Palombar.</p>
<strong><br />
Ovos e crias resgatados de ninhos cuja prote&ccedil;&atilde;o &eacute; invi&aacute;vel</strong><br />
<br />
A campanha visa garantir a prote&ccedil;&atilde;o dos ninhos no meio natural, permitindo aos casais nidificar naturalmente e &agrave;s crias desenvolverem-se, crescerem e vingarem no campo. Contudo, quando isto n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel, as equipas do projeto ir&atilde;o resgatar os ovos e/ou crias para os salvar. Os ovos ser&atilde;o incubados artificialmente em institui&ccedil;&otilde;es e centros especializados, em Portugal e Espanha. As crias, quer sejam provenientes dos ovos incubados artificialmente, quer resgatadas nos ninhos, ser&atilde;o, depois, transferidas para um programa de cria em cativeiro nos respetivos centros e institui&ccedil;&otilde;es, para que a&iacute; se possam desenvolver.<br />
<br />
<strong>Crias resgatadas integradas em programa de hacking e devolvidas &agrave; natureza</strong><br />
<br />
Quando atingirem a idade indicada, os indiv&iacute;duos resgatados ser&atilde;o integrados num programa de <em>hacking</em>, quer em Portugal, como tamb&eacute;m em Espanha. Este programa visa recuperar e refor&ccedil;ar a popula&ccedil;&atilde;o desta ave numa &aacute;rea espec&iacute;fica, potenciando o seu instinto de filopatria, que &eacute; a predisposi&ccedil;&atilde;o de uma esp&eacute;cie para estabelecer o territ&oacute;rio de reprodu&ccedil;&atilde;o no mesmo local onde nasceu ou passou as primeiras semanas de vida.<br />
<br />
Consiste em colocar as crias numa estrutura instalada no meio natural onde se ir&atilde;o desenvolver at&eacute;, pelo menos, aos 45 dias de idade e adquirir aptid&otilde;es inter e intraespec&iacute;ficas vitais, como ca&ccedil;ar para se alimentar, identificar perigos e interagir com o meio natural at&eacute;, por fim, serem libertadas de forma gradual e em seguran&ccedil;a. Nessa estrutura, s&atilde;o assegurados todos os cuidados necess&aacute;rios e a monitoriza&ccedil;&atilde;o, evitando-se ao m&aacute;ximo o contacto com humanos.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/Cria resgatada_Foto Filippo Guidantoni Palombar.jpg" width="900" height="1209" alt="" /><br />
<p class="legenda">Cria resgatada. Fotografia Filippo Guidantoni/Palombar.</p>
<br />
Haver&aacute; tamb&eacute;m tataranh&otilde;es-ca&ccedil;adores tutores que ajudar&atilde;o as crias a ganharem autonomia para poderem ser devolvidas &agrave; natureza com sucesso. Os tartaranh&otilde;es-ca&ccedil;adores integrados neste programa ser&atilde;o anilhados e equipados com dispositivos GPS/GSM para garantir a sua monitoriza&ccedil;&atilde;o a m&eacute;dio/longo prazo e obten&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o valiosa para a sua prote&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
<strong>Rede &ldquo;Amigos do tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador&rdquo;: todos contam para salvar esta ave, adira!</strong><br />
<br />
Salvar o tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador em Portugal e no oeste de Espanha &eacute; uma tarefa herc&uacute;lea que exige grandes esfor&ccedil;os e sobretudo colabora&ccedil;&atilde;o cidad&atilde; e multissetorial. Por isso, no &acirc;mbito deste projeto, est&aacute; tamb&eacute;m a ser criada a Rede &ldquo;Amigos do tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador&rdquo;, &agrave; qual todos se podem juntar: agricultores que querem ajudar a salvar o seu aliado nos campos; volunt&aacute;rios empenhados na conserva&ccedil;&atilde;o da biodiversidade que queiram apoiar as equipas durante as a&ccedil;&otilde;es no terreno, como as campanhas de salvamento; entidades e empresas com compromisso ambiental que possam financiar a&ccedil;&otilde;es, entre outros a t&iacute;tulo individual ou coletivo. Adira &agrave; rede e seja parte ativa nesta miss&atilde;o comum para salvar esta esp&eacute;cie em risco de desaparecer, contacte-nos atrav&eacute;s do e-mail <a href="mailto:lifesospygargus@palombar.pt"><u>lifesospygargus@palombar.pt</u></a>.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/cria.png" width="900" height="561" alt="" /><br />
<p class="legenda">Cria de tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador. Fotografia Palombar.</p>
<strong><br />
Sobre o projeto</strong><br />
<br />
O projeto <a href="https://www.palombar.pt/pt/projetos/life-sos-pygargus-2024/"><u>LIFE SOS Pygargus</u></a> &eacute; financiado em 75% pelo Programa LIFE da Uni&atilde;o Europeia e conta com cofinanciamento da Viridia &ndash; Conservation in Action, Lightsource bp e Fundo Ambiental.  &Eacute; implementado por um cons&oacute;rcio que integra a Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural (entidade coordenadora), Associa&ccedil;&atilde;o BIOPOLIS-CIBIO, AEPGA - Associa&ccedil;&atilde;o para o Estudo e Prote&ccedil;&atilde;o do Gado Asinino, ANPOC - Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Produtores de Proteaginosas, Oleaginosas e Cereais, CCDR-N - Comiss&atilde;o de Coordena&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento Regional do Norte, EDIA - Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva SA, ICNF - Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas, INIAV - Instituto Nacional de Investiga&ccedil;&atilde;o Agr&aacute;ria e Veterin&aacute;ria, LPN - Liga para a Protec&ccedil;&atilde;o da Natureza, MC Shared Services SA, Modelo Continente Hipermercados SA, SPEA - Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, UTAD - Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro, Vita Nativa - Conserva&ccedil;&atilde;o do Ambiente, AMUS - Acci&oacute;n por el Mundo Salvaje, Consejeria de Agricultura, Ganaderia y Desarrollo Sostenible - Junta de Extremadura, GREFA - Grupo de Rehabilitaci&oacute;n de la Fauna Aut&oacute;ctona y su H&aacute;bitat e Universidad de Murcia.]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 04 Apr 2025 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>EstÃºdio Beagle vence concurso de criaÃ§Ã£o do logotipo do projeto WaterBridges - ConservaÃ§Ã£o do cÃ¡gado-de-carapaÃ§a-estriada</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/estudio-beagle-vence-concurso-de-criacao-do-logotipo-do-projeto-waterbridges-conservacao-do-cagado-de-carapaca-estriada-2025-2f04-2f04/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[O est&uacute;dio <a href="https://beagle.pt/"><u>Beagle</u></a>, da engenheira do ambiente Elisabete Rodrigues e da designer Patr&iacute;cia Falc&atilde;o, com sede no Porto, foi o grande vencedor do concurso ib&eacute;rico de cria&ccedil;&atilde;o do logotipo do projeto WaterBridges - Conserva&ccedil;&atilde;o do c&aacute;gado-de-carapa&ccedil;a-estriada. O concurso foi lan&ccedil;ado pela Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural e pelo GREFA - Grupo de Rehabilitaci&oacute;n de la Fauna Aut&oacute;ctonay su H&aacute;bitat, de Espanha, as entidades promotoras do projeto.<br />
<br />
No concurso <em>online</em>, que decorreu em dezembro de 2024, tanto em Portugal, como em Espanha, participaram 58 candidatos. Numa primeira fase, foram selecionadas tr&ecirc;s propostas de cada pa&iacute;s, e, numa fase final, escolhida apenas uma entre as seis finalistas, a que reuniu mais vota&ccedil;&otilde;es das duas entidades respons&aacute;veis pelo projeto.<br />
<br />
<strong>O logotipo vencedor</strong><br />
<br />
O logotipo vencedor destaca de forma criativa, minimalista e magistral quer o nome do projeto, quer a esp&eacute;cie-alvo, o c&aacute;gado-de-carapa&ccedil;a-estriada, e o seu habitat.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/waterbridges_logo_PT_C(1).png" width="900" height="596" alt="" /><br />
&ldquo;A logomarca foi desenhada tendo em conta o nome do projeto e de maneira a poder assumir duas leituras poss&iacute;veis num conceito comum. O &ldquo;W&rdquo; de &ldquo;Water&rdquo; assume as formas da ondula&ccedil;&atilde;o da &aacute;gua (elemento natural para esta esp&eacute;cie). As pontes em cima da &aacute;gua encerram a palavra &ldquo;Bridges&rdquo;, e representam a passagem para o conhecimento, a parceria e colabora&ccedil;&atilde;o de duas entidades de pa&iacute;ses vizinhos como &eacute; a Palombar e o GREFA, em Espanha&rdquo;, explicam as respons&aacute;veis pela cria&ccedil;&atilde;o do logotipo na proposta apresentada.<br />
<br />
&ldquo;Numa segunda leitura r&aacute;pida, o c&aacute;gado percebe-se em silhueta. As cores utilizadas s&atilde;o o verde escuro, cor tamb&eacute;m presente nesta esp&eacute;cie e cor de sustentabilidade e o azul de &aacute;gua limpa e pura. O lettering utilizado &eacute; simples, mas que combina nas suas linhas gr&aacute;ficas com as linhas org&acirc;nicas do logo&rdquo;, acrescentam.<br />
<br />
<strong>Sobre o projeto</strong><br />
<br />
O <a href="https://www.palombar.pt/pt/projetos/water-bridges-2024/"><u>Water Bridges</u></a> &eacute; um projeto educacional e de ci&ecirc;ncia cidad&atilde; inovador centrado na conserva&ccedil;&atilde;o do c&aacute;gado-de-carapa&ccedil;a-estriada (<em>Emys orbicularis</em>), uma esp&eacute;cie nativa da Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica com estatuto de amea&ccedil;a &ldquo;Em perigo&rdquo; de extin&ccedil;&atilde;o e muito vulner&aacute;vel &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas. &Eacute; coordenado pelo GREFA - Grupo de Rehabilitaci&oacute;n de la Fauna Aut&oacute;ctona y su H&aacute;bitat, de Espanha e tem como parceiro a Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural. Tem financiamento do programa Erasmus + da Uni&atilde;o Europeia (UE) e dura&ccedil;&atilde;o de 18 meses. &nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c6aa8</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Wed, 02 Apr 2025 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Festival ObservArribas 2025 jÃ¡ tem data marcada: dias 9, 10 e 11 de maio</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/festival-observarribas-2025-ja-tem-data-marcada-3a-dias-9-2c-10-e-11-de-maio-2025-2f04-2f02/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[A edi&ccedil;&atilde;o de 2025 do Festival ObservArribas decorre na zona Norte do Parque Natural do Douro Internacional (PNDI), em Mogadouro, e j&aacute; tem data marcada: 9, 10 e 11 de maio. Ser&atilde;o tr&ecirc;s dias dedicados &agrave; celebra&ccedil;&atilde;o dos valores naturais e culturais desta &Aacute;rea Protegida, onde os participantes poder&atilde;o experienciar a autenticidade deste territ&oacute;rio &uacute;nico. A Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural&nbsp; &eacute; uma das entidades organizadoras do evento e ir&aacute; dinarmizar v&aacute;rias atividades.&nbsp;<br />
<br />
Al&eacute;m das imponentes arribas ao longo do rio Douro, o PNDI &eacute; conhecido pelas grandes aves rup&iacute;colas (que nidificam nas rochas), em particular as tr&ecirc;s esp&eacute;cies de abutres que aqui existem, fazendo do Douro Internacional um territ&oacute;rio &iacute;mpar para a observa&ccedil;&atilde;o de aves e tamb&eacute;m para a fotografia de natureza.<br />
<br />
O primeiro dia, 9 de maio, &eacute; dedicado &agrave; comunidade educativa, onde os alunos s&atilde;o desafiados a aumentar o seu conhecimento sobre os valores do PNDI, o territ&oacute;rio e o ambiente. Nos restantes dias, os participantes podem experienciar um conjunto variado de atividades como sejam observa&ccedil;&atilde;o de aves, percursos interpretados, passeios fotogr&aacute;ficos, conversas, mercadinho de produtos locais, oficinas, concertos e muita anima&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
O epicentro das atividades ser&aacute; o Parque Urbano da Ribeira do Juncal, junto &agrave; Cidade de Mogadouro, que nos convida &agrave; imers&atilde;o na natureza, com atividades a decorrer tamb&eacute;m no centro da cidade, bem como nas aldeias e nos outros munic&iacute;pios do PNDI - Miranda do Douro, Freixo de Espada &agrave; Cinta e Figueira de Castelo Rodrigo.<br />
<br />
O Festival ObservArribas &eacute; um festival colaborativo, organizado e coordenado pela Comiss&atilde;o de Cogest&atilde;o do Parque Natural do Douro Internacional - Munic&iacute;pios de Mogadouro, Miranda do Douro, Freixo de Espada &agrave; Cinta e Figueira de Castelo Rodrigo, Associa&ccedil;&atilde;o de Munic&iacute;pios do Douro Superior de Fins Espec&iacute;ficos, Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas, Associa&ccedil;&atilde;o para o Estudo e Prote&ccedil;&atilde;o do Gado Asinino, Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, Instituto Polit&eacute;cnico de Bragan&ccedil;a e Comiss&atilde;o de Coordena&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento Regional do Norte, aos quais se juntam parceiros locais e nacionais da &aacute;rea do ambiente, turismo de natureza e educa&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
<strong>Venham descobrir as aves, as arribas e toda a natureza e cultura do Douro Internacional!</strong><br />
&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c6ab0</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 28 Mar 2025 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Mais seis abutres-pretos integram programa para reforÃ§ar a colÃ³nia do Douro Internacional</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/mais-seis-abutres-pretos-integram-programa-para-reforcar-a-colonia-do-douro-internacional-2025-2f03-2f28/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[Ingressou no dia 19 de mar&ccedil;o um novo grupo de seis abutres-pretos (<em>Aegypius monachus</em>) no programa de aclimata&ccedil;&atilde;o (adapta&ccedil;&atilde;o faseada) ao Douro Internacional, onde est&aacute; localizada a col&oacute;nia reprodutora mais fr&aacute;gil do pa&iacute;s. Trata-se de uma estrat&eacute;gia de conserva&ccedil;&atilde;o de abutres pioneira em Portugal, implementada no &acirc;mbito do projeto LIFE Aegypius Return.<br />
<br />
<strong>Fidelizar abutres-pretos ao territ&oacute;rio</strong><br />
<br />
Em 2024, foi inaugurada a esta&ccedil;&atilde;o de aclimata&ccedil;&atilde;o de abutres-pretos constru&iacute;da em Fornos, no concelho de Freixo de Espada &agrave; Cinta, no &acirc;mbito do projeto LIFE Aegypius Return. Esta esta&ccedil;&atilde;o consiste numa jaula de grandes dimens&otilde;es (18 metros de comprimento, 9 de largura e 6 a 8 metros de altura), localizada junto a um campo de alimenta&ccedil;&atilde;o para aves necr&oacute;fagas (CAAN). A estrutura permite receber abutres-pretos, durante alguns meses, com todas as condi&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias &agrave; sua seguran&ccedil;a e bem-estar. Durante esse per&iacute;odo, os abutres-pretos podem observar e interagir com os seus cong&eacute;neres e outras esp&eacute;cies que est&atilde;o no exterior, socializando e aprendendo os comportamentos naturais, como a alimenta&ccedil;&atilde;o e a identifica&ccedil;&atilde;o de perigos.<br />
<br />
O objetivo &eacute; que estes abutres se fidelizem ao territ&oacute;rio do Douro Internacional e acabem por refor&ccedil;ar a col&oacute;nia reprodutora local, que &eacute; a mais fr&aacute;gil do pa&iacute;s. A fragilidade deve-se a estar muito isolada &ndash; a col&oacute;nia mais pr&oacute;xima est&aacute; a mais de 100 km, em Espanha &ndash; e por contar com um pequeno n&uacute;mero de casais reprodutores. <br />
<br />
<strong>Que abutres fazem aclimata&ccedil;&atilde;o?</strong><br />
<br />
Todos os abutres-pretos que integram o programa de aclimata&ccedil;&atilde;o s&atilde;o juvenis dos quais n&atilde;o se conhece a col&oacute;nia de origem, que deram entrada e foram tratados em centros de recupera&ccedil;&atilde;o de fauna silvestre. As causas de ingresso nesses centros s&atilde;o vari&aacute;veis, mas a mais frequente &eacute; a exaust&atilde;o e desorienta&ccedil;&atilde;o. Ap&oacute;s sa&iacute;rem do ninho, alguns juvenis fazem voos de dispers&atilde;o muito longos, durante os quais podem n&atilde;o encontrar alimento ou habitat adequado para descansar. S&atilde;o, assim, muitas vezes, encontrados &agrave; beira-mar, ou em &aacute;reas pouco t&iacute;picas para a sua presen&ccedil;a, incluindo zonas urbanas. Assim se explica que, no outono de 2024, tenham sido observados abutres-pretos em Peniche, em Almada, em Loures e no Algarve, por exemplo. Apesar das tentativas, nem sempre &eacute; poss&iacute;vel resgatar estes abutres. Nesses casos, resta esperar que recuperem energias e consigam sobreviver.<br />
<br />
Quando os t&eacute;cnicos autorizados ou as autoridades (GNR &ndash; Guarda Nacional Republicana e/ou ICNF - Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas) conseguem resgatar estes abutres debilitados, ou mesmo feridos, s&atilde;o entregues em centros de recupera&ccedil;&atilde;o.  Ap&oacute;s a sua reabilita&ccedil;&atilde;o, a devolu&ccedil;&atilde;o das aves &agrave; natureza &eacute; atrasada por alguns meses, que passam em adapta&ccedil;&atilde;o lenta e faseada (aclimata&ccedil;&atilde;o) no Douro Internacional. Esta liberta&ccedil;&atilde;o retardada &eacute; designada por <em>soft release</em>.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/Rias.JPG" width="600" height="732" alt="" /><br />
<p class="legenda">Abutre-preto em recupera&ccedil;&atilde;o no RIAS. Fotografia RIAS.</p>
<strong><br />
Seis abutres-pretos em aclimata&ccedil;&atilde;o</strong><br />
<br />
Este ano, s&atilde;o seis os abutres-pretos que integram o programa de aclimata&ccedil;&atilde;o do projeto LIFE Aegypius Return.<br />
<br />
Um foi encontrado perto do mar, em Arma&ccedil;&atilde;o de P&ecirc;ra. Foi entregue pelos Vigilantes da Natureza (ICNF) do Parque Natural da Ria Formosa no RIAS, centro de recupera&ccedil;&atilde;o gerido pela Associa&ccedil;&atilde;o ALDEIA em Olh&atilde;o, bastante debilitado e exausto.<br />
<br />
Outro abutre-preto foi localizado na barragem do Alqueva, quase a afogar-se. Foi transportado para o CARAS - Centro de Acolhimento e Recupera&ccedil;&atilde;o de Animais Silvestres, gerido pela LPN - Liga para a Protec&ccedil;&atilde;o da Natureza em &Eacute;vora, onde recebeu os primeiros socorros e foi estabilizado. Da&iacute; foi transferido para os cuidados do CRAS-HVUTAD - Centro de Recupera&ccedil;&atilde;o de Animais Selvagens do Hospital Veterin&aacute;rio da Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro, e posteriormente para o CIARA - Centro de Interpreta&ccedil;&atilde;o Ambiental e Recupera&ccedil;&atilde;o Animal, onde terminou a sua recupera&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
Tamb&eacute;m as equipas do CRAS-HVUTAD e CIARA trataram de um abutre-preto com uma complicada les&atilde;o que requereu cirurgia: uma rotura de ligamentos que quase o impedia de voltar a voar. Esta ave deu inicialmente entrada no Centro de Recupera&ccedil;&atilde;o de Fauna do Parque Biol&oacute;gico de Gaia, onde recebeu os primeiros tratamentos.<br />
<br />
Um quarto abutre-preto foi resgatado pelas equipas do ICNF na zona da Vidigueira, muito pr&oacute;ximo da mais recente col&oacute;nia da esp&eacute;cie no pa&iacute;s, descoberta em junho de 2024. Foi entregue e recuperado no CERAS - Centro de Estudos e Recupera&ccedil;&atilde;o de Animais Selvagens, gerido pela Quercus, em Castelo Branco.<br />
<br />
Foi tamb&eacute;m no CERAS que recuperou outro abutre-preto juvenil debilitado, que foi recolhido em S&atilde;o Facundo, Abrantes, e entregue pelo ICNF de Ponte de S&ocirc;r ao CERAS.<br />
<br />
Finalmente, o sexto abutre a integrar o programa de aclimata&ccedil;&atilde;o este ano foi encontrado debilitado e desorientado na zona de Cadaval e entregue pelo SEPNA &ndash; Servi&ccedil;o de Prote&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Ambiente da GNR, de Alenquer, no CRASM  - Centro de Recupera&ccedil;&atilde;o de Animais Selvagens de Montejunto, gerido pela Quercus. Posteriormente foi transferido para o CERAS, em Castelo Branco.<br />
<br />
Ap&oacute;s um <em>check-up</em> veterin&aacute;rio final, recolha de biometrias e amostras biol&oacute;gicas, e anilhagem (para permitir a identifica&ccedil;&atilde;o individual), todos estes abutres foram colocados na jaula de aclimata&ccedil;&atilde;o, e ser&atilde;o cuidadosamente monitorizados por videovigil&acirc;ncia, pelas equipas do LIFE Aegypius Return e em particular pela Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, a entidade respons&aacute;vel pela gest&atilde;o do programa de aclimata&ccedil;&atilde;o do projeto.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/DSC03658.JPG" width="900" height="598" alt="" /><br />
<p class="legenda"><em>Check-up</em> veterin&aacute;rio final, recolha de biometrias e amostras biol&oacute;gicas, antes da entrada dos abutres na esta&ccedil;&atilde;o de aclimata&ccedil;&atilde;o. Fotografia LIFE Aegypius Return.</p>
<strong><br />
A aclimata&ccedil;&atilde;o funciona?</strong><br />
<br />
Em Portugal, esta estrat&eacute;gia de conserva&ccedil;&atilde;o &ndash; que recorre a aves selvagens, nascidas na natureza &ndash; nunca tinha sido testada em abutres ou grandes rapinas. No entanto, experi&ecirc;ncias anteriores, realizadas com abutres-pretos noutros pa&iacute;ses (e.g. Bulg&aacute;ria, Fran&ccedil;a), demonstraram que o soft release &eacute; mais eficaz na fixa&ccedil;&atilde;o de indiv&iacute;duos a um determinado territ&oacute;rio do que a devolu&ccedil;&atilde;o imediata &agrave; natureza, sendo o procedimento recomendado para acelerar o assentamento e aumentar a viabilidade de uma popula&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
Os quatro abutres-pretos que estiveram em aclimata&ccedil;&atilde;o no Douro Internacional em 2024 s&atilde;o ainda jovens para se reproduzirem. No entanto, desde a sua liberta&ccedil;&atilde;o, tr&ecirc;s t&ecirc;m permanecido na regi&atilde;o do Douro Internacional. Apenas a f&ecirc;mea Alfavaca se afastou para leste, e est&aacute; atualmente a cerca de 280 km do Douro Internacional.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/mapa-4soft-release.png" width="1968" height="622" alt="" /><br />
<p class="legenda">Movimentos dos quatro abutres-pretos que estiveram em aclimata&ccedil;&atilde;o no Douro Internacional em 2024, desde a sua devolu&ccedil;&atilde;o &agrave; natureza, em novembro de 2024, at&eacute; mar&ccedil;o de 2025. Azul &ndash; Azedinha; Verde &ndash; Ar&ccedil;&atilde;; Vermelho &ndash; Almeir&atilde;o; Lil&aacute;s &ndash; Alfavaca.</p>
<br />
Este programa de conserva&ccedil;&atilde;o s&oacute; &eacute; poss&iacute;vel gra&ccedil;as ao trabalho das equipas dos centros de recupera&ccedil;&atilde;o e &agrave; articula&ccedil;&atilde;o entre as autoridades e todas as entidades envolvidas. A todas as pessoas e entidades, os parceiros do projeto LIFE Aegypius Return expressam o seu agradecimento e o reconhecimento pelo trabalho fundamental desenvolvido.<br />
<br />
S&atilde;o tamb&eacute;m devidos agradecimentos a todos os que participaram no evento de transfer&ecirc;ncia do novo grupo de abutres-pretos para a esta&ccedil;&atilde;o de aclimata&ccedil;&atilde;o, no passado dia 19 de mar&ccedil;o. Estiveram presentes os parceiros de projeto Palombar, enquanto anfitri&otilde;es e gestores do programa de aclimata&ccedil;&atilde;o; VCF - Vulture Conservation Foundation, enquanto coordenadores do projeto LIFE Aegypius Return; Faia Brava - Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza; SPEA &ndash; Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves; LPN &ndash; Liga para a Protec&ccedil;&atilde;o da Natureza; GNR - Guarda Nacional Republicana - Equipa de Prote&ccedil;&atilde;o da Natureza e Ambiente (EPNAZE) do Parque Natural do Douro Internacional (PNDI) / Servi&ccedil;o de Prote&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Ambiente (SEPNA) do Comando Territorial de Bragan&ccedil;a. Agradecemos ainda a presen&ccedil;a e hospitalidade da C&acirc;mara Municipal de Freixo de Espada &agrave; Cinta e da Junta de Freguesia de Fornos e Lagoa&ccedil;a, bem como do ICNF &ndash; t&eacute;cnicos e Vigilantes da Natureza da Dire&ccedil;&atilde;o Regional do Norte/PNDI. &Eacute;, ainda, devido um agradecimento especial &agrave;s equipas dos centros de recupera&ccedil;&atilde;o para a fauna pelo cuidado com as aves e apoio na sua transfer&ecirc;ncia: CRAS-HVUTAD, CIARA, CERAS e RIAS.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/IMG_20250319_145326.jpg" width="800" height="293" alt="" /><br />
<p class="legenda">Fotografia de grupo.</p>
<br />
O projeto LIFE Aegypius Return &eacute; cofinanciado pelo Programa LIFE da Uni&atilde;o Europeia. &Eacute; implementado por um cons&oacute;rcio que integra a Vulture Conservation Foundation (VCF), o benefici&aacute;rio coordenador, e os parceiros locais Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural (com cofinanciamento da Viridia - Conserva&ccedil;&atilde;o em A&ccedil;&atilde;o e MAVA - Fondation pour la Nature), Herdade da Contenda, Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, Liga para a Protec&ccedil;&atilde;o da Natureza, Faia Brava - Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza, Fundaci&oacute;n Naturaleza y Hombre, Guarda Nacional Republicana e Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Propriet&aacute;rios Rurais Gest&atilde;o Cineg&eacute;tica e Biodiversidade.&nbsp;]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Tue, 25 Mar 2025 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Investigadores testam cereais com mais potencial para salvar o tartaranhÃ£o-caÃ§ador e aumentar produÃ§Ã£o cerealÃ­fera nacional</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/investigadores-testam-cereais-com-mais-potencial-para-salvar-o-tartaranhao-cacador-e-aumentar-producao-cerealifera-nacional-2025-2f03-2f25/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[Investigadores do Instituto Nacional de Investiga&ccedil;&atilde;o Agr&aacute;ria e Veterin&aacute;ria (INIAV) est&atilde;o a realizar ensaios de sele&ccedil;&atilde;o de variedades de cereais para escolher aquelas que mais se adaptam ao ciclo reprodutivo do tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador e &agrave;s regi&otilde;es onde s&atilde;o cultivadas, com o objetivo de salvar esta esp&eacute;cie amea&ccedil;ada da extin&ccedil;&atilde;o iminente e aumentar a produ&ccedil;&atilde;o cereal&iacute;fera nacional, aliando a conserva&ccedil;&atilde;o da natureza ao fomento da agricultura.<br />
<br />
Desenvolvidos no &acirc;mbito do projeto LIFE SOS Pygargus - A&ccedil;&otilde;es urgentes de conserva&ccedil;&atilde;o das popula&ccedil;&otilde;es de tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador em Portugal e Espanha, coordenado pela Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, estes ensaios envolvem ainda a Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Produtores de Proteaginosas, Oleaginosas e Cereais (ANPOC) e a Comiss&atilde;o de Coordena&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), parceiras do projeto.<br />
<br />
<strong>Primeira campanha de ensaios j&aacute; arrancou</strong><br />
<br />
A primeira campanha de ensaios de sele&ccedil;&atilde;o das variedades de cereais arrancou em dezembro de 2024, na Quinta do Valongo, em Mirandela (pertencente ao Polo de Inova&ccedil;&atilde;o de Mirandela da CCDR-N), em Tr&aacute;s-os-Montes, num total de 20 variedades testadas das esp&eacute;cies trigo mole, trigo barbela, centeio, aveia e triticale. As mesmas variedades tamb&eacute;m est&atilde;o a ser testadas em ensaios no Polo de Inova&ccedil;&atilde;o de Elvas do INIAV, no Alentejo.<br />
<br />
Os ensaios visam selecionar as variedades daqueles cereais mais adaptadas ao ciclo reprodutivo do tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador, mais ajustadas ao clima da regi&atilde;o onde s&atilde;o cultivadas e mais resilientes &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas, bem como resistentes a doen&ccedil;as, sendo por isso mais produtivas e tamb&eacute;m com maior valor nutricional.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/Cultivo de aveia no Polo de Inova&ccedil;&atilde;o de Mirandela da CCDR-N_ dezembro de 2024_Foto Palombar.jpg" width="900" height="678" alt="" /><br />
<p class="legenda">Cultivo de aveia no Polo de Inova&ccedil;&atilde;o de Mirandela da CCDR-N, dezembro de 2024. Fotografia Palombar.<br />
<strong><br />
</strong></p>
<strong>Variedades de colheita mais tardia s&atilde;o essenciais para salvar a esp&eacute;cie</strong><br />
<br />
O tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador (<em>Circus pygargus</em>) &eacute; uma ave migrat&oacute;ria em elevado risco de extin&ccedil;&atilde;o, que, vinda de &Aacute;frica, permanece em Portugal entre mar&ccedil;o e setembro. A sua popula&ccedil;&atilde;o diminuiu 80% nos &uacute;ltimos dez anos. Nidifica no solo, sobretudo em campos agr&iacute;colas com cereais e forragens, e, cada vez mais, a ceifa, em particular para feno, coincide com o seu per&iacute;odo reprodutor.<br />
<br />
Todos os anos, diversos fatores amea&ccedil;am a esp&eacute;cie, causando a mortalidade e/ou uma grande redu&ccedil;&atilde;o do sucesso da reprodu&ccedil;&atilde;o, colocando em risco a sua sobreviv&ecirc;ncia em Portugal e Espanha. Um fator importante &eacute; a perda de habitat, devido ao decl&iacute;nio acentuado da &aacute;rea semeada com cereais e a sua substitui&ccedil;&atilde;o por culturas permanentes, ou outros tipos de uso do solo, como a constru&ccedil;&atilde;o de infraestruturas. A substitui&ccedil;&atilde;o das &aacute;reas de cereal por forragens e as altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas aumentaram significativamente as atividades de ceifa durante o per&iacute;odo de nidifica&ccedil;&atilde;o, com forte impacto nos casais reprodutores por destrui&ccedil;&atilde;o dos ninhos e aumento das taxas de preda&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/Tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador macho_foto Filippo Guidantoni-Palombar.jpg" width="900" height="675" alt="" /><br />
<p class="legenda">Tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador macho. Fotografia Filippo Guidantoni/Palombar.</p>
<br />
Quanto mais tardia for a colheita de cereais, maior probabilidade as crias de tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador ter&atilde;o de vingar e sobreviver, contribuindo para salvar a esp&eacute;cie. Esta ser&aacute;, por isso, uma caracter&iacute;stica fundamental a apurar na sele&ccedil;&atilde;o das variedades.<br />
<br />
&ldquo;O futuro do tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador est&aacute; fortemente ligado &agrave; sustentabilidade do cultivo de cereal, depende da nossa capacidade de conciliar agricultura e conserva&ccedil;&atilde;o, criando valor para ambas. Escolher cereais que respeitem o ciclo de vida desta esp&eacute;cie n&atilde;o &eacute; apenas salvar o tartaranh&atilde;o, &eacute; promover paisagens agr&iacute;colas mais biodiversas e sustent&aacute;veis para todos, com uma valoriza&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas amigas das aves e dos consumidores&rdquo;, destaca o bi&oacute;logo Joaquim Teod&oacute;sio, coordenador do projeto.<br />
<br />
<strong>Melhoramento e sele&ccedil;&atilde;o gen&eacute;tica</strong><br />
<br />
As diferentes variedades de cereais testadas, todas de origem nacional, s&atilde;o provenientes do Programa de Melhoramento Gen&eacute;tico de Cereais do INIAV. Este programa baseia-se em cruzamentos direcionados e controlados, os quais s&atilde;o realizados no campo entre germoplasma de uma mesma esp&eacute;cie de cereal, selecionando aqueles gen&oacute;tipos que re&uacute;nam as caracter&iacute;sticas pretendidas, as quais s&atilde;o posteriormente avaliadas e validadas por sele&ccedil;&atilde;o gen&eacute;tica em campo.<br />
<br />
&ldquo;&Eacute; importante salientar que, neste tipo de cereais, pertencendo a esp&eacute;cies autog&acirc;micas, n&atilde;o existe poliniza&ccedil;&atilde;o cruzada, ou seja, uma das metodologias usadas para promover a variabilidade gen&eacute;tica, essencial num programa de melhoramento gen&eacute;tico, s&atilde;o os cruzamentos artificiais induzidos. Ao cruzarmos indiv&iacute;duos dentro da mesma esp&eacute;cie promovemos a recombina&ccedil;&atilde;o, a sele&ccedil;&atilde;o dos melhores gen&oacute;tipos e o melhoramento gen&eacute;tico, obtendo, desta forma, novas variedades com caracter&iacute;sticas superiores &agrave;s existentes. De referir que, neste tipo de melhoramento, n&atilde;o h&aacute; edi&ccedil;&atilde;o ou modifica&ccedil;&atilde;o de genes, apenas recombina&ccedil;&atilde;o e sele&ccedil;&atilde;o dos gen&oacute;tipos que melhor cumprem os requisitos pretendidos&rdquo;, explica Rita Costa, investigadora do INIAV.<br />
<br />
<p class="legenda"><strong><img src="http://www.palombar.pt/imagens/Aveia - Polo de Inova&ccedil;&atilde;o de Mirandela da CCDR-N - fevereiro de 2025_Foto Palombar.JPG" width="900" height="600" alt="" /><br />
</strong>Aveia, Polo de Inova&ccedil;&atilde;o de Mirandela da CCDR-N, fevereiro de 2025. Fotografia Palombar.<strong><br />
<br />
</strong></p>
<strong>Criar uma organiza&ccedil;&atilde;o de produtores de cereais no Norte do pa&iacute;s</strong><br />
<br />
O projeto quer incentivar o cultivo das variedades de cereais selecionadas no norte do pa&iacute;s, impulsionando a produ&ccedil;&atilde;o cereal&iacute;fera nacional, ao mesmo tempo que se protege o tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador, esp&eacute;cie que tem, nessa regi&atilde;o, uma &aacute;rea vital. Com este prop&oacute;sito, a ANPOC pretende criar uma organiza&ccedil;&atilde;o de produtores de cereais no Norte, a qual ser&aacute; fundamental para alavancar o setor e promover a seguran&ccedil;a alimentar, aumentando a oferta nacional desta mat&eacute;ria-prima essencial.<br />
<br />
&ldquo;Uma das particularidades mais not&aacute;veis deste projeto &eacute; o facto de responder, de forma integrada, aos tr&ecirc;s pilares da sustentabilidade: ambiental, social e econ&oacute;mica. A cria&ccedil;&atilde;o de uma Organiza&ccedil;&atilde;o de Produtores a Norte do pa&iacute;s &eacute; pe&ccedil;a fundamental para este efeito, pois permitir&aacute; agrupar os agentes agr&iacute;colas, criar escala e potenciar neg&oacute;cios que fomentem eficazmente a produ&ccedil;&atilde;o de cereais na regi&atilde;o. Unir agricultores e desenvolver trabalho em fileira, desde a produ&ccedil;&atilde;o &agrave; comercializa&ccedil;&atilde;o, sem esquecer a investiga&ccedil;&atilde;o, &eacute; crucial para sustentar o projeto a longo prazo&rdquo;, refere Astride Sousa Monteiro, diretora executiva da ANPOC.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/Cultivo de variedades de cereais no Polo de Inova&ccedil;&atilde;o de Mirandela da CCDR-N_dezembro de 2024 3_Foto Palombar.jpg" width="900" height="678" alt="" /><br />
<p class="legenda">Cultivo de variedades de cereais no Polo de Inova&ccedil;&atilde;o de Mirandela da CCDR-N, dezembro de 2024. Fotografia Palombar.</p>
<strong><br />
Cereais direcionados para a produ&ccedil;&atilde;o de p&atilde;o com valor acrescentado</strong><br />
<br />
Os cereais cultivados, trigo e centeio, s&atilde;o utilizados para produzir p&atilde;es diferenciados e com valor acrescentado para as lojas Continente. Estes produtos t&ecirc;m um papel importante na sensibiliza&ccedil;&atilde;o dos consumidores sobre o tema da biodiversidade. O Clube de Produtores Continente &eacute; um parceiro chave deste projeto, empenhado na oferta de p&atilde;o produzido a partir de cereais nacionais provenientes de searas com biodiversidade e que garantem a conserva&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies em risco, como &eacute; o caso do tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador.<br />
<br />
&ldquo;Este projeto resulta de um cons&oacute;rcio multidisciplinar e permite-nos salvaguardar uma esp&eacute;cie que sabemos estar em vias de extin&ccedil;&atilde;o. Seja atrav&eacute;s da sele&ccedil;&atilde;o das melhores variedades e da partilha de condutas adequadas junto dos produtores, procuramos alinhar estas boas pr&aacute;ticas &agrave;s necessidades do mercado e dos nossos clientes, oferecendo um p&atilde;o produzido a partir de cereais nacionais provenientes de searas monitorizadas para proteger o tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador&rdquo;, afirma Ondina Afonso, presidente do Clube de Produtores Continente.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/Trigo mole Foto Rita Costa INIAV.JPG" width="600" height="896" alt="" /><br />
<p class="legenda">Trigo mole. Fotografia Rita Costa/INIAV.</p>
<strong><br />
Alargar o cultivo de variedades selecionadas a Espanha</strong><br />
<br />
O LIFE SOS Pygargus tem como territ&oacute;rio de interven&ccedil;&atilde;o as principais &aacute;reas de distribui&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie na Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica. Nesse sentido, tamb&eacute;m &eacute; fundamental que se encontrem solu&ccedil;&otilde;es para aumentar a &aacute;rea cultivada com cereais amigos do tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador na raia luso-espanhola, contribuindo para ampliar o habitat para a nidifica&ccedil;&atilde;o e melhorar a sobreviv&ecirc;ncia das crias, bem como reduzir a mortalidade da esp&eacute;cie. Para tal, ser&aacute; fundamental o papel desempenhado pela Consejeria de Agricultura, Ganaderia y Desarrollo Sostenible - Junta de Extremadura, em Espanha, igualmente parceira do projeto, que ir&aacute; trabalhar no sentido de incentivar o cultivo destes cereais nessa regi&atilde;o espanhola, em sinergia com o LIFE Agrosteppes e o Centro de Investigaciones Cient&iacute;ficas y Tecnol&oacute;gicas de Extremadura (CICYTEX).<br />
<br />
&quot;Os respons&aacute;veis t&eacute;cnicos do projeto da Junta de Extremadura consideram que o LIFE SOS Pygargus, que combina a conserva&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies amea&ccedil;adas, como o tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador, com a preserva&ccedil;&atilde;o do meio agr&iacute;cola e dos sistemas agr&iacute;colas, al&eacute;m da melhoria e incentivo do cultivo e produ&ccedil;&atilde;o de cereais, &eacute; fundamental. Isto porque, al&eacute;m de garantir o futuro da esp&eacute;cie, tamb&eacute;m tem um impacto positivo na manuten&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o rural e do meio agr&iacute;cola&quot;, salienta Mar&iacute;a Jes&uacute;s Palacios, respons&aacute;vel pelo Departamento de Vida Silvestre da Junta de Extremadura.<br />
<br />
<strong>Sobre o projeto</strong><br />
<br />
O projeto LIFE SOS Pygargus une conservacionistas, cientistas, agricultores e entidades p&uacute;blicas e privadas, num total de 18 parceiros a n&iacute;vel ib&eacute;rico, com o objetivo de salvar o tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador da extin&ccedil;&atilde;o em Portugal e na parte ocidental de Espanha. Aprovado pelo Programa LIFE da Uni&atilde;o Europeia (UE), tem um or&ccedil;amento de quase 11 milh&otilde;es de euros, 75% dos quais financiados pela UE. Conta ainda com cofinanciamento da Light Source BP e do Fundo Ambiental.  Ser&aacute; implementado no per&iacute;odo 2024-2030.<br />
<br />
Al&eacute;m da Palombar, INIAV, ANPOC, CCDR-N, MC Shared Services SA e Modelo Continente Hipermercados SA, s&atilde;o parceiros a Associa&ccedil;&atilde;o BIOPOLIS-CIBIO, AEPGA - Associa&ccedil;&atilde;o para o Estudo e Prote&ccedil;&atilde;o do Gado Asinino, EDIA - Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva SA, ICNF - Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas, LPN - Liga para a Protec&ccedil;&atilde;o da Natureza, SPEA - Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, UTAD - Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro, Vita Nativa - Conserva&ccedil;&atilde;o do Ambiente, AMUS - Acci&oacute;n por el Mundo Salvaje, Junta de Extremadura, GREFA - Grupo de Rehabilitaci&oacute;n de la Fauna Aut&oacute;ctona y su H&aacute;bitat e Universidad de Murcia.]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 17 Mar 2025 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>PerseguiÃ§Ã£o a tiro ameaÃ§a a recuperaÃ§Ã£o do abutre-preto em Portugal: trÃªs aves jÃ¡ foram alvejadas</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/perseguicao-a-tiro-ameaca-a-recuperacao-do-abutre-preto-em-portugal-3a-tres-aves-ja-foram-alvejadas-2025-2f03-2f17/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[O abutre-preto (<em>Aegypius monachus</em>) &eacute; uma esp&eacute;cie protegida ao abrigo de legisla&ccedil;&atilde;o nacional e internacional. Em Portugal, o abate ou perturba&ccedil;&atilde;o desta ave &eacute; um crime pun&iacute;vel com pena de pris&atilde;o at&eacute; cinco anos. No entanto, infelizmente, a persegui&ccedil;&atilde;o a esta esp&eacute;cie mant&eacute;m-se um grave fator de amea&ccedil;a e mortalidade. Nos &uacute;ltimos meses, pelo menos tr&ecirc;s abutres-pretos nascidos no pa&iacute;s foram v&iacute;timas de tiro. Entre as v&iacute;timas est&atilde;o duas aves marcadas com emissores GPS/GSM no &acirc;mbito do projeto LIFE Aegypius Return.<br />
<br />
<strong>Rep&uacute;dio e condena&ccedil;&atilde;o por um conjunto vasto e diverso de entidades</strong><br />
<br />
No seguimento do <u><a href="https://www.facebook.com/share/r/18ddX99E4u/">comunicado</a></u> oficial do ICNF - Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas relativo a um abutre-preto recentemente alvejado a tiro, gerou-se um movimento de rep&uacute;dio e condena&ccedil;&atilde;o por parte das autoridades e igualmente de associa&ccedil;&otilde;es de conserva&ccedil;&atilde;o da natureza e de entidades ligadas ao setor da ca&ccedil;a, que n&atilde;o se reveem e condenam veementemente este tipo de pr&aacute;ticas criminosas.<br />
<br />
As tr&ecirc;s organiza&ccedil;&otilde;es do setor da ca&ccedil;a de 1.&ordm; n&iacute;vel &ndash; ANPC - Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Propriet&aacute;rios Rurais, Gest&atilde;o Cineg&eacute;tica e Biodiversidade, FENCA&Ccedil;A - Federa&ccedil;&atilde;o Portuguesa de Ca&ccedil;a e CNCP - Confedera&ccedil;&atilde;o Nacional dos Ca&ccedil;adores Portugueses &ndash;, tendo sido informadas pelo cons&oacute;rcio de parceiros do projeto LIFE Aegypius Return relativamente a um conjunto de situa&ccedil;&otilde;es similares, de imediato se solidarizaram na condena&ccedil;&atilde;o e rep&uacute;dio de tais atos.<br />
<br />
Os crimes contra esp&eacute;cies protegidas, independentemente das motiva&ccedil;&otilde;es, s&atilde;o conden&aacute;veis e devem ser os seus autores responsabilizados, para al&eacute;m de ser fundamental continuar a desenvolver esfor&ccedil;os para prevenir e erradicar situa&ccedil;&otilde;es an&aacute;logas.<br />
<br />
<strong>Caracterizar o crime ambiental</strong><br />
<br />
A marca&ccedil;&atilde;o de abutres-pretos com dispositivos de monitoriza&ccedil;&atilde;o remota, no &acirc;mbito do projeto LIFE Aegypius Return, tem permitido obter informa&ccedil;&otilde;es mais concretas sobre o tipo de amea&ccedil;as que estas aves enfrentam na Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica, bem como conhecer a hora e local exatos de acidentes e eventos criminais. No entanto, n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel marcar todos os abutres-pretos, e a informa&ccedil;&atilde;o recolhida pelas autoridades e pelos centros de recupera&ccedil;&atilde;o de fauna continua a ser essencial. A colabora&ccedil;&atilde;o entre todas as entidades permite compreender e caracterizar o quadro de amea&ccedil;a geral que, de forma lament&aacute;vel, continua a incluir crimes propositadamente dirigidos ao abutre-preto (e tamb&eacute;m a outras esp&eacute;cies).<br />
<br />
<strong>Abutres-pretos alvejados</strong><br />
<br />
O tiro est&aacute; entre os crimes ambientais que afetam o abutre-preto. Conhe&ccedil;a alguns dos casos mais recentes.<br />
<br />
<strong>Mirante</strong><br />
<br />
O abutre-preto Mirante (nome atribu&iacute;do em vota&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica <em>online</em>) nasceu em 2023 na Herdade da Contenda. A 13 de julho desse ano foi marcado, no ninho, tendo recebido anilhas e um emissor GPS/GSM. Deixou o ninho a 15 de agosto desse ano e, durante o ano seguinte, permaneceu principalmente no noroeste da Andaluzia, tendo realizado ainda alguns voos de dispers&atilde;o pelo Alentejo, ao longo da fronteira com Espanha at&eacute; ao Douro Internacional, e em territ&oacute;rio espanhol, alcan&ccedil;ando a regi&atilde;o de Toledo. Em setembro de 2024, foi detetada uma situa&ccedil;&atilde;o an&oacute;mala nos dados do emissor, que motivou o alerta aos guardas da Junta de Andaluzia e buscas no terreno, que contaram tamb&eacute;m com a LPN - Liga para a Protec&ccedil;&atilde;o da Natureza. Confirmou-se o pior. O cad&aacute;ver do Mirante foi recolhido pelas autoridades e entregue para investiga&ccedil;&atilde;o no CAD - Centro de An&aacute;lisis y Diagn&oacute;stico de la Fauna Silvestre, o laborat&oacute;rio de refer&ecirc;ncia para estudar casos de mortalidade de fauna, do governo regional andaluz. A necr&oacute;psia confirmou o que os dados de monitoriza&ccedil;&atilde;o remota j&aacute; davam a entender: o Mirante foi alvejado, com tiro de espingarda, enquanto voava na regi&atilde;o de Huelva, a cerca de 15 km da fronteira com Portugal.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/Mirante.jpg" width="900" height="506" alt="" /><br />
<p class="legenda">O abutre-preto Mirante durante a sua marca&ccedil;&atilde;o no ninho, em 2023, na Herdade da Contenda. Fotografia VCF.<br />
<strong><br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/Mirante-map-PT.png" width="1186" height="813" alt="" /><br />
<br />
</strong>Movimentos do abutre-preto Mirante, desde os seus primeiros voos (15/08/2023), at&eacute; &agrave; sua morte (13/09/2024).<strong><br />
<br type="_moz" />
</strong></p>
<strong>Bobadela</strong><br />
<br />
Em novembro passado, um abutre-preto juvenil foi v&iacute;tima de tiro na Bobadela, em Loures. N&atilde;o sendo este um territ&oacute;rio habitual para esta esp&eacute;cie, por vezes os juvenis (ou aves desorientadas, v&iacute;timas de envenenamento ou com sintomas neurol&oacute;gicos) fazem voos de dispers&atilde;o algo longos, afastando-se do seu habitat. Por n&atilde;o se conseguirem alimentar, s&atilde;o, muitas vezes, encontrados muito d&eacute;beis e exaustos, em zonas urbanas ou costeiras. &Eacute; importante que as autoridades capturem estes abutres em situa&ccedil;&atilde;o de fragilidade, para que ingressem em centros de recupera&ccedil;&atilde;o. Todavia, a fragilidade tamb&eacute;m os torna alvos f&aacute;ceis para a persegui&ccedil;&atilde;o e o crime, e as autoridades nem sempre chegam a tempo. Foi o caso de um abutre-preto, cria de 2024, que foi encontrado ferido a tiro de espingarda na Bobadela, Loures, em novembro passado. Foi entregue no LxCRAS&nbsp; - Centro de Recupera&ccedil;&atilde;o de Animais Silvestres de Lisboa) ainda com vida, mas, infelizmente, n&atilde;o resistiu aos ferimentos.<br />
<br />
<strong>Pousio</strong><br />
<br />
O Pousio &eacute; a &uacute;nica cria conhecida da mais recente col&oacute;nia, na Herdade do Monte da Ribeira, na Vidigueira. No final de janeiro, os funcion&aacute;rios da Herdade encontraram o Pousio no solo, com uma postura prostrada e comportamentos estranhos. O ICNF foi chamado e prontamente recolheu a ave, tendo-a entregado no LxCRAS. O diagn&oacute;stico foi atroz: o Pousio foi v&iacute;tima de tiro de espingarda, pelas costas, enquanto estava pousado. A enorme quantidade de proj&eacute;teis indica que o tiro foi feito de muito perto e, portanto, n&atilde;o deixa d&uacute;vidas quanto &agrave; sua inten&ccedil;&atilde;o: 16 chumbos e fragmentos menores numa das patas, seis chumbos e fragmentos na outra, e ainda um chumbo alojado no m&uacute;sculo peitoral. As les&otilde;es obrigaram a v&aacute;rias interven&ccedil;&otilde;es m&eacute;dico-veterin&aacute;rias, incluindo a remo&ccedil;&atilde;o de uma unha. O Pousio encontra-se a recuperar, mas, ainda que venha a sobreviver, tem elevados n&iacute;veis de chumbo no organismo, o que, junto com as les&otilde;es, poder&aacute; condicionar a sua qualidade de vida e capacidade de sobreviv&ecirc;ncia e reprodu&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/IMG_0635.JPG" width="300" height="169" alt="" /><img src="http://www.palombar.pt/imagens/raioX.jpg" width="215" height="170" alt="" /><br />
<p class="legenda">Imagens das patas do abutre-preto Pousio. Esquerda: hematomas e ferimentos causados por tiro. Direita: imagem de raio-X que mostra grande quantidade de proj&eacute;teis. Fotografia LxCRAS.</p>
<strong><br />
Crime incompreens&iacute;vel</strong><br />
<br />
O abutre-preto &eacute; uma ave necr&oacute;faga obrigat&oacute;ria. Isto significa que se alimenta exclusivamente de animais mortos (principalmente ungulados silvestres e gado). N&atilde;o &eacute; um predador, n&atilde;o tem impactos negativos na agricultura ou atividades humanas, nem coloca qualquer amea&ccedil;a a pessoas ou animais &ndash; pelo contr&aacute;rio. Ao eliminar carca&ccedil;as do meio natural, tem um papel essencial para a sa&uacute;de humana e dos ecossistemas.<br />
<br />
Se outrora o abutre-preto foi uma ave comum no nosso territ&oacute;rio, a persegui&ccedil;&atilde;o, a perda de habitat, o veneno e outros fatores levaram &agrave; sua extin&ccedil;&atilde;o como reprodutor na d&eacute;cada de 1970. O seu regresso s&oacute; foi poss&iacute;vel quatro d&eacute;cadas depois, com o nascimento das primeiras crias no Tejo Internacional em 2010. O abate ou a perturba&ccedil;&atilde;o deliberada de um abutre-preto &eacute; um crime incompreens&iacute;vel e injustific&aacute;vel, que contraria todos os esfor&ccedil;os e investimentos que t&ecirc;m sido aplicados na sua recupera&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
A morte de cada abutre representa a sua perda individual, mas tamb&eacute;m impossibilita que seja gerada descend&ecirc;ncia, limitando o futuro da esp&eacute;cie.<br />
<br />
<strong>Combate ao crime depende da coopera&ccedil;&atilde;o</strong><br />
<br />
A persegui&ccedil;&atilde;o da fauna constitui um crime ambiental. A puni&ccedil;&atilde;o destes casos depende de uma s&oacute;lida investiga&ccedil;&atilde;o criminal, que se inicia com a dete&ccedil;&atilde;o ou den&uacute;ncia dos casos.<br />
<br />
Um combate eficaz aos crimes contra a vida selvagem depende da colabora&ccedil;&atilde;o de todos: autoridades, m&eacute;dicos veterin&aacute;rios, organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o governamentais, mas tamb&eacute;m de todos os cidad&atilde;os, incluindo os ca&ccedil;adores. Denunciar crimes &eacute; fundamental! Se detetar ou suspeitar de pr&aacute;ticas irregulares, denuncie atrav&eacute;s da linha SOS Ambiente e Territ&oacute;rio - 808 200 520 - ou do site <u><a href="http://www.gnr.pt/ambiente.aspx">www.gnr.pt/ambiente.aspx</a></u>. &Eacute; um servi&ccedil;o dispon&iacute;vel 24 horas por dia, durante todo o ano. <br />
<br />
Subscrevem o presente comunicado e nota de rep&uacute;dio, as entidades que formam o cons&oacute;rcio do projeto LIFE Aegypius Return - Vulture Conservation Foundation (VCF), o benefici&aacute;rio coordenador, e os parceiros locais Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural (com cofinanciamento da Viridia - Conserva&ccedil;&atilde;o em A&ccedil;&atilde;o), Herdade da Contenda, Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, Liga para a Protec&ccedil;&atilde;o da Natureza, Associa&ccedil;&atilde;o Transum&acirc;ncia e Natureza, Fundaci&oacute;n Naturaleza y Hombre, Guarda Nacional Republicana e Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Propriet&aacute;rios Rurais Gest&atilde;o Cineg&eacute;tica e Biodiversidade - em conjunto com as tr&ecirc;s organiza&ccedil;&otilde;es do setor da ca&ccedil;a de 1.&ordm; n&iacute;vel j&aacute; referidas: FENCA&Ccedil;A, CNCP e ANPC.<br />
<br />
O projeto LIFE Aegypius Return &eacute; cofinanciado pelo programa LIFE da Uni&atilde;o Europeia.]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c6ae3</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Tue, 11 Mar 2025 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Aprovadas primeiras Ã¡reas privadas para alimentar aves necrÃ³fagas no sul do paÃ­s</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/aprovadas-primeiras-areas-privadas-para-alimentar-aves-necrofagas-no-sul-do-pais-2025-2f03-2f11/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[Em Portugal, as aves necr&oacute;fagas enfrentam uma confirmada escassez de alimento, que limita a sua capacidade de reprodu&ccedil;&atilde;o e sobreviv&ecirc;ncia. Apesar de a legisla&ccedil;&atilde;o j&aacute; permitir, desde 2018, a deposi&ccedil;&atilde;o de carca&ccedil;as de gado em explora&ccedil;&otilde;es pecu&aacute;rias de regime extensivo para refor&ccedil;ar a alimenta&ccedil;&atilde;o destas importantes aves, a implementa&ccedil;&atilde;o desta medida &eacute; praticamente inexistente. A Herdade da Contenda, em Moura, viu recentemente aprovadas duas &Aacute;reas Privadas para Alimenta&ccedil;&atilde;o de Aves Necr&oacute;fagas (APAAN), no &acirc;mbito da estrat&eacute;gia de refor&ccedil;o alimentar para o abutre-preto (<em>Aegypius monachus</em>) desenhada pelo projeto LIFE Aegypius Return. Estas s&atilde;o as primeiras de 56 APAAN previstas para todo o pa&iacute;s.<br />
<br />
<strong>Falta alimento para as aves necr&oacute;fagas em Portugal</strong><br />
<br />
Um estudo recente, coordenado pela LPN - Liga para a Protec&ccedil;&atilde;o da Natureza e elaborado no &acirc;mbito do projeto LIFE Aegypius Return, demonstrou que, embora em maior ou menor grau nas v&aacute;rias Zonas de Prote&ccedil;&atilde;o Especial (ZPE) avaliadas pelo projeto, a falta de alimento para as aves necr&oacute;fagas &eacute; generalizada. Estas aves, que incluem esp&eacute;cies amea&ccedil;adas e protegidas como o abutre-preto e o britango (<em>Neophron percnopterus</em>), alimentam-se principalmente das carca&ccedil;as de ungulados silvestres, como o veado e o cor&ccedil;o, ou de gado em regime extensivo. Sem este alimento dispon&iacute;vel em quantidade suficiente, as aves necr&oacute;fagas n&atilde;o conseguem reproduzir-se e sobreviver. A legisla&ccedil;&atilde;o reconhece a import&acirc;ncia destas aves para a manuten&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de p&uacute;blica e dos ecossistemas, pelo que, atrav&eacute;s do Plano de A&ccedil;&atilde;o para a Conserva&ccedil;&atilde;o das Aves Necr&oacute;fagas (PACAN), prev&ecirc; especificamente que se deve fomentar o alimento dispon&iacute;vel para estas esp&eacute;cies.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/2(2).jpg" width="900" height="598" alt="" /><br />
<p class="legenda">Abutres-pretos num Campo de Alimenta&ccedil;&atilde;o para Aves Necr&oacute;fagas. Fotografia Bruno Berthemy.<br />
<strong><br />
</strong></p>
<strong>Um quadro legal para alimentar abutres</strong><br />
<br />
Tradicionalmente, o refor&ccedil;o alimentar tem sido feito em Campos de Alimenta&ccedil;&atilde;o para Aves Necr&oacute;fagas (CAAN). Estes s&atilde;o &aacute;reas vedadas, de acordo com normas t&eacute;cnicas muito exigentes e dispendiosas, onde s&atilde;o depositados cad&aacute;veres de animais ou suas partes (subprodutos animais), de forma segura e atrav&eacute;s de uma gest&atilde;o meticulosa. As deposi&ccedil;&otilde;es s&atilde;o autorizadas e supervisionadas pelas autoridades de conserva&ccedil;&atilde;o da natureza (ICNF - Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas) e de veterin&aacute;ria (DGAV - Dire&ccedil;&atilde;o-Geral de Alimenta&ccedil;&atilde;o e Veterin&aacute;ria). Atualmente, existem cerca de duas dezenas de CAAN &ndash; privados ou comunit&aacute;rios &ndash; autorizados e em funcionamento no pa&iacute;s.<br />
<br />
Na aus&ecirc;ncia de CAAN, os cad&aacute;veres de animais de pecu&aacute;ria ou suas partes (subprodutos animais)  s&atilde;o recolhidos pelo SIRCA - Sistema de Recolha de Cad&aacute;veres de Animais Mortos na Explora&ccedil;&atilde;o ou, em &aacute;reas remotas em que o SIRCA n&atilde;o est&aacute; dispon&iacute;vel, s&atilde;o enterrados. Em ambos os casos, os subprodutos animais ficam assim indispon&iacute;veis para consumo pelas aves necr&oacute;fagas, exigem o cumprimento de procedimentos nem sempre f&aacute;ceis de cumprir pelos propriet&aacute;rios do gado (e custos adicionais, no caso do enterramento), acarretando ainda um custo ambiental associado ao transporte e posterior elimina&ccedil;&atilde;o da biomassa.<br />
<br />
Desde 2018, a legisla&ccedil;&atilde;o nacional prev&ecirc; uma outra possibilidade de utiliza&ccedil;&atilde;o deste material com a finalidade de conserva&ccedil;&atilde;o da natureza: o estabelecimento de &Aacute;reas Privadas para a Alimenta&ccedil;&atilde;o de Aves Necr&oacute;fagas (APAAN). As APAAN, informalmente designadas de &ldquo;&aacute;reas n&atilde;o vedadas&rdquo;, correspondem a locais identificados no interior das explora&ccedil;&otilde;es pecu&aacute;rias em regime extensivo, licenci&aacute;veis mediante o cumprimento de determinados requisitos ecol&oacute;gicos e sanit&aacute;rios, onde os propriet&aacute;rios podem disponibilizar as carca&ccedil;as de gado em regime extensivo que sejam eleg&iacute;veis, para servir de alimento &agrave;s aves necr&oacute;fagas. Apesar dos benef&iacute;cios ecol&oacute;gicos e econ&oacute;micos desta medida, at&eacute; ao momento existia apenas uma APAAN em funcionamento no pa&iacute;s, gerida pela Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural no Douro Internacional, como resultado do j&aacute; terminado projeto LIFE Rupis, e uma outra recentemente autorizada na regi&atilde;o Centro.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/3(2).jpg" width="300" height="169" alt="" /><img src="http://www.palombar.pt/imagens/4(1).jpg" width="255" height="153" alt="" /><br />
<p class="legenda">Reuni&otilde;es t&eacute;cnicas entre parceiros LIFE Aegypius Return, autoridades e stakeholders. Esquerda: junto ao Campo de Alimenta&ccedil;&atilde;o para Aves Necr&oacute;fagas de Segura, Idanha-a-Nova. Direita: na Herdade da Contenda. Fotografia VCF.</p>
<strong><br />
Na Herdade da Contenda foram criadas as primeiras &ldquo;&aacute;reas n&atilde;o vedadas&rdquo; do sul do pa&iacute;s</strong><br />
<br />
Recentemente, e ap&oacute;s a realiza&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rias reuni&otilde;es t&eacute;cnicas e cumprimento de requisitos legais, num processo conduzido pela LPN, a Herdade da Contenda submeteu um pedido de licenciamento de duas APAAN junto do ICNF. As &aacute;reas n&atilde;o vedadas recolheram os pareceres favor&aacute;veis das autoridades respons&aacute;veis e foi assinado um protocolo entre as v&aacute;rias entidades &ndash; Herdade da Contenda (explora&ccedil;&atilde;o autorizada), LPN (entidade gestora do projeto de alimenta&ccedil;&atilde;o), ICNF e DGAV &ndash;, que define os termos de funcionamento das duas APAAN.<br />
<br />
A Herdade da Contenda, propriedade do Munic&iacute;pio de Moura, est&aacute; inclu&iacute;da na ZPE de Moura-Mour&atilde;o-Barrancos, e &eacute; um local hist&oacute;rico para a conserva&ccedil;&atilde;o do abutre-preto. Conta atualmente com a segunda maior col&oacute;nia do pa&iacute;s, com 20 casais.<br />
<br />
A aprova&ccedil;&atilde;o destas APAAN representa um important&iacute;ssimo marco do projeto LIFE Aegypius Return, mas tamb&eacute;m da conserva&ccedil;&atilde;o da natureza em Portugal, ao desbloquear uma relevante condicionante &agrave; sustentabilidade das popula&ccedil;&otilde;es de aves necr&oacute;fagas.<br />
<br />
A estrat&eacute;gia definida pelo projeto para aumentar a disponibilidade de alimento para o abutre-preto, em particular, prev&ecirc; o estabelecimento de um total de 66 &ldquo;&aacute;reas n&atilde;o vedadas&rdquo; ao longo da regi&atilde;o fronteiri&ccedil;a: 56 em Portugal e 10 em Espanha. Todos os parceiros do cons&oacute;rcio est&atilde;o a trabalhar com as autoridades e com os propriet&aacute;rios de explora&ccedil;&otilde;es pecu&aacute;rias em torno das col&oacute;nias de reprodu&ccedil;&atilde;o do abutre-preto para concretizar esta medida de conserva&ccedil;&atilde;o durante os pr&oacute;ximos meses, esperando-se benef&iacute;cios tang&iacute;veis para a conserva&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie a m&eacute;dio e longo termo.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/5-Cabras serpentinas.JPG" width="1000" height="480" alt="" /><br />
<p class="legenda">Pastoreio de cabras serpentinas na Herdade da Contenda. Fotografia Eduardo Santos/LPN.</p>
<br />
Os parceiros LIFE Aegypius Return agradecem a todas as pessoas e entidades que t&ecirc;m colaborado na discuss&atilde;o de formas de operacionaliza&ccedil;&atilde;o da alimenta&ccedil;&atilde;o suplementar para aves necr&oacute;fagas.<br />
<br />
O projeto LIFE Aegypius Return &eacute; cofinanciado pelo Programa LIFE da Uni&atilde;o Europeia. &Eacute; implementado por um cons&oacute;rcio que integra a Vulture Conservation Foundation (VCF), o benefici&aacute;rio coordenador, e os parceiros locais Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural (com cofinanciamento da Viridia - Conserva&ccedil;&atilde;o em A&ccedil;&atilde;o e MAVA - Fondation pour la Nature), Herdade da Contenda, Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, Liga para a Protec&ccedil;&atilde;o da Natureza, Faia Brava - Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza, Fundaci&oacute;n Naturaleza y Hombre, Guarda Nacional Republicana e Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Propriet&aacute;rios Rurais Gest&atilde;o Cineg&eacute;tica e Biodiversidade.<br type="_moz" />]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 06 Mar 2025 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Projeto artÃ­stico reinventa narrativas sobre a natureza para construir futuros partilhados entre espÃ©cies e comunidades</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/projeto-artistico-reinventa-narrativas-sobre-a-natureza-para-construir-futuros-partilhados-entre-especies-e-comunidades-2025-2f03-2f06/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[O projeto &ldquo;Futuros Partilhados&rdquo; da Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural vai reinventar e construir narrativas sobre a natureza inspiradas na rica tradi&ccedil;&atilde;o oral do Nordeste Transmontano, onde os animais selvagens s&atilde;o os protagonistas. Este projeto inovador e multidisciplinar alia a arte &agrave; conserva&ccedil;&atilde;o da natureza e tem como objetivo principal recriar hist&oacute;rias que conectem as comunidades humanas e a vida selvagem, desconstruindo preconceitos sobre o ambientalismo, bem como mitos associados a v&aacute;rias esp&eacute;cies, enquanto promove uma compreens&atilde;o profunda e n&atilde;o-hier&aacute;rquica das rela&ccedil;&otilde;es multiesp&eacute;cies e a prote&ccedil;&atilde;o da biodiversidade.<br />
<br />
Desenvolvido em parceria com a C&acirc;mara Municipal de Miranda do Douro, Santa Casa da Miseric&oacute;rdia (val&ecirc;ncia de lar para idosos) e Agrupamento de Escolas deste munic&iacute;pio, tem coordena&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica de Nuno Preto e Gon&ccedil;alo Mota, contando ainda com uma equipa de artistas convidados de diferentes &aacute;reas que ir&atilde;o contribuir em momentos espec&iacute;ficos do projeto. &Eacute; financiado pelo programa PARTIS &amp; ART FOR CHANGE da Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian, BPI e Funda&ccedil;&atilde;o &quot;la Caixa&quot;. A sua fase piloto arrancou este m&ecirc;s e o projeto poder&aacute; estender-se at&eacute; 2027.<br />
<br />
<strong>Narrativas reinventadas com base no di&aacute;logo e envolvimento intergeracional das comunidades</strong><br />
<br />
Em vez de comunicar de forma unidirecional e institucional, o projeto utiliza uma metodologia colaborativa na cria&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica de conte&uacute;dos e performances, com foco no di&aacute;logo cr&iacute;tico e reflexivo com as comunidades locais, que ser&atilde;o envolvidas de forma ativa na perce&ccedil;&atilde;o e reinven&ccedil;&atilde;o de hist&oacute;rias que t&ecirc;m como palco principal o territ&oacute;rio onde vivem. E a abordagem &eacute; intergeracional: integra jovens com idades entre os 15 e os 18 anos do Agrupamento de Escolas de Miranda do Douro e idosos dos lares da Santa Casa da Miseric&oacute;rdia deste concelho. Todos contam e recontam para (re)construir hist&oacute;rias comuns, onde a compreens&atilde;o, liga&ccedil;&atilde;o e respeito pelo mundo natural do qual todos fazemos parte, dependemos e alteramos &eacute; chave.<br />
<br />
O projeto pretende, assim, capacitar jovens, empoderar comunidades e criar espa&ccedil;os de di&aacute;logo nessa regi&atilde;o do interior do pa&iacute;s marcada pelo &ecirc;xodo e isolamento. Democratizar a arte e dar voz a quem representa o passado e o futuro e criar pontes para melhor conservar a rica biodiversidade da regi&atilde;o, com destaque para a fauna do Parque Natural do Douro Internacional. <br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/Lobo-ib&eacute;rico.JPG" width="900" height="549" alt="" />
<p class="legenda">Lobo-ib&eacute;rico &eacute; uma das esp&eacute;cies sobre a qual recaem mais mitos e cren&ccedil;as populares. Fotografia Palombar.</p>
<strong><br />
Oficinas criativas: rede colaborativa vai construir futuros partilhados</strong> <br />
<br />
A recria&ccedil;&atilde;o dessas narrativas, baseada numa rede colaborativa de artistas, cientistas e comunidades, ser&aacute; feita atrav&eacute;s de oficinas criativas multidisciplinares e ir&aacute; materializar-se por meio da produ&ccedil;&atilde;o de publica&ccedil;&otilde;es de &aacute;udio, v&iacute;deo e texto numa plataforma digital, cria&ccedil;&atilde;o teatral e cinema ambiental, com o prop&oacute;sito de mostrar que a vida est&aacute; assente em rela&ccedil;&otilde;es simbi&oacute;ticas, de interdepend&ecirc;ncia e benef&iacute;cios m&uacute;tuos, e que humanos e natureza podem e devem construir futuros partilhados, onde n&atilde;o h&aacute; hierarquia, mas sim coexist&ecirc;ncia harmoniosa e sustent&aacute;vel.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/Pastor.JPG" width="600" height="800" alt="" /> <br />
<p class="legenda">Comunidades locais v&atilde;o ter papel ativo e chave na reconstru&ccedil;&atilde;o de narrativas sobre a natureza. Fotografia Palombar.</p>
<strong><br />
Fase piloto j&aacute; arrancou com primeiras oficinas no terreno</strong><br />
<br />
As primeiras oficinas criativas foram realizadas no dia 26 de fevereiro, no Agrupamento de Escolas de Miranda do Douro e num lar da Santa Casa da Miseric&oacute;rdia deste concelho. Na escola, participaram alunos/as do 10.&ordm; ano, que desenvolveram pr&aacute;ticas art&iacute;sticas centradas em narrativas, v&iacute;deo etnogr&aacute;fico e m&uacute;sica, com uma forte componente de sensibiliza&ccedil;&atilde;o ambiental, nomeadamente introdu&ccedil;&atilde;o &agrave; biodiversidade local. No lar, a oficina teve como objetivo a recolha, atrav&eacute;s da escuta e narra&ccedil;&atilde;o, de hist&oacute;rias, mitos e tradi&ccedil;&otilde;es locais.<br />]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 28 Feb 2025 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Natator: o abutre-preto que nadou pela vida no Tejo Internacional, sobreviveu e voltou a voar</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/natator-3a-o-abutre-preto-que-nadou-pela-vida-no-tejo-internacional-2c-sobreviveu-e-voltou-a-voar-2025-2f02-2f28/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[Conhe&ccedil;a a hist&oacute;ria surpreendente de resist&ecirc;ncia e supera&ccedil;&atilde;o do Natator, um abutre-preto que foi resgatado numa miss&atilde;o internacional, depois de ter ca&iacute;do no Tejo Internacional e nadado pela vida, recuperado e sido devolvido &agrave; liberdade no &acirc;mbito do projeto LIFE Aegypius Return.<br />
<br />
De um dos casais que nidifica na Herdade da Cubeira, no Parque Natural do Tejo Internacional, a 21 de abril de 2024 nasceu um pequeno abutre-preto macho, posteriormente batizado de Natador, que recebeu a anilha de c&oacute;digo 5S quando tinha 89 dias de vida. No dia da sua anilhagem, a 18 de julho, foi tamb&eacute;m marcado com um emissor GPS, que permite &agrave;s equipas do projeto acompanhar todos os seus movimentos e comportamentos. Menos de um m&ecirc;s depois da sua marca&ccedil;&atilde;o, este abutre-preto come&ccedil;ou a fazer os primeiros voos, sempre na regi&atilde;o do Tejo Internacional, pousando, muitas vezes, nas margens do rio. No vale, mesmo junto &agrave; &aacute;gua, nem sempre h&aacute; rede, pelo que, por vezes, os pontos GPS s&atilde;o recebidos de forma intermitente.<br />
<br />
<strong>Monitoriza&ccedil;&atilde;o atenta &eacute; essencial para salvar a esp&eacute;cie</strong><br />
<br />
Apesar das dificuldades na rece&ccedil;&atilde;o dos pontos GPS, Paulo Monteiro, t&eacute;cnico da SPEA - Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves respons&aacute;vel pela monitoriza&ccedil;&atilde;o da col&oacute;nia, pressentiu que uma das paragens &agrave; beira-rio parecia estar a prolongar-se por demasiado tempo. Os dados do aceler&oacute;metro mostravam que a ave estava viva, mas poderia estar em dificuldades. Estando a ave na margem portuguesa do rio, de muito dif&iacute;cil acesso e observa&ccedil;&atilde;o pelo lado portugu&ecirc;s, Paulo contactou os Agentes del Medio Natural da Junta de Extremadura (JEx), que prontamente disponibilizaram uma equipa para observar a cria a partir de Espanha. Juntos no terreno, confirmaram que o abutre estava bem, mas parecia encurralado entre a vegeta&ccedil;&atilde;o densa da margem e a &aacute;gua do rio.<br />
<br />
<strong>Um abutre nadador e uma opera&ccedil;&atilde;o de resgate internacional</strong><br />
<br />
Para evitar uma interfer&ecirc;ncia perturbadora (e eventualmente desnecess&aacute;ria) e verificar se os pais viriam alimentar o jovem abutre, o Paulo regressou no dia seguinte e permaneceu todo o dia em vigil&acirc;ncia. Os pais n&atilde;o se aproximaram, o jovem abutre bebia frequentemente &aacute;gua do Tejo e movimentava-se no curto espa&ccedil;o de que dispunha, tentando manter-se &agrave; sombra. Inquieto por n&atilde;o encontrar sa&iacute;da, por volta das 14h00 tentou a sua sorte e ensaiou um voo que terminou poucos metros adiante, no rio. A sua condi&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica e cansa&ccedil;o e, qui&ccedil;&aacute;, sem relevo ou correntes de ar quente para ajudar a levantar voo, n&atilde;o lhe permitiam sair da &quot;armadilha&quot; em que caiu. Apesar do voo falhado, mostrou boas compet&ecirc;ncias para nadar de regresso para as rochas da margem.<br />
<br />
Este comportamento valeu-lhe o nome de Natator (nadador, em Latim), e uma opera&ccedil;&atilde;o de resgate internacional. De barco, Agentes del Medio Natural da JEx, Vigilantes da Natureza do ICNF - Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas e o Paulo, da SPEA, conseguiram resgatar o abutre, que foi entregue no CERAS - Centro de Estudos e Recupera&ccedil;&atilde;o de Animais Selvagens, gerido pela Quercus, em Castelo Branco.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/mapa1.png" width="1110" height="721" alt="" /><br />
<p class="legenda">Os movimentos do abutre-preto Natator entre 14/08 e 13/09/2024 mostram frequentes paragens junto &agrave;s margens do rio Tejo. A seta amarela indica o local de resgate.<br />
<strong><br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/resgate(1).jpeg" width="900" height="675" alt="" /><br />
</strong>Opera&ccedil;&atilde;o de resgate do abutre-preto Natator. Fotografia Agustin Ruano/AGM-JEx.<strong><br />
</strong></p>
<div><strong><br />
Recupera&ccedil;&atilde;o rumo &agrave; liberdade<br />
</strong><br />
O jovem Natator entrou no CERAS desnutrido, numa condi&ccedil;&atilde;o geral de debilidade, devido &agrave; fome e ao stress. Tinha les&otilde;es ligeiras nas patas, provavelmente devido ao longo tempo que esteve sobre as rochas, e uma asa magoada, sem les&atilde;o &oacute;ssea, possivelmente devido &agrave; queda na &aacute;gua. Tratar os efeitos da desnutri&ccedil;&atilde;o, que inclu&iacute;am alguns sintomas neurol&oacute;gicos, foi um processo bastante prolongado. Mas, felizmente, este corajoso abutre recuperou em pleno.</div>
<br />
Parecendo adivinhar a data da sua devolu&ccedil;&atilde;o &agrave; natureza, nas v&eacute;speras passou a treinar os voos com mais afinco, demonstrando que estava pronto.<br />
Durante a sua estadia no CERAS, o Natator p&ocirc;de contar com bons companheiros, tamb&eacute;m abutres-pretos, que ajudaram na sua sociabiliza&ccedil;&atilde;o e recupera&ccedil;&atilde;o. Algumas dessas aves, tamb&eacute;m juvenis de 2024 que recuperaram no CERAS por diversos motivos, seguir&atilde;o brevemente viagem para o processo de aclimata&ccedil;&atilde;o ao Douro Internacional. N&atilde;o tendo territ&oacute;rio estabelecido ou origem conhecida, ser&atilde;o fundamentais para refor&ccedil;ar a col&oacute;nia mais fr&aacute;gil do pa&iacute;s.<br />
<br />
<strong>De volta &agrave; natureza</strong><br />
<br />
A devolu&ccedil;&atilde;o do Natator &agrave; natureza ocorreu reste m&ecirc;s, num evento que contou com a presen&ccedil;a de quem o resgatou e tratou (SPEA, JEx, ICNF, CERAS/Quercus), e da VCF, entidade que coordena o projeto LIFE Aegypius Return. Tamb&eacute;m a fam&iacute;lia propriet&aacute;ria da Herdade da Cubeira, onde o Natator nasceu, esteve presente. Gozando novamente de liberdade, o Natator tem-se mantido no Parque Natural do Tejo Internacional, felizmente sem paragens arriscadas &agrave; beira da &aacute;gua.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/mapa2.png" width="915" height="718" alt="" /><br />
<p class="legenda">Movimentos do abutre-preto Natator nos dias seguintes &agrave; liberta&ccedil;&atilde;o, sempre na regi&atilde;o do Tejo Internacional.<br />
&nbsp;</p>
<p class="legenda"><strong><img src="http://www.palombar.pt/imagens/release_Fernando Sanchez.jpeg" width="900" height="612" alt="" /><br />
</strong>O momento de devolu&ccedil;&atilde;o do Natator &agrave; natureza. Fotografia Fernando Sanchez.<strong><br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/group.jpeg" width="900" height="496" alt="" /><br />
</strong>Fotografia de grupo na devolu&ccedil;&atilde;o &agrave; natura do Natator. Fotografia VCF.<strong><br />
</strong><strong><br type="_moz" />
</strong></p>
<strong>Col&oacute;nia do Tejo Internacional &eacute; a mais antiga do pa&iacute;s</strong><br />
<br />
A col&oacute;nia reprodutora de abutre-preto (<em>Aegypius monachu</em>s) do Tejo Internacional &eacute; a maior e mais antiga de Portugal. A esp&eacute;cie estabeleceu-se neste territ&oacute;rio em 2010, cerca de quatro d&eacute;cadas ap&oacute;s se ter extinguido enquanto reprodutora no pa&iacute;s. Em 2024, esta col&oacute;nia registou pelo menos 61 casais nidificantes, 15 ou 16 dos quais estabelecidos j&aacute; do lado espanhol. A col&oacute;nia beneficia de colabora&ccedil;&atilde;o transfronteiri&ccedil;a, o que por vezes se revela essencial para a sobreviv&ecirc;ncia das aves, como se v&ecirc; na hist&oacute;ria de Natator.<br />
<br />
Os parceiros LIFE Aegypius Return agradecem a todos os t&eacute;cnicos e entidades envolvidos na prote&ccedil;&atilde;o e conserva&ccedil;&atilde;o do abutre-preto. A coopera&ccedil;&atilde;o transetorial e internacional tem sido um pilar para a recupera&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie em Portugal e no oeste de Espanha.<br />
<br />
O projeto LIFE Aegypius Return &eacute; cofinanciado pelo Programa LIFE da Uni&atilde;o Europeia. &Eacute; implementado por um cons&oacute;rcio que integra a Vulture Conservation Foundation (VCF), o benefici&aacute;rio coordenador, e os parceiros locais Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural (com cofinanciamento da Viridia - Conserva&ccedil;&atilde;o em A&ccedil;&atilde;o e MAVA - Fondation pour la Nature), Herdade da Contenda, Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, Liga para a Protec&ccedil;&atilde;o da Natureza, Faia Brava - Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza, Fundaci&oacute;n Naturaleza y Hombre, Guarda Nacional Republicana e Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Propriet&aacute;rios Rurais Gest&atilde;o Cineg&eacute;tica e Biodiversidade.]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 21 Feb 2025 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Curso de Armadilhagem FotogrÃ¡fica forma 25 pessoas de diferentes Ã¡reas e seis nacionalidades</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/curso-de-armadilhagem-fotografica-forma-25-pessoas-de-diferentes-areas-e-seis-nacionalidades-2025-2f02-2f21/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[Um grupo de 25 pessoas de diferentes nacionalidades e v&aacute;rios setores de atividade recebeu forma&ccedil;&atilde;o no &acirc;mbito do Curso &quot;Uso e Potencialidades da Armadilhagem Fotogr&aacute;fica em Estudos de Ecologia e Monitoriza&ccedil;&atilde;o da Fauna Silvestre&quot; - 6.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o, que decorreu entre os dias 3 e 6 de fevereiro, no PINTA - Parque Ib&eacute;rico de Natureza e Aventura de Vimioso. No total de todas as edi&ccedil;&otilde;es, este curso j&aacute; soma 112 formandos e tem-se tornado numa refer&ecirc;ncia de forma&ccedil;&atilde;o nesta &aacute;rea do conhecimento.<br />
<br />
O curso &eacute; organizado pela Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, em colabora&ccedil;&atilde;o com o IREC - Instituto de Investigaci&oacute;n en Recursos Cineg&eacute;ticos (CSIC/Universidad de Castilla-La Mancha/Junta de Comunidades de Castilla-La Mancha) e o IMIB - Instituto Mixto de Investigaci&oacute;n en Biodiversidad (CSIC/Universidad de Oviedo/Principado de Asturias), ambos em Espanha. Conta ainda com o apoio da C&acirc;mara Municipal de Vimioso, Vales de Vimioso e PINTA.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/IMG_20250203_092509_306008330314243_Jo&atilde;o Santos.jpg" width="900" height="675" alt="" /><br />
<p class="legenda">1.&ordm; dia do curso, M&oacute;dulo B&aacute;sico, com Pablo Palencia. Fotografia Jo&atilde;o Santos/Palombar.</p>
<br />
Estudantes universit&aacute;rios, investigadores e t&eacute;cnicos de centros de investiga&ccedil;&atilde;o, t&eacute;cnicos de empresas de consultoria ambiental, veterin&aacute;rios de centros de recupera&ccedil;&atilde;o de fauna selvagem e agentes florestais, colaboradores e volunt&aacute;rios da Palombar participaram nesta 6.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o, que envolveu um total de seis nacionalidades: portuguesa, espanhola, italiana, argentina, brasileira, alem&atilde;.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/IMG_20250204_123448_Jo&atilde;o Santos.jpg" width="900" height="675" alt="" /><br />
<p class="legenda">2.&ordm; dia do curso, M&oacute;dulo Avan&ccedil;ado, com Pelayo Acevedo. Fotografia Jo&atilde;o Santos/Palombar.</p>
<br />
Com m&oacute;dulos b&aacute;sico e avan&ccedil;ado, a forma&ccedil;&atilde;o abordou de forma abrangente e aprofundada o uso de c&acirc;maras de armadilhagem fotogr&aacute;fica em estudos de ecologia e monitoriza&ccedil;&atilde;o da fauna silvestre, tendo ainda desenvolvido uma forte componente pr&aacute;tica e de an&aacute;lise de casos de estudo centrada nos mam&iacute;feros e vertebrados necr&oacute;fagos.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/IMG_20250205_092446_306008533573097_Jo&atilde;o Santos.jpg" width="900" height="675" alt="" /><br />
<p class="legenda">3.&ordm; dia do curso, M&oacute;dulo Avan&ccedil;ado, com Patricia Mateo Tom&aacute;s. Fotografia Jo&atilde;o Santos/Palombar.</p>
<strong><br />
Formandos visitam o Centro de Interpreta&ccedil;&atilde;o dos Pombais Tradicionais e um Campo de Alimenta&ccedil;&atilde;o para Aves Necr&oacute;fagas</strong><br />
<br />
Na visita de campo, realizada no &uacute;ltimo dia, os participantes, guiados pelo bi&oacute;logo da Palombar Am&eacute;rico Guedes, tiveram a oportunidade de conhecer o CIPT - Centro de Interpreta&ccedil;&atilde;o dos Pombais Tradicionais, na sede da Palombar, na aldeia de Uva, onde puderam descobrir os pombais tradicionais existentes na regi&atilde;o do Nordeste Transmontano e a sua fun&ccedil;&atilde;o ecol&oacute;gica, social e comunit&aacute;ria.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/IMG_20250206_113704_Jo&atilde;o Santos(1).jpg" width="900" height="675" alt="" />
<p class="legenda">Visita a um pombal tradicional. Fotografia Jo&atilde;o Santos/Palombar.</p>
<br />
Visitaram ainda o Campo de Alimenta&ccedil;&atilde;o para Aves Necr&oacute;fagas de Algoso, gerido pela Palombar, onde viram, no terreno, o importante trabalho desenvolvido pela associa&ccedil;&atilde;o nesta &aacute;rea e que &eacute; fundamental para a conserva&ccedil;&atilde;o de aves amea&ccedil;adas de extin&ccedil;&atilde;o, como &eacute; o caso do abutre-preto (<em>Aegypius monachus</em>), do britango (<em>Neophron pecnopterus</em>) e da &aacute;guia-real (<em>Aquila chrysaetos</em>). Nesta visita, foram acompanhados pelos bi&oacute;logos da Palombar Iv&aacute;n Guti&eacute;rrez e Jo&atilde;o Santos.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/IMG_20250206_150820_Jo&atilde;o Santos.jpg" width="900" height="675" alt="" /><br />
<p class="legenda">Visita ao Campo de Alimenta&ccedil;&atilde;o para Aves Necr&oacute;fagas de Algoso. Fotografia Jo&atilde;o Santos/Palombar.</p>
<br />
Com coordena&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica do bi&oacute;logo Jo&atilde;o Santos, o curso teve como formadores Pablo Palencia e Patricia Mateo Tom&aacute;s, ambos do IMIB (CSIC/UO/PA), situado em Mieres, e Pelayo Acevedo, do IREC (CSIC/UCLM/JCCM), localizado em Ciudad Real, Espanha.&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c6b1b</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Wed, 19 Feb 2025 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>AmeaÃ§as humanas dominam a mortalidade de abutres-pretos na PenÃ­nsula IbÃ©rica</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/ameacas-humanas-dominam-a-mortalidade-de-abutres-pretos-na-peninsula-iberica-2025-2f02-2f19/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[O projeto LIFE Aegypius Return dedica-se &agrave; conserva&ccedil;&atilde;o do abutre-preto (<em>Aegypius monachus</em>) em Portugal e no oeste de Espanha. Os trabalhos incluem a marca&ccedil;&atilde;o e o seguimento remoto desta esp&eacute;cie amea&ccedil;ada de extin&ccedil;&atilde;o, os quais fornecem informa&ccedil;&otilde;es preciosas para compreender e prevenir a sua mortalidade. O projeto apurou que, at&eacute; ao momento, a causa de morte da maioria dos abutres-pretos marcados com dispositivos GPS/GSM em Portugal est&aacute; relacionada com amea&ccedil;as de origem antr&oacute;pica (humana).<br />
<br />
<strong>Mortalidade: uma realidade inevit&aacute;vel</strong><br />
<br />
Um abutre-preto em cativeiro (por exemplo, indiv&iacute;duos irrecuper&aacute;veis que vivem em zool&oacute;gicos) pode viver at&eacute; cerca de 35 anos. Em estado selvagem, a longevidade reduz drasticamente para um m&aacute;ximo de aproximadamente 20 anos. No entanto, face &agrave;s amea&ccedil;as humanas, poucos ser&atilde;o os indiv&iacute;duos que morrem de velhice. Dos 67 abutres-pretos marcados em Portugal, j&aacute; morreram 11 (cerca de 16%) e apenas tr&ecirc;s comprovadamente por causas naturais.<br />
<br />
Focando apenas os dados do projeto LIFE Aegypius Return, morreram sete (17%) dos 41 abutres marcados. Estes n&uacute;meros poder&atilde;o ser superiores, uma vez que alguns emissores se desprendem ou deixam de emitir e, at&eacute; a ave ser reencontrada &ndash; viva ou morta &ndash;, o seu estado fica desconhecido. Esta &eacute; a situa&ccedil;&atilde;o de 17 (25%) dos 67 abutres-pretos marcados.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/tag-field.jpeg" width="250" height="333" alt="" /><img src="http://www.palombar.pt/imagens/tag-tree.jpeg" width="250" height="333" alt="" /><br />
<p class="legenda">Recupera&ccedil;&atilde;o de emissores GPS/GSM que se desprenderam das aves. Esquerda: em campo aberto. Fotografia LPN. Direita: no ninho, no topo de um pinheiro. Fotografia Junta de Castilla y Le&oacute;n.</p>
<br />
Embora 16 -17% seja uma taxa de mortalidade algo impressionante, na verdade, e por compara&ccedil;&atilde;o com outros projetos de conserva&ccedil;&atilde;o dirigidos ao abutre-preto, &eacute; um valor bastante positivo. Por exemplo, entre 2018 e 2024, foram libertados e marcados 83 abutres-pretos na Bulg&aacute;ria, dos quais 27 (45%) j&aacute; morreram.<br />
<br />
Apesar das amea&ccedil;as serem comuns, a principal diferen&ccedil;a &eacute; que, na Bulg&aacute;ria, todos os abutres-pretos foram ali reintroduzidos. Isto &eacute;, foram libertados abutres (a maior parte juvenis), na sua maioria provenientes de centros de recupera&ccedil;&atilde;o de fauna da prov&iacute;ncia da Extremadura, em Espanha, ap&oacute;s reabilita&ccedil;&atilde;o, e translocados para aquele pa&iacute;s para reintrodu&ccedil;&atilde;o, onde foram libertados num habitat que n&atilde;o tinha, no in&iacute;cio dos projetos, nenhum indiv&iacute;duo conspec&iacute;fico.<br />
<br />
Em Portugal nunca houve nenhuma reintrodu&ccedil;&atilde;o de aves de outros pa&iacute;ses ou de cativeiro, e os abutres-pretos vivem em contacto pr&oacute;ximo com a grande popula&ccedil;&atilde;o espanhola, com muitas col&oacute;nias bastante pr&oacute;ximas da fronteira portuguesa.<br />
<br />
<strong>Causas de morte</strong><br />
<br />
A transloca&ccedil;&atilde;o das aves para novos territ&oacute;rios poder&aacute; eventualmente refletir-se nas aptid&otilde;es para ali viver: dos 67 abutres-pretos marcados em Portugal, apenas um (1,5%) morreu atacado por outros animais, enquanto na Bulg&aacute;ria cerca de 13% dos indiv&iacute;duos morreram por preda&ccedil;&atilde;o, quase metade logo na primeira semana ap&oacute;s a liberta&ccedil;&atilde;o. Esta preda&ccedil;&atilde;o deveu-se sobretudo a chacais-dourados (<em>Canis aureus</em>), abundantes naquele pa&iacute;s.<br />
<br />
A colis&atilde;o e a eletrocuss&atilde;o em linhas el&eacute;tricas, aerogeradores ou outras infraestruturas energ&eacute;ticas s&atilde;o tamb&eacute;m uma causa relevante para a mortalidade destas grandes aves planadoras. A morte do Freixo, uma cria nascida em 2023 no Douro Internacional, por fraturas m&uacute;ltiplas, ilustra claramente a incapacidade destas aves em detetar linhas el&eacute;tricas mal sinalizadas, com as quais acabam por colidir violentamente. Alguns estudos alertam que este tipo de mortalidade poder&aacute; mesmo vir a ser a causa para a extin&ccedil;&atilde;o local de algumas popula&ccedil;&otilde;es de abutres.<br />
<br />
Por outro lado, o envenenamento mant&eacute;m-se a amea&ccedil;a mais importante por todo o mundo. Cerca de 8% dos abutres-pretos libertados na Bulg&aacute;ria morreram comprovadamente v&iacute;timas de venenos. Em Portugal, cinco casos suspeitos aguardam os resultados de an&aacute;lises toxicol&oacute;gicas. A dete&ccedil;&atilde;o e instru&ccedil;&atilde;o deste tipo de crime contra a vida selvagem &eacute; um processo complexo e moroso, que lamentavelmente se mant&eacute;m sem as devidas consequ&ecirc;ncias penais.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/antidoto(1).jpg" width="900" height="675" alt="" /><br />
<p class="legenda">Recolha do cad&aacute;ver de um abutre-preto morto com suspeita de envenenamento pela GNR, atrav&eacute;s do Programa Ant&iacute;doto. Fotografia Faia Brava.</p>
<strong><br />
Investigar a morte de abutres</strong><br />
<br />
Alguns casos de mortalidade s&atilde;o mais f&aacute;ceis de determinar que outros. Na investiga&ccedil;&atilde;o &eacute; fundamental o trabalho das autoridades, como o Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas ou o Servi&ccedil;o de Prote&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Ambiente da Guarda Nacional Republicana, que recolhem o cad&aacute;ver e acionam todos os protocolos legais, e das equipas dos Centros de Recupera&ccedil;&atilde;o para a Fauna, Centros de Necr&oacute;psia e Toxicologia.<br />
<br />
Os cidad&atilde;os e as ONGA (organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o governamentais de ambiente) podem e devem colaborar ao denunciar todos os casos suspeitos de crime ambiental &agrave;s autoridades e n&atilde;o interferir com as evid&ecirc;ncias.<br />
<br />
<strong>O jovem 5J</strong><br />
<br />
Recolher o m&aacute;ximo de informa&ccedil;&atilde;o poss&iacute;vel &eacute; fundamental para se estabelecer a causa de morte de um animal selvagem, j&aacute; que alguns casos s&atilde;o muito dif&iacute;ceis de compreender. Veja-se o caso do jovem abutre-preto, macho, que recebeu a anilha 5J. Nasceu em 2024, na col&oacute;nia do Tejo Internacional, e arriscou os primeiros voos no m&ecirc;s de agosto, com 121 dias de idade. Cerca de um m&ecirc;s depois (no per&iacute;odo com ventos de leste bastante fortes, que agravaram os grandes inc&ecirc;ndios que lavraram no centro e norte do pa&iacute;s), partiu rumo ao distrito de Lisboa, e da&iacute; para o Parque Natural das Serras d&rsquo;Aire e Candeeiros, onde dormiu.<br />
<br />
No dia seguinte voou at&eacute; &agrave; Serra da Lous&atilde;, e ao terceiro dia rumou em dire&ccedil;&atilde;o a Penha de &Aacute;guia, em Figueira de Castelo Rodrigo, onde morreu numa zona de matos, ap&oacute;s evidenciar alguns comportamentos estranhos e err&aacute;ticos. Estes longos voos em t&atilde;o tenra idade chamaram a aten&ccedil;&atilde;o dos t&eacute;cnicos do LIFE Aegypius Return, que estavam a monitorizar atentamente e de imediato se aperceberam do comportamento an&oacute;malo e da posterior imobilidade da ave.<br />
<br />
O parceiro Faia Brava - Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza acorreu ao local e confirmou a morte. Chamou a GNR, tamb&eacute;m parceira do projeto, que ativou o Protocolo Ant&iacute;doto e o grupo de Interven&ccedil;&atilde;o Cinot&eacute;cnica, pelo facto de a posi&ccedil;&atilde;o do cad&aacute;ver indiciar sintomas de envenenamento. N&atilde;o foram detetados venenos nem ind&iacute;cios vis&iacute;veis de atividade criminosa no terreno. Por&eacute;m, a necr&oacute;psia feita no Centro de Ecologia, Recupera&ccedil;&atilde;o e Vigil&acirc;ncia de Animais Selvagens - CERVAS evidenciou aspetos associados a sintomas neurol&oacute;gicos habitualmente causados por envenenamento, como uma tor&ccedil;&atilde;o do pesco&ccedil;o a mais de 360 graus, mas tamb&eacute;m les&otilde;es compat&iacute;veis com tiro. O cad&aacute;ver foi enviado para an&aacute;lises adicionais, incluindo toxicol&oacute;gicas, que poder&atilde;o trazer alguma clarifica&ccedil;&atilde;o quanto ao destino desta ave.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/Mapa_5J_PT_crop.png" width="653" height="692" alt="" /><br />
<p class="legenda">Movimentos do abutre-preto 5J entre 18 de agosto e 19 de setembro de 2024.<strong><br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/CERVAS.jpg" width="900" height="484" alt="" /><br />
</strong>Les&atilde;o externa do abutre 5J compat&iacute;vel com tiro. Fotografia CERVAS.<strong><br />
</strong></p>
<strong><br />
Mirante: abatido a tiro com um ano de vida</strong><br />
<br />
O Mirante era um abutre-preto, macho, que nasceu na Herdade da Contenda em 2023. Viveu o seu primeiro ano de vida principalmente no noroeste da Andaluzia, tendo realizado ainda alguns voos de dispers&atilde;o pelo Alentejo, ao longo da fronteira com Espanha at&eacute; ao Douro Internacional, e em territ&oacute;rio espanhol. No in&iacute;cio de setembro de 2024 foi detetada a sua imobilidade abrupta em Cumbres de San Bartolom&eacute;, Huelva. Foi pedida assist&ecirc;ncia &agrave; Junta de Andaluzia, que, juntamente com t&eacute;cnicos da Liga para a Protec&ccedil;&atilde;o da Natureza (LPN), detetaram o cad&aacute;ver. Acionados os meios legais, a necr&oacute;psia decorreu no Centro de An&aacute;lisis y Diagn&oacute;stico de la Fauna Silvestre, onde se confirmou a morte por tiro, enquanto a ave voava. Este diagn&oacute;stico &eacute; refor&ccedil;ado pelos dados do emissor GPS/GSM, que demonstra uma dr&aacute;stica e instant&acirc;nea perda de altitude, enquanto a ave voava.<br />
<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/Mapa_Mirante_PT.png" width="900" height="655" alt="" /><br />
<p class="legenda">Movimentos do abutre-preto Mirante, desde a sua sa&iacute;da do ninho, em agosto de 2023 e a sua morte em agosto de 2024.<strong><br />
<br />
</strong></p>
<strong>Bumblefoot: uma morte adolescente</strong><br />
<br />
Em 2021, deu entrada no Centro de Recupera&ccedil;&atilde;o de Animais Silvestres de Lisboa (LxCRAS) um jovem abutre-preto, cria desse ano, que foi capturado em Coruche, bastante d&eacute;bil. Bumblefoot, assim viria a ser batizado, esteve em recupera&ccedil;&atilde;o at&eacute; dezembro desse ano, tendo sido libertado na Herdade da Contenda, no Alentejo. Desde ent&atilde;o, nunca saiu da Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica e vivia principalmente na Andaluzia. A dias de completar o terceiro anivers&aacute;rio sobre a sua liberta&ccedil;&atilde;o, morreu inesperadamente. O cad&aacute;ver foi detetado por Alfonso Godino, colaborador do projeto LIFE Aegypius Return, com recurso a um drone, e recolhido pelas autoridades espanholas. A necr&oacute;psia foi realizada na AMUS - Acci&oacute;n por el Mundo Salvaje, e a investiga&ccedil;&atilde;o encontra-se em segredo de justi&ccedil;a.<br />
<br />
A morte de todos estes abutres antes de atingirem a idade reprodutora &ndash; o que nesta esp&eacute;cie acontece pelos quatro a seis anos de vida &ndash; representa n&atilde;o s&oacute; a sua perda individual, como a impossibilidade de contribu&iacute;rem para recupera&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie com descend&ecirc;ncia.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/Mapa_Bumblefoot_PT(1).png" width="900" height="711" alt="" />
<p class="legenda">Movimentos do abutre-preto Bumblefoot desde a sua liberta&ccedil;&atilde;o a 14 de dezembro de 2021 at&eacute; &agrave; sua morte, em dezembro de 2024.<br />
&nbsp;</p>
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/Bumblefoot.jpeg" width="900" height="714" alt="" />
<p class="legenda">Dete&ccedil;&atilde;o do cad&aacute;ver do abutre-preto Bumblefoot. Fotografia Alfonso Godino.</p>
<strong><br />
Conserva&ccedil;&atilde;o sem fronteiras</strong><br />
<br />
Como se exemplificou nos casos apresentados, a conserva&ccedil;&atilde;o da natureza &eacute; um trabalho que n&atilde;o conhece fronteiras administrativas ou de compet&ecirc;ncias. A coopera&ccedil;&atilde;o internacional e intersetorial &eacute; fundamental para recolher informa&ccedil;&atilde;o, process&aacute;-la, desenhar e implementar medidas para compreender e combater as amea&ccedil;as &agrave; vida selvagem.<br />
<br />
Os parceiros do projeto LIFE Aegypius Return agradecem a todas as pessoas e entidades que diariamente colaboram para conserva&ccedil;&atilde;o do abutre-preto. Juntos, tentamos dar um sentido &uacute;til &agrave; morte de todos estas aves, para tra&ccedil;ar o ainda longo caminho que nos espera para garantir um futuro sustent&aacute;vel para a esp&eacute;cie.<br />
<br />
O projeto LIFE Aegypius Return &eacute; cofinanciado pelo Programa LIFE da Uni&atilde;o Europeia. &Eacute; implementado por um cons&oacute;rcio que integra a Vulture Conservation Foundation (VCF), o benefici&aacute;rio coordenador, e os parceiros locais Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural (com cofinanciamento da Viridia - Conserva&ccedil;&atilde;o em A&ccedil;&atilde;o e MAVA - Fondation pour la Nature), Herdade da Contenda, Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, Liga para a Protec&ccedil;&atilde;o da Natureza, Faia Brava - Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza, Fundaci&oacute;n Naturaleza y Hombre, Guarda Nacional Republicana e Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Propriet&aacute;rios Rurais Gest&atilde;o Cineg&eacute;tica e Biodiversidade.<br type="_moz" />]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 17 Feb 2025 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Alunos descobrem biodiversidade dos lameiros atravÃ©s de jogos exploratÃ³rios e experiÃªncias</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/alunos-descobrem-biodiversidade-dos-lameiros-atraves-de-jogos-exploratorios-e-experiencias-2025-2f02-2f17/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[No &acirc;mbito do Dia Mundial das Zonas H&uacute;midas, assinalado a 2 de fevereiro, dinamiz&aacute;mos a atividade &quot;Lameiros em Foco: Expedi&ccedil;&atilde;o da Biodiversidade&quot;, em parceria com a iniciativa MedWet e o Office Fran&ccedil;ais de la Biodiversit&eacute; (OFB), a qual decorreu no dia 6 de fevereiro, num lameiro localizado em Freixo de Espada &agrave; Cinta.<br />
<br />
Um grupo de 15 alunos/as do 8.&ordm; ano do Agrupamento de Escolas Guerra Junqueiro descobriu a biodiversidade associada &agrave;s Zonas H&uacute;midas, nomeadamente aos lameiros, e a sua import&acirc;ncia. Os/as alunos/as tiveram a oportunidade de explorar o valor ecol&oacute;gico e cultural destes prados, bem como dos elementos que os complementam, com especial destaque para os muros de pedra seca.<br />
<br />
<strong>Aprender no terreno atrav&eacute;s de jogos explorat&oacute;rios e experi&ecirc;ncias<br />
</strong><br />
Os monitores da Palombar explicaram a import&acirc;ncia das Zonas H&uacute;midas aos alunos/as e foi dinamizado o <strong>&ldquo;Jogo Expedi&ccedil;&atilde;o da Biodiversidade&rdquo;</strong>, que consistiu numa ca&ccedil;a ao tesouro nos muros de pedra seca que circundam o lameiro visitado, com vista a identificar esp&eacute;cies locais atrav&eacute;s de placas ilustradas e pistas.<br />
<br />
Tamb&eacute;m jogaram o <strong>&quot;Bingo do Lameiro&quot;</strong>, um jogo de bingo focado na fauna nativa, onde os participantes marcavam as cartas &agrave; medida que as esp&eacute;cies eram anunciadas.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/Imagem WhatsApp 2025-02-06 &agrave;s 16_07_53_63ac34_Sara Freire.jpg" width="900" height="1195" alt="" />
<p class="legenda">&quot;Bingo do Lameiro&quot;. Fotografia Sara Freire/Palombar.</p>
<br />
Os/as alunos/as aprenderam ainda sobre o rato-de-Cabrera (<em>Microtus cabrerae</em>), um roedor end&eacute;mico da Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica, tendo sido sensibilizados para a import&acirc;ncia de o proteger, bem como sobre a coruja-das-torres (<em>Tyto alba</em>).<br />
<br />
Tiveram ainda a oportunidade (empolgante!) de realizar a <strong>an&aacute;lise de egagr&oacute;pilas </strong>(regurgita&ccedil;&atilde;o) de coruja, identificando ossos de presas, nomeadamente roedores, uma experi&ecirc;ncia motivante que lhes permitiu compreender de forma pr&aacute;tica a cadeia alimentar.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/Imagem WhatsApp 2025-02-06 &agrave;s 16_07_52_3b8dd7_Sara Freire.jpg" width="900" height="678" alt="" />
<p class="legenda">An&aacute;lise de egagr&oacute;pilas<strong>&nbsp;</strong>(regurgita&ccedil;&atilde;o) de coruja. Fotografia Sara Freire/Palombar.</p>
<br />
Nesta expedi&ccedil;&atilde;o da biodiversidade no lameiro, despert&aacute;mos o interesse e incutimos nos/nas participantes o gosto pela descoberta e a liga&ccedil;&atilde;o ao meio, que s&atilde;o a for&ccedil;a motriz da educa&ccedil;&atilde;o ambiental e da a&ccedil;&atilde;o pela conserva&ccedil;&atilde;o da natureza.]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c6b37</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 14 Feb 2025 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Aumenta colÃ³nia de abutre-preto no Douro Internacional e cooperaÃ§Ã£o transfronteiriÃ§a para a proteger</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/aumenta-colonia-de-abutre-preto-no-douro-internacional-e-cooperacao-transfronteirica-para-a-proteger-2025-2f02-2f14/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[Palombar e autoridades portuguesas e espanholas refor&ccedil;am a colabora&ccedil;&atilde;o para acompanhar a mais fr&aacute;gil col&oacute;nia portuguesa de abutre-preto.<br />
<br />
A col&oacute;nia de abutre-preto (<em>Aegypius monachus</em>) do Douro Internacional foi a segunda a estabelecer-se em Portugal, em 2012, quatro d&eacute;cadas ap&oacute;s a esp&eacute;cie se ter extinguido, como reprodutora, no pa&iacute;s. Durante muitos anos, a col&oacute;nia tinha apenas um casal, que nem sempre se reproduzia com sucesso. Em 2019 a col&oacute;nia aumentou para dois casais reprodutores e, posteriormente, cresceu para os oito casais registados em 2024. No entanto, esta mant&eacute;m-se a col&oacute;nia mais fr&aacute;gil do pa&iacute;s, por ser a mais isolada, localizada a mais de 100 km da col&oacute;nia mais pr&oacute;xima, em Espanha. O isolamento e a reduzida dimens&atilde;o tornam esta col&oacute;nia muito suscet&iacute;vel a v&aacute;rios riscos, sendo fundamental assegurar a sua prote&ccedil;&atilde;o.<br />
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<strong>Um rio que une</strong><br />
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Nesta regi&atilde;o, o imponente canh&atilde;o do rio Douro tra&ccedil;a a fronteira entre Portugal e Espanha. No entanto, para os abutres e para aqueles que os protegem, o territ&oacute;rio &eacute; um s&oacute;. Do lado portugu&ecirc;s, as equipas do Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas, em particular do Parque Natural do Douro Internacional (PNDI), trabalham em estreita colabora&ccedil;&atilde;o com os bi&oacute;logos e t&eacute;cnicos da organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental de ambiente Palombar. Em Espanha, a Junta de Castilla y Le&oacute;n (JCyL) e as respetivas equipas do Parque Natural Arribes del Duero (PNAD) juntam-se a esta miss&atilde;o de conserva&ccedil;&atilde;o. Juntos, monitorizam e protegem a rica biodiversidade da regi&atilde;o e, no &acirc;mbito do projeto LIFE Aegypius Return, unem esfor&ccedil;os para salvaguardar o abutre-preto, num verdadeiro exemplo de coopera&ccedil;&atilde;o transfronteiri&ccedil;a.<br />
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<img src="http://www.palombar.pt/imagens/miradouro-carrascalinho-PauloMonteiro.jpeg" width="800" height="228" alt="" /><br />
<p class="legenda">Canh&atilde;o do rio Douro. Fotografia Paulo Monteiro.</p>
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Trocar experi&ecirc;ncias para salvar abutres</strong><br />
<br />
Para preparar os trabalhos da nova &eacute;poca de reprodu&ccedil;&atilde;o, as equipas portuguesas e espanholas reuniram-se recentemente no PNDI. Foi tamb&eacute;m feita uma visita t&eacute;cnica &agrave; jaula de aclimata&ccedil;&atilde;o, que, em breve, receber&aacute; mais um grupo de abutres-pretos. A&iacute; foram discutidos aspetos relativos ao bem-estar e &agrave; alimenta&ccedil;&atilde;o das aves, bem como &agrave; videovigil&acirc;ncia. As equipas visitaram ainda as plataformas-ninho artificiais constru&iacute;das no PNDI para atrair novos casais reprodutores e fornecer locais seguros para a sua nidifica&ccedil;&atilde;o. Estes trabalhos interessaram particularmente aos t&eacute;cnicos especializados em escalada e trabalhos em altura, que puderam trocar experi&ecirc;ncias e discutir abordagens para estes trabalhos muito desafiantes, desempenhados sobre as escarpas rochosas.<br />
<br />
O grupo dedicou ainda algum tempo a discutir as amea&ccedil;as aos abutres e formas de colaborar para a sua redu&ccedil;&atilde;o. Uma das amea&ccedil;as latentes s&atilde;o as v&aacute;rias linhas el&eacute;tricas que atravessam o rio Douro, algumas sem sinaliza&ccedil;&atilde;o suficiente e que causam a morte destas grandes aves planadoras por colis&atilde;o. Relembre-se o caso do Freixo, uma cria de abutre-preto que, no in&iacute;cio de 2024, morreu violentamente devido a esta causa. Durante a visita, foi poss&iacute;vel observar dezenas de grifos a voar por cima e por baixo das linhas el&eacute;tricas, tendo sido discutidas abordagens para a sua melhor sinaliza&ccedil;&atilde;o, a refor&ccedil;ar junto das entidades competentes.<br />
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<img src="http://www.palombar.pt/imagens/IMG_20250130_163632.jpg" width="900" height="506" alt="" /><br />
<p class="legenda">An&aacute;lise de linhas el&eacute;tricas com risco de colis&atilde;o para abutres, no Parque Natural do Douro Internacional. Fotografia VCF.<strong><br />
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<img src="http://www.palombar.pt/imagens/IMG_20250130_162327.jpg" width="900" height="506" alt="" /><br />
</strong>Foto de grupo na visita t&eacute;cnica ao Parque Natural do Douro Internacional. Fotografia VCF.<strong><br />
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</strong></p>
<strong>Monitorizar as aves necr&oacute;fagas</strong><br />
<br />
H&aacute; mais de 25 anos que, no Douro Internacional, a monitoriza&ccedil;&atilde;o das aves necr&oacute;fagas &eacute; assente na coopera&ccedil;&atilde;o entre as entidades que gerem os dois Parques Naturais e os seus parceiros e em 2025 n&atilde;o ser&aacute; exce&ccedil;&atilde;o. Em pontos de observa&ccedil;&atilde;o estrat&eacute;gicos e tamb&eacute;m de barco, as v&aacute;rias equipas dividem os esfor&ccedil;os de acompanhar de perto a reprodu&ccedil;&atilde;o das aves e definir rigorosamente todos os par&acirc;metros de reprodu&ccedil;&atilde;o.<br />
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Em 2024, os abutres-pretos reproduziram-se pela primeira vez no lado espanhol das arribas, tendo ali gerado duas crias. Uma destas crias foi marcada e batizada de Arribes, num esfor&ccedil;o que tamb&eacute;m incluiu a Universidade de Oviedo, o Centro de Recupera&ccedil;&atilde;o de Animais Selvagens do Hospital Veterin&aacute;rio da Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro (CRAS-HVUTAD), bem como outros parceiros do projeto LIFE Aegypius Return, que colaboram na monitoriza&ccedil;&atilde;o remota desta ave. <br />
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<strong>Jacinto: o abutre s&eacute;nior</strong><br />
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A monitoriza&ccedil;&atilde;o dos emissores GPS/GSM com que os abutres-pretos s&atilde;o marcados permite a dete&ccedil;&atilde;o de movimentos an&oacute;malos e o socorro atempado de uma ave debilitada, ou, noutros casos, de imobilidade. Quando um emissor fica parado, a ave poder&aacute; ter morrido &ndash; e, nesse caso, ativam-se os meios legais de investiga&ccedil;&atilde;o de causa de morte &ndash;, ou o emissor poder&aacute; ter-se desprendido.<br />
<br />
Foi o caso do emissor do Jacinto, que ficou im&oacute;vel em fevereiro de 2024, numa floresta densa que alberga uma col&oacute;nia reprodutora de abutre-preto na prov&iacute;ncia de Salamanca. Jacinto &eacute; um abutre-preto bem conhecido das equipas do LIFE Aegypius Return. Foi anilhado em janeiro de 2006, quando deu entrada no Centro de Recupera&ccedil;&atilde;o e Investiga&ccedil;&atilde;o de Animais Selvagens (RIAS), no Algarve, em situa&ccedil;&atilde;o de grande debilidade. Foi libertado ap&oacute;s a sua recupera&ccedil;&atilde;o e voltaria a ser encontrado em mar&ccedil;o de 2021, novamente exausto, perto de Salamanca. Dessa vez exibia sinais de estar em reprodu&ccedil;&atilde;o, pelo que a devolu&ccedil;&atilde;o &agrave; natureza era urgente. Foi recuperado no Centro de Recuperaci&oacute;n de Fauna Silvestre Las Dunas, gerido pela JCyL, e libertado dois dias depois, desta vez com um nome (Jacinto) e um emissor &agrave;s costas. Quando em fevereiro de 2024 o emissor ficou parado, temeu-se pela morte do Jacinto, um adulto com pelo menos 18 anos de idade. Em plena &eacute;poca de reprodu&ccedil;&atilde;o, a aproxima&ccedil;&atilde;o &agrave;s zonas de nidifica&ccedil;&atilde;o deve ser evitada ao m&aacute;ximo, para n&atilde;o perturbar as aves. No entanto, neste caso concreto, era importante verificar se o Jacinto estaria em apuros ou morto.<br />
<br />
A coopera&ccedil;&atilde;o transfronteiri&ccedil;a revelou-se, uma vez mais, fundamental. As primeiras observa&ccedil;&otilde;es &agrave; dist&acirc;ncia, pelos t&eacute;cnicos da JCyL n&atilde;o permitiam compreender se o Jacinto estava ou n&atilde;o, no local. Em abril, foi poss&iacute;vel verificar, no terreno, que o emissor transmitia do topo de um pinheiro que suportava um ninho aparentemente n&atilde;o utilizado nesse ano. O acesso ao local era muito dif&iacute;cil, e sem equipamento adequado era imposs&iacute;vel perceber se o corpo do Jacinto estaria no topo da &aacute;rvore. Felizmente, nas imedia&ccedil;&otilde;es n&atilde;o havia sinais que pudessem evidenciar a sua morte, pelo que se aguardou pelo final da &eacute;poca de reprodu&ccedil;&atilde;o para voltar ao local e procurar melhor. Em outubro de 2024 e gra&ccedil;as &agrave; persist&ecirc;ncia das equipas especializadas em trabalhos em altura da JCyL, foi finalmente poss&iacute;vel subir ao pinheiro, recuperar o emissor, e confirmar que n&atilde;o havia ossos, penas ou qualquer sinal que evidenciasse a morte do Jacinto. Assim, resta-nos esperar que continue a voar e a reproduzir-se, e que nos venha a presentear com mais alguma visita.<br />
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<img src="http://www.palombar.pt/imagens/WhatsApp Image 2025-01-31 at 12_58_12 (3).jpeg" width="200" height="267" alt="" /><img src="http://www.palombar.pt/imagens/WhatsApp Image 2025-01-31 at 12_58_12.jpeg" width="200" height="267" alt="" /><br />
<p class="legenda">Recupera&ccedil;&atilde;o do emissor GPS/GSM do abutre-preto Jacinto pelas equipas da Junta de Castilla y Le&oacute;n. Fotografia JCyL.</p>
<br />
Os parceiros LIFE Aegypius Return agradecem a todos os t&eacute;cnicos e entidades envolvidos nesta colabora&ccedil;&atilde;o transfronteiri&ccedil;a e congratulam todos pela eficaz coordena&ccedil;&atilde;o de esfor&ccedil;os.<br />
<br />
O projeto <u><a href="https://4vultures.org/pt/life-aegypius-return/">LIFE Aegypius Return</a></u> &eacute; cofinanciado pelo Programa LIFE da Uni&atilde;o Europeia. &Eacute; implementado por um cons&oacute;rcio que integra a Vulture Conservation Foundation (VCF), o benefici&aacute;rio coordenador, e os parceiros locais Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural (com cofinanciamento da Viridia - Conserva&ccedil;&atilde;o em A&ccedil;&atilde;o e MAVA - Fondation pour la Nature), Herdade da Contenda, Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, Liga para a Protec&ccedil;&atilde;o da Natureza, Faia Brava - Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza, Fundaci&oacute;n Naturaleza y Hombre, Guarda Nacional Republicana e Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Propriet&aacute;rios Rurais Gest&atilde;o Cineg&eacute;tica e Biodiversidade.]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Tue, 11 Feb 2025 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Projeto OET Durius quer garantir existÃªncia de corredores ecolÃ³gicos eficientes Ã  volta do rio Douro</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/projeto-oet-durius-quer-garantir-existencia-de-corredores-ecologicos-eficientes-a-volta-do-rio-douro-2025-2f02-2f11/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[O projeto ib&eacute;rico OET Durius est&aacute; a realizar uma an&aacute;lise da biodiversidade em torno do rio Douro e da sua conectividade, baseada na investiga&ccedil;&atilde;o e na recolha de informa&ccedil;&atilde;o. O objetivo &eacute; garantir a exist&ecirc;ncia de corredores ecol&oacute;gicos transfronteiri&ccedil;os eficientes para conectar a fauna e os habitats e proteger a vida selvagem.<br />
<br />
Para cumprir esse objetivo, a bi&oacute;loga e investigadora Helena Raposeira, que colabora com a Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural no &acirc;mbito deste projeto, est&aacute; a desenvolver, em conjunto com entidades parceiras, um estudo  com recurso a modela&ccedil;&atilde;o espacial que ir&aacute; permitir avaliar e identificar, com base numa sele&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies representativas do territ&oacute;rio de interven&ccedil;&atilde;o do projeto, as suas zonas vitais ou &aacute;reas-n&uacute;cleo mais importantes, poss&iacute;veis corredores de liga&ccedil;&atilde;o e os pontos que constituem um obst&aacute;culo aos seus movimentos, com vista a propor, junto dos atores locais, melhorias atrav&eacute;s de infraestruturas verdes.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/Helena Raposeira - file.jpg" width="900" height="600" alt="" /><br />
<p class="legenda">Bi&oacute;loga e investigadora Helena Raposeira. Fotografia Palombar.</p>
<strong><br />
Como &eacute; feita essa an&aacute;lise?</strong><br />
<br />
O primeiro passo envolve a defini&ccedil;&atilde;o das esp&eacute;cies a monitorizar e avaliar os locais no territ&oacute;rio onde encontram problemas de conectividade. Para isso, &eacute; necess&aacute;rio que as esp&eacute;cies selecionadas representem, no seu conjunto, toda a diversidade de fauna nativa e os processos ecol&oacute;gicos inerentes &agrave; sua subsist&ecirc;ncia na regi&atilde;o.<br />
<br />
Assim, estas esp&eacute;cies devem ser <strong>sens&iacute;veis &agrave; &aacute;rea</strong>, isto &eacute;, as primeiras a desaparecerem ou a tornarem-se ecologicamente triviais quando os corredores s&atilde;o perdidos; <strong>especialistas no habitat</strong>, ou seja, as que mais necessitam de faixas cont&iacute;nuas de um determinado tipo de vegeta&ccedil;&atilde;o ou elemento topogr&aacute;fico no territ&oacute;rio; terem <strong>dispers&atilde;o limitada</strong>, apresentando movimentos de dispers&atilde;o curtos ou restritos ao habitat; serem <strong>sens&iacute;veis a barreiras</strong>, registando mais dificuldades de atravessar estradas, canais, veda&ccedil;&otilde;es ou outras barreiras, e que requerem dispers&atilde;o entre habitats preferenciais; serem <strong>exigentes ao n&iacute;vel das metapopula&ccedil;&otilde;es</strong>, ou seja, que exigem conectividade para evitar a diverg&ecirc;ncia gen&eacute;tica de uma popula&ccedil;&atilde;o agora cont&iacute;nua e, por &uacute;ltimo, serem <strong>esp&eacute;cies ecologicamente importantes</strong>, representando processos ecol&oacute;gicos vitais.<br />
<br />
<strong>Lontra e tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador s&atilde;o esp&eacute;cies-chave</strong><br />
<br />
A lontra (<em>Lutra lutra</em>) e o tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador (<em>Circus pygargus</em>) s&atilde;o duas das esp&eacute;cies que j&aacute; foram selecionadas para integrar este estudo por cumprirem alguns daqueles crit&eacute;rios, sendo representativas dos mam&iacute;feros aqu&aacute;ticos e semiaqu&aacute;ticos e das aves estep&aacute;rias e pseudoestep&aacute;rias da regi&atilde;o. Os dados de presen&ccedil;a destas esp&eacute;cies ser&atilde;o importantes para a defini&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias com vista a assegurar a exist&ecirc;ncia de corredores ecol&oacute;gicos eficazes em torno da regi&atilde;o do rio Douro em Portugal e em Espanha.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/processed-ebc96378-e7f3-4fc7-8c43-09ef6e15e95c_hktZpQJc.jpeg" width="300" height="200" alt="" /><img src="http://www.palombar.pt/imagens/&Aacute;guia-ca&ccedil;adeira macho.jpg" width="280" height="200" alt="" /><br />
<p class="legenda">Fotografia Ismael Cunha&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Fotografia Filippo Guidantoni</p>
<br />
Outro fator-chave do estudo passa por identificar as potenciais barreiras que condicionam a conectividade das esp&eacute;cies, como, por exemplo, barragens, parques e&oacute;licos e estradas.&nbsp;Por isso, importa conhecer a distribui&ccedil;&atilde;o e as &aacute;reas vitais das esp&eacute;cies visadas, identificar os corredores j&aacute; existentes e definir potenciais novos corredores ecol&oacute;gicos.<br />
<br />
Deste modo, pretende-se propor a implementa&ccedil;&atilde;o de medidas para melhorar e/ou mitigar os efeitos das barreiras e amea&ccedil;as identificadas para a conectividade das esp&eacute;cies, nomeadamente a cria&ccedil;&atilde;o de infraestruturas verdes, como os muros de pedra, redes de charcas e abrigos, galerias rip&iacute;colas, entre outros.<br />
<br />
<strong>Infraestrutura verde: o muro que &eacute; muito mais do que pedra</strong><br />
<br />
As infraestruturas verdes s&atilde;o uma rede de &aacute;reas naturais e seminaturais saud&aacute;veis e estrategicamente geridas, que beneficiam as pessoas, fornecendo uma ampla gama de servi&ccedil;os de ecossistemas e que protegem, ao mesmo tempo, a biodiversidade em ambientes rurais e urbanos. Uma infraestrutura verde tem como objetivo aumentar a capacidade da natureza para fornecer m&uacute;ltiplos bens e servi&ccedil;os, tais como ar limpo ou &aacute;gua pot&aacute;vel.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/_IMG_8953.JPG" width="893" height="596" alt="" /><br />
<p class="legenda">Muro de pedra seca. Fotografia Palombar.</p>
<br />
Os muros de pedra seca s&atilde;o um bom exemplo de infraestrutura verde. Estes muros representam uma componente essencial da paisagem agr&iacute;cola tradicional e desempenham um papel crucial na gest&atilde;o da &aacute;gua e aumento da biodiversidade. Ajudam a conservar os recursos h&iacute;dricos, a controlar a eros&atilde;o e a facilitar a infiltra&ccedil;&atilde;o da &aacute;gua no solo. Al&eacute;m disso, constituem um habitat valioso para diversas esp&eacute;cies de fauna e flora, promovendo a biodiversidade local e assegurando servi&ccedil;os de ecossistemas que beneficiam a natureza e as comunidades locais. Este &eacute; um dos tipos de infraestrutura verde que ser&aacute; proposto para implementar na regi&atilde;o.<br />
<br />
<strong>Informa&ccedil;&atilde;o ser&aacute; integrada no Observat&oacute;rio Ecol&oacute;gico Transfronteiri&ccedil;o do Douro</strong><br />
<br />
Toda a informa&ccedil;&atilde;o obtida durante este trabalho ser&aacute; integrada no Observat&oacute;rio Ecol&oacute;gico Transfronteiri&ccedil;o do Douro (OET Durius), que consistir&aacute; numa plataforma digital de f&aacute;cil acesso e permitir&aacute; a consulta, intera&ccedil;&atilde;o e atualiza&ccedil;&atilde;o dos dados, sendo gradualmente ampliada. Este Observat&oacute;rio pretende ser uma ferramenta fundamental para garantir a prote&ccedil;&atilde;o, a conserva&ccedil;&atilde;o e a conectividade da biodiversidade dos ecossistemas naturais, rurais e do meio urbano do corredor ecol&oacute;gico do Douro, com base na coopera&ccedil;&atilde;o ib&eacute;rica.<br />
<br />
<strong>Sobre o projeto</strong><br />
<br />
O projeto <u><a href="https://www.palombar.pt/pt/projetos/oet-durius-2024/">OET Durius</a></u> tem como objetivo principal criar o Observat&oacute;rio Ecol&oacute;gico Transfronteiri&ccedil;o da regi&atilde;o do Douro que resultar&aacute; num sistema de vigil&acirc;ncia din&acirc;mico do territ&oacute;rio, permitindo aperfei&ccedil;oar a informa&ccedil;&atilde;o e o conhecimento gerados pela investiga&ccedil;&atilde;o, potenciando a integra&ccedil;&atilde;o de conceitos de corredores ecol&oacute;gicos e infraestruturas verdes nos instrumento legais de gest&atilde;o do territ&oacute;rio, acompanhando a evolu&ccedil;&atilde;o dos elementos ao longo do tempo e adaptando os resultados &agrave;s novas circunst&acirc;ncias. Este projeto ser&aacute; implementado no per&iacute;odo 2024-2027. &Eacute; financiado em 75% pelo programa Interreg VI-A Espanha-Portugal (POCTEP) 2021-2027 da Uni&atilde;o Europeia. Coordenado pela Funda&ccedil;&atilde;o Santa Mar&iacute;a la Real, em Espanha, conta com v&aacute;rios parceiros, entre os quais a Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural. &nbsp;]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 06 Feb 2025 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Palombar participa na ReuniÃ£o "EstratÃ©gia transfronteiriÃ§a para a conservaÃ§Ã£o da toupeira-de-Ã¡gua" promovida pela IUCN</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/palombar-participa-na-reuniao-qestrategia-transfronteirica-para-a-conservacao-da-toupeira-de-aguaq-promovida-pela-iucn-2025-2f02-2f06/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[A Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural participou como convidada na Reuni&atilde;o para o desenvolvimento de uma &quot;Estrat&eacute;gia transfronteiri&ccedil;a para a conserva&ccedil;&atilde;o da toupeira-de-&aacute;gua&quot;, que decorreu nos dias 28, 29 e 30 de janeiro em Madrid, Espanha, organizada pela IUCN - International Union for Conservation of Nature, SSC - Species Survival Commission e Conservation Planning Specialist Group.<br />
<br />
A reuni&atilde;o teve como objetivo principal criar uma estrat&eacute;gia de trabalho transfronteiri&ccedil;a em rede para garantir a conserva&ccedil;&atilde;o da toupeira-de-&aacute;gua, com base num processo participativo. Os trabalhos tiveram como foco o desenvolvimento da vis&atilde;o geral dessa estrat&eacute;gia; a an&aacute;lise de prioriza&ccedil;&atilde;o e zonamento de amea&ccedil;as para cada n&uacute;cleo populacional da esp&eacute;cie; a defini&ccedil;&atilde;o dos objetivos, a&ccedil;&otilde;es e atores envolvidos na estrat&eacute;gia transfronteiri&ccedil;a e a forma&ccedil;&atilde;o do comit&eacute; transfronteiri&ccedil;o para a conserva&ccedil;&atilde;o da toupeira-de-&aacute;gua.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/Imagem WhatsApp 2025-01-28 &agrave;s 09_19_34_9ffdfbdc(1).jpg" width="900" height="675" alt="" /><br />
<p class="legenda">A Palombar &eacute; uma das entidades envolvidas no desenvolvimento de uma &quot;Estrat&eacute;gia transfronteiri&ccedil;a para a conserva&ccedil;&atilde;o da toupeira-de-&aacute;gua&quot;. Fotografia Palombar.</p>
<br />
A Palombar, enquanto organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental de ambiente que atua na &aacute;rea de distribui&ccedil;&atilde;o desta esp&eacute;cie amea&ccedil;ada, pretende ter um papel chave na defini&ccedil;&atilde;o da estrat&eacute;gia e na implementa&ccedil;&atilde;o de medidas concretas no terreno para garantir a sua prote&ccedil;&atilde;o. A representar a Palombar, esteve o bi&oacute;logo e presidente da organiza&ccedil;&atilde;o Jos&eacute; Pereira. Na reuni&atilde;o, participaram representantes de organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o governamentais de ambiente, entidades do Estado e acad&eacute;micas de Portugal, Espanha, Fran&ccedil;a e Andorra.<br />
<br />
<strong>Sobre a esp&eacute;cie</strong><br />
<br />
A toupeira-de-&aacute;gua (<em>Galemys pyrenaicus</em>) &eacute; um pequeno mam&iacute;fero semiaqu&aacute;tico end&eacute;mico do Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica, cuja &aacute;rea de distribui&ccedil;&atilde;o se restringe aos rios e ribeiras da metade norte peninsular, em territ&oacute;rios de Espanha, Portugal, Fran&ccedil;a e Andorra. &Eacute; uma esp&eacute;cie amea&ccedil;ada, exposta a numerosos fatores de amea&ccedil;a, a maioria deles de natureza antr&oacute;pica. Tem estado de conserva&ccedil;&atilde;o desfavor&aacute;vel e est&aacute; protegida pela legisla&ccedil;&atilde;o dos quatro pa&iacute;ses onde ocorre.]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c6b5f</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Wed, 05 Feb 2025 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Tudo a postos para monitorizar a mais recente colÃ³nia de abutre-preto em Portugal</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/tudo-a-postos-para-monitorizar-a-mais-recente-colonia-de-abutre-preto-em-portugal-2025-2f02-2f05/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>Herdade do Monte da Ribeira, ICNF e parceiros LIFE Aegypius Return unem esfor&ccedil;os para proteger esta esp&eacute;cie amea&ccedil;ada</strong><br />
<br />
Em junho passado, uma quinta col&oacute;nia reprodutora de abutre-preto (<em>Aegypius monachus</em>) em Portugal foi descoberta na Herdade do Monte da Ribeira, na Vidigueira, por t&eacute;cnicos do Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas (ICNF). O achado, feito em plena &eacute;poca de reprodu&ccedil;&atilde;o, impossibilitou uma monitoriza&ccedil;&atilde;o detalhada para evitar perturba&ccedil;&otilde;es &agrave;s aves. Para 2025 est&aacute; assegurada a colabora&ccedil;&atilde;o que far&aacute; o acompanhamento da col&oacute;nia e implementar&aacute; outros esfor&ccedil;os de conserva&ccedil;&atilde;o, no &acirc;mbito do projeto LIFE Aegypius Return.<br />
<br />
<strong>Herdade do Monte da Ribeira, um ref&uacute;gio tranquilo</strong><br />
<br />
A Herdade do Monte da Ribeira (HMR), com cerca de 1 100 hectares, produz vinho e azeite, mas inclui tamb&eacute;m &aacute;reas de conserva&ccedil;&atilde;o que se espraiam pela Serra do Mendro. Estas &aacute;reas, de elevada tranquilidade, conferem um habitat ideal para muitas esp&eacute;cies de aves, incluindo esp&eacute;cies amea&ccedil;adas e protegidas, como a &aacute;guia-real (<em>Aquila chrysaetos</em>) e o abutre-preto. Os grandes pinheiros-mansos (<em>Pinus pinea</em>), esparsos e distribu&iacute;dos pelos v&aacute;rios vales, s&atilde;o um aut&ecirc;ntico convite &agrave; nidifica&ccedil;&atilde;o dos abutres-pretos. Tanto mais que a floresta garante tamb&eacute;m alimento, com veados e gamos em abund&acirc;ncia.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/HMR.jpg" width="1000" height="407" alt="" /><br />
<p class="legenda">&Aacute;reas da Herdade do Monte da Ribeira na Serra do Mendro. Fotografia VCF.</p>
<strong><br />
Aferir a real dimens&atilde;o da col&oacute;nia</strong><br />
<br />
Em 2024, &agrave; descoberta do primeiro ninho - j&aacute; com uma cria desenvolvida - seguiu-se a dete&ccedil;&atilde;o de outros quatro, mas sem &oacute;bvios ind&iacute;cios de reprodu&ccedil;&atilde;o. Portanto, s&atilde;o conhecidos cinco ninhos, mas apenas um casal reprodutor. A cria foi marcada em julho com um emissor GPS/GSM, o que permitiu verificar que s&oacute; come&ccedil;ou a voar no in&iacute;cio de setembro. No final de agosto, foi detetada uma outra cria, voadora, mas bastante debilitada, perto da Vidigueira, o que poder&aacute; indiciar a presen&ccedil;a de mais casais reprodutores na regi&atilde;o. Essa cria foi resgatada pelo ICNF e entregue no CERAS - Centro de Estudos e Recupera&ccedil;&atilde;o de Animais Selvagens, em Castelo Branco, para recupera&ccedil;&atilde;o. Sendo esta com certeza a col&oacute;nia reprodutora de abutre-preto mais recentemente descoberta e mais pequena do pa&iacute;s, importa conhec&ecirc;-la melhor e acompanhar o seu desenvolvimento.<br />
<br />
<strong>Pousio, o abutre fiel</strong><br />
<br />
A &uacute;nica cria de abutre-preto confirmada na col&oacute;nia da HMR em 2024 &eacute; um jovem macho que foi batizado de Pousio. Desde que come&ccedil;ou a voar, no in&iacute;cio de setembro, tem-se mantido muito fiel ao seu territ&oacute;rio, nunca se tendo afastado mais do que uns 20 km do ninho. A equipa LIFE Aegypius Return faz uma monitoriza&ccedil;&atilde;o muito atenta deste abutre em particular, pelo facto de passar uma linha el&eacute;trica de muito alta tens&atilde;o relativamente perto do ninho, o que constitui um elevado risco de mortalidade por colis&atilde;o. Esta &eacute; mais uma raz&atilde;o pela qual &eacute; muito relevante acompanhar esta col&oacute;nia com muita aten&ccedil;&atilde;o. Em 2025, se houver mais crias, ser&aacute; feito novo esfor&ccedil;o de marca&ccedil;&atilde;o, para garantir a recolha de mais informa&ccedil;&atilde;o nesta nova &aacute;rea de assentamento da esp&eacute;cie.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/Pousio-LPN.jpeg" width="900" height="675" alt="" /><br />
<p class="legenda">Marca&ccedil;&atilde;o da cria Pousio com emissor GPS/GSM. Fotografia LPN.</p>
<strong><br />
Unir esfor&ccedil;os para a conserva&ccedil;&atilde;o do abutre-preto</strong><br />
<br />
A &eacute;poca de reprodu&ccedil;&atilde;o de 2025, que j&aacute; se iniciou, foi devidamente preparada com o refor&ccedil;o da colabora&ccedil;&atilde;o interinstitucional, no &acirc;mbito do projeto LIFE Aegypius Return. A HMR contar&aacute; com o apoio da Liga para a Protec&ccedil;&atilde;o da Natureza (LPN) e, claro, do ICNF, enquanto autoridade nacional, para garantir a prospe&ccedil;&atilde;o dos terrenos e o acompanhamento da col&oacute;nia de abutre-preto. A colabora&ccedil;&atilde;o com o projeto LIFE Aegypius Return passa ainda pela discuss&atilde;o de medidas de alimenta&ccedil;&atilde;o suplementar para os abutres e pela capacita&ccedil;&atilde;o dos gestores da Herdade e da sua atividade cineg&eacute;tica na transi&ccedil;&atilde;o para o uso de muni&ccedil;&otilde;es sem chumbo.<br />
<br />
A ANPC, associa&ccedil;&atilde;o nacional de propriet&aacute;rios rurais da qual a HMR &eacute; associada, e que tamb&eacute;m integra o cons&oacute;rcio LIFE Aegypius Return, ir&aacute; brevemente organizar a&ccedil;&otilde;es de forma&ccedil;&atilde;o te&oacute;ricas e pr&aacute;ticas em v&aacute;rios pontos do pa&iacute;s. Estas a&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m como objetivo sensibilizar o setor cineg&eacute;tico para a problem&aacute;tica da contamina&ccedil;&atilde;o por chumbo - na vida selvagem e na sa&uacute;de humana -, e promover o uso de muni&ccedil;&otilde;es alternativas, sem aquele metal pesado.<br />
<br />
Adicionalmente, a Herdade da Contenda, empresa municipal que tamb&eacute;m &eacute; parceira no projeto LIFE Aegypius Return, ir&aacute; receber a visita de respons&aacute;veis da HMR para a troca de experi&ecirc;ncias na gest&atilde;o de propriedades com aptid&otilde;es agr&iacute;colas, florestais, cineg&eacute;ticas e na sua compatibiliza&ccedil;&atilde;o com a conserva&ccedil;&atilde;o da natureza, em particular do abutre-preto.<br />
<br />
A monitoriza&ccedil;&atilde;o desta col&oacute;nia, que &eacute; a mais ocidental da &aacute;rea de distribui&ccedil;&atilde;o mundial do abutre-preto, torna-se, assim, o exemplo de uma colabora&ccedil;&atilde;o intersetorial para a conserva&ccedil;&atilde;o de uma esp&eacute;cie em perigo de extin&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/grupo(1).jpg" width="900" height="506" alt="" /><br />
<p class="legenda">Foto de grupo tirada durante a visita t&eacute;cnica &agrave; Herdade do Monte da Ribeira. Fotografia LIFE Aegypius Return.</p>
<br />
O projeto LIFE Aegypius Return &eacute; cofinanciado pelo Programa LIFE da Uni&atilde;o Europeia. &Eacute; implementado por um cons&oacute;rcio que integra a Vulture Conservation Foundation (VCF), o benefici&aacute;rio coordenador, e os parceiros locais Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural (com cofinanciamento da Viridia - Conserva&ccedil;&atilde;o em A&ccedil;&atilde;o e MAVA - Fondation pour la Nature), Herdade da Contenda, Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, Liga para a Protec&ccedil;&atilde;o da Natureza, Faia Brava -  Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza, Fundaci&oacute;n Naturaleza y Hombre, Guarda Nacional Republicana e Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Propriet&aacute;rios Rurais Gest&atilde;o Cineg&eacute;tica e Biodiversidade.<br />]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c6b6a</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 03 Feb 2025 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Dia Mundial das Zonas HÃºmidas: vamos desbravar os lameiros na expediÃ§Ã£o da biodiversidade</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/dia-mundial-das-zonas-humidas-3a-vamos-desbravar-os-lameiros-na-expedicao-da-biodiversidade-2025-2f02-2f03/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[No &acirc;mbito do Dia Mundial das Zonas H&uacute;midas, assinalado a 2 de fevereiro, vamos organizar a atividade <u><a href="https://www.worldwetlandsday.org/display-event?p_p_id=eventDisplay&amp;eventEntryId=1689925&amp;redirect=https%3A%2F%2Fwww.worldwetlandsday.org%2Fevents%23event1689925">&quot;Lameiros em Foco: Expedi&ccedil;&atilde;o de Biodiversidade&quot;</a></u>, em parceria com a iniciativa <u><a href="https://medwet.org/">MedWet</a></u> e o <u><a href="https://www.ofb.gouv.fr/">Office Fran&ccedil;ais de la Biodiversit&eacute;</a></u> (OFB). A decorrer no dia 6 de fevereiro, em Freixo de Espada &agrave; Cinta,  alunos/as do 9.&ordm; ano do Agrupamento de Escolas Guerra Junqueiro v&atilde;o descobrir a biodiversidade associada &agrave;s Zonas H&uacute;midas e a sua import&acirc;ncia. Ter&atilde;o a oportunidade de explorar o valor ecol&oacute;gico e cultural destes prados, bem como dos elementos que os complementam, com especial destaque para os muros de pedra seca.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/Dia Mundial das Zonas H&uacute;midas-1 (2).png" width="1080" height="1080" alt="" /> <br />
<br />
<strong>Os muros que s&atilde;o muito mais do que pedra<br />
</strong><br />
Os muros de pedra seca s&atilde;o uma componente essencial da paisagem agr&iacute;cola tradicional e desempenham um papel crucial na gest&atilde;o da &aacute;gua. Ajudam a conservar os recursos h&iacute;dricos, a controlar a eros&atilde;o e a facilitar a infiltra&ccedil;&atilde;o da &aacute;gua no solo. Al&eacute;m disso, constituem um habitat valioso para diversas esp&eacute;cies de fauna e flora, promovendo a biodiversidade local. A atividade proporcionar&aacute; um contacto direto com este patrim&oacute;nio natural e cultural, permitindo aos alunos compreender a interdepend&ecirc;ncia entre os lameiros e os muros de pedra seca.<br />
<br />
Atrav&eacute;s desta experi&ecirc;ncia educativa, pretende-se refor&ccedil;ar a import&acirc;ncia da conserva&ccedil;&atilde;o dos prados seminaturais e das pr&aacute;ticas agr&iacute;colas sustent&aacute;veis, incentivando uma maior consci&ecirc;ncia ambiental e um envolvimento ativo na prote&ccedil;&atilde;o dos ecossistemas. Com recurso a materiais de apoio e ferramentas pedag&oacute;gicas complementares, os/as alunos/as ser&atilde;o convidados a refletir sobre o impacto das suas a&ccedil;&otilde;es no ambiente e a descobrir formas de contribu&iacute;rem para a preserva&ccedil;&atilde;o destes espa&ccedil;os naturais.<br />
<br />
<strong>&ldquo;Alameirar a terra&rdquo;</strong><br />
<br />
A origem do nome lameiro remete para a express&atilde;o &ldquo;deixar alameirar a terra&rdquo;, ou seja, deixar nascer e crescer espontaneamente as esp&eacute;cies aut&oacute;ctones. Os lameiros s&atilde;o importantes espa&ccedil;os para a promo&ccedil;&atilde;o da diversidade flor&iacute;stica e faun&iacute;stica e contribuem, de forma muito significativa, para a preserva&ccedil;&atilde;o do solo e para a sustentabilidade de importantes atividades tradicionais como o pastoreio.<br />
<br />
Os lameiros fazem parte dos sistemas agropecu&aacute;rios extensivos e s&atilde;o um &iacute;cone do mosaico que caracteriza a paisagem do Nordeste Transmontano. Desempenham tamb&eacute;m um papel fundamental como &aacute;reas de abrigo, de alimenta&ccedil;&atilde;o e de reprodu&ccedil;&atilde;o para muitas esp&eacute;cies da fauna, quer residentes, quer migradoras, desta regi&atilde;o.<br />
<br />
Os limites das parcelas de lameiros e mesmo o seu interior s&atilde;o ocupados por esp&eacute;cies arbustivas e arb&oacute;reas aut&oacute;ctones, principalmente por freixos, uma das esp&eacute;cies que tem maior interesse sob o ponto de vista de disponibilidade alimentar, como complemento do pastoreio, cujas folhas e ramos tenros s&atilde;o nutritivos para os ruminantes. Principalmente no ver&atilde;o, quando outras pastagens escasseiam, o alimento dispon&iacute;vel para estes animais nos lameiros assume maior relev&acirc;ncia. <br />
<br />
Mas h&aacute; outras esp&eacute;cies de flora associadas aos lameiros ou que a&iacute; podem ocorrer, como, por exemplo: amieiro (<em>Alnus glutinosa</em>), carvalho-negral (<em>Quercus pyrenaica</em>), azinheira (<em>Quercus rotundifolia</em>), cornalheira (<em>Pistacia terebinthus</em>), enguelgue/z&ecirc;lha (<em>Acer monspessulanum</em>), gilbardeira (<em>Ruscus aculeatus</em>), lod&atilde;o ou agreira (<em>Celtis australis</em>), loureiro (<em>Laurus nobilis</em>), macieira brava (<em>Malus sylvestris</em>), medronheiro (<em>Arbutus unedo</em>), negrilho/olmo (<em>Ulmus minor</em>), pilriteiro (<em>Crataegus monogyna</em>), pereira brava (<em>Pyrus bourgaeana</em>), roseira brava (<em>Rosa canina</em>), salgueiro-branco (<em>Salix alba</em>) e trovisco (<em>Daphne gnidium</em>).<br />
<br />
<strong>Pela conserva&ccedil;&atilde;o das Zonas H&uacute;midas e dos lameiros!</strong>]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c6b75</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Wed, 29 Jan 2025 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Lightsource bp cofinancia projeto LIFE SOS Pygargus de conservaÃ§Ã£o do tartaranhÃ£o-caÃ§ador</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/lightsource-bp-cofinancia-projeto-life-sos-pygargus-de-conservacao-do-tartaranhao-cacador-2025-2f01-2f29/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[A Lightsource bp, empresa de desenvolvimento e gest&atilde;o de solu&ccedil;&otilde;es de energia renov&aacute;vel onshore de grande escala e de armazenamento de energia, apoia a Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural no &acirc;mbito do <u><a href="https://www.palombar.pt/pt/projetos/life-sos-pygargus-2024/">LIFE SOS Pygargus</a></u> - A&ccedil;&otilde;es urgentes de conserva&ccedil;&atilde;o das popula&ccedil;&otilde;es de tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador em Portugal e Espanha, atrav&eacute;s do cofinanciamento de 15% da comparticipa&ccedil;&atilde;o nacional destinados &agrave; implementa&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas deste projeto.<br />
<br />
O projeto LIFE SOS Pygargus une conservacionistas, cientistas, agricultores, entidades governamentais e empresas, com o objetivo de salvar o tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador (<em>Circus pygargus</em>) da extin&ccedil;&atilde;o em Portugal e no oeste de Espanha. Esta &eacute; uma ave com estatuto de amea&ccedil;a &ldquo;Em Perigo&rdquo;, cujas popula&ccedil;&otilde;es sofreram um decl&iacute;nio de 80% na &uacute;ltima d&eacute;cada. O projeto foi aprovado pelo Programa LIFE da Uni&atilde;o Europeia (UE) e tem um or&ccedil;amento total de quase 11 milh&otilde;es de euros, 75% dos quais (oito milh&otilde;es de euros) financiados pela UE.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/Imagem WhatsApp 2025-01-15 &agrave;s 12_45_43_56edcd95.jpg" width="1600" height="900" alt="" /><br />
<p class="legenda">Reuni&atilde;o&nbsp;entre a Palombar e a Lightsource bp, onde foi formalizado o apoio financeiro. Fotografia DR.</p>
<strong><br />
Apoio contribui para monitoriza&ccedil;&atilde;o, cria&ccedil;&atilde;o de Mapas de Sensibilidade da esp&eacute;cie e sensibiliza&ccedil;&atilde;o</strong><br />
<br />
O apoio financeiro da Lightsource bp ir&aacute; contribuir para a monitoriza&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie-alvo e avalia&ccedil;&atilde;o do potencial impacto dos projetos de energias renov&aacute;veis nas suas popula&ccedil;&otilde;es, bem como para o desenvolvimento de mapas de sensibilidade da esp&eacute;cie, que permitir&atilde;o identificar &aacute;reas cr&iacute;ticas e suportar a implementa&ccedil;&atilde;o de infraestruturas de energias renov&aacute;veis que minimizem o impacte ambiental.<br />
<br />
Al&eacute;m do cofinanciamento, a Lightsource bp ir&aacute; colaborar na promo&ccedil;&atilde;o e divulga&ccedil;&atilde;o dos resultados do projeto, ajudando a sensibilizar a sociedade e o setor empresarial sobre a import&acirc;ncia do contributo dos projetos de energias renov&aacute;veis para a promo&ccedil;&atilde;o dos ecossistemas naturais. A Lightsource bp ir&aacute; tamb&eacute;m oferecer assessoria externa e disponibilizar aconselhamento t&eacute;cnico para o bom desenvolvimento das a&ccedil;&otilde;es.<br />
<br />
O projeto LIFE SOS Pygargus integra 18 parceiros e ser&aacute; implementado em 49 Zonas de Prote&ccedil;&atilde;o Especial da Rede Natura 2000 (23 &aacute;reas em Portugal e 26 em Espanha), regi&otilde;es que albergam a maior parte das popula&ccedil;&otilde;es portuguesas e transfronteiri&ccedil;as da esp&eacute;cie, e tem uma dura&ccedil;&atilde;o prevista de 76 meses (per&iacute;odo 2024-2030).<br />
<br />
<strong>Principais objetivos do projeto</strong><br />
<br />
Os principais objetivos do projeto passam por travar o decl&iacute;nio populacional acentuado e aumentar a popula&ccedil;&atilde;o reprodutora do tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador em 50% ao longo dos seis anos de dura&ccedil;&atilde;o, reduzindo tamb&eacute;m a mortalidade e a destrui&ccedil;&atilde;o de ninhos. Por outro lado, pretende-se compatibilizar algumas pr&aacute;ticas agr&iacute;colas com o ciclo reprodutivo da esp&eacute;cie, atrav&eacute;s da introdu&ccedil;&atilde;o de variedades de cereais testadas e confirmadas como &ldquo;culturas amigas das aves&rdquo;, que ir&atilde;o melhorar as condi&ccedil;&otilde;es dos habitats de alimenta&ccedil;&atilde;o e reprodu&ccedil;&atilde;o e ainda agregar um maior valor comercial para os produtores destas culturas agr&iacute;colas.<br />
<br />
Jos&eacute; Pereira, presidente da Palombar, sublinha &quot;a import&acirc;ncia de se adotar um modelo de transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica respons&aacute;vel e que garanta a preserva&ccedil;&atilde;o da biodiversidade e dos ecossistemas. Uma das a&ccedil;&otilde;es inovadoras deste projeto &eacute; a cria&ccedil;&atilde;o de Mapas de Sensibilidade da esp&eacute;cie-alvo, com base no conhecimento cient&iacute;fico, para infraestruturas de energias renov&aacute;veis, o que tornar&aacute; poss&iacute;vel orientar o planeamento e a gest&atilde;o de infraestruturas energ&eacute;ticas, mitigando potenciais conflitos com habitats essenciais a esta esp&eacute;cie. Ao cofinanciar este projeto, a Lightsource bp d&aacute; o exemplo na ado&ccedil;&atilde;o de boas pr&aacute;ticas que conciliam o desenvolvimento das energias renov&aacute;veis com a conserva&ccedil;&atilde;o da natureza e refor&ccedil;a o papel crucial da colabora&ccedil;&atilde;o interdisciplinar para alcan&ccedil;ar solu&ccedil;&otilde;es inovadoras e sustent&aacute;veis que preservem as esp&eacute;cies e os seus habitats, para benef&iacute;cio de todos&quot;.<br />
<br />
&ldquo;Este projeto reflete o nosso compromisso com uma transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica verdadeiramente sustent&aacute;vel que protege os ecossistemas e a conserva&ccedil;&atilde;o da biodiversidade. Atrav&eacute;s deste projeto LIFE, trabalharemos em parceria com especialistas da Palombar para proteger o habitat do <em>Circus pygargus</em> e promover solu&ccedil;&otilde;es inovadoras, como os mapas de sensibilidade, que podem orientar pr&aacute;ticas futuras em toda a Europa,&rdquo; afirma Pedro Fernandes, Head of Environment Planning Portugal da Lightsource bp.<br />
<br />
<strong>Projeto junta entidades de Portugal e Espanha para salvar a esp&eacute;cie</strong><br />
<br />
Al&eacute;m da Palombar, organiza&ccedil;&atilde;o coordenadora do projeto, o LIFE SOS Pygargus &eacute; implementado pelos seguintes parceiros: Associa&ccedil;&atilde;o BIOPOLIS-CIBIO, AEPGA - Associa&ccedil;&atilde;o para o Estudo e Prote&ccedil;&atilde;o do Gado Asinino, ANPOC - Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Produtores de Proteaginosas, Oleaginosas e Cereais, CCDR-N - Comiss&atilde;o de Coordena&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento Regional do Norte, EDIA - Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva SA, ICNF - Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas, INIAV - Instituto Nacional de Investiga&ccedil;&atilde;o Agr&aacute;ria e Veterin&aacute;ria, LPN - Liga para a Protec&ccedil;&atilde;o da Natureza, MC Shared Services SA, Modelo Continente Hipermercados SA, SPEA - Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, UTAD - Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro, Vita Nativa - Conserva&ccedil;&atilde;o do Ambiente, AMUS - Acci&oacute;n por el Mundo Salvaje, Consejeria de Agricultura, Ganaderia y Desarrollo Sostenible - Junta de Extremadura, GREFA - Grupo de Rehabilitaci&oacute;n de la Fauna Aut&oacute;ctona y su H&aacute;bitat e Universidad de Murcia.&nbsp;]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Sun, 26 Jan 2025 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Dia Mundial da Educação Ambiental: mais do que sensibilizar, impulsionar a mudança e a ação</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/dia-mundial-da-educacao-ambiental-3a-mais-do-que-sensibilizar-2c-impulsionar-a-mudanca-e-a-acao-2025-2f01-2f26/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[O Dia Mundial da Educa&ccedil;&atilde;o Ambiental &eacute; celebrado este domingo, 26 de janeiro. No cen&aacute;rio atual de mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas, perda de biodiversidade, conflitos armados, migra&ccedil;&otilde;es e outros grandes desafios, no qual h&aacute; a necessidade urgente de preservar a natureza, o legado cultural e patrimonial e o bem-estar comum, destacamos a abordagem que implementamos nesta &aacute;rea, a qual, mais do que sensibilizar, pretende impulsionar a a&ccedil;&atilde;o e a mudan&ccedil;a para gerar impacto direto no terreno e benef&iacute;cios para todos.<br />
<br />
<strong>Uma vis&atilde;o abrangente e inovadora do conceito de Educa&ccedil;&atilde;o Ambiental</strong><br />
<br />
A Palombar tem uma vis&atilde;o abrangente do conceito de Educa&ccedil;&atilde;o Ambiental (EA), que vai al&eacute;m da sensibiliza&ccedil;&atilde;o. Trata-se de uma conce&ccedil;&atilde;o vasta, que engloba diferentes etapas, como a promo&ccedil;&atilde;o da consci&ecirc;ncia por meio do conhecimento, o est&iacute;mulo ao desenvolvimento de atitudes e valores com foco na nossa rela&ccedil;&atilde;o com o meio ambiente, a aquisi&ccedil;&atilde;o de habilidades pr&aacute;ticas e reflexivas e o incentivo &agrave; participa&ccedil;&atilde;o ativa. Isso permite que as decis&otilde;es comuns se tornem mais efetivas e respons&aacute;veis face aos desafios ambientais que enfrentamos enquanto comunidade. &Eacute; um conceito que suplanta o entendimento tradicional de ambiente, abrangendo n&atilde;o apenas o meio natural, mas tamb&eacute;m os contextos social, econ&oacute;mico e pol&iacute;tico, que est&atilde;o interligados e s&atilde;o interdependentes.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/IMG-20240723-WA0009.jpg" width="1600" height="1200" alt="" /><br />
<br />
<strong>Intervir com compromisso e responsabilidade coletiva</strong><br />
<br />
A aplica&ccedil;&atilde;o desse amplo conceito visa aproximar os cidad&atilde;os das quest&otilde;es ambientais, promovendo a dissemina&ccedil;&atilde;o de conhecimento por meio de atividades que incentivem uma rela&ccedil;&atilde;o positiva com o meio ambiente e as suas m&uacute;ltiplas vertentes e promovam um senso de compromisso e responsabilidade coletiva. &Eacute; com essa abordagem que a Palombar interv&eacute;m, procurando desenvolver a&ccedil;&otilde;es pr&aacute;ticas e criativas, sob a &oacute;tica da coopera&ccedil;&atilde;o e da proximidade. A miss&atilde;o da Palombar &eacute; indissoci&aacute;vel desta vis&atilde;o de Educa&ccedil;&atilde;o Ambiental.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/WhatsApp Image 2023-05-18 at 12_05_13 (1).jpeg" width="900" height="506" alt="" /><br />
<br />
<strong>Programa Educativo e Pr&aacute;tica Educativa</strong><br />
<br />
A Palombar elaborou um Programa Educativo amplo e diversificado para o p&uacute;blico escolar, que inclui diferentes metodologias e um conjunto de a&ccedil;&otilde;es multidisciplinares, as quais aliam o conhecimento, a arte e a ci&ecirc;ncia e diferentes pr&aacute;ticas pedag&oacute;gicas. Esta metodologia visa igualmente abranger v&aacute;rias formas de motivar e promover a a&ccedil;&atilde;o junto da comunidade escolar, atrav&eacute;s de atividades pr&aacute;ticas, reflexivas, observativas e/ou expositivas.<br />
<br />
Mas, para al&eacute;m do p&uacute;blico escolar, a pr&aacute;tica educativa da Palombar tamb&eacute;m &eacute; direcionada para a comunidade no seu todo, atrav&eacute;s de visitas guiadas, passeios imersivos e interpretativos, forma&ccedil;&otilde;es, oficinas, palestra, programas de voluntariado, entre outros.<br />
<br />
<strong>Um exemplo revelador de que &eacute; urgente apostar na Educa&ccedil;&atilde;o Ambiental nas escolas</strong><br />
<br />
<em><strong>O caso do sobreiro</strong></em><br />
<br />
Alunos do 8.&ordm; ano de uma escola da regi&atilde;o de Tr&aacute;s-os-Montes envolvidos numa atividade enquadrada nos projetos <a href="https://www.palombar.pt/pt/projetos/sentinelas-rede-de-monitorizacao-de-ameacas-para-a-fauna-silvestre-2020/"><u>Sentinelas</u></a> e <u><a href="https://www.palombar.pt/pt/projetos/life-rupis-2015/">LIFE Rupis</a></u> n&atilde;o sa&iacute;am dos &ldquo;muros&rdquo; do recinto escolar para uma visita de campo h&aacute; quatro anos. No in&iacute;cio da atividade que desenvolvemos na altura, ao deixarem o autocarro, os jovens estavam cheios de energia, n&atilde;o sabendo muito bem como reagir ao facto de estarem num espa&ccedil;o livre em grupo e de terem uma &ldquo;aula&rdquo; no exterior.<br />
<br />
De forma que os alunos gastassem alguma energia inicial, para que se pudessem concentrar e adotar comportamentos mais calmos, para n&atilde;o prejudicar a vida selvagem, e permitir observar, por exemplo, britangos, a guia da Palombar disse-lhes, ap&oacute;s uma breve introdu&ccedil;&atilde;o da atividade:<br />
<br />
- Est&atilde;o a ver aquele sobreiro l&aacute; ao fundo deste caminho? Corram livremente e encontramo-nos l&aacute;.<br />
<br />
Ao que um aluno respondeu: - O que &eacute; um sobreiro? Onde &eacute; que ele est&aacute;?<br />
<br />
A guia percebeu que a d&uacute;vida n&atilde;o era s&oacute; daquele aluno que teve a coragem de perguntar. De acrescentar que o sobreiro era bem vis&iacute;vel e a &uacute;nica &aacute;rvore no final do caminho.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/sobreiroredu.jpg" width="900" height="675" alt="" /><br />
<br />
<strong>Interven&ccedil;&atilde;o da Palombar no terreno &eacute; essencial, diferenciadora e inclusiva</strong><br />
<br />
Todos os dias, estes alunos veem exemplares desta esp&eacute;cie de Quercus, mas n&atilde;o a souberam identificar. Esta experi&ecirc;ncia mostra que &eacute; urgente apostar na Educa&ccedil;&atilde;o Ambiental nas escolas. Revela igualmente a import&acirc;ncia da nossa interven&ccedil;&atilde;o no terreno e de proporcionar aos jovens o contacto com a natureza e a paisagem local. Mesmo nas zonas rurais, onde a conviv&ecirc;ncia com os elementos naturais &eacute; mais espont&acirc;nea e rotineira, comparando com o meio urbano, o contacto e conhecimento &eacute; pouco e est&aacute; a perder-se. S&atilde;o necess&aacute;rias interven&ccedil;&otilde;es que proporcionem esta rela&ccedil;&atilde;o direta com o territ&oacute;rio, os ecossistemas e a biodiversidade, mas tamb&eacute;m com quem nele trabalha diariamente, partilhando o seu saber, hist&oacute;rias e pr&aacute;ticas.<br />
<br />
<strong>Um grande desafio: garantir a continuidade e regularidade da Educa&ccedil;&atilde;o Ambiental</strong><br />
<br />
Um dos grandes desafios da Educa&ccedil;&atilde;o Ambiental &eacute; garantir a sua continuidade para al&eacute;m de uma &uacute;nica a&ccedil;&atilde;o, ou seja, tornar as atividades cont&iacute;nuas e frequentes ao longo do tempo, de prefer&ecirc;ncia num per&iacute;odo anual, com o mesmo p&uacute;blico, promovendo, assim, o fomento de um compromisso para a educa&ccedil;&atilde;o, conhecimento e a&ccedil;&atilde;o. O grande objetivo final &eacute; garantir a forma&ccedil;&atilde;o de gera&ccedil;&otilde;es com forte elo de liga&ccedil;&atilde;o - assente tamb&eacute;m na rela&ccedil;&atilde;o emocional - com o territ&oacute;rio, a natureza, o patrim&oacute;nio e a cultura locais.<br />
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<img src="http://www.palombar.pt/imagens/28-05-2022_AEAlfandega_SaidadeCampoCAANPic&otilde;es.jpg" width="900" height="506" alt="" /><br />
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<strong>Agrupamento de Escolas Guerra Junqueiro de Freixo de Espada &agrave; Cinta: um exemplo a seguir</strong><br />
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No ano letivo de 2024/25, a Palombar iniciou um Programa Educativo em conjunto com o Agrupamento de Escolas Guerra Junqueiro de Freixo de Espada &agrave; Cinta, no &acirc;mbito do qual uma turma realiza mensalmente uma sa&iacute;da de campo com componente pr&aacute;tica e interven&ccedil;&atilde;o no terreno. E, em cada m&ecirc;s, &eacute; trabalhada a tem&aacute;tica de campo de forma multidisciplinar em sala de aula.<br />
<br />
O desafio chegou &agrave; Palombar a convite deste agrupamento e foi prontamente aceite para esta experi&ecirc;ncia piloto. Avan&ccedil;&aacute;mos com recursos pr&oacute;prios e a superar obst&aacute;culos porque acreditamos que a nossa miss&atilde;o tamb&eacute;m passa por encontrar solu&ccedil;&otilde;es para os agentes do territ&oacute;rio, atrav&eacute;s de um trabalho conjunto. Aceit&aacute;mos este projeto inovador por considerarmos que n&atilde;o &eacute; em duas ou tr&ecirc;s horas anuais que conseguimos despertar os tr&ecirc;s pilares fundamentais para criar um compromisso pessoal e coletivo perante as quest&otilde;es ambientais: <em>Mind on</em>, <em>Hands on</em> e <em>Hearth on</em>.<br />
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Para podermos desenvolver outras iniciativas como esta, &eacute; fundamental, por um lado, haver mais recursos para as organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o governamentais de ambiente que cumprem este papel central na sociedade e, por outro, que as escolas sejam parte ativa e comprometida com esta causa, criando espa&ccedil;os para a implementa&ccedil;&atilde;o de Programas Educativos. Tamb&eacute;m ser&aacute; fulcral que uma nova Estrat&eacute;gia Nacional de Educa&ccedil;&atilde;o Ambiental tenha estas duas componentes como eixo de a&ccedil;&atilde;o.<br />
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<img src="http://www.palombar.pt/imagens/_IMG_0174(2).jpg" width="917" height="614" alt="" /><br />
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<strong>Mudar est&aacute; nas nossas m&atilde;os<br />
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Seja parte ativa neste compromisso comum. Junte-se a n&oacute;s, <u><a href="https://www.palombar.pt/pt/apoie/torne-se-socio-a/">torne-se s&oacute;cio/a</a></u>, seja volunt&aacute;rio/a, participe nas nossas atividades, contribua com donativos e parcerias!<br />
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<em><strong>Por Sara Freire e Uliana de Castro&nbsp;</strong></em>]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c6b8f</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 23 Jan 2025 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Ambientalistas unem-se pela revogação da alteração à política dos solos e pedem audiência ao Presidente da República</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/ambientalistas-unem-se-pela-revogacao-da-alteracao-a-politica-dos-solos-e-pedem-audiencia-ao-presidente-da-republica-2025-2f01-2f23/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[Organiza&ccedil;&otilde;es e associa&ccedil;&otilde;es de defesa do ambiente, incluindo a Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, uniram-se pela revoga&ccedil;&atilde;o da altera&ccedil;&atilde;o &agrave; pol&iacute;tica dos solos e pedem audi&ecirc;ncia ao Presidente da Rep&uacute;blica. Em causa est&aacute; a inutilidade deste decreto-lei para o alegado objetivo de enfrentar a crise habitacional e os graves impactes sobre as &aacute;reas classificadas pelos seus valores naturais, a prov&aacute;vel arbitrariedade e descontrolo na expans&atilde;o urbana, com custos acrescidos, para zonas que colocam em risco pessoas, bens e ecossistemas, num contexto de agravamento dos efeitos das altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas.<br />
<br />
Nas &uacute;ltimas semanas, foram emitidos v&aacute;rios pareceres a refutar as justifica&ccedil;&otilde;es por tr&aacute;s do Decreto-Lei (DL) n.&ordm; 117/2024 que veio alterar o Regime Jur&iacute;dico dos Instrumentos de Gest&atilde;o Territorial (RJIGT), que rege a implementa&ccedil;&atilde;o da Lei de Bases dos solos. Em un&iacute;ssono, o Conselho Nacional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustent&aacute;vel, urbanistas, arquitetos paisagistas e in&uacute;meros especialistas demonstraram a aus&ecirc;ncia de fundamentos que justifiquem este diploma.<br />
<br />
A eles juntam-se as Organiza&ccedil;&otilde;es N&atilde;o-Governamentais de Ambiente (ONGA), ap&oacute;s uma an&aacute;lise cuidada deste DL, que n&atilde;o se encontra suportado em estudos, dados ou fundamenta&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica. As ONGA alertam que, efetivando-se, esta altera&ccedil;&atilde;o ao RJIGT resultar&aacute; em m&uacute;ltiplos danos e riscos, nos dom&iacute;nios social, ecol&oacute;gico e econ&oacute;mico. Este diploma <strong>(1)</strong> n&atilde;o resolve o problema da habita&ccedil;&atilde;o, dado as causas desse problema serem outras; <strong>(2)</strong> traz risco de degrada&ccedil;&atilde;o da Rede Natura 2000, da Reserva Agr&iacute;cola Nacional (RAN) e da Reserva Ecol&oacute;gica Nacional (REN); e <strong>(3)</strong> imp&otilde;e riscos acrescidos para pessoas e bens. Ao criar nos mercados fundi&aacute;rios expetativas de valoriza&ccedil;&atilde;o s&uacute;bita dos terrenos por via de loteamentos avulsos, este decreto-lei ir&aacute; agravar os custos da habita&ccedil;&atilde;o e das infraestruturas urbanas, ao mesmo tempo que prejudica a agricultura, a silvicultura e a conserva&ccedil;&atilde;o da natureza. <br />
<br />
<strong>Diploma n&atilde;o resolve a crise da habita&ccedil;&atilde;o e agrava custos</strong><br />
<br />
A &ldquo;entorse&rdquo; [<em>sic</em>] ao ordenamento do territ&oacute;rio promulgado pelo Senhor Presidente da Rep&uacute;blica afigura-se, na verdade, no anulamento dos instrumentos de gest&atilde;o territorial. A an&aacute;lise econ&oacute;mico-financeira e a interpreta&ccedil;&atilde;o dos Planos Diretores Municipais mostram liminarmente que esta altera&ccedil;&atilde;o ao RJIGT n&atilde;o ir&aacute; ter qualquer efeito na resolu&ccedil;&atilde;o da crise da habita&ccedil;&atilde;o, desde logo por n&atilde;o existir falta de solos urbanos - a propor&ccedil;&atilde;o de solo urbano n&atilde;o artificializado &eacute; superior a 50% e, pelo menos, 12% do total de habita&ccedil;&otilde;es encontram-se devolutas. A aparente escassez de oferta no mercado de solos urbanos para constru&ccedil;&atilde;o resulta de fen&oacute;menos especulativos, propiciados por falhas na tributa&ccedil;&atilde;o do solo expectante, pelo que a solu&ccedil;&atilde;o para este problema &eacute; de natureza fiscal e dispensa a reclassifica&ccedil;&atilde;o de solos r&uacute;sticos para urbanos. A mesma falha tribut&aacute;ria explica o grande n&uacute;mero de habita&ccedil;&otilde;es devolutas. Mas, enquanto sobre esta mat&eacute;ria v&aacute;rios peritos se t&ecirc;m pronunciado, reina um sil&ecirc;ncio ensurdecedor sobre os riscos que as medidas previstas trazem para o nosso patrim&oacute;nio natural, para as pessoas e a sua seguran&ccedil;a.<br />
<br />
A altera&ccedil;&atilde;o do RJIGT facilita a dispers&atilde;o de habita&ccedil;&otilde;es afastadas dos centros urbanos, com custos evidentes para o ambiente e para os contribuintes, que ir&atilde;o suportar nesta urbaniza&ccedil;&atilde;o tendencialmente dispersa duas a sete vezes mais com a infraestrutura necess&aacute;ria (fornecimento de &aacute;gua e energia, saneamento, acessos, transportes e outros servi&ccedil;os p&uacute;blicos). A dispers&atilde;o urbana agrava o recurso ao transporte individual com os inerentes custos e polui&ccedil;&atilde;o, num momento em que o setor dos transportes representa mais de 30% das emiss&otilde;es de gases com efeito de estufa no pa&iacute;s.<br />
<br />
<strong>Riscos de degrada&ccedil;&atilde;o das &aacute;reas classificadas</strong><br />
<br />
Com esta altera&ccedil;&atilde;o ao RJIGT, torna-se poss&iacute;vel lotear em certas parcelas do Sistema Nacional de &Aacute;reas Classificadas. Embora o diploma mencione que a &ldquo;reclassifica&ccedil;&atilde;o para solo urbano prevista [&hellip;] n&atilde;o pode abranger &aacute;reas integradas no Sistema Nacional de &Aacute;reas Classificadas&rdquo;, a frase termina com a alarmante reda&ccedil;&atilde;o &ldquo;excluindo as &aacute;reas n&atilde;o abrangidas por regime de prote&ccedil;&atilde;o&rdquo;. Este &ldquo;detalhe&rdquo; servir&aacute; objetivamente para facilitar a constru&ccedil;&atilde;o desenfreada em &aacute;reas de elevada sensibilidade ecol&oacute;gica, nomeadamente na Rede Natura 2000 e na REN, que servem para proteger esp&eacute;cies, habitats e pessoas. Esta faculdade passar&aacute; a aplicar-se a todas as &aacute;reas da Rede Natura 2000 que, de acordo com os seus planos de gest&atilde;o, n&atilde;o estejam explicitamente abrangidas por regime de prote&ccedil;&atilde;o de habitats priorit&aacute;rios, bem como nos tro&ccedil;os da Rede Nacional de &Aacute;reas Protegidas que, de acordo com os seus Programas Especiais, n&atilde;o estejam sob regime de prote&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
Para ilustrar a debilidade das pol&iacute;ticas de conserva&ccedil;&atilde;o da natureza em Portugal, recordemos que foi publicado um &uacute;nico Programa Especial de &Aacute;rea Protegida (em 32) e um &uacute;nico Plano de Gest&atilde;o de Zona Especial de Conserva&ccedil;&atilde;o da Rede Natura 2000 (em 63), num processo cujo atraso de v&aacute;rios anos conduziu a uma a&ccedil;&atilde;o no Tribunal de Justi&ccedil;a da Uni&atilde;o Europeia e &agrave; amea&ccedil;a de uma multa avultada ao Estado Portugu&ecirc;s.<br />
<br />
Acresce que este diploma vem colidir com os objetivos do recentemente aprovado Regulamento do Restauro da Natureza, ao n&iacute;vel da Uni&atilde;o Europeia. <br />
<br />
<strong>Riscos para pessoas e bens</strong><br />
<br />
O impacto deste diploma estende-se &agrave;s &aacute;reas da REN e da RAN, que saem comprometidas. Permitir construir casas nestas condi&ccedil;&otilde;es e nestes locais significa agravar o risco e a perigosidade dos inc&ecirc;ndios rurais, das cheias (por for&ccedil;a da impermeabiliza&ccedil;&atilde;o desnecess&aacute;ria de novas &aacute;reas), de derrocadas e de outros fen&oacute;menos extremos intensificados pelo desordenamento do territ&oacute;rio e pelas altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas cuja frequ&ecirc;ncia ir&aacute; previsivelmente aumentar. Permitir construir sobre solos com capacidade agr&iacute;cola significa obliterar a socioeconomia rural, &agrave; medida que se torna a agricultura e silvicultura proibitivas, e se p&otilde;e em causa a nossa seguran&ccedil;a alimentar num contexto de crescente instabilidade geopol&iacute;tica e crise clim&aacute;tica. <br />
<br />
Todos estes riscos, a que custo? E para quem? Para todos n&oacute;s.<br />
<br />
<strong>A &uacute;nica solu&ccedil;&atilde;o para o DL 117/2024 &eacute; a sua revoga&ccedil;&atilde;o</strong><br />
<br />
Pelas consequ&ecirc;ncias negativas para a preserva&ccedil;&atilde;o da natureza, floresta, agricultura, sem benef&iacute;cio algum para a habita&ccedil;&atilde;o, juntando-se ao coro de vozes da sociedade civil, as organiza&ccedil;&otilde;es signat&aacute;rias reclamam a revoga&ccedil;&atilde;o do diploma na Assembleia da Rep&uacute;blica na pr&oacute;xima sexta-feira, 24 de janeiro, e ir&atilde;o solicitar ao Senhor Presidente da Rep&uacute;blica uma audi&ecirc;ncia para discutir este assunto.<br />
<br />
A solu&ccedil;&atilde;o para a crise da habita&ccedil;&atilde;o ter&aacute;, ent&atilde;o, de passar por uma an&aacute;lise cuidada ao Ordenamento do Territ&oacute;rio e &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o de duas estrat&eacute;gias para promover a consolida&ccedil;&atilde;o dos per&iacute;metros urbanos j&aacute; existentes, ambas com resultados positivos nos pa&iacute;ses mais desenvolvidos que merecem ser tomados como exemplo a seguir: avocar &agrave; administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica a prerrogativa de lotear, subtraindo-a aos particulares, e utilizar vigorosamente a tributa&ccedil;&atilde;o do patrim&oacute;nio imobili&aacute;rio de modo a incentivar o seu aproveitamento em tempo &uacute;til e a desencorajar atividades especulativas. <br />
<br />
<strong>As Organiza&ccedil;&otilde;es Subscritoras</strong><br />
<br />
AAMDA - Associa&ccedil;&atilde;o dos Amigos do Mindelo pela Defesa do Ambiente<br />
AEPGA - Associa&ccedil;&atilde;o para o Estudo e Protec&ccedil;&atilde;o do Gado Asinino<br />
Almargem - Associa&ccedil;&atilde;o de Defesa do Patrim&oacute;nio Cultural e Ambiental do Algarve<br />
ANP | WWF - Associa&ccedil;&atilde;o Natureza Portugal em associa&ccedil;&atilde;o com WWF <br />
A ROCHA<br />
Associa&ccedil;&atilde;o ALDEIA<br />
Associa&ccedil;&atilde;o Evoluir Oeiras<br />
AVE - Associa&ccedil;&atilde;o Vimaranense para a Ecologia<br />
Campo Aberto - Associa&ccedil;&atilde;o de Defesa do Ambiente<br />
CHANGE - Instituto para as Altera&ccedil;&otilde;es Globais e Sustentabilidade<br />
CE3C/CHANGE<br />
CPADA - Confedera&ccedil;&atilde;o Portuguesa das Associa&ccedil;&otilde;es de Defesa do Ambiente<br />
FAPAS - Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa para a Conserva&ccedil;&atilde;o da Biodiversidade<br />
GEOTA - Grupo de Estudos de Ordenamento do Territ&oacute;rio e Ambiente<br />
LPN - Liga para a Protec&ccedil;&atilde;o da Natureza<br />
Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural<br />
Sociedade Portuguesa de Bot&acirc;nica<br />
SPEA - Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves<br />
SPECO - Sociedade Portuguesa de Ecologia<br />
Quercus - Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza <br />
ZERO - Associa&ccedil;&atilde;o Sistema Terrestre Sustent&aacute;vel]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Wed, 22 Jan 2025 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Palombar participa em reunião do Ministério do Ambiente e Energia sobre nova estratégia nacional para a gestão da água</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/palombar-participa-em-reuniao-do-ministerio-do-ambiente-e-energia-sobre-nova-estrategia-nacional-para-a-gestao-da-agua-2025-2f01-2f22/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[O Minist&eacute;rio do Ambiente e Energia promoveu recentemente uma reuni&atilde;o para obter a opini&atilde;o de movimentos e organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o governamentais de ambiente (ONGA) relativamente ao desenvolvimento da nova estrat&eacute;gia nacional para a gest&atilde;o da &aacute;gua designada por &quot;&Aacute;gua que Une&quot;.<br />
<br />
A reuni&atilde;o decorreu no dia 15 de janeiro, convocada pelo Minist&eacute;rio do Ambiente e Energia e presidida pela coordena&ccedil;&atilde;o do Grupo de Trabalho &ldquo;&Aacute;gua que Une&rdquo;, e contou com a participa&ccedil;&atilde;o da Palombar, representada por Jos&eacute; Pereira e Miguel N&oacute;voa. No encontro, foram apresentadas as linhas gerais da estrat&eacute;gia &quot;&Aacute;gua que Une&quot;, a metodologia para a elabora&ccedil;&atilde;o de um plano neste &acirc;mbito e os grandes desafios que Portugal e os diferentes setores enfrentam.<br />
<br />
Corrobor&aacute;mos com a avalia&ccedil;&atilde;o do <em>status quo</em> apresentada e com os desafios a enfrentar, mas demonstr&aacute;mos preocupa&ccedil;&atilde;o no que se refere &agrave;s orienta&ccedil;&otilde;es estrat&eacute;gicas da pol&iacute;tica p&uacute;blica para a gest&atilde;o dos recursos h&iacute;dricos, que parecem apontar para um aumento da &aacute;rea de regadio e para o alargamento da agricultura intensiva. Se esta, de facto, for a estrat&eacute;gia do Governo, &eacute; fundamental avan&ccedil;ar com um processo de avalia&ccedil;&atilde;o e monitoriza&ccedil;&atilde;o dos impactos e riscos destas medidas para a biodiversidade, os ecossistemas e o bem-estar das popula&ccedil;&otilde;es locais.<br />
<br />
Enquanto ONGA com interven&ccedil;&atilde;o direta no territ&oacute;rio e diversos projetos que promovem a conserva&ccedil;&atilde;o de ecossistemas aqu&aacute;ticos e recursos h&iacute;dricos, a Palombar sublinhou ainda a import&acirc;ncia de garantir um conhecimento detalhado do plano, de modo que as ONGA e a sociedade civil possam intervir de forma mais eficaz e ativa.<br />
<br />
A Palombar foi uma das organiza&ccedil;&otilde;es que subscreveu uma <u><a href="https://www.publico.pt/2024/09/24/azul/noticia/sabemos-acordo-partilha-aguas-portugal-espanha-2105192">Carta Aberta</a></u> dirigida &agrave; Ministra do Ambiente e Energia sobre a negocia&ccedil;&atilde;o que est&aacute; a decorrer atualmente entre o Governo portugu&ecirc;s e Espanha para a gest&atilde;o dos recursos h&iacute;dricos transfronteiri&ccedil;os, na qual se apela a uma maior transpar&ecirc;ncia e participa&ccedil;&atilde;o c&iacute;vica.&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c6bac</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Sat, 18 Jan 2025 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>"Memórias dos Pombais - A Alvura da Aldeia de Uva": uma obra que guarda os relatos da ligação entre o sustento e a paisagem</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/qmemorias-dos-pombais-a-alvura-da-aldeia-de-uvaq-3a-uma-obra-que-guarda-os-relatos-da-ligacao-entre-o-sustento-e-a-paisagem-2025-2f01-2f18/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[Os pombais tradicionais do Planalto Mirand&ecirc;s s&atilde;o uma importante demonstra&ccedil;&atilde;o edificada do patrim&oacute;nio vernacular portugu&ecirc;s. Estas constru&ccedil;&otilde;es, pequenas e alvas, testemunham a din&acirc;mica paisag&iacute;stica e social da regi&atilde;o, edificando pelo tempo a intera&ccedil;&atilde;o entre o ser humano, a sua subsist&ecirc;ncia e o meio. A aldeia de Uva, parida em ber&ccedil;o de montes, tem quase tantos pombais como residentes, e de t&atilde;o brancas e evidentes que s&atilde;o estas constru&ccedil;&otilde;es, qualquer visitante n&atilde;o tarda a perceber a intr&iacute;nseca liga&ccedil;&atilde;o que ter&atilde;o os pombais com a vida da aldeia.<br />
<br />
Dando continuidade aos esfor&ccedil;os realizados ao longo de quase 25 anos de hist&oacute;ria, a Palombar pretende ampliar o reconhecimento da import&acirc;ncia de preservar o patrim&oacute;nio rural edificado, atrav&eacute;s da cria&ccedil;&atilde;o da obra &quot;Mem&oacute;rias dos Pombais &ndash; A Alvura da Aldeia de Uva&quot;.  Esta, que &eacute; a mais recente publica&ccedil;&atilde;o da Palombar, foi concebida atrav&eacute;s da compila&ccedil;&atilde;o de conversas, fotografias, poemas e cartas dos residentes de Uva. O livro &eacute; como uns bin&oacute;culos que permitem aos curiosos espreitar mais de perto a hist&oacute;ria que estas paredes escondem sobre a alvura da paisagem. As suas p&aacute;ginas foram escritas em Portugu&ecirc;s e Mirand&ecirc;s, de forma a relembrar os peculiares tra&ccedil;os lingu&iacute;sticos da regi&atilde;o raiana e complementando a autenticidade e o prop&oacute;sito da obra.<br />
<br />
Assista ao v&iacute;deo narrado a v&aacute;rias vozes sobre um poema de &Eacute;ster da Concei&ccedil;&atilde;o, poetisa de Uva. Este &eacute; um dos muitos testemunhos do passado e presente da terra que a obra &quot;Mem&oacute;rias dos Pombais &ndash; A Alvura da Aldeia de Uva&quot; guarda com carinho nas suas p&aacute;ginas. Veja o v&iacute;deo <u><a href="https://www.facebook.com/palombar.pt/videos/1165421421593552/?__cft__[0]=AZWvTaLzhnpsWYEb7y8qGNu7b0afUeIYYjD7Gqfcps6hf3T9ycTLdmPu5OVYfAf2v7ILf8CEbLOrrS5NmdSlaU1Q9O0S7QHT6WOnvTehdwfzQmwVz6lpz9RyrWetR7kiYGgUF25gidVHKHYaLDtCO2q0fawrLotFnEcBdQYz7by-Ap2EBy_dDVLqpzXQYLeUHRRRhI0S8nBwm53K9AP-J7Nj&amp;__tn__=%2CO%2CP-R">aqui</a></u>.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/Imagem WhatsApp 2025-01-17 &agrave;s 10_34_35_b73abc5b.jpg" width="900" height="600" alt="" />
<p class="legenda">Dona &Eacute;ster da Concei&ccedil;&atilde;o sentada &agrave; porta da sua casa a contemplar uma das suas muitas alforjas criadas.</p>
<br />
<strong>Como adquirir o livro &quot;Mem&oacute;rias dos Pombais &ndash; A Alvura da Aldeia de Uva&quot;?<br />
</strong><br />
A obra est&aacute; dispon&iacute;vel para compra atrav&eacute;s do email loja@palombar.pt ou pelo telefone +351 273 010 728 a um custo de 18&euro; + portes de envio.<br />
Saiba mais <u><a href="https://www.palombar.pt/pt/publicacoes/">aqui</a></u>.<br />
<br />
<strong>Festa do Pombais 2024</strong><br />
<br />
A obra &quot;Mem&oacute;rias dos Pombais &ndash; A Alvura da Aldeia de Uva&quot; foi apresentada publicamente na 2.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o da Festa dos Pombais, em julho de 2024, em Uva. Esta celebra&ccedil;&atilde;o percorreu as ruas da aldeia com demonstra&ccedil;&otilde;es criativas e interativas, desde teatros musicais, concertos, mercado tradicional, oficinas, visitas interpretativas, entre outras. Este evento foi um marco do trabalho da Palombar na valoriza&ccedil;&atilde;o e dinamiza&ccedil;&atilde;o do patrim&oacute;nio rural do Nordeste Transmontano e foi o palco perfeito para o lan&ccedil;amento de uma obra devota &agrave; contempla&ccedil;&atilde;o dos pombais e da sua hist&oacute;ria imersa no territ&oacute;rio. <br />
<br />
Veja o v&iacute;deo da Festa dos Pombais de 2024 <u><a href="https://www.facebook.com/palombar.pt/videos/1884354948636758/">aqui</a></u>.&nbsp;<br />
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<strong>Uva e a Palombar</strong><br />
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&Eacute; na Antiga Escola Prim&aacute;ria de Uva que a Palombar est&aacute; sediada desde 2013. Do alto destes montes, estendemos as nossas asas pelo norte de Portugal na luta pela conserva&ccedil;&atilde;o da sua heran&ccedil;a paisag&iacute;stica, tradicional e natural.<br />
<br />
&Eacute; com dedica&ccedil;&atilde;o e perseveran&ccedil;a que a Palombar atua para assegurar a manuten&ccedil;&atilde;o, a salvaguarda e a valoriza&ccedil;&atilde;o do territ&oacute;rio ao longo de 25 anos de exist&ecirc;ncia. A associa&ccedil;&atilde;o convida a quem passar pelo distrito de Bragan&ccedil;a a visitar a pequena aldeia de Uva atrav&eacute;s das nossas visitas interpretativas pela povoa&ccedil;&atilde;o que revelam os seus h&aacute;bitos e pessoas.<br />
<br />
Mais informa&ccedil;&otilde;es sobre as visitas a Uva e ao Centro Interpretativo dos Pombais Tradicionais est&atilde;o dispon&iacute;veis <u><a href="https://www.palombar.pt/pt/centro-de-interpretacao/">aqui</a></u>.<br />
<br />
<strong>Venha voar mais perto de n&oacute;s!</strong><br />
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<img src="http://www.palombar.pt/imagens/Imagem WhatsApp 2025-01-17 &agrave;s 10_34_35_f6e8cc89(1).jpg" width="1600" height="900" alt="" />
<p class="legenda">A aldeia de Uva e os seus pombais.</p>]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c6bb4</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 30 Dec 2024 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Um ano de progressos: principais resultados do projeto LIFE Aegypius Return em 2024</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/um-ano-de-progressos-3a-principais-resultados-do-projeto-life-aegypius-return-em-2024-2024-2f12-2f30/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[O projeto LIFE Aegypius Return continua a sua ambiciosa miss&atilde;o de recuperar o abutre-preto (<em>Aegypius monachus</em>) e criar uma popula&ccedil;&atilde;o consolidada e sustent&aacute;vel em Portugal. Com 2024 a chegar ao fim, &eacute; um bom momento para rever o trabalho feito e celebrar as conquistas deste ano.<br />
<br />
<strong>Em retrospetiva: O abutre-preto na Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica</strong><br />
<br />
Ainda n&atilde;o h&aacute; muito tempo, o abutre-preto era uma ave comum em toda a Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica. Mas, ao longo do s&eacute;culo XX, a popula&ccedil;&atilde;o decresceu drasticamente devido a fatores como a destrui&ccedil;&atilde;o do habitat, o envenenamento e a persegui&ccedil;&atilde;o. Na d&eacute;cada de 1970, a popula&ccedil;&atilde;o reprodutora de Portugal extinguiu-se e em Espanha restavam pouco mais de 200 casais.<br />
<br />
A situa&ccedil;&atilde;o come&ccedil;ou a melhorar em Espanha no final da d&eacute;cada de 1980, gra&ccedil;as a esfor&ccedil;os de conserva&ccedil;&atilde;o dirigidos. Em 2010, algo surpreendente aconteceu: o abutre-preto recolonizou naturalmente Portugal, ap&oacute;s 40 longos anos de aus&ecirc;ncia. Em 2022, a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa tinha aumentado para cerca de 40 casais, mas os progressos eram pouco consolidados. As col&oacute;nias pequenas e isoladas evidenciaram a necessidade urgente de a&ccedil;&atilde;o. Foi a&iacute; que surgiu o LIFE Aegypius Return, um projeto com objetivos ambiciosos.<br />
<br />
<strong>2024: Um ano de realiza&ccedil;&otilde;es</strong><br />
<br />
Este ano trouxe muitas novidades, com realiza&ccedil;&otilde;es importantes em todas as &aacute;reas do projeto:<br />
<br />
<strong>Aumento da popula&ccedil;&atilde;o e do sucesso reprodutor</strong><br />
<br />
Os progressos s&atilde;o encorajadores. Este ano foram registados entre 108 e 116 casais nidificantes &ndash; um aumento consider&aacute;vel face aos 40 casais conhecidos em 2022. Da reprodu&ccedil;&atilde;o deste ano foram recrutadas pelo menos 48 crias para a popula&ccedil;&atilde;o. Adicionalmente, foi descoberta uma quinta col&oacute;nia de reprodu&ccedil;&atilde;o, incrementando a expans&atilde;o da esp&eacute;cie em Portugal.<br />
<br />
<strong>Constru&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o de ninhos</strong><br />
<br />
Para apoiar o sucesso da reprodu&ccedil;&atilde;o, as equipas do projeto trabalharam na melhoria das condi&ccedil;&otilde;es de nidifica&ccedil;&atilde;o. Foram constru&iacute;das plataformas artificiais de nidifica&ccedil;&atilde;o em &aacute;reas com elevado potencial, tendo sido j&aacute; cumpridos 22% deste objetivo. O projeto prev&ecirc; tamb&eacute;m a manuten&ccedil;&atilde;o ou repara&ccedil;&atilde;o de ninhos naturais ou plataformas j&aacute; existentes, refor&ccedil;ando a sua estabilidade e seguran&ccedil;a. At&eacute; ao momento, foram cumpridos 38% deste objetivo. Estes trabalhos s&atilde;o importantes, pois, por um lado, ajudam a atrair novos casais, e, por outro, previnem falhas na reprodu&ccedil;&atilde;o devido &agrave; queda ou colapso de ninhos.<br />
<br />
<strong>Marca&ccedil;&otilde;es e </strong><em><strong>soft release</strong></em><br />
<br />
Este ano, foi constru&iacute;da uma jaula que permitiu a aclimata&ccedil;&atilde;o (adapta&ccedil;&atilde;o ao meio) e posterior liberta&ccedil;&atilde;o de quatro abutres-pretos no Douro Internacional, pelo m&eacute;todo de <em>soft release </em>(devolu&ccedil;&atilde;o faseada &agrave; natureza). No total, o projeto j&aacute; marcou 41 abutres com emissor GPS/GSM, incluindo crias, aves reabilitadas, as quatro aves da jaula de aclimata&ccedil;&atilde;o, e, ainda, um adulto. A localiza&ccedil;&atilde;o por GPS fornece dados essenciais sobre os movimentos das aves, os locais de alimenta&ccedil;&atilde;o, e as amea&ccedil;as que enfrentam. At&eacute; 2027, o projeto pretende marcar e monitorizar 60 abutres-pretos.<br />
<br />
<strong>Melhoria do habitat<br />
</strong><br />
Outro grande objetivo do projeto &eacute; a melhoria do habitat. Este ano, foi conclu&iacute;do um estudo de adequabilidade do habitat para a esp&eacute;cie e uma an&aacute;lise dos dormit&oacute;rios, estando em curso os trabalhos relativos aos planos de gest&atilde;o em torno das col&oacute;nias.<br />
<br />
Um estudo feito sobre a disponibilidade e a necessidade de alimento demonstrou que faltam recursos alimentares para o abutre-preto em Portugal. Por conseguinte, o projeto implementar&aacute; uma estrat&eacute;gia de alimenta&ccedil;&atilde;o suplementar para garantir que a popula&ccedil;&atilde;o possa crescer e prosperar.<br />
<br />
<strong>Combater o envenenamento</strong><br />
<br />
O envenenamento &eacute; uma das maiores amea&ccedil;as aos abutres, a n&iacute;vel global. Para Portugal, foi conclu&iacute;do um estudo de refer&ecirc;ncia e a GNR formou tr&ecirc;s novas patrulhas caninas de dete&ccedil;&atilde;o de venenos. Foram tamb&eacute;m enviadas amostras de abutres vivos e mortos para laborat&oacute;rios de refer&ecirc;ncia portugueses e espanh&oacute;is, uma a&ccedil;&atilde;o importante para monitorizar esta amea&ccedil;a.<br />
<br />
<strong>Envolvimento e sensibiliza&ccedil;&atilde;o do p&uacute;blico</strong><br />
<br />
A conserva&ccedil;&atilde;o n&atilde;o acontece num setor isolado, e a sensibiliza&ccedil;&atilde;o mais generalizada tem sido uma grande aposta em 2024. O projeto obteve uma ampla cobertura medi&aacute;tica e lan&ccedil;ou dois v&iacute;deos de anima&ccedil;&atilde;o: um sobre o regresso da esp&eacute;cie a Portugal e outro sobre o projeto. Estes esfor&ccedil;os est&atilde;o a ajudar a inspirar as pessoas e a trazer novos apoiantes para o projeto.<br />
<br />
<strong>Perspetivas para 2025</strong><br />
<br />
Para 2025, o foco &eacute; claro: otimizar os progressos alcan&ccedil;ados at&eacute; agora e enfrentar os desafios que ainda subsistem. No pr&oacute;ximo ano, as prioridades incluir&atilde;o a gest&atilde;o do habitat, a preven&ccedil;&atilde;o de inc&ecirc;ndios e a constru&ccedil;&atilde;o de mais plataformas de nidifica&ccedil;&atilde;o em &aacute;reas-chave. Implementar a estrat&eacute;gia de alimenta&ccedil;&atilde;o suplementar ser&aacute; tamb&eacute;m essencial para fornecer &agrave; crescente popula&ccedil;&atilde;o de abutres-pretos os recursos de que necessita para prosperar.<br />
<br />
A luta contra o envenenamento da vida selvagem continuar&aacute; a estar no centro do trabalho do projeto, por exemplo, atrav&eacute;s do refor&ccedil;o da colabora&ccedil;&atilde;o com o Programa Ant&iacute;doto e com as autoridades na aplica&ccedil;&atilde;o da lei. Estes esfor&ccedil;os ajudar&atilde;o a proteger n&atilde;o s&oacute; os abutres, mas tamb&eacute;m os ecossistemas e as pessoas.<br />
<br />
Em 2025, continuaremos a promover a coopera&ccedil;&atilde;o. Os estudos sobre os servi&ccedil;os dos ecossistemas e sobre as preocupa&ccedil;&otilde;es levantadas pelos criadores de gado ser&atilde;o conclu&iacute;dos e partilhados, proporcionando uma vis&atilde;o mais clara da import&acirc;ncia dos abutres, de eventuais conflitos, e propondo solu&ccedil;&otilde;es pr&aacute;ticas. <br />
<br />
O envolvimento de todas as partes interessadas continuar&aacute; a ter um lugar central no projeto, com plataformas participativas e a&ccedil;&otilde;es de sensibiliza&ccedil;&atilde;o espec&iacute;ficas destinadas a aumentar a consciencializa&ccedil;&atilde;o sobre as amea&ccedil;as e formas de as mitigar. Por exemplo, ser&aacute; organizada forma&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica para o setor da ca&ccedil;a, sobre a utiliza&ccedil;&atilde;o de muni&ccedil;&otilde;es sem chumbo, uma medida que poder&aacute; reduzir significativamente os riscos para os abutres e outra fauna silvestre.<br />
<br />
Naturalmente, tudo isto depende da dedica&ccedil;&atilde;o e da estreita colabora&ccedil;&atilde;o entre todos os parceiros e partes interessadas do projeto. Organiza&ccedil;&otilde;es que trabalham em prol da conserva&ccedil;&atilde;o da natureza, propriet&aacute;rios rurais, ca&ccedil;adores, autoridades p&uacute;blicas, veterin&aacute;rios, e muitos outros desempenham um papel importante. Estamos a trabalhar para que 2025 seja mais um ano de progressos significativos - n&atilde;o s&oacute; para o abutre-preto em Portugal, mas para a conserva&ccedil;&atilde;o em geral.<br />
<br />
<strong>Sobre o LIFE Aegypius Return</strong><br />
<br />
O projeto LIFE Aegypius Return &eacute; cofinanciado pelo programa LIFE da Uni&atilde;o Europeia. O seu sucesso depende do envolvimento de todos os intervenientes relevantes e da colabora&ccedil;&atilde;o dos parceiros, da Vulture Conservation Foundation (VCF), o benefici&aacute;rio coordenador, e dos parceiros locais Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural (com cofinanciamento da Viridia - Conservation in Action e MAVA - Fondation pour la Nature), Herdade da Contenda, Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, Liga para a Prote&ccedil;&atilde;o da Natureza, Faia Brava -&nbsp; Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza, Fundaci&oacute;n Naturaleza y Hombre, Guarda Nacional Republicana e Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Propriet&aacute;rios  Rurais  Gest&atilde;o  Cineg&eacute;tica e Biodiversidade.]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 16 Dec 2024 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Já há 22 ninhos artificiais para abutres-pretos nidificarem no Douro Internacional</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/ja-ha-22-ninhos-artificiais-para-abutres-pretos-nidificarem-no-douro-internacional-2024-2f12-2f16/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[A col&oacute;nia transfronteiri&ccedil;a de abutre-preto (<em>Aegypius monachus</em>) do Douro Internacional, a mais isolada e uma das mais fr&aacute;geis do pa&iacute;s, conta agora com 14 novos ninhos artificiais, que se juntam aos oito anteriormente instalados, somando um total de 22.  A instala&ccedil;&atilde;o dos ninhos para esta esp&eacute;cie &ldquo;Em Perigo&rdquo; de extin&ccedil;&atilde;o foi realizada no &acirc;mbito do projeto LIFE Aegypius Return - consolida&ccedil;&atilde;o e expans&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o de abutre-preto em Portugal e no oeste de Espanha.<br />
<br />
Os ninhos artificiais foram colocados no terreno no m&ecirc;s de outubro, numa interven&ccedil;&atilde;o delicada e dif&iacute;cil realizada por uma equipa especializada do GIAM - Grupo de Intervenci&oacute;n en Altura de los Agentes Forestales de la Comunidad de Madrid, de Espanha, juntamente com t&eacute;cnicos da Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural. O objetivo principal desta a&ccedil;&atilde;o &eacute; disponibilizar um maior n&uacute;mero de ninhos para o abutre-preto nidificar e fixar-se no territ&oacute;rio, aumentando o recrutamento de indiv&iacute;duos e consequentemente esta col&oacute;nia que abrange o Parque Natural do Douro Internacional (PNDI) e o cont&iacute;guo Parque Natural Arribes del Duero (PNAD), em Espanha.<br />
<br />
<strong>Onde foram colocados os ninhos e de que s&atilde;o feitos?</strong><br />
<br />
A escolha dos locais e estrutura dos ninhos &eacute; feita de forma a mimetizar ao m&aacute;ximo o processo natural de nidifica&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie. Ao contr&aacute;rio da maioria dos abutres, que nidifica em acantilados rochosos, o abutre-preto faz ninhos principalmente em &aacute;rvores de grande porte. Desta forma, os ninhos foram instalados em &aacute;rvores como o zimbro, azinheira ou sobreiro. Os ninhos t&ecirc;m uma estrutura de metal que imita a forma do ninho natural e uma rede robusta que suporta o material utilizado para naturalizar o seu interior, composto por pequenos galhos de &aacute;rvores e arbustos lenhosos e l&atilde; de ovelha para o tornar mais acolhedor e atrativo para a esp&eacute;cie-alvo. <br />
<br />
<strong>Nidificar em &aacute;rvores &eacute; uma peculiaridade deste abutre que acarreta riscos</strong><br />
<br />
Por nidificar em &aacute;rvores, o abutre-preto corre um risco acrescido: &eacute; mais vulner&aacute;vel e afetado pelos inc&ecirc;ndios florestais. Exatamente por este motivo, uma outra linha de a&ccedil;&atilde;o do projeto LIFE Aegypius Return &eacute; promover a gest&atilde;o de habitats e aumentar a resili&ecirc;ncia natural frente aos inc&ecirc;ndios florestais nas &aacute;reas onde a esp&eacute;cie se reproduz. Em 2017, por exemplo, esta col&oacute;nia foi afetada por um inc&ecirc;ndio florestal que destruiu o &uacute;nico ninho da esp&eacute;cie existente, &agrave; data, no PNDI, matando a cria de abutre-preto. <br />
<br />
<strong>Col&oacute;nia transfronteiri&ccedil;a tem oito casais nidificantes</strong><br />
<br />
Atualmente, a col&oacute;nia transfronteiri&ccedil;a do Douro Internacional tem oito casais nidificantes, cinco no PNDI e tr&ecirc;s no PNAD, o que j&aacute; &eacute; um n&uacute;mero bastante positivo, tendo em conta o contexto e evolu&ccedil;&atilde;o nos &uacute;ltimos anos. Contudo, destes casais, nesta &eacute;poca de reprodu&ccedil;&atilde;o, apenas cinco fizeram postura e s&oacute; quatro crias (duas em cada pa&iacute;s) sobreviveram at&eacute; se tornarem independentes.<br />
<br />
<strong>Devolu&ccedil;&atilde;o de abutres-pretos por <em>soft release</em> &eacute; outra estrat&eacute;gia para aumentar col&oacute;nia<br />
</strong> <br />
O abutre-preto s&oacute; p&otilde;e um ovo por &eacute;poca de reprodu&ccedil;&atilde;o/ano e a maturidade sexual da cria s&oacute; &eacute; atingida aos cinco ou seis anos de vida, pelo que o seu sucesso reprodutor &eacute; muito limitado e condicionado. Qualquer incidente que cause a mortalidade da descend&ecirc;ncia tem um grande impacto geracional e populacional sobre esta esp&eacute;cie. Por isso, al&eacute;m da constru&ccedil;&atilde;o de ninhos artificiais, o projeto vai potenciar, at&eacute; 2027, o refor&ccedil;o do n&uacute;mero de indiv&iacute;duos desta col&oacute;nia, atrav&eacute;s da devolu&ccedil;&atilde;o &agrave; natureza, nesta regi&atilde;o, de 20 abutres-pretos provenientes de centros de recupera&ccedil;&atilde;o de fauna silvestre, ap&oacute;s passarem por um per&iacute;odo de aclimata&ccedil;&atilde;o (adapta&ccedil;&atilde;o ao meio) e liberta&ccedil;&atilde;o faseada (<em>soft release</em>) na estrutura constru&iacute;da para esse efeito no PNDI. At&eacute; ao momento, j&aacute; foram devolvidos &agrave; natureza <u><a href="https://www.palombar.pt/pt/noticias/abutres-pretos-ja-exploram-o-douro-internacional-fora-da-jaula-de-aclimatacao-2024-2f11-2f05/">quatro abutres-pretos</a></u> por esta via.<br />
<br />
<strong>Sobre o projeto</strong><br />
<br />
O projeto <u><a href="https://4vultures.org/pt/life-aegypius-return/">LIFE Aegypius Return</a></u> &eacute; cofinanciado pelo Programa LIFE da Uni&atilde;o Europeia e desenvolvido por um cons&oacute;rcio que integra as seguintes entidades: Vulture Conservation Foundation - organiza&ccedil;&atilde;o coordenadora -, Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural (cofinanciada pela Viridia &ndash; Conservation in Action e MAVA &ndash; Foundation pour la Nature neste LIFE), Herdade da Contenda, Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, Liga para a Prote&ccedil;&atilde;o da Natureza, Faia Brava &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza, Fundaci&oacute;n Naturaleza y Hombre, Guarda Nacional Republicana e Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Propriet&aacute;rios Rurais, Gest&atilde;o Cineg&eacute;tica e Biodiversidade. &nbsp;]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 13 Dec 2024 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>LIFE Aegypius Return promove boas práticas na gestão da alimentação suplementar para abutres</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/life-aegypius-return-promove-boas-praticas-na-gestao-da-alimentacao-suplementar-para-abutres-2024-2f12-2f13/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[A disponibilidade de alimento &eacute; um fator limitante que condiciona a distribui&ccedil;&atilde;o, abund&acirc;ncia e &ecirc;xito reprodutor das aves necr&oacute;fagas. Sem cad&aacute;veres de gado extensivo ou ungulados silvestres nos campos, os abutres n&atilde;o conseguem prosperar. O refor&ccedil;o da disponibilidade de alimento atrav&eacute;s de uma gest&atilde;o meticulosa e segura dos cad&aacute;veres de animais ou suas partes (subprodutos animais) &eacute; um dos objetivos do projeto LIFE Aegypius Return.<br />
<br />
A escassez de alimento naturalmente dispon&iacute;vel para esp&eacute;cies necr&oacute;fagas, entre as quais os abutres e outras aves de rapina, &eacute; comprovadamente um fator limitante para a estabiliza&ccedil;&atilde;o ou crescimento das popula&ccedil;&otilde;es destas esp&eacute;cies em Portugal. Algumas destas esp&eacute;cies, como o abutre-preto (<em>Aegypius monachus</em>) e o britango (<em>Neophron percnopterus</em>) est&atilde;o em risco de extin&ccedil;&atilde;o, e uma das medidas essenciais para a sua conserva&ccedil;&atilde;o &eacute; o refor&ccedil;o da disponibilidade de alimento, conforme previsto no Plano de A&ccedil;&atilde;o para a Conserva&ccedil;&atilde;o das Aves Necr&oacute;fagas (PACAN), aprovado pelo Despacho n.&ordm; 7148/2019, de 12 de agosto, e publicado em <em>Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica</em>.<br />
<br />
<strong>Alimento dispon&iacute;vel no campo insuficiente para necessidades da comunidade de abutres</strong><br />
<br />
Um <u><a href="https://4vultures.org/wp-content/uploads/2024/08/Deliverable-D4.1-DiagnosticoEstrategia.pdf">estudo</a></u> recentemente publicado pelo projeto LIFE Aegypius Return demonstra que o alimento atualmente dispon&iacute;vel em Portugal &eacute; insuficiente para suprir as necessidades alimentares da comunidade de abutres &ndash; abutre-preto, grifo e britango &ndash; nas Zonas de Prote&ccedil;&atilde;o Especial avaliadas pelo projeto, e que se localizam em torno ou nas proximidades das col&oacute;nias de reprodu&ccedil;&atilde;o do abutre-preto ao longo da faixa raiana do pa&iacute;s. Com base no diagn&oacute;stico realizado, o estudo apresenta uma estrat&eacute;gia para o aumento da disponibilidade alimentar que inclui a disponibiliza&ccedil;&atilde;o de cad&aacute;veres de ovinos e caprinos em regime extensivo, em locais espec&iacute;ficos das propriedades pecu&aacute;rias, designados de APAAN: &Aacute;rea Privada para a Alimenta&ccedil;&atilde;o de Aves Necr&oacute;fagas. Esta medida, apesar de legalmente prevista desde 2018, n&atilde;o tem ainda implementa&ccedil;&atilde;o relevante no terreno. De momento, apenas existe um APAAN em funcionamento, gerido pela Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural no Douro Internacional, como resultado do j&aacute; terminado projeto LIFE Rupis.<br />
<br />
<strong>Projeto quer criar 56 &Aacute;reas Privadas para a Alimenta&ccedil;&atilde;o de Aves Necr&oacute;fagas em Portugal</strong><br />
<br />
O projeto LIFE Aegypius Return objetiva estabelecer 56 APAAN em Portugal e mais dez em Espanha e para atingir esta meta ser&aacute; fundamental estabelecer acordos de parceria com produtores pecu&aacute;rios, mas tamb&eacute;m assegurar que a gest&atilde;o destas &aacute;reas &eacute; feita com total respeito pelas regras sanit&aacute;rias e de sa&uacute;de p&uacute;blica.<br />
<br />
Neste contexto, o projeto organizou uma visita t&eacute;cnica &agrave; Herdade da Contenda, propriedade gerida pela hom&oacute;nima empresa municipal do Munic&iacute;pio de Moura, que possui um CAPAN &ndash; Campo de Alimenta&ccedil;&atilde;o Privado para Aves Necr&oacute;fagas (&aacute;rea vedada onde s&atilde;o depositados animais mortos ou as suas partes), e pretende vir a incluir duas APAAN.<br />
<br />
A visita contou com bi&oacute;logos e m&eacute;dicos veterin&aacute;rios das equipas do projeto, com uma m&eacute;dica veterin&aacute;ria do Munic&iacute;pio de Idanha-a-Nova, e com t&eacute;cnicos da Dire&ccedil;&atilde;o de Servi&ccedil;os de Seguran&ccedil;a Alimentar e da Divis&atilde;o de Alimenta&ccedil;&atilde;o e Veterin&aacute;ria de Castelo Branco, da Dire&ccedil;&atilde;o-Geral de Alimenta&ccedil;&atilde;o e Veterin&aacute;ria (DGAV). Teve como objetivo discutir as boas pr&aacute;ticas implementadas na Herdade, no que respeita &agrave; gest&atilde;o do CAPAN &ndash; conforme a legisla&ccedil;&atilde;o e as <u><a href="https://4vultures.org/wp-content/uploads/2024/07/RecomendacoesGestaoCAAN-LIFE-Aegypius-Return.pdf">recomenda&ccedil;&otilde;es</a></u> publicadas pelo projeto no que se refere ao abutre-preto &ndash;, e analisar o poss&iacute;vel funcionamento de futuras APAAN.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/2(1).jpg" width="900" height="506" alt="" /><br />
<br />
<p class="legenda"><strong><img src="http://www.palombar.pt/imagens/3(1).jpg" width="900" height="506" alt="" /><br />
</strong>Em cima: An&aacute;lise do Livro de Registos do Campo de Alimenta&ccedil;&atilde;o Privado para Aves Necr&oacute;fagas (CAPAN) da Herdade da Contenda. Em baixo: Vista ao CAPAN da Herdade da Contenda, a partir do interior do respetivo &quot;Observat&oacute;rio do Alimentador de Abutres&rdquo;. Fotografia VCF.</p>
<strong><br />
&quot;&Aacute;reas n&atilde;o vedadas&quot; para alimenta&ccedil;&atilde;o &eacute; um m&eacute;todo seguro para refor&ccedil;ar conserva&ccedil;&atilde;o dos abutres e gera benef&iacute;cios econ&oacute;micos, ecol&oacute;gicos e sanit&aacute;rios<br />
</strong> <br />
As APAAN, informalmente designadas de &ldquo;&aacute;reas n&atilde;o vedadas&rdquo;, diferem dos Campos de Alimenta&ccedil;&atilde;o para Aves Necr&oacute;fagas, que t&ecirc;m de ser completamente vedados de acordo com normas t&eacute;cnicas muito exigentes e dispendiosas. As &aacute;reas n&atilde;o vedadas s&atilde;o necessariamente localizadas no interior de uma propriedade pecu&aacute;ria, e contam com algumas condicionantes como a localiza&ccedil;&atilde;o afastada de habita&ccedil;&otilde;es e de pontos de &aacute;gua, entre outros aspetos, o que as torna um m&eacute;todo seguro de contribuir para a conserva&ccedil;&atilde;o dos abutres. Adicionalmente, a formaliza&ccedil;&atilde;o destas &aacute;reas n&atilde;o vedadas evita a deposi&ccedil;&atilde;o de animais mortos em locais n&atilde;o licenciados e aporta v&aacute;rios benef&iacute;cios econ&oacute;micos e ecol&oacute;gicos.<br />
<br />
Al&eacute;m de ajudarem os abutres, as APAAN evitam os elevados custos de remo&ccedil;&atilde;o dos animais mortos, por incinera&ccedil;&atilde;o ou enterramento, bem como as emiss&otilde;es de carbono associadas ao transporte. A r&aacute;pida e eficaz alimenta&ccedil;&atilde;o dos abutres previne a transmiss&atilde;o de doen&ccedil;as e contribui para a funcionalidade e sa&uacute;de dos ecossistemas. O estabelecimento das futuras APAAN ser&aacute; essencial para promover e manter o crescimento da popula&ccedil;&atilde;o de abutre-preto em Portugal, e representa a mudan&ccedil;a de paradigma necess&aacute;ria no que diz respeito ao restabelecimento da importante fun&ccedil;&atilde;o da necrofagia nos nossos ecossistemas. <br />
<br />
Os parceiros LIFE Aegypius Return agradecem a disponibilidade de todos os t&eacute;cnicos que participaram na visita e demais partes interessadas que t&ecirc;m colaborado na discuss&atilde;o de formas de operacionaliza&ccedil;&atilde;o da alimenta&ccedil;&atilde;o suplementar para aves necr&oacute;fagas.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/grupo.jpg" width="900" height="448" alt="" /><br />
<p class="legenda">Foto de grupo tirada durante a visita t&eacute;cnica &agrave; Herdade da Contenda. Fotografia LIFE Aegypius Return.</p>
<br />
O projeto <u><a href="https://4vultures.org/life-aegypius-return/">LIFE Aegypius Return</a></u> &eacute; cofinanciado pelo programa LIFE da Uni&atilde;o Europeia. O seu sucesso depende do envolvimento de todos os intervenientes relevantes, e da colabora&ccedil;&atilde;o dos parceiros: a Vulture Conservation Foundation (VCF), o benefici&aacute;rio coordenador, e os parceiros locais Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural (com cofinanciamento da Viridia - Conservation in Action), Herdade da Contenda, Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, Liga para a Protec&ccedil;&atilde;o da Natureza, Faia Brava - Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza, Fundaci&oacute;n Naturaleza y Hombre, Guarda Nacional Republicana e Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Propriet&aacute;rios Rurais Gest&atilde;o Cineg&eacute;tica e Biodiversidade.]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Wed, 11 Dec 2024 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Visão-americano: espécie invasora detetada em todos os rios alvo de projeto no Parque Nacional da Peneda-Gerês</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/visao-americano-3a-especie-invasora-detetada-em-todos-os-rios-alvo-de-projeto-no-parque-nacional-da-peneda-geres-2024-2f12-2f11/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>Dados in&eacute;ditos confirmam expans&atilde;o nesta &aacute;rea protegida&nbsp;</strong><br />
<br />
O vis&atilde;o-americano, uma esp&eacute;cie invasora que amea&ccedil;a a biodiversidade local, j&aacute; foi detetado em todos os rios abrangidos pelo projeto STOP|VISON desenvolvido pela Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural em &aacute;reas do Parque Nacional da Peneda-Ger&ecirc;s, nomeadamente o Vez, Froufe, Peneda, Adr&atilde;o e Castro Laboreiro, assim como noutros cursos de &aacute;gua e afluentes nas imedia&ccedil;&otilde;es, como o rio Mouro e a ribeira de Varziela. H&aacute; ainda registos da esp&eacute;cie nos rios Caldo e Fafi&atilde;o. Estes dados, obtidos pela equipa do projeto, em colabora&ccedil;&atilde;o com atores locais, s&atilde;o in&eacute;ditos para o p&uacute;blico em geral e para a comunidade cient&iacute;fica e revelam a dimens&atilde;o do problema representado pela expans&atilde;o desta esp&eacute;cie e efeitos negativos na fauna nativa, bem como a necessidade de desenvolver um plano de controlo do vis&atilde;o-americano em Portugal. <br />
<br />
O projeto STOP|VISON tem como objetivos principais promover o controlo ativo do vis&atilde;o-americano (<em>Neovison vison</em>) na bacia do rio Lima e a melhoria do seu estado ecol&oacute;gico, bem como favorecer o habitat das esp&eacute;cies aqu&aacute;ticas e semi-aqu&aacute;ticas listadas nos anexos das Diretivas Aves e Habitats da Uni&atilde;o Europeia. Pretende igualmente sensibilizar as popula&ccedil;&otilde;es locais sobre os impactos negativos do vis&atilde;o-americano na fauna nativa e envolv&ecirc;-las de forma ativa, bem como melhorar o estado do conhecimento sobre a distribui&ccedil;&atilde;o e estimativas populacionais desta esp&eacute;cie no Parque Nacional da Peneda-Ger&ecirc;s, Zona Especial de Conserva&ccedil;&atilde;o Peneda-Ger&ecirc;s e Zona de Prote&ccedil;&atilde;o Especial Serra do Ger&ecirc;s, integradas na Rede Natura 2000.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/Vis&atilde;o-americano registado no Rio&nbsp;Froufe_foto Paul Burton_2.JPG" width="900" height="600" alt="" /><br />
<p class="legenda">Vis&atilde;o-americano registado no Rio&nbsp;Froufe. Fotografia Paul Burton.</p>
<strong><br />
Por que raz&atilde;o o vis&atilde;o-americano &eacute; um problema?</strong><br />
<br />
O vis&atilde;o-americano &eacute; uma esp&eacute;cie nativa da Am&eacute;rica do Norte (Estados Unidos e Canad&aacute;). Em Portugal, esta esp&eacute;cie foi introduzida e &eacute; considerada invasora, representando uma amea&ccedil;a para a biodiversidade do pa&iacute;s e o equil&iacute;brio dos ecossistemas. O vis&atilde;o-americano exerce atividade predat&oacute;ria sobre esp&eacute;cies nativas e compete com predadores aut&oacute;ctones, como a lontra (<em>Lutra lutra</em>). O seu impacto predat&oacute;rio &eacute; mais nocivo sobre v&aacute;rias esp&eacute;cies aut&oacute;ctones de mam&iacute;feros e aves, algumas com estatuto de amea&ccedil;a elevado, como a toupeira-de-&aacute;gua (<em>Galemys pyrenaicus</em>), o musaranho-de-&aacute;gua (<em>Neomys anomalus</em>) e a rata-de-&aacute;gua (<em>Arvicola sapidus</em>). Tamb&eacute;m preda esp&eacute;cies de peixes amea&ccedil;adas, como a enguia-europeia (<em>Anguilla anguilla</em>), a lampreia-marinha (<em>Petromyzon marinus</em>) e o salm&atilde;o-do-atl&acirc;ntico (<em>Salmo salar</em>).<br />
<br />
<strong>Sess&otilde;es esclarecem e sensibilizam as comunidades sobre as a&ccedil;&otilde;es do projeto</strong> <br />
<br />
No &acirc;mbito deste projeto, foram j&aacute; realizadas seis sess&otilde;es de esclarecimento e sensibiliza&ccedil;&atilde;o, com o prop&oacute;sito de informar a comunidade da &aacute;rea de interven&ccedil;&atilde;o sobre os seus objetivos, metodologias e a&ccedil;&otilde;es e fortalecer a colabora&ccedil;&atilde;o entre os habitantes locais e os intervenientes no projeto, clarificando d&uacute;vidas, bem como recolhendo sugest&otilde;es.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/Sess&atilde;o de esclarecimento e sensibiliza&ccedil;&atilde;o_ArcosdeValdevez_foto_Francesca Sechi_Palombar.jpg" width="900" height="675" alt="" /><br />
<p class="legenda">Sess&atilde;o de esclarecimento e sensibiliza&ccedil;&atilde;o em Arcos de Valdevez. Fotografia Francesca Sechi/Palombar.<br />
&nbsp;</p>
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/Sess&atilde;o de esclarecimento e sensibiliza&ccedil;&atilde;o_LamasdeMouro_foto_Francesca Sechi_Palombar.jpg" width="900" height="675" alt="" /><br />
<p class="legenda">Sess&atilde;o de esclarecimento e sensibiliza&ccedil;&atilde;o em Lamas de Mouro. Fotografia Francesca Sechi/Palombar.</p>
<br />
As sess&otilde;es, dinamizadas pela Palombar nos dias 17, 18, 19, 20 e 22 de novembro, decorreram no Soajo, Sistelo, Peneda, Entre Ambos-os-Rios, Arcos de Valdevez e Lamas de Mouro, no distrito de Viana do Castelo, e envolveram 112 pessoas. Nas sess&otilde;es, al&eacute;m das comunidades locais, tamb&eacute;m marcaram presen&ccedil;a associa&ccedil;&otilde;es de ca&ccedil;a, pesca e baldios das &aacute;reas de implementa&ccedil;&atilde;o do projeto, Vigilantes da Natureza do Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas, sapadores do Corpo Nacional de Agentes Florestais, elementos do Servi&ccedil;o de Prote&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Ambiente da Guarda Nacional Republicana de Arcos de Valdevez e de Lamas de Mouro, empresas de anima&ccedil;&atilde;o tur&iacute;stica que fazem canionismo nos rios abrangidos, assim como naturalistas que atuam na regi&atilde;o.<br />
<br />
<strong>Sobre o STOP|VISON</strong><br />
<br />
O STOP|VISON est&aacute; integrado no RIOS E RIBEIRAS, um projeto promovido pela Associa&ccedil;&atilde;o para o Estudo e Protec&ccedil;&atilde;o do Gado Asinino, em parceria com a Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural e o Instituto Polit&eacute;cnico de Bragan&ccedil;a. O seu objetivo &eacute; o desenvolvimento de subprojetos, como o STOP|VISON, dirigidos &agrave; recupera&ccedil;&atilde;o e preserva&ccedil;&atilde;o dos rios e ribeiras de Portugal. O STOP|VISON &eacute; implementado pela Palombar e financiado pelo Fundo Ambiental &ndash; Minist&eacute;rio do Ambiente e Energia.&nbsp;]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 06 Dec 2024 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Abutre-preto: novo vídeo alerta para ameaças e aponta caminho para a recuperação</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/abutre-preto-3a-novo-video-alerta-para-ameacas-e-aponta-caminho-para-a-recuperacao-2024-2f12-2f06/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[O regresso do abutre-preto (<em>Aegypius monachus</em>) a Portugal &eacute; um poderoso s&iacute;mbolo de esperan&ccedil;a e resili&ecirc;ncia. No entanto, a jornada n&atilde;o tem sido f&aacute;cil. D&eacute;cadas de destrui&ccedil;&atilde;o do habitat, envenenamentos e persegui&ccedil;&atilde;o deixaram marcas profundas. Embora estas majestosas aves estejam lentamente a regressar, gra&ccedil;as &agrave; recoloniza&ccedil;&atilde;o natural e a medidas de conserva&ccedil;&atilde;o direcionadas, o seu futuro ainda est&aacute; em risco. Para explicar os desafios latentes, o projeto LIFE Aegypius Return criou um novo v&iacute;deo de anima&ccedil;&atilde;o, dispon&iacute;vel em <u><a href="https://youtu.be/W8ox66jpUl8">portugu&ecirc;s</a></u>,&nbsp;ingl&ecirc;s e espanhol, que destaca as amea&ccedil;as que o abutre-preto enfrenta e celebra os esfor&ccedil;os colaborativos que apontam um caminho para a sua recupera&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
<strong>O caminho para a recupera&ccedil;&atilde;o</strong><br />
<br />
A recupera&ccedil;&atilde;o do abutre-preto &eacute; delicada e lenta. Estas aves t&ecirc;m uma vida longa, mas n&atilde;o se reproduzem rapidamente &ndash; s&oacute; atingem a maturidade sexual aos cinco ou seis anos de idade, e cada casal p&otilde;e apenas um ovo por ano. Desde 2010, quando aves vindas de Espanha come&ccedil;aram a reproduzir-se em Portugal, marcando o regresso da esp&eacute;cie ao pa&iacute;s, houve progressos consider&aacute;veis. Em 2022, a popula&ccedil;&atilde;o reprodutora em Portugal tinha aumentado para 40 casais. Dois anos ap&oacute;s o in&iacute;cio do projeto LIFE Aegypius Return, o n&uacute;mero de casais aumentou para 108-116, o que &eacute; um desenvolvimento promissor. No entanto, a esp&eacute;cie ainda enfrenta desafios significativos devido &agrave;s elevadas taxas de mortalidade n&atilde;o natural, que continuam a ser um grande obst&aacute;culo &agrave; sua recupera&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
<strong>Combater as maiores amea&ccedil;as ao abutre-preto</strong><br />
<br />
Desde o seu in&iacute;cio em 2022, o projeto LIFE Aegypius Return tem vindo a trabalhar numa abordagem transnacional em grande escala para fazer frente aos principais desafios que dificultam a recupera&ccedil;&atilde;o do abutre-preto.<br />
<br />
<strong>Envenenamento<br />
</strong><br />
O envenenamento &eacute; a principal causa de morte de abutres em todo o mundo. Os iscos ilegais e as carca&ccedil;as contaminadas t&ecirc;m um severo impacto nas popula&ccedil;&otilde;es de abutres. Para combater esta amea&ccedil;a, o projeto visa refor&ccedil;ar as capacidades de aplica&ccedil;&atilde;o da lei, criar brigadas caninas de dete&ccedil;&atilde;o de venenos e lan&ccedil;ar campanhas de sensibiliza&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/WhatsApp Image 2024-09-20 at 12_47_29 (2).jpeg" width="900" height="676" alt="" /> <br />
<br />
<p class="legenda"><strong><img src="http://www.palombar.pt/imagens/antidoto.jpg" width="900" height="675" alt="" /><br />
</strong>A colabora&ccedil;&atilde;o com o Programa Ant&iacute;doto &eacute; essencial: dete&ccedil;&atilde;o de um abutre-preto, morto, com sintomas de envenenamento; e recolha do cad&aacute;ver pelas autoridades, conforme protocolo oficial. Fotografia ATN/Faia Brava.<strong><br />
<br />
</strong></p>
<strong>Ingest&atilde;o de chumbo</strong><br />
<br />
Os abutres consomem frequentemente animais de ca&ccedil;a mortos com muni&ccedil;&otilde;es tradicionais, com chumbo, acabando por ficar tamb&eacute;m contaminados. Ao trabalhar com ca&ccedil;adores e gestores de ca&ccedil;a, o projeto promover&aacute; a transi&ccedil;&atilde;o para o uso de muni&ccedil;&otilde;es sem chumbo, tornando o alimento dispon&iacute;vel para os abutres mais seguro.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/394569730_633212469012697_4546533517786822822_n.jpg" width="900" height="825" alt="" /><br />
<br />
<p class="legenda"><strong><img src="http://www.palombar.pt/imagens/395070033_633212639012680_8235251160947146803_n.jpg" width="900" height="675" alt="" /><br />
</strong>Programa de &quot;Embaixadores de muni&ccedil;&otilde;es sem chumbo&quot; do projeto LIFE Aegypius Return, dirigido a ca&ccedil;adores e gestores de ca&ccedil;a.<strong><br />
<br />
</strong></p>
<strong>Escassez de alimento&nbsp;</strong><br />
<br />
Mudan&ccedil;as no setor pecu&aacute;rio e nas regulamenta&ccedil;&otilde;es sanit&aacute;rias limitaram a disponibilidade de alimento para aves necr&oacute;fagas como o abutre-preto. Para ajudar a resolver este problema, o projeto implementar&aacute; campos de alimenta&ccedil;&atilde;o e &aacute;reas n&atilde;o vedadas para alimenta&ccedil;&atilde;o suplementar de abutres ao longo da faixa raiana.<br />
<br />
<strong>Sucesso reprodutor</strong><br />
<br />
Para que a popula&ccedil;&atilde;o cres&ccedil;a, o sucesso reprodutor &eacute; fundamental. O projeto fomenta o sucesso reprodutor, atrav&eacute;s da gest&atilde;o do habitat, da constru&ccedil;&atilde;o de novas plataformas de nidifica&ccedil;&atilde;o e da manuten&ccedil;&atilde;o das existentes, bem como da redu&ccedil;&atilde;o das perturba&ccedil;&otilde;es humanas, assegurando melhores condi&ccedil;&otilde;es &agrave;s col&oacute;nias de reprodu&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/IMG_20230314_144239.jpg" width="900" height="506" alt="" /><br />
<p class="legenda">Plataforma artificial de nidifica&ccedil;&atilde;o para abutre-preto. Fotografia LPN.</p>
<strong><br />
Mortalidade causada pelas infraestruturas el&eacute;tricas</strong><br />
<br />
A eletrocuss&atilde;o e as colis&otilde;es com linhas el&eacute;tricas s&atilde;o uma causa significativa de morte de abutres. Para mitigar este problema, o projeto objetiva monitorizar 60 abutres-pretos marcados com emissores GPS/GSM, de forma a identificar &aacute;reas de risco elevado. Com este contributo, as linhas el&eacute;tricas perigosas poder&atilde;o ser isoladas, as aves feridas ser&atilde;o mais rapidamente socorridas e ser&atilde;o implementadas solu&ccedil;&otilde;es a longo prazo.<br />
<br />
<strong>Colabora&ccedil;&atilde;o &eacute; chave para atingir objetivos<br />
</strong><br />
O sucesso do projeto LIFE Aegypius Return depende inteiramente da colabora&ccedil;&atilde;o entre pessoas, entidades e setores. Conservacionistas, veterin&aacute;rios, autoridades, agricultores, propriet&aacute;rios rurais e ca&ccedil;adores est&atilde;o a trabalhar em conjunto para garantir um futuro melhor para o abutre-preto. Ao fazer a ponte entre as estrat&eacute;gias de conserva&ccedil;&atilde;o em grande escala e as a&ccedil;&otilde;es no terreno, o projeto procura obter um sucesso duradouro.<br />
<br />
<strong>Sobre o LIFE Aegypius Return</strong><br />
<br />
O projeto LIFE Aegypius Return &eacute; cofinanciado pelo programa LIFE da Uni&atilde;o Europeia. O seu sucesso depende do envolvimento de todos os intervenientes relevantes, e da colabora&ccedil;&atilde;o dos parceiros: a  Vulture Conservation Foundation (VCF), benefici&aacute;rio coordenador, e os parceiros locais Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural (com cofinanciamento da Viridia - Conservation in Action), Herdade da Contenda, Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, Liga para a Prote&ccedil;&atilde;o da Natureza, Associa&ccedil;&atilde;o Transum&acirc;ncia e Natureza, Fundaci&oacute;n Naturaleza y Hombre, Guarda Nacional Republicana e Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Propriet&aacute;rios Rurais Gest&atilde;o Cineg&eacute;tica e Biodiversidade.<br type="_moz" />]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 02 Dec 2024 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Projeto Soil@INT: alunos de Mogadouro aprendem sobre decomposição e importância do solo com experiência no terreno</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/projeto-soil-40int-3a-alunos-de-mogadouro-aprendem-sobre-decomposicao-e-importancia-do-solo-com-experiencia-no-terreno-2024-2f12-2f02/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[Nos dias 11 e 14 de novembro, a Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural dinamizou, no Agrupamento de Escolas de Mogadouro, a atividade &ldquo;Escape Room: o rel&oacute;gio da degrada&ccedil;&atilde;o&rdquo;, no &acirc;mbito do projeto Soil@INT- Solos do interior, com o objetivo de sensibilizar a comunidade escolar para a import&acirc;ncia do solo e o impacto das altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas neste recurso natural, com vista a mitigar os seus efeitos.<br />
<br />
<strong>Atividade baseada no protocolo cient&iacute;fico &ldquo;Tea Bag Index&rdquo;</strong><br />
<br />
A atividade foi realizada em tr&ecirc;s sess&otilde;es com alunos e alunas das turmas A, B e C do 5.&ordm; ano de escolaridade, durante as quais estes puderam aplicar, no terreno, o protocolo cient&iacute;fico &ldquo;Tea Bag Index&rdquo;, uma experi&ecirc;ncia integrada na iniciativa de Ci&ecirc;ncia Cidad&atilde; &ldquo;Teste o seu solo gratuitamente&rdquo;, a qual permite avaliar as taxas de decomposi&ccedil;&atilde;o do solo, um processo-chave nos ecossistemas de solo, com recurso a saquetas de ch&aacute;.<br />
<br />
Com esta experi&ecirc;ncia, os jovens compreenderam melhor a import&acirc;ncia do solo para os ecossistemas e aprenderam a identificar os processos de decomposi&ccedil;&atilde;o como um dos principais mecanismos de reciclagem de nutrientes do solo. Exploraram ainda a rela&ccedil;&atilde;o entre o clima e as taxas de decomposi&ccedil;&atilde;o do solo, descobrindo como as altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas afetam o solo e o equil&iacute;brio ecol&oacute;gico. Adicionalmente, utilizaram como ferramenta a app &ldquo;Tea Bag Index&rdquo;, para uma experi&ecirc;ncia tecnol&oacute;gica e multiplataforma.<br />
<br />
<strong>Resultados da experi&ecirc;ncia conhecidos daqui a tr&ecirc;s meses</strong><br />
<br />
Nestas primeiras sess&otilde;es, foi realizada a primeira fase da experi&ecirc;ncia, com a coloca&ccedil;&atilde;o do material no campo e, daqui a tr&ecirc;s meses, decorrer&aacute; a segunda, onde ser&atilde;o recolhidas as amostras no terreno em decomposi&ccedil;&atilde;o e feita a an&aacute;lise e apresenta&ccedil;&atilde;o dos resultados.<br />
<br />
<strong>Sobre o projeto</strong><br />
<br />
O projeto <u><a href="https://www.palombar.pt/pt/projetos/soil-40int-solos-do-interior-2024/">Soil@INT- Solos do interior</a></u>: monitorizar para mitigar os efeitos das altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas tem como objetivo principal desenvolver uma rede de monitoriza&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de do solo para aumentar a resili&ecirc;ncia clim&aacute;tica dos recursos naturais. &Eacute; coordenado pela Universidade de Aveiro e integra v&aacute;rios parceiros, entre os quais a Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural. Tem financiamento do BPI - Funda&ccedil;&atilde;o &quot;la Caixa&quot; e Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e a Tecnologia e ser&aacute; implementado no per&iacute;odo 2023-2026. Neste projeto, a Palombar est&aacute; respons&aacute;vel pela implementa&ccedil;&atilde;o da iniciativa de Ci&ecirc;ncia Cidad&atilde; &ldquo;Teste o seu solo gratuitamente&rdquo;, que visa promover a literacia da popula&ccedil;&atilde;o, com foco nas escolas e agricultores, sobre a import&acirc;ncia do solo.&nbsp;]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 29 Nov 2024 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Congresso IbÃ©rico de TartaranhÃµes alerta para urgÃªncia de salvar espÃ©cies em risco e reforÃ§a cooperaÃ§Ã£o transfronteiriÃ§a</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/congresso-iberico-de-tartaranhoes-alerta-para-urgencia-de-salvar-especies-em-risco-e-reforca-cooperacao-transfronteirica-2024-2f11-2f29/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[O XVII Congresso Ib&eacute;rico de Tartaranh&otilde;es realizou-se nos dias 22, 23 e 24 de novembro, em Miranda do Douro, no distrito de Bragan&ccedil;a, e juntou cerca de 100 pessoas e 40 entidades para debater os principais temas relacionados com a conserva&ccedil;&atilde;o das esp&eacute;cies de tartaranh&otilde;es (g&eacute;nero <em>Circus</em>) que ocorrem na Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica. O evento foi organizado pela Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural e pelo GIA &ndash; Grupo Ib&eacute;rico de Aguiluchos, no &acirc;mbito do projeto LIFE SOS Pygargus - A&ccedil;&otilde;es urgentes de conserva&ccedil;&atilde;o das popula&ccedil;&otilde;es de tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador em Portugal e Espanha.<br />
<br />
No centro do debate esteve a necessidade urgente de atuar no terreno para evitar o desaparecimento iminente das tr&ecirc;s esp&eacute;cies de tartaranh&otilde;es mais representativas da Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica, duas delas com estatuto de amea&ccedil;a elevado em ambos os pa&iacute;ses: tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador (<em>Circus pygargus</em>), tartaranh&atilde;o-azulado (<em>Circus cyaneus</em>) e tartaranh&atilde;o-dos-pauis (<em>Circus aeruginosus</em>). Segundo dados recentes, registou-se, no geral, um significativo decl&iacute;nio das popula&ccedil;&otilde;es dessas aves nas duas &uacute;ltimas d&eacute;cadas.&nbsp;No caso espec&iacute;fico do tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador, por exemplo, em Portugal, o censo nacional mais recente realizado em 2022 e 2023 revelou um decr&eacute;scimo de 76-79% da popula&ccedil;&atilde;o, em dez anos.<br />
<br />
Foram apresentados no evento estudos, censos, campanhas de resgate, salvamento e sensibiliza&ccedil;&atilde;o, iniciativas, projetos e document&aacute;rios relacionados com essas tr&ecirc;s esp&eacute;cies de tartaranh&otilde;es.<br />
<br />
<strong>Refor&ccedil;ar coopera&ccedil;&atilde;o ib&eacute;rica na conserva&ccedil;&atilde;o de tartaranh&otilde;es &eacute; ambi&ccedil;&atilde;o comum</strong><br />
<br />
Este congresso, que &eacute; o mais conceituado evento ib&eacute;rico dedicado aos tartaranh&otilde;es e j&aacute; vai na sua 17.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o, realizou-se pela segunda vez em Portugal, ap&oacute;s quase 20 anos. Deste encontro, resultou uma vontade comum: estreitar os la&ccedil;os e a coopera&ccedil;&atilde;o ib&eacute;rica na conserva&ccedil;&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o das esp&eacute;cies do g&eacute;nero <em>Circus</em>&nbsp;em Portugal e Espanha.<br />
<br />
O LIFE SOS Pygargus &eacute; j&aacute; um grande e ambicioso passo nesse sentido. Este projeto junta esfor&ccedil;os sem precedentes dos dois lados da fronteira para travar o atual decl&iacute;nio acentuado das popula&ccedil;&otilde;es desta ave de rapina amea&ccedil;ada. O projeto conta com 17 parceiros, dos quais 13 s&atilde;o entidades portuguesas e quatro s&atilde;o espanholas.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/135A4678-Enhanced-NR(1).jpg" width="900" height="600" alt="" /><br />
<p class="legenda">XVII Congresso Ib&eacute;rico de Tartaranh&otilde;es. Fotografia Pedro Alves/Palombar.</p>
<br />
<strong>Amea&ccedil;as para o tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador estiveram em foco no congresso</strong><br />
<br />
Um dos focos do congresso foi a partilha de informa&ccedil;&atilde;o e discuss&atilde;o sobre as v&aacute;rias amea&ccedil;as que enfrenta o tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador, esp&eacute;cie &ldquo;Em Perigo&rdquo; de extin&ccedil;&atilde;o em Portugal e &ldquo;Vulner&aacute;vel&rdquo; em Espanha, como o corte precoce de culturas cereal&iacute;feras e forrageiras em plena &eacute;poca reprodutora da esp&eacute;cie; a perda de habitat; a agricultura intensiva; a constru&ccedil;&atilde;o de parques e&oacute;licos e fotovoltaicos em &aacute;reas importantes para a esp&eacute;cie e as altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas.&nbsp;Abordou-se, adicionalmente, o trabalho colaborativo essencial  desenvolvido em conjunto com os agricultores para identificar e proteger os ninhos e a necessidade de encontrar meios para ampliar esse trabalho em parceria e aumentar as &aacute;reas seguras para estas esp&eacute;cies nidificarem.<br />
<br />
Outros temas importantes estiveram igualmente em debate, como t&eacute;cnicas e ferramentas que se t&ecirc;m revelado eficazes na conserva&ccedil;&atilde;o das esp&eacute;cies de tartaranh&otilde;es, nomeadamente o seguimento e monitoriza&ccedil;&atilde;o com emissores GPS/GSM, o resgate de crias em ninhos destru&iacute;dos, a utiliza&ccedil;&atilde;o de drones e o impacto das altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas nas pr&aacute;ticas agr&iacute;colas e no ciclo de vida destas aves.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/135A5072-Enhanced-NR(1).jpg" width="900" height="600" alt="" /><br />
<p class="legenda">Demonstra&ccedil;&atilde;o com drone. Fotografia Pedro Alves/Palombar.</p>
<strong><br />
Participantes descobriram o territ&oacute;rio, patrim&oacute;nio, cultura e tradi&ccedil;&otilde;es locais</strong><br />
<br />
Durante o congresso, os participantes tamb&eacute;m tiveram a oportunidade de descobrir o territ&oacute;rio, atrav&eacute;s de uma visita de campo ao Planalto Mirand&ecirc;s, habitat ideal para o tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador, e a alguns dos miradouros mais impressionantes do Parque Natural do Douro Internacional. Conheceram igualmente o centro hist&oacute;rico de Miranda do Douro e o seu rico patrim&oacute;nio, numa visita guiada pela arque&oacute;loga M&oacute;nica Salgado. E foi ao ritmo dos pauliteiros e ao som das gaitas de fole que vivenciaram a cultura e as tradi&ccedil;&otilde;es locais aut&ecirc;nticas.<br />
<br />
Este congresso representou um marco na cria&ccedil;&atilde;o de uma rede ib&eacute;rica colaborativa que envolve entidades, organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o governamentais de ambiente, conservacionistas, cientistas e academia com o prop&oacute;sito de melhor conservar, proteger e gerir as popula&ccedil;&otilde;es de tartaranh&otilde;es em Portugal e Espanha.<br />
<br />
O projeto LIFE SOS Pygargus &eacute; cofinanciado em 75 % pelo Programa LIFE da Uni&atilde;o Europeia e implementado pela Palombar - entidade coordenadora -, Associa&ccedil;&atilde;o BIOPOLIS-CIBIO, AEPGA - Associa&ccedil;&atilde;o para o Estudo e Prote&ccedil;&atilde;o do Gado Asinino, ANPOC - Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Produtores de Proteaginosas, Oleaginosas e Cereais, CCDR-N - Comiss&atilde;o de Coordena&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento Regional do Norte, EDIA - Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva SA, ICNF - Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas, INIAV - Instituto Nacional de Investiga&ccedil;&atilde;o Agr&aacute;ria e Veterin&aacute;ria, LPN - Liga para a Protec&ccedil;&atilde;o da Natureza, MC Shared Services SA, Modelo Continente Hipermercados SA, SPEA - Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, UTAD - Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro, Vita Nativa - Conserva&ccedil;&atilde;o do Ambiente, AMUS - Acci&oacute;n por el Mundo Salvaje, Consejeria de Agricultura, Ganaderia y Desarrollo Sostenible - Junta de Extremadura, GREFA - Grupo de Rehabilitaci&oacute;n de la Fauna Aut&oacute;ctona y su H&aacute;bitat e Universidad de Murcia.&nbsp;]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 28 Nov 2024 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Resultado histórico: já há pelo menos 108 casais nidificantes de abutre-preto em Portugal</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/resultado-historico-3a-ja-ha-pelo-menos-108-casais-nidificantes-de-abutre-preto-em-portugal-2024-2f11-2f28/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[O projeto LIFE Aegypius Return arrancou com o objetivo de duplicar a popula&ccedil;&atilde;o reprodutora de abutre-preto (<em>Aegypius monachus</em>) em Portugal, que, em 2022, era de cerca de 40 casais, em quatro col&oacute;nias. Em 2024, o projeto registou 108 a 116 casais nidificantes, que produziram pelo menos 48 crias voadoras. O sucesso reprodutor aumentou ligeiramente e tamb&eacute;m j&aacute; se conhece uma nova e quinta col&oacute;nia reprodutora, mais uma evid&ecirc;ncia da expans&atilde;o da esp&eacute;cie no pa&iacute;s.<br />
<br />
<strong>Crescimento lento, mas firme</strong><br />
<br />
O abutre-preto, esp&eacute;cie protegida com o estatuto atual de &quot;Em Perigo&quot; de Extin&ccedil;&atilde;o, em Portugal, tem vindo a ser detalhadamente monitorizado pelos parceiros do projeto LIFE Aegypius Return, com o apoio do Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas (ICNF) e das Organiza&ccedil;&otilde;es N&atilde;o Governamentais (ONG) Rewilding Portugal e Quercus. O projeto come&ccedil;ou em 2022, quando se conheciam, em Portugal, aproximadamente 40 casais, distribu&iacute;dos pelas col&oacute;nias do Douro Internacional, Serra da Malcata, Tejo Internacional e Herdade da Contenda, no Alentejo. Ap&oacute;s a defini&ccedil;&atilde;o de um rigoroso protocolo de monitoriza&ccedil;&atilde;o da reprodu&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie, em 2023, estabeleceu-se uma precisa situa&ccedil;&atilde;o de refer&ecirc;ncia, com o registo de 78 a 81 casais nidificantes.<br />
<br />
O consider&aacute;vel aumento, de 2022 para 2023, apesar de refletir algum crescimento da popula&ccedil;&atilde;o, poderia tamb&eacute;m espelhar o grande esfor&ccedil;o empreendido numa monitoriza&ccedil;&atilde;o articulada nas v&aacute;rias zonas do pa&iacute;s, com prospe&ccedil;&atilde;o regular de novos locais de nidifica&ccedil;&atilde;o. J&aacute; o crescimento registado em 2024 deve-se exclusivamente &agrave; natural expans&atilde;o da esp&eacute;cie, resultado das medidas de conserva&ccedil;&atilde;o que t&ecirc;m vindo a ser aplicadas, nomeadamente em projetos anteriores &ndash; como o LIFE Habitat Lince Abutre e o LIFE Rupis &ndash;, nas atuais a&ccedil;&otilde;es do LIFE Aegypius Return e tamb&eacute;m gra&ccedil;as a uma t&iacute;mida, mas generalizada, melhoria nas condi&ccedil;&otilde;es do habitat e aus&ecirc;ncia de perturba&ccedil;&atilde;o requeridas pela esp&eacute;cie.<br />
<br />
Este ano foram registados 108 a 116 casais nidificantes em Portugal, que produziram 48 ou 49 crias recrutadas para a popula&ccedil;&atilde;o. O sucesso reprodutor melhorou ligeiramente, de 0,47, em 2023, para 0,51, em 2024. Assim, foi atingido outro objetivo estrat&eacute;gico do projeto LIFE Aegypius Return: que pelo menos metade das posturas resultem numa cria voadora.<br />
<br />
Os resultados s&atilde;o promissores, mas, apesar do otimismo, h&aacute; que encar&aacute;-los com cautela, pois qualquer amea&ccedil;a significativa numa das col&oacute;nias &ndash; que se mant&ecirc;m relativamente pequenas e sujeitas a perturba&ccedil;&atilde;o &ndash; pode comprometer esta tend&ecirc;ncia positiva e a sustentabilidade das popula&ccedil;&otilde;es.<br />
<br />
<strong>Os resultados em cada col&oacute;nia</strong><br />
<br />
<strong>Douro Internacional, a col&oacute;nia mais isolada</strong><br />
<br />
A col&oacute;nia mais lim&iacute;trofe e isolada, no Douro Internacional, surpreendeu no ano passado com tr&ecirc;s casais nidificantes. Este ano, a surpresa foi ainda maior! Al&eacute;m do aumento no n&uacute;mero de casais, para oito, a esp&eacute;cie expandiu pela primeira vez desde o seu regresso para a margem oposta do rio Douro, com tr&ecirc;s ninhos em territ&oacute;rio espanhol. No entanto, todos estes novos casais poder&atilde;o eventualmente ser muito jovens e inexperientes, pois, dos oito casais, apenas cinco fizeram postura e s&oacute; quatro crias (duas em cada pa&iacute;s) sobreviveram at&eacute; se tornarem independentes. O projeto LIFE Aegypius Return conta com um plano estrat&eacute;gico para mitigar a fragilidade desta col&oacute;nia: o refor&ccedil;o com indiv&iacute;duos aclimatizados na regi&atilde;o.<br />
<br />
A monitoriza&ccedil;&atilde;o desta col&oacute;nia &ndash; agora transfronteiri&ccedil;a &ndash; conta tamb&eacute;m com o apoio inter-regional entre a Palombar, o ICNF e as equipas do Parque Natural Arribes del Duero.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/douro.JPG" width="900" height="598" alt="" /><br />
<p class="legenda">Cria de abutre-preto (marcada com emissor GPS/GSM) num ninho no Douro Internacional. Fotografia Palombar.</p>
<strong><br />
Serra da Malcata, col&oacute;nia em franca expans&atilde;o</strong><br />
<br />
A col&oacute;nia da Malcata s&oacute; se confirmou em 2021, com quatro casais nidificantes. Em 2023, tinham sido registados 14 e, este ano, o n&uacute;mero voltou a aumentar, para 18. Todos os casais fizeram uma postura, mas s&oacute; 12 crias sobreviveram at&eacute; se tornarem independentes. Esta col&oacute;nia tem vindo a ser monitorizada num esfor&ccedil;o conjunto entre os t&eacute;cnicos e vigilantes do ICNF e a Rewilding Portugal. O parceiro local Associa&ccedil;&atilde;o Transum&acirc;ncia e Natureza (ATN) tem feito a prospe&ccedil;&atilde;o de ninhos noutras regi&otilde;es relativamente pr&oacute;ximas e potencialmente adequadas &agrave; esp&eacute;cie, como, por exemplo, em Almeida e nos vales dos rios C&ocirc;a e &Aacute;gueda.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/malcata(1).jpg" width="900" height="675" alt="" /><br />
<p class="legenda">Trabalhos de marca&ccedil;&atilde;o de uma cria de abutre-preto na Serra da Malcata. Fotografia Dora Oliveira/ICNF.</p>
<strong><br />
Tejo Internacional, a primeira e maior col&oacute;nia</strong><br />
<br />
A recoloniza&ccedil;&atilde;o do abutre-preto em Portugal, quatro d&eacute;cadas ap&oacute;s a sua extin&ccedil;&atilde;o enquanto esp&eacute;cie reprodutora, deu-se no Tejo Internacional, com a fixa&ccedil;&atilde;o de dois casais em 2010. Desde ent&atilde;o, a col&oacute;nia tem-se gradualmente expandido, mas com um sucesso reprodutor relativamente baixo. Em 2024, o &ecirc;xito reprodutor nesta col&oacute;nia foi de 0,41.<br />
<br />
Em 2023, conheciam-se 44 a 46 casais nidificantes (cinco dos quais em territ&oacute;rio espanhol) e, este ano, foram monitorizados entre 61 a 64, que produziram 24 a 25 crias voadoras. De todos estes casais, cerca de um quarto (15 a 16) optaram este ano pela margem espanhola do rio, de onde resultaram 4 ou 5 crias recrutadas para a popula&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
A monitoriza&ccedil;&atilde;o desta col&oacute;nia transfronteiri&ccedil;a &eacute; particularmente dif&iacute;cil, pois, entre ninhos ocupados e ninhos antigos, s&atilde;o j&aacute; mais de 160. Curiosamente, 12 ninhos constru&iacute;dos por abutre-preto foram oportunisticamente ocupados por casais de grifos (<em>Gyps fulvus</em>).<br />
<br />
Os trabalhos est&atilde;o a cargo da Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) e contam com o apoio dos Vigilantes da Natureza do ICNF e da Quercus. Este ano, o apoio dos Agentes del Medio Natural da Junta de Extremadura e da equipa do Parque Natural del Tajo Internacional, em Espanha, foi determinante para o resgate de crias de abutres-pretos em situa&ccedil;&otilde;es delicadas e ainda para a confirma&ccedil;&atilde;o de alguns dados de monitoriza&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/tejo.jpeg" width="1600" height="1200" alt="" /><br />
<p class="legenda">O esfor&ccedil;o conjunto da SPEA, ICNF e Agentes del Medio Natural da Junta de Extremadura (AGM-JE) no resgate de uma cria de abutre-preto que precisou de cuidados m&eacute;dico-veterin&aacute;rios no CERAS, gerido pela Quercus. Fotografia Agustin Ruano/AGM-JE.</p>
<strong><br />
Herdade da Contenda com mais casais e mais crias</strong><br />
<br />
A Herdade da Contenda, propriedade detida pelo Munic&iacute;pio de Moura, acolhe a segunda maior col&oacute;nia reprodutora de abutre-preto do pa&iacute;s. No ano passado, foram ali registados 17 a 18 casais nidificantes que produziram cinco crias recrutadas para a popula&ccedil;&atilde;o. Estes n&uacute;meros aumentaram em 2024, com um total de 20 a 21 casais e sete crias recrutadas. Esta col&oacute;nia &eacute; tamb&eacute;m transfronteiri&ccedil;a: cinco dos casais constru&iacute;ram ninho j&aacute; em territ&oacute;rio espanhol, embora muito perto da fronteira, e, pela primeira vez, uma das crias bem-sucedidas nasceu na Contienda espanhola.<br />
<br />
Esta col&oacute;nia &eacute; monitorizada pela Liga para a Protec&ccedil;&atilde;o da Natureza (LPN), em coopera&ccedil;&atilde;o com a Herdade da Contenda, E.M e o ICNF.  A articula&ccedil;&atilde;o entre as equipas e autoridades portuguesas e espanholas tem sido fundamental para garantir a prote&ccedil;&atilde;o e a tranquilidade das aves em todas as &aacute;reas ocupadas pelos abutres-pretos durante a &eacute;poca de reprodu&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/contenda(2).jpg" width="900" height="506" alt="" />
<p class="legenda">Trabalhos de monitoriza&ccedil;&atilde;o de abutre-preto na Herdade da Contenda. Fotografia VCF.</p>
<br />
<strong>Vidigueira, a mais recente col&oacute;nia</strong><br />
<br />
Em junho de 2024, os t&eacute;cnicos do ICNF descobriram uma quinta col&oacute;nia reprodutora de abutre-preto, na Vidigueira. &Eacute; a col&oacute;nia mais ocidental da esp&eacute;cie, na sua &aacute;rea de distribui&ccedil;&atilde;o global. A descoberta, j&aacute; em plena &eacute;poca de reprodu&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o permitiu uma monitoriza&ccedil;&atilde;o muito pr&oacute;xima para aferir em detalhe todos os par&acirc;metros reprodutores, de forma a salvaguardar a necess&aacute;ria tranquilidade das aves, mas o ICNF confirmou a presen&ccedil;a de cinco ninhos e a reprodu&ccedil;&atilde;o bem-sucedida num deles. A cria, um jovem macho, foi marcado com emissor GPS/GSM e batizado de Pousio.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/vidigueira(1).jpeg" width="900" height="675" alt="" /><br />
<p class="legenda">Marca&ccedil;&atilde;o do abutre-preto Pousio, a &uacute;nica cria de 2024 na recente col&oacute;nia da Vidigueira. Fotografia LPN.</p>
<strong><br />
Monitoriza&ccedil;&atilde;o em Espanha</strong><br />
<br />
O projeto LIFE Aegypius Return prev&ecirc; tamb&eacute;m a monitoriza&ccedil;&atilde;o do abutre-preto nas Zonas de Prote&ccedil;&atilde;o Especial (ZPE) Sierra de Gata y Valle de las Pilas (SGVP) e Canchos de Ramiro y Ladronera (CRL), em Espanha. Estes trabalhos est&atilde;o a cargo do parceiro local Fundaci&oacute;n Naturaleza y Hombre (FNYH) que, no ano passado, registou um total de 157 casais nidificantes, que produziram 103 crias recrutadas para a popula&ccedil;&atilde;o. Este ano, no total das duas ZPE, contabilizaram-se 153 casais nidificantes e 90 crias recrutadas para a popula&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
Na ZPE Campo de Azaba, a terceira ZPE em Espanha abrangida pelo projeto, a esp&eacute;cie n&atilde;o tem nidifica&ccedil;&atilde;o confirmada, mas a FNYH mant&eacute;m prospe&ccedil;&atilde;o no terreno. Na mesma ZPE, gerem tamb&eacute;m um campo de alimenta&ccedil;&atilde;o para aves necr&oacute;fagas e monitorizam detalhadamente o n&uacute;mero de abutres-pretos e outras esp&eacute;cies necr&oacute;fagas que o utilizam.<br />
<br />
<strong>Consolidar o regresso da esp&eacute;cie</strong><br />
<br />
Apesar dos resultados animadores para a conserva&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie, as equipas do projeto LIFE Aegypius Return n&atilde;o baixam os bra&ccedil;os. At&eacute; 2027, h&aacute; ainda muito trabalho a ser feito, por exemplo, no refor&ccedil;o da disponibilidade de alimento e de locais de nidifica&ccedil;&atilde;o, e no combate a amea&ccedil;as. Destas, destaca-se a colabora&ccedil;&atilde;o com o ICNF e a Guarda Nacional Republicana na implementa&ccedil;&atilde;o do Programa Ant&iacute;doto, bem como o apoio ao setor da ca&ccedil;a para acelerar a transi&ccedil;&atilde;o para o uso de muni&ccedil;&otilde;es sem chumbo. O projeto trabalha ainda a componente imaterial de valoriza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os dos ecossistemas prestados pelo abutre-preto, ao n&iacute;vel da perce&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica e educa&ccedil;&atilde;o ambiental.<br />
<br />
Os parceiros LIFE Aegypius Return agradecem a todas as pessoas e entidades direta ou indiretamente implicadas nos trabalhos de monitoriza&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie, que assim contribuem para a eficaz implementa&ccedil;&atilde;o do projeto e para a sua recupera&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
O projeto LIFE Aegypius Return &eacute; cofinanciado pelo programa LIFE da Uni&atilde;o Europeia. O seu sucesso depende do envolvimento de todos os intervenientes relevantes, e da colabora&ccedil;&atilde;o dos parceiros: a Vulture Conservation Foundation (VCF), o benefici&aacute;rio coordenador, e os parceiros locais Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural (com cofinanciamento da Viridia - Conservation in Action), Herdade da Contenda, Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, Liga para a Protec&ccedil;&atilde;o da Natureza, Associa&ccedil;&atilde;o Transum&acirc;ncia e Natureza, Fundaci&oacute;n Naturaleza y Hombre, Guarda Nacional Republicana e Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Propriet&aacute;rios Rurais Gest&atilde;o Cineg&eacute;tica e Biodiversidade.&nbsp;]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Wed, 27 Nov 2024 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>LIFE SOS Pygargus: arrancou o projeto para salvar o tartaranhÃ£o-caÃ§ador e promover a produÃ§Ã£o cerealÃ­fera</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/life-sos-pygargus-3a-arrancou-o-projeto-para-salvar-o-tartaranhao-cacador-e-promover-a-producao-cerealifera-2024-2f11-2f27/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[O projeto LIFE SOS Pygargus, que vai unir agricultores, conservacionistas, cientistas e entidades governamentais para salvar o tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador (<em>Circus pygargus</em>) da extin&ccedil;&atilde;o em Portugal e na parte ocidental de Espanha, foi apresentado publicamente no dia 22 de novembro, num evento que decorreu no Miniaudit&oacute;rio de Miranda do Douro, no distrito de Bragan&ccedil;a. Este projeto junta esfor&ccedil;os sem precedentes dos dois lados da fronteira para travar o atual decl&iacute;nio acentuado das popula&ccedil;&otilde;es desta ave de rapina que nidifica no solo em campos abertos e tem na produ&ccedil;&atilde;o de cereais adaptada ao seu ciclo reprodutivo uma t&aacute;bua de salva&ccedil;&atilde;o. O projeto tem um or&ccedil;amento total de quase 11 milh&otilde;es de euros, 75% dos quais (oito milh&otilde;es de euros) financiados pelo Programa LIFE da Uni&atilde;o Europeia e ser&aacute; implementado no per&iacute;odo 2024-2030.<br />
<br />
<strong>Uma esp&eacute;cie migradora em risco de extin&ccedil;&atilde;o</strong><br />
<br />
Esta esp&eacute;cie migradora, que tem um estatuto de amea&ccedil;a &ldquo;Em Perigo&rdquo; de extin&ccedil;&atilde;o em Portugal, passa a primavera e o ver&atilde;o na Pen&iacute;nsula Ib&eacute;ria, vinda de &Aacute;frica, e enfrenta uma grande amea&ccedil;a: a ceifa precoce de cereais e culturas forrageiras em pleno per&iacute;odo de reprodu&ccedil;&atilde;o, que leva &agrave; destrui&ccedil;&atilde;o involunt&aacute;ria dos seus ninhos, ovos e crias, inviabilizando a sobreviv&ecirc;ncia de sucessivas gera&ccedil;&otilde;es e colocando em causa a exist&ecirc;ncia do tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador no seu territ&oacute;rio hist&oacute;rico. Envolver os agricultores na sua prote&ccedil;&atilde;o &eacute;, por isso, vital, e tamb&eacute;m ben&eacute;fico para o setor, j&aacute; que esta esp&eacute;cie elimina pragas para a agricultura, como insetos, roedores e aves de pequeno porte, prestando um importante servi&ccedil;o aos ecossistemas. Um casal de tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador &eacute; capaz de ingerir, durante uma &eacute;poca reprodutora, mais de 1000 animais prejudiciais &agrave;s culturas agr&iacute;colas.<br />
<br />
<strong>Os principais objetivos do projeto<br />
</strong><br />
Os principais objetivos deste projeto s&atilde;o reduzir significativamente a mortalidade e a destrui&ccedil;&atilde;o de ninhos, com uma meta de redu&ccedil;&atilde;o de 75% na mortalidade e um aumento de 50% na popula&ccedil;&atilde;o reprodutora, atrav&eacute;s de campanhas de salvamento e resgate; adaptar as pr&aacute;ticas agr&iacute;colas ao ciclo reprodutivo do tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador, promovendo o uso de variedades de cereais e forragens comercialmente vantajosas e que s&atilde;o mais compat&iacute;veis com as suas necessidades ecol&oacute;gicas, ao mesmo tempo que se incentiva o aumento da produ&ccedil;&atilde;o cereal&iacute;fera no pa&iacute;s para aumentar o habitat ideal para a esp&eacute;cie; e promover a consciencializa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica sobre a import&acirc;ncia da conserva&ccedil;&atilde;o desta ave, bem como fomentar a coopera&ccedil;&atilde;o entre Portugal e Espanha para a sua prote&ccedil;&atilde;o na zona transfronteiri&ccedil;a.<br />
<br />
Jos&eacute; Pereira, presidente da organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental de ambiente Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, entidade coordenadora do projeto, apresentou o LIFE SOS Pygargus em representa&ccedil;&atilde;o de todos os parceiros, num evento que contou com a participa&ccedil;&atilde;o de cerca de 70 pessoas e 22 entidades.  Frisou a sua grande dimens&atilde;o e impacto a n&iacute;vel transfronteiri&ccedil;o e nacional, com objetivos ambiciosos e multissetoriais, que visam unir duas dimens&otilde;es que fazem parte de uma s&oacute;: a conserva&ccedil;&atilde;o da natureza, em particular desta esp&eacute;cie em risco de desaparecer, e o setor agr&iacute;cola, apoiando os agricultores e incentivando a produ&ccedil;&atilde;o cereal&iacute;fera.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/1000162637.jpg" width="1968" height="959" alt="" /><br />
<p class="legenda">Fotografia de grupo com os representantes das entidades parceiras do projeto. Palombar.</p>
<br />
Sandra Sarmento, Diretora Regional da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e Florestas do Norte, felicitou a oportunidade e relev&acirc;ncia deste projeto, resultado de mais uma parceria transfronteiri&ccedil;a e multissetorial coordenada pela Palombar, reconhecendo a import&acirc;ncia da coopera&ccedil;&atilde;o e do envolvimento de todos na sua implementa&ccedil;&atilde;o. &ldquo;Este &eacute; um projeto da maior relev&acirc;ncia para a conserva&ccedil;&atilde;o do tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador, esp&eacute;cie em risco de extin&ccedil;&atilde;o em Portugal e Espanha, que tem na ceifa precoce de cereais e culturas forrageiras a maior amea&ccedil;a &agrave; sua reprodu&ccedil;&atilde;o. O m&eacute;rito desta a&ccedil;&atilde;o passa, assim, pela integra&ccedil;&atilde;o e envolvimento dos agricultores e das comunidades locais na implementa&ccedil;&atilde;o de boas pr&aacute;ticas agr&iacute;colas e no uso de variedades de cereais e forragens adaptadas &agrave;s necessidades ecol&oacute;gicas desta esp&eacute;cie, assegurando, em simult&acirc;neo, a vitalidade econ&oacute;mica e a sustentabilidade deste setor&rdquo;, disse.<br />
<br />
Helena Barril, presidente da C&acirc;mara Municipal de Miranda do Douro, sublinhou a grandiosidade deste projeto e a sua capacidade para salvaguardar o patrim&oacute;nio natural &uacute;nico da regi&atilde;o, e, ao mesmo tempo, sensibilizar as comunidades locais para a import&acirc;ncia de conservar a esp&eacute;cie-alvo, em benef&iacute;cio dos agricultores e dos ecossistemas.<br />
<br />
J&aacute; Mar&iacute;a Jes&uacute;s Palacios Gonz&aacute;lez, Diretora de Programas de Conserva&ccedil;&atilde;o da Junta de Extremadura, em Espanha, referiu a import&acirc;ncia da coopera&ccedil;&atilde;o ib&eacute;rica neste projeto de larga escala para salvar uma esp&eacute;cie que encontra em Portugal e Espanha o seu habitat ideal e hist&oacute;rico de reprodu&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
Jo&atilde;o Paulo Silva, bi&oacute;logo e investigador no BIOPOLIS/CIBIO-InBIO - Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Biodiversidade e Recursos Gen&eacute;ticos da Universidade do Porto, destacou, por sua vez, o papel-chave da componente cient&iacute;fica neste projeto, que permitir&aacute; desenvolver estudos e obter dados valiosos para garantir a conserva&ccedil;&atilde;o e gest&atilde;o mais eficaz das popula&ccedil;&otilde;es de tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador na Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica.<br />
<br />
Bernardo Albino, da ANPOC - Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Produtores de Proteaginosas, Oleaginosas e Cereais, reconheceu igualmente o potencial do projeto para incentivar e impulsionar a produ&ccedil;&atilde;o de cereais no pa&iacute;s, em especial no Planalto Mirand&ecirc;s, aliando a conserva&ccedil;&atilde;o do tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador &agrave; produtividade e rentabilidade agr&iacute;cola.<br />
<br />
Marta Barradas, em representa&ccedil;&atilde;o do Clube de Produtores Continente - MC (Grupo Sonae), enfatizou a import&acirc;ncia deste projeto, que ser&aacute; capaz de promover a conserva&ccedil;&atilde;o de uma esp&eacute;cie amea&ccedil;ada de extin&ccedil;&atilde;o, enquanto incentiva a produ&ccedil;&atilde;o nacional de cereais para o fabrico de p&atilde;o com valor acrescentado e diferenciado para as lojas Continente, e cuja venda contribui, tamb&eacute;m, para sensibilizar os consumidores para esta causa.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/1732620576224.jpg" width="1992" height="1385" alt="" /><br />
<p class="legenda">Jos&eacute; Pereira, presidente da Palombar, e Helena Barril, presidente da C&acirc;mara Municipal de Miranda do Douro, na sess&atilde;o p&uacute;blica de apresenta&ccedil;&atilde;o do projeto. Fotografia Palombar.</p>
<strong><br />
Projeto implementado em &aacute;reas da Rede Natura 2000 conta com 17 parceiros</strong><br />
<br />
O LIFE SOS Pygargus ser&aacute; implementado em 49 Zonas de Prote&ccedil;&atilde;o Especial da Rede Natura 2000 e &aacute;reas adjacentes em Portugal e no oeste de Espanha que albergam a maior parte das popula&ccedil;&otilde;es portuguesas e transfronteiri&ccedil;as de tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador. Estas &aacute;reas s&atilde;o essenciais para a sobreviv&ecirc;ncia e expans&atilde;o da esp&eacute;cie e para assegurar a conectividade da rede.<br />
<br />
O projeto, coordenado pela Palombar, conta com 17 parceiros, dos quais 13 s&atilde;o entidades portuguesas e quatro s&atilde;o espanholas: Associa&ccedil;&atilde;o BIOPOLIS-CIBIO, AEPGA - Associa&ccedil;&atilde;o para o Estudo e Prote&ccedil;&atilde;o do Gado Asinino, ANPOC - Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Produtores de Proteaginosas, Oleaginosas e Cereais, CCDR-N - Comiss&atilde;o de Coordena&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento Regional do Norte, EDIA - Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva SA, ICNF - Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas, INIAV - Instituto Nacional de Investiga&ccedil;&atilde;o Agr&aacute;ria e Veterin&aacute;ria, LPN - Liga para a Protec&ccedil;&atilde;o da Natureza, MC Shared Services SA, Modelo Continente Hipermercados SA, SPEA - Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, UTAD - Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro, Vita Nativa - Conserva&ccedil;&atilde;o do Ambiente, AMUS - Acci&oacute;n por el Mundo Salvaje, Consejeria de Agricultura, Ganaderia y Desarrollo Sostenible - Junta de Extremadura, GREFA - Grupo de Rehabilitaci&oacute;n de la Fauna Aut&oacute;ctona y su H&aacute;bitat e Universidad de Murcia.&nbsp;]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 25 Nov 2024 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Abutre-preto: vídeo revela o regresso de um gigante e uma notável história de conservação </title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/abutre-preto-3a-video-revela-o-regresso-de-um-gigante-e-uma-notavel-historia-de-conservacao-2024-2f11-2f25/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[O projeto LIFE Aegypius Return apresenta o v&iacute;deo de anima&ccedil;&atilde;o &quot;O Regresso de um Gigante&quot;, que conta a hist&oacute;ria do decl&iacute;nio e retorno do abutre-preto (<em>Aegypius monachus</em>), esta magn&iacute;fica ave, e est&aacute; dispon&iacute;vel em <u><a href="https://youtu.be/xYZcLbbZYaM">portugu&ecirc;s</a></u>, <u><a href="https://youtu.be/-E2T1ofVPIs">ingl&ecirc;s</a></u> e <u><a href="https://youtu.be/hOtcATSEB9Q">espanhol</a></u>. Veja esta not&aacute;vel hist&oacute;ria de conserva&ccedil;&atilde;o e recupera&ccedil;&atilde;o desta&nbsp;esp&eacute;cie que chegou a estar extinta como reprodutora no nosso pa&iacute;s, e que agora regista um regresso promissor em Portugal e no Oeste de Espanha.&nbsp;<br />
<br />
<strong>Uma recupera&ccedil;&atilde;o not&aacute;vel</strong><br />
<br />
O abutre-preto, uma ave majestosa com uma envergadura de tr&ecirc;s metros, foi outrora uma vis&atilde;o comum nos c&eacute;us da Europa. No entanto, a sua popula&ccedil;&atilde;o diminuiu drasticamente no s&eacute;culo XX, devido &agrave; perda de habitat, ao envenenamento de animais selvagens e &agrave; persegui&ccedil;&atilde;o direta. Na d&eacute;cada de 1970, a esp&eacute;cie estava extinta enquanto reprodutora em Portugal e, em Espanha, restavam pouco mais de 200 casais.<br />
<br />
A situa&ccedil;&atilde;o come&ccedil;ou a melhorar em Espanha, no final da d&eacute;cada de 1980, quando os esfor&ccedil;os de conserva&ccedil;&atilde;o dirigidos e a prote&ccedil;&atilde;o legal desencadearam uma recupera&ccedil;&atilde;o not&aacute;vel. A popula&ccedil;&atilde;o de abutres-pretos em Espanha p&ocirc;de crescer e, em 2010, a esp&eacute;cie recolonizou naturalmente Portugal, no Tejo Internacional, com aves de col&oacute;nias reprodutoras espanholas pr&oacute;ximas a come&ccedil;arem a nidificar e a reproduzir com sucesso. Em 2022, a popula&ccedil;&atilde;o de abutres-pretos em Portugal tinha aumentado para cerca de 40 casais, mas a esp&eacute;cie continuava fr&aacute;gil e o processo de recoloniza&ccedil;&atilde;o era lento e limitado.<br />
<br />
<strong>O Projeto LIFE Aegypius Return: Um novo cap&iacute;tulo na conserva&ccedil;&atilde;o</strong><br />
<br />
Para fazer face aos desafios que a popula&ccedil;&atilde;o de abutres-pretos continua a enfrentar, em 2022 teve in&iacute;cio o projeto LIFE Aegypius Return. Esta iniciativa transnacional e multidisciplinar visa consolidar e expandir a popula&ccedil;&atilde;o de abutres-pretos em Portugal e no oeste de Espanha. Os objetivos do projeto s&atilde;o ambiciosos: duplicar a popula&ccedil;&atilde;o reprodutora em Portugal, aumentar o sucesso reprodutor e melhorar a conetividade entre col&oacute;nias.<br />
<br />
Atrav&eacute;s de um conjunto de a&ccedil;&otilde;es, incluindo a reabilita&ccedil;&atilde;o e o <em>soft release</em> de abutres-pretos, a constru&ccedil;&atilde;o de plataformas de nidifica&ccedil;&atilde;o artificiais e a cria&ccedil;&atilde;o de esta&ccedil;&otilde;es de alimenta&ccedil;&atilde;o suplementar, o projeto est&aacute; a trabalhar para mitigar as amea&ccedil;as e criar um ambiente seguro e pr&oacute;spero para a esp&eacute;cie. Ao envolver as comunidades locais e promover pr&aacute;ticas que ajudam as esp&eacute;cies necr&oacute;fagas, o projeto est&aacute; tamb&eacute;m a ajudar a reduzir os conflitos entre humanos e animais selvagens e a promover a coexist&ecirc;ncia com o abutre-preto.<br />
<br />
Todos os esfor&ccedil;os est&atilde;o a dar frutos, pois, ap&oacute;s um ano de projeto, em 2023, o n&uacute;mero de casais reprodutores registados em Portugal duplicou para 78-81. Os resultados de 2024 est&atilde;o quase fechados e ser&atilde;o divulgados em breve; as primeiras aves de <em>soft release</em> est&atilde;o a voar alegremente pela regi&atilde;o do Douro Internacional, e 34 crias j&aacute; foram amostradas e marcadas &ndash; contribuindo com informa&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica crucial para uma melhor conserva&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie. <br />
<br />
<strong>Junte-se &agrave; miss&atilde;o</strong><br />
<br />
O projeto LIFE Aegypius Return &eacute; um exemplo do poder da colabora&ccedil;&atilde;o na conserva&ccedil;&atilde;o. Cofinanciado pelo Programa LIFE da UE, o projeto re&uacute;ne um leque diversificado de partes interessadas, incluindo parceiros locais e autoridades nacionais, para trabalharem em prol de um objetivo comum. <br />
<br />
A uni&atilde;o de esfor&ccedil;os faz a real diferen&ccedil;a para esta impressionante esp&eacute;cie. Quer juntar-se a n&oacute;s? O primeiro passo pode ser t&atilde;o simples quanto partilhar este v&iacute;deo para ajudar a divulgar a import&acirc;ncia da conserva&ccedil;&atilde;o do abutre-preto.<br />
<br />
Mas h&aacute; muitas outras formas de participar. Se vive em Portugal ou em Espanha, pode desempenhar um papel decisivo para nos ajudar a combater o crime contra a vida selvagem. Se se deparar com alguma atividade suspeita, informe imediatamente as autoridades. A sua den&uacute;ncia pode contribuir para levar os criminosos &agrave; justi&ccedil;a e dissuadir estes crimes, ajudando os abutres-pretos.<br />
<br />
<strong>Juntos, podemos criar um futuro mais seguro para o abutre-preto. Todas as a&ccedil;&otilde;es contam!</strong><br />
<br />
O projeto LIFE Aegypius Return &eacute; cofinanciado pelo programa LIFE da Uni&atilde;o Europeia. O seu sucesso depende do envolvimento de todos os intervenientes relevantes, e da colabora&ccedil;&atilde;o dos parceiros: a Vulture Conservation Foundation (VCF), o benefici&aacute;rio coordenador, e os parceiros locais Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural (com cofinanciamento da Viridia - Conserva&ccedil;&atilde;o em A&ccedil;&atilde;o e da MAVA - Fondation pour la Nature), Herdade da Contenda, Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, Liga para a Protec&ccedil;&atilde;o da Natureza, Faia Brava - Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza, Fundaci&oacute;n Naturaleza y Hombre, Guarda Nacional Republicana e Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Propriet&aacute;rios Rurais Gest&atilde;o Cineg&eacute;tica e Biodiversidade.<br />]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Tue, 05 Nov 2024 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Abutres-pretos já exploram o Douro Internacional fora da jaula de aclimatação</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/abutres-pretos-ja-exploram-o-douro-internacional-fora-da-jaula-de-aclimatacao-2024-2f11-2f05/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[Conhe&ccedil;a as aves que dever&atilde;o refor&ccedil;ar a col&oacute;nia mais isolada do pa&iacute;s. Ar&ccedil;&atilde;, Alfavaca, Azedinha e Almeir&atilde;o: estes s&atilde;o os nomes atribu&iacute;dos aos quatro abutres-pretos (<em>Aegypius monachus</em>), tr&ecirc;s f&ecirc;meas e um macho, que estiveram na jaula de aclimata&ccedil;&atilde;o constru&iacute;da no &acirc;mbito do projeto LIFE Aegypius Return no Parque Natural do Douro Internacional. A jaula foi aberta no domingo, <u><a href="https://www.palombar.pt/pt/atividades/devolucao-a-natureza-de-quatro-abutres-pretos-apos-um-periodo-de-adaptacao-no-parque-natural-do-douro-internacional-2024-2f11-2f04/">3 de novembro</a></u>, e, depois de terem adiado um pouco o regresso &agrave; liberdade, j&aacute; come&ccedil;am a fazer, na manh&atilde; de segunda-feira, 4 de novembro, as primeiras incurs&otilde;es fora da estrutura. <br />
<br />
<strong>Nomes celebram patrim&oacute;nio natural</strong><br />
<br />
Os nomes dos abutres foram escolhidos por alunos e alunas do 7.&ordm; ano do Agrupamento de Escolas Guerra Junqueiro, de Freixo de Espada &agrave; Cinta, durante a&ccedil;&otilde;es de sensibiliza&ccedil;&atilde;o sobre o projeto e educa&ccedil;&atilde;o ambiental desenvolvidas em meio escolar pela equipa do Departamento de Educa&ccedil;&atilde;o Ambiental e bi&oacute;logos da Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural.<br />
<br />
Por terem sido os primeiros abutres a integrar este programa de <em>soft release</em>, todos receberam nomes iniciados pela letra A. Os nomes s&atilde;o tamb&eacute;m alusivos ao patrim&oacute;nio natural e cultural da regi&atilde;o:<br />
<br />
<strong>Ar&ccedil;&atilde;</strong>: &eacute; o nome dado, em Tr&aacute;s-os-Montes, a uma esp&eacute;cie de rosmaninho;<br />
<strong>Alfavaca</strong>: &eacute; uma planta arom&aacute;tica. Os alunos escolheram este nome porque, segundo explicaram, &quot;esta planta &eacute; utilizada para tratar infe&ccedil;&otilde;es e feridas. E, tal como a planta cuida de n&oacute;s, o abutre-preto tamb&eacute;m cuida de todos, porque faz parte da patrulha de limpeza da natureza&quot;;<br />
<strong>Azedinha</strong>: nome que alude ao est&ocirc;mago dos abutres, que &eacute; muito &aacute;cido ou &ldquo;azedo&rdquo;;<br />
<strong>Almeir&atilde;o</strong>: &eacute; uma planta herb&aacute;cea nativa do sul da Europa, que quiseram homenagear. <br />
<br />
<strong>Abutres foram resgatados e reabilitados em centros de recupera&ccedil;&atilde;o para a fauna</strong><br />
<br />
Estes quatro abutres-pretos inauguraram a jaula de aclimata&ccedil;&atilde;o constru&iacute;da no concelho de Freixo de Espada &agrave; Cinta, numa propriedade do parceiro de projeto Faia Brava - Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza. <br />
<br />
Todos estes abutres s&atilde;o juvenis, nascidos em liberdade (dois em 2022 e dois em 2023), tendo sido encontrados debilitados em v&aacute;rios pontos do pa&iacute;s. Foram reabilitados em diversos centros de recupera&ccedil;&atilde;o: CARAS - Centro de Acolhimento e Recupera&ccedil;&atilde;o de Animais Silvestres (&Eacute;vora), dois deles; outro no CERAS - Centro de Estudos e Recupera&ccedil;&atilde;o de Animais Selvagens (Castelo Branco); e, mais um no CRASM - Centro de Recupera&ccedil;&atilde;o de Animais Selvagens de Montejunto (Tojeira, Cadaval). Posteriormente, todos foram transferidos para o CERAS, onde terminaram a sua reabilita&ccedil;&atilde;o, e da&iacute; para a jaula, que foi inaugurada a 21 de maio de 2024. A introdu&ccedil;&atilde;o dos abutres na jaula foi acompanhada por equipas de veterin&aacute;rios do CERAS e do Centro de Recupera&ccedil;&atilde;o de Animais Selvagens do Hospital Veterin&aacute;rio da Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro (CRAS/HV-UTAD), que tamb&eacute;m apoiaram durante a recolha de amostras biol&oacute;gicas e a coloca&ccedil;&atilde;o de emissores GPS/GSM.<br />
<br />
<strong>Aclimatizar para fidelizar</strong><br />
<br />
A jaula de aclimata&ccedil;&atilde;o foi constru&iacute;da com o objetivo de receber abutres-pretos provenientes de centros de recupera&ccedil;&atilde;o para a fauna, para que se possam adaptar ao ambiente natural de forma gradual e fidelizar-se &agrave; regi&atilde;o. O objetivo &eacute; refor&ccedil;ar a col&oacute;nia reprodutiva transfronteiri&ccedil;a do Douro Internacional, que &eacute; bastante fr&aacute;gil pelo seu reduzido tamanho e por ser a mais isolada das col&oacute;nias em Portugal, sendo que a mesma possui casais tamb&eacute;m no territ&oacute;rio espanhol cont&iacute;guo. Atrav&eacute;s deste programa de <em>soft release</em>, o projeto LIFE Aegypius Return prev&ecirc; devolver &agrave; natureza na referida &aacute;rea 20 abutres-pretos at&eacute; 2027. <br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/DSC03086.JPG" width="900" height="599" alt="" />
<p class="legenda">Os quatro abutres-pretos da jaula de aclimata&ccedil;&atilde;o. Fotografia Uliana de Castro/Palombar.<br />
&nbsp;</p>
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/Observa&ccedil;&atilde;o evento alimenta&ccedil;&atilde;o no exterior.jpg" width="640" height="360" alt="" />
<p class="legenda">Os quatro abutres-pretos em aclimata&ccedil;&atilde;o a observar um evento de alimenta&ccedil;&atilde;o com v&aacute;rias aves necr&oacute;fagas, em frente &agrave; jaula. Fotografia c&acirc;mara de videovigil&acirc;ncia.<strong><br />
<br />
</strong></p>
<strong>O t&iacute;mido regresso &agrave; liberdade: o incentivo do abutre-preto Arribes e as perip&eacute;cias com um grifo curioso</strong><br />
<br />
No domingo, 3 de novembro de 2024, o regresso dos quatro abutres-pretos &agrave; liberdade foi celebrado com um evento aberto ao p&uacute;blico, organizado pela Palombar. O evento incluiu uma caminhada e v&aacute;rios momentos de sensibiliza&ccedil;&atilde;o ambiental, e contou com cerca de 30 participantes. A abertura da jaula foi observada a grande dist&acirc;ncia pela maioria dos presentes, a partir do Miradouro do Carrascalinho, respeitando a necess&aacute;ria tranquilidade das aves. Apenas um grupo muito reduzido de pessoas se deslocou at&eacute; ao local onde est&aacute; instalada a estrutura.<br />
<br />
Seguindo os procedimentos estabelecidos para o <em>soft release</em>, a liberta&ccedil;&atilde;o das aves &eacute; feita com o m&iacute;nimo contacto com seres humanos, para n&atilde;o perturbar as aves. A jaula foi aberta pelo criador de gado e pastor N&eacute;lson Cordeiro, em representa&ccedil;&atilde;o deste setor de atividade fundamental para a conserva&ccedil;&atilde;o do abutre-preto, em conjunto com Ant&oacute;nio Pinto, da Uni&atilde;o das Freguesias de Lagoa&ccedil;a e Fornos, que tem colaborado de forma ativa na sensibiliza&ccedil;&atilde;o da comunidade local para a import&acirc;ncia dos abutres e dos seus servi&ccedil;os de ecossistema.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/N&eacute;lson Cordeiro_pastor e criador de gado a abrir a jaula.JPG" width="900" height="598" alt="" /> <br />
<p class="legenda">N&eacute;lson Cordeiro, pastor e criador de gado a abrir a jaula de aclimata&ccedil;&atilde;o. Fotografia Uliana de Castro/Palombar.<br />
&nbsp;</p>
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/DSC03001.JPG" width="900" height="598" alt="" />
<p class="legenda">Participantes a observar a abertura da jaula de aclimata&ccedil;&atilde;o, &agrave; dist&acirc;ncia, a partir do Miradouro do Carrascalinho. Fotografia Uliana de Castro/Palombar.</p>
<br />
Depois da jaula aberta, os abutres decidem quando querem sair, sem interven&ccedil;&atilde;o dos t&eacute;cnicos do projeto. A espera pela sa&iacute;da acabou por ser bastante prolongada! Os quatro abutres decidiram permanecer mais uma noite na jaula, j&aacute; aberta, e s&oacute; sa&iacute;ram no dia seguinte, segunda-feira, 4 de novembro, pelas 11h21.&nbsp;Aparentemente, precisaram do incentivo do Arribes, um outro abutre-preto juvenil, que nasceu este ano na col&oacute;nia do Douro Internacional e que recebeu um emissor GPS/GSM. O Arribes acabou por entrar na jaula e &ldquo;chamar&rdquo; os seus pares, que o seguiram para o exterior muito timidamente. Do exterior, toda a cena era observada por um grifo (<em>Gyps fulvus</em>) curioso, que se foi aproximando e que gerou animosidade entre os cinco abutres-pretos. O Arribes acabou por se afastar, voando, e os quatro abutres, no limiar da porta, deixaram o grifo entrar na jaula e alimentar-se dos restos de carne que ainda l&aacute; havia. A pouco e pouco, os quatro abutres foram explorando o ambiente exterior e j&aacute; passaram a primeira noite em liberdade.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/2.jpeg" width="896" height="512" alt="" /><br />
<p class="legenda">Cinco abutres-pretos: os quatro da aclimata&ccedil;&atilde;o e o jovem Arribes, que entrou momentaneamente na jaula. Fotografia c&acirc;mara de videovigil&acirc;ncia.<br />
&nbsp;</p>
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/3.jpeg" width="896" height="512" alt="" />
<p class="legenda">Os quatro abutres-pretos da aclimata&ccedil;&atilde;o no exterior da jaula e um grifo no interior. Fotografia c&acirc;mara de videovigil&acirc;ncia.<br />
&nbsp;</p>
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/mapa.png" width="882" height="766" alt="" /><br />
<p class="legenda">Movimentos do abutre-preto Alfavaca, no primeiro dia de regresso &agrave; liberdade.</p>
<br />
Os parceiros LIFE Aegypius Return agradecem a todas as pessoas e entidades envolvidas no resgate, reabilita&ccedil;&atilde;o, aclimata&ccedil;&atilde;o e devolu&ccedil;&atilde;o &agrave; liberdade dos quatro abutres-pretos: Centros de Recupera&ccedil;&atilde;o mencionados e aos seus m&eacute;dicos-veterin&aacute;rios, Guarda Nacional Republicana (GNR), nomeadamente Servi&ccedil;o de Prote&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Ambiente (SEPNA), Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas (ICNF) e respetivos Vigilantes da Natureza, criadores de gado, Junta da Uni&atilde;o das Freguesias de Lagoa&ccedil;a e Fornos, comunidade do Agrupamento de Escolas Guerra Junqueiro, e cidad&atilde;os individuais que t&ecirc;m participado e apoiado as a&ccedil;&otilde;es do projeto LIFE Aegypius Return. <br />
<br />
<strong>Sobre o projeto</strong><br />
<br />
O projeto <u><a href="https://4vultures.org/pt/life-aegypius-return/">LIFE Aegypius Return</a></u> &eacute; cofinanciado pelo programa LIFE da Uni&atilde;o Europeia. O seu sucesso depende do envolvimento de todos os <em>stakeholders</em> relevantes e da colabora&ccedil;&atilde;o dos parceiros, a Vulture Conservation Foundation (VCF), benefici&aacute;rio coordenador, e os parceiros locais Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural (que conta com cofinanciamento da Viridia - Conservation in Action e MAVA - Fondation pour la Nature), Herdade da Contenda, Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, Liga para a Protec&ccedil;&atilde;o da Natureza,  Faia Brava - Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza, Fundaci&oacute;n Naturaleza y Hombre, Guarda Nacional Republicana e Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Propriet&aacute;rios Rurais Gest&atilde;o Cineg&eacute;tica e Biodiversidade.]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 31 Oct 2024 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Abutres-pretos da jaula de aclimatação no Douro Internacional já têm nome e vão abraçar a liberdade</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/abutres-pretos-da-jaula-de-aclimatacao-no-douro-internacional-ja-tem-nome-e-vao-abracar-a-liberdade-2024-2f10-2f31/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[Ar&ccedil;&atilde;, Alfavaca, Azedinha e Almeir&atilde;o: estes s&atilde;o os nomes atribu&iacute;dos aos quatro abutres-pretos, tr&ecirc;s f&ecirc;meas e um macho, que se encontram na jaula de aclimata&ccedil;&atilde;o constru&iacute;da no &acirc;mbito do projeto LIFE Aegypius Return no Parque Natural do Douro Internacional, a qual ser&aacute; aberta este domingo, 3 de novembro, permitindo &agrave;s aves abra&ccedil;ar novamente a plena liberdade.<br />
<br />
Os nomes dos abutres foram escolhidos por alunos e alunas do 7.&ordm; ano do Agrupamento de Escolas Guerra Junqueiro de Freixo de Espada &agrave; Cinta, durante a&ccedil;&otilde;es de sensibiliza&ccedil;&atilde;o e educa&ccedil;&atilde;o ambiental sobre o projeto desenvolvidas em meio escolar pela equipa do Departamento de Educa&ccedil;&atilde;o Ambiental e bi&oacute;logos da Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural. Por serem os primeiros abutres a terem dado entrada na jaula, receberam todos nomes iniciados pela letra A.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/Atividade na escola foto Palombar.jpg" width="500" height="375" alt="" /><img src="http://www.palombar.pt/imagens/Atividade na escola para escolha dos nomes foto Palombar.jpg" width="500" height="259" alt="" /><br />
<p class="legenda">A&ccedil;&otilde;es de educa&ccedil;&atilde;o e sensibiliza&ccedil;&atilde;o ambiental no Agrupamento de Escolas Guerra<br />
Junqueiro de Freixo de Espada &agrave; Cinta. Fotografias Palombar.<br />
<strong><br />
</strong></p>
<strong>Porqu&ecirc; estes nomes?</strong><br />
<br />
<strong>Ar&ccedil;&atilde;</strong>: &eacute; o nome dado, em Tr&aacute;s-os-Montes, a uma esp&eacute;cie de rosmaninho;<br />
<br />
<strong>Alfavaca</strong>: &eacute; uma planta arom&aacute;tica. Os alunos escolheram este nome porque, segundo explicaram, &quot;esta planta &eacute; utilizada para tratar infe&ccedil;&otilde;es e feridas. E, tal como a planta cuida de n&oacute;s, o abutre-preto tamb&eacute;m cuida de todos porque faz parte da patrulha de limpeza da natureza&quot;;<br />
<br />
<strong>Azedinha</strong>: nome dado devido a uma caracter&iacute;stica do est&ocirc;mago dos abutres, &eacute; muito &aacute;cido ou &ldquo;azedo&rdquo;;<br />
<br />
<strong>Almeir&atilde;o</strong>: &eacute; uma planta herb&aacute;cea nativa do sul da Europa, que quiseram homenagear.<br />
<br />
A jaula, constru&iacute;da no concelho de Freixo de Espada &agrave; Cinta, numa propriedade do nosso parceiro Faia Brava - Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza, ser&aacute; aberta numa <u><a href="https://www.palombar.pt/pt/atividades/devolucao-a-natureza-de-quatro-abutres-pretos-apos-um-periodo-de-adaptacao-no-parque-natural-do-douro-internacional-2024-2f11-2f04/">jornada</a></u> dedicada &agrave; apresenta&ccedil;&atilde;o e divulga&ccedil;&atilde;o do projeto, que ter&aacute; lugar em Lagoa&ccedil;a e Fornos este domingo, 3 de novembro. Esta jornada integra tamb&eacute;m uma caminhada, a devolu&ccedil;&atilde;o &agrave; natureza de dois grifos e, ainda, uma a&ccedil;&atilde;o de planta&ccedil;&atilde;o de &aacute;rvores aut&oacute;ctones em territ&oacute;rio do PNDI, no contexto do projeto VISITEC da Associa&ccedil;&atilde;o para o Estudo e Protec&ccedil;&atilde;o do Gado Asinino, que tem como parceiro a Palombar.<br />
<br />
<strong>Abutres foram resgatados e reabilitados em centros de recupera&ccedil;&atilde;o de fauna silvestre</strong><br />
<br />
Os abutres-pretos foram transportados para esta jaula na primavera deste ano para que pudessem passar por um processo de adapta&ccedil;&atilde;o ao meio natural, antes de serem devolvidos &agrave; natureza. Anteriormente, tinham sido resgatados e reabilitados no CARAS - Centro de Acolhimento e Recupera&ccedil;&atilde;o de Animais Silvestres (&Eacute;vora), dois deles; outro no CERAS - Centro de Estudos e Recupera&ccedil;&atilde;o de Animais Selvagens (Castelo Branco) e mais um no CRASM - Centro de Recupera&ccedil;&atilde;o de Animais Selvagens de Montejunto (Tojeira, Cadaval). Quando deram entrada na jaula, os abutres tiveram o seu estado de sa&uacute;de avaliado por uma equipa de veterin&aacute;rios do CRAS-HV-UTAD - Centro de Recupera&ccedil;&atilde;o de Animais Selvagens do Hospital Veterin&aacute;rio da Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro, e ainda durante as marca&ccedil;&otilde;es das aves com emissores GPS/GSM.<br />
<br />
<strong>Jaula foi instalada para aumentar col&oacute;nia transfronteiri&ccedil;a do Douro Internacional</strong><br />
<br />
A jaula de aclimata&ccedil;&atilde;o foi constru&iacute;da com o objetivo de receber abutres-pretos provenientes de centros de recupera&ccedil;&atilde;o de fauna silvestre para que se possam adaptar ao ambiente natural de forma gradual e fixar-se na regi&atilde;o, com vista a potenciar o aumento daquela que &eacute; uma das menores col&oacute;nias da esp&eacute;cie em Portugal e a mais fr&aacute;gil devido ao seu isolamento e tamanho reduzido, a do Douro Internacional. O projeto <u><a href="https://4vultures.org/life-aegypius-return/">LIFE Aegypius Return</a></u> prev&ecirc;, at&eacute; 2027, devolver &agrave; natureza, nesta &aacute;rea protegida, 20 abutres-pretos.<br />
<br />
Este projeto &eacute; financiado pelo programa LIFE da Uni&atilde;o Europeia e tem cofinanciamento da Viridia - Conservation in Action e da Funda&ccedil;&atilde;o MAVA - Fundation pour la Nature, sendo implementado por um cons&oacute;rcio que integra as seguintes entidades: Vulture Conservation Foundation - organiza&ccedil;&atilde;o coordenadora do projeto -, Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, Herdade da Contenda, Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, Liga para a Prote&ccedil;&atilde;o da Natureza, Faia Brava - Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza, Fundaci&oacute;n Naturaleza y Hombre, Guarda Nacional Republicana e Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Propriet&aacute;rios Rurais, Gest&atilde;o Cineg&eacute;tica e Biodiversidade.&nbsp;]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Tue, 29 Oct 2024 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Abutres: marcos da cultura pop ou o eterno fado do mau agoiro?</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/abutres-3a-marcos-da-cultura-pop-ou-o-eterno-fado-do-mau-agoiro-3f-2024-2f10-2f29/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[Da pol&iacute;tica aos memes e &agrave; literatura, os abutres est&atilde;o na moda! Mas poder&aacute; a cultura pop tornar-se numa preocupa&ccedil;&atilde;o para a conserva&ccedil;&atilde;o destas aves? <br />
<br />
Rui Rocha, deputado na Assembleia da Rep&uacute;blica e presidente da Iniciativa Liberal, ironizou recentemente na <u><a href="https://x.com/ruirochaliberal/status/1850555256314200254?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1850555256314200254%7Ctwgr%5E4ebfb34efaca85aeb04623ceb3aa4af286fe1de1%7Ctwcon%5Es1_&amp;ref_url=https%3A%2F%2Fwww2.noticiasaominuto.com%2Fpolitica%2F2658864%2Fhilariante-e-como-se-especies-de-abutres-discutissem-entre-si">rede social X</a></u> (antigo Twitter) que &eacute; &ldquo;<em>Hilariante ver abutres radicais afirmarem que o seu abutrismo pol&iacute;tico &eacute; diferente do abutrismo de sinal oposto</em>&rdquo;. Completou a sua analogia com uma refer&ecirc;ncia ornitol&oacute;gica, listando as esp&eacute;cies de aves necr&oacute;fagas que podem ser vistas no nosso pa&iacute;s: &ldquo;<em>&Eacute; como se as 4 esp&eacute;cies de abutres que h&aacute; em Portugal - grifo, quebra-ossos, abutre-preto e britango - discutissem entre si o tamanho das asas ou a cor do bico</em>.&rdquo; J&aacute; uns dias antes, Rui Rocha associava os abutres &agrave; desorganiza&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica, afirmando que os abutres se alimentam &ldquo;<em>de caos e desordem</em>&rdquo;.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/tweet1.jpg" width="400" height="240" alt="" /><img src="http://www.palombar.pt/imagens/tweet2.jpg" width="400" height="240" alt="" />
<p class="legenda">Tweets partilhados por Rui Rocha.</p>
<br />
A alus&atilde;o &agrave; necrofagia como oportunismo pol&iacute;tico, financeiro ou social n&atilde;o &eacute; recente e, das v&aacute;rias esp&eacute;cies de vida selvagem que se alimentam oportunisticamente quando ocorre uma morte &ndash; que representa uma imprevis&iacute;vel e moment&acirc;nea disponibilidade de recursos &ndash;, os abutres parecem ganhar a ta&ccedil;a!<br />
<br />
Em 2016, aquando da reestrutura&ccedil;&atilde;o do Banco Esp&iacute;rito Santo e a cria&ccedil;&atilde;o do Novo Banco, debateu-se largamente sobre os acionistas deste &uacute;ltimo estarem associados a &ldquo;<u><a href="https://www.jornaldenegocios.pt/empresas/banca---financas/detalhe/mariana_mortagua_teme_que_fundos_abutres_fiquem_donos_do_novo_banco">fundos abutres</a></u>&rdquo;, que poderiam expor o banco &agrave; especula&ccedil;&atilde;o no setor da banca. A met&aacute;fora com abutres &eacute; tamb&eacute;m recorrentemente utilizada no contexto de pr&aacute;ticas especulativas no <u><a href="https://expresso.pt/economia/2020-09-23-Pandemia-atraiu-abutres-do-imobiliario-mas-sector-esta-a-resistir">setor imobili&aacute;rio</a></u>, em que potenciais investidores tentam alegadamente gerar lucros milion&aacute;rios sobre um mercado em crise e que gera desespero na popula&ccedil;&atilde;o em geral.<br />
<br />
<strong>Abutres representados como entidades sombrias e m&oacute;rbidas est&aacute; enraizado na nossa cultura</strong><br />
<br />
A personifica&ccedil;&atilde;o dos abutres em entidades sombrias e m&oacute;rbidas, com motiva&ccedil;&otilde;es predat&oacute;rias e oportunistas, est&aacute; enraizada na nossa cultura, sendo comum a sua associa&ccedil;&atilde;o a personagens ou ambientes descritos na m&uacute;sica e na literatura. Vejam-se os abutres da premoni&ccedil;&atilde;o, de <u><a href="https://www.youtube.com/watch?v=OixLBJVu2aQ">Salvador Sobral</a></u>, que &ldquo;entre sombras voltam&rdquo; com &ldquo;a bruma e a Lua sem pedir perd&atilde;o&rdquo;; os &ldquo;abutres de deus&rdquo;, de <u><a href="https://www.youtube.com/watch?v=TmKrQq7PXvE">Bizarra Locomotiva</a></u>, &ldquo;falsos profetas&rdquo; e &ldquo;predadores cru&eacute;is&rdquo;, ou, ainda, os &ldquo;falsos l&iacute;deres que se autointitulam como os donos da raz&atilde;o&rdquo; descritos em &ldquo;A nossa vis&atilde;o&rdquo;, dos <u><a href="https://www.youtube.com/watch?v=OwBxPkMq3jA">Dealema</a></u>.<br />
<br />
Em grandes obras liter&aacute;rias, como, por exemplo, &quot;Levantado do Ch&atilde;o&quot;, de Jos&eacute; Saramago, ou &quot;O Vento Assobiando nas Gruas&quot;, de L&iacute;dia Jorge, recentemente adaptado para o cinema, &eacute; frequente o retrato dos abutres como seres vigilantes, de olhar atento e predat&oacute;rio sobre os menos favorecidos, sempre em contexto de opress&atilde;o ou degrada&ccedil;&atilde;o moral.<br />
<br />
Os abutres figuram ainda em caricaturas, memes e outras express&otilde;es populares com inten&ccedil;&atilde;o pejorativa. Um caso recente e muito comentado foi o da socialite <u><a href="https://tviplayer.iol.pt/programa/tvi-jornal/63ef5eb50cf2665294d5f87a/video/663cbac40cf2a41c2ed57634">Betty Grafstein</a></u> que, em contexto de alegada viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica, se ter&aacute; referido ao marido, Jos&eacute; Castelo Branco, como &ldquo;um abutre&rdquo;.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/_DSC0754.jpg" width="900" height="598" alt="" /><br />
<p class="legenda">Abutres-pretos e pegas-rabudas a alimentarem-se. Fotografia Bruno Berthemy/VCF.</p>
<strong><br />
Abutres prestam important&iacute;ssimos servi&ccedil;os dos ecossistemas</strong><br />
<br />
Se podemos aceitar uma certa liberdade art&iacute;stica criativa associada ao universo da necrofagia, devemos tamb&eacute;m estar conscientes do poder das palavras e da distor&ccedil;&atilde;o de conceitos que a apropria&ccedil;&atilde;o popular pode incutir. Os abutres prestam important&iacute;ssimos servi&ccedil;os dos ecossistemas, com impactos positivos na <u><a href="https://4vultures.org/life-aegypius-return/the-cinereous-vulture/why-we-need-vultures/">vida e sa&uacute;de</a></u> de todos n&oacute;s. Embora a sua dieta possa parecer pouco atrativa, os abutres desempenham um papel crucial na natureza, pois reciclam carne em decomposi&ccedil;&atilde;o, ajudam a limpar o ambiente e funcionam como a &ldquo;equipa de limpeza&rdquo; dos ecossistemas. Os seus impactos positivos estendem-se &agrave; redu&ccedil;&atilde;o das emiss&otilde;es de carbono, que o seu eficiente sistema de &ldquo;limpeza&rdquo; nos garante (por compara&ccedil;&atilde;o aos artificiais m&eacute;todos de recolha, transporte e incinera&ccedil;&atilde;o de carca&ccedil;as de gado), e &agrave; economia! Os <u><a href="https://4vultures.org/blog/vulture-decline-in-india-linked-to-death-of-500000-people-study-suggests/#:~:text=According%20to%20a%20recent%20study,year%20between%202000%20to%202005.">servi&ccedil;os prestados pelos abutres</a></u>, incluindo aqueles espirituais e de ecoturismo, somam muitos milh&otilde;es de euros a n&iacute;vel global, a cada ano.<br />
<br />
A associa&ccedil;&atilde;o dos abutres a sentimentos de falsidade e oportunismo moral n&atilde;o poderia estar mais arredada da realidade ecol&oacute;gica destas aves. Ao longo de mil&eacute;nios de evolu&ccedil;&atilde;o, os abutres t&ecirc;m-se mantido fi&eacute;is &agrave; sua miss&atilde;o ecol&oacute;gica, n&atilde;o s&atilde;o nem mentirosos, nem enganadores ou populistas, como os l&iacute;deres partid&aacute;rios ou banqueiros visados pelas alegorias e coment&aacute;rios pol&iacute;ticos. Apesar de toda a m&aacute; fama, agem em pleno dia e &agrave;s claras, ensinam a todo o ecossistema que h&aacute; um caso de limpeza urgente a ser tratado, e s&atilde;o da m&aacute;xima efic&aacute;cia na otimiza&ccedil;&atilde;o e reaproveitamento de recursos que sabiamente partilham entre si, e para bem de todas as comunidades em que se encontram &ndash; incluindo as humanas. N&atilde;o existe caos nesta reparti&ccedil;&atilde;o de alimento, pelo contr&aacute;rio, a partilha &eacute; organizada, hier&aacute;rquica, inclusiva e progressiva, estando ajustada &agrave;s caracter&iacute;sticas, capacidades e necessidades das v&aacute;rias esp&eacute;cies.<br />
<br />
No &acirc;mbito do projeto <u><a href="https://4vultures.org/life-aegypius-return/">LIFE Aegypius Return</a></u>, a Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural encontra-se a realizar um estudo sobre a opini&atilde;o que os criadores de gado t&ecirc;m sobre os abutres, analisando tamb&eacute;m as queixas que deram formalmente entrada nas autoridades e, ainda, perscrutando o tipo de comunica&ccedil;&atilde;o que &eacute; feita nos &oacute;rg&atilde;os de comunica&ccedil;&atilde;o social sobre estas importantes aves. O objetivo &eacute; perceber at&eacute; onde os mitos e as cren&ccedil;as, a maior parte das vezes infundados, podem representar um obst&aacute;culo &agrave; conserva&ccedil;&atilde;o destas aves, e, a partir da&iacute;, trabalhar uma &ldquo;comunica&ccedil;&atilde;o positiva&rdquo; sobre os abutres, atrav&eacute;s de forma&ccedil;&otilde;es dirigidas e a&ccedil;&otilde;es de sensibiliza&ccedil;&atilde;o ambiental. Qui&ccedil;&aacute; uma pr&oacute;xima gera&ccedil;&atilde;o cultural e pol&iacute;tica poder&aacute; reconhecer a este grupo taxon&oacute;mico a sua sapi&ecirc;ncia, capacidade de renova&ccedil;&atilde;o e generosidade, qual deusa Nekhbet. E mencionar abutres pela sua efici&ecirc;ncia, organiza&ccedil;&atilde;o e papel positivo no deve e haver do nosso planeta!<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/Nekhbet.png" width="1000" height="404" alt="" /><br />
<br />
<p class="legenda">Nekhbet, deusa do Antigo Egito, frequentemente representada como um abutre f&ecirc;mea, s&iacute;mbolo de prote&ccedil;&atilde;o, realeza e maternidade. Imagem Eternal Space CC by SA 4.0.<br />
<strong><br />
</strong></p>
<strong>Sobre o projeto<br />
<br />
</strong>O projeto LIFE Aegypius Return &eacute; cofinanciado pelo programa LIFE da Uni&atilde;o Europeia. O seu sucesso depende do envolvimento de todos os <em>stakeholders</em> relevantes, e da colabora&ccedil;&atilde;o dos parceiros, a Vulture Conservation Foundation (VCF), benefici&aacute;rio coordenador, e os parceiros locais Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, Herdade da Contenda, Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, Liga para a Protec&ccedil;&atilde;o da Natureza, Associa&ccedil;&atilde;o Transum&acirc;ncia e Natureza, Fundaci&oacute;n Naturaleza y Hombre, Guarda Nacional Republicana  e Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Propriet&aacute;rios Rurais Gest&atilde;o Cineg&eacute;tica e Biodiversidade.]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 25 Oct 2024 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Diga não à exploração de mina em áreas protegidas do Parque Natural de Montesinho e Rede Natura 2000</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/diga-nao-a-exploracao-de-mina-em-areas-protegidas-do-parque-natural-de-montesinho-e-rede-natura-2000-2024-2f10-2f25/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[Est&aacute; a decorrer at&eacute; esta sexta-feira, 25 de outubro, uma Consulta P&uacute;blica sobre a concess&atilde;o de direitos de prospe&ccedil;&atilde;o e pesquisa de dep&oacute;sitos minerais nas freguesias de Candedo, Santalha, Tuizelo, Vilar de Ossos e na Uni&atilde;o das Freguesias de Sobreir&oacute; de Baixo e Alvaredos, todas no concelho de Vinhais, no distrito de Bragan&ccedil;a. Em causa est&aacute; um pedido que pode desembocar na explora&ccedil;&atilde;o mineira de ouro, prata, cobre, chumbo, zinco e outros minerais associados numa &aacute;rea denominada &ldquo;Revelhe&rdquo; que abrange &Aacute;reas Classificadas, designadamente, a Reserva da Biosfera Transfronteiri&ccedil;a da Meseta Ib&eacute;rica, o Parque Natural de Montesinho, a Zona Especial de Conserva&ccedil;&atilde;o de Montesinho/Nogueira a Zona de Prote&ccedil;&atilde;o Especial hom&oacute;nima. As duas &uacute;ltimas citadas foram propostas pelo Estado Portugu&ecirc;s para fazerem parte da Rede Natura 2000. Para al&eacute;m disso, abrange tamb&eacute;m a Important Bird Area Serras de Montesinho e Nogueira.  <br />
<br />
Tais classifica&ccedil;&otilde;es derivam do territ&oacute;rio em causa caraterizar-se pela presen&ccedil;a confirmada de habitats naturais e de esp&eacute;cies da fauna e flora protegidas no &acirc;mbito das Diretivas Comunit&aacute;rias Habitats e Aves, transpostas para o direito interno atrav&eacute;s do Decreto-Lei n.&ordm; 140/99, na sua reda&ccedil;&atilde;o atual. Em particular, ao n&iacute;vel da flora, regista-se a presen&ccedil;a confirmada de popula&ccedil;&otilde;es de esp&eacute;cies com estatuto de amea&ccedil;a elevado (nas categorias &ldquo;Em Perigo&rdquo; e &ldquo;Vulner&aacute;vel&rdquo;), conforme Livro Vermelho da Flora Vascular de Portugal Continental. Ao n&iacute;vel da fauna, verifica-se, nomeadamente, a interse&ccedil;&atilde;o com um S&iacute;tio Importante para a Conserva&ccedil;&atilde;o da toupeira-de-&aacute;gua e com o territ&oacute;rio de uma alcateia de lobo (Tuizelo). <br />
<br />
Por tudo isto, atendendo &agrave; natureza da pretens&atilde;o em causa, considera-se que a mesma &eacute; suscet&iacute;vel de produzir impactes negativos e significativos sobre Valores Naturais Classificados, e que a eventual explora&ccedil;&atilde;o dos dep&oacute;sitos minerais no futuro produziria tamb&eacute;m impactes com natureza e magnitude equivalentes sobre as &Aacute;reas Classificadas atr&aacute;s referidas, n&atilde;o minimiz&aacute;veis, nem compens&aacute;veis.<br />
<br />
<strong>Manifeste a sua discord&acirc;ncia, diga n&atilde;o &agrave; explora&ccedil;&atilde;o desta mina em &aacute;reas classificadas e protegidas!</strong><br />
<br />
<strong>Como participar? &Eacute; simples e r&aacute;pido.</strong><br />
<br />
Para Participar na Consulta P&uacute;blica e manifestar a sua discord&acirc;ncia, deve seguir estas instru&ccedil;&otilde;es:<br />
<br />
1.&deg; Passo: fazer o seu registo no portal <u><strong><a href="https://participa.pt/pt/registo">Participa</a></strong></u>: registo individual (se for um particular) ou coletivo (se for uma associa&ccedil;&atilde;o, uma entidade, uma empresa, etc.);<br />
2.&deg; Passo: ap&oacute;s a confirma&ccedil;&atilde;o do seu registo (com o seu email e password) dever&aacute; fazer &quot;LOGIN&quot; e aceder &agrave; consulta &quot;ABERTAS&quot; e pesquisar por &quot;Revelhe&quot;;<br />
3.&deg; Passo: na consulta &quot;Pedido de atribui&ccedil;&atilde;o de direitos de prospe&ccedil;&atilde;o e pesquisa - Revelhe&quot;, clique em cima e a seguir em &quot;PARTICIPAR&quot; - Escreva um texto/frases de discord&acirc;ncia;<br />
4.&deg; Passo: no campo &quot;CLASSIFICADOR&quot; tem v&aacute;rias op&ccedil;&otilde;es, deve selecionar &quot;DISCORD&Acirc;NCIA&quot; e a seguir fazer &quot;SUBMETER&quot;;<br />
5.&deg; Passo: o sistema ir&aacute; informar de que a interven&ccedil;&atilde;o foi registada com sucesso.<br />
<br />
<strong>N&atilde;o &agrave; mina! Pela conserva&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas classificadas e protegidas, em benef&iacute;cio da natureza e das comunidades!&nbsp;</strong>]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c6c81</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 11 Oct 2024 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Palombar coorganiza Censo de Veado no Parque Natural de Montesinho</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/palombar-coorganiza-censo-de-veado-no-parque-natural-de-montesinho-2024-2f10-2f11/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[A Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural &eacute; uma das entidades que est&aacute; na organiza&ccedil;&atilde;o do Censo de Veado (<em>Cervus elaphus</em>) no Parque Natural de Montesinho (PNM), juntamente com o Instituto Polit&eacute;cnico de Bragan&ccedil;a e a Universidade de Aveiro, em colabora&ccedil;&atilde;o com o Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas. O censo teve lugar nos dias 4 e 5 de outubro e decorreu na &aacute;rea norte da Zona de Ca&ccedil;a Nacional da Lombada, integrada no setor leste do PNM.<br />
<br />
Este censo foi realizado durante dez anos de forma ininterrupta, entre 2008 e 2017. Teve uma edi&ccedil;&atilde;o avulsa em 2019 e foi retomado este ano, com vista a assegurar a sua periodicidade anual.<br />
<br />
O objetivo do censo &eacute; caracterizar a popula&ccedil;&atilde;o de veados em termos do seu tamanho, estrutura (propor&ccedil;&atilde;o entre sexos e classes et&aacute;rias) e inferir sobre a sua tend&ecirc;ncia demogr&aacute;fica.<br />
<br />
Esta &aacute;rea protegida possui habitats prop&iacute;cios para ungulados selvagens como &eacute; o caso do veado, cuja popula&ccedil;&atilde;o desempenha um papel central no ecossistema do parque:<br />
<ul>
    <li>Contribui para moldar a estrutura e composi&ccedil;&atilde;o da vegeta&ccedil;&atilde;o, atrav&eacute;s da dispers&atilde;o de sementes e redu&ccedil;&atilde;o da biomassa vegetal, podendo ajudar a diminuir a intensidade de inc&ecirc;ndios;</li>
    <li>O veado &eacute; uma presa-chave do lobo-ib&eacute;rico (<em>Canis lupus signatus</em>), outra esp&eacute;cie ic&oacute;nica da regi&atilde;o, garantindo recursos tr&oacute;ficos para esta e minimizando conflitos com as comunidades humanas locais por reduzir os ataques ao gado dom&eacute;stico.</li>
</ul>
A monitoriza&ccedil;&atilde;o continuada desta popula&ccedil;&atilde;o &eacute; fundamental para garantir a sua gest&atilde;o adequada e permitir a compatibiliza&ccedil;&atilde;o entre as atividades humanas tradicionais (agricultura, pecu&aacute;ria e silvicultura) e a conserva&ccedil;&atilde;o da natureza no PNM.&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c6c8a</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Wed, 09 Oct 2024 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Eurobirdwatch: observámos quase 40 espécies de aves no Passeio Ornitológico no Parque Natural do Douro Internacional</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/eurobirdwatch-3a-observamos-quase-40-especies-de-aves-no-passeio-ornitologico-no-parque-natural-do-douro-internacional-2024-2f10-2f09/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[No dia 5 de outubro, foram observadas cerca de 40 esp&eacute;cies de aves no Passeio Ornitol&oacute;gico organizado pela Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural em Vila Ch&atilde; de Braciosa, no concelho de Miranda do Douro, no &acirc;mbito do Eurobirdwatch 2024.<br />
<br />
Nesta aldeia transmontana, abrangida pelo Parque Natural do Douro Internacional, um santu&aacute;rio para a avifauna, os 14 participantes da atividade descobriram a grande variedade de aves que ocorrem na regi&atilde;o: um total 39 esp&eacute;cies, com destaque para o cartaxo-nortenho (<em>Saxicola rubetra</em>) e o chasco-cinzento (<em>Oenanthe oenanthe</em>). Poder&aacute; ver a lista completa de esp&eacute;cies observadas <u><a href="https://ebird.org/checklist/S197866024">aqui</a></u>. Tivemos ainda a oportunidade de conhecer a diversidade das paisagens desta &aacute;rea protegida e o seu rico patrim&oacute;nio.<br />
<br />
Este &eacute; o d&eacute;cimo ano em que a Palombar participa no Eurobirdwatch, uma iniciativa criada em 1993, que tem como objetivo chamar a aten&ccedil;&atilde;o da comunidade internacional para a import&acirc;ncia das aves migradoras e dos seus habitats.<br />
<br />
O Eurobirdwatch &eacute; organizado pela BirdLife International e coordenado, em Portugal, pela Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves. Todos os anos, re&uacute;ne pessoas de dezenas de pa&iacute;ses para a observa&ccedil;&atilde;o de avifauna.&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c6c90</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Tue, 08 Oct 2024 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>LIFE Aegypius Return: abutres-pretos em adaptação no Douro Internacional já foram marcados com GPS</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/life-aegypius-return-3a-abutres-pretos-em-adaptacao-no-douro-internacional-ja-foram-marcados-com-gps-2024-2f10-2f08/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[Os quatro abutres-pretos (<em>Aegypius monachus</em>) imaturos que est&atilde;o em processo de adapta&ccedil;&atilde;o ao meio natural na jaula de aclimata&ccedil;&atilde;o instalada para este efeito no Parque Natural do Douro Internacional (PNDI) j&aacute; foram marcados com dispositivo GPS/GSM, no dia 2 de outubro. A jaula ser&aacute; brevemente aberta e estes abutres poder&atilde;o voltar ao seu habitat em plena liberdade.<br />
<br />
<strong>Tr&ecirc;s f&ecirc;meas e um macho poder&atilde;o aumentar col&oacute;nia do Douro Internacional</strong><br />
<br />
S&atilde;o tr&ecirc;s f&ecirc;meas e um macho desta esp&eacute;cie &ldquo;Em Perigo&rdquo; de extin&ccedil;&atilde;o em Portugal que foram resgatados e, posteriormente, transferidos para o Centro de Estudos e Recupera&ccedil;&atilde;o de Animais Selvagens (CERAS), localizado em Castelo Branco, onde estiveram a passar por um processo de recupera&ccedil;&atilde;o pr&eacute;vio, antes de serem transportados para esta <u><a href="https://www.palombar.pt/pt/noticias/dia-europeu-da-rede-natura-2000-3a-inaugurada-jaula-de-aclimatacao-para-abutres-pretos-e-apresentada-app-para-explorar-o-territorio-2024-2f05-2f23/">jaula</a></u>, localizada no concelho de Freixo de Espada &agrave; Cinta.<br />
<br />
Os quatros abutres foram marcados pela equipa da Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, em colabora&ccedil;&atilde;o com o Instituto Misto de Investiga&ccedil;&atilde;o e Biodiversidade (IMIB) da Universidade de Oviedo (Espanha). As aves tamb&eacute;m foram alvo de uma avalia&ccedil;&atilde;o sanit&aacute;ria para aferir sobre o seu estado de sa&uacute;de e condi&ccedil;&atilde;o corporal, antes de serem devolvidas &agrave; natureza, a qual foi realizada por uma equipa de veterin&aacute;rios do Centro de Recupera&ccedil;&atilde;o de Animais Selvagens do Hospital Veterin&aacute;rio da Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro. Esta a&ccedil;&atilde;o contou tamb&eacute;m com a colabora&ccedil;&atilde;o do Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas e da Associa&ccedil;&atilde;o Transum&acirc;ncia e Natureza.<br />
<br />
Os equipamentos GPS/GSM ir&atilde;o fornecer informa&ccedil;&otilde;es valiosas sobre os movimentos e comportamentos destes abutres-pretos, as quais s&atilde;o essenciais para garantir que estas aves amea&ccedil;adas tenham uma maior taxa de sobreviv&ecirc;ncia, permitindo igualmente monitorizar a sua &aacute;rea de fixa&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
A jaula de aclimata&ccedil;&atilde;o foi constru&iacute;da no &acirc;mbito do projeto LIFE Aegypius Return com o objetivo de receber abutres-pretos provenientes de centros de recupera&ccedil;&atilde;o de fauna silvestre para que se possam adaptar ao meio natural de forma gradual e fixar-se na regi&atilde;o, de forma a potenciar o aumento daquela que &eacute; uma das menores col&oacute;nias da esp&eacute;cie em Portugal e a mais fr&aacute;gil devido ao seu isolamento e tamanho reduzido. Est&aacute; planeado, at&eacute; 2027, devolver &agrave; natureza 20 abutres-pretos neste territ&oacute;rio.<br />
<br />
<strong>Sobre o projeto</strong><br />
<br />
O projeto <u><a href="https://www.palombar.pt/pt/projetos/life-aegypius-return-2022/">LIFE Aegypius Return</a></u> tem como objetivo consolidar o regresso do abutre-preto a Portugal e ao oeste de Espanha. &Eacute; cofinanciado pelo programa LIFE da Uni&atilde;o Europeia e desenvolvido por um cons&oacute;rcio que integra a Vulture Conservation Foundation (coordena&ccedil;&atilde;o), Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, Herdade da Contenda, Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, Liga para a Protec&ccedil;&atilde;o da Natureza, Associa&ccedil;&atilde;o Transum&acirc;ncia e Natureza, Fundaci&oacute;n Naturaleza y Hombre, Guarda Nacional Republicana e Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Propriet&aacute;rios Rurais, Gest&atilde;o Cineg&eacute;tica e Biodiversidade.&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c6c99</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Tue, 01 Oct 2024 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Estamos a recrutar: estágio profissional em Contabilidade, Gestão ou Administração</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/estamos-a-recrutar-3a-estagio-profissional-em-contabilidade-2c-gestao-ou-administracao-2024-2f10-2f01/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[A Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural tem aberta uma vaga para Contabilista, Gestor ou Administrativo em regime de contrato de trabalho ao abrigo do Programa de Est&aacute;gios Profissionais do Instituto do Emprego e Forma&ccedil;&atilde;o Profissional (IEFP).<br />
<br />
A Palombar &eacute; uma organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental de ambiente sem fins lucrativos, criada em 2000, que tem como miss&atilde;o conservar a biodiversidade, os ecossistemas selvagens, florestais e agr&iacute;colas e preservar o patrim&oacute;nio rural edificado, bem como as t&eacute;cnicas tradicionais de constru&ccedil;&atilde;o. Sabe mais em <u><a href="http://www.palombar.pt">www.palombar.pt</a></u>.<br />
<br />
Procuramos uma pessoa motivada e din&acirc;mica, com esp&iacute;rito cooperativo e associativo. Se tens vontade de ocupar este cargo e sentes motiva&ccedil;&atilde;o para trabalhar em prol da conserva&ccedil;&atilde;o da natureza e do patrim&oacute;nio rural, este est&aacute;gio &eacute; para ti. Apresenta a tua candidatura!<br />
<br />
As candidaturas (<em>curriculum vitae</em> acompanhado de carta de motiva&ccedil;&atilde;o) dever&atilde;o ser enviadas para o e-mail palombar@palombar.pt.<br />
<br />
<strong>Posto de trabalho</strong>
<ul>
    <li>Contabilista, Gestor ou Administrativo no departamento de Contabilidade da Palombar</li>
</ul>
<strong>Dura&ccedil;&atilde;o do est&aacute;gio</strong><br />
<ul>
    <li>6 meses</li>
</ul>
<strong>Enquadramento</strong><br />
<ul>
    <li>O est&aacute;gio ser&aacute; realizado no &acirc;mbito dos programas de est&aacute;gio&nbsp;do IEFP&nbsp;<u><a href="https://www.iefp.pt/estagios?tab=estagios-iniciar">INICIAR</a></u>&nbsp;ou&nbsp;<u><a href="https://www.iefp.pt/estagios?tab=estagios-talento_promotores">+ Talento</a></u></li>
</ul>
<strong>Fun&ccedil;&otilde;es a desempenhar</strong>
<ul>
    <li>Apoio na organiza&ccedil;&atilde;o e arquivo de documentos contabil&iacute;sticos;</li>
    <li>Apoio na elabora&ccedil;&atilde;o de relat&oacute;rios financeiros;</li>
    <li>Colaborar na prepara&ccedil;&atilde;o de or&ccedil;amentos;</li>
    <li>Apoio &agrave; gest&atilde;o de Recursos Humanos;</li>
    <li>Outras tarefas administrativas.</li>
</ul>
<strong>Requisitos m&iacute;nimos</strong>
<ul>
    <li>Licenciatura em Contabilidade, Gest&atilde;o ou Administra&ccedil;&atilde;o <strong>ou&nbsp;</strong>Qualifica&ccedil;&atilde;o de n&iacute;vel p&oacute;s-secund&aacute;rio n&atilde;o superior nas mesmas &aacute;reas</li>
</ul>
<strong>Requisitos preferenciais</strong>
<ul>
    <li>Carta de condu&ccedil;&atilde;o;</li>
    <li>Gosto pela vida no campo;</li>
    <li>Partilhar a vis&atilde;o e valores da Palombar e ter interesse pela conserva&ccedil;&atilde;o da natureza e do patrim&oacute;nio rural;</li>
    <li>Capacidade de trabalhar em equipa;</li>
    <li>Flexibilidade e adaptabilidade;</li>
    <li>Proatividade e vontade de aprender;</li>
    <li>Capacidade de organiza&ccedil;&atilde;o.</li>
</ul>
<strong>Perfil</strong>
<ul>
    <li>Identifica&ccedil;&atilde;o com o mundo associativo e com a miss&atilde;o da associa&ccedil;&atilde;o;</li>
    <li>Car&aacute;cter din&acirc;mico e pr&oacute;-ativo;</li>
    <li>Respeitar a org&acirc;nica funcional da associa&ccedil;&atilde;o;</li>
    <li>Resili&ecirc;ncia para residir numa regi&atilde;o despovoada e predominantemente rural.</li>
</ul>
<strong>Local de trabalho</strong><br />
<br />
Sede da Palombar<br />
Antiga Escola Prim&aacute;ria<br />
5230-232 Uva<br />
Vimioso (Bragan&ccedil;a)<br />
Portugal<br />
41&deg;29'28.3&quot;N 6&deg;30'41.0&quot;W&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c6ca2</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Tue, 01 Oct 2024 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Abutre-preto Raia: a arte de desenhar no céu</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/abutre-preto-raia-3a-a-arte-de-desenhar-no-ceu-2024-2f10-2f01/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[Quem diria que os abutres podiam ser artistas? Conhe&ccedil;a a Raia, um abutre-preto f&ecirc;mea juvenil que est&aacute; a transformar o c&eacute;u na sua tela. No &acirc;mbito do projeto LIFE Aegypius Return, a Raia foi equipada com um transmissor GPS/GSM para as equipas acompanharem os seus movimentos e garantirem o seu bem-estar. Mas, para deleite de todos, as suas trajet&oacute;rias de voo n&atilde;o oferecem apenas dados valiosos &ndash; tamb&eacute;m criaram formas art&iacute;sticas, como um cora&ccedil;&atilde;o, um la&ccedil;o e at&eacute; uma clave de sol.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/laco.jpeg" width="1027" height="681" alt="" />
<p class="legenda">La&ccedil;o &quot;desenhado&quot; pelos movimentos da Raia.<br />
&nbsp;</p>
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/coracao.jpeg" width="951" height="857" alt="" />
<p class="legenda">Cora&ccedil;&atilde;o &quot;desenhado&quot; pelos movimentos da Raia.</p>
<br />
Quando a Raia foi marcada, as equipas esperavam estudar os seus movimentos, mas esta ave deu um toque especial &agrave; investiga&ccedil;&atilde;o e tem &ldquo;desenhado&rdquo; padr&otilde;es muito criativos.<br />
<br />
A Raia &eacute; uma f&ecirc;mea de abutre-preto que nasceu no ano passado, na Herdade da Contenda, e foi marcada com a anilha colorida 2J. Embora tenha permanecido geralmente perto da sua col&oacute;nia, movimenta-se bastante na regi&atilde;o, como se pode ver no mapa abaixo, que mostra os seus movimentos neste ver&atilde;o.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/Raia.jpeg" width="1600" height="899" alt="" /><br />
<p class="legenda">Abutre-preto Raia.<br />
&nbsp;</p>
<p class="legenda"><strong><img src="http://www.palombar.pt/imagens/mapa.jpeg" width="443" height="441" alt="" /><br />
</strong>Mapa com movimentos da Raia. Ver&atilde;o 2024.</p>
<strong><br />
Import&acirc;ncia da monitoriza&ccedil;&atilde;o com emissores GPS/GSM</strong><br />
<br />
A localiza&ccedil;&atilde;o por GPS desempenha um papel fundamental na conserva&ccedil;&atilde;o dos abutres. Ao seguir os movimentos destas aves, os investigadores  e conservacionistas obt&ecirc;m informa&ccedil;&otilde;es sobre os seus comportamentos, padr&otilde;es de movimenta&ccedil;&atilde;o e &aacute;reas de alimenta&ccedil;&atilde;o. Toda esta informa&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m ajuda a identificar potenciais amea&ccedil;as e zonas de perigo, assim, podem ser implementadas medidas espec&iacute;ficas para mitigar os riscos, proteger as rotas de voo e ajudar na recupera&ccedil;&atilde;o de popula&ccedil;&otilde;es vulner&aacute;veis. Adicionalmente, o acompanhamento do estado de sa&uacute;de de cada ave permite uma interven&ccedil;&atilde;o r&aacute;pida quando necess&aacute;rio. Em resumo, os emissores GPS/GSM s&atilde;o uma ferramenta muito valiosa para a gest&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o destas criaturas magn&iacute;ficas.<br />
<br />
<strong>Monitoriza&ccedil;&atilde;o dos abutres-pretos no LIFE Aegypius Return</strong><br />
<br />
O projeto LIFE Aegypius Return planeia equipar 60 abutres-pretos com transmissores GPS/GSM, incluindo aves reabilitadas em centros de recupera&ccedil;&atilde;o e crias marcadas no ninho. Os dados remotos ser&atilde;o combinados com observa&ccedil;&otilde;es no terreno para compreender melhor o comportamento das aves, o uso do habitat, as causas de mortalidade, os movimentos e os padr&otilde;es de alimenta&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
Num esfor&ccedil;o colaborativo, o projeto tamb&eacute;m partilhar&aacute; os dados GPS destas aves com outras iniciativas existentes, por exemplo, ao n&iacute;vel das linhas a&eacute;reas de transporte e distribui&ccedil;&atilde;o de energia, cooperando na mitiga&ccedil;&atilde;o do risco de eletrocuss&atilde;o ou colis&atilde;o. As zonas de risco elevado podem ser alvo de medidas de prote&ccedil;&atilde;o e preven&ccedil;&atilde;o, como a instala&ccedil;&atilde;o de sinalizadores e o isolamento dos condutores junto aos&nbsp;apoios das linhas el&eacute;tricas.<br />
<br />
<strong>Sobre o projeto LIFE Aegypius Return</strong><br />
<br />
O projeto LIFE Aegypius Return tem como objetivo consolidar o regresso do abutre-preto a Portugal e ao oeste de Espanha. &Eacute; cofinanciado pelo programa LIFE da Uni&atilde;o Europeia. O seu sucesso depende do envolvimento de todos os intervenientes relevantes e da colabora&ccedil;&atilde;o de todos os parceiros: da  Vulture Conservation Foundation, o benefici&aacute;rio coordenador, da Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, Herdade da Contenda, Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, Liga para a Protec&ccedil;&atilde;o da Natureza, Associa&ccedil;&atilde;o Transum&acirc;ncia e Natureza, Funda&ccedil;&atilde;o  Naturaleza y Hombre, Guarda Nacional Republicana e Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Propriet&aacute;rios Rurais Gest&atilde;o Cineg&eacute;tica e Biodiversidade.]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c6cac</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 26 Sep 2024 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Europa reduz a proteção do lobo: um grande golpe para a biodiversidade e a ciência</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/europa-reduz-a-protecao-do-lobo-3a-um-grande-golpe-para-a-biodiversidade-e-a-ciencia-2024-2f09-2f26/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[A maioria dos Estados-membros da Uni&atilde;o Europeia (UE) concordou, esta quarta-feira, 25 de setembro, em adotar a <u><a href="https://ec.europa.eu/commission/presscorner/detail/en/ip_23_6752">proposta</a></u> da Comiss&atilde;o Europeia (CE) para reduzir o estatuto de prote&ccedil;&atilde;o do lobo no espa&ccedil;o europeu ao abrigo da Conven&ccedil;&atilde;o de Berna. Esta mudan&ccedil;a abre a porta ao abate de lobos como uma falsa e ineficaz solu&ccedil;&atilde;o para a preda&ccedil;&atilde;o do gado, o que vai contra o compromisso da Europa de salvaguardar e restaurar a biodiversidade. A decis&atilde;o foi tomada depois de a Alemanha ter mudado inesperadamente a sua posi&ccedil;&atilde;o de absten&ccedil;&atilde;o para voto a favor, no &uacute;ltimo minuto.<br />
<br />
Com esta decis&atilde;o, os Estados-membros optaram por ignorar <u><a href="http://www.palombar.pt/pt/noticias/palombar-subscreve-documento-europeu-que-insta-a-ue-a-reforcar-a-protecao-do-lobo-2024-2f09-2f20/">o apelo de mais de 300 organiza&ccedil;&otilde;es da sociedade civil e de prote&ccedil;&atilde;o do ambiente e da fauna silvestre</a></u>, entre as quais a Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, e de centenas de milhares de pessoas que os apelaram a seguir as recomenda&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas e a intensificar os esfor&ccedil;os para promover a coexist&ecirc;ncia com grandes carn&iacute;voros, atrav&eacute;s de medidas preventivas.<br />
<br />
<strong>Quando uma quest&atilde;o pessoal da presidente da CE leva &agrave; redu&ccedil;&atilde;o da prote&ccedil;&atilde;o do lobo na Europa</strong><br />
<br />
Ao adotar a proposta da Comiss&atilde;o Europeia, os Estados-membros est&atilde;o tamb&eacute;m a aprovar decis&otilde;es pessoalmente motivadas que se sobrep&otilde;em &agrave;s provas cient&iacute;ficas, permitindo &agrave; presidente da CE, Ursula von der Leyen, usar o seu poder pol&iacute;tico para vingan&ccedil;a pessoal contra o lobo e para agradar setores que apoiaram e apoiam a sua manuten&ccedil;&atilde;o no cargo que ocupa. Desde que o seu p&oacute;nei Dolly foi tragicamente morto por um lobo em 2022, ela tem usado a sua influ&ecirc;ncia para mudar a legisla&ccedil;&atilde;o da UE sobre a prote&ccedil;&atilde;o do lobo.<br />
<br />
A decis&atilde;o desta quarta-feira n&atilde;o s&oacute; mina d&eacute;cadas de esfor&ccedil;os de conserva&ccedil;&atilde;o, como tamb&eacute;m representa um rev&eacute;s significativo para o que foi aclamado como um dos mais not&aacute;veis sucessos de conserva&ccedil;&atilde;o da vida selvagem da Uni&atilde;o Europeia: o resgate do lobo da quase extin&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
O lobo est&aacute; estritamente protegido pela Conven&ccedil;&atilde;o de Berna e pela Diretiva Habitats da UE, servindo como uma esp&eacute;cie-chave vital para os ecossistemas saud&aacute;veis e para a biodiversidade em toda a Europa. O enfraquecimento da sua prote&ccedil;&atilde;o dificultar&aacute; a recupera&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua das popula&ccedil;&otilde;es de lobo e comprometer&aacute; os esfor&ccedil;os para promover a coexist&ecirc;ncia entre humanos e grandes carn&iacute;voros, optando-se, em vez disso, pela abordagem de curto prazo de controlo atrav&eacute;s do abate.<br />
<br />
<strong>Recupera&ccedil;&atilde;o das popula&ccedil;&otilde;es de lobo na Europa ainda est&aacute; em curso</strong><br />
<br />
A ci&ecirc;ncia mostra que a recupera&ccedil;&atilde;o das popula&ccedil;&otilde;es de lobo na Europa ainda est&aacute; em curso. As popula&ccedil;&otilde;es de lobo na UE encontram-se num estado de conserva&ccedil;&atilde;o desfavor&aacute;vel ou inadequado em seis das sete regi&otilde;es biogeogr&aacute;ficas, de acordo com as avalia&ccedil;&otilde;es mais recentes realizadas ao abrigo do artigo 17.&ordm; da Diretiva Habitats.  Assim, os principais objetivos da Conven&ccedil;&atilde;o de Berna e da Diretiva Habitats - restaurar as esp&eacute;cies amea&ccedil;adas - continuam por cumprir. Al&eacute;m disso, a pr&oacute;pria <u><a href="https://op.europa.eu/en/publication-detail/-/publication/5d017e4e-9efc-11ee-b164-01aa75ed71a1/language-en">an&aacute;lise aprofundada</a></u> da Comiss&atilde;o Europeia n&atilde;o confirma qualquer prova de que o abate reduza a preda&ccedil;&atilde;o do gado.<br />
<br />
A proposta ser&aacute; agora formalmente adotada na pr&oacute;xima reuni&atilde;o do Conselho da UE, esta quinta-feira, 26 de setembro, a tempo de a Comiss&atilde;o Europeia a submeter ao Comit&eacute; Permanente da Conven&ccedil;&atilde;o de Berna. A UE apoiar&aacute; a proposta como um bloco unificado para a &uacute;ltima vota&ccedil;&atilde;o prevista para dezembro.<br />
<br />
Jos&eacute; Pereira, bi&oacute;logo e presidente da Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, alerta que &ldquo;a redu&ccedil;&atilde;o do estatuto de prote&ccedil;&atilde;o do lobo na Europa no &acirc;mbito da Conven&ccedil;&atilde;o de Berna poder&aacute; abrir portas a altera&ccedil;&otilde;es que v&atilde;o no mesmo sentido no quadro da Diretiva Habitats da UE. Neste momento, Portugal ainda n&atilde;o ser&aacute; afetado por esta medida, mas, no curto e m&eacute;dio prazo, poder&aacute; sofrer as suas consequ&ecirc;ncias. Trata-se de um duro golpe para a conserva&ccedil;&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o do lobo, podendo colocar em causa o trabalho de d&eacute;cadas para recupera&ccedil;&atilde;o desta esp&eacute;cie ic&oacute;nica, que permitiu evitar a sua extin&ccedil;&atilde;o nalgumas regi&otilde;es europeias e promover a coexist&ecirc;ncia pac&iacute;fica com as comunidades humanas. Um retrocesso sem precedentes, contra o qual continuaremos a lutar&rdquo;.<br />
<br />
&ldquo;Ao apontar para o lobo, a Europa deu um tiro no p&eacute;. O enfraquecimento da legisla&ccedil;&atilde;o eficaz da UE por motivos injustificados mina totalmente a confian&ccedil;a na tomada de decis&otilde;es. Ao atender a campanhas populistas de alarmismo e ao abandonar os factos e as solu&ccedil;&otilde;es pragm&aacute;ticas, tanto a UE como o governo alem&atilde;o est&atilde;o a minar ainda mais a democracia e a coes&atilde;o europeias. O resultado desta vota&ccedil;&atilde;o afastar&aacute; ainda mais a UE dos esfor&ccedil;os construtivos para proteger e restaurar a biodiversidade da Europa&rdquo;, adverte Sofie Ruysschaert, respons&aacute;vel pela Pol&iacute;tica de Restauro da Natureza da BirdLife Europe.<br />
<br />
J&aacute; Agata Szafraniuk, advogada l&iacute;der em vida selvagem da ClientEarth, sublinha que &quot;os riscos v&atilde;o para al&eacute;m dos lobos, uma vez que as implica&ccedil;&otilde;es jur&iacute;dicas da proposta da Comiss&atilde;o Europeia podem ter consequ&ecirc;ncias de longo alcance. A Conven&ccedil;&atilde;o de Berna, que abrange todo o continente europeu e n&atilde;o apenas os Estados-membros da UE, serve como uma salvaguarda crucial contra os esfor&ccedil;os para enfraquecer a prote&ccedil;&atilde;o das esp&eacute;cies ao abrigo da legisla&ccedil;&atilde;o da UE. A remo&ccedil;&atilde;o desta salvaguarda poder&aacute; minar significativamente os fundamentos do quadro de conserva&ccedil;&atilde;o da natureza da UE&quot;.<br />
<br />
&quot;Esta decis&atilde;o surge no momento em que a Conven&ccedil;&atilde;o de Berna celebrou o seu 45.&ordm; anivers&aacute;rio na semana passada. &Eacute; uma not&iacute;cia triste para o lobo, para a legisla&ccedil;&atilde;o ambiental da UE e uma mensagem preocupante para a comunidade internacional. Os Estados-membros da UE est&atilde;o agora prontos para condicionar a prote&ccedil;&atilde;o ambiental, colocando em risco o nosso patrim&oacute;nio natural e indo contra os compromissos internacionais da UE no &acirc;mbito do Quadro Mundial para a Biodiversidade. Isto afeta a credibilidade da UE, poucas semanas antes da COP16, a Confer&ecirc;ncia da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre Biodiversidade&rdquo;, afirma Florencia Sanchez Acosta, respons&aacute;vel pela Pol&iacute;tica para a Biodiversidade do European Environmental Bureau.<br />
<br />
&ldquo;A decis&atilde;o de baixar o estatuto de prote&ccedil;&atilde;o do lobo envia um sinal desastroso e vergonhoso da Europa, apenas algumas semanas antes da reuni&atilde;o crucial da COP16. Como podemos pedir a outras regi&otilde;es que protejam a sua biodiversidade e convivam com esp&eacute;cies como tigres, le&otilde;es ou elefantes, quando n&atilde;o podemos conviver com o lobo? A mensagem que hoje chega da UE &eacute; verdadeiramente embara&ccedil;osa: pregamos ao mundo sobre a conserva&ccedil;&atilde;o, enquanto desmantelamos um dos nossos maiores sucessos de conserva&ccedil;&atilde;o em d&eacute;cadas&rdquo;, conclui Sabien Leemans, respons&aacute;vel pela Pol&iacute;tica de Biodiversidade do Gabinete de Pol&iacute;tica Europeia da WWF.<br />]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c6cb8</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 20 Sep 2024 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Palombar subscreve documento europeu que insta a UE a reforçar a proteção do lobo</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/palombar-subscreve-documento-europeu-que-insta-a-ue-a-reforcar-a-protecao-do-lobo-2024-2f09-2f20/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[Mais de 300 entidades da sociedade civil, entre as quais organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o governamentais de ambiente e de conserva&ccedil;&atilde;o da fauna silvestre, nomeadamente a Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, subscreveram um <strong><u><a href="https://eeb.org/wp-content/uploads/2024/09/Joint-statement-19.09-FINAL-version.pdf">documento</a></u></strong> publicado esta quinta-feira, 19 de setembro, no qual apelam &agrave; Uni&atilde;o Europeia (UE) para refor&ccedil;ar, e n&atilde;o enfraquecer, os esfor&ccedil;os para promover a coexist&ecirc;ncia entre as comunidades humanas e as popula&ccedil;&otilde;es de lobo na Europa.<br />
<br />
Esta grande coliga&ccedil;&atilde;o da sociedade civil e de organiza&ccedil;&otilde;es de prote&ccedil;&atilde;o da fauna selvagem apelam, desta forma, aos Estados-membros da UE para rejeitar a proposta da Comiss&atilde;o Europeia que visa reduzir a prote&ccedil;&atilde;o do lobo ao abrigo da Conven&ccedil;&atilde;o de Berna - assinada em 1979 pelos pa&iacute;ses da Europa e do Norte de &Aacute;frica, com o objetivo de conservar a flora e a fauna selvagens e os seus habitats &ndash; e que completa 45 anos em 2024. Em vez disso, a coliga&ccedil;&atilde;o insta a um aumento dos esfor&ccedil;os para promover a coexist&ecirc;ncia humana com grandes carn&iacute;voros, incluindo a ado&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es preventivas, e para salvaguardar as medidas com sucesso implementadas nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas com vista &agrave; prote&ccedil;&atilde;o e conserva&ccedil;&atilde;o do lobo.<br />
<br />
Dado que os Estados-membros da UE dever&atilde;o decidir brevemente sobre a proposta da Comiss&atilde;o Europeia para reduzir a prote&ccedil;&atilde;o do lobo, a coliga&ccedil;&atilde;o apela aos pa&iacute;ses da UE para:<br />
<ul>
    <li><strong>Promover a coexist&ecirc;ncia pac&iacute;fica</strong>: manter e fortalecer as medidas preventivas, como o uso de veda&ccedil;&otilde;es e c&atilde;es pastores e torn&aacute;-las mais acess&iacute;veis aos agricultores e produtores pecu&aacute;rios;</li>
    <li><strong>Garantir a prote&ccedil;&atilde;o do lobo</strong>: assegurar que a ca&ccedil;a ilegal ao lobo &eacute; erradicada e defender os princ&iacute;pios que constam da Diretiva Habitats da UE;</li>
    <li><strong>Aumentar a consciencializa&ccedil;&atilde;o dos cidad&atilde;os</strong>: promover a educa&ccedil;&atilde;o baseada na ci&ecirc;ncia sobre os aspetos ecol&oacute;gicos e benef&iacute;cios socioecon&oacute;micos proporcionados pelo lobo;</li>
    <li><strong>Respeitar a ci&ecirc;ncia</strong>: o debate a respeito da prote&ccedil;&atilde;o do lobo, ou de qualquer outra esp&eacute;cie ou habitat, deve basear-se na avalia&ccedil;&atilde;o do seu estado de conserva&ccedil;&atilde;o, nomeadamente da que ser&aacute; apresentada em 2025 pelos Estados-membros nos termos do artigo 17.&ordm; da Diretiva Habitats. Esta foi criada para preservar os habitats naturais e as esp&eacute;cies da fauna e flora silvestres, com exce&ccedil;&atilde;o das aves (que est&atilde;o protegidas pela Diretiva Aves), considerados amea&ccedil;ados no espa&ccedil;o da Uni&atilde;o Europeia. O artigo citado exige que os Estados-membros informem, de seis em seis anos, os progressos realizados na sua aplica&ccedil;&atilde;o.</li>
</ul>
Not&iacute;cias divulgadas pela comunica&ccedil;&atilde;o social na Europa t&ecirc;m mostrado que h&aacute; muita press&atilde;o sobre os Estados-membros para aceitar a proposta n&atilde;o cient&iacute;fica e politicamente motivada da Comiss&atilde;o Europeia sobre esta mat&eacute;ria.<br />
<br />
Em setembro de 2023, a presidente da Comiss&atilde;o Europeia, Ursula von der Leyen, defendeu, numa declara&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, a possibilidade de haver uma flexibiliza&ccedil;&atilde;o na prote&ccedil;&atilde;o do lobo a n&iacute;vel europeu, tendo mesmo sugerido uma reavalia&ccedil;&atilde;o da situa&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie por parte dos Estados-membros e uma revis&atilde;o do estado de conserva&ccedil;&atilde;o do lobo na Europa. Na altura, a Palombar emitiu um <strong><u><a href="http://www.palombar.pt/pt/noticias/palombar-defende-inflexibilidade-na-salvaguarda-do-lobo-apos-presidente-da-ce-sugerir-revisao-da-protecao-da-especie-2023-2f09-2f21/">comunicado</a></u></strong> apelando &agrave;&nbsp;total inflexibilidade na defesa e prote&ccedil;&atilde;o do lobo e condenou a mensagem transmitida pela respons&aacute;vel.<br />
<br />
&ldquo;Os lobos devem permanecer estritamente protegidos &ndash; n&atilde;o apenas para o bem da esp&eacute;cie e da ci&ecirc;ncia, mas para a sa&uacute;de dos nossos ecossistemas e a credibilidade da Uni&atilde;o Europeia. Se a UE quiser ser um aliado de confian&ccedil;a da natureza e l&iacute;der global, devemos dar o exemplo certo agora&rdquo;, destaca o documento comum assinado pela coliga&ccedil;&atilde;o de entidades da sociedade civil.]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c6cc8</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 08 Aug 2024 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>LIFE Aegypius Return: 34 crias de abutre-preto marcadas com GPS</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/life-aegypius-return-3a-34-crias-de-abutre-preto-marcadas-com-gps-2024-2f08-2f08/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[Terminou, no in&iacute;cio de agosto, a &ldquo;&eacute;poca de marca&ccedil;&otilde;es&rdquo; de crias de abutre-preto (<em>Aegypius monachus</em>). Em 2024, o projeto LIFE Aegypius Return marcou 19 crias de abutre-preto com emissores GPS/GSM, no ninho, a somar &agrave;s 15 de 2023.<br />
<br />
<strong>N&uacute;mero de crias marcadas supera o previsto</strong><br />
<br />
O projeto LIFE Aegypius Return tinha planeado a marca&ccedil;&atilde;o de 30 crias no ninho: 15 em 2023 e outras 15 em 2024. No entanto, os resultados positivos que a esp&eacute;cie tem demonstrado vieram alterar estas contas.<br />
<br />
A equipa do projeto distribui as marca&ccedil;&otilde;es - e o equipamento dispon&iacute;vel - pelas v&aacute;rias col&oacute;nias da esp&eacute;cie em Portugal. As quatro col&oacute;nias reprodutoras at&eacute; agora conhecidas revelaram uma expans&atilde;o e confirmou-se uma <u><a href="https://4vultures.org/blog/new-cinereous-vulture-breeding-colony-discovered-in-portugal/">quinta col&oacute;nia</a></u>, o que refor&ccedil;a a esperan&ccedil;a na recupera&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie no nosso pa&iacute;s.<br />
<br />
<strong>Douro Internacional, a col&oacute;nia mais isolada j&aacute; soma oito casais reprodutores</strong><br />
<br />
A col&oacute;nia reprodutora do Douro Internacional &eacute; a mais isolada do pa&iacute;s, estando a mais de 100 km da col&oacute;nia mais pr&oacute;xima, localizada em Espanha. Este isolamento, aliado ao seu reduzido efetivo, torna-a muito fr&aacute;gil, pois qualquer evento fortuito e adverso (<u><a href="https://expresso.pt/sociedade/2017-08-24-Incendio-no-Douro-Internacional-matou-cria-rara-de-abutre-preto">como um inc&ecirc;ndio</a></u>) pode ter consequ&ecirc;ncias devastadoras muito dif&iacute;ceis de reverter. A col&oacute;nia foi estabelecida em 2012, com um casal que, &agrave; &eacute;poca, falhou a reprodu&ccedil;&atilde;o. O n&uacute;mero de casais s&oacute; aumentou para dois em 2019 e para tr&ecirc;s em 2023, pelo que foi, portanto, com surpresa que, este ano, se registaram <u><a href="https://4vultures.org/blog/three-new-cinereous-vulture-chicks-tagged-in-douro-international-the-most-fragile-breeding-colony-in-portugal/">oito casais nidificantes</a></u>: cinco do lado portugu&ecirc;s e tr&ecirc;s do lado espanhol. Foram marcadas tr&ecirc;s das crias nascidas este ano, uma delas no Parque Natural Arribes del Duero, em Espanha.<br />
<br />
Estas marca&ccedil;&otilde;es sobre as arribas s&atilde;o especialmente desafiantes devido &agrave; dificuldade em aceder aos ninhos e requerem a colabora&ccedil;&atilde;o de diversos especialistas, tamb&eacute;m em escalada.<br />
<br />
Este trabalho exigente foi poss&iacute;vel gra&ccedil;as a uma colabora&ccedil;&atilde;o transfronteiri&ccedil;a que envolveu a Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural; o Parque Natural Arribes del Duero; a Junta de Castilla y Le&oacute;n; a Universidad de Oviedo; a Liga para a Protec&ccedil;&atilde;o da Natureza (LPN); o Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas (ICNF); a equipa veterin&aacute;ria do Centro de Recupera&ccedil;&atilde;o de Animais Selvagens do Hospital Veterin&aacute;rio da Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro; e Javier de la Puente, especialista em conserva&ccedil;&atilde;o de aves e colaborador da Palombar.<br />
<br />
<strong>Malcata, uma expans&atilde;o not&aacute;vel</strong><br />
<br />
A col&oacute;nia da Serra da Malcata estabeleceu-se em 2021, com quatro casais conhecidos. Em 2023, a col&oacute;nia aumentou para o impressionante n&uacute;mero de 14 casais nidificantes, e, em 2024, o n&uacute;mero continuou a aumentar, para 19. Assim, planeou-se aumentar o n&uacute;mero de aves marcadas este ano para seis.<br />
No entanto, uma das crias identificadas para marca&ccedil;&atilde;o era mais pequena, e, portanto, possivelmente mais jovem do que o esperado. A equipa recolheu amostras biol&oacute;gicas da ave, tendo esta sido hidratada, anilhada e devolvida ao ninho, para continuar sob os cuidados parentais. Ser&aacute; agora monitorizada &agrave; dist&acirc;ncia e, eventualmente, poder&aacute; ser equipada com um emissor muito em breve.<br />
<br />
Na Malcata, foram ent&atilde;o marcadas cinco crias nesta &eacute;poca. O desafio destas marca&ccedil;&otilde;es prende-se com o dif&iacute;cil acesso aos ninhos e a altura das &aacute;rvores sobre as quais est&atilde;o constru&iacute;dos. Para planear uma marca&ccedil;&atilde;o, &eacute; necess&aacute;rio garantir n&atilde;o s&oacute; que se consegue aceder &agrave; cria no ninho, mas, tamb&eacute;m, que esta tem a idade e o peso adequados para receber o emissor GPS/GSM, o que, com as dificuldades de monitoriza&ccedil;&atilde;o a longa dist&acirc;ncia (para evitar qualquer perturba&ccedil;&atilde;o), se pode revelar muito desafiante.<br />
<br />
A equipa das marca&ccedil;&otilde;es na Reserva Natural da Serra da Malcata contou com a imprescind&iacute;vel colabora&ccedil;&atilde;o do bi&oacute;logo Carlos Pacheco, da Associa&ccedil;&atilde;o Transum&acirc;ncia e Natureza/Faia Brava (ATN), da Rewilding Portugal, do ICNF, da LPN e da Vulture Conservation Foundation (VCF).<br />
<br />
<strong>Tejo Internacional: marcado descendente de casal fundador da maior col&oacute;nia do pa&iacute;s</strong><br />
<br />
O estabelecimento da col&oacute;nia reprodutora do Tejo Internacional em 2010 representou a recoloniza&ccedil;&atilde;o oficial de Portugal pelo abutre-preto, ap&oacute;s cerca de 40 anos de aus&ecirc;ncia como esp&eacute;cie reprodutora. Desde ent&atilde;o, essa col&oacute;nia tem sido acompanhada com aten&ccedil;&atilde;o e, em 2023, albergava <u><a href="https://4vultures.org/blog/year-one-of-life-aegypius-return-brings-hope-for-cinereous-vulture-recovery-in-portugal/">mais de metade</a></u> da popula&ccedil;&atilde;o reprodutora do nosso pa&iacute;s. Este ano, o n&uacute;mero de casais nidificantes aumentou para 61 (15 dos quais no lado espanhol), e foi poss&iacute;vel marcar sete crias. Destas, uma &eacute; de linhagem conhecida! Foi marcada a cria do <u><a href="https://4vultures.org/blog/zeal-and-great-determination-the-incredible-story-of-the-first-cinereous-vultures-born-in-portugal-after-extinction/">Aravil</a></u>, abutre-preto que pertence &agrave; prole dos dois casais fundadores da col&oacute;nia, em 2010.<br />
<br />
Estas marca&ccedil;&otilde;es foram poss&iacute;veis gra&ccedil;as &agrave; colabora&ccedil;&atilde;o da Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), da Quercus e do seu Centro de Estudos e Recupera&ccedil;&atilde;o de Animais Selvagens (CERAS), da LPN, do ICNF, da VCF, da Guarda Nacional Republicana (GNR/SEPNA &ndash; Servi&ccedil;o de Protec&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Ambiente &ndash;  N&uacute;cleo de Prote&ccedil;&atilde;o Ambiental do Destacamento Territorial de Idanha-a-Nova); Grupo de Interven&ccedil;&atilde;o Cinot&eacute;cnico da Unidade de Interven&ccedil;&atilde;o; e do ornit&oacute;logo e investigador Alfonso Godino. Contaram ainda com o apoio do Hawk Mountain Sanctuary e da ENDESA. Adicionalmente, os trabalhos de marca&ccedil;&atilde;o foram acompanhados pela C&acirc;mara Municipal de Idanha-a-Nova, atrav&eacute;s do Gabinete M&eacute;dico Veterin&aacute;rio Municipal e Servi&ccedil;o de A&ccedil;&atilde;o Educativa - &Aacute;rea Ambiental.<br />
<br />
<strong>Herdade da Contenda, a col&oacute;nia que se expande para leste</strong><br />
<br />
Esta col&oacute;nia reprodutora estabeleceu-se com dois casais nidificantes em 2015, no seguimento dos esfor&ccedil;os de conserva&ccedil;&atilde;o do projeto <u><a href="http://habitatlinceabutre.lpn.pt/en">LIFE Habitat Lince Abutre</a></u>, liderado pela LPN. Desde ent&atilde;o, tem vindo a aumentar gradualmente e, este ano, registou pelo menos 20 casais nidificantes &ndash; cinco dos quais j&aacute; em territ&oacute;rio espanhol, mais tr&ecirc;s do que no ano passado. Embora ecologicamente todas as aves perten&ccedil;am &agrave; mesma col&oacute;nia, do ponto de vista administrativo e de conserva&ccedil;&atilde;o, esta aparente expans&atilde;o aporta alguns cuidados adicionais no &acirc;mbito de uma <u><a href="https://4vultures.org/blog/transboundary-cooperation-to-protect-the-cinereous-vulture-breeding-colony-at-herdade-da-contenda-southern-portugal/">colabora&ccedil;&atilde;o transfronteiri&ccedil;a</a></u>.<br />
<br />
Em julho, foram marcadas tr&ecirc;s crias na Herdade da Contenda, gra&ccedil;as &agrave; colabora&ccedil;&atilde;o da LPN, do ICNF, da Herdade da Contenda - entidades que t&ecirc;m conjuntamente monitorizado a col&oacute;nia -, da VCF, da ATN e de Carlos Pacheco. Os trabalhos contaram ainda com a presen&ccedil;a de representantes da C&acirc;mara Municipal de Moura, propriet&aacute;ria da Herdade da Contenda.<br />
<br />
<strong>A quinta e mais recente col&oacute;nia, na Vidigueira<br />
</strong><br />
Esta col&oacute;nia reprodutora, descoberta em junho pelo ICNF, &eacute; a mais recente e a <u><a href="https://4vultures.org/blog/transboundary-cooperation-to-protect-the-cinereous-vulture-breeding-colony-at-herdade-da-contenda-southern-portugal/">menor do pa&iacute;s</a></u>. &Eacute; tamb&eacute;m a col&oacute;nia conhecida mais a oeste de toda a &aacute;rea de distribui&ccedil;&atilde;o global da esp&eacute;cie.<br />
<br />
Foram observados quatro ninhos de abutre-preto, mas apenas um com um casal reprodutor, cuja cria foi prontamente marcada por uma equipa constitu&iacute;da por elementos do ICNF &ndash; Delega&ccedil;&atilde;o Regional do Alentejo, da LPN e o marcador, o bi&oacute;logo Carlos Pacheco.<br />
<strong><br />
Marcar abutres-pretos para reduzir a sua mortalidade</strong><br />
<br />
As marca&ccedil;&otilde;es s&atilde;o um <u><a href="https://4vultures.org/blog/tagging-cinereous-vultures-in-the-nest-step-by-step/">processo complexo</a></u> que requer a participa&ccedil;&atilde;o de especialistas de diversas &aacute;reas devidamente acreditados para o efeito: bi&oacute;logos, m&eacute;dicos veterin&aacute;rios, autoridades, escaladores, entre outros. As aves s&atilde;o sujeitas a um exame m&eacute;dico-veterin&aacute;rio e &agrave; <u><a href="https://4vultures.org/wp-content/uploads/2024/07/Protocol-for-collecting-bioligical-samples-from-Cinereous-Vultures-Portuguese.pdf">recolha de amostras biol&oacute;gicas</a></u> que permitir&atilde;o compreender o seu estado de sa&uacute;de e estabelecer valores de refer&ecirc;ncia para a esp&eacute;cie - informa&ccedil;&atilde;o de grande relev&acirc;ncia para as equipas veterin&aacute;rias e centros de recupera&ccedil;&atilde;o de fauna silvestre que tratam abutres-pretos. Depois, s&atilde;o marcadas com uma anilha met&aacute;lica com um c&oacute;digo identificador &uacute;nico; com uma anilha colorida que permite a identifica&ccedil;&atilde;o da ave &agrave; dist&acirc;ncia; e com um emissor GPS/GSM, que passa a ser continuamente monitorizado.<br />
<br />
O dispositivo, que pesa apenas cerca de 50 gramas, permite <u><a href="https://4vultures.org/blog/where-zimbro-and-geres-the-cinereous-vultures-released-in-portugal/">acompanhar os movimentos</a></u> e os comportamentos das aves. Qualquer anomalia pode ser rapidamente detetada, uma equipa pode deslocar-se ao encontro da ave e, se necess&aacute;rio, encaminh&aacute;-la para um centro de recupera&ccedil;&atilde;o de fauna silvestre. Esta atua&ccedil;&atilde;o c&eacute;lere permite resgatar e cuidar de abutres que, de outra forma, provavelmente morreriam em campo. Quando se trata de uma esp&eacute;cie amea&ccedil;ada, com uma popula&ccedil;&atilde;o ainda relativamente reduzida, a sobreviv&ecirc;ncia de cada indiv&iacute;duo reveste-se de grande import&acirc;ncia para a sua recupera&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
No total, o projeto LIFE Aegypius Return prev&ecirc; a marca&ccedil;&atilde;o de 60 abutres-pretos. Al&eacute;m das crias marcadas no ninho, o projeto inclui a tentativa de captura de adultos, como o <u><a href="https://4vultures.org/blog/zeal-and-great-determination-the-incredible-story-of-the-first-cinereous-vultures-born-in-portugal-after-extinction/">Aravil</a></u>, e a liberta&ccedil;&atilde;o de juvenis recuperados, ap&oacute;s o processo de <u><a href="https://4vultures.org/blog/four-cinereous-vultures-inaugurate-pioneering-conservation-programme-in-portugal/">aclimata&ccedil;&atilde;o no Douro Internacional</a></u>.<br />
<br />
Os parceiros LIFE Aegypius Return refor&ccedil;am os agradecimentos a todas as pessoas e entidades que t&ecirc;m colaborado na monitoriza&ccedil;&atilde;o e nas marca&ccedil;&otilde;es nas cinco col&oacute;nias. <br />
<br />
As equipas do projeto mant&ecirc;m a monitoriza&ccedil;&atilde;o das crias at&eacute; estas sa&iacute;rem do ninho e se tornarem totalmente independentes, o que dever&aacute; acontecer at&eacute; final de agosto ou in&iacute;cio de setembro. Nessa altura, ser&aacute; tamb&eacute;m poss&iacute;vel concluir e divulgar os resultados completos desta &eacute;poca de reprodu&ccedil;&atilde;o. Acompanhe tudo no <u><a href="https://4vultures.org/life-aegypius-return">website do projeto</a></u> ou nas redes sociais dos parceiros. &nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c6cd7</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 02 Aug 2024 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Três novas crias de abutre-preto do Douro Internacional marcadas com GPS</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/tres-novas-crias-de-abutre-preto-do-douro-internacional-marcadas-com-gps-2024-2f08-2f02/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[Tr&ecirc;s das cinco &uacute;nicas crias de abutre-preto (<em>Aegypius monachus</em>) nascidas este ano na col&oacute;nia transfronteiri&ccedil;a do Douro Internacional j&aacute; foram marcadas, no m&ecirc;s de julho, com dispositivo GPS/GSM, no &acirc;mbito do projeto <u><a href="https://www.palombar.pt/pt/projetos/life-aegypius-return-2022/">LIFE Aegypius Return</a></u>. Este que &eacute; o maior abutre da Europa tem um estatuto de amea&ccedil;a &ldquo;Em perigo&rdquo; de extin&ccedil;&atilde;o no territ&oacute;rio nacional e a col&oacute;nia desta esp&eacute;cie localizada no Douro Internacional &eacute; a mais isolada e, portanto, a mais fr&aacute;gil em Portugal.<br />
<br />
<strong>Arribes: a primeira cria do lado espanhol marcada com GPS/GSM</strong><br />
<br />
A equipa do projeto e colaboradores portugueses e espanh&oacute;is anilharam e marcaram com dispositivo GPS/GSM duas crias no Parque Natural do Douro Internacional (PNDI) e uma cria no Parque Natural Arribes del Duero (PNAD), em Espanha, a qual pertence a um casal de abutre-preto recentemente descoberto, sendo a primeira a receber este equipamento no PNAD.<br />
<br />
Batizados de Zelha, Celtis e Arribes - os dois primeiros nomes atribu&iacute;dos em homenagem a &aacute;rvores nativas de regi&atilde;o e o terceiro ao local onde a ave nasceu - os abutres-pretos marcados v&atilde;o agora ser monitorizados de forma continuada pela equipa do LIFE Aegypius Return.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/WhatsApp Image 2024-07-31 at 16_27_28(5).jpeg" width="900" height="675" alt="" /><br />
<p class="legenda">Cria de abutre-preto marcada com dispositivo GPS/GSM. Fotografia Palombar.</p>
<br />
<strong>Garantir sobreviv&ecirc;ncia da &uacute;nica cria de cada casal crucial para aumentar a col&oacute;nia</strong><br />
<br />
Os equipamentos GPS/GSM ir&atilde;o fornecer informa&ccedil;&otilde;es valiosas sobre os seus movimentos e comportamentos, as quais s&atilde;o essenciais para garantir que estas aves amea&ccedil;adas tenham uma maior taxa de sobreviv&ecirc;ncia na fase cr&iacute;tica da sa&iacute;da do ninho, quando come&ccedil;am a aventurar-se nos primeiros voos e s&atilde;o mais fr&aacute;geis e suscet&iacute;veis a amea&ccedil;as. Garantir a sobreviv&ecirc;ncia da &uacute;nica cria que cada casal de abutre-preto tem por &eacute;poca de reprodu&ccedil;&atilde;o &eacute; crucial para aumentar a col&oacute;nia desta esp&eacute;cie na regi&atilde;o.<br />
<br />
A equipa tamb&eacute;m registou dados biom&eacute;tricos das crias, como o tamanho da asa e do bico, e recolheu amostras biol&oacute;gicas, nomeadamente de sangue, que permitem analisar as caracter&iacute;sticas da ave e o seu estado sanit&aacute;rio.<br />
<br />
<strong>Colabora&ccedil;&atilde;o luso-espanhola para marca&ccedil;&atilde;o de crias</strong><br />
<br />
As marca&ccedil;&otilde;es destes abutres-pretos foram poss&iacute;veis gra&ccedil;as &agrave; colabora&ccedil;&atilde;o luso-espanhola realizada no &acirc;mbito do LIFE Aegypius Return que envolveu o Parque Natural Arribes del Duero; Junta de Castilla y Le&oacute;n; Universidad de Oviedo; Liga para a Protec&ccedil;&atilde;o da Natureza; Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas; equipa veterin&aacute;ria do Centro de Recupera&ccedil;&atilde;o de Animais Selvagens do Hospital Veterin&aacute;rio da Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro; e Javier de la Puente, especialista em conserva&ccedil;&atilde;o de aves e colaborador da Palombar.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/Espanha-grupo.jpeg" width="900" height="548" alt="" /><br />
<p class="legenda">Equipa. Fotografia Palombar.</p>
<strong><br />
H&aacute; oito casais reprodutores na col&oacute;nia transfronteiri&ccedil;a do Douro Internacional</strong><br />
<br />
O abutre-preto extinguiu-se como nidificante em Portugal no in&iacute;cio da d&eacute;cada de 70. No entanto, a esp&eacute;cie manteve-se presente na faixa fronteiri&ccedil;a das regi&otilde;es centro e sul, com indiv&iacute;duos provenientes de Espanha. S&oacute; em 2010 o abutre-preto voltou a nidificar em Portugal, no Parque Natural do Tejo Internacional. Em 2012, registou-se o primeiro casal nidificante no PNDI e, em 2019, o segundo. Atualmente, est&atilde;o confirmados oito casais reprodutores de abutre-preto na col&oacute;nia transfronteiri&ccedil;a do Douro Internacional, localizada em territ&oacute;rio do PNDI e do PNAD. <br />
<br />
<strong>Projeto j&aacute; atingiu tr&ecirc;s dos seus grandes objetivos</strong><br />
<br />
O projeto LIFE Aegypius Return j&aacute; atingiu tr&ecirc;s dos seus grandes objetivos: aumentaram de quatro para cinco as col&oacute;nias da esp&eacute;cie no pa&iacute;s; o estatuto de amea&ccedil;a do abutre-preto melhorou, passando de &quot;Criticamente em perigo&quot; para &quot;Em perigo&quot; de extin&ccedil;&atilde;o na &uacute;ltima edi&ccedil;&atilde;o da Lista Vermelha das Aves de Portugal Continental; e o n&uacute;mero de casais reprodutores da esp&eacute;cie mais do que duplicou, tendo crescido de 40 para mais de 80.&nbsp;]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 26 Jul 2024 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Projeto LIFE SOS Pygargus vai unir conservacionistas, cientistas e agricultores para salvar o tartaranhÃ£o-caÃ§ador da extinÃ§Ã£o</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/projeto-life-sos-pygargus-vai-unir-conservacionistas-2c-cientistas-e-agricultores-para-salvar-o-tartaranhao-cacador-da-extincao-2024-2f07-2f26/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[A prop&oacute;sito do Dia Mundial da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza, assinalado a 28 de julho, anunciamos a&nbsp;<strong>aprova&ccedil;&atilde;o do LIFE SOS Pygargus, um projeto transfronteiri&ccedil;o que vai unir conservacionistas, cientistas, agricultores e entidades p&uacute;blicas e privadas em Portugal e Espanha com o objetivo de salvar o tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador (<em>Circus pygargus</em>)</strong>&nbsp;da extin&ccedil;&atilde;o no territ&oacute;rio nacional e na zona de fronteira entre os dois pa&iacute;ses. O projeto foi aprovado pelo Programa LIFE da Uni&atilde;o Europeia (UE) e tem um or&ccedil;amento total de quase 11 milh&otilde;es de euros, 75% dos quais (oito milh&otilde;es de euros) financiados pela UE. O tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador, tamb&eacute;m conhecido como &aacute;guia-ca&ccedil;adeira, &eacute; uma ave que nidifica no solo em &aacute;reas abertas. Segundo o primeiro censo nacional da esp&eacute;cie realizado em 2022-2023, a sua popula&ccedil;&atilde;o encontra-se em decl&iacute;nio acentuado nos &uacute;ltimos 15 anos e est&aacute; atualmente em risco de desaparecer. O projeto vai arrancar em setembro deste ano e ser&aacute; implementado no per&iacute;odo 2024-2030.<br />
<br />
<strong>Projeto &eacute; coordenado pela Palombar e conta com 17 parceiros</strong><br />
<br />
O LIFE SOS Pygargus &eacute; coordenado pela organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental de ambiente Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural e conta com 17 parceiros, dos quais 13 s&atilde;o entidades portuguesas e quatro s&atilde;o espanholas: Associa&ccedil;&atilde;o BIOPOLIS-CIBIO - Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Biodiversidade e Recursos Gen&eacute;ticos, AEPGA - Associa&ccedil;&atilde;o para o Estudo e Prote&ccedil;&atilde;o do Gado Asinino, ANPOC - Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Produtores de Proteaginosas, Oleaginosas e Cereais, DRAP-N - Dire&ccedil;&atilde;o Regional de Agricultura e Pescas do Norte, EDIA - Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva SA, ICNF - Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas, INIAV - Instituto Nacional de Investiga&ccedil;&atilde;o Agr&aacute;ria e Veterin&aacute;ria, LPN - Liga para a Protec&ccedil;&atilde;o da Natureza, MC Shared Services SA, Modelo Continente Hipermercados SA, SPEA - Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, UTAD - Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro, Vita Nativa - Conserva&ccedil;&atilde;o do Ambiente, AMUS - Acci&oacute;n por el Mundo Salvaje, Consejeria de Agricultura, Ganaderia y Desarrollo Sostenible - Junta de Extremadura, GREFA - Grupo de Rehabilitaci&oacute;n de la Fauna Aut&oacute;ctona y su H&aacute;bitat e Universidad de Murcia.<br />
<br />
<strong>Popula&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie est&aacute; em forte decl&iacute;nio e corre o risco de desaparecer</strong><br />
<br />
O tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador, classificado como &ldquo;Em Perigo&rdquo; de extin&ccedil;&atilde;o em Portugal e &ldquo;Vulner&aacute;vel&rdquo; em Espanha, &eacute; uma rapina migradora que passa o outono/inverno na &Aacute;frica subsaariana e a primavera/ver&atilde;o na Europa e &Aacute;sia Ocidental, sendo que a Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica alberga grande parte da sua popula&ccedil;&atilde;o ocidental. O forte decl&iacute;nio da popula&ccedil;&atilde;o desta ave de rapina &eacute; resultado sobretudo de altera&ccedil;&otilde;es nas pr&aacute;ticas agr&iacute;colas e preda&ccedil;&atilde;o. Em Portugal, a redu&ccedil;&atilde;o significativa de &aacute;reas de produ&ccedil;&atilde;o de gr&atilde;o para expans&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o bovina tem resultado numa perda de habitat adequado para a esp&eacute;cie. O tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador &eacute; ent&atilde;o for&ccedil;ado a reproduzir-se em culturas forrageiras, onde o corte precoce, em plena &eacute;poca reprodutora, destr&oacute;i involuntariamente os ninhos feitos no solo. Por ser uma esp&eacute;cie muito dependente de &aacute;reas agr&iacute;colas para a sua sobreviv&ecirc;ncia, os agricultores t&ecirc;m um papel chave na sua conserva&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
<strong>Os principais objetivos do projeto</strong><br />
<br />
Os principais objetivos do projeto, nos pr&oacute;ximos seis anos, s&atilde;o: melhorar o estado de conserva&ccedil;&atilde;o do tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ado em Portugal e das popula&ccedil;&otilde;es transfronteiri&ccedil;as; adaptar as pr&aacute;ticas agr&iacute;colas ao ciclo reprodutivo da esp&eacute;cie, promovendo o uso de variedades de cereais e forragens que s&atilde;o mais compat&iacute;veis com as suas necessidades ecol&oacute;gicas; reduzir significativamente a mortalidade e a destrui&ccedil;&atilde;o de ninhos, com uma meta de redu&ccedil;&atilde;o de 75% na mortalidade e aumento de 50% na popula&ccedil;&atilde;o reprodutora; e promover a consciencializa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica sobre a import&acirc;ncia da conserva&ccedil;&atilde;o do tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador, bem como fomentar a coopera&ccedil;&atilde;o entre Portugal e Espanha para a conserva&ccedil;&atilde;o transfronteiri&ccedil;a desta ave.<br />
<br />
<strong>&Aacute;rea de implementa&ccedil;&atilde;o inclui 49 Zonas de Prote&ccedil;&atilde;o Especial da Rede Natura 2000</strong><br />
<br />
O projeto ser&aacute; implementado em 49 Zonas de Prote&ccedil;&atilde;o Especial da Rede Natura 2000, e &aacute;reas adjacentes, em Portugal (23) e Espanha (18 na Extremadura, tr&ecirc;s na Galiza, quatro em Castela e Le&atilde;o e uma em Madrid), que albergam a maior parte das popula&ccedil;&otilde;es portuguesas e transfronteiri&ccedil;as de tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador. Estas &aacute;reas s&atilde;o essenciais para a sobreviv&ecirc;ncia e expans&atilde;o da esp&eacute;cie e para assegurar a conectividade da Rede Natura 2000.<br />
<br />
<strong>Esfor&ccedil;o transfronteiri&ccedil;o sem precedentes para conservar a esp&eacute;cie</strong><br />
<br />
O projeto LIFE SOS Pygargus vai proteger esta que &eacute; uma das esp&eacute;cies terrestes mais amea&ccedil;adas da fauna ib&eacute;rica e que desempenha um papel fundamental nos ecossistemas, garantindo o seu bom funcionamento e beneficiando as comunidades rurais, nomeadamente os agricultores, atrav&eacute;s do consumo de insetos e pequenos roedores. Junta, assim, conservacionistas, investigadores, agricultores, entidades p&uacute;blicas e privadas e empresas ib&eacute;ricas num esfor&ccedil;o transfronteiri&ccedil;o sem precedentes para conservar esta rapina ic&oacute;nica das searas.<br />]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Tue, 23 Jul 2024 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Cria da nova colónia de abutre-preto descoberta em Portugal já marcada com GPS pelo projeto LIFE Aegypius Return</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/cria-da-nova-colonia-de-abutre-preto-descoberta-em-portugal-ja-marcada-com-gps-pelo-projeto-life-aegypius-return-2024-2f07-2f23/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A descoberta de uma nova col&oacute;nia de abutre-preto em Portugal</strong><br />
<br />
Era um dia normal de trabalhos de monitoriza&ccedil;&atilde;o de &aacute;guia-real (<em>Aquila chrysaetos</em>), no calor do Alentejo. Na Herdade do Monte da Ribeira, concelho da Vidigueira, Nuno Ventinhas deteta uma mancha escura no cimo de um pinheiro-manso (<em>Pinus pinea</em>), surpreendido e ao mesmo tempo duvidando do que estava a ver. De imediato, partilha a informa&ccedil;&atilde;o e as imagens poss&iacute;veis com o colega Carlos Carrapato, que reporta a boa nova &agrave; equipa do projeto LIFE Aegypius Return. Estava confirmada a quinta col&oacute;nia de abutre-preto (<em>Aegypius monachus</em>) em Portugal.<br />
<br />
Nuno Ventinhas &eacute; t&eacute;cnico do Centro de Estudos de Migra&ccedil;&otilde;es e Prote&ccedil;&atilde;o de Aves (CEMPA), do Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas (ICNF), e colabora regularmente com a Delega&ccedil;&atilde;o Regional do ICNF do Alentejo, onde Carlos Carrapato integra o Departamento Regional de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e da Biodiversidade. Apesar das muitas colabora&ccedil;&otilde;es em trabalhos de monitoriza&ccedil;&atilde;o da biodiversidade, certamente n&atilde;o esperavam esta descoberta, ou, pelo menos, que se desse t&atilde;o cedo naquela regi&atilde;o.<br />
<br />
A import&acirc;ncia da descoberta justificou uma pronta nova visita, refor&ccedil;ada com uma equipa de t&eacute;cnicos do ICNF, e formalizada por uma reuni&atilde;o com os propriet&aacute;rios da herdade. As novas prospe&ccedil;&otilde;es resultaram na confirma&ccedil;&atilde;o de quatro ninhos de abutre-preto, um deles com cria &minus; a &ldquo;mancha&rdquo; observada na sa&iacute;da de campo anterior.&nbsp;<br />
<br />
<strong>A ci&ecirc;ncia aliada &agrave; conserva&ccedil;&atilde;o</strong><br />
<br />
O abutre-preto, ave necr&oacute;faga com estatuto de amea&ccedil;a &quot;Em Perigo&quot; de extin&ccedil;&atilde;o, em Portugal, extinguiu-se no nosso pa&iacute;s na d&eacute;cada de 1970, como esp&eacute;cie reprodutora. Gra&ccedil;as a esfor&ccedil;os de conserva&ccedil;&atilde;o e a medidas legais, a esp&eacute;cie come&ccedil;ou a recuperar em Espanha e recolonizou naturalmente Portugal em 2010, com os primeiros casais reprodutores a instalar-se  no Parque Natural do Tejo Internacional. Desde ent&atilde;o, mais casais come&ccedil;aram a nidificar em diferentes regi&otilde;es, e, at&eacute; ao momento, conheciam-se quatro col&oacute;nias reprodutoras em Portugal (Douro Internacional, Serra da Malcata, Tejo Internacional e Herdade da Contenda, no concelho de Moura). Todas estas col&oacute;nias est&atilde;o localizadas muito perto da fronteira com Espanha, sendo a quinta e nova col&oacute;nia a que se situa mais para oeste.<br />
<br />
<strong>A nova col&oacute;nia &eacute;, assim, a mais ocidental de toda a &aacute;rea global de ocorr&ecirc;ncia da esp&eacute;cie<br />
</strong><br />
As imagens captadas pelo ICNF permitiram estimar a idade da &uacute;nica cria detetada nesta nova col&oacute;nia, informa&ccedil;&atilde;o fundamental para os pr&oacute;ximos passos. Uma equipa restrita, constitu&iacute;da por t&eacute;cnicos do ICNF, da Liga para a Prote&ccedil;&atilde;o da Natureza (LPN), parceira do LIFE Aegypius Return, e pelo bi&oacute;logo Carlos Pacheco, procedeu ent&atilde;o &agrave; captura e marca&ccedil;&atilde;o da cria, assim que esta atingiu a idade (e tamanho) adequada para receber um emissor GPS/GSM. Este dispositivo permitir&aacute; agora um detalhado seguimento de todos os movimentos e comportamentos do abutre, pela equipa do projeto LIFE Aegypius Return. A marca&ccedil;&atilde;o consiste tamb&eacute;m na coloca&ccedil;&atilde;o de anilhas numeradas, que funcionam como o bilhete de identidade para aquela ave, fornecendo informa&ccedil;&otilde;es relevantes sempre que houver uma nova eventual captura ou observa&ccedil;&atilde;o em proximidade.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/foto-escalador.jpeg" width="900" height="1600" alt="" /><br />
<p class="legenda">Carlos Pacheco escala o pinheiro-manso onde foi constru&iacute;do o ninho para aceder &agrave; cria de abutre-preto. Fotografia Liga para a Prote&ccedil;&atilde;o da Natureza.</p>
<br />
Os trabalhos de campo inclu&iacute;ram ainda a recolha de amostras biol&oacute;gicas, pelo m&eacute;dico veterin&aacute;rio da LPN, David Delgado Rodr&iacute;guez, que garante a aplica&ccedil;&atilde;o de um protocolo uniformizado em todas as marca&ccedil;&otilde;es do projeto. Assim, recolhem-se dados compar&aacute;veis que resultar&atilde;o em informa&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica de refer&ecirc;ncia, com par&acirc;metros bioqu&iacute;micos, toxicol&oacute;gicos, entre outros, que sustentar&atilde;o a&ccedil;&otilde;es de mitiga&ccedil;&atilde;o de amea&ccedil;as e conserva&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie no geral, e a recupera&ccedil;&atilde;o de indiv&iacute;duos debilitados que ingressem em centros de recupera&ccedil;&atilde;o para a fauna.<br />
<br />
<strong>Cooperar para resgatar uma esp&eacute;cie da extin&ccedil;&atilde;o</strong><br />
<br />
Depois de quatro d&eacute;cadas sem reprodu&ccedil;&atilde;o de abutre-preto no nosso pa&iacute;s, em 2022 conheciam-se cerca de 40 casais reprodutores em Portugal, e esta fragilidade levou &agrave; aprova&ccedil;&atilde;o do projeto LIFE Aegypius Return, que conta com um or&ccedil;amento de 3,7 milh&otilde;es de euros, cofinanciados em 75% pela Uni&atilde;o Europeia. O projeto pretende consolidar o regresso do abutre-preto a Portugal e ao oeste de Espanha, e um dos seus objetivos era duplicar a popula&ccedil;&atilde;o reprodutora em Portugal, passando dos 40 casais em quatro col&oacute;nias conhecidos em 2022 para, pelo menos, 80 casais em cinco col&oacute;nias, at&eacute; 2027 &ndash; o que foi ent&atilde;o concretizado na presente &eacute;poca de reprodu&ccedil;&atilde;o. Al&eacute;m da descoberta da quinta col&oacute;nia, os parceiros e entidades que colaboram na monitoriza&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie em todo pa&iacute;s registaram um aumento do n&uacute;mero de casais nidificantes face ao ano passado.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/foto-group.jpeg" width="900" height="628" alt="" /><br />
<p class="legenda">Equipa que marcou a cria de abutre-preto da nova col&oacute;nia. Fotografia Liga para a Prote&ccedil;&atilde;o da Natureza.</p>
<br />
Apesar destes resultados muito animadores, os parceiros de projeto n&atilde;o baixam os bra&ccedil;os, pois ser&aacute; necess&aacute;rio garantir que a esp&eacute;cie tem condi&ccedil;&otilde;es de perman&ecirc;ncia, a longo termo, no nosso pa&iacute;s. Para tal, &eacute; necess&aacute;rio garantir um bom sucesso reprodutor, habitat de qualidade e sem perturba&ccedil;&atilde;o, disponibilidade de alimento e uma diminui&ccedil;&atilde;o dos fatores de mortalidade, como o uso ilegal de venenos e a persegui&ccedil;&atilde;o direta.<br />
<br />
Para o sucesso do projeto, e a conserva&ccedil;&atilde;o do abutre-preto, a coopera&ccedil;&atilde;o entre m&uacute;ltiplas entidades e setores de atividade ser&aacute; essencial, e os parceiros do projeto agradecem a todos os que t&ecirc;m estado envolvido nestes esfor&ccedil;os. Para esta marca&ccedil;&atilde;o em particular, s&atilde;o devidos agradecimentos ao ICNF e &agrave; Herdade do Monte da Ribeira. <br type="_moz" />]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c6cff</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 22 Jul 2024 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Campos de trabalho voluntário arqueológico da Palombar contribuem para musealização de casa romana em aldeia transmontana</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/campos-de-trabalho-voluntario-arqueologico-da-palombar-contribuem-para-musealizacao-de-casa-romana-em-aldeia-transmontana-2024-2f07-2f22/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[O 65.&ordm; e o 66.&ordm; Campos de Trabalho Volunt&aacute;rio Internacionais (CTVI) - Escava&ccedil;&atilde;o Arqueol&oacute;gica realizados no &acirc;mbito do projeto NatuRural Heritage da Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural v&atilde;o contribuir para o processo de musealiza&ccedil;&atilde;o da &ldquo;Casa Romana&rdquo; localizada na aldeia de Picote, no concelho de Miranda do Douro, no distrito de Bragan&ccedil;a. Estes CTVI visam dar continuidade aos trabalhos arqueol&oacute;gicos j&aacute; desenvolvidos em Picote h&aacute; v&aacute;rios anos por arque&oacute;logos da Universidade do Porto e agora integrados num projeto do Munic&iacute;pio de Miranda do Douro, Junta de Freguesia de Picote e Palombar.<br />
<br />
O 65.&ordm; CTVI realiza-se entre os dias 12 e 26 de agosto e o 66.&ordm; CTVI entre os dias 2 e 16 de setembro, e t&ecirc;m o apoio da C&acirc;mara Municipal de Miranda do Douro, Junta de Freguesia de Picote, Frauga - Associa&ccedil;&atilde;o para o Desenvolvimento Integrado de Picote, Associa&ccedil;&atilde;o Fam&iacute;lia Kolping de Picote e Associa&ccedil;&atilde;o francesa REMPART. O projeto NatuRural Heritage &eacute; financiado pelo Corpo Europeu de Solidariedade da Uni&atilde;o Europeia.<br />
<br />
<strong>O que &eacute; a &ldquo;Casa Romana&rdquo;?</strong><br />
<br />
A &ldquo;Casa Romana&rdquo; &eacute; uma habita&ccedil;&atilde;o da &eacute;poca Romana j&aacute; identificada numa &aacute;rea da aldeia de Picote onde foram encontrados vest&iacute;gios arqueol&oacute;gicos que revelaram que, no local, existe o que foi uma importante povoa&ccedil;&atilde;o da &eacute;poca do Imp&eacute;rio Romano. Al&eacute;m desta habita&ccedil;&atilde;o romana, foram j&aacute; descobertos tamb&eacute;m uma estrutura que serviu de celeiro, berr&otilde;es, v&aacute;rias estelas funer&aacute;rias, entre outros achados. Picote est&aacute; referenciada historicamente como tendo uma presen&ccedil;a humana ancestral bem vincada. Na bibliografia antiga, identifica-se aqui a localiza&ccedil;&atilde;o de um povoado fortificado da Idade do Ferro, posteriormente romanizado.<br />
<br />
Durante os CTVI, ser&atilde;o realizadas escava&ccedil;&otilde;es, com o prop&oacute;sito de dar continuidade &agrave;s prospe&ccedil;&otilde;es arqueol&oacute;gicas promovidas h&aacute; v&aacute;rios anos por arque&oacute;logos da Universidade do Porto na &aacute;rea, tendo em vista a sua futura musealiza&ccedil;&atilde;o; uma iniciativa que decorre no &acirc;mbito de um projeto mais alargado que integra o Munic&iacute;pio de Miranda do Douro, a Junta de Freguesia de Picote e a Palombar, sob a coordena&ccedil;&atilde;o da arque&oacute;loga municipal M&oacute;nica Salgado.<br />
<br />
Nos CTVI, ir&atilde;o participar volunt&aacute;rios de v&aacute;rias nacionalidades, que v&atilde;o contribuir de forma ativa para a descoberta do patrim&oacute;nio ancestral da regi&atilde;o e para a dinamiza&ccedil;&atilde;o do territ&oacute;rio.<br />
<br />
<strong>Estamos a recrutar volunt&aacute;rios/as. </strong>Inscreva-se <u><strong><a href="https://www.palombar.pt/pt/atividades/66-o-campo-de-trabalho-voluntario-internacional-escavacao-arqueologica-2024-2f09-2f22/">aqui</a></strong></u>.&nbsp;<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/Prospe&ccedil;&atilde;o arqueol&oacute;gica na Casa Romana_fotografia M&oacute;nica Salgado.jpg" width="900" height="675" alt="" /><br />
<p class="legenda">Prospe&ccedil;&atilde;o arqueol&oacute;gica na &quot;Casa Romana&quot; em Picote (Miranda do Douro). Fotografia M&oacute;nica Salgado.<br />
<strong><br />
</strong></p>
<strong>Palombar j&aacute; realizou quase 70 campos de trabalho volunt&aacute;rio internacionais</strong><br />
<br />
J&aacute; s&atilde;o quase 70 os campos de trabalho volunt&aacute;rio internacionais realizados pela Palombar na regi&atilde;o do Planalto Mirand&ecirc;s, com foco na conserva&ccedil;&atilde;o do patrim&oacute;nio rural e natural, na preserva&ccedil;&atilde;o da sua forte identidade cultural e paisag&iacute;stica e na descoberta da sua riqueza arqueol&oacute;gica.<br />
<br />
Os CTVI t&ecirc;m impacto a diferentes n&iacute;veis: localmente, na vida da comunidade onde se realizam as a&ccedil;&otilde;es, rompendo o isolamento, aumentando os encontros e interc&acirc;mbios intergeracionais e contribuindo positivamente para o bem-estar da popula&ccedil;&atilde;o; a n&iacute;vel regional, promovendo o patrim&oacute;nio rural - cultural, natural, arquitet&oacute;nico e arqueol&oacute;gico -, bem como o com&eacute;rcio local e regional; a n&iacute;vel nacional, oferecendo oportunidades para os jovens participarem em projetos multiculturais dentro do pr&oacute;prio pa&iacute;s e instigando a participa&ccedil;&atilde;o c&iacute;vica na preserva&ccedil;&atilde;o do seu pr&oacute;prio patrim&oacute;nio natural e cultural e, a n&iacute;vel europeu, contribuindo para o interc&acirc;mbio entre pa&iacute;ses, a intera&ccedil;&atilde;o e a coopera&ccedil;&atilde;o entre os jovens.&nbsp;]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Tue, 16 Jul 2024 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Palombar é agora membro associado do FSC - Forest Stewardship Council Portugal</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/palombar-e-agora-membro-associado-do-fsc-forest-stewardship-council-portugal-2024-2f07-2f16/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[A Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural &eacute;, desde junho deste ano, membro associado do FSC - Forest Stewardship Council Portugal. O FSC Portugal &eacute; o escrit&oacute;rio nacional do Forest Stewardship Council (FSC).<br />
<br />
O FSC, criado oficialmente em 1994, &eacute; uma organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental de &acirc;mbito internacional respons&aacute;vel pelo sistema de certifica&ccedil;&atilde;o florestal mais respeitado e amplamente utilizado em todo o mundo.<br />
<br />
<strong>Palombar integra C&acirc;mara Ambiental</strong><br />
<br />
O FSC &eacute; governado pelos seus membros, que podem ser coletivos, como &eacute; o caso da Palombar, ou individuais. Os membros do FSC Portugal integram uma das tr&ecirc;s C&acirc;maras da organiza&ccedil;&atilde;o: Ambiental, Social ou Econ&oacute;mica. A Palombar integrou a C&acirc;mara Ambiental e pretende, neste organismo, ser parte ativa e contribuir de forma decisiva para a cria&ccedil;&atilde;o e implementa&ccedil;&atilde;o de normas e medidas que assegurem, no terreno, uma gest&atilde;o sustent&aacute;vel e regenerativa das florestas em Portugal, em benef&iacute;cio da natureza, das pessoas e da economia.<br />
<br />
A miss&atilde;o do FSC &eacute; promover uma gest&atilde;o florestal ambientalmente adequada, socialmente ben&eacute;fica e economicamente vi&aacute;vel a n&iacute;vel mundial, assegurando os direitos e necessidades da atual gera&ccedil;&atilde;o, sem comprometer as das gera&ccedil;&otilde;es futuras. Para isso, criou um conjunto de Princ&iacute;pios e Crit&eacute;rios que devem ser implementados para garantir uma gest&atilde;o respons&aacute;vel das florestas.<br />
<br />
<strong>Princ&iacute;pios e Crit&eacute;rios do FSC estabelecem as melhores pr&aacute;ticas de gest&atilde;o florestal</strong><br />
<br />
Os Princ&iacute;pios e Crit&eacute;rios do FSC estabelecem as melhores pr&aacute;ticas de gest&atilde;o florestal. As normas nacionais adaptam esses requisitos &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es e contextos espec&iacute;ficos de cada pa&iacute;s ou regi&atilde;o e s&atilde;o desenvolvidas por grupos de trabalho locais. A FSC desenvolve e promove normas internacionais e nacionais e credencia as certificadoras para que elas possam certificar os empreendimentos florestais de acordo com esses Princ&iacute;pios e Crit&eacute;rios.<br />
<br />
Assim, a certifica&ccedil;&atilde;o FSC assegura que os produtos prov&ecirc;m de florestas bem geridas que oferecem benef&iacute;cios ambientais, sociais e econ&oacute;micos. Propriet&aacute;rios e gestores florestais podem certificar-se para demonstrar que est&atilde;o a gerir as suas florestas de forma respons&aacute;vel.<br />
<br />
O FSC Portugal &eacute; representado pela Associa&ccedil;&atilde;o para uma Gest&atilde;o Florestal Respons&aacute;vel, integra os principais agentes do setor florestal nacional e importantes atores de outras &aacute;reas de atua&ccedil;&atilde;o, mas que t&ecirc;m em comum o compromisso de promo&ccedil;&atilde;o e implementa&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas de sustentabilidade e responsabilidade corporativa a n&iacute;vel florestal.]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 05 Jul 2024 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Projeto Sentinelas marca aves de rapina agroflorestais para ajudar a identificar ameaças para a fauna e ecossistemas</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/projeto-sentinelas-marca-aves-de-rapina-agroflorestais-para-ajudar-a-identificar-ameacas-para-a-fauna-e-ecossistemas-2024-2f07-2f05/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[No &acirc;mbito do projeto Sentinelas - Rede de Monitoriza&ccedil;&atilde;o de Amea&ccedil;as para a Fauna Silvestre, a equipa da Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural est&aacute; a marcar, com anilhas met&aacute;licas e PVC, aves de rapina agroflorestais que poder&atilde;o ajudar a identificar causas de mortalidade para os animais selvagens relacionadas com o furtivismo, e outras, e para o meio ambiente.<br />
<br />
Com estas marca&ccedil;&otilde;es, o projeto alarga a rede de esp&eacute;cies sentinelas no terreno que permitir&atilde;o identificar v&aacute;rios tipos de amea&ccedil;as, como o uso ilegal de venenos, abate a tiro, colis&atilde;o com infraestruturas, entre outras.<br />
<br />
At&eacute; ao momento, j&aacute; marc&aacute;mos esp&eacute;cies como o milhafre-preto (<em>Milvus migrans</em>), milhafre-real (<em>Milvus milvus</em>), &aacute;guia-cal&ccedil;ada (<em>Hieraaetus pennatus</em>) e o b&uacute;tio-vespeiro (<em>Pernis apivorus</em>). Nesta primeira fase, estas esp&eacute;cies est&atilde;o a ser marcadas apenas com anilhas.<br />
<br />
Al&eacute;m dos dados biom&eacute;tricos habitualmente registados durante a anilhagem, foram tamb&eacute;m recolhidas amostras biol&oacute;gicas dos indiv&iacute;duos. Estes dados e amostras foram obtidos em colabora&ccedil;&atilde;o com o Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Biodiversidade e Recursos Gen&eacute;ticos (CIBIO)/BIOPOLIS e ser&atilde;o usados para um estudo gen&eacute;tico que abrange v&aacute;rias esp&eacute;cies.<br />
<br />
Adicionalmente, foram avaliados cerca de 30 ninhos de aves de rapinas de v&aacute;rias esp&eacute;cies&nbsp;s&oacute; este ano, dando seguimento a um trabalhado que &eacute; realizado desde 2021 com o intuito de analisar o seu sucesso reprodutor, produtividade, taxas de postura e de voo, o que permite caracterizar de forma mais aprofundada o estado das suas popula&ccedil;&otilde;es. &nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c6d1b</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Wed, 03 Jul 2024 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Festa dos Pombais em aldeia transmontana tem conceito inovador e promove o território e a sua identidade</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/festa-dos-pombais-em-aldeia-transmontana-tem-conceito-inovador-e-promove-o-territorio-e-a-sua-identidade-2024-2f07-2f03/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[A 2.&ordf; Edi&ccedil;&atilde;o da &ldquo;Festa dos Pombais&rdquo; realiza-se no dia 20 de julho de 2024, na aldeia transmontana de Uva, no concelho de Vimioso, distrito de Bragan&ccedil;a. Trata-se de uma festa com um conceito inovador focado na promo&ccedil;&atilde;o do territ&oacute;rio e do que este tem de mais genu&iacute;no e inigual&aacute;vel, sendo uma alternativa criativa, cultural e diversificada &agrave;s festas de ver&atilde;o que ocorrem na regi&atilde;o.<br />
<br />
Uva possui um patrim&oacute;nio edificado &uacute;nico no Nordeste Transmontano, mais de 40 pombais, estruturas da arquitetura vernacular fortemente ligadas &agrave; comunidade, &agrave; cultura e &agrave; conserva&ccedil;&atilde;o da natureza, a maioria dos quais localizados no per&iacute;metro da aldeia.<br />
<br />
O nome da festa &eacute; inspirado nesses edificados ic&oacute;nicos da regi&atilde;o, que s&atilde;o um legado &uacute;nico e que queremos dar a conhecer, atrav&eacute;s desta festa que promove a dinamiza&ccedil;&atilde;o do mundo rural e o seu patrim&oacute;nio arquitet&oacute;nico, natural e cultural. Numa d&eacute;cada, a organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental de ambiente Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, atrav&eacute;s de v&aacute;rias iniciativas, nomeadamente dos campos de trabalho volunt&aacute;rio internacionais, j&aacute; recuperou quase a totalidade dos pombais existentes na aldeia de Uva.<br />
<br />
O programa da festa inclui percursos interpretativos e visitas guiadas, com destaque para os pombais, teatro, oficinas para crian&ccedil;as, espet&aacute;culos musicais, contadores de hist&oacute;rias, mercado tradicional, artesanato, gastronomia e muito mais.<br />
<br />
A festa &eacute; organizada pela Uni&atilde;o de Freguesias de Algoso, Campo de V&iacute;boras e Uva e pela Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, em colabora&ccedil;&atilde;o com o Munic&iacute;pio de Vimioso e o apoio da Comiss&atilde;o de Festas de Uva 2024/2025.<br />
<br />
<strong>Do programa, destacamos:</strong><br />
<br />
<strong>Passeio Interpretativo aos Pombais Tradicionais - Visita guiada</strong> | A omnipresen&ccedil;a dos pombais tradicionais salta &agrave; vista de quem percorre a paisagem transmontana, mas as d&uacute;vidas que surgem sobre estas estruturas raramente s&atilde;o esclarecidas: Porque t&ecirc;m diferentes formas? Para que &eacute; que servem? Quem os construiu? Venha saber mais sobre estas quest&otilde;es e levantar muitas outras que v&atilde;o despertar ainda mais o interesse por este patrim&oacute;nio rural &uacute;nico.<br />
<br />
<strong>Lan&ccedil;amento do livro &ldquo;Mem&oacute;rias dos Pombais&rdquo;</strong>, editado pela Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural. Nesta obra, foram guardadas e trabalhadas as mem&oacute;rias de muitas pessoas que criaram com a terra la&ccedil;os de sustento e que partilharam connosco a forma como a sua hist&oacute;ria se cruza com a dos pombais tradicionais. Ouvimos as vozes de Uva, no concelho de Vimioso, a aldeia dos pombais, cuja alvura nos convida &agrave; visita. Um trabalho de recolha &uacute;nico.<br />
<br />
<strong>Jogos do H&eacute;lder - Jogos Tradicionais</strong> | Os Jogos do H&eacute;lder s&atilde;o jogos tradicionais que levam todos os mi&uacute;dos (e gra&uacute;dos) a ganharem amigos, sorrisos e ideias. S&atilde;o jogos simples, mas educativos, que estimulam a coordena&ccedil;&atilde;o motora, a destreza, o c&aacute;lculo e a criatividade. Universais e generosos, s&atilde;o um convite ao desafio da descoberta.<br />
<br />
<strong>Contos na Eira - Contadores de hist&oacute;rias tradicionais </strong>| Os Contos na Eira s&atilde;o um grupo de contadores de hist&oacute;rias que se tem dedicado ao estudo, preserva&ccedil;&atilde;o e divulga&ccedil;&atilde;o da Tradi&ccedil;&atilde;o Oral Portuguesa. Revelam ao p&uacute;blico, crian&ccedil;as e adultos, os contos, lengalengas, cantigas, adivinhas, preces, prov&eacute;rbios e ditos da tradi&ccedil;&atilde;o oral portuguesa, inspirados em recolhas realizadas por estudiosos como Te&oacute;filo Braga, Adolfo Coelho, Alexandre Parafita e Isabel Cardigos, entre outros. Para re(viver) o ambiente das eiras de antigamente.<br />
<br />
<strong>Menina d'Uva - Visita &agrave; adega </strong>| Menina d&rsquo;Uva &eacute; um projeto criado por Aline Domingues em 2017, quando, vinda de Fran&ccedil;a, voltou &agrave; terra dos seus pais, Uva, no Planalto Mirand&ecirc;s. Trocou Paris por uma vida simples, rural, que sempre a atraiu, com o objetivo de cuidar e de partilhar o maravilhoso patrim&oacute;nio vit&iacute;cola da regi&atilde;o. Da vinha &agrave; adega, descubra o melhor n&eacute;ctar v&iacute;nico da regi&atilde;o.&nbsp;<br />
<br />
Veja o <strong><u><a href="https://www.palombar.pt/pt/atividades/festa-dos-pombais-2024-2f07-2f21/">programa completo</a></u></strong>.]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c6d23</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Wed, 19 Jun 2024 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Projeto Soil@INT vai monitorizar solos do interior para mitigar efeitos das alterações climáticas</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/projeto-soil-40int-vai-monitorizar-solos-do-interior-para-mitigar-efeitos-das-alteracoes-climaticas-2024-2f06-2f19/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[O projeto &ldquo;Soil@INT- Solos do interior: monitorizar para mitigar os efeitos das altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas&rdquo; tem como objetivo principal desenvolver uma rede de monitoriza&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de do solo para aumentar a resili&ecirc;ncia clim&aacute;tica dos recursos naturais. &Eacute; coordenado pela Universidade de Aveiro e realizado em parceria com a Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, o Laborat&oacute;rio Nacional de Energia e Geologia, a Faia Brava - Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e o Munic&iacute;pio de Figueira de Castelo Rodrigo. Tem financiamento do BPI - Funda&ccedil;&atilde;o &quot;la Caixa&quot;, concretamente do programa PROMOVE, destinado &agrave; dinamiza&ccedil;&atilde;o das regi&otilde;es do interior de Portugal, em parceria com a Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e a Tecnologia, e ser&aacute; implementado no per&iacute;odo 2023-2026.<br />
<br />
No &acirc;mbito deste projeto, ser&aacute; desenvolvida uma rede de monitoriza&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de do solo do interior do pa&iacute;s, assente na integra&ccedil;&atilde;o de dados de dete&ccedil;&atilde;o remota e indicadores ecol&oacute;gicos in situ, com vista a produzir modelos que facilitem a cria&ccedil;&atilde;o de rotinas de monitoriza&ccedil;&atilde;o do solo a diferentes escalas esp&aacute;cio-temporais. &Eacute; tamb&eacute;m um prop&oacute;sito central dotar a &aacute;rea de interven&ccedil;&atilde;o de ferramentas para maximizar os servi&ccedil;os de ecossistemas e a resili&ecirc;ncia clim&aacute;tica do seu capital natural.<br />
<br />
&ldquo;O projeto Soil@INT surge numa perspetiva de continuidade, tendo a ideia sido amadurecida atrav&eacute;s dos v&aacute;rios projetos em curso no Vale do C&ocirc;a, envolvendo a coordena&ccedil;&atilde;o de membros de diferentes grupos da Universidade de Aveiro/CESAM. A experi&ecirc;ncia de campo permitiu identificar um dos problemas estruturais reconhecidos no territ&oacute;rio, que poder&aacute; influenciar as principais atividades agr&iacute;colas e florestais e o capital natural da regi&atilde;o: a perda de fun&ccedil;&otilde;es b&aacute;sicas do solo devido &agrave; desertifica&ccedil;&atilde;o e o aumento, atual e futuro, da aridez no Vale do C&ocirc;a&rdquo;, refere Rita Tinoco Torres da Universidade de Aveiro, respons&aacute;vel pelo projeto.<br />
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<strong>Os dois eixos centrais de a&ccedil;&atilde;o</strong><br />
<br />
O projeto Soil@INT tem dois pilares centrais de a&ccedil;&atilde;o: 1) o desenvolvimento e implementa&ccedil;&atilde;o de um sistema de monitoriza&ccedil;&atilde;o ambiental s&oacute;lido, inovador, acess&iacute;vel e espacialmente delimitado e 2) o fomento da literacia sobre os solos, sobre o seu funcionamento e import&acirc;ncia para a regi&atilde;o, atrav&eacute;s da sensibiliza&ccedil;&atilde;o, qualifica&ccedil;&atilde;o e capacita&ccedil;&atilde;o de agentes locais e popula&ccedil;&atilde;o em geral.<br />
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Com o primeiro, pretende-se gerar conhecimento cient&iacute;fico regional acerca do funcionamento dos ecossistemas do solo a diferentes escalas, atrav&eacute;s da integra&ccedil;&atilde;o de indicadores ecol&oacute;gicos robustos e tecnologias de dete&ccedil;&atilde;o remota e intelig&ecirc;ncia artificial. J&aacute; com o segundo, o prop&oacute;sito &eacute; dotar os territ&oacute;rios de ferramentas pass&iacute;veis de, autonomamente, valorizar o capital natural e os recursos end&oacute;genos a m&eacute;dio/longo prazo.<br />
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<strong>&Aacute;rea de interven&ccedil;&atilde;o localiza-se na Beira Interior e Tr&aacute;s-os-Montes</strong><br />
<br />
Este projeto tem como &aacute;rea de interven&ccedil;&atilde;o o concelho de Figueira de Castelo Rodrigo (caso de estudo), mas tamb&eacute;m se pretende implementar nos concelhos de Alf&acirc;ndega da F&eacute;, Almeida, Freixo de Espada &agrave; Cinta, Miranda do Douro, Mogadouro, Pinhel e Sabugal.<br />
<br />
Uma das a&ccedil;&otilde;es do projeto &eacute; a iniciativa de Ci&ecirc;ncia Cidad&atilde; &ldquo;Teste o seu solo gratuitamente&rdquo;, a cargo da Palombar, que visa promover a literacia da popula&ccedil;&atilde;o sobre a import&acirc;ncia do solo, com foco nas escolas e agricultores. Esta iniciativa permite avaliar as taxas de decomposi&ccedil;&atilde;o do solo, um processo chave nos ecossistemas, de forma simples e com baixo custo.<br />
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<strong>Projeto vai colmatar falta de informa&ccedil;&atilde;o sobre o estado atual dos solos do interior</strong><br />
<br />
&quot;Este projeto vai gerar um conjunto de dados valiosos para colmatar a falta de informa&ccedil;&atilde;o sobre o estado atual dos solos no interior, o que permitir&aacute; prever com maior efic&aacute;cia os impactos negativos das altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas no territ&oacute;rio e delinear estrat&eacute;gias de mitiga&ccedil;&atilde;o que beneficiem os sistemas socioecol&oacute;gicos, ou seja, as comunidades locais e os ecossistemas e a biodiversidade&quot;, destaca Jos&eacute; Pereira, presidente da Palombar.<br />
<br />
A combina&ccedil;&atilde;o de abordagens transdisciplinares e multi-ator, com forte participa&ccedil;&atilde;o dos atores-chave locais, dotar&aacute;, assim, a regi&atilde;o alvo do projeto de ferramentas para maximizar os servi&ccedil;os de ecossistemas e a resili&ecirc;ncia do seu capital natural &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas.&nbsp;]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Tue, 18 Jun 2024 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Há mais três milhafres-reais sentinelas para monitorizar ameaças para a fauna silvestre e ecossistemas</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/ha-mais-tres-milhafres-reais-sentinelas-para-monitorizar-ameacas-para-a-fauna-silvestre-e-ecossistemas-2024-2f06-2f18/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[A equipa do projeto Sentinelas - Rede de Monitoriza&ccedil;&atilde;o de Amea&ccedil;as para a Fauna Silvestre da Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural marcou recentemente com dispositivos GPS/GSM tr&ecirc;s milhafres-reais juvenis, que se juntam agora &agrave;s esp&eacute;cies sentinelas do projeto e permitem monitorizar diversos tipos de amea&ccedil;as para a biodiversidade e os ecossistemas.<br />
<br />
No dia 30 de maio, foram marcados dois milhafre-reais juvenis da mesma ninhada em Miranda do Douro, e mais um indiv&iacute;duo, tamb&eacute;m juvenil, em Brunhozinho, no concelho de Mogadouro. No terreno, estiveram t&eacute;cnicos e bi&oacute;logos da Palombar e da Universidade de Oviedo (Espanha), parceira do projeto, para marcar as aves que, al&eacute;m dos dispositivos GPS/GSM, tamb&eacute;m receberam anilhas. Adicionalmente, foram recolhidos dados biom&eacute;tricos dos milhafres-reais e amostras biol&oacute;gicas para proceder a uma avalia&ccedil;&atilde;o mais aprofundada acerca do estado das aves.<br />
<br />
Os t&eacute;cnicos e investigadores da Palombar e da Universidade de Oviedo ir&atilde;o agora monitorizar de forma continuada os milhafres-reais marcados, com o objetivo de detetar amea&ccedil;as para a fauna selvagem e o meio ambiente, como envenenamento, colis&atilde;o com infraestruturas humanas, abate a tiro, uso ilegal de la&ccedil;os, entre outras.<br />
<br />
<strong>H&aacute; quantas esp&eacute;cies e indiv&iacute;duos sentinelas em a&ccedil;&atilde;o?</strong><br />
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O projeto Sentinelas teve in&iacute;cio em 2019 e j&aacute; marcou 22 grifos (<em>Gyps fulvus</em>), 17 dos quais com anilhas e emissores GPS/GSM e cinco apenas com anilhas; e oito milhafres-reais (<em>Milvus milvus</em>), todos com emissores GPS/GSM (um dos dispositivos GPS foi cedido pelo projeto LIFE Eurokite, que tem um acordo de colabora&ccedil;&atilde;o com a Palombar) e anilhas met&aacute;licas e coloridas em PVC, sendo que estas &uacute;ltimas foram gentilmente cedidas pelo Hawk Mountain Sanctuary, nos Estados Unidos. Atualmente, com emissores GPS/GSM ativos h&aacute; sete grifos e cinco milhafres-reais.<br />
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<img src="http://www.palombar.pt/imagens/Juvenis de milhafres-reais com dispositivo GPS-GSM_fotografia Jo&atilde;o Santos.jpg" width="800" height="1067" alt="" /><br />
<p class="legenda">Juvenis de milhafre-real marcados com dispositivo GPS/GSM. Fotografia Jo&atilde;o Santos/Palombar.</p>
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Como &eacute; feita a monitoriza&ccedil;&atilde;o dos indiv&iacute;duos marcados e das amea&ccedil;as?</strong><br />
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Atrav&eacute;s da plataforma que permite ver os movimentos das aves, os t&eacute;cnicos analisam, com uma frequ&ecirc;ncia di&aacute;ria, o seu padr&atilde;o de comportamento e os dados do dispositivo. Desta forma, &eacute; poss&iacute;vel ter indica&ccedil;&otilde;es de locais potenciais de alimenta&ccedil;&atilde;o, quando est&atilde;o em voo, onde dormem, se est&atilde;o muito tempo parados, etc. Se for detetado algo de anormal, os t&eacute;cnicos v&atilde;o ao campo fazer uma prospe&ccedil;&atilde;o e verificar se o animal est&aacute; em seguran&ccedil;a e/ou se h&aacute; alguma amea&ccedil;a a registar.<br />
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<strong>Que amea&ccedil;as j&aacute; foram detetadas e quantas den&uacute;ncias foram feitas?</strong><br />
<br />
As esp&eacute;cies sentinelas deste projeto j&aacute; detetaram v&aacute;rias amea&ccedil;as para a biodiversidade e os ecossistemas, nomeadamente suspeitas de envenenamento e abate a tiro, colis&atilde;o com linhas el&eacute;tricas/eletrocuss&atilde;o e utiliza&ccedil;&atilde;o ilegal de la&ccedil;os. At&eacute; ao momento, j&aacute; foram feitas, no &acirc;mbito deste projeto, 14 den&uacute;ncias &agrave;s autoridades competentes. Entre 2020 e 2023, foram feitas quase quatro den&uacute;ncias por ano.<br />
<br />
<strong>Sentinelas gera informa&ccedil;&atilde;o fundamental para outros projetos e instrumentos de conserva&ccedil;&atilde;o da biodiversidade</strong><br />
<br />
O projeto Sentinelas tem revelado um grande potencial para detetar amea&ccedil;as para a fauna silvestre e tem contribu&iacute;do de forma significativa para promover uma maior prote&ccedil;&atilde;o da biodiversidade em Portugal.<br />
<br />
Adicionalmente, gera informa&ccedil;&atilde;o fundamental para garantir uma melhor e mais eficaz gest&atilde;o da fauna protegida no territ&oacute;rio nacional e tamb&eacute;m em Espanha e para suportar a&ccedil;&otilde;es e instrumentos de conserva&ccedil;&atilde;o da biodiversidade, nomeadamente das aves necr&oacute;fagas. Tem contribu&iacute;do com dados in&eacute;ditos e cruciais para outros projetos em curso, como o LIFE Aegypius Return e o LIFE Eurokite, bem como para os objetivos do Plano de A&ccedil;&atilde;o para a Conserva&ccedil;&atilde;o das Aves Necr&oacute;fagas aprovado pelo Governo portugu&ecirc;s.<br />
<br />
O projeto Sentinelas arrancou com financiamento do Fundo Ambiental, mas atualmente &eacute; suportado pela Palombar e tem cofinanciamento da Viridia - Conservation in Action.&nbsp;]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 17 Jun 2024 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Lei do Restauro da Natureza: Portugal tem de se manter do lado certo da história</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/lei-do-restauro-da-natureza-3a-portugal-tem-de-se-manter-do-lado-certo-da-historia-2024-2f06-2f17/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[A Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Gra&ccedil;a Carvalho, manifestou, em v&aacute;rias reuni&otilde;es com Organiza&ccedil;&otilde;es N&atilde;o-Governamentais de Ambiente (ONGA) portuguesas, que Portugal faz parte dos pa&iacute;ses que est&atilde;o dispostos a aprovar a Lei do Restauro da Natureza no Conselho Europeu de Ministros do Ambiente, esta segunda-feira, dia 17 de junho, o que consideramos muito positivo.<br />
<br />
Para as ONGA, entre as quais a Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, e movimentos de cidad&atilde;os, &eacute; fundamental, nesta fase final de decis&atilde;o, manter a posi&ccedil;&atilde;o do Estado Portugu&ecirc;s, que sempre tem sido favor&aacute;vel &agrave; aprova&ccedil;&atilde;o da legisla&ccedil;&atilde;o, para al&eacute;m de que, uma qualquer invers&atilde;o, seria terrivelmente desprestigiante para o nosso pa&iacute;s, dado que coloca tamb&eacute;m em causa todo o processo democr&aacute;tico que culminou na estabiliza&ccedil;&atilde;o de uma posi&ccedil;&atilde;o comum entre Conselho, Comiss&atilde;o e Parlamento Europeu.<br />
<br />
O voto favor&aacute;vel de Portugal &eacute; fundamental e evita p&ocirc;r em perigo a aprova&ccedil;&atilde;o da mais importante legisla&ccedil;&atilde;o europeia de conserva&ccedil;&atilde;o da natureza desde as Diretivas Aves (1979) e Habitats (1992). A Lei do Restauro da Natureza define metas vinculativas para recupera&ccedil;&atilde;o de habitats degradados em todos os Estados-Membros, principalmente daquelas com maior potencial para reterem carbono e, assim, contribu&iacute;rem para a mitiga&ccedil;&atilde;o das altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas e para reduzirem o impacto de desastres naturais como inc&ecirc;ndios e cheias. Portugal est&aacute;, desta forma, no lado certo, aliando-se aos pa&iacute;ses que defendem a biodiversidade e os ecossistemas hoje em perigo e em decl&iacute;nio na Europa, n&atilde;o alinhando com governos que n&atilde;o elegem as prioridades definidas pelo Pacto Ecol&oacute;gico.<br />
<br />
Acresce que, se Portugal votar a favor da Lei do Restauro da Natureza, refor&ccedil;a os compromissos internacionais relativos &agrave; conserva&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies e habitats, mas contribui igualmente para gerar confian&ccedil;a nos cidad&atilde;os portugueses face &agrave;s pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, quando 63% destes, segundo dados recentes do Eurobar&oacute;metro, identificam o restauro da natureza como uma das formas mais eficazes para enfrentar os problemas ambientais.<br />
<br />
<strong>As ONGA e movimentos de cidad&atilde;os apelam ao Governo para n&atilde;o mudar de posi&ccedil;&atilde;o</strong><br />
<br />
As 30 ONGA e movimentos de cidad&atilde;os que subscrevem este comunicado, entre as quais a Palombar, est&atilde;o confiantes que a Ministra do Ambiente e Energia, que representar&aacute; o Governo e todos os portugueses no Conselho, n&atilde;o se deixar&aacute; influenciar por interesses que s&atilde;o alheios &agrave; salvaguarda do bem comum e que votar&aacute; favoravelmente a Lei do Restauro da Natureza, em coer&ecirc;ncia com o pr&oacute;prio programa de Governo, o qual prev&ecirc; a elabora&ccedil;&atilde;o de um Plano Nacional de Restauro da Natureza que esperamos que venha a incluir metas e objetivos.<br />
<br />
As ONGA e os movimentos de cidad&atilde;os t&ecirc;m presente ainda que, durante o processo legislativo da Lei do Restauro da Natureza, <u><a href="https://expresso.pt/opiniao/2024-02-26-Nova-Lei-do-Restauro-da-Natureza-tem-a-marca-do-PSD-9b8dd7d4">os eurodeputados do PSD, partido que sustenta o atual governo e onde se incluem a Ministra do Ambiente e Energia, o Ministro da Agricultura e Pescas e o Ministro dos Neg&oacute;cios Estrangeiros, votaram favoravelmente esta Lei no Parlamento Europeu.</a></u><br />
<br />
<strong>O que est&aacute; em causa</strong><br />
<br />
Esta nova Lei ir&aacute; garantir que todos os pa&iacute;ses da Uni&atilde;o Europeia (UE) sejam obrigados a apresentar e implementar um Plano Nacional de Restauro, com objetivos espec&iacute;ficos, os quais ter&atilde;o que prever o restauro de, pelo menos, 30% dos habitats terrestres, costeiros, marinhos e de &aacute;gua doce em estado de conserva&ccedil;&atilde;o desfavor&aacute;vel at&eacute; 2030, 60% at&eacute; 2040 e 90% at&eacute; 2050. Os Estados-Membros da UE ter&atilde;o ainda que garantir que n&atilde;o ocorre uma deteriora&ccedil;&atilde;o significativa nas &aacute;reas sujeitas a restauro.<br />
<br />
As regras europeias visam incrementar a biodiversidade dos sistemas agr&iacute;colas (beneficiando tamb&eacute;m a produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola), restabelecer a conectividade natural dos rios e as fun&ccedil;&otilde;es das plan&iacute;cies aluviais (melhorando o ciclo da &aacute;gua), restaurar habitats florestais (prevenindo inc&ecirc;ndios), bem como criar mais espa&ccedil;os verdes em &aacute;reas urbanas (reduzindo os efeitos de ilha de calor). Reverter o decl&iacute;nio das popula&ccedil;&otilde;es de polinizadores, dos quais dependem de forma direta os nossos sistemas alimentares e toda a produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola, &eacute; outra das prioridades desta decisiva legisla&ccedil;&atilde;o. A Lei acolheu o apoio n&atilde;o s&oacute; das ONGA, mas tamb&eacute;m de <u><a href="https://www.wwf.eu/?10840916/More-than-100-corporations-make-the-business-case-for-the-new-law-to-restore-nature">empresas, ca&ccedil;adores, agricultores e cientistas</a></u>, mostrando assim que a recupera&ccedil;&atilde;o da natureza &eacute; tamb&eacute;m definitivamente essencial para a economia.<br type="_moz" />]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 17 Jun 2024 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Vitória histórica: Lei do Restauro da Natureza aprovada</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/vitoria-historica-3a-lei-do-restauro-da-natureza-aprovada-2024-2f06-2f17/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>Conselho da UE fecha acordo sobre a lei, com voto positivo de Portugal</strong><br />
<br />
Hoje, ap&oacute;s um &uacute;ltimo debate renhido, o Conselho do Ambiente da Uni&atilde;o Europeia (UE) adotou finalmente a Lei do Restauro da Natureza, marcando o &uacute;ltimo passo para que esta proposta se torne lei. Este resultado representa uma enorme vit&oacute;ria para a natureza, a a&ccedil;&atilde;o clim&aacute;tica, os cidad&atilde;os e o futuro da Europa.<br />
<br />
Os Estados-Membros cumpriram os seus compromissos e, com uma maioria de 20 pa&iacute;ses, representando 66,07% da popula&ccedil;&atilde;o, a lei foi oficialmente aprovada, com a Ministra do Ambiente da &Aacute;ustria, Leonore Gewessler a intervir no &uacute;ltimo minuto, alterando a anterior posi&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s e salvaguardando a lei. Portugal manteve-se do lado certo da hist&oacute;ria, com a Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Gra&ccedil;a Carvalho, a votar a favor da Lei do Restauro da Natureza e mantendo a posi&ccedil;&atilde;o que Portugal j&aacute; tinha, anteriormente, assumido.<br />
<br />
&quot;A vota&ccedil;&atilde;o de hoje &eacute; uma vit&oacute;ria maci&ccedil;a para a natureza da Europa e para os cidad&atilde;os que h&aacute; muito apelam a uma a&ccedil;&atilde;o imediata para combater o decl&iacute;nio alarmante da natureza. Depois de anos de intensa campanha e de muitos altos e baixos, estamos radiantes com o facto de esta lei ser agora uma realidade - este dia ficar&aacute; na hist&oacute;ria como um ponto de viragem para a natureza e a sociedade. Agora, precisamos que todos ponham m&atilde;os &agrave; obra: os Estados-Membros devem aplicar corretamente e sem demora esta legisla&ccedil;&atilde;o nos seus pa&iacute;ses, em estreita colabora&ccedil;&atilde;o com todas as partes interessadas. No fim de contas, a natureza pode recuperar, para bem do nosso clima, da biodiversidade e das pessoas!&quot;, afirma a coliga&ccedil;&atilde;o #RestoreNature, constitu&iacute;da pela BirdLife Europe, ClientEarth, EEB e WWF EU, cujos membros em Portugal juntaram esfor&ccedil;os com outras organiza&ccedil;&otilde;es de defesa do ambiente nacionais, entre as quais a Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, para se baterem pela Lei do Restauro da Natureza.<br />
<br />
A lei enfrentou um dos percursos mais tumultuosos da hist&oacute;ria da legisla&ccedil;&atilde;o da UE. Depois de sobreviver a uma campanha de desinforma&ccedil;&atilde;o absurda e sem precedentes, com o objetivo de destruir a Lei do Restauro da Natureza no Parlamento Europeu, enfrentou o risco de ser rejeitada na &uacute;ltima etapa no Conselho Europeu de Ministros do Ambiente. No final, por&eacute;m, o apoio &agrave; lei acabou por prevalecer.<br />
<br />
Este &eacute; tamb&eacute;m um resultado oportuno para apresentar na pr&oacute;xima Confer&ecirc;ncia das Partes da Conven&ccedil;&atilde;o da Diversidade Biol&oacute;gica (COP16), a realizar no final deste ano, mostrando que a Europa est&aacute; disposta a assumir a lideran&ccedil;a na resolu&ccedil;&atilde;o das crises clim&aacute;tica e da biodiversidade, assumindo os seus compromissos globais. &Eacute; tamb&eacute;m uma mensagem muito clara para o novo Parlamento e a nova Comiss&atilde;o da UE, para que n&atilde;o se esque&ccedil;am de manter a biodiversidade na primeira linha da sua agenda.<br />
<br />
Este resultado surgiu na sequ&ecirc;ncia de uma mobiliza&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica maci&ccedil;a. Ao longo dos &uacute;ltimos anos, mais de um milh&atilde;o de assinaturas e mensagens de cidad&atilde;os, apelos repetidos de mais de 6000 cientistas, mais de 100 empresas, organiza&ccedil;&otilde;es de juventude e da sociedade civil de v&aacute;rios setores foram feitos para defender esta lei e a integridade do Pacto Ecol&oacute;gico Europeu.<br />
<br />
Esta lei &eacute; uma grande mais-valia n&atilde;o s&oacute; para a natureza, mas tamb&eacute;m para a agricultura sustent&aacute;vel, que deve ser mais apoiada atrav&eacute;s tamb&eacute;m da Pol&iacute;tica Agr&iacute;cola Comum, e para o desenvolvimento das regi&otilde;es desfavorecidas do interior do pa&iacute;s, atrav&eacute;s da cria&ccedil;&atilde;o de novas atividades econ&oacute;micas de empregos verdes.<br />
<br />
As 31 organiza&ccedil;&otilde;es de ambiente e movimentos de cidad&atilde;os que apoiaram e acompanharam a campanha #RestoreNature em Portugal congratulam-se com este marco hist&oacute;rico, e agradecem a todos os que contribu&iacute;ram para este resultado e o tornaram poss&iacute;vel.&nbsp;<br />
<br />
<br type="_moz" />]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c6d4e</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Sat, 15 Jun 2024 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Palombar participa na Conferência "Unidos pela Terra. O nosso legado. O nosso futuro" realizada no âmbito do Dia Mundial do Combate à Seca e à Desertificação</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/palombar-participa-na-conferencia-qunidos-pela-terra-o-nosso-legado-o-nosso-futuroq-realizada-no-ambito-do-dia-mundial-do-combate-a-seca-e-a-desertificacao-2024-2f06-2f15/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[A Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural vai participar na Confer&ecirc;ncia dedicada ao tema &quot;Unidos pela Terra. O nosso legado. O nosso futuro&quot;, que decorre no pr&oacute;ximo dia 17 de junho, em Vila Nova de Foz C&ocirc;a, realizada no &acirc;mbito do Dia Mundial do Combate &agrave; Seca e &agrave; Desertifica&ccedil;&atilde;o 2024. O evento &eacute; organizado pelo Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas, em parceria com a Funda&ccedil;&atilde;o C&ocirc;a Parque. <br />
<br />
Na confer&ecirc;ncia, <strong>a Palombar ir&aacute; apresentar uma comunica&ccedil;&atilde;o no painel &quot;Da teoria &agrave; pr&aacute;tica...&quot;, intitulada &quot;Guia de Boas Pr&aacute;ticas Agr&iacute;colas para a Gest&atilde;o dos Solos face ao Risco de Desertifica&ccedil;&atilde;o&quot;</strong>. Este guia foi editado no &acirc;mbito do projeto UP4REHAB - Unidade de Paisagem para o Restauro de Habitats de Algoso, financiado pelo programa europeu COMPETE 2020 e iniciativa REACT-EU.<br />
<br />
<strong>Combater a desertifica&ccedil;&atilde;o: do global ao local</strong><br />
<br />
&quot;Unidos pela Terra. O nosso legado. O nosso futuro&rdquo; &eacute; o tema do Dia Mundial do Combate &agrave; Seca e &agrave; Desertifica&ccedil;&atilde;o deste ano. A celebra&ccedil;&atilde;o da data foi estabelecida em 1994, atrav&eacute;s da Conven&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas de Combate &agrave; Desertifica&ccedil;&atilde;o, num acordo internacional que teve como prop&oacute;sito principal ligar o meio ambiente e o desenvolvimento &agrave; gest&atilde;o sustent&aacute;vel da terra. Neste dia, pretende-se tamb&eacute;m promover a consciencializa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica relativamente aos esfor&ccedil;os internacionais no combate &agrave; desertifica&ccedil;&atilde;o, quer a n&iacute;vel mundial, quer a n&iacute;vel nacional, regional e local.<br />
<br />
<strong>Atrav&eacute;s do projeto UP4REHAB, passamos da teoria &agrave; pr&aacute;tica</strong> e implementamos no terreno medidas efetivas que permitem combater os processos de desertifica&ccedil;&atilde;o e tornar o territ&oacute;rio e os seus recursos naturais mais resilientes para fazer face &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas, em benef&iacute;cio dos ecossistemas, da biodiversidade e das comunidades rurais.<br />
<br />
<strong>O projeto UP4REHAB</strong><br />
<br />
O projeto <u><a href="https://www.palombar.pt/pt/projetos/unidade-de-paisagem-para-o-restauro-de-habitats-de-algoso-2022/">UP4REHAB</a></u> tem como objetivos principais promover o restauro de montados de sobro, atrav&eacute;s da reconvers&atilde;o de eucaliptais para este habitat na &aacute;rea intervencionada; melhorar e conservar o solo da &aacute;rea-modelo para aumentar a sua resili&ecirc;ncia face &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas e ao risco de inc&ecirc;ndio, por via do combate &agrave; desertifica&ccedil;&atilde;o, atrav&eacute;s da rearboriza&ccedil;&atilde;o e de a&ccedil;&otilde;es que promovam o aumento da fixa&ccedil;&atilde;o de carbono e de nutrientes no solo para recuperar a sua fun&ccedil;&atilde;o ecol&oacute;gica; criar a Esta&ccedil;&atilde;o de Compostagem de Base local de Algoso, com vista a aumentar a mat&eacute;ria org&acirc;nica no solo e potenciar a sua regenera&ccedil;&atilde;o e assegurar uma melhor e mais eficaz gest&atilde;o e conserva&ccedil;&atilde;o sustent&aacute;vel do territ&oacute;rio e dos seus recursos naturais.]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Wed, 12 Jun 2024 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Projeto de conservação do abutre-preto reúne stakeholders no Tejo Internacional, onde há a maior colónia reprodutora do país</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/projeto-de-conservacao-do-abutre-preto-reune-stakeholders-no-tejo-internacional-2c-onde-ha-a-maior-colonia-reprodutora-do-pais-2024-2f06-2f12/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>Coopera&ccedil;&atilde;o &eacute; chave para a conserva&ccedil;&atilde;o do abutre-preto</strong><br />
<br />
A terceira reuni&atilde;o de progressos do projeto LIFE Aegypius Return decorreu na regi&atilde;o do Tejo Internacional, tendo contado com mais de 40 participantes. Durante dois dias de trabalho intenso, os nove parceiros de projeto, as autoridades nacionais para a conserva&ccedil;&atilde;o da natureza (Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas - ICNF) e seguran&ccedil;a veterin&aacute;ria (Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Alimenta&ccedil;&atilde;o e Veterin&aacute;ria - DGAV) e a Junta de Extremadura estiveram reunidos na Escola Superior Agr&aacute;ria de Castelo Branco, num evento coordenado pela Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA). Todas as a&ccedil;&otilde;es de projeto foram revistas e discutidas em detalhe, tendo-se acordado os procedimentos necess&aacute;rios para a pr&oacute;xima fase do projeto.<br />
<br />
At&eacute; ao momento, o principal enfoque dos trabalhos LIFE Aegypius Return tem sido o estabelecimento da <u><a href="https://4vultures.org/blog/year-one-of-life-aegypius-return-brings-hope-for-cinereous-vulture-recovery-in-portugal/">situa&ccedil;&atilde;o de refer&ecirc;ncia</a></u> do abutre-preto (<em>Aegypius monachus</em>) em Portugal, a organiza&ccedil;&atilde;o e prepara&ccedil;&atilde;o de processos e o envolvimento das partes interessadas relevantes. Do trabalho realizado, destaca-se a <u><a href="https://4vultures.org/blog/transboundary-cooperation-to-protect-the-cinereous-vulture-breeding-colony-at-herdade-da-contenda-southern-portugal/">coopera&ccedil;&atilde;o transfronteiri&ccedil;a</a></u> que tem permitido unir esfor&ccedil;os para a prote&ccedil;&atilde;o do abutre-preto em toda a faixa raiana, em Portugal e em Espanha. De salientar tamb&eacute;m a constru&ccedil;&atilde;o e inaugura&ccedil;&atilde;o da <u><a href="https://4vultures.org/blog/four-cinereous-vultures-inaugurate-pioneering-conservation-programme-in-portugal/">esta&ccedil;&atilde;o de aclimata&ccedil;&atilde;o</a></u>,  importante marco do projeto que permitir&aacute; refor&ccedil;ar a col&oacute;nia reprodutora mais fr&aacute;gil e isolada de Portugal, no Douro Internacional, bem como os esfor&ccedil;os j&aacute; empreendidos para melhorar o <u><a href="https://4vultures.org/blog/safer-nests-and-new-nesting-platforms-for-cinereous-vultures-in-portugal-life-aegypius-return/">sucesso reprodutor</a></u> da esp&eacute;cie.&nbsp;<br />
<br />
<strong>Nova fase de trabalhos do LIFE Aegypius Return</strong><br />
<br />
O projeto iniciar&aacute; agora uma fase mais operacional, dedicada, nomeadamente, &agrave; gest&atilde;o do habitat - numa l&oacute;gica de preven&ccedil;&atilde;o de inc&ecirc;ndios e outros tipos de perturba&ccedil;&atilde;o em torno das col&oacute;nias - e ao refor&ccedil;o do alimento dispon&iacute;vel para o abutre-preto, atrav&eacute;s do estabelecimento de novas &aacute;reas para alimenta&ccedil;&atilde;o de aves necr&oacute;fagas, em explora&ccedil;&otilde;es pecu&aacute;rias em regime extensivo. Brevemente, as novas brigadas cinot&eacute;cnicas para dete&ccedil;&atilde;o de venenos estar&atilde;o tamb&eacute;m no terreno, refor&ccedil;ando o dispositivo da Guarda Nacional Republicana (GNR) no combate ao crime ambiental. <br />
<br />
<strong>Por terras de abutres</strong><br />
<br />
O &uacute;ltimo dia da terceira reuni&atilde;o de parceiros e <em>stakeholders</em> consistiu numa sa&iacute;da de campo pelo Parque Natural do Tejo Internacional, um verdadeiro<em> hotspot</em> de biodiversidade, que alberga tamb&eacute;m a maior col&oacute;nia reprodutora de abutres-pretos em Portugal.<br />
<br />
O dia contou com uma visita ao <u><a href="https://www.facebook.com/CERASCB/">CERAS</a></u>&nbsp;- Centro de Estudos e Recupera&ccedil;&atilde;o de Animais Selvagens, gerido pela Quercus, onde v&aacute;rios abutres-pretos foram j&aacute; <a href="https://4vultures.org/blog/after-being-rescued-from-the-nest-cinereous-vulture-aquis-is-back-in-the-wild-life-aegypius-return/"><u>recuperados</u></a>, e de onde tamb&eacute;m provieram as quatro aves que inauguraram a esta&ccedil;&atilde;o de aclimata&ccedil;&atilde;o do Douro Internacional.<br />
<br />
Seguiram-se visitas a v&aacute;rios territ&oacute;rios de reprodu&ccedil;&atilde;o de abutres-pretos, incluindo a Herdade da Cubeira, que alberga o equivalente a 10% da popula&ccedil;&atilde;o nacional de abutre-preto. Todas as observa&ccedil;&otilde;es foram efetuadas garantindo uma grande dist&acirc;ncia aos ninhos, para n&atilde;o perturbar os casais reprodutores, atualmente j&aacute; com crias.<br />
<br />
Ap&oacute;s um divertido almo&ccedil;o no recinto de festas do Rosmaninhal, foi visitado o Campo de Alimenta&ccedil;&atilde;o para Aves Necr&oacute;fagas constru&iacute;do pelo ICNF nas proximidades de Segura, que estar&aacute; brevemente operacional e a contribuir para o suprimento das necessidades alimentares dos abutres-pretos.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/CERAS-1.jpg" width="300" height="169" alt="" /><img src="http://www.palombar.pt/imagens/CERAS-2.jpg" width="300" height="169" alt="" /><br />
<p class="legenda">Visita ao CERAS, dinamizada por Samuel Infante (Quercus). Fotografia VCF.<br />
&nbsp;</p>
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/IMG_20240606_122137.jpg" width="300" height="169" alt="" /><img src="http://www.palombar.pt/imagens/IMG_20240606_123924.jpg" width="300" height="169" alt="" /><br />
<p class="legenda">Observa&ccedil;&atilde;o de abutres-pretos a grande dist&acirc;ncia dos ninhos. Fotografia VCF.</p>
<br />
Os parceiros do LIFE Aegypius Return agradecem a todas as pessoas e entidades que participaram e que colaboraram nas atividades da terceira reuni&atilde;o de parceiros e <em>stakeholders</em> do projeto, designadamente: ICNF, DGAV, Junta de Extremadura, CERAS/Quercus, Rewilding Portugal, Herdade da Cubeira (Dr. Frederico Horta e Costa), Junta de Freguesia do Rosmaninhal, Escola Superior Agr&aacute;ria de Castelo Branco e Instituto Polit&eacute;cnico de Castelo Branco.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/Group-FIELD.jpg" width="900" height="506" alt="" /><br />
<p class="legenda">Visita de campo. Fotografia VCF.</p>
<br />
O projeto LIFE Aegypius Return &eacute; cofinanciado pelo programa LIFE da Uni&atilde;o Europeia. O seu sucesso depende do envolvimento de todos os <em>stakeholders</em> relevantes, e da colabora&ccedil;&atilde;o dos parceiros, a Vulture Conservation Foundation (VCF), benefici&aacute;rio coordenador, e os parceiros locais Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, Herdade da Contenda, Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, Liga para a Protec&ccedil;&atilde;o da Natureza, Associa&ccedil;&atilde;o Transum&acirc;ncia e Natureza, Fundaci&oacute;n Naturaleza y Hombre, Guarda Nacional Republicana  e Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Propriet&aacute;rios Rurais Gest&atilde;o Cineg&eacute;tica e Biodiversidade.  <br type="_moz" />]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Tue, 28 May 2024 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Turismo regenerativo e áreas protegidas: desenvolver o território a fortalecer e beneficiar o elo entre a natureza e as comunidades locais</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/turismo-regenerativo-e-areas-protegidas-3a-desenvolver-o-territorio-a-fortalecer-e-beneficiar-o-elo-entre-a-natureza-e-as-comunidades-locais-2024-2f05-2f28/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[O Semin&aacute;rio &quot;Nordeste, Naturalmente&quot;, organizado pela Associa&ccedil;&atilde;o para o Estudo e Prote&ccedil;&atilde;o do Gado Asinino, em parceria com a Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, decorreu esta segunda-feira, 27 de maio, no PINTA - Parque Ib&eacute;rico de Natureza e Aventura de Vimioso. O debate esteve centrado no turismo regenerativo e nas &aacute;reas protegidas e em como estas duas componentes, juntas, podem alavancar o desenvolvimento do territ&oacute;rio, atrav&eacute;s do turismo de natureza, e fortalecer e beneficiar a liga&ccedil;&atilde;o entre o meio natural e as comunidades locais.  O turismo regenerativo vai muito al&eacute;m do turismo sustent&aacute;vel, visa regenerar e preservar os ecossistemas e a biodiversidade, bem como beneficiar as comunidades locais, ao mesmo tempo que oferece experi&ecirc;ncias aut&ecirc;nticas e &uacute;nicas a quem visita o territ&oacute;rio.<br />
<br />
O Semin&aacute;rio foi aberto por uma interven&ccedil;&atilde;o do presidente da C&acirc;mara Municipal de Vimioso, Jorge Fidalgo, que destacou a import&acirc;ncia dos valores naturais, culturais e patrimoniais para o desenvolvimento do concelho, bem como o papel-chave desempenhado pela AEPGA e pela Palombar na dinamiza&ccedil;&atilde;o e valoriza&ccedil;&atilde;o do territ&oacute;rio e o seu potencial para alavancar novas oportunidades focadas no turismo regenerativo e nas &aacute;reas protegidas, em estreita liga&ccedil;&atilde;o com as comunidades locais e em benef&iacute;cio destas.<br />
<br />
Miguel N&oacute;voa, da dire&ccedil;&atilde;o da AEPGA, apresentou a comunica&ccedil;&atilde;o <strong>&quot;O Burro de Miranda como ponto de partida para conhecer o territ&oacute;rio&quot;</strong>, na qual falou sobre a abordagem abrangente, inovadora e multidisciplinar desenvolvida pela AEPGA para dar a conhecer esta ra&ccedil;a aut&oacute;ctone, atrav&eacute;s das suas v&aacute;rias dimens&otilde;es - biol&oacute;gicas, ecol&oacute;gicas e culturais - e o territ&oacute;rio onde est&aacute; inserida.<br />
<br />
J&aacute; <strong>Lu&iacute;s Sim&otilde;es, &quot;o desenhador aventureiro&quot; e respons&aacute;vel pelo projeto World Sketching Tour</strong>, falou sobre &quot;Desenhar o Mundo: Viajar com tempo para criar mem&oacute;rias&quot;: mostrou, na primeira pessoa, as viagens que fez pelo mundo de bicicleta e que o transformaram, os desenhos que moldou e aprimorou, ou que se moldaram e aprimoraram a ele, e sobre a forma como experi&ecirc;ncias &uacute;nicas e marcantes de viagens inesquec&iacute;veis podem transformar o turismo em muito mais do que uma visita&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
<strong>Diogo Tavares, do projeto Vadiagem Outdoors, abordou o tema &quot;Vadiar nas calmas pelo Portugal profundo&quot;</strong>, focado em viagens de aventura realizadas em simbiose com a natureza e as comunidades locais. Apresentou o seu trabalho enquanto guia de viagens &uacute;nicas realizadas l&aacute; fora e c&aacute; dentro, que levam os viajantes a terem experi&ecirc;ncias inovadoras, orientadas pelo turismo regenerativo, com impacto n&atilde;o s&oacute; nas suas pr&oacute;prias vidas, como tamb&eacute;m nas vidas das comunidades das diversas geografias que percorre.<br />
<br />
<strong>Jorge Dias, do Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas (ICNF), apresentou a comunica&ccedil;&atilde;o &ldquo;Turismo de Natureza: uma oportunidade &uacute;nica para o desenvolvimento sustent&aacute;vel do territ&oacute;rio&rdquo;</strong>, na qual abordou o papel do ICNF na regulamenta&ccedil;&atilde;o de atividades tur&iacute;sticas em &aacute;reas protegidas e a import&acirc;ncia de trabalhar em articula&ccedil;&atilde;o com os diversos atores locais, sejam associa&ccedil;&otilde;es, organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o governamentais, etc., na cria&ccedil;&atilde;o de destinos tur&iacute;sticos. Sublinhou tamb&eacute;m ser essencial assegurar a salvaguarda dos valores e recursos naturais inseridos em &aacute;reas protegidas no desenvolvimento de novos projetos de turismo de natureza.<br />
<br />
A fechar o semin&aacute;rio, interveio <strong>Jos&eacute; Pereira, presidente da Palombar, com a comunica&ccedil;&atilde;o &quot;&Aacute;reas protegidas: uma oportunidade &uacute;nica para alavancar o turismo de natureza&quot;</strong>, durante a qual abordou o conceito de produ&ccedil;&atilde;o da natureza, que tem como foco o turismo realizado em &aacute;reas protegidas, que incluem ecossistemas completos, com paisagens naturais e esp&eacute;cies silvestres, desenvolvido em estreita liga&ccedil;&atilde;o com a natureza e a cultura e como motor do desenvolvimento local, com vista a beneficiar as comunidades locais e a preserva&ccedil;&atilde;o dos ecossistemas e da biodiversidade. Jos&eacute; Pereira destacou a import&acirc;ncia fulcral de Vimioso, estando geograficamente no &ldquo;cora&ccedil;&atilde;o&rdquo; e rodeado por &aacute;reas classificadas/protegidas a n&iacute;vel regional, vir a ter uma &aacute;rea protegida que alavanque o turismo de natureza, de forma a potenciar o desenvolvimento e a valoriza&ccedil;&atilde;o do munic&iacute;pio e dos seus valores naturais, culturais e patrimoniais, em benef&iacute;cio das comunidades locais e da conserva&ccedil;&atilde;o do meio ambiente. &nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c6d6e</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 23 May 2024 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Dia Europeu da Rede Natura 2000: inaugurada jaula de aclimatação para abutres-pretos e apresentada app para explorar o território</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/dia-europeu-da-rede-natura-2000-3a-inaugurada-jaula-de-aclimatacao-para-abutres-pretos-e-apresentada-app-para-explorar-o-territorio-2024-2f05-2f23/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[No Dia Europeu da Rede Natura 2000, a maior rede de &aacute;reas protegidas do mundo para a natureza, assinalado a 21 de maio, a organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental de ambiente Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, a Associa&ccedil;&atilde;o para o Estudo e Prote&ccedil;&atilde;o do Gado Asinino (AEPGA) e o Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas (ICNF) organizaram uma jornada comemorativa da data em diferentes locais do Parque Natural do Douro Internacional (PNDI),  &aacute;rea protegida que partilha os seus limites com a Zona de Prote&ccedil;&atilde;o Especial (ZPE) e a Zona Especial de Conserva&ccedil;&atilde;o (ZEC) do Douro Internacional e Vale do &Aacute;gueda da Rede Natura 2000.<br />
<br />
O dia comemorativo teve tr&ecirc;s momentos-chave: inaugura&ccedil;&atilde;o da jaula de aclimata&ccedil;&atilde;o para refor&ccedil;o populacional da col&oacute;nia reprodutora de abutre-preto (<em>Aegypius monachus</em>) no PNDI, no &acirc;mbito do projeto LIFE Aegypius Return; apresenta&ccedil;&atilde;o do projeto VISITEC|PNDI - visitar o Parque Natural do Douro Internacional com apoio tecnol&oacute;gico e lan&ccedil;amento da aplica&ccedil;&atilde;o Passaporte Natura 2000 (PN2000) - valorizar o territ&oacute;rio atrav&eacute;s dos seus capitais natural e humano: biodiversidade, patrim&oacute;nio e comunidades locais.<br />
<br />
<strong>Jaula de aclimata&ccedil;&atilde;o inaugurada recebe primeiros quatro abutres-pretos</strong><br />
<br />
A inaugura&ccedil;&atilde;o da jaula de aclimata&ccedil;&atilde;o, constru&iacute;da ao abrigo do projeto <strong><u><a href="https://4vultures.org/life-aegypius-return/">LIFE Aegypius Return</a></u></strong> com o objetivo de aumentar a col&oacute;nia de abutres-pretos no PNDI, a menor do pa&iacute;s, ficou marcada pela entrada dos primeiros quatro indiv&iacute;duos juvenis desta esp&eacute;cie na estrutura, tr&ecirc;s f&ecirc;meas e um macho. Estes abutres foram resgatados em &Eacute;vora, Monte Junto e Belmonte, e, posteriormente, transferidos para o Centro de Estudos e Recupera&ccedil;&atilde;o de Animais Selvagens (CERAS), localizado em Castelo Branco, onde estiveram a passar por um processo de recupera&ccedil;&atilde;o pr&eacute;vio antes de serem transportados para a jaula.&nbsp;A introdu&ccedil;&atilde;o dos abutres na jaula foi acompanhada por equipas de veterin&aacute;rios do CERAS e do Centro de Recupera&ccedil;&atilde;o de Animais Selvagens do Hospital Veterin&aacute;rio da Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro (CRAS/HV/UTAD). As aves foram anilhadas e receber&atilde;o emissores GPS aquando da sua devolu&ccedil;&atilde;o &agrave; natureza.<br />
<br />
A jaula come&ccedil;ou a ser constru&iacute;da no outono de 2023, no concelho de Freixo de Espada &agrave; Cinta, no PNDI. Para a constru&ccedil;&atilde;o desta esta&ccedil;&atilde;o de aclimata&ccedil;&atilde;o, foi escolhida uma &aacute;rea perto das arribas isolada e com baixa perturba&ccedil;&atilde;o. A estrutura de grandes dimens&otilde;es tem todas as condi&ccedil;&otilde;es de seguran&ccedil;a e est&aacute; equipada com um sistema de videovigil&acirc;ncia para que os abutres-pretos possam ser monitorizados 24h sobre 24h. Ao redor da jaula, foram vedados cerca de 2 hectares de terreno, no qual funcionar&aacute; tamb&eacute;m um Campo de Alimenta&ccedil;&atilde;o para Aves Necr&oacute;fagas (CAAN).<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/file 1616x1080_003419.jpg" width="900" height="601" alt="" /><br />
<p class="legenda">Abutre-preto na jaula de aclimata&ccedil;&atilde;o. Fotografia Leonor Carvalho/Palombar.<br />
&nbsp;</p>
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/DSC01472.JPG" width="900" height="507" alt="" /><br />
<p class="legenda">Jaula de aclimata&ccedil;&atilde;o. Fotografia Rui Oliveira/AEPGA.</p>
<br />
A jaula de aclimata&ccedil;&atilde;o acolhe os indiv&iacute;duos da esp&eacute;cie recuperados para que passem por um per&iacute;odo de readapta&ccedil;&atilde;o ao meio natural e de habitua&ccedil;&atilde;o &agrave; regi&atilde;o, com vista a potenciar a sua fixa&ccedil;&atilde;o nesta &aacute;rea, quando regressarem ao seu habitat natural.<br />
<br />
&ldquo;A jaula de aclimata&ccedil;&atilde;o &eacute; um m&eacute;todo de <em>soft release</em>; permite manter abutres-pretos provenientes de centros de recupera&ccedil;&atilde;o durante um tempo no seu interior, que pode ir dos cinco aos nove meses, para que se possam adaptar ao local onde est&aacute; instalada antes de serem devolvidos &agrave; natureza&rdquo;, explicou Iv&aacute;n Guti&eacute;rrez, bi&oacute;logo da Palombar e respons&aacute;vel pela monitoriza&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie.<br />
<br />
J&aacute; &ldquo;o CAAN vai possibilitar que os abutres-pretos interajam com outras aves necr&oacute;fagas, entre os quais abutres-pretos j&aacute; residentes na zona, em cada sess&atilde;o de alimenta&ccedil;&atilde;o, favorecendo a transmiss&atilde;o de comportamentos intraespec&iacute;ficos, de forma a aumentar a taxa de fixa&ccedil;&atilde;o e sobreviv&ecirc;ncia dos indiv&iacute;duos que ser&atilde;o libertados&rdquo;, acrescentou.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/DSC01516.JPG" width="900" height="507" alt="" /><br />
<p class="legenda">Recolha de dados biom&eacute;tricos de um dos abutres-pretos introduzidos na jaula de aclimata&ccedil;&atilde;o. Fotografia Leonor Carvalho/Palombar.</p>
<br />
As arribas do Douro encontram-se no limite da distribui&ccedil;&atilde;o do abutre-preto na Europa e albergam a col&oacute;nia mais sens&iacute;vel da esp&eacute;cie em territ&oacute;rio nacional, contando apenas com quatro casais reprodutores no PNDI, do lado portugu&ecirc;s da fronteira, e tr&ecirc;s no Parque Natural Arribes del Duero, do lado espanhol. Esta, que &eacute; a segunda col&oacute;nia mais antiga de Portugal, &eacute; tamb&eacute;m a mais isolada da pen&iacute;nsula, o que dificulta a sua expans&atilde;o natural. O projeto LIFE Aegypius Return prev&ecirc;, at&eacute; 2027, devolver &agrave; natureza nesta &aacute;rea 20 abutres-pretos provenientes de centros de recupera&ccedil;&atilde;o de fauna silvestre.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/file 1616x1080_003439.jpg" width="900" height="601" alt="" /><br />
<p class="legenda">Fotografia de grupo com membros da equipa do projeto LIFE Aegypius Return, ICNF, CERAS, CRAS/HV/UTAD e comunidade local. Fotografia Leonor Carvalho/Palombar.</p>
<strong><br />
App permite explorar biodiversidade, patrim&oacute;nio e comunidades de &aacute;reas da Rede Natura 2000</strong><br />
<br />
Durante a jornada de comemora&ccedil;&atilde;o da Rede Natura 2000, tamb&eacute;m foi apresentado o projeto VISITEC|PNDI &ndash; integrar a tecnologia na experi&ecirc;ncia dos visitantes das zonas protegidas. Este projeto teve como foco a cria&ccedil;&atilde;o da aplica&ccedil;&atilde;o <strong><u><a href="https://passaportenatura2000.eu/">Passaporte Natura 2000 (PN2000)</a></u></strong>, uma ferramenta digital que permite que os usu&aacute;rios explorem a biodiversidade, o patrim&oacute;nio e as comunidades locais de maneira interativa, integrados em &aacute;reas da Rede Natura 2000. Pretende igualmente promover a educa&ccedil;&atilde;o ambiental e o desenvolvimento social e econ&oacute;mico da regi&atilde;o.<br />
<br />
&ldquo;As comunidades foram envolvidas atrav&eacute;s das suas artes e of&iacute;cios, tendo sido identificado um grupo de artes&otilde;es que se ligou &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o&rdquo;, destacou Rui Dias, um dos coordenadores do Passaporte Natura 2000. Um desses artes&atilde;os &eacute; C&eacute;lio Pires, que, neste dia, nos abriu a porta da sua oficina em Constantim, no concelho de Miranda do Douro, onde h&aacute; mais de 20 anos produz e toca instrumentos musicais t&iacute;picos de Tr&aacute;s-os-Montes.&nbsp;Durante a visita, C&eacute;lio Pires confessou que aprendeu a construir gaitas de fole porque, quando quis come&ccedil;ar a tocar, n&atilde;o era f&aacute;cil encontrar estes instrumentos com qualidade. Para al&eacute;m de as construir e tocar, &eacute; um explorador da sua arte e &eacute; imposs&iacute;vel n&atilde;o sentir a sabedoria que guarda sobre a m&uacute;sica mirandesa.<br />
<br />
Foram ainda visitados locais deslumbrantes do PNDI inclu&iacute;dos na app PN2000: o Miradouro do Castrilhou&ccedil;o, onde pode ter a oportunidade de ver um milhafre-real, e o Miradouro de S&atilde;o Jo&atilde;o das Arribas, onde, no c&eacute;u, poder&aacute; observar a imponente &aacute;guia-real e descobrir mais sobre estas esp&eacute;cies com recurso &agrave; app.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/file 1616x1080_003683.jpg" width="900" height="601" alt="" /><br />
<p class="legenda">M&uacute;sico e artes&atilde;o C&eacute;lio Pires na sua oficina. Fotografia Leonor Carvalho/Palombar.</p>
<br />
Jos&eacute; Pereira, presidente da Palombar, destacou, nesta jornada, a necessidade de criar uma ponte s&oacute;lida entre as comunidades e as associa&ccedil;&otilde;es ambientais, e sublinhou que ambos os projetos pretendem &ldquo;criar atividade econ&oacute;mica e social em volta deste patrim&oacute;nio natural, cultural e arquitet&oacute;nico &uacute;nico&rdquo;.<br />
<br />
J&aacute; Sandra Sarmento, diretora regional do ICNF Norte, frisou que &ldquo;as ONG s&atilde;o verdadeiros agentes do desenvolvimento do territ&oacute;rio, sobretudo do rural, capazes de fixar e trazer tanta gente ao territ&oacute;rio protegendo e preservando a biodiversidade, um bem p&uacute;blico que nos une e que nos orgulha&rdquo;.<br />
<br />
<strong>Sobre a Rede Natura 2000</strong><br />
<br />
A Rede Natura 2000 &eacute; a maior rede de &aacute;reas protegidas do mundo para a natureza, sendo o principal instrumento de conserva&ccedil;&atilde;o da natureza e da biodiversidade na Uni&atilde;o Europeia (UE). Com mais de 26 mil s&iacute;tios, cobrindo 18% da &aacute;rea terrestre europeia e quase 9,5% da sua &aacute;rea marinha, representa um quinto do territ&oacute;rio europeu e gera 200 a 300 mil milh&otilde;es de euros por ano (ou seja, 2% a 3% do Produto Interno Bruto da UE). Gra&ccedil;as &agrave; Rede Natura 2000, a UE protege cerca de 1 400 esp&eacute;cies de animais e plantas selvagens e 460 esp&eacute;cies de aves. Foi criada ao abrigo de duas medidas legislativas europeias: Diretiva Aves, de 1979, que enquadra a cria&ccedil;&atilde;o das Zonas de Prote&ccedil;&atilde;o Especial; e Diretiva Habitats, de 1992, que enquadra a cria&ccedil;&atilde;o dos S&iacute;tios de Import&acirc;ncia Comunit&aacute;ria e a possibilidade de designar os SIC como Zonas Especiais de Conserva&ccedil;&atilde;o.&nbsp;]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Tue, 21 May 2024 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Projeto NatuRural Heritage vai promover conservação do património rural e natural do Nordeste Transmontano</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/projeto-naturural-heritage-vai-promover-conservacao-do-patrimonio-rural-e-natural-do-nordeste-transmontano-2024-2f05-2f21/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[O projeto NatuRural Heritage, desenvolvido pela organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental de ambiente Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, tem como objetivo principal promover o restauro e a conserva&ccedil;&atilde;o do patrim&oacute;nio rural e natural de aldeias do Nordeste Transmontano. &Eacute; financiado pelo Corpo Europeu de Solidariedade (CES) da Uni&atilde;o Europeia (UE), foi aprovado em maio de 2023, e ser&aacute; implementado durante o ano de 2024.<br />
<br />
Este projeto est&aacute; centrado na realiza&ccedil;&atilde;o de campos de trabalho volunt&aacute;rio internacionais (CTVI), com vista a promover o restauro de edificados da arquitetura vernacular associados &agrave;s comunidades rurais e a conserva&ccedil;&atilde;o da natureza, bem como na promo&ccedil;&atilde;o de prospe&ccedil;&otilde;es arqueol&oacute;gicas, com o objetivo de contribuir para a investiga&ccedil;&atilde;o e descoberta do patrim&oacute;nio material local ancestral. O projeto &eacute; desenvolvido com o apoio do Munic&iacute;pio de Vimoso, Munic&iacute;pio de Miranda do Douro, da associa&ccedil;&atilde;o francesa Rempart, da Frauga e da Obra Kolping Portugal.<br />
<br />
Adicionalmente, este projeto pretende promover a dinamiza&ccedil;&atilde;o do mundo rural, a descoberta do territ&oacute;rio e da sua riqueza natural, patrimonial, cultural e humana, bem como a partilha intergeracional de experi&ecirc;ncias e conhecimento.<br />
<br />
As a&ccedil;&otilde;es do projeto ter&atilde;o lugar nas aldeias transmontanas de Uva, no concelho de Vimioso, e de Picote, no concelho de Miranda do Douro, e incluem a realiza&ccedil;&atilde;o de tr&ecirc;s campos de trabalho volunt&aacute;rio internacionais: 64.&ordm; Campo de Trabalho Volunt&aacute;rio Internacional - Reconstru&ccedil;&atilde;o de um pombal tradicional | Uva, 15 a 29 de julho de 2024; 65.&ordm; Campo de Trabalho Volunt&aacute;rio Internacional - Escava&ccedil;&atilde;o Arqueol&oacute;gica | Picote, 12 a 26 de agosto de 2024 e 66.&ordm; Campo de Trabalho Volunt&aacute;rio Internacional - Escava&ccedil;&atilde;o Arqueol&oacute;gica | Picote, 2 a 16 de setembro de 2024.<br />
<br />
O primeiro campo de trabalho tem como objetivo promover o restauro de um pombal tradicional, com vista a preservar este edificado vernacular, bem como disseminar as t&eacute;cnicas tradicionais de constru&ccedil;&atilde;o usadas para erigir este patrim&oacute;nio rural, transmitidas ao longo de gera&ccedil;&otilde;es, em perfeita simbiose com o meio ambiente.<br />
<br />
J&aacute; os campos de trabalho direcionados para as prospe&ccedil;&otilde;es arqueol&oacute;gicas visam dar continuidade aos trabalhos arqueol&oacute;gicos j&aacute; desenvolvidos na aldeia de Picote pela Universidade do Porto, e agora integrados num projeto do Munic&iacute;pio de Miranda do Douro, Junta de Freguesia de Picote e Palombar, na zona da &quot;Casa Romana&quot;, com o prop&oacute;sito de musealiza&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea.<br />
<br />
&quot;As atividades de voluntariado dos CTVI t&ecirc;m impacto a diferentes n&iacute;veis: localmente, na vida da comunidade onde se realizam as a&ccedil;&otilde;es, rompendo o isolamento, aumentando os encontros e interc&acirc;mbios intergeracionais e contribuindo positivamente para o bem-estar da popula&ccedil;&atilde;o; a n&iacute;vel regional, promovem o patrim&oacute;nio rural - cultural, natural, arquitet&oacute;nico e arqueol&oacute;gico -, bem como o com&eacute;rcio local e regional; a n&iacute;vel nacional, oferecem oportunidades para os jovens participarem em projetos multiculturais dentro do pr&oacute;prio pa&iacute;s e instigam a participa&ccedil;&atilde;o c&iacute;vica na preserva&ccedil;&atilde;o do seu pr&oacute;prio patrim&oacute;nio natural e cultural e, a n&iacute;vel europeu, contribuem para o interc&acirc;mbio, a intera&ccedil;&atilde;o e a coopera&ccedil;&atilde;o entre os jovens&quot;, sublinha Sara Freire, t&eacute;cnica de ecoturismo e educa&ccedil;&atilde;o ambiental e coordenadora do projeto. &nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c6d89</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 16 May 2024 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Intercâmbio de Recuperação de Património Rural em França: Palombar recruta 4 voluntários/as</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/intercambio-de-recuperacao-de-patrimonio-rural-em-franca-3a-palombar-recruta-4-voluntarios-2fas-2024-2f05-2f16/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[A Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, no &acirc;mbito de uma parceria realizada com a associa&ccedil;&atilde;o francesa Rempart, est&aacute; a recrutar 4 volunt&aacute;rios/as para integrar um interc&acirc;mbio do programa Erasmus + da Uni&atilde;o Europeia sobre Recupera&ccedil;&atilde;o do Patrim&oacute;nio Rural, o qual ir&aacute; decorrer na aldeia de Villandraut, em Gironda, Fran&ccedil;a, entre os dias 21 de junho e 4 de julho de 2024, dinamizado pela associa&ccedil;&atilde;o Adichats, membro da Rempart.<br />
<br />
Neste interc&acirc;mbio, ter&aacute;s a oportunidade de participar em a&ccedil;&otilde;es de conserva&ccedil;&atilde;o do patrim&oacute;nio arquitet&oacute;nico centen&aacute;rio da aldeia francesa de Villandraut, juntamente com volunt&aacute;rios da Pol&oacute;nia, Irlanda e Fran&ccedil;a. Ir&aacute;s contribuir para a preserva&ccedil;&atilde;o do Castelo de Villandraut e da Maison Labat, com recurso a t&eacute;cnicas de constru&ccedil;&atilde;o tradicional. Esta ser&aacute; uma experi&ecirc;ncia &uacute;nica de partilha de conhecimentos, interc&acirc;mbio cultural e vida comunit&aacute;ria. O programa inclui atividades culturais e visitas, entre outras a&ccedil;&otilde;es.<br />
<br />
<strong>INSCRI&Ccedil;&Atilde;O</strong><br />
<br />
<strong>Quem pode inscrever-se?</strong><br />
Jovens com idades entre os 18 e os 30 anos. Os/as jovens da regi&atilde;o de Tr&aacute;s-os-Montes ter&atilde;o prioridade no processo de sele&ccedil;&atilde;o dos/as volunt&aacute;rios/as.<br />
<br />
<strong>Como?</strong><br />
Envia uma mensagem de e-mail com o assunto &quot;Inscri&ccedil;&atilde;o no Interc&acirc;mbio em Villandraut - Fran&ccedil;a&quot; para palombar@palombar.pt, com o teu nome completo, idade e contactos, a indicar a tua inten&ccedil;&atilde;o de participar neste interc&acirc;mbio, bem como os motivos que te levam a querer integrar esta iniciativa. Ao demonstrares a tua inten&ccedil;&atilde;o em participar neste interc&acirc;mbio, ir&aacute;s receber toda a informa&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria.<br />
<br />
<strong>Qual &eacute; o per&iacute;odo de inscri&ccedil;&atilde;o?</strong><br />
O per&iacute;odo de inscri&ccedil;&atilde;o decorre at&eacute; 31 de maio.<br />
<br />
<strong>Quais s&atilde;o os apoios dados aos volunt&aacute;rios/as?</strong><br />
As despesas das viagens (atrav&eacute;s de reembolso do valor pago previamente pelos volunt&aacute;rios/as), das refei&ccedil;&otilde;es e do alojamento ser&atilde;o todas asseguradas pelo programa Erasmus +. Os volunt&aacute;rios ter&atilde;o de pagar apenas o valor de 30 euros para ativa&ccedil;&atilde;o de um seguro de participa&ccedil;&atilde;o no interc&acirc;mbio.<br />
<br />
<strong>Consulta todas as informa&ccedil;&otilde;es e condi&ccedil;&otilde;es no INFO Pack e/ou contacta o n&uacute;mero de telem&oacute;vel 936 078 972.&nbsp;</strong>]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c6d91</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 22 Apr 2024 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Técnicos da Palombar fazem formação em Ovoscopia para melhor proteger a águia-caçadeira</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/tecnicos-da-palombar-fazem-formacao-em-ovoscopia-para-melhor-proteger-a-aguia-cacadeira-2024-2f04-2f22/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[Um grupo de t&eacute;cnicos da Palombar realizou, no dia 26 de mar&ccedil;o, uma forma&ccedil;&atilde;o em Ovoscopia no Centro de Recupera&ccedil;&atilde;o de Animais Selvagens da Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro (CRAS-UTAD), em Vila Real.<br />
<br />
Esta forma&ccedil;&atilde;o surge enquadrada nos trabalhos desenvolvidos pela Palombar, em colabora&ccedil;&atilde;o com o CRAS-UTAD, no &acirc;mbito do projeto Searas com Biodiversidade: Salvemos a &Aacute;guia-ca&ccedil;adeira, que tem como objetivo principal proteger esta esp&eacute;cie e evitar a sua extin&ccedil;&atilde;o no territ&oacute;rio nacional.<br />
<br />
Com esta forma&ccedil;&atilde;o, os t&eacute;cnicos da Palombar desenvolveram compet&ecirc;ncias para avaliar de forma mais aprofundada e eficaz o estado de desenvolvimento dos embri&otilde;es dos ovos de &aacute;guia-ca&ccedil;adeira (Circus pygargus), tamb&eacute;m denominada por tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador (<em>Circus pygargus</em>).<br />
<br />
Nas a&ccedil;&otilde;es de resgate e salvamento desta esp&eacute;cie realizadas pela Palombar, em muitos casos, os ovos t&ecirc;m de ser recolhidos para evitar a sua destrui&ccedil;&atilde;o, sendo, depois, a incuba&ccedil;&atilde;o realizada em ambiente artificial. As crias, quando atingem a idade indicada, s&atilde;o devolvidas &agrave; natureza, ap&oacute;s passar por um per&iacute;odo de adapta&ccedil;&atilde;o numa estrutura de aclimata&ccedil;&atilde;o. A forma&ccedil;&atilde;o teve uma componente te&oacute;rica e outra pr&aacute;tica, com recurso a ovos de galinha.<br />
<br />
<strong>O que &eacute; a ovoscopia?</strong><br />
<br />
A ovoscopia &eacute; um m&eacute;todo usado em embriologia para estudar o crescimento e desenvolvimento de um embri&atilde;o dentro de um &oacute;vulo. O m&eacute;todo usa uma fonte de luz brilhante atr&aacute;s do ovo para mostrar o seu interior, em espec&iacute;fico o embri&atilde;o, atrav&eacute;s da casca.&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c6d99</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Wed, 17 Apr 2024 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Palombar eleita para a Presidência da Assembleia Geral da Confederação Portuguesa das Associações de Defesa do Ambiente</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/palombar-eleita-para-a-presidencia-da-assembleia-geral-da-confederacao-portuguesa-das-associacoes-de-defesa-do-ambiente-2024-2f04-2f17/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[A Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural foi eleita para a Presid&ecirc;ncia da Assembleia Geral da Confedera&ccedil;&atilde;o Portuguesa das Associa&ccedil;&otilde;es de Defesa do Ambiente (CPADA) para o tri&eacute;nio 2024-2026, no dia 20 de janeiro deste ano, tendo tomado posse no dia 1 de mar&ccedil;o. Neste &oacute;rg&atilde;o, a Palombar faz-se representar pelo bi&oacute;logo Jos&eacute; Pereira, presidente da associa&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
A <a href="http://colocar link https://www.cpada.pt/pt/"><u>CPADA</u></a>, fundada em 1991, &eacute; a maior organiza&ccedil;&atilde;o ambientalista do pa&iacute;s, integrando cerca de 100 associa&ccedil;&otilde;es de defesa do ambiente/organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o governamentais de ambiente (ADA/ONGA), de &acirc;mbitos nacional, regional e local, quer no Continente, quer nas Regi&otilde;es Aut&oacute;nomas.<br />
<br />
A CPADA tem como objetivos gerais a defesa do ambiente, nas suas m&uacute;ltiplas vertentes, em particular atrav&eacute;s do associativismo. Pretende melhorar os processos de informa&ccedil;&atilde;o, decis&atilde;o e debate entre as ADA/ONGA em mat&eacute;ria de ambiente, promovendo e assegurando o interc&acirc;mbio de informa&ccedil;&otilde;es e experi&ecirc;ncias entre estas entidades, participar nos debates sobre pol&iacute;tica de ambiente e defender os interesses das ADA/ONGA junto dos organismos p&uacute;blicos.<br />
<br />
A Confedera&ccedil;&atilde;o quer refor&ccedil;ar cada vez mais a liga&ccedil;&atilde;o entre as ONGA e contribuir para a valoriza&ccedil;&atilde;o e o fomento do associativismo ambientalista. A democratiza&ccedil;&atilde;o da defesa do ambiente em Portugal &eacute; igualmente um objetivo da CPADA.<br />
<br />
A CPADA &eacute; membro do European Environmental Bureau, federa&ccedil;&atilde;o de organiza&ccedil;&otilde;es ambientalistas da Europa e representa as ONGA no Conselho Econ&oacute;mico e Social (CES), desempenhando, neste organismo, um papel de parceiro social e interlocutor privilegiado em quest&otilde;es associativas e da pol&iacute;tica de ambiente. &Eacute; ainda compet&ecirc;ncia da CPADA a gest&atilde;o dos processos de elei&ccedil;&atilde;o de representantes das ONGA em organismos p&uacute;blicos.&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c6e73</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Wed, 27 Mar 2024 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Quatro novos voluntários italianos colaboram com a Palombar a partir de maio</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/quatro-novos-voluntarios-italianos-colaboram-com-a-palombar-a-partir-de-maio-2024-2f03-2f27/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[A Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural deslocou-se at&eacute; Roma, em It&aacute;lia, entre os dias 19 e 24 de mar&ccedil;o, para efetuar o processo de sele&ccedil;&atilde;o dos candidatos que ir&atilde;o realizar voluntariado na associa&ccedil;&atilde;o no &acirc;mbito do Servi&ccedil;o Civil Italiano, atrav&eacute;s de uma parceria estabelecida com o CESC Project. Os novos volunt&aacute;rios chegam a Portugal no final de maio.<br />
<br />
O processo de recrutamento contou com a participa&ccedil;&atilde;o de oito jovens candidatos, dos quais quatro foram selecionados para realizar voluntariado na Palombar, que tem sede em Uva, no concelho de Vimioso, ao longo de um ano. A parceria com o CESC Project teve in&iacute;cio em 2016 e j&aacute; proporcionou a oportunidade para 28 volunt&aacute;rios italianos realizarem o Servi&ccedil;o Civil Italiano na Palombar, contribuindo nas atividades di&aacute;rias da associa&ccedil;&atilde;o, para diversas iniciativas locais e para o desenvolvimento sustent&aacute;vel local.<br />
<br />
Atrav&eacute;s da parceria com o CESC Project, a Palombar acolhe quatro jovens todos os anos. O CESC Project &eacute; uma associa&ccedil;&atilde;o italiana que visa coordenar experi&ecirc;ncias de servi&ccedil;o civil em It&aacute;lia e no estrangeiro, promovendo a cidadania e a envolvimento dos jovens em a&ccedil;&otilde;es que beneficiam a comunidade, com a miss&atilde;o de contribuir para os objetivos da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustent&aacute;vel da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas. O CESC Project apoia organiza&ccedil;&otilde;es e jovens na implementa&ccedil;&atilde;o de programas de servi&ccedil;o civil universal.<br />
<br />
O Servi&ccedil;o Civil Italiano &eacute; um programa civil de voluntariado promovido pelo governo italiano. Destina-se a jovens com idades entre os 18 e os 28 anos que desejam realizar um servi&ccedil;o de utilidade p&uacute;blica, contribuindo para o desenvolvimento social, cultural e ambiental do pa&iacute;s. Este programa &eacute; uma alternativa ao servi&ccedil;o militar e &eacute; uma oportunidade para os jovens contribu&iacute;rem de forma significativa para a sociedade, enquanto adquirem experi&ecirc;ncia e desenvolvem habilidades pessoais e profissionais.&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c6e8d</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 21 Mar 2024 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Projeto UP4REHAB reconverte áreas com eucaliptais em montados de sobro e melhora a conservação do solo e dos recursos naturais</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/projeto-up4rehab-reconverte-areas-com-eucaliptais-em-montados-de-sobro-e-melhora-a-conservacao-do-solo-e-dos-recursos-naturais-2024-2f03-2f21/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[O projeto UP4REHAB - Unidade de Paisagem para o Restauro de Habitats de Algoso da Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural est&aacute; a reconverter &aacute;reas com eucaliptais em florestas de sobreiros e azinheiras e a melhorar a conserva&ccedil;&atilde;o e a gest&atilde;o do territ&oacute;rio e dos recursos naturais a ele associados, com vista a aumentar a resili&ecirc;ncia do territ&oacute;rio face aos inc&ecirc;ndios e &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas.<br />
<br />
Este projeto, financiado pelo programa europeu COMPETE 2020 e iniciativa REACT-EU, tem como parceiros a Associa&ccedil;&atilde;o para o Estudo e Prote&ccedil;&atilde;o do Gado Asinino, o Instituto Polit&eacute;cnico de Bragan&ccedil;a, o Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Biodiversidade e Recursos Gen&eacute;ticos da Universidade do Porto e o MORE - Laborat&oacute;rio Colaborativo Montanhas de Investiga&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
Aprovado em outubro de 2022, no &acirc;mbito deste projeto, foram j&aacute; desenvolvidos v&aacute;rios planos para a gest&atilde;o, atual e futura, da &aacute;rea de interven&ccedil;&atilde;o, localizada na freguesia de Algoso, no concelho de Vimioso (distrito de Bragan&ccedil;a), no Nordeste Transmontano, e que tamb&eacute;m est&aacute; integrada na Zona Especial de Conserva&ccedil;&atilde;o e Zona de Prote&ccedil;&atilde;o Especial Rios Sabor e Ma&ccedil;&atilde;s da Rede Natura 2000, bem como na Reserva da Biosfera Transfronteiri&ccedil;a da Meseta Ib&eacute;rica.<br />
<br />
Foram elaborados, nomeadamente, um Plano de Interven&ccedil;&otilde;es de Conserva&ccedil;&atilde;o e Gest&atilde;o dos Solos e dos Habitats, que compreende a&ccedil;&otilde;es de beneficia&ccedil;&atilde;o necess&aacute;rias para reconvers&atilde;o de uma &aacute;rea de 64 ha de eucaliptal, para a gest&atilde;o das manchas de matos mediterr&acirc;nicos, para a recupera&ccedil;&atilde;o de linhas de &aacute;gua e para a recupera&ccedil;&atilde;o dos solos da &aacute;rea de interven&ccedil;&atilde;o (100 ha); um Plano de Redu&ccedil;&atilde;o dos Risco de inc&ecirc;ndios, no qual foram desenhadas as interven&ccedil;&otilde;es que permitem proteger 100 ha e reduzir o principal risco que afeta a &aacute;rea de interven&ccedil;&atilde;o e um Plano Integrado de Monitoriza&ccedil;&otilde;es, que inclui um conjunto de planos de monitoriza&ccedil;&atilde;o da evolu&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea de interven&ccedil;&atilde;o, nos t&oacute;picos da biodiversidade e dos solos.<br />
<br />
Adicionalmente, foram implementadas v&aacute;rias a&ccedil;&otilde;es de gest&atilde;o e conserva&ccedil;&atilde;o dos solos e dos habitats, tendo sido realizadas interven&ccedil;&otilde;es de reconvers&atilde;o de eucaliptais para sobreirais e azinhais num total de 52 ha, atrav&eacute;s de gest&atilde;o da vegeta&ccedil;&atilde;o espont&acirc;nea, remo&ccedil;&atilde;o de eucaliptos, aproveitamento da regenera&ccedil;&atilde;o natural de sobreiros e azinheiras e sementeira e planta&ccedil;&atilde;o de sobreiros e azinheiras; a&ccedil;&otilde;es de gest&atilde;o de manchas de matos mediterr&acirc;nicos - foram geridos 22 ha de matos, atrav&eacute;s dos cortes em linhas alternadas e do aproveitamento da mat&eacute;ria retirada para a sua utiliza&ccedil;&atilde;o na produ&ccedil;&atilde;o de composto org&acirc;nico -, e desenvolvidas medidas de recupera&ccedil;&atilde;o de galerias rip&iacute;colas, nomeadamente a&ccedil;&otilde;es de limpeza de vegeta&ccedil;&atilde;o, retirada de eucalipto e planta&ccedil;&atilde;o e condu&ccedil;&atilde;o da regenera&ccedil;&atilde;o natural em cerca de 3 ha. Implementaram-se ainda a&ccedil;&otilde;es de redu&ccedil;&atilde;o dos riscos de inc&ecirc;ndio em 26 ha.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/Reconvers&atilde;oEucaliptal_3.JPG" width="900" height="506" alt="" /><br />
<p class="legenda">Reconvers&atilde;o de eucaliptais em florestas de sobreiros e azinheiras. Fotografia Palombar.<br />
&nbsp;</p>
Foi tamb&eacute;m criada a Esta&ccedil;&atilde;o de Compostagem de Base Local (ECBL), para onde foram direcionados os res&iacute;duos da gest&atilde;o de vegeta&ccedil;&atilde;o realizada na &aacute;rea de interven&ccedil;&atilde;o (matos) e misturados com mat&eacute;ria org&acirc;nica (estrume de gado asinino) para produzir composto que foi, depois, incorporado nos solos da &aacute;rea de interven&ccedil;&atilde;o. A ECBL foi monitorizada quanto aos teores de humidade e temperatura para garantir a forma&ccedil;&atilde;o de composto de qualidade.<br />
<br />
Desenvolveram-se igualmente atividades de comunica&ccedil;&atilde;o e divulga&ccedil;&atilde;o do projeto, nomeadamente uma sess&atilde;o de apresenta&ccedil;&atilde;o que decorreu no dia 17 de junho de 2023, data em que se assinalou o Dia Mundial de Combate &agrave; Desertifica&ccedil;&atilde;o e &agrave; Seca e na qual participaram cerca de 50 pessoas e foram realizadas duas sess&otilde;es de transfer&ecirc;ncia de conhecimento: a primeira decorreu no dia 13 de dezembro de 2023 e foi dedicada ao Combate &agrave; Desertifica&ccedil;&atilde;o e a segunda realizou-se no dia 15 de dezembro, focada na Compostagem, tendo contado com a presen&ccedil;a de 22 pessoas.<br />
<br />
O projeto desenvolveu v&aacute;rias a&ccedil;&otilde;es de avalia&ccedil;&atilde;o e monitoriza&ccedil;&atilde;o do solo, dos habitats e da biodiversidade da &aacute;rea de interven&ccedil;&atilde;o para promover o restauro hol&iacute;stico do ecossistema local.&nbsp;As medidas de continuidade e consolida&ccedil;&atilde;o do projeto est&atilde;o a ser implementadas com o apoio da Viridia - Conservation in Action.]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 18 Mar 2024 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Descoberto quarto ninho de abutre-preto no Douro Internacional</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/descoberto-quarto-ninho-de-abutre-preto-no-douro-internacional-2024-2f03-2f18/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[A organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental de ambiente Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural descobriu um quarto ninho de abutre-preto (<em>Aegypius monachus</em>) no Douro Internacional, onde est&aacute; localizada a menor e mais fr&aacute;gil col&oacute;nia desta esp&eacute;cie em Portugal. Este &eacute; o maior dos abutres europeus e est&aacute; em risco de extin&ccedil;&atilde;o no territ&oacute;rio nacional.<br />
<br />
A descoberta foi realizada no &acirc;mbito da monitoriza&ccedil;&atilde;o da &eacute;poca de reprodu&ccedil;&atilde;o de 2024 desta esp&eacute;cie, que decorre enquadrada no projeto LIFE Aegypius Return, do qual a Palombar &eacute; parceira. <br />
<br />
Desde o in&iacute;cio de fevereiro que os t&eacute;cnicos na Palombar monitorizam os casais de abutre-preto j&aacute; conhecidos a nidificar no Douro Internacional, tendo <u><a href="https://www.palombar.pt/pt/noticias/life-aegypius-return-3a-monitorizacao-revela-atividade-nos-ninhos-dos-tres-unicos-casais-de-abutre-preto-do-douro-internacional-2024-2f02-2f28/">confirmado</a></u>, nesta &eacute;poca de reprodu&ccedil;&atilde;o, atividade nos tr&ecirc;s ninhos existentes da esp&eacute;cie na regi&atilde;o e descoberto agora mais um.<br />
<br />
Esta &eacute; uma importante descoberta, tendo em conta tratar-se da col&oacute;nia mais reduzida de abutre-preto no territ&oacute;rio nacional, esp&eacute;cie que voltou a nidificar no Douro Internacional apenas em 2012, altura em que foi registado o primeiro casal nidificante. Numa primeira fase, os t&eacute;cnicos da Palombar verificaram que, no novo ninho, se encontrava um abutre-preto adulto. Posteriormente, foi observado um casal em fase de finaliza&ccedil;&atilde;o da constru&ccedil;&atilde;o do ninho e em processo de acasalamento. <br />
<br />
&quot;Uma vez que se trata de um casal jovem (um dos indiv&iacute;duos &eacute; ainda subadulto) poder&aacute; n&atilde;o haver sucesso reprodutor j&aacute; este ano, mas, nas pr&oacute;ximas semanas, j&aacute; ser&aacute; poss&iacute;vel confirmar se houve postura e incuba&ccedil;&atilde;o do &uacute;nico ovo que a esp&eacute;cie p&otilde;e por &eacute;poca de reprodu&ccedil;&atilde;o&quot;, explicou Iv&aacute;n Guti&eacute;rrez, bi&oacute;logo da Palombar. &ldquo;Contudo, haja ou n&atilde;o confirma&ccedil;&atilde;o do sucesso reprodutor este ano, o facto de haver um novo casal a nidificar no Douro Internacional j&aacute; &eacute; uma excelente not&iacute;cia&rdquo;, acrescentou. <br />
<br />
Os outros tr&ecirc;s casais de abutre-preto confirmados a nidificar no Douro Internacional j&aacute; se encontram na fase de incuba&ccedil;&atilde;o dos respetivos ovos. <br />
<br />
O projeto LIFE Aegypius return arrancou em setembro de 2022 e tem como objetivos principais aumentar a popula&ccedil;&atilde;o de abutre-preto e melhorar o seu estado de conserva&ccedil;&atilde;o em Portugal. Pretende, num prazo de seis anos (2022-2027), duplicar a sua popula&ccedil;&atilde;o reprodutora em Portugal para que passe dos atuais 40 casais reprodutores, para 80, bem como aumentar as col&oacute;nias de quatro para cinco.<br />
<br />
Este projeto &eacute; desenvolvido por um cons&oacute;rcio que integra as seguintes entidades: Vulture Conservation Foundation - organiza&ccedil;&atilde;o coordenadora do projeto -, Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, Herdade da Contenda, Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, Liga para a Prote&ccedil;&atilde;o da Natureza, Associa&ccedil;&atilde;o Transum&acirc;ncia e Natureza, Fundaci&oacute;n Naturaleza y Hombre, Guarda Nacional Republicana e Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Propriet&aacute;rios Rurais, Gest&atilde;o Cineg&eacute;tica e Biodiversidade. Tem financiamento de 75% do Programa LIFE da Uni&atilde;o Europeia e cofinanciamento da Viridia &ndash; Conservation in Action e da MAVA &ndash; Foundation pour la Nature.&nbsp;]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 08 Mar 2024 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Reforçada cooperação nacional para conservação do abutre-preto</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/reforcada-cooperacao-nacional-para-conservacao-do-abutre-preto-2024-2f03-2f08/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[Nos &uacute;ltimos dias de fevereiro de 2024, reuniram-se na Herdade da Contenda, em Moura, os parceiros do projeto <u><a href="https://4vultures.org/life-aegypius-return/">LIFE Aegypius Return</a></u> e outras entidades colaboradoras para uma troca de experi&ecirc;ncias em torno da monitoriza&ccedil;&atilde;o do abutre-preto (<em>Aegypius monachus</em>).<br />
<br />
A monitoriza&ccedil;&atilde;o desta esp&eacute;cie, apesar do seu grande tamanho e da sua conspicuidade, requer experi&ecirc;ncia e um conhecimento detalhado na interpreta&ccedil;&atilde;o dos comportamentos observados. Cada col&oacute;nia reprodutiva demonstra tamb&eacute;m uma certa &ldquo;cultura&rdquo;, no que respeita &agrave; sele&ccedil;&atilde;o dos locais de nidifica&ccedil;&atilde;o por parte das aves, pelo que as entidades que colaboram com o LIFE Aegypius Return decidiram repetir, este ano, a boa pr&aacute;tica que iniciaram o ano passado, com <u><a href="https://4vultures.org/blog/life-aegypius-return-new-nest-was-confirmed-in-malcata-nature-reserve-portugal/">um encontro similar que decorreu na Serra da Malcata</a></u>.<br />
<br />
Nestes encontros, os participantes t&ecirc;m oportunidades de treinar, em campo, o <u><a href="https://4vultures.org/wp-content/uploads/2024/01/ProtocoloMonitorizacaoAEGYPIUS-FINAL.pdf">protocolo de monitoriza&ccedil;&atilde;o</a></u> que foi acordado entre todos, e que permite determinar com bastante precis&atilde;o o sucesso da reprodu&ccedil;&atilde;o em cada col&oacute;nia e em cada &eacute;poca de reprodu&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/contenda(1).jpg" width="900" height="506" alt="" /><br />
<p class="legenda">Monitoriza&ccedil;&atilde;o de abutre-preto na Herdade da Contenda. Fotografia VCF.</p>
<br />
A oportunidade permite ainda discutir procedimentos e a&ccedil;&otilde;es de minimiza&ccedil;&atilde;o das amea&ccedil;as que afetam a sobreviv&ecirc;ncia da esp&eacute;cie - como o combate antiveneno, a vigil&acirc;ncia e fiscaliza&ccedil;&atilde;o da perturba&ccedil;&atilde;o das col&oacute;nias e dos ninhos de abutre-preto, particularmente em contexto transfronteiri&ccedil;o - para as quais a atua&ccedil;&atilde;o das autoridades &eacute; crucial.<br />
<br />
Todos os participantes foram recebidos pela Herdade da Contenda, Empresa Municipal parceira do projeto que gere a propriedade com 5267 hectares, que, no ano passado, registou 17 a 18 casais reprodutores. A monitoriza&ccedil;&atilde;o desta col&oacute;nia &eacute; feita em colabora&ccedil;&atilde;o com a Liga para a Protec&ccedil;&atilde;o da Natureza (LPN), que tamb&eacute;m esteve presente.<br />
<br />
Participaram ainda as organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o-governamentais (ONG) Vulture Conservation Foundation (VCF), entidade coordenadora do projeto, Associa&ccedil;&atilde;o Transum&acirc;ncia e Natureza (ATNatureza), Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) e Rewilding Portugal, bem como a Guarda Nacional Republicana (GNR) e o Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas (ICNF). De salientar que a GNR se fez representar com destacamentos territoriais do Servi&ccedil;o de Prote&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Ambiente (SEPNA) de todas as regi&otilde;es pr&oacute;ximas &agrave;s col&oacute;nias de abutre-preto em Portugal &ndash; Miranda do Douro, Guarda, Idanha-a-Nova e Moura. Similarmente, do ICNF estiveram t&eacute;cnicos e Vigilantes da Natureza que colaboram na monitoriza&ccedil;&atilde;o das col&oacute;nias da Serra da Malcata e Tejo Internacional (Delega&ccedil;&atilde;o Regional do Centro) e da Herdade da Contenda (Delega&ccedil;&atilde;o Regional do Alentejo).<br />
<br />
Neste encontro, puderam ser visitados 12 ninhos ocupados por casais, tendo-se j&aacute; observado comportamentos de incuba&ccedil;&atilde;o em seis, o que augura bons resultados para esta &eacute;poca de reprodu&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/ninho.jpg" width="600" height="1067" alt="" /><br />
<p class="legenda">Ninho ocupado por abutres-pretos, na Herdade da Contenda, fotografado atrav&eacute;s de telesc&oacute;pio. Fotografia VCF.</p>
<br />
Num esfor&ccedil;o adicional, alguns dos t&eacute;cnicos das ONG fizeram ainda prospe&ccedil;&otilde;es na Serra de S&atilde;o Mamede, em habitat de nidifica&ccedil;&atilde;o potencial e/ou localiza&ccedil;&otilde;es com presen&ccedil;a regular de abutres-pretos marcados com emissor GPS. Um dos objetivos do projeto LIFE Aegypius Return &eacute; o de aumentar o n&uacute;mero de col&oacute;nias reprodutoras das atuais quatro para cinco, em Portugal. A ONG Quercus, que tamb&eacute;m colabora regularmente no projeto, tem observado movimentos e alguns ind&iacute;cios que apontam para o poss&iacute;vel estabelecimento de uma quinta col&oacute;nia na Serra de S&atilde;o Mamede, mas nesta sa&iacute;da de campo n&atilde;o foi poss&iacute;vel confirmar a exist&ecirc;ncia de ninhos.<br />
<br />
Durante a &eacute;poca de reprodu&ccedil;&atilde;o, todas as observa&ccedil;&otilde;es de abutres-pretos s&atilde;o efetuadas a grande dist&acirc;ncia, com a ajuda de bin&oacute;culos e telesc&oacute;pios, de forma a manter uma dist&acirc;ncia segura dos ninhos e evitar perturba&ccedil;&otilde;es.<br />
<br />
O projeto LIFE Aegypius Return &eacute; cofinanciado pelo programa LIFE da Uni&atilde;o Europeia. O seu sucesso depende do envolvimento de todos os <em>stakeholders</em> relevantes, e da colabora&ccedil;&atilde;o dos parceiros, a Vulture Conservation Foundation (VCF), benefici&aacute;rio coordenador, e os parceiros locais Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, Herdade da Contenda, Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, Liga para a Protec&ccedil;&atilde;o da Natureza, Associa&ccedil;&atilde;o Transum&acirc;ncia e Natureza, Fundaci&oacute;n Naturaleza y Hombre, Guarda Nacional Republicana e Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Propriet&aacute;rios Rurais Gest&atilde;o Cineg&eacute;tica e Biodiversidade. &nbsp;]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Wed, 28 Feb 2024 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>LIFE Aegypius Return: monitorização revela atividade nos ninhos dos três únicos casais de abutre-preto do Douro Internacional</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/life-aegypius-return-3a-monitorizacao-revela-atividade-nos-ninhos-dos-tres-unicos-casais-de-abutre-preto-do-douro-internacional-2024-2f02-2f28/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[A Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural arrancou, no in&iacute;cio do m&ecirc;s de fevereiro, no &acirc;mbito do projeto &ldquo;LIFE Aegypius Return&rdquo;, com a&ccedil;&otilde;es de monitoriza&ccedil;&atilde;o da &eacute;poca de reprodu&ccedil;&atilde;o 2024 dos tr&ecirc;s &uacute;nicos casais de abutre-preto (<em>Aegypius monachus</em>) estabelecidos e confirmados na Zona de Prote&ccedil;&atilde;o Especial da Rede Natura 2000 &ldquo;Douro Internacional e Vale do &Aacute;gueda&rdquo;, parcialmente abrangida pelo Parque Natural do Douro Internacional (PNDI), tendo sido registada atividade nos ninhos da esp&eacute;cie.<br />
<br />
A equipa da Palombar confirmou a ocupa&ccedil;&atilde;o dos tr&ecirc;s ninhos e observou o transporte de material para estes e o arranjo das estruturas por parte dos casais de abutre-preto. Nos pr&oacute;ximos dias, estima-se que, muito provavelmente, ocorra a postura do &uacute;nico ovo que a f&ecirc;mea de cada casal p&otilde;e por ano reprodutor. De formar a evitar qualquer perturba&ccedil;&atilde;o aos casais reprodutores, a monitoriza&ccedil;&atilde;o foi realizada a cerca de 1600 m de dist&acirc;ncia, com recurso a material &oacute;tico.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/Abutre-preto_ninho_palombar_2024_Iv&aacute;nG.jpg" width="900" height="971" alt="" /> <br />
<p class="legenda">Abutre-preto no ninho. Fotografia Palombar.</p>
<br />
Os trabalhos de prospe&ccedil;&atilde;o e monitoriza&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m como objetivo analisar as movimenta&ccedil;&otilde;es e o sucesso reprodutor desta esp&eacute;cie de abutre que &eacute; a maior da Europa e est&aacute; amea&ccedil;ada de extin&ccedil;&atilde;o, bem como detetar eventuais novos casais que se possam ter estabelecido na &aacute;rea do PNDI. Adicionalmente, ir&aacute; permitir, a m&eacute;dio prazo, monitorizar as tend&ecirc;ncias populacionais deste n&uacute;cleo reprodutor e outros par&acirc;metros demogr&aacute;ficos como a produtividade e a mortalidade e, mais amplamente, avaliar o impacto das a&ccedil;&otilde;es do projeto nas esp&eacute;cies-alvo.<br />
<br />
Os t&eacute;cnicos de conserva&ccedil;&atilde;o da natureza e monitoriza&ccedil;&atilde;o da biodiversidade da Palombar continuar&atilde;o, nas pr&oacute;ximas semanas, a monitorizar novas &aacute;reas onde o abutre-preto possa estar a nidificar e, desta forma, aumentar o conhecimento sobre os indiv&iacute;duos reprodutores da esp&eacute;cie que existem nesta &aacute;rea protegida.<br />
<br />
<strong>Sobre o projeto</strong><br />
<br />
O projeto <u><a href="https://4vultures.org/life-aegypius-return/">&quot;LIFE Aegypius Return - consolida&ccedil;&atilde;o e expans&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o de abutre-preto em Portugal e no oeste de Espanha&quot;</a></u>, financiado pelo Programa LIFE da Uni&atilde;o Europeia e que arrancou em setembro de 2022, tem como objetivos principais aumentar a popula&ccedil;&atilde;o de abutre-preto e melhorar o seu estado de conserva&ccedil;&atilde;o e estatuto de amea&ccedil;a em Portugal. Tem cofinanciamento da Viridia &ndash; Conservation in Action e da MAVA &ndash; Foundation pour la Nature.<br />
<br />
O &ldquo;LIFE Aegypius Return&rdquo; &eacute; desenvolvido por um cons&oacute;rcio que integra a Vulture Conservation Foundation (VCF) - organiza&ccedil;&atilde;o coordenadora do projeto -, Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, Herdade da Contenda, Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), Liga para a Prote&ccedil;&atilde;o da Natureza (LPN), Associa&ccedil;&atilde;o Transum&acirc;ncia e Natureza (ATNatureza), Fundaci&oacute;n Naturaleza y Hombre, Guarda Nacional Republicana (GNR) e Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Propriet&aacute;rios Rurais, Gest&atilde;o Cineg&eacute;tica e Biodiversidade (ANPR).&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c6eb5</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Tue, 27 Feb 2024 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Documento público alerta para cinco problemas centrais da transição energética em Portugal e apresenta cinco propostas-chave</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/documento-publico-alerta-para-cinco-problemas-centrais-da-transicao-energetica-em-portugal-e-apresenta-cinco-propostas-chave-2024-2f02-2f27/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[Associa&ccedil;&otilde;es de defesa do ambiente, especialistas, l&iacute;deres de opini&atilde;o, representantes governamentais e membros da sociedade civil reunidos no <u><a href="https://www.palombar.pt/pt/noticias/iv-encontro-de-convergencia-ecologica-e-ambiental-destaca-importancia-de-garantir-uma-transicao-energetica-que-proteja-o-ambiente-e-beneficie-a-sociedade-2023-2f10-2f20/">IV Encontro de Converg&ecirc;ncia Ecol&oacute;gica e Ambiental (IV ECEA)</a></u> elaboraram um documento agora tornado p&uacute;blico intitulado &ldquo;Transi&ccedil;&atilde;o Energ&eacute;tica sim, mas n&atilde;o a qualquer custo&rdquo; (ver documento abaixo), onde alertam para os cinco principais problemas do processo de transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica que est&aacute; a ser realizado em Portugal e apresentam cinco propostas-chave. O documento lan&ccedil;a um apelo aos decisores pol&iacute;ticos em plena campanha eleitoral e &agrave; sociedade civil para adotarem medidas urgentes que garantam uma transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica justa, sustent&aacute;vel e inclusiva no pa&iacute;s.<br />
<br />
Durante este encontro, foram exploradas diversas perspetivas, destacando-se a import&acirc;ncia da colabora&ccedil;&atilde;o multidisciplinar e da participa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica na defini&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas e estrat&eacute;gias energ&eacute;ticas. O documento resultante do IV ECEA representa um importante marco na trajet&oacute;ria da transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica em Portugal, ao identificar os principais problemas e propor solu&ccedil;&otilde;es concretas. Este documento oferece um roteiro valioso para orientar as a&ccedil;&otilde;es futuras e garantir que a transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica seja justa, equitativa e ambientalmente respons&aacute;vel. No entanto, a sua efic&aacute;cia depende do comprometimento e da colabora&ccedil;&atilde;o de todas as partes interessadas, desde o governo e o setor privado at&eacute; a sociedade civil e todos os cidad&atilde;os.<br />
<br />
Portugal encontra-se num momento crucial da sua hist&oacute;ria, onde a transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica emerge como uma necessidade premente e uma oportunidade &uacute;nica para moldar um futuro mais sustent&aacute;vel e resiliente. &Agrave; medida que o pa&iacute;s se esfor&ccedil;a para reduzir a sua depend&ecirc;ncia de combust&iacute;veis f&oacute;sseis e adotar fontes de energia renov&aacute;vel, surgem uma s&eacute;rie de compromissos e desafios que exigem uma resposta coordenada e eficaz por parte de todas os setores da sociedade civil, nomeadamente a pol&iacute;tica.<br />
<br />
&Eacute; fundamental reconhecer os compromissos assumidos por Portugal no &acirc;mbito nacional e internacional, bem como os desafios que ainda persistem. Desde a ratifica&ccedil;&atilde;o do Acordo de Paris, at&eacute; aos objetivos estabelecidos pela Uni&atilde;o Europeia para redu&ccedil;&atilde;o de emiss&otilde;es de gases de efeito estufa, o pa&iacute;s demonstrou um claro comprometimento com a mitiga&ccedil;&atilde;o das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas e a promo&ccedil;&atilde;o da sustentabilidade. No entanto, para transformar esses compromissos em realidade, &eacute; necess&aacute;rio enfrentar uma s&eacute;rie de obst&aacute;culos e encontrar solu&ccedil;&otilde;es inovadoras e inclusivas.<br />
<br />
<strong>S&iacute;ntese dos problemas e propostas</strong><br />
<br />
<strong>Os 5 principais problemas:</strong><br />
<br />
<strong>1.	Sistema Energ&eacute;tico Centralizado e Falta de Incentivo &agrave;s Comunidades de Energia Renov&aacute;vel (CER)</strong><br />
Portugal enfrenta um sistema energ&eacute;tico centralizado, onde os consumidores s&atilde;o considerados passivos no processo de produ&ccedil;&atilde;o e legisla&ccedil;&atilde;o. A falta de apoio pr&aacute;tico e estrat&eacute;gico para a implementa&ccedil;&atilde;o das CER representa um obst&aacute;culo significativo para a diversifica&ccedil;&atilde;o e democratiza&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o de energia.<br />
<br />
<strong>2. Simplex Ambiental e Retrocesso na Prote&ccedil;&atilde;o do Ambiente</strong><br />
A implementa&ccedil;&atilde;o do Simplex Ambiental compromete a prote&ccedil;&atilde;o da natureza ao reduzir a obrigatoriedade de Avalia&ccedil;&otilde;es de Impacte Ambiental (AIA) e a participa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica em decis&otilde;es cruciais, representando um retrocesso na prote&ccedil;&atilde;o ambiental.<br />
<br />
<strong>3. Amea&ccedil;a &agrave;s Florestas e Biodiversidade</strong><br />
A instala&ccedil;&atilde;o de grandes parques de produ&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica amea&ccedil;a &aacute;reas florestais e habitats ecol&oacute;gicos, resultando no abate de &aacute;rvores de valor ecol&oacute;gico e na fragmenta&ccedil;&atilde;o de habitats vitais.<br />
<br />
<strong>4. Fraca Divulga&ccedil;&atilde;o Medi&aacute;tica e Mobiliza&ccedil;&atilde;o Social</strong><br />
A limitada divulga&ccedil;&atilde;o medi&aacute;tica dos efeitos da transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica contribui para uma mobiliza&ccedil;&atilde;o social insuficiente e decis&otilde;es pobres do ponto de vista cient&iacute;fico, minando o envolvimento c&iacute;vico na transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica.<br />
<br />
<strong>5. Transi&ccedil;&atilde;o Energ&eacute;tica e Pobreza Energ&eacute;tica</strong><br />
Apesar dos avan&ccedil;os na produ&ccedil;&atilde;o de energia renov&aacute;vel, muitos portugueses continuam a enfrentar a pobreza energ&eacute;tica, o que revela a necessidade de uma transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica que beneficie toda a popula&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
<strong>As 5 solu&ccedil;&otilde;es propostas:</strong><br />
<br />
<strong>1. Estrat&eacute;gia Nacional para a Transi&ccedil;&atilde;o Energ&eacute;tica com foco nas CER</strong><br />
&Eacute; essencial desenvolver uma estrat&eacute;gia nacional para a transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica com foco nas CER, garantindo a participa&ccedil;&atilde;o das comunidades e beneficiando toda a sociedade.<br />
<br />
<strong>2. Descentraliza&ccedil;&atilde;o Energ&eacute;tica</strong><br />
Promover a descentraliza&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o de energia, diversificando as fontes e envolvendo ativamente as comunidades locais.<br />
<br />
<strong>3. Plano Nacional para Instala&ccedil;&atilde;o de Pain&eacute;is Fotovoltaicos em Edif&iacute;cios</strong><br />
Implementar um plano nacional para a instala&ccedil;&atilde;o de pain&eacute;is fotovoltaicos em edif&iacute;cios, reduzindo a depend&ecirc;ncia de grandes parques solares e preservando o ambiente.<br />
<br />
<strong>4. Revoga&ccedil;&atilde;o do Diploma do Simplex Ambiental</strong><br />
Revogar o Simplex Ambiental e substitu&iacute;-lo por um diploma que garanta uma avalia&ccedil;&atilde;o rigorosa das autoriza&ccedil;&otilde;es ambientais e proteja efetivamente o ambiente.<br />
<br />
<strong>5. Combate &agrave; Pobreza Energ&eacute;tica</strong><br />
Assegurar que a transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica beneficia toda a popula&ccedil;&atilde;o, combatendo a pobreza energ&eacute;tica e promovendo a acessibilidade e efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica.&nbsp;]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 23 Feb 2024 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Associações cívicas e ambientais denunciam falta de transparência e participação na elaboração do Programa de Revitalização do Parque Natural da Serra da Estrela</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/associacoes-civicas-e-ambientais-denunciam-falta-de-transparencia-e-participacao-na-elaboracao-do-programa-de-revitalizacao-do-parque-natural-da-serra-da-estrela-2024-2f02-2f23/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[Vinte e oito associa&ccedil;&otilde;es c&iacute;vicas e ambientais, entre as quais a Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, publicaram, no dia 22 de fevereiro, uma <u><a href="https://drive.google.com/file/d/1nh6CUGCdSUdk1XK6HDOvRJw5tyxIY02b/view?usp=share_link">carta aberta</a></u>&nbsp;denunciando a falta de participa&ccedil;&atilde;o efetiva e de transpar&ecirc;ncia do processo de elabora&ccedil;&atilde;o do Programa de Revitaliza&ccedil;&atilde;o do Parque Natural da Serra da Estrela (PRPNSE).<br />
<br />
Na sequ&ecirc;ncia da Resolu&ccedil;&atilde;o do Conselho de Ministros de 8 de fevereiro, e comunicado  subsequente, que deu a conhecer um investimento total de 155 milh&otilde;es de euros e algumas das medidas previstas no &acirc;mbito do Programa de Revitaliza&ccedil;&atilde;o do Parque Natural da Serra da Estrela, as associa&ccedil;&otilde;es do territ&oacute;rio solicitam acesso ao Programa aprovado e denunciam v&aacute;rias falhas no seu processo de elabora&ccedil;&atilde;o. Sublinham que o instrumento tinha sido anunciado pela Ministra Ana Abrunhosa, como um plano que partisse do territ&oacute;rio, envolvendo as entidades e popula&ccedil;&otilde;es locais, o que acabou por n&atilde;o acontecer.<br />
<br />
S&atilde;o 28 associa&ccedil;&otilde;es da Serra da Estrela e de &acirc;mbito nacional que se uniram para partilhar preocupa&ccedil;&otilde;es e formular exig&ecirc;ncias relativamente ao que foi anunciado pelo Governo e pelos Munic&iacute;pios da Guarda e da Covilh&atilde;.<br />
<br />
Do seu conhecimento do terreno e do historial da gest&atilde;o do Parque Natural, ressalta a indigna&ccedil;&atilde;o com a falta de modelos de participa&ccedil;&atilde;o, a falta de transpar&ecirc;ncia e uma tend&ecirc;ncia para uma aposta que foca o investimento p&uacute;blico na Serra da Estrela em projetos avulsos em vez de desenhar um plano resiliente, partindo de uma vis&atilde;o de longo prazo.<br />
<br />
O movimento associativo tem crescido de forma significativa desde 2017 na Serra da Estrela, refletindo a crescente preocupa&ccedil;&atilde;o c&iacute;vica com o futuro do territ&oacute;rio.<br />
<br />
Manuel Franco, presidente da associa&ccedil;&atilde;o Guardi&otilde;es da Serra da Estrela criada ap&oacute;s os inc&ecirc;ndios de 2017, afirma: &ldquo;Houve uma ausculta&ccedil;&atilde;o inicial para a qual algumas associa&ccedil;&otilde;es foram convidadas de forma aleat&oacute;ria, mas n&atilde;o foi um processo abrangente nem suficientemente participado. Fomos confrontados com um comunicado que fala em grandes obras sem uma palavra dirigida &agrave; conserva&ccedil;&atilde;o ou resili&ecirc;ncia, completamente desligado das verdadeiras origens das cat&aacute;strofes c&iacute;clicas que assolam este parque natural.&rdquo;<br />
<br />
Na carta aberta, as associa&ccedil;&otilde;es declaram tamb&eacute;m que a falta de transpar&ecirc;ncia manifesta na defini&ccedil;&atilde;o e aprova&ccedil;&atilde;o do PRPNSE impossibilitou a sua avalia&ccedil;&atilde;o e discuss&atilde;o p&uacute;blica atempada, isto &eacute;, enquanto era poss&iacute;vel colaborar na elabora&ccedil;&atilde;o de uma estrat&eacute;gia conjunta para a Serra da Estrela.<br />
<br />
Por &uacute;ltimo, os autores da carta aberta partilham o receio de que o Programa n&atilde;o esteja realmente centrado na urg&ecirc;ncia de revitaliza&ccedil;&atilde;o da paisagem destru&iacute;da pelos inc&ecirc;ndios, uma vez que a maior parte de poss&iacute;veis projetos entretanto comunicados pelo Minist&eacute;rio e pelos Munic&iacute;pios focam em grandes obras e infra-estruturas, h&aacute; muito reclamadas pelos poderes locais. Na perspetiva dos signat&aacute;rios, &ldquo;este programa deveria ter como principal preocupa&ccedil;&atilde;o a sustenta&ccedil;&atilde;o e regenera&ccedil;&atilde;o de um territ&oacute;rio de conserva&ccedil;&atilde;o e de presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os de ecossistema, nomeadamente ao n&iacute;vel da &aacute;gua e dos solos, do carbono e da pr&oacute;pria biodiversidade.&rdquo;<br />
<br />
Joana Viveiro, do Movimento Estrela Viva, criado tamb&eacute;m em seguimento da calamidade de 2017, diz: &ldquo;As associa&ccedil;&otilde;es da Serra da Estrela depositavam neste &lsquo;Plano Marshall&rsquo; para a Serra da Estrela, alguma esperan&ccedil;a. Mas o processo come&ccedil;ou mal, com a falta de envolvimento efetivo da sociedade civil e a pouca transpar&ecirc;ncia na elabora&ccedil;&atilde;o do documento, que n&atilde;o foi alvo de qualquer consulta p&uacute;blica. Para al&eacute;m disso, este programa deveria ter como principal preocupa&ccedil;&atilde;o a regenera&ccedil;&atilde;o de um territ&oacute;rio de conserva&ccedil;&atilde;o e a remunera&ccedil;&atilde;o justa pelos servi&ccedil;os de ecossistema, e parece-nos que n&atilde;o ser&aacute; bem essa a prioridade!&rsquo;&rsquo;<br />
<br />
Essas preocupa&ccedil;&otilde;es comuns e a vontade de contribuir para uma regenera&ccedil;&atilde;o efetiva da maior &aacute;rea protegida do pa&iacute;s, levaram os signat&aacute;rios a solicitar uma audi&ecirc;ncia, com car&aacute;cter urgente, ao Minist&eacute;rio da Coes&atilde;o Territorial e &agrave; CIM-BSE.<br />
<br />
<strong>Signat&aacute;rios da Carta Aberta</strong><br />
<br />
A Geradora - Cooperativa Integral, CRL<br />
Acr&eacute;scimo - Associa&ccedil;&atilde;o de Promo&ccedil;&atilde;o ao Investimento Florestal<br />
Associa&ccedil;&atilde;o ALDEIA / CERVAS - Centro de Ecologia e Recupera&ccedil;&atilde;o e Vigil&acirc;ncia de Animais Selvagens<br />
Associa&ccedil;&atilde;o Guardi&otilde;es da Serra da Estrela<br />
Associa&ccedil;&atilde;o Veredas da Estrela<br />
Campo Aberto - associa&ccedil;&atilde;o de defesa do ambiente<br />
CIDAMB - Associa&ccedil;&atilde;o Nacional para a Cidadania Ambiental<br />
Coletivo &agrave; escuta<br />
Ecoativo - Associa&ccedil;&atilde;o de Protec&ccedil;&atilde;o e Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza<br />
FAPAS - Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa para a Conserva&ccedil;&atilde;o da Biodiversidade<br />
FOLGONATUR - Associa&ccedil;&atilde;o Sem Fins Lucrativos<br />
GEOTA - Grupo de Estudos de Ordenamento do Territ&oacute;rio e Ambiente<br />
GO Romaria - Associa&ccedil;&atilde;o Cultural Gouveense<br />
Grupo Lobo - Associa&ccedil;&atilde;o para a Conserva&ccedil;&atilde;o do Lobo e do seu Ecossistema<br />
IRIS - Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Ambiente<br />
LPN - Liga para a Protec&ccedil;&atilde;o da Natureza<br />
Milvoz - Associa&ccedil;&atilde;o de Protec&ccedil;&atilde;o e Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza<br />
Movimento Estrela Viva - Associa&ccedil;&atilde;o C&iacute;vica pelo Desenvolvimento Sustent&aacute;vel e Integrado da Serra da Estrela<br />
N&uacute;cleo Regional da Guarda - Quercus A.N.C.N.<br />
Palombar - Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural<br />
ProTejo - Movimento Pelo Tejo<br />
QUERCUS- A.N.C.N. - Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza<br />
Rewilding Portugal<br />
SPBot&acirc;nica - Sociedade Portuguesa de Bot&acirc;nica<br />
SPEN - Sociedade Portuguesa de Entomologia<br />
Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA)<br />
URZE - Associa&ccedil;&atilde;o Florestal da Encosta da Serra da Estrela<br />
ZERO - Associa&ccedil;&atilde;o Sistema Terrestre Sustent&aacute;vel&nbsp;]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 19 Feb 2024 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Projeto europeu vai criar Observatório Ecológico Transfronteiriço do Douro</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/projeto-europeu-vai-criar-observatorio-ecologico-transfronteirico-do-douro-2024-2f02-2f19/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>Oito entidades de Espanha e Portugal trabalhar&atilde;o de forma coordenada at&eacute; 2026 na cria&ccedil;&atilde;o do Observat&oacute;rio Ecol&oacute;gico Transfronteiri&ccedil;o do Douro. O an&uacute;ncio foi feito no dia 15 de fevereiro, em Zamora, Espanha, durante a apresenta&ccedil;&atilde;o do projeto OET Durius, que ser&aacute; desenvolvido no &acirc;mbito do programa europeu Interreg VI-A Espanha-Portugal (POCTEP) 2021-2027. Este projeto &eacute; coordenado pela Funda&ccedil;&atilde;o Santa Mar&iacute;a la Real e tem v&aacute;rios parceiros, entre os quais a Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural.</strong><br />
<br />
&Eacute; ineg&aacute;vel a riqueza ecol&oacute;gica e paisag&iacute;stica que gerou benef&iacute;cios para as comunidades ao longo do tempo em torno do rio Douro, canal de uni&atilde;o e liga&ccedil;&atilde;o entre Espanha e Portugal. A manuten&ccedil;&atilde;o desta diversidade de ecossistemas &eacute; essencial para garantir a sustentabilidade do territ&oacute;rio e para o conseguir &eacute; necess&aacute;rio primeiro conhec&ecirc;-lo, estud&aacute;-lo e analis&aacute;-lo.<br />
<br />
Ser&aacute; um dos principais desafios do projeto europeu OET Durius apresentado em Zamora, atrav&eacute;s de um semin&aacute;rio, no qual participaram v&aacute;rios especialistas. Para a execu&ccedil;&atilde;o deste projeto foi formado um cons&oacute;rcio composto por oito entidades de Espanha e Portugal.<br />
<br />
De Espanha participam a Funda&ccedil;&atilde;o Santa Mar&iacute;a la Real, a Associa&ccedil;&atilde;o Ib&eacute;rica de Munic&iacute;pios Ribeirinhos do Douro (AIMRD), o cluster Habitat Eficiente AEICE, a vice-reitoria de investiga&ccedil;&atilde;o e transfer&ecirc;ncia da Universidade de Salamanca e a C&acirc;mara Municipal de Zamora. Junto com eles outras tr&ecirc;s entidades portuguesas: Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, Comunidade Intermunicipal do Douro (CIM Douro) e Comunidade Intermunicipal das Terras de Tr&aacute;s-os-Montes (CIM-TTM).<br />
<br />
<strong>Observat&oacute;rio Ecol&oacute;gico Transfronteiri&ccedil;o do Douro</strong><br />
<br />
O primeiro passo para avan&ccedil;ar com a cria&ccedil;&atilde;o do Observat&oacute;rio Ecol&oacute;gico Transfronteiri&ccedil;o do Douro ser&aacute; a an&aacute;lise dos ecossistemas ao redor do Douro. Que esp&eacute;cies existem? Quais s&atilde;o as &aacute;reas mais importantes para a biodiversidade? Elas est&atilde;o conectadas? Como &eacute; que as atividades humanas e as infraestruturas afetam a conectividade do territ&oacute;rio?<br />
<br />
Numa primeira fase, ser&aacute; necess&aacute;rio &ldquo;fazer uma an&aacute;lise clara da situa&ccedil;&atilde;o e recolher informa&ccedil;&otilde;es para poder selecionar e definir linhas de a&ccedil;&atilde;o, a partir desse conhecimento&rdquo;, disseram o presidente da C&acirc;mara Municipal de Zamora, Francisco Guarido, o diretor da Funda&ccedil;&atilde;o Santa Mar&iacute;a la Real, &Aacute;lvaro Retortillo Osuna, e a diretora do projeto, Zoa Escudero.<br />
<br />
Com base nestas an&aacute;lises iniciais, ser&aacute; realizada uma sele&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies representativas, identificando as suas zonas ou &aacute;reas n&uacute;cleo mais importantes, poss&iacute;veis corredores de liga&ccedil;&atilde;o e os pontos que constituem um obst&aacute;culo a esses movimentos. &Eacute; imposs&iacute;vel atuar sobre todas as esp&eacute;cies ou ecossistemas do Douro, portanto, ser&aacute; necess&aacute;rio delimitar e priorizar as &aacute;reas de atua&ccedil;&atilde;o, atrav&eacute;s de an&aacute;lise e intera&ccedil;&atilde;o com os agentes envolvidos.<br />
<br />
&ldquo;Queremos saber se a conectividade ecol&oacute;gica dos territ&oacute;rios ligados ao Douro &eacute; ideal, ou seja, saber se as diferentes esp&eacute;cies que o habitam podem comunicar, relacionar-se e viver ou se as suas etapas naturais de liga&ccedil;&atilde;o foram interrompidas por estradas, cidades ou outro tipo de estruturas&rdquo;, apontam os respons&aacute;veis pelo projeto.<br />
<br />
Com toda a informa&ccedil;&atilde;o recolhida, ser&aacute; disponibilizada uma plataforma digital de f&aacute;cil acesso, que permitir&aacute; a consulta, intera&ccedil;&atilde;o e atualiza&ccedil;&atilde;o de dados, ou seja, ser&aacute; criado um Observat&oacute;rio Ecol&oacute;gico Transfronteiri&ccedil;o do Douro, que ser&aacute; gradualmente ampliado.<br />
<br />
&quot;Este projeto representa uma oportunidade sem precedentes para aprofundar a nossa compreens&atilde;o dos ecossistemas locais, promovendo a&ccedil;&otilde;es concretas de conserva&ccedil;&atilde;o e renaturaliza&ccedil;&atilde;o que beneficiar&atilde;o n&atilde;o apenas a biodiversidade, mas tamb&eacute;m as comunidades locais. Atrav&eacute;s da colabora&ccedil;&atilde;o transfronteiri&ccedil;a, estamos comprometidos em criar estrat&eacute;gias sustent&aacute;veis que preservem o nosso patrim&oacute;nio natural e cultural para as gera&ccedil;&otilde;es futuras. Acreditamos firmemente que este observat&oacute;rio ser&aacute; uma ferramenta vital para alcan&ccedil;ar esses objetivos, permitindo-nos monitorizar a sa&uacute;de dos nossos ecossistemas, identificar amea&ccedil;as e implementar solu&ccedil;&otilde;es eficazes. Estamos entusiasmados por fazer parte deste esfor&ccedil;o colaborativo e ansiosos por ver os impactos positivos que certamente advir&atilde;o deste trabalho conjunto&quot;, destacou Jos&eacute; Pereira, presidente da Palombar. <br />
<br />
<strong>A&ccedil;&otilde;es de renaturaliza&ccedil;&atilde;o</strong><br />
<br />
A par da investiga&ccedil;&atilde;o, da recolha de informa&ccedil;&atilde;o e da cria&ccedil;&atilde;o do observat&oacute;rio digital, o OET DURIUS contempla tamb&eacute;m a realiza&ccedil;&atilde;o de pequenas a&ccedil;&otilde;es de renaturaliza&ccedil;&atilde;o, tanto na &aacute;rea espanhola como portuguesa, embora ainda n&atilde;o tenha sido definido onde ser&atilde;o realizadas. Em que consistir&atilde;o? Depender&aacute; do local espec&iacute;fico escolhido em cada caso, mas s&atilde;o pequenas a&ccedil;&otilde;es que visam a recupera&ccedil;&atilde;o de elementos importantes, tanto para a conserva&ccedil;&atilde;o das paisagens culturais como da biodiversidade: muros de pedra tradicionais, limites, pequenas zonas h&uacute;midas, bebedouros e fontes, florestas, &aacute;reas de pastagem ou &aacute;reas de interesse para polinizadores. A&ccedil;&otilde;es, em suma, que servem para melhorar a conectividade ecol&oacute;gica dos territ&oacute;rios do Douro.<br />
<br />
O projeto europeu OET Durius tem um or&ccedil;amento de 1 573,013 euros, sendo financiado em 75% pelo programa Interreg VI-A Espanha-Portugal (POCTEP) 2021-2027.&nbsp;]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Wed, 07 Feb 2024 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Confederação Portuguesa das Associações de Defesa do Ambiente alerta para impacto negativo da redução dos apoios à agricultura</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/confederacao-portuguesa-das-associacoes-de-defesa-do-ambiente-alerta-para-impacto-negativo-da-reducao-dos-apoios-a-agricultura-2024-2f02-2f07/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[&ldquo;A Agricultura, que tem como fun&ccedil;&atilde;o principal a produ&ccedil;&atilde;o de alimentos, que devem ser saud&aacute;veis e produzidos em respeito pelo Ambiente, tem de remunerar justamente os nossos agricultores e ser promotora da coes&atilde;o territorial&rdquo;, afirma, num comunicado, a Confedera&ccedil;&atilde;o Portuguesa das Associa&ccedil;&otilde;es de Defesa do Ambiente (CPADA), da qual a Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural faz parte. <br />
<br />
A CPADA sublinha que a Pol&iacute;tica Agr&iacute;cola Comum (PAC) atual est&aacute; enquadrada pelo Pacto Ecol&oacute;gico Europeu (Green Deal) e pela Estrat&eacute;gia do Prado ao Prato (Farm to Fork), dada a emerg&ecirc;ncia clim&aacute;tica, o impacto ambiental da atividade agr&iacute;cola e a necessidade de soberania alimentar na Europa. Em Portugal, a PAC est&aacute; enquadrada no Plano Estrat&eacute;gico da Pol&iacute;tica Agr&iacute;cola Comum (PEPAC), com op&ccedil;&otilde;es nacionais, entre 2023-27.<br />
<br />
&ldquo;Os montantes de apoio previstos do PEPAC nacional, nos Eco-Regimes e em particular nos apoios &agrave; Agricultura Biol&oacute;gica, foram erradamente calculados e assim os agricultores que se candidataram a esta agricultura tiveram o corte de 35%. Depois de negocia&ccedil;&otilde;es com o Governo, ficou estabelecido a reposi&ccedil;&atilde;o deste montante&rdquo;, explica.<br />
<br />
Estes apoios destinam-se a melhorar o rendimento dos agricultores face aos compromissos e metas ambientais, assumidos por Portugal perante a Comiss&atilde;o Europeia.<br />
<br />
O PEPAC 2023-27 dever&aacute; se reprogramado e ter&atilde;o de ser tomadas decis&otilde;es pol&iacute;ticas no sentido de permitir que os agricultores recebam as ajudas por inteiro e que haja a garantia de se manterem no futuro.<br />
<br />
&ldquo;Caso n&atilde;o haja uma decis&atilde;o pol&iacute;tica no sentido de apoiar a Agricultura Biol&oacute;gica conforme orienta&ccedil;&atilde;o da Comiss&atilde;o Europeia, iremos assistir a uma redu&ccedil;&atilde;o significativa da Superf&iacute;cie em Agricultura Biol&oacute;gica, em 2025&rdquo;, adverte a CPADA.<br />
<br />
&Eacute; importante sublinhar &ldquo;que a Agricultura Biol&oacute;gica &eacute; a &uacute;nica forma de produzir alimentos s&atilde;os, que sejam seguros para os nossos cidad&atilde;os e em respeito pelo Ambiente&rdquo;, conclui a Confedera&ccedil;&atilde;o.]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 05 Feb 2024 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Palombar alerta para efeitos nocivos dos acordos UE-Chile e UE-Mercosul</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/palombar-alerta-para-efeitos-nocivos-dos-acordos-ue-chile-e-ue-mercosul-2024-2f02-2f05/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[Mais de 100 organiza&ccedil;&otilde;es da sociedade civil e de defesa do ambiente, entre as quais a Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, est&atilde;o contra o alargamento do acordo entre a <u><a href="https://www.plataforma-troca.org/?s=UE-chile">Uni&atilde;o Europeia (UE) e o Chile</a></u> na &aacute;rea das mat&eacute;rias-primas. A Palombar, que integra a TROCA - Plataforma por um Com&eacute;rcio Internacional Justo, tamb&eacute;m est&aacute; contra o <u><a href="https://www.plataforma-troca.org/ue-mercosul/">acordo UE-Mercosul</a></u> (Mercado Comum do Sul, que integra a Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai). Estes acordos t&ecirc;m impactos ambientais, sociais, econ&oacute;micos e humanos extremamente nefastos; s&atilde;o nocivos para as comunidades locais, especialmente para os agricultores, e para o ambiente e colocam em causa os compromissos assumidos pelo Pacto Ecol&oacute;gico Europeu. Dizemos n&atilde;o a estes acordos e apelamos aos eurodeputados que os travem.<br />
<br />
Recentemente, a Palombar subscreveu a Declara&ccedil;&atilde;o conjunta da Coliga&ccedil;&atilde;o UE-Chile para as Mat&eacute;rias-Primas e da Coliga&ccedil;&atilde;o Europeia pela Justi&ccedil;a Comercial, enviada em janeiro aos deputados do Parlamento Europeu, relativa ao acordo UE-Chile. Este acordo, em vigor desde 2003, dever&aacute; ser alargado, e a adi&ccedil;&atilde;o de um cap&iacute;tulo sobre mat&eacute;rias-primas, que se destina a garantir o acesso da UE &agrave;s mat&eacute;rias-primas, independentemente das consequ&ecirc;ncias sociais e ecol&oacute;gicas da minera&ccedil;&atilde;o massiva, &eacute; particularmente problem&aacute;tica. A vota&ccedil;&atilde;o no Parlamento Europeu do acordo UE-Chile est&aacute; prevista para o final de fevereiro. <br />
<br />
<p class="black">Declara&ccedil;&atilde;o conjunta da Coliga&ccedil;&atilde;o UE-Chile para as Mat&eacute;rias-Primas e da Coliga&ccedil;&atilde;o Europeia para a Justi&ccedil;a Comercial</p>
<br />
Caros deputados do Parlamento Europeu,<br />
<br />
Como membros preocupados das organiza&ccedil;&otilde;es da sociedade civil e dos sindicatos europeus, escrevemos-vos para chamar urgentemente a vossa aten&ccedil;&atilde;o para a pr&oacute;xima vota&ccedil;&atilde;o sobre o Acordo-Quadro Avan&ccedil;ado entre a Uni&atilde;o Europeia (UE) e o Chile (AFA), que est&aacute; agendado para aprecia&ccedil;&atilde;o pelo Comit&eacute; de Com&eacute;rcio da UE (INTA) no dia 24 de janeiro, e posteriormente pelo Parlamento Europeu no final de fevereiro.<br />
<br />
Embora reconhe&ccedil;amos a import&acirc;ncia de uma rela&ccedil;&atilde;o mais profunda entre a UE e o Chile, n&atilde;o podemos deixar de manifestar a nossa profunda preocupa&ccedil;&atilde;o quanto &agrave;s implica&ccedil;&otilde;es deste acordo, em particular no que respeita aos direitos humanos e ao ambiente, bem como &agrave; capacidade do Chile para criar valor acrescentado &agrave;s suas mat&eacute;rias-primas. De facto, o acordo aumentar&aacute; a explora&ccedil;&atilde;o de mat&eacute;rias-primas, ao mesmo tempo que reduzir&aacute; o espa&ccedil;o pol&iacute;tico para o Chile gerir os seus recursos naturais e as suas cadeias de abastecimento de mat&eacute;rias-primas. Este acordo incentiva modos de produ&ccedil;&atilde;o e de troca insustent&aacute;veis e injustos, com vista ao refor&ccedil;o de termos de troca neocoloniais, porque: o acordo aumentar&aacute; a minera&ccedil;&atilde;o irrespons&aacute;vel e as suas consequ&ecirc;ncias sociais e ecol&oacute;gicas sem estabelecer salvaguardas suficientes. <br />
<br />
O Chile possui v&aacute;rias mat&eacute;rias-primas definidas como <u>estrat&eacute;gicas e cr&iacute;ticas pela UE</u>, tais como o l&iacute;tio e o cobre. O acordo, e mais precisamente o Acordo Provis&oacute;rio de Com&eacute;rcio Livre (ACL), ir&aacute; aumentar consideravelmente o com&eacute;rcio de mat&eacute;rias-primas, uma vez que o acordo elimina todos os direitos aduaneiros e de exporta&ccedil;&atilde;o, bem como os obst&aacute;culos t&eacute;cnicos ao com&eacute;rcio pelo lado chileno. <br />
<br />
Por conseguinte, &eacute; de esperar que as atividades mineiras no Chile aumentem significativamente. A explora&ccedil;&atilde;o mineira &eacute; uma atividade econ&oacute;mica propensa a provocar conflitos. At&eacute; &agrave; data, o <u><a href="https://mapa.conflictosmineros.net/ocmal_db-v2/conflicto/lista/02032300">Observat&oacute;rio Latino-Americano de Conflitos Mineiros</a></u> regista 49 conflitos relacionados com projetos mineiros no Chile. Estes conflitos, associados aos impactos ambientais da explora&ccedil;&atilde;o mineira (incluindo o agravamento das crises h&iacute;dricas, a perda de biodiversidade e a polui&ccedil;&atilde;o), ir&atilde;o ser exacerbados, afetando particularmente as comunidades locais e ind&iacute;genas que vivem frequentemente perto dos locais de explora&ccedil;&atilde;o mineira e dependem da agricultura e da pastor&iacute;cia para a sua subsist&ecirc;ncia. Os principais impactos n&atilde;o econ&oacute;micos da extra&ccedil;&atilde;o de l&iacute;tio s&atilde;o explicitamente reconhecidos na <u><a href="https://op.europa.eu/en/publication-detail/-/publication/72d9a485-9524-11ec-b4e4-01aa75ed71a1/language-en">Avalia&ccedil;&atilde;o de Impacto na Sustentabilidade da UE</a></u> (AIS, SIA em ingl&ecirc;s), que conclui: &quot;Dado o aumento que se prev&ecirc; na procura de l&iacute;tio, bem como o investimento da UE no sector, os efeitos acima descritos poder&atilde;o ser amplificados&quot;. De facto, a principal preocupa&ccedil;&atilde;o das partes interessadas questionadas sobre os impactos esperados do acordo UE-Chile para o AIS foi a expans&atilde;o das chamadas zonas de sacrif&iacute;cio (ambiental) no Chile. <br />
<br />
E no entanto, o acordo n&atilde;o estabelece quaisquer salvaguardas efetivas e execut&oacute;rias; n&atilde;o existem obriga&ccedil;&otilde;es de respeitar a Conven&ccedil;&atilde;o 169 da OIT e o direito das comunidades ind&iacute;genas ao consentimento livre, pr&eacute;vio e informado, tal como estipulado na Declara&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre os Direitos dos Povos Ind&iacute;genas (UNDRIP) e recomendado pelo <u><a href="https://www.ohchr.org/sites/default/files/documents/issues/environment/srenvironment/eom-statement-Chile-12-May-2023-ES.pdf">Relator das Na&ccedil;&otilde;es Unidas</a></u> durante a sua recente visita ao Chile. O mesmo se aplica aos principais acordos internacionais multilaterais em mat&eacute;ria de direitos humanos ou de ambiente.<br />
<br />
De facto, o cap&iacute;tulo sobre Com&eacute;rcio e Desenvolvimento Sustent&aacute;vel (CDS) n&atilde;o &eacute; mais do que uma declara&ccedil;&atilde;o de inten&ccedil;&otilde;es e de boa vontade. A cl&aacute;usula de revis&atilde;o proposta para o cap&iacute;tulo CDS, bem como a declara&ccedil;&atilde;o conjunta sobre Desenvolvimento Sustent&aacute;vel, est&atilde;o formuladas em termos muito vagos, o que torna altamente improv&aacute;vel a inclus&atilde;o de salvaguardas execut&oacute;rias no futuro. Ainda mais preocupante &eacute; o facto de que, em vez de incluir a obrigatoriedade da dilig&ecirc;ncia devida para as empresas mineiras, o acordo cont&eacute;m um mecanismo de resolu&ccedil;&atilde;o de lit&iacute;gios investidor-estado que d&aacute; &agrave;s empresas estrangeiras o privil&eacute;gio de processar o Chile (mas tamb&eacute;m os 27 Estados-Membros da UE) perante um tribunal de arbitragem internacional, ao qual apenas os investidores t&ecirc;m acesso.<br />
<br />
<strong>O acordo N&Atilde;O apoiar&aacute; a inten&ccedil;&atilde;o do Chile de acrescentar valor &agrave;s suas mat&eacute;rias-primas, mas antes prejudicar&aacute; o seu desenvolvimento industrial.</strong> <br />
<br />
O acordo de livre com&eacute;rcio provis&oacute;rio UE-Chile inclui disposi&ccedil;&otilde;es no seu cap&iacute;tulo sobre energia e mat&eacute;rias-primas (EMP) para garantir o acesso da UE ao l&iacute;tio, ao cobre e a outras mat&eacute;rias-primas, o que afetar&aacute; seriamente a capacidade do Chile de progredir na cadeia de valor das mat&eacute;rias-primas. Embora a Comiss&atilde;o tenha apresentado as cl&aacute;usulas como sendo favor&aacute;veis ao Chile, o cap&iacute;tulo sobre EMP conta uma hist&oacute;ria diferente, porque:<br />
<br />
1.	Pro&iacute;be monop&oacute;lios de exporta&ccedil;&atilde;o e importa&ccedil;&atilde;o para as mat&eacute;rias-primas, limita a atual pol&iacute;tica de dupla fixa&ccedil;&atilde;o de pre&ccedil;os no Chile (atualmente, o Chile reserva 25% da produ&ccedil;&atilde;o para empresas estabelecidas localmente a pre&ccedil;os preferenciais) e obriga o Chile a n&atilde;o aplicar qualquer tipo de restri&ccedil;&atilde;o &agrave;s exporta&ccedil;&otilde;es para empresas da UE.<br />
<br />
2.	As exce&ccedil;&otilde;es concedidas no acordo para que o Chile possa &ldquo;introduzir ou manter medidas com o objetivo de promover a agrega&ccedil;&atilde;o de valor, atrav&eacute;s do fornecimento de mat&eacute;rias-primas aos sectores industriais a pre&ccedil;os preferenciais (...)&rdquo; s&atilde;o severamente limitadas pelas condi&ccedil;&otilde;es enunciadas no Anexo II. De facto, elas definem um limite muito concreto para a dualidade de pre&ccedil;os, nomeadamente, que o pre&ccedil;o preferencial n&atilde;o deve ser &ldquo;inferior ao pre&ccedil;o mais baixo das exporta&ccedil;&otilde;es do mesmo bem realizadas durante os 12 meses anteriores&rdquo;. Assim, em vez de apoiar o desenvolvimento industrial do Chile, essas cl&aacute;usulas fixam um pre&ccedil;o para a agrega&ccedil;&atilde;o de valor adicional no pa&iacute;s.<br />
<br />
3.	Abolir&aacute; todos os tipos de tarifas ou outros direitos de exporta&ccedil;&atilde;o que o Chile aplica atualmente. No cobre, por exemplo, o Chile aplica uma taxa de exporta&ccedil;&atilde;o de at&eacute; 8%, a qual constitui uma receita importante para o or&ccedil;amento fiscal do pa&iacute;s. A remo&ccedil;&atilde;o de todas estas tarifas e direitos d&aacute; um maior incentivo &agrave;s pr&aacute;ticas extrativas e &eacute; um impulso para as empresas do setor, ao mesmo tempo que, basicamente, n&atilde;o deixa receitas no pa&iacute;s.<br />
<br />
Atrav&eacute;s destas disposi&ccedil;&otilde;es, a UE vai prejudicar gravemente a capacidade do Chile de progredir na cadeia de valor das tecnologias verdes/limpas. Na verdade, a <u><a href="https://op.europa.eu/en/publication-detail/-/publication/72d9a485-9524-11ec-b4e4-01aa75ed71a1/language-en">Avalia&ccedil;&atilde;o de Impacto sobre a Sustentabilidade</a></u> prev&ecirc; um decl&iacute;nio de quase 3% no emprego no sector de engenharia mec&acirc;nica, um sector com condi&ccedil;&otilde;es de trabalho tradicionalmente boas, que &eacute; vital para os esfor&ccedil;os do Chile no sentido de uma transi&ccedil;&atilde;o verde e justa. Isso contribui para a continua&ccedil;&atilde;o das estruturas comerciais desiguais existentes e lembra os termos de com&eacute;rcio da era colonial. Isto tamb&eacute;m vai contra os compromissos da Europa e do Chile em favor do desenvolvimento equitativo e sustent&aacute;vel para todos (Agenda ODS 2030). <br />
<br />
<strong>O acordo UE-Chile prejudica a transi&ccedil;&atilde;o s&oacute;cio-ecol&oacute;gica do Chile e contradiz o Pacto Ecol&oacute;gico Europeu</strong><br />
<br />
O acordo entre a UE e o Chile &eacute; apresentado como um instrumento para facilitar a transi&ccedil;&atilde;o verde da UE. Ao mesmo tempo, os custos sociais e ambientais desta transi&ccedil;&atilde;o est&atilde;o a ser externalizados. Enquanto as empresas europeias t&ecirc;m acesso a recursos energ&eacute;ticos para produzir e exportar o chamado hidrog&eacute;nio verde e explorar mat&eacute;rias-primas, as comunidades locais sofrem efeitos devastadores sobre os seus meios de subsist&ecirc;ncia e a sua sa&uacute;de. Na verdade, os investidores n&atilde;o podem ser for&ccedil;ados a transferir tecnologia, a empregar pessoal local ou a usar insumos produzidos localmente, porque tudo isso &eacute; proibido pelo cap&iacute;tulo da liberaliza&ccedil;&atilde;o do investimento. Ao mesmo tempo, a capacidade do Estado para decidir como regular os seus bens comuns naturais &eacute; severamente restringida. Se o Chile quiser continuar a desenvolver a sua economia e, portanto, impor taxas mais elevadas, por exemplo, sobre produtos mineiros, introduzir subs&iacute;dios, fixar os seus pr&oacute;prios pre&ccedil;os e impor regulamentos ou requisitos de desempenho aos investidores estrangeiros, estas medidas seriam consideradas barreiras (t&eacute;cnicas) ao com&eacute;rcio e constituiriam uma viola&ccedil;&atilde;o do acordo. O que poderia levar a medidas retaliat&oacute;rias por parte da UE, ou mesmo a procedimentos dispendiosos de resolu&ccedil;&atilde;o de lit&iacute;gios entre investidores e Estados.<br />
<br />
Levar a cabo uma transi&ccedil;&atilde;o socio-ecol&oacute;gica na Europa em detrimento do bem-estar ambiental e social no Chile contradiz o objetivo geral do <u><a href="https://commission.europa.eu/strategy-and-policy/priorities-2019-2024/european-green-deal_en">Pacto Ecol&oacute;gico Europeu</a></u> de n&atilde;o deixar ningu&eacute;m nem nenhum local para tr&aacute;s, bem como os esfor&ccedil;os da UE para combater as altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas. S&oacute; podemos evitar uma cat&aacute;strofe clim&aacute;tica respeitando a prote&ccedil;&atilde;o do clima e do ambiente a n&iacute;vel mundial, garantindo assim a transi&ccedil;&atilde;o socio-ecol&oacute;gica n&atilde;o s&oacute; na Europa, mas tamb&eacute;m no Chile e em todo o mundo.<br />
<br />
<strong>O acordo incentivar&aacute; o estabelecimento de explora&ccedil;&otilde;es agr&iacute;colas de grande escala em ambas as regi&otilde;es</strong><br />
<br />
Isso ter&aacute; impactos negativos nos direitos dos agricultores como reconhecidos na DNUDPI e no clima, &agrave; medida que mais produtos agr&iacute;colas ser&atilde;o enviados para todo o mundo. Em particular, o acordo ter&aacute; um efeito negativo no cultivo de pastagens em ambas as regi&otilde;es, o que &eacute; um fator essencial para travar a perda de biodiversidade. Al&eacute;m disso, <u><a href="https://www.eurovia.org/news/farmer-and-peasant-organisations-from-europe-and-south-america-unite-against-the-modernisation-of-the-eu-chile-free-trade-agreement/">o acordo afastar&aacute; os pequenos agricultores do mercado</a></u>, favorecendo assim uma maior industrializa&ccedil;&atilde;o da agricultura. Isso ter&aacute; um impacto particularmente negativo na igualdade de g&eacute;nero, uma vez que muitas pequenas explora&ccedil;&otilde;es agr&iacute;colas no Chile s&atilde;o geridas por mulheres. As evid&ecirc;ncias obtidas no terreno tamb&eacute;m mostram que o acordo ir&aacute; anular os atuais esfor&ccedil;os dos agricultores locais para refor&ccedil;ar a resili&ecirc;ncia aos riscos clim&aacute;ticos atrav&eacute;s de modelos de produ&ccedil;&atilde;o agroecol&oacute;gicos. <br />
<br />
O acordo UE-Chile faz parte de um modelo comercial obsoleto que deve ser superado, se quisermos que a transi&ccedil;&atilde;o verde da Europa seja verdadeiramente justa. Os acordos comerciais neocoloniais pertencem ao passado. Centenas de organiza&ccedil;&otilde;es e indiv&iacute;duos do Chile e da Am&eacute;rica Latina sentem o mesmo e &eacute; por isso que assinaram <u><a href="https://mejorsintlc.cl/declaracion-conjunta-chile-sin-tlc-diputados-y-organizaciones-sociales-chile-y-ue-ante-firma-tratado-neocolonial/">uma forte declara&ccedil;&atilde;o apelando ao fim deste acordo</a></u>.<br />
<br />
<strong>Por todas as raz&otilde;es acima referidas, solicitamos encarecidamente que reconsidere o seu apoio a este acordo e N&Atilde;O d&ecirc; o seu consentimento, quando solicitado a votar.&nbsp;</strong>]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c6ef4</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Wed, 24 Jan 2024 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Estima-se que existam até 5000 casais reprodutores de coruja-das-torres em Portugal</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/estima-se-que-existam-ate-5000-casais-reprodutores-de-coruja-das-torres-em-portugal-2024-2f01-2f24/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[Estima-se que existam entre 800 a 5000 casais reprodutores de coruja-das-torres em Portugal Continental e na Madeira, de acordo com dados do &quot;Relat&oacute;rio do 1.&ordm; censo nacional da popula&ccedil;&atilde;o nidificante de coruja-das-torres (<em>Tyto alba</em>) &ndash; 2023&quot;.<br />
<br />
A estimativa populacional da coruja-das-torres em 2023 foi realizada com base na combina&ccedil;&atilde;o de dados do censo nacional e do PortugalAves/eBird.<br />
<br />
O valor m&iacute;nimo de casais reprodutores em Portugal continental foi estimado em 812, enquanto a estimativa m&aacute;xima para o continente foi de 4844. Por forma a obter um intervalo mais conservador e a incluir a popula&ccedil;&atilde;o reprodutora na Madeira os limites foram ajustados.<br />
<br />
V&aacute;rios t&eacute;cnicos da Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural contribu&iacute;ram com dados para este censo, que contou com a colabora&ccedil;&atilde;o de centenas de volunt&aacute;rios.<br />
<br />
Este censo teve como objetivos melhorar as estimativas da distribui&ccedil;&atilde;o e da abund&acirc;ncia populacional da coruja-das-torres em Portugal, e contribuir para conhecer a sua tend&ecirc;ncia populacional a longo prazo.<br />
<br />
O censo foi coordenado pela SPEA - Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves e pelo LabOr &ndash; Laborat&oacute;rio de Ornitologia, uma unidade de investiga&ccedil;&atilde;o enquadrada no MED &ndash; Instituto Mediterr&acirc;neo para a Agricultura, Ambiente e Desenvolvimento da Universidade de &Eacute;vora.<br />
<br />
<strong>Que ave &eacute; esta?</strong><br />
<br />
A coruja-das-torres &eacute; uma ave de rapina noturna que apresenta atualmente uma tend&ecirc;ncia populacional negativa na Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica e na Europa. Est&aacute; classificada como &quot;Quase Amea&ccedil;ada&quot; na Lista Vermelha das Aves de Portugal Continental e de Espanha. Ca&ccedil;a preferencialmente em &aacute;reas abertas, tais como campos agr&iacute;colas, pastagens e florestas pouco densas, evitando florestas densas e grandes extens&otilde;es de matos. Ocupa tamb&eacute;m &aacute;reas urbanas, nidificando frequentemente em estruturas constru&iacute;das e sendo muito tolerante &agrave; presen&ccedil;a humana.]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Tue, 16 Jan 2024 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Estudo revela que regresso do urso-pardo a Portugal seria visto de forma globalmente positiva</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/estudo-revela-que-regresso-do-urso-pardo-a-portugal-seria-visto-de-forma-globalmente-positiva-2024-2f01-2f16/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[Um <u><a href="https://conbio.onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1111/csp2.13064">estudo</a></u> publicado recentemente na revista <em>Conservation Science and Practice</em> revela que v&aacute;rios grupos da sociedade, como acad&eacute;micos, investigadores, administra&ccedil;&atilde;o, organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o governamentais de ambiente, gestores cineg&eacute;ticos e da &aacute;rea do turismo, representantes de associa&ccedil;&otilde;es pecu&aacute;rias e do setor florestal, entre outros agentes do territ&oacute;rio, consideram, no geral, positivo um eventual regresso do urso-pardo  (<em>Ursus arctos</em>) ao territ&oacute;rio portugu&ecirc;s, uma esp&eacute;cie que atualmente se encontra extinta no pa&iacute;s, mas que ocorre na vizinha Espanha, onde a popula&ccedil;&atilde;o Cant&aacute;brica tem vindo a expandir-se nos &uacute;ltimos anos.<br />
<br />
Intitulado &quot;<em>Perceptions and attitudes of stakeholders on the return of brown bears (Ursus arctos): Contributions from a workshop held in northern Portugal</em>&quot;, o estudo, que contou com a participa&ccedil;&atilde;o da Palombar, concluiu que, de forma gen&eacute;rica, esses grupos se sentiriam seguros em &aacute;reas onde os ursos-pardos estivessem presentes, t&ecirc;m uma vis&atilde;o positiva em rela&ccedil;&atilde;o ao regresso do urso-pardo a Portugal e avaliam essa possibilidade como uma oportunidade para o desenvolvimento local e n&atilde;o como uma amea&ccedil;a.<br />
<br />
Os resultados deste estudo fornecem uma base de avalia&ccedil;&atilde;o das perce&ccedil;&otilde;es e atitudes relativamente ao urso-pardo importantes para a elabora&ccedil;&atilde;o de um plano de conserva&ccedil;&atilde;o que prepare o eventual regresso da esp&eacute;cie ao territ&oacute;rio nacional.<br />
<br />
O urso-pardo extinguiu-se em Portugal em 1843, no s&eacute;culo XIX. Somente no s&eacute;culo XXI, na primavera de 2019, o registo de um urso-pardo macho foi oficialmente confirmado no norte de Portugal e &eacute; prov&aacute;vel que mais ursos fa&ccedil;am incurs&otilde;es no nosso territ&oacute;rio num futuro pr&oacute;ximo e possam, eventualmente, fixar-se no norte do pa&iacute;s.<br />
<br />
Este estudo foi realizado com base num inqu&eacute;rito feito aos participantes do <u><a href="https://www.palombar.pt/pt/projetos/networking-event-e-se-o-urso-pardo-voltar-2021/">&quot;Networking Event - E se o urso-pardo voltar?&quot;</a></u>, um evento ib&eacute;rico que teve lugar em outubro de 2021 em Bragan&ccedil;a e cujo objetivo principal foi debater antecipadamente aquele que poder&aacute; ser um dos grandes desafios de conserva&ccedil;&atilde;o da natureza em Portugal: o potencial regresso do urso-pardo ao norte do pa&iacute;s e a sua coexist&ecirc;ncia com o ser humano e lan&ccedil;ar as funda&ccedil;&otilde;es para futuras a&ccedil;&otilde;es transfronteiri&ccedil;as de conserva&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie no territ&oacute;rio nacional.<br />
<br />
Este <u><a href="https://www.ursopardo.pt/">evento</a></u> foi organizado pela Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, em parceria com a AEPGA - Associa&ccedil;&atilde;o para o Estudo e Prote&ccedil;&atilde;o do Gado Asinino, o Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas, o Munic&iacute;pio de Bragan&ccedil;a e o Instituto Polit&eacute;cnico de Bragan&ccedil;a.&nbsp;]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Sun, 17 Dec 2023 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>COP28: um resultado histórico e várias lacunas por preencher</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/cop28-3a-um-resultado-historico-e-varias-lacunas-por-preencher-2023-2f12-2f17/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[O resultado final da COP28 representa um marco hist&oacute;rico: pela primeira vez, chegou-se a um acordo para p&ocirc;r um fim gradual e vinculativo do uso e produ&ccedil;&atilde;o do petr&oacute;leo, g&aacute;s natural e carv&atilde;o, at&eacute; 2050, para que limitar o aquecimento global em 1,5 graus Celsius, tal como pede o Acordo de Paris, ainda seja poss&iacute;vel. Finalmente, os povos de todo o mundo conseguiram que essa exig&ecirc;ncia passasse de uma promessa vaga para um compromisso efetivo para a a&ccedil;&atilde;o. No dia 13 de dezembro, mais de 190 na&ccedil;&otilde;es subscreveram um texto que defende a &ldquo;transi&ccedil;&atilde;o dos combust&iacute;veis f&oacute;sseis nos sistemas energ&eacute;ticos, de uma forma justa, ordenada e equitativa, acelerando a a&ccedil;&atilde;o nesta d&eacute;cada cr&iacute;tica&rdquo;.<br />
<br />
Mas, apesar de o resultado desta COP28 ter sido considerado hist&oacute;rico, alguns atores centrais teceram cr&iacute;ticas contundentes. Anne Rasmussen, representante da Alian&ccedil;a dos Pequenos Estados Insulares (AOSIS, na sigla em ingl&ecirc;s) classificou o documento final como &ldquo;uma lengalenga de lacunas&rdquo;. <br />
J&aacute; a defensora do clima da mesma regi&atilde;o Brianna Fruean <u><a href="https://www.abc.net.au/news/2023-12-14/pacific-islands-cop28-agreement-climate-change-sultan-al-jaber/103227422">alertou</a></u> para o elefante na sala e disse: &ldquo;Algu&eacute;m teve uma COP bem-sucedida: foram os 2000 lobistas. Recebemos migalhas para comemorar, mas &eacute; como se nos pedissem para celebrar as flores nos nossos futuros t&uacute;mulos, como celebrar?&rdquo;. Mas  Brianna Fruean n&atilde;o foi a &uacute;nica a lamentar a posi&ccedil;&atilde;o de alguns pa&iacute;ses ricos, tamb&eacute;m o movimento Women and Gender Constituency emitiu um <u><a href="https://womengenderclimate.org/cop28-press-release-the-end-of-the-era-of-fossil-fuels-is-here-but-the-fight-for-climate-justice-remains/">comunicado</a></u>  criticou as lacunas que d&atilde;o vagar a poss&iacute;veis investimentos catastr&oacute;ficos para Estados j&aacute; agora amea&ccedil;ados pelas altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas. O Acordo de Paris menciona a troca de &ldquo;resultados de mitiga&ccedil;&atilde;o&rdquo;, mas, na confer&ecirc;ncia mundial, o Acordo 6 renasce sob a forma de &ldquo;abordagens baseadas no mercado e abordagens n&atilde;o baseadas no mercado&rdquo;, uma possibilidade que deixa a porta aberta para &ldquo;mercados de carbono n&atilde;o regulamentados e pouco transparentes&rdquo;, segundo um consultor da iniciativa pela igualdade de g&eacute;nero.<br />
<br />
<strong>Que estrat&eacute;gia adotar para a promo&ccedil;&atilde;o das energias renov&aacute;veis?</strong><br />
<br />
Cem mil milh&otilde;es de d&oacute;lares anuais foram anunciados na COP28 para a promo&ccedil;&atilde;o da energia renov&aacute;vel em pa&iacute;ses em desenvolvimento, mas o descontentamento foi a rea&ccedil;&atilde;o mais comum entre os presentes. O dinheiro &eacute; pouco para tantas na&ccedil;&otilde;es que esperavam a resposta &ldquo;pioneira&rdquo; que o presidente da cimeira prometeu. A acelera&ccedil;&atilde;o da implementa&ccedil;&atilde;o de energias renov&aacute;veis acarreta perigos e deve ser feita de forma interdisciplinar, envolvendo os setores social, ambiental e econ&oacute;mico na corrida pela transi&ccedil;&atilde;o. O <u><a href="https://unfccc.int/news/cop28-agreement-signals-beginning-of-the-end-of-the-fossil-fuel-era">texto final da COP28</a></u> promete triplicar a capacidade das energias renov&aacute;veis e duplicar a efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica at&eacute; 2030, mas n&atilde;o apresenta linhas concretas de atua&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
A energia renov&aacute;vel &eacute; o caminho a seguir, mas tem custos. Para assegurar as necessidades energ&eacute;ticas de uma sociedade em expans&atilde;o, &eacute; necess&aacute;rio ocupar quil&oacute;metros e quil&oacute;metros de zona aberta para a instala&ccedil;&atilde;o de &ldquo;paisagens de ferro&rdquo;, quando a aposta &eacute; a energia fotovoltaica. Atualmente, existem v&aacute;rios m&eacute;todos de produ&ccedil;&atilde;o de energia sustent&aacute;vel, por exemplo, o hidrog&eacute;nio &eacute; mais rent&aacute;vel quando utilizado na ind&uacute;stria da constru&ccedil;&atilde;o e transportes p&uacute;blicos de velocidade. Por outro lado, as e&oacute;licas permitem a interliga&ccedil;&atilde;o com a agricultura que o <u><a href="https://www.nrel.gov/docs/fy13osti/52409-ES.pdf">solar centralizado condiciona</a></u>, mas, mesmo assim, ambas t&ecirc;m <u><a href="https://stud.epsilon.slu.se/18764/1/kattach-c-20230411.pdf">impactos substanciais</a></u> na fauna e vegeta&ccedil;&atilde;o selvagem.<br />
<br />
O caminho das energias limpas &eacute; influenciado por um fator decisivo que condiciona a estrat&eacute;gia mais adequada a seguir, em termos de prote&ccedil;&atilde;o do ambiente e benef&iacute;cios para as popula&ccedil;&otilde;es: o mercado econ&oacute;mico que o rege. A aposta na energia descentralizada &eacute; o m&eacute;todo de produ&ccedil;&atilde;o que apresenta melhores resultados para as pessoas e o meio ambiente, mas este n&atilde;o tem sido o foco das estrat&eacute;gias implementadas pelos v&aacute;rios pa&iacute;ses, incluindo Portugal.<br />
<br />
Sobre este tema central, o <u><a href="https://www.palombar.pt/pt/noticias/iv-encontro-de-convergencia-ecologica-e-ambiental-destaca-importancia-de-garantir-uma-transicao-energetica-que-proteja-o-ambiente-e-beneficie-a-sociedade-2023-2f10-2f20/">IV Encontro da Converg&ecirc;ncia Ecol&oacute;gica e Ambiental</a></u> debateu os custos e benef&iacute;cios da transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica e alertou para esta quest&atilde;o nevr&aacute;lgica. As diversas entidades que estiveram presentes no encontro v&atilde;o brevemente divulgar um documento sobre este tema fulcral para a sociedade e o planeta. No curto prazo, estima-se que o investimento para a instala&ccedil;&atilde;o de centrais &ldquo;verdes&rdquo; ir&aacute; aumentar substancialmente, pelo que &eacute; necess&aacute;rio assegurar que o investimento p&uacute;blico em energias renov&aacute;veis siga a estrat&eacute;gica que melhor beneficia os povos e o meio ambiente, sob pena de a transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica ser um falhan&ccedil;o do ponto de vista ambiental e social. <br />
&nbsp;]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 14 Dec 2023 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Conselho de Agricultura da UE repudia a desregulamentação dos Novos OGM</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/conselho-de-agricultura-da-ue-repudia-a-desregulamentacao-dos-novos-ogm-2023-2f12-2f14/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[O Conselho de Ministros da Agricultura da Uni&atilde;o Europeia (UE) rejeitou, no dia 11 de dezembro, a proposta legislativa da Comiss&atilde;o Europeia (CE) apresentada pela Presid&ecirc;ncia espanhola de desregulamentar extensamente a nova gera&ccedil;&atilde;o de plantas geneticamente modificadas (Novos OGM, ou agora chamadas &quot;novas t&eacute;cnicas gen&oacute;micas&quot; - NGT na sigla inglesa). Os pa&iacute;ses que n&atilde;o apoiaram esta proposta<span style="font-size: 10px;">&nbsp;(1)</span>&nbsp;quiseram evitar que os campos se enchessem de novas sementes GM patenteadas, assim como n&atilde;o aceitaram o aumento dos monop&oacute;lios no setor agr&iacute;cola, caso o legislador exclu&iacute;sse os Novos OGM das atuais regras da UE em mat&eacute;ria de OGM.<br />
<br />
Jorge Ferreira, agr&oacute;nomo e membro da Plataforma Transg&eacute;nicos Fora (PTF) afirmou: &quot;Os ministros da Agricultura escutaram as apreens&otilde;es dos agricultores, consumidores e sociedade preocupada com a diminui&ccedil;&atilde;o da biodiversidade colocando um trav&atilde;o na desregulamenta&ccedil;&atilde;o dos Novos OGM. O resultado &eacute; uma salvaguarda do nosso direito &agrave; transpar&ecirc;ncia, o nosso direito de saber o que compramos e comemos e a prote&ccedil;&atilde;o da natureza que nos sust&eacute;m. A Agricultura Biol&oacute;gica e Biodin&acirc;mica ficariam corrompidas com a liberta&ccedil;&atilde;o descontrolada dos Novos OGM. &Eacute; a vit&oacute;ria do direito &agrave; liberdade de escolha&rdquo;.<br />
<br />
A Plataforma Transg&eacute;nicos Fora apela agora aos membros do Parlamento Europeu para que rejeitem inequivocamente a proposta legislativa da Comiss&atilde;o. Tanto o Conselho da UE como o Parlamento Europeu ter&atilde;o uma palavra a dizer sobre a lei final nos pr&oacute;ximos meses.<br />
<br />
<strong>Sobre a proposta de desregulamenta&ccedil;&atilde;o</strong><br />
<br />
A proposta de desregulamenta&ccedil;&atilde;o da Presid&ecirc;ncia espanhola abolir&aacute; os requisitos de rotulagem, os controlos de seguran&ccedil;a e qualquer tipo de processo de responsabiliza&ccedil;&atilde;o para os Novos OGM. Consequentemente, os consumidores, os agricultores e os transformadores de alimentos deixar&atilde;o de ter transpar&ecirc;ncia quanto ao facto de as plantas e os alimentos que cultivam, compram e consomem conterem ou n&atilde;o Novos OGM. Muitas das novas variedades em estudo s&atilde;o tolerantes a herbicidas como o glifosato, contribuindo para o monop&oacute;lio da ind&uacute;stria agroqu&iacute;mica e da biotecnologia, com grandes impactos para a sa&uacute;de e o ambiente.<br />
<br />
<strong>A proposta significaria:<br />
</strong><br />
- Liberta&ccedil;&atilde;o de Novos OGM n&atilde;o testados na natureza com o alto risco de contamina&ccedil;&atilde;o das variedades n&atilde;o OGM, um processo irrevers&iacute;vel que constitui mais uma amea&ccedil;a &agrave; biodiversidade. At&eacute; agora, n&atilde;o foram avaliados os impactos diretos e indiretos da coloca&ccedil;&atilde;o de Novos OGM na natureza. Por exemplo, n&atilde;o foi efetuada qualquer investiga&ccedil;&atilde;o sobre a forma como estes interagem com as abelhas e outros polinizadores, nem sobre a forma como as culturas de OGM podem acelerar a perda de biodiversidade.<span style="font-size: 10px;">&nbsp;(2)</span><br />
<br />
- Um atentado &agrave; democracia na aboli&ccedil;&atilde;o do direito fundamental dos consumidores a conhecer, tal como definido nos tratados europeus e na legisla&ccedil;&atilde;o alimentar geral da EU, o que compram. Ao excluir os Novos OGM dos requisitos de rotulagem, os consumidores, os agricultores e toda a cadeia alimentar deixam de poder saber se as sementes, os ingredientes e os produtos alimentares finais que compram cont&ecirc;m ou n&atilde;o Novos OGM.<span style="font-size: 10px;">(3)</span><sup><br />
</sup><br />
- Priva&ccedil;&atilde;o dos governos do seu direito de proibir o cultivo de Novos OGM no seu territ&oacute;rio. Desde 2015, 17 governos j&aacute; proibiram o cultivo de OGM.<span style="font-size: 10px;">&nbsp;(4)</span><br />
<br />
- Aboli&ccedil;&atilde;o das responsabilidades b&aacute;sicas da ind&uacute;stria da biotecnologia, como a de fornecer um m&eacute;todo de teste para cada novo OGM que desenvolve. A nova legisla&ccedil;&atilde;o impossibilita os agricultores e o sector alimentar que pretendem produzir alimentos convencionais, biol&oacute;gicos ou sem OGM de se protegerem contra contamina&ccedil;&otilde;es indesejadas. A Comiss&atilde;o Europeia prop&otilde;e que os m&eacute;todos de ensaio sejam pagos por aqueles que querem evitar novos OGM e que sejam eliminados os registos p&uacute;blicos de cultivo.<br />
<br />
- Impossibilitar &agrave;s autoridades nacionais o controlo da seguran&ccedil;a alimentar dos Novos OGM, uma vez que a ind&uacute;stria da biotecnologia j&aacute; n&atilde;o &eacute; obrigada a fornecer m&eacute;todos de ensaio, nem os operadores s&atilde;o obrigados a rastrear o produto ao longo da cadeia alimentar.<br />
<br />
- Criar um precedente para a legisla&ccedil;&atilde;o orientada para as empresas sem proteger cidad&atilde;os. A proposta da Comiss&atilde;o Europeia baseia-se em promessas feitas pela ind&uacute;stria sobre produtos que ainda est&atilde;o em desenvolvimento, sem um produto final concreto com uma avalia&ccedil;&atilde;o independente de risco e sobre a sustentabilidade efetiva destes Novos OGM.<br />
<br />
<sup><sub><strong>Notas</strong><br />
1 A Alemanha e a Bulg&aacute;ria abstiveram-se. A &Aacute;ustria, a Cro&aacute;cia, a Hungria, a Pol&oacute;nia, a Rom&eacute;nia, a Eslov&aacute;quia e a Eslov&eacute;nia manifestaram grandes preocupa&ccedil;&otilde;es.<br />
2 https://www.stopogm.net/novos-ogm-exemplos/ <br />
3 https://friendsoftheearth.eu/publication/unmasking-new-gmos-protecting-farmers-consumers-right-to-transparency/<br />
4 https://food.ec.europa.eu/plants/genetically-modified-organisms/gmo-authorisation/gmo-authorisations-cultivation/restrictions-geographical-scope-gmo-applicationsauthorisations-eu-countries-demands-and-outcomes_en</sub></sup><br />
&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c6f21</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 08 Dec 2023 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>COP28: A dualidade entre a luta contra a crise climática e a indústria petrolífera</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/cop28-3a-a-dualidade-entre-a-luta-contra-a-crise-climatica-e-a-industria-petrolifera-2023-2f12-2f08/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[Durante os pr&oacute;ximos dias, o mundo est&aacute; de olhos virados para o Dubai, palco da 28.&ordm; Conven&ccedil;&atilde;o de Partes (COP28). Numa cimeira pelo clima que come&ccedil;ou no dia 30 de novembro e ir&aacute; terminar no dia 12 de dezembro, os l&iacute;deres mundiais discutem as pr&oacute;ximas a&ccedil;&otilde;es de mitiga&ccedil;&atilde;o da crise clim&aacute;tica. Nesta, como noutras COP, o capital esconde-se atr&aacute;s de muitas a&ccedil;&otilde;es ditas ambientais.<br />
<br />
<strong>Um empres&aacute;rio da ind&uacute;stria petrol&iacute;fera a presidir a cimeira que quer combater a crise clim&aacute;tica</strong><br />
<br />
A COP28 come&ccedil;ou mal e n&atilde;o augura bons resultados, a avaliar pela escolha do pa&iacute;s de acolhimento e do presidente da conven&ccedil;&atilde;o. <u><a href="https://unfccc.int/process-and-meetings/conferences/the-big-picture/what-are-united-nations-climate-change-conferences/how-cops-are-organized-questions-and-answers#about-COPs">O pa&iacute;s anfitri&atilde;o da confer&ecirc;ncia &eacute; decidido atrav&eacute;s de um sistema rotativo entre as cinco regi&otilde;es da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU)</a></u>, sendo estas &Aacute;frica, &Aacute;sia, Europa Oriental, Am&eacute;rica Latina e Caribe, Europa Ocidental e Outros Grupos. Garantindo uma representa&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica equitativa, a escolha tamb&eacute;m pondera a capacidade log&iacute;stica e a iniciativa do pa&iacute;s em sediar a confer&ecirc;ncia. Em reuni&otilde;es anteriores, decidiu-se que a 28&ordm; cimeira pelo clima seria nos Emirados &Aacute;rabes Unidos (EAU).<br />
<br />
J&aacute; o presidente do evento &eacute; nomeado pelo pa&iacute;s anfitri&atilde;o, sendo esta decis&atilde;o aprovada ou rejeitada pelos delegados presentes nas confer&ecirc;ncias clim&aacute;ticas da ONU. Este ano o eleito foi Ahmed Al Jaber, o CEO da empresa petrol&iacute;fera estatal Adnoc, ministro da Ind&uacute;stria e Tecnologia Avan&ccedil;ada dos EAU, e presidente da empresa Masdar, respons&aacute;vel pelo investimento em energia solar e e&oacute;lica em mais de 40 pa&iacute;ses. Al Jaber investe tanto em <u><a href="https://www.bbc.com/news/world-middle-east-64269436">energia f&oacute;ssil</a></u> como em <u><a href="https://www.bbc.com/news/world-middle-east-64269436">energia &ldquo;verde&rdquo;</a></u>, visando duplicar a produ&ccedil;&atilde;o de ambas as empresas at&eacute; 2030, o que revela a incoer&ecirc;ncia da sua vis&atilde;o sobre a crise clim&aacute;tica e as verdadeiras motiva&ccedil;&otilde;es econ&oacute;micas que o movem. E se este dado revela incoer&ecirc;ncia, mais incoerente ainda &eacute; o facto de o gestor &aacute;rabe ter sido escolhido para presidir a conven&ccedil;&atilde;o pela sua &ldquo;perspic&aacute;cia empresarial&rdquo;, como refere o pr&oacute;prio <u><a href="https://www.cop28.com/en/cop28-presidency">website da COP28</a></u>.<br />
<br />
O paradoxo da tr&iacute;ade luta contra a crise clim&aacute;tica, um pa&iacute;s e um empres&aacute;rio intimamente ligados aos combust&iacute;veis f&oacute;sseis j&aacute; fez vir ao de cima verdades inconvenientes. No dia 21 de novembro, decorreu um evento sobre a import&acirc;ncia das mulheres na a&ccedil;&atilde;o clim&aacute;tica, onde Mary Robinson, ex-presidente da Irlanda e Alta-Comiss&aacute;ria das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para os Direitos Humanos, apelou ao presidente da COP28 para que este ajudasse a &ldquo;credibilizar&rdquo; a elimina&ccedil;&atilde;o gradual do uso de combust&iacute;veis f&oacute;sseis. A <u><a href="https://www.theguardian.com/environment/2023/dec/03/back-into-caves-cop28-president-dismisses-phase-out-of-fossil-fuels">resposta do CEO</a></u> foi reveladora: &ldquo;N&atilde;o existe nenhuma ci&ecirc;ncia, nem nenhum cen&aacute;rio, que diga que a elimina&ccedil;&atilde;o progressiva dos combust&iacute;veis f&oacute;sseis &eacute; o que vai permitir atingir 1,5 graus Celsius (de aumento da temperatura m&eacute;dia global)&rdquo;.<br />
<br />
Se o negacionismo n&atilde;o assustar, talvez a inconsist&ecirc;ncia das palavras de Al Jaber o fa&ccedil;a, uma vez que o presidente proclama, simultaneamente, ser &ldquo;inevit&aacute;vel&rdquo; a redu&ccedil;&atilde;o gradual do uso de combust&iacute;veis f&oacute;sseis. Ser&aacute; esta inevitabilidade positiva ou negativa aos olhos do empres&aacute;rio do petr&oacute;leo?<br />
<br />
<strong>A ci&ecirc;ncia fala mais alto&hellip;</strong><br />
<br />
A ci&ecirc;ncia j&aacute; se pronunciou e os resultados n&atilde;o s&atilde;o animadores. Ao inv&eacute;s de irmos ao encontro da necess&aacute;ria redu&ccedil;&atilde;o de 43% das emiss&otilde;es de gases com efeito de estufa at&eacute; 2030 em rela&ccedil;&atilde;o aos n&iacute;veis de 2019, as pol&iacute;ticas atuais ir&atilde;o conduzir-nos a um aumento de 11%. As metas do Acordo de Paris parecem ter-se tornado fantasmag&oacute;ricas e irreais, e a COP parece um f&oacute;rum de debates infrut&iacute;feros e textos que n&atilde;o saem do papel. No <u><a href="https://www.cop28.com/en/">website da COP28</a></u>, podemos ler que a conven&ccedil;&atilde;o pretende ser um espa&ccedil;o &ldquo;onde a lacuna entre ambi&ccedil;&atilde;o e a&ccedil;&atilde;o pode ser eliminada&rdquo;, mas a verdade &eacute; que as a&ccedil;&otilde;es ficam sempre muito aqu&eacute;m dos acordos assinados e das promessas realizadas.<br />
<br />
Durante os pr&oacute;ximos dias de confer&ecirc;ncia, ser&aacute; feita, pela primeira vez, uma an&aacute;lise global das redu&ccedil;&otilde;es dos gases de efeito estufa. O processo <u><a href="https://climatechampions.unfccc.int/what-is-the-global-stocktake/">&ldquo;Global Stocktake&rdquo; </a></u>que come&ccedil;ou h&aacute; cinco anos, em Glasgow, na Esc&oacute;cia, durante a COP26, pretende fazer um balan&ccedil;o do estado de implementa&ccedil;&atilde;o do Acordo de Paris e avaliar o caminho percorrido pelo mundo no sentido de alcan&ccedil;ar os objetivos tra&ccedil;ados. A COP28 termina no pr&oacute;ximo dia 12 de dezembro, pelo que n&atilde;o teremos de esperar muito para saber o que foi e n&atilde;o foi feito nos &uacute;ltimos anos pelos l&iacute;deres mundiais e de que forma isso influenciar&aacute; o futuro do planeta.<br />
<br />
<strong>COP28: haver&aacute; um ponto de rutura?</strong><br />
<br />
A <u><a href="https://news.un.org/en/story/2023/11/1144042">COP</a></u> serve de resposta global e articulada ao desafio das altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas, tendo nascido no Rio de Janeiro em 1992. Neste evento, foi estabelecida a Conven&ccedil;&atilde;o-Quadro das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre as Altera&ccedil;&otilde;es Clim&aacute;ticas (UNFCCC), marcando o in&iacute;cio das reuni&otilde;es anuais, as COP. Em 2015, a 21&ordf; COP teve como resultado o hist&oacute;rico Acordo de Paris, um marco no compromisso de v&aacute;rios pa&iacute;ses em cooperar com a luta que &eacute; de todos pela salvaguarda da vida como a conhecemos.  Agora, durante a COP28, espera-se alcan&ccedil;ar um novo ponto de rutura que impulsione a a&ccedil;&atilde;o para combater a crise clim&aacute;tica. Contudo, todas as decis&otilde;es devem ser tomadas em consenso, um fator que, por si s&oacute;, limita a implementa&ccedil;&atilde;o efetivadas das medidas tra&ccedil;adas em cimeiras passadas.<br />
<br />
Este ano, <u><a href="https://www.bbc.com/news/science-environment-67607289">cerca de 2 400 pessoas ligadas &agrave;s ind&uacute;strias do carv&atilde;o, petr&oacute;leo e g&aacute;s est&atilde;o presentes nas negocia&ccedil;&otilde;es pelo clima</a></u>, um n&uacute;mero cinco vezes maior ao observado na COP27 e que &eacute; superior ao n&uacute;mero total dos representantes dos dez pa&iacute;ses mais vulner&aacute;veis &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas. At&eacute; quando se dar&aacute; voz aos causadores dos problemas enquanto se cala quem sofre com as consequ&ecirc;ncias da crise clim&aacute;tica e n&atilde;o se adotam a&ccedil;&otilde;es significativas no terreno para mitigar esta crise que est&aacute; a destruir o planeta?&nbsp;]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 07 Dec 2023 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Palombar distinguida com Prémio Boas Práticas 2023 do Corpo Europeu de Solidariedade</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/palombar-distinguida-com-premio-boas-praticas-2023-do-corpo-europeu-de-solidariedade-2023-2f12-2f07/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[A organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental de ambiente Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural foi distinguida com o &ldquo;Pr&eacute;mio Boa Pr&aacute;tica - Voluntariado do Corpo Europeu de Solidariedade em Portugal&rdquo;, um reconhecimento atribu&iacute;do ao projeto &quot;Hands On - Volunteering Teams for Rural and Natural Heritage&quot; e ao trabalho desenvolvido pela organiza&ccedil;&atilde;o na categoria &quot;Prote&ccedil;&atilde;o do ambiente, desenvolvimento sustent&aacute;vel e a&ccedil;&atilde;o clim&aacute;tica&quot;.<br />
<br />
O pr&eacute;mio, concedido pela Ag&ecirc;ncia Nacional Erasmus + Juventude/Desporto e Corpo Europeu de Solidariedade (CES), &eacute; um reconhecimento p&uacute;blico &agrave;s organiza&ccedil;&otilde;es benefici&aacute;rias do programa Corpo Europeu de Solidariedade e foi entregue &agrave; Palombar no dia 5 de dezembro de 2023, na Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian, em Lisboa, no &acirc;mbito da celebra&ccedil;&atilde;o do Dia Internacional do Voluntariado, inserido no evento AGORA EU: Juventude em A&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
&ldquo;Este pr&eacute;mio valoriza o trabalho desenvolvido pela Palombar em atividades de voluntariado e premeia tamb&eacute;m a comunidade onde os volunt&aacute;rios se inserem. D&aacute;-nos motiva&ccedil;&atilde;o para continuar a trabalhar nesta miss&atilde;o que &eacute; de todos e todas: conserva&ccedil;&atilde;o da natureza e do patrim&oacute;nio rural&rdquo;, destaca Violeta Vila&ccedil;a, que esteve na cerim&oacute;nia de entrega de pr&eacute;mios em representa&ccedil;&atilde;o da Palombar.<br />
<br />
O projeto &ldquo;Hands on&quot; foi desenvolvido pela Palombar e aprovado no &acirc;mbito do programa Volunteering in High Priority Areas do CES da Uni&atilde;o Europeia e teve como objetivo principal promover o restauro e a conserva&ccedil;&atilde;o do patrim&oacute;nio rural e natural do Nordeste Transmontano.<br />
<br />
O projeto, conclu&iacute;do em 2023, teve dois pilares centrais: a realiza&ccedil;&atilde;o de campos de trabalho volunt&aacute;rio internacionais, com vista a promover o restauro de edif&iacute;cios da arquitetura vernacular associada &agrave;s comunidades rurais e a conserva&ccedil;&atilde;o da natureza e de workshops e encontros sobre t&eacute;cnicas de constru&ccedil;&atilde;o tradicionais, com o prop&oacute;sito de transmitir conhecimento sobre t&eacute;cnicas seculares que recorrem ao uso de materiais locais e ambientalmente sustent&aacute;veis, apresentando solu&ccedil;&otilde;es ecol&oacute;gicas para os setores da arquitetura e constru&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
As a&ccedil;&otilde;es de restauro do patrim&oacute;nio rural, bem como as forma&ccedil;&otilde;es sobre t&eacute;cnicas de constru&ccedil;&atilde;o tradicionais estiveram centradas na rela&ccedil;&atilde;o que estas componentes estabelecem com o meio natural envolvente e com a conserva&ccedil;&atilde;o da natureza.<br />
<br />
Adicionalmente, este projeto tamb&eacute;m promoveu a dinamiza&ccedil;&atilde;o do mundo rural, a descoberta do territ&oacute;rio e da sua riqueza natural, patrimonial, cultural e humana, bem como a partilha intergeracional de experi&ecirc;ncias e conhecimento.]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 23 Nov 2023 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>1.º Censo Nacional da Águia-Caçadeira: espécie encontra-se no limiar da extinção</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/1-o-censo-nacional-da-aguia-cacadeira-3a-especie-encontra-se-no-limiar-da-extincao-2023-2f11-2f23/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[Os resultados do primeiro censo nacional da &aacute;guia-ca&ccedil;adeira (<em>Circus pygargus</em>), tamb&eacute;m conhecida como tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador, uma ave priorit&aacute;ria em termos de conserva&ccedil;&atilde;o, evidenciam um decl&iacute;nio de at&eacute; 80% em apenas dez anos, uma esp&eacute;cie que outrora era comum nas paisagens agr&iacute;colas portuguesas.<br />
<br />
O censo nacional da &aacute;guia-ca&ccedil;adeira &eacute; da iniciativa do projeto Searas com Biodiversidade: Salvemos a &Aacute;guia-ca&ccedil;adeira, uma parceria alargada entre o Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Biodiversidade e Recursos Gen&eacute;ticos (BIOPOLIS-CIBIO) da Universidade do Porto, a Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, o Clube de Produtores Continente e a Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Produtores de Cereais (ANPOC), que pretende apostar na valoriza&ccedil;&atilde;o das searas em Portugal. O censo tem como objetivo gerar conhecimento de base para um projeto nacional de conserva&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie, identificando os locais onde persiste e quantificando a sua abund&acirc;ncia. Esta esp&eacute;cie de ave de rapina forma pequenas col&oacute;nias e faz os ninhos no solo, sobretudo em campos de cereais, e est&aacute;, portanto, dependente das pr&aacute;ticas agr&iacute;colas.<br />
<br />
&ldquo;As estimativas anteriores mais recentes, de 2012, apontavam para uma popula&ccedil;&atilde;o de 500 a 1000 casais&rdquo;, refere Jo&atilde;o Gameiro, investigador do BIOPOLIS-CIBIO e coordenador nacional do censo. &ldquo;Estas estimativas s&atilde;o grosseiras, mas a esp&eacute;cie era de facto muito mais abundante, sobretudo nas plan&iacute;cies agr&iacute;colas alentejanas&rdquo;, acrescenta o investigador.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/Imagem 3.jpg" width="720" height="1040" alt="" /><br />
<br />
Depois de uma primeira avalia&ccedil;&atilde;o em 2021 realizada pela equipa do projeto que sugeria um decl&iacute;nio dram&aacute;tico da esp&eacute;cie, foi organizado o primeiro censo nacional que envolveu mais de 15 entidades e perto de 200 observadores. Nos anos de 2022 e 2023, o n&uacute;mero de casais de &aacute;guia-ca&ccedil;adeira foi estimado em 267 quadr&iacute;culas de 10x10km. De destacar o papel fundamental do ICNF, que contribuiu com mais de 100 t&eacute;cnicos/observadores, contribuindo para cobrir a quase totalidade do habitat potencial para a esp&eacute;cie no territ&oacute;rio nacional. <br />
<br />
Os resultados s&atilde;o agora conhecidos: em 2022 e 2023 a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa da &aacute;guia-ca&ccedil;adeira foi estimada em 119-207 casais. &ldquo;Estamos perante um decl&iacute;nio muito acentuado, de 76 a 79% em apenas 10 anos, o que prova que a esp&eacute;cie se encontra a caminho da extin&ccedil;&atilde;o, caso n&atilde;o sejam implementadas medidas de emerg&ecirc;ncia eficazes de conserva&ccedil;&atilde;o&rdquo;, alarma Jo&atilde;o Paulo Silva, tamb&eacute;m investigador do BIOPOLIS-CIBIO e coordenador s&eacute;nior do projeto. &ldquo;Este decl&iacute;nio &eacute; alarmante e est&aacute; fortemente ligado &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es nas pr&aacute;ticas e pol&iacute;ticas agr&iacute;colas em Portugal, como ali&aacute;s j&aacute; tem sido demonstrado para outras esp&eacute;cies de aves agr&iacute;colas priorit&aacute;rias, como o sis&atilde;o. <br />
<br />
Se compararmos a nova distribui&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie com os ATLAS de distribui&ccedil;&atilde;o anteriores, &eacute; precisamente no Alentejo que se verificam os decl&iacute;nios mais acentuados. A substitui&ccedil;&atilde;o de cereais para gr&atilde;o por fenos para alimentar o gado resulta em a&ccedil;&otilde;es de corte da cultura muito mais antecipadas, colocando em risco os ninhos.&rdquo;<br />
<br />
&ldquo;Mesmo na zona de Tr&aacute;s-os-Montes &eacute; evidente a contra&ccedil;&atilde;o e fragmenta&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o&rdquo;, acrescenta Lu&iacute;s Ribeiro, t&eacute;cnico superior da Palombar. &ldquo;Monitoriz&aacute;mos col&oacute;nias grandes em 2022 que simplesmente desapareceram em 2023. Se morreram durante as a&ccedil;&otilde;es de corte de fenos, ou se se deslocaram para outras &aacute;reas, como Espanha, &eacute; algo que ainda temos de aferir&rdquo;.<br />
<br />
&ldquo;O forte decl&iacute;nio e contra&ccedil;&atilde;o da distribui&ccedil;&atilde;o, associado &agrave; perda de habitat e destrui&ccedil;&atilde;o de ninhos, amea&ccedil;a que ainda n&atilde;o foi revertida, coloca a esp&eacute;cie na categoria de conserva&ccedil;&atilde;o mais grave de &ldquo;Criticamente em Perigo&rdquo;, refere Jos&eacute; Pereira, presidente da Palombar. <br />
<br />
Este censo coloca em evid&ecirc;ncia a necessidade de se implementarem medidas urgentes para a salvaguarda da esp&eacute;cie, o que passa necessariamente pela disponibiliza&ccedil;&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o de searas para gr&atilde;o, que corresponde ao seu habitat de nidifica&ccedil;&atilde;o mais importante.]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 10 Nov 2023 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Instalados nove ninhos artificiais de abutre-preto no Douro Internacional para aumentar a menor colónia nacional desta espécie ameaçada</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/instalados-nove-ninhos-artificiais-de-abutre-preto-no-douro-internacional-para-aumentar-a-menor-colonia-nacional-desta-especie-ameacada-2023-2f11-2f10/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[No &acirc;mbito do projeto LIFE Aegypius return - consolida&ccedil;&atilde;o e expans&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o de abutre-preto em Portugal e no oeste de Espanha, a organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental de ambiente Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, em colabora&ccedil;&atilde;o com a Direcci&oacute;n General de Emergencias - Cuerpo de Agentes Forestales de la Comunidad de Madrid e com investigadores da Universidade de Oviedo, em Espanha, instalou, no Parque Natural do Douro Internacional (PNDI), nove ninhos artificiais de abutre-preto (<em>Aegypius monachus</em>), o maior dos abutres europeus, que, em Portugal, est&aacute; amea&ccedil;ado de extin&ccedil;&atilde;o. <br />
<br />
O objetivo principal desta a&ccedil;&atilde;o &eacute; aumentar e refor&ccedil;ar o n&uacute;mero de ninhos dispon&iacute;veis para o abutre-preto poder nidificar no PNDI, onde est&aacute; situada a col&oacute;nia mais reduzida e fr&aacute;gil da esp&eacute;cie no territ&oacute;rio nacional. Al&eacute;m dos nove novos ninhos instalados, foram tamb&eacute;m reparados quatro ninhos j&aacute; existentes, com intuito de melhorar a sua estrutura e poderem ser ocupados com sucesso e seguran&ccedil;a.<br />
<br />
<strong>Em 2023 nidificaram no PNDI tr&ecirc;s casais de abutre-preto</strong><br />
<br />
Na &eacute;poca de reprodu&ccedil;&atilde;o de 2023, esta col&oacute;nia teve, pela primeira vez desde o regresso da esp&eacute;cie &agrave; regi&atilde;o, em 2012, <u><a href="https://www.palombar.pt/pt/noticias/crias-dos-dois-unicos-casais-de-abutre-preto-do-douro-internacional-ja-sairam-do-ninho-e-exploram-o-territorio-2023-08-25/">tr&ecirc;s casais a nidificar</a></u>. No entanto, apenas dois se reproduziram com &ecirc;xito, indicam <u><a href="https://www.palombar.pt/pt/noticias/life-aegypius-return-3a-ha-pelo-menos-78-casais-nidificantes-de-abutre-preto-em-portugal-2023-2f10-2f24/">dados apurados pelo projeto</a></u>. Com a instala&ccedil;&atilde;o destes ninhos, pretende-se que mais casais de abutre-preto passem a nidificar no PNDI e se fixem na regi&atilde;o, aumentando a col&oacute;nia da esp&eacute;cie.<br />
<br />
<strong>R&eacute;plica de abutre-preto no ninho serve de chamariz para atrair a esp&eacute;cie</strong><br />
<br />
Para aumentar a probabilidade de ocupa&ccedil;&atilde;o dos ninhos, foi colocada numa &aacute;rvore pr&oacute;xima aos novos ninhos instalados uma escultura-r&eacute;plica de abutre-preto que funcionar&aacute; como um chamariz para atrair novos indiv&iacute;duos reprodutores para o PNDI.<br />
<br />
<strong>Abutre-preto nidifica em &aacute;rvores de grande porte e s&oacute; p&otilde;e um ovo por cada &eacute;poca reprodutora</strong><br />
<br />
Ao contr&aacute;rio da maioria dos abutres, que nidifica em acantilados rochosos, o abutre-preto faz ninhos principalmente em &aacute;rvores de grande porte, como o zimbro, azinheiras, sobreiros e pinheiros, o que o torna mais vulner&aacute;vel a ser afetado por inc&ecirc;ndios florestais. Uma das a&ccedil;&otilde;es do projeto &eacute; tamb&eacute;m promover a gest&atilde;o de habitats e aumentar a resili&ecirc;ncia natural frente aos inc&ecirc;ndios florestais nas &aacute;reas onde a esp&eacute;cie se reproduz. Em 2017, por exemplo, a col&oacute;nia do PNDI foi afetada por um inc&ecirc;ndio florestal que destruiu o &uacute;nico ninho da esp&eacute;cie existente nessa altura, matando a cria de abutre-preto. Esta esp&eacute;cie s&oacute; p&otilde;e um ovo por &eacute;poca de reprodu&ccedil;&atilde;o, pelo que o seu sucesso reprodutor &eacute; mais limitado e condicionado. <br />
<br />
<strong>At&eacute; 2027, projeto quer devolver &agrave; natureza na &aacute;rea do Douro Internacional 20 abutres-pretos</strong><br />
<br />
Espera-se que os ninhos agora instalados sejam ocupados quer por indiv&iacute;duos que j&aacute; ocorrem naturalmente na regi&atilde;o, quer por aqueles provenientes de centros de recupera&ccedil;&atilde;o de fauna silvestre que s&atilde;o devolvidos &agrave; natureza na &aacute;rea do PNDI. At&eacute; ao momento, j&aacute; foram devolvidos dois abutres-pretos neste parque no &acirc;mbito do <u><a href="https://www.palombar.pt/pt/noticias/life-aegypius-return-segundo-abutre-preto-devolvido-a-natureza-no-douro-internacional-2023-08-11/">projeto</a></u>.<br />
<br />
Com o objetivo de aumentar a col&oacute;nia de abutres-pretos no Douro Internacional, o projeto prev&ecirc; ainda, at&eacute; 2027, devolver &agrave; natureza nesta &aacute;rea 20 abutres-pretos provenientes de centros de recupera&ccedil;&atilde;o de fauna silvestre. Neste &acirc;mbito, est&aacute; a ser constru&iacute;da uma estrutura de aclimata&ccedil;&atilde;o na zona desta col&oacute;nia. Nesta estrutura de grandes dimens&otilde;es e com todas as condi&ccedil;&otilde;es de seguran&ccedil;a, os indiv&iacute;duos da esp&eacute;cie recuperados ir&atilde;o passar por um per&iacute;odo de readapta&ccedil;&atilde;o ao meio natural e de habitua&ccedil;&atilde;o &agrave; regi&atilde;o para que a sua fixa&ccedil;&atilde;o nesta col&oacute;nia, depois da devolu&ccedil;&atilde;o &agrave; natureza, seja facilitada.<br />
<br />
<strong>Sobre o projeto</strong><br />
<br />
O projeto <u><a href="https://4vultures.org/life-aegypius-return/">LIFE Aegypius return</a></u> arrancou em setembro de 2022 e tem como objetivos principais aumentar a popula&ccedil;&atilde;o de abutre-preto e melhorar o seu estado de conserva&ccedil;&atilde;o em Portugal. Pretende, num prazo de seis anos (2022-2027), duplicar a sua popula&ccedil;&atilde;o reprodutora em Portugal para que passe de 40 casais reprodutores, para 80, bem como aumentar as col&oacute;nias de quatro para cinco.<br />
<br />
Este projeto &eacute; desenvolvido por um cons&oacute;rcio que integra as seguintes entidades: Vulture Conservation Foundation - organiza&ccedil;&atilde;o coordenadora do projeto -, Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, Herdade da Contenda, Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, Liga para a Prote&ccedil;&atilde;o da Natureza, Associa&ccedil;&atilde;o Transum&acirc;ncia e Natureza, Fundaci&oacute;n Naturaleza y Hombre, Guarda Nacional Republicana e Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Propriet&aacute;rios Rurais, Gest&atilde;o Cineg&eacute;tica e Biodiversidade. Tem financiamento de 75% do Programa LIFE da Uni&atilde;o Europeia e cofinanciamento da Viridia &ndash; Conservation in Action e pela MAVA &ndash; Foundation pour la Nature.&nbsp;]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Wed, 08 Nov 2023 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>2.ª Semana do Jornalismo de Ambiente: Palombar fala sobre importância dos meios de comunicação para a conservação da natureza e aborda cobertura jornalística do conflito abutres-produtores pecuários</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/2-o-semana-do-jornalismo-de-ambiente-3a-palombar-fala-sobre-importancia-dos-meios-de-comunicacao-para-a-conservacao-da-natureza-e-aborda-cobertura-jornalistica-do-conflito-abutres-produtores-pecuarios-2023-2f11-2f08/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[A organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental de ambiente Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural participou esta ter&ccedil;a-feira , 7 de novembro, na 2.&ordf; Semana do Jornalismo de Ambiente, organizada pela LPN - Liga para a Prote&ccedil;&atilde;o da Natureza, que decorre at&eacute; 10 de novembro, na Funda&ccedil;&atilde;o Luso-Americana para o Desenvolvimento, em Lisboa. <br />
<br />
No &acirc;mbito da Mesa Redonda dedicada ao tema &quot;Boas ou m&aacute;s not&iacute;cias? Influ&ecirc;ncia da mensagem na perce&ccedil;&atilde;o e a&ccedil;&atilde;o do p&uacute;blico&quot;, fal&aacute;mos sobre o papel dos jornalistas como importantes aliados na transmiss&atilde;o dos temas do ambiente junto do grande p&uacute;blico e sobre a excessiva simplifica&ccedil;&atilde;o e o sensacionalismo das not&iacute;cias, bem como sobre a influ&ecirc;ncia das m&aacute;s not&iacute;cias contadas com rigor e seriedade.<br />
<br />
Tamb&eacute;m apresent&aacute;mos um caso de estudo, no &acirc;mbito do projeto LIFE Aegypius return, com uma an&aacute;lise preliminar sobre a cobertura jornal&iacute;stica sobre eventos relacionados com incidentes envolvendo abutres e produtores pecu&aacute;rios. <br />
&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c6f55</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 02 Nov 2023 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Macroinvertebrados, peixes, aves... Caminhada Interpretativa revela rica biodiversidade do rio Angueira</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/macroinvertebrados-2c-peixes-2c-aves-caminhada-interpretativa-revela-rica-biodiversidade-do-rio-angueira-2023-2f11-2f02/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[No &acirc;mbito da I Feira do Mel e Produtos da Terra, que decorreu no dia 22 de outubro, realizou-se a &quot;Caminhada Interpretativa - Rota do Moinho dos 3 Arcos&quot; no Rio Angueira, no concelho de Vimioso, que teve como monitores o bi&oacute;logo da Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural Pedro Alves e o t&eacute;cnico de Ecoturismo Lu&iacute;s Ribeiro. Neste passeio, que contou com a participa&ccedil;&atilde;o de cerca de 40 pessoas, desvend&aacute;mos a rica biodiversidade associada ao rio Angueira e ao ecossistema ribeirinho.<br />
<br />
O bi&oacute;logo Pedro Alves falou sobre a import&acirc;ncia da galeria rip&iacute;cola e da sua rela&ccedil;&atilde;o com a fauna que habita o rio Angueira. Durante a caminhada, foi poss&iacute;vel observar v&aacute;rios macroinvertebrados, com destaque para um bicho-pau-aqu&aacute;tico (<em>Ranatra linearis</em>) e uma ninfa de lib&eacute;lula da fam&iacute;lia Aeshnidae. Revel&aacute;mos tamb&eacute;m aos participantes algumas curiosidades sobre as esp&eacute;cies registadas e os servi&ccedil;os que prestam aos ecossistemas.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/1(2).jpg" width="1328" height="747" alt="" /><br />
<br />
Vimos ainda <em>in loco</em> larvas de r&atilde;-verde (<em>Pelophylax perezi</em>) e de sapo-parteiro (<em>Alytes sp.</em>) e ainda uma r&atilde;-verde rec&eacute;m-metamorfoseada. Foram abordados alguns mitos relacionados com os anf&iacute;bios, em particular com a salamandra-de-pintas-amarelas (<em>Salamandra salamandra</em>), e falou-se da fun&ccedil;&atilde;o de controlo biol&oacute;gico que este grupo de animais tem e como a podemos potenciar nas nossas hortas. Alguns peixes tamb&eacute;m foram capturados para observa&ccedil;&atilde;o, sendo depois devolvidos ao seu habitat natural.<br />
<br />
Abord&aacute;mos igualmente o tema da abund&acirc;ncia hist&oacute;rica de peixe e de lagostim-de-patas-brancas (<em>Austropotamobius pallipes</em>) e das causas do seu desaparecimento. A introdu&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies invasoras como a perca-sol (<em>Lepomis gibbosus</em>) e o lagostim-vermelho-do-Louisiana (<em>Procambarus clarkii</em>) e a sobrepesca nos pegos que se formam quando o rio seca, foram as causas mais apontadas.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/IMG-20231023-WA0008.jpg" width="2016" height="1134" alt="" /><br />
<br />
Sobre este t&oacute;pico &eacute; importante destacar que &quot;a introdu&ccedil;&atilde;o de <em>Procambarus clatkii</em>, al&eacute;m da competi&ccedil;&atilde;o direta, trouxe o fungo Aphanomyces astaci, que causa afanomicose, tamb&eacute;m conhecida como &quot;peste do lagostim&quot;. Esta doen&ccedil;a &eacute; respons&aacute;vel pelo decl&iacute;nio europeu do lagostim-de-patas-brancas&quot;, explica Pedro Alves.<br />
<br />
O t&eacute;cnico Lu&iacute;s Ribeiro tamb&eacute;m refor&ccedil;ou a import&acirc;ncia da galeria rip&iacute;cola e falou sobre os problemas e solu&ccedil;&otilde;es para uma correta gest&atilde;o dos corredores ecol&oacute;gicos aqu&aacute;ticos e biodiversidade associada, com destaque para a observa&ccedil;&atilde;o de aves que ocorrem em Angueira, a sua biologia e ecologia, identifica&ccedil;&atilde;o e servi&ccedil;os ecossist&eacute;micos. Pode consultar a lista de aves observadas <a href="https://ebird.org/checklist/S152866607">aqui</a>.<br />
&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c6f5c</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Tue, 24 Oct 2023 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>LIFE Aegypius Return: há pelo menos 78 casais nidificantes de abutre-preto em Portugal</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/life-aegypius-return-3a-ha-pelo-menos-78-casais-nidificantes-de-abutre-preto-em-portugal-2023-2f10-2f24/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[Existem em Portugal 78 a 81 casais nidificantes de abutre-preto, segundo os &uacute;ltimos dados do projeto <u><a href="https://4vultures.org/life-aegypius-return/">LIFE Aegypius Return</a></u>. Destes, sete casais encontram-se j&aacute; no lado espanhol das col&oacute;nias, com ninhos localizados a menos 1000 metros da fronteira. Iniciado h&aacute; um ano com o objetivo de consolidar o regresso da esp&eacute;cie, de estatuto Criticamente em Perigo em Portugal, este projeto re&uacute;ne v&aacute;rias entidades e parceiros a trabalhar coordenadamente para a conserva&ccedil;&atilde;o do abutre-preto.  <br />
<br />
Em 2022 estimava-se existirem apenas cerca de 40 casais nidificantes em Portugal; o elevado aumento deste n&uacute;mero &eacute; fruto de uma apurada prospe&ccedil;&atilde;o de novos ninhos, monitoriza&ccedil;&atilde;o e coordena&ccedil;&atilde;o de dados de v&aacute;rias entidades. O &ecirc;xito reprodutor &eacute; ainda relativamente baixo, comprometendo a continuidade da esp&eacute;cie a longo prazo. Em 50 crias nascidas este ano, apenas 35-37  foram recrutadas para a popula&ccedil;&atilde;o, um sucesso reprodutor que se cifrou em 0.47. &Eacute; objetivo do projeto garantir condi&ccedil;&otilde;es favor&aacute;veis &agrave; esp&eacute;cie para que, at&eacute; 2027, este par&acirc;metro aumente para um valor superior a 0.5, ou seja, que pelo menos metade das posturas resultem num juvenil voador, recrutado para a popula&ccedil;&atilde;o, assegurando a renova&ccedil;&atilde;o e a continuidade do efetivo.  <br />
<br />
<strong>Popula&ccedil;&atilde;o de abutre-preto distribui-se em quatro col&oacute;nias</strong> <br />
<br />
O abutre-preto &eacute; a maior ave de rapina do continente europeu. Com uma envergadura de quase tr&ecirc;s metros, esta ave necr&oacute;faga det&eacute;m o estatuto de Criticamente em Perigo, em Portugal. Ap&oacute;s a sua extin&ccedil;&atilde;o como esp&eacute;cie reprodutora no pa&iacute;s, na d&eacute;cada de 1970, a esp&eacute;cie estabeleceu o seu primeiro ninho em territ&oacute;rio nacional em 2010, no Parque Natural do Tejo Internacional. Distribui-se atualmente em quatro col&oacute;nias ao longo da fronteira leste com Espanha. Cada casal reprodutor de abutre-preto p&otilde;e apenas um ovo. A eclos&atilde;o da cria n&atilde;o significa necessariamente que ir&aacute; sobreviver e desenvolver-se at&eacute; se tornar voadora, fase em que se considera que integra efetivamente a popula&ccedil;&atilde;o. Todos estes par&acirc;metros s&atilde;o detalhadamente monitorizados pelas equipas do projeto, em trabalho de campo por vezes complexo, uma vez que todas as observa&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m de ser feitas &agrave; dist&acirc;ncia e sem perturbar as aves. <br />
<br />
As equipas de monitoriza&ccedil;&atilde;o confirmaram um total de 78 a 81 casais nidificantes de abutre-preto em 2023, nas quatro col&oacute;nias portuguesas, embora, em rigor, sete ninhos se encontrem j&aacute; do lado de l&aacute; da fronteira, em territ&oacute;rio espanhol, embora ecologicamente integrando as col&oacute;nias portuguesas. Um dos principais marcos do projeto foi estabelecer uma situa&ccedil;&atilde;o de refer&ecirc;ncia robusta quanto &agrave; reprodu&ccedil;&atilde;o do abutre-preto em Portugal. Os trabalhos permitiram monitorizar detalhadamente cada uma das quatro col&oacute;nias atualmente existentes no pa&iacute;s, promovendo a coordena&ccedil;&atilde;o de esfor&ccedil;os entre os parceiros de projeto, mas tamb&eacute;m com outras entidades, cujo contributo &eacute; inestim&aacute;vel para a aferi&ccedil;&atilde;o da situa&ccedil;&atilde;o.  <br />
<br />
<strong>Dados de cada col&oacute;nia:</strong> <br />
<br />
Parque Natural do Douro Internacional: 3 casais, 2 crias recrutadas <br />
Serra da Malcata: 14 casais, 8 crias recrutadas <br />
Parque Natural do Tejo Internacional: 44-46 casais, 20-22 crias recrutadas <br />
Herdade da Contenda: 17-18 casais, 5 crias recrutadas <br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/Abutre-preto em Portugal_resultados 2023.png" width="1000" height="705" alt="" /><br />
<br />
<strong>Parque Natural do Douro Internacional tem tr&ecirc;s casais de abutre-preto</strong> <br />
<br />
A col&oacute;nia mais lim&iacute;trofe, isolada e fr&aacute;gil &eacute; a do Parque Natural do Douro Internacional, monitorizada pela Palombar em colabora&ccedil;&atilde;o com a Dire&ccedil;&atilde;o Regional (DR) Norte do Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas (ICNF). Esta col&oacute;nia teve este ano, e pela primeira vez desde o regresso da esp&eacute;cie &agrave; regi&atilde;o, em 2012, tr&ecirc;s casais a nidificar. No entanto, apenas dois se reproduziram com &ecirc;xito.<br />
<br />
Na Zona de Prote&ccedil;&atilde;o Especial (ZPE) do Douro Internacional e Vale do &Aacute;gueda, bem como na &aacute;rea norte da ZPE Vale do C&ocirc;a, a Palombar, em estreita colabora&ccedil;&atilde;o com t&eacute;cnicos e Vigilantes da Natureza da Dire&ccedil;&atilde;o Regional Norte do ICNF e com a Associa&ccedil;&atilde;o Transum&acirc;ncia e Natureza (ATNatureza), realiza, desde 2022, a&ccedil;&otilde;es de monitoriza&ccedil;&atilde;o dos casais reprodutores e prospe&ccedil;&atilde;o para dete&ccedil;&atilde;o de novos casais.<u><a href="https://www.palombar.pt/pt/noticias/crias-dos-dois-unicos-casais-de-abutre-preto-do-douro-internacional-ja-sairam-do-ninho-e-exploram-o-territorio-2023-08-25/"> Foi esta a&ccedil;&atilde;o conjunta e concertada que permitiu detetar o terceiro casal de abutre-preto a nidificar na regi&atilde;o</a></u>, um dado importante, dado o tamanho bastante reduzido desta col&oacute;nia.<br />
<br />
Com o objetivo de aumentar a col&oacute;nia de abutres-pretos na ZPE do Douro Internacional e Vale do &Aacute;gueda, o projeto prev&ecirc;, at&eacute; 2027, devolver &agrave; natureza nesta &aacute;rea 20 abutres-pretos provenientes de centros de recupera&ccedil;&atilde;o de fauna selvagem. Neste &acirc;mbito, est&aacute; a ser constru&iacute;da uma estrutura de aclimata&ccedil;&atilde;o na zona da col&oacute;nia. Nesta estrutura de grandes dimens&otilde;es e com todas as condi&ccedil;&otilde;es de seguran&ccedil;a, os indiv&iacute;duos da esp&eacute;cie recuperados ir&atilde;o passar por um per&iacute;odo de readapta&ccedil;&atilde;o ao meio natural e de habitua&ccedil;&atilde;o &agrave; regi&atilde;o para que a sua fixa&ccedil;&atilde;o nesta col&oacute;nia, depois da devolu&ccedil;&atilde;o &agrave; natureza, seja facilitada. At&eacute; ao momento, o projeto j&aacute; devolveu <u><a href="https://www.palombar.pt/pt/noticias/life-aegypius-return-segundo-abutre-preto-devolvido-a-natureza-no-douro-internacional-2023-08-11/">dois abutres-pretos &agrave; natureza no Douro Internacional</a></u>.<br />
<br />
Desde 2013, ap&oacute;s o regesso do abutre-preto ao Douro Internacional em 2012, &eacute; realizada, por parte da DR Norte do ICNF, a monitoriza&ccedil;&atilde;o continuada da esp&eacute;cie na regi&atilde;o, em colabora&ccedil;&atilde;o com a Palombar, um trabalho que tem sido intensificado no &acirc;mbito do projeto LIFE Aegypius Return.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/Monitoriza&ccedil;&atilde;o_fotografia Palombar.jpg" width="1600" height="1200" alt="" /><br />
<p class="legenda">Monitoriza&ccedil;&atilde;o de casais de abutre-preto no Douro Internacional realizada em 2022 por Vigilantes da Natureza e t&eacute;cnicos da DR Norte do ICNF e pela Palombar. Fotografia Ant&oacute;nio Monteiro.</p>
<strong><br />
Oito crias de abutre-preto voaram com sucesso este ano na Serra da Malcata</strong><br />
<br />
A col&oacute;nia da Serra da Malcata foi aquela em que se registou um maior aumento no n&uacute;mero de ninhos conhecidos e de casais nidificantes identificados. No ano passado foram registados dois casais nidificantes e, este ano, 14, dos quais resultaram oito crias recrutadas para a popula&ccedil;&atilde;o.  <br />
<br />
Embora se verifique um efetivo aumento no n&uacute;mero de casais nidificantes nesta col&oacute;nia, estes resultados demonstram principalmente a import&acirc;ncia da coordena&ccedil;&atilde;o de esfor&ccedil;os de monitoriza&ccedil;&atilde;o. Em 2023, os t&eacute;cnicos e vigilantes do ICNF &ndash; DR Centro e a Rewilding Portugal articularam as metodologias de prospe&ccedil;&atilde;o e monitoriza&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie na ZPE da Serra da Malcata, definidas conjuntamente no &acirc;mbito do projeto LIFE Aegypius Return, tendo obtido impressionantes resultados. O parceiro ATNatureza refor&ccedil;ou a prospe&ccedil;&atilde;o de ninhos noutras regi&otilde;es potencialmente adequadas &agrave; esp&eacute;cie, como, por exemplo, em Almeida e na zona sul do Vale do rio C&ocirc;a.<br />
<br />
<strong>44 casais de abutre-preto na maior col&oacute;nia do pa&iacute;s, Parque Natural do Tejo Internacional</strong> <br />
<br />
O Tejo Internacional &eacute; a regi&atilde;o que alberga a maior col&oacute;nia de abutre-preto em Portugal, tendo-se este ano registado um total de 44 a 46 casais nidificantes (cinco dos quais localizados do outro lado da fronteira), o que representa um aumento de mais de uma dezena de casais nidificantes conhecidos. Nesta col&oacute;nia foram recrutadas 20 a 22 crias para a popula&ccedil;&atilde;o (cinco das quais nascidas nos ninhos em territ&oacute;rio espanhol).  <br />
<br />
Foi no Tejo Internacional que a esp&eacute;cie estabeleceu o seu primeiro ninho em territ&oacute;rio nacional, em 2010. A prospe&ccedil;&atilde;o de novos ninhos e a monitoriza&ccedil;&atilde;o em 2023 esteve a cargo da Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) e contou com o precioso apoio da Quercus e dos vigilantes do ICNF &ndash; DR do Centro, que j&aacute; asseguravam a monitoriza&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie, desde o seu regresso. A SPEA fez ainda a prospe&ccedil;&atilde;o de habitats com condi&ccedil;&otilde;es favor&aacute;veis &agrave; esp&eacute;cie nas regi&otilde;es de Serra de S&atilde;o Mamede, rio Sever, Serra das Talhadas, Vila Velha de R&oacute;d&atilde;o e Serra de Penha Garcia, no entanto nestas regi&otilde;es n&atilde;o se confirmou a nidifica&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie.  <br />
<br />
<strong>Herdade da Contenda com 17 casais de abutre-preto</strong> <br />
<br />
A Herdade da Contenda, localizada na ZPE de Mour&atilde;o/Moura/Barrancos, recebe a col&oacute;nia mais meridional, e tamb&eacute;m registou um aumento no n&uacute;mero de ninhos conhecidos e ocupados por abutre-preto. Aqui, os trabalhos de monitoriza&ccedil;&atilde;o est&atilde;o a cargo da Liga para Protec&ccedil;&atilde;o da Natureza (LPN), e contam com a colabora&ccedil;&atilde;o da Herdade da Contenda, E.M. e os vigilantes do ICNF &ndash; DR do Alentejo. Em 2022, esta col&oacute;nia registou 10 casais nidificantes, n&uacute;mero que este ano aumentou para 17 a 18 (dos quais, dois j&aacute; em territ&oacute;rio espanhol), e dos quais resultaram 12 posturas e cinco crias voadoras.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/Abutre-prero no ninho_Alfonoso Godino_AegypiusReturn.jpeg" width="1024" height="768" alt="" /> <br />
<p class="legenda">Abutre-preto no ninho. Fotografia Alfonso Godino.</p>
<strong><br />
Monitoriza&ccedil;&atilde;o do lado espanhol</strong> <br />
<br />
O projeto, atrav&eacute;s do parceiro Fundaci&oacute;n Naturaleza y Hombre (FNYH), est&aacute; tamb&eacute;m encarregue pela monitoriza&ccedil;&atilde;o da reprodu&ccedil;&atilde;o do abutre-preto nas ZPE Sierra de Gata y Valle de las Pilas, e Canchos de Ramiro y Ladronera, em Espanha. No total destas duas &aacute;reas foram contabilizados 157 casais nidificantes que produziram 103 crias recrutadas para a popula&ccedil;&atilde;o. <br />
<br />
Na ZPE Campo de Azaba, a terceira ZPE em Espanha abrangida pelo projeto, a esp&eacute;cie n&atilde;o tem nidifica&ccedil;&atilde;o confirmada, mas a FNYH acompanha o n&uacute;mero de abutres-pretos, grifos e outras esp&eacute;cies que se deslocam ao campo de alimenta&ccedil;&atilde;o para aves necr&oacute;fagas ali existente. <br />
<br />
<strong>Monitoriza&ccedil;&atilde;o e marca&ccedil;&atilde;o de crias no ninho</strong>  <br />
<br />
Durante o per&iacute;odo de nidifica&ccedil;&atilde;o, as equipas de veterin&aacute;rios e bi&oacute;logos de entidades parceiras do projeto retiraram momentaneamente do ninho 18 crias de abutre-preto, para recolher amostras biol&oacute;gicas e analisar a sua condi&ccedil;&atilde;o. Adicionalmente, as crias foram anilhadas e 15 foram marcadas com emissores GPS, o que permitir&aacute; &agrave; equipa fazer o seguimento das aves e analisar padr&otilde;es de movimento e dispers&atilde;o. A informa&ccedil;&atilde;o recebida permite ainda detetar situa&ccedil;&otilde;es an&oacute;malas e, em caso de necessidade, intervir atempadamente.  <br />
<br />
As recolhas de amostras permitem analisar par&acirc;metros biol&oacute;gicos, toxicol&oacute;gicos, gen&eacute;ticos, entre outros, para aumentar o conhecimento cient&iacute;fico dispon&iacute;vel sobre a esp&eacute;cie e melhorar as a&ccedil;&otilde;es de conserva&ccedil;&atilde;o ou de cuidado veterin&aacute;rio de que necessita. Na sequ&ecirc;ncia de uma visita ao ninho, uma cria precisou de uma interven&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica e de cuidados veterin&aacute;rios no CERAS &ndash; Centro de Estudos e Recupera&ccedil;&atilde;o de Animais Selvagens, onde esteve em reabilita&ccedil;&atilde;o at&eacute; poder ser devolvido &agrave; natureza. <br />
<br />
<strong>Melhorar o sucesso reprodutor da esp&eacute;cie</strong> <br />
<br />
O significativo aumento do n&uacute;mero de casais traz renovada esperan&ccedil;a para o futuro da esp&eacute;cie em Portugal. No entanto, com um sucesso reprodutor ainda relativamente baixo, os parceiros do projeto est&atilde;o empenhados em favorecer o habitat e as condi&ccedil;&otilde;es de nidifica&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie. No terreno, os trabalhos de conserva&ccedil;&atilde;o  inclu&iacute;ram j&aacute; a gest&atilde;o florestal de mais de cinco hectares, com vista &agrave; preven&ccedil;&atilde;o de inc&ecirc;ndios em &aacute;reas de ocorr&ecirc;ncia e nidifica&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie. A manuten&ccedil;&atilde;o de ninhos naturais ou artificiais &eacute; tamb&eacute;m uma das iniciativas que garante seguran&ccedil;a para as aves. Este ano, mais de dez ninhos foram alvo de interven&ccedil;&otilde;es, alguns com resultados imediatos e utilizados por casais, estando planeadas para breve interven&ccedil;&otilde;es adicionais.  <br />
<br />
&ldquo;O primeiro ano do projeto demonstra que estamos no caminho certo, com um esfor&ccedil;o coordenado entre muitas organiza&ccedil;&otilde;es a contribuir para o conhecimento cient&iacute;fico, para a melhoria das condi&ccedil;&otilde;es de habitat e alimentares para a esp&eacute;cie, reduzindo tamb&eacute;m as amea&ccedil;as a que est&aacute; sujeita. Queremos consolidar a popula&ccedil;&atilde;o de abutre-preto em Portugal e garantir a sua viabilidade a longo prazo&quot;, afirma Milene Matos, coordenadora do projeto LIFE Aegypius Return.<br />
<br />
<strong>Garantir o futuro da esp&eacute;cie em Portugal</strong> <br />
<br />
O projeto inclui ainda uma forte componente de redu&ccedil;&atilde;o de amea&ccedil;as &agrave; esp&eacute;cie, de onde se destaca o combate anti-veneno, uma vez que os envenenamentos s&atilde;o a principal causa de morte dos abutres. Neste &acirc;mbito, para al&eacute;m da colabora&ccedil;&atilde;o com a GNR e o programa Ant&iacute;doto, o projeto pretende apoiar o setor da ca&ccedil;a na transi&ccedil;&atilde;o para o uso de muni&ccedil;&otilde;es sem chumbo. Adicionalmente, a capacita&ccedil;&atilde;o de agentes de autoridade e a sensibiliza&ccedil;&atilde;o das popula&ccedil;&otilde;es locais &eacute; tamb&eacute;m um dos objetivos do projeto. O projeto LIFE Aegypius Return, co-financiado pelo programa LIFE da Uni&atilde;o Europeia, est&aacute; a trabalhar com diferentes setores e entidades para consolidar a esp&eacute;cie em Portugal, de forma a garantir que o seu estado de conserva&ccedil;&atilde;o passe de &ldquo;Criticamente em Perigo&rdquo; para &ldquo;Em Perigo&rdquo;.]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 20 Oct 2023 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>IV Encontro de Convergência Ecológica e Ambiental destaca importância de garantir uma transição energética que proteja o ambiente e beneficie a sociedade</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/iv-encontro-de-convergencia-ecologica-e-ambiental-destaca-importancia-de-garantir-uma-transicao-energetica-que-proteja-o-ambiente-e-beneficie-a-sociedade-2023-2f10-2f20/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[O IV Encontro da Converg&ecirc;ncia Ecol&oacute;gica e Ambiental (ECEA) decorreu em Vimioso nos dias 14 e 15 de outubro focado no tema &quot;Transi&ccedil;&atilde;o Energ&eacute;tica? Sim, mas a que custo?&quot;. O evento, organizado pela Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, pela Associa&ccedil;&atilde;o dos Amigos do Mindelo para a Defesa do Ambiente e pela Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa de Turismo Sustent&aacute;vel, abordou e promoveu um debate aprofundado sobre as implica&ccedil;&otilde;es da acelerada transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica que se verifica em Portugal e a necessidade de assegurar uma efetiva prote&ccedil;&atilde;o do ambiente e beneficiar a sociedade.<br />
<br />
Durante o Encontro, foram muitos e intensos os debates e discursos sobre a realidade da altera&ccedil;&atilde;o dos meios de produ&ccedil;&atilde;o de energia em Portugal, os quais estiveram centrados nos problemas, nas solu&ccedil;&otilde;es e nos passos seguintes a adotar rumo a uma reforma energ&eacute;tica verdadeiramente verde. O ECEA come&ccedil;ou com a contextualiza&ccedil;&atilde;o do evento e a sua liga&ccedil;&atilde;o &agrave; <u><a href="https://carta-de-famalicao.webnode.pt/">Carta de Famalic&atilde;o</a></u>, por parte do presidente da Palombar, Jos&eacute; Pereira, passando para a interven&ccedil;&atilde;o do presidente da C&acirc;mara Municipal de Vimioso, Jorge Fidalgo, que remeteu para a import&acirc;ncia da educa&ccedil;&atilde;o ambiental e deu in&iacute;cio &agrave; discuss&atilde;o do tema principal.<br />
<br />
<strong>O Primeiro Dia: ideias discutidas e preocupa&ccedil;&otilde;es partilhadas</strong><br />
<br />
&ldquo;Descentraliza&ccedil;&atilde;o&rdquo; e &ldquo;Velocidade&rdquo; foram as palavras de ordem do discurso de muitos oradores, incluindo Jo&atilde;o Joanaz e Miguel Sequeira da GEOTA - Grupo de Estudos de Ordenamento do Territ&oacute;rio e Ambiente, que advertiram para a &ldquo;tend&ecirc;ncia megaloman&iacute;aca&rdquo; do governo portugu&ecirc;s ao apostar em medidas energ&eacute;ticas pouco equilibradas. N&atilde;o faltaram exemplos de investimentos em energias ditas verdes (mas que, n&atilde;o realidade, n&atilde;o o s&atilde;o), como o caso da central fotovoltaica de Gemunde, em Vila Nova de Famalic&atilde;o, que foi implementada por empresas espanholas numa zona arborizada com 84 hectares, num processo com &ldquo;pouca transpar&ecirc;ncia e sem aten&ccedil;&atilde;o ao impacto ambiental e social&rdquo;, como afirmou a oradora da Associa&ccedil;&atilde;o Famalic&atilde;o em Transi&ccedil;&atilde;o, Ana Azevedo.<br />
<br />
Tamb&eacute;m Julio Fernandez, presidente da Zamora Viva - Plataforma em Defesa pelo Territ&oacute;rio, alertou para o perigo da explora&ccedil;&atilde;o de terrenos nacionais, muitas vezes em zonas rurais, por parte de multinacionais. O orador utilizou exemplos de &ldquo;extrativismo e coloniza&ccedil;&atilde;o&rdquo; em Espanha para sinalizar a m&aacute; gest&atilde;o dos recursos naturais, &ldquo;sem trazer benef&iacute;cios para as popula&ccedil;&otilde;es e biodiversidade locais&rdquo;, e acreditando que a chave est&aacute; em encontrar um &ldquo;novo padr&atilde;o de vida e consumo&rdquo;. Pelos olhos da Coop&eacute;rnico, o autoconsumo coletivo alcan&ccedil;ado por cidad&atilde;os interessados em desenvolver comunidades de energia &eacute; uma forma de descentralizar a produ&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica, uma resposta &ldquo;racional, econ&oacute;mica e ambientalmente&rdquo;, refere Ana Rita Antunes. A oradora afirma que &ldquo;devemos acelerar (a transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica), mas sem passar do limite de velocidade&rdquo;.<br />
<br />
Um exemplo de um aceleramento desmedido e sem l&oacute;gica &eacute; o <u><a href="https://www.palombar.pt/pt/noticias/pseudo-simplex-ambiental-3a-desresponsabilizar-sem-desburocratizar-2023-2f09-2f25/">Simplex Ambiental</a></u>, um tema abordado por Alice Pisco e Tereza Fonseca da Plataforma &Aacute;gua Sustent&aacute;vel (PAS), que relembrou a imperatividade do conhecimento popular sobre quest&otilde;es clim&aacute;ticas utilizando como mote o ditado popular &ldquo;Sol na Eira, Chuva no Nabal&rdquo;.  A par das cr&iacute;ticas feitas a determinados empreendimentos energ&eacute;ticos, procuraram-se solu&ccedil;&otilde;es para os problemas apontados observando exemplos de sucesso. Enquanto porta-voz dos munic&iacute;pios de Guimar&atilde;es e Valongo, Rui Correia e Gisela Martins, respetivamente, deixaram transparecer o sucesso dos resultados de v&aacute;rias iniciativas promovidas nesses territ&oacute;rios, como o Laborat&oacute;rio da Paisagem, fundado em 2014 pela C&acirc;mara Municipal de Guimar&atilde;es e o Corredor do Rio Le&ccedil;a, um projeto dos munic&iacute;pios de Valongo, Santo Tirso, Maia e Matosinhos.<br />
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<img src="http://www.palombar.pt/imagens/Sem t&iacute;tulo (1).png" width="1080" height="1080" alt="" /><br />
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<strong>O Segundo Dia: os projetos locais e a paisagem transmontana</strong><br />
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O segundo dia do Encontro ficou marcado pela realiza&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rias visitas pelas paisagens transmontanas. O domingo come&ccedil;ou na Aldeia de Uva, onde est&aacute; localizada a sede da Palombar, onde explic&aacute;mos a import&acirc;ncia dos pombais na ecologia local e algumas das &aacute;reas de atua&ccedil;&atilde;o da organiza&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o podia faltar a visita ao Castelo de Algoso, que incorporou a explica&ccedil;&atilde;o do projeto <u><a href="https://www.palombar.pt/pt/projetos/unidade-de-paisagem-para-o-restauro-de-habitats-de-algoso-2022/">UP4REHAB - Unidade de Paisagem para o Restauro de Habitats de Algoso</a></u>, que tem como objetivo principal restaurar os habitats da localidade e reconverter um eucaliptal em montados de sobro. Durante a visita, foram relembradas as palavras de Rita Duarte, da Reservada Faia Brava, que exp&ocirc;s t&eacute;cnicas potencializadoras da resili&ecirc;ncia natural dos ecossistemas.<br />
<br />
Visitou-se ainda a Central Fotovoltaica de Mina T&oacute;, onde observ&aacute;mos as chamadas &ldquo;paisagens de ferro&rdquo;, nome dado pela presidente da Sociedade Portuguesa de Ecologia (SPECO), Maria Am&eacute;lia Martins-Lou&ccedil;&atilde;o, aos campos de energia solar. Relembr&aacute;mos a discuss&atilde;o sobre as implica&ccedil;&otilde;es da transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica na conserva&ccedil;&atilde;o da vida selvagem atrav&eacute;s dos impactos nas aves estep&aacute;rias, como a &aacute;guia-ca&ccedil;adeira (<em>Circus Pygargus</em>), esp&eacute;cie-alvo do projeto <u><a href="https://www.palombar.pt/pt/projetos/searas-com-biodiversidade-salvemos-a-aguia-cacadeira-2022/">&ldquo;Searas com Biodiversidade&rdquo;</a></u>.<br />
<br />
A organiza&ccedil;&atilde;o do ECEA espera que deste evento resultem medidas e a&ccedil;&otilde;es concretas que potenciem e assegurem uma transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica efetivamente verde, que garanta a conserva&ccedil;&atilde;o da natureza e a prote&ccedil;&atilde;o do ambiente e esteja ao servi&ccedil;o da sociedade.&nbsp;]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Tue, 17 Oct 2023 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Portugal e a CE fazem lóbi pela indústria agroquímica: pressão para aprovar novos OGM e Glifosato</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/portugal-e-a-ce-fazem-lobi-pela-industria-agroquimica-3a-pressao-para-aprovar-novos-ogm-e-glifosato-2023-2f10-2f17/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[Hoje, no Centro Cultural de Bel&eacute;m (CCB), a ind&uacute;stria agroqu&iacute;mica, juntamente com membros do Estado e governo portugu&ecirc;s, ir&atilde;o, mais uma vez, defender a liga&ccedil;&atilde;o infundada da sustentabilidade dos sistemas agroalimentares com os Organismos Geneticamente Modificados (OGM) e o herbicida glifosato. Este evento acontece dias depois de a renova&ccedil;&atilde;o da autoriza&ccedil;&atilde;o do herbicida glifosato proposta pela Comiss&atilde;o Europeia (CE) e apoiada por Portugal, ter ido a votos no Conselho Europeu, sem reunir a maioria qualificada necess&aacute;ria para ser aprovada. Ao mesmo tempo, a discuss&atilde;o da proposta de lei para a desregulamenta&ccedil;&atilde;o de OGM produzidos pelas chamadas novas t&eacute;cnicas gen&oacute;micas (Novos OGM), alguns dos quais ser&atilde;o desenvolvidos para resistir ao glifosato, tamb&eacute;m est&aacute; a revelar o fosso crescente entre uma minoria entusiasta e uma ala cr&iacute;tica nos Estados-membros.<br />
<br />
Por&eacute;m, mesmo que o glifosato n&atilde;o re&uacute;na votos suficientes na segunda vota&ccedil;&atilde;o, prevista para novembro, a legisla&ccedil;&atilde;o prev&ecirc; que a Comiss&atilde;o Europeia tenha a &uacute;ltima palavra, pelo que antecipamos a sua reautoriza&ccedil;&atilde;o, pese embora por menos anos.<br />
<br />
A verificar-se, comprovar&aacute; a prioriza&ccedil;&atilde;o dos altos interesses comerciais pela Comiss&atilde;o Europeia sobre os agricultores e o clima, ignorando por completo as provas cient&iacute;ficas atuais, relegando para segundo plano a sa&uacute;de p&uacute;blica e a preserva&ccedil;&atilde;o dos ecossistemas, fundamentais &agrave; vida. A primazia dada &agrave; ind&uacute;stria da agroqu&iacute;mica e biotecnologia est&aacute; bem patente no evento de hoje no CCB.<br />
<br />
A Plataforma Transg&eacute;nicos Fora (PTF), unida a cientistas preocupados e defensores da sa&uacute;de p&uacute;blica, manifesta por isso profunda inquieta&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s inten&ccedil;&otilde;es de prorroga&ccedil;&atilde;o da utiliza&ccedil;&atilde;o do herbicida glifosato e de desregulamenta&ccedil;&atilde;o por completo da produ&ccedil;&atilde;o e venda de Novos OGM.<br />
<br />
Jorge Ferreira da PTF explica: &quot;Esta inten&ccedil;&atilde;o de renovar a licen&ccedil;a do herbicida glifosato acompanha em paralelo a atual tentativa da Comiss&atilde;o Europeia de desregulamentar os OGM derivados de novas t&eacute;cnicas gen&oacute;micas na Europa, cuja proposta est&aacute; em cima da mesa desde 5 de julho. Os grandes interesses econ&oacute;micos da ind&uacute;stria agroqu&iacute;mica, ciente da crescente consci&ecirc;ncia dos consumidores europeus acerca dos perigos dos OGM nos campos e nos pratos, procuram simplificar a regulamenta&ccedil;&atilde;o para chegarem mais facilmente aos mercados. Tentam agora retratar estes novos OGM como algo equiparado &agrave; cria&ccedil;&atilde;o natural e por isso isento de rotulagem, rastreabilidade e avalia&ccedil;&atilde;o de risco. Trata-se de mais uma ac&ccedil;&atilde;o de usurpa&ccedil;&atilde;o de direitos e manipula&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o de uma ci&ecirc;ncia submetida a altos interesses econ&oacute;micos a qualquer custo, que numa campanha de desinforma&ccedil;&atilde;o manipuladora visa permitir a circula&ccedil;&atilde;o dos seus produtos sem controlo na Europa&quot;.<br />
<br />
Os resultados do estudo realizado pelo Instituto P&uacute;blico Franc&ecirc;s de Pesquisa M&eacute;dica (INSERM), bem como um outro deste ano do Instituto Nacional para o Cancro dos Estados Unidos da Am&eacute;rica (NIH), colocam em causa a afirma&ccedil;&atilde;o da inocuidade do glifosato. De acordo com o estudo do INSERM este revelou-se: 1) T&oacute;xico para o c&eacute;rebro; 2) Genot&oacute;xico, aumentando o risco de muta&ccedil;&otilde;es gen&eacute;ticas e cancro; 3) Desregulador end&oacute;crino, perturbando o sistema hormonal; 4) Com poss&iacute;veis efeitos epigen&eacute;ticos, transmitindo altera&ccedil;&otilde;es embrion&aacute;rias &agrave; gera&ccedil;&atilde;o seguinte; 5) Capaz de perturbar o microbioma intestinal, enfraquecendo o sistema imunol&oacute;gico, entre outros ind&iacute;cios de bioinseguran&ccedil;a.<br />
<br />
Tamb&eacute;m &eacute; j&aacute; sabido que o glifosato e o AMPA (&aacute;cido aminometilfosf&oacute;nico), seu metab&oacute;lito de degrada&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m t&oacute;xico, est&atilde;o em toda a parte: na urina humana, nos solos, nas &aacute;guas superficiais  e at&eacute; no ar. Para mais encontram-se em grande quantidade nos alimentos resultantes das culturas agr&iacute;colas como a soja OGM, alimento para o qual a EFSA aumentou em 200 vezes o Limite M&aacute;ximo de Res&iacute;duos do glifosato, de 0,1 mg/Kg para 20 mg/Kg, para legalizar a sua comercializa&ccedil;&atilde;o!<br />
<br />
H&aacute; alternativas vi&aacute;veis para a gest&atilde;o de ervas descontroladas na agricultura que n&atilde;o envolvem a aplica&ccedil;&atilde;o de glifosato ou de qualquer outro herbicida. Pr&aacute;ticas agr&iacute;colas sustent&aacute;veis, como a rota&ccedil;&atilde;o de culturas, culturas de cobertura do solo, palhada vegetal e m&eacute;todos modernos de monda mec&acirc;nica ou t&eacute;rmica, j&aacute; permitem a adop&ccedil;&atilde;o de uma agricultura mais ecol&oacute;gica. Estes modos de fazer agricultura t&ecirc;m a capacidade de produzir os alimentos que o pa&iacute;s precisa, se apoiados com medidas de pol&iacute;tica agr&iacute;cola ajustadas. <br />
<br />
A inexist&ecirc;ncia de uma efectiva dissemina&ccedil;&atilde;o de conhecimento sobre outros modos de fazer agricultura deixa os agricultores presos ao consumo sistem&aacute;tico deste herbicida, com consequ&ecirc;ncias para a resili&ecirc;ncia econ&oacute;mica e ecol&oacute;gica dos seus sistemas de produ&ccedil;&atilde;o. A este n&iacute;vel a PTF alerta para a necessidade de medidas abrangentes de aconselhamento t&eacute;cnico para a adop&ccedil;&atilde;o generalizada das pr&aacute;ticas alternativas mais sustent&aacute;veis. <br />
<br />
O Dia Mundial da Alimenta&ccedil;&atilde;o, celebrado ontem, alerta precisamente para a necessidade de seguran&ccedil;a e soberania alimentares, e a cria&ccedil;&atilde;o de sistemas alimentares s&atilde;os e justos.<br />
<br />
<strong>A Plataforma Transg&eacute;nicos Fora, da qual a Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural faz parte, defende uma agricultura ecol&oacute;gica orientada para a prote&ccedil;&atilde;o da biodiversidade e do direito dos povos &agrave; soberania sobre o seu patrim&oacute;nio gen&eacute;tico comum.&nbsp;</strong>]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 13 Oct 2023 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Portugal abandona o Tratado da Carta da Energia: um passo decisivo na luta contra as mudanças climáticas</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/portugal-abandona-o-tratado-da-carta-da-energia-3a-um-passo-decisivo-na-luta-contra-as-mudancas-climaticas-2023-2f10-2f13/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[O governo portugu&ecirc;s tomou finalmente a decis&atilde;o de abandonar o Tratado da Carta da Energia (TCE), um passo decisivo e hist&oacute;rico na luta contra as altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas e na promo&ccedil;&atilde;o da transi&ccedil;&atilde;o para o uso de energias renov&aacute;veis e verdes, rumo &agrave; constru&ccedil;&atilde;o de um mundo mais sustent&aacute;vel.<br />
<br />
O Tratado da Carta da Energia entrou em vigor em Portugal em 1998 com o principal objetivo de promover e proteger investimentos em energia f&oacute;ssil, incluindo petr&oacute;leo e g&aacute;s natural. Durante anos, o TCE promoveu o com&eacute;rcio livre de energia, removendo barreiras comerciais no setor e dificultando a transi&ccedil;&atilde;o para fontes de energia mais limpas e renov&aacute;veis. Adicionalmente, o tratado permitiu que as grandes empresas energ&eacute;ticas processassem os Estados que adotassem medidas de prote&ccedil;&atilde;o ambiental e mitiga&ccedil;&atilde;o das altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas. O TCE &eacute;, portanto, incompat&iacute;vel com os objetivos do Acordo de Paris e todos os outros acordos de prote&ccedil;&atilde;o ambiental.<br />
<br />
O processo de consciencializa&ccedil;&atilde;o sobre os riscos e danos do TCE ganhou for&ccedil;a em Portugal a partir de dezembro de 2019, quando v&aacute;rias organiza&ccedil;&otilde;es, entre as quais a Palombar, assinou uma <u><a href="https://zero.ong/noticias/tratado-da-carta-da-energia-e-incompativel-com-o-acordo-de-paris/">carta aberta</a></u> da TROCA - Plataforma por um Com&eacute;rcio Internacional Justo, denunciando o TCE como uma amea&ccedil;a ao interesse p&uacute;blico. No in&iacute;cio de 2021, a TROCA, com o apoio da ZERO &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o Sistema Terrestre Sustent&aacute;vel, lan&ccedil;ou uma peti&ccedil;&atilde;o contra o TCE que reuniu mais de um milh&atilde;o de assinaturas.<br />
<br />
A forte mobiliza&ccedil;&atilde;o social desencadeou o an&uacute;ncio do ministro do Ambiente e da A&ccedil;&atilde;o Clim&aacute;tica, Duarte Cordeiro, em 2022, de que Portugal consideraria a sa&iacute;da do TCE, <u><a href="https://energy.ec.europa.eu/news/european-commission-proposes-coordinated-eu-withdrawal-energy-charter-treaty-2023-07-07_en">juntamente com outros pa&iacute;ses europeus</a></u>, como os Pa&iacute;ses Baixos, a Espanha e a Pol&oacute;nia. Em novembro de 2022, a maioria da popula&ccedil;&atilde;o da Uni&atilde;o Europeia j&aacute; tinha abandonado o TCE. Ap&oacute;s quase um ano, no passado dia 27 de setembro, a <u><a href="https://www.parlamento.pt/ActividadeParlamentar/Paginas/DetalheIniciativa.aspx?BID=243326">Assembleia da Rep&uacute;blica anunciou que a proposta est&aacute; aprovada para ratifica&ccedil;&atilde;o</a></u>, dando o passo final para a sa&iacute;da de Portugal deste tratado obsoleto.<br />
<br />
Agora que os esfor&ccedil;os coordenados na Europa avan&ccedil;am no sentido de promover a separa&ccedil;&atilde;o dos interesses econ&oacute;micos dos imperativos ambientais, &eacute; necess&aacute;rio reconhecer a import&acirc;ncia fundamental da mitiga&ccedil;&atilde;o das altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas como um desafio global e passar das palavras &agrave; a&ccedil;&atilde;o. A ades&atilde;o de pa&iacute;ses menos desenvolvidos ao TCE deve ser abordada com extrema cautela, dadas as fragilidades econ&oacute;micas e ambientais que enfrentam no caminho pelo desenvolvimento sustent&aacute;vel. &Eacute; crucial semear a ideia de que a batalha contra a crise clim&aacute;tica n&atilde;o &eacute; uma quest&atilde;o local, mas sim um desafio global que requer coopera&ccedil;&atilde;o e solidariedade internacional.<br />
<br />
A Palombar continua a lutar para que a transi&ccedil;&atilde;o para energias renov&aacute;veis em Portugal seja feita da forma mais justa poss&iacute;vel e que as novas energias sejam mesmo verdes e, como tal, incorpora o cons&oacute;rcio promotor do IV Encontro da Converg&ecirc;ncia Ecol&oacute;gica e Ambiental (ECEA), em conjunto com a Associa&ccedil;&atilde;o dos Amigos do Mindelo para a Defesa do Ambiente e a Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa de Turismo Sustent&aacute;vel. Durante o pr&oacute;ximo fim-de-semana de 14 e 15 de outubro, no PINTA -&nbsp;&nbsp;Parque Ib&eacute;rico de Natureza e Aventura, em Vimioso, organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o governamentais de ambiente, grupos formais e informais e movimentos c&iacute;vicos ambientalistas ir&atilde;o estar reunidos para debater a quest&atilde;o &ldquo;Transi&ccedil;&atilde;o Energ&eacute;tica? Sim, mas a que custo?&rdquo;, o tema do evento.<br />
<br />
Junte-se a n&oacute;s neste debate!<br />
&nbsp;]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 09 Oct 2023 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Palombar marca presença no XII Simpósio Internacional sobre "Novos desafios para a gestão e conservação das populações de ursos e lobos"</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/palombar-marca-presenca-no-xii-simposio-internacional-sobre-qnovos-desafios-para-a-gestao-e-conservacao-das-populacoes-de-ursos-e-lobosq-2023-2f10-2f09/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural participou no XII Simp&oacute;sio Internacional sobre &quot;Novos desafios para a gest&atilde;o e conserva&ccedil;&atilde;o das popula&ccedil;&otilde;es de ursos e lobos&quot;, que decorreu em Zamora, em Espanha, de 29 de setembro a 1 de outubro, organizado pela Universidade de Le&atilde;o, pela Junta de Castela e Le&atilde;o e pela WAVES Espanha.</strong><br />
<br />
Durante este simp&oacute;sio, foram debatidos temas de grande relev&acirc;ncia para a conserva&ccedil;&atilde;o de grandes carn&iacute;voros como o urso-pardo e o lobo, nomeadamente &quot;Problem&aacute;tica da gest&atilde;o de grandes carn&iacute;voros&quot;, &quot;Gest&atilde;o e controlo sanit&aacute;rio de ungulados silvestres em territ&oacute;rios de grandes carn&iacute;voros&quot;, &quot;Biologia e Ecopatologia&quot; e &quot;Evolu&ccedil;&atilde;o de popula&ccedil;&otilde;es, conserva&ccedil;&atilde;o e coexist&ecirc;ncia com o ser humano&quot;.<br />
<br />
O evento tamb&eacute;m contemplou uma visita t&eacute;cnica &agrave; Reserva da Serra da Culebra, uma &aacute;rea vital para a conserva&ccedil;&atilde;o do lobo na fronteira com Portugal, e ao Centro do Lobo-Ib&eacute;rico de Castela e Le&atilde;o.<br />
<br />
A Palombar tem trabalhado na &aacute;rea da conserva&ccedil;&atilde;o de grandes carn&iacute;voros em Portugal, como o lobo-ib&eacute;rico, tendo sido a entidade que ficou respons&aacute;vel pelos trabalhos do <u><a href="https://www.palombar.pt/pt/projetos/censo-nacional-do-lobo-iberico-2019-2021-2019/">Censo Nacional do Lobo-ib&eacute;rico 2019-2021</a></u> no nordeste transmontano, um projeto coordenado pelo ICNF - Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas. Adicionalmente, implementa projetos que promovem o aumento das popula&ccedil;&otilde;es de presas selvagens do lobo, nomeadamente de ungulados silvestres, e interv&eacute;m no territ&oacute;rio para assegurar a coexist&ecirc;ncia pac&iacute;fica e sustent&aacute;vel entre o lobo e as comunidades rurais.<br />
<br />
Tem igualmente desenvolvido iniciativas que visam abordar a quest&atilde;o central relacionada com o poss&iacute;vel regresso do urso-pardo ao territ&oacute;rio nacional. Em outubro de 2021, a Palombar organizou o <u><a href="https://www.palombar.pt/pt/projetos/networking-event-e-se-o-urso-pardo-voltar-2021/">Networking Event - E se o urso-pardo voltar?</a></u>, um evento ib&eacute;rico que teve como principal objetivo debater antecipadamente aquele que poder&aacute; ser um dos grandes desafios de conserva&ccedil;&atilde;o da natureza em Portugal: o potencial regresso do urso-pardo ao norte do pa&iacute;s e a sua coexist&ecirc;ncia com o ser humano e lan&ccedil;ar as funda&ccedil;&otilde;es para futuras a&ccedil;&otilde;es transfronteiri&ccedil;as de conserva&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie no territ&oacute;rio nacional.<br />
<br />
O debate e a partilha de experi&ecirc;ncias, estudos e projetos sobre os temas centrais relacionados com a conserva&ccedil;&atilde;o do lobo e do urso s&atilde;o de grande relev&acirc;ncia para a Palombar, que continua a apostar nesta vertente conservacionista de forma estrat&eacute;gica e numa abordagem transfronteiri&ccedil;a.]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 25 Sep 2023 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Pseudo SIMPLEX Ambiental: desresponsabilizar sem desburocratizar</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/pseudo-simplex-ambiental-3a-desresponsabilizar-sem-desburocratizar-2023-2f09-2f25/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<p class="black">MANIFESTO</p>
<br />
A crise ecol&oacute;gica est&aacute; a colocar em risco a civiliza&ccedil;&atilde;o tal como a conhecemos. Os relat&oacute;rios do <u><a href="https://www.ipcc.ch/">The Intergovernmental Panel on Climate Change</a></u>&nbsp;(IPCC<span style="font-size: 10px;">)</span>&nbsp;e do <u><a href="https://www.ipbes.net/about">Intergovernmental Science-Policy Platform on Biodiversity and Ecosystem Services</a></u> (IPBES)&nbsp;n&atilde;o deixam d&uacute;vidas sobre a gravidade alarmante das altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas e da consequente perda de diversidade e que as mesmas tender&atilde;o a agravar-se nos pr&oacute;ximos anos. Em contraciclo com a necessidade urgente de acautelar os valores ambientais, sentida &agrave; escala planet&aacute;ria, em Portugal, o Governo aprovou o <u><a href="https://dre.pt/dre/detalhe/decreto-lei/11-2023-207272800">SIMPLEX Ambiental</a></u>, um diploma legal cujo objetivo, leg&iacute;timo, de simplifica&ccedil;&atilde;o dos procedimentos administrativos para obten&ccedil;&atilde;o de autoriza&ccedil;&otilde;es e licen&ccedil;as ambientais, &eacute; feito &agrave; custa de medidas que prejudicam a sua qualidade e, portanto, podem comprometer o Ambiente em Portugal.<br />
<br />
Em vigor, e com efeito desde mar&ccedil;o de 2023, este diploma configura um retrocesso de d&eacute;cadas, fazendo t&aacute;bua rasa dos valores fundamentais que a pol&iacute;tica ambiental e o instrumento da avalia&ccedil;&atilde;o de impacte ambiental visam proteger, desrespeitando a legisla&ccedil;&atilde;o nacional e europeia nesta mat&eacute;ria e violando o Direito Comunit&aacute;rio e Internacional. Ao adotar o SIMPLEX Ambiental, o Governo est&aacute; a incumprir os seus compromissos internacionais, nomeadamente a <u><a href="https://www.apambiente.pt/apa/convencao-de-aarhus">Conven&ccedil;&atilde;o de Aarhus</a></u> sobre o acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o, participa&ccedil;&atilde;o do p&uacute;blico nos processos de tomada de decis&atilde;o e acesso &agrave; justi&ccedil;a em mat&eacute;ria de ambiente.<br />
<br />
As entidades abaixo assinadas recusam com veem&ecirc;ncia o (pseudo-)SIMPLEX Ambiental, em cuja l&oacute;gica o ambiente &eacute; encarado apenas como um entrave &agrave; economia. Consideramos que o presente diploma, embora contendo alguns aspetos positivos, em nada resolve os problemas estruturais que prejudicam processos mais c&eacute;leres e transparentes, limitando-se a encurtar excessivamente prazos e a excluir avalia&ccedil;&otilde;es, ou eliminar processos de verifica&ccedil;&atilde;o, sem fundamento cient&iacute;fico adequado, ou sem a necess&aacute;ria pondera&ccedil;&atilde;o de todos os interesses e perigos em causa. Mais do que reduzir a burocracia, promove a desresponsabiliza&ccedil;&atilde;o face ao interesse coletivo, &agrave; prote&ccedil;&atilde;o da natureza, &agrave; biodiversidade, &agrave; participa&ccedil;&atilde;o dos cidad&atilde;os e a um desenvolvimento sustent&aacute;vel.<br />
<br />
As organiza&ccedil;&otilde;es abaixo assinadas desconhecem alguma listagem exaustiva dos documentos, ou procedimentos duplicados e/ou desnecess&aacute;rios, ou que tenham sido identificadas as situa&ccedil;&otilde;es de falta de articula&ccedil;&atilde;o/comunica&ccedil;&atilde;o entre servi&ccedil;os, que deveria ser o fundamento deste diploma.<br />
<br />
<strong>De entre os aspetos absolutamente inaceit&aacute;veis, destacamos os seguintes:</strong><br />
<ul>
    <li>Redu&ccedil;&atilde;o da obrigatoriedade de efetuar Avalia&ccedil;&otilde;es de Impacte Ambiental (AIA) e de haver participa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica na tomada de decis&atilde;o: fora de &aacute;reas sens&iacute;veis, ficam exclu&iacute;dos da an&aacute;lise caso a caso alguns projetos de piscicultura intensiva e projetos industriais, contemplando instala&ccedil;&otilde;es da ind&uacute;stria do papel, da alimenta&ccedil;&atilde;o, dos t&ecirc;xteis, dos curtumes, da madeira, da borracha e muitos outros;</li>
    <li>S&atilde;o particularmente graves as disposi&ccedil;&otilde;es relativas &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o do procedimento de AIA ao desenvolvimento de novas grandes centrais solares fotovoltaicas, deixando de ser obrigat&oacute;rio para projetos quando a &aacute;rea ocupada seja igual ou inferior a 100 ha. Esta isen&ccedil;&atilde;o de AIA ignora os impactes ambientais negativos cumulativos destas centrais solares, e os direitos das popula&ccedil;&otilde;es afetadas que se t&ecirc;m oposto a v&aacute;rios destes projetos. As associa&ccedil;&otilde;es ambientalistas t&ecirc;m alertado que a prolifera&ccedil;&atilde;o de centrais solares est&aacute; a acontecer sem estrat&eacute;gia de localiza&ccedil;&atilde;o, controlo ou restri&ccedil;&otilde;es;</li>
    <li>Aumento dos limiares para a realiza&ccedil;&atilde;o de AIA, por exemplo a diminui&ccedil;&atilde;o do controle e redu&ccedil;&atilde;o de res&iacute;duos perigosos: a passagem de 100 para 1.000 ton por ano a partir do qual &eacute; obrigat&oacute;ria a realiza&ccedil;&atilde;o de um plano de minimiza&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o de res&iacute;duos perigosos &eacute; de um laxismo que n&atilde;o tem qualquer justifica&ccedil;&atilde;o e colide com os objetivos de preven&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o de res&iacute;duos, constituindo um grave risco para a sa&uacute;de p&uacute;blica e para o ambiente;</li>
    <li>Recurso ao deferimento t&aacute;cito (ou seja, aprova&ccedil;&atilde;o autom&aacute;tica) e revis&atilde;o das normas para a obten&ccedil;&atilde;o de licen&ccedil;a pr&eacute;via, sem permitir uma adequada pondera&ccedil;&atilde;o de todos os interesses em jogo, podendo viabilizar projetos que n&atilde;o cumpram exig&ecirc;ncias ambientais m&iacute;nimas. O deferimento t&aacute;cito nas legisla&ccedil;&otilde;es europeias &eacute; o &uacute;ltimo recurso. O SIMPLEX prop&otilde;e a redu&ccedil;&atilde;o dos prazos de resposta para apenas 10 dias, sendo que as entidades competentes apenas podem solicitar esclarecimentos uma &uacute;nica vez. Este curto prazo antes da aprova&ccedil;&atilde;o t&aacute;cita representa um desinvestimento no servi&ccedil;o p&uacute;blico, limitando a participa&ccedil;&atilde;o destas entidades, que t&ecirc;m escassos recursos para responder a todas as exig&ecirc;ncias;</li>
    <li>Desvaloriza&ccedil;&atilde;o da participa&ccedil;&atilde;o de entidades e verificadores nos procedimentos ambientais, tornando facultativa a verifica&ccedil;&atilde;o por uma terceira parte, o que poder&aacute; favorecer a vulnerabilidade &agrave; corrup&ccedil;&atilde;o. A justifica&ccedil;&atilde;o apresentada &eacute; que &ldquo;a utiliza&ccedil;&atilde;o de entidades acreditadas significa um custo para as empresas&quot;. A quest&atilde;o crucial que se coloca &eacute; quem pagar&aacute; o custo de processos n&atilde;o verificados de forma independente? E a resposta &eacute; &oacute;bvia: seremos todos n&oacute;s, gera&ccedil;&otilde;es presentes e futuras;</li>
    <li>Automatiza&ccedil;&atilde;o da revalida&ccedil;&atilde;o de licen&ccedil;as ambientais ao fim de dez anos, reduzindo-a a um ato burocr&aacute;tico. Em 10 anos muito evolui em termos tecnol&oacute;gicos, o que demonstra a desadequa&ccedil;&atilde;o e o desconhecimento relativo &agrave; moderniza&ccedil;&atilde;o e din&acirc;mica das respostas cient&iacute;ficas e tecnol&oacute;gicas para a sustentabilidade e os interesses do pa&iacute;s a m&eacute;dio e longo prazo, bem como o efeito cumulativo da carga ambiental das atividades;</li>
    <li>Redu&ccedil;&atilde;o do controlo de efluentes, por exemplo ao emitir licen&ccedil;as para pecu&aacute;ria intensiva mesmo a suiniculturas sem plano de gest&atilde;o de efluentes;</li>
    <li>Fraca agiliza&ccedil;&atilde;o na utiliza&ccedil;&atilde;o de &aacute;guas residuais: por um lado, a utiliza&ccedil;&atilde;o para uso pr&oacute;prio apenas necessita de comunica&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via (podendo dar azo a potenciais riscos para a sa&uacute;de p&uacute;blica), enquanto a utiliza&ccedil;&atilde;o fora dos locais de produ&ccedil;&atilde;o mant&eacute;m a obrigatoriedade de licen&ccedil;a. Face ao agravamento das situa&ccedil;&otilde;es de seca, seria desej&aacute;vel facilitar a utiliza&ccedil;&atilde;o de &aacute;guas residuais tratadas na rega. Relembre-se que a atual taxa de reutiliza&ccedil;&atilde;o de &aacute;guas residuais tratadas &eacute; de 1,2%, sendo que o Governo declara que quer chegar a uma meta de 20% em 2030;</li>
    <li>Aumento da vulnerabilidade dos recursos h&iacute;dricos, permitindo o uso abusivo de &aacute;gua no espa&ccedil;o urbano (por exemplo, de um rio que atravesse zona urbana), substituindo a licen&ccedil;a por uma comunica&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via, o que n&atilde;o d&aacute; tempo &agrave;s entidades competentes para se pronunciarem e n&atilde;o d&aacute; margem para mudan&ccedil;a/diminui&ccedil;&atilde;o de uso.</li>
</ul>
<br />
Al&eacute;m disso, este Decreto-Lei n&atilde;o acrescenta mecanismos de monitoriza&ccedil;&atilde;o e plataformas/ferramentas que permitam aos cidad&atilde;os aceder a informa&ccedil;&atilde;o sobre os processos de licenciamento de projetos (p&uacute;blicos e privados), nem avaliar os impactes ambientais e em particular os impactes cumulativos.<br />
<br />
Esta tentativa de agilizar licen&ccedil;as e procedimentos e de encurtar prazos administrativos elimina os incentivos ao desenvolvimento de bons projetos que minimizem os impactes ambientais, sem de facto reduzir significativamente a demora dos processos. A AIA &eacute; uma ferramenta importante, e &uacute;nica, para ponderar os impactes ambientais de um projeto na sua fase preliminar e, consequentemente, melhorar a sua conce&ccedil;&atilde;o e definir medidas de mitiga&ccedil;&atilde;o. A resposta a dificuldades e atrasos administrativos n&atilde;o deve ser a elimina&ccedil;&atilde;o desta etapa essencial mas sim o refor&ccedil;o dos recursos, sejam humanos, t&eacute;cnicos ou financeiros, alocados &agrave;s v&aacute;rias entidades respons&aacute;veis.<br />
<br />
Adicionalmente, a AIA &eacute; um momento privilegiado para a participa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, procurando mais transpar&ecirc;ncia na tomada de decis&otilde;es e mais aceita&ccedil;&atilde;o social na implementa&ccedil;&atilde;o dos projetos. O (pseudo-)SIMPLEX Ambiental retira aos cidad&atilde;os e partes interessadas a possibilidade de participarem do processo decis&oacute;rio, algo que se assume, desde h&aacute; dec&eacute;nios em pa&iacute;ses democr&aacute;ticos, como a base das pr&aacute;ticas de boa governan&ccedil;a.<br />
<br />
O (pseudo-)SIMPLEX Ambiental compromete o princ&iacute;pio da precau&ccedil;&atilde;o e da participa&ccedil;&atilde;o e, consequentemente, a salvaguarda do interesse comum e da integridade ecol&oacute;gica para as gera&ccedil;&otilde;es futuras.<br />
<br />
N&atilde;o podemos aceitar que os interesses econ&oacute;micos presentes vigorem &agrave; custa do futuro da Biodiversidade, das Comunidades e do Planeta. Apelamos &agrave; revoga&ccedil;&atilde;o deste Decreto-Lei!<br />
<div style="text-align: right;">25 de setembro de 2023</div>
<br />
<strong>SUBSCRITORES</strong><br />
<br />
Arm&eacute;ria - Movimento Ambientalista de Peniche<br />
Associa&ccedil;&atilde;o Natureza Portugal, em associa&ccedil;&atilde;o com a WWF<br />
Campo Aberto Associa&ccedil;&atilde;o de Defesa do Ambiente<br />
GEOTA - Grupo de Estudos do Ordenamento do Territ&oacute;rio e Ambiente<br />
OnGaia - Associa&ccedil;&atilde;o de Defesa do Ambiente<br />
Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural<br />
PAS - Plataforma &Aacute;gua Sustent&aacute;vel, constitu&iacute;da por:<br />
A Rocha Portugal &Aacute;gua &eacute; Vida<br />
Al Bio<br />
Almargem - Associa&ccedil;&atilde;o de Defesa do Patrim&oacute;nio Cultural e Ambiental do Algarve<br />
CIVIS - Associa&ccedil;&atilde;o para o Aprofundamento da Cidadania<br />
Dunas Livres<br />
Ecotopia Ativa - Associa&ccedil;&atilde;o Ambiental e de Desenvolvimento Sustent&aacute;vel<br />
Faro 1540 - Associa&ccedil;&atilde;o de Defesa e Promo&ccedil;&atilde;o do Patrim&oacute;nio Ambiental e Cultural de Faro<br />
FALA - F&oacute;rum do Ambiente do Litoral Alentejano<br />
Glocal Faro<br />
LPN - Liga para a Protec&ccedil;&atilde;o da Natureza Probaal - Associa&ccedil;&atilde;o para o Barrocal Algarvio<br />
Quercus - Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza<br />
Regenerarte - Associa&ccedil;&atilde;o de Prote&ccedil;&atilde;o e Regenera&ccedil;&atilde;o dos Ecossistemas<br />
proTEJO - Movimento Pelo Tejo<br />
ZERO - Associa&ccedil;&atilde;o Sistema Terrestre Sustent&aacute;vel&nbsp;]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 22 Sep 2023 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Resgatado do ninho e devolvido à natureza: a história do abutre-preto "Aquis"</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/resgatado-do-ninho-e-devolvido-a-natureza-3a-a-historia-do-abutre-preto-qaquisq-2023-2f09-2f22/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[O abutre-preto Aquis nasceu esta primavera no Parque Natural do Tejo Internacional (PNTI). Era ainda demasiado jovem para voar quando a equipa multidisciplinar contratada pelo projeto <u><a href="https://4vultures.org/blog/life-aegypius-return-projeto/">LIFE Aegypius Return</a></u> o retirou do ninho para verificar o seu estado de sa&uacute;de, anilhar e equipar com um emissor de GPS.<br />
<br />
Aquis seria novamente devolvido ao ninho, no entanto, uma protuber&acirc;ncia sobre o olho deixou a equipa t&eacute;cnica preocupada com as poss&iacute;veis causas daquela massa e o jovem abutre-preto foi transferido para o CERAS - Centro de Estudos e Recupera&ccedil;&atilde;o de Animais Selvagens de Castelo Branco. Ap&oacute;s cirurgia e reabilita&ccedil;&atilde;o, Aquis foi libertado esta ter&ccedil;a-feira, 19 de setembro. Devolvido &agrave; natureza, Aquis tem posto em pr&aacute;ticas as suas habilidades de voo, explorando a &aacute;rea onde foi libertado, junto ao Campo de Alimenta&ccedil;&atilde;o de Aves Necr&oacute;fagas.<br />
<br />
<strong>Aquis foi uma das crias de abutre-preto que nasceu este ano no Parque Natural do Tejo Internacional</strong><br />
<br />
Desde o in&iacute;cio da &eacute;poca de reprodu&ccedil;&atilde;o, as equipas de monitoriza&ccedil;&atilde;o do LIFE Aegypius Return t&ecirc;m acompanhado, com a colabora&ccedil;&atilde;o de outras organiza&ccedil;&otilde;es (o Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas - ICNF e a Associa&ccedil;&atilde;o Quercus no PNTI), os casais de abutre-preto e o crescimento das crias, nas quatro col&oacute;nias existentes em Portugal. A partir de uma dist&acirc;ncia segura, com a utiliza&ccedil;&atilde;o de telesc&oacute;pios, os nossos especialistas determinam o momento certo para marcar as crias no ninho, um c&aacute;lculo complexo, uma vez que a ave deve ser suficientemente grande para suportar o transmissor GPS, mas ainda incapaz de voar para evitar que salte prematuramente do ninho.<br />
<br />
Em julho, a equipa concluiu que o abutre-preto Aquis estava pronto para ser marcado e preparou a opera&ccedil;&atilde;o para o retirar do ninho. O jovem abutre recebeu o nome Aquis que significa &ldquo;&aacute;gua&rdquo; em latim, em homenagem ao local do seu ninho, &Aacute;guas de Ver&atilde;o (Castelo Branco).<br />
<br />
<strong>Uma estranha protuber&acirc;ncia sobre o olho de Aquis</strong><br />
<br />
Aquis foi uma das 15 crias de abutre-preto marcadas este ano pelo projeto LIFE Aegypius return. A opera&ccedil;&atilde;o de marca&ccedil;&atilde;o envolve t&eacute;cnicos especializados, desde escaladores experientes a veterin&aacute;rios e bi&oacute;logos de conserva&ccedil;&atilde;o. &Eacute; levado a cabo um exame ao estado de sa&uacute;de da ave e s&atilde;o recolhidas amostras biol&oacute;gicas, que permitem saber o sexo das crias e recolher importante informa&ccedil;&atilde;o gen&eacute;tica, toxicol&oacute;gica, entre outras.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/381026553_275348855417020_181404071306371165_n.jpg" width="900" height="600" alt="" />
<p class="legenda">Processo de recupera&ccedil;&atilde;o do abutre-preto Aquis. Imagem Vulture Conservation Foundation.</p>
<br />
Quando o macho Aquis foi retirado do ninho, a equipa de monitoriza&ccedil;&atilde;o ficou surpreendida com uma grande massa sobre o olho da ave. Sem conseguir determinar a causa da protuber&acirc;ncia, a equipa decidiu encaminhar a jovem ave para o CERAS, gerido pela Quercus.<br />
<br />
<strong>A estadia do Aquis no CERAS</strong><br />
<br />
Ao chegar ao CERAS, o Aquis foi submetido a cirurgia pela equipa veterin&aacute;ria. Com as amostras biol&oacute;gicas recolhidas, foi efetuada uma an&aacute;lise laboratorial de histopatologia (relacionada com doen&ccedil;as nos tecidos) e testada a var&iacute;ola avi&aacute;ria.<br />
<br />
Aquis teve sorte. Os resultados indicaram um processo inflamat&oacute;rio extenso associado a col&oacute;nias de bact&eacute;rias, mas n&atilde;o foi encontrada nenhuma infe&ccedil;&atilde;o viral, incluindo var&iacute;ola. As evid&ecirc;ncias laboratoriais indicam uma poss&iacute;vel contamina&ccedil;&atilde;o bacteriana por presen&ccedil;a de um corpo estranho.<br />
<br />
<strong>De volta &agrave; vida selvagem: Aquis est&aacute; novamente em liberdade</strong><br />
<br />
Para garantir que a ave recuperava totalmente antes de regressar &agrave; natureza, Aquis foi mantido em cativeiro com o m&iacute;nimo de contacto humano poss&iacute;vel, para permitir que mantenha as suas caracter&iacute;sticas silvestres. Embora algumas semanas ap&oacute;s a cirurgia a inflama&ccedil;&atilde;o estivesse j&aacute; ultrapassada, a equipa do CERAS decidiu esperar at&eacute; que a ave pudesse voar de forma independente.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/09_ primeiro voo_spea_paulo monteiro.jpg" width="900" height="598" alt="" /><br />
<p class="legenda">Abutre-preto Aquis. Fotografia Paulo Monteiro/SPEA.</p>
<br />
No dia 19 de setembro de 2023, o abutre-preto Aquis foi devolvido &agrave; natureza no Parque Natural do Tejo Internacional num evento que contou com a participa&ccedil;&atilde;o da Sociedade Portuguesa para o Estudos das Aves (parceiro respons&aacute;vel pela monitoriza&ccedil;&atilde;o da col&oacute;nia do Tejo no &acirc;mbito do LIFE Aegypius return), ICNF e Quercus. Antes da liberta&ccedil;&atilde;o, a ave foi equipada com um transmissor GPS, que nos permitir&aacute; seguir o seu movimento durante as suas aventuras pela Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica. Desde que regressou ao Parque Natural, tem explorado a zona a sul do local de devolu&ccedil;&atilde;o &agrave; natureza. Ser&aacute; que permanecer&aacute; na regi&atilde;o?<br />
<br />
<strong>A import&acirc;ncia da monitoriza&ccedil;&atilde;o das col&oacute;nias de abutres-pretos</strong><br />
<br />
Esta hist&oacute;ria tem um final feliz, gra&ccedil;as ao acompanhamento constante e &agrave; abordagem interdisciplinar do projeto LIFE Aegypius return. As equipas de monitoriza&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m estado no terreno desde o in&iacute;cio de fevereiro, procurando novos casais e confirmando o sucesso reprodutivo nas quatro col&oacute;nias existentes em Portugal.<br />
<br />
A monitoriza&ccedil;&atilde;o e marca&ccedil;&atilde;o das crias no ninho permite verificar o seu estado de sa&uacute;de e atuar rapidamente caso seja necess&aacute;rio resgat&aacute;-las ou reabilit&aacute;-las, tal como aconteceu com o Aquis. Estas interven&ccedil;&otilde;es potenciam o sucesso reprodutor e a sobreviv&ecirc;ncia das crias. Al&eacute;m disso, os dados recolhidos permitem analisar a din&acirc;mica das popula&ccedil;&otilde;es, mapear a sua expans&atilde;o e prospetar potenciais &aacute;reas onde as condi&ccedil;&otilde;es de nidifica&ccedil;&atilde;o e de habitat podem ser melhoradas. Em breve, o projeto vai anunciar os resultados da &eacute;poca de reprodu&ccedil;&atilde;o, com uma estimativa do n&uacute;mero de casais e de crias produzidas.<br />
<br />
<strong>O projeto</strong><br />
<br />
O projeto LIFE Aegypius return pretende consolidar e acelerar o regresso do abutre-preto em Portugal e Espanha ocidental, atrav&eacute;s da melhoria de habitat e da disponibilidade alimentar, e da minimiza&ccedil;&atilde;o das principais amea&ccedil;as com a&ccedil;&otilde;es de capacita&ccedil;&atilde;o das entidades e agentes nacionais. A equipa do projeto vai implementar a&ccedil;&otilde;es de conserva&ccedil;&atilde;o espec&iacute;ficas em dez &aacute;reas da Rede Natura 2000 ao longo de quase toda a fronteira entre Portugal e Espanha, com o objetivo de duplicar a popula&ccedil;&atilde;o de abutres-pretos em Portugal para 80 casais em 5 col&oacute;nias e, assim, baixar o estatuto nacional da esp&eacute;cie de &rdquo;Criticamente Em Perigo&rdquo; para &rdquo;Em Perigo&rdquo; at&eacute; 2027.? <br />
<br />
O projeto LIFE Aegypius return &eacute; confinanciado pelo programa LIFE da Uni&atilde;o Europeia. O seu sucesso depende do envolvimento de todos os <em>stakeholders</em> relevantes, e da colabora&ccedil;&atilde;o dos parceiros, a Vulture Conservation Foundation (VCF), coordenador benefici&aacute;rio, e os parceiros locais Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, Herdade da Contenda, Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, Liga para a Protec&ccedil;&atilde;o da Natureza, Associa&ccedil;&atilde;o Transum&acirc;ncia e Natureza, Fundaci&oacute;n Naturaleza y Hombre, Guarda Nacional Republicana e e Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Propriet&aacute;rios Rurais Gest&atilde;o Cineg&eacute;tica e Biodiversidade.??? &nbsp;]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 21 Sep 2023 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Palombar defende inflexibilidade na salvaguarda do lobo após presidente da CE sugerir revisão da proteção da espécie</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/palombar-defende-inflexibilidade-na-salvaguarda-do-lobo-apos-presidente-da-ce-sugerir-revisao-da-protecao-da-especie-2023-2f09-2f21/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[A presidente da Comiss&atilde;o Europeia (CE), Ursula von der Leyen, defendeu, numa <u><a href="https://ec.europa.eu/commission/presscorner/detail/en/ip_23_4330">declara&ccedil;&atilde;o</a></u> recente, a possibilidade de haver uma flexibiliza&ccedil;&atilde;o na prote&ccedil;&atilde;o do lobo a n&iacute;vel europeu, tendo mesmo sugerido uma reavalia&ccedil;&atilde;o da situa&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie por parte dos Estados-membros e uma revis&atilde;o do estado de conserva&ccedil;&atilde;o do lobo na Europa. As declara&ccedil;&otilde;es da respons&aacute;vel levantam preocupa&ccedil;&otilde;es justificadas sobre as motiva&ccedil;&otilde;es e prop&oacute;sitos de tais medidas relativas a uma esp&eacute;cie atualmente em risco de extin&ccedil;&atilde;o no territ&oacute;rio nacional, pelo que a organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental de ambiente Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural defende total inflexibilidade na defesa e prote&ccedil;&atilde;o do lobo e condena a mensagem transmitida pela respons&aacute;vel, a qual contribui para gerar alarme social infundado sobre esta esp&eacute;cie ic&oacute;nica e pode colocar em causa a sua conserva&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
<p class="black">Presidente da CE afirma que lobo &eacute; potencialmente perigoso para os seres humanos</p>
<br />
A informa&ccedil;&atilde;o veiculada pela respons&aacute;vel m&aacute;xima da CE, sugerindo que o lobo representa um perigo para o gado e tamb&eacute;m, potencialmente, para os seres humanos n&atilde;o encontra suporte cient&iacute;fico e gera desinforma&ccedil;&atilde;o desnecess&aacute;ria, numa tentativa clara de aligeirar as medidas atuais de prote&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie. Numa carta aberta enviada a von der Leyen por v&aacute;rias organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o governamentais de ambiente (ONGA) a n&iacute;vel europeu, sublinha-se que as provas cient&iacute;ficas demonstram que os lobos n&atilde;o tratam os seres humanos como presas e que os encontros fatais s&atilde;o uma exce&ccedil;&atilde;o. E, relativamente ao gado, os danos causados est&atilde;o frequentemente relacionados com a falta de supervis&atilde;o adequada e/ou medidas de prote&ccedil;&atilde;o eficazes. O apelo lan&ccedil;ado pela presidente da CE para uma eventual necessidade de rever a prote&ccedil;&atilde;o do lobo n&atilde;o tem, por isso, suporte cient&iacute;fico, nem &eacute; baseada em dados robustos sobre a situa&ccedil;&atilde;o atual da esp&eacute;cie na Europa.<br />
<br />
O <u><a href="http:// https://lexparency.org/eu/31992L0043/ART_16/">Artigo 16 da Diretiva Habitats</a></u> &eacute; cr&iacute;tico no contexto da prote&ccedil;&atilde;o do lobo, pois abre portas &agrave;s aclamadas derroga&ccedil;&otilde;es &agrave; prote&ccedil;&atilde;o rigorosa de esp&eacute;cies amea&ccedil;adas. As condi&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias a uma derroga&ccedil;&atilde;o incluem a sua justifica&ccedil;&atilde;o fundamentada por um dos tr&ecirc;s pontos: prote&ccedil;&atilde;o da fauna e flora selvagens; preven&ccedil;&atilde;o de danos graves &agrave; sa&uacute;de e seguran&ccedil;a p&uacute;blica; ou outros interesses p&uacute;blicos. A falta de dados atualizados e precisos sobre as popula&ccedil;&otilde;es de lobo a n&iacute;vel europeu impossibilita a concess&atilde;o de derroga&ccedil;&otilde;es robustas e fundamentadas, um problema ao qual se junta a falta de financiamento para a investiga&ccedil;&atilde;o e monitoriza&ccedil;&atilde;o continuada da esp&eacute;cie. Al&eacute;m disso, uma derroga&ccedil;&atilde;o s&oacute; pode ser concedida se n&atilde;o houver uma <u><a href="https://op.europa.eu/en/publication-detail/-/publication/bbc7ace0-27e2-11ec-bd8e-01aa75ed71a1/language-en">&ldquo;alternativa satisfat&oacute;ria&rdquo; e se &ldquo;n&atilde;o prejudicar a manuten&ccedil;&atilde;o das popula&ccedil;&otilde;es da esp&eacute;cie&rdquo;</a></u>. <br />
<br />
Nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, medidas que asseguram a coexist&ecirc;ncia entre o Homem e o lobo t&ecirc;m revelado resultados muito positivos e, neste contexto, urge relembrar a sua necessidade e import&acirc;ncia, evitando negligenciar os esfor&ccedil;os a n&iacute;vel europeu para garantir a prote&ccedil;&atilde;o dos grandes carn&iacute;voros, como &eacute; o caso do lobo. Sistemas de compensa&ccedil;&atilde;o monet&aacute;ria, uso de c&atilde;es de gado tradicionais e a instala&ccedil;&atilde;o de veda&ccedil;&otilde;es s&atilde;o exemplos de boas pr&aacute;ticas de minimiza&ccedil;&atilde;o do conflito Homem-lobo que t&ecirc;m demonstrado grande &ecirc;xito no terreno.<br />
<br />
<p class="black">Redu&ccedil;&atilde;o da prote&ccedil;&atilde;o pode amea&ccedil;ar sobreviv&ecirc;ncia da esp&eacute;cie</p>
<br />
Adicionalmente, a CEO da Eurogroup for Animals, <u><a href="https://www.euronews.com/my-europe/2023/09/04/eu-will-review-the-protection-status-of-wolves-as-ursula-von-der-leyen-warns-of-real-dange">Reineke Hameleers</a></u>, destaca que muitas popula&ccedil;&otilde;es transfronteiri&ccedil;as de lobos ainda n&atilde;o atingiram um <u><a href="https://nature-art17.eionet.europa.eu/article17/species/summary/?period=5&amp;group=Mammals&amp;subject=Canis+lupus&amp;region">estado de conserva&ccedil;&atilde;o favor&aacute;vel</a></u>, e a redu&ccedil;&atilde;o da sua prote&ccedil;&atilde;o pode amea&ccedil;ar a sua sobreviv&ecirc;ncia. Em pa&iacute;ses como Portugal, onde a esp&eacute;cie mant&eacute;m o estatuto de amea&ccedil;a &ldquo;Em Perigo&rdquo; e a popula&ccedil;&atilde;o de lobos &eacute; relativamente pequena, vulner&aacute;vel e constitu&iacute;da pela subesp&eacute;cie end&eacute;mica &agrave; Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica, Canis lupus signatus, com apenas cerca de 250 indiv&iacute;duos maturos em todo o territ&oacute;rio nacional (Livro Vermelho dos Mam&iacute;feros de Portugal Continental - 2023), dificilmente uma derroga&ccedil;&atilde;o ter&aacute; resultados positivos. <br />
<br />
A conserva&ccedil;&atilde;o do lobo &eacute; uma quest&atilde;o altamente polarizada: se, por um lado, os ambientalistas lutam pela prote&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie, por outro, os criadores de gado preocupam-se com a seguran&ccedil;a dos rebanhos. Mas estes dois lados da mesma moeda podem e devem coexistir, se forem implementadas as medidas certas. As insinua&ccedil;&otilde;es da l&iacute;der europeia e a consequente exacerba&ccedil;&atilde;o do antagonismo existente &eacute; inquietante. A Palombar tem trabalhado para promover uma mudan&ccedil;a de paradigma em rela&ccedil;&atilde;o ao lobo e para desmistificar ideias erradas e consolidadas sobre a esp&eacute;cie na sociedade e teme que as declara&ccedil;&otilde;es de Ursula von der Leyen comprometam o trabalho que tem sido realizado com este prop&oacute;sito, n&atilde;o s&oacute; por organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o governamentais, como por projetos financiados por fundos europeus durante as &uacute;ltimas d&eacute;cadas em prol da conserva&ccedil;&atilde;o do lobo.<br />
<br />
&ldquo;Portugal &eacute; um exemplo em mat&eacute;ria de legisla&ccedil;&atilde;o para a prote&ccedil;&atilde;o da natureza e, em particular, do lobo-ib&eacute;rico, o que tem permitido manter a popula&ccedil;&atilde;o desta esp&eacute;cie est&aacute;vel, apesar do seu estado de conserva&ccedil;&atilde;o desfavor&aacute;vel. Esta &eacute; a &uacute;nica esp&eacute;cie da fauna nacional que tem uma legisla&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica, a Lei de Prote&ccedil;&atilde;o do Lobo-Ib&eacute;rico, pela qual est&aacute; estritamente protegida h&aacute; mais de tr&ecirc;s d&eacute;cadas&rdquo;, destaca Jos&eacute; Pereira, bi&oacute;logo e presidente da Palombar.<br />
<br />
O bi&oacute;logo acrescenta que, nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, &ldquo;foram desenvolvidas v&aacute;rias ferramentas e tem sido investida muita verba na conserva&ccedil;&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o do lobo: compensa&ccedil;&atilde;o por preju&iacute;zos atribu&iacute;dos ao lobo, promo&ccedil;&atilde;o de uma maior prote&ccedil;&atilde;o dos animais dom&eacute;sticos atrav&eacute;s da distribui&ccedil;&atilde;o de c&atilde;es de gado e apoio &agrave; instala&ccedil;&atilde;o de veda&ccedil;&otilde;es, implementa&ccedil;&atilde;o do Sistema de Monitoriza&ccedil;&atilde;o de Lobos Mortos, a&ccedil;&otilde;es de fomento de presas selvagens e de melhoria do habitat, compatibiliza&ccedil;&atilde;o de atividades econ&oacute;micas e monitoriza&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o&rdquo;.<br />
<br />
&ldquo;Em paralelo, temos (ONG, academia, Estado e sociedade civil) feito um esfor&ccedil;o humano e financeiro significativos para reverter a tend&ecirc;ncia, estabilizar e consolidar as popula&ccedil;&otilde;es de lobo e expandir a sua &aacute;rea de distribui&ccedil;&atilde;o que, apesar de todo o trabalho feito at&eacute; &agrave; data, tem vindo a contrair progressivamente, ocupando, atualmente e de forma regular, apenas cerca de 16 000 km2, em detrimento dos 19 400 km2 que ocupava em 1996 ou dos 44 100 km2 ocupados em 1930. Estes dados provam que n&atilde;o &eacute;, de todo, o momento para aligeirar o n&iacute;vel de prote&ccedil;&atilde;o do lobo nem em Portugal, nem no territ&oacute;rio europeu&rdquo;, remata.<br />
<br />
<p class="black">Sensibiliza&ccedil;&atilde;o e educa&ccedil;&atilde;o ambiental &eacute; essencial para desmistificar o regresso do lobo</p>
<br />
A sensibiliza&ccedil;&atilde;o e a educa&ccedil;&atilde;o ambiental s&atilde;o essenciais para desmistificar o regresso do lobo, diminuindo o medo infundado e a avers&atilde;o &agrave; esp&eacute;cie. Atualmente, muitas institui&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas e econ&oacute;micas olham para o lobo com novos horizontes: o turismo ambiental inclusivo e respons&aacute;vel. O turismo centrado na heran&ccedil;a cultural e edificada associada ao lobo oferece uma oportunidade para o desenvolvimento das comunidades rurais em &aacute;reas economicamente desfavorecidas e &eacute; crucial para envolver as comunidades locais e garantir uma coexist&ecirc;ncia sustent&aacute;vel entre humanos e lobos. Esta &eacute; uma &aacute;rea na qual a Palombar tamb&eacute;m tem apostado.<br />
<br />
<p class="black">Implementar medidas do PACLobo &eacute; fundamental</p>
<br />
As ONGA de Portugal consideram que &eacute; fundamental que as institui&ccedil;&otilde;es europeias e os governos nacionais contrariem informa&ccedil;&otilde;es enganosas que possam colocar em causa todo o trabalho que tem sido desenvolvido nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas para proteger e recuperar a esp&eacute;cie e destacam a import&acirc;ncia de implementar as medidas previstas no &quot;Plano de A&ccedil;&atilde;o para a Conserva&ccedil;&atilde;o do Lobo-Ib&eacute;rico em Portugal&quot; (PACLobo), publicado em <em><u><a href="https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/despacho/9727-2017-114164014">Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica</a></u></em>&nbsp;em 2017, para promover o aumento das popula&ccedil;&otilde;es de lobo em contexto nacional. <br />
<br />
Atualmente, o lobo det&eacute;m prote&ccedil;&atilde;o legal na Uni&atilde;o Europeia, gra&ccedil;as &agrave; Diretiva Habitats (Diretiva 92/43/CEE do Conselho) e &agrave; Conven&ccedil;&atilde;o de Berna. Desde a d&eacute;cada de 1990, muitos foram os projetos co-financiados pela Uni&atilde;o Europeia dedicados &agrave; conserva&ccedil;&atilde;o do lobo e &agrave; revitaliza&ccedil;&atilde;o dos seus habitats. O retorno da esp&eacute;cie &agrave;s paisagens europeias &eacute; um marco importante na conserva&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies com elevado grau de conflito com o Homem, algo s&oacute; suportado pelo di&aacute;logo intenso entre conservacionistas e a popula&ccedil;&atilde;o rural.<br />]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c6fd3</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 15 Sep 2023 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>"Transição Energética? Sim, mas a que custo?" é tema do IV Encontro da Convergência Ecológica e Ambiental</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/qtransicao-energetica-3f-sim-2c-mas-a-que-custo-3fq-e-tema-do-iv-encontro-da-convergencia-ecologica-e-ambiental-2023-2f09-2f15/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[&quot;Transi&ccedil;&atilde;o Energ&eacute;tica? Sim, mas a que custo?&quot; &eacute; o tema do IV Encontro da Converg&ecirc;ncia Ecol&oacute;gica e Ambiental (ECEA), que se realiza nos dias 14 e 15 de outubro de 2023, no Parque Ib&eacute;rico de Natureza e Aventura - PINTA, em Vimioso, organizado pela Associa&ccedil;&atilde;o dos Amigos do Mindelo para a Defesa do Ambiente, pela Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa de Turismo Sustent&aacute;vel e pela Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural. Este evento est&aacute; enquadrado na iniciativa Carta de Famalic&atilde;o.<br />
<br />
A transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica &eacute; necess&aacute;ria para fazer face aos desafios e riscos ambientais impostos pelas altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas, mas a que custo est&aacute; a ser feita? E em benef&iacute;cio de quem? Neste encontro, associa&ccedil;&otilde;es, movimentos e grupos informais de prote&ccedil;&atilde;o ambiental de todo o pa&iacute;s ir&atilde;o juntar-se para debater este tema, com foco nas megas centrais solares.<br />
<br />
As fontes energ&eacute;ticas alternativas aos combust&iacute;veis f&oacute;sseis s&atilde;o essenciais para assegurar a transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica, mas, nos &uacute;ltimos anos, a sua prolifera&ccedil;&atilde;o acelerada, com consequ&ecirc;ncias negativas diretas no coberto vegetal e impactos nos ecossistemas e paisagem, tem levantado quest&otilde;es sobre a real contribui&ccedil;&atilde;o da energia renov&aacute;vel para a mitiga&ccedil;&atilde;o das altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas. Urge, por isso, debater esta quest&atilde;o incontorn&aacute;vel e definir linhas de a&ccedil;&atilde;o que assegurem uma transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica que beneficie de forma efetiva o meio ambiente e a sociedade.<br />
<br />
&ldquo;O Plano Nacional de Energia e Clima estabelece como meta atingir 9 GW de pot&ecirc;ncia solar at&eacute; 2030, dos quais 7 GW em solar centralizado e apenas 2 GW em solar descentralizado. O foco deveria ser a pot&ecirc;ncia solar descentralizada, em telhados e comunidades de energia. Al&eacute;m de salvaguardar os ecossistemas, &eacute; a op&ccedil;&atilde;o mais democr&aacute;tica e energeticamente eficiente. Por outro lado, estima-se que a &aacute;rea ocupada com estas instala&ccedil;&otilde;es poder&aacute; superar os 10 mil hectares, com elevado risco de comprometer o patrim&oacute;nio natural, cultural e a paisagem. Torna-se assim imprescind&iacute;vel a descentraliza&ccedil;&atilde;o e, em todos os outros casos, a sele&ccedil;&atilde;o de locais adequados e com baixo impacto ecol&oacute;gico para a instala&ccedil;&atilde;o dos parques solares. A que custo se atingir&atilde;o as metas do Acordo de Paris e do Estado portugu&ecirc;s?&rdquo;, real&ccedil;a Pedro Alves, bi&oacute;logo da Palombar.<br />
<br />
O Encontro integra apresenta&ccedil;&otilde;es e sess&otilde;es de debate sobre a tem&aacute;tica em quest&atilde;o, sa&iacute;da de campo a uma central solar em constru&ccedil;&atilde;o, espa&ccedil;o de mostra associativa e discuss&atilde;o sobre o futuro da Carta de Famalic&atilde;o. O programa &eacute; diversificado e inclui tamb&eacute;m temas relacionados com os rios, biodiversidade, alimenta&ccedil;&atilde;o, patrim&oacute;nio natural, &aacute;reas protegidas, solos, entre outros.<br />
<br />
Enquadrado neste evento e no debate de ideias que nele se vai gerar, pretende-se que a Carta de Famalic&atilde;o reflita uma posi&ccedil;&atilde;o comum dos diversos atores ligados &agrave; prote&ccedil;&atilde;o do ambiente sobre uma transi&ccedil;&atilde;o sustent&aacute;vel da energia f&oacute;ssil para a energia renov&aacute;vel.<br />
<br />
&ldquo;Num mundo em que a produ&ccedil;&atilde;o de energia &eacute; uma das grandes contribuidoras para a acelera&ccedil;&atilde;o das altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas, o debate, a consciencializa&ccedil;&atilde;o e a divulga&ccedil;&atilde;o dos impactos e tamb&eacute;m das alternativas poss&iacute;veis mais sustent&aacute;veis e mais justas torna-se indispens&aacute;vel. Assim como, que as decis&otilde;es tomadas reflitam a vontade dos cidad&atilde;os de um pa&iacute;s. A Carta de Famalic&atilde;o pretende ser tudo isto, que a contribui&ccedil;&atilde;o de todos e de cada um conte e que juntos nos fa&ccedil;amos ouvir&rdquo;, afirma Joana Silva, vice-presidente da Associa&ccedil;&atilde;o dos Amigos do Mindelo para a Defesa do Ambiente.<br />
<br />
<strong>Os Encontros da Converg&ecirc;ncia Ecol&oacute;gica e Ambiental</strong><br />
<br />
Os ECEA pretendem ser espa&ccedil;os de partilha, cr&iacute;tica, debate e uni&atilde;o entre as associa&ccedil;&otilde;es, grupos, coletivos e movimentos que trabalhem temas de ambiente, com o objetivo de contribuir para a coes&atilde;o do movimento ambientalista e para a resolu&ccedil;&atilde;o e encontro de solu&ccedil;&otilde;es para os problemas ambientais que o pa&iacute;s enfrenta, promovendo a prote&ccedil;&atilde;o e a salvaguarda dos recursos naturais, da qualidade de vida, da energia, do clima e da economia sustent&aacute;vel.<br />
<br />
<strong>A Carta de Famalic&atilde;o</strong><br />
<br />
A <u><a href="https://carta-de-famalicao.webnode.pt/">Carta de Famalic&atilde;o</a></u>&nbsp; &eacute; uma iniciativa que funciona como um compromisso partilhado para a prote&ccedil;&atilde;o da natureza de todas as entidades coletivas e individuais que a assinaram. A Carta de Famalic&atilde;o congrega-se em tr&ecirc;s momentos: o documento em si (a Carta de Famalic&atilde;o - O Esp&iacute;rito e as Pr&aacute;ticas e o Aditamento - Alimentos, Sa&uacute;de, Ambiente e Agricultura), que agrega pontos de vista partilhados e comuns sobre propostas de a&ccedil;&atilde;o, interven&ccedil;&otilde;es, reflex&otilde;es e de prioridades, a dirigir &agrave;s autoridades p&uacute;blicas nacionais, regionais e locais, e &agrave; sociedade portuguesa em geral; o Dia da A&ccedil;&atilde;o Comum Pela Natureza e o Encontro da Converg&ecirc;ncia Ecol&oacute;gica e Ambiental.<br />
&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c6fe0</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Sat, 09 Sep 2023 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>1.º Censo Nacional da Águia-caçadeira: observados 461 indivíduos desta espécie ameaçada de extinção</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/1-o-censo-nacional-da-aguia-cacadeira-3a-observados-461-individuos-desta-especie-ameacada-de-extincao-2023-2f09-2f09/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[A &aacute;guia-ca&ccedil;adeira (<em>Circus pygargus</em>), uma esp&eacute;cie de rapina migrat&oacute;ria em risco de extin&ccedil;&atilde;o no territ&oacute;rio nacional, foi registada em 61% das quadr&iacute;culas de amostragem avaliadas no 1.&ordm; Censo Nacional da &Aacute;guia-ca&ccedil;adeira, que se realizou no per&iacute;odo 2022-2023, num total de 461 indiv&iacute;duos observados.<br />
<br />
&Eacute; o que revelam os primeiros resultados deste censo realizado no &acirc;mbito do projeto <u><a href="https://www.palombar.pt/pt/projetos/searas-com-biodiversidade-salvemos-a-aguia-cacadeira-2022/">&quot;Searas com Biodiversidade: Salvemos a &aacute;guia-ca&ccedil;adeira&quot;</a></u>, que&nbsp;comprovam a contra&ccedil;&atilde;o da distribui&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie que se tem observado ao longo dos &uacute;ltimos 15 anos em Portugal.&nbsp;Das 217 quadr&iacute;culas amostradas em todo o pa&iacute;s, a esp&eacute;cie foi observada em 133. O distrito com mais quadr&iacute;culas amostradas foi o de Bragan&ccedil;a (47) e com menos o de Aveiro (1). O n&uacute;mero total m&aacute;ximo de indiv&iacute;duos registados foi 461 e, numa &uacute;nica quadr&iacute;cula, foi de 19. Ainda est&atilde;o por ser apurados os resultados da Campanha Nacional de Resgate e Salvamento levada a cabo pelo projeto.&nbsp;<br />
<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/IMG_20210427_180328.jpg" width="900" height="675" alt="" /><br />
<p class="legenda">1.&ordm; Censo Nacional da &Aacute;guia-ca&ccedil;adeira. Fotografia Palombar.</p>
<br />
O censo foi coordenado a n&iacute;vel nacional pelo BIOPOLIS-CIBIO, Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Biodiversidade e Recursos Gen&eacute;ticos da Universidade do Porto, e a coordena&ccedil;&atilde;o no norte do pa&iacute;s ficou a cargo da Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural. Participaram ainda neste censo diversas entidades e volunt&aacute;rios, cujo contributo foi fundamental.<br />
<br />
A &aacute;guia-ca&ccedil;adeira &eacute; uma rapina migradora, passa ou outono/inverno na &Aacute;frica subsaariana, e as suas popula&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m registado um decl&iacute;nio continuado e acentuado no territ&oacute;rio nacional nos &uacute;ltimos anos. Esse decl&iacute;nio &eacute; resultado, muito provavelmente, de dois fatores decisivos que afetam a esp&eacute;cie: o corte precoce das culturas de feno (forrageiras) em plena &eacute;poca reprodutora (esta ave faz o ninho no solo, o qual &eacute; muitas vezes destru&iacute;do pelas m&aacute;quinas agr&iacute;colas, assim como os ovos e crias) e a perda de habitat associada &agrave; redu&ccedil;&atilde;o muito significativa das &aacute;reas cultivadas com cereais para produ&ccedil;&atilde;o de gr&atilde;o.<br />
<br />
O projeto &quot;Searas com Biodiversidade: Salvemos a &aacute;guia-ca&ccedil;adeira&quot; aposta fortemente no envolvimento dos produtores agr&iacute;colas na conserva&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie amea&ccedil;ada, que depende quase exclusivamente do habitat das searas para assegurar o seu ciclo de vida, sobretudo no que se refere &agrave; reprodu&ccedil;&atilde;o e alimenta&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/IMG-20220509-WA0006.jpg" width="900" height="675" alt="" /><br />
<p class="legenda">&Aacute;guia-ca&ccedil;adeira. Fotografia&nbsp;Filippo Guidantoni/Palombar.</p>
<br />
O projeto &eacute; desenvolvido pela Palombar, pela Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Produtores de Proteaginosas, Oleaginosas e Cereais, pelo BIOPOLIS/CIBIO, e pelo Clube de Produtores Continente. Conta ainda com a colabora&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rias outras institui&ccedil;&otilde;es e organiza&ccedil;&otilde;es nas suas diversas a&ccedil;&otilde;es. No Nordeste Transmontano, s&atilde;o parceiros fundamentais o Centro de Recupera&ccedil;&atilde;o de Animais Selvagens do Hospital Veterin&aacute;rio da Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro e o Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas.<br />]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c6fea</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 07 Sep 2023 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Poluição por glifosato: Portugal apresenta a amostra mais contaminada em estudo europeu</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/poluicao-por-glifosato-3a-portugal-apresenta-a-amostra-mais-contaminada-em-estudo-europeu-2023-2f09-2f07/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[De Portugal &agrave; Pol&oacute;nia, da B&eacute;lgica &agrave; Bulg&aacute;ria, a &aacute;gua de rios e ribeiras est&aacute; contaminada com glifosato e o seu res&iacute;duo metabolito de degrada&ccedil;&atilde;o AMPA. Mesmo fora da &eacute;poca de aplica&ccedil;&atilde;o de pesticidas, final de outubro, estas subst&acirc;ncias foram detetadas nas &aacute;guas superficiais em 11 dos 12 pa&iacute;ses estudados. Esta &eacute; uma descoberta chocante revelada pelo estudo europeu da ONG Pesticide Action Network-PAN Europe, em colabora&ccedil;&atilde;o com os Verdes Europeus. Esta contamina&ccedil;&atilde;o, vaticinada h&aacute; muito pela sociedade civil, constitui uma s&eacute;ria amea&ccedil;a para a vida aqu&aacute;tica, para a qualidade da &aacute;gua pot&aacute;vel e para a sa&uacute;de humana.<br />
<br />
O glifosato est&aacute; em toda a parte: na urina humana, na poeira dom&eacute;stica, nos solos e nas &aacute;guas superficiais. Sabe-se que tanto o glifosato, como o AMPA, constituem riscos graves para os ecossistemas aqu&aacute;ticos. Glifosato e AMPA em conjunto foram detetados acima de 0,2 &mu;g/L em 17 de 23 amostras (74%). As amostras recolhidas na &Aacute;ustria, B&eacute;lgica, Bulg&aacute;ria, Cro&aacute;cia, Fran&ccedil;a, Alemanha, Hungria, Pa&iacute;ses Baixos, Espanha, Pol&oacute;nia e Portugal estavam contaminadas com pelo menos uma das subst&acirc;ncias. <br />
<br />
Considerando que o limite de seguran&ccedil;a para o glifosato (sem o AMPA), na &aacute;gua pot&aacute;vel, &eacute; de 0,1 &mu;g/L, 5 das 23 amostras de &aacute;gua (22%) coletadas na &Aacute;ustria, Espanha, Pol&oacute;nia e Portugal continham glifosato em concentra&ccedil;&otilde;es t&oacute;xicas para consumo humano.  Uma das amostras em Portugal, na bio-regi&atilde;o de Idanha-a-Nova, continha 3 &micro;g/L, isto &eacute; 30 vezes mais que o limite legal, o que confirma estudos anteriores da Plataforma Transg&eacute;nicos Fora em Portugal (PTF) que revelaram a contamina&ccedil;&atilde;o da urina humana na grande maioria das pessoas analisadas.<br />
<br />
O estudo salienta tamb&eacute;m a grave lacuna existente na regulamenta&ccedil;&atilde;o de salvaguarda dos nossos recursos h&iacute;dricos devido &agrave; inexist&ecirc;ncia de um sistema europeu de monitoriza&ccedil;&atilde;o das &aacute;guas superficiais e da falta de valores de refer&ecirc;ncia para o AMPA que, embora seja um produto da degrada&ccedil;&atilde;o do glifosato, &eacute; tamb&eacute;m muito t&oacute;xico.<br />
<br />
Em Portugal, a an&aacute;lise ao glifosato/AMPA na &aacute;gua de consumo p&uacute;blico passou a ser obrigat&oacute;ria em 2019, uma vez por ano, mas os resultados n&atilde;o s&atilde;o divulgados. Nos alimentos a an&aacute;lise ao glifosato est&aacute; prevista no plano nacional de controlo de res&iacute;duos de pesticidas em produtos de origem vegetal, mas n&atilde;o naqueles em que o risco &eacute; maior - o milho e a soja OGM que s&atilde;o tolerantes ao herbicida. Em 2017 foi publicado um estudo europeu sobre a contamina&ccedil;&atilde;o do solo agr&iacute;cola por glifosato/AMPA e Portugal apresentou tamb&eacute;m o valor de contamina&ccedil;&atilde;o mais elevado. Com a extens&atilde;o da contamina&ccedil;&atilde;o por glifosato/AMPA por determinar o poder pol&iacute;tico deve consider&aacute;-lo como um problema ambiental e de sa&uacute;de p&uacute;blica que precisa de aten&ccedil;&atilde;o pois, de acordo com estes estudos, a situa&ccedil;&atilde;o &eacute; alarmante.<br />
<br />
O glifosato tem permanecido no mercado em viola&ccedil;&atilde;o das disposi&ccedil;&otilde;es do Regulamento (CE) 1107/2009, segundo o qual os pesticidas (as subst&acirc;ncias ativas e os adjuvantes dos produtos comerciais) colocados no mercado n&atilde;o devem ter efeitos nocivos nas pessoas, nos animais, ou no ambiente e n&atilde;o podem ter efeitos cancer&iacute;genos ou desreguladores hormonais (disruptores end&oacute;crinos).<br />
<br />
Em 2018 a utiliza&ccedil;&atilde;o do glifosato foi renovada por apenas 5 anos devido &agrave;s d&uacute;vidas sobre a sua seguran&ccedil;a. A autoriza&ccedil;&atilde;o terminaria em 2022, mas foi prorrogada, tamb&eacute;m com a aprova&ccedil;&atilde;o de Portugal, para recolher provas dos impactos ecotoxicol&oacute;gicos. <br />
<br />
Entretanto, a literatura cient&iacute;fica independente que associa a exposi&ccedil;&atilde;o ao glifosato a doen&ccedil;as graves e a danos ambientais continua a aumentar. Por exemplo, para al&eacute;m do seu potencial carcinog&eacute;nico identificado pela OMS/IARC (2015), estudos recentes revelam que o glifosato e os produtos &agrave; base de glifosato podem ser neurot&oacute;xicos e contribuir para o desenvolvimento da doen&ccedil;a de Parkinson, de doen&ccedil;as renais, e ainda perturbar o microbioma humano e animal. A exposi&ccedil;&atilde;o materna ao glifosato tamb&eacute;m tem sido associada a partos espont&acirc;neos com dura&ccedil;&atilde;o gestacional reduzida e desenvolvimento anormal dos &oacute;rg&atilde;os reprodutivos dos rec&eacute;m-nascidos. <br />
<br />
Para al&eacute;m disso o glifosato est&aacute; implicado na alarmante perda de biodiversidade &ndash; 65% em 40 anos, a n&iacute;vel mundial, prevendo-se perder 25% da existente nas pr&oacute;ximas d&eacute;cadas. Ciente do problema a Comiss&atilde;o Europeia (CE) prop&ocirc;s a redu&ccedil;&atilde;o de pesticidas (incluindo herbicidas) para 50%, at&eacute; 2030, na nova PAC. Os pesticidas t&ecirc;m de ser substitu&iacute;dos por pr&aacute;ticas agr&iacute;colas capazes de proteger as culturas e os recursos naturais pois, havendo vontade pol&iacute;tica, tal &eacute; realiz&aacute;vel.<br />
<br />
Mas, contra todas as expetativas, neste contexto adverso ao glifosato, a CE prop&otilde;e agora renovar a sua utiliza&ccedil;&atilde;o por mais 15 anos. Prevendo-se que esta proposta seja votada em meados de outubro a divulga&ccedil;&atilde;o deste estudo foi estrategicamente planeada para setembro, pretendendo assim contribuir para a rejei&ccedil;&atilde;o desta proposta e para a proibi&ccedil;&atilde;o do glifosato na Uni&atilde;o Europeia.]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c6ff4</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Tue, 05 Sep 2023 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Águia-caçadeira em perigo de extinção: um fotógrafo atento e um ambicioso projeto de conservação</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/aguia-cacadeira-em-perigo-de-extincao-3a-um-fotografo-atento-e-um-ambicioso-projeto-de-conservacao-2023-2f09-2f05/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[Ismael Cunha &eacute; o vizinho atento de uma col&oacute;nia de &aacute;guias-ca&ccedil;adeiras, ou tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador (<em>Circus pygargus</em>), que escolhe as Serras de Fafe, no distrito de Braga, para acasalar. Formado em Engenharia do Ambiente e Florestal e natural de Moreira do Rei, no concelho de Fafe, &eacute; nessas serras que Ismael passa grande parte do seu tempo, a fotografar e a contemplar a natureza. Pela sua lente j&aacute; passaram diversas esp&eacute;cies, incluindo algumas das mais emblem&aacute;ticas da nossa fauna, como o lobo-ib&eacute;rico, mas foi a &aacute;guia-ca&ccedil;adeira que chamou a aten&ccedil;&atilde;o do fot&oacute;grafo: &ldquo;&Eacute; uma esp&eacute;cie que sempre me fascinou, quer pela sua beleza, quer pelo seu comportamento. Mas tamb&eacute;m por epis&oacute;dios da minha inf&acirc;ncia, na aldeia dos meus av&oacute;s, na altura do corte dos fenos, era (e &eacute;) uma ave que frequentemente divagava junto ao solo&rdquo;, relembra o fot&oacute;grafo.<br />
<br />
<div style="text-align: center;"><strong><em>&ldquo;Aqueles progenitores s&atilde;o como qualquer casal humano, eu vi a luta deles para alimentarem as suas crias todos os dias, para garantir a sua sobreviv&ecirc;ncia. V&ecirc;-los hoje a voar faz-me pensar em todas as crias que n&atilde;o tiveram a mesma sorte.&rdquo; &ndash; Ismael Cunha, fot&oacute;grafo de natureza</em></strong></div>
<br />
De sua casa at&eacute; ao local onde montou o abrigo que usou para apreciar disfar&ccedil;adamente as aves durante a sua &eacute;poca de reprodu&ccedil;&atilde;o, s&atilde;o apenas dez minutos de carro, um tempo reduzido, quando comparado ao n&uacute;mero de horas necess&aacute;rias para fotografar animais silvestres no seu habitat natural. &ldquo;Nestes dias, passo a maior parte do tempo no abrigo, o mais quieto poss&iacute;vel, o que nem sempre &eacute; f&aacute;cil&rdquo;, explicou Ismael, enquanto montava o abrigo em quest&atilde;o. Foi durante estes momentos, quando a alvorada despontava no horizonte, que Ismael recordou os &uacute;ltimos meses: &ldquo;Conhe&ccedil;o a rotina destes casais de &aacute;guia, come&ccedil;am a chegar ao territ&oacute;rio nacional no in&iacute;cio de abril, vindos de &Aacute;frica e, por norma, escolhem sempre os mesmos locais para nidificar, s&oacute; em situa&ccedil;&otilde;es de perturba&ccedil;&atilde;o &eacute; que n&atilde;o o fazem&rdquo;.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/Abrigo.jpg" width="900" height="600" alt="" /><br />
<p class="legenda">Abrigo. Fotografia Ismael Cunha.<br />
&nbsp;</p>
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/Ismael Cunha(1).jpg" width="900" height="600" alt="" /><br />
<p class="legenda">Ismael Cunha.</p>
<br />
De bin&oacute;culos na m&atilde;o e olhos postos nos pontos mais altos da serra, Ismael observou o c&eacute;u da regi&atilde;o &agrave; espera dos primeiros indiv&iacute;duos. Em abril deste ano, o fot&oacute;grafo decidiu focar a sua lente sobre um s&oacute; casal de &aacute;guias, dentro dos quatro que nidificam naquela &aacute;rea. O casal-alvo foi eleito em fun&ccedil;&atilde;o da exposi&ccedil;&atilde;o &agrave; luz solar do ninho.<br />
<br />
<p class="destaque"><strong>Popula&ccedil;&atilde;o de &aacute;guia-ca&ccedil;adeira est&aacute; em decl&iacute;nio acentuado em Portugal</strong></p>
<br />
As &aacute;guias-ca&ccedil;adeiras escolhem o seu territ&oacute;rio de nidifica&ccedil;&atilde;o assim que chegam, tendo por h&aacute;bito fazer o seu ninho no ch&atilde;o em terrenos agr&iacute;colas com culturas cereal&iacute;feras. As mudan&ccedil;as profundas na gest&atilde;o do meio agr&iacute;cola ocorridas nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas resultaram num decl&iacute;nio acentuado das popula&ccedil;&otilde;es destas e de outras esp&eacute;cies que dependem destes habitats para se reproduzirem e alimentarem. Em causa est&atilde;o sobretudo altera&ccedil;&otilde;es relacionadas com o corte precoce das culturas de feno, em plena &eacute;poca reprodutora da esp&eacute;cie, assim como a diminui&ccedil;&atilde;o das &aacute;reas cultivadas com cereais, que s&atilde;o um reflexo da industrializa&ccedil;&atilde;o dos sistemas agr&iacute;colas e afetam gravemente a sobreviv&ecirc;ncia das aves estep&aacute;rias, como &eacute; o caso desta.<br />
<br />
A organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental de ambiente Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, iniciou, em abril de 2022, em parceria com a Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Produtores de Proteaginosas, Oleaginosas e Cereais, o Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Biodiversidade e Recursos Gen&eacute;ticos da Universidade do Porto (BIOPOLIS/CIBIO), e o Clube de Produtores do Continente, o projeto &ldquo;Searas com Biodiversidade: Salvemos a &Aacute;guia-ca&ccedil;adeira&rdquo;, que visa melhorar a conserva&ccedil;&atilde;o desta esp&eacute;cie de rapina, apostando no forte envolvimento dos agricultores. Estes parceiros, em colabora&ccedil;&atilde;o com outras institui&ccedil;&otilde;es, como &eacute; o caso da Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro e do Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas, t&ecirc;m-se focado n&atilde;o s&oacute; em campanhas de resgate e salvamento da &aacute;guia-ca&ccedil;adeira, como tamb&eacute;m na sensibiliza&ccedil;&atilde;o dos produtores agr&iacute;colas para a prote&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie.<br />
<br />
<div style="text-align: center;"><em><strong>&ldquo;Este projeto envolveu um vasto leque de institui&ccedil;&otilde;es, organiza&ccedil;&otilde;es e volunt&aacute;rios, como o Ismael, involucrados na conserva&ccedil;&atilde;o da &aacute;guia-ca&ccedil;adeira a quem publicamente agradecemos.&rdquo; - Lu&iacute;s Ribeiro, t&eacute;cnico de monitoriza&ccedil;&atilde;o da biodiversidade da Palombar</strong></em></div>
<br />
Ismael explicou que come&ccedil;ou &ldquo;a colaborar com a Palombar em 2022, para fazer o censo desta ave. Eu j&aacute; seguia os casais desta esp&eacute;cie e a associa&ccedil;&atilde;o contactou-me por isso.&rdquo; O primeiro Censo Nacional de &Aacute;guia-Ca&ccedil;adeira est&aacute; a ser realizado no &acirc;mbito do projeto &ldquo;Searas com Biodiversidade&rdquo;, sendo o CIBIO o organismo respons&aacute;vel pela coordena&ccedil;&atilde;o geral do censo e futuros outputs cient&iacute;ficos. J&aacute; a Palombar &eacute; respons&aacute;vel pela coordena&ccedil;&atilde;o do projeto no norte do pa&iacute;s.<br />
<br />
<div style="text-align: center;"><strong><em>&ldquo;Este projeto permitiu tamb&eacute;m conhecer a situa&ccedil;&atilde;o dos casais instalados em zonas montanhosas, como &eacute; o caso das Serras de Fafe, onde, atrav&eacute;s do censo nacional e com a for&ccedil;a de in&uacute;meros volunt&aacute;rios, foi poss&iacute;vel reunir informa&ccedil;&atilde;o fundamental para entender a problem&aacute;tica de conserva&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie numa perspetiva ampla.&rdquo; - Lu&iacute;s Ribeiro</em></strong></div>
<p class="destaque"><strong><br />
As quatro crias do casal observado por Ismael sobreviveram</strong></p>
<br />
Do seu esconderijo, Ismael fotografou todas as etapas da reprodu&ccedil;&atilde;o do casal eleito. Em maio, deram-se as posturas, e, em julho, &ldquo;j&aacute; havia juvenis, todos eclodiram!&rdquo;, exclamou, na altura, o fot&oacute;grafo, que ficou em &ecirc;xtase quando viu que o casal de &aacute;guias, com quem tantas horas passou, tinha dado in&iacute;cio &agrave; parentalidade partilhada de quatro ovos. Ap&oacute;s o nascimento das crias, come&ccedil;ou um per&iacute;odo de imensa fragilidade: a aventura fora do ninho teve in&iacute;cio, podia haver predadores &agrave; espreita, interfer&ecirc;ncias de atividade humanas, entre muitos outros riscos. Mas, desta vez, os perigos poderiam ser mitigados: olhos atentos zelavam por elas, estavam a ser monitorizadas pelo projeto &ldquo;Searas com Biodiversidade&rdquo;. E, com a colabora&ccedil;&atilde;o de Ismael, os t&eacute;cnicos da Palombar e do CIBIO anilharam seis juvenis em tr&ecirc;s dos quatro ninhos monitorizados.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/Cria.jpg" width="900" height="600" alt="" /><br />
<p class="legenda">Cria de tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador. Fotografia Ismael Cunha.<br />
&nbsp;</p>
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/Grupo de tartaranh&otilde;es(1).jpg" width="900" height="600" alt="" />
<p class="legenda">Os quatro juvenis de tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador. Fotografia Ismael Cunha.</p>
<br />
&ldquo;Apesar de ficarem cada vez mais fortes e aut&oacute;nomas, as crias ainda depender&atilde;o muito dos progenitores nos pr&oacute;ximos meses&rdquo;, referiu Ismael, ao apontar para as pequenas &aacute;guias que ainda vestiam uma plumagem diferente da dos pais. &Eacute; rara a sobreviv&ecirc;ncia de toda a descend&ecirc;ncia, mas foi este o caso das quatro crias do casal, que teve uma ajuda extra: al&eacute;m dos t&eacute;cnicos da Palombar e de Ismael, que o monitorizava, um segundo macho da mesma esp&eacute;cie entrou na equa&ccedil;&atilde;o e tamb&eacute;m aprovisionou alimento para as crias. Dois machos a entregarem comida &agrave; mesma f&ecirc;mea &eacute; um fen&oacute;meno pouco comum e este poder&aacute; ser o primeiro caso identificado em Portugal. Existem v&aacute;rias teorias para explicar este comportamento, mas a literatura cient&iacute;fica sobre este tema ainda n&atilde;o &eacute; conclusiva.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/Transfer&ecirc;ncia de alimento no ar macho e f&ecirc;mea.jpg" width="900" height="600" alt="" /><br />
<p class="legenda">Transfer&ecirc;ncia de alimento pelo ar entre macho e f&ecirc;mea. Fotografia Ismael Cunha.</p>
<br />
&ldquo;V&ecirc;-los agora, j&aacute; a voar e a ca&ccedil;ar, &eacute; uma coisa que marca. O que eu mais quero &eacute; que este trabalho divulgue uma esp&eacute;cie em risco, e que continuar&aacute; em perigo se n&atilde;o houver mudan&ccedil;as&rdquo;, enfatizou Ismael. De forma a assegurar a monitoriza&ccedil;&atilde;o continuada desta esp&eacute;cie, para al&eacute;m do censo, o projeto &ldquo;Searas com Biodiversidade&rdquo; seguir&aacute; com a identifica&ccedil;&atilde;o de novas col&oacute;nias, com o resgate de ovos que estejam em ninhos pouco seguros e com a prote&ccedil;&atilde;o de ninhos em meio selvagem.<br />
<br />
<p class="destaque"><strong>Outono anuncia a viagem da &aacute;guia-ca&ccedil;adeira rumo &agrave; &Aacute;frica subsaariana</strong></p>
<br />
Setembro j&aacute; chegou e o outono anuncia o in&iacute;cio da viagem das &aacute;guias-ca&ccedil;adeiras at&eacute; &agrave; sua casa de inverno: &Aacute;frica subsaariana.  As anilhas coloridas colocadas nestes indiv&iacute;duos &ldquo;permitir&atilde;o identific&aacute;-los caso regressem para se reproduzir ou se forem observados em qualquer outro local, durante os muitos milhares de quil&oacute;metros que v&atilde;o percorrer durante os primeiros anos de vida&rdquo;, explicou Lu&iacute;s Ribeiro.<br />
<br />
Desta forma, Ismael poder&aacute; ser informado caso os seus vizinhos mudem, ou n&atilde;o, de casa de ver&atilde;o nos pr&oacute;ximos anos, e permitir&aacute; compreender melhor aspetos fundamentais sobre as suas rotas migrat&oacute;rias, prefer&ecirc;ncias territoriais ou a forma como os diferentes indiv&iacute;duos marcados se comportam quando atingirem a maturidade sexual. Todas as informa&ccedil;&otilde;es obtidas com recurso &agrave; anilhagem cient&iacute;fica s&atilde;o fundamentais para compreender o estado das suas popula&ccedil;&otilde;es, assim como para alavancar a conserva&ccedil;&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o desta que &eacute; uma esp&eacute;cie amea&ccedil;ada de extin&ccedil;&atilde;o no territ&oacute;rio nacional e que depende de todos para recuperar da alarmante tend&ecirc;ncia populacional em que se encontra.&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c7007</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 01 Sep 2023 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title> LIFE Aegypius return: um ano de projeto marcado por ações fundamentais para melhorar a conservação do abutre-preto em Portugal</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/life-aegypius-return-3a-um-ano-de-projeto-marcado-por-acoes-fundamentais-para-melhorar-a-conservacao-do-abutre-preto-em-portugal-2023-2f09-2f01/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[O projeto &ldquo;LIFE Aegypius return - consolida&ccedil;&atilde;o e expans&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o de abutre-preto em Portugal e no oeste de Espanha&rdquo; assinala um ano neste m&ecirc;s de setembro com resultados promissores para melhorar o estado de conserva&ccedil;&atilde;o do abutre-preto, uma esp&eacute;cie amea&ccedil;ada de extin&ccedil;&atilde;o no territ&oacute;rio nacional.<br />
<br />
Monitoriza&ccedil;&atilde;o da &eacute;poca de reprodu&ccedil;&atilde;o de 2023, marca&ccedil;&atilde;o com dispositivos GPS de crias da esp&eacute;cie no ninho e reabilitadas em centros de recupera&ccedil;&atilde;o, devolu&ccedil;&atilde;o de exemplares &agrave; natureza, constru&ccedil;&atilde;o de uma jaula de aclimata&ccedil;&atilde;o, promo&ccedil;&atilde;o da transi&ccedil;&atilde;o para o uso de muni&ccedil;&otilde;es sem chumbo na ca&ccedil;a, den&uacute;ncia de amea&ccedil;as para esp&eacute;cies protegidas e avalia&ccedil;&atilde;o de conflitos com as atividades humanas s&atilde;o as principais a&ccedil;&otilde;es que j&aacute; foram concretizadas ou est&atilde;o a ser implementadas no terreno pelos parceiros do <u><a href="https://4vultures.org/life-aegypius-return/">projeto</a></u> neste per&iacute;odo.<br />
<br />
<strong>Colabora&ccedil;&atilde;o com o projeto Sentinelas permite detetar amea&ccedil;a para esp&eacute;cies de avifauna em risco<br />
</strong> <br />
Uma das a&ccedil;&otilde;es mais recente e fundamental realizada no &acirc;mbito deste projeto foi a ativa&ccedil;&atilde;o do protocolo do Programa Ant&iacute;doto Portugal para a investiga&ccedil;&atilde;o de um poss&iacute;vel caso de envenenamento de fauna silvestre no distrito de Bragan&ccedil;a.<br />
<br />
Em causa est&aacute; um caso relacionado com um milhafre-real equipado com emissor GPS/GSM monitorizado no &acirc;mbito do Projeto <u><a href="http://www.sentinelas.pt">Sentinelas &ndash; Rede de Monitoriza&ccedil;&atilde;o de Amea&ccedil;as para a Fauna Silvestre</a></u> da organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental de ambiente Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural e que foi encontrado morto no concelho de Miranda do Douro, na proximidade dos limites do Parque Natural do Douro Internacional (PNDI), devido a uma poss&iacute;vel situa&ccedil;&atilde;o de envenenamento ilegal. O uso ilegal de venenos &eacute; uma grande amea&ccedil;a para a fauna silvestre, em especial para esp&eacute;cies amea&ccedil;adas de extin&ccedil;&atilde;o e protegidas, particularmente para a avifauna, como &eacute; o caso do milhafre-real e tamb&eacute;m do abutre-preto, que tem a sua col&oacute;nia mais reduzida e fr&aacute;gil na &aacute;rea do PNDI.<br />
<br />
Atrav&eacute;s de uma colabora&ccedil;&atilde;o entre os projetos Sentinelas e LIFE Aegypius return, foi poss&iacute;vel avan&ccedil;ar com uma den&uacute;ncia deste caso &agrave;s autoridades e acionar o protocolo do Programa Ant&iacute;doto Portugal, atrav&eacute;s do qual o Servi&ccedil;o de Prote&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Ambiente e a equipa de bin&oacute;mios cinot&eacute;cnicos de dete&ccedil;&atilde;o de venenos da Guarda Nacional Republicana foram chamados a atuar, em conjunto com o N&uacute;cleo de Apoio T&eacute;cnico e o N&uacute;cleo de Investiga&ccedil;&atilde;o de Crimes e Contraordena&ccedil;&otilde;es Ambientais.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/20230602_102043.jpg" width="900" height="697" alt="" />
<p class="legenda">Milhafre-real marcado no &acirc;mbito do projeto Sentinelas. Fotografia Palombar.</p>
<br />
As dilig&ecirc;ncias efetuadas no terreno permitiram encontrar ind&iacute;cios que poder&atilde;o confirmar a tentativa de envenenamento de animais silvestres, nomeadamente a presen&ccedil;a de iscos. O cad&aacute;ver de milhafre-real est&aacute; agora a ser analisado, bem como todo o material recolhido para tentar confirmar o uso de venenos e avan&ccedil;ar com as medidas legais previstas, nomeadamente tentar encontrar o respons&aacute;vel por este ato il&iacute;cito. Combater e reduzir as amea&ccedil;as para o abutre-preto &eacute; um dos objetivos do projeto LIFE Aegypius return.<br />
<br />
<strong>Projeto marcou 15 crias com GPS</strong><br />
<br />
A equipa do projeto tamb&eacute;m realizou a monitoriza&ccedil;&atilde;o da &eacute;poca de reprodu&ccedil;&atilde;o do abutre-preto de 2023 em Portugal, nas suas quatro col&oacute;nias at&eacute; agora identificadas: Douro Internacional, Serra da Malcata, Tejo Internacional e Herdade da Contenda. Fruto desta monitoriza&ccedil;&atilde;o, foi poss&iacute;vel marcar com emissores GPS/GSM <u><a href="https://www.palombar.pt/pt/noticias/15-abutres-pretos-marcados-com-emissor-gps-na-epoca-reprodutora-de-2023-2023-07-27/ ">quinze crias</a></u> de abutre-preto nascidas nessas quatro col&oacute;nias nessa &eacute;poca de reprodu&ccedil;&atilde;o. Na col&oacute;nia do Douro Internacional, as <u><a href="https://www.palombar.pt/pt/noticias/crias-dos-dois-unicos-casais-de-abutre-preto-do-douro-internacional-ja-sairam-do-ninho-e-exploram-o-territorio-2023-08-25/">crias dos dois casais de abutre-preto</a></u> que nesta &aacute;rea se reproduzem j&aacute; sa&iacute;ram do ninho e exploram o territ&oacute;rio.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/Abutre-preto_GPS_Palombar.JPG" width="900" height="598" alt="" /><br />
<p class="legenda">Abutre-preto com emissor GPS. Fotografia Palombar.</p>
<strong><br />
Porqu&ecirc; marcar crias com GPS?</strong><br />
<br />
As informa&ccedil;&otilde;es fornecidas pelos equipamentos GPS/GSM s&atilde;o essenciais para garantir a conserva&ccedil;&atilde;o do abutre-preto. Dados sobre os seus movimentos, comportamento, longevidade, amea&ccedil;as e dieta s&atilde;o fornecidos e permitem &agrave; equipa do projeto atuar de forma mais direcionada e eficaz para proteger esta esp&eacute;cie.<br />
<br />
<strong>Dois abutres-pretos devolvidos &agrave; natureza</strong><br />
<br />
Foram devolvidos &agrave; natureza, um em mar&ccedil;o e outro em agosto deste ano, dois abutres-pretos, batizados de <u><a href="https://www.palombar.pt/pt/noticias/zimbro-o-primeiro-abutre-preto-libertado-no-ambito-do-projeto-life-aegypius-return-2023-03-24/">Zimbro</a></u> e <u><a href="https://www.palombar.pt/pt/noticias/life-aegypius-return-segundo-abutre-preto-devolvido-a-natureza-no-douro-internacional-2023-08-11/">Ger&ecirc;s</a></u>, que deram entrada em centros de recupera&ccedil;&atilde;o de fauna silvestre feridos e debilitados. As aves foram igualmente equipadas com dispositivo GPS/GSM e passaram a integrar o projeto.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/zimbro_o_primeiro_abutre_preto_libertado_no_ambito_do_projeto_life_aegypius_return_641d791142a4f.png" width="900" height="456" alt="" /><br />
<p class="legenda">Zimbro. Fotografia Palombar.</p>
<strong><br />
Jaula de aclimata&ccedil;&atilde;o para a esp&eacute;cie est&aacute; a ser constru&iacute;da</strong><br />
<br />
A equipa da Palombar j&aacute; avan&ccedil;ou com a constru&ccedil;&atilde;o de uma estrutura de aclimata&ccedil;&atilde;o para o abutre-preto pr&oacute;ximo &agrave; col&oacute;nia da esp&eacute;cie no Parque Natural do Douro Internacional.<br />
<br />
O que &eacute; esta jaula e porque est&aacute; a ser constru&iacute;da no Douro Internacional?<br />
<br />
A jaula de aclimata&ccedil;&atilde;o &eacute; uma estrutura de grandes dimens&otilde;es instalada em territ&oacute;rio de nidifica&ccedil;&atilde;o do abutre-preto, constru&iacute;da com o prop&oacute;sito de receber indiv&iacute;duos da esp&eacute;cie recuperados em centros de recupera&ccedil;&atilde;o e que necessitam de passar por uma fase de readapta&ccedil;&atilde;o ao meio natural para ganhar autonomia e poder ser devolvidos &agrave; natureza.<br />
<br />
A jaula est&aacute; a ser constru&iacute;da no Douro Internacional por esta albergar a mais reduzida e fr&aacute;gil col&oacute;nia de abutre-preto em Portugal. O que se pretende &eacute; que as aves que passem pelo processo de readapta&ccedil;&atilde;o ao meio natural nesta estrutura fiquem familiarizas com a &aacute;rea e se estabele&ccedil;am mais facilmente no territ&oacute;rio quando atingirem a maturidade sexual, aumentando a col&oacute;nia da esp&eacute;cie na regi&atilde;o.<br />
<br />
A estrutura ser&aacute; monitorizada 24 sobre 24 horas por t&eacute;cnicos especializados e possui todas as condi&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias, como alimenta&ccedil;&atilde;o, dormit&oacute;rio e zonas de voo - e que simulam o habitat natural - para estas aves poderem viver at&eacute; serem devolvidas &agrave; natureza.<br />
<br />
<strong>Inqu&eacute;rito vai avaliar conflitos com a atividade pecu&aacute;ria<br />
</strong><br />
Tamb&eacute;m j&aacute; se avan&ccedil;ou no terreno com a realiza&ccedil;&atilde;o de um inqu&eacute;rito aos produtores pecu&aacute;rios que ir&aacute; permitir avaliar os conflitos entre estes e a fauna silvestre e que afetam a conserva&ccedil;&atilde;o do abutre-preto. Este inqu&eacute;rito, realizado na &aacute;rea de interven&ccedil;&atilde;o do projeto junto de criadores de gado, vai permitir compreender de forma mais aprofundada a perspetiva da comunidade sobre v&aacute;rias esp&eacute;cies necr&oacute;fagas e atuar de forma mais direcionada e eficaz para tentar reduzir os conflitos entre a atividade pecu&aacute;ria e os abutres.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/P1160873-redu.jpg" width="900" height="675" alt="" /><br />
<p class="legenda">Vaca mirandesa. Fotografia Uliana de Castro/Palombar.</p>
<strong><br />
Projeto promove transi&ccedil;&atilde;o para uso de muni&ccedil;&otilde;es sem chumbo na ca&ccedil;a</strong><br />
<br />
Para apoiar os ca&ccedil;adores na transi&ccedil;&atilde;o para alternativas de muni&ccedil;&otilde;es sem chumbo na ca&ccedil;a - o chumbo representa uma grande amea&ccedil;a para os abutres, que s&atilde;o contaminados por este metal - os parceiros do projeto LIFE Aegypius return organizaram uma confer&ecirc;ncia intitulada <u><a href="https://www.palombar.pt/pt/noticias/proibicao-das-municoes-com-chumbo-em-portugal-life-aegypius-return-organiza-conferencia-na-expocaca-a-maior-feira-de-caca-do-pais-2023-05-06/">&quot;Proibi&ccedil;&atilde;o de muni&ccedil;&otilde;es de chumbo em Portugal&quot;</a></u> no maior certame de ca&ccedil;a do pa&iacute;s, a Expoca&ccedil;a, que decorreu de 5 a 7 de maio em Santar&eacute;m.<br />
<br />
O chumbo utilizado na ca&ccedil;a &eacute; uma amea&ccedil;a silenciosa e grave para os abutres. A literatura cient&iacute;fica tem comprovado de forma consistente que estas aves est&atilde;o sujeitas &agrave; contamina&ccedil;&atilde;o por este metal pesado, principalmente atrav&eacute;s da ingest&atilde;o de fragmentos de balas, o que provoca danos letais e subletais nestas esp&eacute;cies, amea&ccedil;ando a sua sobreviv&ecirc;ncia.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/proibicao_das_municoes_com_chumbo_em_portugal_life_aegypius_return_organiza_conferencia_na_expocaca_a_maior_feira_de_caca_do_pais_6477359c2d00c.jpg" width="1532" height="910" alt="" /><br />
<p class="legenda">Confer&ecirc;ncia na Expoca&ccedil;a. Fotografia Palombar.</p>
<br />
Desde fevereiro de 2023, um novo regulamento da Uni&atilde;o Europeia pro&iacute;be a utiliza&ccedil;&atilde;o de muni&ccedil;&otilde;es com chumbo nas zonas h&uacute;midas e nas suas imedia&ccedil;&otilde;es, com o objetivo de minimizar os impactos negativos deste elemento t&oacute;xico que amea&ccedil;a habitats, esp&eacute;cies e p&otilde;e em risco a sa&uacute;de humana.<br />
<br />
Durante a confer&ecirc;ncia, foi dada grande &ecirc;nfase &agrave; transi&ccedil;&atilde;o para muni&ccedil;&otilde;es alternativas, caracter&iacute;sticas das muni&ccedil;&otilde;es sem chumbo, adapta&ccedil;&atilde;o de armas e efici&ecirc;ncia nos diferentes tipos de ca&ccedil;a, &agrave; perspetiva da ind&uacute;stria sobre as cadeias de produ&ccedil;&atilde;o e aprovisionamento e &agrave; vis&atilde;o dos ca&ccedil;adores sobre a ado&ccedil;&atilde;o de alternativas ao chumbo. Foi tamb&eacute;m abordada a iniciativa &ldquo;Embaixadores de Muni&ccedil;&otilde;es Ecol&oacute;gicas&rdquo; no &acirc;mbito do projeto LIFE Aegypius Return e divulgadas as sess&otilde;es de capacita&ccedil;&atilde;o e workshops de bal&iacute;stica que ser&atilde;o realizados no decorrer do projeto.<br />
<br />
<strong>Primeira reuni&atilde;o com entidade europeia ficou marcada por descoberta de novo ninho</strong><br />
<br />
Os parceiros do projeto LIFE Aegypius Return <u><a href="https://www.palombar.pt/pt/noticias/um-novo-casal-de-abutre-preto-confirmado-na-herdade-da-contenda-durante-a-visita-da-auditora-do-projeto-life-aegypius-return-2023-03-17/">reuniram-se na Herdade da Contenda</a></u>, no concelho de Moura, nos dias 13 e 14 de mar&ccedil;o, para a primeira visita da NEEMO, entidade respons&aacute;vel pela auditoria externa da Comiss&atilde;o Europeia ao projeto. A reuni&atilde;o foi uma oportunidade para partilhar o progresso das a&ccedil;&otilde;es implementadas e discutir os resultados preliminares da &eacute;poca de reprodu&ccedil;&atilde;o. O ponto alto do encontro aconteceu durante a visita de campo, com a confirma&ccedil;&atilde;o de um novo casal de abutre-preto naquela Herdade, que foi visto a acasalar.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/um_novo_casal_de_abutre_preto_confirmado_na_herdade_da_contenda_durante_a_visita_da_auditora_do_projeto_life_aegypius_return_64148d1507f06.jpg" width="900" height="639" alt="" /><br />
<p class="legenda">Parceiros do projeto LIFE Aegypius return. Fotografia Palombar.</p>
<strong><br />
Qual &eacute; o pr&oacute;ximo grande acontecimento?</strong><br />
<br />
A maior confer&ecirc;ncia sobre abutres na Europa, a <u><a href="http://4vultures.org/european-vulture-conference">European Vulture Conference 2023</a></u> vai realizar-se em C&aacute;ceres, Espanha, de 14 a 17 de novembro, enquadrada no projeto LIFE Aegypius return.<br />
<br />
Nesta confer&ecirc;ncia, a Palombar ir&aacute; apresentar dois posters cient&iacute;ficos, com os t&iacute;tulos &quot;Abutres marcados com emissor GPS como ferramenta para melhorar a gest&atilde;o de cad&aacute;veres e a conserva&ccedil;&atilde;o da biodiversidade em Portugal&quot; e &quot;Registo de longevidade de grifos em meio selvagem: a import&acirc;ncia de monitorizar os campos de alimenta&ccedil;&atilde;o suplementar para aves necr&oacute;fagas&quot;. Adicionalmente, ir&aacute; participar numa mesa-redonda e dinamizar um workshop.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/364153645_665352618960795_1014690894974797887_n.jpg" width="800" height="937" alt="" /><br />
<br />
A confer&ecirc;ncia &eacute; organizada pela Vulture Conservation Foundation e constitui uma oportunidade &uacute;nica para obter informa&ccedil;&otilde;es valiosas sobre os &uacute;ltimos avan&ccedil;os na conserva&ccedil;&atilde;o e investiga&ccedil;&atilde;o dos abutres na Europa e no Mundo e potenciar a coopera&ccedil;&atilde;o e a partilha de experi&ecirc;ncias.<br type="_moz" />]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 25 Aug 2023 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Crias dos dois únicos casais de abutre-preto do Douro Internacional já saíram do ninho e exploram o território</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/crias-dos-dois-unicos-casais-de-abutre-preto-do-douro-internacional-ja-sairam-do-ninho-e-exploram-o-territorio-2023-08-25/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[Os dois &uacute;nicos casais de abutre-preto (<em>Aegypius monachus</em>) conhecidos a reproduzirem-se na col&oacute;nia do Parque Natural do Douro Internacional (PNDI) tiveram crias bem-sucedidas este ano e estas j&aacute; sa&iacute;ram dos ninhos e exploram o territ&oacute;rio. &Eacute; o que revelam os dados da monitoriza&ccedil;&atilde;o da &eacute;poca de reprodu&ccedil;&atilde;o desta esp&eacute;cie amea&ccedil;ada de extin&ccedil;&atilde;o em Portugal realizada no &acirc;mbito do projeto &ldquo;LIFE Aegypius Return - consolida&ccedil;&atilde;o e expans&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o de abutre-preto em Portugal e no oeste de Espanha&rdquo;. Foi ainda registada a constru&ccedil;&atilde;o de um terceiro ninho da esp&eacute;cie no Douro Internacional, mas que acabou por ser abandonado pelo casal de abutres-pretos.<br />
<br />
Em Portugal, existem apenas quatro col&oacute;nias reprodutoras de abutre-preto: no Douro Internacional, na Serra da Malcata, no Tejo Internacional e na Herdade da Contenda, sendo a primeira a mais pequena e fr&aacute;gil. Entre janeiro e agosto deste ano, a equipa da organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental de ambiente Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, em colabora&ccedil;&atilde;o com o Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas (ICNF), esteve no terreno a realizar a monitoriza&ccedil;&atilde;o da &eacute;poca de reprodu&ccedil;&atilde;o desta esp&eacute;cie no PNDI, uma a&ccedil;&atilde;o fundamental para avaliar o seu sucesso reprodutor e tend&ecirc;ncia populacional.<br />
<br />
<strong>Monitoriza&ccedil;&atilde;o &eacute; feita com rigor e seguran&ccedil;a</strong><br />
<br />
Numa primeira fase, para evitar qualquer tipo de perturba&ccedil;&atilde;o aos casais de abutre-preto no per&iacute;odo mais cr&iacute;tico da reprodu&ccedil;&atilde;o, a monitoriza&ccedil;&atilde;o foi realizada &agrave; dist&acirc;ncia, com recurso a equipamento &oacute;tico, como telesc&oacute;pico e bin&oacute;culos. Posteriormente, quando os t&eacute;cnicos especializados consideraram ser o momento adequado e seguro para os progenitores e crias, foi feita uma incurs&atilde;o aos ninhos para realizar uma avalia&ccedil;&atilde;o biom&eacute;trica das crias, como o tamanho da asa e do bico, e recolher amostras biol&oacute;gicas, nomeadamente de sangue, que permitem analisar as caracter&iacute;sticas da ave e o seu estado sanit&aacute;rio.  As aves foram tamb&eacute;m anilhadas e equipadas com dispositivo GPS, que permite a sua monitoriza&ccedil;&atilde;o &agrave; dist&acirc;ncia. A equipa do projeto est&aacute; agora a realizar o seguimento continuado das crias, a partir dos dados fornecidos pelo GPS, para obter informa&ccedil;&otilde;es essenciais para a sua conserva&ccedil;&atilde;o, nomeadamente sobre os seus movimentos, comportamento, longevidade, amea&ccedil;as e dieta.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/Monitoriza&ccedil;&atilde;o_fotografia Ant&oacute;nio Monteiro.jpg" width="900" height="675" alt="" /><br />
<p class="legenda">Monitoriza&ccedil;&atilde;o dos ninhos. Fotografia Palombar.</p>
<strong><br />
Onde nidifica esta esp&eacute;cie?</strong><br />
<br />
Ao contr&aacute;rio da maioria dos abutres, que nidificam em acantilados rochosos em montanhas e arribas, o abutre-preto normalmente constr&oacute;i o seu ninho em &aacute;rvores de grande porte. &Eacute; o caso dos dois casais que nidificam no Douro Internacional. Ambos contru&iacute;ram os seus ninhos em zimbros (<em>Juniperus</em> <em>oxycedrus</em>). Em homenagem a este comportamento da esp&eacute;cie, as duas crias nascidas este ano receberam os nomes de &aacute;rvores nativas da regi&atilde;o: Freixo e Juniperus.<br />
<br />
O abutre-preto extinguiu-se como nidificante em Portugal no in&iacute;cio da d&eacute;cada de 70. S&oacute; em 2010 voltou a nidificar em Portugal, no Parque Natural do Tejo Internacional. O Douro Internacional acolhe a col&oacute;nia mais recente e delicada desta esp&eacute;cie, foi em 2012 que se registou o primeiro casal nidificante e, em 2019, o segundo. Este ano, na primavera, a equipa da Palombar e do ICNF observou a constru&ccedil;&atilde;o de um terceiro ninho e comportamentos de incuba&ccedil;&atilde;o por parte de um terceiro casal. Contudo, posteriormente, verificou-se que o casal - provavelmente jovem - terminou por abandonar o ninho e n&atilde;o teve &ecirc;xito na reprodu&ccedil;&atilde;o este ano, mas no pr&oacute;ximo poder&aacute; haver uma nova tentativa.<br />
<br />
<strong>Sa&iacute;da do ninho &eacute; um per&iacute;odo cr&iacute;tico</strong><br />
<br />
Depois de mais de 100 dias no ninho a receber os cuidados dos progenitores, as crias de abutre-preto avan&ccedil;aram agora para um momento decisivo: a sa&iacute;da do local seguro onde nasceram. Este &eacute; um momento cr&iacute;tico, pois a ave inexperiente far&aacute; os seus primeiros voos &agrave; descoberta do territ&oacute;rio e a procura de alimento. Nesta fase, as amea&ccedil;as a que est&aacute; sujeita s&atilde;o muitas, como queda, que pode provocar a morte ou fraturas, dificuldade em voar, ataque de outras aves, restri&ccedil;&atilde;o alimentar, entre outras.<br />
<br />
Iv&aacute;n Guti&eacute;rrez, bi&oacute;logo da Palombar respons&aacute;vel pela monitoriza&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie na col&oacute;nia do Douro Internacional, explica que este &quot;&eacute; um per&iacute;odo muito vulner&aacute;vel, pois os progenitores come&ccedil;am a estar menos presentes, e, nos dias de muito calor, a cria pode saltar do ninho e cair no solo, onde, por vezes, n&atilde;o sobrevive. Por outro lado, as crias que j&aacute; come&ccedil;am a sair do ninho para explorar e procurar alimento sozinhas t&ecirc;m associado um maior risco, pois s&atilde;o animais ainda inexperientes&quot;.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/Casal de abutre-preto com cria_fotografia Palombar.jpg" width="885" height="306" alt="" /><br />
<p class="legenda">Casal de abutre-preto com cria no ninho. Fotografia Palombar.</p>
<strong><br />
Por onde andam as crias de abutre-preto?</strong><br />
<br />
At&eacute; ao momento, as informa&ccedil;&otilde;es fornecidas pelos dispositivos GPS colocados nas crias indicam que estas j&aacute; sa&iacute;ram dos ninhos e est&atilde;o a explorar o territ&oacute;rio nas zonas ao redor do local de nascimento, sem ainda realizar voos de m&eacute;dia e longa dist&acirc;ncia. O ninho continua a ser um porto seguro, para onde voltam ap&oacute;s sobrevoarem a regi&atilde;o. Na Europa, o abutre-preto habitualmente n&atilde;o &eacute; uma ave migrat&oacute;ria, mas sim sedent&aacute;ria, e permanece no territ&oacute;rio onde nasce. Contudo, alguns juvenis da esp&eacute;cie podem migrar para locais distantes, como para outras zonas do continente europeu, ou para o continente africano, embora n&atilde;o seja comum.<br />
<br />
<strong>Sucesso reprodutor deve ser avaliado a longo prazo</strong><br />
<br />
A avalia&ccedil;&atilde;o do sucesso reprodutor desta esp&eacute;cie, que s&oacute; tem uma cria por casal a cada ano, deve ser realizada a longo prazo. &ldquo;Uma coisa &eacute; o n&uacute;mero de casais reprodutores e de crias nascidas, e outra &eacute; o n&uacute;mero de crias que conseguem sair do ninho e sobreviver de forma aut&oacute;noma&rdquo;, sublinha Iv&aacute;n Guti&eacute;rrez. &Eacute; por isso fundamental monitorizar, atrav&eacute;s dos dispositivos GPS, as crias nascidas a cada ano a longo prazo para perceber se estas efetivamente conseguir&atilde;o sobreviver e chegar &agrave; idade adulta, aumentando a col&oacute;nia da esp&eacute;cie.<br />
<br />
As col&oacute;nias com n&uacute;mero reduzido de casais, como &eacute; o caso da do Douro Internacional, s&atilde;o mais suscet&iacute;veis de desaparecer devido a alguma perturba&ccedil;&atilde;o ou amea&ccedil;a, como s&atilde;o os inc&ecirc;ndios florestais. Em 2017, por exemplo, a col&oacute;nia do PNDI foi afetada por um inc&ecirc;ndio florestal que destruiu o &uacute;nico ninho da esp&eacute;cie existente nessa altura, matando a cria de abutre-preto. Para reduzir este tipo de amea&ccedil;as, o projeto LIFE Aegypius Return tamb&eacute;m tem previstas a&ccedil;&otilde;es que visam aumentar a resili&ecirc;ncia natural frente aos inc&ecirc;ndios florestais nas &aacute;reas onde a esp&eacute;cie se reproduz.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/Coloca&ccedil;&atilde;o do GPS na cria de abutre-preto.jpg" width="447" height="297" alt="" /><br />
<p class="legenda">Abutre-preto com dispositivo GPS. Fotografia Palombar.</p>
<strong><br />
At&eacute; 2027, projeto quer devolver &agrave; natureza na &aacute;rea do Douro Internacional 20 abutres-pretos</strong><br />
<br />
Com o objetivo de aumentar a col&oacute;nia de abutres-pretos no Douro Internacional, o projeto prev&ecirc; ainda, at&eacute; 2027, devolver &agrave; natureza nesta &aacute;rea 20 abutres-pretos provenientes de centros de recupera&ccedil;&atilde;o de fauna selvagem. Neste &acirc;mbito, est&aacute; a ser constru&iacute;da uma estrutura de aclimata&ccedil;&atilde;o na zona da col&oacute;nia. Nesta estrutura de grandes dimens&otilde;es e com todas as condi&ccedil;&otilde;es de seguran&ccedil;a, os indiv&iacute;duos da esp&eacute;cie recuperados ir&atilde;o passar por um per&iacute;odo de readapta&ccedil;&atilde;o ao meio natural e de habitua&ccedil;&atilde;o &agrave; regi&atilde;o para que a sua fixa&ccedil;&atilde;o nesta col&oacute;nia, depois da devolu&ccedil;&atilde;o &agrave; natureza, seja facilitada. At&eacute; ao momento, o projeto j&aacute; devolveu <u><a href="https://www.palombar.pt/pt/noticias/life-aegypius-return-segundo-abutre-preto-devolvido-a-natureza-no-douro-internacional-2023-08-11/">dois</a></u> <u><a href="https://www.palombar.pt/pt/noticias/zimbro-o-primeiro-abutre-preto-libertado-no-ambito-do-projeto-life-aegypius-return-2023-03-24/">abutres-pretos</a></u> &agrave; natureza no Douro Internacional.<br />
<br />
<strong>Sobre o projeto</strong><br />
<br />
O projeto <u><a href="https://4vultures.org/life-aegypius-return/">LIFE Aegypius return</a></u> arrancou em setembro de 2022 e tem como objetivos principais aumentar a popula&ccedil;&atilde;o de abutre-preto e melhorar o seu estado de conserva&ccedil;&atilde;o em Portugal. Pretende, num prazo de seis anos (2022-2027), duplicar a sua popula&ccedil;&atilde;o reprodutora em Portugal para que passe dos atuais 40 casais reprodutores, para 80, bem como aumentar as col&oacute;nias de quatro para cinco.<br />
<br />
Este projeto &eacute; desenvolvido por um cons&oacute;rcio que integra as seguintes entidades: Vulture Conservation Foundation - organiza&ccedil;&atilde;o coordenadora do projeto -, Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, Herdade da Contenda, Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, Liga para a Prote&ccedil;&atilde;o da Natureza, Associa&ccedil;&atilde;o Transum&acirc;ncia e Natureza, Fundaci&oacute;n Naturaleza y Hombre, Guarda Nacional Republicana e Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Propriet&aacute;rios Rurais, Gest&atilde;o Cineg&eacute;tica e Biodiversidade. Tem financiamento de 75% do Programa LIFE da Uni&atilde;o Europeia e cofinanciamento da Viridia &ndash; Conservation in Action e pela MAVA &ndash; Foundation pour la Nature.<br />]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c702f</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 11 Aug 2023 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>LIFE Aegypius return: segundo abutre-preto devolvido à natureza no Douro Internacional</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/life-aegypius-return-segundo-abutre-preto-devolvido-a-natureza-no-douro-internacional-2023-08-11/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[Um abutre-preto (<em>Aegypius monachus</em>) v&iacute;tima de um tiro na asa e que passou por um processo de recupera&ccedil;&atilde;o durante meses foi devolvido &agrave; natureza esta quarta-feira, 10 de agosto, no Miradouro do Carrascalinho, situado em Fornos, no concelho de Freixo de Espada &agrave; Cinta, em pleno Parque Natural do Douro Internacional (PNDI), no distrito de Bragan&ccedil;a. Esta ave, que &eacute; o maior dos abutres europeus e est&aacute; em risco de extin&ccedil;&atilde;o no territ&oacute;rio nacional, &eacute; a segunda desta esp&eacute;cie proveniente do Centro de Recupera&ccedil;&atilde;o de Animais Selvagens do Hospital Veterin&aacute;rio da Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro (CRAS-UTAD) a receber um dipositivo GPS para monitoriza&ccedil;&atilde;o no &acirc;mbito do projeto &ldquo;LIFE Aegypius return - consolida&ccedil;&atilde;o e expans&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o de abutre-preto em Portugal e no oeste de Espanha&rdquo;.<br />
<br />
O abutre foi resgatado no dia 21 de outubro de 2022 pela equipa do Centro de Recupera&ccedil;&atilde;o de Fauna Selvagem do Ger&ecirc;s (CRFS), gerido pelo Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas (ICNF). A ave apresentava uma asa fraturada na sequ&ecirc;ncia de um disparo a tiro. &ldquo;As aves necr&oacute;fagas de que &eacute; exemplo o abutre-preto desempenham um papel relevante no ecossistema porque consomem cad&aacute;veres de animais mortos, evitando assim a propaga&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as contagiosas. No entanto, o abutre-preto est&aacute; criticamente em perigo por apresentar uma popula&ccedil;&atilde;o extremamente reduzida, raz&atilde;o pela qual o ICNF acompanha este projeto procurando que venha a atingir os objetivos a que se prop&ocirc;s, envolvendo para isso diversos t&eacute;cnicos e vigilantes da natureza&rdquo;, referiu Sandra Sarmento, Diretora Regional da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e Florestas.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/Abutre-preto 1_cr&eacute;dito Centro de Recupera&ccedil;&atilde;o de Fauna Selvagem do Ger&ecirc;s .jpg" width="1500" height="2000" alt="" /><br />
<p class="legenda">Abutre-preto resgatado. Fotografia Centro de Recupera&ccedil;&atilde;o de Fauna Selvagem do Ger&ecirc;s.</p>
<br />
Posteriormente, a ave foi transportada para o CRAS-UTAD, onde foi submetida a uma cirurgia ortop&eacute;dica e a tratamento de suporte. &quot;O exame radiogr&aacute;fico mostrou a presen&ccedil;a de v&aacute;rios chumbos na asa ferida, confirmando assim a causa de ingresso. O abutre respondeu muito bem ao tratamento, ficando a fratura resolvida no tempo que seria expect&aacute;vel. No entanto, a perda de algumas das penas secund&aacute;rias, essenciais para um voo eficiente, fez prolongar a sua estadia no centro de recupera&ccedil;&atilde;o. Teve de aguardar pelo crescimento de novas penas saud&aacute;veis&quot;, explicou Filipa Loureiro, m&eacute;dica veterin&aacute;ria do CRAS-UTAD. Os meses de recupera&ccedil;&atilde;o inclu&iacute;ram tamb&eacute;m fisioterapia e reabilita&ccedil;&atilde;o motora.<br />
<br />
Mais tarde, o abutre foi transferido para o Centro de Interpreta&ccedil;&atilde;o Ambiental e Recupera&ccedil;&atilde;o Animal (CIARA), em Felgar, Torre de Moncorvo, onde permaneceu num grande t&uacute;nel de voo, at&eacute; recuperar a forma f&iacute;sica e conseguir voar. A ave recuperou em pleno e foi agora devolvida &agrave; natureza no Parque Natural do Douro Internacional, uma &aacute;rea vital para esta esp&eacute;cie, onde a recoloniza&ccedil;&atilde;o por casais est&aacute; em curso desde 2012, mas ainda &eacute; muito fr&aacute;gil. No final de 2022, o seu n&uacute;cleo reprodutor contava com apenas dois casais. J&aacute; durante a primavera de 2023, a organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental de ambiente Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural registou a constru&ccedil;&atilde;o de um terceiro ninho por um casal da esp&eacute;cie cujo sucesso reprodutor ainda est&aacute; por confirmar.<br />
<br />
<p class="black">Informa&ccedil;&atilde;o fornecida pelo GPS &eacute; fundamental para a conserva&ccedil;&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie</p>
<br />
Antes de ser libertado, este abutre-preto foi equipado com um dispositivo GPS fornecido pelo projeto LIFE Aegypius return, o que &eacute; fundamental para assegurar a sua monitoriza&ccedil;&atilde;o e aferir sobre o sucesso da sua readapta&ccedil;&atilde;o ao meio natural. A equipa do projeto vai agora garantir o seguimento continuado desta ave necr&oacute;faga para obter informa&ccedil;&otilde;es essenciais para a sua conserva&ccedil;&atilde;o, nomeadamente sobre os seus movimentos, comportamento, longevidade, amea&ccedil;as e dieta.<br />
<br />
&ldquo;Esta ave em risco de extin&ccedil;&atilde;o foi salva e teve a oportunidade de regressar &agrave; natureza numa &aacute;rea protegida com condi&ccedil;&otilde;es favor&aacute;veis para a esp&eacute;cie gra&ccedil;as ao trabalho conjunto desenvolvido por todas as entidades envolvidas na sua recupera&ccedil;&atilde;o&rdquo;, sublinhou Iv&aacute;n Guti&eacute;rrez, bi&oacute;logo da Palombar, destacando a import&acirc;ncia da coloca&ccedil;&atilde;o do dispositivo GPS no abutre para garantir a sua monitoriza&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
O evento de devolu&ccedil;&atilde;o &agrave; natureza deste abutre contou com a presen&ccedil;a da equipa do projeto e membros das v&aacute;rias entidades envolvidas no seu resgate, recupera&ccedil;&atilde;o e monitoriza&ccedil;&atilde;o, nomeadamente do CRAS-UTAD, do CRFS, do ICNF, do CIARA e ainda com Vigilantes da Natureza do ICNF no Parque Natural do Douro Internacional.<br />
<br />
O abutre-preto extinguiu-se como nidificante em Portugal no in&iacute;cio da d&eacute;cada de 70. No entanto, a esp&eacute;cie manteve-se presente na faixa fronteiri&ccedil;a das regi&otilde;es centro e sul, com indiv&iacute;duos provenientes de Espanha. S&oacute; em 2010 o abutre-preto voltou a nidificar em Portugal, no Parque Natural do Tejo Internacional. Em 2012, registou-se o primeiro casal nidificante no Parque Natural do Douro Internacional e, em 2019, o segundo. Esta esp&eacute;cie s&oacute; tem uma cria por &eacute;poca de reprodu&ccedil;&atilde;o, o que a torna mais vulner&aacute;vel.<br />
<br />
<strong>Sobre o projeto</strong><br />
<br />
O <u><a href="https://4vultures.org/life-aegypius-return/">projeto LIFE Aegypius return</a></u> arrancou em setembro de 2022 e tem como objetivos principais aumentar a popula&ccedil;&atilde;o de abutre-preto e melhorar o seu estado de conserva&ccedil;&atilde;o em Portugal. Pretende, num prazo de seis anos (2022-2027), duplicar a sua popula&ccedil;&atilde;o reprodutora em Portugal para que passe dos atuais 40 casais reprodutores, para 80, bem como aumentar as col&oacute;nias de quatro para cinco.<br />
<br />
Este projeto &eacute; desenvolvido por um cons&oacute;rcio que integra as seguintes entidades: Vulture Conservation Foundation - organiza&ccedil;&atilde;o coordenadora do projeto -, Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, Herdade da Contenda, Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, Liga para a Prote&ccedil;&atilde;o da Natureza, Associa&ccedil;&atilde;o Transum&acirc;ncia e Natureza, Fundaci&oacute;n Naturaleza y Hombre, Guarda Nacional Republicana e Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Propriet&aacute;rios Rurais, Gest&atilde;o Cineg&eacute;tica e Biodiversidade. &Eacute; financiado em 75% pelo Programa LIFE da Uni&atilde;o Europeia e cofinanciado pela Viridia &ndash; Conservation in Action e pela MAVA &ndash; Foundation pour la Nature.<br />]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c7040</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 27 Jul 2023 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>15 abutres-pretos marcados com emissor GPS na época reprodutora de 2023</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/15-abutres-pretos-marcados-com-emissor-gps-na-epoca-reprodutora-de-2023-2023-07-27/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<p class="legenda" style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 20px;">Durante o m&ecirc;s de julho, os parceiros do&nbsp;</span></em><a href="https://4vultures.org/life-aegypius-return/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em><span style="font-size: 20px;">projeto LIFE Aegypius Return</span></em></a><em><span style="font-size: 20px;">&nbsp;procederam &agrave; marca&ccedil;&atilde;o de 15 crias de abutre-preto (Aegypius monachus), nas quatro col&oacute;nias do pa&iacute;s. A informa&ccedil;&atilde;o recolhida vai ser um enorme contributo para a recupera&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie em Portugal, que se pretende que duplique at&eacute; ao final de 2027, permitindo assim alterar o seu estatuto de conserva&ccedil;&atilde;o de &ldquo;Criticamente em Perigo&rdquo; para &ldquo;Em Perigo&rdquo;.</span></em></p>
<p class="legenda"><br />
<br />
<span style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 20px;">Monitoriza&ccedil;&atilde;o da &eacute;poca reprodutora do abutre-preto</span></strong></span></p>
<div>
<p style="text-align: justify;"><br />
O acompanhamento desta &eacute;poca de reprodu&ccedil;&atilde;o foi cuidadosamente preparado desde o in&iacute;cio do ano, garantindo que todas as col&oacute;nias do pa&iacute;s recebiam a devida monitoriza&ccedil;&atilde;o. As equipas de projeto est&atilde;o em campo desde fevereiro, acompanhando cada ninho conhecido, detetando novos ninhos e prospetando tamb&eacute;m &aacute;reas de expans&atilde;o das col&oacute;nias e potenciais novas &aacute;reas de assentamento da esp&eacute;cie.</p>
</div>
<div>
<p style="text-align: justify;">Os parceiros do projeto, junto com outras organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o governamentais de ambiente e o Instituto de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e Florestas (ICNF) ir&atilde;o conseguir estabelecer uma nova situa&ccedil;&atilde;o de refer&ecirc;ncia para a esp&eacute;cie, que at&eacute; recentemente contava com cerca de 40 casais reprodutores no pa&iacute;s. A monitoriza&ccedil;&atilde;o detalhada de cada col&oacute;nia permite &agrave;s equipas perceber quantos casais se tentaram reproduzir, quantos conseguiram ter uma postura e quantas crias efetivamente nasceram. Posteriormente, ser&aacute; tamb&eacute;m poss&iacute;vel averiguar o sucesso reprodutor da esp&eacute;cie, isto &eacute;, aferir quantas crias se tornaram independentes e integraram a popula&ccedil;&atilde;o.&nbsp;</p>
</div>
<div>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;&nbsp;<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/Cinereous%20Vulture_tagging%20Herdade%20da%20Contenda_Milene%20Matos_1-min%20copy2.jpg" width="1920" height="1440" alt="" /><br />
<br />
&nbsp;</p>
</div>
<div>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 20px;">Resultados promissores para o futuro da esp&eacute;cie em Portugal<br />
<br type="_moz" />
</span></strong></p>
</div>
<div>
<p paraid="1675853630" paraeid="{0ea01211-2017-4132-994f-38b88239a6bf}{252}" style="text-align: justify;">O trabalho conjunto na monitoriza&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie j&aacute; devolveu resultados muito promissores, que demonstram a import&acirc;ncia da colabora&ccedil;&atilde;o interinstitucional e da uni&atilde;o de esfor&ccedil;os para a conserva&ccedil;&atilde;o do abutre-preto em Portugal. Houve consider&aacute;vel aumento do n&uacute;mero de ninhos conhecidos e ocupados por casais reprodutores e foi detetado um <a href="https://4vultures.org/blog/life-aegypius-return-new-nest-was-confirmed-in-malcata-nature-reserve-portugal/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">maior n&uacute;mero de casais reprodutores</a> em todas as col&oacute;nias.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>
</div>
<div>
<p paraid="1572651551" paraeid="{82e20d6d-0f4b-4efa-b505-1307f5ef87a7}{10}" style="text-align: justify;">A &eacute;poca de reprodu&ccedil;&atilde;o do abutre-preto est&aacute; agora numa das fases mais sens&iacute;veis, com as crias j&aacute; nascidas, mas ainda totalmente dependentes dos progenitores. Nesta fase, a vigil&acirc;ncia incide sobre a sobreviv&ecirc;ncia das crias e o evitamento de qualquer fonte de perturba&ccedil;&atilde;o dos ninhos. Os dados desta &eacute;poca de reprodu&ccedil;&atilde;o ser&atilde;o divulgados assim que esta fase sens&iacute;vel, bem como o respetivo trabalho de monitoriza&ccedil;&atilde;o, terminem.&nbsp;</p>
</div>
<div>
<p paraid="1228181531" paraeid="{82e20d6d-0f4b-4efa-b505-1307f5ef87a7}{24}" style="text-align: justify;">A monitoriza&ccedil;&atilde;o permite ainda estimar a idade de cada cria, par&acirc;metro fundamental para que estas possam ser marcadas. A marca&ccedil;&atilde;o envolve a captura das crias ainda no ninho, que &eacute; constru&iacute;do no topo de &aacute;rvores. As crias s&atilde;o trazidas para o solo, onde s&atilde;o analisadas e marcadas, e posteriormente devolvidas ao ninho. Toda esta metodologia requer pessoal devidamente acreditado pelo ICNF, mas tamb&eacute;m experientes escaladores em altura!&nbsp;</p>
</div>
<div>
<p xml:lang="EN-GB" paraid="36766646" paraeid="{51f93398-3418-489e-bf4d-a9e0d29d92bc}{177}" style="text-align: justify;">&nbsp;<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/mont1(1).png" width="1920" height="1229" alt="" />&nbsp;<br />
&nbsp;</p>
</div>
<div>
<p paraid="113756852" paraeid="{82e20d6d-0f4b-4efa-b505-1307f5ef87a7}{30}" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 20px;"><strong>15 crias de abutre-preto marcadas com emissores de GPS<br />
<br type="_moz" />
</strong></span></p>
</div>
<div>
<p paraid="1040328010" paraeid="{82e20d6d-0f4b-4efa-b505-1307f5ef87a7}{36}" style="text-align: justify;">Nas &uacute;ltimas semanas, as equipas de projeto estiveram ocupadas com a importante tarefa de marcar aves em cada col&oacute;nia. No Parque Natural do <a href="https://4vultures.org/blog/the-breeding-season-started-for-cinereous-vultures-in-the-international-douro-valley-portugal-life-aegypius-return/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Douro Internacional</a>, a col&oacute;nia mais fr&aacute;gil e lim&iacute;trofe, foram marcadas duas crias. Na <a href="https://4vultures.org/blog/life-aegypius-return-new-nest-was-confirmed-in-malcata-nature-reserve-portugal/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Serra da Malcata</a>, a evolu&ccedil;&atilde;o da col&oacute;nia face aos anos anteriores permitiu marcar quatro crias. No Tejo Internacional, onde est&aacute; a maior col&oacute;nia do pa&iacute;s e onde a esp&eacute;cie voltou a nidificar pela primeira vez em Portugal, em 2010, depois de se ter extinguido como reprodutora na d&eacute;cada de 1970, foram marcadas com emissor GPS seis de um total de 12 crias anilhadas e processadas. Por fim, na <a href="https://4vultures.org/blog/first-maintenances-of-cinereous-vulture-nests-in-portugal-bring-promising-results-life-aegypius-return/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Herdade da Contenda</a> no Alentejo, a col&oacute;nia mais a sul, foram marcadas tr&ecirc;s crias adicionais. Quando as 15 crias marcadas abandonarem o ninho, ser&aacute; poss&iacute;vel acompanhar em tempo real os seus movimentos e agir rapidamente, em caso de alguma se encontrar em situa&ccedil;&atilde;o de risco.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>
</div>
<div>
<p paraid="1308334917" paraeid="{82e20d6d-0f4b-4efa-b505-1307f5ef87a7}{58}" style="text-align: justify;">Uma das crias do Tejo Internacional apresentava uma protuber&acirc;ncia&nbsp;junto a um dos olhos, tendo sido encaminhada para o <a href="https://quercus.pt/oldversion/ceras/298-contactos" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Centro de Estudos e Recupera&ccedil;&atilde;o de Animais Selvagens</a> (CERAS), em Castelo Branco, onde a protuber&acirc;ncia foi cirurgicamente extra&iacute;da e a ave se manter&aacute; at&eacute; estar plenamente recuperada. Tamb&eacute;m este epis&oacute;dio demonstra a import&acirc;ncia da colabora&ccedil;&atilde;o entre v&aacute;rias entidades e da articula&ccedil;&atilde;o interdisciplinar.&nbsp;&nbsp;</p>
</div>
<div>
<p paraid="981086198" paraeid="{82e20d6d-0f4b-4efa-b505-1307f5ef87a7}{69}" style="text-align: justify;">&nbsp;&nbsp;<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/mont2.png" width="1920" alt="" /><br />
<br />
&nbsp;</p>
</div>
<div>
<p paraid="122734313" paraeid="{82e20d6d-0f4b-4efa-b505-1307f5ef87a7}{75}" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 20px;"><strong>Duplicar a popula&ccedil;&atilde;o de abutre-preto em Portugal: o projeto LIFE Aegypius Return<br />
<br type="_moz" />
</strong></span></p>
</div>
<div>
<p paraid="1447802357" paraeid="{82e20d6d-0f4b-4efa-b505-1307f5ef87a7}{81}" style="text-align: justify;">O projeto LIFE Aegypius Return pretende consolidar e acelerar o regresso do abutre-preto em Portugal e Espanha ocidental, atrav&eacute;s da melhoria de habitat e da disponibilidade alimentar, e da minimiza&ccedil;&atilde;o das principais amea&ccedil;as com a&ccedil;&otilde;es de capacita&ccedil;&atilde;o das entidades e agentes nacionais. Um esfor&ccedil;o conjunto das nove entidades parceiras do projeto, que contam com a colabora&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rias entidades essenciais para a implementa&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es de conserva&ccedil;&atilde;o espec&iacute;ficas em dez &aacute;reas Natura 2000 ao longo de quase toda a fronteira entre Portugal e Espanha. O projeto pretende duplicar a popula&ccedil;&atilde;o de abutre-preto em Portugal para 80 casais em 5 col&oacute;nias e, assim, baixar o estatuto nacional da esp&eacute;cie de &rdquo;Criticamente Em Perigo&rdquo; para &rdquo;Em Perigo&rdquo; at&eacute; 2027.</p>
</div>
<div>
<p paraid="52491549" paraeid="{82e20d6d-0f4b-4efa-b505-1307f5ef87a7}{97}" style="text-align: justify;"><br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/08_Logo+LIFE-and-Natura-2000(1).png" width="1920" height="426" alt="" /><br />
<br />
<br />
&nbsp;</p>
</div>
<div>
<p paraid="1954979558" paraeid="{82e20d6d-0f4b-4efa-b505-1307f5ef87a7}{109}" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 20px;"><strong>Agradecimentos aos profissionais e entidades envolvidos na marca&ccedil;&atilde;o das crias de abutre-preto<br />
<br type="_moz" />
</strong></span></p>
</div>
<div>
<p paraid="369270362" paraeid="{82e20d6d-0f4b-4efa-b505-1307f5ef87a7}{115}" style="text-align: justify;">O trabalho efetuado at&eacute; agora demonstra que a conserva&ccedil;&atilde;o da natureza &eacute; t&atilde;o mais eficaz quanto maior a coopera&ccedil;&atilde;o entre &aacute;reas de saber e institui&ccedil;&otilde;es. Os trabalhos de marca&ccedil;&atilde;o requereram uma grande articula&ccedil;&atilde;o entre parceiros de projeto, entidades cooperantes e as autoridades, numa aturada congrega&ccedil;&atilde;o de esfor&ccedil;os entre bi&oacute;logos, m&eacute;dicos veterin&aacute;rios e outros profissionais de um vasto leque de entidades, a quem s&atilde;o devidos agradecimentos.&nbsp;</p>
</div>
<div>
<p paraid="1988600854" paraeid="{82e20d6d-0f4b-4efa-b505-1307f5ef87a7}{125}" style="text-align: justify;">&nbsp;&nbsp;<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/douro.jpg" width="2048" height="1027" alt="" /><strong style="font-size: 15px;">DOURO INTERNACIONAL</strong></p>
</div>
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<p paraid="104447228" paraeid="{82e20d6d-0f4b-4efa-b505-1307f5ef87a7}{137}" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 15px;">Patricia Mateo-Tom&aacute;s, Mar&iacute;a Fern&aacute;ndez Garc&iacute;a e equipa da Universidade de Oviedo; Javier de la Puente, especialista em conserva&ccedil;&atilde;o de aves e colaborador da Palombar; Jose Francisco Pedre&ntilde;o, Direcci&oacute;n General de Emergencias - Cuerpo de Agentes Forestales de la Comunidad de Madrid; Divis&atilde;o de &Aacute;reas Classificadas e Vigilantes da Natureza do ICNF - Dire&ccedil;&atilde;o Regional da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e Florestas (DRCNF) do Norte; equipa veterin&aacute;ria do Centro de Recupera&ccedil;&atilde;o de Animais Selvagens do Hospital Veterin&aacute;rio da Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro (CRAS-HVUTAD) e do Centro de Interpreta&ccedil;&atilde;o Ambiental e Recupera&ccedil;&atilde;o Animal (CIARA); e aos parceiros Palombar, Liga para a Protec&ccedil;&atilde;o da Natureza (LPN), Associa&ccedil;&atilde;o Transum&acirc;ncia e Natureza (ATNatureza) e GNR/SEPNA (Comando Territorial de Torre de Moncorvo); Viridia &ndash; Conservation in Action pelo cofinanciamento das a&ccedil;&otilde;es no Douro Internacional.&nbsp;</span></p>
</div>
<div>
<p paraid="1380438063" paraeid="{82e20d6d-0f4b-4efa-b505-1307f5ef87a7}{143}" style="text-align: justify;"><br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/malcata.jpg" width="1920" height="963" alt="" /></p>
</div>
<div>
<p paraid="763317984" paraeid="{82e20d6d-0f4b-4efa-b505-1307f5ef87a7}{149}" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 15px;"><strong>MALCATA&nbsp;</strong></span></p>
</div>
<div>
<p paraid="369873530" paraeid="{82e20d6d-0f4b-4efa-b505-1307f5ef87a7}{155}" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 15px;">Carlos Pacheco,&nbsp;Filippo Guidantoni, Vigilantes da Natureza&nbsp;e ICNF &ndash; DRCNF Centro; Rewilding Portugal; parceiros ATNatureza, LPN e GNR/SEPNA (Comando Territorial da Guarda).&nbsp;</span></p>
</div>
<div>
<p paraid="1265315710" paraeid="{82e20d6d-0f4b-4efa-b505-1307f5ef87a7}{171}" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 15px;"><br />
<br type="_moz" />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/tejo.jpg" width="1920" height="963" alt="" /><br />
</span><strong style="font-size: 15px;">TEJO INTERNACIONAL&nbsp;</strong></p>
</div>
<div>
<p paraid="838780694" paraeid="{82e20d6d-0f4b-4efa-b505-1307f5ef87a7}{183}" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 15px;">Alfonso Godino, Hawk Mountain Sanctuary e Departamento de Toxicologia da Faculdade de Veterin&aacute;ria da Universidade de M&uacute;rcia (Espanha), com o apoio de Endesa; Quercus - Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e equipa do Centro de Estudos e Recupera&ccedil;&atilde;o de Animais Selvagens de Castelo Branco (CERAS); Vigilantes da Natureza e ICNF &ndash; DRCNF Centro e parceiros Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), LPN e GNR (N&uacute;cleo de Prote&ccedil;&atilde;o Ambiental da GNR de Idanha-a-Nova, Comando Territorial da GNR de Castelo Branco).&nbsp;</span></p>
</div>
<div>
<p paraid="716430946" paraeid="{82e20d6d-0f4b-4efa-b505-1307f5ef87a7}{191}" style="text-align: justify;"><br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/contenda.jpg" width="1920" height="963" alt="" /></p>
</div>
<div>
<p paraid="1204400268" paraeid="{82e20d6d-0f4b-4efa-b505-1307f5ef87a7}{197}" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 15px;"><strong>HERDADE DA CONTENDA&nbsp;</strong></span></p>
</div>
<div>
<p paraid="752129234" paraeid="{82e20d6d-0f4b-4efa-b505-1307f5ef87a7}{203}" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 15px;">Carlos Pacheco, Vigilantes da Natureza e ICNF &ndash; DRCNF Alentejo; parceiros Herdade da Contenda, LPN, Vulture Conservation Foundation (VCF), Palombar e GNR/SEPNA (N&uacute;cleo de Prote&ccedil;&atilde;o Ambiental da GNR de Moura, Comando Distrital da GNR de Beja).&nbsp;</span></p>
</div>]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c7053</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 05 Jun 2023 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Projeto de conservação da águia-caçadeira distinguido na iniciativa Prémios Verdes VISÃO + Grupo Águas de Portugal</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/projeto-de-conservacao-da-aguia-cacadeira-distinguido-na-iniciativa-premios-verdes-visao-grupo-aguas-de-portugal-2023-06-05/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<br />
O projeto &ldquo;Campanha de Resgate e Salvamento de C. pygargus no Nordeste Transmontano + Searas com Biodiversidade&rdquo; foi distinguido com uma MEN&Ccedil;&Atilde;O HONROSA na categoria &ldquo;Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza&rdquo; na segunda edi&ccedil;&atilde;o dos Pr&eacute;mios Verdes VIS&Atilde;O + Grupo &Aacute;guas de Portugal.<br />
<br />
Os resultados foram conhecidos no dia 5 de junho, Dia Mundial do Ambiente, na F&aacute;brica da &Aacute;gua de Alc&acirc;ntara, em Lisboa.<br />
<br />
O presidente da Palombar-ACNPR marcou presen&ccedil;a na cerim&oacute;nia, onde houve a oportunidade de partilhar o trabalho que tem sido feito, assim como alguns dos resultados obtidos at&eacute; &agrave; data.<br />
<br />
Conhe&ccedil;a os restantes premiados <a href="http://www.visao.pt/visao_verde/premios-verdes/2023-06-06-premios-verdes-visao-adp-conheca-as-personalidades-e-os-projetos-vencedores/#&amp;gid=0&amp;pid=19"><u><strong>aqui</strong></u></a>.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/JCC%20Pre%CC%81mios%20Verdes%202%C2%AA%20Edic%CC%A7a%CC%83o%2037%20cpy.png" width="1920" height="637" alt="" /><br />
<span style="color: rgb(153, 153, 153);"><span style="font-size: 12px;">Fotos: Jos&eacute; Carlos Carvalho</span></span><br />
<br />
<strong>SOBRE O PROJETO DISTINGUIDO</strong><br />
<br />
A &aacute;guia-ca&ccedil;adeira tem sofrido uma queda acentuada em Portugal, tendo passado de 900 a 1 200 casais em 1995 para apenas 120 em 2021, recebendo o pouco invej&aacute;vel &ldquo;selo&rdquo; de &ldquo;em perigo&rdquo;.<br />
<br />
Este decl&iacute;nio deve-se sobretudo ao corte precoce das culturas de feno, que destr&oacute;i ninhos com ovos e crias.<br />
<br />
Para tentar impedir a extin&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie em Portugal, a associa&ccedil;&atilde;o Palombar lan&ccedil;ou uma campanha de identifica&ccedil;&atilde;o de ninhos e resgate de ovos e crias que passa tamb&eacute;m pela sensibiliza&ccedil;&atilde;o dos agricultores.<br />
<br />
Saiba mais sobre o projeto &ldquo;Searas com Biodiversidade&rdquo; <a href="http://www.palombar.pt/pt/projetos/searas-com-biodiversidade-salvemos-a-aguia-cacadeira-2022/?fbclid=IwAR1u8sZPyKHozuo7wD0W4-OwiLSfVpsxlRF-dcgxh8dnNbBKGM49j4hAY8M"><u><strong>aqui</strong></u></a>.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/135A4248%20copy%202.jpg" width="1920" height="1280" alt="" /><br />
<span style="font-size: 12px;"><span style="color: rgb(153, 153, 153);">Foto: Pedro Alves</span></span><br />
<br />
<strong>SOBRE A&nbsp;INICIATIVA &quot;PR&Eacute;MIOS VERDES&quot;</strong><br />
<br />
Os Pr&eacute;mios Verdes VIS&Atilde;O + Grupo &Aacute;guas de Portugal destinam-se a premiar as pessoas individuais, empresas e organiza&ccedil;&otilde;es que mais se destacam em Portugal na &aacute;rea do ambiente.<br />
<br />
Os pr&eacute;mios est&atilde;o divididos em 10 categorias a avaliar, sempre na &aacute;rea do ambiente e sustentabilidade:<br />
- Pr&eacute;mio Investiga&ccedil;&atilde;o (destinado a cientistas e investigadores);<br />
- Pr&eacute;mio Inspira&ccedil;&atilde;o (destinado a ativistas);<br />
- Pr&eacute;mio A&ccedil;&atilde;o (destinado a empresas ou empreendedores);<br />
- Pr&eacute;mio Personalidade (destinado a qualquer pessoa da sociedade civil);<br />
- Pr&eacute;mio &Aacute;gua e Cidades Sustent&aacute;veis (destinado a cidades com a&ccedil;&otilde;es de gest&atilde;o sustent&aacute;vel da &aacute;gua);<br />
- Pr&eacute;mio Energias Verdes (destinado a projetos relacionados com energias renov&aacute;veis);<br />
- Pr&eacute;mio Arquitetura Sustent&aacute;vel (destinado a projetos arquitet&oacute;nicos que integrem solu&ccedil;&otilde;es ecol&oacute;gicas, poupan&ccedil;as energ&eacute;ticas e/ou redu&ccedil;&atilde;o no consumo de &aacute;gua);<br />
- Pr&eacute;mio Tecnologia Verde (destinado a projetos de base tecnol&oacute;gica relacionados com o ambiente);<br />
- Pr&eacute;mio Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza (destinado a projetos relacionados com a prote&ccedil;&atilde;o dos ecossistemas marinhos e terrestres);<br />
- Pr&eacute;mio Especial PALOP (destinado a boas pr&aacute;ticas de gest&atilde;o da &aacute;gua nos Pa&iacute;ses Africanos de L&iacute;ngua Oficial Portuguesa).<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/JCC%20Pre%CC%81mios%20Verdes%202%C2%AA%20Edic%CC%A7a%CC%83o%2076.jpg" width="1920" height="1280" alt="" /><br />
<span style="font-size: 12px;"><span style="color: rgb(153, 153, 153);">Foto: Jos&eacute; Carlos Carvalho</span></span><br />
<br />]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c7061</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 25 May 2023 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>25 de maio - Dia Nacional dos Jardins</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/25-de-maio-dia-nacional-dos-jardins-2023-05-25/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>SOBRE O DIA NACIONAL DOS JARDINS</strong><br />
<br />
A cria&ccedil;&atilde;o, pela Assembleia da Rep&uacute;blica, do Dia Nacional dos Jardins (institu&iacute;do a 16 de setembro de 2022), a celebrar anualmente no dia 25 de maio, data do nascimento do Arquiteto Paisagista Gon&ccedil;alo Ribeiro Teles (1922-2020), foi ideia proposta sob forma de peti&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica por um grupo de jovens estudantes de Portim&atilde;o. Esta iniciativa foi dinamizada por um docente do ensino secund&aacute;rio, o Professor de Filosofia e de Cidadania e Desenvolvimento, Carlos Caf&eacute;, grande admirador de Gon&ccedil;alo Ribeiro Telles. <br />
<br />
A ideia, transformada em decis&atilde;o pela Assembleia da Rep&uacute;blica, foi aprovada por unanimidade por todos os partidos representados no parlamento, e pode ser vista como um bom aug&uacute;rio. Todos os partidos, incluindo aqueles que t&ecirc;m sido governo desde 1974, sentiram-se vinculados a respeitar a obra do homenageado e a p&ocirc;r em pr&aacute;tica o seu ide&aacute;rio. Mas &eacute; for&ccedil;oso ver tal unanimidade com alguma prud&ecirc;ncia e sentido cr&iacute;tico. S&atilde;o ainda muito comuns as situa&ccedil;&otilde;es, e algumas de grande gravidade, em que foi e continua a ser violado n&atilde;o s&oacute; o esp&iacute;rito da obra do homenageado como ainda, n&atilde;o raro, a letra das leis de prote&ccedil;&atilde;o do Territ&oacute;rio, da Natureza e do Ambiente, que a ele devemos, e aos que com ele colaboraram. Viola&ccedil;&otilde;es sempre apoiadas no suposto &laquo;interesse p&uacute;blico&raquo;.<br />
<br />
Os parques, os jardins, as &aacute;rvores est&atilde;o, sem d&uacute;vida e de modo permanente, no cerne do pensamento e da a&ccedil;&atilde;o de Ribeiro Telles. S&atilde;o, ali&aacute;s, de sua autoria ou coautoria algumas obras paisag&iacute;sticas em Portugal que mais se destacam nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas. Mas no cerne do seu pensamento e da sua obra est&aacute; tamb&eacute;m todo o territ&oacute;rio portugu&ecirc;s visto na sua unidade e diversidade profunda, porquanto foi tamb&eacute;m promotor da REN &ndash; Reserva Ecol&oacute;gica Nacional e da RAN &ndash; Reserva Agr&iacute;cola Nacional, que t&ecirc;m sido delapidadas ao longo dos anos. Esperemos que os promotores desta decis&atilde;o da Assembleia da Rep&uacute;blica, nas comemora&ccedil;&otilde;es e a&ccedil;&otilde;es que venham a p&ocirc;r em pr&aacute;tica, tenham em aten&ccedil;&atilde;o n&atilde;o s&oacute; a letra mas tamb&eacute;m o esp&iacute;rito de toda a obra, pensamento e a&ccedil;&atilde;o do homenageado, e fa&ccedil;am da cria&ccedil;&atilde;o desse Dia Nacional algo mais do que um verniz cosm&eacute;tico ou uma celebra&ccedil;&atilde;o oca e convencional, t&atilde;o ao contr&aacute;rio do homenageado.<br />
<br />
<div style="text-align: center;"><img src="http://www.palombar.pt/imagens/noticias/Gon%C3%A7alo_Ribeiro_Telles_(Principais_acontecimentos_que_marcaram_o_ano_2020,_Ag%C3%AAncia_Lusa).png" width="1218" height="768" alt="" /><br />
<span style="text-align: start;">Gon&ccedil;alo Ribeiro Telles</span></div>
<br />
<strong>ARTE DOS JARDINS</strong> <br />
<br />
Para Francisco Caldeira Cabral a arquitectura paisagista mobiliza simultaneamente a arte e a ci&ecirc;ncia ao aliar uma arte muito subtil a uma t&eacute;cnica muito apurada apoiada numa ci&ecirc;ncia vasta. Organiza-se o espa&ccedil;o para a cria&ccedil;&atilde;o de beleza para satisfa&ccedil;&atilde;o l&uacute;dica do Homem. Eram estas as raz&otilde;es que o levavam a insistir em inclu&iacute;-la nas Belas Artes. <br />
<br />
Celebrar a Arte dos Jardins como Patrim&oacute;nio Natural e Cultural implica acabar com a nefasta pr&aacute;tica, frequente na administra&ccedil;&atilde;o central e local, de utilizar jardins, parques e espa&ccedil;os arborizados como locais que se podem mutilar, agredir e at&eacute; demolir impunemente a pretexto desta ou daquela obra.<br />
<br />
Para evitar interven&ccedil;&otilde;es pesadas e destrutivas, incluindo a ocupa&ccedil;&atilde;o desses espa&ccedil;os com estaleiros de obras, dever&aacute; algum tipo de avalia&ccedil;&atilde;o de impacte ambiental estar presente, tendo em conta as suas dimens&otilde;es e carater&iacute;sticas, desde a conce&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o apenas quando j&aacute; forem dados como irrevers&iacute;veis trajetos, localiza&ccedil;&otilde;es e destrui&ccedil;&otilde;es ou mutila&ccedil;&otilde;es de valores naturais, ecol&oacute;gicos e ambientais.<br />
<br />
Importa igualmente sublinhar que, al&eacute;m da preserva&ccedil;&atilde;o do patrim&oacute;nio em jardins e espa&ccedil;os verdes similares, &eacute; necess&aacute;rio criar novos jardins e espa&ccedil;os verdes em meio urbano. De facto, trazem consigo grandes benef&iacute;cios por interm&eacute;dio dos ecossistemas por eles criados, com relevo para a mitiga&ccedil;&atilde;o dos efeitos microclim&aacute;ticos negativos das &laquo;ilhas de calor&raquo; nas cidades, da polui&ccedil;&atilde;o atmosf&eacute;rica, funcionando como filtro e/ou barreira, e das, cada vez mais frequentes, &eacute;pocas de seca, sem esquecer os benef&iacute;cios que trazem para a sa&uacute;de f&iacute;sica e mental de todos. Por outro lado, atrav&eacute;s dos solos perme&aacute;veis que preservam e da cria&ccedil;&atilde;o de novos habitats para a flora herb&aacute;cea e fauna que incentivam, criam uma prote&ccedil;&atilde;o suplementar nos per&iacute;odos de chuvas intensas e inunda&ccedil;&otilde;es, ampliando assim o &laquo;efeito de esponja&raquo; e de barreira &agrave; eros&atilde;o do solo, cuja presen&ccedil;a insuficiente foi bem evidente ainda no outono-inverno de 2022-2023.<br />
<br />
<strong>A MODA DAS &laquo;REQUALIFICA&Ccedil;&Otilde;ES&raquo;</strong><br />
<br />
Embora a preserva&ccedil;&atilde;o de um jardim seja compat&iacute;vel com interven&ccedil;&otilde;es pontuais desde que no respeito do esp&iacute;rito origin&aacute;rio que presidiu &agrave; sua conce&ccedil;&atilde;o, sejam eles jardim de autor ou de tradi&ccedil;&atilde;o an&oacute;nima, &eacute; necess&aacute;rio desincentivar a atual moda das &laquo;requalifica&ccedil;&otilde;es&raquo; quando destroem elementos integrantes e essenciais de jardins e de espa&ccedil;os ajardinados preexistentes.<br />
<br />
Em alternativa &agrave;s &laquo;requalifica&ccedil;&otilde;es&raquo; simplistas e abusivas deve ser incentivada a cria&ccedil;&atilde;o de novos jardins de raiz. As interven&ccedil;&otilde;es no que j&aacute; existe devem respeitar o patrim&oacute;nio vegetal j&aacute; plantado, respeitando igualmente os direitos dos seus autores, em grau id&ecirc;ntico &agrave;quele que todos reconhecem aos autores de obras de Pintura, Escultura ou Arquitetura.<br />
<br />
<strong>O SUPOSTO E O VERDADEIRO INTERESSE P&Uacute;BLICO</strong> <br />
<br />
A destrui&ccedil;&atilde;o ou mutila&ccedil;&atilde;o de jardins invocando declara&ccedil;&otilde;es de suposto &laquo;interesse p&uacute;blico&raquo; devia ser interditada e assumida como crime ambiental. O mesmo se passa com &aacute;rvores e maci&ccedil;os arb&oacute;reos, seja por abate ou podas incorretas. Em teoria a nova Lei n.&ordm; 59/21 de 18 de agosto sobre o regime jur&iacute;dico de gest&atilde;o do arvoredo urbano deveria interditar tais pr&aacute;ticas. No entanto, ela &eacute; muitas vezes interpretada de modo laxista pelas autoridades, incluindo pelo pr&oacute;prio Governo, que se atrasa na publica&ccedil;&atilde;o de regulamenta&ccedil;&otilde;es essenciais &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o desta lei.<br />
<br />
Nas comemora&ccedil;&otilde;es do Dia Internacional da Paisagem ocorridas no Porto, Oscar Bressane, colaborador do arquiteto paisagista brasileiro Roberto Burle Marx, recordou que &aacute;rvores e jardins n&atilde;o devem ser tratados como coisas de que se pode dispor a bel-prazer, mas antes com respeito, j&aacute; que s&atilde;o seres vivos.<br />
<br />
No que se refere ao conjunto do territ&oacute;rio, e &agrave; forma como &eacute; desrespeitada a necessidade de preservar ecossistemas e valores naturais, multiplicam-se igualmente as declara&ccedil;&otilde;es de &laquo;interesse p&uacute;blico&raquo; que contradizem a legisla&ccedil;&atilde;o nacional e at&eacute; desrespeitam compromissos contra&iacute;dos em acordos, conven&ccedil;&otilde;es e tratados internacionais. Factos tanto mais graves quanto &eacute; urgente, na situa&ccedil;&atilde;o mundial atual de altera&ccedil;&atilde;o clim&aacute;tica, proteger a biodiversidade, reserva e fonte de carbono acumulado e reguladora da qualidade do ar, &aacute;gua e solo, de modo a mitigar os efeitos negativos de temperaturas e secas extremas.<br />
<br />
Como forma de respeitar e homenagear Gon&ccedil;alo Ribeiro Telles, o Dia Nacional dos Jardins devia servir para relembrar a necessidade de aumentar e requalificar as manchas verdes urbanas, tornando-as mais naturalizadas e biodiversas, e assumir a preserva&ccedil;&atilde;o destes espa&ccedil;os e dos ecossistemas naturais, como verdadeiro interesse p&uacute;blico.<br />
<br />
<strong>Subscrevem</strong> <br />
associa&ccedil;&otilde;es, grupos e coletivos formais e informais, entidades, empresas<br />
<br />
A.C.E.R. - Associa&ccedil;&atilde;o Cultural e de Estudos Regionais <br />
Academia Cidad&atilde;<br />
ACR&Eacute;SCIMO - Associa&ccedil;&atilde;o de Promo&ccedil;&atilde;o ao Investimento Florestal<br />
ADACE - Associa&ccedil;&atilde;o de Defesa do Ambiente de Cacia e Esgueira<br />
ADEP - Associa&ccedil;&atilde;o de Estudos e Defesa do Patrim&oacute;nio Hist&oacute;rico-Cultural de Castelo de Paiva<br />
AEPGA - Associa&ccedil;&atilde;o para o Estudo e Protec&ccedil;&atilde;o do Gado Asinino - Atenor<br />
Alian&ccedil;a pela Floresta Aut&oacute;ctone<br />
ALMARGEM - Associa&ccedil;&atilde;o de Defesa do Patrim&oacute;nio Cultural e Ambiental<br />
Alvorecer Florestal &ndash; Web e V. N. Gaia<br />
APTS &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa de Turismo Sustent&aacute;vel<br />
ASPEA &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa de Educa&ccedil;&atilde;o Ambiental<br />
Associa&ccedil;&atilde;o Amigos dos A&ccedil;ores<br />
Associa&ccedil;&atilde;o BioLiving<br />
Associa&ccedil;&atilde;o de Defesa do Paul de Tornada &ndash; PATO<br />
Associa&ccedil;&atilde;o dos Amigos do Parque Ecol&oacute;gico do Funchal<br />
Associa&ccedil;&atilde;o Dunas Livres<br />
Associa&ccedil;&atilde;o Vamos Salvar o Jamor<br />
CADEP-CN - Clube dos Amigos e Defensores do Patrim&oacute;nio-Cultural e Natural da Ilha de Sta Maria (A&ccedil;ores)<br />
Associa&ccedil;&atilde;o Espa&ccedil;o VIPA 1051 &ndash; Matosinhos<br />
Associa&ccedil;&atilde;o Evoluir Oeiras<br />
Associa&ccedil;&atilde;o Famalic&atilde;o em Transi&ccedil;&atilde;o<br />
Associa&ccedil;&atilde;o ReflorestarPT - Regenera&ccedil;&atilde;o Ecol&oacute;gica e Social<br />
Associa&ccedil;&atilde;o Vimaranense para a Ecologia<br />
Campo Aberto &ndash; associa&ccedil;&atilde;o de defesa do ambiente<br />
Ch&atilde;o do Rio &ndash; Turismo de Aldeia - Travancinha, Seia<br />
CIDAMB &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o Nacional para a Cidadania Ambiental<br />
CISMA - Associa&ccedil;&atilde;o Cultural &ndash; Covilh&atilde;<br />
Clube UNESCO da Cidade do Porto<br />
Colectivo HortaFCUL<br />
FAPAS - Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa para a Conserva&ccedil;&atilde;o da Biodiversidade<br />
Forum Amigos das &Aacute;rvores - FAA<br />
GEOTA &ndash; Grupo de Estudos de Ordenamento do Territ&oacute;rio e Ambiente<br />
Glocal Faro<br />
Grupo Olhar o Futuro com Ribeiro Telles<br />
H2AVE &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o Movimento C&iacute;vico para a Dinamiza&ccedil;&atilde;o e Valoriza&ccedil;&atilde;o do Vale do Ave (Riba de Ave)<br />
Instituto Zo&oacute;filo Quinta Carbone &ndash; IZQC<br />
&Iacute;ris &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Ambiente<br />
Liga Portuguesa dos Direitos do Animal - LPDA<br />
LPN &ndash; Liga para a Prote&ccedil;&atilde;o da Natureza<br />
MAPA &ndash; Movimento Acad&eacute;mico de Prote&ccedil;&atilde;o Ambiental &ndash; Universidade da Beira Interior<br />
Movimento Bem da Terra &ndash; Felgueiras<br />
Movimento Jardim Martim Moniz<br />
Movimento Peticion&aacute;rio Rua R&eacute;gulo Megauanha-Porto<br />
Movimento por um Jardim Ferrovi&aacute;rio na Boavista &ndash; Porto<br />
Movimento Unidos pelo Rossio &ndash; Aveiro<br />
MUBi- Associa&ccedil;&atilde;o pela Mobilidade Urbana em Bicicleta<br />
NDMALO-GE: N&uacute;cleo de Defesa do Meio Ambiente de Lordelo do Ouro &ndash; Grupo Ecol&oacute;gico<br />
Onda Verde &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o Juvenil de Ambiente e Aventura<br />
Palombar &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural<br />
PCI &ndash; Param&eacute;dicos de Cat&aacute;strofe Internacional<br />
Plataforma em Defesa das &Aacute;rvores<br />
PUMI &ndash; Movimento Por Um Mundo Ideal<br />
QUERCUS &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza<br />
Renovar a Mouraria &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o<br />
Rio Neiva - Associa&ccedil;&atilde;o de Defesa do Ambiente <br />
Salvar o Jardim da Parada<br />
SEA &ndash; Sociedade de &Eacute;tica Ambiental<br />
Slow Motion Tours - Porto<br />
SPECO &ndash; Sociedade Portuguesa de Ecologia<br />
TAGIS- Centro de Conserva&ccedil;&atilde;o das Borboletas de Portugal<br />
Tree Talk Gaia &ndash; Movimento pela Preserva&ccedil;&atilde;o de Espa&ccedil;os Verdes em Gaia Litoral<br />
Verde &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o para a Conserva&ccedil;&atilde;o Integrada da Natureza<br />
ZERO &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o Sistema Terrestre Sustent&aacute;vel<br />
&nbsp;<br />
<br />
<strong>FOTOS:</strong><br />
<br />
<strong>Capa<br />
</strong>Jardim Gulbenkian, Lisboa, Portugal<br />
Arquitectos respons&aacute;veis: Gon&ccedil;alo Ribeiro Telles, Ant&oacute;nio Barreto Viana. Fot&oacute;grafo: Manuel Silveira Ramos. Data de produ&ccedil;&atilde;o da fotografia original: 2002-2003.<br />
CFT169.601.ic<br />
Uploaded by tm<br />
Biblioteca de Arte / Art Library Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian<br />
This image was taken from Flickr's The Commons.<br />
<br />
<br />
<strong>Corpo de texto</strong><br />
Gon&ccedil;alo Ribeiro Telles<br />
28 December 2020<br />
Principais acontecimentos que marcaram o ano 2020<br />
Ag&ecirc;ncia Lusa<br />
This file is licensed under the Creative Commons Attribution 3.0 Unported license<br />
<br />
<br type="_moz" />]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c7071</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Sat, 06 May 2023 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Proibição das munições com chumbo em Portugal: LIFE Aegypius Return organiza conferência na Expocaça, a maior feira de caça do país</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/proibicao-das-municoes-com-chumbo-em-portugal-life-aegypius-return-organiza-conferencia-na-expocaca-a-maior-feira-de-caca-do-pais-2023-05-06/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[Desde Fevereiro de 2023, o <a href="https://4vultures.org/blog/eu-bans-the-use-of-lead-ammunition-in-wetlands/">novo regulamento da Uni&atilde;o Europeia (UE) pro&iacute;be a utiliza&ccedil;&atilde;o de muni&ccedil;&otilde;es com chumbo nas zonas h&uacute;midas e nas suas imedia&ccedil;&otilde;es</a>. Um passo hist&oacute;rico em todos os pa&iacute;ses da UE, no Liechtenstein, na Noruega e na Isl&acirc;ndia, no sentido de minimizar os impactos negativos deste elemento t&oacute;xico que amea&ccedil;a habitats, esp&eacute;cies e p&otilde;e em risco a sa&uacute;de humana. Para apoiar os ca&ccedil;adores na transi&ccedil;&atilde;o para alternativas sem chumbo, os parceiros do <a href="https://4vultures.org/life-aegypius-return/">projeto LIFE Aegypius Return</a> organizaram uma confer&ecirc;ncia intitulada &quot;Proibi&ccedil;&atilde;o de muni&ccedil;&otilde;es de chumbo em Portugal&quot; no maior certame de ca&ccedil;a do pa&iacute;s, a Expoca&ccedil;a.  <br />
<br />
<strong>Proibi&ccedil;&atilde;o das muni&ccedil;&otilde;es com chumbo em Portugal: confer&ecirc;ncia organizada na maior feira de ca&ccedil;a do pa&iacute;s</strong><br />
<br />
A <a href="https://www.expocaca.com/">Expoca&ccedil;a</a> re&uacute;ne anualmente mais de 22.000 visitantes, num certame de tr&ecirc;s dias destinado a ca&ccedil;adores e amantes da ca&ccedil;a. Na edi&ccedil;&atilde;o de 2023, a Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Propriet&aacute;rios Rurais (ANPC), parceira do projecto LIFE Aegypius Return, organizou uma confer&ecirc;ncia em colabora&ccedil;&atilde;o com a <a href="http://cacaecaesdecaca.com/">revista &quot;Ca&ccedil;a e C&atilde;es de Ca&ccedil;a&quot;</a> (C&amp;CC) para debater sobre a aplica&ccedil;&atilde;o do regulamento da UE em Portugal e a transi&ccedil;&atilde;o para muni&ccedil;&otilde;es sem chumbo. <br />
A confer&ecirc;ncia, realizada na Expoca&ccedil;a (Santar&eacute;m) no dia 5 de Maio, contou com mais de 60 participantes, entre ca&ccedil;adores, representantes do Instituto Nacional de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza (ICNF) e muitas outras organiza&ccedil;&otilde;es relevantes para o sector, que partilharam diferentes perspetivas sobre o tema. Os oradores falaram sobre a ado&ccedil;&atilde;o do regulamento da UE em Portugal (Pedro Santana, IGAMAOT), sobre as implica&ccedil;&otilde;es das muni&ccedil;&otilde;es de chumbo nas aves aqu&aacute;ticas (David Rodrigues, ESAC Coimbra) e nas aves necr&oacute;fagas, com a men&ccedil;&atilde;o dos impactos ecol&oacute;gicos e econ&oacute;micos que estas esp&eacute;cies oferecem &agrave; sociedade (Milene Matos, Vulture Conservation Foundation e coordenadora do projeto LIFE Aegypius Return).<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/noticias/LIFE%20aegypius%20return_expocaca%202023-01.png" width="1548" height="1003" alt="" /> <br />
<br />
Foi dado grande &ecirc;nfase &agrave; transi&ccedil;&atilde;o para muni&ccedil;&otilde;es alternativas, com comunica&ccedil;&otilde;es dedicadas &agrave;s caracter&iacute;sticas das muni&ccedil;&otilde;es em chumbo, adapta&ccedil;&atilde;o de armas e efici&ecirc;ncia nos diferentes tipos de ca&ccedil;a (Pedro Vitorino, C&amp;CC), &agrave; perspectiva da ind&uacute;stria sobre as cadeias de produ&ccedil;&atilde;o e aprovisionamento (Susana Silva, Associa&ccedil;&atilde;o de Armeiros de Portugal) e &agrave; perspectiva dos ca&ccedil;adores sobre a ado&ccedil;&atilde;o de alternativas ao chumbo (FENCA&Ccedil;A).  Jo&atilde;o Carvalho, da ANPC, apresentou ainda a iniciativa dos embaixadores de muni&ccedil;&otilde;es ecol&oacute;gicas no &acirc;mbito do projeto LIFE AEgypius Return e convidou o p&uacute;blico a participar nas sess&otilde;es de capacita&ccedil;&atilde;o e workshops de bal&iacute;stica que ser&atilde;o realizados no decorrer do projeto.   <br />
<br />
O debate final, muito participado, foi uma oportunidade para ouvir as preocupa&ccedil;&otilde;es sobre a implementa&ccedil;&atilde;o do novo regulamento e a sua aplica&ccedil;&atilde;o na pr&oacute;xima &eacute;poca venat&oacute;ria. Em Portugal, a defini&ccedil;&atilde;o concreta de zonas h&uacute;midas e respetiva aplicabilidade do regulamento ainda est&atilde;o de ser determinadas. Os ca&ccedil;adores pareceram bastante recetivos &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o de muni&ccedil;&otilde;es alternativas nas zonas h&uacute;midas, mas mostraram resist&ecirc;ncia na elimina&ccedil;&atilde;o total do uso de muni&ccedil;&otilde;es com chumbo em outros habitats. <br />
<br />
<strong>A utiliza&ccedil;&atilde;o de muni&ccedil;&otilde;es com chumbo na ca&ccedil;a constitui uma grave amea&ccedil;a para a avifauna</strong><br />
<br />
O chumbo &eacute; um elemento amplamente utilizado em processos industriais, na pesca, na ca&ccedil;a e nos desportos de tiro. Cada cartucho de ca&ccedil;a cont&eacute;m centenas de proj&eacute;teis esf&eacute;ricos que se dispersam no ambiente, contaminando o solo e a &aacute;gua. Para a avifauna, &eacute; especialmente perigoso: muitas aves aqu&aacute;ticas que ingerem pequenas part&iacute;culas de pedra que ajudam na digest&atilde;o acabam por ingerir proj&eacute;teis de chumbo, confundindo-os com essas part&iacute;culas. As aves de rapina e necr&oacute;fagas obrigat&oacute;rias, como os abutres, s&atilde;o tamb&eacute;m diretamente afetadas por se alimentarem de carca&ccedil;as de animais atingidos, que os ca&ccedil;adores n&atilde;o recolheram. <br />
<br />
De acordo com a ECHA - Ag&ecirc;ncia Europeia dos Produtos Qu&iacute;micos, <a href="https://echa.europa.eu/hot-topics/lead-in-shot-bullets-and-fishing-weights">44 000 toneladas de chumbo s&atilde;o anualmente dispersas no ambiente da UE</a>, colocando em risco pelo menos 135 milh&otilde;es de aves por ano devido &agrave; ingest&atilde;o direta de chumbo de armas de fogo, 14 milh&otilde;es de aves devido &agrave; ingest&atilde;o secund&aacute;ria e 7 milh&otilde;es devido &agrave; ingest&atilde;o de equipamento de pesca com chumbo. Como o chumbo n&atilde;o &eacute; eliminado dos organismos, os seus impactos estendem-se por toda a cadeia tr&oacute;fica, um fen&oacute;meno denominado bioacumula&ccedil;&atilde;o. As aves necr&oacute;fagas, com o seu importante papel de remo&ccedil;&atilde;o de cad&aacute;veres dos nossos ecossistemas, s&atilde;o tamb&eacute;m indiretamente contaminadas pelo chumbo acumulado em animais dos quais se alimentam.<br />
<br />
<strong>Uma amea&ccedil;a silenciosa para as aves necr&oacute;fagas na Europa</strong> <br />
<br />
Um <a href="https://www.researchgate.net/publication/344309217_Integrating_active_and_passive_monitoring_to_assess_sublethal_effects_and_mortality_from_lead_poisoning_in_birds_of_prey">estudo realizado em Espanha em 2020</a>, encontrou n&iacute;veis anormais de chumbo no sangue de v&aacute;rias aves de rapina. Cerca de 30 % dos quebra-ossos (Gypaetus barbatus) e 95 % dos grifos (Gyps fulvus) capturados estavam contaminados. No caso dos grifos, enquanto a maioria se encontrava num estado subcl&iacute;nico (73 % dos grifos capturados), 17,8 % encontravam-se num estado cl&iacute;nico e 4,2 % num estado cl&iacute;nico grave. O estudo tamb&eacute;m encontrou uma elevada correla&ccedil;&atilde;o entre a incid&ecirc;ncia de envenenamento e a &eacute;poca venat&oacute;ria. <br />
<br />
Em 2021, outro <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0048969721011979">estudo encontrou chumbo em tecidos de aves</a>, com 44% das aves a apresentarem n&iacute;veis que excediam os limites. Os autores sugerem que a presen&ccedil;a de chumbo tem um impacto na demografia das esp&eacute;cies e identificam as muni&ccedil;&otilde;es de ca&ccedil;a como a principal fonte de contamina&ccedil;&atilde;o de aves necr&oacute;fagas. A exposi&ccedil;&atilde;o ao chumbo pode ter efeitos subletais nos abutres, afetando o metabolismo com a inibi&ccedil;&atilde;o de processos enzim&aacute;ticos, impactando os sistemas imunit&aacute;rio, nervoso e reprodutor, e provocando altera&ccedil;&otilde;es comportamentais relacionadas com a perda de peso e de movimentos. Em casos extremos, pode provocar paralisia e convuls&otilde;es, e levar &agrave; morte do indiv&iacute;duo.<br />
<br />
<div style="text-align: center;"><img src="http://www.palombar.pt/imagens/noticias/Griffon-suffered-from-lead-poisoning-928x521-1.png" width="928" height="521" alt="" /><br />
<br />
Raio-X de um Grifo contaminado por proj&eacute;teis de chumbo</div>
<br />
<strong>Apoiar os ca&ccedil;adores na transi&ccedil;&atilde;o para muni&ccedil;&otilde;es sem chumbo<br />
</strong> <br />
O projeto LIFE Aegypius Return, co-financiado pelo <a href="https://cinea.ec.europa.eu/programmes/life_en">Programa LIFE da UE</a>, tem como objetivo duplicar a popula&ccedil;&atilde;o reprodutora de abutres-pretos ao longo da fronteira entre Portugal e Espanha Ocidental. Os parceiros do projeto est&atilde;o a trabalhar para melhorar a disponibilidade alimentar, o habitat e as condi&ccedil;&otilde;es de nidifica&ccedil;&atilde;o, mas tamb&eacute;m para mitigar os incidentes de envenenamento. Ser&atilde;o organizados capacita&ccedil;&atilde;o sobre crimes ambientais como o uso ilegal de venenos, e ser&atilde;o criadas duas novas brigadas anti-envenenamento dentro do SEPNA, GNR, tamb&eacute;m parceiro do projeto.<br />
Para reduzir o risco de contamina&ccedil;&atilde;o por chumbo e apoiar os ca&ccedil;adores na transi&ccedil;&atilde;o para muni&ccedil;&otilde;es alternativas, ser&atilde;o realizadas a&ccedil;&otilde;es de forma&ccedil;&atilde;o e workshops com especialistas em bal&iacute;stica, onde os participantes poder&atilde;o testar muni&ccedil;&otilde;es sem chumbo. Pretende-se envolver pelo menos 300 ca&ccedil;adores nas diferentes oportunidades formativas e de sensibiliza&ccedil;&atilde;o, medidas que foram aplaudidas pelos participantes durante a confer&ecirc;ncia.<br />
<br />
A Confer&ecirc;ncia foi transmitida em direto na p&aacute;gina no Facebook da  C&amp;CC e pode ser vista aqui: <a href="https://www.facebook.com/events/572871811618020/?ref=newsfeed&amp;locale=pt_PT">https://www.facebook.com/events/572871811618020/?ref=newsfeed&amp;locale=pt_PT</a><br />
<div style="text-align: left;"><strong><br />
O Projeto LIFE Aegypius Return<br />
<br />
</strong><img src="http://www.palombar.pt/imagens/noticias/01_Logo_LIFE_Aegypius.jpg" width="3920" height="2205" alt="" /></div>
O projeto LIFE Aegypius Return tem um or&ccedil;amento de 3.7 milh&otilde;es e &eacute; liderado pela Vulture Conservation Foundation em colabora&ccedil;&atilde;o com a Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, a Herdade da Contenda, a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, a Liga para a Prote&ccedil;&atilde;o da Natureza, a Associa&ccedil;&atilde;o Transum&acirc;ncia e Natureza, a Fundaci&oacute;n Naturaleza y Hombre, a Guarda Nacional Republicana, e a Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Propriet&aacute;rios Rurais Gest&atilde;o Cineg&eacute;tica e Biodiversidade.]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 28 Apr 2023 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>O projeto LIFE Aegypius Return já tem site!</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/o-projeto-life-aegypius-return-ja-tem-site-21-2023-2f04-2f28/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<div style="text-align: center;"><strong>&nbsp;J&aacute; est&aacute; dispon&iacute;vel o </strong><a href="https://4vultures.org/life-aegypius-return/"><u><strong>site do projeto LIFE Aegypius Return</strong></u></a><strong>, onde poder&aacute; encontrar toda a informa&ccedil;&atilde;o sobre a consolida&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o de abutre-preto em Portugal e no oeste de Espanha.</strong>&nbsp;</div>
<div style="text-align: left;"><br />
<br />
<span style="font-size: 20px;"><strong>Fique a conhecer o projeto LIFE Aegypius Return em detalhe</strong></span> <br />
<br />
O website do LIFE Aegypius Return inclui informa&ccedil;&otilde;es detalhadas sobre os objetivos, a&ccedil;&otilde;es e parceiros do projeto. Fique a conhecer os dez s&iacute;tios da Rede Natura 2000 ao longo da fronteira entre Portugal e Espanha onde est&atilde;o a ser desenvolvidos esfor&ccedil;os de conserva&ccedil;&atilde;o para o abture-preto e descubra a hist&oacute;ria e os antecedentes da esp&eacute;cie nos dois pa&iacute;ses. Quantos abutres-preto existem atualmente? O que levou ao decl&iacute;nio da esp&eacute;cie? E porque raz&atilde;o os abutres s&atilde;o fundamentais para o equil&iacute;brio dos ecossistemas? Siga as not&iacute;cias, eventos e resultados do projeto, e aceda aos recursos publicados.  <br />
<br />
<span style="font-size: 20px;"><strong>Denunciar crimes contra a vida silvestre</strong></span>  <br />
<br />
Pode ajudar-nos a proteger o abutre-preto. O nosso website inclui uma sec&ccedil;&atilde;o dedicada &agrave; den&uacute;ncia de crimes contra a vida selvagem, incluindo abates ilegais, envenenamento, perturba&ccedil;&atilde;o de ninhos e inc&ecirc;ndios florestais. Se se deparar com algum crime contra a vida silvestre em Portugal e Espanha, denuncie-o e junte-se a n&oacute;s na prote&ccedil;&atilde;o do abutre-preto! <br />
<br />
<span style="font-size: 20px;"><strong>Ajude-nos a espalhar a palavra</strong></span>  <br />
<br />
O rec&eacute;m-lan&ccedil;ado website do projeto LIFE Aegypius Return &eacute; a plataforma perfeita para os admiradores do abutre-preto se manterem informados e mostrarem o seu apoio. Ajude-nos a espalhar a palavra sobre a import&acirc;ncia da conserva&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie, partilhando as not&iacute;cias e atualiza&ccedil;&otilde;es do nosso projeto nas redes sociais.  <br />
<br />
Estamos tamb&eacute;m a organizar v&aacute;rios eventos para envolver diferentes p&uacute;blicos interessados no projeto, desde confer&ecirc;ncias dirigidas a cientistas a atividades educativas para as comunidades locais. O primeiro evento &eacute; j&aacute; em novembro deste ano, a <a href="https://4vultures.org/event/european-vulture-conference-2023/"><u>European Vulture Conference 2023</u></a>, em C&aacute;ceres (Espanha), que incluir&aacute; workshops, confer&ecirc;ncias e visitas de campo e vai reunir centenas de participantes da comunidade cient&iacute;fica e conserva&ccedil;&atilde;o da natureza de toda a Europa.  Todos estes eventos ser&atilde;o publicados no nosso s&iacute;tio Web, n&atilde;o deixe de os consultar e participar naqueles que lhe interessam.  <br />
<br />
Junte-se a n&oacute;s e aos nossos esfor&ccedil;os de conserva&ccedil;&atilde;o e saiba mais sobre o projeto LIFE Aegypius Return explorando o nosso s&iacute;tio Web em <a href="https://4vultures.org/life-aegypius-return/"><u>https://4vultures.org/life-aegypius-return/</u></a>.  <br />
<br />
<span style="font-size: 20px;"><strong>Sobre o projeto</strong></span> <br />
<br />
O projeto &quot;LIFE Aegypius return - consolida&ccedil;&atilde;o e expans&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o de abutre-preto em Portugal e no oeste de Espanha&quot;, financiado pelo Programa LIFE da Uni&atilde;o Europeia e que arrancou em setembro de 2022, tem como objetivos principais aumentar a popula&ccedil;&atilde;o de abutre-preto e melhorar o seu estado de conserva&ccedil;&atilde;o e estatuto de amea&ccedil;a em Portugal.  <br />
<br />
O projeto LIFE Aegypius Return tem um or&ccedil;amento de 3.7 milh&otilde;es e &eacute; liderado pela <a href="https://4vultures.org/life-aegypius-return/"><u>Vulture Conservation Foundation</u></a> em colabora&ccedil;&atilde;o com a <a href="https://www.palombar.pt/pt/"><u>Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural</u></a>, a <a href="https://www.herdadedacontenda.pt/"><u>Herdade da Contenda</u></a>, a <a href="https://spea.pt/"><em>Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves</em></a>, a <a href="https://www.lpn.pt/"><u>Liga para a Prote&ccedil;&atilde;o da Natureza</u></a>, a <a href="https://www.facebook.com/atnatureza/"><em>Associa&ccedil;&atilde;o Transum&acirc;ncia e Natureza</em></a>, a <a href="https://fnyh.org/en/"><u>Fundaci&oacute;n Naturaleza y Hombre</u></a>, a <a href="https://www.gnr.pt/"><u>Guarda Nacional Republicana</u></a>, e a <a href="https://anpc.pt/"><u>Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Propriet&aacute;rios Rurais Gest&atilde;o Cineg&eacute;tica e Biodiversidade</u></a>.<br />
<br />
&nbsp;</div>
<div style="text-align: center;"><img src="http://www.palombar.pt/imagens/noticias/barra%20logos.png" width="1137" height="59" alt="" /></div>]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c7090</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Wed, 05 Apr 2023 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Agricultores: definidas medidas de apoio para proteger águia-caçadeira em terrenos agrícolas</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/agricultores-definidas-medidas-de-apoio-para-proteger-aguia-cacadeira-em-terrenos-agricolas-2023-04-05/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[Foi j&aacute; publicada em Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica, no dia 27 de fevereiro de 2023, a Portaria que regula o apoio monet&aacute;rio a ser concedido aos agricultores que assegurem, nos seus terrenos, a implementa&ccedil;&atilde;o de medidas para prote&ccedil;&atilde;o da &aacute;guia-ca&ccedil;adeira (<em>Circus pygargus</em>), uma ave de rapina migradora atualmente em risco de extin&ccedil;&atilde;o em Portugal.  O montante do apoio dado &eacute; aumentado, de forma anual, em 10%, caso o agricultor atue em colabora&ccedil;&atilde;o com uma organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental de ambiente (ONGA) com interven&ccedil;&atilde;o na prote&ccedil;&atilde;o da &aacute;guia-ca&ccedil;adeira, como &eacute; o caso da Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural.<br />
<br />
Para beneficiar dos apoios, os agricultores devem candidatar uma superf&iacute;cie m&iacute;nima de 0,3 hectares de cereais praganosos (como, por exemplo trigo mole, trigo duro, centeio, cevada, aveia, triticale, etc.) para produ&ccedil;&atilde;o de gr&atilde;o e consocia&ccedil;&otilde;es de cereais praganosos com outras culturas para a produ&ccedil;&atilde;o de forragem, onde se localizem ninhos de &aacute;guia-ca&ccedil;adeira situados na &aacute;rea geogr&aacute;fica de aplica&ccedil;&atilde;o do apoio (ver p&aacute;ginas 58 a 60 do documento da Portaria, dispon&iacute;vel abaixo). Este &eacute; o principal crit&eacute;rio para poder receber o apoio.<br />
<br />
<strong>Como candidatar-se ao apoio?</strong>&nbsp;<br />
Fale com o seu t&eacute;cnico de aconselhamento agr&iacute;cola<br />
<br />
<strong>O que os agricultores ficam obrigados a cumprir?</strong><br />
- Assegurar o principal crit&eacute;rio para receber o apoio;<br />
- N&atilde;o cortar, nem pastorear, uma &aacute;rea de um hectare em torno de cada ninho referenciado, com a &aacute;rea e ninho validados e georreferenciados pelo Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas (ICNF), correspondente &agrave; &aacute;rea de prote&ccedil;&atilde;o do ninho de &aacute;guia-ca&ccedil;adeira, nas &aacute;reas de cereal praganoso, cuja colheita se realize antes de 30 de julho e nas &aacute;reas de cereais praganosos ou de suas consocia&ccedil;&otilde;es para produ&ccedil;&atilde;o de forragem;<br />
- As &aacute;reas de prote&ccedil;&atilde;o n&atilde;o colhidas ou n&atilde;o cortadas a que se refere o ponto anterior devem manter-se sem qualquer atividade agr&iacute;cola, incluindo o pastoreio at&eacute; final de 30 de julho, data a partir da qual poder&atilde;o ser colhidas ou pastoreadas;<br />
- Nos casos em que as &aacute;reas candidatas sejam inferiores a um hectare, quer sejam &aacute;reas de cereal praganoso para gr&atilde;o ou suas consocia&ccedil;&otilde;es para a produ&ccedil;&atilde;o de feno, a restri&ccedil;&atilde;o de n&atilde;o corte, de n&atilde;o colheita e de n&atilde;o pastoreio, antes de 30 de julho, aplica-se &agrave; totalidade das &aacute;reas candidatas.<br />
<br />
<strong>Qual &eacute; o montante e os limites do apoio?</strong><br />
Os montantes e limites do apoio previstos s&atilde;o de 250 &euro;/ha de &aacute;rea de cereal praganoso para produ&ccedil;&atilde;o de gr&atilde;o ou de consocia&ccedil;&otilde;es de cereais praganosos com outras culturas para a produ&ccedil;&atilde;o de forragem que n&atilde;o tenha sido colhida, cortada em verde ou n&atilde;o tenha sido pastoreada at&eacute; 30 de julho.<br />
O montante total do apoio &eacute; majorado, anualmente, em 10%, caso o benefici&aacute;rio recorra ao apoio de uma ONGA com atua&ccedil;&atilde;o na prote&ccedil;&atilde;o da &aacute;guia-ca&ccedil;adeira<br />
<br />
<u><strong><a href="https://files.dre.pt/1s/2023/02/04101/0000400067.pdf">Portaria n.&ordm; 54-A/2023 de 27 de fevereiro</a></strong></u> <br />
<br />
<strong>Palombar atua na prote&ccedil;&atilde;o da &aacute;guia-ca&ccedil;adeira no Nordeste Transmontano</strong> <br />
No Nordeste Transmontano, a Palombar &eacute; um dos promotores do projeto <a href="https://www.palombar.pt/pt/projetos/searas-com-biodiversidade-salvemos-a-aguia-cacadeira-2022/"><u>&ldquo;Searas com Biodiversidade: salvemos a &aacute;guia-ca&ccedil;adeira&rdquo;</u></a>, que visa proteger esta esp&eacute;cie da extin&ccedil;&atilde;o com o envolvimento dos agricultores. Desde 2020, que implementamos no terreno, em estreita colabora&ccedil;&atilde;o com os agricultores locais, diversas a&ccedil;&otilde;es de conserva&ccedil;&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o desta ave de rapina amea&ccedil;ada.<br />
<br />
<div style="text-align: center;"><img src="http://www.palombar.pt/imagens/noticias/Screenshot%202020-07-20%20at%2011_53_33.png" width="1200" height="660" alt="" /></div>
<div style="text-align: center;"><br />
Crias de &aacute;guia-ca&ccedil;adeira (C. pygargus) no ninho estabelecido no meio dos cereais. Foto: Palombar<br />
&nbsp;</div>
<strong>A &aacute;guia-ca&ccedil;adeira</strong><br />
A &aacute;guia-ca&ccedil;adeira &eacute; uma rapina migradora e as suas popula&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m registado um decl&iacute;nio continuado e acentuado no territ&oacute;rio nacional nos &uacute;ltimos anos. Esse decl&iacute;nio resulta, muito provavelmente, de dois fatores decisivos que afetam a esp&eacute;cie: o corte precoce das culturas de feno (forrageiras) em plena &eacute;poca reprodutora (esta ave faz o ninho no solo, o qual &eacute; muitas vezes destru&iacute;do pelas m&aacute;quinas agr&iacute;colas, assim como os ovos e crias) e a perda de habitat associada &agrave; redu&ccedil;&atilde;o muito significativa das &aacute;reas cultivadas com cereais para produ&ccedil;&atilde;o de gr&atilde;o.<br />
<br />
O projeto aposta fortemente no envolvimento dos produtores agr&iacute;colas na conserva&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie, que depende quase exclusivamente do habitat das searas para assegurar o seu ciclo de vida, sobretudo no que se refere &agrave; reprodu&ccedil;&atilde;o e alimenta&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
Esta rapina &eacute; uma aliada dos agricultores, pois ca&ccedil;a e elimina pragas para a agricultura, como pequenos roedores, insetos e aves de pequeno porte. Um &uacute;nico casal de &aacute;guia-ca&ccedil;adeira captura mais de 1000 animais prejudiciais &agrave; agricultura numa &eacute;poca de reprodu&ccedil;&atilde;o. <br />
<br />
<strong>Colabore connosco, contacte-nos:</strong> <br />
<br />
Am&eacute;rico Guedes - Tel. +351 926 862 971 <br />
Lu&iacute;s Ribeiro - Tel. +351 914 985 049<br />
<br />
Email - palombar@palombar.pt<br />
<br />
&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c709b</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 24 Mar 2023 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Zimbro, o primeiro abutre-preto libertado no âmbito do projeto LIFE Aegypius Return</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/zimbro-o-primeiro-abutre-preto-libertado-no-ambito-do-projeto-life-aegypius-return-2023-03-24/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[Que melhor forma para celebrar a chegada da primavera do que a devolu&ccedil;&atilde;o de uma ave &agrave; natureza? No dia 21 de Mar&ccedil;o, Zimbro, um abutre-preto macho (Aegypius monachus) foi libertado no nordeste de Portugal, ap&oacute;s um longo processo de reabilita&ccedil;&atilde;o que envolveu tr&ecirc;s centros recupera&ccedil;&atilde;o de animais silvestres diferentes. A ave recebeu o nome de uma esp&eacute;cie de &aacute;rvore (Zimbro), em homenagem ao Dia Internacional das Florestas e para destacar a invulgar escolha que a esp&eacute;cie faz na regi&atilde;o, ao escolher construir o seu ninho em zimbros - algo que n&atilde;o &eacute; visto noutras col&oacute;nias do pa&iacute;s. Antes da liberta&ccedil;&atilde;o, o Zimbro foi equipado com um transmissor GPS, no &acirc;mbito do projecto LIFE Aegypius Return, que permitir&aacute; acompanhar os seus movimentos ao longo dos pr&oacute;ximos meses.<br />
<div style="text-align: center;"><br />
&nbsp;</div>
<span style="font-size: 13px;"><strong>O longo processo de reabilita&ccedil;&atilde;o do Zimbro</strong></span><br />
<br />
Em Setembro de 2021, o Zimbro foi encontrado em Porto de M&oacute;s (Leiria) num estado de sa&uacute;de d&eacute;bil e foi encaminhado para o Centro de Recupera&ccedil;&atilde;o de Animais Silvestres de Lisboa (LxCRAS), onde foi acompanhado pelos veterin&aacute;rios do centro durante mais de um ano. A reabilita&ccedil;&atilde;o foi complexa e longa, uma vez que a ave desenvolveu les&otilde;es secund&aacute;rias. Ap&oacute;s ter sido submetido a tratamento veterin&aacute;rio e fisioterapia, em dezembro de 2022 o Zimbro estava totalmente recuperado das suas les&otilde;es.<br />
<br />
<div style="text-align: center;"><img src="http://www.palombar.pt/imagens/noticias/Zimbro-recovery%20centre_LXCras.png" width="1200" height="799" alt="" /><br />
<br />
Zimbro no Centro de Recupera&ccedil;&atilde;o de Animais Silvestres de Lisboa LxCRAS &copy; LxCRAS<br />
<br />
&nbsp;</div>
Para estar apto a ser devolvido &agrave; natureza, a equipa veterin&aacute;ria do LxCRAS decidiu que o Zimbro necessitava de um t&uacute;nel de voo maior, que o permitisse tonificar e fortalecer os seus m&uacute;sculos. Em coordena&ccedil;&atilde;o com o ICNF (Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas), a ave foi transferida para o Centro de Recupera&ccedil;&atilde;o de Animais Selvagens do Hospital Veterin&aacute;rio da Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro (CRAS-HVUTAD).<br />
<br />
Nas &uacute;ltimas semanas antes da sua liberta&ccedil;&atilde;o, o Zimbro foi transferido para o Centro de Interpreta&ccedil;&atilde;o Ambiental e Recupera&ccedil;&atilde;o Animal (CIARA), que possui o maior t&uacute;nel de voo de Portugal, mimetizando o habitat natural local. Localizado no nordeste do pa&iacute;s, a estadia no CIARA permitiu ao Zimbro habituar-se ao territ&oacute;rio e &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas e socializar com outros abutres.<br />
<br />
<br />
<span style="font-size: 13px;"><strong>Abutre-preto devolvido &agrave; natureza no Parque Natural do Douro Internacional</strong></span><strong><br />
</strong> <br />
Com uma arrebatadora vista sobre o vale do Douro, dezenas de curiosos juntaram-se no Miradouro do Carrascalinho (Freixo de Espada &agrave; Cinta) para assistir &agrave; liberta&ccedil;&atilde;o do Zimbro. Os participantes foram recebidos pela equipa portuguesa da Vulture Conservation Foundation (VCF) e da Palombar, que apresentaram o Projeto LIFE Aegypius Return e os esfor&ccedil;os coletivos que est&atilde;o a ser feitos para duplicar a popula&ccedil;&atilde;o reprodutora de abutre-preto em Portugal at&eacute; 2027.<br />
<br />
Em seguida, o CIARA, representado pela Associa&ccedil;&atilde;o de Munic&iacute;pios do Baixo Sabor (AMBS) e os veterin&aacute;rios do CRAS-HVUTAD envolvidos na reabilita&ccedil;&atilde;o do Zimbro, explicaram o processo de recupera&ccedil;&atilde;o e salientaram o importante trabalho de coopera&ccedil;&atilde;o entre os tr&ecirc;s centros de recupera&ccedil;&atilde;o e as autoridades nacionais. Entre os participantes, estiveram ainda presentes os parceiros do projeto Associa&ccedil;&atilde;o Transum&acirc;ncia e Natureza e GNR (SEPNA); vigilantes da natureza do Parque Natural do Douro Internacional (ICNF); representantes de diferentes munic&iacute;pios; alunos do ensino especial do Agrupamento de Escolas de Freixo de Espada &agrave; Cinta, que batizaram o Zimbro; e pessoas da comunidade local.<br />
<br />
O Parque Natural do Douro Internacional acolhe uma das quatro col&oacute;nias reprodutoras da esp&eacute;cie no pa&iacute;s. Os dois casais que t&ecirc;m vindo a reproduzir-se nos &uacute;ltimos anos na &aacute;rea do Parque foram novamente confirmados este ano e est&atilde;o atualmente a incubar os seus ovos. Os casais est&atilde;o a ser monitorizados pelos t&eacute;cnicos da Palombar, que est&atilde;o tamb&eacute;m a prospetar &aacute;reas com elevado potencial de reprodu&ccedil;&atilde;o onde ser&atilde;o instaladas plataformas artificiais de nidifica&ccedil;&atilde;o. Em execu&ccedil;&atilde;o at&eacute; 2027, o projeto LIFE Aegypius Return tem tamb&eacute;m como objetivo melhorar a disponibilidade e seguran&ccedil;a dos ninhos ao longo da fronteira entre Portugal e o oeste espanhol e, para tal, ser&atilde;o instaladas 120 plataformas-ninho e reparados 105 ninhos naturais e artificiais.<br />
<br />
<div style="text-align: center;"><img src="http://www.palombar.pt/imagens/noticias/Zimbro_Cinereous%20vulture%20released%20in%20Portugal-02.png" width="1200" height="779" alt="" /></div>
<div style="text-align: center;"><br />
A liberta&ccedil;&atilde;o do Zimbro no Parque Natural do Douro Internacional &copy; Milene Matos</div>
<br />
<span style="font-size: 13px;"><strong>Aumentar a popula&ccedil;&atilde;o de abutre-preto em Portugal</strong></span> <br />
<br />
O abutre-preto &eacute; uma esp&eacute;cie classificada como Criticamente em Perigo, em Portugal, que esteve extinta durante quase quatro d&eacute;cadas e s&oacute; voltou a nidificar em 2010, atrav&eacute;s da expans&atilde;o natural da esp&eacute;cie em Espanha. Apesar da popula&ccedil;&atilde;o espanhola contar atualmente com cerca de 3.000 casais reprodutores, em Portugal existem apenas 40 casais, distribu&iacute;dos por quatro col&oacute;nias ao longo da raia. O Parque Natural do Douro Internacional acolhe a col&oacute;nia mais fr&aacute;gil, com apenas dois casais, motivo pelo qual os parceiros do projeto est&atilde;o empenhados em reintroduzir indiv&iacute;duos nesta &aacute;rea. At&eacute; 2027, 20 abutres-preto recuperados v&atilde;o ser libertados no territ&oacute;rio atrav&eacute;s do m&eacute;todo &ldquo;soft-release&rdquo;, que prev&ecirc; um per&iacute;odo de aclimatiza&ccedil;&atilde;o numa estrutura que ser&aacute; especificamente constru&iacute;da para o efeito, antes da devolu&ccedil;&atilde;o &agrave; natureza.<br />
<br />
Outra importante a&ccedil;&atilde;o do projeto LIFE Aegypius Return &eacute; o estudo do comportamento e ecologia da esp&eacute;cie. Pelo menos 60 abutres-pretos ser&atilde;o equipados com um transmissor GPS e monitorizados pela equipa de projeto. Os dados GPS recolhidos fornecem informa&ccedil;&otilde;es valiosas sobre a localiza&ccedil;&atilde;o e das aves e permitem agir rapidamente no caso de necessitarem de resgate.<br />
<br />
Com o transmissor GPS que foi instalado no Zimbro, em breve vamos poder partilhar os seus movimentos! Ir&aacute; ficar em Portugal ou visitar as col&oacute;nias de abutre-preto em Espanha?<br />
<br />
<div style="text-align: center;"><img src="http://www.palombar.pt/imagens/noticias/Zimbro_Cinereous%20vulture%20released%20in%20Portugal-01.png" width="1200" height="1043" alt="" /></div>
<div style="text-align: center;"><br />
A liberta&ccedil;&atilde;o do Zimbro no miradouro da Carrascalinha, PNDI &copy; Manuel Nunes, Milene Matos<br />
&nbsp;</div>
<br />
<div style="text-align: center;"><img src="http://www.palombar.pt/imagens/noticias/Zimbro%20Grupo.JPG" width="1200" height="798" alt="" /></div>
<div style="text-align: center;"><br />
Foto de grupo, ap&oacute;s a liberta&ccedil;&atilde;o do Zimbro &copy; Palombar</div>
<br />
<span style="font-size: 14px;"><strong><br />
O projeto LIFE Aegypius Return<br />
<div style="text-align: center;"><img src="http://www.palombar.pt/imagens/noticias/01_Logo_LIFE_Aegypius.jpg" width="400" height="225" alt="" /></div>
<br />
</strong></span><span style="font-size: 12px;">O projeto LIFE Aegypius Return pretende consolidar e acelerar o regresso do Abutre-preto em Portugal e Espanha ocidental, atrav&eacute;s da melhoria de habitat e da disponibilidade alimentar, e da minimiza&ccedil;&atilde;o das principais amea&ccedil;as com a&ccedil;&otilde;es de capacita&ccedil;&atilde;o das entidades e agentes nacionais. A equipa do projeto vai implementar a&ccedil;&otilde;es de conserva&ccedil;&atilde;o espec&iacute;ficas em dez &aacute;reas Natura 2000 ao longo de quase toda a fronteira entre Portugal e Espanha, com o objetivo de duplicar a popula&ccedil;&atilde;o de Abutres-preto em Portugal para 80 casais em 5 col&oacute;nias e, assim, baixar o estatuto nacional da esp&eacute;cie de Criticamente Amea&ccedil;ada para Amea&ccedil;ada at&eacute; 2027.<br />
<br />
O projeto LIFE Aegypius Return &eacute; confinanciado pelo programa LIFE da Uni&atilde;o Europeia. O seu sucesso depende do envolvimento de todos os stakeholders relevantes, e da colabora&ccedil;&atilde;o dos parceiros, a Vulture Conservation Foundation (VCF), coordenador benefici&aacute;rio, e os parceiros locais Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, Herdade da Contenda, Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, Liga para a Prote&ccedil;&atilde;o da Natureza, Associa&ccedil;&atilde;o Transum&acirc;ncia e Natureza, Fundaci&oacute;n Naturaleza y Hombre, Guarda Nacional Republicana e Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Propriet&aacute;rios Rurais e Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Propriet&aacute;rios Rurais Gest&atilde;o Cineg&eacute;tica e Biodiversidade.<br />
<br />
<br />
<div style="text-align: center;"><img src="http://www.palombar.pt/imagens/noticias/barra%20logos.png" width="1137" height="59" alt="" /></div>
</span><br type="_moz" />]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c70aa</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 17 Mar 2023 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Um novo casal de abutre-preto confirmado na Herdade da Contenda durante a visita da auditora do projeto LIFE Aegypius Return  </title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/um-novo-casal-de-abutre-preto-confirmado-na-herdade-da-contenda-durante-a-visita-da-auditora-do-projeto-life-aegypius-return-2023-03-17/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[Nos dias 13 e 14 de Mar&ccedil;o, os parceiros do projeto LIFE Aegypius Return reuniram-se na Herdade da Contenda (Moura) para a primeira visita da auditora da NEEMO (respons&aacute;vel pela auditoria externa da Comiss&atilde;o Europeia). A reuni&atilde;o foi uma oportunidade para partilhar o progresso das a&ccedil;&otilde;es implementadas e discutir os resultados preliminares da &eacute;poca de reprodu&ccedil;&atilde;o. O ponto alto do encontro aconteceu durante a visita de campo, com a confirma&ccedil;&atilde;o de um novo casal de abutre-preto na Herdade, que foi visto a acasalar. <br />
<br />
<strong>Consolida&ccedil;&atilde;o e expans&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o de abutre-preto em Portugal</strong>  <br />
<br />
O abutre-preto foi extinto em Portugal na d&eacute;cada de 1970 e foi s&oacute; em 2010 que os primeiros casais se estabeleceram novamente em territ&oacute;rio portugu&ecirc;s, gra&ccedil;as a a&ccedil;&otilde;es de conserva&ccedil;&atilde;o e de melhoria de habitat, e &agrave; expans&atilde;o natural da esp&eacute;cie a partir de Espanha. De norte a sul do pa&iacute;s, existem hoje 40 casais reprodutores divididos em quatro col&oacute;nias, mas h&aacute; habitat potencial para acolher muitos mais. O projeto LIFE Aegypius Return tem como ambi&ccedil;&atilde;o duplicar a popula&ccedil;&atilde;o reprodutora, promover a conectividade entre col&oacute;nias e baixar o estatuto de amea&ccedil;a da esp&eacute;cie de Criticamente em Perigo para em Perigo.   <br />
<br />
Passaram seis meses desde o in&iacute;cio do projeto, e j&aacute; temos boas raz&otilde;es para celebrar. Os nossos parceiros t&ecirc;m monitorizado as col&oacute;nias reprodutoras existentes na fronteira entre Portugal e o oeste Espanhol e prospetado potenciais novas &aacute;reas de reprodu&ccedil;&atilde;o. No nordeste, no Parque Natural do Douro Internacional, dois casais est&atilde;o a incubar; no centro de Portugal, na &aacute;rea do Parque Natural do Tejo Internacional, h&aacute; pelo menos um novo casal reprodutor confirmado, em compara&ccedil;&atilde;o ao ano passado; e no sul, na Herdade da Contenda, o n&uacute;mero de casais reprodutores acabou de subir para 14.   <br />
<br />
Durante a visita de campo &agrave; Herdade da Contenda, para al&eacute;m dos muitos abutres-pretos que vimos a cruzar os c&eacute;us, tivemos a oportunidade de observar v&aacute;rios ninhos naturais e plataformas de nidifica&ccedil;&atilde;o recuperadas este ano. A longa dist&acirc;ncia e com uso de telesc&oacute;pios para evitar qualquer perturba&ccedil;&atilde;o durante este per&iacute;odo sens&iacute;vel, vimos tr&ecirc;s abutres-pretos a incubar (atualmente h&aacute; 10 casais em incuba&ccedil;&atilde;o), o que indica que puseram j&aacute; o seu &uacute;nico ovo para este ano. A maior surpresa foi num ninho onde ainda n&atilde;o tinha sido confirmada nidifica&ccedil;&atilde;o, em que foi poss&iacute;vel observar os dois indiv&iacute;duos a acasalar.<br />
<br />
<div style="text-align: center;"><img src="http://www.palombar.pt/imagens/noticias/Herdade%20da%20Contenda_Cinereous%20Vulture%202023_LIFE%20Aegypius%20Return-01.png" width="811" height="710" alt="" /><br />
<br />
Observa&ccedil;&atilde;o de ninhos a longa dist&acirc;ncia &copy; B&aacute;rbara Pais, Jo&atilde;o Carvalho</div>
<div style="text-align: center;">&nbsp;</div>
<br />
<br />
<strong>Manuten&ccedil;&atilde;o e repara&ccedil;&atilde;o de ninhos para abutre-preto <br />
</strong><br />
O abutre-preto constr&oacute;i o seu enorme ninho no topo de &aacute;rvores ou utiliza plataformas artificiais de nidifica&ccedil;&atilde;o. Na Herdade da Contenda, especificamente, os casais tendem a construir os seus ninhos em pinheiros-bravos, j&aacute; que s&atilde;o abundantes neste local e oferecem boas condi&ccedil;&otilde;es para a nidifica&ccedil;&atilde;o desta esp&eacute;cie. No in&iacute;cio deste ano, os nossos parceiros da LPN e da Herdade da Contenda repararam alguns dos ninhos naturais e plataformas de nidifica&ccedil;&atilde;o, que serviram j&aacute; para um casal nidificar esta &eacute;poca.   <br />
<br />
A Herdade da Contenda acolhe a &uacute;nica col&oacute;nia reprodutora a sul do Tejo. Os primeiros casais estabeleceram-se em 2015 e a col&oacute;nia tem vindo a crescer desde ent&atilde;o. O abutre-preto tende a regressar todos os anos ao mesmo ninho com o seu parceiro e o n&uacute;mero de casais reprodutores na Herdade da Contenda manteve-se est&aacute;vel durante os &uacute;ltimos anos, com 10 casais a nidificar. Esta nova &eacute;poca parece muito promissora, com um novo recorde alcan&ccedil;ado de casais nidificantes. <br />
<br />
At&eacute; ao final do projeto em 2027, os parceiros v&atilde;o instalar 120 novas plataformas de nidifica&ccedil;&atilde;o em Portugal e no oeste de Espanha, em &aacute;reas com elevado potencial para a reprodu&ccedil;&atilde;o, e reparar 105 ninhos naturais. A visita de campo foi tamb&eacute;m uma oportunidade para visitar uma plataforma de nidifica&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o est&aacute; a ser utilizada esta &eacute;poca, e partilhar conhecimentos t&eacute;cnicos e materiais necess&aacute;rios para a instala&ccedil;&atilde;o destas plataformas.<br />
<br />
<div style="text-align: center;"><img src="http://www.palombar.pt/imagens/noticias/Herdade%20da%20Contenda_Nesting%20platform_LIFE%20Aegypius%20Return.png" width="1118" height="611" alt="" /><br />
<br />
Plataforma de nidifica&ccedil;&atilde;o na Herdade da Contenda &copy; Milene Matos, Paulo Monteiro</div>
<br />
<strong>Manuten&ccedil;&atilde;o do campo de alimenta&ccedil;&atilde;o para aves necr&oacute;fagas na Herdade da Contenda</strong>  <br />
<br />
Durante a visita de campo, os parceiros tiveram tamb&eacute;m a oportunidade de visitar o campo de alimenta&ccedil;&atilde;o de aves necr&oacute;fagas na Herdade da Contenda, uma estrutura constru&iacute;da em 2012, no &acirc;mbito de um anterior projeto de conserva&ccedil;&atilde;o, que tem sido mantida desde ent&atilde;o. O objetivo &eacute; assegurar a disponibilidade alimentar para o abutre-preto, especialmente durante o per&iacute;odo de cria. A comida &eacute; depositada com uma frequ&ecirc;ncia irregular, para imitar os padr&otilde;es naturais de disponibilidade alimentar.  <br />
<br />
As carca&ccedil;as, provenientes das atividades cineg&eacute;tica e pecu&aacute;ria na Herdade, s&atilde;o separadas em peda&ccedil;os com osso e distribu&iacute;das no interior do hectare do campo de alimenta&ccedil;&atilde;o. O objetivo, explica Pedro Rocha, Diretor Executivo da Herdade da Contenda, &eacute; evitar a competi&ccedil;&atilde;o e aumentar as probabilidades de cada abutre obter a sua parte, uma vez que os grifos (Gyps fulvus) s&atilde;o tamb&eacute;m visitantes regulares deste campo de alimenta&ccedil;&atilde;o. Em breve, ser&aacute; poss&iacute;vel utilizar o novo abrigo instalado no local e ver de perto estas magn&iacute;ficas aves a alimentarem-se.<br />
<br />
<div style="text-align: center;"><img src="http://www.palombar.pt/imagens/noticias/Herdade%20da%20Contenda_feedin%20station_LIFE%20Aegypius%20Return.png" width="1109" height="584" alt="" /><br />
<br />
Visita ao campo de alimenta&ccedil;&atilde;o de aves necr&oacute;fagas na Herdade da Contenda &copy; B&aacute;rbara Pais, Paulo Monteiro e Miguel N&oacute;voa</div>
<br />
<strong>Cria&ccedil;&atilde;o de novas &aacute;reas de alimenta&ccedil;&atilde;o e a transi&ccedil;&atilde;o para muni&ccedil;&otilde;es sem chumbo</strong>  <br />
<br />
O LIFE Aegypius Return vai criar 66 novas &aacute;reas n&atilde;o-vedadas e dois novos campos (vedados) para a alimenta&ccedil;&atilde;o de aves necr&oacute;fagas, em parceria com criadores de gado e reservas de ca&ccedil;a, para melhorar a disponibilidade de alimento para o abutre-preto. No entanto, de forma a assegurar que os alimentos depositados nos campos de alimenta&ccedil;&atilde;o n&atilde;o estejam contaminados por muni&ccedil;&otilde;es de chumbo, durante o projeto, vamos trabalhar diretamente com ca&ccedil;adores e gestores de ca&ccedil;a em 14 explora&ccedil;&otilde;es cineg&eacute;ticas.  <br />
<br />
Durante a reuni&atilde;o com os parceiros, foi convidado um perito em bal&iacute;stica, Pedro Vitorino (editor na revista Ca&ccedil;a e C&atilde;es de Ca&ccedil;a), que apoiar&aacute; na realiza&ccedil;&atilde;o de sess&otilde;es de capacita&ccedil;&atilde;o planeadas para os pr&oacute;ximos meses. As sess&otilde;es pretendem apoiar ca&ccedil;adores e gestores de ca&ccedil;a na transi&ccedil;&atilde;o para alternativas de muni&ccedil;&atilde;o sem chumbo.  <br />
<br />
O chumbo &eacute; um componente t&oacute;xico amplamente utilizado em muni&ccedil;&otilde;es de ca&ccedil;a, que causa s&eacute;rios riscos &agrave; natureza e sa&uacute;de humana, e aos abutres em particular. A 15 de Fevereiro deste ano, a utiliza&ccedil;&atilde;o de muni&ccedil;&otilde;es com chumbo tornou-se ilegal nas zonas h&uacute;midas de todos os pa&iacute;ses da Uni&atilde;o Europeia, Liechtenstein, Isl&acirc;ndia e Noruega. A proibi&ccedil;&atilde;o total do uso de muni&ccedil;&otilde;es com chumbo &eacute; uma possibilidade que poder&aacute; vir a ocorrer dentro dos pr&oacute;ximos anos.<br />
<br />
<div style="text-align: center;"><img src="http://www.palombar.pt/imagens/noticias/Herdade%20da%20Contenda_partners%202023_LIFE%20Aegypius%20Return.png" width="984" height="711" alt="" /><br />
<br />
Reuni&atilde;o dos parceiros do projeto LIFE Aegypius Return e visita de campo na Herdade da Contenda &copy; Alice Gama, Milene Matos, B&aacute;rbara Pais <br />
&nbsp;</div>
<br />
Agradecemos a todos os parceiros pelo seu empenho e excelente trabalho e deixa um agradecimento especial &agrave; Herdade da Contenda por nos ter recebido e tratado de toda a log&iacute;stica do encontro. <br />
<br />
<br />
<strong>O projeto LIFE Aegypius Return</strong>  <br />
O projeto LIFE Aegypius Return &eacute; confinanciado pelo Programa LIFE da Uni&atilde;o Europeia. O seu sucesso depende do envolvimento de todos os stakeholders relevantes, e da colabora&ccedil;&atilde;o dos parceiros, a Vulture Conservation Foundation (VCF), coordenador benefici&aacute;rio, e os parceiros locais Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, Herdade da Contenda, Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, Liga para a Prote&ccedil;&atilde;o da Natureza, Associa&ccedil;&atilde;o Transum&acirc;ncia e Natureza, Fundaci&oacute;n Naturaleza y Hombre, Guarda Nacional Republicana e Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Propriet&aacute;rios Rurais e Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Propriet&aacute;rios Rurais Gest&atilde;o Cineg&eacute;tica e Biodiversidade.<br />
<br />
<div style="text-align: center;"><img src="http://www.palombar.pt/imagens/noticias/barra%20logos.png" width="1137" height="59" alt="" /></div>
<strong><br type="_moz" />
</strong>]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c70ba</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Wed, 01 Mar 2023 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Projeto Tour Poupa-Gotas vai sensibilizar para importância do consumo da água da torneira e uso eficiente em concelhos raianos do norte</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/projeto-tour-poupa-gotas-vai-sensibilizar-para-importancia-do-consumo-da-agua-da-torneira-e-uso-eficiente-em-concelhos-raianos-do-norte-2023-03-01/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental de ambiente Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural vai arrancar brevemente com o projeto &ldquo;Por uma gota &ndash; Tour Poupa-Gotas&rdquo;, o qual tem como objetivos principais sensibilizar a comunidade para a import&acirc;ncia do consumo da &aacute;gua da torneira e outras fontes sustent&aacute;veis que favore&ccedil;am a redu&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o de res&iacute;duos, com foco no seu uso eficiente; alertar para os potenciais conflitos e riscos associados &agrave; escassez de &aacute;gua no territ&oacute;rio e ainda informar sobre o papel vital da &aacute;gua para a vida na Terra e enquanto elemento central para a conserva&ccedil;&atilde;o da natureza, em territ&oacute;rios da Rede Natura 2000.<br />
</strong><br />
Este projeto, aprovado no final de 2022 e financiado pelo Fundo Ambiental &ndash; Minist&eacute;rio do Ambiente e da A&ccedil;&atilde;o Clim&aacute;tica, enquadrado na Estrat&eacute;gia Nacional de Educa&ccedil;&atilde;o Ambiental 2020, ser&aacute; implementado no terreno durante este ano com recurso a uma carrinha itinerante, denominada &ldquo;Tour Poupa-Gotas&rdquo;, que ir&aacute; percorrer zonas do interior norte de Portugal, nomeadamente terras raianas do Alto Minho (concelhos de Melga&ccedil;o, Terras de Bouro e Arcos de Valdevez) e Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro (concelhos de Vinhais, Bragan&ccedil;a, Mogadouro, Vimioso e Miranda do Douro).<br />
<br />
A carrinha, equipada com material informativo, pedag&oacute;gico e did&aacute;tico, como jogos e atividades l&uacute;dico-pedag&oacute;gicas, ir&aacute; promover espa&ccedil;os de educa&ccedil;&atilde;o ambiental no contexto do territ&oacute;rio, sendo as a&ccedil;&otilde;es dirigidas principalmente &agrave; comunidade escolar, mas tamb&eacute;m &agrave; comunidade em geral. <br />
<br />
O projeto integra a realiza&ccedil;&atilde;o de sess&otilde;es de sensibiliza&ccedil;&atilde;o ambiental na comunidade, de sess&otilde;es de educa&ccedil;&atilde;o ambiental nas escolas, cria&ccedil;&atilde;o do C&iacute;rculo Amigos Poupa-Gotas e a&ccedil;&otilde;es de capacita&ccedil;&atilde;o para docentes e n&atilde;o docentes. Ser&aacute; ainda criado um Programa Educativo do projeto adaptado ao programa curricular dos anos e n&iacute;veis de ensino abrangidos por este, de forma a oferecer aos docentes uma ferramenta para a implementa&ccedil;&atilde;o de atividades pedag&oacute;gicas com foco nos seus objetivos centrais. <br />
<br />
Este &eacute; um projeto de continuidade e extens&atilde;o do projeto &ldquo;Por uma gota &ndash; pelo uso eficiente da &aacute;gua&rdquo; www.porumagota.pt, aprovado em 2018 e financiado pelo Fundo Ambiental e que tinha como promotores a Palombar e a AEPGA - Associa&ccedil;&atilde;o para o Estudo e Prote&ccedil;&atilde;o do Gado Asinino, atrav&eacute;s do Cons&oacute;rcio SACR - Sensibiliza&ccedil;&atilde;o Ativa da Comunidade Rural.]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c70c6</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 27 Feb 2023 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Palombar participa na primeira reunião que juntou promotores do projeto transfronteiriço DuraDOURO</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/palombar-participa-na-primeira-reuniao-que-juntou-promotores-do-projeto-transfronteirico-duradouro-2023-02-27/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural participou, no dia 21 de fevereiro, em Alca&ntilde;ices, Espanha, na primeira reuni&atilde;o presencial que juntou os promotores do projeto de coopera&ccedil;&atilde;o transfronteiri&ccedil;a DuraDOURO.</strong><br />
<br />
O encontro teve como objetivo reunir e recolher o contributo de produtores locais, agentes de conserva&ccedil;&atilde;o da natureza, artes&atilde;os e criadores de gado dos dois lados da fronteira luso-espanhola, com o intuito de conhecer o seu trabalho e procurar, em conjunto, propostas e solu&ccedil;&otilde;es sustent&aacute;veis que contribuam de forma concreta para a preserva&ccedil;&atilde;o da paisagem e da biodiversidade do territ&oacute;rio.<br />
<br />
Em representa&ccedil;&atilde;o da Palombar, esteve presente o m&eacute;dico veterin&aacute;rio Miguel N&oacute;voa, que abordou o trabalho desenvolvido pela Palombar no &acirc;mbito da conserva&ccedil;&atilde;o da natureza e do patrim&oacute;nio rural e contribuiu para esse prop&oacute;sito.<br />
<br />
O projeto DuraDouro est&aacute; abrangido pelo programa europeu Interreg POCTEP e &eacute; promovido por tr&ecirc;s entidades espanholas - Fundaci&oacute;n Santa Mar&iacute;a la Real, H&aacute;bitat Eficiente AEICE e Asociaci&oacute;n Ib&eacute;rica de Municipios Ribere&ntilde;os del Duero, e uma portuguesa, o Instituto Polit&eacute;cnico de Bragan&ccedil;a.<br />
<br />
Tem como meta divulgar recursos e experi&ecirc;ncias culturais, paisag&iacute;sticas e humanas na regi&atilde;o do Douro transfronteiri&ccedil;o, os quais foram j&aacute; desenvolvidos em projetos anteriores como o &quot;Flumen Durius&quot;, a &quot;Rota Ib&eacute;rica&quot;, a &quot;Paisagem Ib&eacute;rica&quot; e o &quot;Descubra o Douro&quot;. O grande prop&oacute;sito final do DuraDouro &eacute;, por isso, divulgar esses recursos e experi&ecirc;ncias, consolid&aacute;-los e integr&aacute;-los no territ&oacute;rio, transformando-os numa mais-valia efetiva para o futuro da regi&atilde;o.]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c70ce</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 13 Feb 2023 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>LIFE Aegypius return: monitorização confirma atividade nos ninhos dos dois únicos casais de abutre-preto no Douro Internacional</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/life-aegypius-return-monitorizacao-confirma-atividade-nos-ninhos-dos-dois-unicos-casais-de-abutre-preto-no-douro-internacional-2023-02-13/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural arrancou, no in&iacute;cio do m&ecirc;s de fevereiro, no &acirc;mbito do projeto &ldquo;LIFE Aegypius return&rdquo;, com a&ccedil;&otilde;es de monitoriza&ccedil;&atilde;o dos dois &uacute;nicos casais de abutre-preto (<em>Aegypius monachus</em>) estabelecidos e confirmados na Zona de Prote&ccedil;&atilde;o Especial (ZPE) da Rede Natura 2000 &ldquo;Douro Internacional e Vale do &Aacute;gueda&rdquo; (PTZPE0038), parcialmente abrangida pelo Parque Natural do Douro Internacional (PNDI), tendo sido registada atividade nos ninhos da esp&eacute;cie.</strong><br />
<br />
A equipa da Palombar confirmou a ocupa&ccedil;&atilde;o dos dois ninhos e observou o transporte de material para estes e o arranjo das estruturas por parte dos casais de abutre-preto. Nos pr&oacute;ximos dias, estima-se que, muito provavelmente, ocorra a postura do &uacute;nico ovo que a f&ecirc;mea de cada casal p&otilde;e por ano reprodutor. De formar a evitar qualquer perturba&ccedil;&atilde;o aos casais reprodutores, a monitoriza&ccedil;&atilde;o foi realizada a cerca de 1600 m de dist&acirc;ncia, com recurso a material &oacute;tico. <br />
<br />
Os trabalhos de prospe&ccedil;&atilde;o e monitoriza&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m como objetivo analisar as movimenta&ccedil;&otilde;es e o sucesso reprodutor desta esp&eacute;cie de abutre que &eacute; a maior da Europa e est&aacute; amea&ccedil;ada de extin&ccedil;&atilde;o, bem como detetar eventuais novos casais que se possam ter estabelecido na &aacute;rea do PNDI. Adicionalmente, ir&aacute; permitir, a m&eacute;dio prazo, monitorizar as tend&ecirc;ncias populacionais deste n&uacute;cleo reprodutor e outros par&acirc;metros demogr&aacute;ficos como a produtividade e a mortalidade e, mais amplamente, avaliar o impacto das a&ccedil;&otilde;es do projeto nas esp&eacute;cies-alvo.<br />
<br />
<img src="http://www.palombar.pt/imagens/Ninho.jpg" width="600" height="800" alt="" /><br />
<p class="legenda">Ninho de abutre-preto. Fotografia Palombar.</p>
<br />
Al&eacute;m dos dois casais de abutre-preto registados, tamb&eacute;m foram observadas mais de 20 gralhas-de-bico-vermelho (<em>Pyrrhocorax pyrrhocorax</em>) e o primeiro britango (<em>Neophron percnopterus</em>) deste ano, rec&eacute;m chegado das suas zonas de invernada, situadas entre o sul do Mali e da Maurit&acirc;nia e o Senegal, no continente africano.<br />
<br />
Os t&eacute;cnicos de conserva&ccedil;&atilde;o da natureza e monitoriza&ccedil;&atilde;o da biodiversidade da Palombar continuar&atilde;o, nas pr&oacute;ximas semanas, a monitorizar novas &aacute;reas onde o abutre-preto possa estar a nidificar e, desta forma, aumentar o conhecimento sobre os indiv&iacute;duos reprodutores da esp&eacute;cie que existem nesta &aacute;rea protegida.<br />
<br />
<strong>Sobre o projeto<br />
</strong><br />
O projeto &quot;LIFE Aegypius return - consolida&ccedil;&atilde;o e expans&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o de abutre-preto em Portugal e no oeste de Espanha&quot;, financiado pelo Programa LIFE da Uni&atilde;o Europeia e que arrancou em setembro de 2022, tem como objetivos principais aumentar a popula&ccedil;&atilde;o de abutre-preto e melhorar o seu estado de conserva&ccedil;&atilde;o e estatuto de amea&ccedil;a em Portugal. Tem cofinanciamento da Viridia &ndash; Conservation in Action e da MAVA &ndash; Foundation pour la Nature.<br />
<br />
O &ldquo;LIFE Aegypius return&rdquo; &eacute; desenvolvido por um cons&oacute;rcio que integra a Vulture Conservation Foundation (VCF) - organiza&ccedil;&atilde;o coordenadora do projeto -, Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, Herdade da Contenda, Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), Liga para a Prote&ccedil;&atilde;o da Natureza (LPN), Associa&ccedil;&atilde;o Transum&acirc;ncia e Natureza (ATNatureza), Fundaci&oacute;n Naturaleza y Hombre, Guarda Nacional Republicana (GNR) e Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Propriet&aacute;rios Rurais, Gest&atilde;o Cineg&eacute;tica e Biodiversidade (ANPR).<br />
<br />
<strong><a href="https://www.palombar.pt/pt/projetos/life-aegypius-return-2022/">+ INFO</a></strong><br />]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c70d7</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Tue, 07 Feb 2023 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Carta apela à presidente da CE que proposta para futuro quadro legal sobre Sistemas Alimentares Sustentáveis seja apresentada até setembro</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/carta-apela-a-presidente-da-ce-que-proposta-para-futuro-quadro-legal-sobre-sistemas-alimentares-sustentaveis-seja-apresentada-ate-setembro-2023-02-07/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural &eacute; uma das subscritoras de uma carta enviada &agrave; presidente da Comiss&atilde;o Europeia (CE), Ursula Von der Leyen, esta ter&ccedil;a-feira, 7 de fevereiro, por dezenas de organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o governamentais nacionais e internacionais.</strong><br />
<br />
A carta apela &agrave; presidente da CE para assegurar que uma proposta para o futuro quadro legal sobre Sistemas Alimentares Sustent&aacute;veis seja apresentada, como previsto, at&eacute; setembro de 2023.<br />
<br />
Atualmente, o avan&ccedil;o desta proposta pode estar em causa. A amea&ccedil;a que surge foi trazida por um recente documento interno da Comiss&atilde;o Europeia a mostrar que existe uma forte resist&ecirc;ncia pol&iacute;tica contra esta lei, o que poderia dificultar este processo. <br />
<br />
A carta foi escrita e ser&aacute; enviada pelo EU Food Policy Coalition, coliga&ccedil;&atilde;o de ONG que inclui, por exemplo, a WWF, e dezenas de outras entidades nacionais e internacionais. <br />
<br />
<strong>O que &eacute; a Lei dos Sistemas Alimentares Sustent&aacute;veis?</strong> <br />
A forma como produzimos e consumimos alimentos n&atilde;o s&oacute; &eacute; insustent&aacute;vel, mas tamb&eacute;m prejudicial para a nossa pr&oacute;pria sa&uacute;de. Atualmente, os nossos sistemas alimentares s&atilde;o respons&aacute;veis por 34% das emiss&otilde;es globais de GEE, pela perda massiva da biodiversidade e pelas dietas pouco saud&aacute;veis que est&atilde;o relacionadas com a morte de um em cada cinco europeus. Para abordar esta quest&atilde;o, a Comiss&atilde;o Europeia est&aacute; a trabalhar num quadro legislativo da Uni&atilde;o Europeia para sistemas alimentares sustent&aacute;veis, cuja proposta est&aacute; prevista para ser apresentada em setembro de 2023. Esta lei tem o potencial de permitir a todos os cidad&atilde;os da UE o acesso a alimentos mais equitativos, saud&aacute;veis e amigos do ambiente, fomentando ambientes alimentares que sejam bom para a sa&uacute;de das pessoas e protejam o planeta.]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c70df</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 13 Jan 2023 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Aumenta número de milhafres-reais contados em dormitórios de inverno em Portugal e na Europa</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/aumenta-numero-de-milhafres-reais-contados-em-dormitorios-de-inverno-em-portugal-e-na-europa-2023-01-13/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>O n&uacute;mero de milhafres-reais contados em dormit&oacute;rios de inverno em Portugal aumentou de 2021 para 2022, indicam dados do relat&oacute;rio &ldquo;2nd LIFE EUROKITE Winter Count of 267 selected regularly counted Red Kite roosting sites in whole Europe&rdquo;, de dezembro de 2022, realizado no &acirc;mbito do projeto LIFE EUROKITE, com o qual a Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural <u><a href="https://palombar.pt/pt/projetos/life-eurokite-2022/">colabora</a></u>.</strong><br />
<br />
De acordo com dados deste relat&oacute;rio, na contagem de milhafres-reais em dormit&oacute;rios de inverno coordenada pelo projeto <u><a href="http://www.life-eurokite.eu">LIFE EUROKITE</a></u> pela primeira vez em 2021, em Portugal, foram monitorizados nove dormit&oacute;rios, tendo sido contados um m&aacute;ximo de 399 milhafres-reais nesses locais.<br />
<br />
J&aacute; em 2022, segundo ano em que se fez essa contagem enquadrada no LIFE EUROKITE, em nove dormit&oacute;rios monitorizados, contaram-se mais 55 indiv&iacute;duos em rela&ccedil;&atilde;o a 2021, totalizando 454. Isto n&atilde;o significa, no entanto, que houve um aumento da popula&ccedil;&atilde;o de milhafre-real, visto que s&atilde;o muitas as vari&aacute;veis que influenciam estes dois par&acirc;metros de an&aacute;lise. Contudo, &eacute; um sinal positivo.<br />
<br />
Esse aumento no n&uacute;mero de milhafres-reais contados poder&aacute;, eventualmente, dever-se a indiv&iacute;duos que habitualmente permaneciam em Espanha e ter-se-&atilde;o deslocado para Portugal, tendo em conta que o pa&iacute;s vizinho registou uma queda acentuada na contagem de exemplares em dormit&oacute;rios de inverno (menos 939) de 2021 para 2022, revela o mesmo documento.
<div><br />
<strong>Registado aumento tamb&eacute;m a n&iacute;vel europeu<br />
</strong><br />
A n&iacute;vel europeu, o n&uacute;mero de milhafres-reais contabilizados nos dormit&oacute;rios tamb&eacute;m registou um aumento de 2021 para 2022, tendo passado de 21 848 (em 245 dormit&oacute;rios em 2021) para 22 886 (em 245 dormit&oacute;rios em 2022), ou seja, mais 1 038 indiv&iacute;duos.<br />
<br />
As maiores altera&ccedil;&otilde;es registadas na contagem de milhafres-reais entre 2021 e 2022 foram identificadas em Fran&ccedil;a (+ 1 122 indiv&iacute;duos), Espanha (- 939 indiv&iacute;duos) e Alemanha (+ 561 indiv&iacute;duos).<br />
<br />
Em 2021 e 2022, no total, a n&iacute;vel europeu, foram monitorizados 267 dormit&oacute;rios regularmente prospetados, em 18 pa&iacute;ses.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Milvus_milvus,_Meyerode,_Belgium_Frank Vassen-site.jpg" width="900" height="600" alt="" /></div>
<p class="legenda">Milhafre-real. Fotografia Frank Vassen/Wikimedia Commons.</p>
<div><br />
Em 2022, a contagem de milhafres-reais em dormit&oacute;rios de inverno ocorreu em toda a Europa de 7 a 9 de janeiro, no mesmo fim de semana que teve lugar a maioria dos censos nacionais desta ave, j&aacute; estabelecidos em muitos pa&iacute;ses. Como nos anos anteriores, v&aacute;rias centenas de volunt&aacute;rios participaram nessas contagens.<br />
<br />
<strong>Espanha e Fran&ccedil;a s&atilde;o os pa&iacute;ses mais importantes para a invernada do milhafre-real</strong><br />
<br />
As &aacute;reas de invernada tradicionais e mais importantes para os milhafres-reais encontram-se em Espanha e no sul da Fran&ccedil;a. Em janeiro de 2021, mais de 57 000 mil milhafres-reais foram contados nos seus dormit&oacute;rios, de acordo com dados da Ligue pour la Protection des Oiseaux (LPO). Destes, entre 32 000 a 42 000 foram contabilizados em Espanha e cerca de 14 000 em Fran&ccedil;a.<br />
<br />
<strong>Palombar contribui para contagem de dormit&oacute;rios e indiv&iacute;duos desde 2015</strong><br />
<br />
Desde 2015 que a Palombar contribui para a realiza&ccedil;&atilde;o da contagem de dormit&oacute;rios de inverno de milhafre-real e de indiv&iacute;duos da esp&eacute;cie na regi&atilde;o do Nordeste Transmontano. Em 2021 e 2022, fez a contagem enquadrada no LIFE EUROKITE.<br />
<br />
Desde 2007 que se faz, a n&iacute;vel europeu, no m&ecirc;s de janeiro de cada ano, a contagem de dormit&oacute;rios de milhafre-real e de indiv&iacute;duos da esp&eacute;cie, em a&ccedil;&otilde;es coordenadas pela LPO, em Fran&ccedil;a.<br />
<br />
Em 2021, foi a primeira vez que essa contagem decorreu de forma coordenada e no mesmo per&iacute;odo em v&aacute;rios pa&iacute;ses europeus, no contexto do projeto LIFE EUROKITE, sendo realizada pela Central European Society for Raptor Protection (MEGEG) e pelo Technical Office for Biology Mag. Dr. Rainer Raab (TB Raab), em colabora&ccedil;&atilde;o com v&aacute;rios parceiros europeus e centenas de volunt&aacute;rios.<br />
<br />
O milhafre-real (<em>Milvus milvus</em>) &eacute; uma esp&eacute;cie amea&ccedil;ada e legalmente protegida em Portugal, estando a popula&ccedil;&atilde;o residente catalogada com o estatuto de amea&ccedil;a &ldquo;Criticamente em perigo&rdquo; e a popula&ccedil;&atilde;o invernante com o estatuto &ldquo;Vulner&aacute;vel&rdquo;, segundo o Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal. O milhafre-real &eacute; uma ave residente e parcialmente migrat&oacute;ria (durante o inverno). A popula&ccedil;&atilde;o invernante cresce de forma significativa devido &agrave; vinda de aves procedentes do Centro e Norte da Europa para o pa&iacute;s.<br />
<br />
O relat&oacute;rio &ldquo;2nd LIFE EUROKITE Winter Count of 267 selected regularly counted Red Kite roosting sites in whole Europe&rdquo; pode ser consultado na &iacute;ntegra <u><a href="https://palombar.pt/ficheiros/projectos/event_29_2.pdf">aqui</a></u>.</div>]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c70e9</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Wed, 11 Jan 2023 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Projeto Hands On chega ao fim com intervenções relevantes no património, território e comunidades</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/projeto-hands-on-chega-ao-fim-com-intervencoes-relevantes-no-patrimonio-territorio-e-comunidades-2023-01-11/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>Territ&oacute;rio, comunidades, patrim&oacute;nio: atrav&eacute;s de a&ccedil;&otilde;es centradas nestes tr&ecirc;s dom&iacute;nios, o projeto &ldquo;Hands On - Volunteering teams for Rural and Natural Heritage&rdquo; contribuiu de forma decisiva para valorizar, conservar e disseminar as riquezas, os valores e as tradi&ccedil;&otilde;es de uma regi&atilde;o do interior do pa&iacute;s isolada, com popula&ccedil;&atilde;o envelhecida, mas que a cada ano renasce e revela o seu grande potencial, mostrando que o mundo rural &eacute; para todos os que aqui vivem e para os que aqui querem viver, &eacute; o paradigma da sustentabilidade ambiental e da qualidade de vida.<br />
</strong>  <br />
O projeto Hands on foi conclu&iacute;do no final de 2022 com grande &ecirc;xito. Participaram neste projeto 130 pessoas de quatro pa&iacute;ses, que puseram m&atilde;os &agrave; obra para recuperar e conservar o patrim&oacute;nio edificado tradicional e natural da aldeia transmontana de Uva, no concelho de Vimioso, distrito de Bragan&ccedil;a. O projeto promoveu aprendizagens em v&aacute;rios dom&iacute;nios pessoais, comunit&aacute;rios e t&eacute;cnicos, dinamizou o mundo rural e fomentou o interc&acirc;mbio cultural e intergeracional, assim como a descoberta do territ&oacute;rio.<br />
<br />
O Hands On foi financiado pelo Corpo Europeu de Solidariedade da Uni&atilde;o Europeia e desenvolvido em colabora&ccedil;&atilde;o com a associa&ccedil;&atilde;o francesa Union Rempart, o CESC Project italiano e a associa&ccedil;&atilde;o croata Dragodid. Teve ainda o apoio institucional do Munic&iacute;pio de Vimioso e da Uni&atilde;o de Freguesias de Algoso, Campo de V&iacute;boras e Uva.<br />
<br />
<strong>A&ccedil;&otilde;es do projeto</strong><br />
<br />
No &acirc;mbito do projeto Hands On, foram realizados tr&ecirc;s campos de trabalho volunt&aacute;rio internacional, que contaram com 34 volunt&aacute;rios; duas atividades complementares, que tiveram 67 participantes, e duas visitas de planeamento avan&ccedil;adas, na qual participaram 29 pessoas. No total, foram 130 os participantes do projeto, provenientes de quatro pa&iacute;ses: Portugal, Fran&ccedil;a, It&aacute;lia e Cro&aacute;cia.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Termino dos trabalhos de caia&ccedil;&atilde;o de um pombal tradicional Selene Selmin-site(1).jpeg" width="900" height="600" alt="" /><br />
<p class="legenda">Fim dos trabalhos de caia&ccedil;&atilde;o de um pombal tradicional em Uva. Fotografia Selene Selmin.</p>
<br />
O projeto teve como objetivo principal promover o restauro e a conserva&ccedil;&atilde;o do patrim&oacute;nio rural e natural do Nordeste Transmontano, criando oportunidades para que grupos de jovens volunt&aacute;rios pudessem ser agentes ativos no cumprimento desse prop&oacute;sito e reconhecendo o seu potencial como promotores de solu&ccedil;&otilde;es sustent&aacute;veis para a vida em comunidade.<br />
<br />
<strong>Interven&ccedil;&otilde;es tiveram forte componente pr&aacute;tica</strong><br />
<br />
Todas as atividades tiveram uma forte componente pr&aacute;tica, com a&ccedil;&otilde;es diretas no campo e resultados vis&iacute;veis, com impacto local. Um pombal tradicional foi restaurado, bem como parte de um edificado tradicional. Realizaram-se ainda v&aacute;rias a&ccedil;&otilde;es de conserva&ccedil;&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o dos ecossistemas que beneficiaram diretamente o territ&oacute;rio e as suas popula&ccedil;&otilde;es.<br />
<br />
Os participantes puderam descobrir a regi&atilde;o e adquirir conhecimentos sobre o patrim&oacute;nio rural, aprender sobre t&eacute;cnicas tradicionais de constru&ccedil;&atilde;o e ganhar consci&ecirc;ncia sobre a import&acirc;ncia do patrim&oacute;nio constru&iacute;do e natural, incluindo a biodiversidade e a influ&ecirc;ncia dessas componentes no meio ambiente.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Maja Flajsig&nbsp;(1).jpeg" width="900" height="675" alt="" /><br />
<p class="legenda">Visita &agrave; oficina de cutelaria do Sr. Ant&atilde;o, em Uva. Fotografia&nbsp;Maja Flajsig.</p>
<br />
A n&iacute;vel local, este projeto teve um importante impacto social na vida comunit&aacute;ria de Uva, rompendo o seu isolamento, valorizando os conhecimentos das gera&ccedil;&otilde;es mais velhas, bem como promovendo o conv&iacute;vio e a partilha de saberes e experi&ecirc;ncias com estas, o que influenciou positivamente o bem-estar da popula&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
Este foi mais um projeto da Palombar centrado na a&ccedil;&atilde;o do voluntariado europeu em benef&iacute;cio das comunidades locais e do interior do pa&iacute;s, muitas vezes esquecido e relegado para segundo plano. Porque queremos mostrar que o mundo rural n&atilde;o s&oacute; tem futuro, como &eacute; um alento para um futuro melhor.<br />
<br />
<strong>Saiba mais &gt; not&iacute;cias relacionadas</strong><br />
<u><a href="https://palombar.pt/pt/noticias/62-a-campo-de-trabalho-voluntarios-realizam-acoes-de-conservacao-da-natureza-e-vivem-experiencia-comunitaria-unica-2022-10-19/">62.&ordm; Campo de Trabalho: volunt&aacute;rios realizam a&ccedil;&otilde;es de conserva&ccedil;&atilde;o da natureza e vivem experi&ecirc;ncia comunit&aacute;ria &uacute;nica</a></u><br />
<u><a href="https://palombar.pt/pt/noticias/61-a-ctvi-curralada-mais-do-que-um-campo-de-trabalho-uma-experiencia-sociocultural-no-maravilhoso-interior-transmontano-2022-08-26/">61.&ordm; CTVI Curralada: mais do que um campo de trabalho, uma experi&ecirc;ncia sociocultural no maravilhoso interior transmontano</a></u><br />
<u><a href="http://(https://palombar.pt/pt/noticias/voluntarios-contam-na-primeira-pessoa-como-foi-participar-no-60-a-campo-de-trabalho-na-aldeia-de-uva-2022-05-26/">Volunt&aacute;rios contam na primeira pessoa como foi participar no 60.&ordm; campo de trabalho na aldeia de Uva</a></u><br />
<u><a href="https://palombar.pt/pt/noticias/projeto-hands-on-vai-recuperar-e-conservar-patrimonio-rural-e-natural-do-nordeste-transmontano-2022-02-10/">Projeto &quot;Hands on&quot; vai recuperar e conservar patrim&oacute;nio rural e natural do Nordeste Transmontano</a></u><br />
&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c70f4</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 09 Jan 2023 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Vaca-loura: Palombar integra Rede de Embaixadores de projeto que estuda população de escaravelho protegido</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/vaca-loura-palombar-integra-rede-de-embaixadores-de-projeto-que-estuda-populacao-de-escaravelho-protegido-2023-01-09/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental de ambiente Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural integrou, em janeiro de 2023, a Rede de Embaixadores do <u><a href="http://vacaloura.pt">projeto Vaca-Loura</a></u>, que tem como objetivo principal compilar e organizar informa&ccedil;&atilde;o enviada pelos cidad&atilde;os sobre a distribui&ccedil;&atilde;o e estado das popula&ccedil;&otilde;es daquele que &eacute; o maior escaravelho da Europa: a vaca-loura (<em>Lucanus cervus</em>), esp&eacute;cie protegida, bem como dos restantes escaravelhos da fam&iacute;lia Lucanidae em Portugal.</strong><br />
<br />
O prop&oacute;sito final &eacute; contribuir para a <u><a href="http://www.stagbeetlemonitoring.org/">Rede Europeia de Monitoriza&ccedil;&atilde;o da Vaca-Loura</a></u>, que avalia o estado de conserva&ccedil;&atilde;o desta esp&eacute;cie na sua &aacute;rea de distribui&ccedil;&atilde;o na Europa.<br />
<br />
Este projeto de ci&ecirc;ncia cidad&atilde; &eacute; coordenado pela Associa&ccedil;&atilde;o Bioliving, em parceria com a Unidade de Vida Selvagem do Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro, a Sociedade Portuguesa de Entomologia e o Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas. Conta com uma Rede de Embaixadores que funcionam como um elo entre o projeto e as comunidades locais.<br />
<br />
Enquanto embaixador, a Palombar ir&aacute; contribuir para os tr&ecirc;s pilares deste projeto, que s&atilde;o: &ldquo;Ci&ecirc;ncia cidad&atilde; e envolvimento da comunidade&rdquo;, que fomenta a monitoriza&ccedil;&atilde;o dos escaravelhos da fam&iacute;lia <em>Lucanidae</em>, em especial da vaca-loura, atrav&eacute;s do registo de observa&ccedil;&otilde;es; &ldquo;Conserva&ccedil;&atilde;o e preserva&ccedil;&atilde;o de habitats&rdquo;, que visa proteger e restaurar os habitats destas esp&eacute;cies, neste &acirc;mbito, a Palombar tamb&eacute;m ir&aacute; aderir &agrave; Rede de Espa&ccedil;os de Madeira Morta; e &ldquo;Educa&ccedil;&atilde;o e Sensibiliza&ccedil;&atilde;o&rdquo;, que pretende sobretudo informar a comunidade sobre a import&acirc;ncia da madeira morta e das esp&eacute;cies a ela associadas.<br />
<br />
<p class="destaque"><strong>Vaca-loura: que esp&eacute;cie &eacute; esta e qual a sua import&acirc;ncia?</strong></p>
<br />
A vaca-loura (<em>Lucanus cervus</em>) &eacute; o maior escaravelho da Europa e pertence &agrave; fam&iacute;lia <em>Lucanidae</em>. Al&eacute;m deste, temos em Portugal mais tr&ecirc;s esp&eacute;cies desta mesma fam&iacute;lia: o <em>Lucanus (Pseudolucanus) barbarossa</em>, <em>Dorcus parallelipipedus</em> e <em>Platycerus spinifer</em>. Mas centremo-nos na esp&eacute;cie-bandeira deste projeto. <br />
A vaca-loura &eacute; uma esp&eacute;cie protegida. Consta no Anexo II da Diretiva Habitats, no Anexo III da Conven&ccedil;&atilde;o de Berna e est&aacute; classificada como &ldquo;Quase amea&ccedil;ada&rdquo; pela Uni&atilde;o Internacional para a Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza.  Em Portugal, encontra-se distribu&iacute;da no norte e centro.<br />
<br />
<strong>Porqu&ecirc; lhe chamam vaca-loura?</strong> Vaca &eacute; pelo facto de os machos terem as mand&iacute;bulas muito desenvolvidas, as quais parecem cornos. Loura porque tem uma fila de pelos louros que separam os segmentos do corpo. Dependendo da zona do pa&iacute;s, &eacute; igualmente conhecida por cabra-loura, carocha ou ainda abadejo.<br />
<br />
<strong>Macho x f&ecirc;mea, a primazia do dimorfismo sexual</strong><br />
<br />
A esp&eacute;cie apresenta um grande dimorfismo (diferencia&ccedil;&atilde;o) sexual. O macho &eacute; inconfund&iacute;vel devido &agrave;s suas mand&iacute;bulas em forma de pin&ccedil;a que usa para combater outros machos. O comprimento do corpo pode variar entre 2,7 e 5,3 cm (sem contar com as mand&iacute;bulas). Se contar com estas, pode at&eacute; ultrapassar os 8 cm de comprimento. O macho desta esp&eacute;cie, quando atinge a idade adulta, s&oacute; vive cerca de um m&ecirc;s, per&iacute;odo durante o qual o maior objetivo &eacute; acasalar para gerar a sua descend&ecirc;ncia, morrendo logo de seguida. Come&ccedil;am a aparecer durante a primavera, tendo o seu pico de atividade nos meses de junho e julho.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Vaca-loura macho(1).jpg" width="729" height="404" alt="" /><br />
<p class="legenda">Macho de vaca-loura. Fonte: vacaloura.pt.</p>
<br />
J&aacute; a f&ecirc;mea &eacute; mais pequena, variando entre 2,6 e 4,1 cm. &Eacute; brilhante, com a cabe&ccedil;a e t&oacute;rax negros e abd&oacute;men e pin&ccedil;as acastanhados. Normalmente, podem ser vistas at&eacute; setembro, uma vez que demoram mais tempo a p&ocirc;r os ovos nos locais ideais para o sucesso reprodutor da esp&eacute;cie.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Vaca-loura f&ecirc;mea.jpg" width="546" height="295" alt="" /><br />
<p class="legenda">F&ecirc;mea de vaca-loura. Fonte: vacaloura.pt</p>
<br />
<strong>Onde vive e o que come? &Aacute;rvores antigas de folha caduca s&atilde;o o seu habitat</strong><br />
<br />
Vive na madeira e ra&iacute;zes de algumas &aacute;rvores, principalmente esp&eacute;cies de folha caduca como o carvalho-alvarinho e o castanheiro. Tem prefer&ecirc;ncia por &aacute;rvores antigas e de grande porte e que j&aacute; apresentam alguns danos no tronco e nos ramos. Os adultos alimentam-se principalmente de l&iacute;quidos a&ccedil;ucarados, como escorr&ecirc;ncias de seiva e fruta em putrefa&ccedil;&atilde;o. J&aacute; as larvas de vaca-loura vivem nas ra&iacute;zes de &aacute;rvores antigas durante mais ou menos tr&ecirc;s anos e alimentam-se de madeira morta e em decomposi&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
<strong>Vaca-loura presente, floresta saud&aacute;vel</strong><br />
<br />
Como todos os seres vivos, a vaca-loura cumpre um papel importante nos ecossistemas e presta servi&ccedil;os ecol&oacute;gicos gratuitos. O consumo e a degrada&ccedil;&atilde;o da madeira morta s&atilde;o fundamentais para manter o bom estado de conserva&ccedil;&atilde;o das florestas, ao permitir a forma&ccedil;&atilde;o de manta morta, a consequente regenera&ccedil;&atilde;o florestal e o desenvolvimento de comunidades de outros insetos e fungos, os quais, por sua vez, s&atilde;o a base de v&aacute;rias cadeias alimentares. As vacas-louras, assim como outros escaravelhos decompositores de madeira, asseguram, desta forma, um servi&ccedil;o ecol&oacute;gico de grande import&acirc;ncia. Al&eacute;m disso, servem de alimento nutritivo para a avifauna.<br />
<br />
A exist&ecirc;ncia de madeira morta em decomposi&ccedil;&atilde;o dispon&iacute;vel, da qual dependem as vacas-louras e cerca de 20 a 30% das esp&eacute;cies existentes nas florestas mundiais nalguma fase do seu ciclo de vida, segundo estimativas, &eacute; essencial para a manuten&ccedil;&atilde;o do ciclo de nutrientes nos espa&ccedil;os florestais, para a estabiliza&ccedil;&atilde;o dos solos, para a fixa&ccedil;&atilde;o de carbono atmosf&eacute;rico, e contribui para a regenera&ccedil;&atilde;o natural das florestas.<br />
<br />
Com o processo de industrializa&ccedil;&atilde;o da floresta em Portugal, as &aacute;reas de floresta caducif&oacute;lia e a disponibilidade de madeira morta em decomposi&ccedil;&atilde;o tornaram-se cada vez mais reduzidas e fragmentadas, tendo estes escaravelhos perdido muito do seu habitat, o que amea&ccedil;a a sua conserva&ccedil;&atilde;o.<br />]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 15 Dec 2022 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Doze ONG portuguesas pedem ao ministro do Ambiente apoio para criação e implementação de uma lei do restauro da natureza</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/doze-ong-portuguesas-pedem-ao-ministro-do-ambiente-apoio-para-criacao-e-implementacao-de-uma-lei-do-restauro-da-natureza-2022-12-15/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>Doze Organiza&ccedil;&otilde;es N&atilde;o Governamentais (ONG) portuguesas de ambiente, entre as quais a Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, enviaram uma carta aberta ao Ministro do Ambiente e da A&ccedil;&atilde;o Clim&aacute;tica, Duarte Cordeiro, pedindo-lhe que expresse o seu apoio &agrave; proposta da Comiss&atilde;o Europeia para a cria&ccedil;&atilde;o e implementa&ccedil;&atilde;o de uma Lei do Restauro da Natureza e o seu compromisso com um processo expedito no pr&oacute;ximo Conselho de Ambiente, que ter&aacute; lugar a 20 de dezembro.</strong><br />
<br />
O objetivo desta a&ccedil;&atilde;o conjunta &eacute; chegar-se a um acordo o mais rapidamente poss&iacute;vel, sem comprometer o n&iacute;vel de ambi&ccedil;&atilde;o necess&aacute;rio, &agrave; luz das crises clim&aacute;tica e de biodiversidade e do seu impacto nas pessoas e setores da economia no nosso pa&iacute;s. Cientistas, empresas e sociedade civil em Portugal e em toda a Europa t&ecirc;m exigido a&ccedil;&atilde;o urgente.<br />
<br />
A proposta de Lei do Restauro da Natureza oferece uma oportunidade fundamental para trazer a natureza de volta a Portugal e &agrave; Europa, beneficiando a biodiversidade, o clima e as pessoas. No contexto das obriga&ccedil;&otilde;es legais de longa data decorrentes do direito internacional, os resultados das negocia&ccedil;&otilde;es da UNFCCC COP27 e da CBD COP15 est&atilde;o, mais uma vez, a deixar claro que &eacute; necess&aacute;rio combater conjuntamente o decl&iacute;nio da biodiversidade e as altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas para o bem-estar da nossa sociedade.<br />
<br />
O Restauro da Natureza &eacute; uma parte inerente da solu&ccedil;&atilde;o da Global Biodiversity Framework (Objetivo 2). O Restauro da Natureza &eacute; a nossa melhor ap&oacute;lice de seguro para a adapta&ccedil;&atilde;o clim&aacute;tica, por garantir maior resili&ecirc;ncia a secas, inunda&ccedil;&otilde;es e outros eventos clim&aacute;ticos extremos. Consequentemente, tamb&eacute;m contribui para a seguran&ccedil;a alimentar a longo prazo. O Restauro da Natureza &eacute;, sem d&uacute;vida, um dos melhores investimentos que Portugal pode fazer.<br />
<br />
Embora reconhe&ccedil;amos que Portugal ainda est&aacute; a formular a sua posi&ccedil;&atilde;o sobre a proposta de Lei do Restauro da Natureza, as entidades signat&aacute;rias desta carta aberta pretendem contar com o apoio do senhor ministro &agrave; proposta legal na reuni&atilde;o do Conselho de dezembro. Dado o impacto cont&iacute;nuo das crises clim&aacute;tica e de biodiversidade a que assistimos em Portugal, com os recentes per&iacute;odos de seca hist&oacute;rica e inc&ecirc;ndios, &eacute; de vital import&acirc;ncia que o senhor ministro expresse o seu compromisso com o fortalecimento do Restauro da Natureza, atrav&eacute;s da ado&ccedil;&atilde;o oportuna de uma posi&ccedil;&atilde;o robusta sobre a proposta legal.<br />
<br />
Apoiamos totalmente a proposta de Regulamento de Restauro da Natureza como um marco para reverter a mar&eacute; de perda de biodiversidade e altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas que temos vindo a assistir na escala necess&aacute;ria. Em particular, foram destacados alguns elementos-chave, que permitir&atilde;o que a proposta cumpra plenamente o seu potencial:<br />
<ul>
    <li>A proposta legal tem de incluir um forte objetivo global, para p&ocirc;r em pr&aacute;tica medidas de restauro eficazes em pelo menos 20% da &aacute;rea terrestre e mar&iacute;tima da Uni&atilde;o Europeia at&eacute; 2030, para o qual todos os Estados-Membros dever&atilde;o contribuir de forma justa e respons&aacute;vel. Isso aumentar&aacute; a flexibilidade dos Estados-Membros e garantir&aacute; condi&ccedil;&otilde;es equitativas em que todos os pa&iacute;ses podem contribuir igualmente;</li>
    <li>A rela&ccedil;&atilde;o com as recomenda&ccedil;&otilde;es conjuntas da Pol&iacute;tica Comum das Pescas deve ser esclarecida para evitar que os objetivos de restauro marinho se tornem impratic&aacute;veis;</li>
    <li>Para garantir a implementa&ccedil;&atilde;o efetiva do Regulamento, a proposta legal deve abrir caminho para explorar e estabelecer financiamento dedicado ao Restauro da Natureza de acordo com a revis&atilde;o intercalar do Quadro Financeiro Plurianual;</li>
    <li>O cronograma para a implementa&ccedil;&atilde;o de medidas de restauro precisa de ser adiantado. &Eacute; preciso algum tempo para que os benef&iacute;cios das medidas de Restauro da Natureza se materializem. Portanto, as medidas precisam de ser implementadas mais cedo para garantir a sua contribui&ccedil;&atilde;o efetiva para a meta de neutralidade clim&aacute;tica da Uni&atilde;o Europeia em 2050;</li>
    <li>Metas quantificadas e com prazos definidos s&atilde;o necess&aacute;rias para o restauro dos rios e das suas bacias: 15% do comprimento dos rios (178 000 km em toda a Uni&atilde;o Europeia) devem ser restaurados em rios de fluxo livre at&eacute; 2030;</li>
    <li>Dado que o decl&iacute;nio da biodiversidade e os impactos clim&aacute;ticos s&atilde;o fortemente vis&iacute;veis nas paisagens agr&iacute;colas, caracter&iacute;sticas de paisagens de alta diversidade devem ser implementadas em pelo menos 10% da &aacute;rea agr&iacute;cola utilizada at&eacute; 2030;</li>
    <li>As turfeiras s&atilde;o ecossistemas chave tanto para a biodiversidade como para o clima. Portanto, os seus alvos de restauro devem ser expandidos para todas as turfeiras drenadas, que devem ser totalmente recuperadas.</li>
</ul>
<br />
<strong>Entidades signat&aacute;rias</strong><br />
Associa&ccedil;&atilde;o ALDEIA &ndash; Ac&ccedil;&atilde;o, Liberdade, Desenvolvimento, Educa&ccedil;&atilde;o, Investiga&ccedil;&atilde;o, Ambiente<br />
ANP|WWF - Associa&ccedil;&atilde;o Natureza Portugal, em associa&ccedil;&atilde;o com WWF<br />
Corema &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o de Defesa do Patrim&oacute;nio<br />
FAPAS &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa para a Conserva&ccedil;&atilde;o da Biodiversidade<br />
GEOTA &ndash; Grupo de Estudos de Ordenamento do Territ&oacute;rio e Ambiente<br />
Grupo Lobo<br />
LPN &ndash; Liga para a Prote&ccedil;&atilde;o da Natureza<br />
Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural<br />
Rewilding Portugal<br />
SPEA &ndash; Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves<br />
VCF &ndash; Vulture Conservation Foundation<br />
Zero &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o Sistema Terrestre Sustent&aacute;vel&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c7111</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 09 Dec 2022 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Livro revela quem o lobo (ibérico) realmente é para o público infantil</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/livro-revela-quem-o-lobo-iberico-realmente-e-para-o-publico-infantil-2022-12-09/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental de ambiente Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural acaba de editar o livro &quot;O Lobo Que N&atilde;o Era Mau&quot; para o p&uacute;blico infantil, que revela aos mais pequenos quem o lobo-ib&eacute;rico realmente &eacute;.</strong><br />
<br />
Atrav&eacute;s da desconstru&ccedil;&atilde;o das ideias-chave presentes num dos contos infantis mais populares cujo vil&atilde;o &eacute; o lobo - O Capuchinho Vermelho -, que produziram, no imagin&aacute;rio social coletivo, uma imagem negativa desta esp&eacute;cie, o livro mostra, numa narrativa conduzida pelas d&uacute;vidas e curiosidade intr&iacute;nsecas de uma crian&ccedil;a, quem &eacute; o lobo-ib&eacute;rico, abordando v&aacute;rios temas fundamentais relacionados com este mam&iacute;fero, como a sua biologia, valor ecol&oacute;gico, comportamento, amea&ccedil;as que enfrenta e medidas pr&aacute;ticas de conserva&ccedil;&atilde;o que promovem a coexist&ecirc;ncia pac&iacute;fica do homem com o lobo. O livro integra ainda um &ldquo;Lobo-Question&aacute;rio&rdquo; que ajuda as crian&ccedil;as a consolidarem informa&ccedil;&otilde;es-chave sobre esta esp&eacute;cie ic&oacute;nica.<br />
<br />
Da autoria de Uliana de Castro, t&eacute;cnica superior de comunica&ccedil;&atilde;o da Palombar licenciada em Jornalismo, com uma larga experi&ecirc;ncia na produ&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos na &aacute;rea da conserva&ccedil;&atilde;o da natureza, e ilustra&ccedil;&otilde;es de C&eacute;sar Miranda, ilustrador formado em Comunica&ccedil;&atilde;o Visual com um vasto curr&iacute;culo no campo da ilustra&ccedil;&atilde;o de obras infantis, o livro conta com o pref&aacute;cio escrito por Francisco Petrucci Fonseca, Professor da Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Universidade de Lisboa, Investigador do cE3c/CHANGE e Presidente do Grupo Lobo. O seu trabalho de investiga&ccedil;&atilde;o tem contribu&iacute;do para o melhor conhecimento do lobo e para uma maior aceita&ccedil;&atilde;o desta esp&eacute;cie animal.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Livro O Lobo Que N&atilde;o Era Mau - capa e contracapa.jpg" width="1208" height="789" alt="" /><br />
<br />
Este livro foi editado com o apoio da Dire&ccedil;&atilde;o Regional de Cultura do Norte, da Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o do Habitat do Lobo Ib&eacute;rico e dos munic&iacute;pios de Bragan&ccedil;a, Guarda, Miranda do Douro, Mogadouro, Montalegre e Vimioso.<br />
<br />
A obra ir&aacute; integrar o Programa Educativo da Palombar e ser&aacute; usado nos agrupamentos de escolas nos quais a organiza&ccedil;&atilde;o interv&eacute;m como uma ferramenta liter&aacute;ria interdisciplinar que permite trabalhar com os alunos tem&aacute;ticas associadas &agrave; educa&ccedil;&atilde;o ambiental e &agrave; conserva&ccedil;&atilde;o da natureza, com foco no lobo-ib&eacute;rico. A edi&ccedil;&atilde;o de livros did&aacute;ticos e informativos sobre esp&eacute;cies da fauna portuguesa dirigidos para o p&uacute;blico infantojuvenil tem sido uma aposta da Palombar. Foram j&aacute; anteriormente editados pela organiza&ccedil;&atilde;o os livros &quot;Vamos Conhecer as Aves Necr&oacute;fagas&quot; e &quot;O Di&aacute;rio Secreto da &Aacute;guia-de-Bonelli&quot;.<br />
<br />
<strong>Sinopse do livro</strong><br />
Descobre a verdadeira hist&oacute;ria sobre o lobo que ningu&eacute;m te contou: e este &eacute; um lobo muito especial, o lobo-ib&eacute;rico, que s&oacute; existe em Portugal e Espanha e est&aacute; amea&ccedil;ado de extin&ccedil;&atilde;o. Atrav&eacute;s da desconstru&ccedil;&atilde;o das ideias-chave presentes num dos contos infantis mais populares cujo vil&atilde;o &eacute; o lobo - O Capuchinho Vermelho -, que produziram, no imagin&aacute;rio social coletivo, uma imagem negativa desta esp&eacute;cie, o livro mostra, numa narrativa conduzida pelas d&uacute;vidas e curiosidade intr&iacute;nsecas de uma crian&ccedil;a, quem o lobo-ib&eacute;rico realmente &eacute;, abordando v&aacute;rios temas fundamentais relacionados com este mam&iacute;fero ic&oacute;nico. Vais descobrir?<br />
<br />
<strong>Excerto do pref&aacute;cio</strong><br />
&ldquo;Estou certo de que este livro &eacute; uma mais-valia para a mudan&ccedil;a de atitudes para com o lobo, assim como contribuir&aacute; para uma maior consciencializa&ccedil;&atilde;o do valor intr&iacute;nseco desta esp&eacute;cie e, como tal, &agrave; sua maior aceita&ccedil;&atilde;o pelo homem.&rdquo; &ndash; Francisco Petrucci Fonseca<br />
<br />
<strong>Quer comprar o livro?</strong><br />
O livro est&aacute; &agrave; venda sob encomenda atrav&eacute;s do e-mail palombar@palombar.pt | Pre&ccedil;o 12&euro; (portes de envio gratuitos para Portugal continental) | Idade recomendada dos 4 aos 12 anos | Para entrega at&eacute; ao Natal, as encomendas devem ser realizadas at&eacute; ao dia 16 de dezembro.<br />
<br />
<strong>Ao comprar o livro, est&aacute; a ajudar a Palombar a cumprir a sua miss&atilde;o de conservar a Natureza, nomeadamente o lobo-ib&eacute;rico, e o patrim&oacute;nio rural!</strong>]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 11 Nov 2022 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Conferência ELOA: falámos sobre o envolvimento da comunidade idosa em ações de conservação do património natural e construído </title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/conferencia-eloa-falamos-sobre-o-envolvimento-da-comunidade-idosa-em-acoes-de-conservacao-do-patrimonio-natural-e-construido-2022-11-11/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural participou, nos dias 3, 4 e 5 de novembro de 2022, na Confer&ecirc;ncia &quot;Education and Learning of Older Adults (ELOA) - Individual, Local, and Global Perspectives&quot;, organizada pela Escola Superior de Educa&ccedil;&atilde;o de Bragan&ccedil;a e pela European Society for Research on the Education of Adults, que teve lugar no Instituto Polit&eacute;cnico de Bragan&ccedil;a.</strong><br />
<br />
Convidada a integrar este evento, a Palombar, representada pela t&eacute;cnica de Ecoturismo e Educa&ccedil;&atilde;o Ambiental Sara Freire, falou, no dia 4 de novembro, sobre os projetos da organiza&ccedil;&atilde;o de interven&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria que envolvem ou envolveram pessoas idosas, partilhando a sua experi&ecirc;ncia neste campo, e tamb&eacute;m ao n&iacute;vel do desenvolvimento local, educa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o formal, assim como no que se refere &agrave; valoriza&ccedil;&atilde;o dos saberes e conhecimento dos idosos.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/IMG_20221104_112440_1-2.jpg" width="900" height="730" alt="" /> <br />
<p class="legenda">Confer&ecirc;nia ELOA. Fotografia Palombar.</p>
<br />
&quot;Pensamos que n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel desenvolver qualquer iniciativa de preserva&ccedil;&atilde;o do patrim&oacute;nio natural e constru&iacute;do sem envolver a comunidade, nomeadamente a popula&ccedil;&atilde;o idosa&quot;, destaca Sara Freire. <br />
<br />
&quot;Agradecemos o convite para estar presente num evento desta natureza, que envolveu investigadores internacionais da &aacute;rea da educa&ccedil;&atilde;o e aprendizagem de pessoas idosas e associa&ccedil;&otilde;es que trabalham no campo em contato direto com este p&uacute;blico, potenciando uma experi&ecirc;ncia enriquecedora para ambas as partes e abrindo, assim, as portas &agrave;s associa&ccedil;&otilde;es locais para participarem numa confer&ecirc;ncia cient&iacute;fica sobre a tem&aacute;tica&quot;, acrescenta.]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c7124</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 07 Nov 2022 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Projeto "LIFE Aegypius return" quer duplicar casais reprodutores de abutre-preto em Portugal em seis anos</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/projeto-life-aegypius-return-quer-duplicar-casais-reprodutores-de-abutre-preto-em-portugal-em-seis-anos-2022-11-07/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[O projeto &quot;LIFE Aegypius return - consolida&ccedil;&atilde;o e expans&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o de abutre-preto em Portugal e no oeste de Espanha&quot; pretende, num prazo de seis anos, duplicar a popula&ccedil;&atilde;o reprodutora em Portugal desta esp&eacute;cie atualmente em risco de extin&ccedil;&atilde;o. Assim, um dos principais objetivos do projeto &eacute; que essa popula&ccedil;&atilde;o passe dos atuais 40 casais reprodutores, para 80, bem como aumentar as col&oacute;nias de quatro para cinco, entre 2022-2027. Tem um custo de mais de 3,6 milh&otilde;es de euros, sendo financiado em 75% pelo Programa LIFE da Uni&atilde;o Europeia.<br />
<br />
O projeto quer melhorar de forma sustent&aacute;vel o estado de conserva&ccedil;&atilde;o do abutre-preto em Portugal, atrav&eacute;s da consolida&ccedil;&atilde;o da sua recoloniza&ccedil;&atilde;o e sucesso reprodutor, da melhoria do seu habitat e da disponibilidade alimentar, bem como da minimiza&ccedil;&atilde;o de amea&ccedil;as.<br />
<br />
As a&ccedil;&otilde;es do projeto, que ser&atilde;o desenvolvidas em dez &aacute;reas da Rede Natura 2000, sete das quais em Portugal e tr&ecirc;s em Espanha, decorrer&atilde;o na zona fronteiri&ccedil;a, nomeadamente nas Zonas de Prote&ccedil;&atilde;o Especial (ZPE) Douro Internacional e Vale do &Aacute;gueda; Rios Sabor e Ma&ccedil;&atilde;s; Vale do C&ocirc;a; Serra da Malcata; Tejo Internacional, Erges e P&ocirc;nsul; Mour&atilde;o, Moura, Barrancos; Vale do Guadiana; Campo de Azana; Sierra de Gata y Vale de Pilas e Canchos de Ramiro y Ladronera.<br />
<br />
O LIFE Aegypius return &eacute; desenvolvido por um cons&oacute;rcio que integra as seguintes entidades: Vulture Conservation Foundation (organiza&ccedil;&atilde;o coordenadora do projeto), Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, Herdade da Contenda, Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, Liga para a Prote&ccedil;&atilde;o da Natureza, Associa&ccedil;&atilde;o Transum&acirc;ncia e Natureza, Fundaci&oacute;n Naturaleza y Hombre, Guarda Nacional Republicana e Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Propriet&aacute;rios Rurais, Gest&atilde;o Cineg&eacute;tica e Biodiversidade.<br />
<br />
A sess&atilde;o p&uacute;blica de lan&ccedil;amento do projeto decorreu no dia 4 de novembro de 2022, em Freixo de Espada &agrave; Cinta, tendo contado com dezenas de participantes e com a interven&ccedil;&atilde;o dos representantes das entidades parceiras do projeto, bem como do Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas e da Dire&ccedil;&atilde;o-Geral de Alimenta&ccedil;&atilde;o e Veterin&aacute;ria. Adicionalmente, tamb&eacute;m participaram empres&aacute;rios locais e pessoas das &aacute;reas do turismo, agricultura, setor cineg&eacute;tico, centros de recupera&ccedil;&atilde;o, organiza&ccedil;&otilde;es de ambiente e academia.<br />
<br />
O abutre-preto (<em>Aegypius monachus</em>) extinguiu-se como nidificante em Portugal no in&iacute;cio da d&eacute;cada de 70. No entanto, a esp&eacute;cie manteve-se presente na faixa fronteiri&ccedil;a das regi&otilde;es centro e sul, com indiv&iacute;duos provenientes de Espanha. S&oacute; em 2010 o abutre-preto voltou a nidificar em Portugal, no Parque Natural do Tejo Internacional. Em 2012, registou-se o primeiro casal nidificante no Parque Natural do Douro Internacional e, em 2019, o segundo. Esta esp&eacute;cie s&oacute; tem uma cria por &eacute;poca de reprodu&ccedil;&atilde;o, o que a torna ainda mais vulner&aacute;vel no que se refere ao seu sucesso reprodutor. Por ter uma popula&ccedil;&atilde;o extremamente reduzida, o abutre-preto est&aacute; classificado como &ldquo;Criticamente em Perigo&rdquo; no territ&oacute;rio nacional, segundo o Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal.<br />
<br />
O projeto &ldquo;LIFE Aegypius return&rdquo; &eacute; cofinanciado pela Viridia &ndash; Conservation in Action e pela MAVA &ndash; Foundation pour la Nature.]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c712d</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 31 Oct 2022 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Palombar fala sobre como educar para a conservação da natureza em sessão da Comissão de Cogestão do Parque Natural do Douro Internacional</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/palombar-fala-sobre-como-educar-para-a-conservacao-da-natureza-em-sessao-da-comissao-de-cogestao-do-parque-natural-do-douro-internacional-2022-10-31/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A Comiss&atilde;o de Cogest&atilde;o do Parque Natural do Douro Internacional (PNDI) organizou, no dia 21 de outubro de 2022, uma sess&atilde;o participativa dedicada ao tema  &quot;Como educar para a conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza - conhecer e valorizar o patrim&oacute;nio natural&quot;, na qual a Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural foi convidada a participar para apresentar o trabalho que tem desenvolvido nesta &aacute;rea em territ&oacute;rios abrangidos pelo PNDI.</strong><br />
<br />
Durante o evento, que teve lugar na Plataforma de Ci&ecirc;ncia Aberta de Barca D'Alva, no concelho de Figueira da Castelo Rodrigo, a Palombar abordou a tem&aacute;tica da educa&ccedil;&atilde;o para a conserva&ccedil;&atilde;o da natureza, e partilhou a sua experi&ecirc;ncia, dificuldades e sugest&otilde;es neste &acirc;mbito, contribuindo para a reflex&atilde;o sobre a import&acirc;ncia da educa&ccedil;&atilde;o ambiental no PNDI, o sentimento de perten&ccedil;a da comunidade e o caminho que poder&aacute; ser percorrido no futuro.<br />
<br />
A Palombar, representada por Sara Freire, t&eacute;cnica de Ecoturismo e Educa&ccedil;&atilde;o Ambiental da organiza&ccedil;&atilde;o, destacou igualmente a import&acirc;ncia das experi&ecirc;ncias pr&aacute;ticas, atrativas e positivas no territ&oacute;rio, em contacto direto com a natureza, como fundamentais para as crian&ccedil;as desenvolverem capacidades de tomada de decis&otilde;es respons&aacute;veis do ponto de vista ambiental. <br />
<br />
A Plataforma de Ci&ecirc;ncia Aberta de Barca D'alva e a Associa&ccedil;&atilde;o Transum&acirc;ncia e Natureza tamb&eacute;m falaram sobre o trabalho que t&ecirc;m realizado no terreno neste dom&iacute;nio. Participaram tamb&eacute;m nesta sess&atilde;o o Executivo municipal de Figueira de Castelo Rodrigo, vereadores da Educa&ccedil;&atilde;o dos munic&iacute;pios de Miranda do Douro, Mogadouro e Freixo de Espada &agrave; Cinta, assim como representantes da Dire&ccedil;&atilde;o Regional da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e Floresta do Norte, t&eacute;cnicos da Comiss&atilde;o de Cogest&atilde;o e do Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas (ICNF), diretores de agrupamentos de escolas e professores. <br />
<br />
As sess&otilde;es participativas organizadas pela Comiss&atilde;o de Cogest&atilde;o do PNDI t&ecirc;m como objetivo gerar uma espa&ccedil;o de di&aacute;logo entre as associa&ccedil;&otilde;es de ambiente que trabalham no terreno, os executivos municipais e os agentes educativos, partilhando pontos de vista e poss&iacute;veis solu&ccedil;&otilde;es para o futuro da educa&ccedil;&atilde;o ambiental no territ&oacute;rio.<br />
<br />
A Palombar integra a <u><a href="https://palombar.pt/pt/projetos/cogestao-dos-parques-naturais-do-douro-internacional-e-de-montesinho-2021/">Comiss&atilde;o de Cogest&atilde;o</a></u> do PNDI. O Modelo de Cogest&atilde;o das &aacute;reas protegidas &eacute; coordenado pelo ICNF.]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c7136</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 27 Oct 2022 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Projeto "LIFE Aegypius return" vai promover consolidação e expansão da população de abutre-negro em Portugal e no oeste de Espanha</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/projeto-life-aegypius-return-vai-promover-consolidacao-e-expansao-da-populacao-de-abutre-negro-em-portugal-e-no-oeste-de-espanha-2022-10-27/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>O projeto &quot;LIFE Aegypius return - consolida&ccedil;&atilde;o e expans&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o de abutre-negro em Portugal e no oeste de Espanha&quot;, financiado pelo Programa LIFE da Uni&atilde;o Europeia (UE) e que pretende consolidar e expandir a popula&ccedil;&atilde;o de abutre-negro em Portugal e no oeste de Espanha, melhorando e acelerando a recoloniza&ccedil;&atilde;o natural em curso da esp&eacute;cie, ser&aacute; apresentado publicamente numa sess&atilde;o que decorre no dia 4 de novembro de 2022, pelas 10h30, no Hotel Freixo Douro Superior, em Freixo de Espada &agrave; Cinta.</strong><br />
<br />
Este projeto, que recebeu um financiamento de mais de 2,7 milh&otilde;es de euros da UE, &eacute; desenvolvido por um cons&oacute;rcio que integra as seguintes entidades: Vulture Conservation Foundation, Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, Herdade da Contenda, Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, Liga para a Prote&ccedil;&atilde;o da Natureza, Associa&ccedil;&atilde;o Transum&acirc;ncia e Natureza, Fundaci&oacute;n Naturaleza y Hombre, Guarda Nacional Republicana e Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Propriet&aacute;rios Rurais, Gest&atilde;o Cineg&eacute;tica e Biodiversidade. <br />
<br />
Atrav&eacute;s da melhoria do seu habitat e condi&ccedil;&otilde;es de alimenta&ccedil;&atilde;o, da mitiga&ccedil;&atilde;o das amea&ccedil;as e desenvolvendo as capacidades nacionais, o projeto pretende, a curto prazo, duplicar a popula&ccedil;&atilde;o reprodutora em Portugal de abutre-negro e aumentar o seu sucesso reprodutor, com o objetivo de melhorar o seu estatuto de amea&ccedil;a a n&iacute;vel nacional.<br />
<br />
Com a&ccedil;&otilde;es em quase toda a raia luso-espanhola, numa parceria que conta com nove entidades dos dois pa&iacute;ses e dezenas de parceiros, pretendemos garantir um estado de conserva&ccedil;&atilde;o favor&aacute;vel do abutre-negro em Portugal, uma esp&eacute;cie atualmente amea&ccedil;ada de extin&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
O abutre-negro (<em>Aegypius monachus</em>) extinguiu-se como nidificante em Portugal no in&iacute;cio da d&eacute;cada de 70. No entanto, a esp&eacute;cie manteve-se presente na faixa fronteiri&ccedil;a das regi&otilde;es centro e sul, com indiv&iacute;duos provenientes de Espanha. S&oacute; em 2010 o abutre-negro voltou a nidificar em Portugal, no Parque Natural do Tejo Internacional. Em 2012, registou-se o primeiro casal nidificante no Parque Natural do Douro Internacional e, em 2019, o segundo. Esta esp&eacute;cie s&oacute; tem uma cria por &eacute;poca de reprodu&ccedil;&atilde;o, o que a torna ainda mais vulner&aacute;vel no que se refere ao seu sucesso reprodutor. Por ter uma popula&ccedil;&atilde;o extremamente reduzida, o abutre-negro est&aacute; classificado como &ldquo;Criticamente em Perigo&rdquo; em Portugal.]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Tue, 25 Oct 2022 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Biodiversidade do rio Vez salta à vista em passeio noturno que assinalou o Dia de Ação Comum pela Natureza 2022</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/biodiversidade-do-rio-vez-salta-a-vista-em-passeio-noturno-que-assinalou-o-dia-de-acao-comum-pela-natureza-2022-2022-10-25/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>V&aacute;rias esp&eacute;cies de anf&iacute;bios e macroinvertebrados aqu&aacute;ticos foram registados no &quot;Passeio noturno para observa&ccedil;&atilde;o da biodiversidade do rio Vez&quot; promovido pela organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental de ambiente Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural no dia 22 de outubro para assinalar o <u><a href="https://carta-de-famalicao.webnode.pt/dia-de-acao-comum/">Dia de A&ccedil;&atilde;o Comum pela Natureza 2022</a></u>, uma iniciativa da <u><a href="https://carta-de-famalicao.webnode.pt/">Carta de Famalic&atilde;o</a></u>.</strong><br />
<br />
O passeio, realizado &agrave; noite e sob condi&ccedil;&otilde;es meteorol&oacute;gicas adversas, contou com cinco participantes e consistiu num percurso interpretativo de biodiversidade ao longo da Ecovia do rio Vez, no concelho de Arcos de Valdevez, acompanhado por bi&oacute;logos da organiza&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
Durante a caminhada noturna, a chuva at&eacute; abrandou e os participantes puderam observar, <em>in loco</em>, v&aacute;rias esp&eacute;cies de anf&iacute;bios e de macroinvertebrados aqu&aacute;ticos, como trit&atilde;o-marmorado (<em>Triturus marmoratus</em>), r&atilde;-de-focinho-pontiagudo (<em>Discoglossus galganoi</em>) e escorpi&atilde;o-de-&aacute;gua (<em>Nepa cinerea</em>), e adquirir conhecimentos sobre a sua biologia e ecologia.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Grupo 2 - Jose&#769; Pereira - site.jpeg" width="900" height="600" alt="" />
<p class="legenda">Fotografia Jos&eacute; Pereira.</p>
<strong><br />
Entre as esp&eacute;cies registadas, destacamos o escorpi&atilde;o-de-&aacute;gua, j&aacute; tinha visto algum?</strong> Este &eacute; um escorpi&atilde;o que n&atilde;o faz mal a ningu&eacute;m. Apesar do nome, &eacute; inofensivo. Na verdade, trata-se de um hem&iacute;ptero, onde se incluem, por exemplo, os percevejos; ao contr&aacute;rio dos verdadeiros escorpi&otilde;es (lacraus), que s&atilde;o aracn&iacute;deos. N&atilde;o possui veneno e alimenta-se sobretudo de larvas de mosquitos e outros invertebrados aqu&aacute;ticos, mas tamb&eacute;m de girinos e pequenos peixes, que captura com as suas fortes patas anteriores. Apesar de ter asas completas, raramente voa. Tamb&eacute;m n&atilde;o &eacute; um grande nadador, por isso, habitualmente, fica im&oacute;vel &agrave; espera de apanhar as suas presas.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Escorpia&#771;o-de-a&#769;gua (Nepa cinerea) - Jose&#769; Pereira.jpeg" width="1292" height="810" alt="" />
<p class="legenda">Escorpia&#771;o-de-a&#769;gua (<em>Nepa cinerea</em>). Fotografia Jose&#769; Pereira.</p>
<br />
Com &aacute;guas l&iacute;mpidas e cristalinas, o Vez &eacute; um rio de montanha rico em fauna. Nasce na Serra do Soajo, no Parque Nacional da Peneda-Ger&ecirc;s, a cerca de 1300m de altitude, e desagua no Rio Lima. Neste passeio, as esp&eacute;cies que habitam no ecossistema associado ao rio Vez saltaram &agrave; vista, comprovando que a biodiversidade &agrave; sua volta &eacute; rica e abundante e que este &eacute; um santu&aacute;rio para a fauna que dele depende. E n&atilde;o s&oacute; depende, como tamb&eacute;m contribui para o seu equil&iacute;brio, atrav&eacute;s dos servi&ccedil;os de ecossistemas que assegura, como controlo de pragas, promo&ccedil;&atilde;o da qualidade da &aacute;gua, fluxo de energia da cadeia alimentar, entre outros.]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c7147</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 24 Oct 2022 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Palombar participou no Seminário Erasmus Heritage Stakeholders e abordou experiências e desafios da conservação do património</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/palombar-participou-no-seminario-erasmus-heritage-stakeholders-e-abordou-experiencias-e-desafios-da-conservacao-do-patrimonio-2022-10-24/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural participou no Semin&aacute;rio ERASMUS+ EHVL II - Erasmu</strong><strong>takeh</strong><strong>s Heritage Solders, organizado pela Associa&ccedil;&atilde;o francesa REMPART, entre os dias 8 e 11 de outubro de 2022, em Coucy-le-Ch&acirc;teau-Auffrique, Fran&ccedil;a. Este Semin&aacute;rio teve o apoio do programa ERASMUS+ HERITAGE VOLUNTEERS &amp; LEADERS da Uni&atilde;o Europeia.</strong><br />
<br />
O Semin&aacute;rio contou com a participa&ccedil;&atilde;o de dez associa&ccedil;&otilde;es parceiras da REMPART, entre as quais a Palombar, e teve como objetivo principal promover a partilha de experi&ecirc;ncias e debater os desafios atuais relacionados com a &aacute;rea do patrim&oacute;nio rural e da sua conserva&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
A Palombar, representada no evento por Sara Freire, t&eacute;cnica de Ecoturismo e Educa&ccedil;&atilde;o Ambiental, bem como as demais associa&ccedil;&otilde;es abordaram o trabalho que t&ecirc;m desenvolvido neste campo, partilharam pr&aacute;ticas implementadas no terreno, bem como as suas experi&ecirc;ncias no &acirc;mbito do programa Erasmus+.<br />
<br />
&quot;O encontro foi muito enriquecedor e produtivo, tendo sido desenvolvidas ideias e linhas de atua&ccedil;&atilde;o que permitir&atilde;o melhorar a qualidade da experi&ecirc;ncia dos volunt&aacute;rios/as que participam nos campos de trabalho volunt&aacute;rio internacional (CTVI) organizados pela Palombar e nas a&ccedil;&otilde;es que implementamos em prol da conserva&ccedil;&atilde;o do pratim&oacute;nio rural&quot;, destacou Sara Freire. &quot;&Eacute; tamb&eacute;m um objetivo comum estreitar e fortalecer rela&ccedil;&otilde;es de parceria no contexto de futuros projetos a desenvolver no &acirc;mbito do programa Erasmus+&quot;, concluiu.   <br />
<br />
As associa&ccedil;&otilde;es presentes fizeram ainda uma reflex&atilde;o sobre as dificuldades com que se deparam e tamb&eacute;m sobre as experi&ecirc;ncias positivas, tendo sido confirmada a import&acirc;ncia de continuar a fomentar o di&aacute;logo e a fortalecer o v&iacute;nculo entre as organiza&ccedil;&otilde;es.<br />
<br />
Durante o Semin&aacute;rio, foi igualmente poss&iacute;vel visitar as instala&ccedil;&otilde;es e conhecer o trabalho desenvolvido pela associa&ccedil;&atilde;o anfitri&atilde; do encontro, a AMVCC, associa&ccedil;&atilde;o francesa respons&aacute;vel pela salvaguarda, reabilita&ccedil;&atilde;o e valoriza&ccedil;&atilde;o do grande castelo do s&eacute;culo XIII localizado em Coucy-le-Ch&acirc;teau-Auffrique, o Castelo de Coucy (Coucy-le-Ch&acirc;teau).]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Wed, 19 Oct 2022 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>62.º Campo de Trabalho: voluntários realizam ações de conservação da natureza e vivem experiência comunitária única</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/62-a-campo-de-trabalho-voluntarios-realizam-acoes-de-conservacao-da-natureza-e-vivem-experiencia-comunitaria-unica-2022-10-19/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>O 62.&ordm; Campo de Trabalho Volunt&aacute;rio Internacional - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza, organizado pela Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, realizou-se entre os dias 14 e 29 de agosto de 2022 na aldeia de Uva, no concelho de Vimioso, distrito de Bragan&ccedil;a, e juntou dez volunt&aacute;rios que contribu&iacute;ram de forma ativa para a conserva&ccedil;&atilde;o da biodiversidade e dos ecossistemas locais, ao mesmo tempo que tiveram a oportunidade de viver em comunidade e conhecer a cultura local, o patrim&oacute;nio rural, as artes e of&iacute;cios e o territ&oacute;rio.</strong><br />
<br />
Este CTVI decorreu no &acirc;mbito do projeto &quot;Hands on - Volunteering teams for Rural and Natural Heritage&rdquo;, financiado pelo Corpo Europeu de Solidariedade da Uni&atilde;o Europeia,  e teve como parceiros o CESC Project e o SolSal - Salesianos do Porto.<br />
<br />
Durante este Campo de Trabalho, foram v&aacute;rias as atividades realizadas pelos volunt&aacute;rios portugueses e italianos, como constru&ccedil;&atilde;o de caixas ninho para aves, caia&ccedil;&atilde;o de pombais tradicionais da aldeia, controlo de esp&eacute;cies vegetais invasoras, reconstru&ccedil;&atilde;o de muros de pedra seca (habitat de r&eacute;pteis e pequenos mam&iacute;feros), assim como limpeza de res&iacute;duos em linhas de &aacute;gua do rio Angueira, nomeadamente em Uva, Vila Ch&atilde; da Ribeira e praia fluvial de Uva.<br />
<br />
Nas atividades de recolha de res&iacute;duos, foram encontrados maioritariamente materiais pl&aacute;sticos e met&aacute;licos, sendo os &ldquo;bara&ccedil;os azuis&rdquo; os mais recolhidos. O bara&ccedil;o &eacute; um fio agr&iacute;cola de polipropileno que polui o ambiente e n&atilde;o &eacute; biodegrad&aacute;vel. Este material &eacute; dos que mais poluem os ecossistemas rurais, pelo que a sua substitui&ccedil;&atilde;o pelo fio de sisal torna-se fundamental para garantir uma agricultura ecol&oacute;gica, sustent&aacute;vel e livre de pl&aacute;sticos. A este prop&oacute;sito, a AEPGA - Associa&ccedil;&atilde;o para o Estudo e Prote&ccedil;&atilde;o do Gado Asinino, em parceria com a Palombar, desenvolveu o projeto <u><a href="http://transicaoagriculturaecologica.aepga.pt/pt/">&ldquo;Enfardar Naturalmente - Transi&ccedil;&atilde;o para uma Agricultura Ecol&oacute;gica&rdquo;</a></u>, que tem como objeto principal o desenvolvimento de uma campanha de sensibiliza&ccedil;&atilde;o ambiental que promova a substitui&ccedil;&atilde;o do fio agr&iacute;cola de polipropileno (tamb&eacute;m conhecido por bara&ccedil;o, normalmente de cor azul) pelo fio de sisal, uma fibra 100% natural. Saiba mais e fa&ccedil;a a transi&ccedil;&atilde;o para uma agricultura sustent&aacute;vel.<br />
<br />
O CTVI tamb&eacute;m promoveu um &ldquo;Dia Aberto&rdquo;, a 27 de agosto, durante o qual a comunidade de Uva p&ocirc;de realizar atividades como a caia&ccedil;&atilde;o de um pombal e manuten&ccedil;&atilde;o da sede da Palombar, no per&iacute;odo da manh&atilde;; sendo a parte da tarde dedicada a jogos tradicionais e a uma sess&atilde;o de anilhagem de aves. O dia terminou em grande com a atua&ccedil;&atilde;o de m&uacute;sica tradicional e um jantar comunit&aacute;rio na aldeia.<br />
<br />
<strong>O que diz quem participou?</strong><br />
Os volunt&aacute;rios contam-nos como foi participar neste CTVI e o que de melhor levam desta experi&ecirc;ncia.<br />
<br />
<em>&ldquo;Foi uma experi&ecirc;ncia incr&iacute;vel, pois particip&aacute;mos em atividades bastante variadas e com n&iacute;veis de exig&ecirc;ncia diferentes. Adorei cada atividade, pois nestas consegui aprender muito sobre cada t&eacute;cnica de trabalho, conhecimentos que, com certeza, vou levar para a minha vida. Uma mais-valia desta experi&ecirc;ncia foi tamb&eacute;m poder contactar com outras culturas e promover a aprendizagem, partilha e entreajuda. O que mais me impressionou foram todas as atividades de lazer, nas quais fomos visitar os produtores e artes&atilde;os locais, que, amavelmente, partilharam as suas hist&oacute;rias de vida e explicaram mais um pouco sobre a sua arte. Uma atividade que tamb&eacute;m me marcou bastante foi o &lsquo;Birdwatching&rsquo; e a anilhagem, pois nunca tinha feito e o facto de ter conseguido observar os p&aacute;ssaros e compreender todo o processo da anilhagem foi uma experi&ecirc;ncia muito gratificante para mim, pois aprendi imenso.&quot;</em><br />
<strong>Ana Costa</strong> <br />
<br />
<em>&ldquo;O Campo de Trabalho foi uma experi&ecirc;ncia incr&iacute;vel por v&aacute;rios aspetos: d&aacute;-te a possibilidade de aprender muito e voltar com uma nova bagagem de conhecimento, deixa-te conectado com a natureza e desligado do resto. Permite tamb&eacute;m conhecer uma nova cultura e mergulhar nela, atrav&eacute;s do interc&acirc;mbio com os outros volunt&aacute;rios, a equipa da associa&ccedil;&atilde;o e os habitantes locais. Transporta-te diretamente para uma nova dimens&atilde;o: fazes parte de um projeto, de um grupo e tornas-te parte de uma comunidade. Este CTVI &eacute; como uma grande fam&iacute;lia que te recebe de bra&ccedil;os abertos e um pequeno mundo onde te podes instalar. A comunidade e todo o ambiente natural foram os elementos que mais me impressionaram durante a minha estadia em Uva. Desde o momento em que cheguei l&aacute;, senti-me parte de alguma coisa, entramos nessa comunidade e passamos a fazer parte dela espontaneamente, sem nenhuma formalidade ou dificuldade. N&atilde;o nos sentimos um estranho; Uva tem o grande poder de fazer com que nos sintamos em casa. E isso acontece gra&ccedil;as &agrave; associa&ccedil;&atilde;o e a todas as pessoas que decidem ficar l&aacute;, acreditam naquele lugar e colaboram com os locais, e gra&ccedil;as &agrave; hospitalidade da comunidade local. O outro aspeto &eacute; a natureza, que &eacute; um elemento dominante em Uva e na pr&oacute;pria experi&ecirc;ncia; tem o seu pr&oacute;prio papel e podemos vivenci&aacute;-la tanto quanto as pessoas que est&atilde;o l&aacute;. N&atilde;o consigo pensar em Uva sem pensar na paisagem, no Planalto, nos matos, nos Lameiros, no rio Angueira, no Pombal, no calor, nos burros, nas moscas, no som dos p&aacute;ssaros e nada mais.&rdquo;</em><br />
<strong>Martina Mercur</strong><br />
<br />
<em>&ldquo;Eu adorei a experi&ecirc;ncia, foi, sem d&uacute;vida, algo que me marcou, e isso foi not&oacute;rio no dia da despedida, porque sentia que estava a deixar parte de mim para tr&aacute;s. Parte de mim queria ficar e continuar a viver esta extraordin&aacute;ria experi&ecirc;ncia. Fomos muito bem recebidos e todas as pessoas que conhecemos foram impec&aacute;veis para n&oacute;s. Penso que foi um abre olhos para como se pode viver no interior de Portugal. O que mais me impressionou foi a liga&ccedil;&atilde;o com a natureza e com os velhos costumes da aldeia. Algo que parece ser um pensamento t&atilde;o long&iacute;nquo, mas que est&aacute; apenas a duas horas e meia de viagem. At&eacute; a experi&ecirc;ncia de tentar controlar uma inunda&ccedil;&atilde;o foi algo incr&iacute;vel, que mostrou como n&atilde;o existe barreira lingu&iacute;stica quando &eacute; necess&aacute;rio trabalhar em equipa. Dois momentos altos para mim foram a observa&ccedil;&atilde;o das aves e tamb&eacute;m a oficina do Sr. Ant&atilde;o. N&atilde;o foram os &uacute;nicos, mas ser&atilde;o, sem d&uacute;vida, alguns momentos que vou guardar comigo para sempre.&rdquo;</em><br />
<strong>F&aacute;bio Magalh&atilde;es</strong><br />
<br />
<em>&ldquo;Posso dizer que superou as minhas expetativas, desde a chegada &agrave; partida, experienciei sempre a cada dia ao m&aacute;ximo todas as atividades/visitas realizadas, posso afirmar que quero repetir a experi&ecirc;ncia. O que mais me impressionou neste Campo de Trabalho foi a entreajuda que existiu entre todos n&oacute;s, em especial quando a camarata ficou inundada devido &agrave;s cheias que aconteceram em Uva, parecia que o mundo iria acabar, todos a &lsquo;remarem&rsquo; para o mesmo lado, todos a cooperarem na mesma causa, nunca pensei experienciar uma aventura destas.&rdquo;</em><br />
<strong>Tiago Cunha</strong> <br />
<br />
<em>&ldquo;Eu gostei imenso da experi&ecirc;ncia, todas as atividades foram super enriquecedoras. Durante as duas semanas de trabalho aprendi imenso. O que mais me impressionou neste CTVI foi o trabalho em equipa, mesmo sendo todos diferentes na cultura, nas maneiras de ser, conseguimos trabalhar todos em conjunto e fazer aquilo que nos era pedido.&rdquo;</em><br />
<strong>Ana Brito</strong><br />
<br />
<em>&ldquo;Eu gostei muito deste CTVI, de cada momento e de cada tipo de trabalho. O que mais me impressionou foi, claro, a participa&ccedil;&atilde;o da comunidade durante o &lsquo;Dia Aberto&rsquo;, foi um prazer ver as pessoas a colaborar e a participar nas v&aacute;rias atividades que todos n&oacute;s organiz&aacute;mos&rdquo;.</em><br />
<strong>Sara Palumbo (monitora)</strong><br />
<br />
<em>&ldquo;No aspeto da minha dimens&atilde;o individual, esta experi&ecirc;ncia permitiu-me realizar um desejo constante, mas reprimido durante dois anos, de conhecer novas pessoas em novas din&acirc;micas, em lugares nunca antes vistos. Tive uma grande necessidade de o concretizar e ter satisfeito, para j&aacute;, este desejo que, na realidade, nunca acaba, foi muito importante para mim. O outro aspeto que esta experi&ecirc;ncia me suscitou foi estar em grupo, levar uma vida comunit&aacute;ria durante 15 dias. As pessoas que conheci, as afinidades que encontrei, as atividades de trabalho e at&eacute; o dormit&oacute;rio e a cozinha satisfizeram plenamente o meu desejo de passar o tempo numa dimens&atilde;o comunit&aacute;ria, onde todos trabalham uns pelos outros. O contexto rural e o ambiente natural tiveram uma influ&ecirc;ncia abrangente na minha serenidade f&iacute;sica e mental. As paisagens naturais, mas tamb&eacute;m as das pequenas aldeias, absorveram-me totalmente num turbilh&atilde;o de paz e tranquilidade. Um dos momentos que recordo com mais prazer foi o da chegada. Na noite da minha chegada a Serapicos, embora me sentisse exausto da jornada que come&ccedil;ou de madrugada, n&atilde;o pude deixar de me alegrar com a calorosa rece&ccedil;&atilde;o que nos foi dada pelo dono do bar da vila, Felipe, que nos ofereceu um n&uacute;mero imprudente de cervejas e corou ternamente os meus pais. Parab&eacute;ns pela sua gentileza e pelo seu rosto bonito. Este Campo de Trabalho permitiu-me adquirir novos conhecimentos t&eacute;cnicos que considero importantes sobretudo para o meu crescimento profissional porque me permitiram colocar novas quest&otilde;es para as quais posso tentar procurar respostas no futuro: exemplos s&atilde;o as esp&eacute;cies invasoras como o eucalipto e o lagostim-vermelho-da-Louisiana, o papel que um pombal pode desempenhar ou mesmo as bases que me foram dadas para a constru&ccedil;&atilde;o de muros de pedra seca. A minha ideia para o futuro &eacute; aprofundar essas quest&otilde;es e sempre encontrar novas para pensar e me fazer outras perguntas&rdquo;.</em><br />
<strong>Teresa Carputo&nbsp;</strong>]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c715c</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 26 Sep 2022 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Viridia - Conservation in Action apoia novos projetos da ONG de ambiente Palombar: LIFE Aegypius return e Unidade para o Restauro de Solo e Habitats</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/viridia-conservation-in-action-apoia-novos-projetos-da-ong-de-ambiente-palombar-life-aegypius-return-e-unidade-para-o-restauro-de-solo-e-habitats-2022-09-26/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A Associa&ccedil;&atilde;o Viridia - Conservation in Action assinou recentemente dois protocolos de colabora&ccedil;&atilde;o com a organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental de ambiente Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural com o objetivo de cofinanciar os novos projetos da organiza&ccedil;&atilde;o &quot;LIFE Aegypius return&quot; e &quot;Unidade de Paisagem para o Restauro do Solo e dos Habitats de Algoso - UP4REHAB&quot;.</strong><br />
<br />
Adicionalmente, este apoio financeiro refor&ccedil;a a capacidade operacional e de execu&ccedil;&atilde;o dos projetos da Palombar &ldquo;Sentinelas - Rede de Monitoriza&ccedil;&atilde;o de Amea&ccedil;as para a Fauna Silvestre&rdquo; e &ldquo;HotSpot de Biodiversidade de Algoso&rdquo;. Com estes apoios, a Viridia est&aacute; a contribuir de forma ativa e direta para a conserva&ccedil;&atilde;o da natureza e o combate &agrave; perda de biodiversidade em Portugal em &aacute;reas-chave.<br />
<br />
<strong>LIFE Aegypius return -&nbsp;consolidar e expandir a popula&ccedil;&atilde;o ocidental de abutre-negro em Portugal e Espanha</strong><br />
<br />
O projeto &quot;LIFE Aegypius return&quot;, aprovado este ano, &eacute; financiado pelo Programa LIFE da Uni&atilde;o Europeia e tem como objetivo principal consolidar e expandir a popula&ccedil;&atilde;o ocidental de abutre-negro (<em>Aegypius monachus</em>) em Portugal e no oeste de Espanha, pretendendo, no curto prazo, duplicar a popula&ccedil;&atilde;o reprodutora desta esp&eacute;cie no pa&iacute;s. &Eacute; tamb&eacute;m uma meta aumentar o sucesso reprodutivo do abutre-preto, melhorando o seu estatuto de amea&ccedil;a, para que passe de &quot;Criticamente em Perigo&quot; para, pelo menos, &quot;Em perigo&quot;. Este projeto &eacute; coordenado, a n&iacute;vel nacional, pela Vulture Conservation Foundation (VCF), e, al&eacute;m da Palombar, tem v&aacute;rios outros parceiros. O apoio dado pela Viridia &eacute; essencial para o sucesso da implementa&ccedil;&atilde;o deste projeto e para a sua sustentabilidade, tendo em conta que este n&atilde;o &eacute; financiado a 100%, e o cofinanciamento torna-se, assim, fundamental para a sua execu&ccedil;&atilde;o efetiva no terreno por parte da Palombar. <br />
<br />
A&ccedil;&otilde;es desenvolvidas no &acirc;mbito do projeto Sentinelas e que servir&atilde;o de base para a implementa&ccedil;&atilde;o deste &quot;LIFE Aegypius return&quot;, que arrancou em setembro deste ano, s&atilde;o tamb&eacute;m potenciadas pelo financiamento da Viridia, o que permite estruturar de forma mais robusta as bases para o in&iacute;cio deste novo projeto. <br />
<br />
Em causa est&atilde;o a&ccedil;&otilde;es das vertentes centrais do Sentinelas, iniciado em 2019, que s&atilde;o: monitorizar, atrav&eacute;s da marca&ccedil;&atilde;o com dispositivos GPS, esp&eacute;cies sentinelas de aves e mam&iacute;feros que s&atilde;o mais afetadas por diversas formas de persegui&ccedil;&atilde;o ilegal, bem como por outro tipo de amea&ccedil;as de origem antr&oacute;pica; avaliar a vulnerabilidade das esp&eacute;cies de fauna silvestre ao uso ilegal de venenos e analisar as perce&ccedil;&otilde;es sociais e os n&iacute;veis de toler&acirc;ncia de diferentes grupos de interesse relativamente &agrave;s esp&eacute;cies de fauna silvestre.<br />
<br />
<strong>Unidade de Paisagem para o Restauro do Solo e dos Habitats de Algoso - UP4REHAB -&nbsp;promover o restauro de montados de sobro, atrav&eacute;s da reconvers&atilde;o de eucaliptais para este habitat</strong><br />
<br />
Outro projeto da Palombar que recebeu cofinanciamento da Viridia foi o &quot;Unidade de Paisagem para o Restauro do Solo e dos Habitats de Algoso - UP4REHAB&quot;. O seu prop&oacute;sito central &eacute; melhorar a qualidade do solo para aumentar a sua resili&ecirc;ncia e resposta ao processo de desertifica&ccedil;&atilde;o e &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas, nomeadamente aos inc&ecirc;ndios, e promover o restauro de montados de sobro, atrav&eacute;s da reconvers&atilde;o de eucaliptais para este habitat, bem como promover a sua conserva&ccedil;&atilde;o e gest&atilde;o sustent&aacute;vel.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/1redusite.jpg" width="900" height="600" alt="" /><br />
<p class="legenda">Controlo de eucaliptos. Fotografia Palombar.</p>
<br />
Este projeto permitir&aacute; dar continuidade &agrave;s a&ccedil;&otilde;es do HotSpot de Biodiversidade, localizado na aldeia de Algoso, no concelho de Vimioso, distrito de Bragan&ccedil;a. Desenvolvido pela Palombar, em parceria com a Associa&ccedil;&atilde;o para o Estudo e Prote&ccedil;&atilde;o do Gado Asinino, este projeto, iniciado em 2019, est&aacute; a restaurar e a promover a salvaguarda da biodiversidade na Zona Especial de Conserva&ccedil;&atilde;o Rios Sabor e Ma&ccedil;&atilde;s da Rede Natura 2000, abrangida pelos concelhos de Vimioso e Mogadouro, atrav&eacute;s da cria&ccedil;&atilde;o de uma micro-reserva onde est&atilde;o a ser aplicadas medidas de conserva&ccedil;&atilde;o em habitats priorit&aacute;rios, restauro ecol&oacute;gico em &aacute;reas artificializadas e campanhas de educa&ccedil;&atilde;o ambiental. <br />
<br />
Jos&eacute; Pereira, presidente da Palombar, destaca que &ldquo;a parceria estabelecida com a Viridia &eacute; um marco na hist&oacute;ria associativa da Palombar. Mais do que um apoio financeiro, &eacute; o reconhecimento inequ&iacute;voco do percurso que fizemos e estamos a tra&ccedil;ar, da estrat&eacute;gia que procuramos implementar e do futuro que almejamos na prote&ccedil;&atilde;o e conserva&ccedil;&atilde;o da natureza e na incessante procura por uma coexist&ecirc;ncia pac&iacute;fica com o mundo natural.&rdquo;<br />
<br />
<strong>Associa&ccedil;&atilde;o Viridia - Conservation in Action</strong><br />
<br />
A Associa&ccedil;&atilde;o Viridia - Conservation in Action tem como miss&atilde;o contribuir para a conserva&ccedil;&atilde;o da natureza, diminuindo e revertendo a atual perda de biodiversidade, atrav&eacute;s do apoio a projetos operacionais de restauro de ecossistemas e de desenvolvimento humano em &aacute;reas de conflito natureza/sociedade com car&ecirc;ncias significativas da popula&ccedil;&atilde;o local. <br />
<br />
O cofinanciamento desta entidade concedido aos projetos da Palombar &eacute; essencial para que a organiza&ccedil;&atilde;o consiga implementar, no terreno, a&ccedil;&otilde;es de conserva&ccedil;&atilde;o da biodiversidade e dos ecossistemas em &aacute;reas priorit&aacute;rias no pa&iacute;s, de forma a tornar o territ&oacute;rio mais resiliente face &agrave;s amea&ccedil;as para a sustentabilidade da vida na Terra e para assegurar um presente-futuro que garanta a concilia&ccedil;&atilde;o entre o bin&oacute;mio humanidade/natureza, em prol da prote&ccedil;&atilde;o de todas as formas de vida e dos seus habitats. <br />
<br />
A Palombar, os seus s&oacute;cios, amigos, colaboradores e toda a equipa t&eacute;cnica agradecem a confian&ccedil;a depositada na organiza&ccedil;&atilde;o e o reconhecimento do trabalho que tem sido desenvolvido para cumprir uma miss&atilde;o que &eacute; de todos: conservar a natureza e o patrim&oacute;nio rural. Um bem haja!]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 19 Sep 2022 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Celebre o Dia de Ação Comum pela Natureza 2022 e contribua para a convergência ecológica e ambiental</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/celebre-o-dia-de-acao-comum-pela-natureza-2022-e-contribua-para-a-convergencia-ecologica-e-ambiental-2022-09-19/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>O Dia de A&ccedil;&atilde;o Comum pela Natureza (DACN) &eacute; celebrado entre 8 e 23 de outubro de 2022 e pretende impulsionar a dinamiza&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es ambientais de sensibiliza&ccedil;&atilde;o e educa&ccedil;&atilde;o para a conserva&ccedil;&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o da natureza, a nossa casa comum e da qual todos dependemos. Porque n&atilde;o h&aacute; planeta B.</strong><br />
<br />
Este Dia foi criado a prop&oacute;sito do I Encontro da Converg&ecirc;ncia - &ldquo;A&ccedil;&atilde;o Ecol&oacute;gica, Transi&ccedil;&atilde;o Sustent&aacute;vel e Regenera&ccedil;&atilde;o&rdquo;, que decorreu a 7 de outubro de 2017 e onde estiveram representadas mais de 45 entidades ligadas &agrave; conserva&ccedil;&atilde;o da natureza, incluindo a Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, e durante o qual foi elaborada e lan&ccedil;ada a &ldquo;<u><a href="https://carta-de-famalicao.webnode.pt/">Carta de Famalic&atilde;o</a></u>: o Esp&iacute;rito e as Pr&aacute;ticas&rdquo;, que a Palombar subscreveu.<br />
<br />
Esta Carta surge com o objetivo principal de promover o di&aacute;logo e a a&ccedil;&atilde;o para enfrentar, de forma efetiva, os problemas e amea&ccedil;as decisivos para o futuro comum no Planeta, como s&atilde;o os do territ&oacute;rio, da preserva&ccedil;&atilde;o dos recursos naturais, da qualidade de vida, da energia, do clima e de uma economia sustent&aacute;vel, no sentido de os proteger e conservar.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Cartaz Dia de A&ccedil;&atilde;o Comum pela Natureza 2022.jpg" width="900" height="1125" alt="" /><br />
<br />
Assim, no &acirc;mbito do Dia de A&ccedil;&atilde;o Comum pela Natureza, as entidades subscritoras da Carta de Famalic&atilde;o, entre as quais a Palombar, e a Comiss&atilde;o Organizadora deste Dia lan&ccedil;am o convite a todas as associa&ccedil;&otilde;es, coletivos, projetos, grupos, entidades, formais e informais, empresas, etc., para que organizem uma atividade em prol da educa&ccedil;&atilde;o ambiental, da defesa, da conserva&ccedil;&atilde;o e da celebra&ccedil;&atilde;o da Natureza. Desta forma e em conjunto, promoveremos a converg&ecirc;ncia ecol&oacute;gica e ambiental, ao desenvolver a&ccedil;&otilde;es locais, mas com impactos e efeitos de muito maior dimens&atilde;o, rumo a um mundo mais sustent&aacute;vel.<br />
<br />
<p class="destaque"><strong>Como participar no Dia de A&ccedil;&atilde;o Comum pela Natureza?</strong></p>
<br />
Para celebrar e participar no DACN 2022, basta inscrever a sua atividade/a&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s do preenchimento deste <u><a href="https://forms.gle/vALtJoc27DcG5ZTJ9">formul&aacute;rio</a></u>. Este ano, a Comiss&atilde;o Organizadora disponibiliza um modelo de cartaz que pode ser utilizado por todos os que organizem atividades enquadradas no Dia de A&ccedil;&atilde;o Comum pela Natureza, de forma a unificar a imagem geral do DACN. Sugerimos como tema das a&ccedil;&otilde;es a desenvolver o &quot;Solos - fonte de vida&quot;, mote do III Encontro da Converg&ecirc;ncia. Contudo, cada um &eacute; livre de escolher o tema que considerar mais adequado e pertinente para a dinamiza&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es. Participe. Individualmente, podemos fazer muito, mas coletivamente fazemos muito mais!<br />
<br />
Veja como foi o <u><a href="https://carta-de-famalicao.webnode.pt/atividades-dacn-2019/">I Dia de A&ccedil;&atilde;o Comum pela Natureza</a></u>, celebrado em 2019, e inspire-se. Mais informa&ccedil;&otilde;es est&atilde;o dispon&iacute;veis em <u><a href="https://carta-de-famalicao.webnode.pt/">https://carta-de-famalicao.webnode.pt/</a></u> e <u><a href="http://www.facebook.com/cartafamalicao">www.facebook.com/cartafamalicao</a></u>.<br />
<br />
<strong>Seja parte ativa. Celebre o Dia de A&ccedil;&atilde;o Comum pela Natureza 2022 e contribua para a converg&ecirc;ncia ecol&oacute;gica e ambiental.</strong>]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c7174</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Tue, 13 Sep 2022 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Palombar participa na 1.ª Jornada dos Cereais do Norte</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/palombar-participa-na-1-jornada-dos-cereais-do-norte-2022-09-13/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural foi convidada para participar na 1.&ordf; Jornada dos Cereais do Norte, que ter&aacute; lugar no dia 28 de setembro de 2022 no Audit&oacute;rio Professor Dion&iacute;sio Gon&ccedil;alves, no Instituto Polit&eacute;cnico de Bragan&ccedil;a, organizada pela Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Produtores de Proteaginosas, Oleaginosas e Cereais (ANPOC) e pelo Centro de Compet&ecirc;ncias Cerealtech.</strong><br />
<br />
Neste evento, o bi&oacute;logo Jos&eacute; Pereira, presidente da Palombar, ir&aacute; falar sobre o tema &quot;A &Aacute;guia-ca&ccedil;adeira e os Cereais&quot;, que incidir&aacute; sobre o trabalho desenvolvido no &acirc;mbito do projeto <u><a href="https://palombar.pt/pt/projetos/searas-com-biodiversidade-salvemos-a-aguia-cacadeira-2022/">&quot;Searas com Biodiversidade: Salvemos a &Aacute;guia-ca&ccedil;adeira&quot;</a></u>.<br />
<br />
Este evento &quot;pretende responder a uma real necessidade (e vontade) dos v&aacute;rios agentes do setor (at&eacute; agora isolados) de se juntarem e promoverem um trabalho de fileira, tendo em vista a (re)valoriza&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o de cereais nas regi&otilde;es de Tr&aacute;s-os-Montes&quot;, destaca a organiza&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
A participa&ccedil;&atilde;o no evento &eacute; gratuita, mas sujeita a inscri&ccedil;&atilde;o obrigat&oacute;ria at&eacute; ao dia 23 de setembro, atrav&eacute;s do preenchimento do formul&aacute;rio dispon&iacute;vel <u><a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSe1tMiXi8OCNxPxu0s746qKPv595oP2uO4QpqLxEyWxsLFwWw/viewform">aqui</a></u>.<br />
<br />
<u><a href="https://www.anpoc.pt/2022/08/31/1a-jornada-dos-cereais-do-norte/">+ INFO</a></u>]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c717b</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 12 Sep 2022 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Estudo revela pela primeira vez real dimensão do impacto do uso de venenos sobre a biodiversidade na Península Ibérica</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/estudo-revela-pela-primeira-vez-real-dimensao-do-impacto-do-uso-de-venenos-sobre-a-biodiversidade-na-peninsula-iberica-2022-09-12/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>Um</strong><strong> estudo que acaba de ser publicado na revista <em>Biological Conservation</em> revela a real dimens&atilde;o do impacto do uso ilegal de venenos sobre a biodiversidade na Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica. Esta investiga&ccedil;&atilde;o avaliou, pela primeira vez, o n&uacute;mero de esp&eacute;cies que s&atilde;o afetadas pelo uso ilegal de venenos, mostrando que s&atilde;o mais do que se previa: no total, pelo menos 47 esp&eacute;cies de vertebrados, entre os quais aves, mam&iacute;feros e r&eacute;pteis. A grandeza desta amea&ccedil;a era, at&eacute; ao momento, desconhecida devido &agrave; reduzida taxa de dete&ccedil;&atilde;o dos casos de envenenamento no meio natural.</strong><br />
<br />
O estudo, intitulado <u><a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0006320722002555">&ldquo;Unraveling the real magnitude of illegal wildlife poisoning to halt cryptic biodiversity loss&rdquo;</a></u>, foi desenvolvido por investigadores da <u><a href="https://www.uam.es/Ciencias/Departamento-de-Ecologia">Universidad Aut&oacute;noma de Madrid</a></u>, do <u><a href="https://www.unioviedo.es/IMIB/">Instituto Mixto de Investigaci&oacute;n en Biodiversidad</a></u>, do <u><a href="https://www.irec.es/">Instituto de Investigaci&oacute;n en Recursos Cineg&eacute;ticos</a></u>, todos em Espanha, e da organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental de ambiente Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, em colabora&ccedil;&atilde;o com o Parque Nacional de Monfrag&uuml;e, tamb&eacute;m em Espanha.<br />
<br />
Em Portugal, os trabalhos foram realizados pela equipa da Palombar em &aacute;reas da Rede Natura 2000 e da Rede Nacional de &Aacute;reas Protegidas, nomeadamente no Parque Natural do Douro Internacional e Zonas Especiais de Conserva&ccedil;&atilde;o e Zonas de Prote&ccedil;&atilde;o Especiais Douro Internacional e Vale do &Aacute;gueda e Rios Sabor e Ma&ccedil;&atilde;s, no &acirc;mbito do projeto <u><a href="http://www.sentinelas.pt">Sentinelas - Rede de Monitoriza&ccedil;&atilde;o de Amea&ccedil;as para a Fauna Silvestre</a></u>, financiado pelo Fundo Ambiental.<br />
<br />
A investiga&ccedil;&atilde;o teve como base um trabalho de campo de larga escala que consistiu na coloca&ccedil;&atilde;o de iscos simulados (quase 600) distribu&iacute;dos em &aacute;reas representativas dos principais ecossistemas da Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica e avalia&ccedil;&atilde;o da biodiversidade suscet&iacute;vel a esses iscos, que foram monitorizados com recurso a c&acirc;maras de armadilhagem fotogr&aacute;fica.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Figura 1 do artigo Olea et al 2022(1).jpg" width="1896" height="1373" alt="" /><br />
<p class="legenda">Figura 1 do artigo. Mapa da Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica (Portugal e Espanha) com as 25 &aacute;reas de estudo (pontos) onde os iscos simulados foram monitorizados com recurso a c&acirc;maras de armadilhagem fotogr&aacute;fica para registo das esp&eacute;cies que os consumiam. Olea et al. 2022.<strong><br />
</strong></p>
<strong><br />
Cerca de 3 100 indiv&iacute;duos consumiram iscos simulados e 47 esp&eacute;cies de vertebrados s&atilde;o suscet&iacute;veis ao envenenamento</strong><br />
<br />
Os dados apurados mostraram que cerca de 3 100 indiv&iacute;duos consumiram os iscos e que pelo menos 47 esp&eacute;cies de vertebrados s&atilde;o suscet&iacute;veis ao uso ilegal de venenos na Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica, desde pequenos roedores como ratos e leir&otilde;es, r&eacute;pteis como lagartos e cobras, e grandes predadores como lobo, urso e &aacute;guias. Destas esp&eacute;cies, 25% est&atilde;o amea&ccedil;adas a n&iacute;vel nacional ou internacional.<br />
<br />
As esp&eacute;cies que consumiram os iscos simulados com maior frequ&ecirc;ncia, sendo, portanto, mais suscet&iacute;veis ao envenenamento, foram a raposa, o corvo, o grifo, a fuinha e a marta, v&aacute;rias esp&eacute;cies de roedores, o javali e o c&atilde;o.<br />
<br />
Al&eacute;m de mostrar que esp&eacute;cies de fauna s&atilde;o mais suscet&iacute;veis ao envenenamento, o estudo tamb&eacute;m desenvolveu modelos estat&iacute;sticos capazes de prever o n&uacute;mero de esp&eacute;cies e indiv&iacute;duos afetados num evento de envenenamento, de acordo com o tipo de isco utilizado e o habitat onde este foi colocado. A investiga&ccedil;&atilde;o descobriu, adicionalmente, como o tipo de isco e o habitat onde se encontra exercem influ&ecirc;ncia sobre quais s&atilde;o as esp&eacute;cies mais suscet&iacute;veis de serem envenenadas, o que poder&aacute; ajudar a orientar a busca no terreno em caso de envenenamento.<br />
<br />
Os resultados permitiram desvendar a verdadeira dimens&atilde;o do impacto do uso ilegal de venenos dirigido &agrave; fauna silvestre nos principais ecossistemas da Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica e ajudar&atilde;o a melhorar as a&ccedil;&otilde;es de inspe&ccedil;&atilde;o de iscos no territ&oacute;rio e animais envenenados no meio natural e combater de forma mais eficaz esta grave amea&ccedil;a para a biodiversidade.]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 09 Sep 2022 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Palombar participa na Green Week em Guimarães com um workshop de fotografia e banca dedicada às aves necrófagas</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/palombar-participa-na-green-week-em-guimaraes-com-um-workshop-de-fotografia-e-banca-dedicada-as-aves-necrofagas-2022-09-09/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental de ambiente Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural vai participar na </strong><u><a href="http://www.labpaisagem.pt/green-week-guimaraes-2022"><strong>Green Week</strong></a></u><strong>, que decorre nos dias 16, 17 e 18 de setembro de 2022, em Guimar&atilde;es, organizada pelo Laborat&oacute;rio da Paisagem e pelo Munic&iacute;pio de Guimar&atilde;es. No &acirc;mbito deste evento, tamb&eacute;m vamos celebrar o Ecology Day.</strong><br />
<br />
Na Green Week, a Palombar ir&aacute; dinamizar o Workshop de Fotografia - Detalhes na natureza urbana, a cargo do bi&oacute;logo Pedro Alves da organiza&ccedil;&atilde;o, o qual ter&aacute; lugar no dia 17 de setembro, &agrave;s 10h00. Tamb&eacute;m neste dia, teremos uma banca, na Zona de Educa&ccedil;&atilde;o e Sensibiliza&ccedil;&atilde;o Ambiental, dedicada ao tema  &quot;Conhecer os abutres com a Palombar&quot;, onde iremos desenvolver atividades de educa&ccedil;&atilde;o ambiental e distribuir materiais pedag&oacute;gicos e informativos.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/greenweek_2022_destalhesnatureza.png" width="900" height="900" alt="" /><br />
<br />
As atividades realizadas no dia 17 na Green Week tamb&eacute;m est&atilde;o integradas nas comemora&ccedil;&otilde;es do Ecology Day (Dia da Ecologia), uma iniciativa internacional que visa aproximar a Ecologia e os ec&oacute;logos da sociedade, rumo &agrave; constru&ccedil;&atilde;o de um desenvolvimento humano mais sustent&aacute;vel, promovida pela Sociedade Portuguesa de Ecologia (SPECO), em conjunto com a Federa&ccedil;&atilde;o Europeia de Ecologia (EEF), a n&iacute;vel internacional. &nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c718d</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 02 Sep 2022 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Dia Internacional de Consciencialização sobre os Abutres destaca importância destas espécies e alerta para risco de extinção</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/dia-internacional-de-consciencializacao-sobre-os-abutres-destaca-importancia-destas-especies-e-alerta-para-risco-de-extincao-2022-09-02/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>O Dia Internacional de Consciencializa&ccedil;&atilde;o sobre os Abutres &eacute; assinalado este s&aacute;bado, 3 de setembro. Esta data &eacute; celebrada todos os anos no primeiro s&aacute;bado do m&ecirc;s de setembro. Os abutres s&atilde;o um grupo de aves com uma import&acirc;ncia ecol&oacute;gica vital e enfrentam, atualmente, uma s&eacute;rie de amea&ccedil;as em muitas &aacute;reas onde ocorrem em todo o mundo. Diversas popula&ccedil;&otilde;es de esp&eacute;cies de aves com h&aacute;bitos alimentares necr&oacute;fagos est&atilde;o atualmente sob press&atilde;o e algumas enfrentam mesmo risco de extin&ccedil;&atilde;o.</strong><br />
<br />
Este dia surgiu no &acirc;mbito da iniciativa &ldquo;Vulture Awareness Days&rdquo;, promovida pelo Birds of Prey Programme of the Endangered Wildlife Trust, na &Aacute;frica do Sul, e pela Hawk Conservancy Trust, em Inglaterra, que decidiram trabalhar em conjunto para tornar esta a&ccedil;&atilde;o num evento internacional e com abrang&ecirc;ncia global.<br />
<br />
Atualmente, o Dia Internacional de Consciencializa&ccedil;&atilde;o sobre os Abutres tem como objetivo sensibilizar a comunidade internacional para a conserva&ccedil;&atilde;o dos abutres e para a sua import&acirc;ncia ecol&oacute;gica e destacar o trabalho fundamental desenvolvido por conservacionistas em todo o mundo em prol da preserva&ccedil;&atilde;o destas esp&eacute;cies.<br />
<br />
As aves necr&oacute;fagas s&atilde;o aquelas que t&ecirc;m a sua alimenta&ccedil;&atilde;o baseada em cad&aacute;veres de animais. Estas esp&eacute;cies cumprem uma fun&ccedil;&atilde;o essencial e contribuem para o equil&iacute;brio dos v&aacute;rios ecossistemas, visto que, ao consumirem animais mortos, eliminam, de forma r&aacute;pida e eficaz, as carca&ccedil;as desses animais no campo, evitando, assim, a propaga&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as contagiosas e assegurando o bom funcionamento da rede tr&oacute;fica na Natureza.<br />
<br />
<strong>H&aacute; jogos did&aacute;ticos para brincar com os mi&uacute;dos l&aacute; em casa e fazer nascer novos guardi&otilde;es dos abutres!</strong><br />
<br />
<u><strong><a href="https://www.vultureday.org/wp-content/uploads/2017/08/Birdorable-international-vulture-awareness-day-coloring-page.pdf">Colorir</a></strong></u>&nbsp;<br />
<strong><u><a href="https://www.vultureday.org/wp-content/uploads/2017/08/Birdorable-vulture-memory.pdf">Jogo da mem&oacute;ria</a></u></strong>&nbsp;<br />
<strong><u><a href="https://www.vultureday.org/wp-content/uploads/2017/08/Birdorable-king-vulture-connect-the-dots.pdf">Liga os pontos</a></u></strong><br />
<br />
<strong>Conserva&ccedil;&atilde;o dos abutres: projetos e a&ccedil;&otilde;es da Palombar</strong><br />
<br />
Na Europa, s&oacute; ocorrem quatro esp&eacute;cies de abutres: o grifo (<em>Gyps fulvus</em>), o abutre-preto (<em>Aegypius monachus</em>), o britango (<em>Neophron percnopterus</em>) e o quebra-ossos (<em>Gypaetus barbatus</em>), este atualmente dado como extinto em Portugal. Nos &uacute;ltimos anos, tem sido igualmente registada a presen&ccedil;a de mais uma esp&eacute;cie na Europa, o grifo-de-R&uuml;ppell (<em>Gyps rueppellii</em>), proveniente de &Aacute;frica, que poder&aacute; ser mais uma esp&eacute;cie de abutre a ocorrer no territ&oacute;rio europeu. Em Portugal, todas as esp&eacute;cies de abutres est&atilde;o legalmente protegidas. Saiba quais s&atilde;o os projetos e a&ccedil;&otilde;es desenvolvidos pela Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural para promover a conserva&ccedil;&atilde;o deste grupo de avifauna.<br />
<br />
<u><strong><a href="http://www.connectnatura.pt">ConnectNatura</a></strong></u><br />
O &quot;ConnectNatura - Melhoria de Condi&ccedil;&otilde;es de Conectividade para a Fauna Silvestre entre &aacute;reas da Rede Natura 2000&quot; &eacute; um projeto da Palombar que tem como objetivo a conserva&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies estritamente e parcialmente necr&oacute;fagas que constam do Anexo I da Diretiva Aves e que possuem um estatuto de conserva&ccedil;&atilde;o desfavor&aacute;vel em Portugal, em particular o abutre-preto (<em>Aegypius monachus</em>), o britango (<em>Neophron percnopterus</em>), o grifo (<em>Gyps fulvus</em>) e a &aacute;guia-real (<em>Aquila chrysaetos</em>).<br />
<br />
<u><strong><a href="http://www.sentinelas.pt">Sentinelas</a></strong></u><br />
O &quot;Sentinelas &ndash; Rede de Monitoriza&ccedil;&atilde;o de Amea&ccedil;as para a Fauna Silvestre&quot; &eacute; um projeto da Palombar desenvolvido em parceria com a Universidade de Oviedo (Espanha). Este projeto, iniciado em 2019, est&aacute; a criar uma rede robusta e alargada de monitoriza&ccedil;&atilde;o de diversas formas de persegui&ccedil;&atilde;o ilegal direcionadas a animais selvagens, bem como outro tipo de amea&ccedil;as de origem humana, com o prop&oacute;sito de combater de forma mais eficaz esta problem&aacute;tica e aumentar o conhecimento nesta &aacute;rea, bem como otimizar a gest&atilde;o e a conserva&ccedil;&atilde;o da biodiversidade. Os abutres s&atilde;o esp&eacute;cies-alvo.<br />
<br />
<u><strong><a href="http://www.nordeste.eu">Grupo Nordeste</a></strong></u><br />
O Nordeste &ndash; Grupo para a Promo&ccedil;&atilde;o do Desenvolvimento Sustent&aacute;vel &eacute; constitu&iacute;do pela AEPGA &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o para o Estudo e Prote&ccedil;&atilde;o do Gado Asinino, pela APFNT - Associa&ccedil;&atilde;o dos Produtores Florestais do Nordeste Transmontano e pela Palombar e pretende dar vida a um modelo de interven&ccedil;&atilde;o que, unindo a conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza &agrave; agricultura e &agrave; explora&ccedil;&atilde;o florestal sustent&aacute;vel, promova o envolvimento das comunidades locais e dinamize o desenvolvimento integrado do espa&ccedil;o rural nos vales dos rios Sabor e Ma&ccedil;&atilde;s. No &acirc;mbito deste projeto, s&atilde;o desenvolvidas v&aacute;rias a&ccedil;&otilde;es de conserva&ccedil;&atilde;o dos abutres no Nordeste Transmontano.<br />
<br />
<strong><u><a href="http://www.rupis.pt">Life Rupis</a></u></strong><br />
O &quot;Life Rupis &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o do britango (<em>Neophron percnopterus</em>) e da &aacute;guia-perdigueira (<em>Aquila fasciata</em>) no vale do rio Douro&quot; &eacute; um projeto de conserva&ccedil;&atilde;o transfronteiri&ccedil;o, j&aacute; conclu&iacute;do. Coordenado pela Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), o projeto Life Rupis contou com v&aacute;rios parceiros, entre os quais a Palombar.<br />]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 26 Aug 2022 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>61.º CTVI Curralada: mais do que um campo de trabalho, uma experiência sociocultural no maravilhoso interior transmontano</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/61-a-ctvi-curralada-mais-do-que-um-campo-de-trabalho-uma-experiencia-sociocultural-no-maravilhoso-interior-transmontano-2022-08-26/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>Os campos de trabalho volunt&aacute;rio internacional (CTVI) organizados pela Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural aliam sempre o restauro e a conserva&ccedil;&atilde;o dos edificados rurais tradicionais, e a aprendizagem das t&eacute;cnicas tradicionais de constru&ccedil;&atilde;o, &agrave; descoberta do territ&oacute;rio e do seu patrim&oacute;nio natural, arquitet&oacute;nico, cultural e social, bem como &agrave; vida em comunidade e ao conv&iacute;vio intergeracional. O 61.&ordm; Campo de Trabalho Volunt&aacute;rio Internacional - Curralada, que decorreu na aldeia de Uva, no concelho de Vimioso, distrito de Bragan&ccedil;a, entre os dias 13 e 29 de julho de 2022, n&atilde;o foi diferente. Mostra-nos quem nele participou.</strong><br />
<br />
Mais do que realizar os trabalhos de recupera&ccedil;&atilde;o da Curralada, um edificado ic&oacute;nico da regi&atilde;o de Tr&aacute;s-os-Montes, esta foi uma experi&ecirc;ncia sociocultural &agrave; descoberta do maravilhoso interior transmontano. Porque este territ&oacute;rio e o seu legado tamb&eacute;m s&atilde;o para os jovens, os que passam, os que ficam, e, sobretudo, os que valorizam e p&otilde;em m&atilde;os &agrave; obra para os conservar.<br />
<br />
<strong>Ambre Nicolas, 24 anos | Fran&ccedil;a</strong><br />
<em><br />
&ldquo;Esta experi&ecirc;ncia foi incr&iacute;vel, principalmente por causa de todas as pessoas com quem estive. Conhecer os outros volunt&aacute;rios, o Servi&ccedil;o Civil Italiano, os trabalhadores da Palombar, bem como todas as pessoas que vivem na aldeia de Uva, foi muito bom. Al&eacute;m disso, trabalhar na recupera&ccedil;&atilde;o da Curralada ajudou a criar la&ccedil;os entre os volunt&aacute;rios e isso foi um verdadeiro prazer. Eu apreciei muito a vida em comunidade. O que mais me impressionou durante este campo de trabalho foi, provavelmente, o poder do trabalho coletivo. Tudo o que fizemos em apenas duas semanas surpreendeu-me porque, no final, pudemos ver claramente os resultados.&rdquo;<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Ambre Nicolas(2).jpg" width="600" height="907" alt="" /><br />
<br />
</em><strong>Lucas Lemasson, 20 anos | Fran&ccedil;a</strong><br />
<em><br />
&ldquo;A estadia foi incr&iacute;vel! Tenho muitas boas recorda&ccedil;&otilde;es desta viagem e desta aventura. Em primeiro lugar, para falar do territ&oacute;rio, gostei de estar numa aldeia calma e acolhedora, onde todos se conhecem e confiam uns nos outros, mesmo sem trancar a casa ou o carro. O facto de passearmos os burros como passeamos os c&atilde;es, ou os c&atilde;es e gatos andarem livremente na aldeia &eacute; completamente diferente do que estamos habituados a ver na cidade e fiquei feliz por descobrir isso. Acho muito acolhedor. As pessoas que trabalham na Palombar fazem coisas muito interessantes. Criou-se uma verdadeira coes&atilde;o de grupo. Descobrir as t&eacute;cnicas tradicionais de constru&ccedil;&atilde;o na pr&aacute;tica permitiu-me ter um ponto de vista diferente do que aprendi em sala de aula e constituiu uma abordagem distinta. Guardarei na mem&oacute;ria, com alegria, estes 15 dias que passei no campo de trabalho, a descoberta do territ&oacute;rio e todas as atividades realizadas.&rdquo;<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Lucas Lemasson.jpg" width="600" height="882" alt="" /><br />
<br />
</em><strong>Wendy Flaceli&egrave;re, 26 anos | Fran&ccedil;a</strong><br />
<em><br />
&ldquo;Esta experi&ecirc;ncia foi mais do que enriquecedora, tudo foi pensado e coordenado na perfei&ccedil;&atilde;o. Todos os dias decorreram de acordo com um programa definido pela associa&ccedil;&atilde;o, que tamb&eacute;m nos deu liberdade e autonomia. &Eacute; uma experi&ecirc;ncia que recomendo a todos ter, pois permite que se aprenda e enrique&ccedil;a em muitas coisas de que todos precisamos. O restauro da Curralada foi incr&iacute;vel, tivemos a sorte de ser uma equipa com pessoas bem dispostas e motivadas, pudemos aprender muitas t&eacute;cnicas de constru&ccedil;&atilde;o tradicionais e progredir muito r&aacute;pido nos conhecimentos adquiridos. A n&iacute;vel humano, a diversidade das pessoas presentes tornou este campo de trabalho extraordin&aacute;rio. O que mais me impressionou durante esta experi&ecirc;ncia foram certamente os momentos de conv&iacute;vio e partilha entre n&oacute;s, a simplicidade dos v&iacute;nculos e a benevol&ecirc;ncia de cada pessoa.&rdquo;</em><br />
<br />
<strong><img src="http://palombar.pt/imagens/Wendy Flaceliere.jpg" width="600" height="890" alt="" /><br />
<br />
Roxane Nebout, 18 anos | Fran&ccedil;a</strong><br />
<em><br />
&ldquo;No come&ccedil;o foi um pouco complicado adaptar-me a esse novo ambiente, mas as pessoas aqui foram t&atilde;o acolhedoras que, na realidade, foi mais f&aacute;cil do que eu imaginava no in&iacute;cio. Eu nunca tive uma experi&ecirc;ncia destas antes, foi muito boa. O facto de todos quererem fazer o melhor para recuperar a Curralada foi muito &uacute;til. E, al&eacute;m disso, eu realmente senti que &eacute;ramos uma equipa, e fazer o trabalho com outras pessoas tornou-o prazeroso e divertido. Aprendi coisas que jamais aprenderia noutro lugar. Estou muito feliz por ter participado neste campo de trabalho porque sa&iacute; da minha zona de conforto e isso fez com que eu quisesse fazer muitas coisas novas que eu tinha medo de vivenciar antes. O que mais me impressionou durante esta experi&ecirc;ncia foi o interesse de todos em Uva pelo trabalho que fizemos. Todos ficaram felizes e agradecidos por termos vindo ajudar. Foi durante esses momentos que senti que foi uma coisa boa eu ter vindo aqui, porque as pessoas foram muito gentis e agradecidas.&rdquo;<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Roxane Nebout.jpg" width="600" height="860" alt="" /><br />
<br />
</em><strong>Samuel Bas, 29 anos | Fran&ccedil;a</strong><br />
<em><br />
&ldquo;Esta experi&ecirc;ncia em Uva foi &oacute;tima para mim, do in&iacute;cio ao fim! O trabalho em equipa permitiu-me fazer muitas descobertas e falar com pessoas que tinham atividades completamente diferentes das minhas, foi muito gratificante. Tamb&eacute;m foi &oacute;timo conversar com pessoas de diferentes pa&iacute;ses (Portugal, It&aacute;lia, Rom&eacute;nia, etc.). Gostei muito do ambiente de trabalho e da vida quotidiana com a equipa (cozinhar juntos, ir ao rio, realizar jogos e das noites de dan&ccedil;a, etc.). Fiz amizades que durar&atilde;o por muito tempo, acho eu. O campo de trabalho tamb&eacute;m me permitiu aprender muito sobre as casas tradicionais portuguesas e sobre o restauro e constru&ccedil;&atilde;o de uma casa: como fazer um muro de pedra, argamassa, reconstruir um telhado, etc. Foi muito gratificante ver a evolu&ccedil;&atilde;o dos trabalhos realizados na Curralada com o passar das semanas. As diferentes tarefas que fizemos foram muito variadas e nunca me senti entediado. As atividades de lazer realizadas durante a tarde tamb&eacute;m foram &oacute;timas. Foi, para mim, a forma ideal de descobrir a regi&atilde;o e a sua cultura. Descobri lugares lindos e aprendi muito sobre a arquitetura local (especialmente os pombais tradicionais), as diferentes tradi&ccedil;&otilde;es e lendas da regi&atilde;o. Essas atividades tamb&eacute;m foram uma oportunidade para eu conhecer mais sobre as diferentes esp&eacute;cies de animais locais, especialmente as aves presentes na regi&atilde;o e os burros de Miranda. No que se refere ao trabalho realizado, gostei particularmente de recuperar as antigas portas de madeira da Curralada. Apreciei, igualmente, descobrir os pratos tradicionais portugueses, ir ao rio e conhecer as aldeias vizinhas. Adorei particularmente o passeio realizado ao Centro de Acolhimento do Burro, que me permitiu superar o medo que tenho de burros e cavalos. Foi a primeira vez que pude estar em contato t&atilde;o pr&oacute;ximo com esses animais e toc&aacute;-los sem medo.&rdquo;<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Samuel Bas.jpg" width="600" height="915" alt="" /><br />
<br />
</em><strong>Max Esn&eacute;e, 30 anos | Fran&ccedil;a</strong><br />
<em><br />
&quot;Foi uma excelente experi&ecirc;ncia! Houve uma coes&atilde;o muito grande entre o grupo de volunt&aacute;rios e os trabalhadores da Palombar, foi muito divertido. Gostei do trabalho que fizemos na Curralada, pois tivemos a oportunidade de aprender diferentes t&eacute;cnicas tradicionais de constru&ccedil;&atilde;o. Ver o resultado final ap&oacute;s duas semanas de trabalho foi realmente satisfat&oacute;rio. Acho que teria gostado de ficar um pouco mais em Uva. Tamb&eacute;m descobri o trabalho que a Palombar faz na regi&atilde;o. Eu n&atilde;o tinha ideia de todas as diferentes atividades que a associa&ccedil;&atilde;o realiza antes de estar no campo de trabalho: proteger e conservar aves e outros animais selvagens, prevenir inc&ecirc;ndios, recuperar edificados tradicionais, etc. e de como tudo isso est&aacute; interligado, foi realmente interessante.&rdquo;</em><br />
<br />
<strong><img src="http://palombar.pt/imagens/Max Esn&eacute;e.jpg" width="600" height="867" alt="" /><br />
<br />
Margaux Lafond, 20 anos | Fran&ccedil;a</strong><br />
<em><br />
&ldquo;A minha experi&ecirc;ncia neste campo de trabalho foi muito positiva, tanto a n&iacute;vel social, como de trabalho. Durante a recupera&ccedil;&atilde;o da Curralada, aprendi v&aacute;rias t&eacute;cnicas tradicionais de constru&ccedil;&atilde;o, como fazer argamassa para as paredes, a limpeza do terreno, a estrutura do telhado e a recupera&ccedil;&atilde;o das antigas portas de madeira. A experi&ecirc;ncia foi &oacute;tima porque pude partilhar esses momentos com a equipa e os habitantes da aldeia. A minha expetativa era ajudar a fazer algo pr&aacute;tico e ver as etapas dos trabalhos de restauro e conserva&ccedil;&atilde;o de um edificado tradicional noutro pa&iacute;s, neste caso a Curralada, em Portugal. Gostei tamb&eacute;m das visitas que recebemos das pessoas locais da aldeia, todos conheciam a casa ou pelo menos sabiam da sua exist&ecirc;ncia. Os habitantes locais partilharam connosco o que sabiam sobre casa, sobre o seu passado, e acompanharam o trabalho que est&aacute;vamos a fazer. Isso foi muito interessante porque pudemos aprender mais sobre a Curralada. Gostei muito de estar na aldeia e conhecer os pombais tradicionais, bem como aprender sobre as v&aacute;rias miss&otilde;es da Palombar e sobretudo contribuir para uma dessas miss&otilde;es: conservar o patrim&oacute;nio rural, neste caso, a Curralada. Adorei aprender todas as t&eacute;cnicas tradicionais de constru&ccedil;&atilde;o usadas na sua recupera&ccedil;&atilde;o. O esfor&ccedil;o valeu a pena e o resultado tamb&eacute;m.&rdquo;<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Margaux Lafond.jpg" width="600" height="930" alt="" /></em> <br />
<br />
O 61.&ordm; CTVI - Curralada foi realizado no &acirc;mbito do projeto &quot;Hands on - Volunteering teams for Rural and Natural Heritage&rdquo; da Palombar, financiado pelo Corpo Europeu de Solidariedade da Uni&atilde;o Europeia, e em colabora&ccedil;&atilde;o com a associa&ccedil;&atilde;o francesa Union Rempart. No total, contou com a participa&ccedil;&atilde;o de 12 volunt&aacute;rios. Este CTVI teve ainda o apoio institucional do Munic&iacute;pio de Vimioso e da Uni&atilde;o de Freguesias de Algoso, Campo de V&iacute;boras e Uva.&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c71a8</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 25 Aug 2022 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Projeto Sentinelas alargado tem 23 aves marcadas e contribui para o Plano de Ação das Aves Necrófagas</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/projeto-sentinelas-alargado-tem-23-aves-marcadas-e-contribui-para-o-plano-de-acao-das-aves-necrofagas-2022-08-25/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[O projeto <u><a href="http://www.sentinelas.pt">Sentinelas</a></u> - Rede de Monitoriza&ccedil;&atilde;o de Amea&ccedil;as para a Fauna Silvestre foi alargado e conta agora com 23 aves marcadas para detetar e combater diversas formas de persegui&ccedil;&atilde;o ilegal direcionadas a animais selvagens, bem como outro tipo de amea&ccedil;as de origem humana. Este projeto da Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural &eacute; desenvolvido em colabora&ccedil;&atilde;o com a Universidade de Oviedo e a AMUS &ndash; Acci&oacute;n por el Mundo Salvaje, ambas em Espanha, e tem financiamento do Fundo Ambiental e da Viridia &ndash; Conservation in Action.<br />
<br />
As aves mais recentes a serem marcadas no &acirc;mbito deste projeto foram um grifo (<em>Gyps fulvus</em>) subadulto e um milhafre-real (<em>Milvus milvus</em>) juvenil, o primeiro a integrar a rede, e s&atilde;o fruto de uma colabora&ccedil;&atilde;o realizada entre a Palombar e o Centro de Recupera&ccedil;&atilde;o de Animais Selvagens do Hospital Veterin&aacute;rio da Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro (CRAS-HVUTAD), onde os animais estiveram a recuperar depois de terem sido resgatados debilitados. O processo de recupera&ccedil;&atilde;o das aves tamb&eacute;m contou com o apoio do Centro de Interpreta&ccedil;&atilde;o Ambiental e Recupera&ccedil;&atilde;o Animal (<a href="https://ciara-baixosabor.pt/">CIARA</a>), localizado em Felgar, Torre de Moncorvo. O grifo e o milhafre-real foram equipados com dispositivo GPS e marcados com anilhas e agora ser&atilde;o monitorizados pela equipa do projeto. As anilhas de PVC para marcar os milhafres-reais deste projeto foram gentilmente cedidas pela <u><a href="https://www.hawkmountain.org/">Hawk Mountain Sanctuary</a></u>, uma organiza&ccedil;&atilde;o dedicada &agrave; conserva&ccedil;&atilde;o das aves de rapina a n&iacute;vel mundial.<br />
<br />
<strong>Milhafre-real tamb&eacute;m integra projeto LIFE Eurokite</strong><br />
<br />
No total, desde o in&iacute;cio deste projeto, receberam GPS 18 aves (17 grifos e um milhafre-real) e todas foram anilhadas. O milhafre-real agora marcado tamb&eacute;m passa a integrar o projeto <u><a href="https://palombar.pt/pt/projetos/life-eurokite-2022/">LIFE Eurokite</a></u>, com o qual a Palombar colabora. Este projeto tem como objetivo central promover a prote&ccedil;&atilde;o e conserva&ccedil;&atilde;o do milhafre-real na Europa, numa abordagem transfronteiri&ccedil;a e com foco na redu&ccedil;&atilde;o da mortalidade da esp&eacute;cie associada a amea&ccedil;as de origem antr&oacute;pica, com recurso ao uso da telemetria.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/135A7734.jpg" width="900" height="600" alt="" /><br />
<p class="legenda">Milhafre-real. Fotografia Pedro Alves/Palombar.</p>
<strong><br />
Projeto contribui para o Plano de A&ccedil;&atilde;o para a Conserva&ccedil;&atilde;o das Aves Necr&oacute;fagas e j&aacute; fez 10 den&uacute;ncias de amea&ccedil;as para a fauna silvestre</strong><br />
<br />
O projeto Sentinelas tem contribu&iacute;do para o cumprimento de compromissos do Estado portugu&ecirc;s em mat&eacute;ria de conserva&ccedil;&atilde;o da natureza e da biodiversidade assumidos a n&iacute;vel nacional e internacional, como, por exemplo, para a implementa&ccedil;&atilde;o, na pr&aacute;tica, de linhas de atua&ccedil;&atilde;o do <u><a href="https://files.dre.pt/2s/2019/08/153000000/0005500079.pdf">Plano de A&ccedil;&atilde;o para a Conserva&ccedil;&atilde;o das Aves Necr&oacute;fagas</a></u> (aprovado pelo Despacho n.&ordm; 7148/2019, de 12 de agosto, publicado em Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica), em estreita colabora&ccedil;&atilde;o com as autoridades nacionais competentes, nomeadamente o Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas (ICNF).<br />
<br />
Tamb&eacute;m j&aacute; permitiu realizar dez den&uacute;ncias e comunica&ccedil;&otilde;es &agrave;s autoridades competentes relacionadas com amea&ccedil;as para a fauna silvestre, entre as quais suspeitas de envenenamento e tiro, uso de armadilhas e colis&atilde;o com linhas el&eacute;tricas.<br />
<br />
O grifo e o milhafre-real recentemente marcados foram devolvidos &agrave; natureza na quarta-feira, 24 de agosto, no Miradouro do Carrascalinho, localizado em Fornos, no concelho de Freixo de Espada &agrave; Cinta, em pleno Parque Natural do Douro Internacional (PNDI), num evento que contou com a presen&ccedil;a da vice-presidente da C&acirc;mara Municipal de Freixo de Espada &agrave; Cinta, Ana Lu&iacute;sa Silva Peleira, do presidente da Junta de Freguesia de Poiares, Lu&iacute;s Filipe Roxo, do diretor do Departamento Regional de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e da Biodiversidade do Norte do ICNF, Jorge Dias, do representante das organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o governamentais de ambiente na Comiss&atilde;o de Cogest&atilde;o do PNDI, Miguel N&oacute;voa, assim como outros membros dessa comiss&atilde;o, Vigilantes da Natureza do PNDI e outros agentes de conserva&ccedil;&atilde;o da natureza. Adicionalmente, tamb&eacute;m participaram alunos de Medicina Veterin&aacute;ria da Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro.]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 28 Jul 2022 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Projeto que está a salvar a Águia-caçadeira da extinção inicia libertação esta sexta-feira das 27 crias resgatadas no Norte</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/projeto-que-esta-a-salvar-a-aguia-cacadeira-da-extincao-inicia-libertacao-esta-sexta-feira-das-27-crias-resgatadas-no-norte-2022-07-28/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A abertura da instala&ccedil;&atilde;o de aclimata&ccedil;&atilde;o e o in&iacute;cio da liberta&ccedil;&atilde;o gradual das 27 crias de &Aacute;guia-ca&ccedil;adeira resgatadas no Nordeste Transmontano, desde maio, marca o arranque da Jornada Searas com Biodiversidade: Salvemos a &Aacute;guia-ca&ccedil;adeira, que se realiza esta sexta-feira, em Miranda do Douro.</strong><br />
<br />
Em maio deste ano foi formalmente assinado o Protocolo Searas com Biodiversidade: Salvemos a &Aacute;guia-ca&ccedil;adeira, que une, numa parceria in&eacute;dita, o Clube de Produtores Continente, a Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Produtores de Proteaginosas, Oleaginosas e Cereais (ANPOC), o Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Biodiversidade e Recursos Gen&eacute;ticos (CIBIO/BIOPOLIS) da Universidade do Porto e a Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural. O objetivo comum destes parceiros &eacute; contribuir para salvar esta esp&eacute;cie, em vias de extin&ccedil;&atilde;o no pa&iacute;s, identificando a&ccedil;&otilde;es e medidas de gest&atilde;o para salvaguard&aacute;-la, mas tamb&eacute;m para promover um sistema alimentar mais amigo do ambiente. <br />
<br />
A Jornada que decorre esta sexta-feira, em Miranda do Douro, organizada pela Palombar &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, tem como objetivo fazer um balan&ccedil;o sobre as diversas a&ccedil;&otilde;es que integraram este projeto desde fevereiro de 2022, assim como apresentar resultados preliminares. <br />
<br />
Assim, durante a manh&atilde;, o momento alto do programa da Jornada ser&aacute; a devolu&ccedil;&atilde;o &agrave; Natureza das crias de &Aacute;guia-ca&ccedil;adeira resgatadas e das crias provenientes da incuba&ccedil;&atilde;o dos ovos resgatados de ninhos no Nordeste Transmontano, cuja manuten&ccedil;&atilde;o foi invi&aacute;vel.  A instala&ccedil;&atilde;o de aclimata&ccedil;&atilde;o garante todas as condi&ccedil;&otilde;es de seguran&ccedil;a e bem-estar para a esp&eacute;cie, com vigil&acirc;ncia 24 sobre 24 horas e acompanhamento por t&eacute;cnicos especializados.<br />
<br />
Para o resgate das crias e ovos e para a sua incuba&ccedil;&atilde;o artificial, bem como para a instala&ccedil;&atilde;o e funcionamento dessa estrutura de aclimata&ccedil;&atilde;o, foi fundamental o contributo dado pelo Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas e pelo Centro de Recupera&ccedil;&atilde;o de Animais Selvagens do Hospital Veterin&aacute;rio da Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro, raz&atilde;o pela qual estas entidades e a Palombar assinam agora um Acordo de colabora&ccedil;&atilde;o, dando continuidade &agrave; coopera&ccedil;&atilde;o prosseguida.<br />
<br />
Adicionalmente, realizou-se uma coopera&ccedil;&atilde;o institucional transfronteiri&ccedil;a com a organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental espanhola AMUS - Acci&oacute;n por el Mundo Salvaje e a Junta da Extremadura espanhola, que permitiu trazer para a instala&ccedil;&atilde;o de aclimata&ccedil;&atilde;o &aacute;guias-ca&ccedil;adeiras tutoras, que est&atilde;o a ensinar as jovens crias a ganharem autonomia, nomeadamente a saberem ca&ccedil;ar e reconhecerem situa&ccedil;&otilde;es de perigo, assim como a viverem em liberdade quando forem devolvidas &agrave; Natureza. Sem o salvamento e resgate destas crias e ovos em ninhos invi&aacute;veis, estas novas gera&ccedil;&otilde;es de &Aacute;guia-ca&ccedil;adeira dificilmente sobreviveriam. <br />
<br />
As a&ccedil;&otilde;es de salvamento e resgate enquadram-se numa iniciativa alargada de &acirc;mbito nacional e envolvem ainda outras entidades, como a Liga para a Prote&ccedil;&atilde;o da Natureza e a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves.<br />
<br />
Da parte da tarde, do programa da Jornada, que ser&aacute; j&aacute; aberto ao p&uacute;blico e que decorrer&aacute; no Pavilh&atilde;o Multiusos de Miranda do Douro, constam a apresenta&ccedil;&atilde;o das diversas a&ccedil;&otilde;es desenvolvidas e a formaliza&ccedil;&atilde;o da ades&atilde;o de novos agricultores &agrave; Rede de Propriet&aacute;rios Amigos da &Aacute;guia-ca&ccedil;adeira, que compreende j&aacute; cerca de duas dezenas de agricultores, gestores e propriet&aacute;rios de terremos agr&iacute;colas.<br />
<br />
Ao longo destes cinco meses de projeto, foi iniciado o primeiro Censo Nacional da popula&ccedil;&atilde;o da &Aacute;guia-ca&ccedil;adeira, que est&aacute; previsto decorrer at&eacute; ao final de 2023. Os resultados preliminares dever&atilde;o ser conhecidos em breve.<br />
<br />
No &acirc;mbito da campanha de salvamento prevista, foram realizadas diversas a&ccedil;&otilde;es consideradas urgentes e que t&ecirc;m como objetivo aumentar o sucesso reprodutor e, consequentemente, a popula&ccedil;&atilde;o de &Aacute;guia-ca&ccedil;adeira, o que incluiu a prospe&ccedil;&atilde;o de col&oacute;nias e ninhos, a monitoriza&ccedil;&atilde;o da reprodu&ccedil;&atilde;o, o resgate de ovos e a prote&ccedil;&atilde;o de ninhos.<br />
<br />
Em paralelo, desde fevereiro deste ano, foram realizadas dezenas de reuni&otilde;es de trabalho, proposta uma medida agroambiental, no &acirc;mbito do Plano Estrat&eacute;gico da Pol&iacute;tica Agr&iacute;cola Comum para Portugal 2023-2027, para a gest&atilde;o da esp&eacute;cie, e efetuadas diversas sess&otilde;es de forma&ccedil;&atilde;o e capacita&ccedil;&atilde;o de Vigilantes da Natureza, assim como a&ccedil;&otilde;es de sensibiliza&ccedil;&atilde;o a agricultores e propriet&aacute;rios rurais sobre a necessidade de prote&ccedil;&atilde;o da &Aacute;guia-ca&ccedil;adeira.<br />
<br />
Gra&ccedil;as a esta parceria, as sete toneladas de farinha de trigo utilizadas diariamente nas padarias das lojas Continente t&ecirc;m origem em searas das regi&otilde;es do Alentejo e de Tr&aacute;s-os-Montes, que s&atilde;o monitorizadas de forma a proteger a biodiversidade e a conserva&ccedil;&atilde;o desta ave.]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Wed, 20 Jul 2022 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Alunos da British School do Porto fazem voluntariado na Palombar</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/alunos-da-british-school-do-porto-fazem-voluntariado-na-palombar-2022-07-20/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>Um grupo de jovens alunos da British School do Porto realizou atividades de voluntariado na organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental de ambiente Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, nos dias 28 e 29 de junho. O contributo fundamental dado por estes jovens surgiu no &acirc;mbito de a&ccedil;&otilde;es de voluntariado regulares promovidas pela escola brit&acirc;nica e que beneficiaram a Palombar naqueles dois dias.</strong><br />
<br />
Os jovens e os docentes que os acompanharam puderam conhecer o trabalho desenvolvido pela ONG de ambiente e tamb&eacute;m realizaram trabalhos de manuten&ccedil;&atilde;o de pombais tradicionais, nomeadamente a caia&ccedil;&atilde;o de duas dessas estruturas ic&oacute;nicas da regi&atilde;o de Tr&aacute;s-os-Montes e da aldeia de Uva, no concelho de Vimioso, onde est&aacute; localizada a sede da Palombar.<br />
<br />
O trabalho volunt&aacute;rio dos jovens foi fundamental e ajudou a Palombar a cumprir uma das suas principais miss&otilde;es: restaurar e proteger o patrim&oacute;nio rural e as t&eacute;cnicas tradicionais de constru&ccedil;&atilde;o, associando-o &agrave; conserva&ccedil;&atilde;o da natureza. Os pombais tradicionais s&atilde;o estruturas que contribuem de forma significativa para a promo&ccedil;&atilde;o e conserva&ccedil;&atilde;o da biodiversidade. Os pombos fazem parte da dieta de v&aacute;rias esp&eacute;cies de aves de rapina amea&ccedil;adas em Portugal, como &eacute; o caso da &aacute;guia-de-Bonelli (<em>Aquila fasciata</em>), do a&ccedil;or (<em>Accipiter gentilis</em>) e do falc&atilde;o-peregrino (<em>Falco peregrinus</em>), entre outras. Asseguram, assim, o sucesso reprodutor destas esp&eacute;cies e o aumento das suas popula&ccedil;&otilde;es. Estas edifica&ccedil;&otilde;es constituem igualmente um abrigo para v&aacute;rias esp&eacute;cies de fauna selvagem, entre as quais osgas, lagartixas, insetos e leir&otilde;es.<br />
<br />
A Palombar considera que o voluntariado assente numa abordagem pedag&oacute;gica &eacute; fundamental para que os volunt&aacute;rios tenham uma maior consci&ecirc;ncia sobre o seu papel transformador enquanto agentes ativos na promo&ccedil;&atilde;o da conserva&ccedil;&atilde;o da natureza e do patrim&oacute;nio rural.<br />
<br />
Com um grande esp&iacute;rito de entreajuda e de miss&atilde;o, os jovens assimilaram conhecimentos sobre o patrim&oacute;nio edificado e natural da regi&atilde;o e terminaram os dois dias de trabalho volunt&aacute;rio convictos da import&acirc;ncia das suas a&ccedil;&otilde;es. A Palombar faz um agradecimento muito especial &agrave; British School do Porto, aos alunos volunt&aacute;rios e aos docentes que contribu&iacute;ram para cumprirmos, juntos, a nossa miss&atilde;o comum: conservar a natureza e o patrim&oacute;nio rural. &nbsp;]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 14 Jul 2022 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Projeto Sentinelas já detetou cinco casos de ameaças para a fauna silvestre este ano em áreas protegidas</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/projeto-sentinelas-ja-detetou-cinco-casos-de-ameacas-para-a-fauna-silvestre-este-ano-em-areas-protegidas-2022-07-14/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>O projeto Sentinelas - Rede de Monitoriza&ccedil;&atilde;o de Amea&ccedil;as para a Fauna Silvestre da organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental de ambiente Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural j&aacute; detetou e comunicou &agrave;s autoridades competentes, s&oacute; no primeiro semestre deste ano, cinco casos de amea&ccedil;as para a fauna silvestre no distrito de Bragan&ccedil;a e tamb&eacute;m na prov&iacute;ncia lim&iacute;trofe de Zamora, em Espanha.</strong><br />
<br />
Os casos reportados envolveram suspeitas de envenenamento, colis&atilde;o com linha el&eacute;trica e eventos de causa desconhecida e afetaram um total de oito indiv&iacute;duos de cinco esp&eacute;cies diferentes: abutre-preto (<em>Aegypius monachus</em>), milhafre-real (<em>Milvus milvus</em>), milhafre-preto (<em>Milvus migrans</em>), grifo (<em>Gyps fulvus</em>) e raposa (<em>Vulpes vulpes</em>). As an&aacute;lises e investiga&ccedil;&otilde;es est&atilde;o em curso para apurar as causas de morte dos animais.<br />
<br />
Todas as esp&eacute;cies de avifauna afetadas est&atilde;o protegidas legalmente e duas delas encontram-se amea&ccedil;adas de extin&ccedil;&atilde;o, como &eacute; o caso do abutre-preto e do milhafre-real. O abutre-preto &eacute; tamb&eacute;m uma esp&eacute;cie priorit&aacute;ria de conserva&ccedil;&atilde;o a n&iacute;vel nacional.<br />
<br />
Os casos reportados em Portugal ocorreram em territ&oacute;rios da Rede Nacional de &Aacute;reas Protegidas, especificamente nos Parques Naturais do Douro Internacional e de Montesinho, e em &aacute;reas classificadas da Rede Natura 2000, nomeadamente nas Zonas Especiais de Conserva&ccedil;&atilde;o e Zonas de Prote&ccedil;&atilde;o Especial Douro Internacional e Vale do &Aacute;gueda e Montesinho/Nogueira, ou nas suas imedia&ccedil;&otilde;es.<br />
<br />
O projeto Sentinelas tem revelado um grande potencial para detetar amea&ccedil;as para a fauna silvestre e tem contribu&iacute;do de forma significativa para promover uma maior prote&ccedil;&atilde;o da biodiversidade em Portugal. Adicionalmente, tem gerado informa&ccedil;&atilde;o relevante para garantir uma melhor e mais eficaz gest&atilde;o da fauna protegida no territ&oacute;rio nacional.<br />
<br />
O projeto <u><strong><a href="http://www.sentinelas.pt">Sentinelas</a></strong></u>, financiado pelo Fundo Ambiental, &eacute; desenvolvido em territ&oacute;rios da Rede Natura 2000 e da Rede Nacional de &Aacute;reas Protegidas e tem como parceira a Universidade de Oviedo, em Espanha.<br />
<br />
Os principais objetivos deste projeto s&atilde;o: monitorizar, atrav&eacute;s da marca&ccedil;&atilde;o com dispositivos GPS, esp&eacute;cies sentinelas de aves e mam&iacute;feros que s&atilde;o mais afetadas por diversas formas de persegui&ccedil;&atilde;o ilegal, bem como por outro tipo de amea&ccedil;as de origem antr&oacute;pica; avaliar a vulnerabilidade das esp&eacute;cies de fauna silvestre ao uso ilegal de venenos e analisar as perce&ccedil;&otilde;es sociais e os n&iacute;veis de toler&acirc;ncia de diferentes grupos de interesse relativamente &agrave;s esp&eacute;cies de fauna silvestre.]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 04 Jul 2022 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>App PN2000: "Uma aplicação como esta é uma excelente iniciativa para promover uma maior divulgação e conhecimento da Rede Natura 2000"</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/app-pn2000-uma-aplicacao-como-esta-e-uma-excelente-iniciativa-para-promover-uma-maior-divulgacao-e-conhecimento-da-rede-natura-2000-2022-07-04/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A aplica&ccedil;&atilde;o para dispositivos m&oacute;veis (app) <u><a href="http://passaportenatura2000.eu/">Passaporte Natura 2000</a>&nbsp;(PN2000)</u>, que permite descobrir a natureza, o patrim&oacute;nio e as comunidades da maior rede de &aacute;reas protegidas do mundo, a Rede Natura 2000, foi lan&ccedil;ada publicamente na passada sexta-feira, 1 de julho de 2022, no PINTA - Parque Ib&eacute;rico de Natureza e Aventura, em Vimioso, no distrito de Bragan&ccedil;a. Descarregue a app no <u><a href="https://play.google.com/store/apps/details?id=eu.passaportenatura2000.app&amp;hl=pt-BR">Google Play</a></u> ou na <u><a href="https://apps.apple.com/pt/app/passaporte-natura-2000/id1577958422?l=pt">App Store</a></u>.</strong><br />
<br />
&quot;Uma aplica&ccedil;&atilde;o como esta &eacute; uma excelente iniciativa, nomeadamente para promover uma maior divulga&ccedil;&atilde;o e conhecimento da Rede Natura 2000&quot;, afirmou Humberto Rosa, diretor para o Capital Natural na Dire&ccedil;&atilde;o-Geral do Ambiente da Comiss&atilde;o Europeia, que participou no evento atrav&eacute;s de um v&iacute;deo gravado para a ocasi&atilde;o.<br />
<br />
&quot;Vejo um grande potencial para ser expandido para o resto do territ&oacute;rio nacional, sem esquecer as regi&otilde;es aut&oacute;nomas&quot;, destacou ainda Humberto Rosa, acrescentando que a app &quot;s&oacute; nos pode ajudar na nossa pol&iacute;tica europeia de Natureza e Biodiversidade&quot;.<br />
<br />
Jorge Fidalgo, presidente da C&acirc;mara Municipal de Vimioso, sublinhou a import&acirc;ncia da aplica&ccedil;&atilde;o para revelar a riqueza natural e patrimonial do concelho de Vimioso e a sua import&acirc;ncia para dinamizar a regi&atilde;o, alertando tamb&eacute;m para a necessidade de mais investimento p&uacute;blico no interior do pa&iacute;s, atendendo &agrave;s especificidades de cada concelho.<br />
<br />
Jorge Dias, diretor do Departamento Regional de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e da Biodiversidade do Norte, do Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas, salientou, por sua vez, o trabalho fundamental desenvolvido pela Palombar na &aacute;rea da conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza na regi&atilde;o norte e o potencial da app para valorizar a biodiversidade e os habitats protegidos no &acirc;mbito da Rede Natura 2000. <br />
<br />
Jo&atilde;o Ribeiro da Silva, chefe da Divis&atilde;o de Promo&ccedil;&atilde;o e Dinamiza&ccedil;&atilde;o Cultural da Dire&ccedil;&atilde;o Regional de Cultura do Norte, considera que a app Passaporte Natura 2000 permite aliar a conserva&ccedil;&atilde;o da natureza &agrave; valoriza&ccedil;&atilde;o da cultura e patrim&oacute;nio locais, sendo uma ferramenta inovadora de promo&ccedil;&atilde;o da cultura e desenvolvimento do territ&oacute;rio. <br />
<br />
O evento de lan&ccedil;amento da app contou tamb&eacute;m com a sa&iacute;da de campo &ldquo;Explorar a app Passaporte Natura 2000 no territ&oacute;rio&rdquo;, durante a qual foram visitados tr&ecirc;s locais dispon&iacute;veis na app, nomeadamente os Escrinhos, em Vilar Seco (Vimioso), da categoria Comunidades do Passaporte Natura 2000; o Sobreiral, na Granja (Miranda do Douro), da categoria Natureza, e as Grutas de Santo Adri&atilde;o, em S&atilde;o Pedro da Silva (Miranda do Douro), da categoria Patrim&oacute;nio. &nbsp;]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 01 Jul 2022 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>É hoje lançado o Passaporte Natura 2000: a app para descobrir a natureza, o património e as comunidades da Rede Natura 2000 em Portugal</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/e-hoje-lancado-o-passaporte-natura-2000-a-app-para-descobrir-a-natureza-o-patrimonio-e-as-comunidades-da-rede-natura-2000-em-portugal-2022-07-01/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>J&aacute; h&aacute; uma app para descobrir a Rede Natura 2000 em Portugal, a maior rede de &aacute;reas protegidas do mundo para a natureza. Chama-se <u><a href="https://passaportenatura2000.eu/">Passaporte Natura 2000</a></u>, &eacute; hoje lan&ccedil;ada, e apresenta tr&ecirc;s categorias - Natureza, Patrim&oacute;nio e Comunidades - e locais fascinantes de elevada import&acirc;ncia inseridos em territ&oacute;rios desta Rede para conhecer e deslumbrar-se. Descarregue a aplica&ccedil;&atilde;o e comece a aventura.</strong><br />
<br />
A aplica&ccedil;&atilde;o para dispositivos m&oacute;veis resulta de um projeto da organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental de ambiente Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural financiado pelo Fundo Ambiental, est&aacute; dispon&iacute;vel em portugu&ecirc;s e ingl&ecirc;s e pode ser descarregada no <u><strong><a href="https://play.google.com/store/apps/details?id=eu.passaportenatura2000.app&amp;hl=pt-BR">Google Play</a></strong></u> e na <u><strong><a href="https://apps.apple.com/pt/app/passaporte-natura-2000/id1577958422?l=pt">App Store</a></strong></u>.<br />
<br />
A app impele-nos a descobrir e explorar a biodiversidade, a riqueza patrimonial e as comunidades locais da Rede Natura 2000, o principal instrumento de conserva&ccedil;&atilde;o da natureza e da biodiversidade na Uni&atilde;o Europeia. Os locais para explorar est&atilde;o inseridos em &aacute;reas do Douro Internacional e das Minas de Santo Adri&atilde;o, que est&atilde;o protegidas no &acirc;mbito desta Rede europeia.<br />
<br />
Viaje, carimbe e descubra locais fascinantes. O Passaporte Natura 2000 &eacute; um guia inovador e aliciante e funciona de forma similar ao passaporte f&iacute;sico, podendo ser &quot;carimbado&quot; atrav&eacute;s da leitura de QR Codes distribu&iacute;dos pelos locais a descobrir. O carimbo permite ao utilizador ter acesso a informa&ccedil;&atilde;o relevante sobre cada local e desfrutar de uma experi&ecirc;ncia sensorial e tecnol&oacute;gica &uacute;nica.<br />
<br />
A app &eacute; lan&ccedil;ada oficialmente esta sexta-feira, 1 de julho de 2022, pela Palombar, num evento p&uacute;blico que decorre no PINTA - Parque Ib&eacute;rico de Natureza e Aventura, em Vimioso, no distrito de Bragan&ccedil;a, com in&iacute;cio &agrave;s 14h00.<br />
<br />
A sess&atilde;o de lan&ccedil;amento conta com a presen&ccedil;a de Sandra Sarmento, diretora regional do Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas do Norte, de Jo&atilde;o Ribeiro da Silva, da Dire&ccedil;&atilde;o Regional de Cultura do Norte e de Jorge Fidalgo, presidente da C&acirc;mara Municipal de Vimioso.<br />
<br />
A app &eacute; lan&ccedil;ada com duas zonas, Douro Internacional e Minas de Santo Adri&atilde;o, e 27 locais para visitar e descobrir, mas o objetivo da Palombar &eacute; alargar a oferta quer de zonas, quer de locais da Rede Natura 2000 no territ&oacute;rio nacional para conhecer e explorar.<br />
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 20 Jun 2022 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>É de pequenino que se descobre e aprende a gostar das aves necrófagas</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/e-de-pequenino-que-se-descobre-e-aprende-a-gostar-das-aves-necrofagas-2022-06-20/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>Um grupo de cerca de 50 crian&ccedil;as com idades entre os tr&ecirc;s e os seis anos do Jardim de Inf&acirc;ncia do Agrupamento de Escolas de Alf&acirc;ndega da F&eacute; participou numa sa&iacute;da de campo organizada pela Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural no dia 27 de maio. Posteriormente, j&aacute; em ambiente escolar, os mais pequenos tamb&eacute;m expressaram, atrav&eacute;s de desenhos, como foi esta experi&ecirc;ncia, uma verdadeira aventura &agrave; descoberta das aves necr&oacute;fagas.</strong><br />
<br />
Foi o pr&oacute;prio Jardim de Inf&acirc;ncia que fez a proposta &agrave; Palombar para organizar esta atividade que decorreu em Pic&otilde;es, no concelho de Alf&acirc;ndega da F&eacute;, e que consistiu numa caminhada e numa observa&ccedil;&atilde;o &agrave; dist&acirc;ncia do Campo de Alimenta&ccedil;&atilde;o para Aves Necr&oacute;fagas (CAAN) gerido pela organiza&ccedil;&atilde;o nessa localidade.<br />
<br />
Curiosos e atentos, os mais pequenos revelaram grande interesse por estas aves, que ficaram a conhecer de perto e tiveram a oportunidade de as observar a planar sobre o rio Sabor. Conseguiram ver grifos (<em>Gyps fulvus</em>) e britangos (<em>Neophron percnopterus</em>), duas esp&eacute;cies de abutres emblem&aacute;ticas da regi&atilde;o. Mas n&atilde;o ficaram por aqui, tamb&eacute;m viram, desde um ponto de observa&ccedil;&atilde;o elevado, o momento em que foi dado alimento a estas aves no CAAN de Pic&otilde;es pelos t&eacute;cnicos da Palombar.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/IMG-20220608-WA0005.jpg" width="900" height="675" alt="" /><br />
<p class="legenda">Desenho de um dos alunos. Fotografia DR.</p>
<br />
As crian&ccedil;as aprenderam sobre as esp&eacute;cies de abutres que h&aacute; em Portugal, as suas caracter&iacute;sticas, ecologia e amea&ccedil;as que enfrentam. Depois da realiza&ccedil;&atilde;o da visita, e j&aacute; em contexto escolar, as crian&ccedil;as foram desafiadas pelas educadoras a expressar, atrav&eacute;s de desenhos, como foi esta experi&ecirc;ncia &uacute;nica de descoberta, no pr&oacute;prio territ&oacute;rio, destas esp&eacute;cies com &quot;poderes especiais&quot;.<br />
<br />
Conhecer, ver e contactar com estas aves desde pequeninos &eacute; essencial para que as novas gera&ccedil;&otilde;es comecem, desde a inf&acirc;ncia, a valorizar a biodiversidade presente na sua regi&atilde;o e a ter uma atitude pr&oacute;-ativa em prol da sua conserva&ccedil;&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o. Afinal, ser&atilde;o eles os guardi&otilde;es, no futuro, destas esp&eacute;cies.<br />
<br />
Louvamos a iniciativa e motiva&ccedil;&atilde;o do Jardim de Inf&acirc;ncia do Agrupamento de Escolas de Alf&acirc;ndega da F&eacute;, a quem agradecemos por nos terem lan&ccedil;ado este desafio de organizar uma sa&iacute;da de campo como esta, com crian&ccedil;as desta idade, que de pequenas s&oacute; t&ecirc;m o tamanho, pois revelaram um grande interesse, curiosidade e vontade de descobrir e explorar a biodiversidade do local onde vivem. &nbsp;]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 09 Jun 2022 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Palombar colabora com o projeto LIFE EUROKITE de proteção e conservação do milhafre-real na Europa</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/palombar-colabora-com-o-projeto-life-eurokite-de-protecao-e-conservacao-do-milhafre-real-na-europa-2022-06-09/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, celebrou, em maio de 2022, um protocolo de colabora&ccedil;&atilde;o com o projeto LIFE EUROKITE, coordenado pela Central European Society for Raptor Protection (MEGEG) e pelo Technical Office for Biology Mag. Dr. Rainer Raab (TB Raab).</strong><br />
<br />
Este projeto visa promover a prote&ccedil;&atilde;o e conserva&ccedil;&atilde;o do milhafre-real (<em>Milvus milvus</em>) na Europa, numa abordagem transfronteiri&ccedil;a e com foco na redu&ccedil;&atilde;o da mortalidade da esp&eacute;cie associada a amea&ccedil;as de origem antr&oacute;pica, com recurso ao uso da telemetria, mais precisamente atrav&eacute;s da marca&ccedil;&atilde;o de indiv&iacute;duos com dispositivos GPS.<br />
<br />
O milhafre-real &eacute; uma esp&eacute;cie amea&ccedil;ada e legalmente protegida em Portugal, estando a popula&ccedil;&atilde;o residente catalogada com o estatuto de amea&ccedil;a &ldquo;Criticamente em perigo&rdquo; e a popula&ccedil;&atilde;o invernante com o estatuto &ldquo;Vulner&aacute;vel&rdquo;, segundo o Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal.<br />
<br />
Tamb&eacute;m s&atilde;o esp&eacute;cies-alvo do projeto a &aacute;guia-rabalva (<em>Haliaeetus albicilla</em>), a &aacute;guia-imperial-oriental (<em>Aquila heliaca</em>) e o milhafre-preto (<em>Milvus migrans</em>).<br />
<br />
Os principais objetivos do <u><a href="http://www.life-eurokite.eu/">LIFE EUROKITE</a></u> s&atilde;o: reduzir de forma significativa o impacto do envenenamento (redu&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de casos de envenenamento em 5% a n&iacute;vel da Uni&atilde;o Europeia) sobre as esp&eacute;cies-alvo; identifica&ccedil;&atilde;o e resolu&ccedil;&atilde;o de casos problem&aacute;ticos de eletrocuss&atilde;o/colis&atilde;o com infraestruturas humanas; redu&ccedil;&atilde;o da mortalidade de esp&eacute;cies por outras causas de origem antr&oacute;pica e refor&ccedil;ar a popula&ccedil;&atilde;o de milhafre-real em Espanha.&nbsp;]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Wed, 08 Jun 2022 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Alunos de Miranda do Douro e Sendim aprendem sobre as aves necrófagas através de saída de campo e expressão criativa</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/alunos-de-miranda-do-douro-e-sendim-aprendem-sobre-as-aves-necrofagas-atraves-de-saida-de-campo-e-expressao-criativa-2022-06-08/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>Alunos do 8.&ordm; ano de escolaridade da Escola Secund&aacute;ria de Miranda do Douro e de Sendim participaram, no dia 13 de maio, na Freixiosa, numa Sa&iacute;da de Campo para Observa&ccedil;&atilde;o de Aves organizada pela Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural no &acirc;mbito do Programa Educativo dos projetos Sentinelas - Rede de Monitoriza&ccedil;&atilde;o de Amea&ccedil;as para a Fauna Silvestre e ConnectNatura.</strong><br />
<br />
A sa&iacute;da de campo teve como objetivo aproximar os alunos do territ&oacute;rio e lev&aacute;-los a observar e aprender a identificar as esp&eacute;cies de aves necr&oacute;fagas que ocorrem na regi&atilde;o, bem como as t&eacute;cnicas de observa&ccedil;&atilde;o da avifauna. No total, participaram 54 alunos.<br />
<br />
Adicionalmente, alunos do 8.&ordm; ano da Escola Secund&aacute;ria de Miranda do Douro realizaram, em contexto de sala de aula, atividades de express&atilde;o criativa sobre as aves necr&oacute;fagas que culminaram com uma exposi&ccedil;&atilde;o que teve lugar no espa&ccedil;o escolar.<br />
<br />
A exposi&ccedil;&atilde;o resultou dos desafios lan&ccedil;ados aos alunos ap&oacute;s a visualiza&ccedil;&atilde;o do document&aacute;rio &quot;O Ensaio dos Abutres&quot; produzido pela Palombar e pela companhia Perip&eacute;cia Teatro e com base no &quot;Kit Escolar Digital - O Ensaio dos Abutres&quot;.<br />
<br />
Estas atividades integram o Programa Educativo dos projetos Sentinelas e ConnectNatura da Palombar, o qual disponibiliza &agrave;s escolas ferramentas educativas de sensibiliza&ccedil;&atilde;o ambiental.&nbsp;]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 06 Jun 2022 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Falámos sobre serpentes e despertámos guardiões</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/falamos-sobre-serpentes-e-despertamos-guardioes-2022-06-06/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural participou, no dia 23 de maio, na 3.&ordf; Feira de Ci&ecirc;ncia &amp; Tecnologia, em Vila Verde, com uma palestra dedicada ao tema &quot;Serpentes do Parque Nacional da Peneda-Ger&ecirc;s&quot;, que teve como orador o bi&oacute;logo Pedro Alves da organiza&ccedil;&atilde;o.</strong><br />
<br />
Nesta palestra, que decorreu na Casa do Conhecimento de Vila Verde, fal&aacute;mos sobre as oito esp&eacute;cies de serpentes que ocorrem no Parque Nacional da Peneda-Ger&ecirc;s e despert&aacute;mos novos guardi&otilde;es destes seres vivos especiais e fundamentais para o equil&iacute;brio dos ecossistemas.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/281233353_744082097017289_5557572356731265016_n.jpeg" width="900" height="600" alt="" /><br />
<p class="legenda">Palestra &quot;Serpentes do Parque Nacional da Peneda-Ger&ecirc;s&quot;. Fotografia DR.</p>
<br />
Durante a palestra, na qual participaram, remotamente e presencialmente, um total de 425 pessoas, foram abordados temas relacionados com a ecologia das serpentes, a sua import&acirc;ncia para os ecossistemas, as amea&ccedil;as que enfrentam, como realizar o seu resgate, entre outros t&oacute;picos relevantes.<br />
<br />
Pedro Alves lan&ccedil;ou a todos os participantes o desafio de serem &ldquo;guardi&otilde;es de serpentes&quot; e obteve de imediato a manifesta&ccedil;&atilde;o de inten&ccedil;&atilde;o por parte de v&aacute;rios alunos em assumirem esse compromisso importante para a salvaguarda destas esp&eacute;cies.<br />
<br />
A 3.&ordf; Feira de Ci&ecirc;ncia &amp; Tecnologia decorreu de 23 a 31 de maio e teve um vasto programa de atividades que incluiu palestras, mostra de projetos, workshop, visitas e exposi&ccedil;&otilde;es. Foi uma semana de atividades destinada &agrave; comunidade em geral e aos v&aacute;rios n&iacute;veis de ensino das escolas.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/281387435_744082390350593_7758890010077309943_n.jpeg" width="900" height="675" alt="" /><br />
<p class="legenda">Palestra &quot;Serpentes do Parque Nacional da Peneda-Ger&ecirc;s&quot;. Fotografia DR.</p>
<br />
Esta feira tem como objetivo principal &quot;promover a cultura cient&iacute;fica e tecnol&oacute;gica pela divulga&ccedil;&atilde;o e partilha de projetos desenvolvidos pelos participantes e pela apresenta&ccedil;&atilde;o de tem&aacute;ticas por especialistas&quot;. Trata-se de uma iniciativa da Casa do Conhecimento Vila Verde e dos Centros de Ci&ecirc;ncia Viva nas escolas e agrupamentos de escolas da regi&atilde;o, com a Casa do Conhecimento da Universidade do Minho.<br />
<br />
A prop&oacute;sito desta palestra, o jornal <em>O Minho</em> entrevistou o bi&oacute;logo Pedro Alves sobre o tema das serpentes. Leia a entrevista <u><a href="https://ominho.pt/as-serpentes-que-encontramos-no-minho-desde-as-viboras-pretas-as-cobras-rateiras/">aqui</a></u>. &nbsp;]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 27 May 2022 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>O censo do lobo como ele é</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/o-censo-do-lobo-como-ele-e-2022-05-27/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>Os trabalhos de campo do novo Censo Nacional do Lobo-Ib&eacute;rico, coordenado pelo Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas (ICNF), realizaram-se entre 2019 e 2021. Os resultados dever&atilde;o ser conhecidos em 2023. A Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural ficou respons&aacute;vel pelo &ldquo;Lote 3 - Nordeste Transmontano&rdquo; do censo e esteve no terreno nesse per&iacute;odo, na rota do lobo, nos concelhos de Vimioso, Bragan&ccedil;a, Miranda do Douro, Mogadouro, Vinhais e Macedo de Cavaleiros.</strong><br />
<br />
Sara Pinto, uma das bi&oacute;logas especialista na esp&eacute;cie que realizou os trabalhos no campo pela Palombar, falou-nos sobre a sua experi&ecirc;ncia, sobre o censo como ele &eacute;. E o trabalho &eacute; &aacute;rduo e as jornadas s&atilde;o longas e, muitas vezes, n&atilde;o se vislumbra um &uacute;nico sinal dele: do lobo-ib&eacute;rico.<br />
<br />
Mas, em territ&oacute;rio onde pode haver lobo, h&aacute; que desbravar at&eacute; ao &uacute;ltimo recanto, at&eacute; &agrave; &uacute;ltima fraga, at&eacute; &agrave; &uacute;ltima senda, &agrave; procura de um ind&iacute;cio, de uma imagem, de um som, no intento apaixonante para o descobrir. No terreno, a experi&ecirc;ncia aponta o caminho, orienta e apura os sentidos, mas a paisagem &eacute;, por vezes, bravia e, muitas outras, humanizada: o horizonte alarga-se e a peleja adensa-se. H&aacute; que ser persistente. O trabalho tem de continuar&hellip;<br />
<br />
<p class="black">No campo, todos os sentidos contam</p>
<br />
No campo, a par da experi&ecirc;ncia e do conhecimento, todos os sentidos contam. Ver, ouvir, sentir, intuir&hellip; Durante o censo, utilizaram-se m&eacute;todos n&atilde;o invasivos para detetar a ocorr&ecirc;ncia da esp&eacute;cie, isto &eacute;, m&eacute;todos que n&atilde;o lhe causam perturba&ccedil;&atilde;o, nem implicam contacto direto. Os m&eacute;todos s&atilde;o complementares e pretenderam confirmar a presen&ccedil;a do lobo num determinado lugar ou de uma alcateia (grupo familiar), bem como a sua reprodu&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
Entre os m&eacute;todos usados estiveram a realiza&ccedil;&atilde;o de percursos em ve&iacute;culos todo-o-terreno ou a p&eacute;, para uma avalia&ccedil;&atilde;o mais apurada do terreno, com o intuito de encontrar ind&iacute;cios de presen&ccedil;a, como pegadas e excrementos, estes posteriormente alvo de an&aacute;lise gen&eacute;tica para identifica&ccedil;&atilde;o precisa da esp&eacute;cie; esta&ccedil;&otilde;es de armadilhagem fotogr&aacute;fica, esta&ccedil;&otilde;es de escuta e de espera. Na de espera, est&aacute;-se atento a observar com uns bin&oacute;culos ou telesc&oacute;pio se ele aparece; na de escuta, pretende-se ouvi-lo. Simula-se um uivo. Aguarda-se uma resposta&hellip; responder&aacute;? Quando responde, h&aacute; um arrepio, um estado de contentamento. Est&aacute; ali algures. Sara Pinto ouviu, numa das jornadas de trabalho, uma resposta, e esta encheu, por si s&oacute;, todas as medidas.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/foto_minha_trabalho_campo1 foto miguel novoa.jpg" width="900" height="565" alt="" /><br />
<p class="legenda">Sara Pinto. Fotografia Miguel N&oacute;voa/Palombar.</p>
<br />
Recorreu-se ainda ao uso de gravadores, que foram colocados no campo para tentar captar sons, como uivos e outros ru&iacute;dos t&iacute;picos dos lobos, durante per&iacute;odos maiores de tempo. Este m&eacute;todo complementar, que n&atilde;o estava previsto no censo, foi &uacute;til nalguns casos. A sua aplica&ccedil;&atilde;o no campo resultou de uma colabora&ccedil;&atilde;o realizada com os investigadores Helena Rio Maior e Rafael Campos, do Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Biodiversidade e Recursos Gen&eacute;ticos (CIBIO) da Universidade do Porto.<br />
<br />
As pegadas surgiram nos caminhos, os excrementos tamb&eacute;m, as m&aacute;quinas registaram momentos &uacute;nicos, lobos em liberdade, no seu habitat natural. E, quando assim &eacute;, n&atilde;o h&aacute; palavras para descrever. Aqueles instantes fixados em imagens valem tudo. Ali est&atilde;o eles. Resistem.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/foto_pegada_tc.jpg" width="600" height="800" alt="" /><br />
<p class="legenda">Pegadas de lobo-ib&eacute;rico. Fotografia Sara Pinto/Palombar/Censo Nacional do Lobo-ib&eacute;rico ICNF.</p>
<br />
Muitas vezes sozinha no terreno, noutras acompanhada, Sara Pinto destaca o desafio que foi aplicar os m&eacute;todos do censo num territ&oacute;rio t&atilde;o humanizado e a preocupa&ccedil;&atilde;o por se ter deparado com comportamentos suspeitos de furtivismo durante os trabalhos no campo. Por outro lado, sublinha a sua maior satisfa&ccedil;&atilde;o: registar crias, adultos saud&aacute;veis e alcateias est&aacute;veis, embora outras, identificadas em censos anteriores, n&atilde;o se tenham confirmado. H&aacute; esperan&ccedil;a para a conserva&ccedil;&atilde;o desta esp&eacute;cie amea&ccedil;ada de extin&ccedil;&atilde;o e o &uacute;nico membro que resta da fam&iacute;lia dos grandes carn&iacute;voros de Portugal.<br />
<br />
<p class="black">O mito rural das &ldquo;largadas de lobos&rdquo;</p>
<br />
No terreno, marcado por uma paisagem bastante humanizada, onde o mosaico agrosilvopastoril se intercala com paragens mais bravias, entre as popula&ccedil;&otilde;es locais, constatou-se que continua a haver quem acredite nas chamadas &ldquo;largadas de lobos&rdquo;. &ldquo;N&atilde;o se sabe muito bem por quem, mas anda por a&iacute; uma carrinha branca a solt&aacute;-los nos montes&hellip;&rdquo;, a narrativa repete-se de aldeia em aldeia, de boca em boca, mas esta n&atilde;o passa de um mito rural. As chamadas &ldquo;largadas de lobos&rdquo; simplesmente n&atilde;o existem, nunca aconteceram.<br />
<br />
As pessoas foram sempre af&aacute;veis, jamais houve animosidade. Mas &eacute; facto que o mito persiste e h&aacute; que desmistificar. Sara Pinto explica que o desconhecimento das comunidades rurais sobre o comportamento e a ecologia da esp&eacute;cie poder&aacute; explicar, em parte, este mito. Muitos podem at&eacute; saber que o lobo se pode movimentar por longas dist&acirc;ncias, mas poucos conhecem o seu comportamento dispersivo e que, nesta fase, pode percorrer dezenas de quil&oacute;metros e colonizar locais onde antes n&atilde;o existiam, bem como retornar a outros anteriormente ocupados.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/1.jpg" width="900" height="549" alt="" /><br />
<p class="legenda">Lobo-ib&eacute;rico. Fotografia Sara Pinto/Palombar/Censo Nacional do Lobo-ib&eacute;rico ICNF.</p>
<br />
O facto de passarem anos sem que seja detetado um lobo por habitantes locais num determinado lugar, n&atilde;o significa que um dia este n&atilde;o possa vir a surgir novamente, ou pela primeira vez, exatamente por causa desse seu comportamento dispersivo, sobretudo no que toca aos lobos mais jovens que est&atilde;o &agrave; procura de estabelecer o seu pr&oacute;prio territ&oacute;rio. Quando ele aparece, n&atilde;o surgiu &ldquo;do nada porque o soltaram&rdquo;, chegou porque o lobo se movimenta por longas dist&acirc;ncias quando est&aacute; em dispers&atilde;o, e o seu rumo nem sempre &eacute; o mesmo, nem o local onde se fixa.<br />
<br />
Em 2011, o lobo Slvac fez um percurso surpreendente de 2000 km da Eslov&eacute;nia para It&aacute;lia, onde se fixou, depois de ter encontrado uma f&ecirc;mea dispersante. Bi&oacute;logos da Universidade de Liubliana que lhe tinha colocado um colar com GPS seguiram a par e passo a sua impressionante saga migrat&oacute;ria. Na Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica, apesar de a dist&acirc;ncia percorrida em movimentos dispersivos ou os territ&oacute;rios dos lobos ser bastante inferior, estima-se que possam percorrer, ainda assim, uma dist&acirc;ncia que poder&aacute; variar de 13 km a pouco mais de 50 km. Em m&eacute;dia 34 km.<br />
<br />
<p class="black">Censo: uma ferramenta fundamental</p>
<br />
&Eacute; importante compreender e conhecer melhor a esp&eacute;cie para saber coabitar com ela e respeit&aacute;-la, afinal, o territ&oacute;rio &eacute; de todos, animais e pessoas. Saber acolh&ecirc;-la, o Nordeste Transmontano tamb&eacute;m &eacute; o seu lugar, sem descurar as medidas que mitigam e reduzem os conflitos e combatem as amea&ccedil;as mais evidentes para o lobo, como com a atividade pecu&aacute;ria e os casos de persegui&ccedil;&atilde;o ilegal, por exemplo.<br />
<br />
O Nordeste Transmontano &eacute; mesmo um santu&aacute;rio para a esp&eacute;cie e existem poucos casos de ataques contra animais dom&eacute;sticos nessa regi&atilde;o. H&aacute; diversidade e um n&uacute;mero satisfat&oacute;rio de presas selvagens, como javalis e cor&ccedil;os, que os lobos preferem. &Eacute; a sua dieta de elei&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/NEF410.jpg" width="900" height="654" alt="" /><br />
<p class="legenda">Lobo-ib&eacute;rico. Fotografia Sara Pinto/Palombar/Censo Nacional do Lobo-ib&eacute;rico ICNF.</p>
<br />
Conhecer por onde anda o lobo &eacute; essencial para adotar melhores medidas de conserva&ccedil;&atilde;o e gest&atilde;o da esp&eacute;cie. O censo &eacute; uma ferramenta essencial. Pretende determinar a presen&ccedil;a, o n&uacute;mero e a localiza&ccedil;&atilde;o das alcateias atualmente existentes, a ocorr&ecirc;ncia de reprodu&ccedil;&atilde;o das alcateias identificadas, bem como compilar toda a informa&ccedil;&atilde;o existente para cada alcateia/zona de presen&ccedil;a da esp&eacute;cie, e ainda obter outras informa&ccedil;&otilde;es sobre o lobo-ib&eacute;rico. O prop&oacute;sito final &eacute; conhecer a &aacute;rea de distribui&ccedil;&atilde;o atual da esp&eacute;cie em Portugal, bem como o n&uacute;mero e situa&ccedil;&atilde;o dos seus grupos familiares.<br />
<br />
<p class="black">Quantos lobos h&aacute; em Portugal?</p>
<br />
De acordo com dados do &uacute;ltimo censo nacional da esp&eacute;cie realizado em 2002-2003 e cujos resultados foram publicados em 2005, existiam, na altura, cerca de 300 lobos e 51 alcateias confirmadas. A &aacute;rea onde ocorriam abrangia cerca de 20 000 km&sup2;, o que representa apenas 20% do seu territ&oacute;rio hist&oacute;rico. O lobo &eacute; uma esp&eacute;cie &ldquo;Em perigo&rdquo; de extin&ccedil;&atilde;o e est&aacute; protegida pela legisla&ccedil;&atilde;o nacional e europeia. Em Portugal, a lei de prote&ccedil;&atilde;o do lobo &eacute; de longa data: 1988.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/3.jpg" width="900" height="615" alt="" />
<p class="legenda">Lobo-ib&eacute;rico. Fotografia Sara Pinto/Palombar/Censo Nacional do Lobo Ib&eacute;rico ICNF.</p>
<br />
Terminada a fase dos trabalhos de campo do novo censo, os dados de todos os lotes ser&atilde;o agora compilados e constar&atilde;o de um relat&oacute;rio final, cujos resultados dever&atilde;o ser divulgados pelo ICNF em 2023. O conhecimento sobre a presen&ccedil;a e distribui&ccedil;&atilde;o, no territ&oacute;rio nacional, desta esp&eacute;cie emblem&aacute;tica e hist&oacute;rica da Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica, &eacute; fulcral para seguir com a miss&atilde;o de garantir a sua prote&ccedil;&atilde;o. Ficamos a aguardar, convictos de que, ao percorrer montes, sendas e vales, com os sentidos agu&ccedil;ados, poderemos sempre v&ecirc;-lo, ouvi-lo, ou simplesmente pensar e sentir que est&aacute; ali, onde pertence. <br />
Al&eacute;m de Sara Pinto, a equipa da Palombar respons&aacute;vel pelos trabalhos no &ldquo;Lote 3 - Nordeste Transmontano&rdquo; do Censo Nacional do Lobo-Ib&eacute;rico 2019-2021 integrou os bi&oacute;logos Jo&atilde;o Santos e Duarte Cadete, este &uacute;ltimo da empresa Dear Wolf.<br />
<br />
<strong><em>Por Uliana de Castro/Palombar</em></strong> <br />
&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c7210</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 26 May 2022 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Voluntários contam na primeira pessoa como foi participar no 60.º campo de trabalho na aldeia de Uva</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/voluntarios-contam-na-primeira-pessoa-como-foi-participar-no-60-a-campo-de-trabalho-na-aldeia-de-uva-2022-05-26/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>&ldquo;Compreender a rela&ccedil;&atilde;o entre o territ&oacute;rio, o meio ambiente e a arquitetura vernacular foi uma experi&ecirc;ncia muito enriquecedora que muito nos inspirou&rdquo;, &ldquo;Deu-nos a todos n&oacute;s uma nova perspetiva sobre o que a solidariedade pode significar&rdquo;, &ldquo;Eu amo apenas alguns lugares e Uva &eacute; agora um deles&rdquo;, &ldquo;Uma experi&ecirc;ncia memor&aacute;vel que aconselho a todos&rdquo;, &ldquo;Mostra como a Europa pode unir-se para construir coisas novas&rdquo;, &ldquo;Esta experi&ecirc;ncia foi al&eacute;m de todas as minhas expetativas&rdquo;, &ldquo;Aprendi tantas coisas&rdquo;: estas s&atilde;o algumas das frases escritas pelo grupo de 13 volunt&aacute;rios/as da Cro&aacute;cia, Fran&ccedil;a e Portugal que participaram no 60.&ordm; Campo de Trabalho Volunt&aacute;rio Internacional (CTVI) - Restauro de um pombal tradicional, que decorreu na aldeia transmontana de Uva, no concelho de Vimioso, entre os dias 23 de abril e 9 de maio.</strong> <br />
<br />
Durante este CTVI, foram realizados trabalhos de reconstru&ccedil;&atilde;o e recupera&ccedil;&atilde;o de um pombal tradicional e de muros de pedra, atrav&eacute;s do uso de t&eacute;cnicas tradicionais de constru&ccedil;&atilde;o, bem como atividades de conserva&ccedil;&atilde;o da natureza.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Florence MAGNIEZ (2).jpeg" width="900" height="675" alt="" /> <br />
<p class="legenda">Trabalhos durante o 60.&ordm; CTVI. Fotografia Florence Magniez.</p>
<br />
Este CTVI tamb&eacute;m teve como prop&oacute;sito promover a dinamiza&ccedil;&atilde;o do mundo rural, a descoberta do territ&oacute;rio e da sua riqueza natural, patrimonial, cultural e humana, bem como a partilha intergeracional de experi&ecirc;ncias e conhecimento.<br />
<br />
O 60.&ordm; CTVI foi realizado no &acirc;mbito do projeto &quot;Hands on - Volunteering teams for Rural and Natural Heritage&rdquo;, financiado pelo programa Volunteering in High Priority Areas do Corpo Europeu de Solidariedade da Uni&atilde;o Europeia, em colabora&ccedil;&atilde;o com a associa&ccedil;&atilde;o Dragodid, da Cro&aacute;cia, e a associa&ccedil;&atilde;o Union Rempart, da Fran&ccedil;a. Contou ainda com o apoio institucional do Munic&iacute;pio de Vimioso e da Uni&atilde;o de Freguesias de Algoso, Campo de V&iacute;boras e Uva.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Fran Polan (6).jpeg" width="900" height="506" alt="" /><br />
<p class="legenda">Trabalhos durante o 60. CTVI. Fotografia Fran Polan</p>
<strong><br />
O que disseram os/as volunt&aacute;rios/as sobre esta experi&ecirc;ncia?</strong><br />
<blockquote>
<div><em><br />
&ldquo;Para mim, este campo de trabalho permitiu conhecer as t&eacute;cnicas tradicionais de constru&ccedil;&atilde;o e compreender este tipo de estruturas, a minha curiosidade foi satisfeita! O mais vantajoso foi contactar com a comunidade, foi muito bom ter pessoas de quatro nacionalidades diferentes num s&oacute; lugar. Acho que realmente mostra como a Europa pode unir-se para construir coisas novas, mesmo que sejamos de pa&iacute;ses diferentes!&rdquo; </em>Florian Chabridon - Fran&ccedil;a</div>
</blockquote><blockquote>
<div><em><br />
&quot;O campo de trabalho do projeto Hands On em Uva deu-nos a todos n&oacute;s uma nova perspetiva sobre o que a solidariedade pode significar, entre volunt&aacute;rios, idosos da aldeia, toda a comunidade e ecossistema. Al&eacute;m disso, compreender a rela&ccedil;&atilde;o entre o territ&oacute;rio, o meio ambiente e a arquitetura vernacular foi uma experi&ecirc;ncia muito enriquecedora que muito nos inspirou. Este foi um dos campos de trabalho em que participei favoritos e nunca foi t&atilde;o dif&iacute;cil sair de um lugar! Eu amo apenas alguns lugares e Uva &eacute; agora um deles.&quot;</em> Maja Flajsig - Cro&aacute;cia<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Florance.jpg" width="900" height="610" alt="" /></div>
</blockquote>
<p class="legenda">Florance Magniez.<em><br />
</em></p>
<blockquote>
<div><em><br />
</em></div>
</blockquote><blockquote>
<div><em>&quot;Poder conhecer e vivenciar uma parte t&atilde;o rica da nossa cultura com pessoas de outros pa&iacute;ses foi muito interessante. Ganhei tamb&eacute;m interesse por algumas atividades e conceitos que nos foram apresentados nas atividades de lazer. Termos um contacto t&atilde;o pr&oacute;ximo com a popula&ccedil;&atilde;o local tamb&eacute;m ajuda muito para nos sentirmos parte da aldeia e do programa. Excedeu verdadeiramente as minhas expetativas.&rdquo;</em> Diogo Villaverde - Portugal</div>
</blockquote><blockquote> </blockquote><blockquote>
<div><em><br />
&quot;Quando digo a algu&eacute;m que passei duas semanas a ajudar no restauro de um pombal numa aldeia (Uva), em Bragan&ccedil;a, as pessoas ficam algo confusas. Mas n&atilde;o foram duas semanas apenas a limpar telhas, muros de pedra, etc. Durante esse tempo, pude conhecer um pouco as tradi&ccedil;&otilde;es dos habitantes daquela regi&atilde;o, explorar o patrim&oacute;nio e, acima de tudo, conhecer e fazer amizade com novas pessoas de v&aacute;rios pa&iacute;ses da Europa. V&atilde;o deixar saudades os jantares onde se ouvia uma pan&oacute;plia de l&iacute;nguas desde o croata, franc&ecirc;s, espanhol, &ldquo;portunhol&rdquo;, portugu&ecirc;s, italiano. E quando uma palavra teimava em ficar na ponta da l&iacute;ngua at&eacute; a linguagem gestual era utilizada.&quot;</em> Tiago Daniel - Portugal<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/V_ Fran Polan.jpg" width="864" height="961" alt="" /></div>
</blockquote>
<p class="legenda">Fran Polan.<em><br />
</em></p>
<blockquote>
<div><em><br />
&quot;Participar neste campo de trabalho foi para mim uma experi&ecirc;ncia extremamente enriquecedora, poder contribuir para a valoriza&ccedil;&atilde;o e recupera&ccedil;&atilde;o do patrim&oacute;nio da minha aldeia, conhecer pessoas de diferentes origens e poder compartilhar bons momentos com o grupo e a popula&ccedil;&atilde;o, culminando na festa da aldeia, n&atilde;o poderia ter sido melhor. Uma experi&ecirc;ncia memor&aacute;vel que aconselho a todos!&quot;</em> Miguel Lopes - Portugal</div>
</blockquote><blockquote>
<div><em><br />
&ldquo;O campo de trabalho em Uva foi maravilhoso e muito bem organizado. Eu gostei sobretudo das pessoas. Campos de trabalhos como este, nos quais temos realmente que trabalhar, s&atilde;o atrativos para pessoas que pensam de forma semelhante e s&atilde;o descontra&iacute;das. Nestas duas semanas, fiquei impressionada com a sensa&ccedil;&atilde;o de termos conseguido criar uma pequena comunidade funcional, e, mais importante ainda, de a conseguir manter.&rdquo;</em> Ana Uremovi&#263; - Cro&aacute;cia<br />
&nbsp;</div>
</blockquote><blockquote>
<div><em><img src="http://palombar.pt/imagens/Diogo Villaverde-2.jpg" width="900" height="597" alt="" /><br />
</em></div>
</blockquote>
<p class="legenda">Diogo Villaverde.<br />
&nbsp;</p>
<blockquote>
<div><em><img src="http://palombar.pt/imagens/V_ Tiago Daniel.jpg" width="671" height="944" alt="" /><br />
</em></div>
</blockquote>
<p class="legenda">Tiago Daniel.</p>
<blockquote>
<p class="legenda"><em><br />
</em></p>
<p class="destaque">&nbsp;</p>
<div><em>&quot;Para mim, o campo de trabalho em Uva foi talvez a melhor experi&ecirc;ncia que tive este ano. Gostei muito de todos os participantes e de como aprendemos uns com os outros sobre as diferen&ccedil;as e semelhan&ccedil;as das nossas culturas. Todo esse &quot;ambiente social&quot; foi agrad&aacute;vel e, em pouco tempo, torn&aacute;mo-nos todos amigos. Estar num lugar t&atilde;o pequeno como Uva permitiu-me ter uma melhor perce&ccedil;&atilde;o sobre toda a cultura, tradi&ccedil;&atilde;o e din&acirc;mica de viver numa pequena aldeia portuguesa. As pessoas de Uva tamb&eacute;m foram muito generosas e acho que todos nos sentimos acolhidos pela comunidade da aldeia. O trabalho que fizemos no pombal foi interessante e acho que todos aprenderam algo novo (trabalhar a pedra de uma forma particular, colocar telhas nos telhados, fazer argamassa, etc.). Foi divertido e educativo e acho que esse &eacute; o foco principal de workshops/projetos como este.&quot;</em>&nbsp;Anica Tubanovi&#263; - Cro&aacute;cia<br />
<em><br />
&quot;Foi a primeira vez que participei num campo de trabalho volunt&aacute;rio, ent&atilde;o n&atilde;o sabia o que esperar. Eu precisava de sair da rotina, queria conhecer pessoas e por m&atilde;os &agrave; obra. Estas duas semanas foram incr&iacute;veis! A organiza&ccedil;&atilde;o foi quase perfeita: hor&aacute;rio, refei&ccedil;&otilde;es, atividades&hellip; aprendi tantas coisas.&quot; </em>Florence Magniez - Fran&ccedil;a<br />
&nbsp;</div>
<p>&nbsp;</p>
</blockquote>  <blockquote>
<div><em><img src="http://palombar.pt/imagens/V_ Florian.jpg" width="611" height="888" alt="" /><br />
</em></div>
</blockquote>
<p class="legenda">Florian Chabridon.</p>
<blockquote>
<div><em> <br />
&ldquo;Esta experi&ecirc;ncia foi al&eacute;m de todas as minhas expetativas. Tudo estava muito bem organizado. Aprendi muitas coisas &uacute;teis neste campo de trabalho e muito sobre a cultura e as pessoas durante os passeios de lazer. As comidas e bebidas tradicionais eram mais do que deliciosas, eu n&atilde;o conseguia decidir qual almo&ccedil;o era o melhor. Mas, para mim, o mais importante deste campo de trabalho foram as pessoas. Foi muito bom experimentar a vida em comunidade; durante duas semanas, senti-me como parte de uma pequena &quot;tribo&quot; que estava a ajudar uma comunidade local da melhor forma poss&iacute;vel.&rdquo;</em> Fran Polan - Cro&aacute;cia</div>
</blockquote>]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c7221</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Wed, 25 May 2022 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>1.º Censo Nacional de Águia-caçadeira já está no terreno</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/1-a-censo-nacional-de-aguia-cacadeira-ja-esta-no-terreno-2022-05-25/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural j&aacute; realizou quatro a&ccedil;&otilde;es de forma&ccedil;&atilde;o sobre o 1.&ordm; Censo Nacional de &Aacute;guia-ca&ccedil;adeira que arrancou no territ&oacute;rio nacional este ano, as quais foram direcionadas para vigilantes da natureza do Departamento Regional da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas (DRCNF) do Norte do Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas (ICNF). As a&ccedil;&otilde;es de forma&ccedil;&atilde;o sobre o Censo e identifica&ccedil;&atilde;o das esp&eacute;cies-alvo decorreram nos parques naturais do Douro Internacional, Montesinho, Alv&atilde;o e no Parque Nacional da Peneda-Ger&ecirc;s.</strong><br />
<br />
O Censo, que se realiza em 2022 e 2023, est&aacute; enquadrado no projeto &quot;Searas com Biodiversidade - Salvemos a &Aacute;guia-ca&ccedil;adeira&rdquo;. Este projeto &eacute; promovido por v&aacute;rios parceiros: a Palombar, a Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Produtores de Proteaginosas, Oleaginosas e Cereais (ANPOC), o BIOPOLIS/CIBIO - Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Biodiversidade e Recursos Gen&eacute;ticos da Universidade do Porto e o Clube de Produtores do Continente (CPC) e tem financiamento destas tr&ecirc;s &uacute;ltimas entidades.<br />
<br />
No &acirc;mbito deste projeto, o BIOPOLIS/CIBIO ficou respons&aacute;vel pela coordena&ccedil;&atilde;o nacional do 1.&ordm; Censo de &Aacute;guia-Ca&ccedil;adeira. A n&iacute;vel regional, a Palombar coordena as a&ccedil;&otilde;es do Censo a norte do rio Tejo.<br />
<br />
<strong>Censo e campanha nacional de salvamento</strong> <br />
<br />
Com a realiza&ccedil;&atilde;o deste Censo, prev&ecirc;-se obter informa&ccedil;&atilde;o sobre a popula&ccedil;&atilde;o reprodutora da esp&eacute;cie em Portugal, a qual ser&aacute; essencial para o sucesso da campanha nacional de salvamento e prote&ccedil;&atilde;o de ninhos de &aacute;guia-ca&ccedil;adeira localizados em parcelas de produ&ccedil;&atilde;o cereal&iacute;fera em que a ceifa coincide com a &eacute;poca de reprodu&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie. A campanha, coordenada pela Palombar no norte de Portugal e pelo ICNF/DRCNF do Alentejo no sul do pa&iacute;s, est&aacute; centrada no envolvimento dos produtores agr&iacute;colas na conserva&ccedil;&atilde;o desta rapina.<br />
<br />
Este Censo &eacute; fundamental para conhecer a popula&ccedil;&atilde;o nidificante desta rapina no territ&oacute;rio nacional e proteger as zonas de nidifica&ccedil;&atilde;o e alimenta&ccedil;&atilde;o e servir&aacute; de base para a implementa&ccedil;&atilde;o de medidas agroambientais e planos de gest&atilde;o do territ&oacute;rio e da esp&eacute;cie que envolvam as comunidades locais, bem como para monitorizar a sua popula&ccedil;&atilde;o, de forma a quantificar os seus reais efetivos e identificar os locais onde nidificam, assim como avaliar a evolu&ccedil;&atilde;o das suas popula&ccedil;&otilde;es ao longo dos pr&oacute;ximos anos.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador.jpg" width="900" height="643" alt="" /><br />
<p class="legenda">&Aacute;guia-ca&ccedil;adeira f&ecirc;mea. Fotografia Palombar.</p>
<br />
O 1.&ordm; Censo Nacional de &Aacute;guia-ca&ccedil;adeira conta ainda com v&aacute;rios parceiros, entre os quais os departamentos regionais do ICNF do Alentejo, Centro e Norte, a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), a Liga para a Prote&ccedil;&atilde;o da Natureza (LPN), o Centro de Ecologia, Recupera&ccedil;&atilde;o e Vigil&acirc;ncia de Aves Selvagens (CERVAS/ALDEIA), a Associa&ccedil;&atilde;o Transum&acirc;ncia e Natureza (ATNatureza), a Associa&ccedil;&atilde;o Rewilding Iberia Portugal, o F&oacute;rum Aves de Portugal, a BIOSFERA - Consultoria Medioambiental, e tamb&eacute;m com diversos volunt&aacute;rios.<br />
<br />
<strong>Uma das esp&eacute;cies mais amea&ccedil;adas da fauna terrestre em Portugal</strong> <br />
<br />
A &aacute;guia-ca&ccedil;adeira (<em>Circus pygargus</em>) &eacute; uma rapina migradora que tem um estatuto de amea&ccedil;a &ldquo;Em perigo&rdquo; de extin&ccedil;&atilde;o, segundo o Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal e as suas popula&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m registado um decl&iacute;nio continuado e acentuado no territ&oacute;rio nacional nos &uacute;ltimos anos. Esse decl&iacute;nio resulta, muito provavelmente, de dois fatores decisivos que afetam a esp&eacute;cie: o corte precoce das culturas de feno em plena &eacute;poca reprodutora e a perda de habitat associada &agrave; redu&ccedil;&atilde;o muito significativa das &aacute;reas cultivadas com cereais. Esta &eacute; uma das aves estep&aacute;rias com maior depend&ecirc;ncia das searas por constituir o seu habitat preferencial de nidifica&ccedil;&atilde;o e de alimenta&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
Atualmente, a &aacute;guia-ca&ccedil;adeira &eacute; considerada uma das esp&eacute;cies mais amea&ccedil;adas da fauna terrestre em Portugal. Trata-se de uma esp&eacute;cie de conserva&ccedil;&atilde;o priorit&aacute;ria no pa&iacute;s e que est&aacute; protegida atrav&eacute;s da transposi&ccedil;&atilde;o para a legisla&ccedil;&atilde;o nacional da Diretiva Aves da Uni&atilde;o Europeia, e das Conven&ccedil;&otilde;es de Berna, de Bona e de Washington.]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c722e</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Sat, 21 May 2022 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>21 de maio: 30 anos da Rede Natura 2000 e Dia Mundial da Migração dos Peixes</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/21-de-maio-30-anos-da-rede-natura-2000-e-dia-mundial-da-migracao-dos-peixes-2022-05-21/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[Hoje, 21 de maio, assinalam-se os 30 anos da Rede Natura 2000, a maior rede de &aacute;reas protegidas do mundo para a natureza. 21 de maio corresponde &agrave; data de aprova&ccedil;&atilde;o, em 1992, da Diretiva Habitats da Uni&atilde;o Europeia (UE) e do Programa LIFE, que financia projetos de conserva&ccedil;&atilde;o da natureza no espa&ccedil;o europeu.<br />
<br />
A Diretiva Habitats e a Diretiva Aves, de 1979, s&atilde;o os dois pilares centrais da Rede Natura 2000. Atualmente, a Rede Natura 2000, o principal instrumento de conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e da Biodiversidade na UE, integra mais de 27 800 locais na terra e no mar que est&atilde;o protegidos para assegurar a preserva&ccedil;&atilde;o do patrim&oacute;nio natural europeu.&nbsp;Gra&ccedil;as &agrave; Rede Natura 2000, a UE protege cerca de 1 400 esp&eacute;cies de animais e plantas selvagens e 460 esp&eacute;cies de aves.<br />
<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Natura 2000 30 Years logo_Final.jpg" width="900" height="626" alt="" /><br />
<p class="legenda">Log&oacute;tipo oficial de comemora&ccedil;&atilde;o dos 30 anos da Rede Natura 2000.</p>
<strong><br />
Como &eacute; constitu&iacute;da a Rede Natura 2000?</strong><br />
A Rede Natura 2000 &eacute; composta por: <strong>Zonas de Prote&ccedil;&atilde;o Especial (ZPE)</strong> - estabelecidas ao abrigo da Diretiva Aves, t&ecirc;m como principal objetivo garantir a conserva&ccedil;&atilde;o das esp&eacute;cies de aves, e dos seus habitats, listadas no seu Anexo I, e das esp&eacute;cies de aves migrat&oacute;rias n&atilde;o referidas no Anexo I e cuja ocorr&ecirc;ncia seja regular no territ&oacute;rio europeu; <strong>Zonas Especiais de Conserva&ccedil;&atilde;o (ZEC) </strong>- criadas ao abrigo da Diretiva Habitats, visam contribuir para assegurar a Biodiversidade, atrav&eacute;s da conserva&ccedil;&atilde;o dos habitats naturais (Anexo I) e dos habitats de esp&eacute;cies da flora e da fauna selvagens (Anexo II), considerados amea&ccedil;ados no espa&ccedil;o da Uni&atilde;o Europeia; <strong>S&iacute;tios de Import&acirc;ncia Comunit&aacute;ria (SIC)</strong> -  um SIC &eacute; definido pela Diretiva Habitats como um s&iacute;tio que, na regi&atilde;o ou regi&otilde;es biogeogr&aacute;ficas a que pertence, contribui de forma significativa para a manuten&ccedil;&atilde;o ou recupera&ccedil;&atilde;o de um estado de conserva&ccedil;&atilde;o favor&aacute;vel de um tipo de habitat natural ou de uma esp&eacute;cie, podendo tamb&eacute;m promover a coes&atilde;o da Rede Natura 2000 e/ou a manuten&ccedil;&atilde;o da biodiversidade nessa regi&atilde;o ou regi&otilde;es.<br />
<br />
<strong>Quais s&atilde;o os nossos projetos em territ&oacute;rio da Rede Natura 2000?</strong><br />
<u><a href="http://www.sentinelas.pt">Sentinelas - Rede de Monitoriza&ccedil;&atilde;o de Amea&ccedil;as para a Fauna Silvestre</a></u>, <a href="https://www.palombar.pt/pt/noticias/parceria-inedita-quer-salvar-a-aguia-cacadeira-da-extincao-2022-05-17/"><u>Searas com Biodiversidade - Salvemos a &aacute;guia-ca&ccedil;adeira</u></a>, <u><a href="http://www.connectnatura.pt">ConnectNatura - Melhoria de Condi&ccedil;&otilde;es de Conectividade para a Fauna Silvestre entre &aacute;reas da Rede Natura 2000</a></u>, <u><a href="https://www.palombar.pt/pt/projetos/reconecta-te-a-natureza-as-aves-fazem-mais-do-que-cantar-2020/">Reconecta-te &agrave; Natureza - as aves fazem mais do que cantar</a></u>, <u><a href="http://www.hotspotbiodiversidade.aepga.pt">HotSpot de Biodiversidade</a></u>, <u><a href="http://www.nordeste.eu">Grupo Nordeste</a></u> e <u><a href="http://www.rupis.pt">LIFE Rupis</a></u>.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Abutre-negro (2)formatoreduzido.jpg" width="900" height="600" alt="" /><br />
<p class="legenda">Abutre-preto&nbsp;(<em>Aegypius monachus</em>). Fotografia Pedro Rego.</p>
<strong><br />
Dia Mundial da Migra&ccedil;&atilde;o dos Peixes: conectar peixes, rios e pessoas</strong><br />
A 21 de maio celebra-se tamb&eacute;m o <u><a href="https://www.worldfishmigrationday.com/">Dia Mundial da Migra&ccedil;&atilde;o dos Peixes</a></u>, comemorado de dois em dois anos sob a coordena&ccedil;&atilde;o da World Fish Migration Foundation. Pretende sensibilizar e alertar para a import&acirc;ncia dos peixes migrat&oacute;rios de &aacute;gua doce e dos rios de caudal livre, que garantem a sua conserva&ccedil;&atilde;o e ciclo de vida completo.<br />
<br />
Atualmente, muitos peixes migrat&oacute;rios est&atilde;o amea&ccedil;ados devido a v&aacute;rios fatores como a pesca excessiva, degrada&ccedil;&atilde;o dos habitats, barragens e altera&ccedil;&atilde;o dos cursos dos rios. Os peixes migrat&oacute;rios t&ecirc;m uma grande import&acirc;ncia a n&iacute;vel ecol&oacute;gico - sendo essenciais para o bom funcionamento dos rios -, cultural e econ&oacute;mico.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Salmo_salar_young(1).jpg" width="640" height="392" alt="" /> <br />
Salm&atilde;o-do-Atl&acirc;ntico (<em>Salmo salar</em>). Fonte: Wikimedia Commons.<br />
<strong><br />
Mas o que s&atilde;o afinal os peixes migrat&oacute;rios?</strong> S&atilde;o aqueles que precisam migrar, isto &eacute;, mudar de local, com regularidade. Como grandes campe&otilde;es de nata&ccedil;&atilde;o, conseguem nadar dist&acirc;ncias longas ou curtas e saltar obst&aacute;culos naturais, como desn&iacute;veis nos rios e pedras, para dar continuidade ao seu ciclo de vida, ou seja, para alimentarem-se, reproduzirem-se e fugir dos predadores.<br />
<br />
S&aacute;vel, enguia-europeia, salm&atilde;o-do-Atl&acirc;ntico, truta-marisca e barbos s&atilde;o alguns exemplos de peixes migrat&oacute;rios. Assegurar a prote&ccedil;&atilde;o e conserva&ccedil;&atilde;o destas e das outras esp&eacute;cies de peixes migrat&oacute;rios &eacute; essencial para garantir a sa&uacute;de dos rios, o bom funcionamento dos ecossistemas, para a sustentabilidade da economia associada &agrave; comercializa&ccedil;&atilde;o de peixe e para as culturas cujas tradi&ccedil;&otilde;es gastron&oacute;micas e fonte nutricional de prote&iacute;na est&atilde;o ligadas ao consumo destas esp&eacute;cies.&nbsp;]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Wed, 18 May 2022 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>XI Festival Insitu: mesa redonda destacou importância de regulamentar atividade de fotografia de vida selvagem em Portugal</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/xi-festival-insitu-mesa-redonda-destacou-importancia-de-regulamentar-atividade-de-fotografia-de-vida-selvagem-em-portugal-2022-05-18/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural participou no Insitu - XI Festival de Imagem de Natureza de Vouzela, que decorreu nos dias 6, 7 e 8 de maio, em Vouzela, no distrito de Viseu, nomeadamente na Mesa Redonda dedicada ao tema &quot;Como aliar a Fotografia de Vida Selvagem &agrave; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza?&quot;, a qual teve lugar na sexta-feira, dia 7 de maio, no Cineteatro Jo&atilde;o Ribeiro. A representar a Palombar, organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental de ambiente (ONGA) convidada para esta Mesa Redonda, esteve o bi&oacute;logo Jos&eacute; Pereira, presidente da ONGA.</strong><br />
<br />
Nesta Mesa Redonda, foram abordadas as vantagens da fotografia de vida selvagem para a conserva&ccedil;&atilde;o da natureza, assim como as desvantagens, tendo em conta o acesso generalizado dos cidad&atilde;os a equipamentos fotogr&aacute;ficos e de v&iacute;deo. Falou-se ainda sobre a quest&atilde;o fundamental da regulamenta&ccedil;&atilde;o da atividade de fotografia de vida selvagem em Portugal, que j&aacute; &eacute; regulada, por exemplo, na vizinha Espanha, tendo sido dados passos importantes para que o mesmo ocorra no territ&oacute;rio nacional.<br />
<br />
Participaram tamb&eacute;m na Mesa Redonda, Jo&atilde;o Carlos Farinha, chefe de Divis&atilde;o de Cogest&atilde;o de &Aacute;reas Protegidas no Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas, Jos&eacute; Fragozo, fot&oacute;grafo e guia em &Aacute;frica, Carlos Rio, fot&oacute;grafo e guia em Portugal e Antonio Ca&ntilde;o, fot&oacute;grafo e diretor da Nature Photo Tours.<br />
<br />
A edi&ccedil;&atilde;o deste ano do festival contou com a participa&ccedil;&atilde;o de dezenas de pessoas e teve um programa diversificado que integrou tamb&eacute;m um concurso de fotografia, quatro exposi&ccedil;&otilde;es de fotografia, palestras com oradores nacionais e internacionais, tr&ecirc;s workshops, entre outras atividades. <br />
<br />
O <u><a href="https://insituvouzela.com/">Insitu</a></u> &eacute; uma iniciativa do munic&iacute;pio de Vouzela que pretende &quot;consagrar a natureza mais bela e rec&ocirc;ndita, percecionada atrav&eacute;s do olhar dos fot&oacute;grafos de natureza e vida selvagem, vetores essenciais na divulga&ccedil;&atilde;o e promo&ccedil;&atilde;o dos valores naturais junto do p&uacute;blico e na transmiss&atilde;o do apelo conservacionista&quot;.&nbsp;]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Tue, 17 May 2022 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Parceria inédita quer salvar a águia-caçadeira da extinção</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/parceria-inedita-quer-salvar-a-aguia-cacadeira-da-extincao-2022-05-17/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A &aacute;guia-ca&ccedil;adeira est&aacute; em vias de extin&ccedil;&atilde;o em Portugal e o Clube de Produtores do Continente,&nbsp;</strong><strong>a Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural,&nbsp;</strong><strong>a Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Produtores de Proteaginosas, Oleaginosas e Cereais (ANPOC) e o Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Biodiversidade e Recursos Gen&eacute;ticos (CIBIO/BIOPOLIS) da Universidade do Porto uniram esfor&ccedil;os num projeto conjunto para salvar esta esp&eacute;cie, considerada uma das mais amea&ccedil;adas da fauna terrestre em Portugal.</strong><br />
<br />
O Protocolo do projeto &quot;Searas com Biodiversidade: Salvemos a &Aacute;guia-ca&ccedil;adeira&quot; &eacute; formalmente assinado hoje, neste Dia do Agricultor, pelos parceiros envolvidos, no Polo de Inova&ccedil;&atilde;o do Instituto Nacional de Investiga&ccedil;&atilde;o Agr&aacute;ria e Veterin&aacute;ria, em Elvas. Contempla diversas a&ccedil;&otilde;es, nomeadamente de salvamento e resgate, para apoiar e promover a conserva&ccedil;&atilde;o desta esp&eacute;cie no nosso pa&iacute;s e, em paralelo, identificar medidas de gest&atilde;o para salvaguard&aacute;-la.<br />
<br />
A &aacute;guia-ca&ccedil;adeira, tamb&eacute;m conhecida como tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador, n&atilde;o constr&oacute;i ninhos nas &aacute;rvores, ao contr&aacute;rio de muitas outras aves de rapina, mas sim no solo, o que a torna mais suscet&iacute;vel &agrave; atividade agr&iacute;cola. <br />
<br />
Este projeto in&eacute;dito prev&ecirc; a realiza&ccedil;&atilde;o de um censo nacional para identificar o n&uacute;mero de casais reprodutores que existem no territ&oacute;rio nacional. Est&atilde;o planeadas a&ccedil;&otilde;es de prospe&ccedil;&atilde;o de col&oacute;nias e ninhos, que incluem o apoio no resgate de ovos que estejam em parcelas em risco de serem ceifadas, assim como a&ccedil;&otilde;es de prote&ccedil;&atilde;o. Ser&aacute; igualmente realizado um estudo para compreender a import&acirc;ncia das searas para a biodiversidade de aves, coordenado pelo Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Biodiversidade e Recursos Gen&eacute;ticos (CIBIO) e pela Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/AC1.jpg" width="900" height="687" alt="" /><br />
<p class="legenda">&Aacute;guia-ca&ccedil;adeira. Fotografia Filippo Guidantoni/Palombar.</p>
<br />
Este projeto conta ainda com a colabora&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rias entidades em diferentes a&ccedil;&otilde;es, nomeadamente do Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas (ICNF), departamentos do Norte, Centro e do Alentejo, das organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o governamentais &nbsp;de ambiente Associa&ccedil;&atilde;o Transum&acirc;ncia e Natureza (ATNatureza), Rewilding Portugal, Liga para a Prote&ccedil;&atilde;o da Natureza (LPN), Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), do Centro de Ecologia, Recupera&ccedil;&atilde;o e Vigil&acirc;ncia de Animais Selvagens (CERVAS/ALDEIA), entre outras. <br />
<br />
No norte do pa&iacute;s, as a&ccedil;&otilde;es do projeto s&atilde;o coordenadas pela Palombar, em colabora&ccedil;&atilde;o com a Dire&ccedil;&atilde;o Regional de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e Florestas do Norte (DRCNF-N/ICNF) e o Centro de Recupera&ccedil;&atilde;o de Animais Selvagens do Hospital Veterin&aacute;rio da Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro (CRAS/HV - UTAD). J&aacute; no centro-norte, s&atilde;o tamb&eacute;m parceiros a &nbsp;DRCNF do Centro (DRCNF-C/ICNF), a associa&ccedil;&atilde;o ATNatureza, CERVAS/ALDEIA, Rewilding Portugal, F&oacute;rum Aves de Portugal e v&aacute;rios volunt&aacute;rios e observadores de aves.<br />
<br />
As &aacute;guias-ca&ccedil;adeiras est&atilde;o em Portugal de meados de mar&ccedil;o a setembro, migrando depois para &Aacute;frica.  A sua distribui&ccedil;&atilde;o &eacute; maior nas plan&iacute;cies alentejanas e no Planalto Mirand&ecirc;s, frequentando terrenos abertos com poucas &aacute;rvores e &aacute;reas com culturas de cereais.<br />
<br />
Com o projeto &quot;Searas com Biodiversidade: Salvemos a &Aacute;guia-ca&ccedil;adeira&quot;, o Clube de Produtores do Continente, a ANPOC, o CIBIO/BIOPOLIS e a Palombar pretendem inverter a extin&ccedil;&atilde;o desta esp&eacute;cie e trabalhar em conjunto para promover um sistema alimentar amigo do ambiente. <br />
<br />
Gra&ccedil;as a esta parceria, as sete toneladas de farinha de trigo utilizadas diariamente nas padarias das lojas Continente t&ecirc;m origem em searas das regi&otilde;es do Alentejo e de Tr&aacute;s-os-Montes que s&atilde;o monitorizadas de forma a proteger a biodiversidade e a conserva&ccedil;&atilde;o desta ave.&nbsp;]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Sat, 14 May 2022 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Dia Mundial das Aves Migratórias: há que mitigar a poluição luminosa e proteger a avifauna migradora</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/dia-mundial-das-aves-migratorias-ha-que-mitigar-a-poluicao-luminosa-e-proteger-a-avifauna-migradora-2022-05-14/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>O Dia Mundial das Aves Migrat&oacute;rias &eacute; celebrado todos os anos no segundo s&aacute;bado dos meses de maio e de outubro. Este ano, as celebra&ccedil;&otilde;es da data t&ecirc;m como mote a polui&ccedil;&atilde;o luminosa que afeta o movimento migrat&oacute;rio das aves em todo o mundo.</strong><br />
<br />
<strong>Polui&ccedil;&atilde;o luminosa: uma amea&ccedil;a para as aves migrat&oacute;rias que pode ser mitigada</strong><br />
<br />
A ilumina&ccedil;&atilde;o artificial tem aumentado a n&iacute;vel mundial a uma intensidade de pelo menos 2% ao ano e afeta negativamente muitas esp&eacute;cies de aves. A polui&ccedil;&atilde;o luminosa &eacute; uma amea&ccedil;a significativa sobretudo para as aves migrat&oacute;rias, visto que causa desorienta&ccedil;&atilde;o quando estas voam &agrave; noite, levando a colis&otilde;es com infraestruturas humanas, perturbando o seu rel&oacute;gio biol&oacute;gico ou interferindo na sua capacidade de realizar migra&ccedil;&otilde;es de longa dist&acirc;ncia.<br />
<br />
Mas h&aacute; solu&ccedil;&otilde;es para este problema: em todo o mundo, cada vez mais cidades est&atilde;o a adotar medidas para reduzir a ilumina&ccedil;&atilde;o artificial dos edif&iacute;cios durante as fases de migra&ccedil;&atilde;o das aves, que ocorrem na primavera e no outono.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Guepier_d'europe_au_parc_national_Ichkeul.jpg" width="1000" height="545" alt="" /><br />
<p class="legenda">Abelharuco-comum (<em>Merops apiaster</em>). Fotografia Wikimedia Commons.</p>
<br />
Diretrizes que definem melhores pr&aacute;ticas neste &acirc;mbito tamb&eacute;m est&atilde;o a ser desenvolvidas no &acirc;mbito da <em>Conven&ccedil;&atilde;o sobre a Conserva&ccedil;&atilde;o das Esp&eacute;cies Migradoras Pertencentes &agrave; Fauna Selvagem</em>, tamb&eacute;m denominada por&nbsp;<em>Conven&ccedil;&atilde;o de Bona</em>, para abordar este problema crescente e garantir que a&ccedil;&otilde;es e medidas sejam adotadas globalmente para ajudar as aves a migrar com seguran&ccedil;a.<br />
<br />
<strong>&quot;Searas com Biodiversidade: Salvemos a &aacute;guia-ca&ccedil;adeira&quot;, o novo projeto que vai proteger esta esp&eacute;cie migradora em risco de extin&ccedil;&atilde;o em Portugal</strong><br />
<br />
O projeto &quot;Searas com Biodiversidade - Salvemos a &aacute;guia-ca&ccedil;adeira&quot;, que ser&aacute; lan&ccedil;ado oficialmente no dia 17 de maio, tem como principal objetivo promover a prote&ccedil;&atilde;o e conserva&ccedil;&atilde;o da &aacute;guia-ca&ccedil;adeira, uma esp&eacute;cie migradora com estatuto de amea&ccedil;a &ldquo;Em perigo&rdquo; de extin&ccedil;&atilde;o em Portugal e cujas popula&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m registado um decl&iacute;nio continuado e acentuado no territ&oacute;rio nacional nos &uacute;ltimos anos.<br />
<br />
Este projeto conta com v&aacute;rios parceiros: a Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural; a Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Produtores de Proteaginosas, Oleaginosas e Cereais (ANPOC); o BIOPOLIS/CIBIO, Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Biodiversidade e Recursos Gen&eacute;ticos da Universidade do Porto e o Clube de Produtores do Continente (CPC), sendo financiado por estas tr&ecirc;s &uacute;ltimas entidades.<br />
<br />
<strong>&Aacute;guia-ca&ccedil;adeira, a ex&iacute;mia predadora que elimina pragas agr&iacute;colas</strong><br />
<ul>
    <li>A &aacute;guia-ca&ccedil;adeira (<em>Circus pygargus</em>), tamb&eacute;m conhecida por tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador, &eacute; uma esp&eacute;cie de ave de rapina ex&iacute;mia na arte da ca&ccedil;a e da preda&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o &eacute; por acaso que os adjetivos &ldquo;ca&ccedil;ador&rdquo; e &ldquo;ca&ccedil;adeira&rdquo; integram os seus nomes comuns.</li>
    <li>Apresenta movimentos &aacute;geis, r&aacute;pidos, silenciosos e precisos e tem, por isso, uma grande habilidade para ca&ccedil;ar presas vivas de pequenas dimens&otilde;es.</li>
    <li>&nbsp;Presta v&aacute;rios servi&ccedil;os aos ecossistemas, como a elimina&ccedil;&atilde;o de pragas que afetam a agricultura. Um &uacute;nico casal de &aacute;guia-ca&ccedil;adeira elimina mais de 1 000 animais prejudiciais &agrave; agricultura ao longo de uma &eacute;poca reprodutora.</li>
    <li>&nbsp;&Eacute; uma esp&eacute;cie migradora e nidificante estival em Portugal, pelo que s&oacute; est&aacute; presente no territ&oacute;rio nacional a partir de meados de mar&ccedil;o at&eacute; setembro. Esta esp&eacute;cie passa o inverno em &Aacute;frica.</li>
    <li>&nbsp;&Eacute; uma das aves estep&aacute;rias com maior depend&ecirc;ncia das searas para a sua sobreviv&ecirc;ncia por este constituir o seu habitat preferencial de nidifica&ccedil;&atilde;o e de alimenta&ccedil;&atilde;o.</li>
    <li>&nbsp;O decl&iacute;nio das popula&ccedil;&otilde;es de &aacute;guia-ca&ccedil;adeira em Portugal resulta, muito provavelmente, de dois fatores decisivos que afetam a esp&eacute;cie: o corte precoce das culturas de feno (forragem) em plena &eacute;poca reprodutora e a perda de habitat associada &agrave; redu&ccedil;&atilde;o muito significativa das &aacute;reas cultivadas com cereais para produ&ccedil;&atilde;o de gr&atilde;o.</li>
    <li>&nbsp;Com o novo projeto, pretendemos implementar medidas eficazes e colaborativas, que envolvam ativamente os agricultores na prote&ccedil;&atilde;o desta esp&eacute;cie para assegurar a sua conserva&ccedil;&atilde;o a longo prazo, a biodiversidade das searas e os servi&ccedil;os dos ecossistemas.</li>
</ul>]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c7256</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 13 May 2022 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Dia Aberto 24 anos PNDI: Palombar apresenta projetos e ações que aliam conservação da natureza à promoção do conhecimento e desenvolvimento local</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/dia-aberto-24-anos-pndi-palombar-apresenta-projetos-e-acoes-que-aliam-conservacao-da-natureza-a-promocao-do-conhecimento-e-desenvolvimento-local-2022-05-13/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural participou com duas comunica&ccedil;&otilde;es no Dia Aberto de comemora&ccedil;&atilde;o dos 24 anos do Parque Natural do Douro Internacional (PNDI), que teve lugar no dia 11 de maio, no Audit&oacute;rio Municipal de Freixo de Espada &agrave; Cinta.</strong><br />
<br />
As duas comunica&ccedil;&otilde;es foram realizadas no Semin&aacute;rio &quot;Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e Desenvolvimento Sustent&aacute;vel do Territ&oacute;rio&quot;: &quot;Projeto Sentinelas: Abordagem Interdisciplinar para a Conserva&ccedil;&atilde;o das Esp&eacute;cies Necr&oacute;fagas&quot;, por Jo&atilde;o Santos, bi&oacute;logo da Palombar e tamb&eacute;m investigador do Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Biodiversidade e Recursos Gen&eacute;ticos (CIBIO) da Universidade do Porto, e &quot;Desenvolvimento Local Associado &agrave; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza no Nordeste Transmontano: O PNDI e a G&eacute;nese de dois Casos de Sucesso&rdquo;, por Miguel N&oacute;voa, m&eacute;dico veterin&aacute;rio da Palombar e da AEPGA - Associa&ccedil;&atilde;o para o Estudo e Prote&ccedil;&atilde;o do Gado Asinino.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/IMG-20220511-WA0009.jpg" width="900" height="675" alt="" />
<p class="legenda">Jo&atilde;o Santos. Fotografia Miguel N&oacute;voa/Palombar.</p>
<br />
Miguel N&oacute;voa e Jo&atilde;o Santos abordaram projetos desenvolvidos pela Palombar e os contributos fundamentais que tanto esta organiza&ccedil;&atilde;o, como a AEPGA - Associa&ccedil;&atilde;o para o Estudo e Prote&ccedil;&atilde;o do Gado Asinino t&ecirc;m dado nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas para a conserva&ccedil;&atilde;o da natureza e promo&ccedil;&atilde;o da sustentabilidade ambiental, associando-os ao desenvolvimento rural e &agrave; dinamiza&ccedil;&atilde;o da regi&atilde;o do Nordeste Transmontano do Parque Natural do Douro Internacional.<br />
<br />
As duas organiza&ccedil;&otilde;es desenvolvem atividades, a&ccedil;&otilde;es e projetos com impacto evidente e reconhecido nas &aacute;reas da prote&ccedil;&atilde;o da biodiversidade e dos ecossistemas, ligado &agrave; inova&ccedil;&atilde;o, &agrave; investiga&ccedil;&atilde;o e ao conhecimento, nas comunidades e economia regionais, na comunidade escolar, e na conserva&ccedil;&atilde;o do patrim&oacute;nio material e imaterial, refletido nas tradi&ccedil;&otilde;es e identidades locais.]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c725e</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Tue, 10 May 2022 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Cerca de 35 agricultores participaram em sessões de sensibilização sobre a águia-caçadeira no Planalto Mirandês</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/cerca-de-35-agricultores-participaram-em-sessoes-de-sensibilizacao-sobre-a-aguia-cacadeira-no-planalto-mirandes-2022-05-10/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>Cerca de 35 agricultores e ca&ccedil;adores participaram nas quatro sess&otilde;es de sensibiliza&ccedil;&atilde;o e esclarecimento sobre a prote&ccedil;&atilde;o da &aacute;guia-ca&ccedil;adeira realizadas entre os dias 2 e 5 de maio pela Palombar- Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural no Planalto Mirand&ecirc;s, uma &aacute;rea fundamental para a conserva&ccedil;&atilde;o desta esp&eacute;cie no norte do pa&iacute;s.&nbsp;</strong><strong>As sess&otilde;es decorreram em tr&ecirc;s freguesias de Miranda do Douro (Ifanes, Malhadas e Duas Igrejas) e numa de Mogadouro (Brunhosinho).</strong><br />
<br />
O <strong>objetivo principal</strong> destas sess&otilde;es foi envolver os agricultores locais na prote&ccedil;&atilde;o e conserva&ccedil;&atilde;o desta esp&eacute;cie ben&eacute;fica para a produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola e que depende do habitat das searas para a sua sobreviv&ecirc;ncia, de forma a que estes sejam agentes ativos e colaborem com os t&eacute;cnicos de conserva&ccedil;&atilde;o da natureza para, juntos, assegurarem que as searas mantenham a sua biodiversidade e servi&ccedil;os dos ecossistemas.<br />
<br />
Foram tamb&eacute;m abordados aspetos relacionados com as linhas orientadoras da <strong>Pol&iacute;tica Agr&iacute;cola Comum (PAC)</strong>&nbsp;da Uni&atilde;o Europeia e a sua converg&ecirc;ncia com a promo&ccedil;&atilde;o de uma agricultura produtiva e ambientalmente sustent&aacute;vel, nomeadamente os <strong>apoios</strong> dados aos agricultores que cooperem com os agentes de conserva&ccedil;&atilde;o da natureza em a&ccedil;&otilde;es de prote&ccedil;&atilde;o da &aacute;guia-ca&ccedil;adeira.<br />
<br />
Durante as sess&otilde;es, foi ainda projetado o <u><strong><a href="https://youtu.be/2UjIxg2BHMk">document&aacute;rio &quot;Proteger a rapina das searas&quot;</a></strong></u> produzido pela Palombar no &acirc;mbito do projeto &quot;Reconecta-te &agrave; Natureza - as aves fazem mais do que cantar&quot;, financiado pelo Fundo Ambiental.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/IMG-20220503-WA0000.jpg" width="900" height="568" alt="" /><br />
<p class="legenda">M&eacute;dico veterin&aacute;rio Miguel N&oacute;voa a realizar a apresenta&ccedil;&atilde;o numa das sess&otilde;es de sensibiliza&ccedil;&atilde;o. Fotografia Lu&iacute;s Ribeiro/Palombar.</p>
<br />
Estas sess&otilde;es foram organizadas no &acirc;mbito do <strong>projeto &quot;Searas com Biodiversidade - Salvemos a &aacute;guia-ca&ccedil;adeira&quot;</strong>, que ser&aacute; lan&ccedil;ado brevemente e conta com v&aacute;rios parceiros: a Palombar; a Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Produtores de Proteaginosas, Oleaginosas e Cereais (ANPOC); o BIOPOLIS/CIBIO, Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Biodiversidade e Recursos Gen&eacute;ticos da Universidade do Porto e o Clube de Produtores do Continente (CPC), sendo financiado por estas tr&ecirc;s &uacute;ltimas entidades.<br />
<br />
Atualmente, a &aacute;guia-ca&ccedil;adeira (<em>Circus pygargus</em>) &eacute; considerada uma das esp&eacute;cies mais amea&ccedil;adas da fauna terrestre em Portugal. Trata-se de uma esp&eacute;cie de conserva&ccedil;&atilde;o priorit&aacute;ria no pa&iacute;s e o Planalto Mirand&ecirc;s &eacute; uma das poucas regi&otilde;es com condi&ccedil;&otilde;es favor&aacute;veis &agrave; sua presen&ccedil;a.]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c7266</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 09 May 2022 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Palombar participa no Dia Aberto de comemoração dos 24 anos do Parque Natural do Douro Internacional</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/palombar-participa-no-dia-aberto-de-comemoracao-dos-24-anos-do-parque-natural-do-douro-internacional-2022-05-09/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural vai participar com duas comunica&ccedil;&otilde;es no Dia Aberto de comemora&ccedil;&atilde;o dos 24 anos do Parque Natural do Douro Internacional (PNDI), que ter&aacute; lugar no dia 11 de maio, com in&iacute;cio &agrave;s 14h30, no Audit&oacute;rio Municipal de Freixo de Espada &agrave; Cinta.</strong><br />
<br />
O Dia Aberto ter&aacute; dois momentos, um dedicado ao Semin&aacute;rio &quot;Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e Desenvolvimento Sustent&aacute;vel do Territ&oacute;rio&quot;, no qual a Palombar ir&aacute; realizar duas comunica&ccedil;&otilde;es: &quot;Projeto Sentinelas: Abordagem Interdisciplinar para a Conserva&ccedil;&atilde;o das Esp&eacute;cies Necr&oacute;fagas&quot;, que ter&aacute; como orador Jo&atilde;o Santos, bi&oacute;logo da Palombar e tamb&eacute;m investigador do Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Biodiversidade e Recursos Gen&eacute;ticos (CIBIO) da Universidade do Porto, e &quot;Desenvolvimento Local Associado &agrave; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza no Nordeste Transmontano: O PNDI e a G&eacute;nese de dois Casos de Sucesso&rdquo;, que ter&aacute; como orador o m&eacute;dico veterin&aacute;rio Miguel N&oacute;voa da Palombar e da AEPGA - Associa&ccedil;&atilde;o para o Estudo e Prote&ccedil;&atilde;o do Gado Asinino.<br />
<br />
O segundo momento ser&aacute; dedicado &agrave; Sess&atilde;o P&uacute;blica de apresenta&ccedil;&atilde;o do Modelo de Cogest&atilde;o do PNDI. A Palombar, em conjunto com a AEPGA, integra a <u><a href="https://www.palombar.pt/pt/projetos/cogestao-dos-parques-naturais-do-douro-internacional-e-de-montesinho-2021/">Comiss&atilde;o de Cogest&atilde;o do PNDI</a></u> e ir&aacute; contribuir para a sua implementa&ccedil;&atilde;o no territ&oacute;rio.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/PROGRAMA_Dia aberto.jpg" width="1000" height="1414" alt="" /><br />
<br />
A Palombar desenvolve v&aacute;rios projetos de conserva&ccedil;&atilde;o da natureza no Parque Natural do Douro Internacional, nomeadamente os projetos <u><a href="http://www.sentinelas.pt">Sentinelas - Rede de Monitoriza&ccedil;&atilde;o de Amea&ccedil;as para a Fauna Silvestre</a></u>, <u><a href="http://www.connectnatura.pt">ConnectNatura</a></u> e <u><a href="https://www.palombar.pt/pt/noticias/palombar-realiza-sessoes-de-sensibilizacao-sobre-protecao-da-aguia-cacadeira-no-planalto-mirandes-2022-04-29/">Searas com Biodiversidade - Salvemos a &Aacute;guia-ca&ccedil;adeira</a></u>.<br />
<br />
O Parque Natural do Douro Internacional (PNDI) foi criado em 1998 e inclui os tro&ccedil;os fronteiri&ccedil;os dos rios Douro e &Aacute;gueda, bem como as superf&iacute;cies plan&aacute;lticas confinantes pertencentes aos concelhos de Figueira de Castelo Rodrigo, Freixo de Espada &agrave; Cinta, Miranda do Douro e Mogadouro.<br />
<br />
De acordo com o Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas, a cria&ccedil;&atilde;o deste Parque tem como principais objetivos: valorizar e conservar o patrim&oacute;nio natural e o equil&iacute;brio ecol&oacute;gico, atrav&eacute;s da preserva&ccedil;&atilde;o da biodiversidade e da utiliza&ccedil;&atilde;o sustent&aacute;vel das esp&eacute;cies, habitats e ecossistemas; promover a melhoria da qualidade de vida das popula&ccedil;&otilde;es em harmonia com a conserva&ccedil;&atilde;o da natureza; valorizar e salvaguardar o patrim&oacute;nio arquitet&oacute;nico, hist&oacute;rico e cultural, com integral respeito pelas atividades tradicionais, designadamente a Regi&atilde;o Demarcada do Douro, a mais antiga regi&atilde;o demarcada do mundo e ordenar e disciplinar as atividades recreativas na regi&atilde;o de forma a evitar a degrada&ccedil;&atilde;o dos elementos naturais, seminaturais e paisag&iacute;sticos, est&eacute;ticos e culturais da regi&atilde;o.]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c726f</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Wed, 04 May 2022 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Palombar integra cogestão dos parques naturais do Douro Internacional e de Montesinho</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/palombar-integra-cogestao-dos-parques-naturais-do-douro-internacional-e-de-montesinho-2022-05-04/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, em conjunto com a AEPGA - Associa&ccedil;&atilde;o para o Estudo e Prote&ccedil;&atilde;o do Gado Asinino, integra as Comiss&otilde;es de Cogest&atilde;o dos parques naturais do Douro Internacional (PNDI) e de Montesinho (PNM).&nbsp;O Modelo de Cogest&atilde;o das &aacute;reas protegidas &eacute; coordenado pelo Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas (ICNF).</strong><br />
<br />
A Palombar e a AEPGA representam, nestas Comiss&otilde;es, as organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o governamentais de ambiente (ONGA) e equiparadas, assim como a Confedera&ccedil;&atilde;o Portuguesa das Associa&ccedil;&otilde;es de Defesa do Ambiente (CPADA), organismo respons&aacute;vel pela elei&ccedil;&atilde;o dos representantes desse setor.<br />
<br />
Segundo indica o ICNF, o <strong>M</strong><strong>odelo de Cogest&atilde;o das &aacute;reas protegidas</strong> de &acirc;mbito nacional pretende: criar uma din&acirc;mica partilhada de valoriza&ccedil;&atilde;o de cada &aacute;rea protegida, tendo por base a sua sustentabilidade e estabelecer procedimentos concertados, que visem um melhor desempenho na salvaguarda dos valores naturais e na resposta &agrave;s solicita&ccedil;&otilde;es da sociedade, e gerar uma rela&ccedil;&atilde;o de maior proximidade aos cidad&atilde;os e &agrave;s entidades relevantes para a promo&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento sustent&aacute;vel de cada &aacute;rea protegida.<br />
<br />
Este modelo, que prev&ecirc; a elabora&ccedil;&atilde;o de Planos de Cogest&atilde;o, d&aacute; primazia &agrave; <strong>gest&atilde;o de proximidade</strong>, em que diferentes entidades colocam ao servi&ccedil;o das &aacute;reas protegidas o que de melhor t&ecirc;m para oferecer no quadro das suas compet&ecirc;ncias e atribui&ccedil;&otilde;es, pondo em pr&aacute;tica uma gest&atilde;o participativa, colaborativa e articulada, especificamente nos dom&iacute;nios da promo&ccedil;&atilde;o, sensibiliza&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o dos valores naturais territoriais presentes.<br />
<br />
No &acirc;mbito das Comiss&otilde;es de Cogest&atilde;o do PNDI e do PNM, a Palombar e a AEPGA ir&atilde;o contribuir para o cumprimento dos seus <strong>seis eixos e dom&iacute;nios estrat&eacute;gicos</strong>: 1) Valoriza&ccedil;&atilde;o e salvaguarda do patrim&oacute;nio natural; 2) Promo&ccedil;&atilde;o da identidade local: din&acirc;micas sociais; 3) Desenvolvimento rural e econ&oacute;mico sustent&aacute;veis; 4) Investiga&ccedil;&atilde;o, Desenvolvimento e Inova&ccedil;&atilde;o; 5) Sensibiliza&ccedil;&atilde;o, forma&ccedil;&atilde;o e capacita&ccedil;&atilde;o e 6) Comunica&ccedil;&atilde;o e promo&ccedil;&atilde;o do territ&oacute;rio. <br />
<br />
No que se refere ao Parque Natural do Douro Internacional, a Palombar est&aacute; representada pelo bi&oacute;logo Jos&eacute; Pereira e a AEPGA pelo m&eacute;dico veterin&aacute;rio Miguel N&oacute;voa. Relativamente ao Parque Natural de Montesinho, a Palombar est&aacute; representada pelo bi&oacute;logo Jo&atilde;o Santos e a AEPGA pela bi&oacute;loga Sara Pinto.]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c7278</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Tue, 03 May 2022 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Palombar integra Observatório Europeu de Fauna Silvestre</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/palombar-integra-observatorio-europeu-de-fauna-silvestre-2022-05-03/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural assinou recentemente um protocolo de colabora&ccedil;&atilde;o para integrar o Observat&oacute;rio Europeu de Fauna Silvestre (European Observatory of Wildlife - EOW, na sigla em ingl&ecirc;s), o qual promove a monitoriza&ccedil;&atilde;o populacional e sanit&aacute;ria da fauna silvestre na Europa.</strong> <br />
<br />
Este observat&oacute;rio foi criado no &acirc;mbito do projeto europeu ENETWILD, que integra um cons&oacute;rcio de institui&ccedil;&otilde;es l&iacute;deres nas &aacute;reas da ecologia e sanidade da fauna silvestre, e &eacute; coordenado pelo Instituto de Investiga&ccedil;&atilde;o em Recursos Cineg&eacute;ticos da Universidade de Castilla-La Mancha (IREC, UCLM-CSIC-JCCM), em Espanha, e financiado pela Autoridade Europeia para a Seguran&ccedil;a dos Alimentos (EFSA).<br />
<br />
O EOW atua com base no conceito &quot;One Health&quot;, que defende que a sa&uacute;de das pessoas, animais e ambiente &eacute; uma s&oacute; e depende de fatores comuns e interrelacionados, pelo que a exist&ecirc;ncia de estudos e projetos que incluam a avalia&ccedil;&atilde;o dessa &quot;sa&uacute;de comum&quot; &eacute; essencial para atingir melhores resultados em sa&uacute;de p&uacute;blica.<br />
<br />
O EOW est&aacute; estruturado numa rede de esta&ccedil;&otilde;es de observa&ccedil;&atilde;o para monitoriza&ccedil;&atilde;o da fauna silvestre &agrave; escala europeia. A Palombar ficou respons&aacute;vel pelo desenvolvimento de a&ccedil;&otilde;es numa esta&ccedil;&atilde;o de amostragem deste Observat&oacute;rio localizada no Nordeste Transmontano.<br />
<br />
Para mais informa&ccedil;&otilde;es, consulte o site do <a href="https://wildlifeobservatory.org/"><u>EOW</u></a>.<br />]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c7280</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 29 Apr 2022 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Palombar realiza sessões de sensibilização sobre proteção da águia-caçadeira no Planalto Mirandês</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/palombar-realiza-sessoes-de-sensibilizacao-sobre-protecao-da-aguia-cacadeira-no-planalto-mirandes-2022-04-29/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural vai realizar, no in&iacute;cio de maio, quatro sess&otilde;es de sensibiliza&ccedil;&atilde;o e esclarecimento sobre a prote&ccedil;&atilde;o da &aacute;guia-ca&ccedil;adeira dirigidas a agricultores do Planalto Mirand&ecirc;s, uma &aacute;rea fundamental para a conserva&ccedil;&atilde;o desta esp&eacute;cie no norte do pa&iacute;s.</strong><br />
<br />
As <strong>sess&otilde;es</strong>, que t&ecirc;m como <strong>p&uacute;blico-alvo os agricultores locais</strong>, decorrer&atilde;o em tr&ecirc;s freguesias de Miranda do Douro e numa de Mogadouro: em <strong>Ifanes</strong>, no dia <strong>2 de maio</strong> (Sal&atilde;o do Povo, &agrave;s 21h00); em <strong>Malhadas</strong>, no dia <strong>3 de maio</strong> (Centro de Forma&ccedil;&atilde;o, &agrave;s 21h00); em <strong>Duas Igrejas</strong>, no dia <strong>4 de maio</strong> (Sal&atilde;o do Povo, &agrave;s 21h00) e em <strong>Brunhosinho</strong>, no dia <strong>5 de maio</strong> (Caf&eacute; da Aldeia, &agrave;s 21h00).<br />
<br />
O <strong>objetivo principal</strong> destas sess&otilde;es &eacute; envolver os agricultores locais na prote&ccedil;&atilde;o e conserva&ccedil;&atilde;o desta esp&eacute;cie ben&eacute;fica para a produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola e que depende do habitat das searas para a sua sobreviv&ecirc;ncia, de forma a que estes sejam agentes ativos e colaborem com os t&eacute;cnicos de conserva&ccedil;&atilde;o da natureza para, juntos, assegurarem que as searas mantenham a sua biodiversidade. Ser&atilde;o tamb&eacute;m abordados temas relacionados com as linhas orientadoras da Pol&iacute;tica Agr&iacute;cola Comum (PAC) e a sua converg&ecirc;ncia com a promo&ccedil;&atilde;o de uma agricultura produtiva e ambientalmente sustent&aacute;vel.<br />
<br />
Estas a&ccedil;&otilde;es est&atilde;o enquadradas no <strong>projeto</strong> <strong>&quot;Searas com Biodiversidade - Salvemos a &aacute;guia-ca&ccedil;adeira&quot;</strong>, que ser&aacute; lan&ccedil;ado brevemente e conta com v&aacute;rios parceiros: a Palombar; a Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Produtores de Proteaginosas, Oleaginosas e Cereais (ANPOC); o BIOPOLIS/CIBIO, Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Biodiversidade e Recursos Gen&eacute;ticos da Universidade do Porto e o Clube de Produtores do Continente (CPC), sendo financiado por estas tr&ecirc;s &uacute;ltimas entidades.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/SEARAS 2022 - para digital - sessoes (sRGB)-site.jpg" width="750" height="1061" alt="" /><br />
<br />
A&ccedil;&otilde;es preliminares de prote&ccedil;&atilde;o da &aacute;guia-ca&ccedil;adeira que servem de base para o arranque deste novo projeto no Planalto Mirand&ecirc;s foram igualmente desenvolvidas no &acirc;mbito do projeto &quot;Reconecta-te &agrave; Natureza: as aves fazem mais do que cantar&quot; da Palombar, aprovado em 2020 e financiado pelo Fundo Ambiental.<br />
<br />
Atualmente, a <strong>&aacute;guia-ca&ccedil;adeira &eacute; considerada uma das esp&eacute;cies mais amea&ccedil;adas da fauna terrestre em Portugal</strong>. Trata-se de uma esp&eacute;cie de conserva&ccedil;&atilde;o priorit&aacute;ria no pa&iacute;s e o Planalto Mirand&ecirc;s &eacute; uma das poucas regi&otilde;es com condi&ccedil;&otilde;es favor&aacute;veis &agrave; sua presen&ccedil;a.<br />
<br />
A &aacute;guia-ca&ccedil;adeira (<em>Circus pygargus</em>), tamb&eacute;m denominada localmente por gavi&atilde;o ou gabilan, &eacute; uma rapina migradora que tem um estatuto de amea&ccedil;a &ldquo;Em perigo&rdquo; de extin&ccedil;&atilde;o, segundo o Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal e as suas popula&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m registado um decl&iacute;nio continuado e acentuado no territ&oacute;rio nacional nos &uacute;ltimos anos. Esse decl&iacute;nio resulta, muito provavelmente, de dois fatores decisivos que afetam a esp&eacute;cie: o corte precoce das culturas de feno (forragem) em plena &eacute;poca reprodutora e a perda de habitat associada &agrave; redu&ccedil;&atilde;o muito significativa das &aacute;reas cultivadas com cereais para produ&ccedil;&atilde;o de gr&atilde;o. Esta &eacute; uma das aves estep&aacute;rias com maior depend&ecirc;ncia das searas por constituir o seu habitat preferencial de nidifica&ccedil;&atilde;o e de alimenta&ccedil;&atilde;o.]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c7289</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 28 Apr 2022 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Gestão de cadáveres de gado: aprovação de leis não implica implementação prática no terreno</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/gestao-de-cadaveres-de-gado-aprovacao-de-leis-nao-implica-implementacao-pratica-no-terreno-2022-04-28/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>Um estudo publicado na sec&ccedil;&atilde;o <em>Policy Analysis</em> da revista <em>Biological Conservation</em> e realizado por investigadores da Universidade de Oviedo, em Espanha, e da Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural revela que h&aacute; v&aacute;rias lacunas existentes entre a aprova&ccedil;&atilde;o de leis de gest&atilde;o de cad&aacute;veres de gado em benef&iacute;cio da fauna silvestre e a sua implementa&ccedil;&atilde;o pr&aacute;tica no terreno. Isto significa que aprovar leis sobre esta mat&eacute;ria n&atilde;o &eacute; suficiente para garantir o sucesso da sua implementa&ccedil;&atilde;o, &eacute; fundamental assegurar que estas s&atilde;o efetivamente conhecidas pelas popula&ccedil;&otilde;es e implementadas na pr&aacute;tica.</strong><br />
<br />
No artigo intitulado<u><a href="https://doi.org/10.1016/j.biocon.2022.109558"><em>&quot;The continued deficiency in environmental law enforcement illustrated by EU sanitary regulations for scavenger conservation&quot;</em></a></u>, os cientistas usam como exemplo paradigm&aacute;tico a aprova&ccedil;&atilde;o de regulamentos sanit&aacute;rios europeus para a gest&atilde;o de cad&aacute;veres de gado, com vista a promover a conserva&ccedil;&atilde;o da fauna silvestre em Espanha e Portugal, para demonstrar como a exist&ecirc;ncia desses regulamentos n&atilde;o significa o seu cumprimento e implementa&ccedil;&atilde;o no terreno.<br />
<br />
O estudo sublinha que &quot;negligenciar as lacunas de implementa&ccedil;&atilde;o [das leis] pode dar origem a interpreta&ccedil;&otilde;es sobre a efic&aacute;cia dessas ferramentas legais que n&atilde;o correspondem &agrave; realidade, com consequ&ecirc;ncias tanto na &aacute;rea cient&iacute;fica, como ao n&iacute;vel da conserva&ccedil;&atilde;o da natureza&quot;.<br />
<br />
Os resultados deste estudo refletem, ali&aacute;s, o que sucede com v&aacute;rias normas e leis relacionadas com a prote&ccedil;&atilde;o do meio ambiente, a conserva&ccedil;&atilde;o da natureza e da biodiversidade &agrave; escala mundial. De facto, a falta de cumprimento, na pr&aacute;tica, dessas leis foi j&aacute; identificada como um dos grandes problemas e desafios de conserva&ccedil;&atilde;o na atualidade em todo o mundo. A solu&ccedil;&atilde;o para esta problem&aacute;tica passa, em parte, pela monitoriza&ccedil;&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o do que se passa no terreno, como se fez neste trabalho e tamb&eacute;m no &acirc;mbito do projeto <u><a href="http://www.sentinelas.pt">Sentinelas - Rede de Monitoriza&ccedil;&atilde;o de Amea&ccedil;as para a Fauna Silvestre</a></u>, por exemplo. <br />
<br />
Este artigo resulta de trabalhos desenvolvidos no &acirc;mbito dos projetos <u><a href="http://www.rupis.pt">LIFE Rupis</a></u> e Sentinelas&nbsp;da Palombar, implementado em parceria com a Universidade de Oviedo e financiado pelo Fundo Ambiental. Foi publicado online no dia 25 de abril de 2022 e est&aacute; dispon&iacute;vel em acesso livre durante 50 dias neste <u><a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0006320722001112?dgcid=coauthor">link</a></u>.&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c7292</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Wed, 27 Apr 2022 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Palombar participa na 2.ª edição do Plogging Challege Portugal - Caminhada pelo Ambiente</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/palombar-participa-na-2-edicao-do-plogging-challege-portugal-caminhada-pelo-ambiente-2022-04-27/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural participou nas a&ccedil;&otilde;es abrangidas pela 2.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o do Plogging Challege Portugal - Caminhada pelo Ambiente, organizada pelo grupo PLOGGING Santa Maria da Feira, com uma atividade que teve lugar no dia 25 de abril na aldeia de Uva, no concelho de Vimioso, distrito de Bragan&ccedil;a.</strong><br />
<br />
A Palombar organizou, nesse &acirc;mbito, uma caminhada que contou com a participa&ccedil;&atilde;o de 13 pessoas, entre volunt&aacute;rios e monitores do 60.&ordm; Campo de Trabalho Volunt&aacute;rio Internacional - Restauro de um Pombal Tradicional, que est&aacute; a decorrer nesta aldeia transmontana.<br />
<br />
O plogging &eacute; uma a&ccedil;&atilde;o que combina a atividade f&iacute;sica, normalmente a caminhada ou corrida, com a recolha de lixo durante o trajeto. Surgiu enquanto atividade organizada na Su&eacute;cia h&aacute; cerca de seis anos e espalhou-se para outros pa&iacute;ses em 2018, ap&oacute;s o crescente aumento da preocupa&ccedil;&atilde;o com a polui&ccedil;&atilde;o por pl&aacute;stico a n&iacute;vel mundial.  <br />
<br />
Esta foi uma caminhada interpretativa e, durante o percurso realizado, com cerca de quatro quil&oacute;metros, foram encontrados e recolhidos poucos res&iacute;duos, sobretudo fio pl&aacute;stico (bara&ccedil;o azul). Este &eacute; um &oacute;timo sinal que indica haver pouca polui&ccedil;&atilde;o por lixo na &aacute;rea envolvente do percurso, mas revela tamb&eacute;m a import&acirc;ncia de substituir o uso de fios de pl&aacute;stico por solu&ccedil;&otilde;es mais ecol&oacute;gicas e biodegrad&aacute;veis, como o fio de sisal.<br />
<br />
A este prop&oacute;sito, a Associa&ccedil;&atilde;o para o Estudo e Prote&ccedil;&atilde;o do Gado Asinino (AEPGA), em parceria com a Palombar, desenvolveu o projeto <u><a href="http://transicaoagriculturaecologica.aepga.pt/pt/">&quot;ENFARDAR NATURALMENTE - Transi&ccedil;&atilde;o para uma Agricultura Ecol&oacute;gica&quot;</a></u>, que promove uma agricultura sem pl&aacute;sticos e a substitui&ccedil;&atilde;o do fio pl&aacute;stico no enfardamento por fio de sisal, o qual &eacute; muito vers&aacute;til, resistente e male&aacute;vel, com a vantagem de se tratar de um um produto 100% natural e portanto biodegrad&aacute;vel, n&atilde;o prejudicando os ecossistemas e a biodiversidade quando abandonado e esquecido na natureza.&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c729a</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Wed, 20 Apr 2022 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Estratégia Nacional de Educação para o Desenvolvimento: Palombar participa em encontro que juntou ONG de Ambiente</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/estrategia-nacional-de-educacao-para-o-desenvolvimento-palombar-participa-em-encontro-que-juntou-ong-de-ambiente-2022-04-20/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural participou no &quot;Encontro Organiza&ccedil;&otilde;es N&atilde;o Governamentais de Ambiente (ONGA) - Estrat&eacute;gia Nacional de Educa&ccedil;&atilde;o para o Desenvolvimento&quot; (ENED) - Encontro ONGA-ENED 2022 - , que decorreu nos dias 8, 9 e 10 de abril, no Instituto Piaget, em Almada, organizado pela Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa de Educa&ccedil;&atilde;o Ambiental (ASPEA). O Encontro revelou a necessidade de haver uma maior sinergia e intera&ccedil;&atilde;o entre as ONGA para impulsionar a a&ccedil;&atilde;o em v&aacute;rias &aacute;reas, nomeadamente no campo da Educa&ccedil;&atilde;o para o Desenvolvimento (ED).</strong> <br />
<br />
A Palombar fez-se representar neste Encontro, inserido nas XXVIII Jornadas Pedag&oacute;gicas de Educa&ccedil;&atilde;o Ambiental, por Pedro Alves, bi&oacute;logo da organiza&ccedil;&atilde;o. Os principais objetivos do evento foram divulgar o conceito de Educa&ccedil;&atilde;o para o Desenvolvimento e a ENED; promover a partilha de experi&ecirc;ncias e projetos entre as ONGA e de dificuldades sentidas, com o intuito de assumir um compromisso que impulsione a ENED e fortale&ccedil;a a rede de ONGA em Portugal; divulgar recursos e manuais sobre Educa&ccedil;&atilde;o para o Desenvolvimento e formar uma rede informal de ONGA em ED, bem como avaliar interesses, no sentido de criar um compromisso para o desenvolvimento de um plano de a&ccedil;&atilde;o nesse &acirc;mbito.<br />
<br />
Durante este Encontro, as ONGA presentes chegaram &agrave; conclus&atilde;o de que &eacute; necess&aacute;rio capacitar as ONGA para a Educa&ccedil;&atilde;o para o Desenvolvimento, assim como para a capta&ccedil;&atilde;o de financiamento. Adicionalmente, verificou-se ser importante criar uma plataforma que facilite a intera&ccedil;&atilde;o entre as ONGA para a realiza&ccedil;&atilde;o de parcerias.<br />
<br />
O Encontro mostrou que as vias est&atilde;o abertas e que h&aacute; interesse em que exista uma maior sinergia entre as ONGA. Todas as organiza&ccedil;&otilde;es presentes, sejam de &acirc;mbito local, regional, nacional ou internacional, revelaram capacidade e empenho em desenvolver projetos de Educa&ccedil;&atilde;o para o Desenvolvimento ou de, pelo menos, incorporar a ED nas suas a&ccedil;&otilde;es de Educa&ccedil;&atilde;o Ambiental.&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c72a0</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 18 Apr 2022 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Palombar participa na formação "Erasmus + Heritage Leaders Training" realizada em França</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/palombar-participa-na-formacao-erasmus-heritage-leaders-training-realizada-em-franca-2022-04-18/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural participou, a convite da associa&ccedil;&atilde;o francesa REMPART, parceira da organiza&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea da conserva&ccedil;&atilde;o do patrim&oacute;nio e voluntariado, na forma&ccedil;&atilde;o &quot;Erasmus + Heritage Leaders Training&quot;, que decorreu entre os dias 4 e 10 de abril, em Villandraut, Fran&ccedil;a.</strong><br />
<br />
Esta forma&ccedil;&atilde;o foi organizada pela REMPART, em parceria com a associa&ccedil;&atilde;o ADICHATS, e contou com a participa&ccedil;&atilde;o da Palombar, que se fez representar por Sara Freire, t&eacute;cnica de Ecoturismo e Educa&ccedil;&atilde;o Ambiental.<br />
<br />
O curso contou com a participa&ccedil;&atilde;o de 16 pessoas de 12 associa&ccedil;&otilde;es europeias, que partilharam experi&ecirc;ncias e conhecimentos sobre a organiza&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es de voluntariado para a preserva&ccedil;&atilde;o do patrim&oacute;nio, numa perspetiva intercultural.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/WhatsApp Image 2022-04-11 at 11_55_03 (4).jpeg" width="600" height="800" alt="" /><br />
<br />
A forma&ccedil;&atilde;o teve como objetivos principais melhorar a qualidade da implementa&ccedil;&atilde;o de projetos de restauro do patrim&oacute;nio e de a&ccedil;&otilde;es de voluntariado, partilhar boas pr&aacute;ticas, desenvolver compet&ecirc;ncias necess&aacute;rias para planear e implementar a&ccedil;&otilde;es direcionadas &agrave; promo&ccedil;&atilde;o do patrim&oacute;nio, valorizando a dimens&atilde;o comunit&aacute;ria.<br />
<br />
Durante o curso, foram dinamizados debates, workshops, exerc&iacute;cios de simula&ccedil;&otilde;es pr&aacute;ticas, sa&iacute;das de campo, estudos de caso e ainda partilhadas experi&ecirc;ncias individuais sobre diversas tem&aacute;ticas como seguran&ccedil;a, projetos educativos e comunica&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
&quot;Esta foi uma experi&ecirc;ncia enriquecedora e uma oportunidade de otimizar a nossa vis&atilde;o e interven&ccedil;&atilde;o sobre o patrim&oacute;nio e a&ccedil;&otilde;es de voluntariado, assim como promover o di&aacute;logo e interc&acirc;mbio de experi&ecirc;ncias entre associa&ccedil;&otilde;es parceiras&quot;, afirmou Sara Freire.&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c72a8</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 14 Apr 2022 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Documentário "O Ensaio dos Abutres": alunos e docentes do Agrupamento de Escolas de Mogadouro descobrem mais sobre estas espécies</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/documentario-o-ensaio-dos-abutres-alunos-e-docentes-do-agrupamento-de-escolas-de-mogadouro-descobrem-mais-sobre-estas-especies-2022-04-14/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>Alunos/as de duas turmas do 8.&ordm; ano de escolaridade e docentes do Agrupamento de Escolas de Mogadouro (AEM) assistiram ao document&aacute;rio &quot;O Ensaio dos Abutres&quot;, produzido pela organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental de ambiente Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, em conjunto com a companhia Perip&eacute;cia Teatro, e financiado pela Dire&ccedil;&atilde;o Regional de Cultura do Norte.</strong><br />
<br />
Este &eacute; um document&aacute;rio de sensibiliza&ccedil;&atilde;o ambiental sobre os abutres baseado no espet&aacute;culo de teatro hom&oacute;nimo e direcionado para as escolas. &quot;O v&iacute;deo est&aacute; muito bem estruturado e transmite de uma forma sucinta a informa&ccedil;&atilde;o mais relevante sobre estas esp&eacute;cies&quot;, destacou uma docente do AEM que desenvolveu a atividade em sala de aula com os/as alunos/as.<br />
<br />
O document&aacute;rio despertou a curiosidade dos/as alunos/as, que descobriram as esp&eacute;cies de abutres que ocorrem em Portugal, a sua import&acirc;ncia, as amea&ccedil;as que enfrentam e como as podemos conservar e proteger. O v&iacute;deo foi visualizado durante as aulas da disciplina de Ci&ecirc;ncias Naturais.<br />
<br />
Esta atividade em contexto escolar foi desenvolvida tendo como ferramenta o Kit Pedag&oacute;gico Digital - &quot;O Ensaio dos Abutres&quot; oferecido pela Palombar &agrave;s escolas e que integra o Programa Educativo dos projetos Sentinelas - Rede de Monitoriza&ccedil;&atilde;o de Amea&ccedil;as para a Fauna Silvestre e ConnectNatura da organiza&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
Saiba mais sobre o document&aacute;rio <strong><a href="https://www.palombar.pt/pt/projetos/o-ensaio-dos-abutres-documentario-para-escolas-2022/">aqui</a></strong>.&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c72af</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 07 Apr 2022 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Não à desregulamentação dos alimentos com novos OGM</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/nao-a-desregulamentacao-dos-alimentos-com-novos-ogm-2022-04-07/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>No dia 5 de abril, 36 organiza&ccedil;&otilde;es da sociedade civil - entre as quais a Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural -, provenientes de 17 pa&iacute;ses da Uni&atilde;o Europeia (UE), entre eles Portugal, lan&ccedil;aram uma peti&ccedil;&atilde;o para travar a desregulamenta&ccedil;&atilde;o em curso dos organismos geneticamente modificados (OGM) de segunda gera&ccedil;&atilde;o. Apesar da decis&atilde;o do Tribunal de Justi&ccedil;a da UE ter confirmado que estes novos produtos de bioengenharia se enquadram na legisla&ccedil;&atilde;o para OGM, o desejo da ind&uacute;stria agroqu&iacute;mica de explorar estas novas e promissoras avenidas de lucro est&aacute; a sobrepor-se aos direitos dos consumidores e agricultores &agrave; liberdade de escolha, &agrave; sa&uacute;de p&uacute;blica e do ambiente.</strong><br />
<br />
Como chegamos at&eacute; aqui? A biotecnologia &eacute; uma &aacute;rea de neg&oacute;cio em que os conhecimentos da Biologia, que estuda e descreve os seres vivos, s&atilde;o aplicados na cria&ccedil;&atilde;o de produtos e servi&ccedil;os comerciais. &Eacute; certo que os investimentos precisam do retorno da sua comercializa&ccedil;&atilde;o, mas faz sentido que a busca de lucro crie mais problemas do que aqueles que um dado produto se prop&otilde;e resolver? &Eacute; sensato continuar a comercializar produtos sint&eacute;ticos, mesmo aparentemente in&oacute;cuos, sem um forte controle &eacute;tico, ambiental e jur&iacute;dico?<br />
<br />
O primeiro organismo vivo sint&eacute;tico, com o ADN alterado em laborat&oacute;rio e por isso designado de organismo geneticamente modificado, foi patenteado em 1980, nos Estados Unidos. Com esta tecnologia iniciou-se uma nova era civilizacional em que, em nome do progresso, a vida est&aacute; reduzida a mera mercadoria. Esta mudan&ccedil;a radical est&aacute; a consumar-se todos os dias, paulatinamente, diante dos nossos olhos sem nos apercebermos.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Screenshot_1(1).jpg" width="848" height="571" alt="" /><br />
<p class="legenda">Imagem/Plataforma Transg&eacute;nicos Fora.</p>
<br />
Passados 24 anos da chegada dos OGM &agrave; Europa, a produ&ccedil;&atilde;o e comercializa&ccedil;&atilde;o de produtos e alimentos OGM faz-se em larga escala, a n&iacute;vel planet&aacute;rio, pese embora, devido &agrave; resist&ecirc;ncia dos consumidores, a diversidade de plantas OGM seja ainda muito limitada - trata-se sobretudo de soja, milho, colza e algod&atilde;o. Tamb&eacute;m se tem multiplicado os problemas associados (e.g., variedades tradicionais est&atilde;o a desaparecer, a resist&ecirc;ncia das pragas est&aacute; a aumentar, o uso de pesticidas e herbicidas em vez de diminuir como prometido, tem aumentado).<br />
<br />
N&atilde;o obstante a resist&ecirc;ncia dos mercados, a biotecnologia continua a ser uma promissora &aacute;rea de neg&oacute;cio em que se ganha dinheiro com uma combina&ccedil;&atilde;o de direitos de propriedade intelectual (patentes) que auferem um monop&oacute;lio, e a venda em pacote de sementes OGM com os agroqu&iacute;micos que lhes s&atilde;o associados, atrav&eacute;s de contratos vinculativos que retiram qualquer poder de decis&atilde;o ao agricultor. As patentes sobre plantas e animais, tornadas poss&iacute;veis com o advento dos OGM, t&ecirc;m se multiplicado na &uacute;ltima d&eacute;cada e incidem cada vez mais sobre variedades naturais, patrim&oacute;nio de todos, apesar da legisla&ccedil;&atilde;o europeia n&atilde;o o permitir (<u><a href="https://www.no-patents-on-seeds.org/en/node/285">No Patents On Seeds</a></u>). Como &eacute; poss&iacute;vel que esta inaudita mercantiliza&ccedil;&atilde;o da vida e a fal&ecirc;ncia &eacute;tica que acarreta n&atilde;o tenham ainda merecido um amplo e aprofundado debate p&uacute;blico?<br />
<br />
Este contexto explica a forte desconfian&ccedil;a e a grande contesta&ccedil;&atilde;o dos cidad&atilde;os face aos OGM que, na UE , est&atilde;o regulamentados e obrigatoriamente rotulados. No entanto, apesar de n&atilde;o terem solucionado nenhum dos problemas que justificaram a sua cria&ccedil;&atilde;o, existe agora uma 2.&ordf; gera&ccedil;&atilde;o de organismos sint&eacute;ticos, os Novos OGM, frutos de uma tecnologia muito mais poderosa e potencialmente muito mais perigosa, a chamada edi&ccedil;&atilde;o gen&eacute;tica (como CRISPR/Cas). As mega-empresas de agroqu&iacute;micos e sementes OGM s&atilde;o da opini&atilde;o que estes novos organismos sint&eacute;ticos nem devem ser considerados OGM uma vez que a edi&ccedil;&atilde;o gen&eacute;tica j&aacute; n&atilde;o usa adi&ccedil;&atilde;o de genes de outras esp&eacute;cies ao genoma em que interv&eacute;m.<br />
<br />
Sob forte press&atilde;o do setor, a Comiss&atilde;o Europeia est&aacute; agora a considerar a aboli&ccedil;&atilde;o das regras de rotulagem e o enfraquecimento do controlo de seguran&ccedil;a para os Novos OGM em claro desrespeito pelo parecer do Tribunal de Justi&ccedil;a da Uni&atilde;o Europeia, de Julho de 2018<sup>1</sup>.<br />
<br />
O que deve ser feito? Os governos devem apoiar solu&ccedil;&otilde;es testadas para uma agricultura sustent&aacute;vel e resiliente &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas, tais como as pr&aacute;ticas agroecol&oacute;gicas e a agricultura biol&oacute;gica promovidas pelas estrat&eacute;gias &ldquo;Do Prado ao Prato&rdquo; e &ldquo;Biodiversidade&rdquo; (<u><a href="https://www.stopogm.net/a-agricultura-portuguesa-e-europeia-e-os-novos-desafios-pela-estrategia-do-prado-ao-prato/">vide o parecer da PTF sobre esta mat&eacute;ria</a></u>).<br />
<br />
Exortamos por isso o nosso governo bem como os decisores europeus a recusar todas as tentativas que excluam os Novos OGM da atual legisla&ccedil;&atilde;o europeia sobre os OGM e a serem firmes na obrigatoriedade das verifica&ccedil;&atilde;o da seguran&ccedil;a, transpar&ecirc;ncia e rotulagem relativamente a Velhos e Novos OGM. S&oacute; assim ser&aacute; garantida a seguran&ccedil;a dos nossos alimentos, a prote&ccedil;&atilde;o da natureza, do meio ambiente e da liberdade de escolha.<br />
<br />
<strong>Assina a peti&ccedil;&atilde;o!<br />
</strong>Mais de 10 mil cidad&atilde;os portugueses reiteraram j&aacute; por escrito a sua oposi&ccedil;&atilde;o aos transg&eacute;nicos.<br />
A peti&ccedil;&atilde;o est&aacute; dispon&iacute;vel <u><a href="https://www.stopogm.net/nao-a-desregulamentacao-dos-alimentos-com-os-novos-ogm/">aqui</a></u> em portugu&ecirc;s, juntamente com um <u><a href="https://www.stopogm.net/perguntas-e-respostas-sobre-a-peticao-nao-a-desregulamentacao-dos-alimentos-com-os-novos-ogm/">guia r&aacute;pido</a></u> de perguntas e respostas para compreender o que s&atilde;o os Novos OGM e o que est&aacute; em causa.&nbsp;<br />
<br />
<strong>N&atilde;o &agrave; desregulamenta&ccedil;&atilde;o dos alimentos com novos OGM!<br />
Queremos decidir o que comemos e o que semeamos!</strong><strong><br />
<br />
</strong><strong>O que &eacute; a Plataforma Transg&eacute;nicos Fora?</strong><br />
A <u><a href="https://www.stopogm.net/">Plataforma Transg&eacute;nicos Fora</a></u> &eacute; uma estrutura composta por volunt&aacute;rios que oferecem o seu tempo para uma luta que &eacute; de todos. S&atilde;o estas as entidades n&atilde;o governamentais da &aacute;rea do ambiente e agricultura que apoiam o trabalho da Plataforma: AEPGA - Associa&ccedil;&atilde;o para o Estudo e Prote&ccedil;&atilde;o do Gado Asinino; CAMPO ABERTO - Associa&ccedil;&atilde;o de Defesa do Ambiente; CNA - Confedera&ccedil;&atilde;o Nacional da Agricultura; CPADA - Confedera&ccedil;&atilde;o Portuguesa das Associa&ccedil;&otilde;es de Defesa do Ambiente; GAIA - Grupo de A&ccedil;&atilde;o e Interven&ccedil;&atilde;o Ambiental; GEOTA - Grupo de Estudos de Ordenamento do Territ&oacute;rio e Ambiente; LPN - Liga para a Prote&ccedil;&atilde;o da Natureza; MPI - Movimento Pr&oacute;-Informa&ccedil;&atilde;o para a Cidadania e Ambiente; PALOMBAR - Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural; QUERCUS - Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e ZERO - Associa&ccedil;&atilde;o Sistema Terrestre Sustent&aacute;vel. <br type="_moz" />
<strong><br />
</strong><span style="font-size: 10px;">1 Este&nbsp;</span><u style="font-size: 10px;"><a href="http://../Documents/STOP%20GMO%20campaign/NEW%20GMOs%20CAMPAIGN/2022%20PETITION%20/(https://eur-lex.europa.eu/legal-content/PT/TXT/PDF/%3Furi=CELEX:32019D1904&amp;from=EN">parecer</a></u><span style="font-size: 10px;">&nbsp;determina que os Novos OGM s&atilde;o organismos geneticamente modificados e, portanto, est&atilde;o abrangidos pela legisla&ccedil;&atilde;o em vigor. Esta regulamenta&ccedil;&atilde;o baseia-se no Princ&iacute;pio da Precau&ccedil;&atilde;o, o garante da prote&ccedil;&atilde;o dos recursos naturais e da transpar&ecirc;ncia em toda a cadeia de abastecimento, quer para os cidad&atilde;os, quer para os profissionais do setor.</span>]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Tue, 05 Apr 2022 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Livro "Britango: uma sombra nas arribas" apresentado a 12 de abril em Figueira de Castelo Rodrigo</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/livro-britango-uma-sombra-nas-arribas-apresentado-a-12-de-abril-em-figueira-de-castelo-rodrigo-2022-04-05/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>&ldquo;Britango: uma sombra nas arribas&rdquo;. Este livro, editado pela Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, &eacute; sobre o mais carism&aacute;tico dos abutres europeus e s&iacute;mbolo do Parque Natural do Douro Internacional (PNDI) e ser&aacute; apresentado numa sess&atilde;o de lan&ccedil;amento que ter&aacute; lugar na Casa da Cultura de Figueira de Castelo Rodrigo, no dia 12 de abril, &agrave;s 17h30.</strong><br />
<br />
Com fotografias e texto de Hugo Marques, fot&oacute;grafo de natureza, ilustra&ccedil;&otilde;es de Marina Mota, designer e ilustradora, e pref&aacute;cio de Ant&oacute;nio Monteiro, do Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas (ICNF), a obra aborda o p&eacute;riplo do britango (<em>Neophron percnopterus</em>) entre dois continentes, &Aacute;frica e Europa, e a sua saga e perip&eacute;cias na luta pela sobreviv&ecirc;ncia, destacando a import&acirc;ncia do PNDI para a conserva&ccedil;&atilde;o desta esp&eacute;cie.<br />
<br />
Numa fus&atilde;o entre &aacute;lbum de fotografias, di&aacute;rio, caderno de campo e cr&oacute;nica ilustrada, este livro transporta-nos para o mundo do britango e leva-nos a ser tamb&eacute;m uma personagem da sua hist&oacute;ria, com vista privilegiada.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/livro britango_capa.jpg" width="1000" height="1390" alt="" /><br />
<p class="legenda">Capa do livro.</p>
<br />
O livro enfatiza igualmente a import&acirc;ncia do projeto &ldquo;LIFE Rupis - Conserva&ccedil;&atilde;o do Britango e da &Aacute;guia-perdigueira no Vale do Rio Douro&rdquo;, implementado entre 2015 e 2020 por v&aacute;rios parceiros, entre os quais a Palombar, para a prote&ccedil;&atilde;o do britango, tamb&eacute;m denominado por abutre-do-Egito.<br />
<br />
O lan&ccedil;amento do livro decorre no &acirc;mbito da Sess&atilde;o P&uacute;blica de Apresenta&ccedil;&atilde;o do Modelo de Cogest&atilde;o do Parque Natural do Douro Internacional. A Associa&ccedil;&atilde;o para o Estudo e Prote&ccedil;&atilde;o do Gado Asinino, em parceria com a Palombar, integram a atual Comiss&atilde;o de Cogest&atilde;o do PNDI, em representa&ccedil;&atilde;o das organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o governamentais de ambienteONGA nacionais.<br />
<br />
O livro foi editado em parceria com a Associartecine e o ICNF e teve o apoio do Instituto Portugu&ecirc;s do Desporto e da Juventude.]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 31 Mar 2022 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Alunos do Agrupamento de Escolas de Mogadouro observam aves na Serra da Figueira</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/alunos-do-agrupamento-de-escolas-de-mogadouro-observam-aves-na-serra-da-figueira-2022-03-31/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>Um grupo de 28 alunos do 8.&ordm; ano e um professor do Agrupamento de Escolas de Mogadouro participaram, nos dias 28 e 30 de mar&ccedil;o, em atividades de observa&ccedil;&atilde;o de aves realizadas no &acirc;mbito do Programa Educativo dos projetos <a href="http://www.sentinelas.pt"><u>Sentinelas</u></a> - Rede de Monitoriza&ccedil;&atilde;o de Amea&ccedil;as para a Fauna Silvestre e <a href="http://www.connectnatura.pt"><u>ConnectNatura</u></a> da Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, que tiveram lugar na Serra da Figueira.</strong><br />
<br />
Durante as atividades, o grupo realizou uma caminhada at&eacute; ao ponto do local de observa&ccedil;&atilde;o de aves e, acompanhado pelos t&eacute;cnicos da Palombar Sara Freire e Lu&iacute;s Ribeiro, tiveram a oportunidade de observar diferentes esp&eacute;cies de avifauna, explorar e conhecer algumas esp&eacute;cies de flora local e tamb&eacute;m aprofundar e consolidar conte&uacute;dos educativos abordados em sala de aula.<br />
<br />
Grifo (<em>Gyps fulvus</em>), britango (<em>Neophron percnopterus</em>), &aacute;guia-cobreira (<em>Circaetus gallicus</em>), andorinha-d&aacute;urica (<em>Cecropis daurica</em>) e andorinha-das-rochas (<em>Ptyonoprogne rupestris</em>) foram algumas das esp&eacute;cies observadas na Serra da Figueira, em Mogadouro. Os t&eacute;cnicos da Palombar falaram sobre a biodiversidade da regi&atilde;o e refor&ccedil;aram a import&acirc;ncia das esp&eacute;cies com h&aacute;bitos alimentares necr&oacute;fagos para o equil&iacute;brio dos ecossistemas.<br />
<br />
<strong>Programa Educativo tem tr&ecirc;s componentes</strong><br />
<br />
O Programa Educativo destes projetos apresenta tr&ecirc;s componentes complementares e interligadas: uma primeira dedicada &agrave; dinamiza&ccedil;&atilde;o de sess&otilde;es de sensibiliza&ccedil;&atilde;o e educa&ccedil;&atilde;o ambiental com recurso a metodologias ativas e participativas em contexto escolar; uma segunda que consiste na apresenta&ccedil;&atilde;o do espet&aacute;culo de teatro &quot;O Ensaio dos Abutres&quot;, uma cria&ccedil;&atilde;o original da Perip&eacute;cia Teatro e que resulta de uma coprodu&ccedil;&atilde;o com a Palombar no &acirc;mbito do projeto Sentinelas, na sua componente de sensibiliza&ccedil;&atilde;o ambiental (saiba mais sobre o espet&aacute;culo em <a href="http://www.peripeciateatro.com/oeda/"><u>www.peripeciateatro.com/oeda</u></a>) e uma terceira, facultativa, que inclui uma sa&iacute;da de campo para a observa&ccedil;&atilde;o e identifica&ccedil;&atilde;o de aves e/ou mam&iacute;feros acompanhada por t&eacute;cnicos da Palombar.<br />
<br />
O Programa Educativo destes projetos est&aacute; enquadrado com os planos pedag&oacute;gico e curricular dos anos letivos-alvo: 4.&ordm; ano do 1.&ordm; Ciclo do Ensino B&aacute;sico e 8.&ordm; ano do 3.&ordm; Ciclo do Ensino B&aacute;sico. As escolas abrangidas est&atilde;o localizadas em concelhos da regi&atilde;o do Nordeste Transmontano e em concelhos da &aacute;rea do Parque Nacional da Peneda-Ger&ecirc;s.]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Tue, 29 Mar 2022 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>ENETWILD: densidade estimada de javali na Zona de Caça Associativa de Santulhão é de três indivíduos por km2</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/enetwild-densidade-estimada-de-javali-na-zona-de-caca-associativa-de-santulhao-e-de-tres-individuos-por-km2-2022-03-29/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A densidade m&eacute;dia de javali (<em>Sus scrofa</em>) estimada na Zona de Ca&ccedil;a Associativa (ZCA) de Santulh&atilde;o &eacute; de tr&ecirc;s indiv&iacute;duos por km&sup2;, indicam dados do relat&oacute;rio cient&iacute;fico &quot;Wild boar density data generated by camera trapping in nineteen European areas&quot;, elaborado e publicado no &acirc;mbito do projeto ENETWILD, coordenado pelo Instituto de Investiga&ccedil;&atilde;o em Recursos Cineg&eacute;ticos da Universidade de Castilla-La Mancha (IREC, UCLM-CSIC-JCCM), em Espanha, e com o qual a Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural colabora.</strong> <br />
<br />
A ZCA de Santulh&atilde;o, localizada no concelho de Vimioso, distrito de Bragan&ccedil;a, constitui uma das &aacute;reas de estudo deste projeto, bem como do Observat&oacute;rio Europeu de Fauna Silvestre, criado no &acirc;mbito do ENETWILD. Integra, desta forma, a rede de esta&ccedil;&otilde;es de amostragem do observat&oacute;rio a n&iacute;vel europeu. Nesta ZCA, a Palombar desenvolve a&ccedil;&otilde;es de monitoriza&ccedil;&atilde;o das popula&ccedil;&otilde;es de fauna silvestre, com foco principal no javali.<br />
<br />
O relat&oacute;rio apresenta os resultados das a&ccedil;&otilde;es de monitoriza&ccedil;&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o da densidade de javali com recurso a armadilhagem fotogr&aacute;fica em 19 &aacute;reas na Europa, principalmente na Europa do Leste. As densidades obtidas para essas 19 &aacute;reas com base nos Modelos de Encontro Aleat&oacute;rio (REM - Random Encounter Model, em ingl&ecirc;s) variaram de 0,35 a 15,25 indiv&iacute;duos/km&sup2;.<br />
<br />
&ldquo;A obten&ccedil;&atilde;o de estimativas fi&aacute;veis da abund&acirc;ncia de javali &eacute; a base para a sua gest&atilde;o correta e eficaz, permitindo uma melhor compatibiliza&ccedil;&atilde;o entre a atividade cineg&eacute;tica e a conserva&ccedil;&atilde;o da natureza. Lembremo-nos que, por um lado, esta esp&eacute;cie &eacute; alvo de explora&ccedil;&atilde;o cineg&eacute;tica e, por outro lado, &eacute; uma presa silvestre muito importante do amea&ccedil;ado lobo-ib&eacute;rico. Portanto, a gest&atilde;o das popula&ccedil;&otilde;es de javali, e tamb&eacute;m de outros ungulados silvestres, dever&aacute; ter sempre em conta estas duas facetas. Este relat&oacute;rio ilustra ainda a import&acirc;ncia da colabora&ccedil;&atilde;o entre diversas entidades a n&iacute;vel europeu e demonstra o enorme potencial do uso de protocolos estandardizados e m&eacute;todos validados cientificamente para estimar a abund&acirc;ncia de esp&eacute;cies de fauna silvestre em &aacute;reas geogr&aacute;ficas amplas. Para al&eacute;m disto, a replica&ccedil;&atilde;o desses protocolos ao longo do tempo &eacute; fundamental para acompanhar as flutua&ccedil;&otilde;es nessas popula&ccedil;&otilde;es&rdquo;, sublinha Jo&atilde;o Santos, bi&oacute;logo e investigador da Palombar.<br />
<br />
&quot;Os resultados apresentados neste relat&oacute;rio demonstram que &eacute; poss&iacute;vel implementar uma abordagem estandardizada para obter uma estimativa robusta da densidade da fauna silvestre (nomeadamente de mam&iacute;feros terrestres) &agrave; escala europeia, atrav&eacute;s da partilha dos mesmos protocolos, colabora&ccedil;&atilde;o na defini&ccedil;&atilde;o dos desenhos de estudo, processamento e an&aacute;lise de dados&quot;, destaca o documento. <br />
<br />
O projeto ENETWILD, financiado pela Autoridade Europeia para a Seguran&ccedil;a dos Alimentos (EFSA), visa melhorar as ferramentas e capacidades, a n&iacute;vel europeu, de monitoriza&ccedil;&atilde;o das popula&ccedil;&otilde;es de esp&eacute;cies de fauna silvestre, no que se refere &agrave; sua distribui&ccedil;&atilde;o e abund&acirc;ncia, desenvolvendo protocolos estandardizados para a recolha e valida&ccedil;&atilde;o de dados, bem como criar e promover uma grande base de dados europeia comum a este n&iacute;vel. Atualmente e durante os pr&oacute;ximos anos, o foco do ENETWILD ser&aacute; as popula&ccedil;&otilde;es de javali.<br />
<br />
No &acirc;mbito deste projeto, ser&atilde;o recolhidos dados sobre esp&eacute;cies de fauna silvestre compar&aacute;veis a n&iacute;vel europeu, com o objetivo principal de avaliar, de forma mais eficaz e c&eacute;lere, os riscos de ocorr&ecirc;ncia de doen&ccedil;as partilhadas entre animais silvestres - que podem ser reservat&oacute;rios de agentes patog&eacute;nicos -, o gado dom&eacute;stico e os seres humanos, ou seja, os riscos de zoonoses, doen&ccedil;as e infe&ccedil;&otilde;es transmitidas ao homem atrav&eacute;s dos animais. Os dados obtidos durante este projeto tamb&eacute;m ser&atilde;o essenciais para a conserva&ccedil;&atilde;o e gest&atilde;o da fauna silvestre.<br />
<br />
O relat&oacute;rio est&aacute; dispon&iacute;vel <a href="https://www.palombar.pt/ficheiros/projectos/report_wild_boar_density_data_generated_by_camera_trapping_in_nineteen_european_areas_62399c6106c8d.pdf"><strong>aqui</strong></a>.]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c72d6</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 28 Mar 2022 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Grifo marcado com emissor GPS no Parque Nacional integra rede de monitorização de ameaças para a fauna silvestre do projeto Sentinelas</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/grifo-marcado-com-emissor-gps-no-parque-nacional-integra-rede-de-monitorizacao-de-ameacas-para-a-fauna-silvestre-do-projeto-sentinelas-2022-03-28/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>O grifo (<em>Gyps fulvus</em>) devolvido &agrave; natureza no dia 24 de mar&ccedil;o numa atividade organizada em conjunto pela Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural e pelo Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas (ICNF) que decorreu junto a Castro Laboreiro, no concelho de Melga&ccedil;o, em pleno Parque Nacional da Peneda-Ger&ecirc;s, foi anilhado e equipado com um emissor GPS-GSM e passou a integrar o projeto <u><a href="http://www.sentinelas.pt">Sentinelas</a></u> - Rede de Monitoriza&ccedil;&atilde;o de Amea&ccedil;as para a Fauna Silvestre da Palombar, financiado pelo Fundo Ambiental e desenvolvido em parceria com a Universidade de Oviedo, em Espanha.</strong><br />
<br />
Este &eacute; o primeiro grifo a ser marcado com dispositivo GPS no Parque Nacional e agora faz parte do projeto Sentinelas, que tem como principais objetivos monitorizar, atrav&eacute;s da marca&ccedil;&atilde;o com dispositivos GPS, esp&eacute;cies sentinelas de aves e mam&iacute;feros que s&atilde;o mais afetadas por diversas formas de persegui&ccedil;&atilde;o ilegal, bem como por outro tipo de amea&ccedil;as de origem antr&oacute;pica, avaliar a vulnerabilidade das esp&eacute;cies de fauna silvestre ao uso ilegal de venenos, e analisar as perce&ccedil;&otilde;es sociais e os n&iacute;veis de toler&acirc;ncia de diferentes grupos de interesse relativamente &agrave;s esp&eacute;cies de fauna silvestre.<br />
<br />
O grifo, batizado de &ldquo;Fronteira&rdquo;, tinha sido encontrado debilitado por um criador de gado, que contactou o ICNF, tendo sido conduzido para o Centro de Recupera&ccedil;&atilde;o de Fauna Selvagem do Ger&ecirc;s, onde foi feita a sua reabilita&ccedil;&atilde;o em cerca de quatro meses.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Grifo 3_foto Ant&oacute;nio Candeias.jpg" width="900" height="600" alt="" /><br />
<p class="legenda">Grifo Fronteiras. Fotografia Ant&oacute;nio Candeias.</p>
<br />
O Fronteira foi anilhado com anilha met&aacute;lica e outra de PVC vermelha com o c&oacute;digo HC, a branco, e equipado com emissor GPS por Lu&iacute;s Pascoal Silva do Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Biodiversidade e Recursos Gen&eacute;ticos da Universidade do Porto. Por se tratar de um indiv&iacute;duo juvenil, com comportamento dispersivo, este grifo ir&aacute; agora explorar o territ&oacute;rio e ser&aacute; monitorizado de forma continuada pela equipa da Palombar. A monitoriza&ccedil;&atilde;o ser&aacute; tamb&eacute;m essencial para avaliar o sucesso da recupera&ccedil;&atilde;o e acompanhar a adapta&ccedil;&atilde;o da ave ao meio natural. Atualmente, n&atilde;o h&aacute; registos oficiais da exist&ecirc;ncia de grifos a nidificar no Parque Nacional ou da presen&ccedil;a de col&oacute;nias reprodutoras da esp&eacute;cie. <br />
<br />
Este evento pretendeu tamb&eacute;m sensibilizar a comunidade escolar para a import&acirc;ncia de conservar e proteger as aves necr&oacute;fagas, tendo contado com a participa&ccedil;&atilde;o de 15 alunos do 6.&ordm; ano da Escola B&aacute;sica e Secund&aacute;ria de Melga&ccedil;o - Agrupamento de Escolas de Melga&ccedil;o e dois docentes.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Grifo_foto Ant&oacute;nio Candeias(1).jpg" width="900" height="559" alt="" /> <br />
<p class="legenda">Grifo Fronteiras. Fotografia Ant&oacute;nio Candeias.</p>
<br />
Na atividade de devolu&ccedil;&atilde;o do grifo &agrave; natureza estiveram presentes representantes de v&aacute;rias entidades, nomeadamente, por parte do ICNF, a equipa do Centro de Recupera&ccedil;&atilde;o de Fauna Selvagem do Ger&ecirc;s, dirigentes, elementos do Corpo Nacional de Agentes Florestais, e Vigilantes da Natureza. <br />
<br />
Participaram tamb&eacute;m na atividade o Munic&iacute;pio de Melga&ccedil;o, nomeadamente a Vereadora da Educa&ccedil;&atilde;o e Servi&ccedil;os Urbanos e Ambiente, Maria de F&aacute;tima Sousa T&aacute;boas, e t&eacute;cnicos do Gabinete T&eacute;cnico Florestal e Prote&ccedil;&atilde;o Civil de Melga&ccedil;o, da Porta de Lamas de Mouro, do N&uacute;cleo Museol&oacute;gico de Castro Laboreiro, a Junta da Uni&atilde;o de Freguesias de Castro Laboreiro e Lamas de Mouro, e ainda operadores tur&iacute;sticos da regi&atilde;o. <br />
<br />
A atividade de devolu&ccedil;&atilde;o do grifo &agrave; natureza contou com o apoio do Munic&iacute;pio de Melga&ccedil;o, da Uni&atilde;o das Freguesias de Castro Laboreiro e Lamas de Mouro e do Agrupamento de Escolas de Melga&ccedil;o.<br />
<br />
<strong>Grifo: que esp&eacute;cie &eacute; esta?</strong><br />
<br />
O grifo &eacute; uma das tr&ecirc;s esp&eacute;cies de abutre que existem e nidificam em Portugal e est&aacute; classificada como &ldquo;Quase Amea&ccedil;ada&rdquo; no territ&oacute;rio nacional. A utiliza&ccedil;&atilde;o de iscos envenenados, a redu&ccedil;&atilde;o da disponibilidade de alimento, a diminui&ccedil;&atilde;o da pecu&aacute;ria extensiva, a eletrocuss&atilde;o em linhas el&eacute;tricas a&eacute;reas, a degrada&ccedil;&atilde;o dos habitats, e a instala&ccedil;&atilde;o de parques e&oacute;licos s&atilde;o as principais amea&ccedil;as para esta esp&eacute;cie.<br />
<br />
Os abutres s&atilde;o essenciais para promover o equil&iacute;brio e bom funcionamento dos ecossistemas. Estas aves t&ecirc;m a sua dieta baseada no consumo de animais mortos e eliminam, de forma r&aacute;pida e eficaz, as carca&ccedil;as que se encontram no campo, promovendo a sua limpeza e evitando a propaga&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as. Adicionalmente, contribuem para a reciclagem de nutrientes e para o bom funcionamento da cadeia de alimenta&ccedil;&atilde;o na natureza.<br />
<br />
Saiba mais sobre o grifo em <u><a href="http://www.connectnatura.pt">www.connectnatura.pt/grifo</a></u>.]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c72e2</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 25 Mar 2022 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Livro "O Diário Secreto da Águia-de-Bonelli" apresentado e distribuído a alunos da Escola Básica de Mogadouro e Bemposta</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/livro-o-diario-secreto-da-aguia-de-bonelli-apresentado-e-distribuido-a-alunos-da-escola-basica-de-mogadouro-e-bemposta-2022-03-25/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>O livro &quot;O Di&aacute;rio Secreto da &Aacute;guia-de-Bonelli&quot;, que tem como protagonistas duas aves emblem&aacute;ticas e amea&ccedil;adas de extin&ccedil;&atilde;o que nidificam no Parque Natural do Douro Internacional (PNDI), foi apresentado e distribu&iacute;do esta segunda-feira, 22 de mar&ccedil;o, a alunos dos 3.&ordm; e 4.&ordm; anos do 1.&ordm; Ciclo da Escola B&aacute;sica de Mogadouro e Bemposta pela Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural.</strong><br />
<br />
A obra, editada pela Palombar e que consiste numa adapta&ccedil;&atilde;o de uma pe&ccedil;a de teatro hom&oacute;nima para um formato narrativo de um conto infantil, conta as aventuras do Britango (Neophron percnopterus) e da &Aacute;guia-de-Bonelli (Aquila fasciata), explicando aos mais novos como estas aves lutam diariamente pela sua sobreviv&ecirc;ncia. Para al&eacute;m de promover o conhecimento sobre estas duas esp&eacute;cies e as amea&ccedil;as que enfrentam, o livro pretende sensibilizar as crian&ccedil;as para a import&acirc;ncia de proteger e conservar o Britango e a &Aacute;guia-de-Bonelli, e tamb&eacute;m outras esp&eacute;cies existentes no PNDI, bem como os seus habitats.<br />
<br />
<strong>Atividade c&eacute;nica agu&ccedil;a curiosidade dos alunos e promove leitura do livro</strong><br />
<br />
A apresenta&ccedil;&atilde;o da obra foi realizada durante uma atividade din&acirc;mica e interativa, na qual alunos e professores puderam assistir &agrave; encena&ccedil;&atilde;o de um dos momentos mais marcantes do livro, quando o Britango encontra o Di&aacute;rio Secreto da &Aacute;guia-de-Bonelli no seu ninho. Este momento c&eacute;nico agu&ccedil;ou a curiosidade dos alunos, que ficaram curiosos para descobrir o que estava escrito no di&aacute;rio e quais seriam as pr&oacute;ximas aventuras.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/P1210230.JPG" width="900" height="601" alt="" /><br />
<p class="legenda">Atividade de apresenta&ccedil;&atilde;o do livro.</p>
<br />
A distribui&ccedil;&atilde;o do livro para a comunidade escolar visa oferecer aos docentes uma ferramenta liter&aacute;ria interdisciplinar que permita trabalhar com os alunos tem&aacute;ticas associadas &agrave; conserva&ccedil;&atilde;o da natureza e &agrave; cidadania ativa em prol da sustentabilidade ambiental, no contexto do seu pr&oacute;prio territ&oacute;rio.<br />
<br />
Foram distribu&iacute;dos, no total, 98 livros, dos quais 88 a alunos, nove a professores e um para a biblioteca escolar. Esta obra foi produzida no &acirc;mbito do projeto individual da volunt&aacute;ria italiana Virg&iacute;nia Miccinilli, do Servi&ccedil;o Civil Italiano - CESC Project, entre 2019-2020, durante a sua colabora&ccedil;&atilde;o com a Palombar. O livro, da autoria de Virg&iacute;nia Miccinilli e Ga&euml;lle Carvalho, foi editado e impresso com o apoio do Munic&iacute;pio de Miranda do Douro, Munic&iacute;pio de Vimioso e Dire&ccedil;&atilde;o Regional de Cultura do Norte (DRCN).]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 21 Mar 2022 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Dia Internacional das Florestas 2022: "Florestas, Produção e Consumo Sustentáveis" no centro do debate e da ação</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/dia-internacional-das-florestas-2022-florestas-producao-e-consumo-sustentaveis-no-centro-do-debate-e-da-acao-2022-03-21/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[A celebra&ccedil;&atilde;o do Dia Internacional das Florestas de 2022, a 21 de mar&ccedil;o, tem como tema &quot;Florestas: Produ&ccedil;&atilde;o e Consumo Sustent&aacute;veis&quot; e pretende promover o debate e a a&ccedil;&atilde;o com foco em como a inova&ccedil;&atilde;o baseada nas florestas, a efici&ecirc;ncia na utiliza&ccedil;&atilde;o dos recursos, os produtos florestais e os servi&ccedil;os dos ecossistemas podem contribuir para um estilo de vida amigo da natureza e das florestas e acelerar a transi&ccedil;&atilde;o para um consumo e uma produ&ccedil;&atilde;o mais sustent&aacute;veis dos recursos florestais e naturais. Estes esfor&ccedil;os pretendem impulsionar o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustent&aacute;vel da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU).<br />
<br />
Comemorado anualmente desde 2013 e institu&iacute;do pela ONU, este dia alerta tamb&eacute;m para a necessidade de gerir de forma sustent&aacute;vel as florestas, no que diz respeito &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o dos seus recursos, sobretudo em ecossistemas mais degradados.<br />
<br />
Na atualidade, o planeta enfrenta amea&ccedil;as sem precedentes, sendo as altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas uma das mais prementes. Estas amea&ccedil;as colocam em causa o bem-estar das pessoas e da natureza. &Eacute;, por isso, urgente passar das palavras &agrave; a&ccedil;&atilde;o para desenvolver solu&ccedil;&otilde;es que assegurem a prote&ccedil;&atilde;o e a conserva&ccedil;&atilde;o das florestas e a manuten&ccedil;&atilde;o de um planeta saud&aacute;vel.<br />
<br />
<strong>S&oacute; h&aacute; produ&ccedil;&atilde;o e consumo efetivamente sustent&aacute;veis de recursos florestais com floresta aut&oacute;ctone</strong><br />
<br />
Para isso, &eacute; fundamental produzir e consumir madeira de uma forma mais ecol&oacute;gica. &Eacute; igualmente imprescind&iacute;vel proteger este recurso renov&aacute;vel com uma gest&atilde;o sustent&aacute;vel das florestas, bem como fomentar e conservar as florestas aut&oacute;ctones. Neste dia, a ONU apela: &ldquo;Escolha madeira sustent&aacute;vel, pelas pessoas, pelo planeta&rdquo;. Para cumprir esse des&iacute;gnio e garantir uma produ&ccedil;&atilde;o efetivamente ecol&oacute;gica e sustent&aacute;vel de madeira e de outros recursos florestais &eacute; imperioso promover a floresta aut&oacute;ctone.<br />
<br />
<strong>O que &eacute; a floresta aut&oacute;ctone e porque &eacute; t&atilde;o importante?</strong><br />
<br />
A floresta aut&oacute;ctone portuguesa &eacute; toda a floresta formada por &aacute;rvores origin&aacute;rias do territ&oacute;rio nacional. Carvalhos, medronheiros, castanheiros, azinheiras e sobreiros s&atilde;o exemplos de algumas &aacute;rvores aut&oacute;ctones de Portugal.<br />
<br />
As florestas aut&oacute;ctones est&atilde;o mais adaptadas &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es do solo e do clima do territ&oacute;rio local/regional, sendo mais resistentes a pragas, doen&ccedil;as, longos per&iacute;odos de seca ou de chuva intensa, e s&atilde;o tamb&eacute;m mais promotoras e protetoras da biodiversidade, em compara&ccedil;&atilde;o com esp&eacute;cies introduzidas. Constituem importantes zonas de ref&uacute;gio e reprodu&ccedil;&atilde;o para um grande n&uacute;mero de esp&eacute;cies de fauna e flora silvestres, pelo que promovem a diversidade de vida, e ajudam ainda a manter a fertilidade do solo e o equil&iacute;brio ecol&oacute;gico.<br />
<br />
As florestas aut&oacute;ctones s&atilde;o igualmente fundamentais para regular melhor o ciclo hidrol&oacute;gico e a qualidade da &aacute;gua e, apesar de registarem um crescimento mais lento, quando bem desenvolvidas, s&atilde;o mais resistentes a adversidades como os inc&ecirc;ndios florestais, que fustigam o pa&iacute;s todos os anos. As florestas aut&oacute;ctones s&atilde;o, por isso, essenciais ao equil&iacute;brio dos ecossistemas dos quais todos dependemos.<br />
<br />
A <strong>Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural </strong>desenvolve v&aacute;rias a&ccedil;&otilde;es que contribuem para o restauro e a conserva&ccedil;&atilde;o da floresta aut&oacute;ctone, bem como projetos com foco nesse objetivo, nomeadamente o <u><a href="http://www.hotspotbiodiversidade.aepga.pt">HotSpot de Biodiversidade</a></u>, implementado em parceria com a AEPGA &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o para o Estudo e Prote&ccedil;&atilde;o do Gado Asinino e que visa a cria&ccedil;&atilde;o de uma micro-reserva onde s&atilde;o aplicadas medidas de conserva&ccedil;&atilde;o em habitats priorit&aacute;rios e restauro ecol&oacute;gico em &aacute;reas artificializadas, sendo uma das a&ccedil;&otilde;es a substitui&ccedil;&atilde;o de eucaliptais por florestas aut&oacute;ctones de sobreiros e azinheiras.&nbsp;]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 18 Mar 2022 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Palombar participa no evento de apresentação do projeto LIFE PRO Quebrantahuesos em Espanha</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/palombar-participa-no-evento-de-apresentacao-do-projeto-life-pro-quebrantahuesos-em-espanha-2022-03-18/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural foi convidada pela <u><a href="https://quebrantahuesos.org/">Fundaci&oacute;n para la Conservaci&oacute;n del Quebrantahuesos</a></u> (FCQ) para estar presente no evento de lan&ccedil;amento do projeto LIFE PRO Quebrantahuesos - Corredores Ib&eacute;ricos por el Quebrantahuesos, que teve lugar esta quinta-feira, 17 de mar&ccedil;o, no Parador de Gredos, na localidade de Navarredonda de Gredos (&Aacute;vila), em Espanha.</strong><br />
<br />
O projeto LIFE PRO Quebrantahuesos, coordenado pela FCQ, foi recentemente aprovado e &eacute; financiado pelo Programa LIFE da Uni&atilde;o Europeia. Tem como objetivo principal diminuir o risco de extin&ccedil;&atilde;o, a longo prazo, da principal popula&ccedil;&atilde;o de quebra-ossos (<em>Gypaetus barbatus</em>) da Uni&atilde;o Europeia, atrav&eacute;s da recupera&ccedil;&atilde;o da sua &aacute;rea de distribui&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica na Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica.<br />
<br />
Para cumprir esse objetivo, ser&atilde;o realizadas v&aacute;rias a&ccedil;&otilde;es que visam aumentar a &aacute;rea de distribui&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie na Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica e promover a interconex&atilde;o entre as diferentes popula&ccedil;&otilde;es de quebra-ossos nessa regi&atilde;o.<br />
<br />
As &aacute;reas de interven&ccedil;&atilde;o do projeto s&atilde;o a Sierra de Gredos, Maestrazgo, Moncayo-Sistema Ib&eacute;rico, Cordillera Cant&aacute;brica, em Espanha, e tamb&eacute;m a regi&atilde;o norte de Portugal. No territ&oacute;rio nacional, esta esp&eacute;cie est&aacute; dada como regionalmente extinta desde o s&eacute;culo XIX.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/IMG_20220318_104631.jpg" width="900" height="628" alt="" /><br />
<p class="legenda">Folheto do projeto&nbsp;LIFE PRO Quebrantahuesos.</p>
<br />
O quebra-ossos &eacute; o abutre mais amea&ccedil;ado de extin&ccedil;&atilde;o na Europa e os &uacute;nicos quebra-ossos observados em Portugal desde o s&eacute;culo XIX s&atilde;o oriundos de programas de reintrodu&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie em Espanha.<br />
<br />
At&eacute; ao in&iacute;cio do s&eacute;culo XX, o quebra-ossos estava presente na maioria das zonas montanhosas do sul da Europa. Contudo, o envenenamento massivo, a ca&ccedil;a e a diminui&ccedil;&atilde;o da disponibilidade de alimento devido &agrave; redu&ccedil;&atilde;o da pecu&aacute;ria extensiva de montanha fizeram com que esta esp&eacute;cie desaparecesse quase na totalidade nessas &aacute;reas.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/fcq332245.jpg" width="900" height="598" alt="" /><br />
<p class="legenda">Quebra-ossos. Fotografia&nbsp;Fundaci&oacute;n para la Conservaci&oacute;n del Quebrantahuesos.</p>
<br />
Nos &uacute;ltimos anos, foram realizados grandes esfor&ccedil;os de conserva&ccedil;&atilde;o do quebra-ossos que permitiram aumentar a sua popula&ccedil;&atilde;o de forma significativa. No entanto, apesar desses esfor&ccedil;os, o quebra-ossos, devido ao seu acentuado car&aacute;ter filop&aacute;trico - esp&eacute;cie que demonstra tend&ecirc;ncia para retornar ou permanecer num dado territ&oacute;rio - n&atilde;o conseguiu recolonizar a sua antiga &aacute;rea de distribui&ccedil;&atilde;o de forma natural, o que p&otilde;e em risco o conjunto da sua popula&ccedil;&atilde;o devido ao isolamento dos seus n&uacute;cleos populacionais.<br />
<br />
Nesse contexto, torna-se fundamental criar uma metapopula&ccedil;&atilde;o interconectada atrav&eacute;s de corredores de conectividade entre zonas montanhosas que garantam a sobreviv&ecirc;ncia da esp&eacute;cie a longo prazo. Este &eacute; precisamente o prop&oacute;sito do LIFE PRO Quebrantahuesos. <br />
&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c7302</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 18 Mar 2022 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>É urgente prorrogar norma transitória da legislação relativa à indemnização de danos causados por lobo-ibérico e iniciar processo de diálogo</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/e-urgente-prorrogar-norma-transitoria-da-legislacao-relativa-a-indemnizacao-de-danos-causados-por-lobo-iberico-e-iniciar-processo-de-dialogo-2022-03-18/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>Catorze entidades da sociedade civil, entre as quais a organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental de ambiente (ONGA) Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, fazem um apelo p&uacute;blico &agrave; Secretaria de Estado da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza para evitar que a recente entrada em vigor do novo sistema de indemniza&ccedil;&atilde;o de danos causados pelo lobo-ib&eacute;rico n&atilde;o ameace a coexist&ecirc;ncia com esta esp&eacute;cie amea&ccedil;ada em Portugal.</strong><br />
<br />
Ao longo dos anos, v&aacute;rias ONGA e investigadores portugueses t&ecirc;m vindo a alertar o Estado portugu&ecirc;s para os problemas que o sistema de indemniza&ccedil;&atilde;o de danos causados pelo lobo-ib&eacute;rico levanta, nomeadamente junto dos produtores pecu&aacute;rios. Este descontentamento tem-se agravado nos &uacute;ltimos anos, ap&oacute;s a entrada em vigor das altera&ccedil;&otilde;es introduzidas pelo Decreto-Lei n.&ordm; 54/2016, que veio prever um novo mecanismo para o c&aacute;lculo da indemniza&ccedil;&atilde;o, e que consideram representar um risco preocupante &agrave; conserva&ccedil;&atilde;o do lobo-ib&eacute;rico em Portugal.<br />
<br />
Com a proximidade do t&eacute;rmino da norma transit&oacute;ria* prevista nesse diploma, introduzida com o objetivo de permitir a adapta&ccedil;&atilde;o de modos de pastoreio existentes ao novo regime indemnizat&oacute;rio, e perante v&aacute;rias preocupa&ccedil;&otilde;es sobre os moldes em que funciona este sistema de indemniza&ccedil;&atilde;o, desde outubro de 2021 que 14 entidades da sociedade civil t&ecirc;m vindo a alertar o Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas (ICNF) e a Secretaria de Estado da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza sobre a necessidade de rever o Decreto-Lei n.&ordm; 54/2016 de forma participativa com todas as partes interessadas e de prorrogar a sua norma transit&oacute;ria antes do seu t&eacute;rmino, no final de 2021.<br />
<br />
Ap&oacute;s quase cinco anos de aplica&ccedil;&atilde;o do referido Decreto-Lei, as entidades signat&aacute;rias alertaram assim para a exist&ecirc;ncia de uma s&eacute;rie de problemas. Entre eles, est&aacute; a maior dificuldade na declara&ccedil;&atilde;o dos danos pelos produtores que, por ser realizada digitalmente, constitui um processo menos inclusivo. Ou a redu&ccedil;&atilde;o dos valores das indemniza&ccedil;&otilde;es devido ao regime de redu&ccedil;&atilde;o progressiva e de penaliza&ccedil;&atilde;o adicional sempre que n&atilde;o se cumpram todos os requisitos de prote&ccedil;&atilde;o, quando n&atilde;o se facilitou suficientemente o acesso e o apoio t&eacute;cnico para a correta implementa&ccedil;&atilde;o dessas medidas em diferentes sistemas de maneio pecu&aacute;rio existentes na &aacute;rea de distribui&ccedil;&atilde;o do lobo-ib&eacute;rico. &Eacute; ainda de real&ccedil;ar que muitos dos sistemas extensivos de maneio do gado n&atilde;o se coadunam com os requisitos do Decreto-Lei, como &eacute; o caso dos equinos e bovinos em algumas regi&otilde;es do pa&iacute;s. Por outro lado, o novo Decreto-Lei n&atilde;o resolveu o problema dos atrasos no pagamento das indemniza&ccedil;&otilde;es, existindo processos pendentes de pagamento desde 2018, segundo dados disponibilizados pelo ICNF at&eacute; ao momento (Figura 1).<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Screenshot_1.jpg" width="860" height="518" alt="" />
<p class="legenda">Figura 1. Ina&ccedil;&atilde;o do Estado p&otilde;e em perigo esp&eacute;cie amea&ccedil;ada: norma transit&oacute;ria de compensa&ccedil;&atilde;o por danos causados ao gado pelo lobo-ib&eacute;rico devia ter sido prolongada para 2022. Fonte: ICNF.</p>
<br />
As entidades signat&aacute;rias alertaram ainda para o facto de que a insatisfa&ccedil;&atilde;o com o atual sistema e a redu&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de danos declarados ao ICNF (Figura 2), est&aacute; a levar a que muitos produtores n&atilde;o vejam compensadas as suas perdas, percecionando-se a desresponsabiliza&ccedil;&atilde;o do Estado pelos danos causados pelo lobo-ib&eacute;rico. Esta situa&ccedil;&atilde;o pode conduzir a retalia&ccedil;&otilde;es, resultando no aumento do furtivismo direcionado ao lobo, com impactos n&atilde;o apenas neste predador mas na biodiversidade em geral. Este risco &eacute; inaceit&aacute;vel, desnecess&aacute;rio e pode comprometer a conserva&ccedil;&atilde;o e a recupera&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie, que est&aacute; ainda &ldquo;Em Perigo&rdquo; de extin&ccedil;&atilde;o em Portugal, estando protegida por lei desde 1988 (Lei n.&ordm; 90/88, de 13 de agosto).<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Screenshot_2.jpg" width="891" height="606" alt="" /><br />
<p class="legenda">Figura 2. N&uacute;mero de ocorr&ecirc;ncias de danos aos efetivos pecu&aacute;rios declaradas ao ICNF a n&iacute;vel nacional entre 2015 e 2020. O Decreto-Lei n&ordm; 54/2016 entrou em vigor a 1 de janeiro de 2017. Fonte: ICNF.</p>
<br />
Em resposta aos alertas, o ICNF reconheceu a necessidade de revis&atilde;o do Decreto-Lei, mas real&ccedil;ou que este ser&aacute; um processo que requer tempo para analisar as propostas de altera&ccedil;&atilde;o a introduzir e di&aacute;logo com as partes interessadas. J&aacute; a Secretaria de Estado, &agrave; qual foi solicitada a prorroga&ccedil;&atilde;o urgente da norma transit&oacute;ria com efeitos retroativos a 1 de janeiro de 2022, sem a qual muitos criadores de gado perdem direito a receber indemniza&ccedil;&atilde;o por danos causados por lobo-ib&eacute;rico**, respondeu, no in&iacute;cio de fevereiro, que este assunto &ldquo;ser&aacute; devidamente assinalado na pasta de transi&ccedil;&atilde;o desta legislatura&rdquo;, revelando assim uma falta de perce&ccedil;&atilde;o sobre a sua urg&ecirc;ncia.<br />
<br />
A coexist&ecirc;ncia pac&iacute;fica com o lobo &eacute; poss&iacute;vel e &eacute; uma realidade em muitas &aacute;reas do norte e centro do pa&iacute;s. Os danos nos efetivos pecu&aacute;rios que a esp&eacute;cie causa s&atilde;o localizados e podem minimizar-se com a implementa&ccedil;&atilde;o de medidas de prote&ccedil;&atilde;o do gado e diferentes t&eacute;cnicas de maneio, mas, para tal, &eacute; fundamental garantir que os produtores com menos recursos tenham acesso a estas medidas e que todos recebam apoio t&eacute;cnico sobre como implement&aacute;-las adequadamente. O atraso na prorroga&ccedil;&atilde;o do per&iacute;odo transit&oacute;rio s&oacute; ir&aacute; prejudicar mais produtores pecu&aacute;rios e pode ter impactos muito negativos na conserva&ccedil;&atilde;o do lobo-ib&eacute;rico.<br />
<br />
Assim, as entidades signat&aacute;rias fazem um apelo p&uacute;blico &agrave; prorroga&ccedil;&atilde;o do per&iacute;odo transit&oacute;rio do Decreto-Lei n.&ordm; 54/2016, e ao in&iacute;cio de um processo de di&aacute;logo entre as partes interessadas sobre a revis&atilde;o do Decreto-Lei, incluindo as subscritoras deste apelo, as associa&ccedil;&otilde;es e confedera&ccedil;&otilde;es de produtores pecu&aacute;rios e outras entidades da sociedade civil. &Eacute; imprescind&iacute;vel e urgente proceder &agrave; efetiva adequa&ccedil;&atilde;o deste diploma ao contexto atual da conserva&ccedil;&atilde;o do lobo-ib&eacute;rico em Portugal, ajudando &agrave; concretiza&ccedil;&atilde;o dos objetivos do Plano de A&ccedil;&atilde;o Nacional para a Conserva&ccedil;&atilde;o do Lobo-ib&eacute;rico (PACLobo) - refor&ccedil;ados pela Resolu&ccedil;&atilde;o da Assembleia da Rep&uacute;blica n.&ordm; 115/2021, de 15 de abril. S&oacute; assim ser&aacute; poss&iacute;vel garantir uma maior aceita&ccedil;&atilde;o do sistema de indemniza&ccedil;&atilde;o de danos causados pelo lobo-ib&eacute;rico pela sociedade em geral, e pelos produtores pecu&aacute;rios em particular, e restaurar a confian&ccedil;a no mesmo para que este contribua eficazmente para a conserva&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie em Portugal.&nbsp;<br />
<p class="legenda"><sub>*O Decreto-Lei n.&ordm; 54/2016 previu uma norma transit&oacute;ria, durante a vig&ecirc;ncia da qual (de 1 de janeiro de 2017 a 31 de dezembro de 2021) as autoridades nacionais, em colabora&ccedil;&atilde;o com os produtores pecu&aacute;rios, suas associa&ccedil;&otilde;es e outros agentes relevantes, promoveriam a divulga&ccedil;&atilde;o e a aplica&ccedil;&atilde;o dos mecanismos de apoio dispon&iacute;veis e necess&aacute;rios &agrave; completa aplica&ccedil;&atilde;o deste regime.<br />
**Nos casos em que n&atilde;o t&ecirc;m nas suas explora&ccedil;&otilde;es medidas de preven&ccedil;&atilde;o de preju&iacute;zos contempladas pelo Decreto-Lei 54/2016, como c&atilde;es de prote&ccedil;&atilde;o de gado acompanhados de pastor e veda&ccedil;&otilde;es &agrave; prova de lobo.<br />
<span style="font-size: 12px;"><br />
</span><span style="font-size: 13px;"><strong>Entidades signat&aacute;rias</strong><br />
ALDEIA&nbsp;<br />
ANP|WWF<br />
ATN&nbsp;<br />
Corema&nbsp;<br />
Dear Wolf&nbsp;<br />
FAPAS&nbsp;<br />
GEOTA&nbsp;<br />
Grupo Lobo&nbsp;<br />
LPN&nbsp;<br />
Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural<br />
Quercus&nbsp;<br />
Rewilding Portugal&nbsp;<br />
Zero&nbsp;<br />
Zoo Logical</span><br type="_moz" />
</sub></p>]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c730f</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Tue, 15 Mar 2022 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Projetos Sentinelas e ConnectNatura: retomadas atividades de sensibilização e educação ambiental nas escolas</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/projetos-sentinelas-e-connectnatura-retomadas-atividades-de-sensibilizacao-e-educacao-ambiental-nas-escolas-2022-03-15/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental de ambiente Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural retomou as atividades previstas nos Programas Educativos dos projetos Sentinelas - Rede de Monitoriza&ccedil;&atilde;o de Amea&ccedil;as para a Fauna Silvestre e ConnectNatura de sensibiliza&ccedil;&atilde;o para a conserva&ccedil;&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o das aves e mam&iacute;feros necr&oacute;fagos.</strong><br />
<br />
Depois da interrup&ccedil;&atilde;o dessas atividades imposta pela pandemia de COVID-19, voltamos agora a realizar a&ccedil;&otilde;es em v&aacute;rios agrupamentos escolares de concelhos da regi&atilde;o do Nordeste Transmontano e de concelhos abrangidos pelo Parque Nacional da Peneda-Ger&ecirc;s (PNPG).<br />
<br />
Esta segunda-feira, 14 de mar&ccedil;o, a Palombar dinamizou atividades de educa&ccedil;&atilde;o e sensibiliza&ccedil;&atilde;o ambiental sobre as aves necr&oacute;fagas no Agrupamento de Escolas de Mogadouro, as quais envolveram 34 alunos do 4.&ordm; ano da Escola B&aacute;sica de Mogadouro e de Bemposta e 13 alunos do 8.&ordm; ano.  Durante estas atividades, alunos/as e docentes participaram de forma ativa, envolvendo-se com dinamismo e entusiasmo e contribuindo de forma dedicada para as a&ccedil;&otilde;es realizadas.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/P1210202.JPG" width="900" height="601" alt="" /><br />
<p class="legenda">Atividade desenvolvida no Agrupamento de Escolas de Mogadouro. Fotografia Sara Palumbo/Palombar.<br />
&nbsp;</p>
<img src="http://palombar.pt/imagens/IMG-20220314-WA0001.jpg" width="900" height="601" alt="" />
<p class="legenda">Atividade desenvolvida no Agrupamento de Escolas de Mogadouro. Fotografia Sara Palumbo/Palombar.</p>
<br />
Os projetos Sentinelas e ConnectNatura foram financiados pelo Fundo Ambiental - Minist&eacute;rio do Ambiente e da A&ccedil;&atilde;o Clim&aacute;tica e contemplam Programas Educativos que t&ecirc;m como objetivo principal sensibilizar a comunidade escolar para a conserva&ccedil;&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o das aves e mam&iacute;feros necr&oacute;fagos, de modo a estimular os/as alunos/as e equipa docente, bem como a comunidade em geral, a serem agentes ativos na preserva&ccedil;&atilde;o destas esp&eacute;cies e na minimiza&ccedil;&atilde;o dos conflitos entre estas e as popula&ccedil;&otilde;es humanas. Sabia mais sobre estes projetos em <u><a href="http://www.sentinelas.pt">www.sentinelas.pt</a></u> e <u><a href="http://www.connectnatura.pt">www.connectnatura.pt</a></u>.<br />
<br />
<strong>Programas Educativos integram tr&ecirc;s componentes</strong><br />
<br />
Os Programas Educativos destes projetos apresentam tr&ecirc;s componentes complementares e interligadas: uma primeira dedicada &agrave; dinamiza&ccedil;&atilde;o de sess&otilde;es de sensibiliza&ccedil;&atilde;o e educa&ccedil;&atilde;o ambiental com recurso a metodologias ativas e participativas em contexto escolar; uma segunda que consiste na apresenta&ccedil;&atilde;o do espet&aacute;culo de teatro &quot;O Ensaio dos Abutres&quot;, uma cria&ccedil;&atilde;o original da Perip&eacute;cia Teatro e que resulta de uma coprodu&ccedil;&atilde;o com a Palombar no &acirc;mbito do projeto Sentinelas, na sua componente de sensibiliza&ccedil;&atilde;o ambiental (saiba mais sobre o espet&aacute;culo em <u><a href="http://www.peripeciateatro.com/oeda/">www.peripeciateatro.com/oeda</a></u>) e uma terceira, facultativa, que inclui uma sa&iacute;da de campo para a observa&ccedil;&atilde;o e identifica&ccedil;&atilde;o de aves e/ou mam&iacute;feros acompanhada por especialistas.<br />
<br />
Os Programas Educativos de ambos os projetos est&atilde;o enquadrados com os planos pedag&oacute;gico e curricular dos anos letivos-alvo:  4.&ordm; ano do 1.&ordm; Ciclo do Ensino B&aacute;sico e 8.&ordm; ano do 3.&ordm; Ciclo do Ensino B&aacute;sico. As escolas abrangidas est&atilde;o localizadas em concelhos da regi&atilde;o do Nordeste Transmontano e em concelhos da &aacute;rea do PNPG.]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c731a</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 10 Mar 2022 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Anilhadas quase 900 aves de 56 espécies diferentes na estação de anilhagem gerida pela Palombar em Trás-os-Montes</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/anilhadas-quase-900-aves-de-56-especies-diferentes-na-estacao-de-anilhagem-gerida-pela-palombar-em-tras-os-montes-2022-03-10/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>Quase 900 aves de 56 esp&eacute;cies diferentes foram j&aacute; anilhadas na Esta&ccedil;&atilde;o de Anilhagem de Esfor&ccedil;o Constante (EAEC) gerida pela organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental de ambiente Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural na regi&atilde;o de Tr&aacute;s-os-Montes.</strong><br />
<br />
Desde que foi criada, em mar&ccedil;o de 2020, realizaram-se nesta EAEC, localizada na aldeia de Vila Ch&atilde; da Ribeira (concelho de Vimioso - distrito de Bragan&ccedil;a), 38 sess&otilde;es de anilhagem cient&iacute;fica, durante campanhas que decorreram nos anos de 2020, 2021 e 2022 e no &acirc;mbito das quais foram anilhadas 898 aves de 56 esp&eacute;cies de avifauna. Nesta esta&ccedil;&atilde;o, foram tamb&eacute;m j&aacute; dinamizadas v&aacute;rias atividades de sensibiliza&ccedil;&atilde;o e educa&ccedil;&atilde;o ambiental, bem como de forma&ccedil;&atilde;o dedicada &agrave; anilhagem cient&iacute;fica.<br />
<br />
A EAEC de Vila Ch&atilde; da Ribeira est&aacute; inserida na Zona de Prote&ccedil;&atilde;o Especial (ZPE) e na Zona Especial de Conserva&ccedil;&atilde;o (ZEC) Rios Sabor e Ma&ccedil;&atilde;s da Rede Natura 2000 e encontra-se situada numa &aacute;rea com grande diversidade de avifauna e com habitats essenciais &agrave; sua conserva&ccedil;&atilde;o.  Tem como principal objetivo contribuir para o estudo cient&iacute;fico das aves que ocorrem na regi&atilde;o.<br />
<br />
<a href="https://www.palombar.pt/pt/projetos/estacao-de-anilhagem-2020/"><strong>+ INFO</strong><br />
<br />
</a><img src="http://palombar.pt/imagens/EAEC - campanhas 2020-21-22.jpg" width="2479" height="3283" alt="" /><br />]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c7321</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 04 Mar 2022 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Palombar dá "Formação de Guias de Observação de Aves" em parceria com o Parque Natural Regional do Vale do Tua</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/palombar-da-formacao-de-guias-de-observacao-de-aves-em-parceria-com-o-parque-natural-regional-do-vale-do-tua-2022-03-04/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental de ambiente Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, em parceria com o Parque Natural Regional do Vale do Tua (PNRVT), est&aacute; a ministrar a &quot;Forma&ccedil;&atilde;o de Guias de Observa&ccedil;&atilde;o de Aves no Vale do Tua&quot;, promovida no &acirc;mbito do projeto financiado pelo NORTE2020 &ldquo;Percursos de Birdwatching no Vale do Tua&rdquo;, desenvolvido pela Ag&ecirc;ncia de Desenvolvimento Regional do Vale do Tua.</strong><br />
<br />
Este projeto visa criar condi&ccedil;&otilde;es de suporte &agrave; visita&ccedil;&atilde;o informada e ambientalmente consciente na regi&atilde;o. A forma&ccedil;&atilde;o teve in&iacute;cio em setembro de 2021 e termina em junho de 2022.&nbsp;No total, s&atilde;o 20 os formandos, ligados a diferentes setores de atividades, com destaque para o turismo e a administra&ccedil;&atilde;o do Estado.<br />
<br />
A decorrer em v&aacute;rios concelhos abrangidos pelo PNRVT (Alij&oacute;, Mur&ccedil;a, Vila Flor, Carrazeda de Ansi&atilde;es e Mirandela), esta forma&ccedil;&atilde;o tem como objetivo capacitar agentes locais das &aacute;reas do turismo, hotelaria, ecoturismo e conserva&ccedil;&atilde;o da natureza para a identifica&ccedil;&atilde;o da avifauna da regi&atilde;o, de forma a promover um maior conhecimento e valoriza&ccedil;&atilde;o da biodiversidade presente no Vale do Tua e potenciar o desenvolvimento do territ&oacute;rio e a conserva&ccedil;&atilde;o do patrim&oacute;nio natural regional.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/9.jpg" width="900" height="594" alt="" /><br />
<p class="legenda">Oficina de constru&ccedil;&atilde;o de caixas-ninho para aves. Fotografia Palombar.</p>
<br />
Adicionalmente, a forma&ccedil;&atilde;o contribuir&aacute; para promover o estudo e a monitoriza&ccedil;&atilde;o de aves na regi&atilde;o do Vale do Tua, aumentado a recolha de dados sobre a avifauna presente no PNRVT.<br />
<br />
A forma&ccedil;&atilde;o est&aacute; estrutura em tr&ecirc;s m&oacute;dulos te&oacute;ricos (Introdu&ccedil;&atilde;o &agrave; observa&ccedil;&atilde;o de aves; Aves: caracter&iacute;sticas e padr&otilde;es espec&iacute;ficos e Territ&oacute;rio e Dinamiza&ccedil;&atilde;o de Atividades) e dois m&oacute;dulos pr&aacute;ticos, compostos por 12 sa&iacute;das de campo destinadas &agrave; observa&ccedil;&atilde;o de diferentes esp&eacute;cies de avifauna associadas a habitats espec&iacute;ficos e percursos do PNRVT e duas oficinas, uma dedicada &agrave; anilhagem cient&iacute;fica e a abrigos e comedouros para aves e outra &agrave; ilustra&ccedil;&atilde;o de aves no seu habitat natural.<br />
<br />
Durante esta forma&ccedil;&atilde;o, os formandos desenvolvem compet&ecirc;ncias em contacto direto com o territ&oacute;rio e a sua riqueza natural e adquirem conhecimentos que lhes permitem ser guias de observa&ccedil;&atilde;o de aves no contexto de v&aacute;rias atividades de dinamiza&ccedil;&atilde;o da regi&atilde;o, sempre com foco na conserva&ccedil;&atilde;o da biodiversidade e na sustentabilidade ambiental.]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c732a</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 28 Feb 2022 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Dia Mundial da Vida Selvagem: grifo devolvido à natureza em ação conjunta da Palombar e ICNF</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/dia-mundial-da-vida-selvagem-grifo-devolvido-a-natureza-em-acao-conjunta-da-palombar-e-icnf-2022-02-28/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural e o Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas (ICNF), para assinalar o&nbsp;</strong><u><a href="https://wildlifeday.org/events?field_event_country_taxa_tid=178"><strong>Dia Mundial da Vida Selvagem</strong></a></u><strong>, 3 de mar&ccedil;o*, realizam, em conjunto, uma </strong><u><a href="https://www.palombar.pt/pt/atividades/dia-mundial-da-vida-selvagem-devolucao-de-grifo-a-natureza-2022-03-03/"><strong>a&ccedil;&atilde;o de devolu&ccedil;&atilde;o &agrave; natureza de um grifo </strong></a></u><strong>(<em>Gyps fulvus</em>) que decorrer&aacute; no dia 24 de mar&ccedil;o, &agrave;s 14h00,&nbsp;</strong><strong>no Castelo de Castro Laboreiro, em Melga&ccedil;o (distrito de Viana do Castelo), e contar&aacute; com a presen&ccedil;a de v&aacute;rias entidades. O grifo</strong><strong>&nbsp;esteve a recuperar no Centro de Recupera&ccedil;&atilde;o de Fauna Selvagem do Ger&ecirc;s.</strong><br />
<br />
Esta a&ccedil;&atilde;o, que tem o apoio do Munic&iacute;pio de Melga&ccedil;o, da Uni&atilde;o das Freguesias de Castro Laboreiro e Lamas de Mouro e do Agrupamento de Escolas de Melga&ccedil;o, pretende sensibilizar a comunidade para a import&acirc;ncia do grifo, uma das tr&ecirc;s esp&eacute;cies de abutres que ocorrem em Portugal. Estar&atilde;o presentes no evento de devolu&ccedil;&atilde;o o executivo do Munic&iacute;pio de Melga&ccedil;o, as comunidades locais e escolar e outros agentes locais.<br />
<br />
<u><a href="https://www.palombar.pt/pt/noticias/dia-mundial-da-vida-selvagem-recuperar-especies-chave-para-restaurar-os-ecossistemas-e-a-palavra-de-ordem-2022-02-28/">&quot;Recuperar esp&eacute;cies-chave para restaurar os ecossistemas&quot; &eacute; o tema deste ano das comemora&ccedil;&otilde;es do Dia Mundial da Vida Selvagem</a></u>. Para assinalar este dia, agimos em conjunto para cumprir esse objetivo fundamental ao devolver &agrave; natureza um indiv&iacute;duo de uma esp&eacute;cie de abutre com estatuto de amea&ccedil;a desfavor&aacute;vel em Portugal e fundamental para os ecossistemas. Atualmente, n&atilde;o h&aacute; registos oficiais da exist&ecirc;ncia de grifos a nidificar no Parque Nacional da Peneda-Ger&ecirc;s ou da presen&ccedil;a de col&oacute;nias. Castro Laboreiro foi o local escolhido para devolver o grifo &agrave; natureza por estar pr&oacute;ximo do ponto onde foi encontrado debilitado e resgatado para recupera&ccedil;&atilde;o. <br />
<br />
Os abutres s&atilde;o essenciais para promover o equil&iacute;brio e bom funcionamento dos ecossistemas. Estas aves t&ecirc;m a sua dieta baseada no consumo de animais mortos e eliminam, de forma r&aacute;pida e eficaz, as carca&ccedil;as que se encontram no campo, promovendo a sua limpeza e evitando a propaga&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as. Adicionalmente, contribuem para a reciclagem de nutrientes e para o bom funcionamento da cadeia de alimenta&ccedil;&atilde;o na natureza. <br />
<br />
O grifo &eacute; uma esp&eacute;cie de abutre que est&aacute; classificada como &ldquo;Quase Amea&ccedil;ada&rdquo; em Portugal. A utiliza&ccedil;&atilde;o de iscos envenenados, a redu&ccedil;&atilde;o da disponibilidade de alimentos, a diminui&ccedil;&atilde;o do aproveitamento pecu&aacute;rio extensivo, a perturba&ccedil;&atilde;o humana, a eletrocuss&atilde;o, a degrada&ccedil;&atilde;o dos habitats, a persegui&ccedil;&atilde;o humana e a instala&ccedil;&atilde;o de parques e&oacute;licos s&atilde;o as principais amea&ccedil;as para esta esp&eacute;cie.<br />
<br />
A Palombar desenvolve v&aacute;rios projetos com foco na prote&ccedil;&atilde;o e conserva&ccedil;&atilde;o desta esp&eacute;cie, nomeadamente o projeto <a href="http://www.connectnatura.pt"><u>ConnectNatura</u></a> e <u><a href="http://www.sentinelas.pt">Sentinelas - Rede de Monitoriza&ccedil;&atilde;o de Amea&ccedil;as para a Fauna Silvestre</a></u>.<br />
<br />
<sub>*O dia da atividade teve de ser alterado de 3 de mar&ccedil;o para 24 de mar&ccedil;o devido &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es meteorol&oacute;gicas adversas registadas na data inicialmente prevista.</sub><br />
&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c7333</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 28 Feb 2022 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Dia Mundial da Vida Selvagem: "Recuperar espécies-chave para restaurar os ecossistemas" é a palavra de ordem</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/dia-mundial-da-vida-selvagem-recuperar-especies-chave-para-restaurar-os-ecossistemas-e-a-palavra-de-ordem-2022-02-28/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[&ldquo;Recuperar esp&eacute;cies-chave para restaurar os ecossistemas&rdquo; &eacute; o tema das comemora&ccedil;&otilde;es do Dia Mundial da Vida Selvagem de 2022, assinalado a 3 de mar&ccedil;o e institu&iacute;do em 2013 pela Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU).<br />
<br />
Este ano, as comemora&ccedil;&otilde;es da data est&atilde;o focadas em alertar para o estado de conserva&ccedil;&atilde;o de algumas das esp&eacute;cies de fauna e flora silvestres mais amea&ccedil;adas de extin&ccedil;&atilde;o a n&iacute;vel mundial e impulsionar o debate sobre o tema, no sentido de promover a iniciativa conjunta e a implementa&ccedil;&atilde;o de solu&ccedil;&otilde;es efetivas para as conservar.<br />
<br />
A Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural desenvolve v&aacute;rios projetos que contribuem para recuperar esp&eacute;cies-chave e restaurar os ecossistemas, como os projetos <a href="http://www.sentinelas.pt"><u>Sentinelas - Rede de Monitoriza&ccedil;&atilde;o de Amea&ccedil;as para a Fauna Silvestre</u></a>, <a href="http://www.connectnatura.pt"><u>ConnectNatura</u></a>, <a href="https://www.palombar.pt/pt/projetos/reconecta-te-a-natureza-2020/"><u>Reconecta-te &agrave; natureza - as aves fazem mais do que cantar</u></a>, <a href="https://www.palombar.pt/pt/projetos/hotspot-de-biodiversidade-2019/"><u>HotSpot de Biodiversidade</u></a>, entre outros. Adicionalmente, a sua atividade regular promove de forma continuada a conserva&ccedil;&atilde;o da biodiversidade e dos ecossistemas.<br />
<br />
<strong>Objetivos de Desenvolvimento Sustent&aacute;vel da ONU</strong><br />
<br />
As comemora&ccedil;&otilde;es da data destacam que a meta estrat&eacute;gica &eacute; cumprir os seguintes Objetivos de Desenvolvimento Sustent&aacute;vel da ONU: 1 (Erradicar a Pobreza), 2 (Erradicar a fome), 12 (Produ&ccedil;&atilde;o e consumo sustent&aacute;veis), 13 (A&ccedil;&atilde;o clim&aacute;tica), 14 (Proteger a vida marinha) e 15 (Proteger a vida terrestre).<br />
<br />
Segundo dados da Lista Vermelha de Esp&eacute;cies Amea&ccedil;adas da Uni&atilde;o Internacional para a Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza (IUCN), mais de 8 400 esp&eacute;cies de fauna e flora silvestres est&atilde;o criticamente amea&ccedil;adas, enquanto cerca de 30 000 est&atilde;o amea&ccedil;adas ou vulner&aacute;veis. Com base nessas estimativas, estima-se que mais de um milh&atilde;o de esp&eacute;cies encontrem-se atualmente amea&ccedil;adas de extin&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
A perda e a degrada&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua de esp&eacute;cies, habitats e ecossistemas amea&ccedil;am toda a vida na Terra, incluindo a vida humana. Todos n&oacute;s, em toda as partes do mundo, dependemos da vida selvagem e dos recursos baseados na biodiversidade para atender a todas as nossas necessidades, desde alimentos, combust&iacute;vel, medicamentos, habita&ccedil;&atilde;o e roupas. Milh&otilde;es de pessoas tamb&eacute;m dependem diretamente dos recursos da natureza para assegurar os seus meios de subsist&ecirc;ncia e ter oportunidades de desenvolvimento econ&oacute;mico.<br />
<br />
<strong>H&aacute; uma necessidade imperiosa de proteger esp&eacute;cies amea&ccedil;adas e restaurar os ecossistemas</strong><br />
<br />
Assim, em 2022, as comemora&ccedil;&otilde;es do Dia Mundial da Vida Selvagem direcionam o debate para a necessidade imperiosa de reverter o destino das esp&eacute;cies mais criticamente amea&ccedil;adas, apoiar o restauro dos seus habitats e ecossistemas e promover o seu uso sustent&aacute;vel pela humanidade.<br />
<br />
A data 3 de mar&ccedil;o foi escolhida por ser o dia da assinatura da Conven&ccedil;&atilde;o sobre o Com&eacute;rcio Internacional de Esp&eacute;cies da Fauna e Flora Selvagens Amea&ccedil;adas de Extin&ccedil;&atilde;o, em 1973. O objetivo &eacute; celebrar e aumentar a consci&ecirc;ncia da comunidade mundial sobre a import&acirc;ncia dos animais e plantas selvagens para todos. O Dia Mundial da Vida Selvagem &eacute; considerado o evento anual global mais importante dedicado &agrave; conserva&ccedil;&atilde;o e defesa da vida selvagem.]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c733c</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Wed, 23 Feb 2022 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Palombar contribui para censos de milhafre-real invernante, coruja-do-nabal e águia-pesqueira</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/palombar-contribui-para-censos-de-milhafre-real-invernante-coruja-do-nabal-e-aguia-pesqueira-2022-02-23/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental de ambiente Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural contribuiu, com a&ccedil;&otilde;es na regi&atilde;o do Nordeste Transmontano, entre dezembro de 2021 e janeiro de 2022, para a realiza&ccedil;&atilde;o de censos de milhafre-real invernante, coruja-do-nabal e &aacute;guia-pesqueira que decorreram naquele per&iacute;odo organizados por v&aacute;rias entidades nacionais e internacionais.</strong><br />
<br />
<strong>Milhafre-real</strong><br />
<br />
No que se refere ao milhafre-real (<em>Milvus milvus</em>), a Palombar participou, em janeiro deste ano, no Censo Europeu de Milhafre-real Invernante, realizado no &acirc;mbito do projeto LIFE Eurokite e coordenado pela entidade da &Aacute;ustria MEGEG - Central European Society for Raptor Protection.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Milhafre-realformatoreduzido.jpg" width="900" height="562" alt="" />
<p class="legenda">Milhafre-real. Fotografia Pedro Rego.</p>
<br />
Em Portugal, este censo foi coordenado pela Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) e contou com a colabora&ccedil;&atilde;o da Palombar, que, desde 2015, primeiro ano de realiza&ccedil;&atilde;o deste censo no territ&oacute;rio nacional, integra esta iniciativa.<br />
<br />
A Palombar realizou a contagem de dormit&oacute;rios da esp&eacute;cie e, este ano, verificou-se que o dormit&oacute;rio de milhafres-reais invernantes monitorizado pelos t&eacute;cnicos da organiza&ccedil;&atilde;o nos &uacute;ltimos anos encontrava-se inativo, n&atilde;o tendo sido tamb&eacute;m registado outros dormit&oacute;rios nas &aacute;reas adjacentes.<br />
<br />
Desde que este censo come&ccedil;ou a ser realizado em Portugal, 2017 foi o ano em que se contabilizaram mais indiv&iacute;duos: 2 200 milhafres-reais invernantes.<br />
<br />
<strong>Coruja-do-nabal</strong><br />
<br />
Relativamente &agrave; coruja-do-nabal (<em>Asio flammeus</em>), a Palombar participou no Censo Nacional de Coruja-do-nabal, que decorreu nos dias 17, 18 e 19 de dezembro de 2021 e nos dias 14, 15 e 16 de janeiro de 2022, organizado pelo Grupo de Trabalho sobre Aves Noturnas (GTAN) da SPEA.<br />
<br />
O censo teve como objetivo reunir informa&ccedil;&atilde;o atualizada sobre esta esp&eacute;cie, a &uacute;nica esp&eacute;cie do grupo das corujas e mochos (Strigiformes) que n&atilde;o nidifica em Portugal, existindo, por isso, a necessidade de recolher dados atrav&eacute;s de um censo dirigido no per&iacute;odo de inverno.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Coruja-do-nabal Wikimedia Commons.jpg" width="900" height="596" alt="" /><br />
<p class="legenda">Coruja-do-nabal. Fotografia Wikimedia Commons.</p>
<br />
De acordo com o &quot;Relat&oacute;rio do Programa NOCTUA Portugal&quot; sobre as estimativas da tend&ecirc;ncia populacional das esp&eacute;cies de aves noturnas em Portugal Continental para o per&iacute;odo 2009/10 - 2020/21, a situa&ccedil;&atilde;o relativa &agrave; coruja-do-nabal &eacute; &quot;indeterminada&quot;, sendo, por isso, fundamental a realiza&ccedil;&atilde;o de censos dirigidos para a esp&eacute;cie.<br />
<br />
A Palombar contribuiu, pela primeira, para este censo e os t&eacute;cnicos da organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o registaram qualquer indiv&iacute;duo da esp&eacute;cie na &aacute;rea abrangida para observa&ccedil;&atilde;o. Este facto poder&aacute; dever-se &agrave; n&atilde;o exist&ecirc;ncia de habitat prop&iacute;cio para a coruja-do-nabal na zona prospetada.<br />
<br />
<strong>&Aacute;guia-pesqueira</strong><br />
<br />
No que toca &agrave; &aacute;guia-pesqueira (<em>Pandion haliaetus</em>), a Palombar deu apoio log&iacute;stico na realiza&ccedil;&atilde;o, em &aacute;reas do Nordeste Transmontano, de a&ccedil;&otilde;es inclu&iacute;das no Censo Nacional de &Aacute;guia-pesqueira Invernante, uma iniciativa conjunta do portal Aves de Portugal e da Fundaci&oacute;n Migres, que decorreu em simult&acirc;neo com o Censo Ib&eacute;rico da esp&eacute;cie, organizada pelo Aves de Portugal.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/&Aacute;guia-pesqueira Wikimedia Commons.jpg" width="900" height="600" alt="" /><br />
<p class="legenda">&Aacute;guia-pesqueira. Fotografia Wikimedia Commons.</p>
<br />
De acordo com dados partilhados pela organiza&ccedil;&atilde;o no portal eBird, a n&iacute;vel nacional, durante este censo, foram contabilizadas entre 168 e 197 &aacute;guias-pesqueiras, tendo sido visitadas 155 &aacute;reas prop&iacute;cias &agrave; ocorr&ecirc;ncia da esp&eacute;cie, incluindo locais com hist&oacute;rico de ocorr&ecirc;ncia de &aacute;guia-pesqueira e v&aacute;rios locais sem qualquer registo no per&iacute;odo de inverno.<br />
<br />
Segundo os respons&aacute;veis pelo censo, os resultados confirmam a exist&ecirc;ncia de cinco grandes &aacute;reas importantes para a invernada de &aacute;guia-pesqueira em Portugal: a ria de Aveiro, o vale do Tejo, o estu&aacute;rio do Tejo, o estu&aacute;rio do Sado e a ria Formosa.&nbsp;]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Tue, 22 Feb 2022 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>PEPAC: Portugal não está a cumprir o Pacto Ecológico Europeu em matéria ambiental e os objetivos climáticos</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/pepac-portugal-nao-esta-a-cumprir-o-pacto-ecologico-europeu-em-materia-ambiental-e-os-objetivos-climaticos-2022-02-22/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A maioria dos Planos Estrat&eacute;gicos da Pol&iacute;tica Agr&iacute;cola Comum (PEPAC) entregues pelos Estados-Membros &agrave; Comiss&atilde;o Europeia (CE) n&atilde;o consegue resolver adequadamente as crises urgentes da perda de biodiversidade e das altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas. Esta &eacute; a conclus&atilde;o de uma <u><a href="https://eeb.org/library/cap-strategic-plans-are-they-likely-to-deliver-on-given-promises/">nova avalia&ccedil;&atilde;o</a></u> feita aos Planos Estrat&eacute;gicos nacionais para a Pol&iacute;tica Agr&iacute;cola Comum (PAC), conduzida pelo European Environmental Bureau (EEB) e pela BirdLife Europe, e que constata que os mesmos ficam aqu&eacute;m das ambi&ccedil;&otilde;es anunciadas pelos governos, revelando tamb&eacute;m a falta de objetivos claros e coerentes com as necessidades, medidas e financiamento para travar a perda de biodiversidade e reduzir as emiss&otilde;es de gases com efeito de estufa [1].</strong><br />
<br />
A avalia&ccedil;&atilde;o classificou 18 dos 23 planos estrat&eacute;gicos apresentados pelos Estados-Membros da Uni&atilde;o Europeia (UE) como pobres ou muito pobres nas diferentes dimens&otilde;es exploradas: espa&ccedil;o para a natureza, prote&ccedil;&atilde;o dos prados e pastagens, turfeiras e zonas h&uacute;midas, verba para a prote&ccedil;&atilde;o da biodiversidade e a&ccedil;&atilde;o clim&aacute;tica, subs&iacute;dios prejudiciais &agrave; natureza e envolvimento de organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o governamentais de ambiente (ONGA). Estes planos estrat&eacute;gicos, j&aacute; submetidos &agrave; Comiss&atilde;o Europeia, pormenorizam a forma como os Estados-Membros ir&atilde;o aplicar os avultados subs&iacute;dios da UE para implementar a reforma da Pol&iacute;tica Agr&iacute;cola, que a Comiss&atilde;o pretende que seja mais justa, mais ecol&oacute;gica e mais flex&iacute;vel. Portugal ficou classificado com baixa pontua&ccedil;&atilde;o  (n&iacute;vel vermelho) em todos os crit&eacute;rios analisados.<br />
<br />
Os resultados desta avalia&ccedil;&atilde;o v&atilde;o ao encontro das preocupa&ccedil;&otilde;es manifestadas anteriormente por dezenas de organiza&ccedil;&otilde;es, que denunciaram a falta de compromisso para realizar as mudan&ccedil;as estruturais e urgentes de que o planeta necessita, combatendo eficazmente as altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas e travando o r&aacute;pido decl&iacute;nio de biodiversidade que acontece por todo o mundo.<br />
<br />
Portugal submeteu o seu PEPAC a Bruxelas no final de 2021. No in&iacute;cio de fevereiro, <u><a href="https://www.palombar.pt/pt/noticias/mais-de-20-organizacoes-denunciam-incumprimentos-do-pepac-de-portugal-a-ce-2022-02-07/">22 organiza&ccedil;&otilde;es portuguesas denunciaram &agrave; Comiss&atilde;o Europeia</a></u> o incumprimento do Regulamento (UE) 2021/2115 relativo ao PEPAC e tamb&eacute;m das <u><a href="https://ec.europa.eu/info/sites/default/files/food-farming-fisheries/key_policies/documents/pt-swd2020_398-other-swp_pt.pdf">Recomenda&ccedil;&otilde;es da Comiss&atilde;o Europeia</a></u> para a elabora&ccedil;&atilde;o deste Plano Estrat&eacute;gico em Portugal.<br />
<br />
Entretanto, foi tamb&eacute;m iniciada a consulta p&uacute;blica da Avalia&ccedil;&atilde;o Ambiental Estrat&eacute;gica (AAE) [2] do PEPAC de Portugal, num processo que levanta muitas d&uacute;vidas: as ONGA n&atilde;o foram formalmente envolvidas na elabora&ccedil;&atilde;o da AAE agora em consulta, como &eacute; obrigat&oacute;rio por lei; e n&atilde;o se compreende como a AAE &ndash; que devia ter sido conclu&iacute;da antes da entrega do PEPAC em Bruxelas &ndash; ir&aacute; ser integrada no PEPAC que a Comiss&atilde;o Europeia j&aacute; se encontra a analisar.<br />
<br />
Num per&iacute;odo cr&iacute;tico em que os planos estrat&eacute;gicos nacionais est&atilde;o a ser negociados entre os Estados-Membros e a Comiss&atilde;o, esta avalia&ccedil;&atilde;o indica que estes est&atilde;o severamente desalinhados com os objetivos do Pacto Ecol&oacute;gico Europeu e com os compromissos para o ambiente e clima assumidos na estrat&eacute;gia europeia &ldquo;Do Prado ao Prato&rdquo; e na Estrat&eacute;gia da UE para a Biodiversidade 2030. <br />
<br />
&quot;A PAC representa 31% do or&ccedil;amento total da UE &ndash; &eacute; inaceit&aacute;vel e irracional utilizar dinheiro para continuar a alimentar a destrui&ccedil;&atilde;o da natureza. A Comiss&atilde;o deve pressionar os Estados-Membros a utilizar este dinheiro para melhorar o estado da natureza e trazer de volta a biodiversidade em toda a Europa&rdquo;, considerou Tatiana Nemcova, da BirdLife Europe e perita em agricultura da UE.<br />
<br />
&quot;Estes planos n&atilde;o s&atilde;o nem verdes nem justos. Os Estados-Membros n&atilde;o est&atilde;o a cumprir os objetivos do Pacto Ecol&oacute;gico Europeu nem a necessidade de refor&ccedil;ar os seus planos com financiamento adequado e medidas que garantam a prote&ccedil;&atilde;o da natureza e do clima&rdquo;, disse Sophia Caiati, Assistente de Pol&iacute;tica para a Agricultura, EEB.<br />
<br />
As ONGA apelam &agrave; Comiss&atilde;o Europeia para enviar aos Estados-Membros observa&ccedil;&otilde;es (observation letters) ambiciosas solicitando ainda que Portugal reveja o seu plano estrat&eacute;gico, dando resposta &agrave;s quest&otilde;es ambientais e de envolvimento de todas as partes interessadas de maneira adequada. Exortam tamb&eacute;m a Comiss&atilde;o a n&atilde;o aprovar planos estrat&eacute;gicos que n&atilde;o cumpram os objetivos ambientais da PAC ou que violem a legisla&ccedil;&atilde;o da UE.<br />
<br />
<strong>Organiza&ccedil;&otilde;es subscritoras</strong><br />
ANP|WWF - Associa&ccedil;&atilde;o Natureza Portugal, em associa&ccedil;&atilde;o com a WWF<br />
FAPAS - Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa para a Conserva&ccedil;&atilde;o da Biodiversidade<br />
GEOTA - Grupo de Estudos de Ordenamento do Territ&oacute;rio e Ambiente <br />
LPN - Liga para a Protec&ccedil;&atilde;o da Natureza <br />
Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural<br />
Quercus - Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza <br />
SPEA - Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves<br />
ZERO - Associa&ccedil;&atilde;o Sistema Terrestre Sustent&aacute;vel<br />
<br />
[1] A avalia&ccedil;&atilde;o foi conduzida por peritos nacionais que examinaram os 23 projetos de planos dispon&iacute;veis contra 7 crit&eacute;rios-chave dos 10 testes do EEB para uma PAC compat&iacute;vel com o Pacto Ecol&oacute;gico Europeu, utilizando perguntas de escolha m&uacute;ltipla. A an&aacute;lise foi depois traduzida numa an&aacute;lise comparativa de sistema de sem&aacute;foros. Este trabalho foi constru&iacute;do com base numa avalia&ccedil;&atilde;o preliminar realizada em novembro de 2021, utilizando a mesma metodologia.<br />
<br />
[2] A Avalia&ccedil;&atilde;o ambiental estrat&eacute;gica (AAE) identifica, descreve e avalia os eventuais efeitos ambientais significativos resultantes de um Plano ou Programa anteriormente &agrave; sua elabora&ccedil;&atilde;o, ou durante esta e antes da sua aprova&ccedil;&atilde;o. Ler mais <u><a href="https://apambiente.pt/avaliacao-e-gestao-ambiental/avaliacao-ambiental-estrategica">aqui</a></u>.&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c7351</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 21 Feb 2022 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Exposição "Apontar o dedo ao lobo": o frente a frente que nos leva a (re)descobrir a espécie</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/exposicao-apontar-o-dedo-ao-lobo-o-frente-a-frente-que-nos-leva-a-re-descobrir-a-especie-2022-02-21/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>O lobo-ib&eacute;rico &eacute; a personagem central da exposi&ccedil;&atilde;o &quot;Apontar o dedo ao lobo&quot; que est&aacute; patente na Casa da Cultura de Vimioso, concelho do distrito de Bragan&ccedil;a, at&eacute; o dia 22 de mar&ccedil;o de 2022 e &eacute; constitu&iacute;da por cerca de 25 desenhos da autoria de Agostinho Santos e do premiado escritor Valter Hugo M&atilde;e. Inserido em diferentes contextos, o lobo-ib&eacute;rico surge, nesta exposi&ccedil;&atilde;o, ligado a narrativas e enquadramentos associados &agrave; sua rela&ccedil;&atilde;o com o Homem e o seu imagin&aacute;rio social-simb&oacute;lico.</strong><br />
<br />
Os diversos desenhos levam-nos a ver esta esp&eacute;cie com outros olhos e a encar&aacute;-la frente a frente para a (re)descobrirmos. A mostra, no seu conjunto, &eacute; uma reconstru&ccedil;&atilde;o e, ao mesmo tempo, uma desconstru&ccedil;&atilde;o da imagem que temos do lobo. &Eacute; um apontar o dedo &agrave; esp&eacute;cie, mas tamb&eacute;m a n&oacute;s pr&oacute;prios, para, no fim, ficarmos a conhec&ecirc;-la melhor e a aceitar a sua presen&ccedil;a e reconhecer a sua import&acirc;ncia.  <br />
<br />
Todos os desenhos que comp&otilde;em a exposi&ccedil;&atilde;o &ldquo;Apontar o dedo ao lobo&rdquo; foram criados recentemente pelos dois artistas e marcam o in&iacute;cio de um projeto de desenho a quatro m&atilde;os que pretende demonstrar as v&aacute;rias fases de vida do lobo-ib&eacute;rico.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/cartaz.jpg" width="416" height="600" alt="" /><br />
<p class="legenda">Capa do cat&aacute;lago da exposi&ccedil;&atilde;o. Fotografia Uliana de Castro/Palombar.</p>
<br />
Em declara&ccedil;&otilde;es &agrave; Lusa, a vereadora da Cultura do Munic&iacute;pio de Vimioso, Carina Lopes, explicou que &ldquo;a mostra (...) foi concebida propositadamente para este munic&iacute;pio e pretende real&ccedil;ar e reconhecer a presen&ccedil;a do lobo [ib&eacute;rico] nesta regi&atilde;o transmontana, e dar a conhecer esta esp&eacute;cie&rdquo;.<br />
<br />
O lobo&nbsp;&eacute; uma esp&eacute;cie amea&ccedil;ada e legalmente protegida em Portugal. A regi&atilde;o de Tr&aacute;s-os-Montes &eacute; um dos redutos fundamentais para a esp&eacute;cie no territ&oacute;rio nacional. A Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural tem desenvolvido, ao longo dos anos, v&aacute;rios projetos e a&ccedil;&otilde;es que beneficiam o lobo-ib&eacute;rico (<em>Canis lupus signatus</em>) e promovem a sua conserva&ccedil;&atilde;o. &Eacute; tamb&eacute;m a entidade respons&aacute;vel pelo 'Lote 3 - Nordeste' do Censo Nacional do Lobo-ib&eacute;rico 2019-2021, coordenado pelo Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas (ICNF).<br />
<br />
A Palombar considera que esta exposi&ccedil;&atilde;o aberta &agrave; comunidade &eacute; muito enriquecedora e importante por criar um espa&ccedil;o de reflex&atilde;o, aproxima&ccedil;&atilde;o e maior conhecimento sobre o lobo, uma esp&eacute;cie muitas vezes incompreendida e com pouca aceita&ccedil;&atilde;o social. Conhecer melhor a esp&eacute;cie pelas m&atilde;os da arte e da cultura &eacute;, com certeza, uma via transformadora e mobilizadora para assegurar a sua conserva&ccedil;&atilde;o.]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c735b</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Tue, 15 Feb 2022 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Palombar contribui para artigo que reúne maior conjunto de dados sobre ocorrência de mamíferos em Portugal</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/palombar-contribui-para-artigo-que-reune-maior-conjunto-de-dados-sobre-ocorrencia-de-mamiferos-em-portugal-2022-02-15/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural contribuiu para o artigo cient&iacute;fico &quot;MAMMALS IN PORTUGAL: A data set of terrestrial, volant, and marine mammal occurrences in Portugal&quot;, publicado online no dia 7 de fevereiro de 2022 na revista <em>Ecology</em>.</strong><br />
<br />
Este artigo foi produzido no &acirc;mbito do projeto &quot;Revis&atilde;o do Livro Vermelho dos Mam&iacute;feros de Portugal Continental e contributo para a avalia&ccedil;&atilde;o do seu estado de conserva&ccedil;&atilde;o&quot;.<br />
<br />
A Palombar forneceu v&aacute;rios dados relevantes para o desenvolvimento deste artigo, que conta com a coautoria de t&eacute;cnicos e investigadores da organiza&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
O artigo inclui dados sobre 92 mam&iacute;feros de Portugal Continental, arquip&eacute;lagos dos A&ccedil;ores e da Madeira e integra 107 852 registos realizados entre 1873 e 2021, a maioria dos quais (72%) relativos ao per&iacute;odo 2000-2021.<br />
<br />
A publica&ccedil;&atilde;o re&uacute;ne o maior conjunto de dados sobre a ocorr&ecirc;ncia de mam&iacute;feros silvestres em Portugal.<br />
<br />
O artigo est&aacute; dispon&iacute;vel <strong><u><a href="https://esajournals.onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/ecy.3654">aqui</a></u></strong>.&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c7361</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 10 Feb 2022 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Projeto "Hands on" vai recuperar e conservar património rural e natural do Nordeste Transmontano</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/projeto-hands-on-vai-recuperar-e-conservar-patrimonio-rural-e-natural-do-nordeste-transmontano-2022-02-10/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>O projeto &ldquo;Hands on - Volunteering teams for Rural and Natural Heritage&rdquo; da ONG de ambiente Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, financiado pelo programa Volunteering in High Priority Areas do Corpo Europeu de Solidariedade (CES) da Uni&atilde;o Europeia (UE), vai ser implementado durante o ano de 2022 e tem como objetivo principal promover o restauro e a conserva&ccedil;&atilde;o do patrim&oacute;nio rural e natural do Nordeste Transmontano, nomeadamente da aldeia de Uva, no concelho de Vimioso, distrito de Bragan&ccedil;a. Este projeto conta com o apoio institucional do Munic&iacute;pio de Vimioso e da Uni&atilde;o de Freguesias de Algoso, Campo de V&iacute;boras e Uva.</strong><br />
<br />
O projeto tem dois pilares centrais: a realiza&ccedil;&atilde;o de campos de trabalho volunt&aacute;rio internacionais, com vista a promover o restauro de edif&iacute;cios da arquitetura vernacular associada &agrave;s comunidades rurais e a conserva&ccedil;&atilde;o da natureza e de workshops e encontros sobre t&eacute;cnicas de constru&ccedil;&atilde;o tradicionais, com o prop&oacute;sito de transmitir conhecimento sobre t&eacute;cnicas seculares que recorrem ao uso de materiais locais e ambientalmente sustent&aacute;veis, apresentando solu&ccedil;&otilde;es ecol&oacute;gicas para os setores da arquitetura e constru&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
As atividades do projeto, que decorrer&atilde;o na aldeia transmontana de Uva, ser&atilde;o realizadas em colabora&ccedil;&atilde;o com v&aacute;rios parceiros internacionais, nomeadamente as associa&ccedil;&otilde;es Dragodid (Cro&aacute;cia), Union Rempart (Fran&ccedil;a), Terre de Pierres (Fran&ccedil;a) e CESC Project (It&aacute;lia), que ficar&atilde;o respons&aacute;veis pelo recrutamento de volunt&aacute;rios e formadores para integrar as suas diversas a&ccedil;&otilde;es. Ao longo de 2022, cerca de 60 volunt&aacute;rios nacionais e internacionais ir&atilde;o participar nas a&ccedil;&otilde;es do projeto (campos de trabalho, workshops e encontros) e ter&atilde;o a oportunidade de descobrir a regi&atilde;o e interagir com as comunidades locais.<br />
<br />
As a&ccedil;&otilde;es de restauro do patrim&oacute;nio rural, bem como as forma&ccedil;&otilde;es sobre t&eacute;cnicas de constru&ccedil;&atilde;o tradicionais estar&atilde;o centradas na rela&ccedil;&atilde;o que estas componentes estabelecem com o meio natural envolvente e com a conserva&ccedil;&atilde;o da natureza. Os edificados rurais, para al&eacute;m de terem sido constru&iacute;dos para servir as necessidades das popula&ccedil;&otilde;es, tamb&eacute;m s&atilde;o um abrigo para a vida selvagem, contribuindo, desta forma, para a conserva&ccedil;&atilde;o e a promo&ccedil;&atilde;o da biodiversidade. Constituem, por isso, &iacute;cones do mundo rural de elevado valor cultural, social, natural e ecol&oacute;gico que queremos recuperar e conservar.<br />
<br />
Adicionalmente, este projeto pretende promover a dinamiza&ccedil;&atilde;o do mundo rural, a descoberta do territ&oacute;rio e da sua riqueza natural, patrimonial, cultural e humana, bem como a partilha intergeracional de experi&ecirc;ncias e conhecimento.<br />
<br />
Este projeto foi aprovado em 2020, mas, devido &agrave;s diversas restri&ccedil;&otilde;es impostas pela pandemia de COVID-19, &eacute; agora implementado em 2022.<br />
<br />
<strong>+ INFO<br />
</strong><u><a href="https://palombar.pt/pt/projetos/hands-on-volunteering-teams-for-rural-and-natural-heritage-2022/">Projeto</a></u><br />
<u><a href="https://palombar.pt/pt/atividades/60-a-ctvi-restauro-de-um-pombal-tradicional-60th-ivw-restoring-traditional-dovecotes-2022-05-09/ ">60.&ordm; CTVI</a></u><br />]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c736b</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 07 Feb 2022 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Mais de 20 organizações denunciam incumprimentos do PEPAC de Portugal à CE</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/mais-de-20-organizacoes-denunciam-incumprimentos-do-pepac-de-portugal-a-ce-2022-02-07/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[Vinte e duas organiza&ccedil;&otilde;es portuguesas, entre as quais a Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, enviaram esta segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022, &agrave; Comiss&atilde;o Europeia (CE) uma carta onde denunciam o incumprimento do Regulamento relativo ao Plano Estrat&eacute;gico da Pol&iacute;tica Agr&iacute;cola Comum (PEPAC) e das Recomenda&ccedil;&otilde;es da CE para a elabora&ccedil;&atilde;o deste Plano Estrat&eacute;gico em Portugal.<br />
<br />
Em causa est&aacute; o PEPAC, apresentado por Portugal &agrave; Comiss&atilde;o Europeia a 30 de dezembro de 2021 que, segundo as organiza&ccedil;&otilde;es que enviaram esta den&uacute;ncia, apresenta <strong>duas grandes falhas</strong>: n&atilde;o est&aacute; de acordo com o <u><a href="https://eur-lex.europa.eu/legal-content/PT/TXT/PDF/?uri=CELEX:32021R2115&amp;from=PT">Regulamento</a></u> (UE) 2021/2115 que estabelece as regras para a elabora&ccedil;&atilde;o dos Planos Estrat&eacute;gicos pelos Estados-Membros no &acirc;mbito da Pol&iacute;tica Agr&iacute;cola Comum (PAC), e n&atilde;o cumpre todas as <u><a href="https://eur-lex.europa.eu/resource.html?uri=cellar:25d60735-4129-11eb-b27b-01aa75ed71a1.0006.02/DOC_1&amp;format=PDF">recomenda&ccedil;&otilde;es da Comiss&atilde;o Europeia para a prepara&ccedil;&atilde;o do PEPAC em Portugal</a></u>. O PEPAC encontra-se agora em aprecia&ccedil;&atilde;o pela Comiss&atilde;o Europeia, aguardando-se em breve a publica&ccedil;&atilde;o da <em>observation letter</em> da Comiss&atilde;o sobre o PEPAC portugu&ecirc;s.<br />
<br />
O documento enviado hoje &agrave; Comiss&atilde;o Europeia apresenta as falhas e imprecis&otilde;es no Plano Estrat&eacute;gico apresentado por Portugal. Para estas organiza&ccedil;&otilde;es, o diagn&oacute;stico da agricultura nacional apresentado no PEPAC &eacute; muito incompleto e desatualizado, j&aacute; que o Recenseamento Agr&iacute;cola de 2019, divulgado pelo Instituto Nacional de Estat&iacute;stica (INE) em mar&ccedil;o de 2021, &eacute; ignorado em partes muito importantes do diagn&oacute;stico e mesmo na avalia&ccedil;&atilde;o ex-ante, onde &eacute; mais de uma vez referido que n&atilde;o existem dados suficientes sobre a estrutura das Explora&ccedil;&otilde;es Agr&iacute;colas posteriores a 2009. <br />
<br />
Tamb&eacute;m n&atilde;o est&aacute; explicado de que forma os ecorregimes, uma das novidades da nova PAC para o per&iacute;odo 2023-2027, respondem &agrave;s necessidades identificadas, nem como contribuem para a realiza&ccedil;&atilde;o das metas estabelecidas. Adicionalmente, o PEPAC portugu&ecirc;s n&atilde;o demonstra a complementaridade e a n&atilde;o-sobreposi&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas agr&iacute;colas promovidas por diferentes interven&ccedil;&otilde;es ambientais e clim&aacute;ticas (condicionalidade, ecorregimes, medidas agroambientais) e n&atilde;o explica nem fundamenta devidamente como foram determinados os montantes dos apoios a atribuir, nem os respetivos m&eacute;todos de c&aacute;lculo ou os seus pressupostos.<br />
<br />
A participa&ccedil;&atilde;o efetiva das organiza&ccedil;&otilde;es da sociedade civil, tal como exigido pelo Regulamento (UE) 2021/2115, tamb&eacute;m n&atilde;o foi assegurada. As organiza&ccedil;&otilde;es consideram que n&atilde;o foi estabelecida uma verdadeira parceria com atores relevantes e as poucas oportunidades de participa&ccedil;&atilde;o foram insuficientes (consultas p&uacute;blicas com prazos muito curtos em rela&ccedil;&atilde;o ao volume de informa&ccedil;&atilde;o a analisar), incompletas (nem toda a documenta&ccedil;&atilde;o apresentada &agrave; Comiss&atilde;o Europeia foi sujeita a consulta p&uacute;blica), e inconsequentes (as contribui&ccedil;&otilde;es apresentadas nas duas consultas p&uacute;blicas conduziram a muito poucas altera&ccedil;&otilde;es nos textos iniciais).<br />
<br />
Mesmo assumindo que a Comiss&atilde;o de Acompanhamento da Revis&atilde;o da PAC, criada pelo Governo portugu&ecirc;s em 2017, constitui a &quot;parceria&quot; recomendada no Regulamento (UE) 2021/2115, v&aacute;rios dos seus membros demitiram-se no ano passado devido &agrave; forma n&atilde;o transparente e n&atilde;o participativa como os trabalhos desta comiss&atilde;o decorreram. Em agosto de 2021, assistiu-se ao nascimento da <u><a href="http://palombar.pt/pt/noticias/apresentacao-da-coligacao-civica-participar-no-plano-estrategico-para-a-politica-agricola-comum-2021-08-17/">Coliga&ccedil;&atilde;o C&iacute;vica &ldquo;Participar no PEPAC&rdquo;</a></u>, que estas organiza&ccedil;&otilde;es integram, a mais forte evid&ecirc;ncia emp&iacute;rica do n&atilde;o envolvimento da sociedade civil neste processo.<br />
<br />
Tamb&eacute;m a avalia&ccedil;&atilde;o ex-ante, obrigat&oacute;ria de acordo com o Regulamento, est&aacute; incompleta uma vez que se centra apenas na an&aacute;lise SWOT (do ingl&ecirc;s&nbsp;<em>Strengths, Weaknesses, Opportunities and Threats</em>) e na avalia&ccedil;&atilde;o das necessidades, n&atilde;o incide sobre as medidas definidas e n&atilde;o foi sujeita a consulta p&uacute;blica. A Avalia&ccedil;&atilde;o Ambiental Estrat&eacute;gica (AAE), tamb&eacute;m obrigat&oacute;ria, pautou-se pela aus&ecirc;ncia de consulta &agrave;s organiza&ccedil;&otilde;es ambientais e de consulta p&uacute;blica. Ali&aacute;s, a AAE n&atilde;o ter&aacute; ainda sido enviada &agrave; Comiss&atilde;o Europeia, sendo desconhecido o seu conte&uacute;do.<br />
<br />
O pr&oacute;prio Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas (ICNF) teve de participar nas duas consultas p&uacute;blicas alargadas por n&atilde;o ter sido devidamente envolvido na prepara&ccedil;&atilde;o do PEPAC, com a agravante de todas as medidas relacionadas com a biodiversidade n&atilde;o terem sido propostas por este organismo, com fun&ccedil;&otilde;es de Autoridade Nacional de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza. Acrescentam tamb&eacute;m que, n&atilde;o estando o PEPAC alinhado com o Quadro de A&ccedil;&atilde;o Priorit&aacute;rio (que define as interven&ccedil;&otilde;es a realizar na Rede Natura 2000), torna-se imposs&iacute;vel avaliar a extens&atilde;o da sua contribui&ccedil;&atilde;o para os objetivos desta rede de conserva&ccedil;&atilde;o da natureza da Uni&atilde;o Europeia.<br />
<br />
Esta carta de alerta refere tamb&eacute;m que as recomenda&ccedil;&otilde;es da Comiss&atilde;o Europeia para a prepara&ccedil;&atilde;o do Plano Estrat&eacute;gico n&atilde;o foram seguidas j&aacute; que a necessidade de travar a perda e a degrada&ccedil;&atilde;o de habitats em resultado da atividade agr&iacute;cola e da sua intensifica&ccedil;&atilde;o n&atilde;o foi considerada, bem como os impactos negativos destas pr&aacute;ticas sobre esp&eacute;cies com um estado de conserva&ccedil;&atilde;o desfavor&aacute;vel. Por exemplo, n&atilde;o est&atilde;o previstas interven&ccedil;&otilde;es ou identifica&ccedil;&atilde;o de necessidades relacionadas com a possibilidade de reduzir a utiliza&ccedil;&atilde;o total de &aacute;gua (e.g. utilizando culturas mediterr&acirc;nicas de sequeiro, com menores requisitos de &aacute;gua), exceto atrav&eacute;s da efici&ecirc;ncia da utiliza&ccedil;&atilde;o da &aacute;gua (cujos ganhos s&atilde;o anulados pelo aumento significativo da &aacute;rea de regadios). <br />
<br />
Tamb&eacute;m n&atilde;o h&aacute; qualquer interven&ccedil;&atilde;o identificada para apoiar a utiliza&ccedil;&atilde;o de ferramentas de monitoriza&ccedil;&atilde;o de emiss&otilde;es de Gases com Efeito de Estufa (GEE) nas explora&ccedil;&otilde;es agr&iacute;colas. Perante as previs&otilde;es da intensifica&ccedil;&atilde;o de aridez em grande parte do territ&oacute;rio nacional, &eacute; estranho que este plano n&atilde;o contemple medidas que incentivem uma agricultura mais ecol&oacute;gica. <br />
<br />
As organiza&ccedil;&otilde;es apontam tamb&eacute;m que o or&ccedil;amento para as medidas dedicadas ao conhecimento corresponde a apenas 0,63% do or&ccedil;amento do PEPAC, um valor claramente insuficiente para satisfazer as necessidades identificadas pela Comiss&atilde;o. Recorde-se que Portugal &eacute; o pa&iacute;s da UE com o 2.&ordm; pior desempenho do seu Sistema de Inova&ccedil;&atilde;o e Conhecimento Agr&iacute;cola.<br />
<br />
Neste alerta, apela-se &agrave; Comiss&atilde;o Europeia que solicite ao Governo portugu&ecirc;s o cumprimento das regras estabelecidas no Regulamento, bem como as recomenda&ccedil;&otilde;es da Comiss&atilde;o, revendo o Plano Estrat&eacute;gico e assegurando a participa&ccedil;&atilde;o adequada e formal da sociedade civil neste processo e a coer&ecirc;ncia deste instrumento com outros compromissos nacionais e internacionais. <br />
<br />
<strong>Organiza&ccedil;&otilde;es subscritoras deste comunicado e que integram a <u><a href="http://palombar.pt/pt/noticias/apresentacao-da-coligacao-civica-participar-no-plano-estrategico-para-a-politica-agricola-comum-2021-08-17/">Coliga&ccedil;&atilde;o C&iacute;vica &ldquo;Participar no PEPAC&rdquo;</a></u></strong><br />
A Rocha &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o Crist&atilde; de Estudo e Defesa do Ambiente<br />
Acr&eacute;scimo - Associa&ccedil;&atilde;o de Promo&ccedil;&atilde;o ao Investimento Florestal<br />
ADPM - Associa&ccedil;&atilde;o de Defesa do Patrim&oacute;nio de M&eacute;rtola<br />
AEPGA - Associa&ccedil;&atilde;o para o Estudo e Protec&ccedil;&atilde;o do Gado Asinino<br />
ALDEIA - Ac&ccedil;&atilde;o, Liberdade, Desenvolvimento, Educa&ccedil;&atilde;o, Investiga&ccedil;&atilde;o, Ambiente<br />
Almargem - Associa&ccedil;&atilde;o de Defesa do Patrim&oacute;nio Cultural e Ambiental do Algarve<br />
ANIMAR - Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa para o Desenvolvimento Local<br />
ANP|WWF &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o Natureza Portugal, em associa&ccedil;&atilde;o com a WWF<br />
ATN - Associa&ccedil;&atilde;o Transum&acirc;ncia e Natureza<br />
FAPAS - Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa para a Conserva&ccedil;&atilde;o da Biodiversidade<br />
FMT &ndash; Funda&ccedil;&atilde;o Minha Terra<br />
GEOTA &ndash; Grupo de Estudos de Ordenamento do Territ&oacute;rio e Ambiente<br />
&Iacute;ris - Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Ambiente<br />
LPN &ndash; Liga para a Protec&ccedil;&atilde;o da Natureza <br />
OIKOS - Coopera&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento<br />
Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural<br />
Quercus - Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza<br />
SPB &ndash; Sociedade Portuguesa de Bot&acirc;nica<br />
SPEA &ndash; Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves<br />
SPECO &ndash; Sociedade Portuguesa de Ecologia <br />
SPER - Sociedade Portuguesa de Estudos Rurais<br />
Zero &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o Sistema Terrestre Sustent&aacute;vel&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c7379</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 04 Feb 2022 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Ave rara oriunda da América do Norte observada no Vale do Tua</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/ave-rara-oriunda-da-america-do-norte-observada-no-vale-do-tua-2022-02-04/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>Uma ave oriunda da Am&eacute;rica do Norte e rara em Portugal, com o nome comum caturro (<em>Aythya collaris</em>), tamb&eacute;m conhecida por zarro-de-colar, foi observada no Vale do rio Tua no dia 31 de janeiro de 2022. Em Portugal, a observa&ccedil;&atilde;o desta esp&eacute;cie, um pato mergulhador, &eacute; uma raridade, sendo este o primeiro registo de um caturro no distrito de Bragan&ccedil;a e um dos poucos no interior de Portugal a norte do rio Tejo.</strong><br />
<br />
A observa&ccedil;&atilde;o foi realizada por N&eacute;lson Domingos - formando da &quot;Forma&ccedil;&atilde;o de Guias de Observa&ccedil;&atilde;o de Aves no Vale do Tua&quot; que est&aacute; a ser ministrada pela organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental de ambiente Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural - e Rui Pereira no Vale do rio Tua, mais precisamente nas proximidades da aldeia de Brunheda, no concelho de Carrazeda de Ansi&atilde;es, no distrito de Bragan&ccedil;a.<br />
<br />
A identifica&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie foi confirmada pelos t&eacute;cnicos da Palombar e especialistas nacionais e o registo reportado ao Comit&eacute; Portugu&ecirc;s de Raridades da Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves para homologa&ccedil;&atilde;o oficial da observa&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
A presen&ccedil;a desta esp&eacute;cie no territ&oacute;rio nacional deve-se &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o de movimentos migrat&oacute;rios durante o inverno, quando muitos indiv&iacute;duos migram para escapar ao frio extremo, &agrave; queda de neve, ao congelamento de lagos e outras condi&ccedil;&otilde;es adversas, e terminam por, devido &agrave; influ&ecirc;ncia de diversos fatores meteorol&oacute;gicos e de movimenta&ccedil;&atilde;o de outras esp&eacute;cies, chegar a Portugal e outros pa&iacute;ses europeus.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Sem marca (1).JPG" width="900" height="601" alt="" /><br />
<p class="legenda">Fotografia Palombar.</p>
<br />
A Palombar, em parceria com o Parque Natural Regional do Vale do Tua (PNRVT), est&aacute; a ministrar a &quot;Forma&ccedil;&atilde;o de Guias de Observa&ccedil;&atilde;o de Aves no Vale do Tua&quot;, promovida no &acirc;mbito do projeto financiado pelo NORTE2020 &ldquo;Percursos de Birdwatching no Vale do Tua&rdquo;, desenvolvido pela Ag&ecirc;ncia de Desenvolvimento Regional do Vale do Tua e que visa a cria&ccedil;&atilde;o de condi&ccedil;&otilde;es de suporte &agrave; visita&ccedil;&atilde;o informada e ambientalmente consciente. A forma&ccedil;&atilde;o decorre em v&aacute;rios concelhos abrangidos pelo PNRVT e tem como objetivo capacitar agentes locais das &aacute;reas do turismo, hotelaria, ecoturismo e conserva&ccedil;&atilde;o da natureza, para a identifica&ccedil;&atilde;o da avifauna da regi&atilde;o, de forma a promover um maior conhecimento e valoriza&ccedil;&atilde;o da biodiversidade do Vale do Tua e potenciar o desenvolvimento do territ&oacute;rio e a conserva&ccedil;&atilde;o do patrim&oacute;nio natural regional. Adicionalmente, a forma&ccedil;&atilde;o, que teve in&iacute;cio em setembro de 2021 e termina em junho de 2022, contribuir&aacute; para promover o estudo e a monitoriza&ccedil;&atilde;o de aves na regi&atilde;o do Vale do Tua, aumentado a recolha de dados sobre a avifauna presente no PNRVT.<br />
<br />
<strong>Caturro, que ave &eacute; esta?</strong><br />
&Eacute; um pato mergulhador oriundo da Am&eacute;rica do Norte. Tamb&eacute;m denominado por zarro-de-colar, este nome foi-lhe atribu&iacute;do por ter uma mancha similar a um &ldquo;colar&rdquo; &agrave; volta do pesco&ccedil;o, nem sempre f&aacute;cil de observar. As f&ecirc;meas t&ecirc;m uma risca branca evidente na parte distal do bico, cabe&ccedil;a grande e angulosa, com o topo castanho contrastante com a face mais acinzentada, anel ocular branco e uma risca branca bem vis&iacute;vel atr&aacute;s dos olhos. O padr&atilde;o de cores do corpo tamb&eacute;m &eacute; distinto dos zarros europeus, apresentando castanhos vibrantes nos flancos, no caso das f&ecirc;meas. J&aacute; os machos possuem cabe&ccedil;a preta com reflexos roxos, dorso preto, flancos cinzentos e uma cor mais esbranqui&ccedil;ada na zona do peito. Alimenta-se sobretudo de sementes, caules e ra&iacute;zes de plantas aqu&aacute;ticas, mas tamb&eacute;m de insetos e moluscos. Reproduz-se em p&acirc;ntanos e lagoas de &aacute;gua doce, o seu habitat de elei&ccedil;&atilde;o. No inverno, ocorre no mesmo tipo de habitats, mas tamb&eacute;m em rios de caudal lento, como &eacute; o caso do tro&ccedil;o do rio Tua onde foi observada, e tamb&eacute;m em estu&aacute;rios costeiros. Normalmente, evita manchas de &aacute;gua salgada.&nbsp;]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 27 Jan 2022 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Lançada versão em PT da iMammalia: a app para registar mamíferos silvestres europeus</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/lancada-versao-em-pt-da-imammalia-a-app-para-registar-mamiferos-silvestres-europeus-2022-01-27/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A aplica&ccedil;&atilde;o (app) iMammalia, criada para promover, por parte dos cidad&atilde;os, o registo de mam&iacute;feros silvestres europeus no seu habitat natural, est&aacute; agora dispon&iacute;vel em portugu&ecirc;s (PT). </strong><strong>Descarregue</strong><strong> a app na <u><a href="https://play.google.com/store/apps/details?id=uk.ac.ceh.imammalia&amp;hl=en_US">Google Play</a>&nbsp;(Android)</u>&nbsp;ou na <u><a href="https://apps.apple.com/app/id1480199644">App Store</a>&nbsp;(iOS)</u>,&nbsp;selecione o idioma portugu&ecirc;s, e contribua para a ci&ecirc;ncia ao observar e registar mam&iacute;feros selvagens europeus.</strong><br />
<br />
A tradu&ccedil;&atilde;o e adapta&ccedil;&atilde;o da app para portugu&ecirc;s ficou a cargo da organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental de ambiente (ONGA) Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, atrav&eacute;s de uma <u><a href="https://palombar.pt/pt/projetos/mammalnet-colaboracao-com-o-irec-uclm-csic-jccm-2021/">colabora&ccedil;&atilde;o</a></u> realizada entre a ONGA e o Instituto de Investiga&ccedil;&atilde;o em Recursos Cineg&eacute;ticos da Universidade de Castilla-La Mancha (IREC, UCLM-CSIC-JCCM), em Espanha.<br />
<br />
Esta app foi criada no &acirc;mbito do projeto europeu MammalNet, que tem como objetivo principal valorizar a potencialidade da ci&ecirc;ncia cidad&atilde; e da ci&ecirc;ncia aberta aplicada na monitoriza&ccedil;&atilde;o de mam&iacute;feros silvestres europeus. Promove a colabora&ccedil;&atilde;o entre os investigadores e os cidad&atilde;os para melhorar o conhecimento, a gest&atilde;o e a conserva&ccedil;&atilde;o dos mam&iacute;feros na Europa.<br />
<br />
Este projeto, que integra um cons&oacute;rcio de institui&ccedil;&otilde;es acad&eacute;micas e de investiga&ccedil;&atilde;o europeias, &eacute; coordenado pelo IREC, UCLM-CSIC-JCCM e financiado pela Autoridade Europeia para a Seguran&ccedil;a dos Alimentos (EFSA). <br />
<br />
<strong>O que &eacute; a app iMammalia?</strong><br />
&Eacute; uma app para dispositivos m&oacute;veis que permite fazer o registo de observa&ccedil;&otilde;es de mam&iacute;feros silvestres europeus no seu habitat natural de forma f&aacute;cil por qualquer pessoa, mediante o envio de fotografias dos animais e/ou dos seus ind&iacute;cios de presen&ccedil;a ou sem registo fotogr&aacute;fico. &Eacute; uma app simples e intuitiva e n&atilde;o &eacute; necess&aacute;rio ter conhecimentos espec&iacute;ficos para a usar, j&aacute; que as imagens/informa&ccedil;&otilde;es enviadas s&atilde;o posteriormente validadas por especialistas. A app inclui informa&ccedil;&atilde;o e fotografias que ajudam a identificar as diferentes esp&eacute;cies de mam&iacute;feros europeus, bem como mapas de distribui&ccedil;&atilde;o das mesmas. O utilizador poder&aacute; ver os seus registos e os dos outros utilizadores inseridos num mapa.<br />
<br />
<strong>Para que servem os dados partilhados atrav&eacute;s da app?</strong><br />
Os dados das observa&ccedil;&otilde;es partilhados atrav&eacute;s desta app servem principalmente para mapear a ocorr&ecirc;ncia e distribui&ccedil;&atilde;o espacial e temporal de mam&iacute;feros silvestres na Europa.<br />
<br />
<strong>Os dados dos registos das observa&ccedil;&otilde;es de mam&iacute;feros contribuir&atilde;o para qu&ecirc;?</strong><br />
Toda a informa&ccedil;&atilde;o partilhada pela comunidade atrav&eacute;s desta aplica&ccedil;&atilde;o ficar&aacute; dispon&iacute;vel em bases de dados de livre acesso na Global Biodiversity Information Facility (GBIF) e ser&aacute; fundamental para promover um maior conhecimento, melhor gest&atilde;o e monitoriza&ccedil;&atilde;o, mais investiga&ccedil;&atilde;o e conserva&ccedil;&atilde;o dos mam&iacute;feros selvagens na Europa. A GBIF &eacute; uma rede internacional agregadora de dados que tem como objetivo fornecer dados de livre acesso sobre a biodiversidade no planeta. Disponibiliza dados cient&iacute;ficos sobre a biodiversidade por interm&eacute;dio de web services. Os dados dos registos de observa&ccedil;&otilde;es de mam&iacute;feros partilhados atrav&eacute;s da app contribuir&atilde;o, desta forma, para a ci&ecirc;ncia aberta e aplicada. <br />
<br />
<u><strong><a href="https://palombar.pt/pt/projetos/mammalnet-colaboracao-com-o-irec-uclm-csic-jccm-2021/">+ INFO</a></strong></u><br />
<br />
&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c738f</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 10 Jan 2022 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Descoberta do embrião de dinossauro "Bebé Yingliang" lança novas luzes sobre a evolução do comportamento das aves modernas </title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/descoberta-do-embriao-de-dinossauro-bebe-yingliang-lanca-novas-luzes-sobre-a-evolucao-do-comportamento-das-aves-modernas-2022-01-10/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[As aves descendem dos ter&oacute;podes, um grupo de dinossauros extremamente diverso. Ao longo da sua evolu&ccedil;&atilde;o, estes dinossauros conquistaram o habitat terrestre e, no final do Jur&aacute;ssico Superior, atrav&eacute;s das aves, foram capazes de conquistar tamb&eacute;m os ares. Podemos dizer que as aves s&atilde;o os &uacute;nicos descendentes diretos de dinossauros que sobreviveram &agrave; extin&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
Mais recentemente, em dezembro passado, foi descoberto na China um dos embri&otilde;es de dinossauro mais completos e preservados de sempre, que permitiu lan&ccedil;ar novas luzes sobre a evolu&ccedil;&atilde;o e o comportamento das aves. O embri&atilde;o, batizado de &quot;Beb&eacute; Yingliang&quot;, foi descoberto em Ganzhou, no Sul da China, e pertence a um dinossauro ter&oacute;pode desdentado. Ter&aacute; entre 72 a 66 milh&otilde;es de anos e encontrava-se extremamente bem conservado dentro de um ovo de dinossauro fossilizado. O estudo deste embri&atilde;o est&aacute; a permitir compreender melhor a rela&ccedil;&atilde;o entre o comportamento das aves modernas e os extintos dinossauros.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/1652600-site.jpg" width="900" height="434" alt="" /><br />
<p class="legenda">Imagem do &ldquo;Beb&eacute; Yingliang&rdquo;. Fonte: Xing et al./ISCIENCE.</p>
<br />
O &ldquo;Beb&eacute; Yingliang&rdquo; foi identificado como um membro da micro-ordem Oviraptorosauria, com base no cr&acirc;nio profundo e sem dentes. Estes animais s&atilde;o um grupo de dinossauros ter&oacute;podes emplumados, estreitamente relacionados com as aves atuais.<br />
<br />
Segundo explicaram os investigadores, as aves desenvolvem uma s&eacute;rie de posturas dobradas, nas quais dobram o corpo e metem a cabe&ccedil;a debaixo da asa pouco antes de eclodir. Os embri&otilde;es que n&atilde;o s&atilde;o capazes de realizar essas posturas t&ecirc;m mais probabilidades de morrerem e n&atilde;o conseguirem eclodir.<br />
<br />
Ao compararem o &ldquo;Beb&eacute; Yingliang&rdquo; com os embri&otilde;es de outros ter&oacute;podes, dinossauros saur&oacute;podes de pesco&ccedil;o longo e aves, a equipa sugeriu que o comportamento de dobramento, que se considerava exclusivo das aves modernas, evoluiu pela primeira vez nos dinossauros ter&oacute;podes n&atilde;o avianos h&aacute; muitas dezenas ou centenas de milh&otilde;es de anos.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/IMG-20220110-WA0000-site.jpg" width="900" height="690" alt="" /><br />
<p class="legenda">Ilustra&ccedil;&atilde;o &quot;Dino into bird&quot; por Mark Hallett. Fonte: Os Big 5+ - Os maiores ter&oacute;podes da Europa, Marco Schade.</p>
<br />
O estudo deste f&oacute;ssil sugere, desta forma, que estes dinossauros desenvolveram posturas semelhantes &agrave;s das aves perto da eclos&atilde;o e que a postura agora observada neste embri&atilde;o &eacute; semelhante &agrave; dos embri&otilde;es das aves atuais.&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c7397</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Wed, 24 Nov 2021 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Palombar e Peripécia Teatro participam no Colóquio Internacional - Teatro sobre Ciência: teoria e prática</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/palombar-e-peripecia-teatro-participam-no-coloquio-internacional-teatro-sobre-ciencia-teoria-e-pratica-2021-11-24/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural e a Perip&eacute;cia Teatro v&atilde;o participar esta quinta-feira, 25 de novembro de 2021, no Col&oacute;quio Internacional - Teatro sobre Ci&ecirc;ncia: teoria e pr&aacute;tica, onde abordar&atilde;o, numa comunica&ccedil;&atilde;o, o processo de coprodu&ccedil;&atilde;o do espet&aacute;culo &quot;O Ensaio dos Abutres&quot;, criado no &acirc;mbito do projeto Sentinelas - Rede de Monitoriza&ccedil;&atilde;o de Amea&ccedil;as para a Fauna Silvestre.</strong> <br />
<br />
A comunica&ccedil;&atilde;o, intitulada &quot;Ensaiar com Abutres: Uma simbiose entre teatro e conserva&ccedil;&atilde;o da natureza&quot;, centra-se na colabora&ccedil;&atilde;o realizada entre a Palombar e a Perip&eacute;cia Teatro para a produ&ccedil;&atilde;o de uma pe&ccedil;a de teatro sobre as aves necr&oacute;fagas, &quot;O Ensaio dos Abutres&quot;, um espet&aacute;culo em que a arte performativa surge como ferramenta de consciencializa&ccedil;&atilde;o, mobiliza&ccedil;&atilde;o e transforma&ccedil;&atilde;o de mentalidades no que se refere &agrave; perce&ccedil;&atilde;o social sobre estas esp&eacute;cies de avifauna.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/&copy; Lino Silva 2020-4680-redu(1).jpg" width="900" height="600" alt="" /> <br />
<p class="legenda">Espet&aacute;culo &quot;O Ensaio dos Abutres&quot;. Fotografia Lino Silva.</p>
<br />
O Col&oacute;quio Internacional - Teatro sobre Ci&ecirc;ncia: teoria e pr&aacute;tica realiza-se entre os dias 25 e 27 de novembro de 2021, em Coimbra. &quot;Este col&oacute;quio pretende continuar o caminho de mapeamento e reflex&atilde;o sobre as interse&ccedil;&otilde;es entre o teatro e a ci&ecirc;ncia e promover a partilha e o ampliar do conhecimento neste campo, rastreando a evolu&ccedil;&atilde;o de tend&ecirc;ncias anteriores e identificando novos tipos de interse&ccedil;&otilde;es, e alargando a discuss&atilde;o a iniciativas n&atilde;o-angl&oacute;fonas&quot;, sublinha a organiza&ccedil;&atilde;o do Col&oacute;quio.<br />
<br />
Este evento &eacute; organizado pela companhia de teatro Marionet, pela Universidade de Coimbra (UC), pelo Centro de Estudos Interdisciplinares do S&eacute;culo XX da UC, pelo Teatro Acad&eacute;mico Gil Vicente, pelo Laborat&oacute;rio de Investiga&ccedil;&atilde;o e Pr&aacute;ticas Art&iacute;sticas da UC e pelo Centro de Neuroci&ecirc;ncias e Biologia Celular da UC. <br />
<br />
Consulte o site do Col&oacute;quio&nbsp;<u><a href="https://theatreaboutscience.com/pt/">aqui</a></u>.]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c739f</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Tue, 09 Nov 2021 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Palombar falou sobre conservação do património rural e arquitetura vernacular no Fórum do Património 2021</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/palombar-falou-sobre-conservacao-do-patrimonio-rural-e-arquitetura-vernacular-no-forum-do-patrimonio-2021-2021-11-09/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental de ambiente Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural participou com uma comunica&ccedil;&atilde;o intitulada &quot;Patrim&oacute;nio Vivo &ndash; mem&oacute;rias de um povo, sementes para o futuro&quot; no F&oacute;rum do Patrim&oacute;nio 2021, que se realizou no dia 6 de novembro, na Central Tejo, em Lisboa.</strong><br />
<br />
A comunica&ccedil;&atilde;o, enquadrada no painel &quot;Comunidades Patrimoniais: metodologias e tecnologias de divulga&ccedil;&atilde;o e participa&ccedil;&atilde;o&quot;, centrou-se no trabalho que a Palombar tem desenvolvido na vertente da conserva&ccedil;&atilde;o do patrim&oacute;nio rural edificado e da arquitetura vernacular ao longo dos anos.<br />
<br />
A Palombar considera que a arquitetura vernacular n&atilde;o deve ser fossilizada, mas antes revitalizada, atrav&eacute;s da atribui&ccedil;&atilde;o de novos significados e funcionalidades. Para isso, a implementa&ccedil;&atilde;o de uma abordagem hol&iacute;stica &eacute; fundamental para revitalizar este patrim&oacute;nio e impulsionar e dinamizar o territ&oacute;rio. Este &eacute;, ali&aacute;s, o desafio ao qual a Palombar tem procurado responder nas suas mais de duas d&eacute;cadas de trabalho.<br />
<br />
O tema central do F&oacute;rum do Patrim&oacute;nio 2021 deste ano foi &quot;Patrim&oacute;nio Vivo&quot; e o objetivo principal foi promover um debate alargado sobre o patrim&oacute;nio que faz parte da vida quotidiana das comunidades, em ambiente urbano e rural, e sobre como este patrim&oacute;nio pode ser preservado, ativado e desfrutado no presente, por todas as pessoas. &quot;Neste dia queremos mostrar o trabalho fundamental e impactante feito pelas associa&ccedil;&otilde;es do patrim&oacute;nio em Portugal&quot;, destacou a organiza&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
Mais informa&ccedil;&otilde;es sobre o evento podem ser consultadas <u><a href="http://www.forumdopatrimonio.org/forum-21">aqui</a></u>.<br />
&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c73a7</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 08 Nov 2021 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>ENETWILD: Palombar integra projeto europeu de monitorização populacional e sanitária de fauna silvestre</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/enetwild-palombar-integra-projeto-europeu-de-monitorizacao-populacional-e-sanitaria-de-fauna-silvestre-2021-11-08/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental de ambiente Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural estabeleceu, em setembro de 2021, uma colabora&ccedil;&atilde;o com o Instituto de Investiga&ccedil;&atilde;o em Recursos Cineg&eacute;ticos da Universidade de Castilla-La Mancha (IREC, UCLM-CSIC-JCCM), em Espanha, no &acirc;mbito do projeto internacional ENETWILD. Este projeto, que integra um cons&oacute;rcio de institui&ccedil;&otilde;es l&iacute;deres nas &aacute;reas da ecologia e sanidade da fauna silvestre, &eacute; coordenado pelo IREC e financiado pela Autoridade Europeia para a Seguran&ccedil;a dos Alimentos (EFSA).</strong><br />
<br />
O projeto <u><a href="https://enetwild.com/">ENETWILD</a></u> visa melhorar as ferramentas e capacidades, a n&iacute;vel europeu, de monitoriza&ccedil;&atilde;o das popula&ccedil;&otilde;es de esp&eacute;cies de fauna silvestre, no que se refere &agrave; sua distribui&ccedil;&atilde;o e abund&acirc;ncia, desenvolvendo protocolos estandardizados para a recolha e valida&ccedil;&atilde;o de dados, bem como criar e promover uma grande base de dados europeia comum a este n&iacute;vel. Atualmente e durante os pr&oacute;ximos anos, o foco do ENETWILD ser&aacute; as popula&ccedil;&otilde;es de javali (<em>Sus scrofa</em>).<br />
<br />
No &acirc;mbito deste projeto, que tem uma dura&ccedil;&atilde;o de seis anos (2018-2023), ser&atilde;o recolhidos dados sobre esp&eacute;cies de fauna silvestre compar&aacute;veis a n&iacute;vel europeu, com o objetivo principal de avaliar, de forma mais eficaz e c&eacute;lere, os riscos de ocorr&ecirc;ncia de doen&ccedil;as partilhadas entre animais selvagens - que podem ser reservat&oacute;rios de agentes patog&eacute;nicos -, o gado dom&eacute;stico e os seres humanos, ou seja, os riscos de zoonoses, doen&ccedil;as e infe&ccedil;&otilde;es transmitidas ao homem atrav&eacute;s dos animais; os dados obtidos durante este projeto tamb&eacute;m ser&atilde;o essenciais para a conserva&ccedil;&atilde;o e gest&atilde;o da vida selvagem.<br />
<br />
<strong>Projeto cria Observat&oacute;rio Europeu de Fauna Silvestre</strong><br />
<br />
Enquadrado no projeto ENETWILD, tamb&eacute;m foi criado o Observat&oacute;rio Europeu de Fauna Silvestre (European Observatory of Wildlife - EOW, na sigla em ingl&ecirc;s), uma iniciativa que promove a monitoriza&ccedil;&atilde;o populacional e sanit&aacute;ria da fauna silvestre na Europa.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/EOW.jpg" width="872" height="581" alt="" />
<p class="legenda">Observat&oacute;rio Europeu de Fauna Silvestre.</p>
<br />
O EOW &eacute; coordenado pelo IREC e desenvolvido com base no conceito &quot;One Health&quot;, que defende que a sa&uacute;de das pessoas, animais e ambiente &eacute; uma s&oacute; e depende de fatores comuns e interrelacionados, pelo que a exist&ecirc;ncia de estudos e projetos que incluam a avalia&ccedil;&atilde;o dessa &ldquo;sanidade comum&rdquo; &eacute; essencial para atingir melhores resultados em sa&uacute;de p&uacute;blica. O EOW est&aacute; estruturado numa rede de esta&ccedil;&otilde;es de observa&ccedil;&atilde;o para monitoriza&ccedil;&atilde;o da vida selvagem &agrave; escala europeia. <br />
<br />
A Palombar ir&aacute; desenvolver a&ccedil;&otilde;es do projeto ENETWILD no Nordeste Transmontano, mais precisamente na Zona de Ca&ccedil;a Associativa (ZCA) de Santulh&atilde;o, no concelho de Vimioso, distrito de Bragan&ccedil;a. Esta ZCA constitui assim uma das &aacute;reas de estudo no &acirc;mbito do Observat&oacute;rio Europeu de Fauna Silvestre, passando a integrar a rede de esta&ccedil;&otilde;es de amostragem a n&iacute;vel europeu. A gest&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es de monitoriza&ccedil;&atilde;o no terreno est&aacute; a cargo da Palombar em estreita colabora&ccedil;&atilde;o com a Associa&ccedil;&atilde;o de Ca&ccedil;adores de Santulh&atilde;o.]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c73ae</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 04 Nov 2021 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Networking Event - E se o urso-pardo voltar? reuniu cerca de 100 pessoas para debater o potencial regresso da espécie a Portugal</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/networking-event-e-se-o-urso-pardo-voltar-reuniu-cerca-de-100-pessoas-para-debater-o-potencial-regresso-da-especie-a-portugal-2021-11-04/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>O Networking Event - E se o urso-pardo voltar?, realizado nos dias 28 e 29 de outubro, na cidade de Bragan&ccedil;a, contou com a participa&ccedil;&atilde;o presencial de cerca de 100 pessoas, entre as quais especialistas ib&eacute;ricos na conserva&ccedil;&atilde;o do urso-pardo, acad&eacute;micos, t&eacute;cnicos da administra&ccedil;&atilde;o do Estado e atores locais, como apicultores, associa&ccedil;&otilde;es de criadores de gado, associa&ccedil;&otilde;es ambientalistas e de conserva&ccedil;&atilde;o da natureza e empresas de ecoturismo. Inscreveram-se ainda para assistir ao Networking Event via online 75 pessoas de v&aacute;rias &aacute;reas: docentes, investigadores, engenheiros, agentes de conserva&ccedil;&atilde;o da natureza, estudantes, entre outras.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/_77A3670.jpg" width="900" height="600" alt="" /></strong><br />
<p class="legenda">Networking Event - E se o urso-pardo voltar?/Fotografia Cl&aacute;udia Costa.</p>
<br />
O evento foi organizado pela ONG de ambiente Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, em conjunto com a Associa&ccedil;&atilde;o para o Estudo e Prote&ccedil;&atilde;o do Gado Asinino, o Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas (ICNF), o Munic&iacute;pio de Bragan&ccedil;a e o Instituto Polit&eacute;cnico de Bragan&ccedil;a e apoiado pela iniciativa &quot;Natura 2000 Biogeographical Process&quot; da Comiss&atilde;o Europeia.<br />
<br />
Durante o Networking Event, debateu-se antecipadamente aquele que poder&aacute; ser um dos grandes desafios de conserva&ccedil;&atilde;o da natureza em Portugal: o potencial regresso do urso-pardo ao norte do pa&iacute;s e a sua coexist&ecirc;ncia com o ser humano, com o intuito de lan&ccedil;ar as funda&ccedil;&otilde;es para futuras a&ccedil;&otilde;es transfronteiri&ccedil;as de conserva&ccedil;&atilde;o do urso-pardo no territ&oacute;rio nacional.<br />
<br />
O evento foi estruturado em tr&ecirc;s pain&eacute;is de comunica&ccedil;&otilde;es orais, onde os oradores puderam partilhar os seus estudos, projetos, conhecimentos e experi&ecirc;ncias sobre o urso-pardo, e duas mesas de trabalho focadas no debate multissetorial sobre quais seriam as principais linhas orientadoras para a elabora&ccedil;&atilde;o de futuras a&ccedil;&otilde;es de conserva&ccedil;&atilde;o do urso-pardo em Portugal, numa abordagem ib&eacute;rica. <br />
<br />
O objetivo agora &eacute; avaliar os contributos fundamentais dados por diferentes especialistas, entidades, institui&ccedil;&otilde;es e setores da sociedade que participaram no Networking Event com o prop&oacute;sito de desenvolver um documento base abrangente para futuras medidas de conserva&ccedil;&atilde;o do urso-pardo no territ&oacute;rio nacional. Pretende-se tamb&eacute;m fomentar a articula&ccedil;&atilde;o com Espanha numa abordagem ib&eacute;rica &agrave; conserva&ccedil;&atilde;o desta esp&eacute;cie e continuar a promover a coopera&ccedil;&atilde;o transfronteiri&ccedil;a e a partilha de conhecimento nesta &aacute;rea.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/IMG-20211029-WA0001.jpg" width="900" height="675" alt="" /><br />
<p class="legenda">Visita ao Parque Natural de Montesinho/Fotografia Sara Pinto.</p>
<br />
O evento contemplou ainda, no segundo dia, 29 de outubro, uma visita de campo ao Parque Natural de Montesinho (PNM), territ&oacute;rio onde, em 2019, um urso-pardo dispersante esteve presente. A visita foi guiada pelo t&eacute;cnico do ICNF Jos&eacute; Lu&iacute;s Rosa e contou com a participa&ccedil;&atilde;o de cerca de 30 pessoas. Durante a visita, os participantes puderam conhecer diferentes zonas do PNM.&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c73b7</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Tue, 02 Nov 2021 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Programa Biosfera da RTP2 destaca dois projetos da Palombar dedicados à conservação da fauna silvestre</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/programa-biosfera-da-rtp2-destaca-dois-projetos-da-palombar-dedicados-a-conservacao-da-fauna-silvestre-2021-11-02/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>O programa Biosfera da RTP 2 fez uma reportagem sobre dois projetos centrais da Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural: o projeto Sentinelas - Rede de Monitoriza&ccedil;&atilde;o de Amea&ccedil;as para a Fauna Silvestre e o projeto Reconnecta-te &agrave; Natureza - As aves fazem mais do que cantar.</strong> <br />
<br />
Denominado &quot;Salvar as Aves&quot;, este epis&oacute;dio do programa Biosfera, transmitido no dia 30 de outubro de 2021, d&aacute; destaque &agrave;s a&ccedil;&otilde;es implementas pela Palombar no &acirc;mbito do projeto <u><a href="http://www.sentinelas.pt">Sentinelas</a></u> para assegurar a prote&ccedil;&atilde;o da fauna silvestre contra atos de furtivismo, como o envenenamento, por exemplo, e enquadradas no projeto <u><a href="https://palombar.pt/pt/projetos/reconecta-te-a-natureza-2020/">Reconecta-te &agrave; Natureza - as aves fazem mais do que cantar,</a></u> nomeadamente aquelas relacionadas com a <u><a href="https://palombar.pt/pt/noticias/conservacao-do-tartaranhao-cacador-reforcada-com-projeto-que-junta-produtores-de-cereais-e-agentes-de-protecao-da-natureza-2021-07-27/">conserva&ccedil;&atilde;o do tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador no Planalto Mirand&ecirc;s</a></u>.&nbsp;<br />
<br />
Veja o v&iacute;deo <u><a href="https://www.rtp.pt/play/p8304/biosfera">aqui</a></u>.]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c73bf</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 18 Oct 2021 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Palombar promoveu atividades de ciência cidadã e educação ambiental na Noite Europeia dos Investigadores 2021</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/palombar-promoveu-atividades-de-ciencia-cidada-e-educacao-ambiental-na-noite-europeia-dos-investigadores-2021-2021-10-18/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural organizou v&aacute;rias atividades de ci&ecirc;ncia cidad&atilde;, educa&ccedil;&atilde;o e sensibiliza&ccedil;&atilde;o ambiental, no &acirc;mbito da Noite Europeia dos Investigadores 2021, as quais foram realizadas no Museu do C&ocirc;a - Centro de Ci&ecirc;ncia Viva, em Vila Nova de Foz C&ocirc;a, no distrito da Guarda, no dia 24 de setembro.</strong><br />
<br />
Nas atividades organizadas pela Palombar - &quot;Peddy paper - Exploradores do Vale do C&ocirc;a&rdquo;,  &quot;A arqueologia do Vale do C&ocirc;a&quot;, &quot;Que mam&iacute;feros e aves aqui existem?&quot;, &quot;Oficina da paisagem&quot; e &quot;O pombal tradicional&quot; - alunos e professores dos 4.&ordm; e 5.&ordm; anos de escolaridade participaram de forma ativa, l&uacute;dica e pedag&oacute;gica, num dia dedicado &agrave; ci&ecirc;ncia cidad&atilde; e &agrave; descoberta da riqueza natural, patrimonial e arqueol&oacute;gica do Vale do C&ocirc;a.<br />
<br />
Os participantes puderam descobrir o patrim&oacute;nio natural e arqueol&oacute;gico caracter&iacute;stico da regi&atilde;o do Ribac&ocirc;a;  desvendar alguns factos e curiosidades relacionados com  a cria&ccedil;&atilde;o do Parque Arqueol&oacute;gico do Vale do C&ocirc;a e do Museu do C&ocirc;a; aprender sobre o grupo taxon&oacute;mico dos mam&iacute;feros e das aves e a diversidade de esp&eacute;cies presentes na regi&atilde;o, assim como os aspetos relacionados com a sua biologia e ecologia, passando tamb&eacute;m pelas amea&ccedil;as e formas de as combater; representar os v&aacute;rios elementos que constituem a  paisagem da regi&atilde;o e descobrir o papel dos pombais tradicionais na paisagem, na cultura e comunidades locais e na conserva&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies de aves de rapina amea&ccedil;adas.<br />
<br />
<strong>Em que consiste a iniciativa Noite Europeia dos Investigadores?</strong><br />
<br />
A Noite Europeia dos Investigadores &eacute; uma iniciativa promovida e financiada pela Comiss&atilde;o Europeia, no &acirc;mbito das A&ccedil;&otilde;es Marie Curie, que pretende aproximar cientistas e restante sociedade, na &uacute;ltima sexta-feira de setembro de cada ano, e assim partilhar um pouco o dia a dia de quem faz e produz conhecimento.<br />
<br />
Foi em 2005 que se concretizou a ideia de organizar um evento em que se pudesse celebrar a ci&ecirc;ncia em v&aacute;rias cidades europeias em simult&acirc;neo. Desde ent&atilde;o, a Noite Europeia dos Investigadores tem sido um evento de refer&ecirc;ncia, cativando, a cada edi&ccedil;&atilde;o, milh&otilde;es de participantes em atividades que mobilizam milhares de investigadores entusiasmados por partilhar o seu conhecimento e os resultados da sua investiga&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
Atrav&eacute;s de diferentes formatos, tais como demonstra&ccedil;&otilde;es, palestras, workshops, caf&eacute;s de ci&ecirc;ncia ou visitas guiadas, a Noite Europeia dos Investigadores consegue garantir que haver&aacute; sempre um evento &agrave; sua medida para festejar a ci&ecirc;ncia e o trabalho dos cientistas.]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c73c6</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 15 Oct 2021 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Reunião entre a ministra da Agricultura e a Coligação Cívica Participar no PEPAC abre portas ao diálogo e cooperação</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/reuniao-entre-a-ministra-da-agricultura-e-a-coligacao-civica-participar-no-pepac-abre-portas-ao-dialogo-e-cooperacao-2021-10-15/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A <u><a href="https://palombar.pt/pt/noticias/apresentacao-da-coligacao-civica-participar-no-plano-estrategico-para-a-politica-agricola-comum-2021-08-17/">Coliga&ccedil;&atilde;o C&iacute;vica &ndash; Participar no Plano Estrat&eacute;gico para a Pol&iacute;tica Agr&iacute;cola Comum (PEPAC)</a></u>, da qual a Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural faz parte, reuniu na quarta-feira, 13 de outubro, com a senhora ministra da Agricultura, Dr.&ordf; Maria do C&eacute;u Antunes, em ambiente de di&aacute;logo aberto e esclarecedor, e ir&aacute; reunir na pr&oacute;xima semana com o Gabinete de Planeamento, Pol&iacute;ticas e Administra&ccedil;&atilde;o Geral (GPP), entidade respons&aacute;vel pelo desenvolvimento do Plano Estrat&eacute;gico para a Pol&iacute;tica Agr&iacute;cola Comum para o per&iacute;odo 2023-2027.</strong><br />
<br />
A reuni&atilde;o, realizada a pedido da Coliga&ccedil;&atilde;o, decorreu em ambiente de di&aacute;logo aberto e esclarecedor e abriu novas possibilidades de coopera&ccedil;&atilde;o na elabora&ccedil;&atilde;o do PEPAC para 2023-2027.<br />
<br />
Reconhecendo pontos de converg&ecirc;ncia entre as posi&ccedil;&otilde;es do Minist&eacute;rio e as prioridades da Coliga&ccedil;&atilde;o, a senhora ministra agendou j&aacute; uma reuni&atilde;o de trabalho com o GPP, por forma a viabilizar a colabora&ccedil;&atilde;o da Coliga&ccedil;&atilde;o com o Minist&eacute;rio da Agricultura, com o enquadramento de dois documentos e algumas quest&otilde;es adicionais entregues pela Coliga&ccedil;&atilde;o com anteced&ecirc;ncia.<br />
<br />
Esses dois documentos, que se anexam e est&atilde;o dispon&iacute;veis neste <u><a href="https://onedrive.live.com/?authkey=%21ADVUcfo8Zro3Ag4&amp;id=4DFC8DCD92ECFD6E%216131&amp;cid=4DFC8DCD92ECFD6E">link</a></u>, s&atilde;o a Proposta de Memorando de Entendimento da Coliga&ccedil;&atilde;o C&iacute;vica Participar no PEPAC com o Minist&eacute;rio da Agricultura, de 24 de setembro e Dez Prioridades para o PEPAC, de 12 de outubro.<br />
<br />
O PEPAC determinar&aacute; a utiliza&ccedil;&atilde;o da parcela dispon&iacute;vel para 2023-2027, do total de 10 mil milh&otilde;es de euros de fundos europeus destinados &agrave; execu&ccedil;&atilde;o da Pol&iacute;tica Agr&iacute;cola Comum (PAC) em Portugal, no Quadro Financeiro Plurianual Comunit&aacute;rio para 2021-2027.<br />
<br />
Embora estejam em causa op&ccedil;&otilde;es fundamentais para a agricultura e a sociedade portuguesa e um importante volume de recursos financeiro p&uacute;blicos, as consultas sobre o PEPAC t&ecirc;m sido muito limitadas, em termos da informa&ccedil;&atilde;o divulgada, da abrang&ecirc;ncia dos seus destinat&aacute;rios, e do acolhimento dos contributos dados. De facto, embora o PEPAC interesse a toda a sociedade, as organiza&ccedil;&otilde;es que representam os principais benefici&aacute;rios da PAC t&ecirc;m sido os interlocutores privilegiados pelo Governo e a Administra&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
Cumprindo a miss&atilde;o para qual foi criada, a Coliga&ccedil;&atilde;o C&iacute;vica &ndash; Participar no PEPAC tem vindo a reunir com diversas institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas e da sociedade civil, procurando, assim, abrir a discuss&atilde;o e a participa&ccedil;&atilde;o nas decis&otilde;es &agrave; sociedade, por forma a alinhar o PEPAC com as necessidades do pa&iacute;s e, em particular, de todos os agricultores e de todos os territ&oacute;rios rurais.<br />
<br />
Esses esfor&ccedil;os conduziram a que j&aacute; se tenham aberto canais de comunica&ccedil;&atilde;o com cinco Grupos Parlamentares e outros atores pol&iacute;ticos. A reuni&atilde;o com a ministra da Agricultura foi positiva, na medida em que, finalmente, abriu tamb&eacute;m um canal de comunica&ccedil;&atilde;o com o Governo e a Administra&ccedil;&atilde;o, que propusemos h&aacute; meses e que agora poder&aacute; ajudar a construir um melhor PEPAC.<br />
<br />
Em fun&ccedil;&atilde;o do calend&aacute;rio de elabora&ccedil;&atilde;o do PEPAC, a coopera&ccedil;&atilde;o com o Governo e a Administra&ccedil;&atilde;o tem as seguintes balizas temporais:<br />
<br />
- Primeira, at&eacute; 15 de novembro, data em que ser&aacute; aberta a consulta p&uacute;blica alargada sobre uma Proposta Global de PEPAC apresentada pelo Governo;<br />
- Segunda, de 15 de novembro at&eacute; ao final do ano, data em que uma primeira vers&atilde;o (draft) de PEPAC ser&aacute; apresentada pelas autoridades portuguesas &agrave; Comiss&atilde;o Europeia;<br />
- Terceira, durante o ano de 2022, em paralelo com o di&aacute;logo que ir&aacute; desenvolver-se entre Portugal e a Comiss&atilde;o Europeia, at&eacute; &agrave; aprova&ccedil;&atilde;o do PEPAC por esta institui&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria.<br />
<br />
Os prazos para conclus&atilde;o da primeira e da segunda fases s&atilde;o curtos. A situa&ccedil;&atilde;o seria outra se o di&aacute;logo tivesse sido aberto h&aacute; meses. Contudo, h&aacute; que aproveitar esta oportunidade e o tempo restante, sem perder tempo com &quot;&aacute;guas passadas&quot;.<br />
<br />
Al&eacute;m da atitude construtiva que pretendemos manter, temos tamb&eacute;m a for&ccedil;a da solidariedade e complementaridade das organiza&ccedil;&otilde;es coligadas e a b&uacute;ssola orientadora da nossa interven&ccedil;&atilde;o: o programa apresentado aquando da constitui&ccedil;&atilde;o da Coliga&ccedil;&atilde;o, em 10 de agosto, e agora tamb&eacute;m as dez prioridades para o PEPAC.<br />
<br />
A constru&ccedil;&atilde;o do PEPAC depende de m&uacute;ltiplas circunst&acirc;ncias, poderes e vontades que excedem em muito as nossas capacidades. Tentaremos cumprir com a nossa parte.<br />
<br />
<strong>A Coliga&ccedil;&atilde;o C&iacute;vica &ndash; Participar no PEPAC&nbsp;</strong>]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c73d1</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Tue, 12 Oct 2021 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Berrão de Ramilo: primeiras escavações arqueológicas sugerem que escultura era objeto de ritualização</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/berrao-de-ramilo-primeiras-escavacoes-arqueologicas-sugerem-que-escultura-era-objeto-de-ritualizacao-2021-10-12/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>As primeiras escava&ccedil;&otilde;es arqueol&oacute;gicas realizadas no local onde foi encontrado, em 2020, o Berr&atilde;o de Ramilo - uma escultura zoom&oacute;rfica esculpida em pedra gran&iacute;tica e que representa um javali macho -, na aldeia de Duas Igrejas, no concelho de Miranda do Douro, sugerem que, em princ&iacute;pio, a escultura ter&aacute; sido ali colocada intencionalmente como objeto de ritualiza&ccedil;&atilde;o, ou seja, associada a rituais.</strong><br />
<br />
Segundo explicou M&oacute;nica Salgado, uma das arque&oacute;logas respons&aacute;veis pelas escava&ccedil;&otilde;es, o berr&atilde;o ter&aacute; sido ali colocado &quot;de forma a culminar com a adora&ccedil;&atilde;o/representa&ccedil;&atilde;o deste tipo de esculturas por parte dos povos invasores, neste caso, os romanos&quot;. Contudo, para j&aacute;, esta &eacute; apenas uma das hip&oacute;teses poss&iacute;veis. Durante os trabalhos arqueol&oacute;gicos, foram tamb&eacute;m encontrados, no local, fragmentos de cer&acirc;mica que ser&atilde;o agora analisados de forma mais aprofundada.<br />
<br />
As escava&ccedil;&otilde;es arqueol&oacute;gicas em Duas Igrejas foram realizadas no &acirc;mbito do 59.&ordm; Campo de Trabalho Volunt&aacute;rio Internacional (CTVI) organizado pela Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural entre os dias 16 e 27 de agosto, em parceria com a associa&ccedil;&atilde;o francesa Rempart, que recrutou volunt&aacute;rios/as para integrar o Campo de Trabalho, tendo contado tamb&eacute;m com o apoio da C&acirc;mara Municipal de Miranda do Douro e da Junta de Freguesia de Duas Igrejas.<br />
<br />
Neste CTVI, participaram dez volunt&aacute;rios, alguns dos quais recrutados para este trabalho pela associa&ccedil;&atilde;o francesa Rempart e outros da entidade italiana Cesc Project, ambas parceiras da Palombar. Durante o CTVI, al&eacute;m de colaborarem ativamente nos trabalhos arqueol&oacute;gicos, os volunt&aacute;rios tamb&eacute;m tiveram a oportunidade de conhecer a riqueza paisag&iacute;stica, patrimonial, cultural e humana da regi&atilde;o do Planalto Mirand&ecirc;s.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/1.jpeg" width="900" height="600" alt="" /><br />
<p class="legenda">Local das escava&ccedil;&otilde;es arqueol&oacute;gicas. Fotografia Palombar.</p>
<br />
A Palombar considera que esta prospe&ccedil;&atilde;o arqueol&oacute;gica representa um grande contributo para o estudo e conhecimento arqueol&oacute;gicos sobre o Planalto Mirand&ecirc;s e quer ser um ator ativo e interveniente nesta &aacute;rea de conhecimento.<br />
<br />
O Berr&atilde;o de Ramilo, descoberto ocasionalmente por um habitante local numa zona agr&iacute;cola em Duas Igrejas, ter&aacute; sido esculpido na barreira cronol&oacute;gica estabelecida entre os s&eacute;culos IV e I a.C. Os trabalhos arqueol&oacute;gicos realizados durante este CTVI, sob a coordena&ccedil;&atilde;o dos arque&oacute;logos M&oacute;nica Salgado e Francisco Manuel Reim&atilde;o Queiroga, tiveram como objetivo principal a avalia&ccedil;&atilde;o do contexto no qual se encontraria o berr&atilde;o na zona onde foi localizado.<br />
<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Fragmentos de cer&acirc;mica.jpg" width="944" height="821" alt="" /><br />
<p class="legenda">Fragmentos de cer&acirc;mica encontrados durante as escava&ccedil;&otilde;es. Fotografia M&oacute;nica Salgado.</p>
<strong><br />
Para que serviam os berr&otilde;es?</strong><br />
<br />
De acordo com a literatura cient&iacute;fica, os berr&otilde;es poderiam servir como marcos territoriais, pedras terminais de territ&oacute;rios ou regi&otilde;es da Vetonia, o que n&atilde;o &eacute; o caso de Tr&aacute;s-os-Montes; ser utilizados como pontos de refer&ecirc;ncia indicadores dos caminhos dos rebanhos em transum&acirc;ncia, n&atilde;o se descartando a hip&oacute;tese de serem objetos de culto e rituais dedicados &agrave; prote&ccedil;&atilde;o e explora&ccedil;&atilde;o de rebanhos e representar monumentos comemorativos. Poderiam ainda representar monumentos sepulcrais, pois alguns apresentam ep&iacute;grafes latinas e serem elementos de cren&ccedil;as m&aacute;gico-religiosas relacionadas com os rituais de prote&ccedil;&atilde;o e prosperidade dos rebanhos. Tamb&eacute;m no s&iacute;tio Martiherrero, em Espanha, foram j&aacute; identificados quatro berr&otilde;es associados a cistas prism&aacute;ticas de incinera&ccedil;&atilde;o num contexto da &eacute;poca romana. As esculturas cobriam as cupae, que continham os restos do enterramento.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Berr&atilde;o de Ramilo 2(1).jpg" width="890" height="486" alt="" />
<p class="legenda">Berr&atilde;o de Ramilo. Fotografia M&oacute;nica Salgado.</p>]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c73db</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 08 Oct 2021 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Observadas 46 espécies de aves no Eurobirdwatch 21 em Vilarinho dos Galegos</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/observadas-46-especies-de-aves-no-eurobirdwatch-21-em-vilarinho-dos-galegos-2021-10-08/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A atividade organizada pela Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural no &acirc;mbito do Eurobirdwatch 21 em Vilarinho dos Galegos, no concelho de Mogadouro, nos dias 2 e 3 de outubro, reuniu 20 participantes em duas manh&atilde;s dedicadas &agrave;s aves, durantes as quais foram observadas 46 esp&eacute;cies diferentes de avifauna.</strong> <br />
<br />
Com as arribas do Parque Natural do Douro Internacional erguidas no horizonte, a impelir-nos para a comunh&atilde;o com a Natureza, partimos &agrave; descoberta de Vilarinho dos Galegos &ndash; Trilho do Castro e do Contrabando (PR6 MGD) e deslumbramo-nos com a avifauna presente na regi&atilde;o.<br />
<br />
Entre as esp&eacute;cies observadas, destacamos o bico-grossudo (<em>Coccothraustes coccothraustes</em>), uma ave gran&iacute;vora, tamb&eacute;m conhecida por trinca-pinh&otilde;es; o ma&ccedil;arico-bique-bique (<em>Tringa ochropus</em>), uma esp&eacute;cie comum em zonas com massas de &aacute;gua, e o pardal-franc&ecirc;s (<em>Petronia petronia</em>), uma esp&eacute;cie pouco comum que ocorre sobretudo em aldeias e zonas florestais. Consulte as listas completas de esp&eacute;cies observadas no dia <u><a href="https://ebird.org/checklist/S95475940">2 de outubro</a></u> e <u><a href="https://ebird.org/checklist/S95584342">no dia 3</a></u>.<br />
<br />
Este &eacute; o s&eacute;timo ano em que a Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural participa no Eurobirdwatch, uma iniciativa criada em 1993, que tem como objetivo chamar a aten&ccedil;&atilde;o da comunidade internacional para a import&acirc;ncia das aves migradoras e dos seus habitats.<br />
<br />
O Eurobirdwatch &eacute; organizado pela BirdLife International e coordenado, em Portugal, pela Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA). Todos os anos, re&uacute;ne pessoas de dezenas de pa&iacute;ses para a observa&ccedil;&atilde;o de avifauna.<br />
&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c73e7</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Wed, 06 Oct 2021 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Grifos Esteva e Erica recuperam-se e são marcados no âmbito do projeto Sentinelas</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/grifos-esteva-e-erica-recuperam-se-e-sao-marcados-no-ambito-do-projeto-sentinelas-2021-10-06/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>Dois grifos (<em>Gyps fulvus</em>) imaturos que foram resgatados e recuperados pelo Centro de Interpreta&ccedil;&atilde;o Ambiental e Recupera&ccedil;&atilde;o Animal (CIARA) e pelo Hospital Veterin&aacute;rio da Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro (HVUTAD) passaram a integrar o projeto Sentinelas - Rede de Monitoriza&ccedil;&atilde;o de Amea&ccedil;as para a Fauna Silvestre da Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, ap&oacute;s terem sido marcados pela equipa do projeto.</strong><br />
<br />
Depois de tratados e recuperados pelo CIARA e pelo HVUTAD, os dois grifos foram devolvidos &agrave; natureza no dia 22 de setembro, numa a&ccedil;&atilde;o de liberta&ccedil;&atilde;o que decorreu em Picote, no concelho de Miranda do Douro, distrito de Bragan&ccedil;a e que contou com a participa&ccedil;&atilde;o de t&eacute;cnicos da Palombar, CIARA e HVUTAD. Foi durante esta a&ccedil;&atilde;o que os dois abutres foram anilhados pelo bi&oacute;logo da Palombar Iv&aacute;n Guti&eacute;rrez. <br />
<br />
Um dos grifos, batizado de Esteva, foi marcado com anilha PVC vermelha com o c&oacute;digo alfab&eacute;tico HF e met&aacute;lica com o n&uacute;mero 1523, e o outro, denominado Erica, com a anilha PVC HE e met&aacute;lica 1656. Foram tamb&eacute;m recolhidos dados biom&eacute;tricos dos dois abutres. <br />
<br />
O projeto <u><a href="http://www.sentinelas.pt">Sentinelas</a></u> est&aacute; a criar uma rede de monitoriza&ccedil;&atilde;o de amea&ccedil;as para a fauna silvestre, atrav&eacute;s da marca&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies-sentinelas com dispositivo GPS e anilhas com o objetivo de detetar de forma mais r&aacute;pida e eficaz as amea&ccedil;as para esp&eacute;cies selvagens. Adicionalmente, o projeto est&aacute; a avaliar a vulnerabilidade das esp&eacute;cies de fauna silvestre ao uso ilegal de venenos e a analisar os n&iacute;veis de toler&acirc;ncia de diferentes grupos de interesse relativamente &agrave;s esp&eacute;cies de fauna selvagens. &nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c73ed</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Tue, 28 Sep 2021 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Grupo Nordeste integra júri da edição inaugural do prémio "Laboratory of Applied Ecology Incentive Award towards Social-Ecological Sustainability"</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/grupo-nordeste-integra-juri-da-edicao-inaugural-do-premio-laboratory-of-applied-ecology-incentive-award-towards-social-ecological-sustainability-2021-09-28/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>O Nordeste - Grupo para a Promo&ccedil;&atilde;o do Desenvolvimento Sustent&aacute;vel, formado pela Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, pela AEPGA - Associa&ccedil;&atilde;o para o Estudo e Prote&ccedil;&atilde;o do Gado Asinino e pela APFNT - Associa&ccedil;&atilde;o dos Produtores Florestais do Nordeste Transmontano, foi convidado pelo Laborat&oacute;rio de Ecologia Aplicada (LEA) do Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o e Tecnologias Agroambientais e Biol&oacute;gicas (CITAB) da Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro (UTAD) para integrar o j&uacute;ri da edi&ccedil;&atilde;o inaugural do pr&eacute;mio de incentivo &quot;Laboratory of Applied Ecology Incentive Award towards Social-Ecological Sustainability&quot;.</strong> <br />
<br />
A Palombar, atrav&eacute;s do seu presidente, Jos&eacute; Pereira, ir&aacute; representar o Grupo Nordeste no j&uacute;ri do pr&eacute;mio &quot;Laboratory of Applied Ecology Incentive Award towards Social-Ecological Sustainability&quot;, que tem como objetivo principal apoiar a implementa&ccedil;&atilde;o de propostas/ideias de projetos-piloto que contribuam, de forma inovadora, para a valora&ccedil;&atilde;o efetiva dos servi&ccedil;os de ecossistemas e da sustentabilidade s&oacute;cio-ecol&oacute;gica em territ&oacute;rios rurais de baixa densidade populacional. O pr&eacute;mio tem uma dota&ccedil;&atilde;o de 10.000 euros.<br />
<br />
O pr&eacute;mio foi lan&ccedil;ado pelo LEA-CITAB-UTAD no marco dos 20 anos de exist&ecirc;ncia do laborat&oacute;rio. &quot;Consideramos que esta iniciativa encerra um potencial de mais-valia para a investiga&ccedil;&atilde;o inter e multidisciplinar do CITAB, em estreita intera&ccedil;&atilde;o com outras entidades e atores respons&aacute;veis pela planifica&ccedil;&atilde;o/gest&atilde;o futura em prol da resili&ecirc;ncia dos territ&oacute;rios rurais, com enfoque experimental no Norte de Portugal&quot;, sublinha o LEA.<br />
<br />
O Grupo Nordeste, enquanto agente ativo de interven&ccedil;&atilde;o e promo&ccedil;&atilde;o da sustentabilidade e dinamiza&ccedil;&atilde;o do mundo rural e impulsionador da valoriza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os dos ecossistemas e do desenvolvimento das comunidades rurais aliado &agrave; conserva&ccedil;&atilde;o da natureza e da biodiversidade, considera que este pr&eacute;mio inovador ser&aacute; um grande contributo para fomentar ideias e pr&aacute;ticas efetivas em prol da sustentabilidade s&oacute;cio-ecol&oacute;gica. <br />
<br />
Os requisitos de candidatura ao pr&eacute;mio e mais informa&ccedil;&otilde;es podem ser consultados <u><a href="https://citab.utad.pt/news/incentive-award-towards-social-ecological-sustainability?fbclid=IwAR2xEOChDsIJYQYtMxnXEwzmAw3FCjAm-WqpwkURR5yJnMzAmlbHtCaIxCU">aqui</a></u>.<br />]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c73f6</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 24 Sep 2021 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Palombar apresenta ações de conservação do tartaranhão-caçador em evento promovido pela Rede Rural Nacional</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/palombar-apresenta-acoes-de-conservacao-do-tartaranhao-cacador-em-evento-promovido-pela-rede-rural-nacional-2021-09-24/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental de ambiente (ONGA) Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural apresentou, no dia 17 de setembro, a comunica&ccedil;&atilde;o &quot;Monitoriza&ccedil;&atilde;o e Conserva&ccedil;&atilde;o do Tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador/&Aacute;guia ca&ccedil;adeira (<em>Circus pygargus</em>) no Nordeste Transmontano&quot; no evento &ldquo;Rede de Itiner&aacute;rios T&eacute;cnicos&rdquo; organizado pela Rede Rural Nacional - Dire&ccedil;&atilde;o-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural (DGADR).</strong><br />
<br />
Durante o evento, que teve lugar na Explora&ccedil;&atilde;o Monte de Santo Isidro, em Samora Correia (Benavente), e a convite da Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Produtores de Proteaginosas, Oleaginosas e Cereais (ANPOC), o bi&oacute;logo e presidente da Palombar, Jos&eacute; Pereira, apresentou as a&ccedil;&otilde;es que a organiza&ccedil;&atilde;o est&aacute; a desenvolver para assegurar a monitoriza&ccedil;&atilde;o e conserva&ccedil;&atilde;o do tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador no Nordeste Transmontano.<br />
<br />
Foi tamb&eacute;m apresentado, em conjunto com os parceiros, um projeto de &acirc;mbito nacional em desenvolvimento, mais abrangente e ambicioso, denominado &ldquo;Searas de trigo com biodiversidade: salvemos a &Aacute;guia-ca&ccedil;adeira&rdquo;, que visa promover a conserva&ccedil;&atilde;o desta esp&eacute;cie cuja popula&ccedil;&atilde;o nacional tem sofrido um forte decl&iacute;nio nos &uacute;ltimos anos. Este projeto &eacute; promovido por uma parceria realizada entre o Clube de Produtores do CONTINENTE, ANPOC, o Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Biodiversidade e Recursos Gen&eacute;ticos (CIBIO) da Universidade do Porto e a Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural e tem como objetivo principal valorizar as searas de trigo, associando-as &agrave; promo&ccedil;&atilde;o da biodiversidade, em especial para as aves, com foco na conserva&ccedil;&atilde;o do tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador/&aacute;guia ca&ccedil;adeira.<br />
<br />
Em 2020, a Palombar arrancou com a&ccedil;&otilde;es de prote&ccedil;&atilde;o e conserva&ccedil;&atilde;o desta esp&eacute;cie no Nordeste Transmontano, mais especificamente no Planalto Mirand&ecirc;s, em estreita colabora&ccedil;&atilde;o com os agricultores locais e com o Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas, a Dire&ccedil;&atilde;o Regional da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e Florestas do Norte e o Parque Natural do Douro Internacional. Desde ent&atilde;o, e tamb&eacute;m enquadrado em a&ccedil;&otilde;es do seu projeto &quot;Reconecta-te &agrave; Natureza - as aves fazem mais do que cantar&rdquo;, financiado pelo Fundo Ambiental - Minist&eacute;rio do Ambiente e da A&ccedil;&atilde;o Clim&aacute;tica, a Palombar tem implementado medidas no terreno para conservar o tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador, tendo j&aacute; protegido, no per&iacute;odo 2020-2021, cinco ninhos da esp&eacute;cie e anilhado 18 indiv&iacute;duos, incluindo crias e adultos. A organiza&ccedil;&atilde;o est&aacute; igualmente a realizar um censo da esp&eacute;cie na regi&atilde;o. No &acirc;mbito daquele projeto, a Palombar produziu ainda o v&iacute;deo <u><a href="https://youtu.be/2UjIxg2BHMk">&ldquo;Proteger a rapina das searas&rdquo;</a></u>, que sensibiliza para a import&acirc;ncia de proteger o tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador.<br />
<br />
O <em>Circus pygargus</em>, que tem como nomes comuns tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador e &aacute;guia-ca&ccedil;adeira, &eacute; uma rapina migradora que tem um estatuto de amea&ccedil;a &ldquo;Em perigo&rdquo; de extin&ccedil;&atilde;o, segundo o Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal e as suas popula&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m registado um decl&iacute;nio continuado no territ&oacute;rio nacional. Os casais nidificantes desta esp&eacute;cie no pa&iacute;s representam cerca de 13 por cento da popula&ccedil;&atilde;o europeia (excluindo a R&uacute;ssia). Esta &eacute; uma esp&eacute;cie de conserva&ccedil;&atilde;o priorit&aacute;ria em Portugal e que est&aacute; protegida atrav&eacute;s da transposi&ccedil;&atilde;o para a legisla&ccedil;&atilde;o nacional da Diretiva Aves da Uni&atilde;o Europeia, e das Conven&ccedil;&otilde;es de Berna, de Bona e de Washington. A regi&atilde;o Nordeste do pa&iacute;s regista um efetivo populacional relevante de tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador e, tendo em conta esta realidade, a Palombar tem desenvolvido a&ccedil;&otilde;es dirigidas para esta esp&eacute;cie com o objetivo de monitorizar as suas popula&ccedil;&otilde;es e detetar casais e ninhos existentes no territ&oacute;rio, sobretudo no Planalto Mirand&ecirc;s.<br />
<br />
A Rede Rural Nacional - DGADR est&aacute; a desenvolver itiner&aacute;rios t&eacute;cnicos focados na sustentabilidade econ&oacute;mica e ambiental das explora&ccedil;&otilde;es agr&iacute;colas. Estes itiner&aacute;rios t&ecirc;m por objetivo dar a conhecer as boas pr&aacute;ticas e inova&ccedil;&otilde;es no contexto de uma explora&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola, proporcionando a troca de conhecimentos entre agricultores, t&eacute;cnicos, empresas, investigadores e decisores de pol&iacute;ticas.<br />
&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c7400</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 23 Sep 2021 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Espanha proíbe caça ao lobo-ibérico em todo o país</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/espanha-proibe-caca-ao-lobo-iberico-em-todo-o-pais-2021-09-23/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>O Governo espanhol acaba de aprovar uma nova </strong><u><a href="https://www.boe.es/diario_boe/txt.php?id=BOE-A-2021-15244"><strong>lei</strong></a></u><strong>, em vigor desde esta quarta-feira, 22 de setembro, que pro&iacute;be a ca&ccedil;a ao lobo-ib&eacute;rico (<em>Canis lupus signatus</em>) em toda Espanha. A esp&eacute;cie passou a integrar a Lista de Esp&eacute;cies Selvagens em Regime de Prote&ccedil;&atilde;o Especial (LESRPE), tendo ganhado o mesmo n&iacute;vel de prote&ccedil;&atilde;o em todo o territ&oacute;rio espanhol.</strong><br />
<br />
No in&iacute;cio deste ano, <u><a href="https://palombar.pt/pt/noticias/nove-onga-portuguesas-defendem-que-espanha-faca-historia-na-conservacao-do-lobo-e-inclua-especie-na-lista-de-protecao-especial-2021-03-01/">nove organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o governamentais de ambiente (ONGA) portuguesas</a></u>, entre as quais a Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, juntaram-se e enviaram ao Minist&eacute;rio para a Transi&ccedil;&atilde;o Ecol&oacute;gica e Desafio Demogr&aacute;fico (MITECO) espanhol uma carta de contributo para a consulta p&uacute;blica pr&eacute;via para inclus&atilde;o do lobo na LESRPE. A Palombar congratula-se com esta medida fundamental para assegurar a conserva&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie a longo prazo e garantir o aumento da sua popula&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
Em Espanha, a ca&ccedil;a ao lobo-ib&eacute;rico era permitida a norte do rio Douro, onde a esp&eacute;cie tinha o estatuto de esp&eacute;cie cineg&eacute;tica. Agora, a ca&ccedil;a &agrave; esp&eacute;cie passou a ser proibida em todo o pa&iacute;s.<br />
<br />
Com a nova lei, para matar um lobo-ib&eacute;rico, passa a ser obrigat&oacute;rio justificar o seu abate. &ldquo;Unicamente poder&atilde;o ser autorizadas capturas e extra&ccedil;&otilde;es de maneira justificada quando todas as medidas de preven&ccedil;&atilde;o se tenham revelado ineficazes; com a garantia cient&iacute;fica de que n&atilde;o comprometer&atilde;o o bom estado de conserva&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie e perante provas de danos importantes ou recorrentes na atividade pecu&aacute;ria&rdquo;, afirmou o Governo espanhol num comunicado.<br />
<br />
Atualmente, estima-se que vivam em Espanha entre 2 000 e 2 500 lobos-ib&eacute;ricos. O &uacute;ltimo censo da esp&eacute;cie no pa&iacute;s, realizado entre 2012 e 2014, revelou a exist&ecirc;ncia de 297 alcateias. O Governo espanhol quer chegar a um total de 350 alcateias em 2030 para garantir a conserva&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie a longo prazo. Neste sentido, prev&ecirc; aumentar a &aacute;rea de distribui&ccedil;&atilde;o do lobo-ib&eacute;rico entre 10 e 20%, na pr&oacute;xima d&eacute;cada, e reduzir a persegui&ccedil;&atilde;o ilegal a esta esp&eacute;cie.<br />
<br />
Em Portugal, o lobo-ib&eacute;rico est&aacute; totalmente protegido por legisla&ccedil;&atilde;o nacional espec&iacute;fica (Lei n.&ordm; 90/88, de 13 de agosto, Lei de Prote&ccedil;&atilde;o do Lobo-ib&eacute;rico, e o Decreto-Lei n.&ordm; 54/2016, de 25 de agosto que a regulamenta) e a ca&ccedil;a &agrave; esp&eacute;cie est&aacute; proibida em todo o pa&iacute;s.<br />
&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c74bf</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 20 Sep 2021 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Networking Event "E se o urso-pardo voltar?" reúne especialistas ibéricos para debater futuro transfronteiriço da espécie</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/networking-event-e-se-o-urso-pardo-voltar-reune-especialistas-ibericos-para-debater-futuro-transfronteirico-da-especie-2021-09-20/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>Nos dias 28 e 29 de outubro de 2021, vai realizar-se, na cidade de Bragan&ccedil;a, o Networking Event &quot;E se o urso-pardo voltar?&quot; (<u><a href="http://www.ursopardo.pt">www.ursopardo.pt</a></u>), um evento ib&eacute;rico que tem como principal objetivo antecipar aquele que poder&aacute; ser um dos grandes desafios de conserva&ccedil;&atilde;o da natureza em Portugal: o potencial regresso do urso-pardo ao norte do pa&iacute;s e a sua coexist&ecirc;ncia com o ser humano.</strong><br />
<br />
O evento &eacute; coorganizado pela ONG de Ambiente Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, em conjunto com a Associa&ccedil;&atilde;o para o Estudo e Prote&ccedil;&atilde;o do Gado Asinino (AEPGA), o Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas (ICNF), o Munic&iacute;pio de Bragan&ccedil;a (MB) e o Instituto Polit&eacute;cnico de Bragan&ccedil;a (IPB), e apoiado pela iniciativa &ldquo;Natura 2000 Biogeographical Process&rdquo; da Comiss&atilde;o Europeia. Vai reunir parceiros e especialistas ib&eacute;ricos com grande experi&ecirc;ncia na gest&atilde;o e conserva&ccedil;&atilde;o do urso-pardo, com vista a criar as funda&ccedil;&otilde;es para futuras a&ccedil;&otilde;es de conserva&ccedil;&atilde;o do urso-pardo em Portugal, a promover a articula&ccedil;&atilde;o com Espanha numa abordagem ib&eacute;rica &agrave; conserva&ccedil;&atilde;o desta esp&eacute;cie e encorajar a coopera&ccedil;&atilde;o transfronteiri&ccedil;a e a partilha de conhecimento.<br />
<br />
O evento &eacute; direcionado para especialistas e atores locais, estando a participa&ccedil;&atilde;o sujeita a convite pr&eacute;vio. Contudo, no dia 28 de outubro, estar&aacute; aberto &agrave; participa&ccedil;&atilde;o do p&uacute;blico em geral durante as comunica&ccedil;&otilde;es orais, atrav&eacute;s da Internet, com inscri&ccedil;&atilde;o gratuita, mas obrigat&oacute;ria no s&iacute;tio do evento (<u><a href="http://www.ursopardo.pt">www.ursopardo.pt</a></u>).<br />
<br />
Em debate, estar&atilde;o temas como a hist&oacute;ria do urso-pardo em Portugal, ecologia e comportamento desta esp&eacute;cie e a sua conserva&ccedil;&atilde;o, nomeadamente no que respeita &agrave; gest&atilde;o do seu habitat e &agrave; intera&ccedil;&atilde;o com as comunidades humanas. Ser&atilde;o ainda discutidas as quest&otilde;es socioecon&oacute;micas decorrentes do eventual ressurgimento do urso-pardo em Portugal, assim como o papel do planeamento e da gest&atilde;o p&uacute;blica na conserva&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie.<br />
<br />
A abertura do evento conta com a presen&ccedil;a do Secret&aacute;rio de Estado da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas e do Ordenamento do Territ&oacute;rio, Jo&atilde;o Paulo Catarino, e o encerramento ficar&aacute; a cargo do presidente do ICNF, Nuno Banza.<br />
<br />
&quot;O potencial regresso do urso-pardo a Portugal lan&ccedil;a grandes desafios aos diferentes agentes de conserva&ccedil;&atilde;o da natureza, pelo que antecipar o debate sobre este tema entre especialistas, atores locais, institui&ccedil;&otilde;es acad&eacute;micas e autoridades nacionais &eacute; fundamental para estarmos todos mais preparados para garantir uma abordagem mais fundamentada, abrangente e transfronteiri&ccedil;a no que se refere a futuras a&ccedil;&otilde;es de prote&ccedil;&atilde;o desta esp&eacute;cie no pa&iacute;s, se o seu retorno se vier a tornar uma realidade&quot;, refere Jos&eacute; Pereira, presidente da Palombar.<br />
<br />
&ldquo;Em 2019, fomos todos surpreendidos pela passagem de um urso-pardo, junto &agrave; raia nordestina de Portugal, o que, inegavelmente, captou o interesse nacional e das comunidades locais, mas tamb&eacute;m dos investigadores da &aacute;rea da biodiversidade.  Foi, assim, confirmada a presen&ccedil;a de urso-pardo no Parque Natural de Montesinho. Em 2021, e por via da iniciativa da Palombar e de outras entidades, entre as quais o ICNF, autoridade nacional para a conserva&ccedil;&atilde;o da natureza e biodiversidade, surge, com muito sentido de oportunidade e pertin&ecirc;ncia, este momento de partilha de conhecimento cient&iacute;fico sobre esta esp&eacute;cie. Certamente que, aprendendo com as experi&ecirc;ncias apresentadas no decurso deste evento, ser&aacute; poss&iacute;vel estudar e delinear mais adequadamente futuros cen&aacute;rios de atua&ccedil;&atilde;o para esta complexa mat&eacute;ria, sempre em parceria com todos os parceiros presentes nos territ&oacute;rios em que o urso-pardo poder&aacute; voltar a estar presente&quot;, afirma Jo&atilde;o Paulo Catarino, Secret&aacute;rio de Estado da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza, das Florestas e do Ordenamento do Territ&oacute;rio.<br />
<br />
&ldquo;Em 2019, o ICNF seguiu e noticiou a passagem de um urso-pardo junto &agrave; raia nordestina de Portugal. Acompanharemos agora com aten&ccedil;&atilde;o a partilha de conhecimento e experi&ecirc;ncias entre especialistas, e o envolvimento de atores locais neste evento dedicado ao urso-pardo, com vista a debater linhas de atua&ccedil;&atilde;o perante diferentes cen&aacute;rios&rdquo;, destaca Nuno Banza, presidente do ICNF.<br />
<br />
&quot;O avistamento e a passagem do urso-pardo por Bragan&ccedil;a constituiu-se como um marco importante para este territ&oacute;rio, pelo que o debate desta tem&aacute;tica &eacute; essencial, no sentido de haver uma prepara&ccedil;&atilde;o na forma de agir e de estar perante a forte possibilidade de este acontecimento se poder repetir com frequ&ecirc;ncia&quot;, sublinha Hern&acirc;ni Dias, presidente do Munic&iacute;pio de Bragan&ccedil;a.<br />
<br />
J&aacute; o presidente do IPB, Orlando Rodrigues, considera que &quot;este evento &eacute; inovador e da maior relev&acirc;ncia para a conserva&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento das regi&otilde;es de montanha, evidenciando a capacidade de iniciativa das suas institui&ccedil;&otilde;es&rdquo;.<br />
<br />
<strong>Porque debater o poss&iacute;vel regresso do urso-pardo e elaborar os pilares para futuras a&ccedil;&otilde;es de conserva&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie em Portugal?</strong><br />
<br />
O urso-pardo (<em>Ursus arctos</em>) est&aacute; considerado extinto em Portugal desde a primeira metade do s&eacute;culo XIX. Nos &uacute;ltimos 150 anos, a sociedade portuguesa deixou de estar familiarizada com a presen&ccedil;a do urso-pardo no seu habitat natural. Atualmente, j&aacute; n&atilde;o h&aacute; mem&oacute;ria coletiva deste grande mam&iacute;fero e de como as pessoas interagiam com esta esp&eacute;cie, n&atilde;o obstante poderem ainda ser encontradas manifesta&ccedil;&otilde;es dessa intera&ccedil;&atilde;o no patrim&oacute;nio constru&iacute;do, como muros de pedra desenhados para impedir o ataque de ursos a colmeias, que se mant&ecirc;m como testemunho dos tempos em que humanos e ursos coexistiram.<br />
<br />
No entanto, um estudo europeu de 2018 intitulado &ldquo;Up&#8208;scaling local&#8208;habitat models for large&#8208;scale conservation: Assessing suitable areas for the Brown Bear comeback in Europe&rdquo; e publicado na revista Diversity and Distributions, indica que o norte de Portugal tem &aacute;reas com habitat adequado para a recoloniza&ccedil;&atilde;o pelo urso-pardo, designadamente as Zonas Especiais de Conserva&ccedil;&atilde;o (ZEC) da Peneda/Ger&ecirc;s e de Montesinho/Nogueira.<br />
<br />
Estas &aacute;reas da Rede Natura 2000 em Portugal fazem fronteira com o territ&oacute;rio espanhol, onde a popula&ccedil;&atilde;o de urso-pardo cant&aacute;brica, especialmente a subpopula&ccedil;&atilde;o ocidental, tem vindo a crescer ao longo dos &uacute;ltimos anos. Adicionalmente, ursos-pardos dispersantes t&ecirc;m vindo a ser detetados perto da fronteira portuguesa a nordeste e, na primavera de 2019, foi detetada e geneticamente confirmada a presen&ccedil;a ocasional de um urso-pardo macho na ZEC de Montesinho/Nogueira. &Eacute; este contexto que fundamenta a realiza&ccedil;&atilde;o deste Networking Event transfronteiri&ccedil;o.&nbsp;]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 09 Sep 2021 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Palombar comemora Dia da Ecologia com sessão de anilhagem científica e divulgação de conteúdos de sensibilização ambiental</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/palombar-comemora-dia-da-ecologia-com-sessao-de-anilhagem-cientifica-e-divulgacao-de-conteudos-de-sensibilizacao-ambiental-2021-09-09/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental de ambiente (ONGA) Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural associa-se &agrave;s comemora&ccedil;&otilde;es do Ecology Day (Dia da Ecologia), 14 de setembro, uma iniciativa internacional que visa aproximar a Ecologia e os ec&oacute;logos da sociedade, rumo &agrave; constru&ccedil;&atilde;o de um desenvolvimento humano mais sustent&aacute;vel, promovida pela Sociedade Portuguesa de Ecologia (SPECO), em conjunto com a Federa&ccedil;&atilde;o Europeia de Ecologia (EEF).</strong><br />
<br />
Para assinalar este dia especial para ecologistas, naturalistas, conservacionistas e sociedade em geral, a Palombar vai organizar uma <u><a href="https://www.ecologyday.eu/pt/programa/sessao-de-anilhagem-cientifica-de-aves-em-vila-cha-da-ribeira">Sess&atilde;o de Anilhagem Cient&iacute;fica de Aves</a></u>, no dia 12 de setembro de 2021, em Vila Ch&atilde; da Ribeira, no concelho de Vimioso (distrito de Bragan&ccedil;a) e divulgar diversos conte&uacute;dos de sensibiliza&ccedil;&atilde;o e educa&ccedil;&atilde;o ambiental destinados a diferentes p&uacute;blicos-alvo e faixas et&aacute;rias, nomeadamente o document&aacute;rio <u><a href="https://youtu.be/2UjIxg2BHMk">&quot;Proteger a rapina das searas&quot;</a></u>, o livro &quot;O Di&aacute;rio secreto da &Aacute;guia-de-Bonelli&quot;, o livro &quot;Estrat&eacute;gias de Combate ao Uso Ilegal de Venenos em Portugal&quot;, o &ldquo;Guia Informativo - Manual de Instala&ccedil;&atilde;o de Pastagens Biodiversas&rdquo; e quatro folhetos de atividades &quot;As aves fazem mais do que cantar&quot; (<u><a href="https://palombar.pt/pt/conteudos/">descarregue os conte&uacute;dos gratuitamente</a></u>).<br />
<br />
Numa altura em que as quest&otilde;es ambientais e de sustentabilidade do Planeta Terra se tornam incontorn&aacute;veis e que as amea&ccedil;as &agrave; biodiversidade e aos ecossistemas se intensificam e agigantam-se, colocando em causa todas as formas de vida, a Palombar considera que a celebra&ccedil;&atilde;o deste dia, muito mais do que uma simbologia, &eacute; uma forma de alertar, sensibilizar e, sobretudo, agir para assegurar um desenvolvimento humano efetivamente sustent&aacute;vel. <br />
<br />
A data 14 de setembro foi escolhida para ser o Dia da Ecologia para honrar o dia no qual Ernst Haeckel publicou o seu O&#776;kologie und Chorologie em 1866, cunhando o termo Ecologia. Em Portugal, a iniciativa do Ecology Day conta com o alto patroc&iacute;nio da Comiss&atilde;o Nacional da UNESCO - Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para a Educa&ccedil;&atilde;o, a Ci&ecirc;ncia e a Cultura. Mais informa&ccedil;&otilde;es sobre o Ecology Day podem ser consultadas em www.ecologyday.eu/pt.<br />
<br />
A celebra&ccedil;&atilde;o do Ecology Day &eacute; promovida pela SPECO desde 2017, em associa&ccedil;&atilde;o com a EEF. Em 2019, o Ecology Day assumiu uma escala internacional, gra&ccedil;as &agrave;s celebra&ccedil;&otilde;es que tiveram lugar nos Estados Unidos da Am&eacute;rica, R&uacute;ssia, &Iacute;ndia e Mo&ccedil;ambique. O objetivo &eacute; que, ao ganhar escala mundial, a data seja fixada oficialmente por entidades internacionais, nomeadamente pela Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU).]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Tue, 07 Sep 2021 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>13 ONG de Ambiente alertam para impacto negativo que a correção extraordinária da densidade de javalis terá na conservação do lobo-ibérico</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/13-ong-de-ambiente-alertam-para-impacto-negativo-que-a-correcao-extraordinaria-da-densidade-de-javalis-tera-na-conservacao-do-lobo-iberico-2021-09-07/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[Na sequ&ecirc;ncia da abertura de um <u><a href="https://www.agroportal.pt/wp-content/uploads/2021/07/20210705-edital-2-javalis.pdf">Edital</a></u> pelo Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas (ICNF), no in&iacute;cio de julho, para refor&ccedil;o de medidas para corre&ccedil;&atilde;o extraordin&aacute;ria da densidade de javalis, <strong>13 ONG de Ambiente (ONGA), entre as quais a Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural</strong>, enviaram uma carta &agrave;quele Instituto, no passado dia 30 de julho, na qual expressaram <strong>grande preocupa&ccedil;&atilde;o face &agrave; sobreposi&ccedil;&atilde;o das mesmas com a &eacute;poca de reprodu&ccedil;&atilde;o do lobo-ib&eacute;rico o que poderia comprometer a conserva&ccedil;&atilde;o desta esp&eacute;cie, considerada &ldquo;Em Perigo&rdquo; de extin&ccedil;&atilde;o no nosso pa&iacute;s</strong>.<br />
<br />
Propondo a elabora&ccedil;&atilde;o de um novo Edital, que melhor acautelasse a prote&ccedil;&atilde;o do lobo-ib&eacute;rico, as organiza&ccedil;&otilde;es solicitaram ao ICNF a <strong>suspens&atilde;o imediata da atribui&ccedil;&atilde;o de credenciais para corre&ccedil;&atilde;o extraordin&aacute;ria da densidade de javalis na &aacute;rea de distribui&ccedil;&atilde;o do lobo, durante a sua &eacute;poca de reprodu&ccedil;&atilde;o (maio &ndash; setembro)</strong>.<br />
<br />
Tamb&eacute;m pediram que lhes fosse facultada informa&ccedil;&atilde;o relevante (como o n&uacute;mero de credenciais j&aacute; atribu&iacute;das, n&uacute;mero de javalis a abater e j&aacute; abatidos, e a fundamenta&ccedil;&atilde;o sobre o potencial impacto destas medidas na popula&ccedil;&atilde;o de lobo), na qual o ICNF se baseia para a publica&ccedil;&atilde;o do mesmo. <strong>At&eacute; hoje, a resposta a este pedido n&atilde;o chegou, apesar da insist&ecirc;ncia.</strong><br />
<br />
<strong>O lobo-ib&eacute;rico est&aacute; totalmente protegido por legisla&ccedil;&atilde;o nacional espec&iacute;fica</strong> (Lei n.&ordm; 90/88, de 13 de agosto, Lei de Prote&ccedil;&atilde;o do Lobo-ib&eacute;rico, e o Decreto-Lei n.&ordm; 54/2016, de 25 de agosto que a regulamenta) e tamb&eacute;m por legisla&ccedil;&atilde;o de &acirc;mbito europeu, pelo que o ICNF, tem uma grande responsabilidade na preserva&ccedil;&atilde;o do &uacute;ltimo grande predador nacional.<br />
<br />
<strong>O exerc&iacute;cio da ca&ccedil;a ao javali nas circunst&acirc;ncias permitidas no Edital, isto &eacute; durante a &eacute;poca de reprodu&ccedil;&atilde;o do lobo-ib&eacute;rico &eacute; altamente lesivo para a esp&eacute;cie, pela perturba&ccedil;&atilde;o que provoca em &aacute;reas de grande import&acirc;ncia para a sua conserva&ccedil;&atilde;o, nomeadamente os locais de reprodu&ccedil;&atilde;o durante o per&iacute;odo de maior vulnerabilidade das crias (nos primeiros 5 meses de vida)</strong>. Ainda mais quando as medidas extraordin&aacute;rias previstas no Edital possibilitam a <strong>presen&ccedil;a de at&eacute; dez ca&ccedil;adores e 20 c&atilde;es de&nbsp;ca&ccedil;a, tanto no per&iacute;odo diurno como noturno, nas a&ccedil;&otilde;es de corre&ccedil;&atilde;o solicitadas por entidades titulares ou gestoras de zonas de ca&ccedil;a</strong>.<br />
<br />
Estas a&ccedil;&otilde;es ter&atilde;o seguramente graves impactos com a perturba&ccedil;&atilde;o acrescida das alcateias durante a &eacute;poca de reprodu&ccedil;&atilde;o, comprometendo o seu sucesso reprodutor, com impactos &oacute;bvios e potencialmente muito nefastos na viabilidade das mesmas e na recupera&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o de lobo. Com efeito, <strong>poder&atilde;o resultar na desloca&ccedil;&atilde;o das alcateias em busca de um novo ref&uacute;gio o que, poder&aacute; resultar na diminui&ccedil;&atilde;o da taxa de sobreviv&ecirc;ncia das crias</strong>, uma vez que a mobilidade destas &eacute; limitada nos primeiros meses de vida, para al&eacute;m de expor toda a alcateia a muitos outros riscos durante essa&nbsp;desloca&ccedil;&atilde;o, dos quais o mais flagrante &eacute; o atropelamento, a principal causa de morte conhecida da esp&eacute;cie, para al&eacute;m de outros, como o tiro ou armadilhas.<br />
<br />
Por todas estas raz&otilde;es, as ONGA signat&aacute;rias consideram que a emiss&atilde;o por parte do ICNF de credenciais&nbsp;para corre&ccedil;&atilde;o extraordin&aacute;ria da densidade de javalis nos moldes em que &eacute; feita, &eacute; altamente lesiva para os objetivos de conserva&ccedil;&atilde;o do lobo-ib&eacute;rico em Portugal.<br />
<br />
Assim, <strong>fazemos um novo apelo, agora p&uacute;blico, &agrave; revis&atilde;o do Edital e &agrave; sua suspens&atilde;o imediata na &aacute;rea de distribui&ccedil;&atilde;o do lobo e at&eacute; final do m&ecirc;s de setembro, solicitando ainda que credenciais a emitir este ano para a &aacute;rea de distribui&ccedil;&atilde;o do lobo-ib&eacute;rico</strong>, no &acirc;mbito de novo edital corrigido, contemplem apenas esperas de forma a minimizar o impacto no lobo-ib&eacute;rico.<br />
<br />
As ONGA tornam tamb&eacute;m p&uacute;blico que j&aacute; apresentaram uma queixa &agrave; Comiss&atilde;o de Acesso aos Documentos Administrativos, por ainda n&atilde;o terem obtido a informa&ccedil;&atilde;o pedida ao ICNF. <strong>Esta situa&ccedil;&atilde;o contraria e p&otilde;e em causa os esfor&ccedil;os de conserva&ccedil;&atilde;o do lobo-ib&eacute;rico que t&ecirc;m vindo a ser desenvolvidos nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, quer pelo pr&oacute;prio ICNF quer pelas ONGA e pela sociedade em geral.</strong><br />
<br />
<strong>As ONGA signat&aacute;rias</strong><br />
<br />
ALDEIA,&nbsp;ANP|WWF,&nbsp;ATN,&nbsp;Dear Wolf,&nbsp;FAPAS,&nbsp;GEOTA,&nbsp;Grupo Lobo,&nbsp;LPN,&nbsp;Palombar,&nbsp;Quercus,&nbsp;Rewilding Portugal,&nbsp;SPEA,&nbsp;Zoo Logical.]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Tue, 17 Aug 2021 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Apresentação da Coligação Cívica - Participar no Plano Estratégico para a Política Agrícola Comum</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/apresentacao-da-coligacao-civica-participar-no-plano-estrategico-para-a-politica-agricola-comum-2021-08-17/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[A Coliga&ccedil;&atilde;o C&iacute;vica - Participar no Plano Estrat&eacute;gico para a Pol&iacute;tica Agr&iacute;cola Comum (PEPAC) tem como objetivo promover a participa&ccedil;&atilde;o c&iacute;vica na elabora&ccedil;&atilde;o do PEPAC 2023-27, em di&aacute;logo com toda a sociedade e os &oacute;rg&atilde;os de soberania, em particular, com o Governo e demais institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas respons&aacute;veis pela prepara&ccedil;&atilde;o e apresenta&ccedil;&atilde;o do PEPAC &agrave; Comiss&atilde;o Europeia, prevista para o final do corrente ano de 2021.<br />
<br />
Esta Coliga&ccedil;&atilde;o expressa o consenso das vinte e uma organiza&ccedil;&otilde;es atualmente coligadas sobre a miss&atilde;o e objetivos a prosseguir, a vis&atilde;o que partilhamos e os compromissos que assumimos [1]. A Coliga&ccedil;&atilde;o estar&aacute; sempre aberta a novas ades&otilde;es coletivas e individuais, a bem da sua maior representatividade e diversidade [2].<br />
<br />
<strong>Membros coletivos atuais da coliga&ccedil;&atilde;o</strong><br />
<br />
ANIMAR &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa para o Desenvolvimento Local<br />
<br />
Manifesto em Defesa da Sustentabilidade da Agricultura Portuguesa<br />
<br />
OIKOS &ndash; Coopera&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento<br />
<br />
Grupo dos Nove &ndash; PAC, mais conhecimento e mais coes&atilde;o<br />
<br />
A ROCHA &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o Crist&atilde; de Estudo e Defesa do Ambiente<br />
<br />
ADPM &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o de Defesa do Patrim&oacute;nio de M&eacute;rtola<br />
<br />
AEPGA &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o para o Estudo e Conserva&ccedil;&atilde;o do Gado Asinino<br />
<br />
ALDEIA &ndash; Ac&ccedil;&atilde;o, Liberdade, Desenvolvimento, Educa&ccedil;&atilde;o, Investiga&ccedil;&atilde;o, Ambiente<br />
<br />
Almargem &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o de Defesa do Patrim&oacute;nio Natural e Cultural do Algarve<br />
<br />
ANP|WWF &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o Natureza Portugal, em associa&ccedil;&atilde;o com a WWF<br />
<br />
ATN &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o Transum&acirc;ncia e Natureza<br />
<br />
FAPAS &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa para a Conserva&ccedil;&atilde;o da Biodiversidade<br />
<br />
Minha Terra &ndash; Federa&ccedil;&atilde;o Portuguesa de Associa&ccedil;&otilde;es de Desenvolvimento Local<br />
<br />
GEOTA &ndash; Grupo de Estudos de Ordenamento do Territ&oacute;rio e Ambiente<br />
<br />
LPN &ndash; Liga para a Protec&ccedil;&atilde;o da Natureza<br />
<br />
Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural<br />
<br />
QUERCUS &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza<br />
<br />
SPBot&acirc;nica &ndash; Sociedade Portuguesa de Bot&acirc;nica<br />
<br />
SPEA &ndash; Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves<br />
<br />
SPECO &ndash; Sociedade Portuguesa de Ecologia<br />
<br />
Zero &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o Sistema Terrestre Sustent&aacute;vel<br />
<br />
***<br />
<br />
<strong>Miss&atilde;o e Vis&atilde;o</strong><br />
<br />
A miss&atilde;o que assumimos ao criar esta coliga&ccedil;&atilde;o resume-se em promover a participa&ccedil;&atilde;o c&iacute;vica na elabora&ccedil;&atilde;o do Plano Estrat&eacute;gico para a Pol&iacute;tica Agr&iacute;cola Comum 2023-27 (PEPAC), em di&aacute;logo com toda a sociedade e os &oacute;rg&atilde;os de soberania, em particular, com o Governo e demais institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas respons&aacute;veis pela prepara&ccedil;&atilde;o e apresenta&ccedil;&atilde;o do PEPAC &agrave; Comiss&atilde;o Europeia, prevista para o final do corrente ano de 2021.<br />
<br />
<strong>Os imperativos de um di&aacute;logo democr&aacute;tico</strong><br />
<br />
A nossa abertura ao di&aacute;logo s&oacute; tem uma condi&ccedil;&atilde;o de que n&atilde;o abdicamos: o direito de ser ouvidos, de obtermos respostas e de conhecermos os fundamentos racionais e democr&aacute;ticos das decis&otilde;es do Governo.<br />
<br />
Os procedimentos habituais de consulta p&uacute;blica sobre este e outros instrumentos de pol&iacute;tica n&atilde;o garantem as condi&ccedil;&otilde;es m&iacute;nimas para esse di&aacute;logo, nem para um genu&iacute;no processo de participa&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica:<br />
<br />
&ndash; as opini&otilde;es e sugest&otilde;es recolhidas por internet ficam depositadas em &lsquo;caixa negra&rsquo; &agrave; guarda das autoridades p&uacute;blicas, que t&ecirc;m a liberdade de as interpretar de um s&oacute; golpe e sem justifica&ccedil;&atilde;o suficiente, convertendo-as em conclus&otilde;es imperativas, pretensamente ancoradas e legitimadas na consulta p&uacute;blica;<br />
<br />
&ndash; n&atilde;o h&aacute;, assim, a interatividade entre os consultados e o decisor pol&iacute;tico, uma condi&ccedil;&atilde;o indispens&aacute;vel do di&aacute;logo democr&aacute;tico.<br />
<br />
Por outro lado, o sistema de decis&atilde;o sobre pol&iacute;tica agr&iacute;cola instalado h&aacute; d&eacute;cadas em Portugal &eacute; centralista, fechado e corporativo. H&aacute; uma invers&atilde;o de pap&eacute;is, os principais benefici&aacute;rios da PAC consideram-se detentores do direito de acesso privilegiado aos titulares dos &oacute;rg&atilde;os de soberania, em particular ao/&agrave; Ministro/a da Agricultura, e a um poder reservado e determinante na tomada das decis&otilde;es pol&iacute;ticas. Os Governos, abdicando das atribui&ccedil;&otilde;es que a Lei lhes confere, toleram a invas&atilde;o da sua esfera de responsabilidade, condicionando a sua interpreta&ccedil;&atilde;o do interesse p&uacute;blico, como se viv&ecirc;ssemos em regime corporativo e n&atilde;o em democracia.<br />
<br />
N&atilde;o nos conformamos com esta situa&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
Queremos um di&aacute;logo efetivo que envolva todos os parceiros interessados no PEPAC e/ou afetados por este, sejam ou n&atilde;o seus benefici&aacute;rios diretos, respeitando e valorizando a sua pluralidade, sem limita&ccedil;&otilde;es de fronteiras setoriais ou submiss&atilde;o a monop&oacute;lios de representa&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
<strong>A import&acirc;ncia e finalidades do PEPAC</strong><br />
<br />
O PEPAC &eacute; um instrumento fundamental de concretiza&ccedil;&atilde;o a n&iacute;vel nacional da Pol&iacute;tica Agr&iacute;cola Comum, em articula&ccedil;&atilde;o com as demais pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, para responder a necessidades e expectativas sociais, de grande amplitude, diversidade e import&acirc;ncia.<br />
<br />
&Eacute; essa a leg&iacute;tima justifica&ccedil;&atilde;o do PEPAC e para os seus benefici&aacute;rios usufru&iacute;rem de um financiamento pelos Fundos Europeus de valor proporcionalmente muit&iacute;ssimo superior ao peso da agricultura na economia nacional e na da Uni&atilde;o Europeia.<br />
<br />
<strong>Destacamos duas grandes finalidades que justificam a PAC e os recursos p&uacute;blicos a ela destinados:</strong><br />
<br />
&ndash; a primeira &eacute; a resposta da agricultura a necessidades vitais da sociedade, atrav&eacute;s da provis&atilde;o de bens e servi&ccedil;os que o mercado n&atilde;o remunera totalmente, tais como: a defesa da seguran&ccedil;a e da pr&oacute;pria vida humana face a trag&eacute;dias como as dos inc&ecirc;ndios rurais, que podem resultar do abandono e desordenamento das paisagens agroflorestais; a garantia de uma alimenta&ccedil;&atilde;o suficiente, de qualidade e saud&aacute;vel, suportada numa agricultura economicamente vi&aacute;vel, mais diversificada e mais resiliente aos choques externos de crises de mercado ou de pragas, doen&ccedil;as e calamidades naturais; a provis&atilde;o de servi&ccedil;os ambientais, igualmente vitais, que v&atilde;o desde a conserva&ccedil;&atilde;o dos recursos naturais, em particular do solo e da &aacute;gua, &agrave; preserva&ccedil;&atilde;o e incremento da biodiversidade, at&eacute; ao contributo para a mitiga&ccedil;&atilde;o e adapta&ccedil;&atilde;o &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas e a prote&ccedil;&atilde;o das amenidades culturais que s&oacute; uma paisagem ordenada e respeitada pode oferecer.<br />
<br />
&ndash; a segunda &eacute; o contributo para que os/as agricultores/as e os/as trabalhadores/as beneficiem de melhores rendimentos e condi&ccedil;&otilde;es de vida, equipar&aacute;veis aos dos outros grupos sociais, o que depende de mais conhecimento, de mais inova&ccedil;&atilde;o, de mais investimento e de maior e mais justa retribui&ccedil;&atilde;o pelos bens e servi&ccedil;os p&uacute;blicos de ecossistemas que a agricultura (as agriculturas) efetivamente preste(m) a toda a sociedade.<br />
<br />
<strong>(Re)conhecer e valorizar a diversidade da nossa terra&hellip;</strong><br />
<br />
Em Portugal, n&atilde;o temos agricultura, temos agriculturas. Estas resultam da adapta&ccedil;&atilde;o dos agricultores a diversas condi&ccedil;&otilde;es edafoclim&aacute;ticas e estruturas agr&aacute;rias e a diferentes contextos socioecon&oacute;micos. Assim, para que as interven&ccedil;&otilde;es acolhidas no PEPAC sejam bem-sucedidas, t&ecirc;m de se fundamentar num correto e abrangente diagn&oacute;stico das necessidades e potencialidades dos diversos territ&oacute;rios subnacionais e das suas agriculturas.<br />
<br />
H&aacute; muitas compet&ecirc;ncias e vontades de contribuir para o desenvolvimento agr&iacute;cola e rural. &Eacute; necess&aacute;rio dar a palavra &agrave;s pessoas e n&atilde;o s&oacute; a palavra, mas tamb&eacute;m o poder de participar nas decis&otilde;es, por imperativo democr&aacute;tico e porque quem est&aacute; no terreno conhece melhor os problemas locais, ajuda a descortinar melhor as solu&ccedil;&otilde;es e a concretiz&aacute;-las com sucesso.<br />
<br />
H&aacute;, assim, um primeiro requisito indispens&aacute;vel para que o PEPAC responda aos desafios que temos pela frente e possa ser &uacute;til, compreendido e mobilizador para os cidad&atilde;os, em geral, e para os agricultores, em particular: bons diagn&oacute;sticos das diversas necessidades e potencialidades territoriais.<br />
<br />
O Minist&eacute;rio da Agricultura n&atilde;o elaborou estes diagn&oacute;sticos, apesar dos apelos e contributos que tem recebido nos &uacute;ltimos quatro anos. A persistir, esta situa&ccedil;&atilde;o minaria os fundamentos e legitimidade do PEPAC. Tem por isso de ser corrigida com a m&aacute;xima prioridade e urg&ecirc;ncia, pois um bom diagn&oacute;stico &eacute; um suporte indispens&aacute;vel da defini&ccedil;&atilde;o das necessidades e, logo, das interven&ccedil;&otilde;es para lhes dar resposta.<br />
<br />
Esta coliga&ccedil;&atilde;o c&iacute;vica compromete-se a contribuir para o diagn&oacute;stico das necessidades e potencialidades das diversas agriculturas e territ&oacute;rios de Portugal Continental, em coopera&ccedil;&atilde;o com as institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas respons&aacute;veis.<br />
<br />
O diagn&oacute;stico apoiar-se-&aacute; no tratamento de informa&ccedil;&atilde;o estat&iacute;stica e documental, quer para caraterizar as estruturas agr&aacute;rias dos v&aacute;rios territ&oacute;rios, quer a intensidade e tipos de apoios da PAC de que estes beneficiam, e na ausculta&ccedil;&atilde;o das institui&ccedil;&otilde;es e organiza&ccedil;&otilde;es locais sobre as necessidades que esperam ver respondidas pelo PEPAC.<br />
<br />
Porque aspiramos a um debate e di&aacute;logo descentralizado e, tamb&eacute;m, por raz&otilde;es pragm&aacute;ticas de acesso a fontes estat&iacute;sticas e documentais, os diagn&oacute;sticos atender&atilde;o &agrave;s Regi&otilde;es Agr&aacute;rias [3] (7), NUT III (23) e Concelhos (278 concelhos), sem se cingirem a essas &lsquo;geografias&rsquo;.<br />
<br />
<strong>O caminho a seguir: das necessidades, aos objetivos priorit&aacute;rios e &agrave;s interven&ccedil;&otilde;es e instrumentos apropriados</strong><br />
<br />
Numa invers&atilde;o do que deve ser o planeamento de decis&otilde;es pol&iacute;ticas como as do PEPAC, na pr&aacute;tica o debate tem estado focado na preocupa&ccedil;&atilde;o de salvaguardar os interesses dos atuais benefici&aacute;rios, o mesmo &eacute; dizer, ajustar os novos instrumentos, como os eco regimes, &agrave; garantia de prote&ccedil;&atilde;o desses interesses.<br />
<br />
Mas o respeito pelo racional de uma boa pol&iacute;tica p&uacute;blica aconselha a seguinte sequ&ecirc;ncia: primeiro, a identifica&ccedil;&atilde;o de necessidades e desafios e a defini&ccedil;&atilde;o de objetivos priorit&aacute;rios e, depois, a escolha das interven&ccedil;&otilde;es e dos instrumentos e do seu doseamento para responder a essas necessidades e atingir tais objetivos. Tudo isto condicionado, naturalmente, pela sensatez e responsabilidade de evitar as altera&ccedil;&otilde;es demasiado radicais e/ou bruscas que possam amea&ccedil;ar a viabilidade econ&oacute;mica das explora&ccedil;&otilde;es agr&iacute;colas.<br />
<br />
***<br />
<br />
<strong>Seguindo esta orienta&ccedil;&atilde;o, a Coliga&ccedil;&atilde;o identificou um conjunto de quest&otilde;es fundamentais para o PEPAC e que merecer&atilde;o especial aten&ccedil;&atilde;o.</strong><br />
<br />
<strong>No dom&iacute;nio da compatibiliza&ccedil;&atilde;o da sustentabilidade ambiental com a viabilidade econ&oacute;mica e social das diversas agriculturas&hellip;</strong><br />
<br />
&ndash; Como contribuir para uma gest&atilde;o sustentada do solo e da &aacute;gua, que compatibilize a prote&ccedil;&atilde;o, a conserva&ccedil;&atilde;o e a melhoria destes dois recursos naturais vitais com o maior e mais eficiente aproveitamento do seu potencial produtivo e o refor&ccedil;o do contributo para uma alimenta&ccedil;&atilde;o suficiente, de qualidade e saud&aacute;vel?<br />
<br />
&ndash; Como assegurar o cumprimento efetivo dos compromissos e metas assumidas por Portugal nos dom&iacute;nios da redu&ccedil;&atilde;o dos Gases com Efeito de Estufa, da efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica e noutros indispens&aacute;veis para mitigar as altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas e promover as adapta&ccedil;&otilde;es &agrave;queles efeitos que s&atilde;o j&aacute; inevit&aacute;veis?<br />
<br />
&ndash; Como (re)conciliar a agricultura com a preserva&ccedil;&atilde;o da biodiversidade associada a sistemas agro-silvo-pastoris tradicionais, como o montado, o olival de sequeiro, as culturas anuais de sequeiro, as pastagens de montanha, os lameiros, cuja biodiversidade dependente diretamente de pr&aacute;ticas agr&iacute;colas extensivas?<br />
<br />
&ndash; Como garantir uma agricultura sustent&aacute;vel, baseada em pr&aacute;ticas agr&iacute;colas que promovam a biodiversidade nos sistemas agr&iacute;colas, de forma a assegurar os seus servi&ccedil;os dos ecossistemas &ndash; poliniza&ccedil;&atilde;o, controlo de pragas, recurso alimentar, estabiliza&ccedil;&atilde;o do solo e regula&ccedil;&atilde;o da &aacute;gua e de nutrientes?<br />
<br />
&ndash; Como conciliar a expans&atilde;o da agricultura, em particular de novos sistemas de produ&ccedil;&atilde;o intensiva, com a preserva&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas com habitats naturais e seminaturais, e de uma paisagem heterog&eacute;nea, de modo a garantir a longo prazo a conserva&ccedil;&atilde;o da biodiversidade que deles estritamente depende, da preserva&ccedil;&atilde;o das popula&ccedil;&otilde;es biol&oacute;gicas a&iacute; existentes e da manuten&ccedil;&atilde;o da conectividade entre elas?<br />
<br />
&ndash; Como transitar de medidas agroambientais baseada no cumprimento de regras centradas em pr&aacute;ticas, com resultados pressupostos, mas n&atilde;o comprovados, para medidas efetivamente dirigidas &agrave; obten&ccedil;&atilde;o de ganhos ambientais control&aacute;veis e mensur&aacute;veis?<br />
<br />
&ndash; Como adaptar as agriculturas nacionais &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas, n&atilde;o apenas no que diz respeito aos impactos destas nos solos e na &aacute;gua, mas tamb&eacute;m aos impactos diretos do aumento da concentra&ccedil;&atilde;o de CO2 e aumento das temperaturas na densidade de nutrientes de muitos cultivos?<br />
<br />
<strong>No dom&iacute;nio da gest&atilde;o florestal sustent&aacute;vel&hellip;</strong><br />
<br />
Portugal tem vindo a assistir &agrave; r&aacute;pida degrada&ccedil;&atilde;o do valor econ&oacute;mico, ambiental e social do seu patrim&oacute;nio florestal. A manter-se esta tend&ecirc;ncia ficariam comprometidos, quer a sustentabilidade de importantes fileiras exportadoras do pa&iacute;s, quer o cumprimento dos compromissos internacionais no dom&iacute;nio da a&ccedil;&atilde;o clim&aacute;tica e, ainda, a pr&oacute;pria seguran&ccedil;a dos residentes e visitantes dos vastos espa&ccedil;os do Continente com maior densidade de ocupa&ccedil;&atilde;o florestal.<br />
<br />
O aspeto mais saliente desta degrada&ccedil;&atilde;o &eacute; o decl&iacute;nio simult&acirc;neo dos sistemas de pinhal bravo e de montado, muito r&aacute;pido no primeiro caso, mais lento, mas inexor&aacute;vel, no segundo. Os motores desta grave evolu&ccedil;&atilde;o s&atilde;o diversos, mas entre eles contam-se erros de pol&iacute;tica.<br />
<br />
Em rela&ccedil;&atilde;o ao pinhal bravo estes erros s&atilde;o, sobretudo, de omiss&atilde;o e de desajustamento das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas &agrave;s necessidades e configura&ccedil;&atilde;o estrutural dos territ&oacute;rios e unidades produtivas que o acolhem. Esta desadequa&ccedil;&atilde;o afeta, ali&aacute;s, toda a floresta aut&oacute;ctone localizada em minif&uacute;ndio.<br />
<br />
Em rela&ccedil;&atilde;o ao montado a situa&ccedil;&atilde;o &eacute; ainda mais ins&oacute;lita, porque s&atilde;o as pr&oacute;prias medidas da PAC que, pela sua inconsist&ecirc;ncia e dispers&atilde;o, contribuem para o decl&iacute;nio deste important&iacute;ssimo pilar do nosso patrim&oacute;nio natural, como tamb&eacute;m tem vindo a ser demonstrado por v&aacute;rios estudos cient&iacute;ficos bem fundamentados.<br />
<br />
&ndash; Perante este preocupante panorama, como travar e inverter a trajet&oacute;ria de degrada&ccedil;&atilde;o do patrim&oacute;nio florestal portugu&ecirc;s, assegurando, quer uma a&ccedil;&atilde;o mais vigorosa e extensa na preven&ccedil;&atilde;o estrutural dos inc&ecirc;ndios e no combate &agrave;s pragas e doen&ccedil;as, quer medidas efetivamente focadas na valoriza&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica, ambiental e social desse patrim&oacute;nio?<br />
<br />
<strong>No dom&iacute;nio da melhoria dos rendimentos e condi&ccedil;&otilde;es de vida dos/das agricultores/as e dos/das trabalhadores/as agr&iacute;colas&hellip;</strong><br />
<br />
&ndash; Como promover a melhoria sustentada dos rendimentos e condi&ccedil;&otilde;es de vida dos/das agricultores/as e produtores/as florestais e dos/das trabalhadores/as agr&iacute;colas, atrav&eacute;s da sua maior capacita&ccedil;&atilde;o e produtividade, por via de mais investimento, conhecimento, inova&ccedil;&atilde;o e renova&ccedil;&atilde;o, e da justa retribui&ccedil;&atilde;o pelos bens e servi&ccedil;os que a agricultura e a floresta efetivamente prestem a toda a sociedade?<br />
<br />
&ndash; Como combater a degrada&ccedil;&atilde;o das condi&ccedil;&otilde;es do trabalho assalariado agr&iacute;cola, que t&ecirc;m vindo a agravar-se aceleradamente e &agrave; vista de todos, merc&ecirc; da desregula&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o salarial, da externaliza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os &agrave;s explora&ccedil;&otilde;es agr&iacute;colas, do crescimento exponencial das redes de angaria&ccedil;&atilde;o de trabalhadores imigrantes, tudo isto, muitas vezes associado ao &lsquo;sucesso&rsquo; das exporta&ccedil;&otilde;es de produtos da horticultura e das culturas permanentes intensivas?<br />
<br />
<strong>No dom&iacute;nio da produ&ccedil;&atilde;o, difus&atilde;o e aplica&ccedil;&atilde;o do conhecimento cient&iacute;ficos e da ado&ccedil;&atilde;o de tecnologias adaptadas &agrave; diversidade de contextos e tipos de agricultura&hellip;</strong><br />
<br />
O debate sobre a iniquidade e inefici&ecirc;ncia da PAC foca-se, regra geral, na reparti&ccedil;&atilde;o desigual e inadequada da despesa p&uacute;blica pelas diversas agriculturas (agricultores).<br />
<br />
Mas h&aacute; um outro mecanismo, porventura ainda mais poderoso, de aprofundamento das clivagens entre as grandes agriculturas (agro-neg&oacute;cio e fundi&aacute;rias) e as pequenas agriculturas familiares (mais inseridas nos mercados ou mais focadas na provis&atilde;o agroalimentar atrav&eacute;s de rela&ccedil;&otilde;es sociais de proximidade e de cadeias curtas locais).<br />
<br />
Esse mecanismo resulta do acesso assim&eacute;trico ao conhecimento t&eacute;cnico e &agrave;s inova&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gicas que &eacute;, hoje em dia, um fator decisivo de progresso e sustentabilidade econ&oacute;mica e ambiental da agricultura. Portugal &eacute; de entre todos os Estados-Membros da Uni&atilde;o Europeia um dos que menos despende em produ&ccedil;&atilde;o e difus&atilde;o de conhecimento no dom&iacute;nio agr&iacute;cola: para o per&iacute;odo 2014-2020 Portugal programou 1,7% do envelope total de Desenvolvimento Rural para as medidas de Transfer&ecirc;ncia de conhecimentos e A&ccedil;&otilde;es de informa&ccedil;&atilde;o, Servi&ccedil;os de Aconselhamento, e Coopera&ccedil;&atilde;o, ou seja, menos de metade da m&eacute;dia na UE 28 (3,6%).<br />
<br />
A esse d&eacute;fice quantitativo juntam-se distor&ccedil;&otilde;es qualitativas que penalizam de sobremaneira as pequenas e m&eacute;dias explora&ccedil;&otilde;es agr&iacute;colas familiares e os territ&oacute;rios mais vulner&aacute;veis, como sejam: a aus&ecirc;ncia de um servi&ccedil;o p&uacute;blico de extens&atilde;o e difus&atilde;o de conhecimentos t&eacute;cnicos e de inova&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gicas agr&iacute;colas; a escassez de incentivos a atividades de investiga&ccedil;&atilde;o orientadas para a resolu&ccedil;&atilde;o de problemas e necessidades reais dos agricultores; a inexist&ecirc;ncia de uma rede de parcelas experimentais de longo prazo dispersas pelo territ&oacute;rio e representativas dos principais sistemas de agricultura.<br />
<br />
&ndash; Como pode o PEPAC contribuir para alterar esta situa&ccedil;&atilde;o, ou seja, para colmatar o grande d&eacute;fice nacional na produ&ccedil;&atilde;o e difus&atilde;o alargada de conhecimentos e inova&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gicas no dom&iacute;nio agr&iacute;cola? Como garantir um acesso maior de todos os agricultores ao conhecimento t&eacute;cnico e &agrave;s inova&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gicas? Como inverter o aprofundamento das desigualdades entre as grandes agriculturas e as pequenas agriculturas familiares no acesso ao conhecimento, sendo que as pequenas s&atilde;o as mais penalizadas pela aus&ecirc;ncia de um servi&ccedil;o p&uacute;blico de extens&atilde;o rural acess&iacute;vel a todos os territ&oacute;rios e agricultores?<br />
<br />
<strong>No dom&iacute;nio da inclus&atilde;o e equidade no acesso aos apoios da PAC&hellip;</strong><br />
<br />
&ndash; Como promover a inclus&atilde;o do enorme n&uacute;mero de agricultores atualmente exclu&iacute;dos dos apoios da PAC?<br />
<br />
&ndash; Como apoiar a renova&ccedil;&atilde;o geracional de agricultoras e agricultores, garantindo a continuidade da agricultura familiar e o acesso aos recursos e a integra&ccedil;&atilde;o parte de novos rurais?<br />
<br />
&ndash; Como dar resposta refor&ccedil;ada aos territ&oacute;rios mais vulner&aacute;veis e/ou mais desconsiderados pela PAC atual? Qual deve ser o papel do PEPAC no cumprimento dos compromissos do Governo assumidos, na Resolu&ccedil;&atilde;o do Conselho de Ministros n.&ordm; 21/2021, de 22 de mar&ccedil;o, de refor&ccedil;o significativo dos apoios dos Fundos da PAC aos territ&oacute;rios vulner&aacute;veis e, em particular, &agrave; implementa&ccedil;&atilde;o das A&ccedil;&otilde;es Integradas de Gest&atilde;o da Paisagem (AIGP)? Ser&aacute; efetivamente criado um eco regime dedicado especificamente ao apoio aos agricultores e produtores florestais dos territ&oacute;rios vulner&aacute;veis, como sinalizado pelo Ministro do Ambiente e A&ccedil;&atilde;o Clim&aacute;tica em audi&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica na Assembleia da Rep&uacute;blica?<br />
<br />
&ndash; Como assegurar que a reparti&ccedil;&atilde;o dos apoios e o desenho dos instrumentos da PAC entre todas as agriculturas e tipos de agricultores respeite crit&eacute;rios de equidade e corrija as grandes desigualdades atuais, nomeadamente atrav&eacute;s da sua modula&ccedil;&atilde;o decrescente &agrave; medida que aumenta a dimens&atilde;o das explora&ccedil;&otilde;es agr&iacute;colas e os correspondentes ganhos resultantes de economias de escala? Que papel deve ser atribu&iacute;do ao regime da Pequena Agricultura e ao Pagamento Redistributivo?<br />
<br />
&ndash; Como garantir que a afeta&ccedil;&atilde;o dos recursos p&uacute;blicos, financeiros e humanos, responda equilibradamente &agrave;s reais necessidades e potencialidades das v&aacute;rias agriculturas e dos diferentes tipos de agricultores?<br />
<br />
&ndash; Que sistemas de incentivo ao investimento devem ser criados para promover o uso eficiente, respons&aacute;vel e eficaz dos recursos financeiros p&uacute;blicos, utilizando formas diferenciadas de incentivo em fun&ccedil;&atilde;o da natureza dos destinat&aacute;rios e da sua capacidade de acesso aos sistemas de financiamento?<br />
<br />
<strong>No dom&iacute;nio do Desenvolvimento Local&hellip;</strong><br />
<br />
&ndash; Como contribuir para que as medidas de apoio ao Desenvolvimento Local de Base Comunit&aacute;ria em meio rural promovam efetivamente a dinamiza&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento ancorado em rela&ccedil;&otilde;es sociais de proximidade nos diversos contextos biof&iacute;sicos, agr&aacute;rios, demogr&aacute;ficos e sociais que comp&otilde;e e moldam a identidade da nossa terra?<br />
<br />
&ndash; Qual o papel dos Grupos de A&ccedil;&atilde;o Local (GAL) respons&aacute;veis pela gest&atilde;o das iniciativas LEADER/DLBC no &acirc;mbito do PEPAC? Dever-se-&aacute; acantonar a metodologia DLBC apenas no objetivo 8 do PEPAC (Promover o emprego, o crescimento, a igualdade de g&eacute;nero, a inclus&atilde;o social e o desenvolvimento local nas zonas rurais, nomeadamente a bioeconomia e a silvicultura sustent&aacute;vel) e, dentro deste, numa perspetiva redutora?<br />
<br />
Ou pelo contr&aacute;rio, deve considerar-se que a a&ccedil;&atilde;o dos GAL, em conformidade com a diversidade das suas estrat&eacute;gias e planos de a&ccedil;&atilde;o local, poder&aacute; e dever&aacute; contribuir para todos os objetivos espec&iacute;ficos do PEPAC, sempre que isso seja &uacute;til para incrementar a ades&atilde;o e a efic&aacute;cia das interven&ccedil;&otilde;es e dos instrumentos programados?<br />
<br />
&ndash; Como refor&ccedil;ar o papel das cadeias curtas de abastecimento agroalimentar e dos sistemas alimentares locais?<br />
<br />
<strong>No dom&iacute;nio da coordena&ccedil;&atilde;o e coer&ecirc;ncia das medidas de pol&iacute;tica&hellip;</strong><br />
<br />
&ndash; Como refor&ccedil;ar a coordena&ccedil;&atilde;o, a coer&ecirc;ncia e a complementaridade das medidas do PEPAC com as de outros instrumentos de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas com incid&ecirc;ncia territorial, nomeadamente de ambiente e ordenamento do territ&oacute;rio e de coes&atilde;o econ&oacute;mica, social e territorial, desde o n&iacute;vel nacional ao local?<br />
<br />
&ndash; Como incentivar a coer&ecirc;ncia das medidas do PEPAC, atrav&eacute;s da sua integra&ccedil;&atilde;o e/ou complementaridade, combatendo a comprovada e grave conflitualidade entre algumas das principais medidas da PAC atualmente em vigor?<br />
<br />
<strong>Calend&aacute;rio de elabora&ccedil;&atilde;o do PEPAC: o ponto de situa&ccedil;&atilde;o e um apelo ao Governo</strong><br />
<br />
Ao inv&eacute;s do cronograma divulgado em abril passado [4], o Governo s&oacute; apresentar&aacute; a primeira proposta de vers&atilde;o completa do PEPAC em setembro, efetuando-se desde logo a &ldquo;segunda fase de consulta alargada&rdquo;, seguida da aprova&ccedil;&atilde;o da vers&atilde;o final do PEPAC, a enviar para aprova&ccedil;&atilde;o da Comiss&atilde;o Europeia at&eacute; janeiro de 2022.<br />
<br />
Ensina a experi&ecirc;ncia que a conclus&atilde;o de tarefas deste tipo em per&iacute;odos t&atilde;o curtos &eacute; um dos argumentos usados para refrear a participa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica e recusar altera&ccedil;&otilde;es de fundo no caminho antes percorrido, em particular quando este j&aacute; foi &aacute;rduo e longo.<br />
<br />
H&aacute; que reagir contra esse risco, mobilizando as vontades e for&ccedil;as de todos os que est&atilde;o empenhados em participar ativamente na elabora&ccedil;&atilde;o do PEPAC e apelando ao governo e aos demais &oacute;rg&atilde;os de soberania para que se encete de imediato um di&aacute;logo aberto e estruturado neste sentido.<br />
<br />
&Eacute; essa a nossa determina&ccedil;&atilde;o, o apelo que aqui fazemos e de que esperamos uma resposta urgente como as circunst&acirc;ncias do momento imp&otilde;em.<br />
<br />
Obviamente, um di&aacute;logo deste tipo pressup&otilde;e regras conhecidas de todos, tempo bastante, calendariza&ccedil;&atilde;o e registo das intera&ccedil;&otilde;es mantidas (participantes, contributos, conclus&otilde;es validadas por todos, as quest&otilde;es resolvidas e as que ficaram por resolver). A Coliga&ccedil;&atilde;o est&aacute; tamb&eacute;m dispon&iacute;vel para colaborar nestas tarefas.<br />
<br />
[1] Pode aceder &agrave; documenta&ccedil;&atilde;o e informa&ccedil;&otilde;es sobre a coliga&ccedil;&atilde;o <strong><a href="https://onedrive.live.com/?authkey=%21ADVUcfo8Zro3Ag4&amp;id=4DFC8DCD92ECFD6E%215996&amp;cid=4DFC8DCD92ECFD6E">aqui</a></strong>.<br />
<br />
[2] Os pedidos de ades&atilde;o &agrave; Coliga&ccedil;&atilde;o devem ser endere&ccedil;ados para coligacao.pepac@gmail.com.<br />
<br />
[3] Estas &lsquo;Regi&otilde;es Agr&aacute;rias&rsquo; s&atilde;o, atualmente, apenas de &iacute;ndole estat&iacute;stica, mas muito mais adequadas para o diagn&oacute;stico PEPAC do que os macroespa&ccedil;os correspondentes &agrave;s atuais NUT II ou DRAP.<br />
<br />
[4] <strong><a href="https://www.gpp.pt/images/PEPAC/Reunioes_ConselhoAcompanhamento/ConsAcompPAC_190421.pdf ">https://www.gpp.pt/images/PEPAC/Reunioes_ConselhoAcompanhamento/ConsAcompPAC_190421.pdf&nbsp;</a></strong>]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 16 Aug 2021 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Um dos dois únicos abutres-pretos nascidos em 2020 no Douro Internacional regressa pela primeira vez ao território de origem</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/um-dos-dois-unicos-abutres-pretos-nascidos-em-2020-no-douro-internacional-regressa-pela-primeira-vez-ao-territorio-de-origem-2021-08-16/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>Uma das duas &uacute;nicas crias de abutre-preto (<em>Aegypius monachus</em>) nascidas e marcadas com dispositivos GPS no Parque Natural do Douro Internacional (PNDI) em 2020 regressou este ano, pela primeira vez, no dia 29 de julho, ao territ&oacute;rio onde nasceu e frequentou um campo de alimenta&ccedil;&atilde;o para aves necr&oacute;fagas (CAAN) localizado no concelho de Miranda do Douro, distrito de Bragan&ccedil;a, gerido pela organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental de ambiente Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, que fez o registo do indiv&iacute;duo juvenil atrav&eacute;s de c&acirc;mara de fotoarmadilhagem.</strong><br />
<br />
O juvenil de abutre-preto, batizado de Lechuga, nasceu em 2020, assim como outro indiv&iacute;duo da mesma esp&eacute;cie, e s&atilde;o crias dos dois &uacute;nicos casais reprodutores de abutres-pretos at&eacute; agora identificados no PNDI.<br />
<br />
O Lechuga abandonou a sua zona de nascimento, no PNDI, em fevereiro de 2021, e, desde ent&atilde;o, tinha estado a explorar novos territ&oacute;rios entre Espanha e Portugal, nomeadamente a prov&iacute;ncia de Salamanca, a Serra de Gredos e a Extremadura espanhola, bem como o Alentejo.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Abutre-preto Lechuga.JPG" width="1000" height="563" alt="" /><br />
<p class="legenda">Abutre-preto Lechuga. Fotografia Palombar.</p>
<br />
Nos &uacute;ltimos meses, tinha-se alimentado com frequ&ecirc;ncia numa lixeira localizada pr&oacute;xima &agrave; cidade de Salamanca, em Espanha, um comportamento comum entre os abutres. Nestes locais, a esp&eacute;cie encontra alimento dispon&iacute;vel e abundante, mas de pouca qualidade, visto que pode estar muito provavelmente contaminado, havendo um maior risco de intoxica&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
Depois de um p&eacute;riplo dispersivo, o abutre-preto juvenil Lechuga voltou, pela primeira vez, no dia 29 de julho deste ano, ao territ&oacute;rio onde nasceu no PNDI, tendo sido atra&iacute;do pela movimenta&ccedil;&atilde;o e atividade de outros abutres num dos CAAN localizado no PNDI gerido pela Palombar.<br />
<br />
A primeira visita de regresso do Lechuga ao PNDI foi registada por t&eacute;cnicos da Palombar atrav&eacute;s de c&acirc;mara de fotoarmadilhagem. Juntamente com o Lechuga, foram tamb&eacute;m registados mais cinco abutres-pretos, todos estes provavelmente sub-adultos. O registo foi igualmente confirmado atrav&eacute;s de dados de GPS emitidos pelo dispositivo colocado no abutre.<br />
<br />
O registo deste indiv&iacute;duo num CAAN vem comprovar a import&acirc;ncia destas estruturas para a disponibiliza&ccedil;&atilde;o de alimento com qualidade, livre de subst&acirc;ncias t&oacute;xicas, e de forma regular para esp&eacute;cies de aves necr&oacute;fagas amea&ccedil;adas, a qual &eacute; fundamental principalmente durante a &eacute;poca de reprodu&ccedil;&atilde;o e per&iacute;odo de dispers&atilde;o dos juvenis, contribuindo tamb&eacute;m para o estabelecimento e fixa&ccedil;&atilde;o destes no territ&oacute;rio e para o aumento da sua popula&ccedil;&atilde;o nidificante.<br />
<br />
Em maio de 2020, a Palombar tamb&eacute;m tinha registado pelo menos oito abutres-pretos a alimentarem-se num CAAN gerido pela organiza&ccedil;&atilde;o no concelho de Mogadouro. Os abutres-pretos s&atilde;o registados com frequ&ecirc;ncia nos CAAN geridos pela Palombar, pelo que estas estruturas est&atilde;o a contribuir de forma efetiva para impulsionar um poss&iacute;vel aumento do n&uacute;mero de casais de abutre-preto reprodutores no PNDI nos pr&oacute;ximos anos.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Mapa movimentos abutre-preto_Lechuga junho-julho 2021.PNG" width="1000" height="417" alt="" /><br />
<p class="legenda">Mapa de movimentos do abutre-preto Lechuga no per&iacute;odo junho-julho de 2021. Imagem Vulture Conservation Foundation (VCF).</p>
<br />
As duas &uacute;nicas crias de abutre-preto nascidas no PNDI em 2020 foram marcadas com dispositivo GPS cedidos pela Vulture Conservation Foundation, nos dias 26 de junho de 2020 e 13 de julho do mesmo ano, numa a&ccedil;&atilde;o realizada no &acirc;mbito do projeto LIFE Rupis e coordenada pelo Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas (ICNF/DRCNF do Norte/PNDI), com interven&ccedil;&atilde;o da ATNatureza- Associa&ccedil;&atilde;o Transum&acirc;ncia e Natureza, parceiros do LIFE Rupis, assim como a Palombar. Estes foram os primeiros abutres-pretos a serem marcados com GPS no PNDI.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Mapa movimentos abutre-preto_Lechuga_agosto2020_agosto2021.PNG" width="1000" height="414" alt="" /><br />
<p class="legenda">Mapa de movimentos do abutre-preto Lechuga no per&iacute;odo agosto de 2020 - agosto de 2021. Imagem Vulture Conservation Foundation (VCF).</p>
<br />
O abutre-preto extinguiu-se como nidificante em Portugal no in&iacute;cio da d&eacute;cada de 70. No entanto, a esp&eacute;cie manteve-se presente na faixa fronteiri&ccedil;a das regi&otilde;es centro e sul, com indiv&iacute;duos provenientes de Espanha. S&oacute; em 2010 o abutre-preto voltou a nidificar em Portugal, no Parque Natural do Tejo Internacional. Em 2012, registou-se o primeiro casal nidificante no PNDI e, em 2019, o segundo.<br />
<br />
Esta esp&eacute;cie s&oacute; tem uma cria por &eacute;poca de reprodu&ccedil;&atilde;o. Por ter uma popula&ccedil;&atilde;o extremamente reduzida, o abutre-preto est&aacute; classificado como &ldquo;Criticamente em Perigo&rdquo; em Portugal.<br />
<br />
A marca&ccedil;&atilde;o das duas crias com dispositivo GPS permite realizar uma monitoriza&ccedil;&atilde;o constante dos seus movimentos e obter informa&ccedil;&atilde;o valiosa para assegurar a sua prote&ccedil;&atilde;o e conserva&ccedil;&atilde;o.  &nbsp;]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Wed, 11 Aug 2021 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Casais de cegonha-preta no Douro Internacional com crias acima da média</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/casais-de-cegonha-preta-no-douro-internacional-com-crias-acima-da-media-2021-08-11/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[O Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas (ICNF) revelou que, este ano, foram registados dez casais de cegonha-preta (<em>Ciconia nigra</em>) no tro&ccedil;o internacional do Rio Douro e um total de 21 crias em oito casais controlados, o que representa quase tr&ecirc;s crias por casal, um valor acima da m&eacute;dia, destaca o ICNF.<br />
<br />
O aumento do n&uacute;mero de crias poder&aacute; estar associado &agrave; grande disponibilidade de alimento nas charcas e cursos de &aacute;gua na regi&atilde;o, por ter havido uma primavera chuvosa, explica o Instituto num <strong><a href="http://www.icnf.pt/noticias/cegonhapretanodourointernacional">comunicado</a></strong>.<br />
<br />
Em Portugal, a cegonha-preta tem o estatuto de &ldquo;Vulner&aacute;vel&rdquo;, segundo o Livro Vermelho de Vertebrados de Portugal, e conta com uma popula&ccedil;&atilde;o de cerca de 90 casais. O canh&atilde;o fluvial do Douro, escarpado e inacess&iacute;vel no seu tro&ccedil;o fronteiri&ccedil;o, alberga, desde h&aacute; muitos anos, um dos mais importantes n&uacute;cleos nidificantes de cegonha-preta da Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica.<br />
<br />
A&ccedil;&otilde;es implementadas pela Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural entre os anos de 2007 e 2009, no &acirc;mbito do &quot;Plano de Emerg&ecirc;ncia para a Recupera&ccedil;&atilde;o de Tr&ecirc;s Esp&eacute;cies de Aves Rup&iacute;colas no Parque Natural do Douro Internacional&quot; (PEAR) contribu&iacute;ram para consolidar a popula&ccedil;&atilde;o desta esp&eacute;cie no Douro Internacional. Este <strong><a href="https://palombar.pt/pt/projetos/pear-2007/">projeto</a></strong>, fruto de uma iniciativa Business and Biodiversity, teve como objetivo geral inverter o decl&iacute;nio de tr&ecirc;s esp&eacute;cies de aves rup&iacute;colas no Parque Natural do Douro Internacional (PNDI): cegonha&#8208;preta, abutre-do-Egito (<em>Neophron percnopterus</em>) e &aacute;guia-de-Bonelli (<em>Aquila fasciata</em>).&nbsp;]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Tue, 27 Jul 2021 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Conservação do tartaranhão-caçador reforçada com projeto que junta produtores de cereais e agentes de proteção da natureza</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/conservacao-do-tartaranhao-cacador-reforcada-com-projeto-que-junta-produtores-de-cereais-e-agentes-de-protecao-da-natureza-2021-07-27/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[A conserva&ccedil;&atilde;o do tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador (<em>Circus pygargus</em>), tamb&eacute;m denominado por &aacute;guia-ca&ccedil;adeira, ganhou um novo refor&ccedil;o com a cria&ccedil;&atilde;o de um projeto, <a href="https://greensavers.sapo.pt/produtores-nacionais-de-cereais-unem-se-para-salvar-especie-em-risco-de-extincao/"><strong>lan&ccedil;ado publicamente</strong></a> em julho de 2021, que junta produtores nacionais de cereais e agentes de prote&ccedil;&atilde;o da natureza com o objetivo de salvar esta esp&eacute;cie de ave de rapina estep&aacute;ria em risco de extin&ccedil;&atilde;o em Portugal.<br />
<br />
O projeto tem como promotores o Clube de Produtores Continente (CPC), a Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Produtores de Proteaginosas, Oleaginosas e Cereais (ANPOC) e o Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Biodiversidade e Recursos Gen&eacute;ticos (CIBIO/BIOPOLIS) da Universidade do Porto. Conta ainda com a colabora&ccedil;&atilde;o do Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas (ICNF).<br />
<br />
Um dos seus principais prop&oacute;sitos &eacute; valorizar o contributo das searas de trigo nacionais para a promo&ccedil;&atilde;o de biodiversidade de aves, incluindo a de esp&eacute;cies amea&ccedil;adas como o <em>Circus pygargus</em>. O projeto arrancou com foco de interven&ccedil;&atilde;o na regi&atilde;o do Alentejo.<br />
<br />
Os agricultores e propriet&aacute;rios de terrenos est&atilde;o j&aacute; a ajudar ativamente na identifica&ccedil;&atilde;o das col&oacute;nias destas aves, que nidificam em campos cereal&iacute;feros, enviando ao CIBIO/BIOPOLIS e ao ICNF informa&ccedil;&otilde;es sobre os avistamentos das aves, o n&uacute;mero de animais e, sempre que poss&iacute;vel, o sexo dos mesmos, al&eacute;m de implementarem voluntariamente medidas de prote&ccedil;&atilde;o dos ninhos e crias (delimitando o espa&ccedil;o em que estes se encontram, para que n&atilde;o haja atividade de m&aacute;quinas agr&iacute;colas e instalando prote&ccedil;&otilde;es anti predadores, por exemplo). At&eacute; ao momento j&aacute; foram acompanhadas 13 ceifas de 26 produtores nacionais para implementar estas medidas.<br />
<br />
A organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental de ambiente Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural considera que este &eacute; um projeto fundamental para garantir a conserva&ccedil;&atilde;o do tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador no territ&oacute;rio nacional. Os promotores deste projeto, em colabora&ccedil;&atilde;o e articula&ccedil;&atilde;o com a Palombar, que tem igualmente desenvolvido trabalhos de prote&ccedil;&atilde;o desta rapina no Nordeste Transmontano, est&atilde;o a trabalhar para promover a conserva&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie nas suas principais zonas de ocorr&ecirc;ncia, o que permitir&aacute; homogeneizar as a&ccedil;&otilde;es no terreno, a partilha e a discuss&atilde;o de resultados, e promover a sua salvaguarda de forma abrangente e coordenada em todo o pa&iacute;s.<br />
<br />
<strong>Palombar arrancou em 2020 com a&ccedil;&otilde;es de prote&ccedil;&atilde;o do tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador no Nordeste Transmontano</strong><br />
<br />
Em 2020, a Palombar arrancou com <a href="http://palombar.pt/pt/noticias/tartaranhao-cacador-protecao-de-tres-ninhos-desta-rapina-em-perigo-de-extincao-potencia-aumento-da-sua-populacao-2020-07-20/"><strong>a&ccedil;&otilde;es de prote&ccedil;&atilde;o e conserva&ccedil;&atilde;o do tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador </strong></a>no Nordeste Transmontano, mais especificamente no Planalto Mirand&ecirc;s, em estreita colabora&ccedil;&atilde;o com os agricultores locais.<br />
<br />
Desde ent&atilde;o, e tamb&eacute;m enquadrado em a&ccedil;&otilde;es do seu projeto <strong><a href="http://palombar.pt/pt/projetos/reconecta-te-a-natureza-2020/">&quot;Reconecta-te &agrave; Natureza - as aves fazem mais do que cantar&rdquo;</a></strong>, a <strong>Palombar tem implementado medidas no terreno para conservar a esp&eacute;cie, tendo j&aacute; protegido, no per&iacute;odo 2020-2021, cinco ninhos de tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador e anilhado 18 indiv&iacute;duos</strong>, incluindo crias e adultos. A organiza&ccedil;&atilde;o est&aacute; igualmente a realizar um censo da esp&eacute;cie na regi&atilde;o. No &acirc;mbito daquele projeto, a Palombar produziu ainda o <strong><a href="https://www.youtube.com/watch?v=2UjIxg2BHMk">v&iacute;deo &ldquo;Proteger a rapina das searas&rdquo;</a></strong>, que sensibiliza para a import&acirc;ncia de proteger o tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Ninho com ovos_redu(1).jpg" width="900" height="600" alt="" />
<p class="legenda">Ninho de tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador protegido em a&ccedil;&otilde;es realizadas pela Palombar. Fotografia Palombar.</p>
<br />
O tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador &eacute; uma rapina migradora que tem um estatuto de amea&ccedil;a &ldquo;Em perigo&rdquo; de extin&ccedil;&atilde;o, segundo o Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal e as suas popula&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m registado um decl&iacute;nio continuado no territ&oacute;rio nacional. Os casais nidificantes desta esp&eacute;cie no pa&iacute;s representam cerca de 13 por cento da popula&ccedil;&atilde;o europeia (excluindo a R&uacute;ssia). Esta &eacute; uma esp&eacute;cie de conserva&ccedil;&atilde;o priorit&aacute;ria em Portugal e que est&aacute; protegida atrav&eacute;s da transposi&ccedil;&atilde;o para a legisla&ccedil;&atilde;o nacional da Diretiva Aves da Uni&atilde;o Europeia, e das Conven&ccedil;&otilde;es de Berna, de Bona e de Washington. A regi&atilde;o Nordeste do pa&iacute;s regista um efetivo populacional relevante de tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador e, tendo em conta esta realidade, a Palombar tem desenvolvido a&ccedil;&otilde;es dirigidas para esta esp&eacute;cie com o objetivo de monitorizar as suas popula&ccedil;&otilde;es e detetar casais e ninhos existentes no territ&oacute;rio, sobretudo no Planalto Mirand&ecirc;s.<br />
<br />
Para que seja poss&iacute;vel cumprir os dois principais objetivos de conserva&ccedil;&atilde;o do tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador em Portugal: manter/aumentar a popula&ccedil;&atilde;o nidificante e conservar as zonas de nidifica&ccedil;&atilde;o e alimenta&ccedil;&atilde;o, &eacute; essencial a implementa&ccedil;&atilde;o de medidas agroambientais e planos de gest&atilde;o do territ&oacute;rio e da esp&eacute;cie que envolvam as comunidades locais, bem como a realiza&ccedil;&atilde;o de censos nacionais e monitoriza&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o, de forma a quantificar os seus reais efetivos e identificar os locais onde nidificam, assim como avaliar a evolu&ccedil;&atilde;o das suas popula&ccedil;&otilde;es ao longo dos pr&oacute;ximos anos.<br />
<br />
<strong>Tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador: o ex&iacute;mio predador</strong><br />
<br />
O tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador ou &aacute;guia-ca&ccedil;adeira, a mais pequena das &aacute;guias europeias, &eacute; uma esp&eacute;cie ex&iacute;mia na arte da ca&ccedil;a e da preda&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o &eacute; por acaso que os adjetivos &ldquo;ca&ccedil;ador&rdquo; e &ldquo;ca&ccedil;adeira&rdquo; integram os seus nomes comuns. Esta rapina apresenta movimentos &aacute;geis, r&aacute;pidos, silenciosos e precisos e tem, por isso, uma grande habilidade para ca&ccedil;ar presas vivas de pequenas dimens&otilde;es. O tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador &eacute; uma esp&eacute;cie nidificante estival, pelo que s&oacute; est&aacute; presente no territ&oacute;rio nacional a partir de meados de mar&ccedil;o at&eacute; setembro. Esta esp&eacute;cie passa o inverno em &Aacute;frica.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador_redu.jpg" width="900" height="600" alt="" /><br />
<p class="legenda">F&ecirc;mea de tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador. Still de v&iacute;deo Gon&ccedil;alo Mota/Palombar.</p>
<br />
O macho apresenta uma plumagem cinzento-azulada, asas muito compridas e estreitas, corpo esguio e cauda comprida e estreita, de colora&ccedil;&atilde;o negra. Em voo, distingue-se uma banda preta nas penas secund&aacute;rias. A f&ecirc;mea e os juvenis apresentam uma plumagem de tons castanhos-arruivados.<br />
<br />
O seu habitat de elei&ccedil;&atilde;o s&atilde;o &aacute;reas predominantemente desarborizadas, com solos secos ou h&uacute;midos e associadas a zonas agr&iacute;colas, principalmente culturas cereal&iacute;feras, arvenses e forrageiras. Reproduz-se em zonas seminaturais caracterizados pela cerealicultura extensiva, embora se possa reproduzir tamb&eacute;m nos planaltos serranos do centro-leste e norte e ainda em zonas costeiras. Na regi&atilde;o mediterr&acirc;nica, estima-se que 90% dos casais nidificam no interior de searas.<br />
<br />
O tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador alimenta-se essencialmente de pequenas presas: aves, pequenos mam&iacute;feros, insetos e lagartos. Apesar de ser considerado um predador generalista, a sua dieta pode apresentar especificidade a n&iacute;vel local na sele&ccedil;&atilde;o de presas.<br />
<br />
Os principais fatores de amea&ccedil;a para esta esp&eacute;cie s&atilde;o: atividade da ceifa, intensifica&ccedil;&atilde;o da agricultura, abandono agr&iacute;cola, utiliza&ccedil;&atilde;o de agroqu&iacute;micos, floresta&ccedil;&atilde;o das terras agr&iacute;colas, expans&atilde;o de cultivos lenhosos, perturba&ccedil;&atilde;o provocada pelas atividades humanas, abate ilegal, pilhagem e destrui&ccedil;&atilde;o de ninhos, e aumento de predadores de ovos e crias.<br />
<br />
A conserva&ccedil;&atilde;o das popula&ccedil;&otilde;es de tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador promove o equil&iacute;brio dos ecossistemas e beneficia diretamente os agricultores e as suas culturas, pois esta esp&eacute;cie &eacute; predadora de pequenos mam&iacute;feros roedores e insetos consumidores de sementes e vegetais diversos e contribui para travar o aumento excessivo das suas popula&ccedil;&otilde;es.]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 22 Jul 2021 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Ministério da Agricultura ignora peritos nomeados, académicos e ONGA na elaboração do Plano Estratégico da PAC e coloca em causa Pessoas e Ambiente</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/ministerio-da-agricultura-ignora-peritos-nomeados-academicos-e-onga-na-elaboracao-do-plano-estrategico-da-pac-e-coloca-em-causa-pessoas-e-ambiente-2021-07-22/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>O Plano Estrat&eacute;gico para a Pol&iacute;tica Agr&iacute;cola Comum (PEPAC) 2023-27 em Portugal p&otilde;e em causa o futuro da biodiversidade nacional e da qualidade de vida das popula&ccedil;&otilde;es. Este instrumento de pol&iacute;tica fundamental para o futuro das pessoas e da natureza tem de ser mais sustent&aacute;vel, justo e ben&eacute;fico do ponto de vista ambiental, social e econ&oacute;mico.</strong><br />
<br />
No seguimento da<a href="http://palombar.pt/pt/noticias/14-ong-de-ambiente-alertam-que-plano-estrategico-da-pac-para-portugal-perpetua-assalto-a-natureza-e-defendem-mudancas-efetivas-2021-07-07/"> <strong>tomada de posi&ccedil;&atilde;o</strong><strong> de 14 organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o governamentais de ambiente (ONGA)</strong></a> portuguesas no in&iacute;cio deste m&ecirc;s de julho, que consideraram a proposta de estrutura do PEPAC para Portugal do Gabinete de Planeamento, Pol&iacute;ticas e Administra&ccedil;&atilde;o Geral (GPP)/Minist&eacute;rio da Agricultura um potencial atentado &agrave; natureza e &agrave; biodiversidade nacional, que &eacute; a base de toda a vida, <strong>foram agora 9 dos peritos convidados pelo GPP para acompanhar o processo que tornaram p&uacute;blica a sua posi&ccedil;&atilde;o de preocupa&ccedil;&atilde;o sobre a nova PAC</strong>. Parte destes peritos inclusive j&aacute; se demitiu do acompanhamento do processo. Em abril deste ano, mais de 100 acad&eacute;micos publicaram <strong>um manifesto expondo os desafios que a agricultura nacional enfrenta e apelando a que este setor fa&ccedil;a uma verdadeira transi&ccedil;&atilde;o ecol&oacute;gica</strong>.<br />
<br />
<strong>As preocupa&ccedil;&otilde;es de todos s&atilde;o evidentes:</strong> a agricultura &eacute; uma das principais causas da perda de biodiversidade na Uni&atilde;o Europeia (UE); em Portugal &eacute; o principal consumidor de &aacute;gua; e o setor precisa tamb&eacute;m de reduzir as suas emiss&otilde;es de gases com efeito de estufa e outros impactos sobre a biodiversidade. <strong>No entanto, as propostas at&eacute; agora apresentadas durante a elabora&ccedil;&atilde;o do PEPAC n&atilde;o respondem a nenhum destes desafios.</strong><br />
<br />
Pelo contr&aacute;rio, a informa&ccedil;&atilde;o dispon&iacute;vel no site do GPP, sobre a estrutura do PEPAC, torna evidente que<strong> as inten&ccedil;&otilde;es do Estado Portugu&ecirc;s para a aplica&ccedil;&atilde;o do financiamento da PAC 2023-27 n&atilde;o sofreram altera&ccedil;&otilde;es significativas face ao anterior quadro comunit&aacute;rio</strong>. Continua por realizar uma verdadeira reforma da aplica&ccedil;&atilde;o desta pol&iacute;tica em Portugal, capaz de operar uma mudan&ccedil;a transformadora no setor da agricultura e nos sistemas alimentares tendo em vista a sua sustentabilidade ambiental e social.&nbsp;<strong>O documento tal como est&aacute; n&atilde;o ir&aacute; contribuir adequadamente para o cumprimento dos objetivos do Pacto Ecol&oacute;gico Europeu</strong>.<br />
<br />
<strong>&ldquo;At&eacute; aqui a Ministra da Agricultura tem ignorado os peritos, as ONGA, a ci&ecirc;ncia, a sa&uacute;de p&uacute;blica, em suma, a sociedade civil</strong> que exige um planeta mais sustent&aacute;vel para as pr&oacute;ximas gera&ccedil;&otilde;es. As ONGA procuraram contribuir para o PEPAC com propostas concretas enviadas o ano passado em julho, a maior parte das quais n&atilde;o foram refletidas nos documentos postos em consulta p&uacute;blica no final do ano&rdquo;, afirmam as organiza&ccedil;&otilde;es.<br />
<br />
&ldquo;Alguns destes conte&uacute;dos s&atilde;o muito preocupantes e colocam em causa a Estrat&eacute;gia de Biodiversidade 2030, a Estrat&eacute;gia do Prado ao Prato e as metas da UE em mat&eacute;ria de mitiga&ccedil;&atilde;o e adapta&ccedil;&atilde;o &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas&rdquo;, acrescentam.<br />
<br />
As ONGA lembram ainda que <strong>a primeira vers&atilde;o do documento deveria ter sido tornada p&uacute;blica durante o presente m&ecirc;s de julho, mas a sua publica&ccedil;&atilde;o foi agora empurrada para setembro quando Portugal tem de apresentar a sua proposta &agrave; Comiss&atilde;o Europeia at&eacute; 1 de janeiro, o que faz temer o pior</strong> - mais do mesmo, evitando-se o debate e a participa&ccedil;&atilde;o consequentes de toda a sociedade.<br />
<br />
<strong>&ldquo;A Ministra da Agricultura continua a ignorar todas estas vozes que representam a sociedade civil, e que j&aacute; disseram ser preciso mudar os conte&uacute;dos do PEPAC e a forma como se est&aacute; a conduzir este processo. A Ministra n&atilde;o pode continuar a ignorar as propostas feitas pelas ONGA, pelos acad&eacute;micos e pelos peritos&rdquo;</strong>, enfatizam as ONGA.<br />
<br />
O PEPAC &eacute; important&iacute;ssimo para Portugal ao canalizar a sua quota-parte do or&ccedil;amento da PAC, que representa cerca de um ter&ccedil;o de todo o or&ccedil;amento da UE: a nova PAC determinar&aacute; n&atilde;o s&oacute; o tipo de produ&ccedil;&atilde;o de alimentos que teremos no futuro, que deve estar em equil&iacute;brio com o planeta, mas tamb&eacute;m a natureza que queremos e que temos direito a ter de volta e que &eacute; o escudo protetor da humanidade.<br />
<br />
<strong>A proposta de arquitetura do PEPAC Portugu&ecirc;s requer uma profunda revis&atilde;o; a atual proposta n&atilde;o &eacute; positiva nem para o ambiente nem para o clima. Assim, as ONGA exigem:</strong><br />
<br />
1. Uma PAC que premeia quem faz realmente melhor, compensando os agricultores de acordo com o n&iacute;vel de melhorias no desempenho ambiental e clim&aacute;tico;<br />
2. Uma PAC que produz alimentos sustent&aacute;veis, assegurando que pelo menos 30% das ajudas diretas &agrave; produ&ccedil;&atilde;o contribuem tamb&eacute;m para benef&iacute;cios para o ambiente e clima;<br />
3. Uma PAC que fomenta a biodiversidade criando mais espa&ccedil;o para a natureza, e favorecendo TODAS as explora&ccedil;&otilde;es agr&iacute;colas que promovam MAIORES valores de biodiversidade e elementos paisag&iacute;sticos, principalmente na Rede Natura 2000;<br />
4. Uma PAC que cumpre as metas do Acordo de Paris e &eacute; coerente com as pol&iacute;ticas nacionais de adapta&ccedil;&atilde;o e combate &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas;<br />
5. Uma PAC que n&atilde;o apoia novos projetos de regadio que amea&ccedil;am a conserva&ccedil;&atilde;o dos agroecossistemas e o bom estado dos nossos aqu&iacute;feros, rios e ribeiras, bem como as pessoas e biodiversidade que deles dependem.<br />
<br />
O PEPAC tamb&eacute;m tem de contribuir para a luta contra as altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas atrav&eacute;s da descarboniza&ccedil;&atilde;o do Sistema Alimentar, que entre v&aacute;rias coisas passa por: encurtar as cadeias de abastecimento, por fomentar sistemas alimentares locais, por produzir alimentos saud&aacute;veis de forma sustent&aacute;vel, por utilizar de forma sustent&aacute;vel recursos naturais (em especial solo e &aacute;gua) e fatores de produ&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
<strong>As ONGA est&atilde;o dispon&iacute;veis para concertar esfor&ccedil;os com estas e mais vozes da sociedade civil, incluindo a participa&ccedil;&atilde;o numa plataforma que venha a ser criada para trabalhar com o Minist&eacute;rio da Agricultura na reformula&ccedil;&atilde;o urgente do PEPAC.</strong><br />
<br />
<strong>As 15 ONGA subscritoras deste comunicado</strong><br />
<br />
A ROCHA - Associa&ccedil;&atilde;o Crist&atilde; de Estudos e Defesa do Ambiente<br />
ADPM - Associa&ccedil;&atilde;o de Defesa do Patrim&oacute;nio de M&eacute;rtola<br />
ALDEIA - Ac&ccedil;&atilde;o, Liberdade, Desenvolvimento, Educa&ccedil;&atilde;o, Investiga&ccedil;&atilde;o, Ambiente<br />
Almargem - Associa&ccedil;&atilde;o de Defesa do Patrim&oacute;nio Natural e Cultural do Algarve<br />
ANP|WWF &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o Natureza Portugal, em associa&ccedil;&atilde;o com a WWF<br />
ATN - Associa&ccedil;&atilde;o de Transum&acirc;ncia e Natureza<br />
FAPAS &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa para a Conserva&ccedil;&atilde;o da Biodiversidade<br />
GEOTA &ndash; Grupo de Estudos de Ordenamento do Territ&oacute;rio e Ambiente<br />
LPN &ndash; Liga para a Protec&ccedil;&atilde;o da Natureza<br />
PALOMBAR - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural<br />
QUERCUS &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza<br />
SPEA &ndash; Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves<br />
SPB - Sociedade Portuguesa de Bot&acirc;nica<br />
SPECO - Sociedade Portuguesa de Ecologia<br />
ZERO - Associa&ccedil;&atilde;o Sistema Terrestre Sustent&aacute;vel<br />
&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c7524</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 15 Jul 2021 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>"11 Burros, 11 Destinos": junte-se aos melhores guias de quatro patas para desbravar o Planalto Mirandês</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/11-burros-11-destinos-junte-se-aos-melhores-guias-de-quatro-patas-para-desbravar-o-planalto-mirandes-2021-07-15/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A campanha &quot;11 Burros, 11 Destinos&quot;, lan&ccedil;ada pela AEPGA - Associa&ccedil;&atilde;o para o Estudo e Protec&ccedil;&atilde;o do Gado Asinino no dia 8 de abril e que tem a Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural como parceira, apresenta os melhores guias de quatro patas, 11 Burros de Miranda, para desbravar 11 Destinos no Planalto Mirand&ecirc;s - regi&atilde;o do Nordeste Transmontano de onde &eacute; origin&aacute;rio o Burro de Miranda. Por descobrir est&atilde;o lugares &uacute;nicos, enquadrados numa paisagem deslumbrante e num territ&oacute;rio de uma riqueza natural, cultural e humana &iacute;mpar.</strong><br />
<br />
A AEPGA pretende, com esta campanha, para al&eacute;m da tradicional angaria&ccedil;&atilde;o de fundos que lhe permite assegurar a sa&uacute;de e o bem-estar dos animais que est&atilde;o ao seu cuidado, desafiar os padrinhos e madrinhas dos burros de Miranda a visitarem o seu afilhado(a) no Centro de Valoriza&ccedil;&atilde;o do Burro de Miranda, situado da aldeia de Atenor, no concelho de Miranda do Douro, e, a partir dali, iniciarem uma viagem explorat&oacute;ria pelo Planalto Mirand&ecirc;s. Assim, esta campanha alia a vontade de apadrinhar uma causa, &agrave; sede de explorar destinos que permanecem ainda desconhecidos de muitos portugueses.<br />
<br />
Um dos destinos propostos &eacute; o Centro de Interpreta&ccedil;&atilde;o dos Pombais Tradicionais (CIPT), localizado na aldeia de Uva, no concelho de Vimioso. Poder&aacute; visitar o CIPT na companhia da Lavanda - A Bela, uma burrita nova, mas muito respons&aacute;vel e protetora, nascida em 2015. O CIPT foi criado em 2014 pela Palombar com o objetivo de dar a conhecer os pombais tradicionais existentes na regi&atilde;o do Nordeste Transmontano e &eacute;, ao mesmo tempo, um espa&ccedil;o de partilha de conhecimento das t&eacute;cnicas de constru&ccedil;&atilde;o do patrim&oacute;nio rural. Al&eacute;m de divulgar o conhecimento sobre este tipo de constru&ccedil;&atilde;o, o CIPT &eacute; o ponto de partida para a descoberta dos pombais e do seu valor cultural, arquitet&oacute;nico e ecol&oacute;gico.<br />
<br />
Conhe&ccedil;a os <strong><a href="https://www.11burros11destinos.pt/pt/11-burros-11-destinos/">11 Burros e os 11 Destinos</a></strong> propostos nesta campanha e desbrave o Planalto Mirand&ecirc;s na companhia dos melhores guias do territ&oacute;rio!<br />
<br />
<strong><a href="http://www.11burros11destinos.pt ">+ INFO sobre a campanha</a></strong><br />]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c752e</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Wed, 07 Jul 2021 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>14 ONG de Ambiente alertam que Plano Estratégico da PAC para Portugal perpetua assalto à natureza e defendem mudanças efetivas</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/14-ong-de-ambiente-alertam-que-plano-estrategico-da-pac-para-portugal-perpetua-assalto-a-natureza-e-defendem-mudancas-efetivas-2021-07-07/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural &eacute; uma das 14 organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o-governamentais de ambiente (ONGA) que se juntaram para elaborar um documento comum que alerta que o Plano Estrat&eacute;gico da Pol&iacute;tica Agr&iacute;cola Comum (PEPAC) 2022-27 para Portugal n&atilde;o promove uma agricultura mais amiga do ambiente e perpetua o assalto &agrave; natureza, defendendo mudan&ccedil;as efetivas que aliem a atividade agr&iacute;cola &agrave; conserva&ccedil;&atilde;o do ambiente.</strong><br />
<br />
Tendo em conta que o PEPAC &eacute; determinante para a implementa&ccedil;&atilde;o da Pol&iacute;tica Agr&iacute;cola Comum (PAC) em Portugal, o seu desenho e implementa&ccedil;&atilde;o condicionar&atilde;o o futuro da biodiversidade nacional. Os impactos negativos da agricultura sobre a biodiversidade s&atilde;o j&aacute; conhecidos e devem ser mitigados, pelo que 14 ONGA portuguesas pedem maior transpar&ecirc;ncia no desenvolvimento deste instrumento de pol&iacute;tica, exigindo um PEPAC mais amigo do ambiente e que potencie os benef&iacute;cios que esta atividade pode dar &agrave; natureza.<br />
<br />
As 14 ONGA signat&aacute;rias do &quot;Documento de Posi&ccedil;&atilde;o sobre o Plano Estrat&eacute;gico da Pol&iacute;tica Agr&iacute;cola Comum (PEPAC) para Portugal&quot; defendem: uma PAC que premeie quem faz melhor, compensando os agricultores de acordo com o n&iacute;vel de melhorias no desempenho ambiental e clim&aacute;tico; uma PAC que produza alimentos sustent&aacute;veis, assegurando que 30% das ajudas diretas &agrave; produ&ccedil;&atilde;o contribuem para benef&iacute;cios ambientais e de a&ccedil;&atilde;o clim&aacute;tica; uma PAC que fomente a biodiversidade criando mais espa&ccedil;o para a natureza, e favorecendo TODAS as explora&ccedil;&otilde;es agr&iacute;colas que promovam MAIORES valores de biodiversidade e elementos paisag&iacute;sticos, principalmente na Rede Natura 2000; uma PAC que cumpra as metas do Acordo de Paris e seja coerente com as pol&iacute;ticas nacionais de adapta&ccedil;&atilde;o e combate &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas e uma PAC que n&atilde;o apoie novos projetos de regadio que amea&ccedil;am a conserva&ccedil;&atilde;o dos agroecossistemas e o bom estado dos nossos rios e ribeiras, bem como as pessoas e biodiversidade que deles dependem.<br />
<br />
As 14 ONGA subscritoras do documento s&atilde;o: A Rocha &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o Crist&atilde; de Estudos e Defesa do Ambiente, ALDEIA &ndash; Ac&ccedil;&atilde;o, Liberdade, Desenvolvimento, Educa&ccedil;&atilde;o, Investiga&ccedil;&atilde;o, Ambiente, Almargem &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o de Defesa do Patrim&oacute;nio Cultural e Ambiental do Algarve, ANP|WWF &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o Natureza Portugal, em associa&ccedil;&atilde;o com a WWF, ATNatureza &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o Transum&acirc;ncia e Natureza, FAPAS &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa para a Conserva&ccedil;&atilde;o da Biodiversidade, GEOTA &ndash; Grupo de Estudos de Ordenamento do Territ&oacute;rio e Ambiente, LPN &ndash; Liga para a Protec&ccedil;&atilde;o da Natureza, Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, QUERCUS &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza, SPBot&acirc;nica &ndash; Sociedade Portuguesa de Bot&acirc;nica, SPEA &ndash; Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, SPECO &ndash; Sociedade Portuguesa de Ecologia e ZERO &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o Sistema Terrestre Sustent&aacute;vel.<br />
<br type="_moz" />]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c7535</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 01 Jul 2021 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Iniciativa ANDAR CONTRAMINA alerta para ameaças de mina a céu aberto na maior reserva da biosfera europeia e em áreas da Rede Natura 2000</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/iniciativa-andar-contramina-alerta-para-ameacas-de-mina-a-ceu-aberto-na-maior-reserva-da-biosfera-europeia-e-em-areas-da-rede-natura-2000-2021-07-01/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[O <strong><a href="https://www.facebook.com/UivoReservaBiosferaLivreDeMinas">UIVO - Por uma Reserva da Biosfera da Meseta Ib&eacute;rica Livre de Minas</a></strong>, movimento constitu&iacute;do por cidad&atilde;os de Portugal que tem o apoio de associa&ccedil;&otilde;es, de empres&aacute;rios de alojamento local, de todos os partidos pol&iacute;ticos de Tr&aacute;s-os-Montes e outras entidades, e&nbsp;a Plataforma Contra el Proyecto Minero de Valtreixal (Espanha), v&atilde;o&nbsp;organizar em conjunto, no pr&oacute;ximo dia 4 de julho, uma caminhada pelo territ&oacute;rio onde se projeta a mina de Calabor de 250 ha, na maior reserva da biosfera europeia e em &aacute;reas da Rede Natura 2000.<br />
<br />
O objetivo desta iniciativa &eacute; dar visibilidade a esta amea&ccedil;a para o patrim&oacute;nio natural da regi&atilde;o, para a economia e para a qualidade de vida. A caminhada ter&aacute; in&iacute;cio &agrave;s 8h30 (hora portuguesa), em Santa Cruz de Abranes e acabar&aacute; em Calabor. O percurso &eacute; de aproximadamente 7,5 km (<strong><a href="https://www.facebook.com/events/925605377996295?ref=newsfeed">+ INFO</a></strong>).<br />
<br />
O projeto espanhol de &quot;Explora&ccedil;&atilde;o de Recursos de Estanho e Volfr&acirc;mio 'Valtreixal' e 'Alto de Los Repilados'&quot; est&aacute; projetado para ser implementado no limite municipal fronteiri&ccedil;o com Portugal de Pedralba de la Prader&iacute;a, em Zamora, Espanha, nomeadamente na localidade de Calabor. A zona de explora&ccedil;&atilde;o da mina abrangida por este projeto localiza-se a cerca de 5 km de Portugal, nos limites do Parque Natural de Montesinho (PNM) e toda a sua &aacute;rea de implementa&ccedil;&atilde;o est&aacute; integralmente inserida em &aacute;rea protegida ao abrigo da Rede Natura 2000, nomeadamente na Zona Especial de Conservaci&oacute;n (ZEC) Sierra de la Culebra, do lado espanhol, assim como em grande parte dos territ&oacute;rios adjacentes em Portugal igualmente protegidos no &acirc;mbito daquela Rede europeia - PNM, Zona de Prote&ccedil;&atilde;o Especial (ZPE) Montesinho/Nogueira e S&iacute;tio de Import&acirc;ncia Comunit&aacute;ria (SIC) Montesinho/Nogueira. Est&aacute; igualmente abrangida pela Reserva da Biosfera Transfronteiri&ccedil;a Meseta Ib&eacute;rica, a maior reserva da biosfera europeia.<br />
<br />
A Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural pronunciou-se contra este projeto de explora&ccedil;&atilde;o mineira a c&eacute;u aberto, visto que ter&aacute; consequ&ecirc;ncias nefastas para o meio ambiente n&atilde;o s&oacute; em territ&oacute;rio espanhol, como tamb&eacute;m portugu&ecirc;s, e contribuir&aacute;, nomeadamente, para a polui&ccedil;&atilde;o das &aacute;guas subterr&acirc;neas, dos solos e do ar. Este projeto mineiro poder&aacute; igualmente gerar impactos significativos e irrevers&iacute;veis na biodiversidade em geral, e sobre esp&eacute;cies protegidas, em particular. A Palombar contribuiu com um parecer negativo no &acirc;mbito da consulta p&uacute;blica realizada sobre esta explora&ccedil;&atilde;o (<strong><a href="http:// http://palombar.pt/pt/noticias/mina-a-ceu-aberto-junto-ao-parque-natural-de-montesinho-palombar-alerta-para-riscos-para-a-biodiversidade-em-reportagem-do-publico-2020-09-01/">+ INFO</a></strong>).&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c753c</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 28 Jun 2021 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Projeto Sentinelas: grifos Darwin, Dehesa e Douro reforçam rede de monitorização de ameaças para a fauna silvestre</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/projeto-sentinelas-grifos-darwin-dehesa-e-douro-reforcam-rede-de-monitorizacao-de-ameacas-para-a-fauna-silvestre-2021-06-28/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural colocou emissores GPS e anilhas em mais tr&ecirc;s grifos (<em>Gyps fulvus</em>) na Zona de Prote&ccedil;&atilde;o Especial (ZPE) Douro Internacional e Vale do &Aacute;gueda no dia 16 de junho. Estes indiv&iacute;duos marcados vieram refor&ccedil;ar a rede de esp&eacute;cies-sentinelas que est&aacute; a ser criada no &acirc;mbito do projeto Sentinelas - Rede de Monitoriza&ccedil;&atilde;o de Amea&ccedil;as para a Fauna Silvestre, que tem como parceiro a Universidade de Oviedo, em Espanha, e &eacute; financiado pelo Fundo Ambiental &ndash; Minist&eacute;rio do Ambiente e da A&ccedil;&atilde;o Clim&aacute;tica.</strong> <br />
<br />
A equipa do projeto Sentinelas colocou dispositivos GPS e anilhas PVC e met&aacute;licas nos tr&ecirc;s grifos numa a&ccedil;&atilde;o que decorreu no Parque Natural do Douro Internacional (PNDI), no dia 16 de junho. Foram tamb&eacute;m recolhidas as biometrias das aves e amostras biol&oacute;gicas para estudo. Os tr&ecirc;s grifos foram batizados pela equipa por Darwin, Dehesa e Douro. <br />
<br />
Os grifos agora marcados juntam-se assim aos 15 grifos da rede, totalizando 18, e ser&atilde;o fundamentais para a dete&ccedil;&atilde;o de amea&ccedil;as para a fauna selvagem relacionadas com o furtivismo, como o uso ilegal de venenos, o abate a tiro e o uso de armadilhas, permitindo ainda detetar casos de colis&atilde;o das aves contra estruturas humanas, bem como avaliar elementos como a disponibilidade de alimento e a intoxica&ccedil;&atilde;o por contaminantes. <br />
<br />
Saiba mais sobre o projeto Sentinelas em <strong><a href="http://www.sentinelas.pt">www.sentinelas.pt</a></strong><br />]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c7542</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Tue, 22 Jun 2021 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Registámos um tartaranhão-ruivo-dos-pauis num CAAN pela primeira vez</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/registamos-um-tartaranhao-ruivo-dos-pauis-num-caan-pela-primeira-vez-2021-06-22/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[Regist&aacute;mos, pela primeira vez, num dos campos de alimenta&ccedil;&atilde;o para aves necr&oacute;fagas (CAAN) que gerimos no concelho de Mogadouro (distrito de Bragan&ccedil;a), um tartaranh&atilde;o-ruivo-dos-pauis (<em>Circus aeruginosus</em>), tamb&eacute;m denominado por &aacute;guia-sapeira, uma ave de rapina com estatuto de amea&ccedil;a &quot;Vulner&aacute;vel&quot;, segundo o Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal.<br />
<br />
Esta esp&eacute;cie est&aacute; presente principalmente em zonas h&uacute;midas e apresenta baixas abund&acirc;ncias, sendo pouco comum no territ&oacute;rio nacional. O registo desta ave, uma f&ecirc;mea sub-adulta, foi feito nos dias 18 e 23 de mar&ccedil;o de 2021 por uma c&acirc;mara de fotoarmadilhagem colocada no CAAN. Provavelmente esta f&ecirc;mea fez uma paragem durante a sua rota migrat&oacute;ria para descansar e recuperar energia, antes de prosseguir com a sua viagem rumo ao norte.<br />
<br />
A maioria da sua popula&ccedil;&atilde;o &eacute; residente, permanecendo durante todo o ano em Portugal. O n&uacute;mero de indiv&iacute;duos desta esp&eacute;cie pode aumentar um pouco durante o inverno devido &agrave; vinda de tartaranh&otilde;es-ruivo-dos-pauis invernantes provenientes de outros territ&oacute;rios.<br />
<br />
Esta rapina apresenta uma dieta variada que inclui pequenos e m&eacute;dios vertebrados, como ratos e coelho, que ca&ccedil;a tanto no solo como na &aacute;gua. Pode praticar com alguma frequ&ecirc;ncia necrofagia, sobretudo quando as suas presas habituais s&atilde;o escassas.&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c7548</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 18 Jun 2021 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Grifos no PNDI: o nascer das novas gerações</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/grifos-no-pndi-o-nascer-das-novas-geracoes-2021-06-18/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>&quot;A escarpada parede &eacute; uma enorme pintura abstrata em diversos tons de amarelo, e nem apetece daqui sair enquanto houver luz&quot;. Assim descreveu Jos&eacute; Saramago, no livro &quot;Viagem a Portugal&quot;, as escarpas sinuosas do vale do rio Douro, na fronteira com Espanha, um santu&aacute;rio onde col&oacute;nias de grifo (<em>Gyps fulvus</em>) encontram o local ideal para viver, nidificar e gerar a sua descend&ecirc;ncia.</strong><br />
<br />
Nas fragas &iacute;ngremes que ladeiam este rio, que une muito mais do que separa, onde as sombras dan&ccedil;am projetadas nas arribas, ocultando e revelando a biodiversidade que aqui ocorre, o nascer das novas gera&ccedil;&otilde;es de grifo est&aacute; envolto numa sucess&atilde;o de atos cujo palco principal se encontra em pleno Parque Natural do Douro Internacional (PNDI): c&oacute;pula, nidifica&ccedil;&atilde;o, postura de ovos, incuba&ccedil;&atilde;o, nascimento das crias, provis&atilde;o de alimento e cuidados com os descendentes e defesa do territ&oacute;rio.<br />
<br />
A equipa do projeto Sentinelas - Rede de Monitoriza&ccedil;&atilde;o de Amea&ccedil;as para a Fauna Silvestre (<a href="http://www.sentinelas.pt">www.sentinelas.pt</a>) teve a oportunidade de captar imagens &uacute;nicas e comportamentos, em estado selvagem, de grifos no PNDI durante a &eacute;poca de reprodu&ccedil;&atilde;o de 2021, nomeadamente no final do m&ecirc;s de mar&ccedil;o, em a&ccedil;&otilde;es de monitoriza&ccedil;&atilde;o dos grifos-sentinelas marcados com emissor GPS e anilhas no &acirc;mbito do projeto. Um dos protagonistas do v&iacute;deo &eacute; o grifo Arco, marcado na Zona de Prote&ccedil;&atilde;o Especial (ZPE) Douro Internacional e Vale do &Aacute;gueda no dia 18 de novembro de 2019.<br />
<br />
O grifo &eacute; uma esp&eacute;cie greg&aacute;ria que se reproduz em col&oacute;nias e que nidifica sobretudo em escarpas rochosas de grandes dimens&otilde;es. Os seus ninhos, feitos principalmente nas sali&ecirc;ncias ou pequenas cavernas nas escarpas, podem ser reutilizados em anos sucessivos. Em Portugal, esta esp&eacute;cie est&aacute; classificada como &ldquo;Quase Amea&ccedil;ada&rdquo;. A utiliza&ccedil;&atilde;o de iscos envenenados, a redu&ccedil;&atilde;o da disponibilidade de alimentos, a diminui&ccedil;&atilde;o do aproveitamento pecu&aacute;rio extensivo, a perturba&ccedil;&atilde;o humana, a eletrocuss&atilde;o, a degrada&ccedil;&atilde;o dos habitats, a persegui&ccedil;&atilde;o humana e a instala&ccedil;&atilde;o de parques e&oacute;licos s&atilde;o as principais amea&ccedil;as para esta esp&eacute;cie.<br />
<br />
Veja o v&iacute;deo <strong><a href="https://www.youtube.com/watch?v=fVQ2xKUgZP0&amp;t=4s">aqui</a></strong>.<br />
<br />]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c754f</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 17 Jun 2021 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Criadores de gado que deixam cadáveres de animais no campo têm visão mais positiva sobre espécies necrófagas</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/criadores-de-gado-que-deixam-cadaveres-de-animais-no-campo-tem-visao-mais-positiva-sobre-especies-necrofagas-2021-06-17/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>Os criadores de gado portugueses da regi&atilde;o transfronteiri&ccedil;a do vale do rio Douro declararam que deixam mais cad&aacute;veres de animais no campo e t&ecirc;m uma vis&atilde;o mais positiva sobre as esp&eacute;cies de fauna estritamente ou parcialmente necr&oacute;fagas, quando comparados com os seus cong&eacute;neres espanh&oacute;is da mesma regi&atilde;o,  revela o estudo &quot;Farmers&rsquo; perceptions towards scavengers are influenced by implementation deficits of EU sanitary policies&quot;, publicado na revista <em>Biological Conservation</em>.</strong><br />
<br />
O estudo, da autoria de F&aacute;tima D. Gigante, Jo&atilde;o P.V. Santos, bi&oacute;logo da Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, Jos&eacute; Vicente L&oacute;pez Bao, Pedro P. Olea, Bas Verschuuren e Patricia Mateo Tom&aacute;s, foi desenvolvido no &acirc;mbito da tese de mestrado de F&aacute;tima D. Gigante, da Universidade de Wageningen, na Holanda, em colabora&ccedil;&atilde;o com a Universidade de Oviedo, em Espanha, e contou com o apoio do projeto  &quot;LIFE Rupis - Conserva&ccedil;&atilde;o do britango e da &aacute;guia-perdigueira no vale do rio Douro&quot;, do qual a Palombar &eacute; parceira. <br />
<br />
O estudo, realizado com base em 109 entrevistas (61 em Portugal e 48 em Espanha), avaliou como a implementa&ccedil;&atilde;o heterog&eacute;nea dos regulamentos sanit&aacute;rios da UE que permitem que os cad&aacute;veres de animais sejam deixados in situ na Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica afeta as percep&ccedil;&otilde;es dos criadores de gado sobre as esp&eacute;cies necr&oacute;fagas.<br />
<br />
No total, foram analisadas dez esp&eacute;cies estritamente ou parcialmente necr&oacute;fagas: abutres, nomeadamente, grifo (<em>Gyps fulvus</em>), abutre-preto (<em>Aegypius monachus</em>), abutre-do-Egito (<em>Neophron percnopterus</em>); predadores de topo, tais como lobo (<em>Canis lupus</em>) e &aacute;guia-real (<em>Aquila chrysaetos</em>); e v&aacute;rias esp&eacute;cies generalistas, em particular, milhafre-real (<em>Milvus milvus</em>), corvo (<em>Corvus corax</em>), raposa (<em>Vulpes vulpes</em>), javali (<em>Sus scrofa</em>) e fuinha (<em>Martes foina</em>).<br />
<br />
Os resultados mostraram que os criadores de gado que deixam efetivamente os cad&aacute;veres de gado in situ t&ecirc;m uma vis&atilde;o mais positiva sobre as esp&eacute;cies necr&oacute;fagas, que aqueles que n&atilde;o o fazem registam uma perce&ccedil;&atilde;o mais negativa sobre essas mesmas esp&eacute;cies e que h&aacute; falhas na implementa&ccedil;&atilde;o e desconhecimento da legisla&ccedil;&atilde;o sanit&aacute;ria europeia aplicada aos contextos nacionais no que se refere ao abandono de cad&aacute;veres no campo, o que pode resultar num conflito emergente entre criadores de gado e as esp&eacute;cies necr&oacute;fagas, pondo em risco a sua conserva&ccedil;&atilde;o. <br />
<br />
Poder&aacute; consultar o artigo <strong><a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0006320721002184">aqui</a></strong>.<br />
&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c7556</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Wed, 09 Jun 2021 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>LIFEPLAN: Palombar colabora com o CIBIO-InBIO para projeto sobre avaliação da biodiversidade mundial</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/lifeplan-palombar-colabora-com-o-cibio-inbio-para-projeto-sobre-avaliacao-da-biodiversidade-mundial-2021-06-09/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o-governamental de ambiente Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural realizou um protocolo de colabora&ccedil;&atilde;o com o CIBIO-InBIO - Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Biodiversidade e Recursos Gen&eacute;ticos, Laborat&oacute;rio Associado da Universidade do Porto, no &acirc;mbito do projeto internacional LIFEPLAN - A Planetary Inventory of Life, coordenado pela Universidade de Hels&iacute;nquia, na Finl&acirc;ndia.</strong><br />
<br />
No contexto da colabora&ccedil;&atilde;o realizada com o CIBIO-InBIO, a Palombar ficar&aacute; respons&aacute;vel pela realiza&ccedil;&atilde;o de campanhas de amostragens para o projeto LIFEPLAN, que decorrer&atilde;o entre 2021 e 2027, durante as quais ser&atilde;o recolhidas amostras e informa&ccedil;&atilde;o sobre a biodiversidade no Nordeste de Portugal.<br />
<br />
O projeto LIFEPLAN tem como objetivo principal recolher informa&ccedil;&atilde;o sobre a biodiversidade a n&iacute;vel mundial, de forma a obter dados sobre o estado atual da diversidade biol&oacute;gica no mundo, com o intuito de criar modelos de an&aacute;lise que permitam aferir sobre a sua situa&ccedil;&atilde;o atual e prever altera&ccedil;&otilde;es considerando diferentes cen&aacute;rios futuros. <br />
<br />
&Eacute; tamb&eacute;m um prop&oacute;sito reunir dados e conhecimentos para gerar e interpretar um grande conjunto de dados ecol&oacute;gicos (&ldquo;Big Ecological Data&rdquo;) e elaborar uma s&iacute;ntese global de padr&otilde;es bi&oacute;ticos no planeta, unindo ecologia de comunidades, m&eacute;todos para reconhecimento automatizado de esp&eacute;cies e modela&ccedil;&atilde;o estat&iacute;stica bayesiana.<br />
<br />
O projeto LIFEPLAN ir&aacute; caracterizar a diversidade biol&oacute;gica atrav&eacute;s de um programa de amostragem mundial e abordagens moleculares, bioinform&aacute;ticas e estat&iacute;sticas. A finalidade &eacute; obter um grande conjunto de dados sobre a biodiversidade global recolhidos de forma sistem&aacute;tica e padronizada para uma ampla variedade de grupos taxon&oacute;micos em todo o mundo. <br />
<br />
<strong><a href="https://www2.helsinki.fi/en/projects/lifeplan">+ INFO sobre o projeto LIFEPLAN</a></strong><br />
&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c755c</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 07 Jun 2021 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Novo Decreto-Lei proíbe comercialização de meios de captura ou abate de mamíferos e aves</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/novo-decreto-lei-proibe-comercializacao-de-meios-de-captura-ou-abate-de-mamiferos-e-aves-2021-06-07/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[No dia 31 de maio de 2021, foi publicado, em Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica, o Decreto-Lei n.&ordm; 38/2021, o qual veio atualizar e refor&ccedil;ar a legisla&ccedil;&atilde;o nacional de prote&ccedil;&atilde;o e conserva&ccedil;&atilde;o da flora e fauna selvagens e dos habitats naturais das esp&eacute;cies enumeradas nas Conven&ccedil;&otilde;es de Berna e de Bona.<br />
<br />
Uma das principais novidades do novo decreto &eacute; a proibi&ccedil;&atilde;o n&atilde;o s&oacute; do uso, como tamb&eacute;m da comercializa&ccedil;&atilde;o de meios de captura ou abate de mam&iacute;feros e aves e outros esp&eacute;cimes da fauna, nomeadamente de armadilhas e redes n&atilde;o seletivas, la&ccedil;os e visgos.<br />
<br />
A utiliza&ccedil;&atilde;o e venda desses dispositivos s&atilde;o uma grave amea&ccedil;a para a conserva&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rias esp&eacute;cies de fauna selvagem amea&ccedil;adas e legalmente protegidas, como &eacute; o caso do lobo (<em>Canis lupus</em>). Entre 1999 e 2018, de acordo com dados do Sistema de Monitoriza&ccedil;&atilde;o de Lobos Mortos (SMLM), o la&ccedil;o foi a segunda principal causa de morte de lobos naquele per&iacute;odo, tendo sido registados 19 animais mortos devido ao uso deste engenho. <br />
<br />
No que se refere &agrave; avifauna, segundo a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), estima-se que 283 mil aves foram capturadas, atrav&eacute;s de armadilhas, redes ou visgos, em Portugal entre 2011 e 2017 para serem vendidas como animais de companhia ou consumidas como petisco.<br />
<br />
A Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural considera que as medidas que constam do novo decreto s&atilde;o fundamentais para aumentar a efic&aacute;cia da luta contra as amea&ccedil;as que afetam a fauna selvagem e para assegurar a conserva&ccedil;&atilde;o das esp&eacute;cies silvestres e louva o refor&ccedil;o da legisla&ccedil;&atilde;o nesta mat&eacute;ria. <br />
<br />
O Decreto-Lei agora publicado tem como objetivos &quot;Conservar a flora e a fauna selvagens e os seus habitats naturais, gerir e controlar o estado de conserva&ccedil;&atilde;o das esp&eacute;cies inclu&iacute;das nos anexos das Conven&ccedil;&otilde;es de Berna ou de Bona ou no anexo ao presente decreto-lei, bem como regulamentar a sua explora&ccedil;&atilde;o, em particular das esp&eacute;cies e dos habitats cuja conserva&ccedil;&atilde;o exija a coopera&ccedil;&atilde;o dos diversos Estados e implementar essa coopera&ccedil;&atilde;o&quot; e &quot;Atribuir &ecirc;nfase particular &agrave;s esp&eacute;cies em perigo ou vulner&aacute;veis, incluindo as esp&eacute;cies migrat&oacute;rias&quot;.<br />
<br />
Poder&aacute; consultar o Decreto-Lei n.&ordm; 38/2021 na &iacute;ntegra <strong><a href="https://dre.pt/web/guest/home/-/dre/164258742/details/maximized">aqui</a></strong>.<br />
&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c7563</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Sat, 05 Jun 2021 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Palombar organiza sessão de anilhagem aberta à comunidade na Albufeira do Azibo</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/palombar-organiza-sessao-de-anilhagem-aberta-a-comunidade-na-albufeira-do-azibo-2021-06-05/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[A Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural vai organizar, no pr&oacute;ximo dia 5 de junho, entre as 9h00 e as 12h00, uma sess&atilde;o de anilhagem aberta &agrave; comunidade no &acirc;mbito do projecto &quot;Reconecta-te &agrave; Natureza - As aves fazem mais do que cantar&quot; , a qual ter&aacute; lugar na Praia Fluvial da Fraga da Pegada - Paisagem Protegida da Albufeira do Azibo, no concelho de Macedo de Cavaleiros.<br />
<br />
A realiza&ccedil;&atilde;o desta atividade tem como objetivo tornar a comunidade um agente ativo na conserva&ccedil;&atilde;o da natureza, aumentando o seu conhecimento sobre a anilhagem, o seguimento e monitoriza&ccedil;&atilde;o das popula&ccedil;&otilde;es de avifauna, a investiga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica e os valores naturais que existem na floresta aut&oacute;ctone presente na regi&atilde;o, de forma a assegurar a prote&ccedil;&atilde;o da biodiversidade associada a estes habitats e real&ccedil;ando a import&acirc;ncia das &aacute;reas protegidas.<br />
<br />
<strong>A atividade tem um limite m&aacute;ximo de 8 participantes.<br />
A participa&ccedil;&atilde;o &eacute; gratuita, mas sujeita a inscri&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via, atrav&eacute;s do preenchimento do formul&aacute;rio abaixo. &nbsp;<br />
</strong><strong><br />
Inscreva-se!<br />
</strong><sup>Ap&oacute;s a inscri&ccedil;&atilde;o, os/as participantes receber&atilde;o outras informa&ccedil;&otilde;es relativas &agrave; sess&atilde;o, como o ponto de encontro, entre outras.</sup>]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c7569</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 24 May 2021 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Dia Internacional da Biodiversidade: Palombar apresentou projeto Sentinelas no Palácio de Belém a convite da Presidência da República</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/dia-internacional-da-biodiversidade-palombar-apresentou-projeto-sentinelas-no-palacio-de-belem-a-convite-da-presidencia-da-republica-2021-05-24/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[A Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural participou, a convite da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica Portuguesa, no &ldquo;Encontro do Dia Internacional da Biodiversidade - ONGA no Pal&aacute;cio&rdquo;, promovido pela Sua Excel&ecirc;ncia o Presidente da Rep&uacute;blica na passada sexta-feira, dia 21 de maio de 2021, no Pal&aacute;cio de Bel&eacute;m, em Lisboa, para assinalar o Dia Internacional de Biodiversidade, comemorado todos os anos a 22 de maio. <br />
<br />
Neste encontro, a Palombar, representada por Miguel N&oacute;voa, m&eacute;dico veterin&aacute;rio e vice-presidente da organiza&ccedil;&atilde;o,&nbsp;teve a oportunidade de fazer uma apresenta&ccedil;&atilde;o sobre o projeto Sentinelas - Rede de Monitoriza&ccedil;&atilde;o de Amea&ccedil;as para a Fauna Silvestre (<strong><a href="https://www.presidencia.pt/atualidade/toda-a-atualidade/2021/05/dia-internacional-da-biodiversidade/ ">www.sentinelas.pt</a></strong>), o qual est&aacute; a criar uma rede robusta, diversificada e abrangente de monitoriza&ccedil;&atilde;o de amea&ccedil;as para a fauna silvestre relacionadas com o furtivismo em territ&oacute;rios da Rede Natura 2000 e da Rede Nacional de &Aacute;reas Protegidas.<br />
<br />
O objetivo do encontro foi reunir as ONGA portuguesas &quot;que t&ecirc;m desenvolvido projetos emblem&aacute;ticos nos dom&iacute;nios da conserva&ccedil;&atilde;o da natureza e da biodiversidade&quot;, sublinhando &quot;o trabalho desenvolvido por estas organiza&ccedil;&otilde;es, espalhadas pelo territ&oacute;rio nacional, de grande relev&acirc;ncia para a sensibiliza&ccedil;&atilde;o e educa&ccedil;&atilde;o ambiental, para a preserva&ccedil;&atilde;o do patrim&oacute;nio natural e salvaguarda dos ecossistemas e da biodiversidade&quot;, destaca uma not&iacute;cia publicada no site oficial da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/210521-prmrs-mfl-0617-6332.jpg" width="900" height="600" alt="" /><br />
<p class="legenda">&quot;Encontro do Dia Internacional da Biodiversidade - ONGA no Pal&aacute;cio&quot;. Fotografia Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica.</p>
<br />
&quot;Tendo o Plano de Recupera&ccedil;&atilde;o e Resili&ecirc;ncia (PRR) e o Quadro Financeiro Plurianual da Uni&atilde;o Europeia uma relevante parcela do investimento destinado &agrave; &aacute;rea da transi&ccedil;&atilde;o clim&aacute;tica, em linha com o estabelecido no novo Pacto Ecol&oacute;gico Europeu, que consagra a conserva&ccedil;&atilde;o da natureza e o restauro da biodiversidade como o novo paradigma no qual faz dever&aacute; assentar o desenvolvimento e o bem-estar social, o papel dos agentes de proximidade no terreno, como s&atilde;o as ONGA, &eacute; fundamental para a boa execu&ccedil;&atilde;o destes recursos financeiros, promovendo iniciativas que envolvam as comunidades locais e permitam a valoriza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os dos ecossistemas e preserva&ccedil;&atilde;o da biodiversidade e do patrim&oacute;nio natural&quot;, sublinha ainda a Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica. <br />
<br />
<strong><a href="https://www.presidencia.pt/atualidade/toda-a-atualidade/2021/05/dia-internacional-da-biodiversidade/ ">+ INFO</a></strong><br />]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c7570</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 21 May 2021 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Dia Europeu da Rede Natura 2000 e Dia Internacional da Biodiversidade: "Somos Parte da Solução"</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/dia-europeu-da-rede-natura-2000-e-dia-internacional-da-biodiversidade-somos-parte-da-solucao-2021-05-21/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[O Dia Europeu da Rede Natura 2000 &eacute; assinalado esta sexta-feira, 21 de maio, e o Dia Internacional da Biodiversidade este s&aacute;bado, 22 de maio, com foco no tema &quot;Somos Parte da Solu&ccedil;&atilde;o&quot;. No &acirc;mbito das comemora&ccedil;&otilde;es destas duas efem&eacute;rides, a Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural foi uma das 22 organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o governamentais de ambiente (ONGA) convidadas pela Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica Portuguesa para estar presente no Pal&aacute;cio de Bel&eacute;m no &ldquo;Encontro do Dia Internacional da Biodiversidade - ONGA no Pal&aacute;cio&rdquo;, promovido pela Sua Excel&ecirc;ncia o Presidente da Rep&uacute;blica, que decorrer&aacute; esta sexta-feira, dia 21 de maio de 2021, em Lisboa.<br />
<br />
Neste encontro, a Palombar ir&aacute; apresentar o projeto Sentinelas (<strong><a href="http://www.sentinelas.pt">www.sentinelas.pt</a></strong>), o qual est&aacute; a criar uma rede robusta, diversificada e abrangente de monitoriza&ccedil;&atilde;o de amea&ccedil;as para a fauna silvestre relacionadas com o furtivismo em territ&oacute;rios da Rede Natura 2000 e da Rede Nacional de &Aacute;reas Protegidas.<br />
<br />
<strong>Mensagem do Secret&aacute;rio-Geral da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas a prop&oacute;sito do Dia Internacional da Biodiversidade</strong><br />
<br />
<em>&quot;Um planeta saud&aacute;vel &eacute; fundamental para alcan&ccedil;ar os Objetivos de Desenvolvimento Sustent&aacute;vel.<br />
No entanto, a biodiversidade est&aacute; a diminuir a uma velocidade alarmante e sem precedentes, e as press&otilde;es est&atilde;o a intensificar-se.<br />
Estamos a esgotar os recursos mais r&aacute;pido do que a natureza os pode repor.<br />
A pandemia de COVID-19 fez-nos lembra de forma evidente a rela&ccedil;&atilde;o intr&iacute;nseca que existe entre as pessoas e a natureza.<br />
A crise atual oferece uma oportunidade de recupera&ccedil;&atilde;o.<br />
Precisamos de proteger a natureza, restaurar os ecossistemas e estabelecer um equil&iacute;brio na nossa rela&ccedil;&atilde;o com o planeta.<br />
As recompensas ser&atilde;o enormes.<br />
Ao reverter a perda de biodiversidade, podemos melhorar a sa&uacute;de humana, promover um desenvolvimento sustent&aacute;vel e enfrentar a emerg&ecirc;ncia clim&aacute;tica.<br />
Existem solu&ccedil;&otilde;es para proteger a diversidade gen&eacute;tica do nosso planeta na terra e no mar.<br />
Todos t&ecirc;m um papel a desempenhar.<br />
As escolhas de estilo de vida sustent&aacute;veis s&atilde;o a chave.<br />
A possibilidade de viver de forma sustent&aacute;vel deve ser disponibilizada a todos, em todos os lugares.<br />
Isso significa melhores pol&iacute;ticas implementadas pelos governos, pelas empresas, bem como responsabilidade individual.<br />
Todos n&oacute;s precisamos de fazer parte de um movimento de mudan&ccedil;a.<br />
Este ano, os governos internacionais reunir-se-&atilde;o em Kunming, na China, para chegar a um acordo sobre um novo quadro global ambicioso para a prote&ccedil;&atilde;o e promo&ccedil;&atilde;o da biodiversidade.<br />
Vamos apoiar a sua miss&atilde;o e defender a natureza.<br />
No Dia Internacional da Biodiversidade, vamos todos fazer parte da solu&ccedil;&atilde;o&quot;.</em><br />
<br />
<em>- Ant&oacute;nio Guterres, Secret&aacute;rio-Geral da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas</em><br />
<p class="legenda"><sub>*Mensagem traduzida do </sub><a href="https://www.un.org/en/observances/biological-diversity-day/message "><sub><strong>original</strong></sub></a><sub> em ingl&ecirc;s.</sub></p>]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c7577</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Tue, 18 May 2021 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Hoje é o Dia Mundial da Abelha: "Bee engaged - Build Back Better for Bees"</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/hoje-e-o-dia-mundial-da-abelha-bee-engaged-build-back-better-for-bees-2021-05-18/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[O Dia Mundial da Abelha &eacute; assinalado esta quinta-feira, 20 de maio, com o tema &ldquo;Bee engaged &ndash; Build Back Better for Bees&rdquo;. Este dia foi criado para lembrarmos que as abelhas e os polinizadores s&atilde;o essenciais e que n&oacute;s os devemos conservar e proteger, bem como para aumentar a consciencializa&ccedil;&atilde;o sobre a sua import&acirc;ncia e as amea&ccedil;as que enfrentam. O equil&iacute;brio dos ecossistemas, a biodiversidade e a nossa alimenta&ccedil;&atilde;o dependem destes pequenos seres vivos. Adicionalmente, pretende-se promover a implementa&ccedil;&atilde;o de medidas efetivas que contribuam para a sua prote&ccedil;&atilde;o e conserva&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
O Dia Mundial da Abelha, 20 de maio, foi institu&iacute;do em dezembro de 2017 pela Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU), por proposta da Eslov&eacute;nia, e comemorado pela primeira vez em 2018. Porqu&ecirc; 20 de maio? Foi o dia em que, no ano de 1734, nasceu o pioneiro da apicultura moderna, o esloveno Anton Jan&scaron;a.<br />
<br />
As abelhas e as demais esp&eacute;cies de fauna polinizadoras s&atilde;o fundamentais para assegurar o equil&iacute;brio dos ecossistemas e para fomentar a biodiversidade. O decl&iacute;nio da popula&ccedil;&atilde;o de polinizadores afeta v&aacute;rias esp&eacute;cies de plantas, que podem at&eacute; desaparecer, por dependerem destes animais para o seu ciclo de vida, direta ou indiretamente.<br />
<br />
Estima-se que 78% das esp&eacute;cies de plantas selvagens e 84% das esp&eacute;cies usadas na agricultura na Uni&atilde;o Europeia (UE) dependem, pelo menos parcialmente, de insetos para a produ&ccedil;&atilde;o de sementes. A poliniza&ccedil;&atilde;o feita pelos insetos ou outros animais tamb&eacute;m garante uma melhor qualidade de frutos, vegetais e sementes. A redu&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero ou da diversidade das popula&ccedil;&otilde;es de polinizadores tem um grande impacto na seguran&ccedil;a alimentar, ao diminuir drasticamente a produtividade das planta&ccedil;&otilde;es.<br />
<br />
O desaparecimento dos polinizadores pode significar a perda de alguns dos alimentos nutritivos de que precisamos para uma dieta saud&aacute;vel e o decl&iacute;nio dos polinizadores poder&aacute; ter efeitos desastrosos para o futuro da alimenta&ccedil;&atilde;o. A sua extin&ccedil;&atilde;o colocaria em risco tr&ecirc;s quartos das produ&ccedil;&otilde;es agr&iacute;colas mundiais que dependem pelo menos em parte da poliniza&ccedil;&atilde;o para proliferarem, incluindo ma&ccedil;&atilde;, abacate, p&ecirc;ra e ab&oacute;bora, por exemplo.<br />
<br />
Aumentar o n&uacute;mero de polinizadores e o processo de poliniza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o se trata apenas de mitigar desastres ambientais: com uma gest&atilde;o melhorada, a poliniza&ccedil;&atilde;o tem o potencial de aumentar os rendimentos agr&iacute;colas e a qualidade dos alimentos produzidos que consumimos. Os polinizadores tamb&eacute;m desempenham um papel crucial na manuten&ccedil;&atilde;o e melhoria da biodiversidade, ao aumentar a resili&ecirc;ncia das plantas &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas e outras amea&ccedil;as ambientais.<br />
<br />
Agora, mais do que nunca, &eacute; hora de repensar como nos relacionamos com a natureza e com os polinizadores e quais a&ccedil;&otilde;es podemos implementar para conservar e proteger esses min&uacute;sculos seres vivos e os meios de subsist&ecirc;ncia que estes, por sua vez, asseguram para outros animais, incluindo o ser humano.<br />
<br />
Na UE, h&aacute; uma rede, a &quot;Save Bee and Farmers&quot;, que est&aacute; a trabalhar para conservar e proteger as abelhas e assegurar a manuten&ccedil;&atilde;o de uma agricultura produtiva e com qualidade. Esta rede conta atualmente com a participa&ccedil;&atilde;o de mais de 140 ONG de ambiente, organiza&ccedil;&otilde;es de agricultores e apicultores, funda&ccedil;&otilde;es e institui&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas europeias, que trabalham em conjunto para reconciliar a agricultura, a sa&uacute;de e a biodiversidade.Tamb&eacute;m pode fazer parte desta iniciativa cidad&atilde;. Saiba como em<a href="http://www.savebeesandfarmers.eu"> <strong>www.savebeesandfarmers.eu</strong></a>.<br />
Vamos salvar as abelhas, a agricultura (e a nossa alimenta&ccedil;&atilde;o) e os agricultores!&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c757f</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 07 May 2021 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Livro infantil "O Diário Secreto da Águia-de-Bonelli" editado pela Palombar lançado no âmbito das comemorações do Dia do Parque Natural do Douro Internacional</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/livro-infantil-o-diario-secreto-da-aguia-de-bonelli-editado-pela-palombar-lancado-no-ambito-das-comemoracoes-do-dia-do-parque-natural-do-douro-internacional-2021-05-07/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[O Munic&iacute;pio de Miranda do Douro, em colabora&ccedil;&atilde;o com a Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, o Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas (ICNF) e o Agrupamento de Escolas de Miranda do Douro (AEMD), ir&aacute; comemorar o 23.&ordm; anivers&aacute;rio da cria&ccedil;&atilde;o do Parque Natural do Douro Internacional (Decreto Regulamentar n.&ordm; 8/98, de 11 de maio), no pr&oacute;ximo dia 11 de maio, atrav&eacute;s do lan&ccedil;amento da obra infantil &quot;O Di&aacute;rio Secreto da &Aacute;guia-de-Bonelli&quot;, editado pela Palombar e da autoria de Virg&iacute;nia Miccinilli e Ga&euml;lle Carvalho.<br />
<br />
Este conto narra as aventuras de duas aves que nidificam no Douro Internacional, o Britango e a &Aacute;guia-de-Bonelli, explicando aos mais novos como elas lutam diariamente pela sua sobreviv&ecirc;ncia. Para al&eacute;m de promover aprendizagens quanto ao modo de vida destas aves, pretende-se, com esta obra, sensibilizar as crian&ccedil;as para a import&acirc;ncia da prote&ccedil;&atilde;o destas esp&eacute;cies, e de outras tamb&eacute;m existentes no Parque, bem como dos seus habitats.<br />
<br />
Esta atividade dirige-se aos alunos dos 1&ordm;. e 2.&ordm; ciclos do AEMD, sendo oferecido um exemplar do livro a cada um, para tamb&eacute;m sensibilizar as fam&iacute;lias para a necessidade de prote&ccedil;&atilde;o do patrim&oacute;nio natural local e regional.&nbsp;<br />
<br />
Esta obra foi produzida no &acirc;mbito do projeto individual da volunt&aacute;ria italiana Virg&iacute;nia Miccinilli, do Servi&ccedil;o Civil Italiano - CESC Project, entre 2019-2020, durante a sua colabora&ccedil;&atilde;o com a Palombar. A Palombar, enquadrada nos seus objetivos de sensibiliza&ccedil;&atilde;o para a conserva&ccedil;&atilde;o da natureza e da biodiversidade local, procura realizar um trabalho de proximidade com as comunidades e com as crian&ccedil;as em particular, destacando a import&acirc;ncia de todos assumirmos um papel ativo na prote&ccedil;&atilde;o da natureza. Acreditando no potencial da arte como ferramenta de comunica&ccedil;&atilde;o e transforma&ccedil;&atilde;o social, surge a proposta deste projeto que utiliza, inicialmente, o teatro como instrumento pedag&oacute;gico, e que, seguidamente, ganha a forma do presente conto. Assim, o livro &ldquo;O Di&aacute;rio Secreto da &Aacute;guia-de-Bonelli&rdquo; consiste numa adapta&ccedil;&atilde;o da pe&ccedil;a de teatro hom&oacute;nima para um formato narrativo de um conto infantil.&nbsp;<br />
<br />
O livro foi editado e impresso com o apoio do Munic&iacute;pio de Miranda do Douro, Munic&iacute;pio de Vimioso e Dire&ccedil;&atilde;o Regional de Cultura do Norte (DRCN).<br />
<br />
Mais informa&ccedil;&otilde;es <strong><a href="https://www.cm-mdouro.pt/pages/155?event_id=456">aqui</a></strong>.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/livro_aguia_1_980_2500.jpg" width="980" height="1385" alt="" /><br type="_moz" />]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c7587</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Wed, 05 May 2021 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Palombar participa no webinar "Reabilitação do Património Tradicional e Desenvolvimento Local" organizado por entidades em Itália </title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/palombar-participa-no-webinar-reabilitacao-do-patrimonio-tradicional-e-desenvolvimento-local-organizado-por-entidades-em-italia-2021-05-05/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[A 3.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o do semin&aacute;rio &quot;REABILITA&Ccedil;&Atilde;O DO PATRIM&Oacute;NIO TRADICIONAL E DESENVOLVIMENTO LOCAL&quot; realiza-se no pr&oacute;ximo dia 7 de maio, em formato online, entre as 9h00 e as 15h30 (hora em Portugal), organizado pelo Dipartimento Interateneo di Scienze, Progetto e Politiche del Territorio (DIST) do Politecnico di Torino, em colabora&ccedil;&atilde;o com a Scuola di Specializzazione in Beni Architettonici e del Paesaggio, em It&aacute;lia.<br />
<br />
Um dos oradores do semin&aacute;rio ser&aacute; Am&eacute;rico Guedes, da Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, que ir&aacute; falar sobre a conserva&ccedil;&atilde;o do patrim&oacute;nio rural e as t&eacute;cnicas tradicionais de constru&ccedil;&atilde;o implementadas pela organiza&ccedil;&atilde;o na recupera&ccedil;&atilde;o e restauro de edifica&ccedil;&otilde;es da arquitetura vernacular no Nordeste Transmontano.  <br />
<br />
O semin&aacute;rio tem ainda como oradores Elena Vasi&#263; Petrovi&#263;, da Architect Aleksandar Radovic Foundation, na S&eacute;rvia, e Yutaka Hirako e Pimpim de Azevedo, do Tibet Heritage Fund (Alemanha, &Iacute;ndia e Mong&oacute;lia).<br />
<br />
Poder&aacute; inscrever-se gratuitamente no semin&aacute;rio, que ser&aacute; proferido em ingl&ecirc;s, <strong><a href="https://www.eventbrite.it/e/rehabilitation-of-traditional-heritage-and-local-development-tickets-152837455945">aqui</a></strong>.<br />
<strong><a href="https://www.facebook.com/events/1163965027379577/">Evento no FB</a></strong><br />
&nbsp;<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/RTHLD2021_poster-page-001.jpg" width="1754" height="2480" alt="" /><br type="_moz" />]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c758d</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 22 Apr 2021 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Livro Barbatus: "Quando comecei a pesquisa acerca dos abutres, inclinei-me, de imediato, para o abutre quebra-ossos"</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/livro-barbatus-quando-comecei-a-pesquisa-acerca-dos-abutres-inclinei-me-de-imediato-para-o-abutre-quebra-ossos-2021-04-22/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>Entrevista com Isabel Mateus, autora do livro &ldquo;Barbatus, Um Abutre Quebra-Ossos e os Outros&rdquo;, com pref&aacute;cio da ONG de ambiente Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural</strong> <br />
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O livro &quot;Barbatus - Um Abutre Quebra-Ossos e os Outros&quot;, rec&eacute;m-lan&ccedil;ado, &eacute; uma novela que tem como protagonista o Barbatus, personagem que faz parte de um trio de quebra-ossos &ndash; esp&eacute;cie de abutre europeu com estatuto de amea&ccedil;a &quot;Regionalmente Extinto&quot; em Portugal &ndash; que veio para o territ&oacute;rio nacional a fim de se estabelecer no Douro Internacional e, assim, contrariar o seu destino. A obra tamb&eacute;m tem como personagens centrais o abutre-do-Egito, o abutre-preto, o grifo e ainda o grifo-de-R&uuml;ppell, uma esp&eacute;cie de abutre africana que tem sido registada com cada vez maior frequ&ecirc;ncia na Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica nos &uacute;ltimos anos.<br />
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Da autoria de Isabel Maria Fidalgo Mateus, esta &eacute; a sexta e mais recente novela da cole&ccedil;&atilde;o &ldquo;Dos Bichos&quot;, que a autora dedica a esp&eacute;cies aut&oacute;ctones amea&ccedil;adas de extin&ccedil;&atilde;o e da qual fazem parte &ldquo;Farrusco - Um C&atilde;o de Gado Transmontano&rdquo;, &ldquo;Sult&atilde;o - O Burreco Que Veio De Miranda&rdquo;, &ldquo;Signatus - O Lobo do Fojo de Guende&rdquo;, &ldquo;Santiago - O Lince da Herdade das Romeiras&rdquo; e &ldquo;Mariana, O Urso-Pardo S&aacute;bio dos Saltimbancos&rdquo;.<br />
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Com pref&aacute;cio da ONG de ambiente Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, que desenvolve v&aacute;rios projetos dedicados &agrave; conserva&ccedil;&atilde;o dos abutres europeus, esta obra &eacute; um tributo aos abutres, um grupo de aves essencial para a natureza e para o equil&iacute;brio dos ecossistemas, e uma imers&atilde;o nos seus p&eacute;riplos, com apontamentos factuais sobre as esp&eacute;cies do Velho Mundo, inseridos numa narrativa ficcional que chega onde deve chegar: na consci&ecirc;ncia de cada um de n&oacute;s, ecoando como um grito de alerta para a import&acirc;ncia de os conservar e combater as amea&ccedil;as que sobre eles pairam.<br />
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<img src="http://palombar.pt/imagens/Apresenta&ccedil;&atilde;o1(1).jpg" width="1010" height="719" alt="" /><br />
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A obra encontra-se &agrave; venda nas plataformas <strong><a href="http://www.wook.pt/livro/barbatus-isabel-maria-fidalgo-mateus/24702654">Wook</a>, <a href="https://www.bertrand.pt/livro/barbatus-isabel-maria-fidalgo-mateus/24702654">Bertrand</a></strong> e <strong><a href="https://www.amazon.es/dp/9899975869">Amazon</a></strong> Espanha, Fran&ccedil;a e Reino Unido. Est&aacute; ainda dispon&iacute;vel no Palheiro Ti Grabulha, em Quintas do Corisco (Torre de Moncorvo), &quot;um palheiro com livros&quot; inaugurado em 2018, como refere a autora, um centro liter&aacute;rio-cultural de divulga&ccedil;&atilde;o da sua obra, e da cria&ccedil;&atilde;o de outros autores transmontanos, com destaque para Miguel Torga. &Eacute; tamb&eacute;m poss&iacute;vel ler gratuitamente um dos cap&iacute;tulos do livro no <strong><a href="http://www.isabelmateus.com/main.php?title=01_PT&amp;area=1">site</a></strong> oficial da autora.<br />
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Transmontana de nascimento, Isabel Mateus &eacute; uma escritora portuguesa radicada no Reino Unido desde 2001. Contando j&aacute; com uma vasta obra, a autora &eacute; mais conhecida por abordar tem&aacute;ticas que incidem sobre a ruralidade e a di&aacute;spora.<br />
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<strong>5 PERGUNTAS &Agrave; AUTORA</strong><br />
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<strong>1 - Como surgiu a ideia de escrever sobre os abutres europeus?</strong><br />
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<strong>Isabel Mateus (IM)</strong> O impulso inicial para escrever sobre abutres deve-se ao repto lan&ccedil;ado pelo Miguel N&oacute;voa, da AEPGA &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o para o Estudo e Prote&ccedil;&atilde;o do Gado Asinino, durante a atividade &ldquo;Passeio com Burros&rdquo;, que desenvolvi a partir do Palheiro Ti Grabulha, em 2019, e na qual pude contar com o apoio da AEPGA. A ideia de escrita n&atilde;o se concretizou de seguida, porque, na altura, o projeto do romance &ldquo;Anna, A brasileirinha de S&atilde;o Paulo&rdquo;, que viria a ser publicado na era pr&eacute;-COVID, j&aacute; estava em desenvolvimento.<br />
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Depois, quando comecei a pesquisa acerca dos abutres, inclinei-me, de imediato, para o abutre quebra-ossos. Atra&iacute;am-me nele certas especificidades inerentes a esta esp&eacute;cie, al&eacute;m de ser o &uacute;nico dos quatro abutres europeus que j&aacute; se havia extinguido no nosso territ&oacute;rio, em finais do s&eacute;culo XIX. Mas, como os restantes abutres europeus tamb&eacute;m ainda s&atilde;o esp&eacute;cies amea&ccedil;adas em Portugal, e n&atilde;o s&oacute;, decidi cham&aacute;-los igualmente para a narrativa, com a inten&ccedil;&atilde;o de, nesta novela, dar visibilidade a grifos, britangos e abutres-pretos.<br />
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Contemplei ainda naquela o grifo-de-R&uuml;ppell africano por ser um abutre v&iacute;tima de envenenamento em massa no Velho Mundo, quer devido a cren&ccedil;as e supersti&ccedil;&otilde;es, quer devido &agrave; gan&acirc;ncia de alguns. E pelo facto de esta esp&eacute;cie ter vindo, ultimamente, a visitar a Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica e ainda de existir a possibilidade de vir a acasalar e a estabelecer-se no continente europeu, no futuro. <br />
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A escrita acerca dos abutres foi uma paix&atilde;o que cresceu gradualmente e se alargou a todo o territ&oacute;rio nacional lado a lado com o trabalho que os conservacionistas est&atilde;o a desenvolver, intervindo estes no terreno e monitorizando os abutres europeus.<br />
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<p class="legenda"><img src="http://palombar.pt/imagens/Isabel Mateus 2.jpg" width="1603" height="2256" alt="" /></p>
<p class="legenda">Isabel Mateus.&nbsp;Em Richmond Street Allotments, Stoke-on-Trent, Reino Unido. Fotografia Giuliano Tar&igrave;.</p>
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2 - Porque escolheu esse grupo de aves para encerrar a cole&ccedil;&atilde;o &ldquo;Dos Bichos&rdquo;?</strong><br />
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<strong>IM</strong> Acima de tudo, porque s&atilde;o aves amea&ccedil;adas. Ali&aacute;s, o lema desta cole&ccedil;&atilde;o &eacute; debru&ccedil;ar-se sobre esp&eacute;cies aut&oacute;ctones amea&ccedil;adas de extin&ccedil;&atilde;o, e, nalguns casos, j&aacute; extintas em Portugal, a come&ccedil;ar pelo c&atilde;o de gado transmontano, o burro de Miranda, o lobo-ib&eacute;rico, o lince-ib&eacute;rico e o urso-pardo. Mas, mormente, pela fun&ccedil;&atilde;o essencial que estas aves necr&oacute;fagas desempenham no meio natural. N&atilde;o s&atilde;o os abutres considerados &ldquo;agentes sanit&aacute;rios dos ecossistemas&rdquo; pelos entendidos? E que melhor exemplo disso do que o quebra-ossos, sendo o &uacute;ltimo da hierarquia alimentar a certificar-se de que vai engolir at&eacute; ao derradeiro osso do cad&aacute;ver. E disso nos d&aacute; not&iacute;cia o primeiro cap&iacute;tulo da novela intitulado precisamente &ldquo;O festim dos abutres&rdquo;.<br />
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Contudo, temos ainda a responsabilidade de antever a vertente espiritual destas criaturas no seu papel sublime de mediadoras entre a vida terrestre e o outro mundo. Esta &eacute; a fama que os persegue desde a antiguidade greco-latina e que penso que foi capturada, de forma menos expl&iacute;cita &eacute; certo, tanto no j&aacute; referido epis&oacute;dio &ldquo;O festim dos abutres&rdquo;, como no epis&oacute;dio &ldquo;&Agrave; descoberta de Ossifragus&rdquo;, aqui j&aacute;, explicitamente, quando a f&ecirc;mea de abutre fez ascender a alma da velha escocesa na &uacute;ltima etapa da sua viagem em dire&ccedil;&atilde;o aos c&eacute;us. Mas este papel mais transcendente e igualmente nobre de toda a atua&ccedil;&atilde;o dos abutres no planeta Terra foi muito bem capturado por Uliana de Castro no texto que consta da contracapa da novela &ldquo;Barbatus, Um abutre quebra-ossos e os outros&rdquo;. Basta que o leiam para que compreendam bem o que acabei de afirmar. Para parafrasear a Uliana, que melhor forma de acabar do que perseguindo a imortalidade nas asas livres de um abutre?!<br />
<br />
Incidindo de novo na pergunta que me fez, sinto que devo considerar, neste contexto, o significado do verbo &ldquo;encerrar&rdquo; como forma de incluir e n&atilde;o de rematar a cole&ccedil;&atilde;o Dos Bichos. E porqu&ecirc;? Infelizmente, h&aacute; tantos bichos em vias de extin&ccedil;&atilde;o que, em breve (esperemos!), surgir&aacute; mais um.  <br />
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<strong>3 - Considera que o cruzamento entre a fic&ccedil;&atilde;o e a realidade &eacute; mais eficaz para sensibilizar as pessoas para as quest&otilde;es relacionadas com a conserva&ccedil;&atilde;o da natureza, em geral, e das esp&eacute;cies amea&ccedil;adas, em particular?</strong><br />
<br />
<strong>IM</strong> Penso que sim. A narrativa ficcional consegue captar, talvez de uma forma mais apelativa, a aten&ccedil;&atilde;o e a curiosidade dos leitores em rela&ccedil;&atilde;o ao meio envolvente, em geral, e das esp&eacute;cies amea&ccedil;adas, em particular, do que outras modalidades de escrita, tais quais artigos cient&iacute;ficos ou trabalhos de teor mais acad&eacute;mico, apesar de estes documentos serem essenciais para quem quiser conjugar na sua escrita Ci&ecirc;ncia e Arte. Ao conhecerem essa mesma realidade, os leitores e o p&uacute;blico em geral interessados nesta tem&aacute;tica criam uma certa empatia que se manifesta numa vontade premente de intervir e de ajudar a modificar uma situa&ccedil;&atilde;o que, muitas vezes, desconhecem e que passaram a conhecer. Logo, perante esp&eacute;cies amea&ccedil;adas, a sensibilidade de quem l&ecirc; ainda se torna maior, imputando-lhe inclusive uma certa responsabilidade moral e mesmo de empenhamento social.<br />
<br />
Tenho verificado que, por exemplo, ap&oacute;s a leitura da novela &ldquo;Sult&atilde;o, O Burreco que Veio de Miranda&rdquo;, com texto da contracapa da autoria da AEPGA, os leitores me informam que desconheciam a associa&ccedil;&atilde;o, mas que querem saber mais acerca dela e das suas interven&ccedil;&otilde;es no terreno. O passo seguinte &eacute; tornarem-se pr&oacute;-ativos das mais diversas formas, desde apadrinhamento de &ldquo;burrecos&rdquo; a ficarem s&oacute;cios da associa&ccedil;&atilde;o, etc. Tenho a certeza de que o mesmo ir&aacute; acontecer no que diz respeito a &ldquo;Barbatus, Um abutre Quebra-Ossos e os Outros&rdquo;. Para terminar, cito Miguel Geraldes da Liga para a Prote&ccedil;&atilde;o da Natureza &ndash; LPN, no texto que este elaborou, por sua vez, para a contracapa do meu livro &ldquo;As &Aacute;rvores com que Crescemos &ndash; Poemas da Natureza&rdquo;: <em>&Eacute; rica a rela&ccedil;&atilde;o entre Cultura e Natureza, a pr&oacute;pria Conven&ccedil;&atilde;o para a Diversidade Biol&oacute;gica a menciona expressamente e protege como forma de promover a defesa de ecossistemas e da sua liga&ccedil;&atilde;o ao Bem-Estar Humano. Considero que a Literatura tamb&eacute;m seja uma forma de agir numa realidade que pertence a todos.</em> <br />
<br />
<strong>4 - O facto de ter nascido no interior do pa&iacute;s e de estar mais intr&iacute;nseca e teluricamente ligada ao mundo rural/natural influencia a sua produ&ccedil;&atilde;o liter&aacute;ria? De que forma?</strong><br />
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<strong>IM</strong> Sim, a minha matriz rural tem, sem d&uacute;vida, uma grande influ&ecirc;ncia na tem&aacute;tica da ruralidade que eu privilegio na minha escrita. Na verdade, costumo dizer que sou uma escritora da ruralidade e da emigra&ccedil;&atilde;o. De resto, este &uacute;ltimo tropo encontra(va)-se profundamente ligado ao primeiro. Foi sobretudo a partir do Portugal rural que, desde a segunda metade do s&eacute;culo XIX, mais portugueses migraram. E, mesmo que eu pr&oacute;pria s&oacute; tenha passado a meninice e parte da juventude nesse mundo rural, atrever-me-ia a parafrasear Miguel Torga para afirmar que tamb&eacute;m em mim a paisagem transmontana &eacute; algo fisiol&oacute;gico. Est&aacute; entranhada em mim. Da&iacute;, essa atra&ccedil;&atilde;o igualmente pela sua fauna e pela sua flora. A busca dessa identidade que mergulha as ra&iacute;zes em solo transmontano e que consiste no recurso recorrente a esse &uacute;ltimo reduto. Mesmo residindo no Reino Unido h&aacute; duas d&eacute;cadas, &eacute; aquele peda&ccedil;o de ch&atilde;o nativo que me norteia o percurso liter&aacute;rio e, em grande parte, o da vida. Afinal, n&atilde;o sou mais do que um torna-viagem que anseia pelo regresso. Por enquanto, esse regresso &eacute; apenas poss&iacute;vel atrav&eacute;s da escrita. Mas, recorrendo de novo a Torga, n&atilde;o h&aacute; outro caminho poss&iacute;vel: &ldquo;L&aacute; diz o ditado: infeliz p&aacute;ssaro que nasce em ruim ninho. Tanto monta correr, como saltar: as asas puxam-no sempre para onde aprendeu a voar&rdquo;.<br />
<br />
<strong>5 - Com que prop&oacute;sito escreveu a cole&ccedil;&atilde;o &ldquo;Dos Bichos&rdquo;?</strong> <br />
<br />
<strong>IM </strong>O meu primeiro e &uacute;ltimo prop&oacute;sito tem apenas a ver com a pergunta que me coloca na quest&atilde;o 3 e, evidentemente, com a minha resposta &agrave; mesma. Mostrar os bichos em plena natureza e como personagens reais, ou seja, &ldquo;reais protagonistas&rdquo; da sua pr&oacute;pria hist&oacute;ria e embrenhados no seu habitat natural como esp&eacute;cies end&eacute;micas que s&atilde;o ou que eram, pois, nalguns casos, h&aacute; esp&eacute;cies que ainda n&atilde;o regressaram ao territ&oacute;rio nativo. Trato desse facto na quinta novela da cole&ccedil;&atilde;o, &ldquo;Mariana, O Urso-pardo S&aacute;bio dos Saltimbancos&rdquo;. Os animais por mim abordados n&atilde;o falam, nem pensam como o &ldquo;bicho-homem&rdquo;. No entanto, &eacute; importante e fundamental a coexist&ecirc;ncia pac&iacute;fica entre o Homem e o animal. Neste dom&iacute;nio, tenho de real&ccedil;ar que considero ser este o melhor meio que encontrei &ndash; a cole&ccedil;&atilde;o &ldquo;Dos Bichos&rdquo; &ndash; para fazer a ponte entre uns e outros a fim de que possam viver em harmonia num ch&atilde;o que lhes &eacute; comum por direito.<br />
<br />
Por outro lado, em termos estritamente liter&aacute;rios, e sem me exceder nas minhas pretens&otilde;es, posso dizer que pretendo quebrar, de certa forma, uma tradi&ccedil;&atilde;o liter&aacute;ria em que os animais assumem caracter&iacute;sticas humanas e que as suas li&ccedil;&otilde;es sejam diretamente uma aprendizagem para o Homem. Para elucidar melhor o meu ponto de vista, ocorrem-me, neste &acirc;mbito, as F&aacute;bulas de Esopo e de La Fontaine. Afasto-me neste sentido inclusive de &ldquo;Bichos&rdquo;, de Miguel Torga, em que os animais assumem comportamentos e atitudes de pessoas e tamb&eacute;m o contr&aacute;rio. Inclusivamente, Aquilino Ribeiro na sua obra &ldquo;Romance da Raposa&rdquo; d&aacute; voz humana aos seus animais, ainda que j&aacute; revele explicitamente a sua preocupa&ccedil;&atilde;o por determinadas esp&eacute;cies em vias de extin&ccedil;&atilde;o. &Eacute; dado esse alerta na primeira metade do s&eacute;culo XX, altura em que escreve a referida obra, em 1924, dizendo que o lince est&aacute; a desaparecer por ser v&iacute;tima de maus comportamentos humanos. Quanto ao urso-pardo, que encontramos nas p&aacute;ginas da referida obra, s&oacute; ainda existe em Portugal porque &eacute; um urso amestrado, que fugiu ao &ldquo;h&uacute;ngaro de m&aacute;-morte&rdquo;. <br />
<br />
Com a cole&ccedil;&atilde;o &ldquo;Dos Bichos&rdquo;, pretendo transpor essa tradi&ccedil;&atilde;o para me mover em dire&ccedil;&atilde;o a uma nova forma de abordagem liter&aacute;ria que hoje &eacute;, em grande parte, poss&iacute;vel devido a uma nova atitude do Homem perante a preserva&ccedil;&atilde;o dos ecossistemas e a reintrodu&ccedil;&atilde;o de determinadas esp&eacute;cies em Portugal, na Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica, na Europa e no mundo. Afinal de contas, esta cole&ccedil;&atilde;o tem o desejo de aliar a Literatura a projetos ambientais, sendo, neste sentido, intencional essa rela&ccedil;&atilde;o de aproxima&ccedil;&atilde;o entre a narrativa ficcional e as medidas ambientais para a educa&ccedil;&atilde;o e a cidadania. Penso que ser&aacute; devido a esta singularidade que dois volumes da cole&ccedil;&atilde;o &ndash; &ldquo;Santiago, O lince da Herdade das Romeiras&rdquo; e &ldquo;Mariana, O Urso-pardo S&aacute;bio dos Saltimbancos&rdquo; &ndash; fazem parte da lista de livros recomendados pelo Plano Nacional de Leitura. Esperemos que o Barbatus tenha a mesma sorte!]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 08 Apr 2021 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Equipa de sapadores florestais vai salvaguardar património natural e comunidade rural de Algoso, Campo de Víboras e Uva em Vimioso</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/equipa-de-sapadores-florestais-vai-salvaguardar-patrimonio-natural-e-comunidade-rural-de-algoso-campo-de-viboras-e-uva-em-vimioso-2021-04-08/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A Uni&atilde;o de Freguesias (UF) de Algoso, Campo de V&iacute;boras e Uva, no concelho de Vimioso, distrito de Bragan&ccedil;a, criou uma equipa de sapadores florestais no &acirc;mbito de uma candidatura aprovada ao &quot;Concurso para a Cria&ccedil;&atilde;o de Equipas e Brigadas de Sapadores Florestais n.&ordm; 01/2019&quot;, lan&ccedil;ado pelo Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas (ICNF). A candidatura foi realizada em parceria com a Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, que, com base num protocolo de colabora&ccedil;&atilde;o firmado entre a organiza&ccedil;&atilde;o, a C&acirc;mara Municipal de Vimioso e aquela UF, ficou respons&aacute;vel pela gest&atilde;o da equipa de sapadores florestais. A formaliza&ccedil;&atilde;o da cria&ccedil;&atilde;o da equipa decorreu num encontro realizado na freguesia de Algoso, no dia 5 de abril.</strong> <br />
<br />
A equipa de sapadores agora criada tem como objetivos principais promover a salvaguarda do patrim&oacute;nio natural da regi&atilde;o, com foco nas &aacute;reas florestais, e a prote&ccedil;&atilde;o da comunidade rural. A UF de Algoso, Campo de V&iacute;boras e Uva tem um rico e &uacute;nico patrim&oacute;nio natural. A &aacute;rea total da uni&atilde;o de freguesias &eacute; de 9 653 ha, sendo que, desta, cerca de 30% est&aacute; ocupada por floresta. Esta UF engloba igualmente &aacute;reas de interesse fulcral para a conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza, em geral, e para a prote&ccedil;&atilde;o de diversas esp&eacute;cies selvagens de fauna e flora, em particular, nomeadamente o S&iacute;tio de Import&acirc;ncia Comunit&aacute;ria (SIC) Minas de Santo Adri&atilde;o, o SIC Rios Sabor e Ma&ccedil;&atilde;s e a Zona de Prote&ccedil;&atilde;o Especial (ZPE) Rios Sabor e Ma&ccedil;&atilde;s da Rede Natura 2000. A uni&atilde;o de freguesias &eacute; ainda parte integrante da Reserva da Biosfera Transfronteiri&ccedil;a da Meseta Ib&eacute;rica.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Equipa de sapadores florestais da UF de Algoso, Campo de V&iacute;boras e Uva.jpg" width="1919" height="1436" alt="" /><br />
<p class="legenda">Equipa de sapadores florestais da UF de Algoso, Campo de V&iacute;boras e Uva. Fotografia Palombar.</p>
<br />
A equipa de sapadores florestais ir&aacute; implementar um conjunto de a&ccedil;&otilde;es para aumentar a resili&ecirc;ncia do territ&oacute;rio a cen&aacute;rios de fogos florestais e assegurar a gest&atilde;o sustent&aacute;vel dos espa&ccedil;os com floresta, com vista a reduzir o risco de inc&ecirc;ndio na &aacute;rea daquela uni&atilde;o de freguesias e garantir a conserva&ccedil;&atilde;o da sua riqueza natural, o bem-estar e a seguran&ccedil;a das popula&ccedil;&otilde;es, bem como a prote&ccedil;&atilde;o e a sustentabilidade das atividades agro-silvo-pastoris predominantes no territ&oacute;rio.<br />
<br />
Ser&atilde;o tamb&eacute;m realizadas a&ccedil;&otilde;es de vigil&acirc;ncia e primeira interven&ccedil;&atilde;o, com fun&ccedil;&atilde;o dissuasora e de sensibiliza&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o para as amea&ccedil;as para o meio ambiente. A equipa de sapadores ir&aacute;, assim, assegurar o ordenamento da &aacute;rea florestal e a redu&ccedil;&atilde;o de carga combust&iacute;vel, em benef&iacute;cio da conserva&ccedil;&atilde;o do patrim&oacute;nio natural da regi&atilde;o, da comunidade e das atividades econ&oacute;micas.<br />
<br />
Atrav&eacute;s do apoio dado, nesse &acirc;mbito, aos propriet&aacute;rios, usufrutu&aacute;rios e arrendat&aacute;rios rurais, produtores florestais, associa&ccedil;&otilde;es agropecu&aacute;rias e os seus associados e a associa&ccedil;&otilde;es de conserva&ccedil;&atilde;o da natureza e da biodiversidade e seus associados, ser&aacute; poss&iacute;vel promover, de forma mais eficaz, uma gest&atilde;o integrada dos espa&ccedil;os florestais e um melhor ordenamento florestal e garantir um efetivo ganho em termos da resili&ecirc;ncia da &aacute;rea da uni&atilde;o de freguesias a diversas amea&ccedil;as, mais especificamente aos efeitos dos fogos rurais.<br />
<br />
A UF de Algoso, Campo de V&iacute;boras e Uva, a Palombar e o Munic&iacute;pio de Vimioso consideram que, tendo em conta a elevada import&acirc;ncia do capital natural presente no territ&oacute;rio da &aacute;rea de interven&ccedil;&atilde;o da equipa de sapadores agora criada, &eacute; fundamental contribuir para a sua prote&ccedil;&atilde;o e gest&atilde;o ativa, em benef&iacute;cio do bin&oacute;mio homem-natureza.]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Wed, 31 Mar 2021 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Intercâmbio internacional 'Erasmus + Heritage Volunteers Workcamp' em França: Palombar recruta mais 1 voluntário/a</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/intercambio-internacional-erasmus-heritage-volunteers-workcamp-em-franca-palombar-recruta-mais-1-voluntario-a-2021-03-31/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural est&aacute; a recrutar mais um/a volunt&aacute;rio/a para participar no interc&acirc;mbio internacional 'Erasmus + Heritage Volunteers Workcamp', realizado no &acirc;mbito do projeto 'Erasmus + Heritage Leaders and Volunteers II', financiado pelo programa Erasmus + da Uni&atilde;o Europeia (UE), sobre conserva&ccedil;&atilde;o do patrim&oacute;nio edificado e das t&eacute;cnicas tradicionais de constru&ccedil;&atilde;o. No total, a Palombar recruta para este interc&acirc;mbio cinco volunt&aacute;rios/as, sendo que quatro vagas j&aacute; est&atilde;o preenchidas e resta apenas uma.</strong><br />
<br />
O interc&acirc;mbio ir&aacute; decorrer na aldeia de Faycelles (departamento de Lot), em Fran&ccedil;a, entre os dias 20 e 31 de julho de 2021 e &eacute; organizado pela associa&ccedil;&atilde;o francesa Rempart (www.rempart.com), em parceria com a Palombar, a Associa&ccedil;&atilde;o The Dry Stone Wall - DSWAI (Irlanda) e a Associa&ccedil;&atilde;o DECLAM (Fran&ccedil;a).<br />
<br />
Durante 12 dias, os/as volunt&aacute;rios/as que integrar&atilde;o este interc&acirc;mbio v&atilde;o adquirir conhecimentos em a&ccedil;&otilde;es que visam principalmente: promover a valoriza&ccedil;&atilde;o e conserva&ccedil;&atilde;o do patrim&oacute;nio edificado da aldeia de Faycelles, restaurar espa&ccedil;os arquitet&oacute;nicos e muros de pedra, bem como criar m&oacute;veis de madeira e contribuir para a manuten&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas e trilhos adjacentes aos edificados alvos de restauro. Ser&atilde;o tamb&eacute;m realizadas atividades de lazer e conv&iacute;vio para a descoberta do territ&oacute;rio e do seus valores patrimoniais, culturais e naturais. Esta ser&aacute; uma experi&ecirc;ncia &uacute;nica de partilha de conhecimentos, interc&acirc;mbio cultural e vida comunit&aacute;ria.<br />
<br />
Localizada no &uacute;ltimo sop&eacute; do Maci&ccedil;o Central franc&ecirc;s, Faycelles &eacute; uma aldeia francesa, com origem medieval, encaixada entre dois vales onde correm os rios Lot e C&eacute;l&eacute;. Possui um rico patrim&oacute;nio hist&oacute;rico e edificado, com miradouros a partir dos quais &eacute; poss&iacute;vel desfrutar das mais belas e vertiginosas paisagens da regi&atilde;o.<br />
<br />
<strong>CANDIDATURAS</strong><br />
<br />
<strong>Quem pode candidatar-se?</strong><br />
Jovens com idades entre os 18 e os 30 anos. Os/as jovens do distrito de Bragan&ccedil;a ter&atilde;o prioridade no processo de sele&ccedil;&atilde;o dos/as volunt&aacute;rios/as.<br />
<br />
<strong>Como?</strong><br />
Envia uma mensagem de e-mail com o assunto &quot;Interc&acirc;mbio internacional 'Erasmus + Heritage Volunteers Workcamp' - candidatura&quot; para palombar@palombar.pt, com o teu curr&iacute;culo e carta de motiva&ccedil;&atilde;o em Ingl&ecirc;s, nome completo, idade e contactos, a indicar a tua inten&ccedil;&atilde;o de participar neste interc&acirc;mbio. Se fores selecionado/a, ir&aacute;s receber toda a informa&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria.<br />
<br />
<strong>Qual &eacute; o per&iacute;odo de candidatura?</strong><br />
O per&iacute;odo de candidatura decorre at&eacute; 18 de junho de 2021.<br />
<br />
<strong>Vais ter alguma despesa financeira?</strong><br />
As despesas das viagens e de um teste PCR &agrave; COVID-19 (atrav&eacute;s de reembolso do valor pago previamente pelos/as volunt&aacute;rios/as -<strong> at&eacute; 275&euro;</strong><strong> - para o total de viagens + teste</strong>), das refei&ccedil;&otilde;es, do alojamento e das excurs&otilde;es realizadas no local ser&atilde;o todas asseguradas pela associa&ccedil;&atilde;o Rempart, atrav&eacute;s do programa Erasmus +.<br />
Cada volunt&aacute;rio/a ter&aacute; de pagar apenas o seu seguro pessoal obrigat&oacute;rio, no valor de 30&euro;.<br />
<br />
<strong>Como vais para Fran&ccedil;a?</strong><br />
O grupo de volunt&aacute;rios/as recrutados/as pela Palombar dever&aacute; ir para a Fran&ccedil;a de prefer&ecirc;ncia de avi&atilde;o.<br />
<br />
<em>Nota: Devido &agrave; pandemia de COVID-19 e &agrave;s medidas de combate &agrave; doen&ccedil;a, poder&aacute;, eventualmente, ser solicitado aos/&agrave;s volunt&aacute;rios/as um teste negativo &agrave; COVID-19 para participarem neste interc&acirc;mbio ou outros elementos de controlo sanit&aacute;rio. Caso tal seja necess&aacute;rio, os/as participantes selecionados/as ser&atilde;o informados/as previamente e em tempo &uacute;til.</em><br />]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c75b3</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 29 Mar 2021 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Há pelo menos 65 casais de águia-real nidificantes em Portugal e campos de alimentação têm contribuído para promoção e conservação da espécie</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/ha-pelo-menos-65-casais-de-aguia-real-nidificantes-em-portugal-e-campos-de-alimentacao-tem-contribuido-para-promocao-e-conservacao-da-especie-2021-03-29/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[Dados recentemente divulgados pelo Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas (ICNF) revelam que h&aacute;, atualmente, pelo menos 65 casais de &aacute;guias-reais (<em>Aquila chrysaetos</em>) nidificantes em Portugal e que &eacute; sobretudo nos distritos de Bragan&ccedil;a e da Guarda que se localizam a esmagadora maioria destes (entre 44 e 50 casais).&nbsp;Esta esp&eacute;cie encontra-se amea&ccedil;ada, estando classificada como &ldquo;Em Perigo&rdquo; no territ&oacute;rio nacional por apresentar uma popula&ccedil;&atilde;o muito reduzida.<br />
<br />
No que se refere ao distrito de Bragan&ccedil;a, o Parque Natural do Douro Internacional (PNDI) e a Zona de Prote&ccedil;&atilde;o Especial (ZPE) Rios Sabor e Ma&ccedil;&atilde;s s&atilde;o os principais santu&aacute;rios para a esp&eacute;cie. &Eacute; precisamente nessas &aacute;reas que a Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural gere v&aacute;rios campos de alimenta&ccedil;&atilde;o para aves necr&oacute;fagas (CAAN), quer no &acirc;mbito de a&ccedil;&otilde;es do Grupo Nordeste, quer enquadradas no projeto LIFE Rupis.<br />
<br />
A &aacute;guia-real &eacute; uma esp&eacute;cie parcialmente necr&oacute;faga e a sua presen&ccedil;a nos CAAN  geridos pela Palombar &eacute; frequente, havendo in&uacute;meros registos desta rapina a alimentar-se nessas estruturas. Esta ave tem como presas de elei&ccedil;&atilde;o o coelho-bravo e a lebre, contudo, em zonas onde a densidade destas esp&eacute;cies &eacute; mais reduzida, poder&aacute; praticar com maior frequ&ecirc;ncia a necrofagia, sendo os CAAN fundamentais para aumentar a disponibilidade de alimento para esta.<br />
<br />
Dados do projeto LIFE Rupis para o PNDI, assim como de um estudo realizado pela Palombar na Zona de Ca&ccedil;a Associativa (ZCA) de Santulh&atilde;o, em plena ZPE Rios Sabor e Ma&ccedil;&atilde;s, indicam que a densidade de coelho-bravo nessas &aacute;reas &eacute; reduzida ou tem vindo a diminuir, o que torna os CAAN numa ferramenta importante para a conserva&ccedil;&atilde;o da &aacute;guia-real, sobretudo durante a sua &eacute;poca de reprodu&ccedil;&atilde;o, quando os requisitos nutricionais s&atilde;o mais elevados para os progenitores e crias, e tamb&eacute;m para os juvenis da esp&eacute;cie.<br />
<br />
Saiba mais sobre a &aacute;guia-real <a href="https://www.connectnatura.pt//aguia-real"><strong>aqui</strong></a>.<br />]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c75ba</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Tue, 23 Mar 2021 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>A primavera chegou e há um "batalhão" de abelhas nos campos à procura de alimento. Não use herbicidas e/ou pesticidas!</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/a-primavera-chegou-e-ha-um-batalhao-de-abelhas-nos-campos-a-procura-de-alimento-nao-use-herbicidas-e-ou-pesticidas-2021-03-23/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A primavera j&aacute; chegou e h&aacute; um &quot;batalh&atilde;o&quot; de abelhas obreiras, tamb&eacute;m chamadas de oper&aacute;rias, &agrave; procura de alimento nos campos e a promover a poliniza&ccedil;&atilde;o da qual todos dependemos para termos alimentos. N&atilde;o use herbicidas e/ou pesticidas! As ervas e outras plantas que nascem espontaneamente no territ&oacute;rio s&atilde;o das principais fontes de alimento para as abelhas, pois existem em muito maior quantidade.</strong><br />
<br />
Na primavera, quando as plantas come&ccedil;am a florir nos campos, as abelhas obreiras iniciam intensamente a recolha de n&eacute;ctar e p&oacute;len. Uma abelha pode &quot;visitar&quot; mais de 500 flores durante o dia. E se o tempo estiver favor&aacute;vel, as abelhas obreiras podem trabalhar quase ininterruptamente &agrave; procura de alimento. Essa atividade mais intensa das abelhas ocorre normalmente no in&iacute;cio da primavera e at&eacute; meados de junho.<br />
<br />
Estima-se que 78% das esp&eacute;cies de plantas selvagens e 84% das esp&eacute;cies usadas na agricultura na Uni&atilde;o Europeia dependem, pelo menos parcialmente, de insetos como as abelhas para a produ&ccedil;&atilde;o de sementes. A poliniza&ccedil;&atilde;o feita pelos insetos ou outros animais garante uma melhor qualidade de frutos, vegetais e sementes. A redu&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero ou da diversidade das popula&ccedil;&otilde;es de polinizadores tem um grande impacto na seguran&ccedil;a alimentar, ao diminuir drasticamente a produtividade das planta&ccedil;&otilde;es.<br />
<br />
Atualmente, as abelhas correm risco de extin&ccedil;&atilde;o. Cerca de 1/3 das popula&ccedil;&otilde;es de abelhas na Europa est&atilde;o j&aacute; em forte decl&iacute;nio e 20% das esp&eacute;cies amea&ccedil;adas s&atilde;o end&eacute;micas. O uso de herbicidas e pesticidas s&atilde;o das principais amea&ccedil;as para as abelhas.<br />
<br />
<strong>N&atilde;o use herbicidas e/ou pesticidas!<br />
Proteja as abelhas!<br />
Os polinizadores s&atilde;o fundamentais para os agricultores e para termos alimentos!&nbsp;</strong>]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c75c0</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 22 Mar 2021 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>No Dia Mundial da Água, petição global exige "Água para a vida, não para o lucro!"</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/no-dia-mundial-da-agua-peticao-global-exige-agua-para-a-vida-nao-para-o-lucro-2021-03-22/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>O Dia Mundial da &Aacute;gua &eacute; assinalado esta segunda-feira, 22 de mar&ccedil;o. A &aacute;gua &eacute; um recurso natural vital para todas as formas de vida na Terra e deve ser de acesso livre e universal. Contudo, h&aacute; quem a queira privatizar em nome do lucro. A peti&ccedil;&atilde;o global &quot;&Aacute;gua para a vida, n&atilde;o para o lucro!&quot; quer impedir que se d&ecirc; o primeiro passo rumo a esse caminho que coloca em risco o acesso a um recurso fundamental para tudo e para todos. A organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental de ambiente Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural foi uma das centenas de organiza&ccedil;&otilde;es em todo o mundo que subscreveram esta peti&ccedil;&atilde;o global.</strong><br />
<br />
A peti&ccedil;&atilde;o &quot;&Aacute;gua para a vida, n&atilde;o para o lucro!&quot; surge devido ao facto da &aacute;gua ter entrado na bolsa do mercado de futuros em Nova Iorque, nos Estados Unidos, no final de 2020, para os direitos de &aacute;gua do Estado norte-americano da Calif&oacute;rnia. Este ato constitui um precedente extremamente preocupante, visto que abre a porta &agrave; possibilidade de se criarem mercados internacionais onde s&oacute; estados com recursos financeiros poderiam aceder &agrave; &aacute;gua de que necessitam para o seu desenvolvimento econ&oacute;mico e para abastecer a sua popula&ccedil;&atilde;o, criando literalmente um mundo em que a vida seria estruturalmente influenciada por quem tem &aacute;gua e poder para comprar a &aacute;gua de que necessita.<br />
<br />
Esta peti&ccedil;&atilde;o foi impulsionada pelo Instituto Transnacional (TNI, na sigla em ingl&ecirc;s), um instituto internacional de investiga&ccedil;&atilde;o e promo&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas que trabalha por um mundo mais justo, democr&aacute;tico e sustent&aacute;vel. O TNI tamb&eacute;m atua como um elo de liga&ccedil;&atilde;o entre movimentos sociais, organiza&ccedil;&otilde;es, investigadores/as comprometidos/as e decisores pol&iacute;ticos.<br />
<br />
N&atilde;o &agrave; privatiza&ccedil;&atilde;o da &aacute;gua!<br />
Pelo acesso universal a este recurso natural vital!<br />
Assine a peti&ccedil;&atilde;o, enquanto entidade coletiva!<br />
<br />
<strong><a href="https://framaforms.org/statement-water-for-life-not-for-profit-22-march-2021-1614812385 ">+ INFO</a></strong><br />]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c75c6</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Sun, 21 Mar 2021 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Dia Internacional das Florestas: "Restauro florestal é o caminho para a recuperação e o bem-estar"</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/dia-internacional-das-florestas-restauro-florestal-e-o-caminho-para-a-recuperacao-e-o-bem-estar-2021-03-21/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>O Dia Internacional das Florestas &eacute; assinalado este domingo, 21 de mar&ccedil;o, e tem como tema &quot;Restauro florestal - o caminho para a recupera&ccedil;&atilde;o e o bem-estar&quot;. A Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU) afirma que podemos recuperar da atual crise clim&aacute;tica, de sa&uacute;de e econ&oacute;mica se investirmos nas florestas e defende que apostar na recupera&ccedil;&atilde;o dos ecossistemas florestais ajudar&aacute; a tornar os indiv&iacute;duos, as comunidades e o meio ambiente mais saud&aacute;veis.</strong><br />
<br />
O Objetivo da D&eacute;cada das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para o Restauro dos Ecossistemas, que arranca este ano, &eacute; prevenir, conservar e reverter a degrada&ccedil;&atilde;o dos ecossistemas em todo o mundo. O foco &eacute; devolver as &aacute;rvores e as florestas &agrave;s paisagens florestais degradadas em grande escala a n&iacute;vel mundial, aumentando, assim, a resili&ecirc;ncia ecol&oacute;gica e a produtividade das florestas. A ONU considera o restauro florestal uma medida fundamental para assegurar a sustentabilidade dos ecossistemas e para promover o bem-estar humano e animal. <br />
<br />
A organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental de ambiente Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural desenvolve v&aacute;rios projetos que visam promover o restauro dos ecossistemas florestais, como o projeto <strong><a href="http://www.palombar.pt/pt/projetos/hotspot-de-biodiversidade-2019">HotSpot de Biodiversidade</a></strong>, e foi convidada pelo Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas (ICNF), enquanto organismo de normaliza&ccedil;&atilde;o setorial, a integrar a <strong><a href="http:// www.palombar.pt/pt/noticias/palombar-convidada-pelo-icnf-a-integrar-comissao-tecnica-de-normalizacao-de-gestao-florestal-sustentavel-2020-10-06">Comiss&atilde;o T&eacute;cnica de Normaliza&ccedil;&atilde;o de Gest&atilde;o Florestal Sustent&aacute;vel </a></strong>(CT 145). A Norma Portuguesa para a Gest&atilde;o Florestal Sustent&aacute;vel &eacute; elaborada com base no contributo dos grupos de trabalho que integram esta comiss&atilde;o t&eacute;cnica definida para o efeito, a qual desenvolve o referencial normativo nacional com base nas trademarks do Programme for the Endorsement of Forest Certification (PEFC).<br />
<br />
<strong>Quando foi criado este dia e com que prop&oacute;sito?</strong><br />
<br />
A Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para a Alimenta&ccedil;&atilde;o e a Agricultura (FAO) estabeleceu, em 1971, &nbsp;o &quot;Dia Mundial da Floresta&quot; com o prop&oacute;sito de sensibilizar as popula&ccedil;&otilde;es para a import&acirc;ncia da floresta na manuten&ccedil;&atilde;o da vida na Terra. J&aacute; a 30 de novembro de 2012, a Assembleia Geral das Na&ccedil;&otilde;es Unidas aprovou uma resolu&ccedil;&atilde;o que declarou o dia 21 de mar&ccedil;o de cada ano como o &quot;Dia Internacional das Florestas&quot;. O objetivo principal desta data &eacute; alertar e sensibilizar para a import&acirc;ncia das florestas e garantir que as gera&ccedil;&otilde;es futuras continuar&atilde;o a beneficiar dos diversos servi&ccedil;os e produtos florestais, bem como defender e assegurar a gest&atilde;o sustent&aacute;vel das florestas, assim como a conserva&ccedil;&atilde;o e o ordenamento dos espa&ccedil;os florestais naturais. <strong>Estamos a cumprir esta miss&atilde;o que &eacute; de todos e a recuperar a floresta aut&oacute;ctone em Portugal!</strong><br />
<br />
<strong><a href="http://www.fao.org/international-day-of-forests/programme/en/ ">+ INFO</a></strong><br />]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c75ce</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 19 Mar 2021 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>O banquete dos corvos: 18 indivíduos alimentam-se num CAAN</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/o-banquete-dos-corvos-18-individuos-alimentam-se-num-caan-2021-03-19/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>Outrora mais comum, o corvo &eacute; atualmente relativamente escasso na maior parte do territ&oacute;rio portugu&ecirc;s e, apesar de ter uma distribui&ccedil;&atilde;o ampla, ocorre geralmente em densidades muito baixas, raramente se vendo mais de dois ou tr&ecirc;s indiv&iacute;duos juntos.</strong><br />
<br />
Nesta imagem de c&acirc;mara de fotoarmadilhagem, h&aacute; 18 corvos (<em>Corvus corax</em>), uma esp&eacute;cie com estatuto &quot;Quase Amea&ccedil;ada&quot; em Portugal, a alimentarem-se num Campo de Alimenta&ccedil;&atilde;o para Aves Necr&oacute;fagas (CAAN) gerido pela Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural em Coelhoso (no distrito Bragan&ccedil;a), no &acirc;mbito do Grupo Nordeste, no passado dia 27 de fevereiro.<br />
<br />
&Eacute; relativamente raro observar tantos corvos juntos. Contudo, os corvos, principalmente os juvenis e os subadultos, durante o inverno, poder&atilde;o ter um comportamento mais greg&aacute;rio e formar grupos de maiores dimens&otilde;es em eventos de alimenta&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
Os CAAN s&atilde;o ferramentas fundamentais para a conserva&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies estritamente ou parcialmente necr&oacute;fagas, assegurando uma maior disponibilidade de alimento para estas, sobretudo durante a sua &eacute;poca de reprodu&ccedil;&atilde;o, quando os requisitos nutricionais s&atilde;o mais exigentes, quer para os progenitores, quer para as crias. Os corvos alimentam-se sobretudo das partes moles das carca&ccedil;as de animais e normalmente os corv&iacute;deos s&atilde;o os primeiros a detetarem um animal morto no meio natural, tornando-se tamb&eacute;m um ponto de refer&ecirc;ncia para outras esp&eacute;cies necr&oacute;fagas localizarem carca&ccedil;as.<br />
<br />
Os CAAN geridos pela Palombar t&ecirc;m como foco sobretudo a conserva&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies como o britango (<em>Neophron percnopterus)</em> e o abutre-preto (<em>Aegypius monachus</em>), contudo outras aves necr&oacute;fagas tamb&eacute;m s&atilde;o beneficiadas por essas estruturas, como &eacute; o caso do corvo.&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c75d4</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 15 Mar 2021 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Estudante da Universidade de Oviedo colabora com o projeto Sentinelas da Palombar</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/estudante-da-universidade-de-oviedo-colabora-com-o-projeto-sentinelas-da-palombar-2021-03-15/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>O estudante espanhol Jorge Rodr&iacute;guez P&eacute;rez, da Universidade de Oviedo, em Espanha, est&aacute; a realizar um est&aacute;gio na organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental de ambiente Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, ao abrigo do Programa Erasmus+ da Uni&atilde;o Europeia (UE).</strong><br />
<br />
Licenciado em Biologia por aquela institui&ccedil;&atilde;o de ensino superior espanhola, os trabalhos a desenvolver por Jorge Rodr&iacute;guez P&eacute;rez durante o seu est&aacute;gio na Palombar centrar-se-&atilde;o principalmente no projeto Sentinelas - Rede de Monitoriza&ccedil;&atilde;o de Amea&ccedil;as para a Fauna Silvestre, mas tamb&eacute;m ir&aacute; integrar as a&ccedil;&otilde;es da organiza&ccedil;&atilde;o enquadradas nos seus v&aacute;rios projetos e atividades. O est&aacute;gio ter&aacute; uma dura&ccedil;&atilde;o de cinco meses e decorre entre 1 de fevereiro e 2 de julho de 2021.<br />
<br />
O estudante, que concluiu recentemente a sua licenciatura, ainda durante o curso, desenvolveu um interesse especial pela avifauna, tendo direcionado a sua linha de trabalho acad&eacute;mico para o estudo das aves necr&oacute;fagas.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/IMG_1520.jpeg" width="900" height="675" alt="" /><br />
<p class="legenda">Jorge Rodr&iacute;guez P&eacute;rez.&nbsp;</p>
<br />
O projeto Sentinelas (<strong><a href="http://www.sentinelas.pt">www.sentinelas.pt</a></strong>) est&aacute; a criar uma rede robusta e alargada de monitoriza&ccedil;&atilde;o de amea&ccedil;as para a fauna silvestre relacionadas sobretudo com o furtivismo, com o prop&oacute;sito de combater de forma mais eficaz este grave problema e aumentar o conhecimento nesta &aacute;rea, bem como otimizar a gest&atilde;o e a conserva&ccedil;&atilde;o da biodiversidade.<br />
<br />
Os principais objetivos deste projeto s&atilde;o: 1) monitorizar, atrav&eacute;s da marca&ccedil;&atilde;o com dispositivos GPS, esp&eacute;cies sentinelas que normalmente s&atilde;o afetadas por diversas formas de persegui&ccedil;&atilde;o ilegal, bem como por outro tipo de amea&ccedil;as - esta rede conta j&aacute; com 12 grifos (Gyps fulvus) marcados com emissores GPS; 2) avaliar a vulnerabilidade das esp&eacute;cies de fauna silvestre ao uso ilegal de venenos e 3) analisar os n&iacute;veis de toler&acirc;ncia de diferentes grupos de interesse relativamente &agrave;s esp&eacute;cies de fauna silvestre.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/jjsite.jpg" width="900" height="675" alt="" /><br />
<p class="legenda">Jorge Rodr&iacute;guez P&eacute;rez e Jo&atilde;o Santos, bi&oacute;logo Ph.D. da Palombar.</p>
<br />
Em 2019, a Palombar celebrou um protocolo de colabora&ccedil;&atilde;o com a Funda&ccedil;&atilde;o Universidade de Oviedo (FUO), com vista ao desenvolvimento de v&aacute;rios projetos na &aacute;rea da conserva&ccedil;&atilde;o da natureza e da biodiversidade, em parceria com esta institui&ccedil;&atilde;o de ensino superior.<br />
<br />
No &acirc;mbito deste protocolo, a Palombar visa desenvolver v&aacute;rios projetos t&eacute;cnico-cient&iacute;ficos nas &aacute;reas da gest&atilde;o e conserva&ccedil;&atilde;o da fauna silvestre. Atualmente, j&aacute; est&atilde;o a ser implementados diversos projetos em colabora&ccedil;&atilde;o com esta universidade, nomeadamente na &aacute;rea da conserva&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies de aves necr&oacute;fagas e no campo das perce&ccedil;&otilde;es sociais sobre estas esp&eacute;cies. <br />
&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c75dd</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 08 Mar 2021 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Reconecta-te à Natureza: projeto lança 4 folhetos e 4 cartazes para mostrar que as aves fazem mais do que cantar</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/reconecta-te-a-natureza-projeto-lanca-4-folhetos-e-4-cartazes-para-mostrar-que-as-aves-fazem-mais-do-que-cantar-2021-03-08/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>Acabam de ser lan&ccedil;ados e est&atilde;o dispon&iacute;veis para todos 4 folhetos e 4 cartazes informativos/did&aacute;ticos que revelam que as aves fazem mais do que cantar. Observar, desenhar, escrever, aprender... poder&aacute; fazer isto e muito mais com estes materiais que integram desenhos, ilustra&ccedil;&otilde;es, informa&ccedil;&atilde;o e atividades educativas para levar os mais jovens, toda a fam&iacute;lia e a comunidade a descobrirem, de forma l&uacute;dica e interativa, a import&acirc;ncia da avifauna e os servi&ccedil;os que presta aos ecossistemas.</strong><br />
<br />
Estes suportes informativos e did&aacute;ticos foram produzidos pela organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental de ambiente Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, no &acirc;mbito do projeto &quot;Reconecta-te &agrave; Natureza - as aves fazem mais do que cantar&quot;. Descarregue-os <strong><a href="http://palombar.pt/pt/projetos/reconecta-te-a-natureza-2020/">aqui</a></strong>.<br />
<br />
<strong>O Ex&iacute;mio Ca&ccedil;a-pragas, a Super Aspiradora de Insetos, as Guardi&atilde;s da Horta e as Aliadas da Floresta</strong><br />
<br />
Os quatro folhetos e cartazes abordam os servi&ccedil;os essenciais e gratuitos para os ecossistemas assegurados pelo tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador (<strong>o Ex&iacute;mio Ca&ccedil;a-pragas</strong>); pela andorinha-das-chamin&eacute;s (<strong>a Super Aspiradora de Insetos</strong>); pelas aves que ocorrem nas hortas, com foco na alv&eacute;ola-branca, no melro-preto, na coruja-das-torres, no rabirruivo-preto e no pisco-de-peito-ruivo (<strong>as Guardi&atilde;s da Horta</strong>), e nas florestas, com destaque para a felosa-de-papo-branco, o pica-pau-malhado-grande, o gaio, a coruja-do-mato e o chapim-azul (<strong>as Aliadas da Floresta</strong>). <br />
<br />
Esses servi&ccedil;os permitem promover o equil&iacute;brio ambiental e a qualidade e produtividade dos alimentos que consumimos, bem como de outros produtos naturais, como a corti&ccedil;a e as pastagens, por exemplo, beneficiando as comunidades rurais, a biodiversidade e os habitats de que todos dependemos para viver de forma saud&aacute;vel e sustent&aacute;vel. <br />
<br />
Al&eacute;m de estarem dispon&iacute;veis para todos no site da Palombar, estes materiais ser&atilde;o distribu&iacute;dos junto da comunidade escolar em escolas dos concelhos abrangidos pela Comunidade Intermunicipal Terras de Tr&aacute;s-os-Montes (CIM-TTM), &aacute;rea de interven&ccedil;&atilde;o do projeto, em a&ccedil;&otilde;es de sensibiliza&ccedil;&atilde;o ambiental. <br />
<br />
Dois dos cartazes produzidos, nomeadamente o cartaz da andorinha-das-chamin&eacute;s e do tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador ser&atilde;o tamb&eacute;m colocados, com o apoio de 11 parceiros institucionais do projeto, em MUPI nos concelhos da CIM-TTM.<br />
<br />
<strong>Sobre o projeto</strong> <br />
<br />
O projeto &ldquo;Reconecta-te &agrave; Natureza - as aves fazem mais do que cantar&rdquo;, o qual &eacute; financiado pelo Fundo Ambiental &ndash; Minist&eacute;rio do Ambiente e da A&ccedil;&atilde;o Clim&aacute;tica&rdquo;, tem como principal objetivo sensibilizar a comunidade para os servi&ccedil;os fundamentais prestados pela avifauna aos ecossistemas, com o prop&oacute;sito de informar sobre a sua import&acirc;ncia e papel vital e alertar para os problemas que t&ecirc;m provocado o decl&iacute;nio de v&aacute;rias esp&eacute;cies de aves associadas aos ecossistemas agr&iacute;colas. <br />
<br />
O projeto tem como foco dois grupos de avifauna: os passeriformes e as aves de rapina. No caso dos passeriformes, aborda os servi&ccedil;os que estes prestam para os ecossistemas associados a hortas, pomares e florestas; e, no que se refere &agrave;s rapinas, as a&ccedil;&otilde;es incidem sobre esp&eacute;cies diurnas ligadas ao habitat das searas, tendo o tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador como esp&eacute;cie bandeira, e noturnas, associadas &agrave;s quintas, apresentando como esp&eacute;cie de destaque a coruja-das-torres.<br />
<br />
<strong><a href="http://palombar.pt/pt/projetos/reconecta-te-a-natureza-2020/">+ INFO</a></strong><br />
&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c75e8</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Wed, 03 Mar 2021 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Dia Mundial da Vida Selvagem assinalado com foco no tema "Florestas e meios de subsistência: sustentar as pessoas e preservar o planeta"</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/dia-mundial-da-vida-selvagem-assinalado-com-foco-no-tema-florestas-e-meios-de-subsistencia-sustentar-as-pessoas-e-preservar-o-planeta-2021-03-03/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>Hoje &eacute; o Dia Mundial da Vida Selvagem. A celebra&ccedil;&atilde;o da data este ano tem como tema central &quot;Florestas e meios de subsist&ecirc;ncia: sustentar as pessoas e preservar o planeta&quot;. O objetivo &eacute; procurar promover modelos e pr&aacute;ticas de gest&atilde;o da floresta e da vida selvagem que assegurem o bem-estar humano e a conserva&ccedil;&atilde;o, a longo prazo, das &aacute;reas florestadas a n&iacute;vel mundial, das esp&eacute;cies de fauna selvagem que vivem nas florestas, da flora e dos ecossistemas que sustentam e promovem o valor das pr&aacute;ticas e conhecimentos tradicionais que contribuem para estabelecer uma rela&ccedil;&atilde;o mais sustent&aacute;vel com esses sistemas naturais cruciais.</strong><br />
<br />
As comemora&ccedil;&otilde;es do Dia Mundial da Vida Selvagem em 2021 destacam e defendem o papel central das florestas, das esp&eacute;cies florestais e dos servi&ccedil;os dos ecossistemas na manuten&ccedil;&atilde;o dos meios de subsist&ecirc;ncia de centenas de milh&otilde;es de pessoas em todo o mundo, particularmente das comunidades ind&iacute;genas e dos locais com la&ccedil;os hist&oacute;ricos com &aacute;reas florestais e adjacentes &agrave; floresta, o que est&aacute; alinhado com os objetivos de Desenvolvimento Sustent&aacute;vel da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU) e com os seus compromissos para reduzir a pobreza, garantir o uso sustent&aacute;vel dos recursos naturais e conservar a vida da Terra.<br />
<br />
Entre 200 e 350 milh&otilde;es de pessoas vivem dentro ou em zonas adjacentes a &aacute;reas florestais em todo o mundo, contando com os v&aacute;rios servi&ccedil;os dos ecossistemas fornecidos pela floresta e esp&eacute;cies florestais para o seu sustento e para assegurar as suas necessidades mais b&aacute;sicas, incluindo comida, habita&ccedil;&atilde;o, energia e medicamentos.<br />
<br />
Os povos ind&iacute;genas e as comunidades locais est&atilde;o na vanguarda da rela&ccedil;&atilde;o simbi&oacute;tica entre os seres humanos e a floresta, as esp&eacute;cies de vida selvagem que vivem nesta e os servi&ccedil;os dos ecossistemas que fornecem. Aproximadamente 28% da superf&iacute;cie terrestre do mundo &eacute; atualmente gerida por povos ind&iacute;genas, incluindo algumas das florestas mais ecologicamente intactas do planeta. Esses espa&ccedil;os n&atilde;o s&atilde;o apenas fundamentais para o seu bem-estar pessoal e rendimento, mas tamb&eacute;m para as suas identidades culturais.<br />
<br />
<strong>As florestas, as esp&eacute;cies florestais e os meios de subsist&ecirc;ncia das comunidades que delas dependem encontram-se atualmente na encruzilhada das m&uacute;ltiplas crises planet&aacute;rias que enfrentamos, desde as altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas, passando pela perda de biodiversidade e pelos impactos sociais e econ&oacute;micos da pandemia de COVID-19. Urge, por isso, agir para defender as florestas e os seus recursos, pela salvaguarda da Natureza e das comunidades humanas a n&iacute;vel local, regional, nacional e mundial. A Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural trabalha todos os dias para cumprir essa miss&atilde;o vital que &eacute; de todos.</strong> <br />
<div style="text-align: right;"><br />
<sub>*texto traduzido do original dispon&iacute;vel em www.wildlifeday.org</sub></div>
<br />
<strong>Quando foi criado o Dia Mundial da Vida Selvagem?</strong><br />
<br />
A 20 de dezembro de 2013, no &acirc;mbito da sua 68.&ordf; sess&atilde;o, a Assembleia Geral das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (AGNU) proclamou 3 de mar&ccedil;o - o dia da assinatura da Conven&ccedil;&atilde;o sobre o Com&eacute;rcio Internacional de Esp&eacute;cies da Fauna e Flora Selvagens Amea&ccedil;adas de Extin&ccedil;&atilde;o, em 1973 - como o Dia Mundial da Vida Selvagem para celebrar e aumentar a consci&ecirc;ncia da comunidade mundial sobre a import&acirc;ncia dos animais e plantas selvagens do mundo. Desde ent&atilde;o, o Dia Mundial da Vida Selvagem tornou-se no evento anual global mais importante dedicado &agrave; conserva&ccedil;&atilde;o e defesa da vida selvagem.<br />
&nbsp;<br />
<strong><a href="http://www.wildlifeday.org">+ INFO</a></strong>]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c75f0</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 01 Mar 2021 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Nove ONGA portuguesas defendem que Espanha faça história na conservação do lobo e inclua espécie na lista de proteção especial</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/nove-onga-portuguesas-defendem-que-espanha-faca-historia-na-conservacao-do-lobo-e-inclua-especie-na-lista-de-protecao-especial-2021-03-01/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>Nove organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o governamentais de ambiente (ONGA) portuguesas, entre as quais a Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, juntaram-se e enviaram ao Minist&eacute;rio para a Transi&ccedil;&atilde;o Ecol&oacute;gica e Desafio Demogr&aacute;fico (MITECO) espanhol uma carta de contributo para a consulta p&uacute;blica pr&eacute;via para inclus&atilde;o do lobo na Lista de Esp&eacute;cies Selvagens em Regime de Prote&ccedil;&atilde;o Especial (LESRPE).</strong><br />
<br />
Atualmente, em Espanha, o lobo est&aacute; legalmente protegido apenas a sul do rio Douro, mas n&atilde;o a norte, onde a ca&ccedil;a &agrave; esp&eacute;cie &eacute; permitida. O MITECO iniciou um procedimento para a inclus&atilde;o do lobo na LESRPE, ap&oacute;s press&atilde;o de ONGA ligadas &agrave; prote&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie, de um veredito de um Comit&eacute; Cient&iacute;fico e da maioria de votos a favor na Comiss&atilde;o Estadual de Patrim&oacute;nio Natural e Biodiversidade. A Comiss&atilde;o Europeia tamb&eacute;m j&aacute; tinha alertado, em outubro de 2020, que o lobo em Espanha est&aacute; em estado de conserva&ccedil;&atilde;o desfavor&aacute;vel e que &eacute; preciso assegurar a sua prote&ccedil;&atilde;o. Em Portugal, o lobo est&aacute; legalmente protegido e a sua ca&ccedil;a &eacute; proibida em todo o territ&oacute;rio nacional.&nbsp;<br />
<br />
As nove organiza&ccedil;&otilde;es, algumas das quais est&atilde;o a desenvolver projetos diretamente ligados &agrave; esp&eacute;cie lobo-ib&eacute;rico (<em>Canis lupus signatus</em>), como a Palombar, que ficou respons&aacute;vel pelo <strong><a href="http://palombar.pt/pt/projetos/censo-nacional-do-lobo-iberico-2019-2021-2019/">'Lote 3 - Nordeste' do Censo Nacional do Lobo-ib&eacute;rico 2019-2021</a></strong>, coordenado pelo ICNF - Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas, s&atilde;o: ANP/WWF Portugal, FAPAS - Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa para a Conserva&ccedil;&atilde;o da Biodiversidade, GEOTA - Grupo de Estudos de Ordenamento do Territ&oacute;rio e Ambiente, Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, ATNatureza - Associa&ccedil;&atilde;o Transum&acirc;ncia e Natureza, Reserva Faia Brava, Quercus, Rewilding Portugal e SPEA - Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves.<br />
<br />
Esta consulta p&uacute;blica foi aberta pelo MITECO na sequ&ecirc;ncia do parecer favor&aacute;vel emitido por um Comit&eacute; Cient&iacute;fico para proceder &agrave; referida inclus&atilde;o da esp&eacute;cie na LESRPE, e do voto favor&aacute;vel na reuni&atilde;o da Comiss&atilde;o Estadual de Patrim&oacute;nio Natural e Biodiversidade. <br />
<br />
A carta pretende responder a esta consulta, apoiando esta decis&atilde;o do Governo espanhol, e pedindo ao Executivo do pa&iacute;s vizinho e &agrave; sociedade espanhola que aproveitem esta oportunidade &uacute;nica para proteger o lobo e para melhorar o seu estado de conserva&ccedil;&atilde;o, algo que &eacute; requerido pela Diretiva Habitats da Uni&atilde;o Europeia, e tamb&eacute;m para, simultaneamente, valorizar e apoiar a pecu&aacute;ria extensiva. <br />
<br />
&Eacute; fundamental construir um novo modelo de gest&atilde;o do lobo que se baseie no respeito pela esp&eacute;cie e na conviv&ecirc;ncia com outros setores, consideram as nove ONGA.<br />
<br />
A carta destaca que os principais problemas a serem resolvidos no &acirc;mbito do novo enquadramento de prote&ccedil;&atilde;o do lobo s&atilde;o: situa&ccedil;&atilde;o descoordenada e incoerente na conserva&ccedil;&atilde;o e gest&atilde;o do lobo; falta de conserva&ccedil;&atilde;o e gest&atilde;o abrangentes com foco na coexist&ecirc;ncia; estado de conserva&ccedil;&atilde;o desfavor&aacute;vel e provas de que a abordagem de gest&atilde;o atual n&atilde;o funcionou.<br />
<br />
O documento tamb&eacute;m sublinha que &eacute; fundamental encarar o lobo como uma esp&eacute;cie chave para os ecossistemas; considerar uma &uacute;nica popula&ccedil;&atilde;o ib&eacute;rica de lobo a ser conservada como tal; adotar o crit&eacute;rio da Comiss&atilde;o Europeia e obriga&ccedil;&otilde;es derivadas na abordagem baseada na coexist&ecirc;ncia e melhorar a situa&ccedil;&atilde;o das popula&ccedil;&otilde;es de lobo.<br />
<br />
Especialmente importante para estas ONGA portuguesas &eacute; o facto de a popula&ccedil;&atilde;o ib&eacute;rica de lobo ser uma s&oacute; e que deve ser gerida como tal. De outra forma, os esfor&ccedil;os de conserva&ccedil;&atilde;o desenvolvidos do lado portugu&ecirc;s n&atilde;o fazem sentido. Se esta esp&eacute;cie continuar a ser ca&ccedil;ada em Espanha, n&atilde;o gozando de um estatuto de prote&ccedil;&atilde;o semelhante nos dois lados da fronteira, a coordena&ccedil;&atilde;o entre pa&iacute;ses para trabalhar para que o estado de conserva&ccedil;&atilde;o do lobo ib&eacute;rico seja favor&aacute;vel &eacute; menos eficaz, algo que a pr&oacute;pria Comiss&atilde;o Europeia j&aacute; questionou.<br />
<br />
Todos consideram este passo essencial para garantir a conserva&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie e cumprir os regulamentos europeus, preconizando uma estrat&eacute;gia ib&eacute;rica de gest&atilde;o do lobo que se baseie na conviv&ecirc;ncia com a esp&eacute;cie e, paralelamente, na implementa&ccedil;&atilde;o de uma estrat&eacute;gia alinhada com o sector pecu&aacute;rio. <br />
<br />
A WWF em Espanha desenvolveu ainda a campanha &ldquo;Eu defendo o lobo&rdquo;, que j&aacute; conta com cerca de 30 000 subscri&ccedil;&otilde;es, para pedir o fim da persegui&ccedil;&atilde;o &agrave; esp&eacute;cie, o reconhecimento jur&iacute;dico que esta merece, a aprova&ccedil;&atilde;o de planos para a sua conserva&ccedil;&atilde;o e recupera&ccedil;&atilde;o, bem como um forte compromisso que permita a sua conviv&ecirc;ncia com a pecu&aacute;ria extensiva e o mundo rural.&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c75f9</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 25 Feb 2021 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>O grifo-sentinela Castelo é uma verdadeira fortaleza</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/o-grifo-sentinela-castelo-e-uma-verdadeira-fortaleza-2021-02-25/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>O grifo Castelo, um dos grifos do projeto Sentinelas - Rede de Monitoriza&ccedil;&atilde;o de Amea&ccedil;as para a Fauna Silvestre da Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, marcado com emissor GPS e anilhas no dia 31 de outubro de 2020 no Parque Natural de Montesinho (PNM), &eacute; uma verdadeira fortaleza. Depois de estar ferido e de ter passado cerca de 15 dias sem se alimentar, conseguiu recuperar-se sozinho e em pleno e voltar &agrave; sua atividade normal.</strong><br />
<br />
No dia 12 de novembro de 2020, a equipa do projeto Sentinelas detetou movimentos anormais do Castelo e, de imediato, procedeu &agrave; localiza&ccedil;&atilde;o e monitoriza&ccedil;&atilde;o in loco do mesmo. Depois de ter sido detetado numa zona do PNM, a equipa do Sentinelas verificou que o abutre se encontrava com um ferimento, de causa desconhecida, na zona ventral/abdominal, onde foi poss&iacute;vel ver manchas de sangue atrav&eacute;s de observa&ccedil;&atilde;o com telesc&oacute;pio.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/3-site.jpg" width="600" height="900" alt="" /><br />
<p class="legenda">Grifo Castelo. Fotografia Jo&atilde;o Santos/Palombar.<br />
&nbsp;</p>
<img src="http://palombar.pt/imagens/DSC_0459-site.jpg" width="900" height="600" alt="" />
<p class="legenda">Monitoriza&ccedil;&atilde;o do grifo Castelo. Fotografia Uliana de Castro/Palombar.</p>
<br />
A ave foi monitorizada durante v&aacute;rios dias e, em articula&ccedil;&atilde;o e colabora&ccedil;&atilde;o com o Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas (ICNF) e t&eacute;cnicos e vigilantes da natureza do Parque Natural de Montesinho, foram realizadas duas tentativas de captura do animal para que este pudesse ser enviado para um centro de recupera&ccedil;&atilde;o. As capturas n&atilde;o foram concretizadas por este n&atilde;o estar suficientemente debilitado para que o seu resgate fosse poss&iacute;vel, apresentando ainda capacidade de rea&ccedil;&atilde;o e voo. <br />
<br />
O Castelo continuou, no entanto, a ser monitorizado diariamente para avalia&ccedil;&atilde;o do seu estado e evolu&ccedil;&atilde;o. O grifo conseguiu, entretanto, recuperar-se sozinho e voltou &agrave; sua atividade normal, no final de novembro de 2020, seguindo com a sua miss&atilde;o enquanto grifo-sentinela para monitorizar as amea&ccedil;as contra a fauna silvestre relacionadas com o furtivismo.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Castelo_v2-1.jpg" width="900" height="600" alt="" /><br />
<p class="legenda">Mapa de movimentos do grifo Castelo no per&iacute;odo entre 31 de outubro e 1 dezembro de 2020.</p>
<br />
Desde que foi marcado, at&eacute; in&iacute;cio de dezembro de 2020, o Castelo movimentou-se sobretudo no nordeste de Portugal, na fronteira com Espanha, no eixo norte-sul (ver mapa). O Castelo &eacute; uma verdadeira fortaleza e continua a ser um guardi&atilde;o da sua esp&eacute;cie e de todas as esp&eacute;cies selvagens afetadas pelo furtivismo.<br />
<br />
Saiba mais sobre o projeto Sentinelas em <strong><a href="http://www.sentinelas.pt">www.sentinelas.pt</a></strong><br />
&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c7600</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Tue, 23 Feb 2021 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Ações de sensibilização distribuem junto da população materiais informativos/didáticos dos projetos ConnectNatura e Sentinelas sobre os abutres</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/acoes-de-sensibilizacao-distribuem-junto-da-populacao-materiais-informativos-didaticos-dos-projetos-connectnatura-e-sentinelas-sobre-os-abutres-2021-02-23/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>No dia 20 de fevereiro, a Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural realizou a&ccedil;&otilde;es de sensibiliza&ccedil;&atilde;o da comunidade para a import&acirc;ncia dos abutres e amea&ccedil;as que estas esp&eacute;cies enfrentam nas freguesias de Ifanes e Paradela, no concelho de Miranda do Douro.</strong><br />
<br />
Durante essas a&ccedil;&otilde;es, foram distribu&iacute;dos, junto da popula&ccedil;&atilde;o local, materiais informativos e did&aacute;ticos dos projetos ConnectNatura e Sentinelas - Rede de Monitoriza&ccedil;&atilde;o de Amea&ccedil;as para a Fauna Silvestre da Palombar sobre os abutres, nomeadamente folhetos, livro e t-shirts.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/IMG_20210220_113206-site(1).jpg" width="900" height="675" alt="" />
<p class="legenda">A&ccedil;&atilde;o sensibiliza&ccedil;&atilde;o. Fotografia Iv&aacute;n Guti&eacute;rrez/Palombar.</p>
<br />
As popula&ccedil;&otilde;es locais, principalmente os criadores de gado e agricultores, s&atilde;o atores centrais na prote&ccedil;&atilde;o dos abutres, como o britango, o abutre-preto e o grifo, esp&eacute;cies amea&ccedil;adas e legalmente protegidas em Portugal e a n&iacute;vel europeu.<br />
<br />
Os abutres, por sua vez, beneficiam de forma significativa as popula&ccedil;&otilde;es do meio rural, por serem agentes de limpeza dos ecossistemas, contribuindo para a elimina&ccedil;&atilde;o de carca&ccedil;as no campo, limpeza de res&iacute;duos, para a reciclagem de nutrientes e para travar a propaga&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/IMG_20210220_121536-site.jpg" width="600" height="800" alt="" /><br />
<p class="legenda">A&ccedil;&atilde;o de sensibiliza&ccedil;&atilde;o. Fotografia Miguel N&oacute;voa/Palombar.</p>
<br />
Saiba mais sobre as <strong><a href="http://www.connectnatura.pt/especies">esp&eacute;cies</a></strong> de abutre europeus.<br />
<br />
+ INFO sobre os projetos<br />
<strong><a href="http://www.sentinelas.pt">www.sentinelas.pt</a></strong><br />
<strong><a href="http://www.sentinelas.pt">www.connectnatura.pt</a></strong>&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c7606</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 22 Feb 2021 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>LIFE Rupis: lançado manual que explica como produzir pastagens biodiversas para aliar conservação da natureza a maior produtividade pecuária extensiva</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/life-rupis-lancado-manual-que-explica-como-produzir-pastagens-biodiversas-para-aliar-conservacao-da-natureza-a-maior-produtividade-pecuaria-extensiva-2021-02-22/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[O projeto &ldquo;LIFE Rupis - Conserva&ccedil;&atilde;o do britango e da &aacute;guia-perdigueira no vale do rio Douro&rdquo; acaba de lan&ccedil;ar o &ldquo;Guia Informativo - Manual de Instala&ccedil;&atilde;o de Pastagens Biodiversas&rdquo;, editado pela organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental de ambiente Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, parceira do projeto. O manual &eacute; de acesso livre e est&aacute; dispon&iacute;vel para download no <strong><a href="http://www.rupis.pt/fotos/editor2/manual_pastagens_biodiversas_liferupis_compressed.pdf">site</a></strong> do projeto LIFE Rupis, e no <strong><a href="http://palombar.pt/ficheiros/projectos/event_5_1.pdf">site</a></strong> da Palombar.<br />
<br />
A publica&ccedil;&atilde;o consiste num manual pr&aacute;tico que pretende ajudar os criadores de gado e os agricultores a rentabilizarem os seus terrenos com culturas forrageiras e a aumentarem a produtividade pecu&aacute;ria extensiva, atrav&eacute;s da implementa&ccedil;&atilde;o de pastagens permanentes semeadas biodiversas ricas em leguminosas (PPSBRL), ao mesmo tempo que contribuem para a prote&ccedil;&atilde;o da biodiversidade de fauna e flora, e para a conserva&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies amea&ccedil;adas, como &eacute; o caso do britango (<em>Neophron percnopterus</em>) e da &aacute;guia-perdigueira (<em>Aquila fasciata</em>), esp&eacute;cies-alvo do projeto LIFE Rupis.<br />
<br />
O manual explica o que s&atilde;o as pastagens biodiversas/permanentes e o seu ciclo anual, com foco nos benef&iacute;cios e vantagens de substituir as forragens em modo tradicional por este tipo de pastagem mais sustent&aacute;vel e produtiva. A obra aborda ainda as PPSBRL no contexto das pol&iacute;ticas e estrat&eacute;gias europeias no dom&iacute;nio ambiental, da prote&ccedil;&atilde;o da biodiversidade e do combate &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas.<br />
<br />
Adicionalmente, integra um guia pr&aacute;tico que ensina como promover a an&aacute;lise do solo, a sele&ccedil;&atilde;o de sementes, a prepara&ccedil;&atilde;o do terreno e a implementa&ccedil;&atilde;o de sementeiras e gest&atilde;o das pastagens biodiversas.<br />
<br />
No &acirc;mbito de a&ccedil;&otilde;es do projeto LIFE Rupis, a Palombar implementou pastagens biodiversas/permanentes num total de 37,1 hectares de terrenos no Nordeste Transmontano, recorrendo ao uso de misturas de sementes de variedades tradicionais de cereais, leguminosas e ervas diversas, adquiridas junto de produtores locais.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Manual de Instala&ccedil;&atilde;o de Pastagens Biodiversas capa.png" width="608" height="813" alt="" /><br />
<p class="legenda">Capa do manual.</p>
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Pastagens biodiversas 2.jpg" width="900" height="675" alt="" />
<p class="legenda">Pastagem biodiversa. Fotografia Palombar.</p>
<br />
<strong>Pastagens biodiversas beneficiam esp&eacute;cies amea&ccedil;adas e aumentam produtividade agr&iacute;cola e pecu&aacute;ria</strong><br />
<br />
As pastagens biodiversas/permanentes instaladas no &acirc;mbito do projeto LIFE Rupis contribu&iacute;ram para incrementar o mosaico agrosilvopastoril no Nordeste Transmontano, criar pastagens mais sustent&aacute;veis e nutritivas para as ra&ccedil;as locais de caprinos, ovinos e bovinos, bem como para aumentar os seus efetivos.<br />
<br />
Al&eacute;m de fomentar a produtividade agr&iacute;cola e pecu&aacute;ria, a implementa&ccedil;&atilde;o das pastagens biodiversas/permanentes geraram impactos positivos diretos sobre v&aacute;rias esp&eacute;cies de abutres amea&ccedil;adas e legalmente protegidas, como o britango, o abutre-preto (<em>Aegypius monachus</em>) e o grifo (<em>Gyps fulvus</em>), promovendo o aumento da disponibilidade de alimento para estes, nomeadamente de res&iacute;duos como as placentas. As PPSBRL beneficiaram igualmente aves de rapina como a &aacute;guia-perdigueira, ao aumentar o n&uacute;mero das suas esp&eacute;cies-presa, nomeadamente coelho-bravo (<em>Oryctolagus cuniculus</em>) e perdiz-vermelha (<em>Alectoris rufa</em>).<br />
<br />
<strong>PPSBRL s&atilde;o mais sustent&aacute;veis e rent&aacute;veis que forragens tradicionais</strong><br />
<br />
As pastagens biodiversas/permanentes s&atilde;o mais sustent&aacute;veis e rent&aacute;veis do que as forragens tradicionais porque apresentam maior retorno do investimento por serem mais produtivas e resilientes &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas e &agrave; seca, fornecendo mais alimento para o gado e com melhor qualidade, ao mesmo tempo que ajudam a aumentar a produ&ccedil;&atilde;o de mat&eacute;ria org&acirc;nica nutritiva para os solos. Solos ricos em mat&eacute;ria org&acirc;nica s&atilde;o menos suscet&iacute;veis &agrave; eros&atilde;o, t&ecirc;m maior capacidade de reten&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua, s&atilde;o mais ricos em nutrientes e, consequentemente, tornam-se mais f&eacute;rteis.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Bovinos a pastarem.JPG" width="1600" height="1200" alt="" /><br />
<p class="legenda">Bovinos a pastarem. Fotografia Palombar.</p>
<strong><br />
Convers&atilde;o de forrageiras tradicionais permite cumprir estrat&eacute;gias europeias para o ambiente e biodiversidade&nbsp;<br />
</strong> <br />
&Eacute; fundamental sensibilizar os agricultores e os criadores de gado para iniciarem o processo de convers&atilde;o das culturas forrageiras tradicionais para as PPSBRL, visto que estas asseguram resist&ecirc;ncia face ao avan&ccedil;o das altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas, e benef&iacute;cios ao n&iacute;vel dos servi&ccedil;os de ecossistemas, biodiversidade e sustentabilidade. Este &eacute; precisamente um dos objetivos do Manual que acaba de ser lan&ccedil;ado. Esta medida &eacute; igualmente um passo essencial para implementar, no terreno, as orienta&ccedil;&otilde;es, pol&iacute;ticas e estrat&eacute;gias europeias na &aacute;rea ambiental e de prote&ccedil;&atilde;o da biodiversidade, nomeadamente aquelas previstas no Pacto Verde Europeu, Estrat&eacute;gia Europeia para a Biodiversidade 2030 e Estrat&eacute;gia Farm to Fork (Estrat&eacute;gia do Prado ao Prato).<br />
<br />
Os agricultores e criadores de gado que avancem j&aacute; com essa convers&atilde;o estar&atilde;o a dar passos decisivos rumo &agrave; sustentabilidade, resili&ecirc;ncia e maior rentabilidade das suas produ&ccedil;&otilde;es, permitindo que, num futuro pr&oacute;ximo, possam colher os benef&iacute;cios da sua escolha mais amiga do ambiente e promotora da biodiversidade, que a todos favorece.<br />
<br />
<strong>Sobre o projeto LIFE Rupis</strong><br />
<br />
O projeto transfronteiri&ccedil;o &ldquo;LIFE Rupis - Conserva&ccedil;&atilde;o do britango e da &aacute;guia-perdigueira no vale do rio Douro&rdquo; (www.rupis.pt), financiado pela Uni&atilde;o Europeia, atrav&eacute;s do Programa LIFE, foi aprovado em 2015 e termina este ano, 2021. Este projeto &eacute; coordenado pela Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA).<br />
<br />
O seu principal objetivo foi promover a conserva&ccedil;&atilde;o do britango e da &aacute;guia-perdigueira no vale do rio Douro, atrav&eacute;s da implementa&ccedil;&atilde;o de medidas para reduzir a mortalidade destas esp&eacute;cies e aumentar o seu sucesso reprodutor.<br />
<br />
Al&eacute;m da Palombar, o LIFE Rupis tem os seguintes parceiros: Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas (ICNF), Associa&ccedil;&atilde;o Transum&acirc;ncia e Natureza (ATNatureza), Junta de Castilla y Le&oacute;n, Fundaci&oacute;n Patrimonio Natural de Castilla y Le&oacute;n, Vulture Conservation Foundation (VCF), EDP Distribui&ccedil;&atilde;o e Guarda Nacional Republicana (GNR).<br />]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c7611</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Wed, 17 Feb 2021 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Petição quer acabar com tratado "ultrapassado e incompatível" com o Acordo de Paris</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/peticao-quer-acabar-com-tratado-ultrapassado-e-incompativel-com-o-acordo-de-paris-2021-02-17/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>Uma peti&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica est&aacute; a apelar ao Governo portugu&ecirc;s que atue para promover, junto da Comiss&atilde;o Europeia (CE), uma sa&iacute;da coordenada dos Estados-membros do Tratado da Carta da Energia (TCE), que a pr&oacute;pria CE considera &ldquo;ultrapassado e incompat&iacute;vel&rdquo; com o Acordo de Paris.&nbsp;A posi&ccedil;&atilde;o portuguesa sobre esta mat&eacute;ria assume agora maior relev&acirc;ncia, sobretudo porque Portugal assume, entre 1 de janeiro e 30 de junho de 2021, a Presid&ecirc;ncia rotativa do Conselho da Uni&atilde;o Europeia (UE). A Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural apoia e subscreve esta peti&ccedil;&atilde;o.</strong><br />
<br />
A peti&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica foi lan&ccedil;ada recentemente por iniciativa das associa&ccedil;&otilde;es ambientalistas Zero e Plataforma por um Com&eacute;rcio Internacional Justo - Troca, que consideram que o TCE coloca amea&ccedil;as &quot;a uma a&ccedil;&atilde;o clim&aacute;tica eficaz&quot;, ao dar direito &agrave;s empresas petrol&iacute;feras, de g&aacute;s e de carv&atilde;o a processarem os Estados signat&aacute;rios da Carta &quot;quando estes tomam medidas em prol do clima que possam afetar as suas expetativas de lucro&quot;.<br />
<br />
<strong>O que &eacute; o&nbsp;Tratado da Carta da Energia?</strong><br />
<br />
O TCE, que entrou em vigor em 1998, &eacute; um acordo que envolve v&aacute;rios pa&iacute;ses europeus e asi&aacute;ticos e estabelece uma coopera&ccedil;&atilde;o no dom&iacute;nio da energia, &quot;destinado a promover a seguran&ccedil;a energ&eacute;tica, atrav&eacute;s de mercados energ&eacute;ticos mais abertos e competitivos, respeitando os princ&iacute;pios do desenvolvimento sustent&aacute;vel e a soberania sobre os recursos energ&eacute;ticos&quot;, diz-se no resumo da legisla&ccedil;&atilde;o dispon&iacute;vel em documentos oficiais da Uni&atilde;o Europeia.<br />
<br />
As duas associa&ccedil;&otilde;es apelam, num comunicado, ao Governo portugu&ecirc;s para que junte a sua voz aos que querem que a UE abandone o tratado. S&atilde;o j&aacute; 428 cientistas e l&iacute;deres clim&aacute;ticos que pedem aos pa&iacute;ses que se retirem do TCE, &quot;um obst&aacute;culo &agrave; transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica&quot;.<br />
<br />
A Zero d&aacute; como exemplo dos malef&iacute;cios do tratado o caso da empresa alem&atilde; de energia Uniper, que, diz, &quot;amea&ccedil;ou interpor um processo judicial ao abrigo do TCE, exigindo uma indemniza&ccedil;&atilde;o de mais de mil milh&otilde;es de euros, quando o Governo holand&ecirc;s decidiu eliminar progressivamente o carv&atilde;o e proibir a produ&ccedil;&atilde;o de energia el&eacute;trica atrav&eacute;s deste recurso, a partir de 2030&quot;.<br />
<br />
<strong>TCE &eacute; imcompat&iacute;vel com o Acordo de Paris</strong><br />
<br />
A Zero e a Troca explicam que o TCE &eacute; incompat&iacute;vel com o Acordo de Paris, de limita&ccedil;&atilde;o de emiss&otilde;es de di&oacute;xido de carbono (CO2), porque protege &quot;muit&iacute;ssimo mais emiss&otilde;es&quot; do que as que a UE pode produzir para impedir o aquecimento global.<br />
<br />
&quot;No TCE, est&atilde;o j&aacute; protegidas, no per&iacute;odo de 2018 at&eacute; 2050, 148 gigatoneladas de CO2 ou equivalente. Ora, para evitar uma subida de 1,5&ordm; C (das temperaturas globais), o volume total de emiss&otilde;es associado &agrave; UE ter&aacute; de ser limitado a 30 gigatoneladas - ou seja, a Uni&atilde;o Europeia apenas poder&aacute; emitir 20% das emiss&otilde;es atualmente protegidas pelo TCE&quot;, explicam as associa&ccedil;&otilde;es.<br />
<br />
A pr&oacute;pria Comiss&atilde;o Europeia considera o TCE ultrapassado, tendo apresentado uma proposta de reforma no in&iacute;cio de 2020, que n&atilde;o avan&ccedil;ou, admitindo mesmo sair, e que a Fran&ccedil;a, a Espanha e o Luxemburgo &quot;j&aacute; demonstraram publicamente o apoio&quot; a uma sa&iacute;da.<br />
<br />
<strong>&Eacute; fundamental e urgente uma sa&iacute;da coordenada dos estados-membros da UE e apelamos ao Governo portugu&ecirc;s para que se coloque na lideran&ccedil;a desse processo. Apelamos ainda a que este tema seja debatido na Assembleia da Rep&uacute;blica e que os partidos nela representados tomem uma posi&ccedil;&atilde;o no mesmo sentido.</strong><br />
<br />
Assine a peti&ccedil;&atilde;o <strong><a href="https://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT106111">aqui</a></strong>&nbsp;<br />
Veja o <strong><a href="https://www.youtube.com/watch?v=H2YnmyZXKV4&amp;feature=emb_title">v&iacute;deo</a></strong>&nbsp;<br />
<strong><a href="https://www.plataforma-troca.org/ ">+ INFO&nbsp;</a></strong>]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c7619</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 15 Feb 2021 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Coelho-bravo: população diminui em zona de caça na ZPE Rios Sabor e Maçãs e medidas de gestão são fundamentais</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/coelho-bravo-populacao-diminui-em-zona-de-caca-na-zpe-rios-sabor-e-macas-e-medidas-de-gestao-sao-fundamentais-2021-02-15/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>Dados da monitoriza&ccedil;&atilde;o de coelho-bravo (<em>Oryctolagus cuniculus</em>) realizada pela Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural no per&iacute;odo 2016-2020 na Zona de Ca&ccedil;a Associativa (ZCA) de Santulh&atilde;o (concelho de Vimioso), localizada na Zona de Prote&ccedil;&atilde;o Especial (ZPE) Rios Sabor e Ma&ccedil;&atilde;s da Rede Natura 2000, revelam que a popula&ccedil;&atilde;o desta esp&eacute;cie diminuiu naquele per&iacute;odo e que a continua&ccedil;&atilde;o da implementa&ccedil;&atilde;o e refor&ccedil;o das medidas de gest&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o de coelho-bravo &eacute; essencial, tendo em conta que esta &eacute; uma esp&eacute;cie em risco.</strong> <br />
<br />
Em dezembro de 2019, a Uni&atilde;o Internacional para a Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza (UICN) reviu o estatuto de amea&ccedil;a do coelho-bravo nas &aacute;reas onde este &eacute; nativo (Portugal, Espanha e Fran&ccedil;a), tendo este passado de &ldquo;Quase Amea&ccedil;ado&rdquo; para &ldquo;Em Perigo&rdquo; de extin&ccedil;&atilde;o, devido &agrave; diminui&ccedil;&atilde;o continuada das suas popula&ccedil;&otilde;es. No Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal, o coelho-bravo est&aacute; classificado como &ldquo;Quase Amea&ccedil;ado&rdquo;, contudo, o seu estatuto poder&aacute; sofrer altera&ccedil;&atilde;o no novo Livro Vermelho dos Mam&iacute;feros de Portugal Continental, cujo projeto que promover&aacute; a sua edi&ccedil;&atilde;o est&aacute; atualmente em desenvolvimento, e para o qual a Palombar contribuiu com dados sobre v&aacute;rias esp&eacute;cies.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Gr&aacute;fico sos coelho.jpg" width="700" height="621" alt="" /><br />
<p class="legenda">Densidade m&eacute;dia (indiv&iacute;duos/ha) de coelho-bravo por m&ecirc;s em 2016 e 2020 na ZCA de Santulh&atilde;o.</p>
<br />
A Palombar realizou, de 2016 a 2020, a monitoriza&ccedil;&atilde;o e gest&atilde;o desta esp&eacute;cie, ao abrigo dos protocolos e metodologias do Projeto SOS Coelho, e com o apoio t&eacute;cnico-cient&iacute;fico de investigadores do Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Biodiversidade e Recursos Gen&eacute;ticos (CIBIO-InBIO), tendo verificado que, apesar das medidas implementadas nesta zona de ca&ccedil;a para promover o aumento da popula&ccedil;&atilde;o de coelho-bravo, tal como a cria&ccedil;&atilde;o de sementeiras, a instala&ccedil;&atilde;o de comedouros e bebedouros e a constru&ccedil;&atilde;o de marou&ccedil;os, o n&uacute;mero de efetivos da esp&eacute;cie registou uma tend&ecirc;ncia decrescente. <br />
<br />
Com o prop&oacute;sito de contribuir para a rede de epidemio-vigil&acirc;ncia do projeto SOS Coelho, desde 2016, a Palombar tamb&eacute;m efetuou o controlo sanit&aacute;rio de coelho-bravo na ZCA de Santulh&atilde;o naquele per&iacute;odo, com o objetivo de detetar a mortalidade deste e da lebre-ib&eacute;rica (<em>Lepus granatensis</em>) relacionadas com a mixomatose e a doen&ccedil;a hemorr&aacute;gica viral (DHV), n&atilde;o tendo encontrado, nesses cinco anos de monitoriza&ccedil;&atilde;o, indiv&iacute;duos afetados por estas patologias.<br />
<br />
Para aprofundar o debate neste &acirc;mbito, a Palombar organizou, em 2017, uma Jornada T&eacute;cnica dedicada ao tema &quot;A nova doen&ccedil;a hemorr&aacute;gica e os seus efeitos nas popula&ccedil;&otilde;es naturais de coelho-bravo&rdquo;, que contou com a participa&ccedil;&atilde;o de gestores e representantes das Associa&ccedil;&otilde;es de Ca&ccedil;adores e Zonas de Ca&ccedil;a locais, associa&ccedil;&otilde;es de conserva&ccedil;&atilde;o da natureza e desenvolvimento sustent&aacute;vel, comunidade cient&iacute;fica e administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica.<br />
<br />
A redu&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o de coelho-bravo na ZCA de Santulh&atilde;o no per&iacute;odo avaliado poder&aacute; dever-se a novos surtos de DHV ainda n&atilde;o identificados e a fatores antr&oacute;picos e condi&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas adversas, nomeadamente falta de chuva nos &uacute;ltimos anos.<br />
<br />
Estes resultados revelam a import&acirc;ncia fulcral de continuar com as a&ccedil;&otilde;es de monitoriza&ccedil;&atilde;o das popula&ccedil;&otilde;es de coelho-bravo na ZCA de Santulh&atilde;o, de forma a compreender melhor as flutua&ccedil;&otilde;es das suas popula&ccedil;&otilde;es reprodutoras a longo prazo. Adicionalmente, &eacute; essencial avaliar a exist&ecirc;ncia de novos surtos da nova estirpe de DHV, bem como dar continuidade &agrave;s medidas de gest&atilde;o do habitat para promover a recupera&ccedil;&atilde;o e conserva&ccedil;&atilde;o desta esp&eacute;cie-chave dos ecossistemas ib&eacute;ricos, um trabalho que continuar&aacute; a ser realizado pela Palombar em 2021. <br />
<br />
<strong>O coelho-bravo</strong> <br />
<br />
O coelho-bravo &eacute; uma esp&eacute;cie cineg&eacute;tica que tem como habitat preferencial as paisagens de mosaico que apresentam tanto zonas fechadas, que funcionam como locais de abrigo, com matos e bosques; como zonas abertas, onde procura alimento, nomeadamente pastagens naturais e artificiais e terrenos agr&iacute;colas. Reproduz-se em tocas durante todo o ano, embora a maioria das ninhadas nas&ccedil;am entre fevereiro e agosto e tem normalmente entre tr&ecirc;s a 12 crias por ninhada (cerca de tr&ecirc;s a sete por ano). Apesar de estar presente em quase todo o territ&oacute;rio nacional, a densidade das suas popula&ccedil;&otilde;es varia de alta, sobretudo no sul do pa&iacute;s, a residual, principalmente no norte.<br />
<br />
Depois de afetadas pela destrui&ccedil;&atilde;o de habitats e por doen&ccedil;as como a mixomatose, desde os anos 50, e a DHV, no final dos anos 80, as popula&ccedil;&otilde;es de coelho-bravo no pa&iacute;s tinham estado a recuperar, no entanto, come&ccedil;aram a diminuir novamente a partir de 2012. Atualmente, o que mais tem afetado as popula&ccedil;&otilde;es de coelho-bravo &eacute; uma segunda estirpe do v&iacute;rus que provoca a DHV, a qual, ao contr&aacute;rio da primeira, afeta tamb&eacute;m os coelhos juvenis. Estima-se, na atualidade, que as popula&ccedil;&otilde;es de coelho-bravo diminuam, em m&eacute;dia, 20% por ano em Portugal.<br />
<br />
A altera&ccedil;&atilde;o do estatuto do coelho-bravo foi realizada pela UICN devido ao registo de uma descida global das suas popula&ccedil;&otilde;es na ordem dos 70% nos &uacute;ltimos anos e &agrave; exist&ecirc;ncia de popula&ccedil;&otilde;es muito fragmentadas.<br />
<br />
O coelho-bravo &eacute; uma presa-chave de v&aacute;rias esp&eacute;cies amea&ccedil;adas, quer de mam&iacute;feros, como o lince-ib&eacute;rico (Lynx pardinus), quer de aves, como a &aacute;guia-de-Bonelli (Aquila fasciata), a &aacute;guia-imperial-ib&eacute;rica (Aquila adalberti) e a &aacute;guia-real (Aquila chrysaetos).<br />
<br />
<strong>O projeto SOS coelho</strong> <br />
<br />
O SOS Coelho foi um projeto nacional coordenado pelo CIBIO-InBIO e pela Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Propriet&aacute;rios e Produtores de Ca&ccedil;a (ANPC) que teve como objetivo recuperar as popula&ccedil;&otilde;es de coelhos selvagens em Portugal e combater a DHV.<br />
<br />
No &acirc;mbito deste projeto, foi implementado um conjunto de a&ccedil;&otilde;es concertadas que permitiram compreender melhor a etiologia, a biologia e o impacto da nova estirpe da doen&ccedil;a hemorr&aacute;gica viral sobre as popula&ccedil;&otilde;es de coelho-bravo, bem como identificar solu&ccedil;&otilde;es para assegurar a conserva&ccedil;&atilde;o desta esp&eacute;cie, que &eacute; fundamental para o equil&iacute;brio dos ecossistemas mediterr&acirc;nicos ib&eacute;ricos.<br />
<br />
Atualmente, o projeto <strong>+ Coelho</strong>, coordenado pelo Instituto Nacional de Investiga&ccedil;&atilde;o Agr&aacute;ria e Veterin&aacute;ria (INIAV), d&aacute; continuidade &agrave;s a&ccedil;&otilde;es do SOS Coelho, com o prop&oacute;sito de promover o controlo sanit&aacute;rio, recupera&ccedil;&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o desta esp&eacute;cie em Portugal.&nbsp;]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Tue, 02 Feb 2021 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Dia Mundial das Zonas Húmidas destaca importância vital destas áreas para a disponibilização de água potável</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/dia-mundial-das-zonas-humidas-destaca-importancia-vital-destas-areas-para-a-disponibilizacao-de-agua-potavel-2021-02-02/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A campanha de 2021 do Dia Mundial das Zonas H&uacute;midas, 2 de fevereiro, destaca a contribui&ccedil;&atilde;o destas &aacute;reas para o fornecimento e qualidade da &aacute;gua doce. As zonas h&uacute;midas s&atilde;o essenciais para que haja &aacute;gua pot&aacute;vel dispon&iacute;vel e s&atilde;o vitais para a vida, bem-estar humano e animal e para a sa&uacute;de do planeta.</strong><br />
<br />
Atualmente, enfrentamos, a n&iacute;vel mundial, uma crescente crise de &aacute;gua pot&aacute;vel que amea&ccedil;a todas as formas de vida na Terra. Usamos mais &aacute;gua doce do que a Natureza pode repor e estamos a destruir os ecossistemas dos quais a &aacute;gua e toda a vida dependem - as zonas h&uacute;midas. Este dia serve como um grito de alerta para as amea&ccedil;as que enfrentam estes habitats.<br />
<br />
<strong>Conven&ccedil;&atilde;o de Ramsar: o primeiro tratado internacional sobre conserva&ccedil;&atilde;o</strong><br />
<br />
A cria&ccedil;&atilde;o do Dia Mundial das Zonas H&uacute;midas est&aacute; relacionada com a Conven&ccedil;&atilde;o sobre as Zonas H&uacute;midas, tamb&eacute;m conhecida por Conven&ccedil;&atilde;o de Ramsar, relativa &agrave; conserva&ccedil;&atilde;o e ao uso sustent&aacute;vel das Zonas H&uacute;midas, a qual foi assinada no dia 2 de fevereiro de 1971, na cidade iraniana de Ramsar. Esta conven&ccedil;&atilde;o entrou em vigor em 1975 e conta atualmente com 169 pa&iacute;ses em todos os continentes. O Estado Portugu&ecirc;s assinou a Conven&ccedil;&atilde;o sobre as Zonas H&uacute;midas em 1980, tendo esta sido ratificada a 24 de novembro desse mesmo ano e entrado em vigor no dia 24 de mar&ccedil;o de 1981. O Dia Mundial das Zonas H&uacute;midas foi celebrado pela primeira vez em 1997.<br />
<br />
A Conven&ccedil;&atilde;o de Ramsar, considerada o primeiro tratado internacional sobre conserva&ccedil;&atilde;o, tem como objetivo conservar e proteger as Zonas H&uacute;midas e os seus recursos, incluindo as aves aqu&aacute;ticas e os peixes. Atualmente, os pa&iacute;ses que ratificaram a Conven&ccedil;&atilde;o definiram j&aacute; 2 200 S&iacute;tios de import&acirc;ncia internacional para prote&ccedil;&atilde;o desses habitats, os quais s&atilde;o denominados por S&iacute;tios Ramsar, cobrindo um total de 215 247,837 ha.<br />
<br />
<strong>O que s&atilde;o as Zonas H&uacute;midas?</strong><br />
<br />
As chamadas Zonas H&uacute;midas referem-se a todos os ambientes aqu&aacute;ticos do interior e &agrave; zona costeira marinha. S&atilde;o, desta forma, de acordo com a Conven&ccedil;&atilde;o de Ramsar, &quot;zonas de p&acirc;ntano, charco, turfeira ou &aacute;gua, natural ou artificial, permanente ou tempor&aacute;ria, com &aacute;gua estagnada ou corrente, doce, salobra ou salgada, incluindo &aacute;guas marinhas cuja profundidade na mar&eacute; baixa n&atilde;o exceda os seis metros&quot;. As Zonas H&uacute;midas podem tamb&eacute;m &ldquo;incluir zonas ribeirinhas ou costeiras a elas adjacentes, assim como ilh&eacute;us ou massas de &aacute;gua marinha com uma profundidade superior a seis metros em mar&eacute; baixa, integradas dentro dos limites da zona h&uacute;mida&rdquo;.<br />
<br />
<strong>S&iacute;tios Ramsar: o que s&atilde;o?</strong><br />
<br />
Os S&iacute;tios de import&acirc;ncia internacional, ou S&iacute;tios Ramsar, que foram definidos no &acirc;mbito da Conven&ccedil;&atilde;o de Ramsar, s&atilde;o habitats reconhecidos como Zonas H&uacute;midas que cumprem crit&eacute;rios de representatividade desses ecossistemas, de biodiversidade de fauna e flora e de import&acirc;ncia para a conserva&ccedil;&atilde;o de aves aqu&aacute;ticas e peixes. Portugal criou, at&eacute; ao momento, 31 S&iacute;tios Ramsar em territ&oacute;rio continental e no Arquip&eacute;lago dos A&ccedil;ores.<br />
<br />
Estu&aacute;rio do Tejo, Ria Formosa, Paul de Arzila, Paul da Madriz, Paul do Boquilobo, Lagoa de Albufeira, Estu&aacute;rio do Sado, Lagoas de Santo Andr&eacute; e da Sancha, Ria de Alvor, Sapais de Castro Marim, Paul de Tornada, Paul do Taipal, Planalto Superior da Serra da Estrela, Parte Superior do Rio Z&ecirc;zere, Polje de Mira Minde e nascentes relacionadas, Lagoas de Bertiandos e de S. Pedro de Arcos e Estu&aacute;rio do Mondego foram dos primeiros S&iacute;tios Ramsar criados em Portugal.<br />
<br />
<strong>Qual &eacute; a import&acirc;ncia das Zonas H&uacute;midas?</strong><br />
<br />
As Zonas H&uacute;midas s&atilde;o ecossistemas &uacute;nicos e complexos que s&atilde;o fundamentais para assegurar servi&ccedil;os naturais absolutamente essenciais &agrave; vida na Terra: promovem a filtragem das &aacute;guas, fornecem &aacute;gua pot&aacute;vel, garantem a produ&ccedil;&atilde;o alimentar, mant&ecirc;m o equil&iacute;brio dos v&aacute;rios ecossistemas, protegem a biodiversidade, bem como as linhas de costa, sendo igualmente uma pe&ccedil;a-chave para atenuar os efeitos das altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas.<br />
<br />
<strong>Zonas H&uacute;midas: principais amea&ccedil;as</strong><br />
<br />
As principais amea&ccedil;as &agrave;s Zonas H&uacute;midas s&atilde;o a polui&ccedil;&atilde;o, principalmente com origem nos aglomerados urbanos, setor industrial e agricultura intensiva, com recurso a fertilizantes e pesticidas; inc&ecirc;ndios florestais, que promovem a eros&atilde;o, a destrui&ccedil;&atilde;o da vegeta&ccedil;&atilde;o ribeirinha e a artificializa&ccedil;&atilde;o das margens dos cursos de &aacute;gua; esp&eacute;cies invasoras; drenagem; constru&ccedil;&atilde;o ilegal e atividades recreativas, e ainda o uso de chumbo em muni&ccedil;&otilde;es, que, al&eacute;m de poderem contaminar a &aacute;gua, afetam gravemente as aves aqu&aacute;ticas. <br />
<br />
<strong><a href="https://www.worldwetlandsday.org/ ">+ INFO&nbsp;</a></strong>]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c762f</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 01 Feb 2021 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Documentário sensibiliza para importância de proteger o tartaranhão-caçador e os serviços que presta aos ecossistemas</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/documentario-sensibiliza-para-importancia-de-proteger-o-tartaranhao-cacador-e-os-servicos-que-presta-aos-ecossistemas-2021-02-01/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>No &acirc;mbito do projeto &ldquo;Reconecta-te &agrave; Natureza - As aves fazem mais do que cantar&rdquo;, a organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental de ambiente Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural produziu o v&iacute;deo/document&aacute;rio de curta metragem &ldquo;Proteger a rapina das searas&rdquo;, que pretende sensibilizar a comunidade em geral e os agricultores em particular para a import&acirc;ncia de proteger o tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador (<em>Circus pygargus</em>), uma ave de rapina migradora que tem um estatuto de amea&ccedil;a &ldquo;Em perigo&rdquo; de extin&ccedil;&atilde;o em Portugal e cujas popula&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m registado um decl&iacute;nio continuado no territ&oacute;rio nacional. Este v&iacute;deo tamb&eacute;m visa alertar para as amea&ccedil;as que colocam esta esp&eacute;cie em risco e destacar os servi&ccedil;os que presta para os ecossistemas.</strong><br />
<br />
Que ave &eacute; esta? De onde vem? Em que territ&oacute;rio habita? Que amea&ccedil;as enfrenta? Quais s&atilde;o os servi&ccedil;os que presta para os ecossistemas e os agricultores? Como a podemos proteger? Com foco nesta rapina das searas, o v&iacute;deo responde a estas e a muitas outras quest&otilde;es relacionadas com a esp&eacute;cie e centra-se num territ&oacute;rio, o Planalto Mirand&ecirc;s, um dos &uacute;ltimos redutos para as aves estep&aacute;rias no norte de Portugal. Um dos prop&oacute;sitos &eacute; revelar como o tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador contribui para assegurar a produtividade dos campos cereal&iacute;feros e o equil&iacute;brio dos ecossistemas, atrav&eacute;s dos servi&ccedil;os que oferece para o meio ambiente, que s&atilde;o muitos. <br />
<br />
O v&iacute;deo alerta igualmente para uma das principais amea&ccedil;as para esta ave, a atividade da ceifa, e para a necessidade de implementar, em colabora&ccedil;&atilde;o com as comunidades locais e os produtores agr&iacute;colas, medidas que promovam a sua prote&ccedil;&atilde;o e conserva&ccedil;&atilde;o nos terrenos cultivados com cereais.<br />
<br />
O v&iacute;deo sublinha ainda a import&acirc;ncia de estudar e obter mais informa&ccedil;&otilde;es sobre a popula&ccedil;&atilde;o de tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador que ocorre no Planalto Mirand&ecirc;s, com o prop&oacute;sito de aumentar o conhecimento sobre esta e contribuir com dados sistematizados para a defini&ccedil;&atilde;o de medidas de conserva&ccedil;&atilde;o, prote&ccedil;&atilde;o e gest&atilde;o da esp&eacute;cie nessa regi&atilde;o mais eficazes e baseadas na evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica.<br />
<br />
Ver o v&iacute;deo&nbsp;<strong><a href="https://www.youtube.com/watch?v=2UjIxg2BHMk">aqui</a></strong>.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Still de v&iacute;deo 2 - tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador.png" width="1000" height="625" alt="" /><br />
<p class="legenda">Still de v&iacute;deo. Tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador. Cr&eacute;dito Gon&ccedil;alo Mota.</p>
<strong><br />
Projeto vai criar Rede de Amigos do Tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador</strong> <br />
<br />
O projeto &ldquo;Reconecta-te &agrave; Natureza - As aves fazem mais do que cantar&rdquo; tamb&eacute;m prev&ecirc; a implementa&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es no seu territ&oacute;rio de interven&ccedil;&atilde;o, a Comunidade Intermunicipal Terras de Tr&aacute;s-os-Montes (CIM-TTM), com vista &agrave; identifica&ccedil;&atilde;o e monitoriza&ccedil;&atilde;o de ninhos de tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador para promover a sua prote&ccedil;&atilde;o e sucesso reprodutivo, em estreita colabora&ccedil;&atilde;o com os agricultores locais, com o intuito de criar uma &ldquo;Rede de Amigos do Tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador&quot;. <br />
<br />
<strong>Sobre o projeto &ldquo;Reconecta-te &agrave; Natureza - As aves fazem mais do que cantar&rdquo;</strong><br />
<br />
O projeto &ldquo;Reconecta-te &agrave; Natureza - as aves fazem mais do que cantar&rdquo;, o qual &eacute; financiado pelo Fundo Ambiental &ndash; Minist&eacute;rio do Ambiente e da A&ccedil;&atilde;o Clim&aacute;tica&rdquo;, tem como principal objetivo sensibilizar a comunidade para os servi&ccedil;os fundamentais prestados pela avifauna aos ecossistemas, com o prop&oacute;sito de informar sobre a sua import&acirc;ncia e papel vital e alertar para os problemas que t&ecirc;m provocado o decl&iacute;nio de v&aacute;rias esp&eacute;cies de aves associadas aos ecossistemas agr&iacute;colas.<br />
<br />
O projeto tem como foco dois grupos de avifauna: os passeriformes e as aves de rapina. No caso dos passeriformes, aborda os servi&ccedil;os que estes prestam para os ecossistemas associados a hortas, pomares e florestas; e, no que se refere &agrave;s rapinas, as a&ccedil;&otilde;es incidem sobre esp&eacute;cies diurnas ligadas ao habitat das searas, tendo o tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador (<em>Circus pygargus</em>) como esp&eacute;cie bandeira, e noturnas, associadas &agrave;s quintas, apresentando como esp&eacute;cie de destaque a coruja-das-torres (<em>Tyto alba</em>).<br />
<br />
<strong><a href="http:// www.palombar.pt/pt/projetos/reconecta-te-a-natureza-2020">+ INFO</a></strong>]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c7638</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Wed, 27 Jan 2021 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>O eucalipto não tem lugar no HotSpot de Biodiversidade</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/o-eucalipto-nao-tem-lugar-no-hotspot-de-biodiversidade-2021-01-27/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A equipa da Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural est&aacute; a realizar a&ccedil;&otilde;es de elimina&ccedil;&atilde;o e controlo de eucaliptos (<em>Eucalyptus globulus</em>)  nos terrenos do HotSpot de Biodiversidade com o objetivo de remover esta esp&eacute;cie nociva dos solos e promover a floresta aut&oacute;ctone, atrav&eacute;s da planta&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rias esp&eacute;cies nativas como o zimbro, esp&eacute;cies do g&eacute;nero Quercus, freixo, entre outras.</strong><br />
<br />
O eucalipto, origin&aacute;rio da Austr&aacute;lia,  &eacute; uma esp&eacute;cie invasora muito prejudicial. O eucalipto promove &ldquo;uma dram&aacute;tica redu&ccedil;&atilde;o da biodiversidade do territ&oacute;rio&rdquo; e provoca &ldquo;aut&ecirc;nticos desertos &agrave; sua volta&rdquo;, concluiu o estudo &quot;Inhibitory effects of Eucalyptus globulus on understorey plant growth and species richness are greater in non&#8208;native regions&quot; publicado na revista Global Ecology and Biogeography em 2017.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/5.jpg" width="630" height="969" alt="" /><br />
<p class="legenda">Controlo de eucaliptos nos terrenos do HotSpot de Biodiversidade. Fotografia Palombar.</p>
<br />
As subst&acirc;ncias qu&iacute;micas presentes nas folhas dos eucaliptos impedem o crescimento das ra&iacute;zes de outras esp&eacute;cies nativas, mostrou a investiga&ccedil;&atilde;o. Adicionalmente, o eucalipto consome &aacute;gua em excesso e contribui de forma significativa para a propaga&ccedil;&atilde;o de inc&ecirc;ndios. Em Portugal, esta esp&eacute;cie foi introduzida com foco na ind&uacute;stria, sendo o seu cultivo em monocultura destinado sobretudo &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de pasta para papel.<br />
<br />
O HotSpot de Biodiversidade &eacute; um projeto da AEPGA - Associa&ccedil;&atilde;o para o Estudo e Prote&ccedil;&atilde;o do Gado Asinino desenvolvido em parceria com a Palombar que tem como grande objetivo restaurar e promover a salvaguarda da biodiversidade no S&iacute;tio de Import&acirc;ncia Comunit&aacute;ria Rios Sabor e Ma&ccedil;&atilde;s, abrangido pelos concelhos de Vimioso e Mogadouro, atrav&eacute;s da cria&ccedil;&atilde;o de uma micro-reserva onde ser&atilde;o aplicadas medidas de conserva&ccedil;&atilde;o em habitats priorit&aacute;rios, restauro ecol&oacute;gico em &aacute;reas artificializadas e campanhas de educa&ccedil;&atilde;o ambiental.<br />
<br />
+ INFO sobre o projeto www.hotspotbiodiversidade.aepga.pt&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c763f</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Sat, 23 Jan 2021 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Petição quer acabar com monopólio das patentes de sementes e animais</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/peticao-quer-acabar-com-monopolio-das-patentes-de-sementes-e-animais-2021-01-23/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>O movimento internacional &quot;NO PATENTS ON SEEDS!&quot; lan&ccedil;ou recentemente uma peti&ccedil;&atilde;o contra a exist&ecirc;ncia de patentes de plantas e animais. A peti&ccedil;&atilde;o exige que o European Patent Office (EPO) implemente medidas urgentes para proteger os agricultores, os criadores e a biodiversidade, e para acabar com o monop&oacute;lio de patentes sobre sementes e animais.</strong><br />
<br />
As organiza&ccedil;&otilde;es membros do &quot;NO PATENTS ON SEEDS!&quot; est&atilde;o preocupadas com o n&uacute;mero crescente de patentes de sementes e animais de consumo humano e com o seu impacto sobre a agricultura, a pecu&aacute;ria, o meio ambiente e a diversidade de fauna e flora.<br />
<br />
Enquanto n&atilde;o houver uma solu&ccedil;&atilde;o para este problema, o movimento defende que deve haver uma morat&oacute;ria dos pedidos de patentes que est&atilde;o a decorrer na Uni&atilde;o Europeia para travar a sua concess&atilde;o.<br />
<br />
<strong>A conserva&ccedil;&atilde;o de variedades de sementes tradicionais &eacute; fundamental para promover a biodiversidade e o equil&iacute;brio dos ecossistemas</strong> <br />
<br />
Todos os anos, a Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural faz sementeiras de variedades tradicionais de cereais &ndash; trigo barbela e ser&ocirc;dio &ndash; e de leguminosas &ndash; garroba &ndash;, em Modo de Produ&ccedil;&atilde;o Biol&oacute;gico, para alimentar pombos e outras esp&eacute;cies-presa de fauna selvagem, como o coelho-bravo e a perdiz-vermelha. As sementes s&atilde;o compradas pela Palombar aos produtores locais, pelo que, al&eacute;m de contribuirmos para promover a biodiversidade, fomentamos a economia circular e sustent&aacute;vel.<br />
<br />
Patentes n&atilde;o! A biodiversidade n&atilde;o pertence a ningu&eacute;m!<br />
A Palombar j&aacute; subscreveu!<br />
Assina a peti&ccedil;&atilde;o <strong><a href="https://www.no-patents-on-seeds.org/en/activities/petition">aqui</a></strong>.<br />
<strong><a href="https://www.no-patents-on-seeds.org/en/news/petition ">+ INFO</a></strong><br />]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c7645</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 14 Jan 2021 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Borrachos dos pombais geridos pela Palombar em breve darão os primeiros voos</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/borrachos-dos-pombais-geridos-pela-palombar-em-breve-darao-os-primeiros-voos-2021-01-14/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>T&atilde;o importante quanto recuperar e conservar os pombais tradicionais &eacute; assegurar o seu repovoamento com pombos saud&aacute;veis e a sua manuten&ccedil;&atilde;o e controlo sanit&aacute;rio, um trabalho realizado pela Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural em todos os pombais intervencionados.</strong><br />
<br />
O repovoamento dos pombais &eacute; realizado com pombos-da-rocha (<em>Columbia livia</em>) e as aves, al&eacute;m de receberem alimento e &aacute;gua, s&atilde;o alvo de cuidados de higiene e veterin&aacute;rios para assegurar a sua sa&uacute;de e &oacute;timo desenvolvimento. Estes borrachos nascidos em janeiro de 2021 est&atilde;o em pleno crescimento e em breve dar&atilde;o os primeiros voos.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Borrachos Eggar Veiga.jpg" width="893" height="620" alt="" /><br />
<p class="legenda">Borrachos nascidos em janeiro de 2021 num pompal tradicional gerido pela Palombar.</p>
<br />
Os pombais tradicionais, para al&eacute;m de serem um &iacute;cone da arquitetura vernacular e das paisagens do Nordeste Transmontano, onde se destacam com o seu branco luminoso e as suas estruturas peculiares no cimo de montes e vales, contribuem de forma significativa para a promo&ccedil;&atilde;o e conserva&ccedil;&atilde;o da biodiversidade.<br />
<br />
Os pombos fazem parte da dieta de v&aacute;rias esp&eacute;cies de aves de rapina amea&ccedil;adas em Portugal, como &eacute; o caso da &aacute;guia-de-Bonelli (<em>Aquila fasciata</em>), do a&ccedil;or (<em>Accipiter gentilis</em>) e do falc&atilde;o-peregrino (<em>Falco peregrinus</em>), entre outras. Asseguram, assim, o sucesso reprodutor destas esp&eacute;cies e o aumento das suas popula&ccedil;&otilde;es. Estas edifica&ccedil;&otilde;es constituem igualmente um abrigo para v&aacute;rias esp&eacute;cies de fauna selvagem, entre as quais osgas, lagartixas, insetos e leir&otilde;es.<br />
<br />
O trabalho de recupera&ccedil;&atilde;o, repovoamento e manuten&ccedil;&atilde;o de pombais &eacute; realizado pela Palombar no &acirc;mbito de v&aacute;rios projetos e parcerias, nomeadamente atrav&eacute;s de a&ccedil;&otilde;es desenvolvidas pela organiza&ccedil;&atilde;o enquanto membro do Grupo Nordeste e parceira do projeto LIFE Rupis. &nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c764b</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 28 Dec 2020 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Palombar defende declaração do estado de "Emergência Climática" em Portugal</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/palombar-defende-declaracao-do-estado-de-emergencia-climatica-em-portugal-2020-12-28/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural junta-se &agrave; associa&ccedil;&atilde;o ZERO - Associa&ccedil;&atilde;o Sistema Terrestre Sustent&aacute;vel e ao movimento Parents For Future Portugal na defesa da &quot;Declara&ccedil;&atilde;o de Emerg&ecirc;ncia Clim&aacute;tica&quot; em Portugal.</strong><br />
<br />
No dia 12 de dezembro, no &acirc;mbito do 5.&ordm; Anivers&aacute;rio do Acordo de Paris, na abertura da Cimeira da Ambi&ccedil;&atilde;o Clim&aacute;tica 2020, o Secret&aacute;rio-Geral das Na&ccedil;&otilde;es Unidas, Ant&oacute;nio Guterres, apelou a todos os l&iacute;deres mundiais para que declarem &ldquo;um estado de emerg&ecirc;ncia clim&aacute;tica nos seus pa&iacute;ses, at&eacute; que a neutralidade carb&oacute;nica seja alcan&ccedil;ada&rdquo;.<br />
<br />
A declara&ccedil;&atilde;o do estado de &ldquo;Emerg&ecirc;ncia Clim&aacute;tica&rdquo; pelo Governo portugu&ecirc;s representar&aacute; o reconhecimento indubit&aacute;vel de que, apesar da grande crise atual de sa&uacute;de p&uacute;blica, a maior amea&ccedil;a deste s&eacute;culo com custos dram&aacute;ticos para todos os portugueses e para toda a humanidade e o planeta, em particular para as pr&oacute;ximas gera&ccedil;&otilde;es, s&atilde;o as altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas.<br />
<br />
Veja o <strong><a href="https://parentsforfuture.pt/EmergenciaClimatica-PT.m4v">v&iacute;deo</a></strong>.&nbsp;&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c7653</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 28 Dec 2020 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Palombar recebe donativo de campanha pela proteção da natureza</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/palombar-recebe-donativo-de-campanha-pela-protecao-da-natureza-2020-12-28/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A artista pl&aacute;stica <a href="http://www.inesquente.com"><strong>In&ecirc;s Quente</strong></a> lan&ccedil;ou, durante o m&ecirc;s de dezembro de 2020, a &quot;Campanha Prote&ccedil;&atilde;o da Natureza&quot;, que permitiu fazer um donativo a uma organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental de ambiente (ONGA), atrav&eacute;s da venda de postais da sua autoria.</strong><br />
<br />
A Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural foi a ONGA escolhida, entre quatro, para receber o donativo. Todos os que compraram os postais da artista pl&aacute;stica In&ecirc;s Quente beneficiaram diretamente as a&ccedil;&otilde;es de conserva&ccedil;&atilde;o da natureza implementadas pela Palombar.<br />
<br />
Endere&ccedil;amos um agradecimento muito especial &agrave; In&ecirc;s Quente e a todos os que contribu&iacute;ram para esta campanha!<br />
<br />
Em nome de toda a equipa da Palombar]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c7658</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Wed, 09 Dec 2020 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Projeto Sentinelas: livro revela estratégias de combate ao furtivismo no país e aborda procedimentos do novo protocolo do Programa Antídoto Portugal</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/projeto-sentinelas-livro-revela-estrategias-de-combate-ao-furtivismo-no-pais-e-aborda-procedimentos-do-novo-protocolo-do-programa-antidoto-portugal-2020-12-09/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>O livro (e-book) &ldquo;Estrat&eacute;gias de Combate ao Uso Ilegal de Venenos em Portugal&rdquo;, editado pela organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental de ambiente Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, no &acirc;mbito do projeto Sentinelas &ndash; Rede de Monitoriza&ccedil;&atilde;o de Amea&ccedil;as para a Fauna Silvestre, acaba de ser lan&ccedil;ado publicamente e revela as estrat&eacute;gias atuais de combate ao furtivismo no pa&iacute;s, com foco na luta contra o uso ilegal de venenos, abordando tamb&eacute;m todos os procedimentos que constam do Novo Protocolo do Programa Ant&iacute;doto Portugal. O livro est&aacute; dispon&iacute;vel gratuitamente no site da Palombar (<a href="http://palombar.pt/pt/projetos/rede-de-monitorizacao-de-ameacas-para-a-fauna-silvestre-2020/">www.palombar.pt</a>) e do projeto Sentinelas (<a href="http://sentinelas.pt/pt/conteudos/">www.sentinelas.pt</a>).</strong><br />
<br />
A obra, que apresenta v&aacute;rios dados estat&iacute;sticos e informa&ccedil;&atilde;o relevante sobre a luta contra o furtivismo em Portugal e tamb&eacute;m no norte de Espanha, debru&ccedil;a-se sobre as a&ccedil;&otilde;es implementadas no contexto dos projetos LIFE Imperial e LIFE Rupis no combate a esta amea&ccedil;a, o funcionamento do Sistema de Monitoriza&ccedil;&atilde;o de Lobos Mortos (SMLM), a import&acirc;ncia do exame p&oacute;s-morte em casos de envenenamento, os procedimentos do Novo Protocolo do Programa Ant&iacute;doto Portugal, a atua&ccedil;&atilde;o dos bin&oacute;mios de dete&ccedil;&atilde;o de veneno da GNR, o projeto Sentinelas - Rede de Monitoriza&ccedil;&atilde;o de Amea&ccedil;as para a Fauna Silvestre e a rede contra o furtivismo implementada no norte de Espanha.<br />
<br />
Com pref&aacute;cio da Sr.&ordf; Procuradora da Rep&uacute;blica Elisabete Matos, e coordena&ccedil;&atilde;o e autoria de Jo&atilde;o Santos, coordenador geral e cient&iacute;fico do projeto Sentinelas, In&ecirc;s Barroso, coordenadora do Programa Ant&iacute;doto Portugal/Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas (ICNF), Jos&eacute; Pereira, presidente da Palombar e coordenador t&eacute;cnico do projeto Sentinelas e Patricia Mateo Tom&aacute;s, investigadora da Universidade de Oviedo, em Espanha, o livro conta com a coautoria e colabora&ccedil;&atilde;o de Liliana Barosa, da Liga para a Protec&ccedil;&atilde;o da Natureza (LPN), Julieta Costa, da Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), Virg&iacute;nia Pimenta, do ICNF, Isabel Pires e Justina Prada, da Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro (UTAD)/Laborat&oacute;rio de Histologia e Anatomia Patol&oacute;gica da UTAD e 1.&ordm; Sargento Pedro Figueiras, do Grupo de Interven&ccedil;&atilde;o Cinot&eacute;cnico da Guarda Nacional Republicana. <br />
<br />
&ldquo;Identifica-se, nestas p&aacute;ginas, a circunst&acirc;ncia, aparentemente universal, de as sociedades disporem hoje de edif&iacute;cios jur&iacute;dicos completos, mas de n&atilde;o lograrem um n&iacute;vel satisfat&oacute;rio de aplica&ccedil;&atilde;o da legisla&ccedil;&atilde;o relativa &agrave; defesa do Ambiente e, em particular, &agrave; defesa da Natureza e Biodiversidade. Dedicada a publica&ccedil;&atilde;o ao tema do uso de venenos contra a fauna selvagem, ressalta, tamb&eacute;m, da sua leitura, a dificuldade de dete&ccedil;&atilde;o do il&iacute;cito, desde logo porque os animais envenenados pelo homem se refugiam para morrer, talvez junto &agrave; &aacute;gua, mas longe das pessoas. A publica&ccedil;&atilde;o mais nos sugere que, entre n&oacute;s, os n&iacute;veis de esclarecimento do crime contra a fauna selvagem rondam a nulidade, nos casos que, ainda assim, pese as cifras negras, t&ecirc;m sido detetados. &Eacute; um estado de coisas que estar&aacute; nas nossas m&atilde;os ultrapassar&rdquo;, destaca a Procuradora da Rep&uacute;blica Elisabete Matos no pref&aacute;cio do livro. <br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Livro capa.jpg" width="1124" height="1687" alt="" /><br />
<p class="legenda">Capa do livro</p>
<br />
Esta obra agora editada foi produzida na sequ&ecirc;ncia da realiza&ccedil;&atilde;o da Jornada T&eacute;cnica &ldquo;Estrat&eacute;gias de Combate ao Uso Ilegal de Venenos em Portugal&rdquo;, organizada pela Palombar, no contexto do projeto Sentinelas (www.sentinelas.pt), em colabora&ccedil;&atilde;o com o ICNF, e com o apoio do Parque Nacional da Peneda-Ger&ecirc;s (PNPG), no dia 12 de dezembro de 2019, no Audit&oacute;rio do Centro de Educa&ccedil;&atilde;o Ambiental do Vidoeiro, Vila do Ger&ecirc;s. Esta Jornada T&eacute;cnica reuniu as principais entidades envolvidas no combate ao uso ilegal de venenos e outras formas de furtivismo em Portugal. <br />
<br />
&ldquo;A presente publica&ccedil;&atilde;o d&aacute;-nos esperan&ccedil;a. Dela se pode extrair a complementaridade das interven&ccedil;&otilde;es da Administra&ccedil;&atilde;o, das ONG, da comunidade cient&iacute;fica, da pol&iacute;cia e do titular da a&ccedil;&atilde;o penal, da vantagem da coopera&ccedil;&atilde;o internacional, do trabalho conjunto j&aacute; realizado, a augurar mais-valias para o futuro. Retira-se, tamb&eacute;m, a especificidade do conhecimento das diferentes entidades, do que resulta que todas podem e devem ser mobilizadas para o esclarecimento dos casos. Resulta tamb&eacute;m que, para esse esclarecimento, em particular em mat&eacute;ria de envenenamento, dispomos de meios de atua&ccedil;&atilde;o in loco, de robusta interpreta&ccedil;&atilde;o pericial e de um modelo de atua&ccedil;&atilde;o orientador das investiga&ccedil;&otilde;es, o protocolo de atua&ccedil;&atilde;o do Programa Ant&iacute;doto, em cuja revis&atilde;o a Procuradoria-Geral da Rep&uacute;blica foi par&rdquo;, sublinha ainda a Procuradora da Rep&uacute;blica Elisabete Matos, no pref&aacute;cio do livro.<br />
<br />
<strong>Projeto Sentinelas refor&ccedil;ado para criar rede de monitoriza&ccedil;&atilde;o de amea&ccedil;as para a fauna silvestre <br />
</strong><br />
Em setembro de 2020, o Fundo Ambiental - Minist&eacute;rio do Ambiente e da A&ccedil;&atilde;o Clim&aacute;tica aprovou o projeto &quot;Avalia&ccedil;&atilde;o da Vulnerabilidade da Fauna Silvestre ao Uso Ilegal de Venenos e Refor&ccedil;o da Rede de Sentinelas contra o Furtivismo&quot; da Palombar, desenvolvido em parceria com a Universidade de Oviedo (Espanha), o qual veio refor&ccedil;ar e integrar o projeto Sentinelas. Este refor&ccedil;o permitir&aacute; criar uma rede abrangente e robusta para a dete&ccedil;&atilde;o de amea&ccedil;as contra esp&eacute;cies de fauna silvestre relacionadas com o furtivismo em Portugal, englobando ferramentas e m&eacute;todos interdisciplinares para monitoriza&ccedil;&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o de riscos neste &acirc;mbito. Desta forma, o projeto Sentinelas passou a denominar-se, em setembro de 2020, Sentinelas - Rede de Monitoriza&ccedil;&atilde;o de Amea&ccedil;as para a Fauna Silvestre.<br />
&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c7662</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Wed, 25 Nov 2020 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Documentário "Douro Internacional - A Fronteira Selvagem" destaca trabalho realizado pela Palombar</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/documentario-douro-internacional-a-fronteira-selvagem-destaca-trabalho-realizado-pela-palombar-2020-11-25/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[O document&aacute;rio &quot;Douro Internacional - A Fronteira Selvagem&quot; emitido no dia 22 de novembro de 2020, na RTP1, destaca o trabalho desenvolvido pela Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural em territ&oacute;rios do Parque Natural do Douro Internacional (PNDI) para promover o restauro e manuten&ccedil;&atilde;o de pombais tradicionais, no &acirc;mbito do LIFE Rupis e de outros projetos, com vista a assegurar n&atilde;o s&oacute; a preserva&ccedil;&atilde;o da arquitetura rural tradicional, como a conserva&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rias esp&eacute;cies de animais selvagens amea&ccedil;adas e protegidas, nomeadamente a &aacute;guia-de-Bonelli e o britango.<br />
<br />
<strong>Sinopse</strong><br />
&quot;No Nordeste de Portugal, onde um dos grandes rios da Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica entra em territ&oacute;rio Portugu&ecirc;s, est&aacute; uma das regi&otilde;es mais selvagens e in&oacute;spitas do nosso pa&iacute;s. O Rio Douro cravou o seu lugar por entre o planalto transmontano, formando as grandes escarpas que se erguem do seu leito. Esta fant&aacute;stica e deslumbrante paisagem &eacute; hoje o lar de algumas das nossas esp&eacute;cies de animais mais ic&oacute;nicas e amea&ccedil;adas, e grande parte dela constitui o magn&iacute;fico Parque Natural do Douro Internacional. Fique a conhecer o Douro selvagem como nunca antes&quot;.<br />
Fonte: RTP<br />
<br />
Veja o document&aacute;rio <strong><a href="https://www.rtp.pt/play/p7979/douro-internacional-a-fronteira-selvagem ">aqui</a></strong>.<br />]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c7668</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 13 Nov 2020 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Palombar participa no XIX Encontro Nacional de Ecologia com duas comunicações </title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/palombar-participa-no-xix-encontro-nacional-de-ecologia-com-duas-comunicacoes-2020-11-13/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural vai participar no XIX Encontro Nacional de Ecologia com duas comunica&ccedil;&otilde;es orais. O evento, em formato virtual, decorre entre os dias 9 e 12 de dezembro, subordinado ao tema &quot;Desafios para a nova d&eacute;cada&quot;.</strong><br />
<br />
A comunica&ccedil;&atilde;o intitulada &quot;Campos de alimenta&ccedil;&atilde;o suplementar: uma ferramenta para a conserva&ccedil;&atilde;o das aves necr&oacute;fagas amea&ccedil;adas&quot;, da autoria de Iv&aacute;n Guti&eacute;rrez, Jo&atilde;o P.V. Santos, Am&eacute;rico Guedes, Miguel N&oacute;voa e Jos&eacute; Pereira, ser&aacute; apresentada na &aacute;rea tem&aacute;tica &quot;Biodiversidade e Ecossistemas&quot;, na modalidade de &ldquo;Comunica&ccedil;&atilde;o Oral Flash&rdquo;.<br />
<br />
J&aacute; a comunica&ccedil;&atilde;o intitulada &quot;Are farmers&rsquo; perceptions of scavengers influenced by the different implementation of EU sanitary regulations?&rdquo;, da autoria de F&aacute;tima Dom&iacute;nguez Gigante, Jo&atilde;o P.V. Santos, Jos&eacute; Vicente L&oacute;pez-Bao, Pedro P. Olea, Bas Verschuuren e Patricia Mateo-Tom&aacute;s, ser&aacute; apresentada na &aacute;rea tem&aacute;tica &quot;Biodiversidade e Ecossistemas&quot;, na modalidade de &ldquo;Comunica&ccedil;&atilde;o Oral Longa&rdquo;.<br />
<br />
<strong><a href="http://www.speco.pt/pt/encontros/19-encontro-nacional-de-ecologia">+INFO</a></strong><br type="_moz" />]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c766e</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 05 Nov 2020 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Projeto "Reconecta-te à Natureza - as aves fazem mais do que cantar" sensibiliza para serviços que a avifauna presta aos ecossistemas</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/projeto-reconecta-te-a-natureza-as-aves-fazem-mais-do-que-cantar-sensibiliza-para-servicos-que-a-avifauna-presta-aos-ecossistemas-2020-11-05/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>Controlar pragas, reciclar nutrientes, limpar habitats, aumentar a produtividade agr&iacute;cola, promover o crescimento florestal: sensibilizar a comunidade para estes e outros servi&ccedil;os de ecossistemas fundamentais prestados pela avifauna com o prop&oacute;sito de informar sobre a sua import&acirc;ncia e papel vital e alertar para os problemas que t&ecirc;m provocado o decl&iacute;nio de v&aacute;rias esp&eacute;cies de aves associadas aos ecossistemas agr&iacute;colas &eacute; o principal objetivo do projeto &lsquo;Reconecta-te &agrave; Natureza - as aves fazem mais do que cantar&rsquo; da organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental de ambiente (ONGA) Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural.</strong><br />
<br />
Este projeto, financiado pelo Fundo Ambiental - Minist&eacute;rio do Ambiente e da A&ccedil;&atilde;o Clim&aacute;tica e aprovado em outubro de 2020, tem como &aacute;rea de interven&ccedil;&atilde;o os munic&iacute;pios abrangidos pela Comunidade Intermunicipal Terras de Tr&aacute;s-os-Montes (CIM-TTM), e visa tamb&eacute;m capacitar os cidad&atilde;os, oferecendo ferramentas que lhes permita intervir de forma sustent&aacute;vel no capital natural presente nesta regi&atilde;o, atrav&eacute;s de materiais l&uacute;dico-pedag&oacute;gicos-informativos e a&ccedil;&otilde;es de forma&ccedil;&atilde;o. O prop&oacute;sito &eacute; alterar comportamentos e promover o envolvimento da comunidade, potenciando uma cidadania ativa, participativa e informada, em prol da sustentabilidade ambiental.<br />
<br />
Adicionalmente, o projeto pretende aproximar a sociedade da ci&ecirc;ncia, atrav&eacute;s da transmiss&atilde;o de conhecimentos cient&iacute;ficos de forma simples e pr&aacute;tica, envolvendo diferentes intervenientes com pap&eacute;is importantes na conserva&ccedil;&atilde;o da biodiversidade, bem como promover uma maior interliga&ccedil;&atilde;o entre os gestores do territ&oacute;rio e os agentes de conserva&ccedil;&atilde;o da natureza, assegurando uma maior coopera&ccedil;&atilde;o e articula&ccedil;&atilde;o em benef&iacute;cio da biodiversidade.<br />
<br />
O projeto tem como foco dois grupos de avifauna: os passeriformes e as aves de rapina. No caso dos passeriformes, ir&aacute; abordar os servi&ccedil;os que estes prestam para os ecossistemas associados a hortas, pomares e florestas; e, no que se refere &agrave;s rapinas, as a&ccedil;&otilde;es incidir&atilde;o sobre esp&eacute;cies diurnas ligadas ao habitat das searas, tendo o tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador (<em>Circus pygargus</em>) como esp&eacute;cie bandeira, e noturnas, associadas &agrave;s quintas, apresentando como esp&eacute;cie de destaque a coruja-das-torres (<em>Tyto alba</em>).<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Toutinegra-real (Sylvia hortensis).jpg" width="1111" height="823" alt="" /><br />
<p class="legenda">Toutinegra-real (<em>Sylvia hortensis</em>). Fotografia Lu&iacute;s Ribeiro/Palombar.</p>
<br />
Durante este projeto, ser&atilde;o produzidos materiais diversificados para diferentes plataformas digitais e suportes impressos. O p&uacute;blico-alvo &eacute; a popula&ccedil;&atilde;o em geral, a comunidade escolar e os agricultores, em espec&iacute;fico. V&iacute;deos, mupis, cartazes, kits e conte&uacute;dos pedag&oacute;gicos para os docentes abordarem as tem&aacute;ticas do projeto em contexto escolar, sess&otilde;es de sensibiliza&ccedil;&atilde;o, conversas informais e um webinar s&atilde;o alguns dos materiais e a&ccedil;&otilde;es que integram este projeto. <br />
<br />
V&atilde;o ser tamb&eacute;m implementadas, no territ&oacute;rio de interven&ccedil;&atilde;o, entre outras medidas, a&ccedil;&otilde;es com vista &agrave; identifica&ccedil;&atilde;o e monitoriza&ccedil;&atilde;o de ninhos de tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador para promover a sua prote&ccedil;&atilde;o e sucesso reprodutivo, em estreita colabora&ccedil;&atilde;o com os agricultores locais, com o intuito de criar uma rede de propriet&aacute;rios agr&iacute;colas &quot;Amigos do Tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador&quot;.<br />
<br />
De igual forma, o projeto ir&aacute; promover o seguimento de ninhos de coruja-das-torres e revelar, atrav&eacute;s de imagens de v&iacute;deo em direto e conte&uacute;dos multim&eacute;dia, o comportamento desta esp&eacute;cie no ninho e alertar para a import&acirc;ncia de a conservar e proteger. <br />
<br />
Sensibilizar e educar para a conserva&ccedil;&atilde;o da avifauna, atrav&eacute;s de uma rela&ccedil;&atilde;o pedag&oacute;gica, de proximidade e coopera&ccedil;&atilde;o, &eacute; a chave para assegurar um futuro sustent&aacute;vel a n&iacute;vel local, regional e global, e para preservar a rela&ccedil;&atilde;o de benef&iacute;cio m&uacute;tuo do bin&oacute;mio Homem-Natureza. <br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Campo agr&iacute;colasite .JPG" width="900" height="600" alt="" /><br />
<p class="legenda">Campo agr&iacute;cola. Fotografia Palombar.</p>
<strong><br />
Aves que ocorrem nos habitats agr&iacute;colas est&atilde;o em decl&iacute;nio: &eacute; urgente agir para as conservar </strong><br />
<br />
A biodiversidade de avifauna na Europa est&aacute; a sofrer uma redu&ccedil;&atilde;o sem precedentes. Estudos recentes alertam que 39% de um universo de 170 esp&eacute;cies de aves comuns encontram-se atualmente em acentuado decl&iacute;nio populacional, sobretudo aquelas que ocorrem em habitats agr&iacute;colas. Em Portugal, a situa&ccedil;&atilde;o &eacute; especialmente dram&aacute;tica para esp&eacute;cies com as quais estamos habituados a lidar no nosso dia-a-dia, esp&eacute;cies comuns, que afinal j&aacute; n&atilde;o o s&atilde;o. &Eacute; o caso do pintassilgo (<em>Carduelis carduelis</em>), da andorinha-das-chamin&eacute;s (<em>Hirundo rustica</em>) e da rola-brava (<em>Streptopelia turtur</em>), esta &uacute;ltima com uma diminui&ccedil;&atilde;o populacional de 80% nos &uacute;ltimos 15 anos.<br />
<br />
O decl&iacute;nio das popula&ccedil;&otilde;es de aves selvagens leva a uma diminui&ccedil;&atilde;o preocupante dos seus servi&ccedil;os para os ecossistemas, afetando o seu equil&iacute;brio e manuten&ccedil;&atilde;o, e gerando consequ&ecirc;ncias nefastas para os habitats, a biodiversidade e para as comunidades e o seu bem-estar. <br />
<br />
Os principais fatores respons&aacute;veis por esta perda de biodiversidade s&atilde;o as atividades humanas assentes em pr&aacute;ticas agr&iacute;colas insustent&aacute;veis, a homogeneiza&ccedil;&atilde;o e consequente degrada&ccedil;&atilde;o do mosaico agro-silvo-pastoril, o uso de agroqu&iacute;micos e ainda os impactos diretos no sucesso reprodutivo de v&aacute;rias esp&eacute;cies, como a destrui&ccedil;&atilde;o de ninhos. <br />
<br />
Na regi&atilde;o de Tr&aacute;s-os-Montes, a agricultura tem um papel fundamental a n&iacute;vel social, ambiental e econ&oacute;mico e contribui significativamente para a preserva&ccedil;&atilde;o da paisagem. &Eacute;, por isso, essencial implementar no territ&oacute;rio medidas amigas do ambiente que permitam promover uma gest&atilde;o sustent&aacute;vel dos recursos naturais, que assegure a preserva&ccedil;&atilde;o da biodiversidade, por um lado, e a viabilidade socioecon&oacute;mica das zonas rurais, onde o setor prim&aacute;rio &eacute; determinante, por outro.<br />
<br />
Os servi&ccedil;os naturais para os ecossistemas tendem a aumentar e a manterem o seu equil&iacute;brio com o aumento da biodiversidade, sendo esta uma componente chave dos ecossistemas multifuncionais. Urge, desta forma, fomentar o conhecimento da comunidade sobre o potencial das aves e das suas fun&ccedil;&otilde;es ecol&oacute;gicas nos ecossistemas, com o objetivo de assegurar a continuidade da intera&ccedil;&atilde;o harmoniosa e sustent&aacute;vel atividades humanas-habitats-biodiversidade, a qual promove benef&iacute;cios m&uacute;tuos essenciais para garantir a sobreviv&ecirc;ncia e o bem-estar de todas as formas de vida.&nbsp;]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Wed, 04 Nov 2020 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Combate à cana-comum integra ações da 1.ª Semana Nacional sobre Espécies Invasoras</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/combate-a-cana-comum-integra-acoes-da-1-semana-nacional-sobre-especies-invasoras-2020-11-04/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[A 1.&ordf; Semana Nacional sobre Esp&eacute;cies Invasoras (SNEI) decorreu de 10 a 18 de outubro organizada pela equipa da Plataforma INVASORAS.PT, com o objetivo de aumentar a sensibiliza&ccedil;&atilde;o sobre as invas&otilde;es biol&oacute;gicas a n&iacute;vel nacional e combater esta amea&ccedil;a. No &acirc;mbito desta iniciativa, foram organizadas, em todo o territ&oacute;rio nacional, a&ccedil;&otilde;es diversificadas de combate &agrave;s esp&eacute;cies ex&oacute;ticas invasoras em Portugal.<br />
<br />
Enquadradas no Grupo Nordeste (www.nordeste.eu), a Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural e a Associa&ccedil;&atilde;o dos Produtores Florestais do Nordeste Transmontano (APFNT) contribu&iacute;ram para as a&ccedil;&otilde;es da 1.&ordf; SNEI, atrav&eacute;s de uma a&ccedil;&atilde;o de combate &agrave; cana-comum (<em><a href="http://www.invasoras.pt/pt/planta-invasora/arundo-donax">Arundo donax</a></em>), uma esp&eacute;cie invasora, na Ribeira da Vilari&ccedil;a, em Torre de Moncorvo.<br />
<br />
Durante esta a&ccedil;&atilde;o, que teve lugar de 12 a 26 de outubro, um grupo de quatro colaboradores da Palombar e quatro da APFNT procedeu ao corte e &agrave; remo&ccedil;&atilde;o de canaviais de <em>Arundo donax</em>. Esta esp&eacute;cie invasora &eacute; considerada uma praga para rios, lagos e ribeiras devido &agrave; sua r&aacute;pida propaga&ccedil;&atilde;o e consumo excessivo de &aacute;gua.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/IMG_20201015_155857(1).jpg" alt="" /><br />
<p class="legenda">Combate &agrave; cana-comum na Ribeira da Vilari&ccedil;a, em Torre de Moncorvo. Fotografia Palombar.</p>
<br />
A cana-comum provoca a diminui&ccedil;&atilde;o dos caudais de &aacute;gua e contribui para a seca, afetando tamb&eacute;m o desenvolvimento de plantas ribeirinhas aut&oacute;ctones. Esta &eacute; uma esp&eacute;cie muito resistente, de dif&iacute;cil elimina&ccedil;&atilde;o e, quando secas, facilitam a propaga&ccedil;&atilde;o de inc&ecirc;ndios.<br />
<br />
As esp&eacute;cies invasoras s&atilde;o uma das principais amea&ccedil;as &agrave; biodiversidade a n&iacute;vel global, regional e local, al&eacute;m de promoverem outros impactos significativos a n&iacute;vel ambiental, assim como no plano socioecon&oacute;mico.<br />
<br />
Saiba mais sobre as esp&eacute;cies invasoras em <strong><a href="http://www.invasoras.pt">www.invasoras.pt</a></strong>.&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c767f</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Tue, 03 Nov 2020 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Grifos marcados em Montesinho reforçam rede Sentinelas contra o furtivismo</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/grifos-marcados-em-montesinho-reforcam-rede-sentinelas-contra-o-furtivismo-2020-11-03/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[O jornal <em>P&uacute;blico</em> acompanhou a equipa do projeto Sentinelas - Rede de Monitoriza&ccedil;&atilde;o de Amea&ccedil;as para a Fauna Silvestre que esteve no Parque Natural de Montesinho nos dias 30 e 31 de outubro de 2020 para marcar grifos com dispositivos GPS para integrar a rede de esp&eacute;cies sentinelas contra o furtivismo.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/2.jpg" width="686" height="692" alt="" /><br />
<br />
O <a href="http://www.sentinelas.pt">Sentinelas</a> &eacute; um projeto da Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural realizado em parceira com a Universidade de Oviedo, em Espanha, em territ&oacute;rios da Rede Natura 2000 e da Rede Nacional de &Aacute;rea Protegidas, com financiamento do Fundo Ambiental - Minist&eacute;rio do Ambiente e da A&ccedil;&atilde;o Clim&aacute;tica.<br />
<br />
Ao todo, a rede conta j&aacute; com 12 grifos marcados com dispositivos GPS e est&aacute; a ser alargada para incluir novas esp&eacute;cies e ferramentas para combater de forma mais eficaz as amea&ccedil;as para a fauna silvestre. <br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Destaque reportagem Sentinelas PNM 02_11_2020.jpg" width="1883" height="855" alt="" /><br />
<br />
A reportagem est&aacute; dispon&iacute;vel para assinantes na edi&ccedil;&atilde;o <strong><a href="https://www.publico.pt/2020/11/02/local/reportagem/tornar-grifo-sentinela-nao-queremos-quer-1937524">online</a></strong> e foi publicada na edi&ccedil;&atilde;o impressa do dia 2 de novembro de 2020. &nbsp;]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 02 Nov 2020 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Abutres recuperados voltam a abraçar a liberdade no Miradouro do Carrascalinho</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/abutres-recuperados-voltam-a-abracar-a-liberdade-no-miradouro-do-carrascalinho-2020-11-02/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[Um abutre-preto (<em> Aegypius monachus</em>) e dois grifos (<em>Gyps fulvus</em>) recuperados foram devolvidos &agrave; natureza na passada quinta-feira, 29 de outubro, no Miradouro do Carrascalinho, no concelho de Freixo de Espada &agrave; Cinta, em pleno Parque Natural do Douro Internacional (PNDI), numa a&ccedil;&atilde;o coordenada pelo Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas (ICNF), no &acirc;mbito do projeto LIFE Rupis (<a href="http://www.rupis.pt">www.rupis.pt</a>).<br />
<br />
Depois de terem sido encontrados desnutridos e debilitados, os tr&ecirc;s abutres foram resgatados e passaram por um processo de tratamento e recupera&ccedil;&atilde;o, antes da devolu&ccedil;&atilde;o ao seu habitat natural.<br />
<br />
O abutre-preto foi recolhido em Fafe, no distrito de Braga, j&aacute; os dois grifos foram localizados em Mogadouro, no distrito de Bragan&ccedil;a. O resgate e a recupera&ccedil;&atilde;o dos tr&ecirc;s abutres contaram com a interven&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rias entidades, nomeadamente a GNR, o ICNF, o Centro de Recupera&ccedil;&atilde;o de Fauna Selvagem no Ger&ecirc;s, o Hospital Veterin&aacute;rio da Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro (HV-UTAD) e o Centro de Interpreta&ccedil;&atilde;o Ambiental e Recupera&ccedil;&atilde;o Animal do Baixo Sabor (CIARA).<br />
<br />
No exemplar de abutre-preto foi colocado, pelo bi&oacute;logo da Associa&ccedil;&atilde;o Transum&acirc;ncia e Natureza (ATNatureza) Carlos Pacheco, um emissor GPS cedido pela Vulture Conservation Foundation (VCF). A Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, enquanto parceira do LIFE Rupis e no &acirc;mbito dos seus projetos de monitoriza&ccedil;&atilde;o de fauna silvestre, dar&aacute; apoio no seguimento dos abutres agora marcados.<br />
<br />
O abutre-preto extinguiu-se como nidificante em Portugal no in&iacute;cio da d&eacute;cada de 70. No entanto, a esp&eacute;cie manteve-se presente na faixa fronteiri&ccedil;a das regi&otilde;es centro e sul, com indiv&iacute;duos provenientes de Espanha. S&oacute; em 2010 o abutre-preto voltou a nidificar em Portugal, no Parque Natural do Tejo Internacional. Em 2012, registou-se o primeiro casal nidificante no PNDI e, em 2019, o segundo. O abutre-preto tem um estatuto de amea&ccedil;a &ldquo;Criticamente em Perigo&rdquo; em Portugal.<br />
<br />
Em Portugal, nidificam centenas de casais de grifos, mas a sua distribui&ccedil;&atilde;o &eacute; assim&eacute;trica no territ&oacute;rio nacional. O grifo distribui-se sobretudo pelo interior, sendo mais comum junto &agrave; fronteira com Espanha. As principais zonas de reprodu&ccedil;&atilde;o situam-se no Nordeste Transmontano, nomeadamente no PNDI, que alberga mais de metade da popula&ccedil;&atilde;o portuguesa desta esp&eacute;cie &quot;Quase Amea&ccedil;ada&quot;, de acordo com o Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal.&nbsp;]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Tue, 20 Oct 2020 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Palombar participa na Conferência Final do projeto LIFE Biodiscoveries</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/palombar-participa-na-conferencia-final-do-projeto-life-biodiscoveries-2020-10-20/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural participou na confer&ecirc;ncia final do projeto LIFE Biodiscoveries, que decorreu nos dias 23 e 24 de setembro, no audit&oacute;rio da Biblioteca Municipal do Barreiro, em formato presencial e online.</strong><br />
<br />
Miguel N&oacute;voa, m&eacute;dico veterin&aacute;rio que integra a dire&ccedil;&atilde;o da Palombar, foi orador da confer&ecirc;ncia no Painel II dedicado ao tema &quot;Resultados de Projetos Envolvendo Voluntariado&quot;. A comunica&ccedil;&atilde;o online de Miguel N&oacute;voa teve como tema &quot;Voluntariados, Comunidades e Patrim&oacute;nio: a a&ccedil;&atilde;o transformadora do voluntariado&quot;.<br />
<br />
O Projeto LIFE Biodiscoveries, desenvolvido pela C&acirc;mara Municipal do Barreiro, &quot;tem como objetivo promover o controlo de esp&eacute;cies invasoras na &aacute;rea da Reserva Natural Local do Sapal do Rio Coina e Mata da Machada, atrav&eacute;s de a&ccedil;&otilde;es de voluntariado, aspeto que o distingue de outros projetos de controlo de invasoras&quot;.<br />
<br />
Na Mata da Machada existe uma forte presen&ccedil;a de v&aacute;rias esp&eacute;cies de ac&aacute;cias (<em>Acacia sp.</em>), bem como de chor&atilde;o-da-praia (<em>Carpobrotus edulis</em>), que se estende tamb&eacute;m ao Sapal do Coina, amea&ccedil;ando o equil&iacute;brio destes habitats.<br />
<br />
&quot;Pretende-se, atrav&eacute;s da participa&ccedil;&atilde;o coletiva, incentivar o combate &agrave;s invasoras, criando la&ccedil;os, que se prolonguem no tempo, entre os volunt&aacute;rios e a &aacute;rea protegida&quot;, destaca o site oficial do projeto.<br />
<br />
Poder&aacute; ver todos os v&iacute;deos da confer&ecirc;ncia <strong><a href="http://www.lifebiodiscoveries.pt/node/341">aqui</a></strong>.]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c7694</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 12 Oct 2020 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Torna-te sócio/a da Palombar: Conservar está na tua Natureza!</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/torna-te-socio-a-da-palombar-conservar-esta-na-tua-natureza-2020-10-12/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>Conservar est&aacute; na tua natureza. Liga-te a n&oacute;s.<br />
Torne-te s&oacute;cio/a da Palombar.</strong><br />
<br />
Fazemos todos parte da natureza e dela dependemos para viver. Mas a natureza tamb&eacute;m precisa de n&oacute;s, para a conservar e proteger. &Eacute; para assegurar o equil&iacute;brio e a continuidade dessa rela&ccedil;&atilde;o simbi&oacute;tica vital e para preservar o patrim&oacute;nio rural material e imaterial, constru&iacute;do ao longo dos s&eacute;culos sob os pilares da sustentabilidade e da valoriza&ccedil;&atilde;o humana e cultural, que agimos em conjunto.<br />
<br />
Individualmente, podemos fazer muito, mas coletivamente fazemos muito mais.<br />
Protege a biodiversidade, os ecossistemas e o patrim&oacute;nio rural.<br />
Torna-te s&oacute;cio/a da Palombar!<br />
<br />
<strong>O cor&ccedil;o e o outono...</strong><br />
<br />
O cor&ccedil;o inicia o seu ritual de acasalamento no ver&atilde;o, mas &eacute; no outono que a vida fica em suspenso para gerar a sua descend&ecirc;ncia. A f&ecirc;mea desta esp&eacute;cie &eacute; a &uacute;nica entre os cerv&iacute;deos europeus que apresenta diapausa embrion&aacute;ria, um processo em que o embri&atilde;o fica &quot;adormecido&quot; durante todo o outono, e at&eacute; janeiro, quando se inicia o desenvolvimento embrion&aacute;rio, que se prolonga por mais quatro meses. Esta particularidade fascinante e &uacute;nica tem a vantagem de fazer coincidir o nascimento das crias com o final da primavera e in&iacute;cio do ver&atilde;o, quando a disponibilidade de alimento &eacute; maior.<br />
<br />
A Palombar desenvolve v&aacute;rios projetos que promovem a conserva&ccedil;&atilde;o do cor&ccedil;o, uma esp&eacute;cie fundamental para o equil&iacute;brio dos ecossistemas e para a preserva&ccedil;&atilde;o de mam&iacute;feros amea&ccedil;ados e protegidos como o lobo-ib&eacute;rico, por ser uma das suas presas de elei&ccedil;&atilde;o. Tamb&eacute;m poder&aacute; proteg&ecirc;-la ao tornares-te s&oacute;cio/a da organiza&ccedil;&atilde;o. As quotas dos/as associados/as s&atilde;o fundamentais para assegurar a viabilidade e continuidade dos nossos projetos e a&ccedil;&otilde;es de conserva&ccedil;&atilde;o da natureza e do patrim&oacute;nio rural.<br />
<br />
<strong>Descobre como ser s&oacute;cio/a da Palombar </strong><a href="http://palombar.pt/pt/apoie/torne-se-socio-a/ "><strong>aqui</strong></a><strong>.</strong>]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c769a</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Wed, 07 Oct 2020 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Eurobirdwatch 2020 na Albufeira do Azibo: observadas 61 espécies de aves </title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/eurobirdwatch-2020-na-albufeira-do-azibo-observadas-61-especies-de-aves-2020-10-07/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>No &acirc;mbito do Eurobirdwatch 2020, a Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural organizou uma jornada de observa&ccedil;&atilde;o de avifauna no dia 3 de outubro, na Albufeira do Azibo, no concelho de Macedo de Cavaleiros, que contou com a participa&ccedil;&atilde;o de oito pessoas. </strong><br />
<br />
A Albufeira do Azibo, caracterizada pela sua larga massa de &aacute;gua, &eacute; um territ&oacute;rio privilegiado para a observa&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies de aves aqu&aacute;ticas, mas n&atilde;o s&oacute;. Envolvida por um mosaico florestal e agr&iacute;cola, &eacute; poss&iacute;vel tamb&eacute;m obsevar uma grande diversidade de aves. <br />
<br />
Durante esta jornada dedicada &agrave; avifauna, foram observadas 61 esp&eacute;cies, entre as quais se destacam o milherango (<em>Limosa limosa</em>), o pato-colhereiro (<em>Spatula clypeata</em>), o borrelho-grande-de-coleira (<em>Charadrius hiaticula</em>) e o pilrito-de-peito-preto (<em>Calidris alpina</em>). Poder&aacute; ver a lista completa de aves observadas <strong><a href="https://ebird.org/checklist/S74367903">aqui</a></strong>.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Borrelho-grande-de-coleira Charadrius hiaticula.jpg" width="900" height="675" alt="" /><br />
<p class="legenda">Borrelho-grande-de-coleira. Fotografia Lu&iacute;s Ribeiro/Palombar.</p>
<br />
Este &eacute; o sexto ano em que a Palombar particia no EuroBirdwatch, uma iniciativa criada em 1993, que tem como objetivo chamar a aten&ccedil;&atilde;o da comunidade internacional para a import&acirc;ncia das aves migradoras e dos seus habitats.<br />
<br />
O EuroBirdwatch &eacute; organizado pela BirdLife International e coordenado, em Portugal, pela Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA). Todos os anos, re&uacute;ne pessoas de dezenas de pa&iacute;ses para a observa&ccedil;&atilde;o de avifauna.]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c76a0</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Tue, 06 Oct 2020 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Palombar convidada pelo ICNF a integrar Comissão Técnica de Normalização de Gestão Florestal Sustentável</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/palombar-convidada-pelo-icnf-a-integrar-comissao-tecnica-de-normalizacao-de-gestao-florestal-sustentavel-2020-10-06/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural foi convidada pelo Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas (ICNF), enquanto organismo de normaliza&ccedil;&atilde;o setorial, a integrar a Comiss&atilde;o T&eacute;cnica de Normaliza&ccedil;&atilde;o de Gest&atilde;o Florestal Sustent&aacute;vel (CT 145).</strong><br />
<br />
Esta comiss&atilde;o, onde participam v&aacute;rias entidades p&uacute;blicas e privadas, tem como principal objetivo a elabora&ccedil;&atilde;o, acompanhamento e revis&atilde;o de uma norma portuguesa espec&iacute;fica de gest&atilde;o florestal, incluindo os princ&iacute;pios, crit&eacute;rios e indicadores estabelecidos por reconhecidos esquemas de certifica&ccedil;&atilde;o florestal internacionais, que, atendendo &agrave; especificidade da floresta portuguesa, permita a sua certifica&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
A Norma Portuguesa para a Gest&atilde;o Florestal Sustent&aacute;vel &eacute; elaborada com base no contributo dos grupos de trabalho que integram esta comiss&atilde;o t&eacute;cnica definida para o efeito, a qual desenvolve o referencial normativo nacional com base nas trademarks do Programme for the Endorsement of Forest Certification (PEFC).<br />
<br />
No &acirc;mbito da CT 145, a Palombar participa atualmente na Subcomiss&atilde;o 2 (SC2), cujo objetivo ser&aacute; rever a atual Norma Portuguesa (NP) 4406 - &quot;Sistemas de Gest&atilde;o Florestal Sustent&aacute;vel, Aplica&ccedil;&atilde;o dos crit&eacute;rios pan-europeus para a gest&atilde;o florestal sustent&aacute;vel&quot;.<br />
<br />
Esta Norma Portuguesa integra os requisitos do PEFC, sendo que o trabalho da SC2 ser&aacute; promover a transposi&ccedil;&atilde;o para a realidade portuguesa dos mais recentes standards internacionais do PEFC, produzindo uma NP 4406 mais robusta e melhorada.<br />
<br />
A Palombar colabora, assim, na revis&atilde;o da Norma Portuguesa 4406, procurando contribuir com a sua experi&ecirc;ncia e trabalho desenvolvido em contexto florestal no interior do pa&iacute;s. &nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c76a6</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 01 Oct 2020 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Projeto Sentinelas reforçado para criar Rede de Monitorização de Ameaças para a Fauna Silvestre</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/projeto-sentinelas-reforcado-para-criar-rede-de-monitorizacao-de-ameacas-para-a-fauna-silvestre-2020-10-01/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[O Fundo Ambiental - Minist&eacute;rio do Ambiente e da A&ccedil;&atilde;o Clim&aacute;tica aprovou, em setembro de 2020, a candidatura/projeto da Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural intitulada &quot;Avalia&ccedil;&atilde;o da Vulnerabilidade da Fauna Silvestre ao Uso Ilegal de Venenos e Refor&ccedil;o da Rede de Sentinelas contra o Furtivismo&quot;, a qual tem como parceira a Universidade de Oviedo, em Espanha.<br />
<br />
Esta candidatura agora aprovada veio refor&ccedil;ar e integrar o projeto Sentinelas (<strong><a href="http://www.sentinelas.pt">www.sentinelas.pt</a></strong>) para criar uma Rede de Monitoriza&ccedil;&atilde;o de Amea&ccedil;as para a Fauna Silvestre. A fus&atilde;o entre estes dois projetos da Palombar permitir&aacute; criar uma rede abrangente e robusta para a dete&ccedil;&atilde;o de amea&ccedil;as contra esp&eacute;cies de fauna silvestres em Portugal, englobando ferramentas e m&eacute;todos interdisciplinares para monitoriza&ccedil;&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o de riscos neste &acirc;mbito.<br />
<br />
Desta forma, tendo em conta esta fus&atilde;o, o projeto Sentinelas passa agora a denominar-se <strong>Sentinelas - Rede de Monitoriza&ccedil;&atilde;o de Amea&ccedil;as para a Fauna Silvestre</strong>.<br />
<br />
Mais informa&ccedil;&otilde;es sobre esta nova Rede ser&atilde;o disponibilizadas no momento oportuno.&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c76ac</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 14 Sep 2020 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Projeto Sentinelas: espetáculo 'Ensaio dos Abutres' da Peripécia Teatro estreia a 25 de setembro em Vila Real</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/projeto-sentinelas-espetaculo-ensaio-dos-abutres-da-peripecia-teatro-estreia-a-25-de-setembro-em-vila-real-2020-09-14/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>O espet&aacute;culo 'Ensaio dos Abutres', uma cria&ccedil;&atilde;o original da Perip&eacute;cia Teatro e que resulta de uma coprodu&ccedil;&atilde;o com a organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental de ambiente (ONGA) Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, estreia a 25 de setembro no espa&ccedil;o A Cena, em Vila Real. O espet&aacute;culo pretende sensibilizar a comunidade para a preserva&ccedil;&atilde;o das aves necr&oacute;fagas.</strong><br />
<br />
O 'Ensaio dos Abutres' foi concebido a partir de um desafio lan&ccedil;ado &agrave; companhia pela Palombar, que desenvolve v&aacute;rios projetos de conserva&ccedil;&atilde;o das aves necr&oacute;fagas com uma componente de sensibiliza&ccedil;&atilde;o da comunidade para a import&acirc;ncia ecol&oacute;gica vital destas esp&eacute;cies e para as v&aacute;rias amea&ccedil;as que estas enfrentam. O repto, que vai ao encontro das linhas orientadoras da programa&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica e das preocupa&ccedil;&otilde;es ambientais da Perip&eacute;cia Teatro, foi aceite pelos criadores e int&eacute;rpretes S&eacute;rgio Agostinho e Noelia Dom&iacute;nguez.<br />
<br />
Com dire&ccedil;&atilde;o de Lu&iacute;s Blat - que tem vindo a desenvolver projetos em Portugal e Espanha, tendo sido, recentemente, assistente de encena&ccedil;&atilde;o numa coprodu&ccedil;&atilde;o entre o Festival de Avignon e o Teatro de la Abadia (Madrid) -, a obra 'Ensaio dos Abutres' foi concebida atrav&eacute;s de um processo que come&ccedil;ou pelo estudo das aves (na sua vertente cient&iacute;fica e hist&oacute;rica), evoluindo para a experimenta&ccedil;&atilde;o e pesquisa c&eacute;nicas.<br />
<br />
O espet&aacute;culo recorre a m&uacute;ltiplas linguagens - narra&ccedil;&atilde;o verbal, f&iacute;sica e at&eacute; momentos musicais -, sendo constru&iacute;do a partir de textos de autores como Baudelaire, David Abram ou Niall Binns, assim como de excertos da B&iacute;blia. No processo criativo, a m&uacute;sica desempenha um papel determinante e &eacute; interpretada ao vivo por dois multi-instrumentistas: Vitor Hugo Ribeiro e Tiago Santos.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/&copy; Lino Silva 2020-4680-redu.jpg" width="900" height="600" alt="" /><br />
<p class="legenda">'Ensaio dos Abutres'. Fotografia Lino Silva.</p>
<br />
A pe&ccedil;a convida o espectador a questionar a legitimidade das conota&ccedil;&otilde;es negativas associadas aos abutres, relembrando a sua import&acirc;ncia no ecossistema e o seu legado hist&oacute;rico, quando eram encarados como aves de bom press&aacute;gio, com acesso direto aos deuses. Como refere Luis Blat, &ldquo;os comportamentos daquelas aves podem ajudar a esp&eacute;cie humana a aprender a respeitar os que nos s&atilde;o mais pr&oacute;ximos, a cuidar da nossa fam&iacute;lia e a preservar o nosso meio ambiente&rdquo;. Com uma linguagem contempor&acirc;nea e bem-humorada, o p&uacute;blico &eacute; convidado a refletir tamb&eacute;m sobre os medos ancestrais &agrave; morte e como um aparente fim pode, afinal, ser um recome&ccedil;o.<br />
<br />
O 'Ensaio dos Abutres' vai estar em cena no espa&ccedil;o A Cena - localizado no antigo quartel da Associa&ccedil;&atilde;o Humanit&aacute;ria Bombeiros Cruz Branca, Rua D. Margarida de Chaves, n.&ordm; 63, em Vila Real -, nos dias 25 e 26 de setembro, &agrave;s 21h30, 27 de setembro, &agrave;s 18h30, 2 e 3 de outubro, &agrave;s 21h30 e dia 4 de outubro, &agrave;s 18h30. O pre&ccedil;o dos bilhetes &eacute; de cinco euros e podem ser adquiridos na plataforma BOL: <strong><a href="https://peripeciateatro.bol.pt/">peripeciateatro.bol.pt</a></strong>.<br />
<br />
Ap&oacute;s a temporada em Vila Real, o espet&aacute;culo entra em digress&atilde;o, com apresenta&ccedil;&otilde;es no Fund&atilde;o a 9 de outubro, Caminha a 10 de outubro, Sabrosa a 30 de outubro, Palmela nos dias 5 e 6 de dezembro, Bragan&ccedil;a nos dias 22 e 23 de janeiro e Tondela a 12 de fevereiro.<br />
<br />
<strong>Popula&ccedil;&atilde;o de abutres na Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica</strong><br />
<br />
A Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica alberga mais de 90% das popula&ccedil;&otilde;es de abutres na Europa e tem, por isso, uma import&acirc;ncia vital para a conserva&ccedil;&atilde;o destas esp&eacute;cies. Portugal e Espanha possuem habitats &uacute;nicos que asseguram os requisitos ecol&oacute;gicos das esp&eacute;cies de abutres europeus, quer sejam nidificantes estivais, como o britango, quer sejam residentes, como o abutre-preto.<br />
<br />
Em Portugal, &eacute; na faixa transfronteiri&ccedil;a com Espanha onde se concentra a maioria das col&oacute;nias de abutres. Nas regi&otilde;es lim&iacute;trofes entre os dois pa&iacute;ses, os abutres transp&otilde;em barreiras geopol&iacute;ticas e encontram os ecossistemas que se estendem num espa&ccedil;o al&eacute;m-fronteiras e que garantem a sua sobreviv&ecirc;ncia, numa geografia marcada por arribas, montanhas, escarpas, rios, reduzida ocupa&ccedil;&atilde;o humana e agricultura e pecu&aacute;ria extensivas.<br />
<br />
O 'Ensaio dos Abutres' foi concebido no &acirc;mbito do projeto 'Sentinelas'<strong><a href="http://www.sentinelas.pt">  www.sentinelas.pt</a></strong> da Palombar, que tem como parceira a Universidade de Oviedo, em Espanha, e &eacute; financiado pelo Fundo Ambiental &ndash; Minist&eacute;rio do Ambiente e da Transi&ccedil;&atilde;o Energ&eacute;tica. Este projeto visa criar uma rede de esp&eacute;cies-sentinelas que possibilite obter informa&ccedil;&atilde;o sobre o uso ilegal de venenos no norte de Portugal, e outras formas de furtivismo, os quais representam um s&eacute;rio problema para a conserva&ccedil;&atilde;o da biodiversidade, dos ecossistemas e para a sa&uacute;de p&uacute;blica.]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Wed, 09 Sep 2020 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>UE proíbe uso de chumbo em munições de atividade cinegética em áreas húmidas</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/ue-proibe-uso-de-chumbo-em-municoes-de-atividade-cinegetica-em-areas-humidas-2020-09-09/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A Uni&atilde;o Europeia (UE) aprovou, no dia 3 de setembro, a proibi&ccedil;&atilde;o do uso de chumbo em muni&ccedil;&otilde;es de ca&ccedil;a em zonas h&uacute;midas. Esta decis&atilde;o representa uma importante vit&oacute;ria para a conserva&ccedil;&atilde;o da avifauna associada a ecossistemas h&uacute;midos e foi tomada depois da forte press&atilde;o exercida por diversas organiza&ccedil;&otilde;es e entidades de ambiente europeias. A medida, que ainda est&aacute; sujeita a aprova&ccedil;&atilde;o final pelo Parlamento Europeu (considerada uma formalidade), permitir&aacute; salvar a vida de dezenas de milh&otilde;es de aves na Europa todos os anos. </strong><br />
<br />
O chumbo presente nas muni&ccedil;&otilde;es de ca&ccedil;a &eacute; t&oacute;xico tanto para os seres humanos, como para as esp&eacute;cies de fauna selvagem e provoca v&aacute;rios danos no organismo. A proibi&ccedil;&atilde;o do uso de chumbo em muni&ccedil;&otilde;es utilizadas em &aacute;reas h&uacute;midas deve entrar em vigor ap&oacute;s um per&iacute;odo de transi&ccedil;&atilde;o de dois anos.<br />
<br />
Os ambientalistas e conservacionistas esperam que este seja apenas o primeiro passo para banir o chumbo em contexto cineg&eacute;tico, independentemente do habitat em que esta atividade decorre. Est&aacute; j&aacute; a ser preparada uma proposta europeia para proibir o uso de chumbo em muni&ccedil;&otilde;es para ca&ccedil;a em todos os tipos de habitat e para qualquer tipologia de ca&ccedil;a, nomeadamente ca&ccedil;a maior. <br />
<br />
Estima-se que mais de 20 000 toneladas de chumbo se acumulem anualmente em zonas h&uacute;midas na Europa, onde aves aqu&aacute;ticas migrat&oacute;rias se alimentam e reproduzem todos os anos, provocando a morte de cerca um milh&atilde;o de aves/ano e causando graves problemas de sa&uacute;de em aproximadamente tr&ecirc;s milh&otilde;es. O consumo de carne contaminada com chumbo afeta igualmente a sa&uacute;de humana. <br />
<br />
O relat&oacute;rio que esteve na base da proposta agora aprovada foi elaborado em 2017 pela Ag&ecirc;ncia Europeia das Subst&acirc;ncias Qu&iacute;micas (ECHA, na sigla em ingl&ecirc;s) e pode ser consultado <strong><a href="https://echa.europa.eu/documents/10162/13641/restrictions_lead_shot_axv_report_en.pdf/6ef877d5-94b7-a8f8-1c49-8c07c894fff7">aqui</a></strong>.<br />
&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c76bc</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 04 Sep 2020 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Dia Internacional dos Abutres celebrado este sábado para sensibilizar sobre a importância destas espécies e alertar para risco de extinção</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/dia-internacional-dos-abutres-celebrado-este-sabado-para-sensibilizar-sobre-a-importancia-destas-especies-e-alertar-para-risco-de-extincao-2020-09-04/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>O Dia Internacional dos Abutres (www.vultureday.org) &eacute; assinalado este s&aacute;bado, 5 de setembro. Esta data &eacute; celebrada todos os anos no primeiro s&aacute;bado do m&ecirc;s de setembro. Os abutres s&atilde;o um grupo de aves com uma import&acirc;ncia ecol&oacute;gica vital e enfrentam, atualmente, uma s&eacute;rie de amea&ccedil;as em muitas &aacute;reas onde ocorrem. Diversas popula&ccedil;&otilde;es de esp&eacute;cies de aves com h&aacute;bitos alimentares necr&oacute;fagos est&atilde;o atualmente sob press&atilde;o e algumas enfrentam mesmo risco de extin&ccedil;&atilde;o.</strong><br />
<br />
O Dia Internacional dos Abutres surgiu no &acirc;mbito da iniciativa &ldquo;Vulture Awareness Days&rdquo;, promovida pelo Birds of Prey Programme of the Endangered Wildlife Trust, na &Aacute;frica do Sul, e pela Hawk Conservancy Trust, em Inglaterra, que decidiram trabalhar em conjunto para tornar esta a&ccedil;&atilde;o num evento internacional e com abrang&ecirc;ncia global.<br />
<br />
Atualmente, o Dia Internacional dos Abutres tem como objetivo sensibilizar a comunidade internacional para a conserva&ccedil;&atilde;o dos abutres e para a sua import&acirc;ncia ecol&oacute;gica e destacar o trabalho fundamental desenvolvido por conservacionistas em todo o mundo em prol da preserva&ccedil;&atilde;o destas esp&eacute;cies.<br />
<br />
As aves necr&oacute;fagas s&atilde;o aquelas que t&ecirc;m a sua alimenta&ccedil;&atilde;o baseada em cad&aacute;veres de animais. Estas esp&eacute;cies cumprem uma fun&ccedil;&atilde;o essencial e contribuem para o equil&iacute;brio dos v&aacute;rios ecossistemas, visto que, ao consumirem animais mortos, eliminam, de forma r&aacute;pida e eficaz, as carca&ccedil;as desses animais no campo, evitando, assim, a propaga&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as contagiosas e assegurando o bom funcionamento da rede tr&oacute;fica na Natureza.<br />
<br />
<strong>H&aacute; jogos did&aacute;ticos para brincar com os mi&uacute;dos l&aacute; em casa e fazer nascer novos guardi&otilde;es dos abutres!</strong><br />
<br />
<strong><a href="https://www.vultureday.org/wp-content/uploads/2017/08/Birdorable-vulture-memory.pdf">Jogo de mem&oacute;ria</a></strong><br />
<br />
<a href="https://www.vultureday.org/wp-content/uploads/2017/08/Birdorable-king-vulture-connect-the-dots.pdf"><strong>Liga os pontos</strong></a><br />
<br />
<a href="https://www.vultureday.org/wp-content/uploads/2017/08/Birdorable-egyptian-vulture-coloring-page.pdf "><strong>Pinta o britango</strong></a><br />
<br />
<br />
<strong>Conserva&ccedil;&atilde;o dos abutres: projetos e a&ccedil;&otilde;es da Palombar</strong><br />
<br />
Na Europa, s&oacute; ocorrem quatro esp&eacute;cies de abutres: o grifo (<em>Gyps fulvus</em>), o abutre-preto (<em>Aegypius monachus</em>), o britango (<em>Neophron percnopterus</em>) e o quebra-ossos (<em>Gypaetus barbatus</em>). Nos &uacute;ltimos anos, tem sido igualmente registada a presen&ccedil;a de mais uma esp&eacute;cie na Europa, o grifo-de-r&uuml;ppell (<em>Gyps rueppellii</em>), proveniente de &Aacute;frica, que poder&aacute; ser mais uma esp&eacute;cie de abutre a ocorrer no territ&oacute;rio europeu. Em Portugal, todas as esp&eacute;cies de abutres est&atilde;o legalmente protegidas. Saiba quais s&atilde;o, atualmente, os projetos e a&ccedil;&otilde;es desenvolvidos pela Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural para promover a conserva&ccedil;&atilde;o deste grupo de avifauna.<br />
<br />
<strong>ConnectNatura</strong><br />
O &ldquo;ConnectNatura &ndash; Refor&ccedil;o da Rede de Campos de Alimenta&ccedil;&atilde;o para Aves Necr&oacute;fagas e Cria&ccedil;&atilde;o de Condi&ccedil;&otilde;es de Conectividade entre &Aacute;reas da Rede Natura 2000&rdquo; &eacute; um projeto da Palombar que tem como objetivo a conserva&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies estritamente e parcialmente necr&oacute;fagas que constam do Anexo I da Diretiva Aves e que possuem um estatuto de conserva&ccedil;&atilde;o desfavor&aacute;vel em Portugal, em particular o abutre-preto (<em>Aegypius monachus</em>), o britango (<em>Neophron percnopterus</em>), o grifo (<em>Gyps fulvus</em>) e a &aacute;guia-real (<em>Aquila chrysaetos</em>). Este projeto &eacute; desenvolvido em parceria com o ICNF - Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas.<br />
Saiba mais em connectnatura.pt<br />
<br />
<strong>Sentinelas</strong><br />
O &quot;Sentinelas &ndash; marca&ccedil;&atilde;o e seguimento de grifos <em>Gyps fulvus</em> como ferramenta de combate ao uso ilegal de venenos em Portugal&quot; &eacute; um projeto da Palombar desenvolvido em parceria com a Universidade de Oviedo (Espanha). Este projeto visa criar uma rede de sentinelas atrav&eacute;s da marca&ccedil;&atilde;o, com dispositivos GPS e anilhas, de exemplares de grifo que possibilite obter informa&ccedil;&atilde;o sobre o uso ilegal de venenos no norte de Portugal, o qual representa um s&eacute;rio problema para a conserva&ccedil;&atilde;o da biodiversidade, dos ecossistemas e para a sa&uacute;de p&uacute;blica.<br />
Saiba mais em sentinelas.pt<br />
<br />
<strong>Life Rupis</strong><br />
O 'Life Rupis &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o do britango e da &aacute;guia-perdigueira (<em>Aquila fasciata</em>) no vale do rio Douro&rsquo; &eacute; um projeto de conserva&ccedil;&atilde;o transfronteiri&ccedil;o, cofinanciado atrav&eacute;s do programa LIFE da Comiss&atilde;o Europeia. Coordenado pela Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), o projeto Life Rupis tem mais oito parceiros: a Palombar, a Associa&ccedil;&atilde;o Transum&acirc;ncia e Natureza (ATNatureza), o Instituto de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas (ICNF), a Junta de Castilla y Le&oacute;n, a Fundaci&oacute;n Patrimonio Natural de Castilla y Le&oacute;n, a Vulture Conservation Foundation (VCF), a EDP Distribui&ccedil;&atilde;o e a Guarda Nacional Republicana (GNR).<br />
Saiba mais em rupis.pt<br />
<br />
<strong>Grupo Nordeste</strong><br />
O Nordeste &ndash; Grupo para a Promo&ccedil;&atilde;o do Desenvolvimento Sustent&aacute;vel &eacute; constitu&iacute;do pela AEPGA &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o para o Estudo e Prote&ccedil;&atilde;o do Gado Asinino, pela APFNT - Associa&ccedil;&atilde;o dos Produtores Florestais do Nordeste Transmontano e pela Palombar e pretende dar vida a um modelo de interven&ccedil;&atilde;o que, unindo a conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza &agrave; agricultura e &agrave; explora&ccedil;&atilde;o florestal sustent&aacute;vel, promova o envolvimento das comunidades locais e dinamize o desenvolvimento integrado do espa&ccedil;o rural nos vales dos rios Sabor e Ma&ccedil;&atilde;s, que est&atilde;o inseridos na ZPE Rios Sabor e Ma&ccedil;as. No &acirc;mbito deste projeto, s&atilde;o desenvolvidas v&aacute;rias a&ccedil;&otilde;es de conserva&ccedil;&atilde;o dos abutres no Nordeste Transmontano.  <br />
Saiba mais em nordeste.eu<br />]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c76c5</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 04 Sep 2020 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>LIFE Rupis: marcadas pela primeira vez com GPS duas crias de abutre-preto no PNDI</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/life-rupis-marcadas-pela-primeira-vez-com-gps-duas-crias-de-abutre-preto-no-pndi-2020-09-04/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>Foram marcadas nos dias 26 de junho e 13 de julho deste ano, pela primeira vez, duas crias de abutre-preto (<em>Aegypius monachus</em>) no Parque Natural do Douro Internacional (PNDI), numa a&ccedil;&atilde;o realizada no &acirc;mbito do projeto LIFE Rupis, o qual tem v&aacute;rios parceiros, entre os quais a Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural.</strong><br />
<br />
As duas crias marcadas pertencem aos dois &uacute;nicos casais reprodutores de abutres-pretos at&eacute; agora identificados no PNDI e em ambas foram colocados dispositivos GPS cedidos pela Vulture Conservation Foundation.<br />
<br />
A a&ccedil;&atilde;o foi liderada pelo Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas (ICNF/DRCNF do Norte/PNDI), com interven&ccedil;&atilde;o da Transum&acirc;ncia e Natureza - Associa&ccedil;&atilde;o, tamb&eacute;m parceiros do LIFE Rupis.<br />
<br />
O abutre-preto extinguiu-se como nidificante em Portugal no in&iacute;cio da d&eacute;cada de 70. No entanto, a esp&eacute;cie manteve-se presente na faixa fronteiri&ccedil;a das regi&otilde;es centro e sul, com indiv&iacute;duos provenientes de Espanha. S&oacute; em 2010 o abutre-preto voltou a nidificar em Portugal, no Parque Natural do Tejo Internacional. Em 2012, registou-se o primeiro casal nidificante no PNDI e, em 2019, o segundo.<br />
<br />
Esta esp&eacute;cie s&oacute; tem uma cria por &eacute;poca de reprodu&ccedil;&atilde;o. Por ter uma popula&ccedil;&atilde;o extremamente reduzida, o abutre-preto est&aacute; classificado como &ldquo;Criticamente em Perigo&rdquo; em Portugal.<br />
<br />
A marca&ccedil;&atilde;o dessas duas crias com dispositivo GPS vai permitir realizar uma monitoriza&ccedil;&atilde;o constante dos seus movimentos e obter informa&ccedil;&atilde;o valiosa para assegurar a sua prote&ccedil;&atilde;o e conserva&ccedil;&atilde;o.&nbsp;<br />
<br />
Saiba mais sobre o abutre-preto <strong><a href="https://www.connectnatura.pt/abutre-preto">aqui</a></strong>.]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c76cc</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Tue, 01 Sep 2020 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Mina a céu aberto junto ao Parque Natural de Montesinho: Palombar alerta para riscos para a biodiversidade em reportagem do Público</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/mina-a-ceu-aberto-junto-ao-parque-natural-de-montesinho-palombar-alerta-para-riscos-para-a-biodiversidade-em-reportagem-do-publico-2020-09-01/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural refor&ccedil;ou a sua posi&ccedil;&atilde;o contra a instala&ccedil;&atilde;o da mina a c&eacute;u aberto de estanho e volfr&acirc;mio em Espanha, na zona fronteiri&ccedil;a entre Portugal e Pedralba de la Prader&iacute;a, em Zamora, nomeadamente na localidade de Calabor, a cerca de 5 km do territ&oacute;rio nacional, nos limites do Parque Natural de Montesinho (PNM). Esta posi&ccedil;&atilde;o &eacute; refor&ccedil;ada depois de a organiza&ccedil;&atilde;o ter contribu&iacute;do com um parecer negativo no &acirc;mbito da consulta p&uacute;blica realizada sobre esta explora&ccedil;&atilde;o.</strong><br />
<br />
Jo&atilde;o Santos, bi&oacute;logo da Palombar, alertou para os efeitos negativos que a mina ter&aacute; sobre a conserva&ccedil;&atilde;o de algumas esp&eacute;cies protegidas e amea&ccedil;adas, tais como o lobo (<em>Canis lupus</em>), a toupeira-de-&aacute;gua (<em>Galemys pyrenaicus</em>) e tamb&eacute;m a &aacute;guia-real (<em>Aquila chrysaetos</em>).<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Reportagem1(1).png" width="900" height="600" alt="" /><br />
<p class="legenda">Manchete da reportagem no jornal P&uacute;blico online.</p>
<br />
J&aacute; Sara Pinto, bi&oacute;loga da AEPGA, associa&ccedil;&atilde;o parceira da Palombar, advertiu para a perturba&ccedil;&atilde;o que a mina ir&aacute; causar nas alcateias de lobo que ocorrem na regi&atilde;o e para outras amea&ccedil;as. A reportagem do P&uacute;blico pode ser lida na &iacute;ntegra no jornal impresso do dia 30 de agosto e na vers&atilde;o online (acesso restrito a assinantes).<br />
<br />
Jos&eacute; Pereira, bi&oacute;logo e presidente da Palombar, afirmou tamb&eacute;m &agrave; ag&ecirc;ncia Lusa, no dia 21 de agosto, que &ldquo;a instala&ccedil;&atilde;o da mina est&aacute; prevista para um territ&oacute;rio de fronteira de grande import&acirc;ncia ambiental&quot; e que est&aacute; classificado como &aacute;reas da Rede Natura 2000, numa regi&atilde;o que &quot;&eacute; tamb&eacute;m de grande import&acirc;ncia hidrogr&aacute;fica&rdquo;.<br />
<br />
A reportagem do <strong><a href="http://www.publico.pt/2020/08/29/sociedade/reportagem/mina-junto-montesinho-vamos-vender-200-empregos-meia-duzia-anos-1929587">P&uacute;blico</a></strong><br />
(acess&iacute;vel apenas para assinantes)<br />
<br />
A not&iacute;cia da Lusa publicada no <strong><a href="https://observador.pt/2020/08/21/autarcas-e-ambientalistas-contra-mina-espanhola-junto-a-fronteira-com-braganca/ ">Observador</a></strong><br />]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c76d2</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 20 Aug 2020 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Projeto espanhol de exploração de estanho e volfrâmio que terá impacto ambiental em Portugal sob consulta pública </title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/projeto-espanhol-de-exploracao-de-estanho-e-volframio-que-tera-impacto-ambiental-em-portugal-sob-consulta-publica-2020-08-20/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>O projeto espanhol de &quot;Explora&ccedil;&atilde;o de Recursos de Estanho e Volfr&acirc;mio 'Valtreixal' e 'Alto de Los Repilados'&quot;, que poder&aacute; ser implementado no limite municipal fronteiri&ccedil;o com Portugal de Pedralba de la Prader&iacute;a, em Zamora, Espanha, nomeadamente na localidade de Calabor, est&aacute; aberto a consulta p&uacute;blica at&eacute; esta sexta-feira, 21 de agosto, para Avalia&ccedil;&atilde;o de Impacto Ambiental pela Ag&ecirc;ncia Portuguesa do Ambiente.</strong><br />
<br />
Esta consulta p&uacute;blica est&aacute; a decorrer nos termos do &ldquo;Protocolo de atua&ccedil;&atilde;o entre o Governo da Rep&uacute;blica Portuguesa e o Governo do Reino de Espanha sobre a aplica&ccedil;&atilde;o &agrave;s avalia&ccedil;&otilde;es ambientais de planos, programas e projetos com efeitos transfronteiri&ccedil;os&quot;. No &acirc;mbito deste protocolo, o Governo espanhol foi notificado do interesse do Estado Portugu&ecirc;s em participar no respetivo procedimento com um parecer sobre o referido projeto espanhol com impacto ambiental al&eacute;m fronteira.<br />
<br />
A zona de explora&ccedil;&atilde;o da mina abrangida por este projeto est&aacute; localizada perto de Calabor, a cerca de 5 km de Portugal, nos limites do Parque Natural de Montesinho (PNM) e toda a sua &aacute;rea de implementa&ccedil;&atilde;o est&aacute; integralmente inserida em &aacute;rea protegida ao abrigo da Rede Natura 2000, nomeadamente na Zona Especial de Conservaci&oacute;n (ZEC) Sierra de la Culebra, do lado espanhol, assim como em grande parte dos territ&oacute;rios adjacentes em Portugal igualmente protegidos no &acirc;mbito daquela Rede europeia - PNM, Zona de Prote&ccedil;&atilde;o Especial (ZPE) Montesinho/Nogueira e S&iacute;tio de Import&acirc;ncia Comunit&aacute;ria (SIC) Montesinho/Nogueira.<br />
<br />
Segundo refere a Avalia&ccedil;&atilde;o de Impacto Ambiental, &ldquo;a &aacute;rea em que o projeto est&aacute; situado localiza-se na Bacia do Rio Douro&quot; e afetar&aacute; os ecossistemas, territ&oacute;rios e biodiversidade a ela associados.&nbsp;<br />
<br />
A Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural pronuncia-se contra este projeto de explora&ccedil;&atilde;o mineira a c&eacute;u aberto, visto que ter&aacute; consequ&ecirc;ncias nefastas para o meio ambiente n&atilde;o s&oacute; em territ&oacute;rio espanhol, como tamb&eacute;m portugu&ecirc;s, e contribuir&aacute;, nomeadamente, para a polui&ccedil;&atilde;o das &aacute;guas subterr&acirc;neas, dos solos e do ar. Este projeto mineiro poder&aacute; igualmente gerar impactos significativos e irrevers&iacute;veis na biodiversidade em geral, e sobre esp&eacute;cies protegidas, em particular. A Palombar j&aacute; elaborou um parecer que ser&aacute; enviado como um documento de contributo para esta consulta p&uacute;blica.<br />
<br />
Poder&aacute; aceder &agrave; plataforma da consulta p&uacute;blica deste projeto <strong><a href="https://participa.pt/pt/consulta/projeto-de-exploracao-de-recursos-de-estanho-e-volframio-projeto-em-espanha">aqui</a></strong>.&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c76da</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 07 Aug 2020 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Palombar faz vigilância de incêndios no vale do Sabor </title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/palombar-faz-vigilancia-de-incendios-no-vale-do-sabor-2020-08-07/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>As a&ccedil;&otilde;es desenvolvidas pela Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural no &acirc;mbito do Nordeste - Grupo para a Promo&ccedil;&atilde;o do Desenvolvimento Sustent&aacute;vel incluem uma interven&ccedil;&atilde;o absolutamente fundamental para a prote&ccedil;&atilde;o das florestas, da biodiversidade, dos ecossistemas e das comunidades: a vigil&acirc;ncia de inc&ecirc;ndios. Vigiar para prevenir &eacute; a arma mais eficaz para combater os inc&ecirc;ndios que, todos os anos, fustigam centenas de hectares das nossas florestas. </strong><br />
<br />
Nos meses de julho, agosto e setembro, uma equipa da Palombar desloca-se ao terreno para fazer a vigil&acirc;ncia de inc&ecirc;ndios nos territ&oacute;rios do vale do rio Sabor. <br />
<br />
Os inc&ecirc;ndios contribuem fortemente para a destrui&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies de fauna e flora, afetando gravemente a biodiversidade, bem como para a degrada&ccedil;&atilde;o dos solos e para o processo de desertifica&ccedil;&atilde;o e seca no pa&iacute;s, para al&eacute;m dos graves preju&iacute;zos s&oacute;cio-econ&oacute;micos que gera.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/4.jpg" width="900" height="609" alt="" /><br />
<p class="legenda">Torre de vigil&acirc;ncia de inc&ecirc;ndios em territ&oacute;rio do vale do rio Sabor. Fotografia F&aacute;bio Nogueira/Palombar.</p>
<br />
Um estudo do Instituto Portugu&ecirc;s do Mar e da Atmosfera (IPMA) publicado no dia 19 de junho alerta que, no que se refere &agrave;s a&ccedil;&otilde;es humanas, o uso de agroqu&iacute;micos, o desordenamento do territ&oacute;rio e os inc&ecirc;ndios est&atilde;o a acelerar os fen&oacute;menos de seca e desertifica&ccedil;&atilde;o em Portugal. <br />
<br />
As a&ccedil;&otilde;es de vigil&acirc;ncia de inc&ecirc;ndios no territ&oacute;rio permitem detetar focos de inc&ecirc;ndio nascentes, assegurando um combate mais r&aacute;pido e eficaz, bem como comportamentos de risco e suspeitos. T&ecirc;m ainda um efeito dissuasor relativamente a pr&aacute;ticas e comportamentos desencadeadores de inc&ecirc;ndios.&nbsp;<br />
<br />
O Grupo Nordeste &eacute; constitu&iacute;do pela Palombar, pela AEPGA &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o para o Estudo e Prote&ccedil;&atilde;o do Gado Asinino e pela APFNT - Associa&ccedil;&atilde;o dos Produtores Florestais do Nordeste Transmontano.<br />
<br />
Tem como objetivo dar vida a um modelo de interven&ccedil;&atilde;o que, unindo a conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza &agrave; agricultura e &agrave; explora&ccedil;&atilde;o florestal sustent&aacute;vel, promova o envolvimento das comunidades locais e dinamize o desenvolvimento integrado do espa&ccedil;o rural nos vales dos rios Sabor e Ma&ccedil;&atilde;s, que est&atilde;o inseridos na Zona de Prote&ccedil;&atilde;o Especial (ZPE) Rios Sabor e Ma&ccedil;as.  &nbsp;<br />
<br />
Saiba mais sobre como prevenir inc&ecirc;ndios florestais em&nbsp;<a href="http://www.portugalchama.pt"><strong>www.portugalchama.pt</strong></a>.]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c76e1</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 06 Aug 2020 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Espanha: autoridades investigam maior caso de envenenamento de aves dos últimos anos em Castela e Leão</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/espanha-autoridades-investigam-maior-caso-de-envenenamento-de-aves-dos-ultimos-anos-em-castela-e-leao-2020-08-06/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>O maior caso de envenenamento envolvendo esp&eacute;cies de aves selvagens ocorrido nos &uacute;ltimos anos na comunidade aut&oacute;noma espanhola de Castela e Le&atilde;o foi registado pelas autoridades espanholas na localidade de Wamba, em Valladolid, no dia 28 de julho. No total, morreram envenenados pelo menos 29 milhafres-pretos (<em>Milvus migrans</em>), dois milhafres-reais (<em>Milvus milvus</em>) e uma &aacute;guia-de-asa-redonda (<em>Buteo buteo</em>).</strong><br />
<br />
O alerta sobre o caso foi reportado por um cidad&atilde;o, tendo sido acionada a interven&ccedil;&atilde;o dos agentes ambientais do Departamento de Desenvolvimento e Meio Ambiente da Junta de Castela e Le&atilde;o, que atuaram em colabora&ccedil;&atilde;o com o Servi&ccedil;o de Prote&ccedil;&atilde;o da Natureza (SEPRONA) da Guarda Civil espanhola e recolheram amostras das aves mortas, dos iscos, bem como de um milhafre-preto encontrado vivo, mas com sinais claros de intoxica&ccedil;&atilde;o, segundo informa&ccedil;&atilde;o publicada pelo jornal espanhol <em>Tribuna Valladolid</em>.<br />
<br />
A an&aacute;lise das amostras recolhidas nas necr&oacute;psias realizadas a alguns dos cad&aacute;veres confirmaram que os animais foram v&iacute;timas de envenenamento, concluiu o Servi&ccedil;o de Toxicologia e Veterin&aacute;ria Forense da Faculdade de Medicina Veterin&aacute;ria da Universidade de Murcia.<br />
<br />
Est&aacute; confirmada a morte por evenenamento de alguns dos animais, mas as an&aacute;lises dos &uacute;ltimos a serem localizados ainda est&atilde;o a ser realizadas, contudo, estes apresentam fortes ind&iacute;cios de que ter&atilde;o sido igualmente envenenados. Os cad&aacute;rveres dos animais e os iscos envenenados foram encontrados todos numa mesma zona de Wamba, entre os dias 28 de julho e 4 de agosto.<br />
<br />
Assim como em Espanha, o uso ilegal de venenos em Portugal &eacute; igualmente uma grave amea&ccedil;a para a fauna silvestre e para a biodiversidade, sendo tamb&eacute;m um problema que afeta animais dom&eacute;sticos, a sa&uacute;de p&uacute;blica e os ecossistemas.<br />
<br />
O projeto <strong><a href="http://www.sentinelas.pt">'Sentinelas - Marca&ccedil;&atilde;o e seguimento de fauna silvestre como ferramenta de combate ao uso ilegal de venenos em Portugal'</a></strong>, desenvolvido pela Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, em parceria com a Universidade de Oviedo, em Espanha, a par com o Programa Ant&iacute;doto Portugal, &eacute; um instrumento fundamental na luta contra o uso ilegal de venenos no pa&iacute;s e tem desenvolvido estrat&eacute;gias interdisciplinares para fazer face a esta problem&aacute;tica, com foco numa abordagem de coopera&ccedil;&atilde;o com os v&aacute;rios intervenientes nesta luta e de atua&ccedil;&atilde;o junto da comunidade.&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c76e8</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Wed, 05 Aug 2020 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Palombar contribui com dados de ocorrência e distribuição para o projeto do novo Livro Vermelho dos Mamíferos de Portugal Continental</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/palombar-contribui-com-dados-de-ocorrencia-e-distribuicao-para-o-projeto-do-novo-livro-vermelho-dos-mamiferos-de-portugal-continental-2020-08-05/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural est&aacute; a contribuir com dados de ocorr&ecirc;ncia e distribui&ccedil;&atilde;o de mam&iacute;feros em Portugal para o projeto &ldquo;Revis&atilde;o do Livro Vermelho dos Mam&iacute;feros de Portugal Continental e contributo para a avalia&ccedil;&atilde;o do seu estado de conserva&ccedil;&atilde;o&rdquo;. &Eacute; no &acirc;mbito deste projeto que ser&aacute; editado o novo Livro Vermelho dos Mam&iacute;feros de Portugal Continental.<br />
</strong><br />
A &uacute;ltima avalia&ccedil;&atilde;o sobre os estatutos de amea&ccedil;a dos mam&iacute;feros de Portugal Continental data de 2005, ano em que foi publicado o Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal. Das 74 esp&eacute;cies de mam&iacute;feros do continente avaliadas na &eacute;poca, 24% est&atilde;o amea&ccedil;adas.<br />
<br />
O projeto &ldquo;Revis&atilde;o do Livro Vermelho dos Mam&iacute;feros de Portugal Continental e contributo para a avalia&ccedil;&atilde;o do seu estado de conserva&ccedil;&atilde;o&rdquo; foi lan&ccedil;ado em 2019 e pretende saber quais as esp&eacute;cies que est&atilde;o mais amea&ccedil;adas e quais as que est&atilde;o est&aacute;veis ou a aumentar a sua popula&ccedil;&atilde;o. O prazo para a conclus&atilde;o dos trabalhos termina em 2021.<br />
<br />
O principal objetivo do projeto &eacute; avaliar o risco de extin&ccedil;&atilde;o das esp&eacute;cies de mam&iacute;feros que ocorrem em Portugal Continental, atrav&eacute;s da atribui&ccedil;&atilde;o das categorias de amea&ccedil;a da Uni&atilde;o Internacional para a Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza (UICN).<br />
<br />
Este projeto &eacute; co-financiado pelo POSEUR, Portugal 2020, Uni&atilde;o Europeia &ndash; Fundo de Coes&atilde;o e pelo Fundo Ambiental e tem como benefici&aacute;rio a FCi&ecirc;ncias.ID - Associa&ccedil;&atilde;o para a Investiga&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento de Ci&ecirc;ncias e como parceiro o ICNF - Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas.<br />
<br />
O projeto, que envolve v&aacute;rias institui&ccedil;&otilde;es, investigadores, naturalistas e volunt&aacute;rios, tem um site&nbsp;<strong><a href="http://www.livrovermelhodosmamiferos.pt">www.livrovermelhodosmamiferos.pt</a></strong>, onde ser&atilde;o disponibilizadas em breve informa&ccedil;&otilde;es sobre o seu desenvolvimento.&nbsp;&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c76ee</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Tue, 04 Aug 2020 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Grifo Balseiro fez mais de 400 km num só dia, voou a 112 km/h e atingiu uma altitude de 3 093 metros</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/grifo-balseiro-fez-mais-de-400-km-num-so-dia-voou-a-112-km-h-e-atingiu-uma-altitude-de-3-093-metros-2020-08-04/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>O grifo Balseiro foi marcado com dispositivo GPS-GSM e anilhas PVC e met&aacute;lica no dia 23 de julho de 2020 na Zona de Prote&ccedil;&atilde;o Especial (ZPE) Rios Sabor e Ma&ccedil;&atilde;s da Rede Natura 2000, no &acirc;mbito do projeto 'Sentinelas  -&nbsp;marca&ccedil;&atilde;o e seguimento de grifos <em>Gyps fulvus</em> como ferramenta de combate ao uso ilegal de venenos em Portugal', e j&aacute; revela que a sua &aacute;rea de prospe&ccedil;&atilde;o de alimento e desloca&ccedil;&atilde;o &eacute; bastante alargada. Em cinco dias de viagem, entre os dias 27 e 31 de julho, fez mais de 1 200 km, dos quais mais de 400 km num s&oacute; dia e em cerca de seis horas, e atingiu uma velocidade m&aacute;xima registada de 112 km/h e uma altitude m&aacute;xima de 3 093 metros.</strong><br />
<br />
Este grifo percorreu dois pa&iacute;ses, Portugal e Espanha; dois distritos portugueses, Bragan&ccedil;a e Guarda, e duas comunidades aut&oacute;nomas espanholas, Castela e Le&atilde;o e Estremadura, nomeadamente as prov&iacute;ncias de Salamanca, C&aacute;ceres e Badajoz, o que mostra que a coopera&ccedil;&atilde;o transnacional e interregional com vista a conserva&ccedil;&atilde;o desta esp&eacute;cie e de outras com ecologia semelhante &eacute; fundamental. <br />
<br />
As regi&otilde;es por onde o Balseiro passou revelam a import&acirc;ncia das &aacute;reas protegidas e classificadas para a esp&eacute;cie e indica que a &aacute;rea de atua&ccedil;&atilde;o dos grifos do projeto Sentinelas &eacute; muito abrangente, revelando estes grande efic&aacute;cia para detetar amea&ccedil;as para a biodiversidade num vasto territ&oacute;rio. <br />
<br />
<strong>Cronologia da viagem </strong><br />
<br />
<strong>Dia 27</strong><br />
Pernoitou a sul da localidade de Bru&ccedil;&oacute; (Mogadouro), pr&oacute;ximo &agrave; zona da Barragem de Aldead&aacute;vila (Salamanca), no Parque Natural do Douro Internacional (PNDI)/Parque Natural dos Arribes del Duero (PNAD), regi&atilde;o transfronteiri&ccedil;a do vale do rio Douro. Seguiu viagem junto &agrave; linha de fronteira, passando entre a Reserva Natural da Serra da Malcata (RNSM) e a Serra de Gata (prov&iacute;ncia de C&aacute;ceres, Estremadura, Espanha). Depois, avan&ccedil;ou para sul, passando pela Sierra de San Pedro (C&aacute;ceres), at&eacute; parar um pouco a norte de M&eacute;rida e a poucos quil&oacute;metros do Parque Natural de Cornalvo (prov&iacute;ncia de Badajoz, Estremadura, Espanha), onde pernoitou.<br />
<br />
<strong>Dia 28</strong><br />
Movimenta-se mais para sul, percorrendo o tri&acirc;ngulo entre Zafra, Llerena e Fregenal de la Sierra (prov&iacute;ncia de Badajoz, Estremadura, Espanha), pernoitando a norte desta &uacute;ltima localidade, numa &aacute;rea de montado, perto do rio Ardila.<br />
<br />
<strong>Dia 29</strong><br />
Mant&eacute;m-se na mesma zona do dia anterior, definida pelo tri&acirc;ngulo Zafra, Llerena e Fregenal de la Sierra (prov&iacute;ncia de Badajoz, Estremadura, Espanha), pernoitando exatamente na mesma zona, perto do rio Ardila.<br />
<br />
<strong>Dia 30</strong><br />
Continua na mesma regi&atilde;o na prov&iacute;ncia de Badajoz, agora um pouco mais a noroeste.<br />
<br />
<strong>Dia 31</strong><br />
Empreende a viagem de regresso &agrave; regi&atilde;o transfronteiri&ccedil;a do vale do Douro em Portugal, numa jornada de mais de 400 km, em cerca de 6h (entre as 9h50 e as 15h40), a uma velocidade m&eacute;dia de aproximadamente 70 km/h. <br />
<br />
<strong>Sobre o projeto Sentinelas</strong><br />
<br />
&lsquo;Sentinelas - marca&ccedil;&atilde;o e seguimento de grifos Gyps fulvus como ferramenta de combate ao uso ilegal de venenos em Portugal&rsquo; &eacute; um projeto da Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, financiado pelo Fundo Ambiental &ndash; Minist&eacute;rio do Ambiente e da Transi&ccedil;&atilde;o Energ&eacute;tica no seu primeiro ano (2019) e desenvolvido em territ&oacute;rios da Rede Natura 2000. Tem como parceira a Universidade de Oviedo, em Espanha.<br />
<br />
Saiba mais em <strong><a href="http://www.sentinelas.pt">www.sentinelas.pt</a></strong><br />
<br type="_moz" />]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c76f6</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 30 Jul 2020 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Alerta dado pela Palombar permite resgate de grifo morto em linha elétrica com intervenção do ICNF e EDP Distribuição</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/alerta-dado-pela-palombar-permite-resgate-de-grifo-morto-em-linha-eletrica-com-intervencao-do-icnf-e-edp-distribuicao-2020-07-30/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A monitoriza&ccedil;&atilde;o de aves com h&aacute;bitos alimentares necr&oacute;fagos realizada pela Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural no &acirc;mbito de v&aacute;rios projetos, nomeadamente do <a href="http://www.sentinelas.pt">Sentinelas - prote&ccedil;&atilde;o da biodiversidade e dos ecossistemas</a>, <a href="http://www.rupis.pt">LIFE Rupis</a> e <a href="http://www.connectnatura.pt">ConnectNatura</a>, permitiu detetar, no dia 10 de julho de 2020, a presen&ccedil;a de um cad&aacute;ver de grifo (<em>Gyps fulvus</em>) preso numa linha el&eacute;trica de m&eacute;dia tens&atilde;o, na freguesia de Bru&ccedil;&oacute; (concelho de Mogadouro), no Parque Natural do Douro Internacional (PNDI).</strong><br />
<br />
Os Vigilantes da Natureza do PNDI foram imediatamente informados e iniciaram os procedimentos para resgatar o animal. A equipa de Vigilantes que estava de servi&ccedil;o naquele dia contactou a EDP Distribui&ccedil;&atilde;o, que enviou, nessa mesma tarde, um piquete de interven&ccedil;&atilde;o especializado nas linhas em tens&atilde;o, tendo este apoio de linha el&eacute;trica sido inclu&iacute;do na lista dos apoios perigosos para aves.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Grifo morto em linha eletrico resgatado pela EDP Distribui&ccedil;&atilde;o foto Ant&oacute;nio Monteiro Lu&iacute;sa Jorge ICNF.jpg" width="900" height="675" alt="" /><br />
<p class="legenda">T&eacute;cnicos do piquete de interven&ccedil;&atilde;o especializado da EDP Distribui&ccedil;&atilde;o resgatam cad&aacute;ver do grifo. Fotografia Ant&oacute;nio Monteiro/Lu&iacute;sa Jorge/ICNF</p>
<br />
O cad&aacute;ver era de um grifo adulto e foi resgatado pelos t&eacute;cnicos da EDP Distribui&ccedil;&atilde;o e entregue ao ICNF. Este grifo ser&aacute; alvo de an&aacute;lise no &acirc;mbito do projeto LIFE Rupis, do qual a Palombar &eacute; parceira.<br />
<br />
A intera&ccedil;&atilde;o das aves necr&oacute;fagas com infraestruturas como linhas el&eacute;tricas constitui um fator importante de mortalidade que contribui para a redu&ccedil;&atilde;o das suas popula&ccedil;&otilde;es. Esta causa de mortalidade tem uma relev&acirc;ncia acrescida para o abutre&#8209;preto, milhafre-real, &aacute;guia&#8209;imperial-ib&eacute;rica e britango, que apresentam popula&ccedil;&otilde;es reprodutoras reduzidas no territ&oacute;rio nacional.<br />
<br />
Segundo refere o ICNF, a &quot;recolha de informa&ccedil;&atilde;o sobre os pontos negros da rede de distribui&ccedil;&atilde;o j&aacute; permitiu corrigir, isolar e sinalizar mais de 80 Km de linhas de m&eacute;dia tens&atilde;o nesta &Aacute;rea Protegida desde 2003&quot;.&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c76fd</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 30 Jul 2020 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Projeto Sentinelas já conta com 13 grifos marcados para detetar ameaças contra a biodiversidade</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/projeto-sentinelas-ja-conta-com-13-grifos-marcados-para-detetar-ameacas-contra-a-biodiversidade-2020-07-30/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A rede de sentinelas de combate ao uso ilegal de venenos e outras amea&ccedil;as para a biodiversidade criada no &acirc;mbito do projeto Sentinelas (www.sentinelas.pt) conta j&aacute; com 13 grifos marcados com dispositivos GPS-GSM e/ou anilhas. Ao todo, desde o in&iacute;cio do projeto, em 2019, foram colocados emissores GPS-GSM e anilhas em dez indiv&iacute;duos e apenas anilhas noutros tr&ecirc;s.</strong><br />
<br />
Na quinta-feira dia 23 de julho de 2020, foram marcados seis grifos adultos na Zona de Prote&ccedil;&atilde;o Especial (ZPE) Rios Sabor e Ma&ccedil;&atilde;s da Rede Natura 2000, no concelho de Vimioso, dos quais em cinco foram colocados emissores e anilhas PVC e met&aacute;licas, e num apenas as anilhas. Para al&eacute;m da marca&ccedil;&atilde;o, foram registadas v&aacute;rias biometrias e colhidas diversas amostras biol&oacute;gicas dos exemplares para an&aacute;lise. Nas a&ccedil;&otilde;es de captura e marca&ccedil;&atilde;o estiveram presentes t&eacute;cnicos da Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural e investigadores da Universidade de Oviedo (Espanha), parceira do projeto.<br />
<br />
Estes seis grifos juntam-se agora aos sete que j&aacute; tinham sido marcados no dia 18 de novembro de 2019 na ZPE Douro Internacional e Vale do &Aacute;gueda, alargando, desta forma, a capacidade da rede de sentinelas do projeto. A marca&ccedil;&atilde;o dos animais no &acirc;mbito deste projeto sofreu atrasos significativos devido &agrave; pandemia de COVID-19 e est&aacute; ainda previsto serem marcados brevemente grifos com emissores GPS-GSM e anilhas nas ZPE Serra do Ger&ecirc;s e Montesinho/Nogueira.<br />
<br />
Os emissores GPS-GSM emitem frequentemente as posi&ccedil;&otilde;es dos animais e permitem que a equipa t&eacute;cnica do projeto Sentinelas monitorize continuamente os indiv&iacute;duos, possibilitando, assim, detetar, atempadamente, potenciais amea&ccedil;as.<br />
<br />
A rede de grifos marcados do projeto Sentinelas funciona, desta forma, como um &ldquo;radar&rdquo; e assegura n&atilde;o s&oacute; a identifica&ccedil;&atilde;o do uso ilegal de venenos, como outros riscos relacionados com a intoxica&ccedil;&atilde;o por diversos contaminantes ambientais, mortalidade em linhas el&eacute;tricas e/ou parques e&oacute;licos e abate a tiro, as quais constituem algumas das amea&ccedil;as mais importantes para v&aacute;rias aves de rapina com h&aacute;bitos necr&oacute;fagos, em particular, e para a biodiversidade, em geral.<br />
<br />
<strong>Sobre o projeto Sentinelas</strong><br />
<br />
&lsquo;Sentinelas - marca&ccedil;&atilde;o e seguimento de grifos Gyps fulvus como ferramenta de combate ao uso ilegal de venenos em Portugal&rsquo; &eacute; um projeto da Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, financiado pelo Fundo Ambiental &ndash; Minist&eacute;rio do Ambiente e da Transi&ccedil;&atilde;o Energ&eacute;tica no seu primeiro ano (2019) e desenvolvido em territ&oacute;rios da Rede Natura 2000. Tem como parceira a Universidade de Oviedo, em Espanha.<br />
<br />
O principal objetivo do projeto &eacute; criar uma rede de esp&eacute;cies-sentinelas que possibilite obter informa&ccedil;&atilde;o e combater o uso ilegal de venenos em Portugal, o qual representa um s&eacute;rio problema para a conserva&ccedil;&atilde;o da biodiversidade, dos ecossistemas e para a sa&uacute;de p&uacute;blica.<br />
<br />
No &acirc;mbito deste projeto, pretende-se alargar e refor&ccedil;ar a rede de parceiros, bem como unir esfor&ccedil;os com vista a combater de forma mais eficaz o uso ilegal de venenos e outras formas de furtivismo em Portugal.<br />
&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c7704</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 23 Jul 2020 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Espanha: relatório conclui que uso ilegal de venenos tem impacto muito grave sobre a biodiversidade</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/espanha-relatorio-conclui-que-uso-ilegal-de-venenos-tem-impacto-muito-grave-sobre-a-biodiversidade-2020-07-23/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>O relat&oacute;rio 'O Veneno em Espanha - Evolu&ccedil;&atilde;o do envenenamento de fauna silvestre (1992-2017)', que acaba de ser publicado, revela que, em 25 anos, entre 1992 e 2017, foi confirmada a morte devido ao consumo de iscos envenenados de 21 260 animais</strong>.<br />
<br />
Produzido pela Sociedade Espanhola de Ornitologia SEO/BirdLife e pela ONG WWF, o documento alerta, contudo, que o n&uacute;mero real de casos pode ser bastante superior e chegar aos 200 000. No total, foram registados 9 700 delitos envolvendo venenos contra a fauna silvestre no pa&iacute;s vizinho naquele per&iacute;odo.<br />
<br />
O relat&oacute;rio tamb&eacute;m conclui que o uso ilegal de venenos tem um impacto muito grave sobre a biodiversidade em Espanha, sendo as esp&eacute;cies de aves de rapina o grupo de animais mais afetado (35%), seguidos dos animais dom&eacute;sticos (21%) e dos carn&iacute;voros terrestres (9%).<br />
<br />
Verificou-se tamb&eacute;m que os munic&iacute;pios espanh&oacute;is de Tudela, Zaragoza, Bunyola e Albacete s&atilde;o os que registam mais casos de animais envenenados em Espanha.<br />
<br />
Tal como em Espanha, o uso ilegal de venenos em Portugal &eacute; igualmente uma grave amea&ccedil;a para a fauna silvestre e para a biodiversidade, sendo tamb&eacute;m um problema que afeta a sa&uacute;de p&uacute;blica e os ecossistemas.<br />
<br />
O projeto <a href="http://www.sentinelas.pt"><strong>Sentinelas - Marca&ccedil;&atilde;o e seguimento de fauna silvestre como ferramenta de combate ao uso ilegal de venenos em Portugal</strong></a>, desenvolvido pela Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, em parceria com a Universidade de Oviedo, em Espanha, a par com o <strong><a href="https://www.antidoto-portugal.org/portal/PT/25/default.aspx">Programa Ant&iacute;doto Portugal</a></strong>, &eacute; um instrumento fundamental na luta contra o uso ilegal de venenos no pa&iacute;s e tem desenvolvido estrat&eacute;gias multidisciplinares para fazer face a esta problem&aacute;tica, com foco numa abordagem de coopera&ccedil;&atilde;o com os v&aacute;rios intervenientes nesta luta e de atua&ccedil;&atilde;o junto da comunidade.<br />
<br />
'O Veneno em Espanha - Evolu&ccedil;&atilde;o do envenenamento de fauna silvestre (1992-2017)' - Relat&oacute;rio 2020 pode ser descarregado <strong><a href="https://www.seo.org/wp-content/uploads/2020/07/Veneno-en-Espan%CC%83a-informe-2020-web_DEFINITVO.pdf">aqui</a></strong>.&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c770b</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 20 Jul 2020 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Tartaranhão-caçador: proteção de três ninhos desta rapina em perigo de extinção potencia aumento da sua população </title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/tartaranhao-cacador-protecao-de-tres-ninhos-desta-rapina-em-perigo-de-extincao-potencia-aumento-da-sua-populacao-2020-07-20/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental de ambiente Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural implementou medidas de prote&ccedil;&atilde;o de tr&ecirc;s ninhos de tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador (<em>Circus pygargus</em>), uma esp&eacute;cie amea&ccedil;ada e legalmente protegida, em terrenos agr&iacute;colas com culturas cereal&iacute;fera e forrageira localizados no concelho de Miranda do Douro, em a&ccedil;&otilde;es realizadas em estreita colabora&ccedil;&atilde;o com os agricultores locais. Dois dos ninhos foram identificados por um t&eacute;cnico da organiza&ccedil;&atilde;o e o terceiro por um trabalhador agr&iacute;cola. No total, os ninhos tinham oito ovos e tr&ecirc;s crias e a sua prote&ccedil;&atilde;o contribui fortemente para assegurar o sucesso reprodutor e o potencial aumento de efetivos da esp&eacute;cie. <br />
</strong> <br />
O tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador &eacute; uma rapina migradora que tem um estatuto de amea&ccedil;a &ldquo;Em perigo&rdquo; de extin&ccedil;&atilde;o, segundo o Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal e as suas popula&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m registado um decl&iacute;nio continuado no territ&oacute;rio nacional.  Os casais nidificantes desta esp&eacute;cie no pa&iacute;s representam cerca de 13 por cento da popula&ccedil;&atilde;o europeia (excluindo a R&uacute;ssia). Esta &eacute; uma esp&eacute;cie de conserva&ccedil;&atilde;o priorit&aacute;ria em Portugal e que est&aacute; protegida atrav&eacute;s da transposi&ccedil;&atilde;o para a legisla&ccedil;&atilde;o nacional da Diretiva Aves da Uni&atilde;o Europeia, e das Conven&ccedil;&otilde;es de Berna, de Bona e de Washington.  A regi&atilde;o Nordeste do pa&iacute;s regista um efetivo populacional relevante de tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador e, tendo em conta esta realidade, a Palombar tem desenvolvido a&ccedil;&otilde;es dirigidas para esta esp&eacute;cie com o objetivo de monitorizar as suas popula&ccedil;&otilde;es e detetar casais e ninhos existentes no territ&oacute;rio, sobretudo no Planalto Mirand&ecirc;s.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Ninho com ovos_redu.jpg" width="900" height="600" alt="" /><br />
<p class="legenda">Ninho de tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador com ovos. Fotografia Palombar.</p>
<br />
Os tr&ecirc;s ninhos de tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador identificados e protegidos n&atilde;o est&atilde;o atualmente localizados em territ&oacute;rio da Zona de Prote&ccedil;&atilde;o Especial (ZPE) Douro Internacional e Vale do &Aacute;gueda da Rede Natura 2000, contudo, encontram-se abrangidos pelo novo limite proposto para o <a href="http://palombar.pt/pt/noticias/proposta-de-alargamento-da-zpe-douro-internacional-e-vale-do-agueda-sob-consulta-publica-2020-06-24/">alargamento</a> desta ZPE pelo Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas (ICNF), o que confirma e corrobora a import&acirc;ncia do aumento da extens&atilde;o desta &aacute;rea protegida ao abrigo da Diretiva Aves da Uni&atilde;o Europeia para a conserva&ccedil;&atilde;o das aves estep&aacute;rias e outras esp&eacute;cies de avifauna em risco.<br />
<br />
O primeiro ninho de tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador foi identificado no dia 21 de maio, o segundo no dia 2 de junho e o terceiro no dia 9 de junho. A identifica&ccedil;&atilde;o dos locais de nidifica&ccedil;&atilde;o foi poss&iacute;vel devido ao conhecimento, por parte dos t&eacute;cnicos da Palombar, sobre os comportamentos da esp&eacute;cie e os seus habitats preferenciais de nidifica&ccedil;&atilde;o. Ap&oacute;s a identifica&ccedil;&atilde;o e localiza&ccedil;&atilde;o exata dos ninhos, a Palombar contactou os propriet&aacute;rios dos terrenos agr&iacute;colas onde estes se encontravam, os quais, sensibilizados para a import&acirc;ncia da esp&eacute;cie e para a necessidade de proteger a biodiversidade, mostraram total disponibilidade para colaborar com a organiza&ccedil;&atilde;o nas medidas de prote&ccedil;&atilde;o a serem implementadas. <br />
<br />
Ap&oacute;s a autoriza&ccedil;&atilde;o dada pelos propriet&aacute;rios rurais, os t&eacute;cnicos da Palombar procederam &agrave; instala&ccedil;&atilde;o de uma veda&ccedil;&atilde;o para criar um per&iacute;metro de seguran&ccedil;a e prote&ccedil;&atilde;o &agrave; volta dos ninhos, os quais foram circunscritos por uma rede de malha met&aacute;lica para evitar a sua destrui&ccedil;&atilde;o e/ou perturba&ccedil;&otilde;es em consequ&ecirc;ncia das atividades realizadas nos terrenos agr&iacute;colas, nomeadamente a ceifa de cereais, gram&iacute;neas e leguminosas, que normalmente ocorre no per&iacute;odo de nidifica&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie. A instala&ccedil;&atilde;o da veda&ccedil;&atilde;o ao redor dos ninhos foi realizada seguindo as orienta&ccedil;&otilde;es do &quot;Manual de Prote&ccedil;&atilde;o para os Ninhos de Tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador <em>(Circus pygargus</em>) em Meios Agr&iacute;colas&quot;, 2011, M&atilde;e d&rsquo;&Aacute;gua, Instituto de Ci&ecirc;ncias Agr&aacute;rias e Ambientais Mediterr&acirc;nicas/Universidade de &Eacute;vora e Instituto de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e da Biodiversidade. <br />
<br />
A organiza&ccedil;&atilde;o pretende tamb&eacute;m desenvolver um trabalho de maior proximidade com os gestores, propriet&aacute;rios e trabalhadores agr&iacute;colas da regi&atilde;o de Tr&aacute;s-os-Montes, mais especificamente no Planalto Mirand&ecirc;s, em prol da conserva&ccedil;&atilde;o do tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador. <br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Ninho 2 protegido Duas Igrejas_redu.jpg" width="900" height="600" alt="" /><br />
<p class="legenda">Ninho de tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador com estrutura de prote&ccedil;&atilde;o. Fotografia Palombar.</p>
<strong><br />
O papel fundamental dos propriet&aacute;rios e trabalhadores agr&iacute;colas </strong><br />
<br />
O tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador &eacute; uma esp&eacute;cie estep&aacute;ria que faz os seus ninhos no solo, na grande maioria das vezes, em terrenos cultivados, habitualmente culturas cereal&iacute;feras, arvenses e forrageiras. A destrui&ccedil;&atilde;o involunt&aacute;ria dos seus ninhos, ovos e crias por parte de m&aacute;quinas agr&iacute;colas durante a atividade da ceifa, a qual ocorre num per&iacute;odo temporal que coincide com a &eacute;poca de nidifica&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie, entre finais de abril e meados de maio (postura dos ovos) e posterior fase de matura&ccedil;&atilde;o das crias, constitui uma das principais amea&ccedil;as ao seu sucesso reprodutor e sobreviv&ecirc;ncia.<br />
<br />
Os propriet&aacute;rios de terrenos e trabalhadores agr&iacute;colas t&ecirc;m, desta forma, um papel absolutamente fundamental a desempenhar na prote&ccedil;&atilde;o e conserva&ccedil;&atilde;o desta ave de rapina. A sua colabora&ccedil;&atilde;o &eacute; imprescind&iacute;vel para que as organiza&ccedil;&otilde;es de conserva&ccedil;&atilde;o da natureza possam executar as medidas que asseguram a sua prote&ccedil;&atilde;o. A sensibiliza&ccedil;&atilde;o e o conhecimento desta esp&eacute;cie e dos seus comportamentos por parte da comunidade, em geral, e dos propriet&aacute;rios e trabalhadores agr&iacute;colas, em particular, &eacute; igualmente essencial para o sucesso das medidas conservacionistas implementadas no terreno. <br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Nelson Jorge m&aacute;quina agr&iacute;cola Malhadas_redu.JPG" width="900" height="600" alt="" /><br />
<p class="legenda">Nelson Jorge identificou um dos ninhos de tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador enquanto realizava trabalhos numa m&aacute;quina agr&iacute;cola em terrenos da Associa&ccedil;&atilde;o dos Criadores de Bovinos de Ra&ccedil;a Mirandesa, que autorizou a instala&ccedil;&atilde;o da estrutura de prote&ccedil;&atilde;o do ninho. Fotografia Palombar.</p>
<br />
A conserva&ccedil;&atilde;o das popula&ccedil;&otilde;es de tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador promove o equil&iacute;brio dos ecossistemas e beneficia diretamente os agricultores e as suas culturas, pois esta esp&eacute;cie &eacute; predadora de pequenos mam&iacute;feros roedores e insetos consumidores de sementes e vegetais diversos e contribui para travar o aumento excessivo das suas popula&ccedil;&otilde;es. <br />
<br />
Foi o contacto e a colabora&ccedil;&atilde;o estabelecidos com o propriet&aacute;rio rural e agricultor Emanuel Gon&ccedil;alo, com o trabalhador agr&iacute;cola Nelson Preto Jorge e com a Associa&ccedil;&atilde;o dos Criadores de Bovinos de Ra&ccedil;a Mirandesa, propriet&aacute;ria de um dos terrenos, e os seus contributos fundamentais que permitiram &agrave; Palombar implementar os procedimentos necess&aacute;rios para proteger os tr&ecirc;s ninhos de tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador identificados, possibilitando, assim, assegurar o sucesso reprodutor da esp&eacute;cie e contribuir para o potencial aumento da sua popula&ccedil;&atilde;o. <br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Lu&iacute;s Ribeiro e Emanuel Gon&ccedil;alo Duas Igrejas_redu.jpg" width="900" height="600" alt="" /><br />
<p class="legenda">Emanuel Gon&ccedil;alo colaborou com a Palombar e autorizou a instala&ccedil;&atilde;o das estruturas de prote&ccedil;&atilde;o dos ninhos no seu terreno. Fotografia Palombar.</p>
<br />
Para que seja poss&iacute;vel cumprir os dois principais objetivos de conserva&ccedil;&atilde;o do tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador em Portugal: manter/aumentar a popula&ccedil;&atilde;o nidificante e conservar as zonas de nidifica&ccedil;&atilde;o e alimenta&ccedil;&atilde;o, &eacute; essencial a implementa&ccedil;&atilde;o de medidas agroambientais e planos de gest&atilde;o do territ&oacute;rio e da esp&eacute;cie que envolvam as comunidades locais, bem como a realiza&ccedil;&atilde;o de censos nacionais e monitoriza&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o, de forma a quantificar os seus reais efetivos e identificar os locais onde nidificam, assim como avaliar a evolu&ccedil;&atilde;o das suas popula&ccedil;&otilde;es ao longo dos pr&oacute;ximos anos. <br />
<br />
A aus&ecirc;ncia de um censo de &acirc;mbito nacional desta esp&eacute;cie n&atilde;o tem permitido ter uma perce&ccedil;&atilde;o mais precisa sobre a sua din&acirc;mica populacional nos &uacute;ltimos anos ao n&iacute;vel de todo o territ&oacute;rio. Contudo, sabe-se de decl&iacute;nios dram&aacute;ticos do tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador nalgumas zonas, nomeadamente em Campo Maior, onde a esp&eacute;cie sofreu uma forte redu&ccedil;&atilde;o, associada &agrave; intensifica&ccedil;&atilde;o da agricultura. O grande decr&eacute;scimo da cerealicultura extensiva, habitat de que depende a larga maioria dos seus efetivos, &eacute; considerado um dos principais respons&aacute;veis pela redu&ccedil;&atilde;o das suas popula&ccedil;&otilde;es.<br />
<br />
Na vizinha Espanha, de acordo com dados do &uacute;ltimo censo realizado em 2017 e publicado em 2019, entre 2006 e 2017, as popula&ccedil;&otilde;es de tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador diminu&iacute;ram 23%, segundo a Sociedade Espanhola de Ornitologia (SEO/Birdlife).<br />
<br />
<strong>Tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador: o ex&iacute;mio predador </strong><br />
<br />
O tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador ou &aacute;guia-ca&ccedil;adeira, a mais pequena das &aacute;guias europeias, &eacute; uma esp&eacute;cie ex&iacute;mia na arte da ca&ccedil;a e da preda&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o &eacute; por acaso que os adjetivos &ldquo;ca&ccedil;ador&rdquo; e &ldquo;ca&ccedil;adeira&rdquo; integram os seus nomes comuns. Esta rapina apresenta movimentos &aacute;geis, r&aacute;pidos, silenciosos e precisos e tem, por isso, uma grande habilidade para ca&ccedil;ar presas vivas de pequenas dimens&otilde;es. O tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador &eacute; uma esp&eacute;cie nidificante estival, pelo que s&oacute; est&aacute; presente no territ&oacute;rio nacional a partir de meados de mar&ccedil;o at&eacute; setembro. Esta esp&eacute;cie passa o inverno em &Aacute;frica. <br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/F&ecirc;mea de tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador_redu.jpg" width="900" height="600" alt="" /><br />
<p class="legenda">Tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador. Fotografia Palombar.</p>
<br />
O macho apresenta uma plumagem cinzento-azulada, asas muito compridas e estreitas, corpo esguio e cauda comprida e estreita, de colora&ccedil;&atilde;o negra. Em voo, distingue-se uma banda preta nas penas secund&aacute;rias. A f&ecirc;mea e os juvenis apresentam uma plumagem de tons castanhos-arruivados.<br />
<br />
O seu habitat de elei&ccedil;&atilde;o s&atilde;o &aacute;reas predominantemente desarborizadas, com solos secos ou h&uacute;midos e associadas a zonas agr&iacute;colas, principalmente culturas cereal&iacute;feras, arvenses e forrageiras. Reproduz-se em zonas seminaturais caracterizados pela cerealicultura extensiva, embora se possa reproduzir tamb&eacute;m nos planaltos serranos do centro-leste e norte e ainda em zonas costeiras. Na regi&atilde;o mediterr&acirc;nica, estima-se que 90% dos casais nidificam no interior de searas.<br />
<br />
O tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador alimenta-se essencialmente de pequenas presas: aves, pequenos mam&iacute;feros, insetos e lagartos. Apesar de ser considerado um predador generalista, a sua dieta pode apresentar especificidade a n&iacute;vel local na sele&ccedil;&atilde;o de presas.<br />
<br />
Os principais fatores de amea&ccedil;a para esta esp&eacute;cie s&atilde;o: atividade da ceifa, intensifica&ccedil;&atilde;o da agricultura, abandono agr&iacute;cola, utiliza&ccedil;&atilde;o de agroqu&iacute;micos, floresta&ccedil;&atilde;o das terras agr&iacute;colas, expans&atilde;o de cultivos lenhosos, perturba&ccedil;&atilde;o provocada pelas atividades humanas, abate ilegal, pilhagem e destrui&ccedil;&atilde;o de ninhos, e aumento de predadores de ovos e crias.<br />
&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c771a</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Wed, 15 Jul 2020 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Britango Fangueiro recuperado volta a abraçar a liberdade</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/britango-fangueiro-recuperado-volta-a-abracar-a-liberdade-2020-07-15/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A hist&oacute;ria do britango (<em>Neophron percnopterus</em>) Fangueiro poderia ter terminado mal se o destino deste juvenil da esp&eacute;cie n&atilde;o se tivesse cruzado com o do fot&oacute;grafo de natureza Carlos Rio, que o encontrou muito debilitado em F&atilde;o, no concelho de Esposende (Braga), em novembro de 2019.<br />
</strong><br />
Na altura, o Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas (ICNF) foi contactado e recolheu o animal, tendo este sido encaminhado para o Hospital Veterin&aacute;rio da Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro (UTAD), onde passou por um processo de recupera&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
Foi no CIARA - Centro de Interpreta&ccedil;&atilde;o Ambiental e Recupera&ccedil;&atilde;o Animal de Felgar que este abutre reaprendeu a voar e a procurar alimento de forma natural, j&aacute; na fase final de reabilita&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
Totalmente recuperado, o britago Fangueiro, batizado com este nome por ter sido encontrado em F&atilde;o, voltou a abra&ccedil;ar a liberdade, depois de ter sido devolvido &agrave; natureza esta semana, no dia 13 de julho, numa a&ccedil;&atilde;o de liberta&ccedil;&atilde;o que decorreu no Miradouro do Carrascalinho (Freixo de Espada &agrave; Cinta), em pleno Parque Natural do Douro Internacional (PNDI).<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/IMG-20200714-WA0005redu.jpg" width="900" height="600" alt="" /><br />
<p class="legenda">Liberta&ccedil;&atilde;o do britango Fangueiro. Fotografia Miguel N&oacute;voa/Palombar.</p>
<br />
Nesta a&ccedil;&atilde;o participaram v&aacute;rias entidades, entre as quais os parceiros do projeto LIFE Rupis, incluindo a Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural.<br />
<br />
A ave foi anilhada e marcada com um transmissor GPS, o qual foi fornecido pela Vulture Conservation Foundation (VCF). O dispositivo foi colocado pelo t&eacute;cnico da Associa&ccedil;&atilde;o Transum&acirc;ncia e Natureza (ATNatureza) Carlos Pacheco, que acompanhou todo o processo, e fornecer&aacute; informa&ccedil;&otilde;es fundamentais para a monitoriza&ccedil;&atilde;o deste indiv&iacute;duo e para a sua conserva&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
Voa, voa Fangueiro, a tua liberdade &eacute; a nossa maior recompensa!<br />
<br />
Saiba mais sobre esta esp&eacute;cie no site dos projetos&nbsp;<strong><a href="http://www.connectnatura.pt/britago">ConnectNatura</a></strong>&nbsp;e&nbsp;<a href="http://www.rupis.pt "><strong>LIFE Rupis</strong></a>.]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c7721</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Wed, 24 Jun 2020 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Proposta de alargamento da ZPE Douro Internacional e Vale do Águeda sob consulta pública</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/proposta-de-alargamento-da-zpe-douro-internacional-e-vale-do-agueda-sob-consulta-publica-2020-06-24/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>O alargamento da Zona de Prote&ccedil;&atilde;o Especial (ZPE) Douro Internacional e Vale do &Aacute;gueda da Rede Natura 2000 &eacute; proposto pelo Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas (ICNF), com o apoio do projeto 'LIFE Rupis - Conserva&ccedil;&atilde;o do britango e da &aacute;guia-perdigueira no vale do rio Douro' (www.rupis.pt), o qual &eacute; coordenado pela Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) e tem v&aacute;rios parceiros, entre os quais a Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural. A proposta est&aacute; aberta a consulta p&uacute;blica at&eacute; ao dia 4 de julho.</strong><br />
<br />
O aumento dos limites desta ZPE vai permitir alargar a &aacute;rea de prote&ccedil;&atilde;o e conserva&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rias esp&eacute;cies de aves amea&ccedil;adas e legalmente protegidas em Portugal e na Europa, ao abrigo da Diretiva Aves da Uni&atilde;o Europeia (UE).<br />
<br />
Possibilita ainda, entre outras medidas, abranger uma importante &aacute;rea para a conserva&ccedil;&atilde;o das aves estep&aacute;rias, nomeadamente no Planalto Mirand&ecirc;s, e promover a conectividade com as ZPE Rios Sabor e Ma&ccedil;&atilde;s e Vale do C&ocirc;a.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Anexo III_Proposta_Limites_JPG.jpg" width="900" height="1028" alt="" /><br />
<p class="legenda">Mapa com a proposta de altera&ccedil;&atilde;o do limite da ZPE Douro Internacional e Vale do &Aacute;gueda<br />
Fonte: https://participa.pt/pt/consulta/alteracao-de-limites-da-zpe-diva</p>
<br />
A proposta de alargamento &eacute; feita porque &quot;a atual limita&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica da ZPE &eacute; claramente insuficiente para assegurar a conserva&ccedil;&atilde;o dos dom&iacute;nios vitais em per&iacute;odo reprodutor das esp&eacute;cies amea&ccedil;adas, bem como desproporcionada, por defeito, considerando a elevada diversidade biol&oacute;gica e riqueza espec&iacute;fica existente&quot;.<br />
<br />
&quot;Esta nova configura&ccedil;&atilde;o torna equilibrada a rela&ccedil;&atilde;o entre todas as ZPE no vale internacional do Douro e permitir&aacute; que as esp&eacute;cies protegidas atinjam um estado de conserva&ccedil;&atilde;o mais favor&aacute;vel a longo-prazo&quot;, refere a proposta.<br />
<br />
Saiba mais <strong><a href="https://participa.pt/pt/consulta/alteracao-de-limites-da-zpe-diva">aqui</a></strong>.<br />
<br />]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c7728</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 15 Jun 2020 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Palombar instala primeira Estação de Anilhagem de Esforço Constante em Trás-os-Montes</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/palombar-instala-primeira-estacao-de-anilhagem-de-esforco-constante-em-tras-os-montes-2020-06-15/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural instalou, em mar&ccedil;o deste ano, a primeira Esta&ccedil;&atilde;o de Anilhagem de Esfor&ccedil;o Constante (EAEC) em Tr&aacute;s-os-Montes, localizada na aldeia de Vila Ch&atilde; da Ribeira (concelho de Vimioso), com o principal objetivo de contribuir para o estudo cient&iacute;fico da avifauna presente na regi&atilde;o. Inserida na Zona de Prote&ccedil;&atilde;o Especial (ZPE) e no S&iacute;tio de Import&acirc;ncia Comunit&aacute;ria (SIC) Rios Sabor e Ma&ccedil;&atilde;s da Rede Natura 2000, esta EAEC encontra-se situada numa &aacute;rea com grande diversidade de avifauna e com habitats essenciais &agrave; sua conserva&ccedil;&atilde;o. Foram j&aacute; anilhados 125 indiv&iacute;duos de 22 esp&eacute;cies diferentes.</strong><br />
<br />
A EAEC de Vila Ch&atilde; da Ribeira foi estabelecida ao abrigo do Projeto Esta&ccedil;&otilde;es de Esfor&ccedil;o Constante (PEEC), desenvolvido pelo Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas (ICNF), pela Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa de Anilhadores de Aves (APAA) e pelo Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Biodiversidade e Recursos Gen&eacute;ticos (CIBIO). Esta EAEC &eacute; coordenada pela Palombar e o anilhador respons&aacute;vel &eacute; o t&eacute;cnico de ecoturismo da organiza&ccedil;&atilde;o Lu&iacute;s Ribeiro. <br />
<br />
As EAEC realizam, todos os anos, no per&iacute;odo de 25 de mar&ccedil;o a 22 de julho, um m&aacute;ximo de 12 sess&otilde;es de captura e anilhagem de aves com recurso a redes verticais durante a &eacute;poca de nidifica&ccedil;&atilde;o. A realiza&ccedil;&atilde;o dessas sess&otilde;es permite obter dados de elevada import&acirc;ncia para fazer estimativas fi&aacute;veis da densidade de adultos e juvenis de esp&eacute;cies de avifauna presentes numa determinada regi&atilde;o em cada &eacute;poca de nidifica&ccedil;&atilde;o, de forma a avaliar as suas tend&ecirc;ncias populacionais.<br />
<br />
&ldquo;Este &eacute; um projeto que vai ao encontro da miss&atilde;o da Palombar para o territ&oacute;rio onde atua, e &eacute; certamente um bom contributo para a ornitologia nacional. Estando esta esta&ccedil;&atilde;o localizada em duas &aacute;reas protegidas da Rede Natura 2000, nomeadamente a ZPE e SIC Rios Sabor e Ma&ccedil;&atilde;s, permite-nos aprofundar a import&acirc;ncia deste corredor ecol&oacute;gico para os passeriformes, e, com isso, continuar a contribuir para o estudo, e consequente prote&ccedil;&atilde;o e valoriza&ccedil;&atilde;o dos valores naturais aqui presentes. Esperamos, em breve, poder abranger outros projetos relacionados, e alargar a nossa atua&ccedil;&atilde;o a outras esp&eacute;cies e habitats, especialmente numa regi&atilde;o do pa&iacute;s que carece deste tipo de trabalhos mais direcionados&quot;, destaca Lu&iacute;s Ribeiro. <br />
<br />
O objetivo principal do PEEC &eacute; estimar a abund&acirc;ncia de adultos e juvenis de v&aacute;rias esp&eacute;cies nidificantes no territ&oacute;rio nacional e contribuir para a monitoriza&ccedil;&atilde;o da biodiversidade em Portugal, com informa&ccedil;&atilde;o relevante sobre as suas din&acirc;micas populacionais. Visa ainda fornecer dados para o Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal e para o Atlas das Aves Nidificantes em Portugal, informa&ccedil;&atilde;o imprescind&iacute;vel para o conhecimento sobre o estado atual de abund&acirc;ncia e distribui&ccedil;&atilde;o das aves silvestres no pa&iacute;s. <br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Chapim-real (Parus major).jpg" width="1202" height="852" alt="" /><br />
<p class="legenda">Chapim-real (<em>Parus major</em>). Fotografia Lu&iacute;s Ribeiro.</p>
<br />
A EAEC de Vila Ch&atilde; da Ribeira instalada pela Palombar est&aacute; localizada numa &aacute;rea florestal formada por azinheiras, com grande variedade vegetal, apresentando sub-coberto de estevas e giestas e, junto &agrave;s linhas de anilhagem, h&aacute; ainda manchas de carvalho, um lameiro com freixos e uma zona com sebes composta por pilriteiros e silvas. <br />
<br />
&ldquo;A cria&ccedil;&atilde;o desta EAEC &eacute; importante, pois permite conhecer melhor a din&acirc;mica populacional dos passeriformes que ocorrem na regi&atilde;o e saber, de forma mais aprofundada, que esp&eacute;cies utilizam a zona. Esse conhecimento tamb&eacute;m poder&aacute; ajudar-nos a direcionar e adaptar as medidas de gest&atilde;o dos habitats, no sentido de favorecer, de forma mais eficaz e direcionada, as esp&eacute;cies identificadas e, eventualmente, numa fase mais avan&ccedil;ada, poder perceber a influ&ecirc;ncia das medidas j&aacute; implementadas nas tend&ecirc;ncias populacionais de determinadas aves, algo que s&oacute; ser&aacute; poss&iacute;vel a m&eacute;dio/longo prazo&rdquo;, explica o bi&oacute;logo da Palombar Am&eacute;rico Guedes. <br />
<br />
Na EAEC de Vila Ch&atilde; da Ribeira foram realizadas, at&eacute; ao momento, cinco sess&otilde;es de captura e anilhagem, nos dias 8 e 19 de abril e 2, 13 e 23 de maio, tendo sido anilhados 125 indiv&iacute;duos de 22 esp&eacute;cies diferentes.<br />
<br />
Entre as esp&eacute;cies j&aacute; anilhadas, destacam-se a toutinegra-real-ocidental (<em>Sylvia hortensis hortensis</em>), uma ave migradora que est&aacute; &ldquo;Quase amea&ccedil;ada&rdquo; de extin&ccedil;&atilde;o, segundo o Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal, apresentando uma popula&ccedil;&atilde;o reduzida e uma distribui&ccedil;&atilde;o muito fragmentada no territ&oacute;rio nacional, e a rola-brava (<em>Streptopelia turtur</em>), esp&eacute;cie igualmente migradora que, apesar de j&aacute; ter sido muito abundante e de ter um estatuto de amea&ccedil;a &ldquo;Pouco preocupante&rdquo; em Portugal, tem registado um decl&iacute;nio nas suas popula&ccedil;&otilde;es h&aacute; v&aacute;rias d&eacute;cadas e, atualmente, os seus efetivos s&atilde;o reduzidos, sobretudo no sul do pa&iacute;s.  Tem um estatuto de amea&ccedil;a &ldquo;Vulner&aacute;vel&rdquo;, segundo a Uni&atilde;o Internacional para a Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza (IUCN, na sigla em ingl&ecirc;s). <br />
<br />
<strong>Toutinegra-real-ocidental: a maior das toutinegras que ocorrem em Portugal </strong><br />
<br />
A toutinegra-real-ocidental passa o per&iacute;odo estival na Europa e a invernada a sul do deserto do Saara, no continente africano. O maior efetivo reprodutor desta esp&eacute;cie na Europa est&aacute; presente na Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Toutinegra-real (Sylvia hortensis)-2.jpg" width="900" height="675" alt="" /><br />
<p class="legenda">Toutinegra-real (<em>Sylvia hortensis</em>). Fotografia Lu&iacute;s Ribeiro.</p>
<br />
&Eacute; a maior e menos comum toutinegra que ocorre em Portugal e a sua densidade populacional no territ&oacute;rio nacional &eacute; muito reduzida. Mais f&aacute;cil de identificar pelo tamanho e pelo canto, o macho apresenta o distintivo barrete preto, que come&ccedil;a ao n&iacute;vel do bico, passa por baixo do olho e envolve toda a cabe&ccedil;a, o qual contrasta com a garganta branca. As f&ecirc;meas e os juvenis s&atilde;o acastanhados. <br />
<br />
O seu habitat preferencial &eacute; composto por zonas florestais de caducif&oacute;lias, tais como montados de sobro e azinho, matos e matagais em encostas montanhosas e rochosas, ocorrendo tamb&eacute;m em &aacute;reas com lameiros e galerias rip&iacute;colas e ainda em pomares e olivais. Geralmente o coberto arbustivo nas &aacute;reas de ocorr&ecirc;ncia &eacute; reduzido ou inexistente. Alimenta-se essencialmente de insetos. <br />
<br />
Esta esp&eacute;cie nidifica sobretudo em arbustos ou &aacute;rvores e pode colocar entre tr&ecirc;s a cinco ovos por ninhada. <br />
<br />
Os fatores de amea&ccedil;a para a toutinegra-real-ocidental ainda n&atilde;o s&atilde;o bem conhecidos.<br />
<br />
Quer ouvir o canto desta ave?<br />
Clique <strong><a href="http://www.xeno-canto.org/546927">aqui</a></strong>.<br />
<br />
<strong>Rola-brava: a esp&eacute;cie mais pequena da fam&iacute;lia dos pombos </strong><br />
<br />
A rola-brava &eacute; tamb&eacute;m uma esp&eacute;cie migradora que, vinda de &Aacute;frica, depois de percorrer dist&acirc;ncias que podem ser superiores a 10 000 km, chega a Portugal em abril, onde fica at&eacute; agosto/setembro, voltando novamente para o continente africano na &eacute;poca de invernada. <br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Rola-brava (Streptopelia turtur).jpg" width="900" height="675" alt="" /><br />
<p class="legenda">Rola-brava (<em>Streptopelia turtur</em>). Fotografia Lu&iacute;s Ribeiro.</p>
<br />
Tamb&eacute;m conhecida por rola-comum, &eacute; a esp&eacute;cie mais pequena da fam&iacute;lia dos pombos (<em>Columbidae</em>) na Europa e a &uacute;nica migradora de longa dist&acirc;ncia. Distingue-se da rola-turca (<em>Streptopelia decaocto</em>) por apresentar uma plumagem mais vistosa, com zonas castanhas mais marcadas na asa, o que lhe d&aacute; um aspeto malhado, o abd&oacute;men branco e, de cada lado do pesco&ccedil;o, riscas brancas e pretas.  As zonas &agrave; volta dos olhos e as patas s&atilde;o avermelhadas. Em voo, &eacute; poss&iacute;vel observar um padr&atilde;o mais marcado na cauda com uma transi&ccedil;&atilde;o entre tons de branco e preto bastante definida. <br />
<br />
O seu habitat preferido s&atilde;o zonas florestais, pequenos bosques e zonas abertas, com liga&ccedil;&atilde;o a culturas cereal&iacute;feras e pastagens.  Alimenta-se principalmente de gr&atilde;os e sementes, tendo, por isso, uma dieta essencialmente gran&iacute;vora. <br />
<br />
&Eacute; uma esp&eacute;cie monog&acirc;mica e o seu ninho &eacute; feito sobretudo na copa das &aacute;rvores ou arbusto altos, e ainda no meio da vegeta&ccedil;&atilde;o. P&otilde;e entre um a tr&ecirc;s ovos por ninhada, com uma m&eacute;dia de dois ovos. <br />
<br />
A rola-brava &eacute; uma esp&eacute;cie cineg&eacute;tica e, apesar das medidas de prote&ccedil;&atilde;o j&aacute; adotadas na &aacute;rea da ca&ccedil;a, como a redu&ccedil;&atilde;o dos quantitativos di&aacute;rios de abate, as suas popula&ccedil;&otilde;es continuam a registar um decr&eacute;scimo significativo ao longo dos &uacute;ltimos anos. Devido a esse contexto, e com o objetivo de refor&ccedil;ar ainda mais a prote&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie, o Memorando de Entendimento para a Preserva&ccedil;&atilde;o e Recupera&ccedil;&atilde;o da Rola-brava, subscrito pelas tr&ecirc;s principais organiza&ccedil;&otilde;es do setor da ca&ccedil;a, por seis organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o governamentais do ambiente (ONGA), pelo Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas (ICNF) e pelo Instituto Nacional de Investiga&ccedil;&atilde;o Agr&aacute;ria e Veterin&aacute;ria (INIAV), considerou a necessidade de se restringir a quatro dias a ca&ccedil;a &agrave; rola-brava na &eacute;poca venat&oacute;ria de 2020-2021.<br />
<br />
Os principais fatores de amea&ccedil;a para esta esp&eacute;cie s&atilde;o a perda de habitat devido &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es no uso do solo, a press&atilde;o cineg&eacute;tica e a captura e o abate ilegal, principalmente nas zonas de invernada ou quando est&aacute; em migra&ccedil;&atilde;o para os territ&oacute;rios de reprodu&ccedil;&atilde;o na Europa.<br />
<br />
Quer ouvir o canto desta ave?<br />
Clique <strong><a href="http://www.xeno-canto.org/550727">aqui</a></strong>.<br />
<br />
A Palombar pretende tamb&eacute;m realizar futuramente na EAEC de Vila Ch&atilde; da Ribeira a&ccedil;&otilde;es de forma&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea da anilhagem cient&iacute;fica, um m&eacute;todo de investiga&ccedil;&atilde;o baseado na marca&ccedil;&atilde;o individual das aves que constitui uma ferramenta indispens&aacute;vel para o estudo cient&iacute;fico da avifauna e das suas migra&ccedil;&otilde;es. A organiza&ccedil;&atilde;o tenciona igualmente desenvolver atividades de sensibiliza&ccedil;&atilde;o e educa&ccedil;&atilde;o ambiental abertas ao p&uacute;blico nesta EAEC e contribuir, desta forma, para aumentar o conhecimento, por parte da comunidade, sobre a biodiversidade do Nordeste Transmontano, tendo como foco a promo&ccedil;&atilde;o de uma atitude cidad&atilde; pr&oacute;-ativa em prol do desenvolvimento sustent&aacute;vel do territ&oacute;rio.&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c7736</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 08 Jun 2020 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Abutre-preto: grupo de pelo menos oito indivíduos desta espécie "Criticamente em Perigo" registado no PNDI onde só há dois casais reprodutores</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/abutre-preto-grupo-de-pelo-menos-oito-individuos-desta-especie-criticamente-em-perigo-registado-no-pndi-onde-so-ha-dois-casais-reprodutores-2020-06-08/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>Um grupo de pelo menos oito abutres-pretos (<em>Aegypius monachus</em>) subadultos/adultos foi registado pela Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, atrav&eacute;s de c&acirc;mara de fotoarmadilhagem, no dia 7 de maio de 2020. &Eacute; o maior n&uacute;mero de indiv&iacute;duos desta esp&eacute;cie amea&ccedil;ada at&eacute; agora observado num campo de alimenta&ccedil;&atilde;o para aves necr&oacute;fagas (CAAN) gerido pela organiza&ccedil;&atilde;o num &uacute;nico dia. O abutre-preto tem um estatuto de amea&ccedil;a &quot;Criticamente em Perigo&quot; de extin&ccedil;&atilde;o, segundo o Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal, e s&oacute; h&aacute; tr&ecirc;s n&uacute;cleos reprodutores da esp&eacute;cie no pa&iacute;s. </strong><br />
<br />
O registo foi realizado num CAAN gerido pela Palombar no concelho de Mogadouro no &acirc;mbito do projeto &ldquo;LIFE Rupis &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o do Britango (<em>Neophron percnopterus</em>) e da &Aacute;guia-perdigueira (<em>Aquila fasciata</em>) no vale do rio Douro&rdquo; (www.rupis.pt), em territ&oacute;rio do Parque Natural do Douro Internacional (PNDI), onde, at&eacute; ao momento, est&atilde;o identificados apenas dois casais nidificantes desta esp&eacute;cie. <br />
<br />
O n&uacute;mero de abutres-pretos que frequentaram esse CAAN no dia 7 de maio pode, no entanto, ter sido superior, visto que h&aacute; v&aacute;rias imagens com um n&uacute;mero variado de indiv&iacute;duos da esp&eacute;cie em que n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel confirmar, nalgumas, se os indiv&iacute;duos se repetem ou se s&atilde;o novos. Os exemplares registados estiveram cerca de duas horas a alimentar-se e a descansar no CAAN. <br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Abutre-preto numerado 8redu.jpg" width="900" height="600" alt="" /><br />
<p class="legenda">Abutres-pretos. Fotografia Palombar.</p>
<br />
O abutre-preto extinguiu-se como nidificante em Portugal no in&iacute;cio da d&eacute;cada de 70. No entanto, a esp&eacute;cie manteve-se presente na faixa fronteiri&ccedil;a das regi&otilde;es centro e sul, com indiv&iacute;duos provenientes de Espanha. S&oacute; em 2010 o abutre-preto voltou a nidificar em Portugal, no Parque Natural do Tejo Internacional. Em 2012, registou-se o primeiro casal nidificante no PNDI e, em 2019, o segundo. No territ&oacute;rio nacional, h&aacute;, atualmente, apenas tr&ecirc;s n&uacute;cleos reprodutores de abutre-preto: um no PNDI, um no Alentejo e um no Tejo Internacional, onde se encontra a maior col&oacute;nia.<br />
<br />
A presen&ccedil;a de abutres-pretos &eacute; frequente nos CAAN e, ao longo dos &uacute;ltimos anos, foram registadas pela Palombar sess&otilde;es de alimenta&ccedil;&atilde;o com cinco a sete indiv&iacute;duos a alimentarem-se ao mesmo tempo e, agora, foi atingido um novo recorde. Apesar de n&atilde;o ser poss&iacute;vel saber a proveni&ecirc;ncia dos exemplares registados, esse aumento observado no n&uacute;mero de efetivos da esp&eacute;cie representa uma esperan&ccedil;a de que possa nascer uma nova col&oacute;nia no PNDI a longo prazo. <br />
<br />
Os CAAN t&ecirc;m provado ser uma ferramenta fundamental para a conserva&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies estritamente e/ou parcialmente necr&oacute;fagas amea&ccedil;adas n&atilde;o s&oacute; na Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica, como tamb&eacute;m na Europa, como &eacute; exemplo o abutre-preto, a &aacute;guia-imperial-ib&eacute;rica (<em>Aquila adalberti</em>) e a &aacute;guia-real (<em>Aquila chrysaetos</em>).<br />
<br />
As principais amea&ccedil;as &agrave; conserva&ccedil;&atilde;o do abutre-preto s&atilde;o a mortalidade por envenenamento ou por colis&atilde;o ou eletrocuss&atilde;o, o abate ilegal, a redu&ccedil;&atilde;o da disponibilidade de alimento, a degrada&ccedil;&atilde;o do habitat de alimenta&ccedil;&atilde;o e de nidifica&ccedil;&atilde;o e a perturba&ccedil;&atilde;o humana.<br />
<br />
<strong>Abutre-preto: o gigante planador que domina o c&eacute;u</strong><br />
<br />
O abutre-preto &eacute; a maior rapina da Europa, podendo ter uma envergadura de asa de quase tr&ecirc;s metros. Mesmo &agrave; dist&acirc;ncia, o seu tamanho &eacute; not&oacute;rio. Apresenta uma plumagem muito escura e as suas asas s&atilde;o longas e largas, com &ldquo;dedos&rdquo; compridos. Em voo, a cabe&ccedil;a e a cauda apresentam-se curtas. A cor das patas &eacute; geralmente cinzento-claro. Plana no c&eacute;u em c&iacute;rculos e desliza com as asas muitas vezes com as partes exteriores arqueadas para baixo. <br />
<br />
O habitat preferencial do abutre-preto s&atilde;o regi&otilde;es remotas de dif&iacute;cil acesso e pouco humanizadas. Normalmente vive em locais com extensas manchas florestais ou matagais arborizados.<br />
<br />
Esta ave &eacute; quase exclusivamente necr&oacute;faga. Alimenta-se principalmente de carca&ccedil;as de m&eacute;dio e grande porte, tanto de ungulados silvestres, como de gado dom&eacute;stico (ovelhas, cabras e vacas). O abutre-preto pratica, com o grifo, um sistema cooperativo de procura de alimento, sendo frequente ver estas duas esp&eacute;cies a alimentarem-se juntas. O abutre-preto encontra-se associado &agrave;s zonas de aproveitamento silvo-pastoril, onde ocorre a cria&ccedil;&atilde;o extensiva de gado bovino e ovino. Os abutres aproveitam as correntes de ar t&eacute;rmicas para voarem a grande altitude para procurar alimento.<br />
<br />
O abutre-preto nidifica quase exclusivamente em &aacute;rvores e raramente em penhascos e, como a maioria dos outros abutres, &eacute; monog&acirc;mico. Normalmente, &eacute; no topo de &aacute;rvores que faz o seu ninho. Para nidificar, procura terrenos mais afastados e tranquilos, preferindo matagais arborizados, muitas vezes em &aacute;reas montanhosas ou em vales de rios. De uma forma geral, esta esp&eacute;cie reutiliza os seus ninhos de ano para ano.<br />
<br />
A rela&ccedil;&atilde;o entre os membros do casal &eacute; de longa dura&ccedil;&atilde;o, podendo mesmo ser para toda a vida. Ambos os progenitores cuidam e alimentam a cria. P&otilde;e apenas um ovo por &eacute;poca reprodutiva. Durante o per&iacute;odo reprodutor, o abutre-preto desloca-se normalmente numa &aacute;rea at&eacute; cerca de 80km em redor do local de nidifica&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
Os casais normalmente passam as noites nos ninhos, mesmo fora da &eacute;poca de reprodu&ccedil;&atilde;o. T&ecirc;m ainda o h&aacute;bito de pernoitar em rochas ou em &aacute;rvores pr&oacute;ximas do local onde se estiveram a alimentar, para continuar a refei&ccedil;&atilde;o na manh&atilde; seguinte.&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c7740</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 04 Jun 2020 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Rubrica 20 anos + 5 espécies de fauna | Perdiz-vermelha</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/rubrica-20-anos-5-especies-de-fauna-perdiz-vermelha-2020-06-04/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>Para que possa conhecer melhor a dimens&atilde;o e a diversidade do trabalho realizado pela Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, lan&ccedil;&aacute;mos, a prop&oacute;sito das comemora&ccedil;&otilde;es dos 20 anos da organiza&ccedil;&atilde;o, assinalados a 9 de mar&ccedil;o, a rubrica 20 anos 5+5+5+5, que pretende destacar, at&eacute; ao final do ano, 5 esp&eacute;cies de fauna, 5 esp&eacute;cies de flora/habitats, 5 elementos do patrim&oacute;nio rural edificado e 5 elementos culturais e da comunidade beneficiados pelas a&ccedil;&otilde;es desenvolvidas pela Palombar nos seus 20 anos de hist&oacute;ria.</strong><br />
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<strong>Hoje vamos falar da Perdiz-vermelha&hellip;</strong><br />
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A perdiz-vermelha ou perdiz-comum (<em>Alectoris rufa</em>) &eacute; uma esp&eacute;cie ic&oacute;nica da atividade cineg&eacute;tica e fundamental para fomentar a biodiversidade de fauna selvagem. Os adultos apresentam um corpo arredondado na parte inferior. As suas faces s&atilde;o brancas com uma linha preta que, partindo da parte de cima do bico, rodeia os olhos e desce at&eacute; ao peito, onde forma uma esp&eacute;cie de colar. O peito &eacute; cinzento e tra&ccedil;ado por estrias pretas. O bico e as patas s&atilde;o vermelhos, assim como o c&iacute;rculo orbital. A parte de cima da cabe&ccedil;a, a parte inferior do corpo e o dorso apresentam cores castanho-avermelhadas e alaranjadas. <br />
<br />
Alimenta-se de mat&eacute;ria animal, como formigas, gafanhotos e outros diferentes tipos de insetos, artr&oacute;podes e anel&iacute;deos; e vegetal, tanto de esp&eacute;cies selvagens como agr&iacute;colas, nomeadamente gram&iacute;neas, cereais, e tamb&eacute;m gr&atilde;os de outras plantas cultivadas como milho, girassol, sorgo, etc. O seu habitat preferencial &eacute; composto por mosaicos diversificados de terrenos cultivados, matos, matagais, campos cereal&iacute;feros e zonas arbustivas, que se alternam com restolhos e pousios.<br />
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&Eacute; uma esp&eacute;cie monog&acirc;mica e os casais formam-se normalmente no per&iacute;odo entre janeiro e mar&ccedil;o. A fase de postura dos ovos pode variar: nas zonas mais a sul do pa&iacute;s, vai de mar&ccedil;o a abril, enquanto, no norte, ocorre normalmente de abril a maio.  O n&uacute;mero de ovos postos &eacute; vari&aacute;vel, habitualmente de oito a 23, com uma m&eacute;dia de 12 ovos por ninhada. No entanto, foi j&aacute; registado um caso excecional de um ninho com 38 ovos. <br />
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A perdiz &eacute; uma esp&eacute;cie greg&aacute;ria e fora do per&iacute;odo de reprodu&ccedil;&atilde;o vive em bandos mais ou menos numerosos que lhe conferem prote&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o aos predadores. Pode formar bandos familiares ou plurifamiliares. <br />
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<strong>Por que &eacute; importante conservar e proteger a perdiz-vermelha?</strong><br />
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Apesar de ter um estatuto de amea&ccedil;a &ldquo;Pouco preocupante&rdquo;, a perdiz-vermelha &eacute; uma presa-chave de v&aacute;rias esp&eacute;cies de fauna silvestre amea&ccedil;adas e protegidas, nomeadamente aves de rapina, como a &aacute;guia-de-Bonelli (<em>Aquila fasciata</em>) - &eacute; a sua presa de elei&ccedil;&atilde;o - e a &aacute;guia-real (<em>Aquila chrysaetos</em>); e de mam&iacute;feros, como o lince-ib&eacute;rico (<em>Lynx pardinus</em>) e o gato-bravo (<em>Felis silvestres</em>) - as perdizes fazem parte da dieta destes mam&iacute;feros ocasionalmente.&nbsp;As perdizes contribuem tamb&eacute;m para controlar as popula&ccedil;&otilde;es de insetos, artr&oacute;podes e anel&iacute;deos, visto que fazem parte da sua dieta. A conserva&ccedil;&atilde;o da perdiz-vermelha &eacute; fundamental para assegurar a sobreviv&ecirc;ncia de v&aacute;rias esp&eacute;cies de animais, para fomentar a biodiversidade e promover o equil&iacute;brio dos ecossistemas.<br />
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<strong>Como contribu&iacute;mos para a conserva&ccedil;&atilde;o da perdiz-vermelha?</strong><br />
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A Palombar contribui para a conserva&ccedil;&atilde;o da perdiz-vermelha atrav&eacute;s de diversas a&ccedil;&otilde;es, nomeadamente por via da instala&ccedil;&atilde;o de bebedouros e comedouros para a esp&eacute;cie no territ&oacute;rio (Unidades de Alimenta&ccedil;&atilde;o Artificial), de modo a assegurar a disponibilidade de recursos b&aacute;sicos (&aacute;gua e alimento), sobretudo durante o per&iacute;odo estival e da cria&ccedil;&atilde;o de sementeiras e clareiras para aumentar os recursos tr&oacute;ficos e criar zonas prop&iacute;cias &agrave; conserva&ccedil;&atilde;o da perdiz-vermelha, potenciando o seu sucesso reprodutor. A organiza&ccedil;&atilde;o realiza tamb&eacute;m a monitoriza&ccedil;&atilde;o das popula&ccedil;&otilde;es de perdiz-vermelha, com o objetivo de avaliar a sua densidade no Nordeste Transmontano.<br />
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<img src="http://palombar.pt/imagens/perdizescredu.jpg" width="900" height="600" alt="" /><br />
<p class="legenda">Perdiz-vermelha. Fotografia Palombar.</p>
<strong><br />
As a&ccedil;&otilde;es que contribuem para a conserva&ccedil;&atilde;o da perdiz-vermelha s&atilde;o desenvolvidas no &acirc;mbito de que projetos?</strong><br />
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<strong>Grupo Nordeste</strong><br />
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O Nordeste &ndash; Grupo para a Promo&ccedil;&atilde;o do Desenvolvimento Sustent&aacute;vel &eacute; constitu&iacute;do pela Palombar, pela AEPGA &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o para o Estudo e Prote&ccedil;&atilde;o do Gado Asinino e pela APFNT - Associa&ccedil;&atilde;o dos Produtores Florestais do Nordeste Transmontano.<br />
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Tem como objetivo dar vida a um modelo de interven&ccedil;&atilde;o que, unindo a conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza &agrave; agricultura e &agrave; explora&ccedil;&atilde;o florestal sustent&aacute;vel, promova o envolvimento das comunidades locais e dinamize o desenvolvimento integrado do espa&ccedil;o rural nos vales dos rios Sabor e Ma&ccedil;&atilde;s, que est&atilde;o inseridos na ZPE Rios Sabor e Ma&ccedil;as.<br />
<br />
No &acirc;mbito deste grupo de trabalho, a Palombar &eacute; respons&aacute;vel pela implementa&ccedil;&atilde;o de um conjunto de a&ccedil;&otilde;es que visam a conserva&ccedil;&atilde;o da perdiz-vermelha, entre outras esp&eacute;cies, muitas das quais s&atilde;o financiadas pela EDP Produ&ccedil;&atilde;o e enquadradas na implementa&ccedil;&atilde;o de medidas de mitiga&ccedil;&atilde;o dos impactos gerados pelo Aproveitamento Hidroel&eacute;trico do Baixo Sabor.<br />
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Saiba mais em <strong><a href="http://www.nordeste.eu">www.nordeste.eu</a></strong><br />
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<strong>LIFERupis</strong><br />
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O 'LIFE Rupis Conserva&ccedil;&atilde;o do britango e da &aacute;guia-perdigueira no vale do rio Douro' &eacute; um projeto transfronteiri&ccedil;o, do qual a Palombar &eacute; parceira, financiado pela Uni&atilde;o Europeia, atrav&eacute;s do Programa LIFE, e coordenado pela SPEA - Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves.<br />
<br />
O seu principal objetivo &eacute; a conserva&ccedil;&atilde;o do britango (<em>Neophron percnopterus</em>) e da &aacute;guia-perdigueira (<em>Aquila fasciata</em>) no vale do rio Douro, atrav&eacute;s da implementa&ccedil;&atilde;o de medidas que pretendem reduzir a mortalidade destas esp&eacute;cies e aumentar o seu sucesso reprodutor.<br />
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Saiba mais em <a href="http://www.rupis.pt"><strong>www.rupis.pt</strong></a>]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c7add</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 01 Jun 2020 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Parecer jurídico europeu determina: animais e plantas criados de forma convencional não são patenteáveis</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/parecer-juridico-europeu-determina-animais-e-plantas-criados-de-forma-convencional-nao-sao-patenteaveis-2020-06-01/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>Que tempos s&atilde;o estes, em que temos que defender o &oacute;bvio? J&aacute; questionava Bertolt Brecht. Um parecer jur&iacute;dico publicado a 14 de maio de 2020 pela C&acirc;mara de Recurso Alargada, o &oacute;rg&atilde;o jur&iacute;dico m&aacute;ximo do Instituto Europeu de Patentes (IEP), decide a favor do &oacute;bvio: os animais e as plantas criados de forma convencional n&atilde;o s&atilde;o patente&aacute;veis.</strong><br />
<br />
Mas defender o &oacute;bvio deu muita luta, uma luta coletiva e al&eacute;m-fronteiras na Uni&atilde;o Europeia (UE). O parecer s&oacute; foi emitido depois da forte press&atilde;o exercida, desde 2016, por organiza&ccedil;&otilde;es ambientais, de agricultores e da sociedade civil, atrav&eacute;s de campanhas, peti&ccedil;&otilde;es, protestos, cartas abertas, manifesta&ccedil;&otilde;es e queixas. Muitas dessas a&ccedil;&otilde;es foram impulsionadas pela organiza&ccedil;&atilde;o <strong><a href="http://www.wemove.eu/pt">Movemos a Europa</a></strong>.<br />
<br />
Patentear a cevada, o salm&atilde;o e os tomates: estes s&atilde;o s&oacute; alguns exemplos de produtos provenientes da natureza alvo de tentativas de apropria&ccedil;&atilde;o e dom&iacute;nio por parte de multinacionais recentemente. Empresas como a Bayer (que comprou a Monsanto), a Syngenta e a Carlsberg tentaram por todos os meios impedir a decis&atilde;o do IEP. Sem patentes, n&atilde;o podem controlar nem lucrar com a informa&ccedil;&atilde;o biol&oacute;gica de plantas e animais.<br />
<br />
Em julho de 2017, a UE j&aacute; tinha declarado que as plantas e os animais n&atilde;o s&atilde;o inven&ccedil;&otilde;es da humanidade, mas pertencem &agrave; natureza, pelo que constituem um bem comum. Mas o IEP, obstinadamente, recusou-se na altura a aceitar a decis&atilde;o, apesar de ter suspendido todos os pedidos de patente que estavam pendentes at&eacute; ent&atilde;o.<br />
<br />
A decis&atilde;o final a favor do &oacute;bvio s&oacute; veio a ser tomada pelo IEP a 14 de maio deste ano, gra&ccedil;as &agrave; a&ccedil;&atilde;o coletiva organizada. &quot;A 14 de maio de 2020 vencemos. Esperamos que a decis&atilde;o ajude a p&ocirc;r fim a uma d&eacute;cada de completo absurdo jur&iacute;dico e de decis&otilde;es ca&oacute;ticas no IEP. Muitas vezes, quando vencemos, temos de assinalar a combina&ccedil;&atilde;o de bons argumentos, parceiros fortes e experientes e a ampla mobiliza&ccedil;&atilde;o internacional do poder popular; e &eacute; sobretudo com o Poder Popular que a comunidade da Movemos a Europa, unindo for&ccedil;as, pode contribuir para o movimento&quot;, destaca a organiza&ccedil;&atilde;o Movemos a Europa a prop&oacute;sito da vit&oacute;ria obtida. <br />
<br />
Uma vit&oacute;ria para a natureza e a humanidade.<br />
<br />
O parecer jur&iacute;dico emitido pelo IEP pode ser consultado <strong><a href="https://www.epo.org/law-practice/case-law-appeals/communications/2020/20200514.html">aqui</a></strong>.<br />
<br />
&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c7ae6</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 29 May 2020 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Intercâmbio internacional 'Stone &amp; Sail Extravaganza 2020' na Croácia: Palombar recruta mais um voluntário/a</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/intercambio-internacional-stone-sail-extravaganza-2020-na-croacia-palombar-recruta-mais-um-voluntario-a-2020-05-29/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural est&aacute; a recrutar mais um volunt&aacute;rio/a para integrar o interc&acirc;mbio internacional 'Stone &amp; Sail Extravaganza 2020', financiado pelo programa Erasmus + da Uni&atilde;o Europeia (UE), sobre conserva&ccedil;&atilde;o da natureza e do patrim&oacute;nio edificado, o qual ir&aacute; decorrer na ilha de Murter, na Cro&aacute;cia, entre os dias 12 de setembro e 9 de outubro de 2020.</strong><br />
<br />
Este interc&acirc;mbio &eacute; organizado pela Associa&ccedil;&atilde;o Argonauta (Cro&aacute;cia), em parceria com a Palombar e a Experiment&aacute;culo Associa&ccedil;&atilde;o (Portugal), a Third Eye - Associa&ccedil;&atilde;o de Educa&ccedil;&atilde;o e Juventude do Mediterr&acirc;neo (Turquia), o Centro Regional de Informa&ccedil;&atilde;o e Juventude de Centre-Val de Loire - CRIJ (Fran&ccedil;a) e a organiza&ccedil;&atilde;o Semper Avanti (Pol&oacute;nia).<br />
<br />
Durante cerca de um m&ecirc;s, volunt&aacute;rios/as daqueles quatro pa&iacute;ses v&atilde;o unir-se neste interc&acirc;mbio internacional para desenvolver, no Parque Arqueol&oacute;gico de Colentum (ilha de Murter):  a&ccedil;&otilde;es de limpeza de praias e florestas nas &aacute;reas de Colentum e Radu&#269;; dar assist&ecirc;ncia na prepara&ccedil;&atilde;o de locais para prospe&ccedil;&atilde;o arqueol&oacute;gica e na constru&ccedil;&atilde;o de muros de pedra seca, ajudar na divulga&ccedil;&atilde;o e promo&ccedil;&atilde;o de s&iacute;tios arqueol&oacute;gicos, atrav&eacute;s da produ&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos multim&eacute;dia, e na organiza&ccedil;&atilde;o de eventos. Ser&atilde;o tamb&eacute;m realizadas atividades complementares art&iacute;sticas e que envolvem uma componente solid&aacute;ria. Esta ser&aacute; uma experi&ecirc;ncia &uacute;nica de partilha de conhecimentos, interc&acirc;mbio cultural e vida comunit&aacute;ria. <br />
<br />
Localizada no Mar Adri&aacute;tico, a ilha de Murter faz parte da Cro&aacute;cia e est&aacute; ligada ao territ&oacute;rio continental por uma ponte rodovi&aacute;ria. Possui cerca de 18,07 km&sup2; de &aacute;rea e 5 100 habitantes e tem registo de ocupa&ccedil;&atilde;o pr&eacute;-hist&oacute;rica. Apresenta um rico patrim&oacute;nio edificado e praias e ba&iacute;as de uma beleza singular. As principais atividades econ&oacute;micas da ilha s&atilde;o o turismo, a pesca e a agricultura.<br />
<br />
<strong>CANDIDATURAS</strong><br />
<br />
<strong>Quem pode candidatar-se?</strong><br />
Jovens com idades entre os 18 e os 30 anos. Os/as jovens do distrito de Bragan&ccedil;a ter&atilde;o prioridade no processo de sele&ccedil;&atilde;o dos/as volunt&aacute;rios/as. <br />
<br />
<strong>Como?</strong><br />
Envia uma mensagem de e-mail com o assunto &quot;Stone &amp; Sail Extravaganza 2020 - candidatura&quot; para palombar@palombar.pt, com o teu curr&iacute;culo e carta de motiva&ccedil;&atilde;o em Ingl&ecirc;s, nome completo, idade e contactos, a indicar a tua inten&ccedil;&atilde;o de participar neste interc&acirc;mbio. Se fores selecionado/a, ir&aacute;s receber toda a informa&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria.<br />
<br />
<strong>Qual &eacute; o per&iacute;odo de candidatura?</strong><br />
O per&iacute;odo de candidatura decorre at&eacute; 30 de junho de 2020.<br />
<br />
<strong>Vou ter alguma despesa financeira?</strong><br />
As despesas das viagens (atrav&eacute;s de reembolso do valor pago previamente pelos volunt&aacute;rios/as - at&eacute; 360&euro;), das refei&ccedil;&otilde;es e do alojamento ser&atilde;o todas asseguradas pela Associa&ccedil;&atilde;o Argonauta. <br />
<br />
<strong>Como vou para a Cro&aacute;cia?</strong><br />
O grupo de volunt&aacute;rios/as recrutados pela Palombar dever&aacute; ir para a Cro&aacute;cia de avi&atilde;o.<br />
<br />
<strong>+ INFO<br />
<a href="http://www.canva.com/design/DAD8y_H0gyw/fTinFl3D8WXaKr7Xe8svAg/view">Interc&acirc;mbio internacional 'Stone &amp; Sail Extravaganza 2020'</a></strong><br />
&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c7aef</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 25 May 2020 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Estratégia Farm to Fork da CE quer criar sistema alimentar justo, saudável e ecológico</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/estrategia-farm-to-fork-da-ce-quer-criar-sistema-alimentar-justo-saudavel-e-ecologico-2020-05-25/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A Estrat&eacute;gia Farm to Fork, apresentada pela Comiss&atilde;o Europeia (CE) no dia 20 de maio, &eacute; a pedra basilar do Pacto Verde Europeu e tem como objetivo tornar os sistemas alimentares na Europa justos, saud&aacute;veis &#8203;&#8203;e ecol&oacute;gicos.</strong><br />
<br />
A CE pretende redesenhar os nossos sistemas alimentares, que hoje representam quase um ter&ccedil;o das emiss&otilde;es globais de gases com efeito de estufa, consomem grandes quantidades de recursos naturais, resultam em perda de biodiversidade e geram impactos negativos na sa&uacute;de (devido &agrave; sub e/ou supernutri&ccedil;&atilde;o) e n&atilde;o permitem retornos econ&oacute;micos justos e meios de subsist&ecirc;ncia para todos os intervenientes, em particular para os produtores prim&aacute;rios.<br />
<br />
&Eacute; por isso que a Estrat&eacute;gia Farm to Fork quer acelerar a transi&ccedil;&atilde;o para um sistema alimentar justo, saud&aacute;vel e ecol&oacute;gico, ao implementar um conjunto de medidas que permitam: gerar um impacto ambiental neutro ou positivo; ajudar a mitigar as mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas e a adaptar-se aos seus impactos; reverter a perda de biodiversidade; garantir a seguran&ccedil;a alimentar, a nutri&ccedil;&atilde;o e promover a sa&uacute;de p&uacute;blica, assegurando que todos tenham acesso a alimentos suficientes, seguros, nutritivos e sustent&aacute;veis; preservar a acessibilidade dos alimentos, gerando retornos econ&oacute;micos mais justos e promovendo a competitividade do setor de suprimentos da Uni&atilde;o Europeia (UE), bem como o com&eacute;rcio justo.<br />
<br />
A Estrat&eacute;gia define tamb&eacute;m iniciativas regulamentares e n&atilde;o regulamentares, com as pol&iacute;ticas agr&iacute;colas e pesqueiras comuns como ferramentas essenciais para apoiar uma transi&ccedil;&atilde;o justa.<br />
<br />
A Farm to Fork, a par com a Estrat&eacute;gia Europeia para a Biodiversidade 2030, s&atilde;o os dois pilares que visam, no &acirc;mbito do Pacto Verde Europeu, fazer altera&ccedil;&otilde;es efetivas na forma como a sociedade est&aacute; organizada para que seja poss&iacute;vel viver num planeta sustent&aacute;vel e vi&aacute;vel para todos. &Eacute; preciso passar das palavras aos atos. <br />
<br />
A Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural implementa v&aacute;rias a&ccedil;&otilde;es na &aacute;rea da agricultura biol&oacute;gica e sustent&aacute;vel que j&aacute; s&atilde;o e continuar&atilde;o a ser um contributo fundamental para a cria&ccedil;&atilde;o de sistemas alimentares mais ecol&oacute;gicos, saud&aacute;veis e justos, nomeadamente a cria&ccedil;&atilde;o de pastagens permanentes biodiversas, a preserva&ccedil;&atilde;o e cultivo de variedades de sementes tradicionais, a conserva&ccedil;&atilde;o dos solos e o adubo biol&oacute;gico.&nbsp;<br />
<br />
<strong><a href="https://ec.europa.eu/food/farm2fork_en">+INFO</a></strong><br />
&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c7ef1</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 22 May 2020 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Estratégia Europeia para a Biodiversidade 2030 quer aumentar áreas protegidas na terra e no mar</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/estrategia-europeia-para-a-biodiversidade-2030-quer-aumentar-areas-protegidas-na-terra-e-no-mar-2020-05-22/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A Estrat&eacute;gia Europeia para a Biodiversidade 2030 foi lan&ccedil;ada no dia 20 de maio pela Comiss&atilde;o Europeia (CE) e um dos principais objetivos do documento &eacute; aumentar, em pelo menos 30%, as &aacute;reas protegidas na terra e em 30% as localizadas no mar, no territ&oacute;rio Europeu, alargando, desta forma, a Rede Natura 2000. </strong><br />
<br />
S&atilde;o tamb&eacute;m metas da Estrat&eacute;gia Europeia para a Biodiversidade 2030 recuperar os ecossistemas degradados na terra e no mar em toda a Europa; promover a agricultura biol&oacute;gica e preservar e proteger as caracter&iacute;sticas paisag&iacute;sticas ricas em biodiversidade nas terras agr&iacute;colas; travar e inverter o decl&iacute;nio das popula&ccedil;&otilde;es de polinizadores; reduzir o uso de pesticidas e o risco a eles associados em 50% at&eacute; 2030; restabelecer o curso natural de, pelo menos, 25 000 km de rios da Uni&atilde;o Europeia (UE) e plantar 3 mil milh&otilde;es de &aacute;rvores at&eacute; 2030.<br />
<br />
Prev&ecirc;-se um investimento de 20 mil milh&otilde;es de euros por ano para conservar e proteger a biodiversidade atrav&eacute;s de v&aacute;rias fontes, incluindo fundos da UE e financiamento nacional e privado.<br />
<br />
A nova estrat&eacute;gia quer colocar a UE numa posi&ccedil;&atilde;o de lideran&ccedil;a mundial na resposta &agrave; crise global da biodiversidade marcada pela extin&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies a n&iacute;vel mundial. <br />
<br />
No &acirc;mbito do Pacto Verde Europeu, que visa reduzir as emiss&otilde;es de gases com efeito de estufa, promover o crescimento ecol&oacute;gico e chegar &agrave; neutralidade carb&oacute;nica em 2050, a CE pretende implementar um modelo econ&oacute;mico sustent&aacute;vel que d&ecirc; ao Planeta Terra mais do que retira dele. Proteger e conservar a biodiversidade e a natureza atrav&eacute;s da Estrat&eacute;gia Europeia para a Biodiversidade 2030 ser&aacute; um passo essencial nesse caminho.&nbsp;<br />
<br />
<strong>+ INFO</strong><br />
<strong><a href="https://ec.europa.eu/environment/nature/biodiversity/strategy/index_en.htm">Estrat&eacute;gia Europeia para a Biodiversidade 2030&nbsp;</a></strong><br />
<a href="https://ec.europa.eu/info/files/communication-eu-biodiversity-strategy-2030-bringing-nature-back-our-lives_en"><strong>PDF&nbsp;</strong></a><br type="_moz" />]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c7f04</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 21 May 2020 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Hoje é o dia da maior rede de áreas protegidas do mundo e os "Jovens e a Natureza" são o foco das comemorações</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/hoje-e-o-dia-da-maior-rede-de-areas-protegidas-do-mundo-e-os-jovens-e-a-natureza-sao-o-foco-das-comemoracoes-2020-05-21/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>Hoje &eacute; o dia da maior rede de &aacute;reas protegidas do mundo, a Rede Natura 2000, e os &quot;Jovens e a Natureza&quot; s&atilde;o o foco das comemora&ccedil;&otilde;es. O Dia Europeu da Rede Natura 2000, 21 de maio, corresponde &agrave; data de aprova&ccedil;&atilde;o, em 1992, da Diretiva Habitats da Uni&atilde;o Europeia (UE) e do Programa LIFE, que financia projetos de conserva&ccedil;&atilde;o da natureza no espa&ccedil;o europeu.<br />
</strong><br />
A Diretiva Habitats e a Diretiva Aves, de 1979, s&atilde;o os dois pilares centrais da Rede Natura 2000. O mote das comemora&ccedil;&otilde;es da data este ano &eacute; &quot;Jovens e Natureza&quot; e tem como objetivo inspirar as novas gera&ccedil;&otilde;es a estarem envolvidas e empenhadas na preserva&ccedil;&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o da Natureza.<br />
<br />
Atualmente, a Rede Natura 2000, o principal instrumento de conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e da Biodiversidade na UE, integra mais de 27 800 locais na terra e no mar que est&atilde;o protegidos para assegurar a preserva&ccedil;&atilde;o do patrim&oacute;nio natural europeu. <br />
<br />
<strong>Como &eacute; constitu&iacute;da a Rede Natura 2000?</strong><br />
<br />
A Rede Natura 2000 &eacute; composta por:<br />
<br />
Zonas de Prote&ccedil;&atilde;o Especial (ZPE) - estabelecidas ao abrigo da Diretiva Aves, t&ecirc;m como principal objetivo garantir a conserva&ccedil;&atilde;o das esp&eacute;cies de aves, e dos seus habitats, listadas no seu Anexo I, e das esp&eacute;cies de aves migrat&oacute;rias n&atilde;o referidas no Anexo I e cuja ocorr&ecirc;ncia seja regular no territ&oacute;rio europeu;<br />
<br />
Zonas Especiais de Conserva&ccedil;&atilde;o (ZEC) - criadas ao abrigo da Diretiva Habitats, visam contribuir para assegurar a Biodiversidade, atrav&eacute;s da conserva&ccedil;&atilde;o dos habitats naturais (Anexo I) e dos habitats de esp&eacute;cies da flora e da fauna selvagens (Anexo II), considerados amea&ccedil;ados no espa&ccedil;o da Uni&atilde;o Europeia;<br />
<br />
S&iacute;tios de Import&acirc;ncia Comunit&aacute;ria (SIC) -&nbsp; um SIC &eacute; definido pela Diretiva Habitats como um s&iacute;tio que, na regi&atilde;o ou regi&otilde;es biogeogr&aacute;ficas a que pertence, contribui de forma significativa para a manuten&ccedil;&atilde;o ou recupera&ccedil;&atilde;o de um estado de conserva&ccedil;&atilde;o favor&aacute;vel de um tipo de habitat natural ou de uma esp&eacute;cie, podendo tamb&eacute;m promover a coes&atilde;o da Rede Natura 2000 e/ou a manuten&ccedil;&atilde;o da biodiversidade nessa regi&atilde;o ou regi&otilde;es.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Natura 2000 network.png" width="766" height="875" alt="" /><br />
<p class="legenda">Rede Natura 2000. Fonte natura2000.eea.europa.eu.</p>
<strong><br />
Quais s&atilde;o os projetos da Palombar desenvolvidos em territ&oacute;rios da Rede Natura 2000?</strong><br />
<br />
<strong>Sentinelas</strong> <br />
O 'Sentinelas - marca&ccedil;&atilde;o e seguimento de grifos <em>Gyps fulvus</em> como ferramenta de combate ao uso ilegal de venenos em Portugal' &eacute; um projeto da Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural financiado, no seu primeiro ano (2019), pelo Fundo Ambiental &ndash; Minist&eacute;rio do Ambiente e da Transi&ccedil;&atilde;o Energ&eacute;tica (FA-MATE), que tem como parceira a Universidade de Oviedo (Espanha). As ZPE Douro Internacional e Vale do &Aacute;gueda, Serra do Ger&ecirc;s, Montesinho e Nogueira e Rios Sabor e Ma&ccedil;&atilde;s s&atilde;o os territ&oacute;rios de implementa&ccedil;&atilde;o deste projeto. <br />
Saiba mais em www.sentinelas.pt<br />
<br />
<strong>ConnectNatura</strong><br />
O 'ConnectNatura &ndash; Refor&ccedil;o da Rede de Campos de Alimenta&ccedil;&atilde;o para Aves Necr&oacute;fagas e Cria&ccedil;&atilde;o de Condi&ccedil;&otilde;es de Conectividade entre &Aacute;reas da Rede Natura 2000' &eacute; um projeto da Palombar que tem como objetivo a conserva&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies estritamente e parcialmente necr&oacute;fagas que constam do Anexo I da Diretiva Aves e que possuem um estatuto de conserva&ccedil;&atilde;o desfavor&aacute;vel em Portugal, em particular o abutre-preto (<em>Aegypius monachus</em>), o britango (<em>Neophron percnopterus</em>), o grifo (<em>Gyps fulvus</em>) e a &aacute;guia-real (<em>Aquila chrysaetos</em>). O ICNF &eacute; parceiro deste projeto, que foi financiado, no seu primeiro ano (2018), pelo FA-MATE. As ZPE Serra do Ger&ecirc;s e Montesinho e Nogueira s&atilde;o os territ&oacute;rios de implementa&ccedil;&atilde;o deste projeto.<br />
Saiba mais em www.connectnatura.pt<br />
<br />
<strong>HotSpot de Biodiversidade</strong><br />
O HotSpot de Biodiversidade &eacute; um projeto desenvolvido pela AEPGA - Associa&ccedil;&atilde;o para o Estudo e Prote&ccedil;&atilde;o do Gado Asinino e pela Palombar, que visa fomentar e proteger a biodiversidade &uacute;nica presente no territ&oacute;rio dos rios Sabor, Ma&ccedil;&atilde;s e Angueira, um S&iacute;tio de Import&acirc;ncia Comunit&aacute;ria (SIC) da Rede Natura 2000, atrav&eacute;s da cria&ccedil;&atilde;o de uma micro-reserva ecol&oacute;gica. Este projeto foi financiado, no seu primeiro ano (2019), pelo FA-MATE.<br />
Saiba mais em www.hotspotbiodiversidade.aepga.pt<br />
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<strong>Grupo Nordeste </strong><br />
O Nordeste &ndash; Grupo para a Promo&ccedil;&atilde;o do Desenvolvimento Sustent&aacute;vel &eacute; constitu&iacute;do pela AEPGA &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o para o Estudo e Prote&ccedil;&atilde;o do Gado Asinino, pela APFNT - Associa&ccedil;&atilde;o dos Produtores Florestais do Nordeste Transmontano e pela Palombar e pretende dar vida a um modelo de interven&ccedil;&atilde;o que, unindo a conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza &agrave; agricultura e &agrave; explora&ccedil;&atilde;o florestal sustent&aacute;vel, promova o envolvimento das comunidades locais e dinamize o desenvolvimento integrado do espa&ccedil;o rural nos vales dos rios Sabor e Ma&ccedil;&atilde;s, que est&atilde;o inseridos na ZPE Rios Sabor e Ma&ccedil;as. A maioria das a&ccedil;&otilde;es realizadas pelo Grupo Nordeste &eacute; financiada pela EDP Produ&ccedil;&atilde;o e enquadrada na implementa&ccedil;&atilde;o de medidas de mitiga&ccedil;&atilde;o dos impactos gerados pelo Aproveitamento Hidroel&eacute;trico do Baixo Sabor.<br />
Saiba mais em www.nordeste.eu<br />
<br />
<strong>Life Rupis </strong><br />
O 'Life Rupis &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o do britango (<em>Neophron percnopterus</em>) e da &aacute;guia-perdigueira (<em>Aquila fasciata</em>) no vale do rio Douro&rsquo; &eacute; um projeto de conserva&ccedil;&atilde;o transfronteiri&ccedil;o, financiado atrav&eacute;s do Programa LIFE da Uni&atilde;o Europeia. Coordenado pela Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), o projeto Life Rupis tem mais oito parceiros: a Palombar, a Associa&ccedil;&atilde;o Transum&acirc;ncia e Natureza (ATNatureza), o Instituto de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas (ICNF), a Junta de Castilla y Le&oacute;n, a Fundaci&oacute;n Patrimonio Natural de Castilla y Le&oacute;n, a Vulture Conservation Foundation (VCF), a EDP Distribui&ccedil;&atilde;o e a Guarda Nacional Republicana (GNR). A ZPE Douro Internacional e Vale do &Aacute;gueda (em Portugal) e a ZEPA Arribes del Duero (Espanha) s&atilde;o os territ&oacute;rios de implementa&ccedil;&atilde;o deste projeto. <br />
Saiba mais em www.rupis.pt&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c7f12</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Wed, 20 May 2020 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Dia Mundial da Abelha: um alerta para o risco de extinção iminente </title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/dia-mundial-da-abelha-um-alerta-para-o-risco-de-extincao-iminente-2020-05-20/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>As abelhas est&atilde;o a desaparecer e hoje &eacute; o dia de alertar para os perigos de uma extin&ccedil;&atilde;o iminente. Cerca de 1/3 das popula&ccedil;&otilde;es de abelhas na Europa est&atilde;o j&aacute; em forte decl&iacute;nio e 20% das esp&eacute;cies amea&ccedil;adas s&atilde;o end&eacute;micas. A polui&ccedil;&atilde;o ambiental, as altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas, as esp&eacute;cies invasoras e as doen&ccedil;as, a explora&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola intensiva e o uso de pesticidas, e as mudan&ccedil;as na utiliza&ccedil;&atilde;o dos solos e a perda de habitats s&atilde;o os respons&aacute;veis. </strong><br />
<br />
Hoje &eacute; o Dia Mundial da Abelha, o dia para lembrarmos que estes insetos s&atilde;o essenciais e que n&oacute;s os devemos conservar e proteger. O equil&iacute;brio dos ecossistemas, a biodiversidade e a nossa alimenta&ccedil;&atilde;o dependem disso.<br />
<br />
O Dia Mundial da Abelha, 20 de maio, foi institu&iacute;do em dezembro de 2017 pela Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU), por proposta da Eslov&eacute;nia, e comemorado pela primeira vez em 2018. Por que 20 de maio? Foi o dia em que, no ano de 1734, nasceu o pioneiro da apicultura moderna, o esloveno Anton Jan&scaron;a.<br />
<br />
As abelhas e outros insetos polinizadores s&atilde;o fundamentais para assegurar o equil&iacute;brio dos ecossistemas e para fomentar a biodiversidade. O decl&iacute;nio da popula&ccedil;&atilde;o de polinizadores afeta v&aacute;rias esp&eacute;cies de plantas, que podem at&eacute; desaparecer, por dependerem destes animais para o seu ciclo de vida, direta ou indiretamente.<br />
<br />
Estima-se que 78% das esp&eacute;cies de plantas selvagens e 84% das esp&eacute;cies usadas na agricultura na Uni&atilde;o Europeia dependam, pelo menos parcialmente, de insetos para a produ&ccedil;&atilde;o de sementes. A poliniza&ccedil;&atilde;o feita pelos insetos ou outros animais tamb&eacute;m garante uma melhor qualidade de frutos, vegetais e sementes. A redu&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero ou da diversidade das popula&ccedil;&otilde;es de polinizadores tem um grande impacto na seguran&ccedil;a alimentar, ao diminuir drasticamente a produtividade das planta&ccedil;&otilde;es. <br />
<br />
O objetivo da cria&ccedil;&atilde;o deste dia &eacute; reconhecer o papel das abelhas e outros polinizadores para os ecossistemas e para o desenvolvimento sustent&aacute;vel, bem como aumentar a consciencializa&ccedil;&atilde;o sobre a sua import&acirc;ncia e as amea&ccedil;as que enfrentam. Adicionalmente, pretende-se promover a implementa&ccedil;&atilde;o de medidas que contriburam para a sua prote&ccedil;&atilde;o e conserva&ccedil;&atilde;o. <br />
<br />
<strong>Vamos salvar as abelhas e os agricultores!</strong><br />
A rede Save Bee and Farmers est&aacute; a trabalhar para isso.<br />
Tamb&eacute;m pode fazer parte desta iniciativa.<br />
Saiba como aqui&nbsp;<a href="http://www.savebeesandfarmers.eu"><strong>www.savebeesandfarmers.eu</strong></a><br />
&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c7f1d</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 18 May 2020 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Rubrica 20 anos + 5 espécies de fauna | Coelho-bravo</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/rubrica-20-anos-5-especies-de-fauna-coelho-bravo-2020-05-18/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>Para que possa conhecer melhor a dimens&atilde;o e a diversidade do nosso trabalho, lan&ccedil;&aacute;mos, a prop&oacute;sito das comemora&ccedil;&otilde;es dos 20 anos da Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, a rubrica 20 anos 5+5+5+5, que pretende destacar, at&eacute; ao final do ano, 5 esp&eacute;cies de fauna, 5 esp&eacute;cies de flora/habitats, 5 elementos do patrim&oacute;nio rural edificado e 5 elementos culturais e da comunidade beneficiados pelas a&ccedil;&otilde;es desenvolvidas pela organiza&ccedil;&atilde;o nos seus 20 anos de hist&oacute;ria.</strong><br />
<br />
Hoje vamos falar do Coelho-bravo...<br />
<br />
O coelho-bravo (<em>Oryctolagus cuniculus</em>) &eacute; uma esp&eacute;cie cineg&eacute;tica que tem como habitat preferencial as paisagens de mosaico que apresentam tanto zonas fechadas, que funcionam como locais de abrigo, com matos e bosques; como zonas abertas, onde procura alimento, nomeadamente pastagens naturais e artificiais e terrenos agr&iacute;colas. Reproduz-se em tocas durante todo o ano, embora a maioria das ninhadas nas&ccedil;am entre fevereiro e agosto e tem normalmente entre tr&ecirc;s a 12 crias por ninhada (cerca de tr&ecirc;s a sete por ano).<br />
<br />
Os coelhos produzem dois tipos de excrementos, os que funcionam como marca&ccedil;&atilde;o odor&iacute;fera (cobertos por secre&ccedil;&otilde;es das gl&acirc;ndulas anais) do territ&oacute;rio e os normais, que s&atilde;o muitas vezes ingeridos por terem um elevado valor nutritivo. Alimentam-se de folhas de v&aacute;rias esp&eacute;cies vegetais nutritivas, incluindo cereais em germina&ccedil;&atilde;o, rebentos de &aacute;rvores, couves, gram&iacute;neas, bolbos, cascas, entre outros vegetais.<br />
<br />
Apesar de estar presente em quase todo o territ&oacute;rio nacional, a densidade das suas popula&ccedil;&otilde;es varia de alta, sobretudo no sul do pa&iacute;s, a residual, principalmente no norte. <br />
<br />
Depois de afetadas pela destrui&ccedil;&atilde;o de habitats e por doen&ccedil;as como a mixomatose, desde os anos 50, e a doen&ccedil;a hemorr&aacute;gica viral, no final dos anos 80, as popula&ccedil;&otilde;es de coelho-bravo no pa&iacute;s tinham estado a recuperar, no entanto, come&ccedil;aram a diminuir novamente a partir de 2012.  Atualmente, o que mais tem afetado as popula&ccedil;&otilde;es de coelho-bravo &eacute; uma segunda estirpe do v&iacute;rus que provoca a doen&ccedil;a hemorr&aacute;gica viral, a qual, ao contr&aacute;rio da primeira, afeta tamb&eacute;m os coelhos juvenis. Estima-se, na atualidade, que as popula&ccedil;&otilde;es de coelho-bravo diminuam, em m&eacute;dia, 20% por ano em Portugal. <br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Oryctolagus_cuniculus_JJ Harrisonredu(1).jpg" width="706" height="900" alt="" /><br />
<p class="legenda">Coelho-bravo. Fotografia JJ Harrison/Wikicommons.</p>
<strong><br />
Por que &eacute; importante conservar e proteger o coelho-bravo?</strong><br />
<br />
O coelho-bravo tem um estatuto de amea&ccedil;a &ldquo;Quase Amea&ccedil;ado&rdquo;, segundo o Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal. Em dezembro de 2019, a Uni&atilde;o Internacional para a Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza (UICN) reviu o estatuto de conserva&ccedil;&atilde;o do coelho-bravo nas &aacute;reas onde este &eacute; nativo (Portugal, Espanha e Fran&ccedil;a), tendo este passado de &ldquo;Quase Amea&ccedil;ado&rdquo; para &ldquo;Em Perigo&rdquo; de extin&ccedil;&atilde;o.  A altera&ccedil;&atilde;o do estatuto do coelho-bravo foi realizada devido ao registo de uma descida global das suas popula&ccedil;&otilde;es na ordem dos 70% nos &uacute;ltimos anos e &agrave; exist&ecirc;ncia de popula&ccedil;&otilde;es muito fragmentadas. <br />
<br />
O coelho-bravo &eacute; uma presa-chave de v&aacute;rias esp&eacute;cies amea&ccedil;adas, quer de mam&iacute;feros, como o lince-ib&eacute;rico (<em>Lynx pardinus</em>), quer de aves, como a &aacute;guia-de-Bonelli (<em>Aquila fasciata</em>), a &aacute;guia-imperial-ib&eacute;rica (<em>Aquila adalberti</em>) e a &aacute;guia-real (<em>Aquila chrysaetos</em>).<br />
<br />
Com o objetivo de aumentar as popula&ccedil;&otilde;es de coelho-bravo no Nordeste Transmontano, de forma a beneficiar n&atilde;o s&oacute; esta esp&eacute;cie, como toda a cadeia tr&oacute;fica a ela associada, a Palombar tem implementado v&aacute;rias medidas que promovem o seu fomento e conserva&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
<strong>Como contribu&iacute;mos para a conserva&ccedil;&atilde;o do coelho-bravo?</strong><br />
<br />
A Palombar contribui para a conserva&ccedil;&atilde;o do coelho-bravo atrav&eacute;s de diversas a&ccedil;&otilde;es, nomeadamente por via da instala&ccedil;&atilde;o de bebedouros e comedouros para a esp&eacute;cie no territ&oacute;rio (Unidades de Alimenta&ccedil;&atilde;o Artificial), de modo a assegurar a disponibilidade de recursos b&aacute;sicos, sobretudo durante o per&iacute;odo estival; da cria&ccedil;&atilde;o de sementeiras e clareiras para aumentar os recursos tr&oacute;ficos e criar zonas prop&iacute;cias &agrave; conserva&ccedil;&atilde;o do coelho-bravo; bem como atrav&eacute;s da cria&ccedil;&atilde;o de morou&ccedil;os (abrigos artificiais que constituem locais de ref&uacute;gio e prote&ccedil;&atilde;o para a esp&eacute;cie). A organiza&ccedil;&atilde;o realiza tamb&eacute;m a monitoriza&ccedil;&atilde;o das popula&ccedil;&otilde;es de coelho-bravo, com o objetivo de avaliar a sua densidade no Nordeste Transmontano.<br />
<br />
<strong>As a&ccedil;&otilde;es que contribuem para a conserva&ccedil;&atilde;o do coelho-bravo s&atilde;o desenvolvidas no &acirc;mbito de que projetos?</strong><br />
<br />
<strong>Grupo Nordeste</strong><br />
<br />
O Nordeste &ndash; Grupo para a Promo&ccedil;&atilde;o do Desenvolvimento Sustent&aacute;vel &eacute; constitu&iacute;do pela Palombar, pela AEPGA &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o para o Estudo e Prote&ccedil;&atilde;o do Gado Asinino e pela APFNT - Associa&ccedil;&atilde;o dos Produtores Florestais do Nordeste Transmontano.<br />
<br />
Tem como objetivo dar vida a um modelo de interven&ccedil;&atilde;o que, unindo a conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza &agrave; agricultura e &agrave; explora&ccedil;&atilde;o florestal sustent&aacute;vel, promova o envolvimento das comunidades locais e dinamize o desenvolvimento integrado do espa&ccedil;o rural nos vales dos rios Sabor e Ma&ccedil;&atilde;s, que est&atilde;o inseridos na ZPE Rios Sabor e Ma&ccedil;as.<br />
<br />
No &acirc;mbito deste grupo de trabalho, a Palombar &eacute; respons&aacute;vel pela implementa&ccedil;&atilde;o de um conjunto de a&ccedil;&otilde;es que visam a conserva&ccedil;&atilde;o do coelho-bravo, entre outras esp&eacute;cies, muitas das quais s&atilde;o financiadas pela EDP Produ&ccedil;&atilde;o e enquadradas na implementa&ccedil;&atilde;o de medidas de mitiga&ccedil;&atilde;o dos impactos gerados pelo Aproveitamento Hidroel&eacute;trico do Baixo Sabor.<br />
Saiba mais em www.nordeste.eu<br />
<br />
<strong>LIFERupis</strong><br />
<br />
O 'LIFE Rupis Conserva&ccedil;&atilde;o do britango e da &aacute;guia-perdigueira no vale do rio Douro' &eacute; um projeto transfronteiri&ccedil;o, do qual a Palombar &eacute; parceira, financiado pela Uni&atilde;o Europeia, atrav&eacute;s do Programa LIFE, e coordenado pela SPEA - Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves.<br />
<br />
O seu principal objetivo &eacute; a conserva&ccedil;&atilde;o do britango (<em>Neophron percnopterus</em>) e da &aacute;guia-perdigueira (<em>Aquila fasciata</em>) no vale do rio Douro, atrav&eacute;s da implementa&ccedil;&atilde;o de medidas que pretendem reduzir a mortalidade destas esp&eacute;cies e aumentar o seu sucesso reprodutor.<br />
Saiba mais em www.rupis.pt<br />
<br />
<strong>SOS Coelho </strong><br />
<br />
O SOS Coelho &eacute; um projeto nacional coordenado pelo Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Biodiversidade e Recursos Gen&eacute;ticos (CIBIO-InBIO) e pela Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Propriet&aacute;rios e Produtores de Ca&ccedil;a (ANPC) que tem como objetivo recuperar as popula&ccedil;&otilde;es de coelhos selvagens em Portugal e combater a doen&ccedil;a hemorr&aacute;gica viral. <br />
<br />
No &acirc;mbito deste projeto, &eacute; implementado um conjunto de a&ccedil;&otilde;es concertadas que permitir&atilde;o compreender melhor a etiologia, a biologia e o impacto da nova estirpe da doen&ccedil;a hemorr&aacute;gica viral sobre as popula&ccedil;&otilde;es de coelho-bravo, bem como identificar solu&ccedil;&otilde;es para assegurar a conserva&ccedil;&atilde;o desta esp&eacute;cie, que &eacute; fundamental para o equil&iacute;brio dos ecossistemas mediterr&acirc;nicos ib&eacute;ricos.<br />
&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c7f2b</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Wed, 13 May 2020 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Águia-imperial-ibérica: novo registo desta rapina rara e ameaçada pode ser sinal do seu regresso a Trás-os-Montes</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/aguia-imperial-iberica-novo-registo-desta-rapina-rara-e-ameacada-pode-ser-sinal-do-seu-regresso-a-tras-os-montes-2020-05-13/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>Uma &aacute;guia-imperial-ib&eacute;rica (<em>Aquila adalberti</em>) imatura (palhi&ccedil;o &ndash; segunda plumagem) foi registada no dia 30 de abril de 2020, atrav&eacute;s de c&acirc;maras de fotoarmadilhagem colocadas por t&eacute;cnicos da organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental de ambiente Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural num dos Campos de Alimenta&ccedil;&atilde;o para Aves Necr&oacute;fagas (CAAN) geridos pela organiza&ccedil;&atilde;o no concelho de Mogadouro no &acirc;mbito do projeto &ldquo;LIFE Rupis &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o do Britango (<em>Neophron percnopterus</em>) e da &Aacute;guia-perdigueira (<em>Aquila fasciata</em>) no vale do rio Douro&rdquo; (www.rupis.pt). Este CAAN est&aacute; localizado no Parque Natural do Douro Internacional (PNDI).</strong><br />
<br />
Atualmente, esta esp&eacute;cie est&aacute; restrita como nidificante em Portugal e em Espanha, constituindo por isso um endemismo da Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica e &eacute; uma das aves de rapina mais amea&ccedil;adas da Europa, estando igualmente entre as mais raras a n&iacute;vel mundial, tendo um estatuto e conserva&ccedil;&atilde;o &ldquo;Criticamente em Perigo&rdquo; em Portugal.<br />
<br />
Este &eacute; o segundo registo que a Palombar faz de um indiv&iacute;duo imaturo da esp&eacute;cie no Nordeste Transmontano, regi&atilde;o onde atualmente n&atilde;o existem casais reprodutores de &aacute;guia-imperial-ib&eacute;rica. O primeiro registo ocorreu no dia 4 de setembro de 2018 num CAAN gerido pela organiza&ccedil;&atilde;o no concelho de Miranda do Douro e igualmente localizado no PNDI. O avistamento de indiv&iacute;duos desta esp&eacute;cie &eacute; muito raro t&atilde;o a norte do pa&iacute;s. Tratando-se de uma &aacute;guia-imperial-ib&eacute;rica imatura, o mais prov&aacute;vel &eacute; que esteja em dispers&atilde;o e a estabelecer o seu territ&oacute;rio, o que poder&aacute; ser um sinal do seu poss&iacute;vel retorno a esta regi&atilde;o do pa&iacute;s, que a esp&eacute;cie j&aacute; ocupou no passado. <br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/&Aacute;guia-imperial-ib&eacute;rica_Palombar.jpg" alt="" /><br />
<p class="legenda">&Aacute;guia-imprerial-ib&eacute;rica. Fotografia Palombar.</p>
<br />
Os dois registos efetuados pela Palombar desta esp&eacute;cie ocorreram em CAAN geridos pela organiza&ccedil;&atilde;o, o que demonstra o papel fundamental destes campos de alimenta&ccedil;&atilde;o para a conserva&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies estritamente e/ou parcialmente necr&oacute;fagas com estatuto de conserva&ccedil;&atilde;o muito desfavor&aacute;vel, como &eacute; o caso desta rapina ib&eacute;rica, sobretudo para os indiv&iacute;duos imaturos.  Estes s&atilde;o tamb&eacute;m reveladores do amplo impacto que o projeto LIFE Rupis tem tido, desde que come&ccedil;ou a ser implementado, em 2015, na preserva&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rias aves de rapina e necr&oacute;fagas amea&ccedil;adas n&atilde;o s&oacute; na Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica, como tamb&eacute;m na Europa. <br />
<br />
Nos finais da d&eacute;cada de 70 e in&iacute;cios dos anos 80, a popula&ccedil;&atilde;o reprodutora da esp&eacute;cie Aquila adalberti desapareceu em Portugal e a nidifica&ccedil;&atilde;o s&oacute; voltou a ser confirmada em 2003 na regi&atilde;o do Tejo Internacional, na Beira Baixa. <br />
<br />
Fruto de v&aacute;rios esfor&ccedil;os de conserva&ccedil;&atilde;o que t&ecirc;m vindo a ser dedicados a esta esp&eacute;cie, ela tem vindo a colonizar lentamente o territ&oacute;rio nacional. Em 2018, a popula&ccedil;&atilde;o nacional nidificante totalizou 17 casais distribu&iacute;dos pelas regi&otilde;es da Beira Baixa, Alto Alentejo e Baixo Alentejo, sendo que esta esp&eacute;cie ainda apresenta, em territ&oacute;rio nacional, o estatuto de conserva&ccedil;&atilde;o mais preocupante: &ldquo;Criticamente em Perigo&rdquo;, segundo o Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal. Est&aacute; tamb&eacute;m atualmente classificada como &ldquo;Em Perigo&rdquo; no Livro Vermelho das Aves de Espanha e ainda como &ldquo;Vulner&aacute;vel&rdquo; pela Lista Vermelha da Uni&atilde;o Internacional para Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza. <br />
<br />
Em Espanha, de acordo com dados oficiais da Junta de Castilla y Le&oacute;n, em 2019, foi confirmada a exist&ecirc;ncia de tr&ecirc;s casais reprodutores na prov&iacute;ncia espanhola de Salamanca e de um na prov&iacute;ncia de Zamora, &aacute;reas lim&iacute;trofes ao Nordeste Transmontano. <br />
<br />
O tamanho da sua popula&ccedil;&atilde;o reprodutora &eacute; t&atilde;o reduzido que existe um elevado risco de extin&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie face ao aparecimento, por exemplo, de uma doen&ccedil;a, por redu&ccedil;&atilde;o significativa da popula&ccedil;&atilde;o devido a alta mortalidade e per&iacute;odos consecutivos de baixa produtividade e/ou por deteriora&ccedil;&atilde;o gen&eacute;tica (devido &agrave; poss&iacute;vel reprodu&ccedil;&atilde;o entre indiv&iacute;duos da mesma &ldquo;linhagem&rdquo;, diminuindo a viabilidade e a diversidade gen&eacute;tica da esp&eacute;cie), de acordo com dados do projeto &ldquo;LIFE Imperial Conserva&ccedil;&atilde;o da &Aacute;guia-imperial-ib&eacute;rica (<em>Aquila adalberti</em>) em Portugal&rdquo; (www.lifeimperial.lpn.pt). <br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/&Aacute;guia-imperial-ib&eacute;rica e corvo Palombar.jpg" alt="" /><br />
<p class="legenda">&Aacute;guia-imperial-ib&eacute;rica e corvo. Fotografia Palombar.</p>
<strong><br />
&Aacute;guia-imperial-ib&eacute;rica: que esp&eacute;cie &eacute; esta?</strong><br />
<br />
&Eacute; uma &aacute;guia de grandes dimens&otilde;es que se caracteriza pelas asas compridas e largas e a cauda relativamente curta. A cabe&ccedil;a e o bico s&atilde;o maci&ccedil;os. A plumagem atravessa seis fases distintas at&eacute; atingir a colora&ccedil;&atilde;o de adulto. Esta &eacute; praticamente negra, com as penas da parte posterior da cabe&ccedil;a e da nuca douradas. Nas asas, um bordo branco de dimens&otilde;es vari&aacute;veis delimita os ombros. A base da cauda &eacute; cinzenta clara com uma barra terminal larga de cor preta.<br />
<br />
<strong>Dieta</strong><br />
<br />
Esta esp&eacute;cie alimenta-se principalmente de coelho-bravo, mas tamb&eacute;m fazem parte da sua dieta a lebre, a perdiz, os pombos, os corv&iacute;deos e outras aves, mam&iacute;feros de m&eacute;dio e pequeno porte e ainda r&eacute;pteis, como sard&otilde;es e cobras. Alimenta-se tamb&eacute;m de cad&aacute;veres, sendo parcialmente necr&oacute;faga. <br />
<br />
<strong>Reprodu&ccedil;&atilde;o</strong><br />
<br />
Nidifica em &aacute;rvores de grande porte, sobretudo em pinheiros, sobreiros e eucaliptos. Pode tamb&eacute;m usar ninhos de anos anteriores ou ocupar ninhos alternativos. Normalmente coloca entre um a quatro ovos por ninhada. <br />
<br />
<strong>Comportamento </strong><br />
<br />
&Eacute; uma esp&eacute;cie predadora de topo e muito territorial que utiliza extensas &aacute;reas de ca&ccedil;a. Os casais mant&ecirc;m-se no seu territ&oacute;rio ao longo de todo o ano, enquanto as aves jovens efetuam movimentos dispersivos, frequentando &aacute;reas com grande disponibilidade de alimento at&eacute; se fixarem como reprodutoras, o que ocorre quando atingem a idade de tr&ecirc;s a cinco anos. <br />
<br />
<strong>Habitat </strong><br />
<br />
Habita sobretudo em montados e mata mediterr&acirc;nica intercalados com &aacute;reas abertas de cerealicultura e pastagens. <br />
<br />
<strong>Principais amea&ccedil;as</strong><br />
<br />
Decl&iacute;nio das popula&ccedil;&otilde;es de coelho-bravo, uso ilegal de venenos, abate a tiro, perda e degrada&ccedil;&atilde;o de habitat, eletrocuss&atilde;o em linhas el&eacute;tricas e perturba&ccedil;&atilde;o nas &aacute;reas de nidifica&ccedil;&atilde;o. <br />
<br />
<strong>Campos de Alimenta&ccedil;&atilde;o para Aves Necr&oacute;fagas: qual &eacute; a sua import&acirc;ncia? </strong><br />
<br />
Os CAAN s&atilde;o fundamentais para assegurar a conserva&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies de aves com h&aacute;bitos alimentares necr&oacute;fagos. Todas as esp&eacute;cies de aves necr&oacute;fagas registadas em Portugal est&atilde;o legalmente protegidas e, a grande maioria, apresenta um estatuto de conserva&ccedil;&atilde;o delicado.<br />
<br />
Uma das principais amea&ccedil;as que enfrentam estas aves &eacute; a falta de disponibilidade de alimento, a qual foi agravada com a chamada crise das &ldquo;Vacas Loucas&rdquo;, que levou a que as carca&ccedil;as de gado (a principal fonte de alimento para os abutres) n&atilde;o pudessem mais ficar no campo. <br />
<br />
Os CAAN surgem exatamente para fazer face a esta amea&ccedil;a e aumentar a quantidade de alimentos dispon&iacute;veis para estas esp&eacute;cies, sobretudo no per&iacute;odo reprodutivo, quando h&aacute; uma maior exig&ecirc;ncia energ&eacute;tica n&atilde;o s&oacute; por parte das progenitoras, como tamb&eacute;m das crias ap&oacute;s o nascimento. <br />
<br />
Al&eacute;m dos CAAN, a Palombar tamb&eacute;m desenvolveu estruturas m&oacute;veis de alimenta&ccedil;&atilde;o para aves necr&oacute;fagas que permitem dar uma resposta mais r&aacute;pida e localizada &agrave;s necessidades alimentares das esp&eacute;cies no territ&oacute;rio.<br />
<br />
Aproveitando as recentes altera&ccedil;&otilde;es na legisla&ccedil;&atilde;o portuguesa, a organiza&ccedil;&atilde;o tem vindo igualmente a trabalhar na implementa&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas de alimenta&ccedil;&atilde;o para aves necr&oacute;fagas fora dos CAAN, uma abordagem que favorece o fornecimento de alimento de uma forma natural, n&atilde;o previs&iacute;vel e com maiores benef&iacute;cios para as esp&eacute;cies e para os seus h&aacute;bitos de prospe&ccedil;&atilde;o de alimento.<br />
<br />
<strong>Projetos e investiga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica </strong><br />
<br />
Nos &uacute;ltimos anos, a Palombar tem desenvolvido e/ou integrado v&aacute;rios projetos de conserva&ccedil;&atilde;o de aves necr&oacute;fagas e de investiga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica sobre estas esp&eacute;cies. O projeto LIFE Rupis, o &lsquo;ConnectNatura - Refor&ccedil;o da Rede de Campos de Alimenta&ccedil;&atilde;o para Aves Necr&oacute;fagas e Cria&ccedil;&atilde;o de Condi&ccedil;&otilde;es de Conectividade entre &Aacute;reas da Rede Natura 2000' (connectnatura.pt) e o 'Sentinelas - marca&ccedil;&atilde;o e seguimento de grifos <em>Gyps fulvus</em> como ferramenta de combate ao uso ilegal de venenos em Portugal' (wwww.sentinelas.pt) s&atilde;o tr&ecirc;s deles. A organiza&ccedil;&atilde;o tem tamb&eacute;m realizado trabalhos de investiga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica na &aacute;rea da conserva&ccedil;&atilde;o das aves necr&oacute;fagas e da perce&ccedil;&atilde;o social sobre estas esp&eacute;cies, os quais j&aacute; foram apresentados em congressos e semin&aacute;rios nacionais e internacionais.<br />
&nbsp;]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 04 May 2020 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Buraco de ozono de grandes dimensões em cima do Polo Norte fechou-se</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/buraco-de-ozono-de-grandes-dimensoes-em-cima-do-polo-norte-fechou-se-2020-05-04/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<div style="text-align: justify;"><strong>O grande buraco na camada de ozono formado em cima do Polo Norte fechou-se. N&atilde;o foi criado pela polui&ccedil;&atilde;o gerada pelas atividades humanas ou pelas altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas, nem se ter&aacute; fechado devido ao confinamento mundial provocado pela COVID-19. Mas &eacute; uma excelente not&iacute;cia na mesma e todas as formas de vida na Terra s&atilde;o beneficiadas.</strong><br />
<br />
O an&uacute;ncio foi feito por respons&aacute;veis do Copernicus (CAMS - Copernicus Atmosphere Monitoring Service), o Programa de Observa&ccedil;&atilde;o da Terra da Uni&atilde;o Europeia, no dia 23 de abril no <strong><a href="https://tinyurl.com/yb9n7pky">Twitter</a></strong>.<br />
<br />
Segundo explicaram os cientistas, o buraco na camada de ozono foi formado sobre o &Aacute;rtico nesta primavera (final de mar&ccedil;o) e era j&aacute; considerado o maior alguma vez registado no Hemisf&eacute;rio Norte. Formou-se devido a um v&oacute;rtice polar particularmente forte, ciclone de grandes dimens&otilde;es, que atingiu o Polo Norte durante v&aacute;rias semanas consecutivas.<br />
<br />
&quot;A COVID-19 e os consequentes confinamentos provavelmente n&atilde;o tiveram nada a ver com isto.(O buraco) teve origem num v&oacute;rtice polar anormalmente forte e duradouro e n&atilde;o em altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas&quot;, explicaram os investigadores do Copernicus, adiantando que continuam a estudar os fen&oacute;menos ocorridos nessa zona.<br />
<br />
A prote&ccedil;&atilde;o oferecida pela camada de ozono &eacute; fundamental para assegurar a vida na Terra, uma vez que o ozono estratosf&eacute;rico tem a capacidade de absorver grande parte da radia&ccedil;&atilde;o ultravioleta B (UV-B), radia&ccedil;&atilde;o solar que pode provocar efeitos nocivos ou at&eacute; mesmo mortais nos seres vivos, amea&ccedil;ando assim a sa&uacute;de humana, a biodiversidade e o ambiente.&nbsp;</div>]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 30 Apr 2020 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Águia-de-Bonelli: casais estabelecem divisão de tarefas nos cuidados às crias </title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/aguia-de-bonelli-casais-estabelecem-divisao-de-tarefas-nos-cuidados-as-crias-2020-04-30/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[Um estudo de investigadores espanh&oacute;is concluiu que os casais de &aacute;guia-de-Bonelli (<em>Aquila fasciata</em>) estabelecem uma divis&atilde;o de tarefas nos cuidados &agrave;s crias que se ajusta com o avan&ccedil;ar do desenvolvimento destas e permite assegurar o seu sucesso reprodutor.<br />
<br />
O estudo, publicado recentemente na revista <em>Bird Study</em>,<i> </i>num artigo com o t&iacute;tulo&nbsp;&quot;Breeding behaviour and time-activity budgets of Bonelli&rsquo;s Eagles Aquila fasciata: marked sexual differences in parental activities&quot;,<em>&nbsp;</em>foi liderado por cientistas da Universidade de M&uacute;rcia, em Espanha, tendo contado com a colabora&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rios outros investigadores.  <br />
<br />
Atrav&eacute;s do estudo do comportamento de 11 casais de &aacute;guia-de-Bonelli, desde o per&iacute;odo de incuba&ccedil;&atilde;o dos ovos at&eacute; &agrave; fase em que as criam eram capazes de deixar o ninho, os cientistas descobriram que as f&ecirc;meas investiam mais esfor&ccedil;o na incuba&ccedil;&atilde;o dos ovos, na manuten&ccedil;&atilde;o do ninho e na alimenta&ccedil;&atilde;o das crias, enquanto os machos contribu&iacute;am mais para o aprovisionamento de alimento para o ninho.<br />
<br />
Verificou-se tamb&eacute;m que os cuidados com a manuten&ccedil;&atilde;o do ninho e a alimenta&ccedil;&atilde;o das crias por parte das f&ecirc;meas diminu&iacute;am com o avan&ccedil;ar do per&iacute;odo reprodutivo e que ambos os progenitores ajustavam o seu esfor&ccedil;o de ca&ccedil;a de presas em fun&ccedil;&atilde;o da idade das crias.  <br />
<br />
Os machos da &aacute;guia-de-Bonelli t&ecirc;m um tamanho quase 30% menor do que as f&ecirc;meas. A dieta dessa esp&eacute;cie de ave de rapina &eacute; composta em grande parte por esp&eacute;cies de aves de tamanho m&eacute;dio, que realizam voos &aacute;geis e r&aacute;pidos (como pombos, perdiz-vermelha e corv&iacute;deos), sendo por isso dif&iacute;ceis de ca&ccedil;ar. Geralmente, estas esp&eacute;cies s&atilde;o tamb&eacute;m ca&ccedil;adas em habitats estruturalmente complexos.<br />
<br />
Os autores acreditam, por isso, que os resultados do estudo parecem confirmar a hip&oacute;tese de que os machos de &aacute;guia-de-Bonelli evolu&iacute;ram para se tornarem mais aptos para apanhar presas dif&iacute;ceis de capturar, ou seja, a hip&oacute;tese da &ldquo;dificuldade de capturar presas&rdquo; teria feito com que os machos assumissem evolutivamente a maior responsabilidade pela captura de presas para aprovisionamento do ninho durante o per&iacute;odo reprodutor por estes terem um menor tamanho e uma estrutura mais esguia que permite que sejam mais eficazes em capturar presas &aacute;geis do que as f&ecirc;meas.<br />
<br />
Compreender o comportamento dos casais de &aacute;guia-de-Bonelli durante o per&iacute;odo reprodutor &eacute; fundamental para assegurar a monitoriza&ccedil;&atilde;o eficaz da esp&eacute;cie, bem como para melhorar as medidas de promo&ccedil;&atilde;o da sua conserva&ccedil;&atilde;o. O artigo pode ser consultado <a href="https://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/00063657.2020.1733487"><strong>aqui</strong></a>.<br />
<br />
A &aacute;guia-de-Bonelli &eacute; uma das esp&eacute;cies-alvo de conserva&ccedil;&atilde;o da Palombar. Saiba o que fazemos em benef&iacute;cio desta esp&eacute;cie que tem um estatuto de conserva&ccedil;&atilde;o &ldquo;Em Perigo&rdquo;, segundo o Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal, <a href="http://palombar.pt/pt/noticias/rubrica-20-anos-5-especies-de-fauna-aguia-de-bonelli-2020-04-03/"><strong>aqui</strong></a>.<br />
&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c7f52</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 23 Apr 2020 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Rubrica 20 anos + 5 espécies de fauna | Corço</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/rubrica-20-anos-5-especies-de-fauna-corco-2020-04-23/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[Para que possa conhecer melhor a dimens&atilde;o e a diversidade do trabalho realizado pela Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, lan&ccedil;&aacute;mos, a prop&oacute;sito das comemora&ccedil;&otilde;es dos 20 anos da organiza&ccedil;&atilde;o, assinalados a 9 de mar&ccedil;o, a rubrica 20 anos 5+5+5+5, que pretende destacar, at&eacute; ao final do ano, 5 esp&eacute;cies de fauna, 5 esp&eacute;cies de flora/habitats, 5 elementos do patrim&oacute;nio rural edificado e 5 elementos culturais e da comunidade beneficiados pelas a&ccedil;&otilde;es desenvolvidas pela Palombar nos seus 20 anos de hist&oacute;ria.<br />
<br />
<strong>Hoje vamos falar do Cor&ccedil;o...</strong><br />
<br />
Esquivo e t&iacute;mido, o cor&ccedil;o (<em>Capreolus capreolus</em>) &eacute; um ungulado que habita sobretudo em florestas com prados abertos no interior e com acesso a campos agr&iacute;colas. O seu lugar de repouso predileto s&atilde;o os bosques cerrados, ou zonas de mato com arbustos densos. Tem um comportamento crepuscular e normalmente pasta durante a noite. Alimenta-se principalmente de rebentos ou gomos de silvas, vegeta&ccedil;&atilde;o herb&aacute;cea, con&iacute;feras, gram&iacute;neas, e outros vegetais, e tamb&eacute;m de folhas novas de &aacute;rvores caducif&oacute;lias e arbustos, sobretudo no ver&atilde;o. Pode ainda comer bolotas, fungos, urze, cereais, ervas daninhas, entre outros vegetais. Para marcar o seu territ&oacute;rio, esfrega as hastes no tronco de pequenas &aacute;rvores e arbustos. A &eacute;poca de reprodu&ccedil;&atilde;o ocorre nos meses de julho e agosto e tem normalmente duas crias por ano. Em muitos territ&oacute;rios do Nordeste Transmontano o cor&ccedil;o encontra as condi&ccedil;&otilde;es ideais para habitar.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Cria corc&#807;o (Capreolus capreolus) redu - Pedro Rego.jpg" width="900" height="600" alt="" /><br />
<p class="legenda">Cor&ccedil;o. Fotografia Pedro Rego.</p>
<strong><br />
Por que &eacute; importante conservar e proteger o cor&ccedil;o?</strong><br />
<br />
Apesar de ter um estatuto de conserva&ccedil;&atilde;o &quot;Pouco preocupante&quot;, segundo o Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal, o cor&ccedil;o &eacute; uma presa selvagem de esp&eacute;cies amea&ccedil;adas no territ&oacute;rio nacional, como &eacute; o caso do lobo-ib&eacute;rico (Canis lupus signatus), pelo que a conserva&ccedil;&atilde;o desta esp&eacute;cie &eacute; importante para a sua preserva&ccedil;&atilde;o. Ocasionalmente, as crias de cor&ccedil;o tamb&eacute;m podem ser predadas pela &aacute;guia-real (Aquila chrysaetos), uma ave de rapina com estatuto de conserva&ccedil;&atilde;o desfavor&aacute;vel em Portugal. Al&eacute;m disso, a manuten&ccedil;&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o de popula&ccedil;&otilde;es aut&oacute;ctones &eacute; fundamental para evitar a perda de caracter&iacute;sticas gen&eacute;ticas e ecol&oacute;gicas pr&oacute;prias da esp&eacute;cie.<br />
<br />
<strong>Como contribu&iacute;mos para a conserva&ccedil;&atilde;o do cor&ccedil;o?</strong><br />
<br />
A Palombar contribui para a conserva&ccedil;&atilde;o do cor&ccedil;o atrav&eacute;s da cria&ccedil;&atilde;o de sementeiras e pastagens permanentes biodiversas com recurso a mistura de cereais de variedades tradicionais, em v&aacute;rias &aacute;reas do Nordeste Transmontano, aumentado, desta forma, a disponibilidade de alimento para a esp&eacute;cie, bem como atrav&eacute;s do estabelecimento de zonas de n&atilde;o ca&ccedil;a. Sendo o cor&ccedil;o uma esp&eacute;cie cineg&eacute;tica, a cria&ccedil;&atilde;o de zonas onde n&atilde;o &eacute; permitido ca&ccedil;ar este animal contribui para aumentar a sua popula&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m de reduzir os fatores de perturba&ccedil;&atilde;o para a esp&eacute;cie. Essas zonas foram criadas com base em acordos estabelecidos com zonas de ca&ccedil;a associativas com o objetivo de criar santu&aacute;rios, em territ&oacute;rios importantes para a esp&eacute;cie, onde a ca&ccedil;a &eacute; proibida.<br />
<br />
<strong>As a&ccedil;&otilde;es que contribuem para a conserva&ccedil;&atilde;o do cor&ccedil;o s&atilde;o desenvolvidas no &acirc;mbito de que projetos?</strong><br />
<br />
<strong>Grupo Nordeste</strong><br />
O Nordeste &ndash; Grupo para a Promo&ccedil;&atilde;o do Desenvolvimento Sustent&aacute;vel &eacute; constitu&iacute;do pela Palombar, pela AEPGA &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o para o Estudo e Prote&ccedil;&atilde;o do Gado Asinino e pela APFNT - Associa&ccedil;&atilde;o dos Produtores Florestais do Nordeste Transmontano.<br />
<br />
Tem como objetivo dar vida a um modelo de interven&ccedil;&atilde;o que, unindo a conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza &agrave; agricultura e &agrave; explora&ccedil;&atilde;o florestal sustent&aacute;vel, promova o envolvimento das comunidades locais e dinamize o desenvolvimento integrado do espa&ccedil;o rural nos vales dos rios Sabor e Ma&ccedil;&atilde;s, que est&atilde;o inseridos na ZPE Rios Sabor e Ma&ccedil;as.<br />
<br />
No &acirc;mbito deste grupo de trabalho, a Palombar &eacute; respons&aacute;vel pela implementa&ccedil;&atilde;o de um conjunto de a&ccedil;&otilde;es que visam a conserva&ccedil;&atilde;o do cor&ccedil;o, entre outras esp&eacute;cies, muitas das quais s&atilde;o financiadas pela EDP Produ&ccedil;&atilde;o e enquadradas na implementa&ccedil;&atilde;o de medidas de mitiga&ccedil;&atilde;o dos impactos gerados pelo Aproveitamento Hidrolel&eacute;trico do Baixo Sabor.&nbsp;<br />
<br />
Saiba mais em <a href="http://www.nordeste.eu">www.nordeste.eu</a><br />
<br />
<strong>+ Artigos da rubrica </strong><br />
<strong><a href="http://palombar.pt/pt/noticias/rubrica-20-anos-5-5-5-5-2020-03-09/">20 anos + 5 esp&eacute;cies de fauna | Britango </a><br />
<a href="http://palombar.pt/pt/noticias/rubrica-20-anos-5-especies-de-fauna-aguia-de-bonelli-2020-04-03/">20 anos + 5 esp&eacute;cies de fauna | &Aacute;guia-de-Bonelli</a></strong><br />
<br type="_moz" />]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c7f5e</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 09 Apr 2020 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Projeto MammalNet quer por todos a registar mamíferos selvagens e a contribuir para a ciência</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/projeto-mammalnet-quer-por-todos-a-registar-mamiferos-selvagens-e-a-contribuir-para-a-ciencia-2020-04-09/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>O projeto europeu MammalNet quer por todos a registar mam&iacute;feros selvagens e a contribuir para a ci&ecirc;ncia. Tem como objetivo aumentar a potencialidade da ci&ecirc;ncia cidad&atilde; e da ci&ecirc;ncia aberta aplicada no seguimento de esp&eacute;cies animais silvestres. Este &eacute; um projeto piloto que tem como foco os mam&iacute;feros silvestres da Europa e est&aacute; a ser implementado, numa primeira fase, em quatro pa&iacute;ses: Espanha, Pol&oacute;nia, Alemanha e Cro&aacute;cia.</strong><br />
<br />
O projeto resulta da colabora&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rias institui&ccedil;&otilde;es acad&eacute;micas e de investiga&ccedil;&atilde;o europeias, entre as quais o Instituto de Investigaci&oacute;n en Recursos Cineg&eacute;ticos - Universidad de Castilla-La Mancha (IREC, CSIC-UCLM-JCCM), em Espanha, com o qual a Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural organiza, em parceria, o curso anual 'Uso e Potencialidades da Armadilhagem Fotogr&aacute;fica em Estudos de Ecologia e Monitoriza&ccedil;&atilde;o de Fauna Silvestre'. O MammalNet (<a href="https://mammalnet.com/">https://mammalnet.com/</a>) &eacute; financiado pela Autoridade Europeia de Seguran&ccedil;a Alimentar (EFSA).<br />
<br />
Atrav&eacute;s do conceito de ci&ecirc;ncia aberta &agrave; comunidade, pretende-se que todos os investigadores, gestores e a pr&oacute;pria sociedade possa beneficiar da informa&ccedil;&atilde;o fornecida pelos cidad&atilde;os.<br />
<br />
No &acirc;mbito deste projeto, foram criadas tr&ecirc;s aplica&ccedil;&otilde;es (app) para dispositivos m&oacute;veis com fun&ccedil;&otilde;es distintas: a iMammalia, a Mammalweb e a Agouti.<br />
<br />
A <strong>iMammalia</strong> (<a href="http://mammalnet.com/es/imammalia">mammalnet.com/es/imammalia</a>) permite registar a presen&ccedil;a de mam&iacute;feros de forma f&aacute;cil mediante o envio de fotografias dos animais e/ou dos seus ind&iacute;cios de presen&ccedil;a. &Eacute; uma app simples e intuitiva e n&atilde;o &eacute; necess&aacute;rio ter conhecimentos espec&iacute;ficos para a usar, j&aacute; que as imagens enviadas s&atilde;o posteriormente validades por especialistas da &aacute;rea. O utilizador poder&aacute; ver os seus registos e os dos outros utilizadores inseridos num mapa. <br />
<br />
J&aacute; a<strong> Mammalweb</strong> (<a href="http://mammalnet.com/es/mammalweb">mammalnet.com/es/mammalweb</a>) &eacute; uma app que permite ajudar a classicar as imagens registadas por c&acirc;maras de fotoarmadilhagem. Os utilizadores tamb&eacute;m podem colaborar ao enviar imagens das suas pr&oacute;prias c&acirc;maras de fotoarmadilhagem. <br />
<br />
Por fim, a app <strong>Agouti</strong> (<a href="http://mammalnet.com/es/mammalweb">mammalnet.com/es/agouti</a>), que foi desenhada para ajudar os investigadores e gestores de recursos naturais e gerir as amostragens e imagens registadas a partir de c&acirc;maras de fotoarmadilhagem. Esta app permite organizar os dados, export&aacute;-los e partilh&aacute;-los na Global Biodiversity Information Facility (GBIF) e noutras plataformas de an&aacute;lises de dados, facilitando e promovendo, desta forma, a ci&ecirc;ncia aberta. <br />
<br />
Toda a informa&ccedil;&atilde;o partilhada pela comunidade estar&aacute; dispon&iacute;vel em bases de dados de livre acesso na GBIF. A GBIF &eacute; uma organiza&ccedil;&atilde;o internacional dedicada &agrave; disponibiliza&ccedil;&atilde;o de dados cient&iacute;ficos de biodiversidade por interm&eacute;dio da internet utilizando web services.&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c7f69</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 03 Apr 2020 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Rubrica 20 anos + 5 espécies de fauna | Águia-de-Bonelli</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/rubrica-20-anos-5-especies-de-fauna-aguia-de-bonelli-2020-04-03/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[Para que possa conhecer melhor a dimens&atilde;o e a diversidade do trabalho realizado pela Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, lan&ccedil;&aacute;mos, a prop&oacute;sito das comemora&ccedil;&otilde;es dos 20 anos da organiza&ccedil;&atilde;o, assinalados a 9 de mar&ccedil;o, a rubrica 20 anos 5+5+5+5, que pretende destacar, at&eacute; ao final do ano, 5 esp&eacute;cies de fauna, 5 esp&eacute;cies de flora/habitats, 5 elementos do patrim&oacute;nio rural edificado e 5 elementos culturais e da comunidade beneficiados pelas a&ccedil;&otilde;es desenvolvidas pela Palombar nos seus 20 anos de hist&oacute;ria.<br />
<br />
<strong>Hoje vamos falar da &Aacute;guia-de-Bonelli...</strong><br />
<br />
Discreta e h&aacute;bil, a &aacute;guia-de-Bonelli (<em>Aquila fasciata</em>), tamb&eacute;m denominada por &aacute;guia-perdigueira, &eacute; uma ave de rapina de grande dimens&atilde;o, mas a que tem menor tamanho entre as tr&ecirc;s &aacute;guias que existem em Portugal. Habita em locais in&oacute;spitos e de dif&iacute;cil acesso, sobretudo zonas montanhosas com escarpas, onde faz os seus ninhos. Mas tamb&eacute;m pode nidificar em &aacute;rvores de grande porte. Coloca entre um a dois ovos por ano.<br />
<br />
&Eacute; uma r&aacute;pida e &aacute;gil ca&ccedil;adora, sendo as suas principais presas o pombo-das-rochas (<em>Columbia livia</em>), a perdiz-vermelha (<em>Alectoris rufa</em>) e o coelho-bravo (<em>Oryctolagus cuniculus</em>).  O nome &aacute;guia-perdigueira deve-se ao facto de dominar com grande aptid&atilde;o a arte da ca&ccedil;a. Durante o per&iacute;odo de acasalamento e para defender o seu territ&oacute;rio, realiza voos acrob&aacute;ticos de grande beleza.<br />
<br />
&Eacute; sobretudo nos c&eacute;us, montes e arribas do Parque Natural do Douro Internacional (PNDI) e da Zona de Prote&ccedil;&atilde;o Especial (ZPE) Rios Sabor e Ma&ccedil;&atilde;s que a &aacute;guia-de-Bonelli estabelece o seu dom&iacute;nio no Nordeste Transmontano, sendo estes locais de elevada import&acirc;ncia para a conserva&ccedil;&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie, territ&oacute;rios onde a Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural implementa a&ccedil;&otilde;es cruciais em benef&iacute;cio desta ave de rapina ic&oacute;nica da regi&atilde;o.<br />
<br />
<strong>Por que &eacute; importante conservar e proteger a &aacute;guia-de-Bonelli?</strong><br />
<br />
A &aacute;guia-de-Bonelli tem um estatuto de conserva&ccedil;&atilde;o &quot;Em Perigo&quot;, de acordo com o Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal. Atualmente, esta esp&eacute;cie enfrenta v&aacute;rias amea&ccedil;as, como a perda e degrada&ccedil;&atilde;o do habitat, falta de disponibilidade de presas/alimento, sobretudo no Nordeste Transmontano, falta de locais para nidificar, perturba&ccedil;&atilde;o durante a &eacute;poca de reprodu&ccedil;&atilde;o e mortalidade em linhas el&eacute;tricas.<br />
<br />
<strong>Como contribu&iacute;mos para a conserva&ccedil;&atilde;o da &aacute;guia-de-Bonelli?</strong><br />
<br />
A Palombar contribui para a conserva&ccedil;&atilde;o da &aacute;guia-de-Bonelli atrav&eacute;s da recupera&ccedil;&atilde;o, gest&atilde;o e repovoamento de pombais tradicionais com pombos-das-rochas, uma das presas prediletas desta ave; por meio da gest&atilde;o de habitats, com recurso &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de sementeiras, clareiras e unidades de alimenta&ccedil;&atilde;o artificial para fauna silvestre, que permite aumentar as popula&ccedil;&otilde;es de coelho-bravo e perdiz-vermelha, outras duas presas da &aacute;guia-de-Bonelli. A organiza&ccedil;&atilde;o realiza ainda a monitoriza&ccedil;&atilde;o dos casais reprodutores da esp&eacute;cie no Nordeste Transmontano.<br />
<br />
<strong>As a&ccedil;&otilde;es que contribuem para a conserva&ccedil;&atilde;o da &aacute;guia-de-Bonelli s&atilde;o desenvolvidas no &acirc;mbito de que projetos?</strong><br />
<br />
<strong>LIFERupis</strong><br />
<br />
O 'LIFE Rupis Conserva&ccedil;&atilde;o do britango e da &aacute;guia-perdigueira no vale do rio Douro' &eacute; um projeto transfronteiri&ccedil;o, do qual a Palombar &eacute; parceira, financiado pela Uni&atilde;o Europeia, atrav&eacute;s do Programa LIFE, e coordenado pela SPEA - Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves.<br />
<br />
O seu principal objetivo &eacute; a conserva&ccedil;&atilde;o do britango (<em>Neophron percnopterus</em>) e da &aacute;guia-perdigueira no vale do rio Douro, atrav&eacute;s da implementa&ccedil;&atilde;o de medidas que pretendem reduzir a mortalidade destas esp&eacute;cies e aumentar o seu sucesso reprodutor.<br />
Saiba mais em <a href="http://www.rupis.pt"><strong>www.rupis.pt</strong></a><br />
<br />
<strong>Grupo Nordeste</strong><br />
<br />
O Nordeste &ndash; Grupo para a Promo&ccedil;&atilde;o do Desenvolvimento Sustent&aacute;vel &eacute; constitu&iacute;do pela Palombar, pela AEPGA &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o para o Estudo e Prote&ccedil;&atilde;o do Gado Asinino e pela APFNT - Associa&ccedil;&atilde;o dos Produtores Florestais do Nordeste Transmontano.<br />
<br />
Tem como objetivo dar vida a um modelo de interven&ccedil;&atilde;o que, unindo a conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza &agrave; agricultura e &agrave; explora&ccedil;&atilde;o florestal sustent&aacute;vel, promova o envolvimento das comunidades locais e dinamize o desenvolvimento integrado do espa&ccedil;o rural nos vales dos rios Sabor e Ma&ccedil;&atilde;s, que est&atilde;o inseridos na ZPE Rios Sabor e Ma&ccedil;as.<br />
<br />
No &acirc;mbito deste grupo de trabalho, a Palombar &eacute; respons&aacute;vel pela implementa&ccedil;&atilde;o de um conjunto de a&ccedil;&otilde;es que visam a conserva&ccedil;&atilde;o da &aacute;guia-de-Bonelli, entre outras esp&eacute;cies, muitas das quais s&atilde;o financiadas pela EDP Produ&ccedil;&atilde;o e enquadradas na implementa&ccedil;&atilde;o de medidas de mitiga&ccedil;&atilde;o dos impactos gerados pelo Aproveitamento Hidrolel&eacute;trico do Baixo Sabor.<br />
Saiba mais em <a href="http://www.nordeste.eu"><strong>www.nordeste.eu</strong></a><br />
<br />
<div><strong>+ Artigos da rubrica&nbsp;</strong></div>
<div><a href="http://palombar.pt/pt/noticias/rubrica-20-anos-5-5-5-5-2020-03-09/"><strong>20 anos + 5 esp&eacute;cies de fauna | Britango</strong></a><strong>&nbsp;</strong></div>
<br />
<br />
&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c7f75</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 19 Mar 2020 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Junto à Terra: oficina sobre "A avifauna do Vale do Tua" leva alunos a descobrirem várias espécies presentes no território</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/junto-a-terra-oficina-sobre-a-avifauna-do-vale-do-tua-leva-alunos-a-descobrirem-varias-especies-presentes-no-territorio-2020-03-19/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>Nos dias 6, 9, 10, 12 e 13 de mar&ccedil;o, foram realizadas diversas atividades da componente pr&aacute;tida do projeto Junto &agrave; Terra (JaT) em territ&oacute;rio do Foz Tua (JaT Tua). O JaT &eacute; um projeto de educa&ccedil;&atilde;o ambiental dirigido para a comunidade escolar que nasceu da estrat&eacute;gia definida pela EDP para mitigar o impacto na biodiversidade decorrente dos aproveitamentos hidroel&eacute;tricos do Baixo Sabor e Foz Tua. </strong><br />
<br />
O Grupo Nordeste, que integra  a Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, a AEPGA - Associa&ccedil;&atilde;o para o Estudo e Prote&ccedil;&atilde;o do Gado Asinino e a APFNT - Associa&ccedil;&atilde;o de Produtores Florestais do Nordeste Transmontano, promoveu, durante o JaT Tua, uma oficina dedicada ao tema &quot;A avifauna do Vale do Tua&quot;, durante a qual alunos/as da regi&atilde;o tiveram a oportunidade de conhecer v&aacute;rias esp&eacute;cies de aves presentes no territ&oacute;rio e a valorizar a biodiversidade da regi&atilde;o. A Palombar e o Grupo Nordeste s&atilde;o parceiros da componente pr&aacute;tica do projeto JaT. <br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/P1160537.JPG" width="4000" height="3000" alt="" />
<p class="legenda">Observa&ccedil;&atilde;o de aves. Fotografia Grupo Nordeste.</p>
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/20200306_142122-1(1).jpg" width="5664" height="4248" alt="" />
<p class="legenda">Fotografia Grupo Nordeste.</p>
<br />
Aos alunos/as foi fornecido o Passaporte JaT Tua, um caderno did&aacute;tico com conte&uacute;dos de educa&ccedil;&atilde;o ambiental que &eacute; tamb&eacute;m um guia para as oficinas tem&aacute;ticas integradas nas atividades de campo, com uma componente vincada na valoriza&ccedil;&atilde;o do territ&oacute;rio.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/P1160575(2).jpg" width="900" height="675" alt="" /><br />
<p class="legenda">Passaporte JaT Tua. Fotografia Grupo Nordeste.&nbsp;</p>
<br />
A componente pr&aacute;tica do projeto JaT pretende sensibilizar as novas gera&ccedil;&otilde;es, atrav&eacute;s da realiza&ccedil;&atilde;o de atividades junto &agrave; terra, ou seja, in loco, para a import&acirc;ncia do seu contexto ecol&oacute;gico e ambiental, bem como dos recursos e patrim&oacute;nio naturais. O grande objetivo &eacute; ensinar os mais novos a valorizar e a preservar a Natureza e a Biodiversidade dos territ&oacute;rios onde vivem.<br type="_moz" />]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c7f80</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Wed, 18 Mar 2020 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Abutres europeus: maior tamanho e idade dá vantagem competitiva e estabelece hierarquia na hora da alimentação </title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/abutres-europeus-maior-tamanho-e-idade-da-vantagem-competitiva-e-estabelece-hierarquia-na-hora-da-alimentacao-2020-03-18/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>Na hora de se alimentarem, os indiv&iacute;duos das quatro esp&eacute;cies de abutres europeus com maior tamanho e mais velhos t&ecirc;m vantagens competitivas, conseguindo alimentar-se antes dos demais,&nbsp;o que os coloca no topo da hierarquia que se estabalece na hora da procura por recursos tr&oacute;ficos.</strong><br />
<br />
A descoberta &eacute; de um estudo publicado na revista <em>Scientific Reports</em> em fevereiro deste ano, com o t&iacute;tulo &lsquo;Larger size and older age confer competitive advantage: dominance hierarchy within European vulture guild&rsquo; e autoria dos investigadores espanh&oacute;is Rub&eacute;n Moreno-Opo, Ana Trujillano e Antoni Margalida.<br />
<br />
Os cientistas estudaram o comportamento e a organiza&ccedil;&atilde;o de hierarquias entre as quatro esp&eacute;cies de abutres europeus (abutre-preto <em>Aegypius monachus</em>, grifo <em>Gyps fulvus</em>, quebra-ossos <em>Gypaetus barbatus</em> e britango <em>Neophron percnopterus</em>) durante o consumo de carca&ccedil;as. Por um per&iacute;odo de dois anos, todos os meses, os investigadores forneceram carca&ccedil;as de animais em campos de alimenta&ccedil;&atilde;o para aves necr&oacute;fagas, tendo avaliado o comportamento das aves na hora da alimenta&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s da an&aacute;lise de imagens.<br />
<br />
Os resultados mostraram que o comportamento associado ao consumo de alimento mais frequentemente observado foi a disputa/ataque e que o abutre-preto, o maior e mais forte dos abutres europeus, foi o que apresentou as maiores taxas de sucesso nas suas intera&ccedil;&otilde;es com outras esp&eacute;cies, estabelecendo-se como a esp&eacute;cie dominante na disputa por alimento/consumo de cad&aacute;veres. <br />
<br />
Em segundo lugar surge o grifo, que, no entanto, em determinadas condi&ccedil;&otilde;es, pode ter vantagem sobre o abutre-preto quando surge em bando. O britango, o mais pequeno dos abutres europeus, aparece no &uacute;ltimo lugar da hierarquia, depois do quebra-ossos, sendo a principal v&iacute;tima dos ataques.<br />
<br />
Entre todas as esp&eacute;cies, os juvenis, dominados por sub-adultos e adultos, foram os mais frequentemente envolvidos em disputas, tanto com indiv&iacute;duos da mesma esp&eacute;cie como de outras esp&eacute;cies, possivelmente devido &agrave; falta de experi&ecirc;ncia ou porque precisavam de correr mais riscos para se conseguirem alimentar. <br />
<br />
Este estudo mostra, desta forma, que existe uma hierarquia de dom&iacute;nio entre os abutres europeus com base no tamanho corporal e na idade, variando das maiores esp&eacute;cies para as menores e dos indiv&iacute;duos adultos para os sub-adultos e juvenis.<br />
<br />
De acordo com o estudo, esta descoberta poder&aacute; explicar por que raz&atilde;o cada esp&eacute;cie de abutre perscruta os cad&aacute;veres de forma diferente, estabelecendo um equil&iacute;brio entre os comportamentos de disputa e a distribui&ccedil;&atilde;o de recursos tr&oacute;ficos.<br />
<br />
Al&eacute;m disso, mostra que as intera&ccedil;&otilde;es de disputa e competi&ccedil;&atilde;o s&atilde;o mais agressivas quando a quantidade de comida dispon&iacute;vel &eacute; menor e quando o n&uacute;mero de abutres concentrados &agrave; volta dos cad&aacute;veres &eacute; maior.<br />
<br />
Compreender como essas hierarquias funcionam &eacute; fundamental para aprofundar os conhecimentos sobre a ecologia tr&oacute;fica das aves necr&oacute;fagas, um elemento essencial no desenvolvimento de estrat&eacute;gias eficazes de conserva&ccedil;&atilde;o. O artigo cient&iacute;fico est&aacute; dispon&iacute;vel <strong><a href="https://www.nature.com/articles/s41598-020-59387-4">aqui</a></strong>.<br />
<br />
<strong>Conserva&ccedil;&atilde;o de aves necr&oacute;fagas &eacute; uma das &aacute;reas centrais de atua&ccedil;&atilde;o da Palombar</strong><br />
<br />
A conserva&ccedil;&atilde;o de aves necr&oacute;fagas &eacute; uma das &aacute;reas centrais de atua&ccedil;&atilde;o da Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural. No &acirc;mbito de v&aacute;rios projetos (<strong>ConnectNatura</strong> www.connectnatura.pt, <strong>Sentinelas</strong> www.sentinelas.pt, <strong>LIFE Rupis</strong> www.rupis.pt e <strong>Grupo Nordeste</strong> www.nordeste.eu), a organiza&ccedil;&atilde;o assegura a cria&ccedil;&atilde;o e a manuten&ccedil;&atilde;o de Campos de Alimenta&ccedil;&atilde;o de Aves Necr&oacute;fagas (CAAN), de modo a beneficiar esp&eacute;cies de avifauna com h&aacute;bitos necr&oacute;fagos, aumentando os recursos tr&oacute;ficos, e implementa medidas para fazer face &agrave;s amea&ccedil;as que enfrentam estas esp&eacute;cies.<br />
<br />
A Palombar tem vindo igualmente a trabalhar na implementa&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas n&atilde;o vedadas para alimenta&ccedil;&atilde;o de aves necr&oacute;fagas, uma abordagem que favorece o fornecimento de alimento adicional de uma forma natural, n&atilde;o previs&iacute;vel e com maiores benef&iacute;cios para as esp&eacute;cies e para os seus h&aacute;bitos de prospe&ccedil;&atilde;o de alimentos.<br />]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c7f8b</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Tue, 17 Mar 2020 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>COVID-19 | Gestão da Agenda de Atividades da Palombar</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/covid-19-gestao-da-agenda-de-atividades-da-palombar-2020-03-17/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[Devido &agrave; atual pandemia de COVID-19 que tamb&eacute;m afeta Portugal, e de modo a implementar as medidas de combate &agrave; doen&ccedil;a estabelecidas pelas autoridades de sa&uacute;de, nomeadamente pela Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de (DGS), e pelo Governo, a Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural far&aacute; a gest&atilde;o continuada da sua agenda de atividades com base na informa&ccedil;&atilde;o mais atualizada sobre os procedimentos a adotar a cada momento.<br />
<br />
Somos todos agentes de sa&uacute;de p&uacute;blica e, como tal, &eacute; nosso dever cumprir rigorosamente os procedimentos indicados pelas autoridades competentes para proteger o que mais importa: a sa&uacute;de de todos.<br />
<br />
Poder&aacute; estar informado/a sobre o cancelamento ou adiamento das nossas diversas atividades aqui.<br />
<br />
<strong>GEST&Atilde;O DE ATIVIDADES<br />
</strong>(em atualiza&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua)<br />
<br />
<strong>MAR&Ccedil;O</strong><br />
<br />
<strong>1) Junto &agrave; Terra Tua - JaT TUA</strong><br />
Local: Mur&ccedil;a<br />
Data: 13 de mar&ccedil;o<br />
<span style="color: rgb(255, 0, 0);">Adiado &ndash; data a definir</span><br />
<br />
Local: Alij&oacute;<br />
Data: 17 de mar&ccedil;o<br />
<span style="color: rgb(255, 0, 0);">Adiado &ndash; data a definir</span><br />
<br />
<strong>2) Junto &agrave; Terra Sabor - JaT SABOR</strong><br />
Local: Alf&acirc;ndega da F&eacute;<br />
Data: 23 de mar&ccedil;o<br />
<span style="color: rgb(255, 0, 0);">Adiado &ndash; data a definir</span><br />
<br />
Local: Macedo de Cavaleiros<br />
Data: 24 e 26 de mar&ccedil;o<br />
<span style="color: rgb(255, 0, 0);">Adiado &ndash; data a definir<br />
</span><br />
Local: Mogadouro<br />
Data: 25 de mar&ccedil;o<br />
<span style="color: rgb(255, 0, 0);">Adiado &ndash; data a definir</span><br />
<br />
Local: Torre de Moncorvo<br />
Data: 27 de mar&ccedil;o<br />
<span style="color: rgb(255, 0, 0);">Adiado &ndash; data a definir</span><br />
<br />
<strong>3) Passaporte Natura 2000 - Info-point no Agrupamento de Escolas de Vimioso</strong><br />
Local: Escola EB 2/3 de Vimioso<br />
Data: 25 de mar&ccedil;o<br />
<span style="color: rgb(255, 0, 0);">Adiado &ndash; data a definir</span><br />
<br />
Local: Escola EB 2/3 de Mogadouro<br />
Data: 26 de mar&ccedil;o<br />
<span style="color: rgb(255, 0, 0);">Adiado &ndash; data a definir</span><br />
<br />
<strong>4) Acolhimento Grupo de Projeto Social - CESC-Project</strong><br />
Local: Vimioso<br />
Datas: 29 de mar&ccedil;o a 6 de abril<br />
<span style="color: rgb(255, 0, 0);">Cancelado</span><br />
<br />
<strong>ABRIL </strong> <br />
<br />
<strong>5) 59.&ordm; Campo de Trabalho Volunt&aacute;rio Internacional - Recupera&ccedil;&atilde;o de Muros de Pedra</strong><br />
Local: Vale de Algoso, Vimioso<br />
Datas: 6 ao 17 de abril<br />
<span style="color: rgb(255, 0, 0);">Cancelado</span><br />
<br />
<strong><span style="color: rgb(0, 0, 0);">6) Oficina de Constru&ccedil;&atilde;o de Muros em Pedra Seca</span></strong><br />
Local: Vale de Algoso<br />
Datas: 11 e 12 de abril<br />
<font color="#ff0000">Cancelado</font><br />
<br />
<strong>7) Sentinelas Castelo de Algoso - Participa&ccedil;&atilde;o no S&aacute;bado de Aleluia</strong><br />
Local: Algoso<br />
Datas: 11 de abril<br />
<span style="color: rgb(255, 0, 0);">Cancelado</span><br />
<br />
<strong>8) Programa Educativo Sentinelas - Agrupamento de Escolas de Mogadouro</strong><br />
Local: Escola EB 2/3 De Mogadouro<br />
Datas: 20, 21, 23 e 24 de abril<br />
<span style="color: rgb(255, 0, 0);">Em an&aacute;lise</span><br />
<br />
<strong>9) Programa Educativo Sentinelas - Agrupamento de Escolas de Vimioso</strong><br />
Local: Escola EB 2/3 de Vimioso<br />
Datas: 22 e 29 de abril<br />
<span style="color: rgb(255, 0, 0);">Em an&aacute;lise</span><br />
<br />
<strong>10) &Agrave; Descoberta do Nordeste Transmontano</strong><br />
Local: PNDI &ndash; Parque Natural do Douro Internacional<br />
Datas: 25 de abril<br />
<span style="color: rgb(255, 0, 0);">Cancelado<br />
</span> <br />
<strong>MAIO</strong><br />
<br />
<strong>12) Educa&ccedil;&atilde;o Ambiental - Participa&ccedil;&atilde;o na semana da ci&ecirc;ncia - Agrupamento de Escolas de Miranda do Douro</strong><br />
Local: Escola EB 2/3 de Miranda do Douro<br />
Datas: 8 e 13 de maio<br />
<span style="color: rgb(255, 0, 0);">Em an&aacute;lise</span><br />
<br />
<strong>13) Passaporte Natura 2000 - Info-Point no Agrupamento de Escolas de Mogadouro</strong><br />
Local: Escola EB 2/3 de Mogadouro<br />
Datas: 19 de maio<br />
<span style="color: rgb(255, 0, 0);">Em an&aacute;lise&nbsp;</span>]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c7f96</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 09 Mar 2020 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Rubrica 20 anos 5+5+5+5</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/rubrica-20-anos-5-5-5-5-2020-03-09/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental de ambiente Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural comemora os 20 anos da sua funda&ccedil;&atilde;o esta segunda-feira, dia 9 de mar&ccedil;o de 2020. Todo o trabalho desenvolvido pela organiza&ccedil;&atilde;o ao longo de duas d&eacute;cadas marcou profundamente o territ&oacute;rio e as suas popula&ccedil;&otilde;es e contribuiu de forma significativa para conservar e proteger a fauna, a flora, os ecossistemas, os habitats, a biodiversidade e o patrim&oacute;nio rural edificado e cultural, sobretudo na regi&atilde;o do Nordeste Transmontano, bem como para valorizar e dinamizar as comunidades rurais e os seus contextos humano, social e ecol&oacute;gico. </strong><br />
<br />
Para que possa conhecer melhor a dimens&atilde;o e a diversidade do nosso trabalho, lan&ccedil;amos, a prop&oacute;sito das comemora&ccedil;&otilde;es dos 20 anos da organiza&ccedil;&atilde;o, a rubrica 20 anos 5+5+5+5, que pretende destacar, at&eacute; ao final do ano, 5 esp&eacute;cies de fauna, 5 esp&eacute;cies de flora/habitats, 5 elementos do patrim&oacute;nio rural edificado e 5 elementos culturais e da comunidade beneficiados pelas a&ccedil;&otilde;es desenvolvidas pela Palombar nos seus 20 anos de hist&oacute;ria.<br />
<br />
<strong>20 anos + 5 esp&eacute;cies de fauna | Britango</strong><br />
<br />
Hoje vamos falar do Britango&hellip;<br />
<br />
Com o anunciar da primavera, o britango (<em>Neophron percnopterus</em>), tamb&eacute;m conhecido por abutre-do-Egito, come&ccedil;a a sua viagem a partir de &Aacute;frica (sobretudo Maurit&acirc;nia e Mali) para nidificar em determinadas zonas de Portugal, onde encontra as condi&ccedil;&otilde;es ideais (clima e habitat) para fazer os seus ninhos, normalmente em zonas rochosas e escarpadas, muitas vezes em penhascos, aproveitando buracos nas rochas; colocar os seus ovos, uma m&eacute;dia de dois por ano, e gerar a sua descend&ecirc;ncia. Portugal est&aacute; no mapa do ciclo de vida do britango e possui territ&oacute;rios com ecossistemas fundamentais para a sua conserva&ccedil;&atilde;o. <br />
<br />
O Parque Natural do Douro Internacional (PNDI) e a Zona de Prote&ccedil;&atilde;o Especial (ZPE) Rios Sabor e Ma&ccedil;&atilde;s s&atilde;o dois desses territ&oacute;rios, sendo o PNDI e esta ZPE os santu&aacute;rios escolhidos pelo mais pequeno dos abutres que existem no nosso pa&iacute;s para procriar e viver entre finais de fevereiro e in&iacute;cio de setembro, o que faz destas &aacute;reas zonas de elevada import&acirc;ncia para a preserva&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie.<br />
<br />
E &eacute; exatamente no PNDI e na ZPE Rios Sabor e Ma&ccedil;&atilde;s onde a Palombar desenvolve as a&ccedil;&otilde;es que promovem a conserva&ccedil;&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o desta ave necr&oacute;faga emblem&aacute;tica da avifauna do Nordeste Transmontano. <br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Britangoredu.jpg" width="900" height="600" alt="" /> <br />
<p class="legenda">Britango. Fotografia Hugo Marques.</p>
<strong><br />
Por que &eacute; importante conservar e proteger o britango?</strong><br />
<br />
O britango tem um estatuto de conserva&ccedil;&atilde;o &ldquo;Em Perigo&rdquo;. Esta esp&eacute;cie apresenta uma popula&ccedil;&atilde;o muito reduzida e em decl&iacute;nio continuado em Portugal, pelo que os projetos de conserva&ccedil;&atilde;o desta esp&eacute;cie s&atilde;o fundamentais para evitar a sua extin&ccedil;&atilde;o. <br />
Os animais necr&oacute;fagos, como &eacute; o caso do britango, s&atilde;o considerados os agentes de limpeza e de reciclagem dos ecossistemas e desempenham um papel muito importante: para al&eacute;m de limparem a mat&eacute;ria org&acirc;nica morta do ambiente, evitando a propaga&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as, tamb&eacute;m promovem a reciclagem de nutrientes, para que possam ser reabsorvidos pela Natureza e voltem a ser usados por outros seres vivos, como as plantas, por exemplo. <br />
<br />
<strong>Como contribu&iacute;mos para a conserva&ccedil;&atilde;o do britango?</strong><br />
<br />
A Palombar contribui para a conserva&ccedil;&atilde;o do britango ao aumentar a disponibilidade alimentar para esta esp&eacute;cie, sobretudo durante a sua &eacute;poca de reprodu&ccedil;&atilde;o, quando os requisitos nutricionais s&atilde;o mais elevados, por via da gest&atilde;o de Campos de Alimenta&ccedil;&atilde;o para Aves Necr&oacute;fagas (CAAN), promo&ccedil;&atilde;o do pastoreio extensivo e do apoio a gestores pecu&aacute;rios na gest&atilde;o de &Aacute;reas Privadas para Alimenta&ccedil;&atilde;o de Aves Necr&oacute;fagas (APAAN); atrav&eacute;s da monitoriza&ccedil;&atilde;o, no terreno, de exemplares da esp&eacute;cie marcados com dispositivo GPS e do combate &agrave;s amea&ccedil;as para as suas popula&ccedil;&otilde;es, que s&atilde;o sobretudo o envenenamento, a colis&atilde;o e eletrocu&ccedil;&atilde;o em linhas el&eacute;tricas e a falta de alimento, bem como por meio de programas escolares e atividades de educa&ccedil;&atilde;o e sensibiliza&ccedil;&atilde;o ambiental. <br />
<br />
<strong>As a&ccedil;&otilde;es que contribuem para a conserva&ccedil;&atilde;o do britango s&atilde;o desenvolvidas no &acirc;mbito de que projetos?</strong><br />
<br />
<strong>LIFERupis</strong><br />
<br />
O 'LIFE Rupis Conserva&ccedil;&atilde;o do britango e da &aacute;guia-perdigueira (<em>Aquila fasciata</em>) no vale do rio Douro' &eacute; um projeto transfronteiri&ccedil;o, do qual a Palombar &eacute; parceira, financiado pela Uni&atilde;o Europeia, atrav&eacute;s do Programa LIFE, e coordenado pela SPEA - Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves.<br />
<br />
O seu principal objetivo &eacute; a conserva&ccedil;&atilde;o do britango e da &aacute;guia-perdigueira no vale do rio Douro, atrav&eacute;s da implementa&ccedil;&atilde;o de medidas que pretendem reduzir a mortalidade destas esp&eacute;cies e aumentar o seu sucesso reprodutor.<br />
Saiba mais em www.rupis.pt<br />
<br />
<strong>ConnectNatura</strong><br />
<br />
O 'ConnectNatura &ndash; Refor&ccedil;o da Rede de Campos de Alimenta&ccedil;&atilde;o para Aves Necr&oacute;fagas e Cria&ccedil;&atilde;o de Condi&ccedil;&otilde;es de Conectividade entre &Aacute;reas da Rede Natura 2000' &eacute; um projeto da Palombar que tem como objetivo a conserva&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies estritamente e parcialmente necr&oacute;fagas que constam do Anexo I da Diretiva Aves e que possuem um estatuto de conserva&ccedil;&atilde;o desfavor&aacute;vel em Portugal, em particular o abutre-preto (Aegypius monachus), o britango, o grifo (<em>Gyps fulvus</em>) e a &aacute;guia-real (<em>Aquila chrysaetos</em>). No seu primeiro ano de execu&ccedil;&atilde;o (2018), este projeto foi financiado pelo Fundo Ambiental - Minist&eacute;rio do Ambiente e da Transi&ccedil;&atilde;o Energ&eacute;tica.<br />
Saiba mais em www.connectnatura.pt<br />
<br />
<strong>Sentinelas</strong><br />
<br />
O 'Sentinelas &ndash; marca&ccedil;&atilde;o e seguimento de grifos <em>Gyps fulvus</em> como ferramenta de combate ao uso ilegal de venenos em Portugal' &eacute; um projeto da Palombar que tem como principal objetivo criar uma rede de sentinelas atrav&eacute;s da marca&ccedil;&atilde;o, com dispositivos GPS e anilhas/marcas alares, de exemplares de grifo que possibilite obter informa&ccedil;&atilde;o sobre o uso ilegal de venenos no norte de Portugal, o qual representa um s&eacute;rio problema para a conserva&ccedil;&atilde;o da biodiversidade e para a sa&uacute;de p&uacute;blica. No seu primeiro ano de execu&ccedil;&atilde;o (2019), este projeto foi financiado pelo Fundo Ambiental - Minist&eacute;rio do Ambiente e da Transi&ccedil;&atilde;o Energ&eacute;tica.<br />
Saiba mais em www.sentinelas.pt<br />
<br />
<strong>Grupo Nordeste</strong><br />
<br />
O Nordeste &ndash; Grupo para a Promo&ccedil;&atilde;o do Desenvolvimento Sustent&aacute;vel &eacute; constitu&iacute;do pela Palombar, pela AEPGA &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o para o Estudo e Prote&ccedil;&atilde;o do Gado Asinino e pela APFNT - Associa&ccedil;&atilde;o dos Produtores Florestais do Nordeste Transmontano.<br />
<br />
Tem como objetivo dar vida a um modelo de interven&ccedil;&atilde;o que, unindo a conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza &agrave; agricultura e &agrave; explora&ccedil;&atilde;o florestal sustent&aacute;vel, promova o envolvimento das comunidades locais e dinamize o desenvolvimento integrado do espa&ccedil;o rural nos vales dos rios Sabor e Ma&ccedil;&atilde;s, que est&atilde;o inseridos na Zona de Prote&ccedil;&atilde;o Especial (ZPE) Rios Sabor e Ma&ccedil;as.<br />
<br />
No &acirc;mbito deste grupo de trabalho, a Palombar &eacute; respons&aacute;vel pela implementa&ccedil;&atilde;o de um conjunto de a&ccedil;&otilde;es que visam a conserva&ccedil;&atilde;o do britango, entre outras esp&eacute;cies, muitas das quais s&atilde;o financiadas pela EDP Produ&ccedil;&atilde;o e enquadradas na implementa&ccedil;&atilde;o de medidas de mitiga&ccedil;&atilde;o dos impactos gerados pelo Aproveitamento Hidrolel&eacute;trico do Baixo Sabor.<br />
Saiba mais em www.nordeste.eu<br />]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c7fa7</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 06 Mar 2020 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Projetos Sentinelas e ConnectNatura: alunos/as do 8.º e 4.º anos do agrupamento de Escolas de Miranda do Douro aprendem sobre as aves necrófagas </title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/projetos-sentinelas-e-connectnatura-alunos-as-do-8-a-e-4-a-anos-do-agrupamento-de-escolas-de-miranda-do-douro-aprendem-sobre-as-aves-necrofagas-2020-03-06/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>As atividades de educa&ccedil;&atilde;o ambiental dos Programas Escolares dos projetos Sentinelas e ConnectNatura da Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural direcionadas para os/as alunos/as do 8.&ordm; e 4.&ordm; anos do Agrupamento de Escolas de Miranda do Douro EB1 e EB23/S foram realizadas nos dias 17, 18 e 20 de fevereiro. </strong><br />
<br />
Nos dias 17 e 18 de fevereiro, os/as alunos/as do 8.&ordm; ano A e B e do 8.&ordm; ano A Sendim participaram em v&aacute;rias a&ccedil;&otilde;es de educa&ccedil;&atilde;o ambiental, nomeadamente visualiza&ccedil;&atilde;o de um v&iacute;deo sobre os abutres, din&acirc;mica de grupo e jogo, e receberam diversos materiais did&aacute;ticos relacionados com aqueles projetos, como o livro &quot;Vamos conhecer as aves necr&oacute;fagas&quot;, folhetos e t-shirts. J&aacute; os/as alunos/as do 4.&ordm; ano B participaram, no dia 20 de fevereiro, na atividade Gincana da Patrulha de Limpeza, durante a qual aprenderam, de forma l&uacute;dico-pedag&oacute;gica, sobre a import&acirc;ncia das esp&eacute;cies com h&aacute;bitos alimentares necr&oacute;fagos e as amea&ccedil;as que enfrentam.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/IMG_6112redu.jpg" width="900" height="600" alt="" /><br />
<p class="legenda">Alunos/as do 8.&ordm; ano leem o livro &quot;Vamos conhecer as aves necr&oacute;fagas&quot;. Fotografia Ga&euml;lle Carvalho/Palombar.&nbsp;</p>
<br />
As atividades dinamizadas tiveram como principal objetivo sensibilizar para a conserva&ccedil;&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o das aves necr&oacute;fagas de modo a estimular os/as alunos/as e a equipa docente a serem agentes ativos na preserva&ccedil;&atilde;o destas esp&eacute;cies e na minimiza&ccedil;&atilde;o dos conflitos entre estas e a comunidade.<br />
<br />
As atividades de educa&ccedil;&atilde;o ambiental foram dinamizadas pelos t&eacute;cnicos da Palombar Ga&euml;lle Carvalho e Lu&iacute;s Queir&oacute;s, respons&aacute;veis pela componente de educa&ccedil;&atilde;o ambiental daqueles dois projetos.<br />
<br />
Pretendeu-se tamb&eacute;m dar a conhecer as aves necr&oacute;fagas em geral e a sua rela&ccedil;&atilde;o com outras esp&eacute;cies; promover o interesse e entendimento acerca do papel crucial que estas aves desempenham nos ecossistemas e quais as amea&ccedil;as &agrave; sua conserva&ccedil;&atilde;o; sensibilizar para o perigo do uso de venenos, quer para a sa&uacute;de p&uacute;blica, quer para os animais dom&eacute;sticos e para a fauna silvestre; contribuir para a desmistifica&ccedil;&atilde;o e esclarecimento de ideias infundadas acerca das aves necr&oacute;fagas, possibilitando a mudan&ccedil;a de percep&ccedil;&atilde;o sobre as mesmas, o desenvolvimento do sentido cr&iacute;tico e de atitudes positivas em rela&ccedil;&atilde;o a estas esp&eacute;cies; promover a valoriza&ccedil;&atilde;o, respeito e salvaguarda do patrim&oacute;nio natural e da biodiversidade local; desenvolver um sentido de coopera&ccedil;&atilde;o de alunos/as e professores em causas ambientais, designadamente as que lhe s&atilde;o pr&oacute;ximas e potenciar uma consci&ecirc;ncia ecol&oacute;gica, construindo alicerces para uma cidadania ativa e participativa em prol da defesa da conserva&ccedil;&atilde;o da natureza.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/IMG_20200220_143719_redu.jpg" width="900" height="600" alt="" /><br />
<p class="legenda">Alunos/as do 4.&ordm; ano B participam na Gincana da Patrulha de Limpeza. Fotografia Lu&iacute;s Queir&oacute;s/Palombar.&nbsp;</p>
<strong><br />
O projeto Sentinelas</strong><br />
'Sentinelas - marca&ccedil;&atilde;o e seguimento de grifos Gyps fulvus como ferramenta de combate ao uso ilegal de venenos em Portugal' &eacute; um projeto da Palombar &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, financiado pelo Fundo Ambiental &ndash; Minist&eacute;rio do Ambiente e da Transi&ccedil;&atilde;o Energ&eacute;tica. &Eacute; desenvolvido em territ&oacute;rio da Rede Natura 2000 e tem como parceiro a Universidade de Oviedo, em Espanha.<br />
Saiba mais em www.sentinelas.pt<br />
<br />
<strong>O projeto ConnectNatura</strong><br />
O 'ConnectNatura &ndash; Refor&ccedil;o da Rede de Campos de Alimenta&ccedil;&atilde;o para Aves Necr&oacute;fagas e Cria&ccedil;&atilde;o de Condi&ccedil;&otilde;es de Conectividade entre &Aacute;reas da Rede Natura 2000' &eacute; um projeto da Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural que tem como objetivo a conserva&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies estritamente e parcialmente necr&oacute;fagas que constam do Anexo I da Diretiva Aves e que possuem um estatuto de conserva&ccedil;&atilde;o desfavor&aacute;vel em Portugal, em particular o abutre-preto (Aegypius monachus), o britango (Neophron percnopterus), o grifo (Gyps fulvus) e a &aacute;guia-real (Aquila chrysaetos). Este projeto &eacute; financiado pelo Fundo Ambiental - Minist&eacute;rio do Ambiente e da Transi&ccedil;&atilde;o Energ&eacute;tica e tem como parceiro o Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas (ICNF).<br />
Saiba mais em www.connectnatura.pt &nbsp;]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 05 Mar 2020 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Milhafre-real que nidifica em França fez cerca de 1 500 km para passar o inverno no Nordeste de Portugal </title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/milhafre-real-que-nidifica-em-franca-fez-cerca-de-1-500-km-para-passar-o-inverno-no-nordeste-de-portugal-2020-03-05/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>Um milhafre-real (<em>Milvus milvus</em>) que nidifica em Fran&ccedil;a percorreu uma dist&acirc;ncia de cerca de 1 500 quil&oacute;metros para passar o inverno no Nordeste Transmontano, onde encontra condi&ccedil;&otilde;es mais favor&aacute;veis de alimenta&ccedil;&atilde;o e clima durante esta esta&ccedil;&atilde;o do ano. </strong><br />
<br />
Um indiv&iacute;duo desta esp&eacute;cie foi registado no dia 17 de fevereiro por uma c&acirc;mara de armadilhagem fotogr&aacute;fica colocada por t&eacute;cnicos da organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental de ambiente Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural na aldeia de Uva (concelho de Vimioso, distrito de Bragan&ccedil;a). A ave foi tamb&eacute;m observada a sobrevoar a mesma aldeia noutros dias do m&ecirc;s de fevereiro. <br />
<br />
Este milhafre-real foi anilhado e marcado com marcas alares no dia 10 de junho de 2017 em Foug, no nordeste de Fran&ccedil;a, e nidifica e reproduz-se desde 2019 em Villeroy-sur-M&eacute;holle, tamb&eacute;m em Fran&ccedil;a, a cerca de 17 km do seu local de nascimento. <br />
<br />
Todos os anos, grande parte dos milhafres-reais origin&aacute;rios da Europa Central migram at&eacute; &agrave; Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica para passar o inverno, visto que &eacute; nesse territ&oacute;rio que encontra melhores condi&ccedil;&otilde;es de disponibilidade de alimento e clim&aacute;ticas. A invernada da esp&eacute;cie na Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica &eacute; considerada importante para a sua conserva&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
No censo europeu do milhafre-real invernante 2020, realizado entre 1 de janeiro e 2 de fevereiro, no qual a Palombar ficou respons&aacute;vel pelo distrito de Bragan&ccedil;a, os t&eacute;cnicos da organiza&ccedil;&atilde;o contabilizaram mais de 100 indiv&iacute;duos (cerca de 108) e identificaram tr&ecirc;s dormit&oacute;rios da esp&eacute;cie.<br />
<br />
Esta &eacute; uma das esp&eacute;cies-alvo de conserva&ccedil;&atilde;o do projeto ConnectNatura (www.connectnatura.pt) da Palombar, sendo igualmente beneficiada pelo projeto Sentinelas (www.sentinelas.pt) da organiza&ccedil;&atilde;o, bem como pelo projeto LIFE Rupis (www.rupis.pt), do qual a Palombar &eacute; parceira.<br />
<br />
<strong>Sobre a esp&eacute;cie </strong><br />
O milhafre-real &eacute; uma ave de rapina pouco abundante no territ&oacute;rio nacional. Est&aacute; presente sobretudo na faixa fronteiri&ccedil;a oriental, distritos de Bragan&ccedil;a, Guarda, Castelo Branco, Portalegre, &Eacute;vora e Beja. A popula&ccedil;&atilde;o invernante ocorre nessas mesmas &aacute;reas, mas tamb&eacute;m de uma forma dispersa por todo o sul do pa&iacute;s.<br />
<br />
A sua popula&ccedil;&atilde;o residente em Portugal tem um estatuto de conserva&ccedil;&atilde;o &quot;Criticamente em Perigo&quot;, j&aacute; a popula&ccedil;&atilde;o invernante tem um estatuto &quot;Vulner&aacute;vel&quot;, segundo o Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal.<br />
<br />
&Eacute; uma ave que prefere habitats florestais associados a zonas agro-silvo-pastoris. A esp&eacute;cie &eacute; monog&acirc;mica e nidifica em &aacute;rvores, normalmente de grande porte, e coloca entre um a tr&ecirc;s ovos. Ambos os progenitores cuidam das crias. Pode ocupar ninhos de outras aves de rapina florestais e tamb&eacute;m reutiliza ninhos de anos anteriores.<br />
<br />
No que se refere &agrave; sua dieta, tanto ca&ccedil;a presas vivas, como tamb&eacute;m tem h&aacute;bitos necr&oacute;fagos. Animais silvestres de pequeno porte (micromam&iacute;feros, aves, peixes e invertebrados), cad&aacute;veres de animais e os restos e desperd&iacute;cios urbanos integram a sua dieta.<br />
<br />
Atualmente, o milhafre-real est&aacute; sujeito a v&aacute;rias amea&ccedil;adas no territ&oacute;rio nacional, como o abate a tiro, o uso de veneno e a redu&ccedil;&atilde;o da disponibilidade alimentar, entre outras.<br />
<br />
<strong>O projeto ConnectNatura</strong><br />
O 'ConnectNatura &ndash; Refor&ccedil;o da Rede de Campos de Alimenta&ccedil;&atilde;o para Aves Necr&oacute;fagas e Cria&ccedil;&atilde;o de Condi&ccedil;&otilde;es de Conectividade entre &Aacute;reas da Rede Natura 2000' &eacute; um projeto da Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural que tem como objetivo a conserva&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies estritamente e parcialmente necr&oacute;fagas que constam do Anexo I da Diretiva Aves e que possuem um estatuto de conserva&ccedil;&atilde;o desfavor&aacute;vel em Portugal, em particular o abutre-preto (<em>Aegypius monachus</em>), o britango (<em>Neophron percnopterus</em>), o grifo (<em>Gyps fulvus</em>) e a &aacute;guia-real (<em>Aquila chrysaetos</em>). Este projeto &eacute; financiado pelo Fundo Ambiental - Minist&eacute;rio do Ambiente e da Transi&ccedil;&atilde;o Energ&eacute;tica e tem como parceiro o Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas (ICNF).<br />
Saiba mais em www.connectnatura.pt <br />
<br />
<strong>O projeto Sentinelas</strong><br />
'Sentinelas - marca&ccedil;&atilde;o e seguimento de grifos <em>Gyps fulvus </em>como ferramenta de combate ao uso ilegal de venenos em Portugal' &eacute; um projeto da Palombar &ndash;Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, financiado pelo Fundo Ambiental &ndash; Minist&eacute;rio do Ambiente e da Transi&ccedil;&atilde;o Energ&eacute;tica. &Eacute; desenvolvido em territ&oacute;rio da Rede Natura 2000 e tem como parceiro a Universidade de Oviedo, em Espanha.<br />
Saiba mais em www.sentinelas.pt<br />
<br />
<strong>O projeto LIFE Rupis </strong><br />
O 'LIFE Rupis &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o do britango&nbsp;<em>Neophron percnopterus&nbsp;</em>e da &aacute;guia-perdigueira <em>Aquila fasciata</em> no vale do rio Douro&rsquo; &eacute; um projeto de conserva&ccedil;&atilde;o transfronteiri&ccedil;o, cofinanciado atrav&eacute;s do programa LIFE da Comiss&atilde;o Europeia. Coordenado pela Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), o projeto Life Rupis tem mais oito parceiros: a Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, a Associa&ccedil;&atilde;o Transum&acirc;ncia e Natureza (ATNatureza), o Instituto de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas (ICNF), a Junta de Castilla y Le&oacute;n, a Fundaci&oacute;n Patrimonio Natural de Castilla y Le&oacute;n, a Vulture Conservation Foundation (VCF), a EDP Distribui&ccedil;&atilde;o e a Guarda Nacional Republicana (GNR).<br />
Saiba mais em www.rupis.pt<br />]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c7fc2</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 02 Mar 2020 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Palombar: ONG de Ambiente comemora 20 anos e está na linha da frente na conservação e proteção dos ecossistemas, da biodiversidade e do património rural </title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/palombar-ong-de-ambiente-comemora-20-anos-e-esta-na-linha-da-frente-na-conservacao-e-protecao-dos-ecossistemas-da-biodiversidade-e-do-patrimonio-rural-2020-03-02/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental de ambiente (ONGA) Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural comemora os 20 anos da sua funda&ccedil;&atilde;o no dia 9 de mar&ccedil;o de 2020. Durante as suas duas d&eacute;cadas de hist&oacute;ria, a Palombar tem sido e quer continuar a ser um ator central no combate &agrave; degrada&ccedil;&atilde;o dos ecossistemas, &agrave; extin&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies, &agrave; perda de biodiversidade e &agrave; deteriora&ccedil;&atilde;o do patrim&oacute;nio rural e na promo&ccedil;&atilde;o da sua conserva&ccedil;&atilde;o em Portugal, bem como na dinamiza&ccedil;&atilde;o e revaloriza&ccedil;&atilde;o do mundo rural.</strong><br />
<br />
Numa altura em que as altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas e as amea&ccedil;as sobre a vida na Terra nas suas m&uacute;ltiplas dimens&otilde;es exigem que, para salvar o que ainda nos resta, a a&ccedil;&atilde;o seja a palavra de ordem, a Palombar est&aacute; na linha da frente a fazer o que realmente importa: conservar e proteger o legado de v&aacute;rios milhares de milh&otilde;es de anos de hist&oacute;ria evolutiva da vida na Terra e toda a sua riqueza, diversidade e servi&ccedil;os naturais, bem como o patrim&oacute;nio Humano, material e imaterial, que caracteriza o interior rural do pa&iacute;s. <br />
<br />
Agir &eacute; urgente e &eacute; urgente agora. Estamos a agir h&aacute; 20 anos e continuaremos a agir nos anos vindouros porque esta &eacute; uma luta cont&iacute;nua que s&oacute; ter&aacute; fim quando cada cidad&atilde;o, cada comunidade, cada governo e cada pa&iacute;s do mundo ganharem consci&ecirc;ncia e agirem tamb&eacute;m eles em defesa da recupera&ccedil;&atilde;o, conserva&ccedil;&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o daquilo que permite a todos, humanos, demais seres vivos e os seus habitats, viver em equil&iacute;brio: a natureza em toda a sua plenitude. <br />
<br />
Atrav&eacute;s das a&ccedil;&otilde;es realizadas no &acirc;mbito das nossas diversas &aacute;reas de atua&ccedil;&atilde;o (conserva&ccedil;&atilde;o da natureza, patrim&oacute;nio rural, pombais tradicionais, sensibiliza&ccedil;&atilde;o e educa&ccedil;&atilde;o ambiental, forma&ccedil;&atilde;o e voluntariado) e dos nossos v&aacute;rios projetos de &acirc;mbito nacional e internacional (entre os quais se destacam o Sentinelas<a href="http://www.sentinelas.pt"> www.sentinelas.pt</a>, ConnectNatura <a href="http://www.connectnatura.pt/">www.connectnatura.pt</a>, Por Uma Gota <a href="http://www.porumagota.pt/">www.porumagota.pt</a> e LIFERupis <a href="http://www.rupis.pt">www.rupis.pt</a>), intervimos diretamente no terreno, num trabalho de envolvimento, di&aacute;logo e coopera&ccedil;&atilde;o com as comunidades locais, com o objetivo de promover mudan&ccedil;as concretas que beneficiem de forma continuada e cada vez mais abrangente o bin&oacute;mio Homem-Natureza. <br />
<br />
A Palombar iniciou a sua atividade enquanto Associa&ccedil;&atilde;o de Propriet&aacute;rios de Pombais Tradicionais do Nordeste, com o objetivo de revitalizar estas estruturas arquitet&oacute;nicas ic&oacute;nicas do Nordeste Transmontano, com elevado valor s&oacute;cio-ecol&oacute;gico, e promover a conserva&ccedil;&atilde;o de uma das aves de rapina mais emblem&aacute;ticas dessa regi&atilde;o, a &aacute;guia-de-Bonelli (<em>Aquila fasciata</em>). Ao longo dos anos, a associa&ccedil;&atilde;o foi diversificando a sua atividade e aumentando a sua &aacute;rea de interven&ccedil;&atilde;o, com o objetivo de dar respostas &agrave;s necessidades de uma regi&atilde;o com uma riqueza natural e patrimonial &uacute;nica e, em 2013, fruto da ambi&ccedil;&atilde;o coletiva que caracteriza esta organiza&ccedil;&atilde;o, foi realizada uma altera&ccedil;&atilde;o nos seus estatutos, tornando-se ent&atilde;o uma organiza&ccedil;&atilde;o de conserva&ccedil;&atilde;o da natureza e do patrim&oacute;nio rural. <br />
<br />
Desde a sua funda&ccedil;&atilde;o, foi o trabalho, o empenho, a colabora&ccedil;&atilde;o, a dedica&ccedil;&atilde;o e o contributo de todos os seus corpos sociais, equipa, s&oacute;cios, volunt&aacute;rios, parceiros, promotores, financiadores, comunidade e amigos que permitiu &agrave; Palombar crescer enquanto organiza&ccedil;&atilde;o coletiva, desenvolver-se, expandir-se e afirmar-se no panorama nacional na &aacute;rea da conserva&ccedil;&atilde;o da natureza e do patrim&oacute;nio rural.<br />
<br />
A Palombar &eacute; uma ONGA sem fins lucrativos, com sede na aldeia de Uva, no concelho de Vimioso, distrito de Bragan&ccedil;a, que tem como miss&atilde;o conservar a biodiversidade, os ecossistemas selvagens, florestais e agr&iacute;colas e preservar o patrim&oacute;nio rural edificado, bem como as t&eacute;cnicas tradicionais de constru&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
A organiza&ccedil;&atilde;o, que atua orientada por uma abordagem pedag&oacute;gica e de coopera&ccedil;&atilde;o, promove tamb&eacute;m a investiga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica nas &aacute;reas da Ecologia, Biologia da Conserva&ccedil;&atilde;o e Gest&atilde;o de Ecossistemas, a educa&ccedil;&atilde;o ambiental, o desenvolvimento das comunidades e a dinamiza&ccedil;&atilde;o do mundo rural. A &aacute;rea de interven&ccedil;&atilde;o da Palombar &eacute; principalmente a regi&atilde;o de Tr&aacute;s-os-Montes, contudo, a organiza&ccedil;&atilde;o tem vindo a expandir o seu territ&oacute;rio de atua&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
A Palombar desenvolve todo o seu trabalho com foco na d&iacute;ade conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza/Patrim&oacute;nio rural. Estes s&atilde;o dois elementos que est&atilde;o intrinsecamente ligados e que, ao longo dos s&eacute;culos, estabeleceram uma rela&ccedil;&atilde;o de benef&iacute;cio m&uacute;tuo: assim como a arquitetura tradicional ou vernacular, assente no uso de materiais sustent&aacute;veis e em fontes naturais locais, contribui para a promo&ccedil;&atilde;o da biodiversidade e para a prote&ccedil;&atilde;o da natureza, tamb&eacute;m a conserva&ccedil;&atilde;o da natureza beneficia as comunidades humanas e o seu patrim&oacute;nio constru&iacute;do. <br />
<br />
Passados 20 anos, a Palombar tem como des&iacute;gnio e meta estrat&eacute;gica continuar a cumprir a sua miss&atilde;o enquadrada no contexto de ruralidade que caracteriza o interior do pa&iacute;s e mostrar que &eacute; poss&iacute;vel contrariar a tend&ecirc;ncia de abandono e degrada&ccedil;&atilde;o do mundo rural e promover a sua dinamiza&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento sustent&aacute;vel. &Eacute; n&atilde;o s&oacute; poss&iacute;vel como inevit&aacute;vel, pois &eacute; sobretudo no interior profundo e rural que est&atilde;o estabelecidos os principais ecossistemas e a biodiversidade dos quais todos dependemos e cujo equil&iacute;brio e prote&ccedil;&atilde;o s&atilde;o absolutamente vitais para a nossa sobreviv&ecirc;ncia.]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 21 Feb 2020 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Censo europeu do milhafre-real invernante 2020: Palombar regista mais de 100 indivíduos e 3 dormitórios</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/censo-europeu-do-milhafre-real-invernante-2020-palombar-regista-mais-de-100-individuos-e-3-dormitorios-2020-02-21/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural contribuiu, mais um ano, para a realiza&ccedil;&atilde;o do censo europeu do milhafre-real (<em>Milvus milvus</em>) invernante, que decorreu entre os dias 1 de janeiro e 2 de fevereiro de 2020, tendo ficado respons&aacute;vel pelo censo no distrito de Bragan&ccedil;a.</strong><br />
<br />
Os t&eacute;cnicos da Palombar contabilizaram mais de 100 indiv&iacute;duos (cerca de 108) e identificaram tr&ecirc;s dormit&oacute;rios da esp&eacute;cie. Este valor representa um aumento substancial face ao ano anterior. <br />
<br />
&quot;De facto, houve um aumento substancial. Ou seja, no ano anterior foram contados 70 indiv&iacute;duos e este ano 108, havendo um crescimento de 54 por cento. No entanto, este poss&iacute;vel aumento &eacute; muito relativo, j&aacute; que pode estar relacionado com movimentos realizados pelos indiv&iacute;duos a partir de outros dormit&oacute;rios&quot;, explica Am&eacute;rico Guedes, bi&oacute;logo da Palombar que coordenou a realiza&ccedil;&atilde;o do censo no distrito de Bragan&ccedil;a. <br />
<br />
O objetivo do censo foi realizar a contagem dos dormit&oacute;rios conhecidos de maior dimens&atilde;o e promover a recolha de mais dados sobre dormit&oacute;rios e outras concentra&ccedil;&otilde;es de milhafre-real em todo o pa&iacute;s.<br />
<br />
O censo &eacute; realizado todos os anos em diversos pa&iacute;ses da Europa, sob a coordena&ccedil;&atilde;o da Liga para a Prote&ccedil;&atilde;o das Aves (LPO, na sigla em franc&ecirc;s), em Fran&ccedil;a. Em Portugal, &eacute; organizado pela Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), Liga para a Prote&ccedil;&atilde;o da Natureza (LPN), Palombar, Associa&ccedil;&atilde;o Transum&acirc;ncia e Natureza (ATNatureza), Quercus e Instituto de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas (ICNF).<br />
<br />
Os primeiros censos de milhafres-reais invernantes foram realizados em janeiro de 2015, tendo contado, j&aacute; nesse primeiro ano, com o contributo da Palombar.<br />
<br />
O milhafre-real &eacute; uma ave de rapina pouco abundante no territ&oacute;rio nacional. Est&aacute; presente sobretudo na faixa fronteiri&ccedil;a oriental, distritos de Bragan&ccedil;a, Guarda, Castelo Branco, Portalegre, &Eacute;vora e Beja. A popula&ccedil;&atilde;o invernante ocorre nessas mesmas &aacute;reas, mas tamb&eacute;m de uma forma dispersa por todo o sul do pa&iacute;s.<br />
<br />
A sua popula&ccedil;&atilde;o residente em Portugal tem um estatuto de conserva&ccedil;&atilde;o &quot;Criticamente em Perigo&quot;, j&aacute; a popula&ccedil;&atilde;o invernante tem um estatuto &quot;Vulner&aacute;vel&quot;, segundo o Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal.<br />
<br />
&Eacute; uma ave que prefere habitats florestais associados a zonas agro-silvo-pastoris. A esp&eacute;cie &eacute; monog&acirc;mica e nidifica em &aacute;rvores, normalmente de grande porte, e coloca entre um a tr&ecirc;s ovos. Ambos os progenitores cuidam das crias. Pode ocupar ninhos de outras aves de rapina florestais e tamb&eacute;m reutiliza ninhos de anos anteriores.<br />
<br />
No que se refere &agrave; sua dieta, tanto ca&ccedil;a presas vivas, como tamb&eacute;m tem h&aacute;bitos necr&oacute;fagos. Animais silvestres de pequeno porte (micromam&iacute;feros, aves, peixes e invertebrados), cad&aacute;veres de animais e os restos e desperd&iacute;cios urbanos integram a sua dieta.<br />
<br />
Atualmente, o milhafre-real est&aacute; sujeito a v&aacute;rias amea&ccedil;adas no territ&oacute;rio nacional, como o abate a tiro, o uso de veneno e a redu&ccedil;&atilde;o da disponibilidade alimentar, entre outras.<br />
<br />
Esta &eacute; uma das esp&eacute;cies-alvo de conserva&ccedil;&atilde;o do projeto <a href="http://www.connectnatura.pt/"><strong>ConnectNatura</strong></a> da Palombar.<br />
<br />
<strong>+ INFO</strong><br />
<a href="http://www.spea.pt/pt/estudo-e-conservacao/censos/censo-de-inverno-do-milhafre-real"> www.spea.pt</a><br />
&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c7fdd</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 20 Feb 2020 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>2.ª Edição do Curso de Armadilhagem Fotográfica teve todas as vagas preenchidas e contou com participantes de várias áreas de formação </title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/2-edicao-do-curso-de-armadilhagem-fotografica-teve-todas-as-vagas-preenchidas-e-contou-com-participantes-de-varias-areas-de-formacao-2020-02-20/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[A 2.&ordf; Edi&ccedil;&atilde;o do curso 'Uso e Potencialidades da Armadilhagem Fotogr&aacute;fica em Estudos de Ecologia e Monitoriza&ccedil;&atilde;o de Fauna Silvestre', que decorreu entre os dias 10 e 13 de fevereiro, em Vimioso (Bragan&ccedil;a), contou com a participa&ccedil;&atilde;o de 16 pessoas, das quais nove portugueses e sete espanh&oacute;is.<br />
<br />
O curso foi organizado pela Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, em parceria com o Instituto de Investigaci&oacute;n en Recursos Cineg&eacute;ticos - Universidad de Castilla-La Mancha (IREC, CSIC-UCLM-JCCM) e a Unidad Mixta de Investigaci&oacute;n en Biodiversidad - Universidad de Oviedo (UMIB, UO-CSIC-PA), ambos em Espanha. Realizou-se tamb&eacute;m em colabora&ccedil;&atilde;o com a C&acirc;mara Municipal de Vimioso, Vales de Vimioso, PINTA - Parque Ib&eacute;rico de Natureza e Aventura de Vimioso e os Bombeiros Volunt&aacute;rios de Vimioso. <br />
<br />
Os participantes do curso, provenientes de v&aacute;rias zonas de Portugal e Espanha, eram de diferentes &aacute;reas de forma&ccedil;&atilde;o, nomeadamente alunos de doutoramento, mestrado, licenciatura e bolseiros de investiga&ccedil;&atilde;o nas &aacute;reas das Ci&ecirc;ncias Biol&oacute;gicas e Ambientais, Ci&ecirc;ncia Animal e Ci&ecirc;ncias Veterin&aacute;rias. Participaram ainda t&eacute;cnicos de conserva&ccedil;&atilde;o da natureza de v&aacute;rias ONG e da Administra&ccedil;&atilde;o/Estado, veterin&aacute;rios e consultores na &aacute;rea da gest&atilde;o de fauna silvestre.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/3 c&acirc;mara.jpg" width="900" height="600" alt="" /><br />
<p class="legenda">Componente pr&aacute;tica. Fotografia Jo&atilde;o Santos/Palombar.</p>
<br />
O curso teve como principal objetivo dotar os participantes de conhecimentos t&eacute;cnicos e cient&iacute;ficos sobre o uso da armadilhagem fotogr&aacute;fica como ferramenta de estudo e monitoriza&ccedil;&atilde;o de popula&ccedil;&otilde;es de fauna silvestre, em particular mam&iacute;feros e aves. O uso da armadilhagem fotogr&aacute;fica para o estudo da fauna silvestre tem crescido substancialmente nos &uacute;ltimos anos e o n&uacute;mero cada vez maior de artigos cient&iacute;ficos publicados cujas investiga&ccedil;&otilde;es recorrem a esta ferramenta mostram a sua versatilidade e atestam a sua robustez como t&eacute;cnica de monitoriza&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
O curso teve como formadores Pablo Palencia e Pelayo Acevedo, bi&oacute;logo Ph.D., ambos do Instituto de Investigaci&oacute;n en Recursos Cineg&eacute;ticos, da Universidad de Castilla-La Mancha (IREC, CSIC-UCLM-JCCM), em Ciudad Real, em Espanha, e Patricia Mateo-Tom&aacute;s, bi&oacute;loga Ph.D. da Unidad Mixta de Investigaci&oacute;n en Biodiversidad da Universidad de Oviedo (UMIB, UO-CSIC-PA), em Oviedo, Espanha. <br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/1 Pablo.jpg" width="900" height="600" alt="" /><br />
<p class="legenda">Formador Pablo Palencia. Fotografia Jo&atilde;o Santos/Palombar.<br />
&nbsp;</p>
<img src="http://palombar.pt/imagens/5 Pelayo.jpg" width="900" height="600" alt="" />
<p class="legenda">Formador Pelayo Acevedo. Fotografia Jo&atilde;o Santos/Palombar.&nbsp;<br />
&nbsp;</p>
<img src="http://palombar.pt/imagens/6 Patr&iacute;cia.jpg" width="900" height="600" alt="" /><br />
<p class="legenda">Formadora Patricia Mateo-Tom&aacute;s. Fotografia Jo&atilde;o Santos/Palombar.</p>
<br />
&ldquo;Esta 2.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o do curso de armadilhagem fotogr&aacute;fica foi um enorme sucesso. &Agrave; semelhan&ccedil;a do que tinha acontecido no ano passado, todas as vagas foram preenchidas, tivemos um grupo de alunos muito interessado e participativo. As expetativas foram claramente atingidas, podendo mesmo dizer-se que foram ultrapassadas. Obtivemos um &oacute;timo retorno por parte dos formandos e tamb&eacute;m dos formadores, o que nos motiva bastante para continuar a apostar na forma&ccedil;&atilde;o a este n&iacute;vel e, por isso, prevemos organizar mais edi&ccedil;&otilde;es&rdquo;, afirmou Jo&atilde;o Santos, bi&oacute;logo Ph.D. da Palombar e coordenador do curso. <br />
<br />
O bi&oacute;logo sublinha que &ldquo;este curso est&aacute; a consolidar-se, est&aacute; a tornar-se num curso de refer&ecirc;ncia, atraindo estudantes universit&aacute;rios, investigadores e t&eacute;cnicos ligados &agrave; conserva&ccedil;&atilde;o e gest&atilde;o da fauna silvestre, tanto de Portugal como de Espanha. Isto deve-se a v&aacute;rios fatores, nomeadamente &agrave; forma como o curso est&aacute; estruturado, &agrave;s tem&aacute;ticas abordadas e tamb&eacute;m, obviamente, &agrave; excelente qualidade dos formadores. Outros aspetos importantes s&atilde;o tamb&eacute;m o pre&ccedil;o atrativo do curso e o territ&oacute;rio em que este &eacute; realizado. Normalmente, este tipo de forma&ccedil;&otilde;es de car&aacute;cter t&eacute;cnico-cient&iacute;fico decorre em cidades onde existem universidades e centros de investiga&ccedil;&atilde;o, e n&oacute;s conseguimos oferecer um curso de grande qualidade e com essas componentes num contexto territorial diferente. Isto tamb&eacute;m &eacute; uma forma de dar a conhecer e dinamizar a regi&atilde;o onde estamos a trabalhar e a desenvolver os nossos projetos e contribui para valorizar o interior, que &eacute; uma das preocupa&ccedil;&otilde;es da Palombar&rdquo;.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/7 CIPT.jpg" width="900" height="600" alt="" /><br />
<p class="legenda">Visita ao Centro de Interpreta&ccedil;&atilde;o dos Pombais Tradicionais. Fotografia Jo&atilde;o Santos/Palombar.&nbsp;<br />
&nbsp;</p>
<img src="http://palombar.pt/imagens/8 pombal.jpg" width="900" height="600" alt="" /><br />
<p class="legenda">Visita a um pombal tradicional da aldeia de Uva. Fotografia Jo&atilde;o Santos/Palombar.</p>
<br />
No &uacute;ltimo dia do curso, 13 de fevereiro, foi realizada uma visita de campo, durante a qual os participantes puderam conhecer, na parte da manh&atilde;, o Centro de Interpreta&ccedil;&atilde;o dos Pombais Tradicionais (CIPT), em Uva (Vimioso), sendo a visita guiada pelo bi&oacute;logo Am&eacute;rico Guedes da Palombar. Da parte da tarde, os participantes tiveram a oportunidade de visitar um Campo de Alimenta&ccedil;&atilde;o para Aves Necr&oacute;fagas (CAAN), gerido pela Palombar, localizado na zona de Algoso e inserido na Zona de Prote&ccedil;&atilde;o Especial (ZPE) Rios Sabor e Ma&ccedil;&atilde;s (PTZPE0037). A visita ao CAAN foi guiada pelo bi&oacute;logo Iv&aacute;n Guti&eacute;rrez da Palombar.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/10 CAAN Iv&aacute;n.jpg" width="4288" height="2848" alt="" /><br />
<p class="legenda">Visita ao Campo de Alimenta&ccedil;&atilde;o para Aves Necr&oacute;fagas. Fotografia Jo&atilde;o Santos/Palombar.<br />
&nbsp;</p>
<img src="http://palombar.pt/imagens/9 CAAN Iv&aacute;n.jpg" width="4288" height="2848" alt="" /><br />
<p class="legenda">Visita ao Campo de Alimenta&ccedil;&atilde;o para Aves Necr&oacute;fagas. Fotografia Jo&atilde;o Santos/Palombar.</p>]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c7fea</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 14 Feb 2020 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Ações do Programa Escolar dos projetos Sentinelas e ConnectNatura sensibilizam alunos de Miranda do Douro para importância das aves necrófagas </title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/acoes-do-programa-escolar-dos-projetos-sentinelas-e-connectnatura-sensibilizam-alunos-de-miranda-do-douro-para-importancia-das-aves-necrofagas-2020-02-14/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>Os alunos/as do 4.&ordm; ano do Primeiro Ciclo do Agrupamento de Escolas de Miranda do Douro EB1 foram os primeiros a serem sensibilizados para a import&acirc;ncia das aves necr&oacute;fagas, no &acirc;mbito das atividades do Programa Escolar desenvolvidas pela Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural ao abrigo dos projetos de conserva&ccedil;&atilde;o da natureza Sentinelas e ConnectNatura, que t&ecirc;m financiamento do Fundo Ambiental - Minist&eacute;rio do Ambiente e da Transi&ccedil;&atilde;o Energ&eacute;tica. <br />
</strong><br />
As atividades de educa&ccedil;&atilde;o ambiental foram dinamizadas esta quinta-feira, 13 de fevereiro, na EB1 de Miranda do Douro, pelos t&eacute;cnicos da Palombar Ga&euml;lle Carvalho e Lu&iacute;s Queir&oacute;s, respons&aacute;veis pela componente de educa&ccedil;&atilde;o ambiental daqueles dois projetos. <br />
<br />
E porque brincar &eacute; um dos melhores m&eacute;todos de aprendizagem e assimila&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos, as atividades desenvolvidas tiveram como base conceptual a intera&ccedil;&atilde;o ativa, a coopera&ccedil;&atilde;o, a partilha e a realiza&ccedil;&atilde;o de jogos l&uacute;dico-pedag&oacute;gicos.&nbsp;&nbsp;<br />
<br />
As atividades dinamizadas tiveram como principal objetivo sensibilizar para a conserva&ccedil;&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o das aves necr&oacute;fagas de modo a estimular os/as alunos/as e a equipa docente a serem agentes ativos na preserva&ccedil;&atilde;o destas esp&eacute;cies e na minimiza&ccedil;&atilde;o dos conflitos entre estas e a comunidade. <br />
<br />
Pretendeu-se tamb&eacute;m dar a conhecer as aves necr&oacute;fagas em geral e a sua rela&ccedil;&atilde;o com outras esp&eacute;cies; promover o interesse e entendimento acerca do papel crucial que estas aves desempenham nos ecossistemas e quais as amea&ccedil;as &agrave; sua conserva&ccedil;&atilde;o; sensibilizar para o perigo do uso de venenos, quer para a sa&uacute;de p&uacute;blica, quer para os animais dom&eacute;sticos e para a fauna silvestre; contribuir para a desmistifica&ccedil;&atilde;o e esclarecimento de ideias infundadas acerca das aves necr&oacute;fagas, possibilitando a mudan&ccedil;a de percep&ccedil;&atilde;o sobre as mesmas, o desenvolvimento do sentido cr&iacute;tico e de atitudes positivas em rela&ccedil;&atilde;o a estas esp&eacute;cies; promover a valoriza&ccedil;&atilde;o, respeito e salvaguarda do patrim&oacute;nio natural e da biodiversidade local; desenvolver um sentido de coopera&ccedil;&atilde;o de alunos/as e professores em causas ambientais, designadamente as que lhe s&atilde;o pr&oacute;ximas e potenciar uma consci&ecirc;ncia ecol&oacute;gica, construindo alicerces para uma cidadania ativa e participativa em prol da defesa da conserva&ccedil;&atilde;o da natureza. <br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/IMG_6102redu.jpg" width="900" height="600" alt="" /><br />
<p class="legenda">Alunos/as do 4.&ordm; ano da EB1 de Miranda do Douro. Fotografia Ga&euml;lle Carvalho/Palombar.</p>
<strong><br />
O projeto Sentinelas </strong><br />
<br />
'Sentinelas - marca&ccedil;&atilde;o e seguimento de grifos Gyps fulvus como ferramenta de combate ao uso ilegal de venenos em Portugal' &eacute; um projeto da Palombar &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, financiado pelo Fundo Ambiental &ndash; Minist&eacute;rio do Ambiente e da Transi&ccedil;&atilde;o Energ&eacute;tica. &Eacute; desenvolvido em territ&oacute;rio da Rede Natura 2000 e tem como parceiro a Universidade de Oviedo, em Espanha.<br />
Saiba mais em<strong><a href="http://www.sentinelas.pt"> www.sentinelas.pt</a></strong><br />
<br />
<strong>O projeto ConnectNatura </strong><br />
<br />
O 'ConnectNatura &ndash; Refor&ccedil;o da Rede de Campos de Alimenta&ccedil;&atilde;o para Aves Necr&oacute;fagas e Cria&ccedil;&atilde;o de Condi&ccedil;&otilde;es de Conectividade entre &Aacute;reas da Rede Natura 2000' &eacute; um projeto da Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural que tem como objetivo a conserva&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies estritamente e parcialmente necr&oacute;fagas que constam do Anexo I da Diretiva Aves e que possuem um estatuto de conserva&ccedil;&atilde;o desfavor&aacute;vel em Portugal, em particular o abutre-preto (<em>Aegypius monachus</em>), o britango (<em>Neophron percnopterus</em>), o grifo (<em>Gyps fulvus</em>) e a &aacute;guia-real (<em>Aquila chrysaetos</em>). Este projeto &eacute; financiado pelo Fundo Ambiental - Minist&eacute;rio do Ambiente e da Transi&ccedil;&atilde;o Energ&eacute;tica e tem como parceiro o Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas (ICNF). <br />
Saiba mais em <strong><a href="http://www.connectnatura.pt/">www.connectnatura.pt&nbsp;</a></strong>]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c7ff6</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 07 Feb 2020 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Campanha alerta e sensibiliza para importância da agricultura sustentável como ferramenta de combate às alterações climáticas</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/campanha-alerta-e-sensibiliza-para-importancia-da-agricultura-sustentavel-como-ferramenta-de-combate-as-alteracoes-climaticas-2020-02-07/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A campanha &quot;Agroambientais sem glifosato/herbicidas - Por uma agricultura regenerativa, clim&aacute;tica, sem OGM e com mais carbono no solo&quot;, promovida pela Plataforma Transg&eacute;nicos Fora (PTF), vai ser lan&ccedil;ada publicamente esta segunda-feira, 10 de fevereiro, &agrave;s 9h30, numa sess&atilde;o que decorrer&aacute; na Herdade do Espor&atilde;o &ndash; Torre (Reguengos de Monsaraz).</strong><br />
<br />
Uma agricultura sustent&aacute;vel e amiga do ambiente &eacute; fundamental n&atilde;o s&oacute; para travar o processo de degrada&ccedil;&atilde;o dos habitats e as consequ&ecirc;ncias das altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas, como tamb&eacute;m para pomover uma alimenta&ccedil;&atilde;o mais saud&aacute;vel e nutritiva.<br />
<br />
A campanha tem como principais objetivos: excluir o herbicida glifosato dos modos de produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola; limitar o uso de outros herbicidas de s&iacute;ntese qu&iacute;mica; reduzir o uso de outros pesticidas, em particular os de maior toxicidade; promover pr&aacute;ticas agr&iacute;colas capazes de reduzir as emiss&otilde;es de gases com efeito de estufa (CO2, CH4, N2O) e aumentar o sequestro de carbono no solo; excluir as culturas geneticamente modificadas (OGM) das Medidas Agroambientais; alterar as regras das medidas agroambientais de modo a refor&ccedil;ar a componente ambiental; majorar as ajudas agroambientais aos agricultores que apliquem o maior n&uacute;mero de pr&aacute;ticas agr&iacute;colas mais favor&aacute;veis &agrave; melhoria da fertilidade do solo e ao sequestro de carbono e contribuir para inverter a tend&ecirc;ncia de desertifica&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica (eros&atilde;o e degrada&ccedil;&atilde;o do solo) que j&aacute; est&aacute; a ocorrer em v&aacute;rias regi&otilde;es de Portugal, principalmente no interior. <br />
<br />
&quot;Fala-se da urg&ecirc;ncia de reduzir, a todo o custo, as emiss&otilde;es de G.E.E. (gases de efeito de estufa) para travar as altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas, mas poucos falam da possibilidade de as reverter atrav&eacute;s da agricultura. Afinal, h&aacute; solu&ccedil;&otilde;es eficazes para os problemas atuais, mas falta aplic&aacute;-las em larga escala. Depois de d&eacute;cadas de desacordo entre os cidad&atilde;os e o poder, estamos finalmente perante um discurso pol&iacute;tico, a n&iacute;vel europeu e nacional, que valoriza a preserva&ccedil;&atilde;o do ambiente. Mas as palavras s&oacute; por si s&atilde;o insuficientes, se queremos concretizar as mudan&ccedil;as preconizadas &eacute; necess&aacute;rio que a palavra e a a&ccedil;&atilde;o estejam em sincronia, fechando o hiato que as tem separado e gerado o desconcerto do mundo. &Eacute; esse o apelo e o contributo da Plataforma Transg&eacute;nicos Fora atrav&eacute;s desta campanha&quot;, afirma a organiza&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
A Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural &eacute; uma das organiza&ccedil;&otilde;es que integram a Plataforma Transg&eacute;nicos Fora.&nbsp;<br />
<br />
Saiba mais <a href="http://www.stopogm.net/10fev2020 "><strong>aqui</strong></a>.]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c8000</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 07 Feb 2020 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Castro de São João das Arribas (Miranda do Douro): quatro anos de campanha arqueológica revelam riqueza monumental de edificados e artefactos de diferentes materiais e povos </title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/castro-de-sao-joao-das-arribas-miranda-do-douro-quatro-anos-de-campanha-arqueologica-revelam-riqueza-monumental-de-edificados-e-artefactos-de-diferentes-materiais-e-povos-2020-02-07/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>Muralhas, muros, artefactos, s&eacute;culos e s&eacute;culos de hist&oacute;ria&hellip; a riqueza arqueol&oacute;gica do Castro de S&atilde;o Jo&atilde;o das Arribas, em Aldeia Nova (Miranda do Douro), &eacute; de uma grandeza dif&iacute;cil de mensurar, mas a equipa liderada pela arque&oacute;loga M&oacute;nica Salgado est&aacute;, desde 2016, a desvendar e a estudar tudo o que foi submerso pelas m&atilde;os do tempo e do homem, no &acirc;mbito do &ldquo;Projeto de Investiga&ccedil;&atilde;o sobre o Castro de S&atilde;o Jo&atilde;o das Arribas&rdquo;.</strong><br />
<br />
Tudo come&ccedil;ou com uma primeira visita realizada pela arque&oacute;loga M&oacute;nica Salgado ao Castro de S&atilde;o Jo&atilde;o das Arribas e com a perce&ccedil;&atilde;o de que ali se encontrava uma &ldquo;mina&rdquo; arqueol&oacute;gica. &ldquo;Eu conheci o lugar e achei que tinha muito potencial arqueol&oacute;gico e como ainda n&atilde;o tinha sido estudado, decidi fazer um projeto de investiga&ccedil;&atilde;o&rdquo;, conta a especialista. <br />
<br />
A primeira campanha arqueol&oacute;gica do projeto no Castro de S&atilde;o Jo&atilde;o das Arribas foi realizada em 2016, seguindo-se mais tr&ecirc;s, em 2017, 2018 e 2019. Uma das principais descobertas da equipa de arque&oacute;logos foi verificar que as estruturas edificadas identificadas n&atilde;o eram da Idade do Ferro, como previsto, mas quase todas dat&aacute;veis da Antiguidade Tardia e da Alta Idade M&eacute;dia.<br />
<br />
&ldquo;Temos uma estrutura que pode ser do final do Imp&eacute;rio Romano, outras dos s&eacute;culos IV, V, ou seja, da Antiguidade Tardia, e depois as outras todas que acreditamos ser da Alta Idade M&eacute;dia&rdquo;, explica M&oacute;nica Salgado.<br />
<br />
Entre os achados est&atilde;o, por exemplo, muros que dividem compartimentos e uma lareira que se acredita ser do s&eacute;culo IV d.C.  Foi tamb&eacute;m identificada, na segunda campanha, uma estrutura arquitet&oacute;nica, que, numa primeira an&aacute;lise, parece ser de armazenamento de cereal, onde foram igualmente encontrados vasos cer&acirc;micos com cereais no seu interior. <br />
<br />
Podemos estar a falar de um per&iacute;odo &ldquo;de ocupa&ccedil;&atilde;o relativo aos s&eacute;culos IV, V, VI, d.C., mas ainda temos muito trabalho a fazer, nomeadamente no que se refere ao estudo dos materiais&rdquo;, explica a arque&oacute;loga. <br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/sol (27)t(1).jpg" width="900" height="600" alt="" /><br />
<p class="legenda">Escava&ccedil;&otilde;es. Fotografia M&oacute;nica Salgado.</p>
<strong><br />
Muralha monumental pode ser o principal edificado descoberto </strong> <br />
<br />
Um dos principais edificados descobertos no &acirc;mbito do estudo arqueol&oacute;gico realizado at&eacute; ao momento no Castro de S&atilde;o Jo&atilde;o das Arribas &eacute; uma muralha monumental muito provavelmente da &eacute;poca Alto Medieval (s&eacute;c. V d.C.). <br />
<br />
Na quarta campanha arqueol&oacute;gica, descobrimos &ldquo;duas estruturas defensivas. Uma muralha e uma estrutura triangular, que supomos que ser&atilde;o do per&iacute;odo do encastelamento do s&eacute;c. V, quando sofremos as invas&otilde;es de povos n&oacute;rdicos: Suevos e Visigodos&rdquo;, refere M&oacute;nica Salgado. <br />
<br />
&ldquo;Essa muralha que encontramos na quarta campanha, que ainda n&atilde;o sabemos a espessura, mas vai superar os cinco metros, &eacute; uma grande muralha, que parece ser escalonada. Nessa muralha, na parte que escavamos junto &agrave; face exterior, os materiais encontrados s&atilde;o sobretudo da &eacute;poca Alto Medieval, n&atilde;o s&atilde;o materiais da Idade do Ferro, mas tamb&eacute;m ainda n&atilde;o encontramos a vala de funda&ccedil;&atilde;o e a parte exterior. Ainda n&atilde;o cheg&aacute;mos ao limite da funda&ccedil;&atilde;o da muralha. Por isso, ainda temos que alargar as escava&ccedil;&otilde;es e perceber bem do que se trata, mas essa estrutura &eacute; imponente&rdquo;, acrescenta a arque&oacute;loga. <br />
<br />
Tamb&eacute;m na quarta campanha arqueol&oacute;gica foi desvendado o que parece ser um campo de pedras fincadas, que poder&aacute; ser uma estrutura defensiva da Idade do Ferro, ou do s&eacute;c. V d.C. Mas s&oacute; com um estudo mais aprofundado e com a realiza&ccedil;&atilde;o de mais escava&ccedil;&otilde;es que permitam descobrir mais materiais e chegar at&eacute; &agrave; vala de funda&ccedil;&atilde;o de algumas estruturas &eacute; que ser&aacute; poss&iacute;vel determinar com exatid&atilde;o o seu per&iacute;odo hist&oacute;rico. <br />
<br />
<strong>Artefactos de diferentes materiais e povos tamb&eacute;m foram encontrados <br />
</strong><br />
As escava&ccedil;&otilde;es arqueol&oacute;gicas realizadas no Castro de S&atilde;o Jo&atilde;o das Arribas levaram igualmente &agrave; descoberta de centenas de artefactos de diferentes materiais produzidos por v&aacute;rios povos ao longo dos s&eacute;culos. <br />
<br />
Materiais cer&acirc;micos como, por exemplo, sigillatas, foram encontrados em quantidades significativas. Um estudo j&aacute; realizado pelo investigador Rui Moraes, especialista em sigillatas, revela que alguns desses materiais datam da Antiguidade Tardia e da Alta Idade M&eacute;dia.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Vaso com sementes_foto M&oacute;nica Salgado.jpg" width="900" height="946" alt="" /><br />
<p class="legenda">Vaso cer&acirc;mico com sementes. Fotografia M&oacute;nica Salgado.</p>
<br />
Mas a an&aacute;lise &ldquo;do resto do material cer&acirc;mico encontrado ainda tem que ser realizada, tamb&eacute;m em termos de compara&ccedil;&atilde;o, porque h&aacute; outros castros com os quais podemos comparar, por exemplo, com a escava&ccedil;&atilde;o que decorreu no Castro de Crestelos, que tem ocupa&ccedil;&atilde;o desde a Idade do Bronze at&eacute; ao s&eacute;c. XX. H&aacute; muito material da Alta Idade M&eacute;dia e tamb&eacute;m da Idade do Ferro e do Bronze nesse local. N&oacute;s, em princ&iacute;pio, tamb&eacute;m temos ecos da ocupa&ccedil;&atilde;o da Idade do Bronze e da Idade do Ferro, mas n&atilde;o est&atilde;o associados a nenhuma estrutura, aparecem ou nos n&iacute;veis de aterro, juntamente com outro tipo de material, ou ent&atilde;o em zonas de escoamento de &aacute;guas e est&atilde;o mesmo junto &agrave; rocha ao n&iacute;vel geol&oacute;gico&rdquo;, explica M&oacute;nica Salgado. <br />
<br />
Foram ainda identificados dois aparos, pregos, moedas, uma das quais romana, do s&eacute;c. IV d.C., uma bracelete e contas de colar. As escava&ccedil;&otilde;es tamb&eacute;m permitiram descobrir fragmentos de uma estela funer&aacute;ria utilizada na constru&ccedil;&atilde;o de um muro e um fragmento de coluna romana. <br />
<br />
&ldquo;Este tipo de material indica que houve ali uma ocupa&ccedil;&atilde;o monumental, mais trabalhada, mais bem idealizada, s&oacute; que isso parece que foi tudo demolido e depois fizeram ent&atilde;o outras estruturas, como muros, no per&iacute;odo da Alta Idade M&eacute;dia, reutilizando todos esses materiais, mas esses s&atilde;o muros de fraca constru&ccedil;&atilde;o&rdquo;, explica M&oacute;nica Salgado. <br />
<br />
<strong>Como &eacute; feito o estudo arqueol&oacute;gico?</strong><br />
<br />
O estudo arqueol&oacute;gico das edifica&ccedil;&otilde;es encontradas abaixo da superf&iacute;cie do solo &eacute; feito com recurso ao registo e &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o do contexto estratigr&aacute;fico das v&aacute;rias camadas e estruturas que v&atilde;o sendo desvendadas. <br />
<br />
A identifica&ccedil;&atilde;o do per&iacute;odo das estruturas arquitet&oacute;nicas encontradas durante as escava&ccedil;&otilde;es arqueol&oacute;gicas &eacute; realizada atrav&eacute;s da an&aacute;lise da engenharia usada na constru&ccedil;&atilde;o, dos materiais associados a essas estruturas, das valas de funda&ccedil;&atilde;o, bem como dos materiais que aparecem acima, abaixo e ao redor das estruturas. <br />
<br />
<strong>O que &eacute; o contexto estratigr&aacute;fico? </strong><br />
<br />
Os contextos s&atilde;o eventos ou a&ccedil;&otilde;es &uacute;nicas que deixam vest&iacute;gios detet&aacute;veis na sequ&ecirc;ncia arqueol&oacute;gica ou na estratigrafia (estruturas e camadas de sedimentos). Consistem em dep&oacute;sitos (como o preenchimento de uma vala) e estruturas (como muros). As rela&ccedil;&otilde;es estratigr&aacute;ficas s&atilde;o as rela&ccedil;&otilde;es criadas entre os contextos no tempo, representando a ordem cronol&oacute;gica em que foram criados.<br />
<br />
A estratifica&ccedil;&atilde;o ou sequ&ecirc;ncia arqueol&oacute;gica &eacute; a sobreposi&ccedil;&atilde;o din&acirc;mica de unidades estratigr&aacute;ficas, ou contextos. Quando os achados arqueol&oacute;gicos se encontram abaixo da superf&iacute;cie do solo (como &eacute; mais comumente o caso), a identifica&ccedil;&atilde;o do contexto de cada achado &eacute; essencial para que o arque&oacute;logo tire conclus&otilde;es sobre o s&iacute;tio e sobre a natureza e a data da sua ocupa&ccedil;&atilde;o. O papel do arque&oacute;logo &eacute; exatamente tentar descobrir quais s&atilde;o os contextos que existem e como eles foram criados.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/Arque&oacute;loga M&oacute;nica Salgado.jpg" width="900" height="675" alt="" /><br />
<p class="legenda">Arque&oacute;loga M&oacute;nica Salgado. Fotografia Uliana de Castro/Palombar.</p>
<strong><br />
Estudo dos achados vai continuar e mais campanhas arqueol&oacute;gicas devem ser realizadas </strong><br />
<br />
O estudo de todas as estruturas e materiais descobertos ao longo das quatro campanhas arqueol&oacute;gicas vai continuar e ser&aacute; aprofundado para que seja poss&iacute;vel tirar conclus&otilde;es definitivas sobre os achados e os seus respetivos per&iacute;odos hist&oacute;ricos. <br />
<br />
Segundo refere M&oacute;nica Salgado, h&aacute; ainda v&aacute;rias &ldquo;d&uacute;vidas que n&atilde;o foram esclarecidas com as quatro campanhas e que &eacute; fundamental esclarecer para conhecermos esses per&iacute;odos hist&oacute;ricos que n&atilde;o est&atilde;o estudados aqui no Nordeste Transmontano&rdquo;, pelo que o objetivo &eacute; continuar com o projeto de investiga&ccedil;&atilde;o em arqueologia no Castro de S&atilde;o Jo&atilde;o das Arribas e realizar mais campanhas num futuro pr&oacute;ximo. <br />
<br />
<strong>O que &eacute; o Projeto de Investiga&ccedil;&atilde;o arqueol&oacute;gica sobre o Castro de S&atilde;o Jo&atilde;o das Arribas?</strong><br />
<br />
O Projeto de Investiga&ccedil;&atilde;o sobre o Castro de S&atilde;o Jo&atilde;o das Arribas, em Aldeia Nova, no concelho de Miranda do Douro, &eacute; um projeto de investiga&ccedil;&atilde;o arqueol&oacute;gica que teve in&iacute;cio em 2016 e que, atrav&eacute;s de opera&ccedil;&otilde;es de baixo impacto, como prospe&ccedil;&otilde;es e sondagens, pretende trazer &agrave; luz novos dados sobre a romaniza&ccedil;&atilde;o e a ocupa&ccedil;&atilde;o humana no territ&oacute;rio do planalto mirand&ecirc;s. No &acirc;mbito deste Projeto, s&atilde;o realizadas escava&ccedil;&otilde;es e estudos arqueol&oacute;gicos no Castro de S&atilde;o Jo&atilde;o das Arribas. O Projeto &eacute; coordenado pela equipa de arque&oacute;logos M&oacute;nica Salgado e Pedro Pereira e tem como parceiros a Palombar - Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, a associa&ccedil;&atilde;o francesa Rempart, a Junta de Freguesia de Miranda do Douro e o Munic&iacute;pio de Miranda do Douro.<br />
<br />
Este Projeto tem como coordenadores cient&iacute;ficos: Armando Redentor, Susana Cosme, Nelson Rebanda, Herm&iacute;nio Bernardo, Javier Sanchez-Palencia, Francisco Queiroga, Hortensia Larren Izquierdo, Rudolph Nicot e In&ecirc;s Elias.<br />
<br />
<img src="http://palombar.pt/imagens/CTVI arqueologia.jpg" width="900" height="675" alt="" /><br />
<p class="legenda">Campo de Trabalho Volunt&aacute;rio Internacional - Arqueologia. Fotografia Palombar.</p>
<strong><br />
A colabora&ccedil;&atilde;o com a Palombar</strong><br />
<br />
A Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural colabora, desde o in&iacute;cio, com o Projeto de Investiga&ccedil;&atilde;o sobre o Castro de S&atilde;o Jo&atilde;o das Arribas &ndash; Aldeia Nova (Miranda do Douro), com o objetivo de contribuir para aumentar o conhecimento sobre os antecedentes das t&eacute;cnicas de constru&ccedil;&atilde;o tradicionais no Nordeste Transmontano e para tra&ccedil;ar a sua evolu&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica. <br />
<br />
A organiza&ccedil;&atilde;o considera este Projeto um grande contributo para o estudo e conhecimento arqueol&oacute;gicos sobre o Planalto Mirand&ecirc;s e quer ser um ator ativo e interveniente nesta &aacute;rea de conhecimento.<br />
<div style="text-align: right;"><strong><br />
por Uliana de Castro/Palombar</strong></div>
&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c8012</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 31 Jan 2020 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Dia Mundial das Zonas Húmidas alerta para importância vital desses habitats e sensibiliza para o primeiro tratado internacional sobre conservação</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/dia-mundial-das-zonas-humidas-alerta-para-importancia-vital-desses-habitats-e-sensibiliza-para-o-primeiro-tratado-internacional-sobre-conservacao-2020-01-31/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>O Dia Mundial das Zonas H&uacute;midas &eacute; assinalado este domingo, 2 de fevereiro, com o objetivo de alertar para a import&acirc;ncia vital desses habitats e para a riqueza da sua biodiversidade. Promover a conserva&ccedil;&atilde;o das Zonas H&uacute;midas &eacute; essencial para assegurar o equil&iacute;brio e a viabilidade dos ecossistemas e para fazer face &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas, sobretudo tendo em conta que, nalgumas regi&otilde;es do mundo, perderam-se j&aacute; mais de metade das turfeiras, p&acirc;ntanos, &aacute;reas ribeirinhas, zonas litorais e plan&iacute;cies de inunda&ccedil;&atilde;o. Desde 1900, estima-se que mais de 64 por cento das nossas Zonas H&uacute;midas tenham desaparecido. </strong><br />
<br />
<strong>Conven&ccedil;&atilde;o de Ramsar: o primeiro tratado internacional sobre conserva&ccedil;&atilde;o</strong><br />
<br />
A cria&ccedil;&atilde;o deste dia est&aacute; relacionada com a Conven&ccedil;&atilde;o sobre as Zonas H&uacute;midas, tamb&eacute;m conhecida por Conven&ccedil;&atilde;o de Ramsar, relativa &agrave; conserva&ccedil;&atilde;o e ao uso sustent&aacute;vel das Zonas H&uacute;midas, a qual foi assinada no dia 2 de fevereiro de 1971, na cidade iraniana de Ramsar. Esta conven&ccedil;&atilde;o entrou em vigor em 1975 e conta atualmente com 169 pa&iacute;ses em todos os continentes. O Estado Portugu&ecirc;s assinou a Conven&ccedil;&atilde;o sobre as Zonas H&uacute;midas em 1980, tendo esta sido ratificada a 24 de novembro desse mesmo ano e entrado em vigor no dia 24 de mar&ccedil;o de 1981. O Dia Mundial das Zonas H&uacute;midas foi celebrado pela primeira vez em 1997.<br />
<br />
A Conven&ccedil;&atilde;o de Ramsar, considerada o primeiro tratado internacional sobre conserva&ccedil;&atilde;o, tem como objetivo conservar e proteger as Zonas H&uacute;midas e os seus recursos, incluindo as aves aqu&aacute;ticas e os peixes. Atualmente, os pa&iacute;ses que ratificaram a Conven&ccedil;&atilde;o definiram j&aacute; 2 200 S&iacute;tios de import&acirc;ncia internacional para prote&ccedil;&atilde;o desses habitats, os quais s&atilde;o denominados por S&iacute;tios Ramsar, cobrindo um total de 215 247,837 ha.<br />
<br />
<strong>O que s&atilde;o as Zonas H&uacute;midas?</strong><br />
<br />
As chamadas Zonas H&uacute;midas referem-se a todos os ambientes aqu&aacute;ticos do interior e &agrave; zona costeira marinha. S&atilde;o, desta forma, de acordo com a Conven&ccedil;&atilde;o de Ramsar, &quot;zonas de p&acirc;ntano, charco, turfeira ou &aacute;gua, natural ou artificial, permanente ou tempor&aacute;ria, com &aacute;gua estagnada ou corrente, doce, salobra ou salgada, incluindo &aacute;guas marinhas cuja profundidade na mar&eacute; baixa n&atilde;o exceda os seis metros&quot;. As Zonas H&uacute;midas podem tamb&eacute;m &ldquo;incluir zonas ribeirinhas ou costeiras a elas adjacentes, assim como ilh&eacute;us ou massas de &aacute;gua marinha com uma profundidade superior a seis metros em mar&eacute; baixa, integradas dentro dos limites da zona h&uacute;mida&rdquo;.<br />
<br />
<strong>S&iacute;tios Ramsar: o que s&atilde;o?</strong><br />
<br />
Os S&iacute;tios de import&acirc;ncia internacional, ou S&iacute;tios Ramsar, que foram definidos no &acirc;mbito da Conven&ccedil;&atilde;o de Ramsar, s&atilde;o habitats reconhecidos como Zonas H&uacute;midas que cumprem crit&eacute;rios de representatividade desses ecossistemas, de biodiversidade de fauna e flora e de import&acirc;ncia para a conserva&ccedil;&atilde;o de aves aqu&aacute;ticas e peixes.  Portugal criou, at&eacute; ao momento, 31 S&iacute;tios Ramsar em territ&oacute;rio continental e no Arquip&eacute;lago dos A&ccedil;ores.<br />
<br />
Estu&aacute;rio do Tejo, Ria Formosa, Paul de Arzila, Paul da Madriz, Paul do Boquilobo, Lagoa de Albufeira, Estu&aacute;rio do Sado, Lagoas de Santo Andr&eacute; e da Sancha, Ria de Alvor, Sapais de Castro Marim, Paul de Tornada, Paul do Taipal, Planalto Superior da Serra da Estrela, Parte Superior do Rio Z&ecirc;zere, Polje de Mira Minde e nascentes relacionadas, Lagoas de Bertiandos e de S. Pedro de Arcos e Estu&aacute;rio do Mondego foram dos primeiros S&iacute;tios Ramsar criados em Portugal. <br />
<br />
<strong>Qual &eacute; a import&acirc;ncia das Zonas H&uacute;midas?</strong><br />
<br />
As Zonas H&uacute;midas s&atilde;o ecossistemas &uacute;nicos e complexos que s&atilde;o fundamentais para assegurar servi&ccedil;os naturais absolutamente essenciais &agrave; vida na Terra: promovem a filtragem das &aacute;guas, fornecem &aacute;gua pot&aacute;vel, garantem a produ&ccedil;&atilde;o alimentar, mant&ecirc;m o equil&iacute;brio dos v&aacute;rios ecossistemas, protegem a biodiversidade, bem como as linhas de costa, sendo igualmente uma pe&ccedil;a-chave para atenuar os efeitos das altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas.<br />
<br />
<strong>Zonas H&uacute;midas: principais amea&ccedil;as</strong><br />
<br />
As principais amea&ccedil;as &agrave;s Zonas H&uacute;midas s&atilde;o a polui&ccedil;&atilde;o, principalmente com origem nos aglomerados urbanos, setor industrial e agricultura intensiva, com recurso a fertilizantes e pesticidas; inc&ecirc;ndios florestais, que promovem a eros&atilde;o, a destrui&ccedil;&atilde;o da vegeta&ccedil;&atilde;o ribeirinha e a artificializa&ccedil;&atilde;o das margens dos cursos de &aacute;gua; esp&eacute;cies invasoras; drenagem; constru&ccedil;&atilde;o ilegal e atividades recreativas.<br />
<br />
<strong>Aeroporto do Montijo considerado principal amea&ccedil;a para o Estu&aacute;rio do Tejo </strong><br />
<br />
A aprova&ccedil;&atilde;o recente, por parte do Governo, da constru&ccedil;&atilde;o do aeroporto do Montijo &eacute; considerada por v&aacute;rias associa&ccedil;&otilde;es, especialistas e organiza&ccedil;&otilde;es de conserva&ccedil;&atilde;o da natureza como uma grande, sen&atilde;o mesmo a principal amea&ccedil;a para o Estu&aacute;rio do Tejo, classificado como um S&iacute;tio Ramsar e como Reserva Natural. <br />
<br />
De acordo com v&aacute;rios peritos e estudiosos, a constru&ccedil;&atilde;o do aeroporto amea&ccedil;a todo o complexo ecossistema do estu&aacute;rio, a sua fauna, flora e recursos, colocando em risco extremo este habitat de elevada import&acirc;ncia nacional e internacional ao n&iacute;vel de riquezas e servi&ccedil;os naturais. <br />
<br />
As organiza&ccedil;&otilde;es Almargem, ANP/WWF, A Rocha, GEOTA, Liga para a Prote&ccedil;&atilde;o da Natureza - LPN, FAPAS, Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves - SPEA e ZERO decidiram mesmo recorrer aos tribunais e &agrave; Comiss&atilde;o Europeia para tentar travar a constru&ccedil;&atilde;o do novo aeroporto no Montijo, por considerarem que este vai &quot;contra as leis nacionais, as diretivas europeias e os tratados internacionais&rdquo;.<br />
<br />
As associa&ccedil;&otilde;es consideram que o Estudo de Impacto Ambiental que deu um parecer favor&aacute;vel &agrave; constru&ccedil;&atilde;o do novo aeroporto &ldquo;tem insufici&ecirc;ncias graves&rdquo; porque n&atilde;o avalia corretamente o impacto ambiental do projeto e estabelece medidas desadequadas de compensa&ccedil;&atilde;o e mitiga&ccedil;&atilde;o.<br />
&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c8023</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 27 Jan 2020 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Palombar: novo site dá destaque a projetos e áreas de atuação da organização não governamental de ambiente</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/palombar-novo-site-da-destaque-a-projetos-e-areas-de-atuacao-da-organizacao-nao-governamental-de-ambiente-2020-01-27/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A Palombar &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, que comemora, em 2020, 20 anos de exist&ecirc;ncia, acaba de lan&ccedil;ar o seu novo site www.palombar.pt, o qual d&aacute; maior destaque aos seus Projetos e &Aacute;reas de Atua&ccedil;&atilde;o (Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza, Patrim&oacute;nio Rural, Pombais Tradicionais, Sensibiliza&ccedil;&atilde;o e Educa&ccedil;&atilde;o Ambiental e Forma&ccedil;&atilde;o). </strong><br />
<br />
O novo site &eacute; a principal plataforma de comunica&ccedil;&atilde;o da Palombar na internet e apresenta tamb&eacute;m p&aacute;ginas dedicadas ao Centro de Interpreta&ccedil;&atilde;o dos Pombais Tradicionais (CIPT), ao Voluntariado, &agrave;s Atividades, aos Conte&uacute;dos publicados pela organiza&ccedil;&atilde;o e &agrave;s Not&iacute;cias sobre as suas diversas a&ccedil;&otilde;es, entre outros temas. O site tamb&eacute;m estar&aacute; brevemente dispon&iacute;vel em ingl&ecirc;s. A Palombar est&aacute; igualmente presente nas redes sociais Facebook (<a href="https://www.facebook.com/palombar.pt/"><strong>/palombar.pt</strong></a>) e Twitter (<a href="https://twitter.com/palombar_pt"><strong>@palombar_pt</strong></a>).<br />
<br />
&ldquo;Com o lan&ccedil;amento do novo site, queremos dar maior visibilidade a todo o trabalho desenvolvido pela organiza&ccedil;&atilde;o, com o objetivo de informar toda a comunidade sobre a import&acirc;ncia e o impacto dos nossos projetos e a&ccedil;&otilde;es para toda a sociedade e para o meio ambiente, sobretudo numa altura em que a crise clim&aacute;tica e a extin&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies est&atilde;o no centro do debate e em que se torna cada vez mais evidente que o mundo rural e as suas m&uacute;ltiplas dimens&otilde;es ecol&oacute;gica e humana representam uma t&aacute;bua de salva&ccedil;&atilde;o n&atilde;o s&oacute; para os ecossistemas e a biodiversidade, mas para a pr&oacute;pria esp&eacute;cie humana&rdquo;, destaca Jos&eacute; Pereira, presidente da Palombar. <br />
<br />
Fundada no dia 9 de mar&ccedil;o de 2000, a Palombar &eacute; uma organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental de ambiente (ONGA) sem fins lucrativos, que tem como miss&atilde;o conservar a biodiversidade, os ecossistemas selvagens, florestais e agr&iacute;colas e preservar o patrim&oacute;nio rural edificado, bem como as t&eacute;cnicas tradicionais de constru&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
A organiza&ccedil;&atilde;o, que atua orientada por uma abordagem pedag&oacute;gica e de coopera&ccedil;&atilde;o, promove tamb&eacute;m a investiga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica nas &aacute;reas da Ecologia, Biologia da Conserva&ccedil;&atilde;o e Gest&atilde;o de Ecossistemas, a educa&ccedil;&atilde;o ambiental, o desenvolvimento das comunidades e a dinamiza&ccedil;&atilde;o do mundo rural. A &aacute;rea de interven&ccedil;&atilde;o da Palombar &eacute; principalmente a regi&atilde;o de Tr&aacute;s-os-Montes, contudo, a organiza&ccedil;&atilde;o tem vindo a expandir o seu territ&oacute;rio de atua&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
H&aacute; 20 anos a desenvolver um trabalho abrangente, continuado e de proximidade com o territ&oacute;rio e as suas popula&ccedil;&otilde;es, a Palombar tem sido, nas duas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, uma pe&ccedil;a-chave para a promo&ccedil;&atilde;o da conserva&ccedil;&atilde;o dos ecossistemas, da biodiversidade e do patrim&oacute;nio rural edificado na regi&atilde;o do Nordeste Transmontano e o novo site vem exatamente dar destaque e revelar o papel desempenhado pela organiza&ccedil;&atilde;o na comunidade. <br />
<br />
Atualmente a implementar v&aacute;rios projetos nas &aacute;reas da conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e da valoriza&ccedil;&atilde;o do patrim&oacute;nio natural, cultural e arquitet&oacute;nico, a Palombar tem como des&iacute;gnio e foco estrat&eacute;gico cumprir a sua miss&atilde;o enquadrada no contexto de ruralidade que caracteriza o interior do pa&iacute;s e mostrar que &eacute; poss&iacute;vel contrariar o processo de desertifica&ccedil;&atilde;o do mundo rural e promover a sua dinamiza&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento sustent&aacute;vel. &Eacute; n&atilde;o s&oacute; poss&iacute;vel como inevit&aacute;vel, pois &eacute; sobretudo no interior profundo e rural que est&atilde;o estabelecidos os principais ecossistemas e a biodiversidade dos quais todos dependemos e cujo equil&iacute;brio e prote&ccedil;&atilde;o s&atilde;o absolutamente vitais para a nossa sobreviv&ecirc;ncia. <br />
&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c802f</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 16 Dec 2019 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Projeto Sentinelas: jornada técnica debate estratégias de combate ao uso ilegal de venenos</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/projeto-sentinelas-jornada-tecnica-debate-estrategias-de-combate-ao-uso-ilegal-de-venenos-2019-12-16/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[A Palombar &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural organizou, no &acirc;mbito do projeto Sentinelas (www.sentinelas.pt), a jornada t&eacute;cnica intitulada &ldquo;Estrat&eacute;gias de Combate ao Uso Ilegal de Venenos em Portugal&rdquo;, que teve como objetivo reunir as entidades que t&ecirc;m vindo a trabalhar nesta &aacute;rea e debater as linhas estrat&eacute;gicas para fazer face a esta amea&ccedil;a &agrave; conserva&ccedil;&atilde;o da biodiversidade e dos ecossistemas, e &agrave; sa&uacute;de humana. <br />
<br />
A jornada, realizada em colabora&ccedil;&atilde;o com o ICNF - Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas, e com o apoio do PNPG - Parque Nacional da Peneda-Ger&ecirc;s, decorreu no dia 12 de dezembro, no Audit&oacute;rio do Centro de Educa&ccedil;&atilde;o Ambiental do Vidoeiro, Vila do Ger&ecirc;s, e contou com a participa&ccedil;&atilde;o de 46 pessoas, de v&aacute;rias entidades, nomeadamente da Palombar, Universidad de Oviedo (Espanha), ICNF, LPN - Liga para a Prote&ccedil;&atilde;o da Natureza, SPEA - Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, UTAD - Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro, GNR/SEPNA - Guarda Nacional Republicana - Servi&ccedil;o de Prote&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Ambiente, Grupo Lobo e INIAV - Instituto Nacional de Investiga&ccedil;&atilde;o Agr&aacute;ria e Veterin&aacute;ria. <br />
<br />
Uso ilegal de venenos em Portugal e os riscos para a &aacute;guia-imperial-ib&eacute;rica: a experi&ecirc;ncia do LIFE Imperial; Combate ao uso ilegal de venenos no &acirc;mbito do LIFE Rupis; Sistema de monitoriza&ccedil;&atilde;o de lobos mortos; A import&acirc;ncia do exame p&oacute;s morte em casos de envenenamento; Programa Ant&iacute;doto Portugal: Novo Protocolo; Atua&ccedil;&atilde;o SEPNA, NAT e equipas cinot&eacute;cnicas; Projeto Sentinelas: ferramenta complementar ao Programa Ant&iacute;doto Portugal e Red contra el furtivismo en el norte de Espa&ntilde;a foram os temas das apresenta&ccedil;&otilde;es realizadas durante a jornada t&eacute;cnica. No final da jornada, promoveu-se uma discuss&atilde;o sobre os temas abordados. <br />
<br />
Brevemente, ser&aacute; disponibilizado no site do projeto Sentinelas um documento com o resumo das apresenta&ccedil;&otilde;es e dos temas debatidos durante este evento. <br />
<br />
<strong>Sobre o projeto Sentinelas </strong><br />
<br />
&lsquo;Sentinelas - marca&ccedil;&atilde;o e seguimento de grifos Gyps fulvus como ferramenta de combate ao uso ilegal de venenos em Portugal&rsquo; &eacute; um projeto da Palombar &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, financiado pelo Fundo Ambiental &ndash; Minist&eacute;rio do Ambiente e da Transi&ccedil;&atilde;o Energ&eacute;tica e desenvolvido em territ&oacute;rio da Rede Natura 2000. Tem como parceira a Universidade de Oviedo, em Espanha.<br />
<br />
O projeto Sentinelas tem como principal objetivo: criar uma rede de sentinelas atrav&eacute;s da marca&ccedil;&atilde;o, com dispositivos GPS e anilhas, de exemplares de grifo (Gyps fulvus) que possibilite obter informa&ccedil;&atilde;o sobre o uso ilegal de venenos no norte de Portugal, o qual representa um s&eacute;rio problema para a conserva&ccedil;&atilde;o da biodiversidade, dos ecossistemas e para a sa&uacute;de p&uacute;blica; o projeto contribuir&aacute; tamb&eacute;m para avaliar outras amea&ccedil;as para as aves necr&oacute;fagas, como mortalidade em linhas el&eacute;tricas ou parques e&oacute;licos, e obter informa&ccedil;&atilde;o sobre a disponibilidade de alimento no campo para estas esp&eacute;cies; poder&aacute; ainda ser obtida informa&ccedil;&atilde;o adicional sobre potenciais conflitos entre algumas atividades humanas tradicionais, como a ca&ccedil;a ou a pecu&aacute;ria, e predadores nas zonas de implementa&ccedil;&atilde;o do projeto.<br />
<br />
A rede de grifos-sentinelas marcados no &acirc;mbito do projeto Sentinelas ser&aacute; implementada em quatro Zonas de Prote&ccedil;&atilde;o Especial (ZPE) situadas no norte do pa&iacute;s, &aacute;reas da Rede Natura 2000 onde existem importantes popula&ccedil;&otilde;es de aves necr&oacute;fagas: ZPE &ldquo;Serra do Ger&ecirc;s&rdquo; (PTZPE0002); ZPE &ldquo;Montesinho/Nogueira&rdquo; (PTZPE0003); ZPE &ldquo;Rios Sabor e Ma&ccedil;&atilde;s&rdquo; (PTZPE0037) e ZPE &ldquo;Douro Internacional e Vale do &Aacute;gueda&rdquo; (PTZPE0038).<br />
<br />
O uso de venenos est&aacute; intrinsecamente associado a uma forte componente social, por isso, o projeto Sentinelas contempla uma componente de educa&ccedil;&atilde;o e sensibiliza&ccedil;&atilde;o das comunidades locais sobre o perigo do uso de venenos, quer para a sa&uacute;de p&uacute;blica, quer para os animais dom&eacute;sticos, fauna silvestre e ecossistemas, bem como sobre a import&acirc;ncia ecol&oacute;gica das aves necr&oacute;fagas e outras amea&ccedil;as que estas enfrentam.<br />
<br />
As a&ccedil;&otilde;es de sensibiliza&ccedil;&atilde;o e educa&ccedil;&atilde;o ambiental ser&atilde;o realizadas nos munic&iacute;pios abrangidos pelas quatro ZPE onde o projeto ser&aacute; implementado e ser&atilde;o dirigidas a diferentes p&uacute;blicos: grupos de interesse espec&iacute;ficos, incluindo criadores de gado, ca&ccedil;adores e agricultores, por serem aqueles mais suscet&iacute;veis a conflitos com a fauna silvestre; comunidade escolar (alunos dos ensinos b&aacute;sico e secund&aacute;rio) e p&uacute;blico em geral.<br />
<br />
O teatro em comunidade tamb&eacute;m ser&aacute; usado como ferramenta pedag&oacute;gica, mobilizadora e transformadora de mentalidades durante as sess&otilde;es de sensibiliza&ccedil;&atilde;o e educa&ccedil;&atilde;o ambiental.<br />
<br />
Pretende-se que as quatro ZPE inclu&iacute;das neste projeto funcionem como &aacute;reas-piloto a n&iacute;vel nacional e que a rede de sentinelas criada como ferramenta de combate ao uso ilegal de venenos possa incluir outras esp&eacute;cies e ser, posteriormente, alargada a outras zonas de Portugal problem&aacute;ticas relativamente &agrave; incid&ecirc;ncia do uso de venenos.<br />
<br />
Esta estrat&eacute;gia permitir&aacute; que Portugal fique cada vez mais alinhado com a tend&ecirc;ncia que a Uni&atilde;o Europeia pretende estabelecer, no sentido de que exista uma maior coordena&ccedil;&atilde;o entre os Estados membros para combater este e outro tipo de crimes ambientais. &nbsp;]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 12 Dec 2019 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Palombar contribui para censo europeu do milhafre-real invernante 2020</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/palombar-contribui-para-censo-europeu-do-milhafre-real-invernante-2020-2019-12-12/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A Palombar &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural vai contribuir, mais um ano, para a realiza&ccedil;&atilde;o do censo europeu do milhafre-real (<em>Milvus milvus</em>) invernante, que decorre entre os dias 1 de janeiro e 2 de fevereiro de 2020. </strong><br />
<br />
O objetivo do censo &eacute; realizar a contagem dos dormit&oacute;rios conhecidos de maior dimens&atilde;o e promover a recolha de mais dados sobre dormit&oacute;rios e outras concentra&ccedil;&otilde;es de milhafre-real em todo o pa&iacute;s.  <br />
<br />
O censo &eacute; realizado em diversos pa&iacute;ses da Europa, sob a coordena&ccedil;&atilde;o da Liga para a Prote&ccedil;&atilde;o das Aves (LPO, na sigla em franc&ecirc;s), em Fran&ccedil;a. Em Portugal, &eacute; organizado pela Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), Liga para a Prote&ccedil;&atilde;o da Natureza (LPN), Palombar, Associa&ccedil;&atilde;o Transum&acirc;ncia e Natureza (ATNatureza), Quercus e Instituto de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas (ICNF). <br />
<br />
Os primeiros censos de milhafres-reais invernantes foram realizados em janeiro de 2015, tendo contado, j&aacute; nesse primeiro ano, com o contributo da Palombar.  <br />
<br />
O milhafre-real &eacute; uma ave de rapina pouco abundante no territ&oacute;rio nacional. Est&aacute; presente sobretudo na faixa fronteiri&ccedil;a oriental, distritos de Bragan&ccedil;a, Guarda, Castelo Branco, Portalegre, &Eacute;vora e Beja. A popula&ccedil;&atilde;o invernante ocorre nessas mesmas &aacute;reas, mas tamb&eacute;m de uma forma dispersa por todo o sul do pa&iacute;s. <br />
<br />
A sua popula&ccedil;&atilde;o residente em Portugal tem um estatuto de conserva&ccedil;&atilde;o &quot;Criticamente em Perigo&quot;, j&aacute; a popula&ccedil;&atilde;o invernante tem um estatuto &quot;Vulner&aacute;vel&quot;, segundo o Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal.  <br />
<br />
&Eacute; uma ave que prefere habitats florestais associados a zonas agro-silvo-pastoris. A esp&eacute;cie &eacute; monog&acirc;mica e nidifica em &aacute;rvores, normalmente de grande porte, e coloca entre um a tr&ecirc;s ovos. Ambos os progenitores cuidam das crias. Pode ocupar ninhos de outras aves de rapina florestais e tamb&eacute;m reutiliza ninhos de anos anteriores. <br />
<br />
Relativamente &agrave; sua alimenta&ccedil;&atilde;o, tanto ca&ccedil;a presas vivas, como tamb&eacute;m tem h&aacute;bitos necr&oacute;fagos. Animais silvestres de pequeno porte (micromam&iacute;feros, aves, peixes e invertebrados), cad&aacute;veres de animais e os restos e desperd&iacute;cios urbanos integram a sua dieta. <br />
<br />
Atualmente, o milhafre-real est&aacute; sujeito a v&aacute;rias amea&ccedil;adas no territ&oacute;rio nacional, como o abate a tiro, o uso de veneno e a redu&ccedil;&atilde;o da disponibilidade alimentar, entre outras.  <br />
<br />
Esta &eacute; uma das esp&eacute;cies-alvo de conserva&ccedil;&atilde;o do projeto <a href="http://www.connectnatura.pt/"><strong>ConnectNatura</strong></a> da Palombar. <br />
<br />
<strong>+ INFO</strong><br />
www.spea.pt/pt/estudo-e-conservacao/censos/censo-de-inverno-do-milhafre-real<br />
www.facebook.com/events/2576359285943620&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c8046</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Tue, 03 Dec 2019 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>"Senti-me acolhida e pude participar em projetos com os quais sonhava desde há muito tempo (...)"</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/senti-me-acolhida-e-pude-participar-em-projetos-com-os-quais-sonhava-desde-ha-muito-tempo-2019-12-03/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[PALOMBAR | COLABORADORES CESC PROJECT &ndash; SERVI&Ccedil;O CIVIL ITALIANO<br />
TESTEMUNHO VIRGINIA MICCINILLI<br />
<br />
Tr&aacute;s-os-Montes tem encanto na chegada e na partida... quase a terminar a sua colabora&ccedil;&atilde;o com a Palombar &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, a volunt&aacute;ria italiana Virginia Miccinilli conta-nos, na primeira pessoa, como foi a sua experi&ecirc;ncia de vida e trabalho em territ&oacute;rio transmontano, e como sentiu e vivenciou o Planalto, as suas paisagens, a sua natureza, a sua cultura e as suas gentes. Virginia Miccinilli, de 24 anos, est&aacute; h&aacute; quase um ano a viver na aldeia transmontana de Uva, no concelho de Vimioso. &Eacute; uma dos quatro jovens italianos que est&atilde;o a colaborar com a Palombar este ano no &acirc;mbito de uma parceria da associa&ccedil;&atilde;o com o CESC Project &ndash; Servi&ccedil;o Civil italiano (www.cescproject.org).<br />
<br />
O CESC Project pretende promover e desenvolver o servi&ccedil;o civil tanto em It&aacute;lia, como noutros pa&iacute;ses, e atividades com foco na constru&ccedil;&atilde;o de uma cidadania consciente. Visa tamb&eacute;m contribuir para o desenvolvimento de uma conviv&ecirc;ncia civil solid&aacute;ria e pac&iacute;fica. O CESC Project desenvolve e implementa programas de coopera&ccedil;&atilde;o internacional, voluntariado internacional e local.<br />
<br />
O voluntariado e os valores a ele associados s&atilde;o essenciais para a Palombar. Os/as volunt&aacute;rios/as enriquecem e d&atilde;o vida e din&acirc;mica &agrave; associa&ccedil;&atilde;o, contribuindo de forma significativa, frequente e continuada para assegurar as seus a&ccedil;&otilde;es, projetos e atividades nas &aacute;reas da conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e preserva&ccedil;&atilde;o do Patrim&oacute;nio Rural. Todos os anos, a Palombar acolhe v&aacute;rios/as volunt&aacute;rios/as e colaboradores nacionais e internacionais que contribuem de forma ativa para a sua miss&atilde;o.  <br />
<br />
<strong>&ldquo;SENTI-ME ACOLHIDA E PUDE PARTICIPAR EM PROJETOS COM OS QUAIS SONHAVA DESDE H&Aacute; MUITO TEMPO (&hellip;)&rdquo;<br />
</strong><sub><strong>TESTEMUNHO</strong></sub><br />
<br />
<em>No dia em que pus os meus p&eacute;s pela primeira vez em Tr&aacute;s-os-Montes, era noite e chovia, mas ainda me lembro da paz que abra&ccedil;ava a aldeia de Uva, com o seu caf&eacute; e a sua capela. Embora n&atilde;o t&atilde;o emocionante como no primeiro dia, agora que chegou o outono, volto a ter a mesma sensa&ccedil;&atilde;o: a chuva que cai l&aacute; fora, o sil&ecirc;ncio e a luz da lareira como companhia.<br />
<br />
Desde aquele dia, passou quase um ano, um pequeno par&ecirc;ntese, &eacute; certo, quando comparado com uma vida inteira, mas nesse ano aprendi muito: pude saborear uma boa posta mirandesa, aprendi a identificar, em pleno voo, um grifo e um milhafre, a reconhecer uma verdadeira ginjinha e a desfrutar de todas as belezas guardadas debaixo de um c&eacute;u sem fim. <br />
<br />
H&aacute; dias em que o p&ocirc;r do sol pinta a paisagem com cores que s&oacute; vi at&eacute; ent&atilde;o nos quadros de pintores impressionistas, h&aacute; noites que, quando sobes num monte perto de casa, sentes-te observado por bili&otilde;es de estrelas no firmamento. Os rios envolvem-nos e arrefecem o ambiente, um ch&aacute; com castanhas aquece o corpo. <br />
<br />
Al&eacute;m da paisagem que sempre preencheu os meus olhos e os meus pensamentos, sinto-me feliz por, a cada dia, ter uma nova sensa&ccedil;&atilde;o e poder tocar e sentir coisas novas: hoje apanhar um pouco de trigo, amanh&atilde; um punhado de terra, cal, pedras&hellip;<br />
<br />
Aqui, comecei a ganhar consci&ecirc;ncia sobre a raridade de algumas aves. Assim como as aves que descobri s&atilde;o especiais, as pessoas que encontrei na Palombar tamb&eacute;m o s&atilde;o, cada uma tocou-me de forma diferente e quero preservar essa liga&ccedil;&atilde;o. &Eacute; fundamental manter o trabalho de conserva&ccedil;&atilde;o desenvolvido pela Palombar, uma associa&ccedil;&atilde;o com uma for&ccedil;a jovem que tem no cora&ccedil;&atilde;o o territ&oacute;rio e tudo o que a ele pertence; conservar a cultura popular, as suas dan&ccedil;as tradicionais e os seus sabores; aproveitar tamb&eacute;m o tempo e n&atilde;o o deixar esvair-se sem significado, como acontece na cidade; preservar a natureza que se encontra nas hortas, nas ruas e na floresta.<br />
<br />
H&aacute; um ano fugi da cidade, com o seu tr&aacute;fego e os seus mil barulhos. Desde h&aacute; um ano que me sinto em casa, na companhia de vacas e ovelhas que acompanham o ritmo do andar dos carros, com as esta&ccedil;&otilde;es que pintam com diferentes cores a &acirc;nima das pessoas e as suas hortas&hellip;<br />
<br />
Nesse per&iacute;odo, senti-me acolhida e pude participar em projetos com os quais sonhava desde h&aacute; muito tempo, tive experi&ecirc;ncias que nunca tinha vivido antes&hellip; ver um abutre muito perto e apanhar pombos com as m&atilde;os, rodeada por uma natureza g&eacute;lida.<br />
<br />
Obrigada Palombar e obrigada Tr&aacute;s-os-Montes!<br />
<br />
At&eacute; j&aacute;.<br />
<br />
Virginia Miccinilli &nbsp;</em>]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c8052</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 29 Nov 2019 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Novembro pela Floresta: bolotas de carvalho-negral centenário e de sobreiro já estão a germinar e vão fazer crescer floresta autóctone</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/novembro-pela-floresta-bolotas-de-carvalho-negral-centenario-e-de-sobreiro-ja-estao-a-germinar-e-vao-fazer-crescer-floresta-autoctone-2019-11-29/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A atividade Novembro pela Floresta - Voluntariado pela Floresta Aut&oacute;ctone organizada pela Palombar - Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural decorreu no dia 16 de novembro e promoveu a recolha de bolotas de sobreiro (<em>Quercus suber</em>) e de carvalho-negral (<em>Quercus pyrenaica</em>).</strong><br />
<br />
Na &quot;Miss&atilde;o Querc&iacute;neas&quot;, os/as nove volunt&aacute;rios/as que participaram nesta atividade puseram m&atilde;os &agrave; terra e apanharam centenas de bolotas de um carvalho-negral centen&aacute;rio localizado em Ca&ccedil;arelhos (Vimioso) e de sobreiros localizados no S&iacute;tio Minas de Santo Adri&atilde;o (Vimioso/Miranda do Douro), integrado na Rede Natura 2000. As querc&iacute;neas s&atilde;o &aacute;rvores ou arbustos do g&eacute;nero Quercus, como o carvalho, a azinheira e o sobreiro, os quais integram a nossa floresta aut&oacute;ctone.<br />
<br />
O Armaz&eacute;m da Bolota, um projeto que tem como objetivo a valoriza&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica da bolota de v&aacute;rias esp&eacute;cies de carvalhos, tamb&eacute;m marcou presen&ccedil;a nesta atividade, tendo partilhado conhecimentos sobre usos antigos das bolotas e destacado a import&acirc;ncia de valorizar este recurso natural. <br />
<br />
Do total de bolotas recolhidas, j&aacute; plant&aacute;mos 753 sobreiros e 162 carvalhos, que ir&atilde;o germinar, crescer e fazer renascer a floresta aut&oacute;ctone no nosso pa&iacute;s.<br />
<br />
A floresta aut&oacute;ctone, essencial &agrave; manuten&ccedil;&atilde;o da biodiversidade, tem perdido espa&ccedil;o no territ&oacute;rio nacional nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, nomeadamente no Nordeste Transmontano. Para fazer face a esta tend&ecirc;ncia, a Palombar tem vindo a dedicar-se &agrave; sua recupera&ccedil;&atilde;o, atrav&eacute;s de diversas a&ccedil;&otilde;es, como a atividade Novembro pela Floresta, com o objetivo de garantir, desta forma, n&atilde;o s&oacute; o desenvolvimento das &aacute;rvores, mas tamb&eacute;m o equil&iacute;brio de toda a vida que estas suportam.<br />
<br />
<strong>O QUE S&Atilde;O AS &Aacute;RVORES AUT&Oacute;CTONES E POR QUE S&Atilde;O T&Atilde;O IMPORTANTES?</strong><br />
<br />
As &aacute;rvores aut&oacute;ctones s&atilde;o &aacute;rvores origin&aacute;rias do pr&oacute;prio territ&oacute;rio. Assim, a floresta aut&oacute;ctone portuguesa &eacute; toda a floresta formada por &aacute;rvores origin&aacute;rias do nosso pa&iacute;s. Carvalhos, medronheiros, castanheiros, azinheiras e sobreiros s&atilde;o exemplos de algumas &aacute;rvores aut&oacute;ctones de Portugal.<br />
<br />
As florestas aut&oacute;ctones est&atilde;o mais adaptadas &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es do solo e do clima do territ&oacute;rio, sendo mais resistentes a pragas, doen&ccedil;as, longos per&iacute;odos de seca ou de chuva intensa, em compara&ccedil;&atilde;o com esp&eacute;cies introduzidas.<br />
<br />
S&atilde;o tamb&eacute;m importantes lugares de ref&uacute;gio e reprodu&ccedil;&atilde;o para um grande n&uacute;mero de esp&eacute;cies de animais aut&oacute;ctones que est&atilde;o em risco de extin&ccedil;&atilde;o; ajudam ainda a manter a fertilidade do solo e o equil&iacute;brio biol&oacute;gico das paisagens.<br />
<br />
As florestas aut&oacute;ctones s&atilde;o fundamentais para regular melhor o ciclo hidrol&oacute;gico e a qualidade da &aacute;gua e, apesar de registarem um crescimento mais lento, quando bem desenvolvidas, s&atilde;o normalmente mais resistentes aos inc&ecirc;ndios florestais.<br />
<br />
As florestas aut&oacute;ctones s&atilde;o, por isso, essenciais ao equil&iacute;brio dos ecossistemas locais.]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Tue, 26 Nov 2019 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Folheto Mitos &amp; Verdades sobre os Abutres esclarece ideias incorretas sobre estas espécies</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/folheto-mitos-verdades-sobre-os-abutres-esclarece-ideias-incorretas-sobre-estas-especies-2019-11-26/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A Palombar - Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural editou, no &acirc;mbito do projeto 'Sentinelas - marca&ccedil;&atilde;o e seguimento de grifos Gyps fulvus como ferramenta de combate ao uso ilegal de venenos em Portugal', o folheto intitulado 'Mitos &amp; Verdades sobre os Abutres'.</strong><br />
<br />
Este folheto pretende esclarecer e desmistificar v&aacute;rias ideias incorretas que existem sobre os abutres e destaca cinco principais mitos acerca destas esp&eacute;cies, abordando aspetos relacionados com a sua biologia, fisiologia e etologia.<br />
<br />
<strong><a href="http://www.sentinelas.pt/">Sentinelas</a></strong> &eacute; um projeto da Palombar financiado pelo Fundo Ambiental &ndash; Minist&eacute;rio do Ambiente e da Transi&ccedil;&atilde;o Energ&eacute;tica e desenvolvido em territ&oacute;rio da Rede Natura 2000. Tem como parceira a Universidade de Oviedo, em Espanha.<br />
<br />
Leia o folheto&nbsp;<a href="http://www.sentinelas.pt/pt/conteudos/folhetos/"><strong>aqui</strong></a> e fique esclarecido/a! &nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c8066</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 21 Nov 2019 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Projeto Sentinelas: já há cinco grifos com dispositivos GPS</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/projeto-sentinelas-ja-ha-cinco-grifos-com-dispositivos-gps-2019-11-21/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A rede de sentinelas de combate ao uso ilegal de venenos que ser&aacute; criada no &acirc;mbito do projeto Sentinelas conta j&aacute; com cinco grifos marcados com anilhas e nos quais foram colocados dispositivos GPS-GSM. </strong><br />
<br />
Esta segunda-feira, 18 de novembro, a equipa do projeto Sentinelas, composta por bi&oacute;logos da Palombar &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural e da Universidade de Oviedo (parceira do projeto), em colabora&ccedil;&atilde;o com Carlos Pacheco, bi&oacute;logo da Associa&ccedil;&atilde;o Transum&acirc;ncia e Natureza &ndash; ATNatureza, marcou com anilhas sete grifos e colocou dispositivos GPS-GSM em cinco desses indiv&iacute;duos. <br />
<br />
Os animais foram marcados na Zona de Prote&ccedil;&atilde;o Especial (ZPE) &ldquo;Douro Internacional e Vale do &Aacute;gueda&rdquo; (PTZPE0038), &aacute;rea da Rede Natura 2000 onde existem importantes popula&ccedil;&otilde;es de aves necr&oacute;fagas.<br />
<br />
Com a coloca&ccedil;&atilde;o de dispositivos GPS-GSM nestes cinco grifos foi dado o primeiro passo para a cria&ccedil;&atilde;o da rede de sentinelas de combate ao uso ilegal de venenos que ir&aacute;, brevemente, ser refor&ccedil;ada com grifos marcados noutras &aacute;reas da Rede Natura 2000. <br />
<br />
Estes dispositivos emitem regularmente a localiza&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica dos animais e permitem que a equipa t&eacute;cnica monitorize, em tempo real, os indiv&iacute;duos, permitindo, assim, detetar, atempadamente, potenciais amea&ccedil;as para estas aves.<br />
<br />
<img src="http://temp.palombar.pt/imagens/grifo2.jpg" width="1176" height="750" alt="" /><br />
<p class="legenda">Grifo marcado. Fotografia Jos&eacute; Pereira/Palombar.</p>
<br />
A rede de grifos marcados criada no &acirc;mbito do projeto Sentinelas funcionar&aacute; como um &ldquo;radar&rdquo; e permitir&aacute; identificar n&atilde;o s&oacute; a amea&ccedil;a que representa o uso ilegal de venenos para as aves necr&oacute;fagas, em particular, e para a biodiversidade, em geral, como tamb&eacute;m os riscos relacionados com a intoxica&ccedil;&atilde;o, mortalidade em linhas el&eacute;tricas e parques e&oacute;licos, abate a tiro e a disponibilidade de alimento.<br />
<br />
<strong>O projeto Sentinelas </strong><br />
<br />
&lsquo;Sentinelas - marca&ccedil;&atilde;o e seguimento de grifos Gyps fulvus como ferramenta de combate ao uso ilegal de venenos em Portugal&rsquo; &eacute; um projeto da Palombar &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, financiado pelo Fundo Ambiental &ndash; Minist&eacute;rio do Ambiente e da Transi&ccedil;&atilde;o Energ&eacute;tica e desenvolvido em territ&oacute;rio da Rede Natura 2000. Tem como parceira a Universidade de Oviedo, em Espanha.<br />
<br />
O principal objetivo do projeto &eacute; criar uma rede de esp&eacute;cies-sentinelas que possibilite obter informa&ccedil;&atilde;o e combater o uso ilegal de veneno em Portugal, o qual representa um s&eacute;rio problema para a conserva&ccedil;&atilde;o da biodiversidade, dos ecossistemas e para a sa&uacute;de p&uacute;blica.<br />
<br />
Durante a implementa&ccedil;&atilde;o deste projeto, pretende-se alargar e refor&ccedil;ar a rede de parceiros, bem como unir esfor&ccedil;os com vista a combater de forma mais eficaz o uso ilegal de venenos em Portugal. &nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c806d</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Tue, 19 Nov 2019 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Projeto vai criar rede de espécies-sentinelas para combater uso ilegal de veneno em Portugal</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/projeto-vai-criar-rede-de-especies-sentinelas-para-combater-uso-ilegal-de-veneno-em-portugal-2019-11-19/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A Palombar &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural vai implementar o projeto &lsquo;SentinelaS &ndash; marca&ccedil;&atilde;o e seguimento de grifos Gyps fulvus como ferramenta de combate ao uso ilegal de venenos em Portugal&rsquo;, o qual foi aprovado e &eacute; financiado pelo Fundo Ambiental &ndash; Minist&eacute;rio do Ambiente e da Transi&ccedil;&atilde;o Energ&eacute;tica. Este projeto &eacute; realizado em territ&oacute;rios da Rede Natura 2000, em parceria com a Universidade de Oviedo (Espanha). O grifo ser&aacute; a primeira esp&eacute;cie-sentinela da rede de esp&eacute;cies-sentinelas que a associa&ccedil;&atilde;o pretende criar para combater amea&ccedil;as &agrave; biodiversidade e aos ecossistemas em Portugal.</strong><br />
<br />
O projeto tem um website www.sentinelas.pt, e est&aacute; tamb&eacute;m presente nas redes sociais Facebook (www.facebook.com/projetosentinelas) e Twitter (twitter.com/sentinelas_pt). <br />
<br />
O projeto Sentinelas tem como principal objetivo criar uma rede de sentinelas atrav&eacute;s da marca&ccedil;&atilde;o, com dispositivos GPS e anilhas, de exemplares de grifo que possibilite obter informa&ccedil;&atilde;o sobre o uso ilegal de venenos no norte de Portugal, o qual representa um s&eacute;rio problema para a conserva&ccedil;&atilde;o da biodiversidade, dos ecossistemas e para a sa&uacute;de p&uacute;blica. Numa primeira fase, ser&atilde;o marcados 15 indiv&iacute;duos. <br />
<br />
Este sistema permitir&aacute; obter dados sobre a mortalidade por envenenamento e sobre a distribui&ccedil;&atilde;o esp&aacute;cio-temporal do risco/exposi&ccedil;&atilde;o aos venenos para esp&eacute;cies necr&oacute;fagas. Adicionalmente, o projeto contribuir&aacute; para avaliar outras amea&ccedil;as para as aves necr&oacute;fagas, tais como mortalidade e risco de colis&atilde;o com linhas el&eacute;tricas e/ou aerogeradores em parques e&oacute;licos, e tamb&eacute;m obter informa&ccedil;&atilde;o sobre a disponibilidade de alimento no campo para estas esp&eacute;cies, nomeadamente cad&aacute;veres de ungulados, em geral, e daqueles procedentes das atividades pecu&aacute;rias extensivas em particular, os quais s&atilde;o fundamentais para a manuten&ccedil;&atilde;o e conserva&ccedil;&atilde;o das suas popula&ccedil;&otilde;es. Al&eacute;m disto, poder&aacute; ser obtida informa&ccedil;&atilde;o adicional sobre potenciais conflitos entre algumas atividades humanas tradicionais, como a ca&ccedil;a ou a pecu&aacute;ria, e a fauna silvestre nas zonas de implementa&ccedil;&atilde;o do projeto.<br />
<br />
Toda a informa&ccedil;&atilde;o gerada por esta rede ser&aacute; uma mais valia e contribuir&aacute; para melhorar o estado de conserva&ccedil;&atilde;o do patrim&oacute;nio natural e da biodiversidade em Portugal, em particular das aves necr&oacute;fagas e tamb&eacute;m de alguns mam&iacute;feros carn&iacute;voros protegidos, tais como o lobo.<br />
<br />
<img src="http://temp.palombar.pt/imagens/Logo projeto Sentinelas_Palombar(1).jpg" width="2235" height="928" alt="" /><br />
<p class="legenda">Log&oacute;tipo do projeto Sentinelas.</p>
<br />
Tendo em conta que o uso de venenos est&aacute; intrinsecamente associado a uma forte componente social, o projeto contar&aacute; tamb&eacute;m com uma abordagem de educa&ccedil;&atilde;o e sensibiliza&ccedil;&atilde;o ambiental das comunidades locais nos concelhos da sua &aacute;rea de implementa&ccedil;&atilde;o, atrav&eacute;s do desenvolvimento de sess&otilde;es dirigidas ao p&uacute;blico escolar e geral e a setores e grupos de interesse espec&iacute;ficos (ca&ccedil;adores, agricultores, criadores pecu&aacute;rios, etc.), com o objetivo de os sensibilizar para o perigo do uso de venenos, quer para a sa&uacute;de p&uacute;blica, quer para os animais dom&eacute;sticos, fauna silvestre e ecossistemas, e para a import&acirc;ncia ecol&oacute;gica das aves necr&oacute;fagas. Pretende-se, assim, atrav&eacute;s desta abordagem, que a popula&ccedil;&atilde;o possa interiorizar e compreender os valores naturais e a relev&acirc;ncia da biodiversidade para o bem-estar comum e sustentabilidade da vida no planeta. O teatro em comunidade tamb&eacute;m ser&aacute; usado como ferramenta pedag&oacute;gica, mobilizadora e transformadora de mentalidades durante as sess&otilde;es de sensibiliza&ccedil;&atilde;o e educa&ccedil;&atilde;o ambiental. <br />
<br />
A rede de grifos-sentinelas marcados ser&aacute; implementada em quatro Zonas de Prote&ccedil;&atilde;o Especial (ZPE) situadas no norte do pa&iacute;s, nomeadamente nas ZPE &ldquo;Serra do Ger&ecirc;s&rdquo; (PTZPE0002), &ldquo;Montesinho/Nogueira&rdquo; (PTZPE0003), &ldquo;Rios Sabor e Ma&ccedil;&atilde;s&rdquo; (PTZPE0037) e &ldquo;Douro Internacional e Vale do &Aacute;gueda&rdquo; (PTZPE0038), &aacute;reas da Rede Natura 2000 onde existem importantes popula&ccedil;&otilde;es de aves necr&oacute;fagas. Todos estes territ&oacute;rios est&atilde;o tamb&eacute;m inseridos em S&iacute;tios de Import&acirc;ncia Comunit&aacute;ria (SIC) da Rede Natura 2000, sendo que dois deles coincidem ainda com Parques Naturais, no caso de Montesinho e do Douro Internacional, e um com Parque Nacional, no caso da Peneda-Ger&ecirc;s. <br />
<br />
Nestas &aacute;reas, existe um elevado risco de uso de venenos devido a potenciais conflitos com a fauna silvestre, em particular porque s&atilde;o zonas onde se pratica pastoreio extensivo e onde o lobo est&aacute; presente e/ou porque s&atilde;o territ&oacute;rios com zonas de ca&ccedil;a e com presen&ccedil;a de mesocarn&iacute;voros predadores, tais como a raposa e alguns mustel&iacute;deos e viverr&iacute;deos, e aves de rapina.<br />
<br />
Pretende-se que as referidas ZPE funcionem como &aacute;reas-piloto a n&iacute;vel nacional e que este sistema possa ser, posteriormente, alargado a outras zonas do pa&iacute;s problem&aacute;ticas relativamente &agrave; incid&ecirc;ncia do uso de venenos. Esta poder&aacute; ser tamb&eacute;m uma ferramenta importante e complementar ao Programa Ant&iacute;doto-Portugal, o qual foi recentemente reativado, promovendo e fortalecendo, assim, a coopera&ccedil;&atilde;o entre entidades para combater o problema do uso ilegal de venenos a n&iacute;vel nacional.<br />
<br />
Tendo como foco um trabalho em rede, este projeto visa, desta forma, refor&ccedil;ar parcerias e promover a articula&ccedil;&atilde;o entre as v&aacute;rias entidades que se dedicam a esta problem&aacute;tica, procurando assegurar uma maior partilha de informa&ccedil;&atilde;o e uma a&ccedil;&atilde;o mais abrangente e integrada. <br />
<br />
Este projeto tamb&eacute;m permitir&aacute; que Portugal fique cada vez mais alinhado com a tend&ecirc;ncia que a Uni&atilde;o Europeia pretende estabelecer, no sentido de que exista uma maior coordena&ccedil;&atilde;o entre os Estados membros para combater este e outro tipo de crimes ambientais.&nbsp;]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 18 Nov 2019 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Palombar participa no estudo internacional 'Spatial and Temporal Variability in Migration of a Soaring Raptor Across Three Continents'</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/palombar-participa-no-estudo-internacional-spatial-and-temporal-variability-in-migration-of-a-soaring-raptor-across-three-continents-2019-11-18/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A Palombar - Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural participou no estudo internacional intitulado 'Spatial and Temporal Variability in Migration of a Soaring Raptor Across Three Continents', o qual foi publicado na revista cient&iacute;fica 'Frontiers in Ecology and Evolution'.</strong><br />
<br />
O estudo foi liderado por Louis Phipps, Pascual L&oacute;pez-L&oacute;pez, Evan R. Buechley e Steffen Oppel e contou com a colabora&ccedil;&atilde;o e coautoria do Bi&oacute;logo Jos&eacute; Pereira, da Palombar.<br />
<br />
Neste trabalho foi analisado um conjunto alargado de dados de telemetria de 94 abutres-do-Egito (Neophron percnopterus) de diferentes classes de idade e pertencentes a 4 subpopula&ccedil;&otilde;es (Europa Ocidental, Balc&atilde;s, M&eacute;dio Oriente e C&aacute;ucaso), durante o per&iacute;odo 2007-2018.<br />
<br />
Foram analisadas 188 viagens migrat&oacute;rias completas, tendo o estudo abrangido cerca de 70% da &aacute;rea de distribui&ccedil;&atilde;o mundial da esp&eacute;cie.<br />
<br />
Envolvendo 40 autores de v&aacute;rias entidades dedicadas &agrave; conserva&ccedil;&atilde;o das aves necr&oacute;fagas e dados de 11 projetos, este trabalho representa um excelente exemplo de coopera&ccedil;&atilde;o internacional e um passo fundamental para compreender a ecologia de movimento desta esp&eacute;cie amea&ccedil;ada.<br />
<br />
O artigo est&aacute; dispon&iacute;vel <a href="https://www.frontiersin.org/articles/10.3389/fevo.2019.00323/full"><strong>aqui</strong></a>. &nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c8084</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Sat, 09 Nov 2019 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Espécie de abutre africana registada em campo de alimentação para aves necrófagas no Nordeste Transmontano</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/especie-de-abutre-africana-registada-em-campo-de-alimentacao-para-aves-necrofagas-no-nordeste-transmontano-2019-11-09/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>Um indiv&iacute;duo da esp&eacute;cie africana de abutre grifo-de-r&uuml;ppell (Gyps rueppellii) foi registado, no dia 19 de junho de 2019, num Campo de Alimenta&ccedil;&atilde;o para Aves Necr&oacute;fagas (CAAN) gerido pela Palombar &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural no &acirc;mbito do projeto LIFE Rupis e localizado em Bru&ccedil;&oacute;, no concelho de Mogadouro.</strong><br />
<br />
O avistamento desta esp&eacute;cie em Portugal, que apresenta um estatuto de conserva&ccedil;&atilde;o &lsquo;Criticamente em Perigo&rsquo; (&uacute;ltimo n&iacute;vel antes do estatuto &lsquo;Extinto na Natureza&rsquo;), de acordo com a Uni&atilde;o Internacional para a Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza (IUCN, na sigla em ingl&ecirc;s), apesar de parecer ser cada vez mais frequente, ainda &eacute; uma raridade. O animal foi captado por c&acirc;maras de armadilhagem fotogr&aacute;fica colocadas pelos t&eacute;cnicos da Palombar naquele CAAN.<br />
<br />
De acordo com dados do portal Aves de Portugal (avesdeportugal.info/gyprue.html), at&eacute; final de 2009, foram homologadas 13 observa&ccedil;&otilde;es desta esp&eacute;cie. Posteriormente &agrave;quela data, foram registadas outras observa&ccedil;&otilde;es, sendo a &uacute;ltima no per&iacute;odo de 7 a 25 de novembro de 2015, na Pen&iacute;nsula de Sagres, tamb&eacute;m de acordo com informa&ccedil;&atilde;o daquele portal.<br />
<br />
&ldquo;O facto de haver diversas observa&ccedil;&otilde;es de aves desta esp&eacute;cie a cruzar o estreito de Gibraltar permite supor que as aves observadas em Portugal sejam de origem selvagem&rdquo;, destaca o portal Aves de Portugal.<br />
<br />
A Palombar confirmou que se tratava de um indiv&iacute;duo da esp&eacute;cie Gyps rueppellii, tendo tamb&eacute;m consultado outros especialistas em abutres, que deram igualmente um parecer afirmativo, corroborando que, de facto, se trata de um grifo-de-r&uuml;ppell.<br />
<br />
Segundo referem v&aacute;rios especialistas, devido &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas e &agrave; progressiva &lsquo;africaniza&ccedil;&atilde;o&rsquo; do clima na Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica, muitas esp&eacute;cies de aves africanas parecem estar a colonizar este territ&oacute;rio, incluindo alguns abutres. Recentemente, a Andaluzia, em Espanha, adicionou o grifo-de-r&uuml;ppell &agrave; sua lista de aves necr&oacute;fagas (medioambienteand.wordpress.com/2019/08/28/el-buitre-moteado-se-instala-en-andalucia).<br />
<br />
Os especialistas tamb&eacute;m destacam que a presen&ccedil;a do grifo-de-r&uuml;ppell na Andaluzia dever&aacute; ser fruto de movimentos dispersivos de grifos europeus juvenis, sobretudo de Espanha, que atravessam o Estreito de Gibraltar rumo &agrave; &Aacute;frica. Aparentemente, indiv&iacute;duos da esp&eacute;cie africana, quando est&atilde;o a sobrevoar os c&eacute;us, juntam-se a bandos de grifos europeus e viajam com estes de volta &agrave; Espanha, atrav&eacute;s do Estreito de Gibraltar, onde a observa&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie &eacute; especialmente frequente, tanto de um lado, como do outro do Estreito.<br />
<br />
A Europa poder&aacute;, desta forma, passar a ter uma quinta esp&eacute;cie de abutre amea&ccedil;ada globalmente no seu territ&oacute;rio, al&eacute;m do grifo (Gyps fulvus), do abutre-preto (Aegypius monachus), do britango (Neophron percnopterus) e do quebra-ossos (Gypaetus barbatus). Apesar de ainda n&atilde;o existirem registos definitivos que comprovem a ocorr&ecirc;ncia de reprodu&ccedil;&atilde;o dessa esp&eacute;cie na Europa, o grifo-de-r&uuml;ppell tem sido avistado com cada vez mais frequ&ecirc;ncia na Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica.<br />
<br />
<img src="http://temp.palombar.pt/imagens/Gyps rueppellii2_fotografia_Palombar(1).jpg" width="3264" height="2448" alt="" /><br />
<p class="legenda">Grifo-de-r&uuml;ppell (indiv&iacute;duo em primeiro plano). Fotografia Palombar.</p>
<strong><br />
Grifo-de-r&uuml;ppell: que esp&eacute;cie &eacute; esta?</strong><br />
<br />
O grifo-de-r&uuml;ppell (Gyps rueppellii) &eacute; uma esp&eacute;cie de abutre oriunda do continente africano. Encontra-se principalmente na &Aacute;frica central e habita sobretudo na savana aberta e &aacute;rida, em &aacute;reas semi-des&eacute;rticas e zonas limites do deserto, e ainda em zonas de montanha.<br />
<br />
&Eacute; muito semelhante ao grifo (Gyps fulvus), mas diferencia-se deste por ser um pouco mais pequeno, ter a pele mais escura e a plumagem salpicada de orlas brancas ou beges.  A sua cabe&ccedil;a e pesco&ccedil;o s&atilde;o quase nus e o bico &eacute; amarelado. Apresenta um tufo de penas brancas ao redor da base do pesco&ccedil;o, corpo preto ou castanho-cinza mosqueado. O macho e a f&ecirc;mea s&atilde;o muito semelhantes.<br />
<br />
Mesmo entre os abutres do &lsquo;Velho Mundo&rsquo;, os grifos-de-r&uuml;ppell registam v&aacute;rias adapta&ccedil;&otilde;es biol&oacute;gicas para a sua dieta, que fazem com que sejam ex&iacute;mios consumidores de carca&ccedil;as. Tem um bico especialmente robusto e a sua l&iacute;ngua apresenta uma forma especial que auxilia na remo&ccedil;&atilde;o da carne dos ossos.<br />
<br />
&Eacute; uma esp&eacute;cie muito soci&aacute;vel e normalmente re&uacute;ne-se em grandes bandos para repousar, nidificar ou se alimentar. Normalmente nidifica em fal&eacute;sias elevadas e constr&oacute;i um ninho com grandes dimens&otilde;es. Habitualmente &eacute; o macho quem faz o ninho, enquanto a f&ecirc;mea transporta materiais para este, podendo ir roub&aacute;-los a outros ninhos. &Eacute; posto apenas um ovo por per&iacute;odo reprodutivo, o qual &eacute; incubado pelos dois progenitores, que partilham os cuidados com a cria depois desta nascer.<br />
<br />
<strong>Campos de Alimenta&ccedil;&atilde;o para Aves Necr&oacute;fagas: qual a sua import&acirc;ncia?</strong><br />
<br />
Os CAAN s&atilde;o fundamentais para assegurar a conserva&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies de aves com h&aacute;bitos alimentares necr&oacute;fagos. Todas as esp&eacute;cies de aves necr&oacute;fagas registadas em Portugal est&atilde;o legalmente protegidas e, a grande maioria, apresenta um estatuto de conserva&ccedil;&atilde;o delicado.<br />
<br />
Uma das principais amea&ccedil;as que enfrentam estas aves &eacute; a falta de disponibilidade de alimento, a qual foi agravada com a chamada crise das &lsquo;Vacas Loucas&rsquo;, que levou a que as carca&ccedil;as de gado (a principal fonte de alimento para os abutres) n&atilde;o pudessem mais ficar no campo.<br />
<br />
Os CAAN surgem exatamente para fazer face a esta amea&ccedil;a e aumentar a quantidade de alimentos dispon&iacute;veis para estas esp&eacute;cies, sobretudo no per&iacute;odo reprodutivo, quando h&aacute; uma maior exig&ecirc;ncia energ&eacute;tica n&atilde;o s&oacute; por parte das progenitoras, como tamb&eacute;m das crias ap&oacute;s o nascimento.<br />
<br />
Al&eacute;m dos CAAN, a Palombar tamb&eacute;m desenvolveu estruturas m&oacute;veis de alimenta&ccedil;&atilde;o para aves necr&oacute;fagas que permitem dar uma resposta mais r&aacute;pida e localizada &agrave;s necessidades alimentares das esp&eacute;cies no territ&oacute;rio.<br />
<br />
Aproveitando as recentes altera&ccedil;&otilde;es na legisla&ccedil;&atilde;o portuguesa, a associa&ccedil;&atilde;o tem vindo igualmente a trabalhar na implementa&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas n&atilde;o vedadas para alimenta&ccedil;&atilde;o de aves necr&oacute;fagas, uma abordagem que favorece o fornecimento de alimento adicional de uma forma natural, n&atilde;o previs&iacute;vel e com maiores benef&iacute;cios para as esp&eacute;cies e para os seus h&aacute;bitos de prospe&ccedil;&atilde;o de alimento.<br />
<br />
<strong>Projetos e investiga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica</strong><br />
<br />
Nos &uacute;ltimos anos, a Palombar tem desenvolvido e/ou participado em v&aacute;rios projetos de conserva&ccedil;&atilde;o de aves necr&oacute;fagas e de investiga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica sobre estas esp&eacute;cies. O projeto &lsquo;LIFE Rupis conserva&ccedil;&atilde;o do britango e da &aacute;guia-perdigueira no vale do rio Douro' (rupis.pt) e o projeto &lsquo;ConnectNatura - Refor&ccedil;o da Rede de Campos de Alimenta&ccedil;&atilde;o para Aves Necr&oacute;fagas e Cria&ccedil;&atilde;o de Condi&ccedil;&otilde;es de Conectividade entre &Aacute;reas da Rede Natura 2000' (connectnatura.pt) s&atilde;o dois deles. A associa&ccedil;&atilde;o tem tamb&eacute;m realizado trabalhos de investiga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica na &aacute;rea da conserva&ccedil;&atilde;o das aves necr&oacute;fagas e da perce&ccedil;&atilde;o social sobre estas esp&eacute;cies, os quais j&aacute; foram apresentados em congressos e semin&aacute;rios nacionais e internacionais.&nbsp;]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Tue, 05 Nov 2019 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>O dia em que tudo convergiu para que desfrutássemos ao máximo da riqueza natural, paisagística e humana da ZPE Rios Sabor e Maçãs</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/o-dia-em-que-tudo-convergiu-para-que-desfrutassemos-ao-maximo-da-riqueza-natural-paisagistica-e-humana-da-zpe-rios-sabor-e-macas-2019-11-05/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>H&aacute; dias &uacute;nicos em que tudo se conjuga numa fus&atilde;o de experi&ecirc;ncias e partilhas que ficar&atilde;o na mem&oacute;ria. A &uacute;ltima atividade do Ciclo &Agrave; Descoberta do Nordeste Transmontano promovido pela Palombar &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural realizou-se no dia 2 de novembro, em territ&oacute;rio da Zona de Prote&ccedil;&atilde;o Especial (ZPE) Rios Sabor e Ma&ccedil;&atilde;s, &aacute;rea da Rede Natura 2000, em Junqueira (Vimioso). </strong><br />
<br />
Neste dia, tudo convergiu para que desfrut&aacute;ssemos ao m&aacute;ximo da riqueza natural, paisag&iacute;stica e humana da regi&atilde;o. At&eacute; a chuva deu tr&eacute;guas e o vento soprou fraco, como se a pr&oacute;pria Natureza estivesse tamb&eacute;m ela de bra&ccedil;os abertos para nos receber numa atmosfera acolhedora...<br />
<br />
Com ponto de encontro marcado no centro de Junqueira, onde fomos carinhosamente recebidos pela popula&ccedil;&atilde;o local, e de onde partimos para desbravar o territ&oacute;rio, a caminhada come&ccedil;ou ao ritmo dos carinhosos e simp&aacute;ticos Burros de Miranda, Atenor e Louren&ccedil;o, nossos astutos companheiros de viagem, e seguiu pelas sendas, montes e vales adentro... <br />
<br />
Durante a caminhada, que contou com a participa&ccedil;&atilde;o de 28 pessoas, entre as quais tr&ecirc;s belgas, explor&aacute;mos o territ&oacute;rio, com um horizonte sem fim e onde as fragas se imp&otilde;em a compor a geometria singular da regi&atilde;o; desvend&aacute;mos a paisagem pintada pelo mosaico agro-silvo-pastoril e serpenteada pelos rios Ma&ccedil;&atilde;s e Sabor; observ&aacute;mos a fauna e a flora locais, ouvimos in&uacute;meras hist&oacute;rias contadas pelo sr. Fernando, caminh&aacute;mos juntamente com um rebando composto sobretudo por cabras da ra&ccedil;a serrana aut&oacute;ctone, do pastor Ant&oacute;nio, a quem nos junt&aacute;mos, e ainda apanh&aacute;mos azedas e cogumelos.<br />
<br />
O ponto onde o rio Ma&ccedil;&atilde;s se une ao rio Sabor, num balan&ccedil;o de &aacute;guas tangidas pelo vento e ladeadas por pedras de texturas e formas infinitas, foi o local escolhido para o nosso repasto e descanso. <br />
<br />
<img src="http://temp.palombar.pt/imagens/P1160106(4).jpg" width="4000" height="3000" alt="" />
<p class="legenda">Grupo que participou na atividade. Fotografia Palombar.</p>
<br />
&Agrave; tarde, continu&aacute;mos a subir e a descer montes e vales, ora a um ritmo mais lento, ora mais r&aacute;pido, mas sempre a respirar um ar de uma pureza &uacute;nica, com aromas de terra fresca, frutos silvestres e pedra molhada...<br />
<br />
No total, regist&aacute;mos 44 esp&eacute;cies de aves, entre as quais se destacam: &aacute;guia-real (Aquila chrysaetos), grifo (Gyps fulvus), milhafre-real (Milvus milvus), &aacute;guia-perdigueira (Aquila fasciata), gavi&atilde;o (Accipiter nisus), melro-azul (Monticola solitarius), ferreirinha (Prunella modularis), bico-grossudo (Coccothraustes coccothraustes) e lugre (Spinus spinus). Poder&aacute; ver a lista completa de aves observadas <a href="http://ebird.org/checklist/S61114553">aqui</a>.<br />
<br />
Os mam&iacute;feros silvestres identificados atrav&eacute;s de ind&iacute;cios de presen&ccedil;a foram: raposa (Vulpes vulpes), fuinha (Martes foina), cor&ccedil;o (Capreolus capreolus) e javali (Sus scrofa). <br />
<br />
Tamb&eacute;m observ&aacute;mos duas esp&eacute;cies de r&eacute;pteis: cobra-de-&aacute;gua-de-colar (Natrix astreptophora) e cobra-de-escada (Rhinechis scalaris).<br />
<br />
No final da tarde, comemos deliciosas castanhas, p&atilde;o com febra e vinho, ao som da gaita de foles, num momento de conv&iacute;vio muito especial proporcionado pela Junta de Freguesia de Matela, em que todos se reuniram no centro da aldeia de Junqueira para fazer aquilo que melhor define a natureza humana: estarmos juntos, comunicarmos, partilharmos experi&ecirc;ncias... foi um dia pleno!<br />
<br />
Esta atividade foi realizada em parceira com a AEPGA - Associa&ccedil;&atilde;o para o Estudo e Prote&ccedil;&atilde;o do Gado Asinino e contou com o apoio da Junta de Freguesia de Matela e do Munic&iacute;pio de Vimioso.<br />
<br />
Nesta atividade, os guias da Palombar foram Lu&iacute;s Queir&oacute;s, Lu&iacute;s Ribeiro e Jo&atilde;o Santos e da AEPGA Emanuel Catarino. Os guia locais foram o sr. Fernando, o sr. Ramiro e o sr. Durvalino (Junta de Freguesia de Matela). <br />
<br />
Fazemos um agradecimento especial ao sr. M&aacute;rio Ramos, representante da rede Junqueira Atalaia, pelo seu envolvimento e interesse demonstrado no trabalho que a Palombar desenvolve.]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c809f</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 28 Oct 2019 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Palombar recebe prémio da Valorpneu para financiar manutenção de pombais tradicionais para conservação da águia-de-Bonelli </title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/palombar-recebe-premio-da-valorpneu-para-financiar-manutencao-de-pombais-tradicionais-para-conservacao-da-aguia-de-bonelli-2019-10-28/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A Palombar - Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural recebeu um pr&eacute;mio pecuni&aacute;rio no valor de 2 000 euros da Valorpneu - Sociedade de Gest&atilde;o de Pneus, Lda. para financiar a implementa&ccedil;&atilde;o do 'Projeto de Manuten&ccedil;&atilde;o de Pombais tradicionais para promo&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies-presa alternativas (pombo-das-rochas <em>Columbia livia</em>) para a &aacute;guia-de-Bonelli (<em>Aquila fasciata</em>)'. </strong><br />
<br />
O pr&eacute;mio foi entregue &agrave; Palombar no dia 23 de outubro, no &acirc;mbito da realiza&ccedil;&atilde;o do 17.&ordm; Encontro da Rede de Operadores da Valorpneu na regi&atilde;o do Douro, que teve lugar nos dias 22 e 23 de outubro.<br />
<br />
<img src="http://temp.palombar.pt/imagens/17&ordm; Encontro VALORPNEU_1182(1).jpg" width="4056" height="2704" alt="" /> <br />
<p class="legenda">Miguel N&oacute;voa, vice-presidente da Palombar. Fotografia Fernando Pi&ccedil;arra</p>
<br />
A atribui&ccedil;&atilde;o do pr&eacute;mio faz parte da pol&iacute;tica ambiental da Valorpneu, que visa, desta forma, minimizar o impacte no ambiente da realiza&ccedil;&atilde;o daquele tipo de eventos, atrav&eacute;s da concess&atilde;o de um apoio financeiro para projetos de conserva&ccedil;&atilde;o da natureza. <br />
<br />
<img src="http://temp.palombar.pt/imagens/IMG_20191023_121109(1).jpg" width="4160" height="3120" alt="" /><br />
<p class="legenda">17.&ordm; Encontro da Rede de Operadores da Valorpneu. Fotografia Miguel N&oacute;voa</p>
<br />
Os pombais tradicionais s&atilde;o estruturas que contribuem de forma significativa para a promo&ccedil;&atilde;o e conserva&ccedil;&atilde;o da biodiversidade. Os pombos fazem parte da dieta de v&aacute;rias esp&eacute;cies de aves de rapina amea&ccedil;adas em Portugal, como &eacute; o caso da &aacute;guia-de-Bonelli, entre outras. Asseguram, assim, o sucesso reprodutor destas esp&eacute;cies e o aumento das suas popula&ccedil;&otilde;es.<br />
<br />
T&atilde;o importante quanto a recupera&ccedil;&atilde;o destas estruturas, &eacute; o seu repovoamento com pombos saud&aacute;veis e a sua manuten&ccedil;&atilde;o e controlo sanit&aacute;rio, um trabalho realizado pela Palombar em todos os pombais intervencionados.<br />
&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c80a8</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Wed, 16 Oct 2019 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Ciclo À Descoberta do Nordeste Transmontano - PNM: registámos 45 espécies de aves, identificámos oito mamíferos e aprendemos sobre o comunitarismo em Rio de Onor</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/ciclo-a-descoberta-do-nordeste-transmontano-pnm-registamos-45-especies-de-aves-identificamos-oito-mamiferos-e-aprendemos-sobre-o-comunitarismo-em-rio-de-onor-2019-10-16/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A atividade realizada no Parque Natural de Montesinho (PNM) no dia 12 de outubro, no &acirc;mbito do Ciclo &Agrave; Descoberta do Nordeste Transmontano, permitiu aos dez participantes descobrirem a riqueza faun&iacute;stica, paisag&iacute;stica e cultural da regi&atilde;o, acompanhados pelos guias Jo&atilde;o Santos e Lu&iacute;s Queir&oacute;s, da Palombar &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural.</strong><br />
<br />
Esta atividade revelou que o PNM &eacute; um santu&aacute;rio para v&aacute;rias esp&eacute;cies de fauna, sendo essencial para assegurar a sua conserva&ccedil;&atilde;o. No total, regist&aacute;mos 45 esp&eacute;cies de aves e identific&aacute;mos oito mam&iacute;feros. <br />
<br />
Inicialmente prevista para ser uma caminhada em pleno cora&ccedil;&atilde;o do PNM, a atividade teve que ser alterada devido ao alerta de Risco M&aacute;ximo de Inc&ecirc;ndio emitido pelo Instituto Portugu&ecirc;s do Mar e da Atmosfera (IPMA) para este dia.<br />
<br />
Apesar de n&atilde;o ter sido poss&iacute;vel desbravar o territ&oacute;rio por caminhos de terra, como estava previsto, e de termos que fazer visitas a pontos estrat&eacute;gicos, pr&oacute;ximos das estradas de asfalto, conhecidos pelos guias da Palombar, qualquer olhar mais atento permitiu encontrar v&aacute;rias esp&eacute;cies de animais e os seus ind&iacute;cios de presen&ccedil;a.<br />
<br />
<img src="http://temp.palombar.pt/imagens/P1630883.jpg" width="3454" height="2051" alt="" /><br />
<p class="legenda"><sup>Veados na RRC Sierra de la Culebra, Espanha. Duas f&ecirc;meas e uma cria. Fotografia Roberto Corvino/Palombar</sup></p>
<br />
Durante a atividade, foi poss&iacute;vel registar 45 esp&eacute;cies de avifauna, entre as quais se destacam o melro-d&rsquo;&aacute;gua (Cinclus cinclus), guarda-rios (Alcedo atthis), grifo (Gyps fulvus), gaio (Garrulus glandarius), perdiz-vermelha (Alectoris rufa), pombo-torcaz (Columba palumbus), pica-pau-malhado-grande (Dendrocopos major), pica-pau-verde (Picus viridis), trepadeira-azul (Sitta europaea) e chapim-de-poupa (Lophophanes cristatus). Consulte a lista completa de aves identificadas <a href="https://ebird.org/portugal/checklist/S60607073">aqui</a>.<br />
<br />
<img src="http://temp.palombar.pt/imagens/P1630686.jpg" width="4022" height="2335" alt="" /><br />
<p class="legenda"><sup>Melro-d&rsquo;&aacute;gua. Fotografia Roberto Corvino/Palombar</sup></p>
<br />
J&aacute; no que se refere aos mam&iacute;feros, foram registados, sobretudo atrav&eacute;s de ind&iacute;cios de presen&ccedil;a, o lobo (Canis lupus), veado (Cervus elaphus), cor&ccedil;o (Capreolus capreolus), javali (Sus scrofa), raposa (Vulpes vulpes), fuinha (Martes foina) e coelho-bravo (Oryctolagus cuniculus). Foi ainda poss&iacute;vel realizar a observa&ccedil;&atilde;o direta das seguintes esp&eacute;cies: veado, cor&ccedil;o, raposa e ouri&ccedil;o-cacheiro (Erinaceus europaeus).<br />
<br />
E como a Natureza n&atilde;o tem fronteiras, de forma a alargar a nossa atividade a mais territ&oacute;rios, visit&aacute;mos a zona lim&iacute;trofe ao PNM do lado espanhol, nomeadamente a Reserva Regional de Caza (RRC) Sierra de la Culebra, onde tamb&eacute;m observ&aacute;mos v&aacute;rias esp&eacute;cies de fauna. <br />
<br />
O dia terminou em grande com uma visita &agrave; aldeia de Rio de Onor, onde fomos carinhosamente recebidos pelo Ti Mariano, guardi&atilde;o dos conhecimentos e tradi&ccedil;&otilde;es locais, que nos levou &agrave; sua adega e nos explicou o sistema comunit&aacute;rio vivido na aldeia raiana partilhada por portugueses e espanh&oacute;is. <br />
<br />
<img src="http://temp.palombar.pt/imagens/P1640116.jpg" width="4608" height="3072" alt="" /> <br />
<p class="legenda"><sup>Ti Mariano a explicar como funcionava a Vara da Justi&ccedil;a. Fotografia Roberto Corvino/Palombar</sup></p>
<br />
Esta atividade esteve inserida no DIA DE A&Ccedil;&Atilde;O COMUM PELA NATUREZA (DACN) - Converg&ecirc;ncia Ecol&oacute;gica e Ambiental carta-de-famalicao.webnode.pt/dia-de-acao-comum. Este ano foi o primeiro em que se celebrou o DACN, uma iniciativa de v&aacute;rias entidades e associa&ccedil;&otilde;es de defesa do ambiente que elaboraram a Carta de Famalic&atilde;o, entre as quais a Palombar.<br />
<br />
<br />
<img src="http://temp.palombar.pt/imagens/P1640006(1).jpg" alt="" /><br />
<p class="legenda"><sup>Dia de A&ccedil;&atilde;o Comum pela Natureza. Fotografia Roberto Corvino/Palombar</sup></p>
<br />
<br type="_moz" />]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c80b3</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Wed, 02 Oct 2019 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Pecuária extensiva: britango Rupis beneficia deste modo de produção animal e criador usufrui das ações das aves necrófagas </title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/pecuaria-extensiva-britango-rupis-beneficia-deste-modo-de-producao-animal-e-criador-usufrui-das-acoes-das-aves-necrofagas-2019-10-02/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>O britango (<em>Neophron percnopterus</em>) Rupis, marcado com um transmissor GPS e anilhado no &acirc;mbito do projeto LIFE Rupis, tem beneficiado de uma explora&ccedil;&atilde;o pecu&aacute;ria em regime extensivo, com mais ou menos 100 cabe&ccedil;as de gado bovino, localizada em Duas Igrejas, no concelho de Miranda do Douro.</strong><br />
<br />
A monitoriza&ccedil;&atilde;o realizada ao Rupis pelos parceiros daquele projeto permitiu descobrir que este britango frequentava com regularidade uma zona de cria&ccedil;&atilde;o de gado extensiva, o que ficou comprovado ap&oacute;s o propriet&aacute;rio daquela explora&ccedil;&atilde;o ter dado autoriza&ccedil;&atilde;o aos t&eacute;cnicos da Palombar &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural para instalar c&acirc;maras de armadilhagem fotogr&aacute;fica com o objetivo de tentar confirmar a presen&ccedil;a do animal.<br />
<br />
O propriet&aacute;rio da explora&ccedil;&atilde;o j&aacute; tinha referido anteriormente ter observado dois indiv&iacute;duos a alimentarem-se com regularidade junto da zona onde deposita feno e ra&ccedil;&atilde;o para alimentar o gado.<br />
<br />
Esta explora&ccedil;&atilde;o em regime de produ&ccedil;&atilde;o extensivo apresenta um habitat composto sobretudo por povoamento de querc&iacute;neas (maioritariamente Quercus rotundifolia) de m&eacute;dio porte, e pontualmente algumas bolsas florestais (bosquetes) constitu&iacute;dos pela mesma esp&eacute;cie. Possui ainda afloramentos rochosos e grandes &aacute;reas abertas com vegeta&ccedil;&atilde;o herb&aacute;cea. Existe igualmente uma pequena charca com cerca de 20m&sup2;.<br />
<br />
Ap&oacute;s a coloca&ccedil;&atilde;o da c&acirc;mara de armadilhagem fotogr&aacute;fica e a an&aacute;lise das imagens recolhidas, confirmou-se a presen&ccedil;a do britango Rupis na propriedade, que, de resto, tem sido visitada por outros indiv&iacute;duos da mesma esp&eacute;cie. O animal aparentava estar em excelente condi&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica.<br />
<br />
O contacto pr&oacute;ximo com o criador de gado em regime extensivo permitiu aos t&eacute;cnicos da Palombar ter um melhor conhecimento sobre a sua perce&ccedil;&atilde;o relativamente &agrave;s aves necr&oacute;fagas, tendo sido apurado que as &ldquo;visitas&rdquo; do britango &agrave; sua explora&ccedil;&atilde;o eram vistas de forma muito positiva.<br />
<br />
O propriet&aacute;rio afirmou que a ave se alimentava sobretudo de dejetos dos animais, bem como das placentas de f&ecirc;meas parturientes, o que contribu&iacute;a para a limpeza do espa&ccedil;o na explora&ccedil;&atilde;o destinado aos partos. <br />
<br />
O registo deste animal nesta explora&ccedil;&atilde;o pecu&aacute;ria extensiva &eacute; uma prova cabal da rela&ccedil;&atilde;o mutualista entre as aves necr&oacute;fagas, nomeadamente o britango, e esse tipo de cria&ccedil;&atilde;o de gado, em que ambos s&atilde;o beneficiados.<br />
<br />
Se, por um lado, o britango, assim como outras esp&eacute;cies de aves necr&oacute;fagas, encontram neste tipo de regime pecu&aacute;rio, do qual dependem fortemente, uma fonte de alimenta&ccedil;&atilde;o importante; por outro, os criadores de gado beneficiam das a&ccedil;&otilde;es destas aves, que s&atilde;o consideradas os agentes sanit&aacute;rios dos ecossistemas, visto que, ao consumiram quer dejetos, res&iacute;duos de partos, ou animais mortos, contribuem para assegurar a elimina&ccedil;&atilde;o r&aacute;pida e eficaz dessas mat&eacute;rias org&acirc;nicas no campo, evitando, assim, a propaga&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as contagiosas e assegurando o bom funcionamento da rede tr&oacute;fica na Natureza.<br />
<br />
A rela&ccedil;&atilde;o de coopera&ccedil;&atilde;o estabelecida entre o propriet&aacute;rio da explora&ccedil;&atilde;o e os t&eacute;cnicos da Palombar indica claramente que uma abordagem inclusiva e participativa &eacute; fundamental para que as a&ccedil;&otilde;es de conserva&ccedil;&atilde;o das aves necr&oacute;fagas sejam bem sucedidas e compreendidas pela comunidade. <br />
<br />
<strong>Sobre o projeto LIFE Rupis </strong><br />
<br />
O 'LIFE Rupis &ndash; Conserva&ccedil;&atilde;o do britango e da &aacute;guia-perdigueira no vale do rio Douro&rsquo; &eacute; um projeto de conserva&ccedil;&atilde;o transfronteiri&ccedil;o, cofinanciado atrav&eacute;s do programa LIFE da Comiss&atilde;o Europeia. Coordenado pela Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), o projeto Life Rupis tem mais oito parceiros: a Palombar &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, a Associa&ccedil;&atilde;o Transum&acirc;ncia e Natureza (ATNatureza), o Instituto de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas (ICNF), a Junta de Castilla y Le&oacute;n, a Fundaci&oacute;n Patrimonio Natural de Castilla y Le&oacute;n, a Vulture Conservation Foundation (VCF), a EDP Distribui&ccedil;&atilde;o e a Guarda Nacional Republicana (GNR). Saiba mais em rupis.pt.<br />
&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c80bf</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 13 Sep 2019 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Descoberta de vasos (quase) intactos com sementes revela o que cultivavam povos antigos</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/descoberta-de-vasos-quase-intactos-com-sementes-revela-o-que-cultivavam-povos-antigos-2019-09-13/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<h3 style="white-space:pre-wrap;"><strong>Projeto de Investiga&ccedil;&atilde;o arqueol&oacute;gica sobre o Castro de S&atilde;o Jo&atilde;o das Arribas - Miranda do Douro</strong></h3>
<br />
<p style="white-space:pre-wrap;">S&atilde;o min&uacute;sculos pontinhos pretos, com apar&ecirc;ncia petrificada, e carregam muita hist&oacute;ria: as sementes que Lu&iacute;s Seabra, aluno de doutoramento da Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Universidade do Porto e investigador no CIBIO-InBIO - Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Biodiversidade e Recursos Gen&eacute;ticos, est&aacute; a estudar foram encontradas em vasos (e tamb&eacute;m fora deles) nas escava&ccedil;&otilde;es realizadas no &acirc;mbito do Projeto de Investiga&ccedil;&atilde;o arqueol&oacute;gica sobre o Castro de S&atilde;o Jo&atilde;o das Arribas - Aldeia Nova (Miranda do Douro), coordenado pela equipa de arque&oacute;logos M&oacute;nica Salgado e Pedro Pereira. Este projeto conta com a parceria da Palombar - Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural.<br />
<strong>Vasos (quase) intactos com sementes: a descoberta do &quot;pequeno tesouro&quot;<br />
</strong>O que despertou a aten&ccedil;&atilde;o de Lu&iacute;s Seabra e dos orientadores da sua tese de doutoramento na &aacute;rea da Arqueobot&acirc;nica/Carpologia para estas escava&ccedil;&otilde;es foi a descoberta, pela equipa de arque&oacute;logos, nas campanhas de prospe&ccedil;&atilde;o arqueol&oacute;gicas de 2016 e 2017, de vasos bem preservados, quase intactos, com sementes, um achado raro, um ?pequeno tesouro? que poder&aacute; agora revelar muito sobre o que cultivavam os povos que ali viveram h&aacute; centenas de anos e como o faziam.<br />
&quot;&Eacute; raro encontrar estes vasos. Acaba por ser um pequeno tesouro para n&oacute;s e &eacute; importante realizar as devidas an&aacute;lises para, depois, fazermos ent&atilde;o as interpreta&ccedil;&otilde;es. A descoberta destes vasos foi o ponto fulcral&quot;, destaca o investigador, acrescentado que, com base na sua experi&ecirc;ncia de trabalho no Norte de Portugal, n&atilde;o tem conhecimento de achados semelhantes. &quot;Penso que &eacute; excecional terem sido encontrados estes vasos quase intactos&quot;, remata.<br />
Para j&aacute;, dentro destes vasos, e tamb&eacute;m fora deles, nas escava&ccedil;&otilde;es arqueol&oacute;gicas, foram encontradas sementes de cevada, trigo e centeio, este em muito maior quantidade, representando cerca de 80 por cento da amostra. Este material ser&aacute;, posteriormente, analisado ao pormenor em laborat&oacute;rio, para, depois, em conjunto com a equipa de arque&oacute;logos, ser poss&iacute;vel determinar o per&iacute;odo cronol&oacute;gico a que pertencem e fazer as devidas interpreta&ccedil;&otilde;es hist&oacute;ricas.<br />
&nbsp;</p>
<img src="https://images.squarespace-cdn.com/content/v1/56b0d097f699bb770fa949b8/1568372559277-N8TJ0PB4HLTY041TIF0V/ke17ZwdGBToddI8pDm48kJ2FK6eX16SxrJ5ro6thXnV7gQa3H78H3Y0txjaiv_0fDoOvxcdMmMKkDsyUqMSsMWxHk725yiiHCCLfrh8O1z4YTzHvnKhyp6Da-NYroOW3ZGjoBKy3azqku80C789l0hx0TKp4jCW7sB_BGURRbuXlfMMxo-ris9t6hzcr4GchpsZPh0Y6T2QImGziSHvhrQ/3.JPG?format=original" alt=" Sementes. Fotografia | Uliana de Castro " />  <sup>Sementes. Fotografia | Uliana de Castro<br />
<strong><br />
</strong></sup><strong>O estudo das sementes<br />
<br />
</strong>Do s&iacute;tio arqueol&oacute;gico para o laborat&oacute;rio, tudo &eacute; escavado, descoberto e analisado ao pormenor. &quot;Na zona das escava&ccedil;&otilde;es, nas diferentes camadas, n&oacute;s fazemos a recolha de sedimentos para posterior estudo. O processo &eacute; bastante simples. Fazemos a recolha de uma amostra, normalmente usando um balde de terra e depois fazemos um processo chamado flutua&ccedil;&atilde;o, que consiste em colocar &aacute;gua sobre o sedimento, agitar, e, deste modo, todo o material org&acirc;nico sobe. Dentro desse material org&acirc;nico, encontram-se os carv&otilde;es, as sementes e, a partir da&iacute;, fazemos as identifica&ccedil;&otilde;es e as nossas interpreta&ccedil;&otilde;es, sempre tendo em conta o contexto arqueol&oacute;gico&quot;, explicou Lu&iacute;s Seabra.<br />
<br />
J&aacute; em laborat&oacute;rio, com o aux&iacute;lio de uma lupa, &eacute; feita a avalia&ccedil;&atilde;o de todos os macrorrestos, quer daqueles encontrados dentro dos vasos, quer noutros locais durante as escava&ccedil;&otilde;es, e a sua an&aacute;lise morfol&oacute;gica para identifica&ccedil;&atilde;o. Poder&aacute; ainda ser feito um estudo biom&eacute;trico, &quot;para compreender as dimens&otilde;es dos cereais encontrados e, posteriormente, compar&aacute;-los com os que j&aacute; foram encontrados noutros s&iacute;tios arqueol&oacute;gicos, de diferentes cronologias, e, assim, tentarmos perceber se existem diferen&ccedil;as com o avan&ccedil;ar do tempo&quot;, disse.<br />
<br />
Os respons&aacute;veis pelos trabalhos arqueol&oacute;gicos do Projeto de Investiga&ccedil;&atilde;o sobre o Castro de S&atilde;o Jo&atilde;o das Arribas j&aacute; tinham recolhido v&aacute;rios materiais, incluindo vasos e sementes, em anos anteriores, desde 2016, e cedo perceberam o potencial e a riqueza dos achados, tendo iniciado ent&atilde;o uma colabora&ccedil;&atilde;o com a equipa do CIBIO-InBIO para integrar estudos de Arqueobot&acirc;nica/Carpologia naquele projeto.<br />
<br />
Para j&aacute;, &quot;conseguimos identificar a presen&ccedil;a de centeio, de cevada e de trigo. No entanto, vamos precisar agora de mais tempo, nos pr&oacute;ximos anos, no &acirc;mbito do meu doutoramento, para fazer a an&aacute;lise das restantes amostras e depois conjugar os resultados&quot;, disse Lu&iacute;s Seabra.<br />
<sup>&nbsp;</sup>
<div class="image-gallery-wrapper"><img src="https://images.squarespace-cdn.com/content/v1/56b0d097f699bb770fa949b8/1568372274565-ZWRNHH02IM7U6KHDOMKI/ke17ZwdGBToddI8pDm48kHbKUBemc1SnZDTWOwEY1mh7gQa3H78H3Y0txjaiv_0fDoOvxcdMmMKkDsyUqMSsMWxHk725yiiHCCLfrh8O1z5QPOohDIaIeljMHgDF5CVlOqpeNLcJ80NK65_fV7S1UQqfVVLNT2X2EkS8468nB50w2EMjsUkDoQlo3aT0QJc1vdSfbxHJuolZmbE9-K_NDg/2.JPG?format=original" alt="" />           <img src="https://images.squarespace-cdn.com/content/v1/56b0d097f699bb770fa949b8/1568372352892-BD51M53JDQTFJ30VHB3C/ke17ZwdGBToddI8pDm48kDHPSfPanjkWqhH6pl6g5ph7gQa3H78H3Y0txjaiv_0fDoOvxcdMmMKkDsyUqMSsMWxHk725yiiHCCLfrh8O1z4YTzHvnKhyp6Da-NYroOW3ZGjoBKy3azqku80C789l0mwONMR1ELp49Lyc52iWr5dNb1QJw9casjKdtTg1_-y4jz4ptJBmI9gQmbjSQnNGng/4.JPG?format=original" alt="" /><img src="https://images.squarespace-cdn.com/content/v1/56b0d097f699bb770fa949b8/1568372502392-TXIP202FF0YH84MJG2A1/ke17ZwdGBToddI8pDm48kDHPSfPanjkWqhH6pl6g5ph7gQa3H78H3Y0txjaiv_0fDoOvxcdMmMKkDsyUqMSsMWxHk725yiiHCCLfrh8O1z4YTzHvnKhyp6Da-NYroOW3ZGjoBKy3azqku80C789l0mwONMR1ELp49Lyc52iWr5dNb1QJw9casjKdtTg1_-y4jz4ptJBmI9gQmbjSQnNGng/P1150503.JPG?format=original" alt="" /></div>
<p style="white-space:pre-wrap;"><sup>Fotografias | Uliana de Castro</sup> <strong><br />
O per&iacute;odo hist&oacute;rico em an&aacute;lise<br />
</strong>Uma primeira an&aacute;lise feita &agrave; antiguidade dos achados, vasos e sementes, indica que ?estes dever&atilde;o pertencer ao per&iacute;odo cronol&oacute;gico Alto-Medieval, e poder&atilde;o ter cerca de 1 000 a 1&nbsp;500 anos. Mas &eacute; algo que necessita de maior aprofundamento?, revela o aluno de doutoramento.<br />
Com base no estudo de todas as amostras que ser&aacute; levado a cabo nos pr&oacute;ximos meses e no parecer dos arque&oacute;logos, ser&aacute; poss&iacute;vel determinar com maior precis&atilde;o o per&iacute;odo hist&oacute;rico ao qual pertencem as amostras recolhidas, bem como interpretar as pr&aacute;ticas e contextos em que esses materiais foram encontrados e como eram usados por povos antigos.<br />
&quot;Vamos tentar perceber os cultivos da altura, e tamb&eacute;m o contexto arqueol&oacute;gico. Ser&aacute; muito importante para n&oacute;s compreender o contexto de todas essas amostras, saber porque as sementes se encontravam nesses vasos, qual &eacute; o seu significado, para depois fazermos as devidas interpreta&ccedil;&otilde;es&quot;, explicou Lu&iacute;s Seabra.<br />
<strong> A import&acirc;ncia da Arqueobot&acirc;nica/Carpologia e do trabalho multidisciplinar<br />
</strong>A Arqueobot&acirc;nica &eacute; o estudo de vest&iacute;gios bot&acirc;nicos antigos recolhidos em jazidas arqueol&oacute;gicas e a Carpologia um ramo de estudo mais espec&iacute;fico focado nas sementes e frutos. Quando recolhidos em s&iacute;tios arqueol&oacute;gicos, estes macrorrestos vegetais fornecem importantes informa&ccedil;&otilde;es acerca da economia e dos h&aacute;bitos alimentares das comunidades humanas antigas. Estes estudos n&atilde;o devem ser separados, mas sim complementares e integrantes dos trabalhos arqueol&oacute;gicos.<br />
&quot;Os estudos arqueobot&acirc;nicos t&ecirc;m ainda pouca express&atilde;o em Portugal, mas s&atilde;o bastante importantes porque nos d&atilde;o informa&ccedil;&otilde;es vitais para a compreens&atilde;o do que e como cultivavam os nossos antepassados. Esta coopera&ccedil;&atilde;o que temos com a equipa de arqueologia &eacute; muito importante, &eacute; uma forma de real&ccedil;armos este tipo de trabalho&quot;, frisou a aluno de doutoramento.<br />
&quot;Esta liga&ccedil;&atilde;o, este trabalho multidisciplinar entre a equipa de arqueologia e especialistas de outras &aacute;reas de estudo permite obter um trabalho mais completo, com mais informa&ccedil;&atilde;o e isso &eacute; fundamental&quot;, conclui.<br />
Segundo Lu&iacute;s Seabra, o objetivo &eacute; que, nos pr&oacute;ximos dois anos, sejam desenvolvidos e publicados artigos cient&iacute;ficos com os resultados dos estudos que est&atilde;o a ser realizados, em conjunto com a equipa de arqueologia.<br />
Lu&iacute;s Seabra tem como orientador principal, no &acirc;mbito da sua tese de doutoramento, Jo&atilde;o Tereso (investigador do CIBIO-InBIO) e ainda dois coorientadores: Rubim Almeida da Silva (Professor Auxiliar da Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Universidade do Porto) e Mar&iacute;a Martin-Seijo (Grupo de Estudos para a Prehistoria do NW Ib&eacute;rico-Arqueolox&iacute;a, Antig&uuml;idade e Territorio, Departamento de Historia, Universidade de Santiago de Compostela, em Espanha).<br />
<strong> O que &eacute; o Projeto de Investiga&ccedil;&atilde;o arqueol&oacute;gica sobre o Castro de S&atilde;o Jo&atilde;o das Arribas?</strong><br />
O Projeto de Investiga&ccedil;&atilde;o sobre o Castro de S&atilde;o Jo&atilde;o das Arribas, em Aldeia Nova, no concelho de Miranda do Douro, &eacute; um projeto de investiga&ccedil;&atilde;o arqueol&oacute;gica que teve in&iacute;cio em 2016 e que, atrav&eacute;s de opera&ccedil;&otilde;es de baixo impacto, como prospe&ccedil;&otilde;es e sondagens, pretende trazer &agrave; luz novos dados sobre a romaniza&ccedil;&atilde;o e a ocupa&ccedil;&atilde;o humana no territ&oacute;rio do planalto mirand&ecirc;s. No &acirc;mbito deste Projeto, s&atilde;o realizadas escava&ccedil;&otilde;es e estudos arqueol&oacute;gicos no Castro de S&atilde;o Jo&atilde;o das Arribas. O Projeto &eacute; coordenado pela equipa de arque&oacute;logos M&oacute;nica Salgado e Pedro Pereira e tem como parceiros a Palombar - Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, a associa&ccedil;&atilde;o francesa Rempart, a Junta de Freguesia de Miranda do Douro e o Munic&iacute;pio de Miranda do Douro.<br />
Este Projeto conta ainda com o apoio cient&iacute;fico de Pedro Pereira, co-diretor da escava&ccedil;&atilde;o e tem como coordenadores cient&iacute;ficos: Armando Redentor, Susana Cosme, Nelson Rebanda, Herm&iacute;nio Bernardo, Javier Sanchez-Palencia, Francisco Queiroga, Hortensia Larren Izquierdo, Rudolph Nicot e In&ecirc;s Elias.<br />
<strong>A colabora&ccedil;&atilde;o com a Palombar<br />
</strong>Preservar o patrim&oacute;nio rural edificado &eacute; uma miss&atilde;o da Palombar - Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, que considera fundamental a realiza&ccedil;&atilde;o de estudos mais aprofundados que visem aumentar o conhecimento sobre a riqueza arqueol&oacute;gica da regi&atilde;o do Nordeste Transmontano e sobre os antecedentes das t&eacute;cnicas de constru&ccedil;&atilde;o tradicionais, com o prop&oacute;sito de tra&ccedil;ar a sua evolu&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica. Desde a sua cria&ccedil;&atilde;o, em 2016, que o Projeto de Investiga&ccedil;&atilde;o sobre o Castro de S&atilde;o Jo&atilde;o das Arribas conta com a colabora&ccedil;&atilde;o da Palombar, que assegura toda a componente log&iacute;stica das campanhas de interven&ccedil;&atilde;o/prospe&ccedil;&atilde;o arqueol&oacute;gica, bem como o recrutamento de volunt&aacute;rios, em parceria com a associa&ccedil;&atilde;o francesa Rempart, para integrar essas campanhas, que s&atilde;o enquadradas nos Campos de Trabalho Volunt&aacute;rios Internacionais (CTVI) da associa&ccedil;&atilde;o dedicados &agrave; Arqueologia. A Palombar considera este Projeto um grande contributo para o estudo e conhecimento arqueol&oacute;gicos sobre o Planalto Mirand&ecirc;s e quer continuar a ser um ator ativo e interveniente nesta &aacute;rea de conhecimento.<br />
&nbsp;</p>
<p style="text-align:right;white-space:pre-wrap;"><strong>Por Uliana de Castro/Palombar</strong></p>]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c80d2</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 02 Sep 2019 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Será que conhece bem os abutres? Há mitos que estará a disseminar e verdades que desconhece. Fique esclarecido/a!</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/sera-que-conhece-bem-os-abutres-ha-mitos-que-estara-a-disseminar-e-verdades-que-desconhece-fique-esclarecido-a-2019-09-02/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<p style="white-space:pre-wrap;"><strong>Os relatos sobre alegados ataques de abutres a animais como vacas, ovelhas, cabras, etc. t&ecirc;m ganhado cada vez mais espa&ccedil;o na comunica&ccedil;&atilde;o social n&atilde;o s&oacute; em Portugal, como tamb&eacute;m na vizinha Espanha. Na grande maioria dos casos, as not&iacute;cias sobre esses alegados ataques apenas abordam uma vers&atilde;o da hist&oacute;ria: a do criador, que culpa os abutres pela morte dos animais num discurso inflamado e n&atilde;o raras vezes sensacionalista.</strong><br />
&Eacute; natural que os criadores de animais n&atilde;o tenham conhecimentos sobre a biologia/fisiologia/etologia dos abutres e contem hist&oacute;rias que n&atilde;o correspondem totalmente &agrave; realidade, revelando perce&ccedil;&otilde;es erradas sobre estas aves. Contudo, menos natural &eacute; que a comunica&ccedil;&atilde;o social n&atilde;o d&ecirc; o direito do contradit&oacute;rio e n&atilde;o consulte, muitas vezes, especialistas sobre os abutres para esclarecer as popula&ccedil;&otilde;es sobre o comportamento e h&aacute;bitos destas esp&eacute;cies, em nome da verdade dos factos e para n&atilde;o criar um alarme social infundado sobre este tema.<br />
Com o objetivo de desmistificar v&aacute;rias ideias incorretas que existem sobre os abutres, selecion&aacute;mos os cinco principais mitos acerca destes animais, com o objetivo de esclarecer e revelar a verdade sobre aspetos relacionados com a sua biologia, fisiologia e etologia. Fique esclarecido/a!<br />
&nbsp;</p>
<img src="https://images.squarespace-cdn.com/content/v1/56b0d097f699bb770fa949b8/1567416444544-679M7LQRKISCWVDIDMBA/ke17ZwdGBToddI8pDm48kEP3XILZbd6clkwwwPPDzGJ7gQa3H78H3Y0txjaiv_0fDoOvxcdMmMKkDsyUqMSsMWxHk725yiiHCCLfrh8O1z5QPOohDIaIeljMHgDF5CVlOqpeNLcJ80NK65_fV7S1USJfBMlwhtiUUFKQ2Qtzx-UONIfB-9RFWha3Hf_VomFI5ck0MD3_q0rY3jFJjjoLbQ/Britango+%2B+grifo.jpg?format=original" alt=" Britango e grifo. " />  <sup>Britango e grifo. Fotografia Hugo Marques<span style="white-space: pre-wrap;">&nbsp;</span></sup>
<h3 style="text-align:center;white-space:pre-wrap;"><strong> <br />
Mitos &amp; Verdades sobre os Abutres</strong></h3>
<p style="white-space:pre-wrap;"><strong><br />
MITO 1</strong></p>
<p style="white-space:pre-wrap;"><strong>Os abutres s&atilde;o predadores e atacam animais vivos. </strong></p>
<p style="white-space:pre-wrap;">Os abutres n&atilde;o s&atilde;o animais predadores. A sua anatomia (estrutura do corpo) e morfologia (forma) n&atilde;o est&atilde;o adaptadas para ca&ccedil;ar animais vivos. Por exemplo, os abutres possuem movimentos lentos no solo, as suas garras s&atilde;o curtas e n&atilde;o t&ecirc;m for&ccedil;a suficiente para imobilizar uma presa em fuga, o seu pesco&ccedil;o &eacute; longo e/ou verticalizado, o que o torna menos h&aacute;bil em terra, e o seu bico, apesar de robusto, n&atilde;o est&aacute; desenhado para conseguir matar, mas sim para rasgar animais j&aacute; mortos e comer o maior peda&ccedil;o de carne poss&iacute;vel. Ou seja, morfologicamente e biologicamente, um abutre n&atilde;o se pode comportar como um predador. A dieta dos abutres &eacute; baseada essencialmente em carne morta. &Eacute; muito raro os abutres alimentarem-se de presas vivas. Isso s&oacute; ocorre de forma excecional em situa&ccedil;&otilde;es de falta de alimento e, mesmo assim, quando acontece, estas aves procuram animais fr&aacute;geis ou debilitados, que j&aacute; iriam morrer de qualquer forma.<br />
<strong>MITO 2</strong></p>
<p style="white-space:pre-wrap;"><strong>Os abutres atacam animais em trabalho de parto.</strong></p>
<p style="white-space:pre-wrap;">Os abutres, por n&atilde;o serem animais predadores, n&atilde;o atacam animais saud&aacute;veis em trabalho de parto de forma sistem&aacute;tica. O que ocorre, muitas vezes, &eacute; que alguns animais podem ter partos malsucedidos e n&atilde;o acompanhados e, quando isso acontece, os abutres podem aproximar-se para tentar alimentar-se da cria e/ou da progenitora j&aacute; moribundas/d&eacute;beis. Os abutres poder&atilde;o ainda acercar-se de f&ecirc;meas parturientes para comerem, ap&oacute;s o nascimento da cria, os res&iacute;duos do parto, como, por exemplo, a placenta. Atualmente, muitos produtores de gado n&atilde;o est&atilde;o constantemente a vigiar os seus animais e a acompanhar as f&ecirc;meas em trabalho de parto (sobretudo o primeiro parto, normalmente mais dif&iacute;cil), pelo que, quando encontram um animal morto e veem abutres &agrave; sua volta, afirmam, erradamente, que foram estas aves que o mataram. Na grande maioria dos casos, esses animais morreram de outras causas, como partos complicados ou ataques de animais assilvestrados ou selvagens, e os abutres s&oacute; apareceram posteriormente para se alimentarem, dando a falsa ideia de que os teriam predado. Na esmagadora maioria dos casos relatados de alegados ataques de abutres a animais em trabalho de parto, ficou provado, ap&oacute;s an&aacute;lise por parte de peritos, que n&atilde;o foram estas aves a causa da morte dos animais.<br />
<strong>MITO 3</strong></p>
<p style="white-space:pre-wrap;"><strong>Os abutres agem em bando para atacar presas vivas. </strong></p>
<p style="white-space:pre-wrap;">Os abutres, apesar de, muitas vezes, se alimentarem em bando, n&atilde;o atuam de forma coordenada/estrat&eacute;gica em bando para atacar presas vivas, visto que n&atilde;o s&atilde;o aves predadoras, nem possuem habilidades para tal. Normalmente, quando uma carca&ccedil;a ou um animal moribundo &eacute; detetado por um abutre, atrai a aten&ccedil;&atilde;o de outros, que, atrav&eacute;s da sua excelente vis&atilde;o, identificam o local e juntam-se a este para comerem diferentes partes de animais mortos/d&eacute;beis. Excecionalmente, devido &agrave; falta de alimento, os abutres podem tentar alimentar-se de animais moribundos ainda vivos. Quando isso ocorre, o facto de um abutre estar pr&oacute;ximo de um animal em terra, faz com que outras aves se juntem a este, dando a falsa impress&atilde;o de que estariam a agir em conjunto para o matar.<br />
<strong>MITO 4</strong></p>
<p style="white-space:pre-wrap;"><strong>Os abutres s&atilde;o atra&iacute;dos pelo cheiro a sangue.</strong></p>
<p style="white-space:pre-wrap;">Os abutres do ?Velho Mundo? (Europa, &Aacute;sia e &Aacute;frica) t&ecirc;m uma capacidade olfativa muito reduzida, ou seja, n&atilde;o apresentam aptid&atilde;o para detetar odores, seja de carne morta, sangue ou outros cheiros. Os abutres do ?Velho Mundo? localizam o seu alimento atrav&eacute;s da sua excelente vis&atilde;o.<br />
<strong>MITO 5</strong></p>
<p style="white-space:pre-wrap;"><strong>Os abutres transmitem doen&ccedil;as para outros animais.</strong></p>
<p style="white-space:pre-wrap;">Os abutres n&atilde;o transmitem doen&ccedil;as para outros animais, pelo contr&aacute;rio, s&atilde;o fundamentais para combater a propaga&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as contagiosas entre a fauna silvestre e dom&eacute;stica. Os abutres t&ecirc;m um organismo adaptado, que permite que sejam imunes a muitos agentes causadores de doen&ccedil;as, como bact&eacute;rias e v&iacute;rus. O est&ocirc;mago de um abutre &eacute;, no m&iacute;nimo, 10 vezes mais &aacute;cido do que o de um humano, por isso, &eacute; capaz de eliminar com efic&aacute;cia uma grande quantidade de agentes patog&eacute;nicos causadores de doen&ccedil;as como o botulismo, peste su&iacute;na e anthrax. Estas esp&eacute;cies cumprem, desta forma, uma fun&ccedil;&atilde;o essencial e contribuem para o equil&iacute;brio dos v&aacute;rios ecossistemas, visto que, ao consumirem animais mortos, eliminam, de forma r&aacute;pida e eficaz, as carca&ccedil;as desses animais no campo, evitando, assim, a propaga&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as contagiosas e assegurando o bom funcionamento da rede alimentar na Natureza.</p>]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c80e2</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 23 Aug 2019 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>"Estou a apaixonar-me por esta causa… porque faz sentido, porque o fim do trabalho aqui é simplesmente a Vida"</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias//</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>PALOMBAR | Colaboradores CESC Project&nbsp; - Servi&ccedil;o Civil Italiano<br />
Testemunho de Salvatore Bossa</strong><br />
<br />
O jovem italiano Salvatore Bossa, de 29 anos, est&aacute; h&aacute; seis meses a viver na aldeia transmontana de Uva, no concelho de Vimioso, e conta-nos, na primeira pessoa, a sua experi&ecirc;ncia de vida em Portugal e de trabalho na Palombar - Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural. Salvatore Bossa &eacute; um dos quatro jovens italianos que est&atilde;o a colaborar com a Palombar este ano no &acirc;mbito de uma parceira da associa&ccedil;&atilde;o com o CESC Project -Servi&ccedil;o Civil italiano (www.cescproject.org).<br />
<br />
O CESC Project pretende promover e desenvolver o servi&ccedil;o civil tanto em It&aacute;lia, como noutros pa&iacute;ses, e atividades com foco na constru&ccedil;&atilde;o de uma cidadania consciente. Visa tamb&eacute;m contribuir para o desenvolvimento de uma conviv&ecirc;ncia civil solid&aacute;ria e pac&iacute;fica. O CESC Project desenvolve e implementa programas de coopera&ccedil;&atilde;o internacional, voluntariado internacional e local.<br />
<br />
O voluntariado e os valores a ele associados s&atilde;o essenciais para a Palombar. Os/as volunt&aacute;rios/as enriquecem e d&atilde;o vida e din&acirc;mica &agrave; associa&ccedil;&atilde;o, contribuindo de forma significativa, frequente e continuada para assegurar as seus a&ccedil;&otilde;es, projetos e atividades nas &aacute;reas da conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e preserva&ccedil;&atilde;o do Patrim&oacute;nio Rural. Todos os anos, a Palombar acolhe v&aacute;rios/as volunt&aacute;rios/as e colaboradores nacionais e internacionais que contribuem de forma ativa para a sua miss&atilde;o.<br />
<p class="destaque"><strong>&quot;Uva &eacute; a minha casa h&aacute; seis meses, o Portugu&ecirc;s a minha l&iacute;ngua&quot;</strong></p>
Uva &eacute; a minha casa h&aacute; seis meses, o Portugu&ecirc;s a minha l&iacute;ngua. No in&iacute;cio, eu estava muito confuso por causa desta mudan&ccedil;a para Portugal. Eu venho de It&aacute;lia, de uma cidade com 60 000 habitantes, com muito tr&acirc;nsito e ru&iacute;do de carros, mas, ao mesmo tempo, com uma paisagem riqu&iacute;ssima: por um lado, o mar, no meio do deslumbrante golfo de Napoli - com a ilha de Capri &agrave; frente; por outro, o Ves&uacute;vio, vulc&atilde;o tem&iacute;vel, gigante adormecido que nos preocupa h&aacute; muitas gera&ccedil;&otilde;es e cuja influ&ecirc;ncia, talvez, torne o nosso povo explosivo e os nossos ritmos de vida fren&eacute;ticos.<br />
<br />
Quando cheguei a Portugal, eu senti o contraste com tudo o que tinha vivido at&eacute; &agrave;quele momento. Est&aacute;vamos no m&ecirc;s de fevereiro. Antes de conhecer bem a equipa da nossa associa&ccedil;&atilde;o Palombar e o territ&oacute;rio Transmontano, eu conheci o frio e o sil&ecirc;ncio da minha viela, com apenas o mocho-de-orelhas a cantar. Sempre estive habituado - e tamb&eacute;m protegido e amea&ccedil;ado ao mesmo tempo -, a viver ao p&eacute; do Ves&uacute;vio, aqui n&atilde;o h&aacute; um ponto mais elevado para onde olhar... &eacute; uma sensa&ccedil;&atilde;o estranha estar sempre no topo, mas se calhar os que vivem no Planalto n&atilde;o a conhecem. E ainda mais estranho para mim foi observar um c&eacute;u geralmente &quot;vazio&quot;, sem os pombos e as gaivotas que via na minha cidade, at&eacute; identificar, num ponto long&iacute;nquo, um abutre, uma &aacute;guia! Quem nasce aqui n&atilde;o deve ter o mesmo entusiasmo, &eacute; normal.<br />
<br />
Tenho reparado, durante as sess&otilde;es de Educa&ccedil;&atilde;o Ambiental com crian&ccedil;as, que elas n&atilde;o se d&atilde;o conta desta riqueza em termos de ambiente e de esp&eacute;cies. E &eacute; aqui que a Palombar interv&eacute;m, promovendo a sensibiliza&ccedil;&atilde;o e a preserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e da Biodiversidade locais. E eu estou a apaixonar-me por esta causa, quer pelo facto de ganhar conhecimentos que antes n&atilde;o tinha, quer por termos que executar v&aacute;rios trabalhos, ainda que sujeitos &agrave;s adversidades do campo ou pesados; porque faz sentido, porque o fim do trabalho aqui &eacute; simplesmente a Vida, e este facto influencia profundamente a minha consci&ecirc;ncia.<br />
<br />
Estou muito feliz por estar aqui no Nordeste Transmontano, apesar de gostar mais de Fado do que de gaitas e de os c&atilde;es que desafiam os carros no meio da rua me assustarem um pouco. Nesta regi&atilde;o, n&atilde;o vivem muitas pessoas, mas as poucas que ficam t&ecirc;m valores e s&atilde;o simp&aacute;ticas. Uva &eacute; o melhor exemplo, pois &eacute; uma aldeia acolhedora com uma atitude internacional, desde os parentes franceses dos habitantes, que sempre v&ecirc;m de f&eacute;rias, aos jovens de todo o mundo, que chegam c&aacute; durante os campos de trabalho internacionais. Nunca d&aacute; para se aborrecer, ao contr&aacute;rio, esta din&acirc;mica acaba por ser uma grande oportunidade de enriquecimento para todos. E eu espero dar a este lugar uma contribui&ccedil;&atilde;o pelo menos igual &agrave;quela que estou a receber. Obrigado.<br />
<br />
Salvatore Bossa&nbsp;]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c80ee</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Tue, 13 Aug 2019 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Plano de Ação para a Conservação das Aves Necrófagas publicado em Diário da República</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/plano-de-acao-para-a-conservacao-das-aves-necrofagas-publicado-em-diario-da-republica-2019-08-13/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>O Plano de A&ccedil;&atilde;o para a Conserva&ccedil;&atilde;o das Aves Necr&oacute;fagas (PACAN) foi publicado esta segunda-feira, 12 de agosto, em <em>Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica</em>. O PACAN foi elaborado pelo ICNF - Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas, em articula&ccedil;&atilde;o com a Dire&ccedil;&atilde;o-Geral de Alimenta&ccedil;&atilde;o e Veterin&aacute;ria (DGAV). Este plano foi desenvolvido tendo tamb&eacute;m em conta os contributos de especialistas neste grupo de aves e de organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o-governamentais envolvidas na sua conserva&ccedil;&atilde;o. O documento foi ainda sujeito a ausculta&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rias entidades p&uacute;blicas e privadas no per&iacute;odo compreendido entre os dias 11 e 30 de junho de 2015.</strong><br />
<br />
A elabora&ccedil;&atilde;o do PACAN teve como base o diagn&oacute;stico da situa&ccedil;&atilde;o nacional de cada esp&eacute;cie de ave necr&oacute;faga e identifica as medidas necess&aacute;rias para promover o seu estado de conserva&ccedil;&atilde;o favor&aacute;vel. Tem uma incid&ecirc;ncia particularmente relevante sobre as duas esp&eacute;cies de abutres com popula&ccedil;&otilde;es permanentes em Portugal que apresentam estatuto de amea&ccedil;a: o britango (<em>Neophron percnopterus</em>), classificado como &quot;Em Perigo&quot;, e o abutre-preto (<em>Aegypius monachus</em>), classificado como &quot;Criticamente em Perigo&quot;.<br />
<br />
Contudo, as medidas preconizadas devem ter repercuss&atilde;o noutras esp&eacute;cies com h&aacute;bitos estrita ou parcialmente necr&oacute;fagos, contribuindo para a recupera&ccedil;&atilde;o ou manuten&ccedil;&atilde;o do seu estado de conserva&ccedil;&atilde;o favor&aacute;vel, sendo de destacar a relev&acirc;ncia da implementa&ccedil;&atilde;o destas medidas para inverter a tend&ecirc;ncia de regress&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o nidificante do milhafre-real (<em>Milvus milvus</em>), que, sendo parcialmente necr&oacute;fago, apresenta um elevado estatuto de amea&ccedil;a, estando classificado como &quot;Criticamente em Perigo&quot;.<br />
<br />
O PACAN tem como objetivo garantir a recupera&ccedil;&atilde;o e conserva&ccedil;&atilde;o das aves necr&oacute;fagas no territ&oacute;rio nacional, nomeadamenteatrav&eacute;s do aumento da &aacute;rea de distribui&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o nidificante de abutre-preto nas zonas do Tejo Internacional e em Moura/Mour&atilde;o/Barrancos; manuten&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de casais e da &aacute;rea de distribui&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o nacional de britango, assim como aumento da sua produtividade no nordeste do pa&iacute;s; redu&ccedil;&atilde;o da mortalidade n&atilde;o-natural, da perturba&ccedil;&atilde;o e da perda de habitat das aves necr&oacute;fagas e redu&ccedil;&atilde;o da falta de conhecimento e de sensibiliza&ccedil;&atilde;o da sociedade e dos agentes de interesse na conserva&ccedil;&atilde;o das aves necr&oacute;fagas.<br />
<br />
Nesse sentido, ser&aacute; promovido o fomento da nidifica&ccedil;&atilde;o e incremento do sucesso reprodutor das aves necr&oacute;fagas amea&ccedil;adas; aumento da disponibilidade alimentar para as aves necr&oacute;fagas; redu&ccedil;&atilde;o da mortalidade n&atilde;o natural das aves necr&oacute;fagas; conhecimento e sensibiliza&ccedil;&atilde;o sobre aves necr&oacute;fagas; monitoriza&ccedil;&atilde;o das popula&ccedil;&otilde;es das aves necr&oacute;fagas e promo&ccedil;&atilde;o da articula&ccedil;&atilde;o de medidas de pol&iacute;tica.<br />
<br />
Leia o documento na &iacute;ntegra <strong><a href="https://dre.pt/web/guest/home/-/dre/123895436/details/2/maximized?serie=II&amp;parte_filter=31&amp;dreId=123884401">aqui</a></strong>.]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 25 Jul 2019 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Censo Nacional do Lobo-ibérico 2019-2021: Palombar fica responsável pelas ações no Nordeste</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/censo-nacional-do-lobo-iberico-2019-2021-palombar-fica-responsavel-pelas-acoes-no-nordeste-2019-07-25/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>Os trabalhos para a realiza&ccedil;&atilde;o do Censo Nacional do Lobo-ib&eacute;rico 2019-2021 arrancaram oficialmente no dia 25 de julho, com a realiza&ccedil;&atilde;o da primeira reuni&atilde;o t&eacute;cnica preparat&oacute;ria, que decorreu em Vila Real, no Centro de Informa&ccedil;&atilde;o e Interpreta&ccedil;&atilde;o do Parque Natural do Alv&atilde;o, sob a coordena&ccedil;&atilde;o do ICNF - Instituto de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas.</strong><br />
<br />
A Palombar - Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural ficou respons&aacute;vel pelo 'Lote 3 - Nordeste' do Censo Nacional do Lobo-ib&eacute;rico 2019-2021, um projeto considerado &quot;como priorit&aacute;rio no Plano de A&ccedil;&atilde;o desta esp&eacute;cie e financiado pelo POSEUR (Programa Operacional Sustentabilidade e Efici&ecirc;ncia no Uso de Recursos - Opera&ccedil;&atilde;o 03-2215-FC-000095)&quot;, refere o ICNF no seu site oficial.<br />
<br />
O Censo Nacional do Lobo-ib&eacute;rico&nbsp; 2019-2021 visa determinar a presen&ccedil;a, o n&uacute;mero e a localiza&ccedil;&atilde;o das alcateias existentes, a ocorr&ecirc;ncia de reprodu&ccedil;&atilde;o das alcateias identificadas, em duas &eacute;pocas reprodutoras, bem como compilar toda a informa&ccedil;&atilde;o existente para cada alcateia/zona de presen&ccedil;a da esp&eacute;cie, e ainda obter outras informa&ccedil;&otilde;es sobre o lobo-ib&eacute;rico. <br />
<br />
Assim, pretende-se, at&eacute; final de 2021, conhecer a &aacute;rea de distribui&ccedil;&atilde;o atual do lobo-ib&eacute;rico em Portugal, bem como o n&uacute;mero e situa&ccedil;&atilde;o das alcateias existentes.<br />
<br />
<img src="http://temp.palombar.pt/imagens/Equipas Censo Lobo-Ib&eacute;rico ICNF(1).png" width="1413" height="850" alt="" /><br />
<p class="legenda"><sup>Membros das equipas respons&aacute;veis pelos trabalhos do Novo Censo Nacional de Lobo-ib&eacute;rico. Fotografia ICNF</sup></p>
<br />
&quot;O &uacute;ltimo censo nacional do lobo decorreu em 2002/2003, pelo que a necessidade de atualizar o conhecimento sobre a situa&ccedil;&atilde;o populacional desta esp&eacute;cie a n&iacute;vel nacional, atrav&eacute;s da aplica&ccedil;&atilde;o de uma metodologia uniforme para todo o territ&oacute;rio, num mesmo per&iacute;odo de tempo, era desde h&aacute; muito sentida. Por esse motivo, a realiza&ccedil;&atilde;o de um novo censo nacional dirigido a esta esp&eacute;cie consta no Plano de A&ccedil;&atilde;o para a Conserva&ccedil;&atilde;o do Lobo-ib&eacute;rico em Portugal (PACLOBO), como uma a&ccedil;&atilde;o de prioridade m&aacute;xima&quot;, sublinha o ICNF.<br />
<br />
A &aacute;rea de estudo do Censo Nacional do Lobo-ib&eacute;rico 2019-2021 foi dividida em seis lotes geogr&aacute;ficos, tendo os trabalhos a desenvolver em cada um destes sido adjudicados, atrav&eacute;s de um concurso p&uacute;blico internacional, a 6 entidades que integram especialistas nesta esp&eacute;cie, entre as quais est&aacute; a Palombar. <br />
<br />
O lobo-ib&eacute;rico (<em>Canis lupus signatus</em>, Cabrera 1907) possui em Portugal, desde 1990, o estatuto de amea&ccedil;a de &quot;Em Pedrigo&quot;, de acordo com o Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal. <br />
<br />
&Eacute; uma esp&eacute;cie estritamente protegida no nosso pa&iacute;s, quer ao abrigo de legisla&ccedil;&atilde;o europeia (Diretiva Habitats), quer ao abrigo de legisla&ccedil;&atilde;o nacional espec&iacute;fica (Lei n&ordm; 90/88, de 13 de agosto, Lei de Prote&ccedil;&atilde;o ao Lobo-ib&eacute;rico, e o Decreto-Lei n.&ordm; 54/2016, de 25 de agosto que a regulamenta).<br type="_moz" />]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c8105</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 18 Jul 2019 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Voluntariado multinacional recupera pombal tradicional de aldeia transmontana e descobre riqueza cultural, natural e humana da região</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/voluntariado-multinacional-recupera-pombal-tradicional-de-aldeia-transmontana-e-descobre-riqueza-cultural-natural-e-humana-da-regiao-2019-07-18/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>Oito volunt&aacute;rios/as oriundos de pa&iacute;ses como Marrocos, Fran&ccedil;a, B&eacute;lgica e Holanda, com idades compreendidas entre os 19 e os 57 anos, participaram no 56.&ordm; Campo de Trabalho Volunt&aacute;rio Internacional (CTVI) organizado pela Palombar - Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, em parceira com a Uni&atilde;o das Freguesias de Algoso, Campo de V&iacute;boras e Uva e a associa&ccedil;&atilde;o francesa Union Rempart, e que teve lugar entre os dias 1 e 12 de julho, na aldeia de Uva, no concelho de Vimioso, distrito de Bragan&ccedil;a.</strong><br />
<br />
Durante este CTVI, os/as volunt&aacute;rios/as participaram nos trabalhos de recupera&ccedil;&atilde;o de um pombal tradicional na aldeia de Uva e tiveram a oportunidade de contactar com as t&eacute;cnicas tradicionais de constru&ccedil;&atilde;o dessas estruturas. Os trabalhos de restauro envolveram picar reboco; fazer rebocos de cal; recuperar estruturas de madeira e realizar a coloca&ccedil;&atilde;o de telha antiga, entre outras tarefas.<br />
<br />
Os CTVI tamb&eacute;m t&ecirc;m como objetivo dinamizar e dar mais vida ao mundo rural, promovendo aos participantes o conv&iacute;vio com a comunidade local e a descoberta do territ&oacute;rio e da sua riqueza cultural, natural e humana.<br />
<br />
<img src="http://temp.palombar.pt/imagens/P1470269.jpg" width="4608" height="3072" alt="" /><br />
<sup>Pombal tradicional recuperado durante o 56.&ordm; CTVI. Fotografia Roberto Corvino/Palombar</sup><br />
<br />
O Parque Ib&eacute;rico de Natureza e Aventura - PINTA (Vimioso), as Termas de Vimioso, o Castelo de Algoso, o miradouro, o museu e a aldeia de Picote, o Museu da Terra de Miranda (Miranda do Douro), as Arribas do Douro, no Parque Natural do Douro Internacional (PNDI) e a Associa&ccedil;&atilde;o para o Estudo e Prote&ccedil;&atilde;o do Gado Asinino - AEPGA foram locais visitados pelos/as volunt&aacute;rios/as.<br />
<br />
Os/as participantes tiveram ainda a oportunidade de conhecer a riqueza do patrim&oacute;nio rural, cultural e social da aldeia de Uva, atrav&eacute;s de visitas ao Centro de Interpreta&ccedil;&atilde;o dos Pombais Tradicionais, localizado na Antiga Escola Prim&aacute;ria da aldeia e sede da Palombar, &agrave; forja e &agrave; carpitaria de habitantes locais.<br />
<br />
As margens dos rios Douro, Ma&ccedil;&atilde;s e Angueira tamb&eacute;m foram palco para a descoberta do territ&oacute;rio e o contacto com a natura e a biodiversidade.<br />
<br />
<strong>Sobre os Campos de Trabalho Volunt&aacute;rio Internacionais</strong><br />
<br />
Os Campos de Trabalho Volunt&aacute;rio Internacionais (CTVI) foram criados em 2004 e consistem em atividades organizadas especialmente para volunt&aacute;rios/as, que se prop&otilde;em a contribuir com horas de trabalho para a realiza&ccedil;&atilde;o de uma determinada tarefa &uacute;til para a comunidade. Os CTVI organizados pela Palombar, em colabora&ccedil;&atilde;o com v&aacute;rios parceiros, t&ecirc;m como principal objetivo promover a recupera&ccedil;&atilde;o do patrim&oacute;nio rural edificado, utilizando t&eacute;cnicas de constru&ccedil;&atilde;o tradicionais e ecol&oacute;gicas, mas tamb&eacute;m a realiza&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es em prol da conserva&ccedil;&atilde;o da natureza; em ambos os casos, associa-se-lhes a cria&ccedil;&atilde;o de um espa&ccedil;o de aprendizagem informal, tanto a n&iacute;vel t&eacute;cnico como pessoal e de desenvolvimento do sentido de cidadania.]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Tue, 02 Jul 2019 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Sessão de esclarecimento informa população de Ifanes e Paradela sobre funcionamento de campo de alimentação para aves necrófagas</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/sessao-de-esclarecimento-informa-populacao-de-ifanes-e-paradela-sobre-funcionamento-de-campo-de-alimentacao-para-aves-necrofagas-2019-07-02/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>O Instituto de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas (ICNF), em parceria com a Palombar - Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural e a Junta da Uni&atilde;o de Freguesias de Ifanes e Paradela, organizou, no dia 30 de junho, uma sess&atilde;o de esclarecimento para explicar &agrave; popula&ccedil;&atilde;o de Ifanes e Paradela, no concelho de Miranda do Douro, o modo de funcionamento do campo de alimenta&ccedil;&atilde;o para aves necr&oacute;fagas (CAAN) instalado na zona, bem como a import&acirc;ncia destas esp&eacute;cies.</strong><br />
<br />
A sess&atilde;o de esclarecimento, realizada no sal&atilde;o da Junta de Freguesia de Ifanes e Paradela, contou com a participa&ccedil;&atilde;o de cerca de 30 pessoas da comunidade, entre as quais representantes de associa&ccedil;&otilde;es de ca&ccedil;a/setor cineg&eacute;tico, agricultores e produtores de gado. Estiveram tamb&eacute;m presentes o presidente da C&acirc;mara Municipal de Miranda do Douro, o presidente da Junta da Uni&atilde;o de Freguesias de Ifanes e Paradela, o veterin&aacute;rio municipal de Miranda do Douro e t&eacute;cnicos e vigilantes da Natureza do Parque Natural do Douro Internacional (PNDI).<br />
<br />
Durante este encontro, os presentes puderam informar-se sobre como funciona o CAAN instalado em 2018 em Ifanes e gerido pela Palombar no &acirc;mbito do projeto LIFE Rupis de conserva&ccedil;&atilde;o do britango (<em>Neophron percnopterus</em>) e da &aacute;guia-perdigueira (<em>Aquila fasciata</em>) no Vale do Rio Douro. Foram tamb&eacute;m apresentadas aos presentes as linhas orientadoras da Estrat&eacute;gia Nacional para a Conserva&ccedil;&atilde;o das Aves Necr&oacute;fagas.<br />
<br />
A popula&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m ter&aacute; a oportunidade de visitar o CAAN de Ifanes para conhecer de perto esta instala&ccedil;&atilde;o e a sua forma de funcionamento.<br />
<br />
As aves necr&oacute;fagas, principalmente os abutres, s&atilde;o fundamentais para promover o equil&iacute;brio dos ecossistemas, ao assegurar a limpeza dos habitats, ao mesmo tempo que evitam a propaga&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as entre esp&eacute;cies, atrav&eacute;s, por exemplo, do consumo de animais mortos devido a doen&ccedil;as contagiosas. Estas aves especiais t&ecirc;m um organismo adaptado, que permite que sejam imunes a muitos agentes causadores de doen&ccedil;as, como bact&eacute;rias e v&iacute;rus.]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Tue, 25 Jun 2019 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>I Fórum Público sobre as BioRegiões debate ideias para dinamizar um modelo inovador de desenvolvimento rural sustentável</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/i-forum-publico-sobre-as-bioregioes-debate-ideias-para-dinamizar-um-modelo-inovador-de-desenvolvimento-rural-sustentavel-2019-06-25/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A AEPGA - Associa&ccedil;&atilde;o para o Estudo e Protec&ccedil;&atilde;o do Gado Asinino, a Palombar - Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural e a INNER - International Network of Eco Regions organizam o I F&oacute;rum P&uacute;blico sobre as BioRegi&otilde;es, no dia 29 de junho, entre as 14h00 e as 17h00, no PINTA - Parque Ib&eacute;rico de Natureza e Aventura de Vimioso, em Vimioso, no distrito de Bragan&ccedil;a. A entrada &eacute; livre, mas sujeita e inscri&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via. Este evento conta com o apoio do Munic&iacute;pio de Vimioso e a parceria da Comunidade Intermunicipal das Terras de Tr&aacute;s-os-Montes.</strong><br />
<br />
Esta iniciativa visa abra&ccedil;ar uma oportunidade de desenvolvimento sustent&aacute;vel na regi&atilde;o de alto valor natural e paisag&iacute;stico de Tr&aacute;s-os-Montes, promovendo um f&oacute;rum p&uacute;blico sobre as BioRegi&otilde;es, dando assim in&iacute;cio a um processo de sensibiliza&ccedil;&atilde;o e envolvimento da comunidade local para esta din&acirc;mica. Mais informa&ccedil;&otilde;es, bem como o formul&aacute;rio de inscri&ccedil;&atilde;o podem ser consultados em www.aepga.pt.<br />
<br />
Este F&oacute;rum antecede o F&oacute;rum Internacional ?Territ&oacute;rios Relevantes para Sistemas Alimentares Sustent&aacute;veis?, que se realiza em Idanha-a-Nova, Portugal, entre os dias 17 a 21 de julho de 2019.<br />
<br />
<strong>Contextualiza&ccedil;&atilde;o</strong><br />
<br />
Em 2014, foi criada a INNER - International Network of Eco Regions (Rede Internacional das BioRegi&otilde;es), com o objetivo de dinamizar um modelo inovador de desenvolvimento sustent&aacute;vel rural, atrav&eacute;s da implementa&ccedil;&atilde;o de uma rede de produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola biol&oacute;gica, processamento e distribui&ccedil;&atilde;o dos produtos resultantes pela comunidade onde se insere, fornecendo cantinas p&uacute;blicas, restaurantes e popula&ccedil;&atilde;o em geral. Atrav&eacute;s desta forma de gest&atilde;o de recursos, todos beneficiam de uma melhoria da qualidade de vida, biodiversidade e preserva&ccedil;&atilde;o do ambiente.<br />
<br />
Portugal inclui-se nos pa&iacute;ses envolvidos no desenvolvimento das BioRegi&otilde;es onde foram realizados f&oacute;runs e encontros internacionais em diversas regi&otilde;es.<br />
<br />
O facto de se enquadrar nos objetivos da agenda 21 local &eacute; um fator relevante para a realiza&ccedil;&atilde;o de uma primeira an&aacute;lise das potencialidades e dos problemas do territ&oacute;rio na implementa&ccedil;&atilde;o deste modelo e como proposta a debater neste processo.]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 21 Jun 2019 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>África: mais de 500 abutres ameaçados de extinção morrem depois de comerem carcaças de elefantes envenenados</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/africa-mais-de-500-abutres-ameacados-de-extincao-morrem-depois-de-comerem-carcacas-de-elefantes-envenenados-2019-06-21/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>Mais de 500 abutres amea&ccedil;ados de extin&ccedil;&atilde;o morreram depois de comerem tr&ecirc;s elefantes mortos cujas carca&ccedil;as foram envenenadas por ca&ccedil;adores furtivos, anunciou o governo de Botswana, em &Aacute;frica, num comunicado esta quinta-feira, 20 de junho.</strong><br />
<br />
Os 537 abutres e duas &aacute;guias foram encontrados mortos numa das &aacute;reas de gest&atilde;o de vida selvagem no pa&iacute;s, no leste do Distrito Central.Entre os animais mortos estavam 468 grifos-africanos (<em>Gyps africanus</em>), 28 abutres-de-capuz (<em>Necrosyrtes monachus</em>), 17 abutres-de-cabe&ccedil;a-branca (<em>Trigonoceps occipitalis</em>), 14 abutres-reais (<em>Torgos tracheliotus</em>), 10 abutres-do-cabo (<em>Gyps coprotheres</em>) e duas &aacute;guias-rapace (<em>Aquila rapax</em>). Todas estas esp&eacute;cies est&atilde;o classificadas como amea&ccedil;adas ou criticamente amea&ccedil;adas pela Lista Vermelha da Uni&atilde;o Internacional para a Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza.<br />
<br />
&quot;Acredita-se que o envenenamento tenha sido causado pelo consumo de tr&ecirc;s carca&ccedil;as de elefantes contaminados com uma subst&acirc;ncia qu&iacute;mica venenosa que provoca uma mortalidade significativa em abutres e &aacute;guias&quot;, disse o governo no comunicado.<br />
<br />
O problema do envenenamento de animais levado a cabo por ca&ccedil;adores ilegais &eacute; de longa data, tornando as aves particularmente vulner&aacute;veis ao envenenamento, afirmou a African Wildlife Foundation (AWF).<br />
<br />
&quot;Como as aves se deslocam para procurar as carca&ccedil;as de animais, elas tamb&eacute;m contribuem para identificar zonas onde ocorrem atividades ilegais de ca&ccedil;a&quot;, disse a funda&ccedil;&atilde;o no seu site. Os abutres e &aacute;guias com h&aacute;bitos alimentares necr&oacute;fagos s&atilde;o vistos pelos ca&ccedil;adores furtivos como 'denunciadores'. Estas esp&eacute;cies amea&ccedil;adas s&atilde;o vitais para assegurar um ecossistema saud&aacute;vel e funcional, afirma a AWF.<br />
<br />
Ao alimentarem-se de cad&aacute;veres de animais em decomposi&ccedil;&atilde;o, os abutres desempenham um papel fundamental para manter o ambiente limpo e minimizar a propaga&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as contagiosas.]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Wed, 19 Jun 2019 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Comunicado: PALOMBAR tomou a decisão de não concretizar organização do L Burro I L Gueiteiro - Festival Itinerante da Cultura Tradicional</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/comunicado-palombar-tomou-a-decisao-de-nao-concretizar-organizacao-do-l-burro-i-l-gueiteiro-festival-itinerante-da-cultura-tradicional-2019-06-19/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>19 de Junho de 2019</strong><br />
<br />
<strong>A PALOMBAR, Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, entidade organizadora do L Burro I L Gueiteiro - Festival Itinerante da Cultura Tradicional, informa com grande tristeza que lhe foram retiradas as condi&ccedil;&otilde;es para concretizar o festival do L Burro I L Gueiteiro.</strong><br />
<br />
A edi&ccedil;&atilde;o de 2019, com data prevista entre 24 e 28 de Julho, marcaria o retorno do evento &agrave;s aldeias de Fonte de Aldeia e Picote. Este regresso - especialmente a Picote - tinha como principais objectivos envolver novamente a popula&ccedil;&atilde;o da aldeia na realiza&ccedil;&atilde;o do Festival que, na edi&ccedil;&atilde;o de 2011, t&atilde;o bem soube acolher e servir os visitantes - numa partilha especial entre quem recebe e quem visita, proporcionando uma viv&ecirc;ncia &uacute;nica de um evento cultural - e assegurar que todos os participantes voltassem a desfrutar de uma edi&ccedil;&atilde;o com dura&ccedil;&atilde;o de 5 dias, plena de entretenimento e, &agrave; semelhan&ccedil;a das edi&ccedil;&otilde;es anteriores, a pensar em todos - mi&uacute;dos e gra&uacute;dos - os que gostam de caminhadas por percursos bonitos, de refei&ccedil;&otilde;es apetitosas, de sestas burriqueiras, de oficinas instrutivas, de boa m&uacute;sica e de muita festa.<br />
<br />
Contudo, apesar de todos os esfor&ccedil;os realizados, &eacute; neste momento imposs&iacute;vel garantir os pressupostos necess&aacute;rios &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o do que project&aacute;mos para esta edi&ccedil;&atilde;o. Devido a diversas posi&ccedil;&otilde;es assumidas pela Galandum Galundaina - Associa&ccedil;&atilde;o Cultural deixou de existir uma partilha de valores e objectivos comuns,  o que torna invi&aacute;vel o processo de produ&ccedil;&atilde;o do festival, n&atilde;o restando outra alternativa &agrave; PALOMBAR sen&atilde;o admitir que a parceria com a Galandum Galundaina - Associa&ccedil;&atilde;o Cultural na organiza&ccedil;&atilde;o do festival de L Burro I L Gueiteiro chegou ao fim.<br />
<br />
A Associa&ccedil;&atilde;o PALOMBAR lamenta profundamente o afastamento da organiza&ccedil;&atilde;o do L Burro I L Gueiteiro a que foi for&ccedil;ada, j&aacute; que desde 2012 se assume como parceiro na organiza&ccedil;&atilde;o deste festival &uacute;nico, mas sem condi&ccedil;&otilde;es de trabalho n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel alcan&ccedil;ar bons resultados.Face a esta tomada de decis&atilde;o, iremos projectar um outro evento, individualmente ou com os nossos parceiros habituais que d&ecirc; resposta &agrave; miss&atilde;o e objectivos da Palombar.<br />
<br />
Apresentamos a todos as nossas mais sinceras desculpas pelos inconvenientes subjacentes &agrave; n&atilde;o participa&ccedil;&atilde;o da PALOMBAR na edi&ccedil;&atilde;o de 2019, mas fiquem certos que organizaremos outras actividades para dinamizar o Planalto Mirand&ecirc;s.]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Tue, 18 Jun 2019 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>9.ª Oficina de Construção de Muros de Pedra promove recuperação de pombal tradicional de aldeia transmontana</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/9-oficina-de-construcao-de-muros-de-pedra-promove-recuperacao-de-pombal-tradicional-de-aldeia-transmontana-2019-06-18/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A 9.&ordf; Oficina de Constru&ccedil;&atilde;o de Muros de Pedra organizada pela Palombar - Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, que teve lugar nos dias 15 e 16 de junho, promoveu a recupera&ccedil;&atilde;o de um pombal tradicional na aldeia de Uva, no concelho de Vimioso, distrito de Bragan&ccedil;a.</strong><br />
<br />
Durante esta oficina, os participantes tiveram a oportunidade de trabalhar o xisto.               As constru&ccedil;&otilde;es em pedra s&atilde;o um &iacute;cone do patrim&oacute;nio rural e da paisagem transmontana. Possuem um grande valor, quer para as comunidades, quer para a conserva&ccedil;&atilde;o da biodiversidade.<br />
<br />
Al&eacute;m de servirem as necessidades das popula&ccedil;&otilde;es, os muros de pedra s&atilde;o um abrigo e ref&uacute;gio para v&aacute;rias esp&eacute;cies de plantas e animais. Apesar da sua elevada import&acirc;ncia, atualmente, s&atilde;o j&aacute; poucas as pessoas que sabem como constru&iacute;-las ou repar&aacute;-las. Foi no sentido de tentar combater esse esquecimento e de transmitir a riqueza e o potencial destas t&eacute;cnicas construtivas que a Palombar organizou esta oficina.<br />
<br />
<strong>POMBAIS TRADICIONAIS: um patrim&oacute;nio rural &uacute;nico, um promotor da biodiversidade</strong><br />
<br />
Os pombais tradicionais s&atilde;o um &iacute;cone rural omnipresente na regi&atilde;o de Tr&aacute;s-os-Montes que pontilham a paisagem, despertando a curiosidade de quem percorre as terras transmontanas. Estas estruturas t&ecirc;m um valor cultural, arquitet&oacute;nico e ecol&oacute;gico fundamentais e o seu restauro e manuten&ccedil;&atilde;o s&atilde;o essenciais para assegurar a conserva&ccedil;&atilde;o do patrim&oacute;nio rural e natural desta regi&atilde;o.<br />
<br />
Os pombais tradicionais s&atilde;o um patrim&oacute;nio emblem&aacute;tico desta regi&atilde;o e est&atilde;o fortemente associados &agrave; comunidade rural, que outrora usava os pombos juvenis (borrachos) para alimenta&ccedil;&atilde;o, sendo esta uma fonte adicional de prote&iacute;na para os habitantes locais. J&aacute; o estrume dos pombos, considerado de elevado valor fertilizante e denominado por &quot;pombinho&quot;, era/&eacute; usado para fertilizar os solos agr&iacute;colas. Ter muitos pombais tamb&eacute;m era sin&oacute;nimo de riqueza. Os pombais assumem um papel fundamental no sistema s&oacute;cio-ecol&oacute;gico.<br />
<br />
Estas s&atilde;o tamb&eacute;m estruturas que contribuem de forma significativa para a conserva&ccedil;&atilde;o da biodiversidade, visto que os pombos fazem parte da dieta de v&aacute;rias esp&eacute;cies de aves de rapina amea&ccedil;adas em Portugal, como &eacute; o caso da &aacute;guia-de-Bonelli (<em>Aquila fasciata</em>), do a&ccedil;or (<em>Accipiter gentilis</em>) e do falc&atilde;o-peregrino (<em>Falco peregrinus</em>), entre outras. Asseguram, assim, o sucesso reprodutor destas esp&eacute;cies e o aumento das suas popula&ccedil;&otilde;es.]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c813c</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Wed, 12 Jun 2019 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>"Teatro de lameiro" e jogo didático sensibilizam crianças para a conservação da águia-de-Bonelli e do britango</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/teatro-de-lameiro-e-jogo-didatico-sensibilizam-criancas-para-a-conservacao-da-aguia-de-bonelli-e-do-britango-2019-06-12/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>Um grupo de 54 alunos/as do 1.&ordm;, 2.&ordm;, 3.&ordm; e 4.&ordm; anos do 1.&ordm; Ciclo do Ensino B&aacute;sico e cinco professores do Col&eacute;gio da Nossa Senhora do Amparo, em Mirandela, participaram, no dia 6 de junho, em atividades de educa&ccedil;&atilde;o ambiental desenvolvidas pela Palombar - Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural para promover a sensibiliza&ccedil;&atilde;o das novas gera&ccedil;&otilde;es para a import&acirc;ncia e conserva&ccedil;&atilde;o da &aacute;guia-de-Bonelli ou &aacute;guia-perdigueira (<em>Aquila fasciata</em>) e do britango (<em>Neophron percnopterus</em>).</strong><br />
<br />
As atividades consistiram na apresenta&ccedil;&atilde;o da pe&ccedil;a de teatro &quot;O Di&aacute;rio Secreto da &Aacute;guia-de-Bonelli&quot; e do jogo &quot;A Vida Secreta da Fam&iacute;lia Bonelli&quot;, que foram dinamizados em pleno contacto com a natureza, num lameiro na aldeia de Uva, no concelho de Vimioso. <br />
<br />
Durante estas atividades, as crian&ccedil;as puderam apreender de forma l&uacute;dica, num contexto pedag&oacute;gico e de partilha, como ocorre o processo reprodutivo e de sobreviv&ecirc;ncia da &aacute;guia-de-Bonelli, bem como&nbsp; &nbsp;reconhecer e compreender a import&acirc;ncia da biodiversidade, ao mesmo tempo em que foram sensibilizadas para as amea&ccedil;as que existem para esta esp&eacute;cie e para o ecossistema.<br />
<br />
Os/as alunos/as tamb&eacute;m tiveram a oportunidade de visitar o Pombal Pedag&oacute;gico da Palombar em Uva, onde aprenderam mais sobre a ecologia, funcionalidade e arquitetura dos Pombais Tradicionais do Nordeste Transmontano.<br />
<br />
Estas a&ccedil;&otilde;es de educa&ccedil;&atilde;o ambiental foram desenvolvidas no &acirc;mbito do Programa Educativo do cons&oacute;rcio SACR - Sensibiliza&ccedil;&atilde;o Ativa das Comunidades Rurais desenvolvido pela Palombar e pela AEPGA - Associa&ccedil;&atilde;o para o Estudo e Prote&ccedil;&atilde;o do Gado Asinino e do projeto LIFE Rupis de conserva&ccedil;&atilde;o da &aacute;guia-de-Bonelli e do britango no vale do Rio Douro.<br />
<br />
A AEPGA tamb&eacute;m dinamizou duas atividades para os/as alunos/as: a &quot;Aula de Burro&quot; e &quot;Hoje sou veterin&aacute;rio&quot;. Esta atividade teve como principais objetivos despertar e estimular para a consci&ecirc;ncia ecol&oacute;gica, atrav&eacute;s de atividades l&uacute;dico-pedag&oacute;gicas de proximidade com o patrim&oacute;nio natural e rural do Nordeste Transmontano; sensibilizar para a import&acirc;ncia da ecologia dos Pombais Tradicionais; sensibilizar para a necessidade de proteger e conservar o Burro de Miranda e disseminar informa&ccedil;&atilde;o e conhecimento acerca do bem-estar animal e conserva&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies amea&ccedil;adas.<br />
<br />
Na quinta-feira, 13 de junho, um novo grupo de crian&ccedil;as do Pr&eacute;-escolar do Col&eacute;gio da Nossa Senhora do Amparo ir&aacute; participar nas mesmas atividades de educa&ccedil;&atilde;o ambiental.<br />
<br />
<strong>Sobre a &aacute;guia-de-Bonelli/&aacute;guia-perdigueira</strong><br />
<br />
O nome &aacute;guia-perdigueira deve-se ao facto desta ave de rapina ser uma ex&iacute;mia ca&ccedil;adora, capaz de capturar as suas presas em pleno voo, desde perdizes a pombos dom&eacute;sticos.<br />
<br />
A esp&eacute;cie &eacute; monog&acirc;mica e ambos os adultos cuidam das crias (uma a duas por ninho).&nbsp;Habitualmente, o casal tem v&aacute;rios ninhos que v&atilde;o ocupando alternadamente em diferentes anos.<br />
<br />
Os adultos distinguem-se pelo corpo claro e asas escuras e pela singular mancha branca no dorso, enquanto os juvenis t&ecirc;m uma plumagem distinta dominada por tons ruivos.<br />
<br />
Esta esp&eacute;cie est&aacute; classificada como &quot;Em Perigo&quot; pelo Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal e, em 2011, foi estimada a exist&ecirc;ncia de 116 a 123 casais reprodutores em Portugal.O projeto LIFE Rupis, no qual a Palombar &eacute; parceira, tem como objetivo promover a conserva&ccedil;&atilde;o da &aacute;guia-perdigueira no vale do Rio Douro.]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Tue, 28 May 2019 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Festival Ibérico ObservArribas: três dias para descobrir as aves, paisagens e cultura únicas do Douro Internacional</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/festival-iberico-observarribas-tres-dias-para-descobrir-as-aves-paisagens-e-cultura-unicas-do-douro-internacional-2019-05-28/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A 3.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o do ObservArribas - Festival Ib&eacute;rico de Natureza das Arribas do Douro decorre entre os dias 31 de maio e 2 de junho. Este ano, o festival mudou-se para pleno centro de Miranda do Douro, onde haver&aacute;, entre outras novidades, uma mostra de cinema de ambiente.</strong><br />
<br />
Na sexta-feira, 31 de maio, ser&aacute; apresentado o document&aacute;rio Portugal, Patrim&oacute;nio Natural. E at&eacute; 2 de junho, haver&aacute; dezenas de oportunidades de explorar as Arribas do Douro, descobrir &aacute;guias e abutres, e conhecer de perto a cultura desta regi&atilde;o &iacute;mpar.                Durante tr&ecirc;s dias, centenas de observadores de aves e amantes de natureza vir&atilde;o descobrir as aves, paisagens e tradi&ccedil;&otilde;es desta regi&atilde;o esculpida pela natureza.<br />
<br />
Desde observar abutres e &aacute;guias - as maiores aves da Europa - e fazer passeios e piqueniques no Parque Natural do Douro Internacional ao contacto com os burros mirandeses e dan&ccedil;as tradicionais, o ObservArribas ter&aacute; atividades para todos os gostos.  As principais protagonistas do festival ser&atilde;o, sem d&uacute;vida, as aves. <br />
<br />
s participantes poder&atilde;o aprender a identificar esp&eacute;cies pelo canto, ver as aves das arribas em cruzeiros pelo Douro, ou mesmo descobrir como as observa&ccedil;&otilde;es de cada um podem ajudar os cientistas que estudam e protegem as aves selvagens.<br />
<br />
Na feira dedicada aos produtos e servi&ccedil;os ligados &agrave; natureza e &agrave; regi&atilde;o no Largo do Castelo, bem no centro de Miranda do Douro, mi&uacute;dos e gra&uacute;dos ter&atilde;o oportunidade de p&ocirc;r m&atilde;os &agrave; obra: os adultos podem fazer pel&iacute;cula aderente sem pl&aacute;sticos, a partir de cera de abelha, enquanto os mais novos reutilizam materiais do dia a dia para fazer bin&oacute;culos. E todos vibrar&atilde;o com os &quot;C&atilde;es CSI&quot; na demonstra&ccedil;&atilde;o do Servi&ccedil;o de Prote&ccedil;&atilde;o da Natureza e Ambiente (SEPNA) da GNR.<br />
<br />
Com dezenas de atividades a decorrer ao longo dos tr&ecirc;s dias, n&atilde;o s&oacute; em Miranda do Douro, mas tamb&eacute;m nos outros concelhos do Parque Natural do Douro Internacional (Mogadouro, Freixo de Espada &agrave; Cinta e Figueira de Castelo Rodrigo), e no Parque Natural Arribes del Duero, do lado espanhol, o III ObservArribas convida os amantes de natureza a explorar a beleza natural e cultural das Arribas do Douro.<br />
<br />
Mais informa&ccedil;&otilde;es podem ser consultadas em www.observarribas.com.]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 27 May 2019 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Palombar adere à Manifestação Faz pelo Clima porque não há Planeta B</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/palombar-adere-a-manifestacao-faz-pelo-clima-porque-nao-ha-planeta-b-2019-05-27/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A Palombar - Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural marcou presen&ccedil;a na Manifesta&ccedil;&atilde;o Faz pelo Clima que decorreu na passada sexta-feira, 24 de maio, em Bragan&ccedil;a, na pra&ccedil;a Cavaleiro de Ferreira.</strong><br />
<br />
Dezenas de alunos/as de v&aacute;rios agrupamentos de escolas exigiram ao Governo uma a&ccedil;&atilde;o mais eficaz e medidas concretas que visem combater as altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas e preservar a Natureza, a biodiversidade e os ecossistemas. Na manifesta&ccedil;&atilde;o, tamb&eacute;m estiveram presentes v&aacute;rias organiza&ccedil;&otilde;es e a popula&ccedil;&atilde;o em defesa desta causa.<br />
<br />
A Palombar, enquanto associa&ccedil;&atilde;o de conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza, considera ser fundamental a mobiliza&ccedil;&atilde;o dos jovens e da sociedade em geral para as quest&otilde;es relacionadas com as altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas e a preserva&ccedil;&atilde;o da Natureza, pois s&oacute; com a interven&ccedil;&atilde;o ativa de todos/as ser&aacute; poss&iacute;vel avan&ccedil;ar com medidas efetivas para travar o atual processo de degrada&ccedil;&atilde;o do nosso Planeta Terra.<br />
<br />
A Avalia&ccedil;&atilde;o Global realizada pela Plataforma Intergovernamental de Pol&iacute;tica de Ci&ecirc;ncia sobre Biodiversidade e Servi&ccedil;os do Ecossistema (IPBES, na sigla em ingl&ecirc;s), uma ag&ecirc;ncia da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU) para o Ambiente, mostra que a agricultura e a pesca s&atilde;o os maiores fatores de destrui&ccedil;&atilde;o dos ecossistemas, conseguindo uma taxa de extin&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies que &eacute; entre dezenas a centenas de vezes superior &agrave;s m&eacute;dias dos &uacute;ltimos dez milh&otilde;es de anos.<br />
<br />
Os efeitos das altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas causadas pela queima do carv&atilde;o, petr&oacute;leo e g&aacute;s produzido pela ind&uacute;stria de combust&iacute;veis f&oacute;sseis &eacute; outro fator determinante para a amea&ccedil;a &agrave; biodiversidade e ao meio ambiente. Devido &agrave; degrada&ccedil;&atilde;o dos ecossistemas, atualmente, existe um milh&atilde;o de esp&eacute;cies em risco de desaparecer, num universo de oito milh&otilde;es de plantas, insetos e outros animais.<br />
<br />
N&atilde;o h&aacute; Planeta B. Depois de d&eacute;cadas e d&eacute;cadas de alertas, dados, relat&oacute;rios e estudos que apontam todos no mesmo sentido, agora, mais do que nunca, &eacute; urgente agir, e agir rapidamente. E &eacute; com foco na a&ccedil;&atilde;o pela conserva&ccedil;&atilde;o do nosso Planeta Terra que trabalhamos todos os dias.]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 24 May 2019 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Festival Sons &amp; Ruralidades comemora Dia Europeu da Rede Natura 2000 e Dia Internacional da Biodiversidade junto da comunidade escolar de Vimioso</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/festival-sons-ruralidades-comemora-dia-europeu-da-rede-natura-2000-e-dia-internacional-da-biodiversidade-junto-da-comunidade-escolar-de-vimioso-2019-05-24/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>Inserido nas atividades do Sons &amp; Ruralidades - Festival de Ecologia, Artes e Tradi&ccedil;&otilde;es Populares, o Dia Europeu da Rede Natura 2000 e o Dia Internacional da Biodiversidade foram comemorados junto da comunidade escolar de Vimioso, com a realiza&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rias iniciativas por parte da Palombar - Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural e da AEPGA - Associa&ccedil;&atilde;o para o Estudo e Prote&ccedil;&atilde;o do Gado Asinino.</strong><br />
<br />
O festival Sons &amp; Ruralidades tamb&eacute;m pretende ser uma ferramenta de sensibiliza&ccedil;&atilde;o da comunidade e das novas gera&ccedil;&otilde;es para a import&acirc;ncia de preservar a Natureza e a Biodiversidade e prover o necess&aacute;rio equil&iacute;brio entre as atividades humanas e a conserva&ccedil;&atilde;o dos ecossistemas e dos recursos naturais.<br />
<br />
Na ter&ccedil;a-feira, 21 de maio, Dia Europeu da Rede Natura 2000, estivemos no Agrupamento de Escolas de Vimioso, onde foi realizada uma apresenta&ccedil;&atilde;o a alunos/as do 4.&ordm; ano de escolaridade, com o objetivo de explicar o que &eacute; a Rede Natura 2000 e a sua import&acirc;ncia.Os/as alunos/as foram igualmente informados sobre quantas tipologias de &aacute;reas protegidas existem e onde est&atilde;o localizadas, tanto no territ&oacute;rio nacional, como europeu. Foi tamb&eacute;m explicado aos alunos/as o enquadramento hist&oacute;rico da implementa&ccedil;&atilde;o da Rede.<br />
<br />
Os/as estudantes tamb&eacute;m participaram num jogo did&aacute;tico sobre a Teia Alimentar. Durante este jogo, foram convidados/as a representar um ser vivo inserido numa das seguintes categorias: produtores, decompositores, consumidores prim&aacute;rios, secund&aacute;rio ou finais. A seguir, foram criadas liga&ccedil;&otilde;es com fios entre os diferentes seres vivos, criando uma teia para que se percebesse de que forma estamos todos interligados e conectados, direta ou indiretamente.<br />
<br />
Posteriormente, os participantes introduziram elementos que afetavam o equil&iacute;brio dos ecossistemas e que iam quebrando as liga&ccedil;&otilde;es existentes. O objetivo era fazer com que estes percebessem que, ao interferir no equil&iacute;brio dos ecossistemas, todos ficam prejudicados. O jogo terminou com uma reflex&atilde;o sobre os impactos das a&ccedil;&otilde;es humanas nos ecossistemas e sobre as medidas que podem ser adotadas para minimizar ou anular esses impactos. <br />
<br />
J&aacute; no dia 22 de maio, Dia Internacional da Biodiversidade, alunos/as do 8.&ordm; ano de escolaridade tiveram a oportunidades de ver tr&ecirc;s document&aacute;rios: 5 Reinos - Parque Natural do Douro Internacional, de B&aacute;rbara Cruz, Joaquim Betenano, Carlos Sousa e Paulo Fontes, um Document&aacute;rio da Palombar e o Portugal - The wild side, da Wildstep Productions. O objetivo foi proporcionar momentos de reflex&atilde;o sobre a biodiversidade e a sua import&acirc;ncia.<br />
<br />
Os/as alunos/as tamb&eacute;m participaram no jogo da Teia Alimentar e foram sensibilizados para a necessidade de proteger os processos ecol&oacute;gicos e a import&acirc;ncia do papel do associativismo e das organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o governamentais (ONG) na conserva&ccedil;&atilde;o da natureza e das estrat&eacute;gias e medidas de mitiga&ccedil;&atilde;o de impactos na biodiversidade. Foi igualmente apresentada aos alunos/as uma contextualiza&ccedil;&atilde;o do territ&oacute;rio onde estamos inseridos e das diferentes regi&otilde;es biogeogr&aacute;ficas, diferentes habitats, esp&eacute;cies e ecossistemas e principais grupos faun&iacute;sticos presentes na Zona de Prote&ccedil;&atilde;o Especial (ZPE) Rios Sabor e Ma&ccedil;as e no Parque Natural do Douro Internacional (PNDI).<br />
<br />
O Sons &amp; Ruralidades - Festival de Ecologia, Artes e Tradi&ccedil;&otilde;es Populares realizou-se nos dias 17, 18 e 19 e 21 e 22 de maio de 2019, no&nbsp;Parque Ib&eacute;rico de Natureza e Aventura PINTA - Vales de Vimioso, no Concelho de Vimioso, organizado pela&nbsp;AEPGA, pela&nbsp;Palombar e pelo&nbsp;Munic&iacute;pio de Vimioso.]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Wed, 22 May 2019 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Intercâmbio de Recuperação de Património Rural em França: Palombar recruta 6 voluntários/as</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/intercambio-de-recuperacao-de-patrimonio-rural-em-franca-palombar-recruta-6-voluntarios-as-2019-05-22/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A Palombar - Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, no &acirc;mbito de uma parceria realizada com a associa&ccedil;&atilde;o francesa Rempart, est&aacute; a recrutar 6 volunt&aacute;rios/as para integrar um interc&acirc;mbio do programa Erasmus + sobre Recupera&ccedil;&atilde;o do Patrim&oacute;nio Rural, o qual ir&aacute; decorrer no sul de Fran&ccedil;a, na aldeia de P&eacute;rillos, entre os dias 30 de junho e 13 de julho de 2019, dinamizado pela associa&ccedil;&atilde;o Terre de Pierres. </strong><br />
<br />
Durante duas semanas, volunt&aacute;rios/as de Portugal, Fran&ccedil;a e It&aacute;lia v&atilde;o unir-se neste interc&acirc;mbio para ajudar a reconstruir a pequena aldeia francesa de P&eacute;rillos, com recurso a t&eacute;cnicas de constru&ccedil;&atilde;o tradicional. Esta ser&aacute; uma experi&ecirc;ncia &uacute;nica de partilha de conhecimentos, interc&acirc;mbio cultural e vida comunit&aacute;ria. O programa inclui ateliers pr&aacute;ticos sobre recupera&ccedil;&atilde;o do patrim&oacute;nio rural, atividades culturais, visitas e debates sobre o patrim&oacute;nio, entre outras a&ccedil;&otilde;es.<br />
<br />
A aldeia de P&eacute;rillos &eacute; um local isolado e encantador. Trata-se de uma aldeia que se encontra atualmente em ru&iacute;nas e onde n&atilde;o h&aacute; habitantes, nem com&eacute;rcio, nem sistema de &aacute;gua canalizada. A antiga escola da aldeia foi transformada numa casa comunit&aacute;ria onde s&atilde;o acolhidos os/as volunt&aacute;rios que participam nas obras de reconstru&ccedil;&atilde;o.&nbsp;<br />
<br />
<strong>INSCRI&Ccedil;&Atilde;O</strong><br />
<br />
<strong>Quem pode inscrever-se?</strong><br />
Jovens com idades entre os 18 e os 30 anos.Os/as jovens da regi&atilde;o de Tr&aacute;s-os-Montes ter&atilde;o prioridade no processo de sele&ccedil;&atilde;o dos/as volunt&aacute;rios/as.Para participar neste interc&acirc;mbio, dever&aacute; tornar-se s&oacute;cio/a da Palombar. Poder&aacute; faz&ecirc;-lo aqui.<br />
<br />
<strong>Como?</strong><br />
Envia uma mensagem de e-mail com o assunto &quot;Inscri&ccedil;&atilde;o no Interc&acirc;mbio P&eacute;rillos&quot; para palombar@palombar.pt, com o teu nome completo, idade e contactos, a indicar a tua inten&ccedil;&atilde;o de participar neste interc&acirc;mbio, bem como os motivos que te levam a querer integrar esta iniciativa. Ao demonstrares a tua inten&ccedil;&atilde;o em participar neste interc&acirc;mbio, ir&aacute;s receber toda a informa&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria.<br />
<br />
<strong>Qual &eacute; o per&iacute;odo de inscri&ccedil;&atilde;o?</strong><br />
O per&iacute;odo de inscri&ccedil;&atilde;o decorre entre os dias 22 de maio e 10 de junho.<br />
<br />
<strong>Vou ter alguma despesa financeira?</strong><br />
As despesas das viagens (atrav&eacute;s de reembolso do valor pago previamente pelos volunt&aacute;rios/as), das refei&ccedil;&otilde;es e do alojamento ser&atilde;o todas asseguradas pela associa&ccedil;&atilde;o Rempart. Os volunt&aacute;rios ter&atilde;o de pagar apenas o valor de 30 euros para ativa&ccedil;&atilde;o de um seguro de participa&ccedil;&atilde;o no evento.<br />
<br />
<strong>Como vou para Fran&ccedil;a?<br />
</strong>O grupo de 6 volunt&aacute;rios recrutados pela Palombar vai para Fran&ccedil;a de avi&atilde;o acompanhado por um monitor da Palombar, que estar&aacute; tamb&eacute;m presente durante todo o interc&acirc;mbio a acompanhar os trabalhos e atividades desenvolvidos.]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c816f</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Wed, 22 May 2019 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Dia Internacional da Biodiversidade: há um milhão de espécies em risco de extinção e é urgente agir agora</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/dia-internacional-da-biodiversidade-ha-um-milhao-de-especies-em-risco-de-extincao-e-e-urgente-agir-agora-2019-05-22/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[O Dia Internacional da Biodiversidade &eacute; assinalado esta quarta-feira, 22 de maio. Neste dia, enaltecemos o esfor&ccedil;o e a dedica&ccedil;&atilde;o de todas as pessoas, entidades, associa&ccedil;&otilde;es, organiza&ccedil;&otilde;es, comunidades e pa&iacute;ses que trabalham ininterruptamente para proteger e preservar a biodiversidade a n&iacute;vel local, regional e global. O esfor&ccedil;o &eacute; herc&uacute;leo e as amea&ccedil;as crescentes. Neste dia, deixamos um grito de alerta para o mundo e apelamos &agrave; a&ccedil;&atilde;o: h&aacute; um milh&atilde;o de esp&eacute;cies em risco de extin&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o podem esperar. Se n&atilde;o houver uma revolu&ccedil;&atilde;o que altere a nosso modo de vida atual e trave as altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas, estas esp&eacute;cies v&atilde;o mesmo extinguir-se. Elas e n&oacute;s.<br />
<br />
De acordo com o relat&oacute;rio internacional divulgado pela Plataforma Intergovernamental de Pol&iacute;tica de Ci&ecirc;ncia sobre Biodiversidade e Servi&ccedil;os do Ecossistema (IPBES, na sigla em ingl&ecirc;s), uma ag&ecirc;ncia da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU) para o Ambiente, atualmente, existe um milh&atilde;o de esp&eacute;cies em risco de desaparecer, num universo de oito milh&otilde;es de plantas, insetos e outros animais.<br />
<br />
O documento, apresentado no dia 6 de maio em Paris, Fran&ccedil;a, por 145 cientistas de 50 pa&iacute;ses e que foi aprovado por 130 Estados, afirma perentoriamente que as atividades humanas e, consequentemente, as altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas, est&atilde;o a ter um impacto brutal e sem precedentes na Natureza. Segundo referem os peritos, nunca a destrui&ccedil;&atilde;o da biodiversidade e dos ecossistemas foi tanta e t&atilde;o r&aacute;pida<br />
<br />
O estudo realizado mostra que a agricultura e a pesca s&atilde;o os maiores fatores de destrui&ccedil;&atilde;o dos ecossistemas, conseguindo uma taxa de extin&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies que &eacute; entre dezenas a centenas de vezes superior &agrave;s m&eacute;dias dos &uacute;ltimos dez milh&otilde;es de anos. Os efeitos das altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas causadas pela queima do carv&atilde;o, petr&oacute;leo e g&aacute;s produzido pela ind&uacute;stria de combust&iacute;veis f&oacute;sseis &eacute; outro fator determinante para a amea&ccedil;a &agrave; biodiversidade e ao meio ambiente.<br />
<br />
O relat&oacute;rio, que consiste na primeira Avalia&ccedil;&atilde;o Global sobre o estado atual da Terra em termos de biodiversidade e sanidade, aponta tamb&eacute;m o caminho a seguir: s&oacute; uma r&aacute;pida e profunda transforma&ccedil;&atilde;o do&nbsp;sistema econ&oacute;mico, social&nbsp;e financeiro poder&aacute; salvar-nos do colapso dos ecossistemas e do Planta Terra. O alerta &eacute; claro: ou mudamos rapidamente o nosso sistema econ&oacute;mico para um sistema que n&atilde;o tenha como meta o crescimento sem limites, ou os males provocados pela polui&ccedil;&atilde;o, pela destrui&ccedil;&atilde;o de habitats e pelas emiss&otilde;es de carbono ser&atilde;o irrevers&iacute;veis e afetar&atilde;o todas as formas de vida na Terra.<br />
<br />
O presidente do IPBES, Robert Watson, refere, num comunicado, que &eacute; poss&iacute;vel come&ccedil;ar a conservar, restaurar e usar a Natureza de forma sustent&aacute;vel, mas s&oacute; se as sociedades estiverem preparadas para enfrentar os &quot;interesses instalados&quot; que parecem comprometidos a manter tudo como est&aacute;. &quot;O relat&oacute;rio tamb&eacute;m nos diz que n&atilde;o &eacute; tarde de mais para fazer a diferen&ccedil;a, mas somente se come&ccedil;armos agora em todos os n&iacute;veis, do local ao global&quot;, frisa Robert Watson. <br />
<br />
A transforma&ccedil;&atilde;o tem de passar necessariamente por uma reorganiza&ccedil;&atilde;o de todo o sistema que nos governa, &quot;atrav&eacute;s de fatores tecnol&oacute;gicos, econ&oacute;micos e sociais, incluindo paradigmas, metas e valores&quot;.Em causa est&aacute; uma nova forma de viver e estar no Planeta. E a mudan&ccedil;a tem de come&ccedil;ar imediatamente porque j&aacute; perdemos demasiado tempo. Depois de d&eacute;cadas e d&eacute;cadas de alertas, dados, relat&oacute;rios e estudos que apontam todos no mesmo sentido, agora, mais do que nunca, &eacute; urgente agir, e agir rapidamente.<br />
<br />
<strong>O RELAT&Oacute;RIO EM N&Uacute;MEROS: UM ALERTA PARA A A&Ccedil;&Atilde;O</strong><br />
<br />
<strong>Cen&aacute;rio global</strong><br />
<ul>
    <li>75%: ambiente terrestre &quot;severamente alterado&quot; at&eacute; hoje por a&ccedil;&otilde;es humanas (ambientes marinhos 66%);</li>
    <li>47%: redu&ccedil;&atilde;o dos indicadores globais de extens&atilde;o e condi&ccedil;&atilde;o &oacute;timas dos ecossistemas, esses indicadores continuam a diminuir num valor de pelo menos 4% por d&eacute;cada;</li>
    <li>28%: &aacute;rea terrestre global mantida e/ou gerida por Povos Ind&iacute;genas, incluindo 40% de &aacute;reas oficialmente protegidas e 37% de todas as &aacute;reas terrestres remanescentes com interven&ccedil;&atilde;o humana muito reduzida;</li>
    <li>+/- 60 bili&otilde;es: toneladas de recursos renov&aacute;veis e n&atilde;o renov&aacute;veis extra&iacute;dos globalmente a cada ano, quase 100% desde 1980;</li>
    <li>15%: aumento do consumo global de materiais per capita desde 1980;</li>
    <li>&gt; 85%: percentagem de zonas h&uacute;midas existentes em 1700 que desapareceram em 2000, a perda de zonas h&uacute;midas &eacute; atualmente tr&ecirc;s vezes mais r&aacute;pida, em termos percentuais, do que a perda de floresta.&nbsp;</li>
</ul>
<strong>Esp&eacute;cies, Popula&ccedil;&otilde;es e Variedades de Plantas e Animais</strong><br />
<ul>
    <li>8 milh&otilde;es: n&uacute;mero total estimado de esp&eacute;cies animais e vegetais na Terra (incluindo 5,5 milh&otilde;es de esp&eacute;cies de insetos);</li>
    <li>Dez a centenas de vezes: a medida em que a taxa atual de extin&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies a n&iacute;vel mundial &eacute; maior em compara&ccedil;&atilde;o com a m&eacute;dia dos &uacute;ltimos 10 milh&otilde;es de anos, e o aumento da taxa est&aacute; a acelerar;</li>
    <li>At&eacute; 1 milh&atilde;o: esp&eacute;cies amea&ccedil;adas de extin&ccedil;&atilde;o, muitas poder&atilde;o estar extintas em apenas algumas d&eacute;cadas;</li>
    <li>&gt; 500 000 (+/- 9%): parte dos 5,9 milh&otilde;es de esp&eacute;cies terrestres estimadas no mundo com habitat insuficiente para sobreviv&ecirc;ncia a longo prazo se n&atilde;o houver restaura&ccedil;&atilde;o de habitats;</li>
    <li>&gt; 40%: esp&eacute;cies de anf&iacute;bios amea&ccedil;adas de extin&ccedil;&atilde;o;</li>
    <li>Quase 33%: corais formadores de recifes, tubar&otilde;es e outras esp&eacute;cies relacionadas amea&ccedil;ados de extin&ccedil;&atilde;o e &gt; 33% de mam&iacute;feros marinhos em risco de desaparecer;</li>
    <li>25%: propor&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia de esp&eacute;cies amea&ccedil;adas de extin&ccedil;&atilde;o nos grupos terrestres, de &aacute;gua doce e vertebrados marinhos, invertebrados e plantas que foram avaliadas com dados suficientes;</li>
    <li>Pelo menos 680: esp&eacute;cies de vertebrados extintos devido a a&ccedil;&otilde;es humanas desde o s&eacute;culo XVI;</li>
    <li>+/- 10%: estimativa preliminar da propor&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies de insetos amea&ccedil;adas de extin&ccedil;&atilde;o;</li>
    <li>&gt; 20%: decl&iacute;nio na abund&acirc;ncia m&eacute;dia de esp&eacute;cies nativas na maioria dos principais biomas terrestres, principalmente desde 1900;</li>
    <li>+/- 560 (+/- 10%): ra&ccedil;as domesticadas de mam&iacute;feros que foram extintas em 2016, com pelo menos mais 1 000 amea&ccedil;adas;</li>
    <li>3,5%: ra&ccedil;as domesticadas de aves extinta at&eacute; 2016;</li>
    <li>70%: aumento desde 1970 no n&uacute;mero de esp&eacute;cies ex&oacute;ticas invasoras em 21 pa&iacute;ses com registos detalhados;</li>
    <li>30%: redu&ccedil;&atilde;o na integridade do habitat terrestre global causada pela perda de habitat e deteriora&ccedil;&atilde;o;</li>
    <li>47%: propor&ccedil;&atilde;o de mam&iacute;feros terrestres n&atilde;o voadores e 23% de aves amea&ccedil;adas cujas distribui&ccedil;&otilde;es podem j&aacute; ter sido afetadas negativamente pelas mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas;</li>
    <li>&gt; 6: esp&eacute;cies de ungulados que provavelmente estariam extintas ou a sobreviver apenas em cativeiro se, atualmente, n&atilde;o existissem medidas de conserva&ccedil;&atilde;o.</li>
</ul>
<strong>Florestas</strong><br />
<ul>
    <li>45%: aumento da produ&ccedil;&atilde;o de madeira bruta desde 1970 (4 bili&otilde;es de metros c&uacute;bicos em 2017);</li>
    <li>+/- 13 milh&otilde;es: empregos na ind&uacute;stria florestal;</li>
    <li>50%: expans&atilde;o agr&iacute;cola que ocorreu &agrave; custa da destrui&ccedil;&atilde;o de florestas;</li>
    <li>50%: redu&ccedil;&atilde;o na taxa l&iacute;quida de perda florestal desde os anos 90 (excluindo aqueles utilizados para extra&ccedil;&atilde;o de madeira ou agr&iacute;cola);</li>
    <li>68%: &aacute;rea florestal global atual comparada com o n&iacute;vel pr&eacute;-industrial estimado;</li>
    <li>7%: redu&ccedil;&atilde;o de florestas intactas (&gt; 500 km2 sem press&atilde;o humana) de 2000-2013 em pa&iacute;ses desenvolvidos e em desenvolvimento;</li>
    <li>290 milh&otilde;es de hectares (+/- 6%): cobertura florestal nativa perdida de 1990-2015 devido ao desmatamento e extra&ccedil;&atilde;o de madeira;</li>
    <li>110 milh&otilde;es de hectares: aumento da &aacute;rea de florestas plantadas de 1990-2015;</li>
    <li>10-15%: fornecimento global de madeira obtida pela silvicultura ilegal (at&eacute; 50% em algumas &aacute;reas);</li>
    <li>&gt; 2 bili&otilde;es: pessoas que dependem de combust&iacute;vel de madeira para atender &agrave;s suas necessidades de energia prim&aacute;ria.</li>
</ul>
<strong>Altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas</strong><br />
<ul>
    <li>1 grau Celsius: diferen&ccedil;a m&eacute;dia de temperatura global em 2017, em compara&ccedil;&atilde;o com os n&iacute;veis pr&eacute;-industriais, aumento de cerca de +/- 0,2 (+/- 0,1) graus Celsius por d&eacute;cada;</li>
    <li>&gt; 3 mm: aumento m&eacute;dio anual do n&iacute;vel do mar nas &uacute;ltimas duas d&eacute;cadas;</li>
    <li>16-21 cm: aumento da m&eacute;dia global do n&iacute;vel do mar desde 1900;</li>
    <li>Aumento de 100% desde 1980 nas emiss&otilde;es de gases de efeito estufa, elevando a temperatura m&eacute;dia global em pelo menos 0,7 graus Celsius;</li>
    <li>40%: aumento da pegada de carbono do turismo (para 4,5 Gt de di&oacute;xido de carbono) de 2009 a 2013;</li>
    <li>8%: das emiss&otilde;es totais de gases de efeito estufa s&atilde;o provenientes do transporte e do consumo de alimentos relacionados com o turismo;</li>
    <li>5%: percentagem estimada de esp&eacute;cies em risco de extin&ccedil;&atilde;o com um aumento da temperatura de 2&deg;C, essa percentagem sobe para 16%, se a temperatura aumentar 4,3&deg;C;</li>
    <li>Mesmo que o aquecimento global seja de apenas 1,5 a 2&ordm;C, a maioria das popula&ccedil;&otilde;es de esp&eacute;cies terrestres dever&aacute; sofrer uma redu&ccedil;&atilde;o dr&aacute;stica.</li>
</ul>
<br />
Consulte o relat&oacute;rio na &iacute;ntegra <strong><a href="https://www.ipbes.net/news/Media-Release-Global-Assessmenthttps://www.ipbes.net/news/ipbes-global-assessment-summary-policymakers-pdf">aqui</a></strong>.]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c8180</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Wed, 15 May 2019 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Grifo encaminhado para recuperação pela Palombar é devolvido à Natureza em Torre de Moncorvo</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/grifo-encaminhado-para-recuperacao-pela-palombar-e-devolvido-a-natureza-em-torre-de-moncorvo-2019-05-15/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>Um grifo <em>(Gyps fulvus</em>) encontrado ferido no campo no concelho de Mogadouro pela Palombar - Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, no dia 21 de mar&ccedil;o, e encaminhado para recupera&ccedil;&atilde;o no Centro de Interpreta&ccedil;&atilde;o Ambiental e de Recupera&ccedil;&atilde;o Animal (CIARA), em Felgar (Torre de Moncorvo), foi devolvido &agrave; Natureza esta segunda-feira, 13 de maio, no &acirc;mbito de atividades de comemora&ccedil;&atilde;o do segundo anivers&aacute;rio do CIARA.</strong><br />
<br />
O animal, que esteve quase dois meses em processo de recupera&ccedil;&atilde;o, voltou a abra&ccedil;ar a liberdade, tendo sido libertado pelos t&eacute;cnicos do CIARA numa zona pr&oacute;xima &agrave; Capela de S&atilde;o Louren&ccedil;o, em Felgar, numa iniciativa que contou com a participa&ccedil;&atilde;o de dezenas de crian&ccedil;as que assistiram &agrave; liberta&ccedil;&atilde;o do animal. Em Portugal, esta esp&eacute;cie est&aacute; classificada como &quot;Quase Amea&ccedil;ada&quot;.<br />
<br />
A utiliza&ccedil;&atilde;o de iscos envenenados, a redu&ccedil;&atilde;o da disponibilidade de alimentos, a diminui&ccedil;&atilde;o do aproveitamento pecu&aacute;rio extensivo, a perturba&ccedil;&atilde;o humana, a eletrocuss&atilde;o, a degrada&ccedil;&atilde;o dos habitats, a persegui&ccedil;&atilde;o humana e a instala&ccedil;&atilde;o de parques e&oacute;licos s&atilde;o as principais amea&ccedil;as para esta esp&eacute;cie.<br />
<br />
O grifo &eacute; uma das esp&eacute;cies alvo de conserva&ccedil;&atilde;o do projeto ConnectNatura da Palombar. O 'ConnectNatura - Refor&ccedil;o da Rede de Campos de Alimenta&ccedil;&atilde;o para Aves Necr&oacute;fagas e Cria&ccedil;&atilde;o de Condi&ccedil;&otilde;es de Conectividade entre &Aacute;reas da Rede Natura 2000' tem como objetivo a conserva&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies estritamente e parcialmente necr&oacute;fagas que constam do Anexo I da Diretiva Aves e que possuem um estatuto de conserva&ccedil;&atilde;o desfavor&aacute;vel em Portugal, em particular o abutre-preto (<em>Aegypius monachus</em>), o britango (<em>Neophron percnopterus</em>), o grifo (<em>Gyps fulvus</em>) e a &aacute;guia-real (<em>Aquila chrysaetos</em>). Saiba mais em www.connectnatura.pt.<br />
<br />
<strong>Grupo Nordeste participa nas comemora&ccedil;&otilde;es do 2.&ordm; anivers&aacute;rio do CIARA com jogo did&aacute;tico sobre a cadeia tr&oacute;fica</strong><br />
<br />
O Nordeste - Grupo para a Promo&ccedil;&atilde;o do Desenvolvimento Sustent&aacute;vel, que integra a Palombar, tamb&eacute;m marcou presen&ccedil;a nas atividades de comemora&ccedil;&atilde;o do 2.&ordm; anivers&aacute;rio do CIARA, com a apresenta&ccedil;&atilde;o de um jogo did&aacute;tico sobre a cadeia tr&oacute;fica.Durante este jogo, os participantes foram convidados a representar um ser vivo inserido numa das seguintes categorias: produtores, decompositores, consumidores prim&aacute;rios, secund&aacute;rio ou finais.<br />
<br />
A seguir, foram criadas liga&ccedil;&otilde;es com fios entre os diferentes seres vivos, criando uma teia para que se percebesse de que forma estamos todos interligados e conectados, direta ou indiretamente.Posteriormente, os participantes introduziram elementos que afetavam o equil&iacute;brio dos ecossistemas e que iam quebrando as liga&ccedil;&otilde;es existentes.<br />
<br />
O objetivo era fazer com que estes percebessem que, ao interferir no equil&iacute;brio dos ecossistemas, todos ficam prejudicados. O jogo terminou com uma reflex&atilde;o sobre os impactos das a&ccedil;&otilde;es humanas nos ecossistemas e sobre as medidas que podem ser adotadas para minimizar ou anular esses impactos.]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Tue, 14 May 2019 09:26:13 +0100</pubDate> 
					<title>55.º Campo de Trabalho Voluntário Internacional junta voluntários, gerações, culturas e saberes em prol da conservação do património rural de aldeia transmontana &amp;nbsp;&amp;nbsp;</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/55campodetrabalhovoluntriointernacionaljuntavoluntriosgeraesculturasesaberesemproldaconservaodopatrimnioruraldealdeiatransmontanaenbspenbsp/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[Recuperar o património rural construído é uma das missões da Palombar ? Associação de Conservação da Natureza e do Património Rural. As construções típicas dos territórios rurais transmontanos, onde a pedra assume um papel central, têm sido alvo de várias intervenções de restauro por parte da associação, principalmente no âmbito dos seus Campos de Trabalho Voluntário Internacionais (CTVI).

  
   
  

  
   
  

  
   
  

  
   
  

  
   
  

  
   
  

  
   
  

  
   
  

  
   
  

  
   
  

  
   
  

  
   
  

  
   
  

Entre os dias 22 de abril e 3 de maio, a Palombar, em parceria com a União das Freguesias de Algoso, Campo de Víboras e Uva, o Município de Vimioso e a associação francesa Union Rempart, organizou o seu 55.º CTVI, em Vale de Algoso, no concelho de Vimioso, distrito de Bragança, que teve como objetivo recuperar uma zona de muros de pedra que delimitam uma horta localizada no centro da aldeia e um bebedouro comunitário, com recurso à técnica tradicional de construção em pedra seca.Neste CTVI, participaram cinco voluntários/as, dos quais quatro de nacionalidade francesa e uma de nacionalidade portuguesa, com idades compreendidas entre os 18 e os 50 anos, os quais foram acompanhados no terreno pela equipa de monitores da Palombar. Os voluntários franceses foram encaminhados para participar neste CTVI através de uma colaboração de décadas realizada com a associação Rempart. Os trabalhos de recuperação do património rural foram orientados pelo formador Nuno Martins. Os CTVI são organizados de modo a envolver de forma ativa a comunidade local, a qual é fonte de conhecimento e cujo contributo é essencial para a concretização dos trabalhos desenvolvidos no âmbito dos campos de trabalho para recuperação do património.Fomentamos, desta forma, a valorização do património rural por via da cidadania ativa, de modo a promover a aprendizagem de técnicas de construção tradicional, neste caso, a técnica de construção em pedra seca. Proporcionamos também a criação de espaços e momentos de partilha marcados pelo intercâmbio multicultural e intergeracional que dão vida à aldeia. Um desses momentos foi o Jantar Comunitário, que decorreu no dia 27 de abril e que contou com a participação de cerca de 40 pessoas. A realização deste jantar não teria sido possível sem o envolvimento e a contribuição exemplar e fundamental da comunidade local e o apoio da União de Freguesias de Algoso, Campo de Víboras e Uva.A Palombar faz uma agradecimento especial a toda a comunidade de Vale de Algoso, bem como à com a União das Freguesias de Algoso, Campo de Víboras e Uva, pela recetividade e pela participação neste CTVI. O seu envolvimento criou uma dinâmica e um ambiente únicos, através da partilha de saberes, experiências e conhecimento sobre o património da aldeia.Agradecemos igualmente o grupo de alunos da Escola de Música da Associação Lérias que também marcou presença em Vale de Algoso neste CTVI e encantou os voluntários e a comunidade com o som e a melodia da gaita de foles e do bombo, proporcionando momentos de música, dança e convívio. A musicalidade da gaita e a batida do bombo marcaram o final deste campo de trabalho, que uniu gerações, culturas, saberes e ofícios em prol da conservação do património rural e também cultural e humano do nordeste transmontano.]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 09 May 2019 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>ICNF confirma presença de urso-pardo no Parque Natural de Montesinho</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/icnf-confirma-presenca-de-urso-pardo-no-parque-natural-de-montesinho-2019-05-09/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[A presen&ccedil;a de um urso-pardo (Ursus arctos) dispersante no Parque Natural de Montesinho (PNM), no distrito de Bragan&ccedil;a, foi confirmada esta quarta-feira, 8 de maio, pelo Instituto de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas (ICNF) no seu site oficial.<br />
<br />
Segundo indica o ICNF, &quot;pelo menos um indiv&iacute;duo dispersante da popula&ccedil;&atilde;o do Norte de Espanha, muito provavelmente oriundo da subpopula&ccedil;&atilde;o ocidental da Cordilheira Cant&aacute;brica&quot; tem sido avistado e monitorizado no PNM pelo instituto.<br />
<br />
&quot;Em Espanha, nas &uacute;ltimas duas d&eacute;cadas, foram registados movimentos de indiv&iacute;duos em &aacute;reas pr&oacute;ximas do distrito de Bragan&ccedil;a, em concreto do PNM. Estas incurs&otilde;es dizem respeito a machos jovens em dispers&atilde;o em torno das popula&ccedil;&otilde;es est&aacute;veis existentes a norte, na Cordilheira Cant&aacute;brica&quot;, explica o ICNF.<br />
<br />
O ICNF refere ainda que &quot;est&aacute;, em articula&ccedil;&atilde;o com as autoridades hom&oacute;logas de Espanha, a acompanhar neste territ&oacute;rio de fronteira a presen&ccedil;a deste indiv&iacute;duo&quot;.<br />
<br />
Atualmente, o urso-pardo est&aacute; dado como extinto no territ&oacute;rio nacional. Os &uacute;ltimos registos que evidenciam a presen&ccedil;a desta esp&eacute;cie em Portugal s&atilde;o do s&eacute;c. XVIII at&eacute; finais do s&eacute;c. XIX. O &uacute;ltimo exemplar da esp&eacute;cie de que havia registo at&eacute; agora fora abatido na Serra do Ger&ecirc;s, em 1843.&nbsp; <br />
<br />
<strong>Sobre o urso-pardo</strong><br />
<br />
O urso-pardo mede entre 1,5 e 2,0 metros e tem cerca de 8 a 10 cm de cauda, que est&aacute; oculta sob o p&ecirc;lo. A sua pelagem &eacute; de cor pardo-clara at&eacute; quase ao negro e as crias exibem, por vezes, uma esp&eacute;cie de colarinho branco. Regista atividade diurna e noturna. &Eacute; um animal solit&aacute;rio, mas soci&aacute;vel para com os seus cong&eacute;neres, se o alimento for abundante. A f&ecirc;mea tem as crias  no interior da gruta onde hiberna. A gesta&ccedil;&atilde;o dura entre 6 a 7 meses e, normalmente, nascem entre 2 a 3 crias. Estas nascem surdas e cegas e durante 2 anos s&atilde;o acompanhadas pela progenitora. &Eacute; uma esp&eacute;cie omn&iacute;vara, come bagas, frutos, ra&iacute;zes, caules, rebentos, mel, formigas, larvas, entre outros alimentos.]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 03 May 2019 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Diretiva Aves: 40 anos a assegurar que milhares de aves selvagens continuam a voar nos céus da Europa</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/diretiva-aves-40-anos-a-assegurar-que-milhares-de-aves-selvagens-continuam-a-voar-nos-ceus-da-europa-2019-05-03/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>Uma &aacute;guia-real (<em>Aquila chrysaetos</em>) no Parque Natural do Douro Internacional, um milhafre-preto (<em>Milvus migrans</em>) no Baixo Mondego, uma &aacute;guia-imperial-ib&eacute;rica (<em>Aquila</em> <em>adalberti</em>) no Tejo, uma cegonha-preta (<em>Ciconia nigra</em>) no Alentejo, uma laverca (<em>Alauda arvensis</em>) no campo... J&aacute; teve a oportunidade de ver algumas destas aves? Estas e muitas outras esp&eacute;cies de avifauna da Europa poderiam estar extintas no espa&ccedil;o europeu se, h&aacute; 40 anos, n&atilde;o tivesse sido criada a Diretiva Aves pela ent&atilde;o Comunidade Econ&oacute;mica Europeia (CEE), no dia 2 de abril de 1979.</strong><br />
<br />
A Diretiva Aves &eacute; uma das primeiras leis ambientais da Europa e protege mais de 500 esp&eacute;cies de aves. Esta Diretiva &eacute; t&atilde;o relevante hoje como em 1979, quando os Estados-membros da CEE se reuniram para enfrentar o decl&iacute;nio acentuado das popula&ccedil;&otilde;es de aves selvagens na Europa.Foi gra&ccedil;as a este documento comunit&aacute;rio de car&aacute;ter transfronteiri&ccedil;o que foi poss&iacute;vel criar legisla&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria transposta para as legisla&ccedil;&otilde;es nacionais dos Estados-membros da atual Uni&atilde;o Europeia (UE), bem como um conjunto de medidas e projetos para proteger e conservar as aves selvagens que habitam no territ&oacute;rio europeu.<br />
<br />
A Palombar - Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural congratula-se com as comemora&ccedil;&otilde;es dos 40 anos da Diretiva Aves, um documento que, desde a sua cria&ccedil;&atilde;o, representa uma ferramenta-chave fulcral para assegurar a prote&ccedil;&atilde;o de todas as esp&eacute;cies de avifauna que tem o territ&oacute;rio europeu como o seu habitat.<br />
<br />
&quot;Numa altura em que a extin&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies no Planeta Terra avan&ccedil;a a uma velocidade extremamente preocupante, a exist&ecirc;ncia de Diretivas como esta torna-se fundamental para garantir que, no contexto europeu, as esp&eacute;cies de avifauna selvagem estejam protegidas e que h&aacute; um esfor&ccedil;o conjunto e concertado para reduzir os fatores de amea&ccedil;a que colocam em causa a sua exist&ecirc;ncia, com o prop&oacute;sito de assegurar que milhares de esp&eacute;cies de aves continuem a voar nos c&eacute;us da Europa, em total liberdade e com seguran&ccedil;a&quot;, sublinha o presidente da Palombar, Jos&eacute; Pereira.<br />
<br />
<strong>O que &eacute; e para que serve a Diretiva Aves?</strong><br />
<br />
A Diretiva Aves de 1979 (Diretiva 79/409/CEE) foi revogada e atualizada em 2009 pela Diretiva 2009/47/CE do Parlamento e do Conselho europeus.Esta diretiva diz respeito &agrave; conserva&ccedil;&atilde;o de todas as esp&eacute;cies de aves que vivem naturalmente em estado selvagem no territ&oacute;rio europeu dos Estados-membros. Tem por objetivo a prote&ccedil;&atilde;o, a gest&atilde;o e o controlo dessas esp&eacute;cies e regula a sua explora&ccedil;&atilde;o.Para a concretiza&ccedil;&atilde;o deste objetivo, cada um dos Estados-membros fica obrigado a adotar as medidas necess&aacute;rias para garantir a prote&ccedil;&atilde;o das popula&ccedil;&otilde;es selvagens das v&aacute;rias esp&eacute;cies de aves no seu territ&oacute;rio da UE, estabelecendo um regime geral para a sua prote&ccedil;&atilde;o e gest&atilde;o. <br />
<br />
&quot;Esta Diretiva, que se aplica tanto &agrave;s aves como aos seus habitats, ovos e ninhos, imp&otilde;e a necessidade de proteger &aacute;reas suficientemente vastas de cada um dos diferentes habitats utilizados pelas diversas esp&eacute;cies, regulamenta o com&eacute;rcio de aves selvagens, limita a atividade da ca&ccedil;a a um conjunto de esp&eacute;cies e em determinadas condi&ccedil;&otilde;es e per&iacute;odos e pro&iacute;be certos m&eacute;todos de captura e abate&quot;, explica o Instituto de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas (ICNF).<br />
<br />
O documento inclui ainda uma lista com esp&eacute;cies de aves que, conjuntamente com as esp&eacute;cies migradoras de ocorr&ecirc;ncia regular, requerem a designa&ccedil;&atilde;o de Zonas de Prote&ccedil;&atilde;o Especial (ZPE), isto &eacute;, as esp&eacute;cies para as quais cada Estado-membro da UE dever&aacute; classificar as extens&otilde;es e os habitats do seu territ&oacute;rio que se revelem de maior import&acirc;ncia para a sua conserva&ccedil;&atilde;o (Anexo 1).<br />
<br />
Gra&ccedil;as &agrave; Diretiva Aves, existem, atualmente, mais de 5 650 ZPE para aves, cobrindo mais de 843 000 km2 de terra e mares da UE. As ZPE integram a rede ecol&oacute;gica Natura 2000 da UE, a maior rede de &aacute;reas protegidas do mundo.Esta Diretiva reconhece tamb&eacute;m a import&acirc;ncia de implementar atividades humanas sustent&aacute;veis, como a ca&ccedil;a, a pesca e a agricultura, coexistindo com a Natureza em terras privadas e p&uacute;blicas.<br />
<br />
A Diretiva ajudou igualmente a aumentar o conhecimento sobre as aves selvagens e os seus habitats, o que constituiu a base para a&ccedil;&otilde;es orientadas para a sua conserva&ccedil;&atilde;o, incluindo atrav&eacute;s de projetos LIFE da UE, como o LIFE Rupis (www.rupis.pt), do qual a Palombar &eacute; parceira, e de outros fundos. A Diretiva Aves ajuda ainda a cumprir os compromissos internacionais da UE para proteger as aves migrat&oacute;rias. Como muitas esp&eacute;cies de aves passam parte das suas vidas fora da Europa, &eacute; essencial trabalhar com outros pa&iacute;ses abrangidos pelas suas rotas migrat&oacute;rias para garantir a exist&ecirc;ncia de popula&ccedil;&otilde;es saud&aacute;veis de v&aacute;rias esp&eacute;cies de aves.<br />
<br />
<strong>&Eacute; preciso continuar os esfor&ccedil;os de conserva&ccedil;&atilde;o</strong><br />
<br />
&quot;Apesar do progresso j&aacute; alcan&ccedil;ado, as popula&ccedil;&otilde;es de aves selvagens da UE enfrentam ainda s&eacute;rias press&otilde;es. Segundo os &uacute;ltimos estudos cient&iacute;ficos, apenas 52% das esp&eacute;cies de aves da Europa possuem hoje um estatuto de conserva&ccedil;&atilde;o seguro. H&aacute; uma necessidade de assegurar uma maior prote&ccedil;&atilde;o das aves que dependem de territ&oacute;rios campestres e rurais?, afirma a Comiss&atilde;o Europeia (CE) num comunicado. <br />
<br />
&quot;As pr&aacute;ticas agr&iacute;colas insustent&aacute;veis levaram a um decl&iacute;nio preocupante das aves terrestres, cujos n&uacute;meros ca&iacute;ram cerca de 50% desde 1980. Portanto, &eacute; necess&aacute;rio mais trabalho para integrar melhor os requisitos de prote&ccedil;&atilde;o das aves nas pr&aacute;ticas agr&iacute;colas para conservar esp&eacute;cies importantes como a laverca (<em>Alauda arvensis</em>) e a perdiz-cinzenta (<em>Perdix perdix</em>)&quot;, sublinha ainda a CE. <br />
<br />
<p class="black"><strong>Descubra as ZPE da regi&atilde;o de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro e as principais aves que nelas poder&aacute; encontrar </strong></p>
<br />
<strong>ZPE Montesinho/Nogueira </strong><br />
<br />
Abrange os concelhos de Bragan&ccedil;a, Chaves, Macedo de Cavaleiros e Vinhais. Mais de metade da &aacute;rea do Parque Natural de Montesinho est&aacute; inserida nesta ZPE.&nbsp;Apresenta uma grande variedade de ecossistemas e mosaico de habitats. A sua diversidade natural foi mantida ou beneficiada pela agricultura de montanha, baseada na explora&ccedil;&atilde;o pecu&aacute;ria extensiva de ovinos e bovinos, que normalmente tem contribu&iacute;do para a manuten&ccedil;&atilde;o dos valores naturais existentes. A ZPE Montesinho/Nogueira tem uma especificidade que se caracteriza pelo contacto entre v&aacute;rias comunidades de avifauna e pelo bom estado de conserva&ccedil;&atilde;o dos seus ecossistemas.Esta ZPE contribui significativamente para a manuten&ccedil;&atilde;o de popula&ccedil;&otilde;es vi&aacute;veis em Portugal, com o car&aacute;cter de nidificantes, das seguintes esp&eacute;cies: &aacute;guia-real (<em>Aquila chrysaetos</em>), tartaranh&atilde;o-azulado (<em>Circus cyaneus</em>), cotovia-comum (<em>Alauda arvenses</em>), petinha-das-&aacute;rvores (<em>Anthus trivialis</em>), melro-de-&aacute;gua (<em>Cinclus cinclus</em>), rabirruivo-de-testa-branca (<em>Phoenichuros phoenichuros</em>), chasco-comum (<em>Oenanthe</em> oenanthe), melro-das-rochas (<em>Monticola saxatilis</em>), tordo-comum (<em>Turdus philomelos</em>), felosa-de-Bonelli (<em>Phylloscopus bonelli</em>), pican&ccedil;o-de-dorso-ruivo (<em>Lanius collurio</em>), dom-fafe (<em>Pyrrhula pyrrhula</em>) e sombria (<em>Emberiza hortulana</em>).<br />
<br />
<strong>ZPE Rios Sabor e Ma&ccedil;&atilde;s</strong><br />
<br />
Envolve os concelhos de Alf&acirc;ndega da F&eacute;, Bragan&ccedil;a, Macedo de Cavaleiros, Miranda do Douro, Mogadouro, Torre de Moncorvo e Vimioso. Os vales encaixados do Rio Sabor e dos seus principais afluentes (Ma&ccedil;&atilde;s e Angueira) marcam fortemente a paisagem desta ZPE. Apresenta relevo montanhoso e tro&ccedil;os de vales de diferentes declives. Possui uma grande diversidade de vegeta&ccedil;&atilde;o e tipos de ocupa&ccedil;&atilde;o humana.As caracter&iacute;sticas naturais destes vales, aliada &agrave;s dificuldades de acesso e &agrave; dist&acirc;ncia a que se situam em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s zonas urbanas, proporcionam as condi&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias &agrave; nidifica&ccedil;&atilde;o de aves rup&iacute;colas, como o britango (<em>Neophron percnopterus</em>), a &aacute;guia-real (<em>Aquila chrysaetos</em>) e o bufo-real (<em>Bubo</em> <em>bubo</em>). Esta ZPE possui tamb&eacute;m um dos mais significativos n&uacute;cleos de &aacute;guia-perdigueira (<em>Aquila fasciata</em>) nidificantes.Esp&eacute;cies como a cegonha-preta (<em>Ciconia nigra</em>), melro-de-&aacute;gua (<em>Cinclus cinclus</em>), chasco-preto (<em>Oenanthe leucura</em>), melro-azul (<em>Monticola solitarius</em>), toutinegra-real (<em>Sylvia hortensis</em>) tamb&eacute;m podem ser vistas nesta ZPE, entre muitas outras.<br />
<br />
<strong>ZPE Douro Internacional e Vale do &Aacute;gueda</strong><br />
<br />
Integra os concelhos de Almeida, Figueira de Castelo Rodrigo, Freixo de Espada &agrave; Cinta, Miranda do Douro, Mogadouro, Torre de Moncorvo e Vila Nova de Foz C&ocirc;a. Grande parte (90%) do Parque Natural do Douro Internacional (PNDI) est&aacute; abrangido por esta ZPE.Possui terrenos e paisagens que acompanham os percursos fronteiri&ccedil;os dos rios Douro e &Aacute;gueda. Os vales escarpados e arribas s&atilde;o a principal caracter&iacute;stica do relevo desta zona, onde tamb&eacute;m existem planaltos, cerros montanhosos e encostas suaves. Apresenta uma grande diversidade de forma&ccedil;&otilde;es vegetais. A exist&ecirc;ncia de arribas e planaltos, bem como a predomin&acirc;ncia da atividade agropecu&aacute;ria fazem com que esta zona seja particularmente favor&aacute;vel &agrave; ocorr&ecirc;ncia de aves rup&iacute;colas, como a &aacute;guia-perdigueira (<em>Aquila fasciata</em>), o britango (<em>Neophron percnopterus</em>) e o grifo (<em>Gyps fulvus</em>), que beneficiam destas caracter&iacute;sticas &uacute;nicas. Esta ZPE, juntamente com a sua &aacute;rea g&eacute;mea em Espanha, a ZEPA Arribes del Duero, constituem um dos principais santu&aacute;rios para estas aves no continente Europeu. Esta &aacute;rea &eacute; tamb&eacute;m muito importante para diversas aves estep&aacute;rias, entre as quais o alcarav&atilde;o e o sis&atilde;o; para as aves de rapina florestais, como o milhafre-real (<em>Milvus milvus</em>), &aacute;guia-cal&ccedil;ada (<em>Aquila pennata</em>) e &aacute;guia-cobreira (<em>Circaetus gallicus</em>), e para os passeriformes florestais ou dependentes dos matos, como a toutinegra-tomilheira (<em>Sylvia conspicillata</em>), a toutinegra-de-bigodes (<em>Sylvis cantillans</em>) e a toutinegra-real (<em>Sylvia hortensis</em>).<br />
<br />
<strong>ZPE Vale do C&ocirc;a</strong><br />
<br />
Engloba os concelhos de Figueira de Castelo Rodrigo, Meda, Pinhel e Vila Nova de Foz C&ocirc;a. Regista um relevo montanhoso marcado pela bacia do tro&ccedil;o terminal do Rio C&ocirc;a, parcialmente inserida na regi&atilde;o do Douro Vinhateiro. A paisagem desta ZPE caracteriza-se sobretudo pelas encostas rochosas e escarpadas que se estendem ao longo dos rios C&ocirc;a e Massueime.Apesar de constituir uma zona maioritariamente desprovida de vegeta&ccedil;&atilde;o natural, h&aacute; v&aacute;rios enclaves de matos diversos, assim como sobreirais, azinhais e zimbrais. &Eacute; uma zona predominantemente rural.Constitui uma &aacute;rea importante para a avifauna rup&iacute;cola, sendo de destacar a popula&ccedil;&atilde;o nidificante de britango (<em>Neophron percnopterus</em>), que corresponde a um dos mais significativos n&uacute;cleos do nosso pa&iacute;s e tamb&eacute;m para o chasco-preto (<em>Oenanthe leucura</em>), que &eacute; frequente nas zonas mais &aacute;ridas desta ZPE.A &aacute;rea assume igualmente relev&acirc;ncia para a &aacute;guia-real (<em>Aquila chrysaetos</em>), grifo (<em>Gyps fulvus</em>) e a &aacute;guia-perdigueira (<em>Aquila fasciata</em>). A grande extens&atilde;o de matos proporciona ainda a ocorr&ecirc;ncia e uma certa abund&acirc;ncia de diversos passeriformes como a toutinegra-tomilheira (<em>Sylvia canspicillata</em>), a toutinegra-de-bigodes (<em>Sylvia cantillans</em>) e a toutinegra-dos-valados (<em>Sylvia</em> <em>melanocephala</em>), entre outras esp&eacute;cies.]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 29 Mar 2019 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Projeto Junto à Terra alarga atividades ao Vale do Tua e sensibiliza novas gerações a valorizar e preservar a Biodiversidade dos seus territórios</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/projeto-junto-a-terra-alarga-atividades-ao-vale-do-tua-e-sensibiliza-novas-geracoes-a-valorizar-e-preservar-a-biodiversidade-dos-seus-territorios-2019-03-29/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>As atividades de campo da 3.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o do projeto Junto &agrave; Terra (JaT) no territ&oacute;rio do Baixo Sabor (JaT Sabor) arrancaram no dia 19 de mar&ccedil;o, em Macedo de Cavaleiros, com uma visita de alunos/as do 8.&ordm; ano de escolaridade ao Geoss&iacute;tio Gnaisses de Lagoa, localizado na margem direita do Rio Sabor, muito pr&oacute;ximo da aldeia de Lagoa. O ciclo de atividades de campo do JaT Sabor ir&aacute; decorrer ainda nos dias 3 de abril, em Alf&acirc;ndega da F&eacute;; 4 de abril, em Mogadouro, e 5 de abril, em Torre de Moncorvo.</strong><br />
<br />
Neste ano letivo 2018/2019, o projeto JaT alargou a sua &aacute;rea de interven&ccedil;&atilde;o, e realiza tamb&eacute;m, pela primeira vez, atividades no territ&oacute;rio do Foz Tua (JaT Tua), nos cinco concelhos por ele abrangidos, durante os meses de mar&ccedil;o e abril, nomeadamente nos dias 25, 26 e 27 de mar&ccedil;o, em Mirandela; 28 de mar&ccedil;o, em Carrazeda de Ansi&atilde;es; 29 de mar&ccedil;o, em Vila Flor; 1 de abril, em Mur&ccedil;a, e 2 de abril, em Alij&oacute;.<br />
<br />
No &acirc;mbito das atividades de campo do JaT, est&atilde;o envolvidas v&aacute;rias entidades locais, com uma a&ccedil;&atilde;o territorial abrangente nos concelhos mencionados, promovendo, desta forma, o contacto direto daqueles jovens com profissionais de diferentes &aacute;reas de especializa&ccedil;&atilde;o e que trabalham para a prote&ccedil;&atilde;o e conserva&ccedil;&atilde;o da biodiversidade nesses territ&oacute;rios.&nbsp; Esta intera&ccedil;&atilde;o pretende tamb&eacute;m promover a orienta&ccedil;&atilde;o destes jovens e futuros profissionais para o desenvolvimento de atividades econ&oacute;micas que visem a valoriza&ccedil;&atilde;o desses recursos, numa perspetiva que assegure a sua sustentabilidade, conserva&ccedil;&atilde;o, prote&ccedil;&atilde;o e fomento.<br />
<br />
O JaT Sabor e o JaT Tua contam, na implementa&ccedil;&atilde;o das suas componentes pr&aacute;ticas, que est&atilde;o inseridas num projeto mais abrangente de educa&ccedil;&atilde;o ambiental promovido pela EDP e que decorre durante todo o ano letivo, com a parceria de v&aacute;rias entidades, entre as quais a Palombar - Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, a AEPGA -Associa&ccedil;&atilde;o para o Estudo e Prote&ccedil;&atilde;o do Gado Asinino, a APFNT - Associa&ccedil;&atilde;o de Produtores Florestais do Nordeste Transmontano, o Grupo Lobo - Associa&ccedil;&atilde;o para a Conserva&ccedil;&atilde;o do Lobo e do seu Ecossistema, a Associa&ccedil;&atilde;o GeoPark Terras de Cavaleiros,&nbsp; a Zasnet - Agrupamento Europeu de Coopera&ccedil;&atilde;o Territorial, o SEPNA-GNR - Servi&ccedil;o de Prote&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Ambiente da Guarda Nacional Republicana, o PNRVT - Parque Natural Regional do Vale do Tua, o Grupo Nordeste - Grupo para a Promo&ccedil;&atilde;o do Desenvolvimento Sustent&aacute;vel, a Silvidouro - Associa&ccedil;&atilde;o Agro-Florestal, a Aflodounorte - Associa&ccedil;&atilde;o Florestal do Vale do Douro Norte e o IPB-CIMO - Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o de Montanha do Instituto Polit&eacute;cnico de Bragan&ccedil;a.<br />
<br />
Cada uma das entidades mencionadas &eacute; respons&aacute;vel por uma Oficina dinamizada durante os v&aacute;rios dias de atividades de campo com os/as alunos/as. As v&aacute;rias entidades trabalham, junto da comunidade escolar, temas bastante diversificados, escolhidos tendo em conta as especificidades de cada territ&oacute;rio, que est&atilde;o inseridos nas Oficinas de campo.<br />
<br />
<strong>No Jat Sabor, os temas das Oficinas s&atilde;o:</strong><br />
Oficina 1 - &quot;Pastor&iacute;cia e Biodiversidade&quot;&nbsp; | Promotor: AEPGA<br />
Oficina 2 - &quot;Biodiversidade Florestal&quot;&nbsp;| Promotor: APFNT<br />
Oficina 3 - &quot;Os Minerais e a Biodiversidade&quot; | Promotor: GeoPark Terras de Cavaleiros<br />
Oficina 4 - &quot;&Agrave; Descoberta do Lobo&quot;&nbsp;| Promotor: Grupo Lobo<br />
Oficina 5 - &quot;Biodiversidade Agr&iacute;cola e Selvagem&quot; | Promotor: Palombar<br />
Oficina 6 - &quot;Prote&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Ambiente&quot;&nbsp;| Promotor: GNR - SEPNA<br />
Oficina 7 - &quot;Reserva da Biosfera Transfronteiri&ccedil;a da Meseta Ib&eacute;rica&quot; | Promotor: ZASNET&nbsp;<br />
<br />
<strong>J&aacute; as Oficinas do JaT Tua s&atilde;o dedicadas aos seguintes temas:</strong><br />
Oficina 1 - &quot;A avifauna do Vale do Tua&quot;&nbsp; | Promotor: Grupo Nordeste<br />
Oficina 2 - &quot;As n&aacute;iades do Tua e a biodiversidade de rios&quot;&nbsp;| Promotor: IPB-CIMO<br />
Oficina 3 - &quot;Morcegos no Vale do Tua&quot;&nbsp;| Promotor: PNRVT<br />
Oficina 4 - &quot;Prote&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Ambiente&quot;&nbsp;| Promotor: GNR - SEPNA<br />
Oficina 5 - &quot;Microrreservas e Habitats&quot;&nbsp;| Promotor: Silvidouro/Aflodounorte<br />
Oficina 6 - &quot;Reserva da Biosfera Transfronteiri&ccedil;a da Meseta Ib&eacute;rica&quot;&nbsp;| Promotor: ZASNET <br />
<br />
Durante as oficinas, os jovens participantes recebem um kit composto por um saco de pano, um Passaporte, uma t-shirt e uma caneca. &nbsp;O Passaporte JaT Sabor e o Passaporte JaT Tua s&atilde;o cadernos did&aacute;ticos com conte&uacute;dos de educa&ccedil;&atilde;o ambiental que s&atilde;o tamb&eacute;m um guia para as Oficinas tem&aacute;ticas integradas nas atividades de campo, com uma componente vincada na valoriza&ccedil;&atilde;o do territ&oacute;rio, e fomentando uma cultura c&iacute;vica que considere o ordenamento do territ&oacute;rio e a conserva&ccedil;&atilde;o e respeito pelo patrim&oacute;nio - natural, paisag&iacute;stico e cultural - que nos permita viver em harmonia e conscientes sobre os limites do Planeta, incluindo a adapta&ccedil;&atilde;o &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas.<br />
<br />
A componente pr&aacute;tica do projeto JaT pretende sensibilizar as novas gera&ccedil;&otilde;es, atrav&eacute;s da realiza&ccedil;&atilde;o de atividades junto &agrave; terra, ou seja, in loco, para a import&acirc;ncia do seu contexto ecol&oacute;gico e ambiental, bem como dos recursos e patrim&oacute;nio naturais. O grande objetivo &eacute; ensinar os mais novos a valorizar e a preservar a Natureza e a Biodiversidade dos territ&oacute;rios onde vivem. <br />
<br />
Jos&eacute; Pereira, presidente da Palombar e membro da dire&ccedil;&atilde;o do Grupo Nordeste, sublinha a import&acirc;ncia deste projeto para &quot;potenciar, num futuro pr&oacute;ximo, a fixa&ccedil;&atilde;o destes jovens no seu territ&oacute;rio e incutir-lhes um olhar diferenciador sobre os recursos end&oacute;genos e o seu potencial como motor do desenvolvimento regional e rural, desenvolvimento este baseado em conceitos de sustentabilidade mais amplos que integrem a vertente ambiental, mas que considerem tamb&eacute;m as vertentes econ&oacute;mica, social e cultural, numa perspetiva de manuten&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento e dos padr&otilde;es de vida atuais e da sua necess&aacute;ria evolu&ccedil;&atilde;o com maior responsabilidade, &eacute;tica e efici&ecirc;ncia&quot;.<br />
<br />
Nuno Portal, diretor de sustentabilidade da EDP Produ&ccedil;&atilde;o, manifestou estar &quot;muito satisfeito com a aceita&ccedil;&atilde;o do Junto &agrave; Terra pela comunidade escolar&quot; e &quot;acredita que os jovens, depois de beneficiarem destas iniciativas, passam a valorizar o seu patrim&oacute;nio natural como fator de desenvolvimento socioecon&oacute;mico e, assim, a compreender a necessidade de respeitar e proteger este valor end&oacute;geno&quot;.<br />
<br />
O JaT Sabor &eacute; dirigido a alunos/as do 8.&ordm; ano de escolaridade dos Agrupamentos Escolares dos concelhos de Alf&acirc;ndega da F&eacute;, Macedo de Cavaleiros, Mogadouro e Torre de Moncorvo. J&aacute; o JaT Tua &eacute; direcionado para alunos/as do 8.&ordm; ano de escolaridade dos Agrupamentos Escolares dos concelhos de Alij&oacute;, Carrazeda de Ansi&atilde;es, Mirandela, Mur&ccedil;a e Vila Flor, e ainda a alunos/as da Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural de Carvalhais e da ESPROARTE - Escola Profissional de Arte de Mirandela.<br />
<br />
A rede de parceiros, al&eacute;m dos agrupamentos escolares e escolas profissionais, estende-se ainda a todos os Munic&iacute;pios abrangidos pelo projeto, bem como &agrave; Associa&ccedil;&atilde;o de Munic&iacute;pios do Baixo Sabor.<br />
<br />
<strong>O projeto Jat</strong><br />
<br />
O JaT &eacute; um projeto de educa&ccedil;&atilde;o ambiental dirigido para a Comunidade Escolar, &quot;onde a import&acirc;ncia da biodiversidade &eacute; comunicada numa linha concetual que parte do pensamento global para a a&ccedil;&atilde;o local. &Eacute; um processo que procura criar, nos jovens, uma abordagem de Sustentabilidade feita de atitudes, de mudan&ccedil;a comportamental e de uma (re)valoriza&ccedil;&atilde;o do territ&oacute;rio por for&ccedil;a do contributo do patrim&oacute;nio natural e dos servi&ccedil;os dos ecossistemas para a economia local e bem-estar da sua comunidade e popula&ccedil;&atilde;o em geral&quot;, explica Rui Manuel Rodrigues Lopes Teixeira, do Conselho de Administra&ccedil;&atilde;o Executivo da EDP.<br />
<br />
O JaT nasceu da estrat&eacute;gia definida pela EDP para mitigar o impacte na biodiversidade decorrente dos aproveitamentos hidroel&eacute;tricos do Baixo Sabor e Foz Tua. Assume-se como o instrumento de envolvimento da comunidade local capaz de trazer o Homem e a atividade humana &agrave; equa&ccedil;&atilde;o da conserva&ccedil;&atilde;o da natureza e da biodiversidade. Pois o sucesso das medidas compensat&oacute;rias, como esfor&ccedil;o de mitiga&ccedil;&atilde;o de impacte de m&eacute;dio-longo prazo, depende da capacidade de inverter uma tend&ecirc;ncia natural de degrada&ccedil;&atilde;o ambiental e perda de biodiversidade nestes territ&oacute;rios, provocada em grande parte pelo &ecirc;xodo rural e do decorrente abandono das atividades agro-silvo-pastoris tradicionais.<br />
<br />
&quot;O JaT, enquanto projeto de educa&ccedil;&atilde;o ambiental, diferencia-se pelo alinhamento estrat&eacute;gico transversal e de m&eacute;dio-longo prazo, de op&ccedil;&atilde;o pela Capacita&ccedil;&atilde;o como fator de reten&ccedil;&atilde;o do Capital Humano no territ&oacute;rio, pelo envolvimento e lideran&ccedil;a local ativa e pela abordagem bottom-up constru&iacute;da no f&oacute;rum de participa&ccedil;&atilde;o da rede de parceiros locais envolvidos&quot;, destaca a EDP.<br />
<br />
O JaT &eacute; uma ferramenta de educa&ccedil;&atilde;o para a sustentabilidade que pretende contribuir para a constru&ccedil;&atilde;o de um perfil de compet&ecirc;ncias nos jovens, assente na valoriza&ccedil;&atilde;o do territ&oacute;rio e na riqueza do patrim&oacute;nio natural como fator de desenvolvimento socioecon&oacute;mico.Um perfil que contrarie a tend&ecirc;ncia natural de degrada&ccedil;&atilde;o ambiental e de perda de biodiversidade verificada nestes territ&oacute;rios do interior, provocada, em grande parte, pelo &ecirc;xodo rural e pelo consequente abandono das atividades agro-silvo-pastoris tradicionais.<br />
<br />
O JaT &eacute;, desta forma, um processo que procura criar, nos jovens, uma abordagem de Sustentabilidade feita de atitudes, de mudan&ccedil;a comportamental e de uma (re)valoriza&ccedil;&atilde;o do territ&oacute;rio por for&ccedil;a do contributo do patrim&oacute;nio natural e dos servi&ccedil;os dos ecossistemas para a economia local e bem-estar da sua comunidade e popula&ccedil;&atilde;o em geral.<br />
<br />
O JaT teve a sua fase piloto no territ&oacute;rio do Baixo Sabor (JaT Sabor), onde, ao longo dos anos letivos 2016/2017 e 2017/2018, foi constru&iacute;do, testado e maturado em todas as a&ccedil;&otilde;es did&aacute;tico-pedag&oacute;gicas das tr&ecirc;s vertentes/etapas (pr&aacute;tica, te&oacute;rica e patilha), num envolvimento ativo de todos os parceiros de projeto (escolas, autarquias, e outras organiza&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas, privadas ou da sociedade civil). No corrente ano letivo, 2018/2019, para al&eacute;m de ser a sua 3.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o no territ&oacute;rio do Baixo Sabor, &eacute; a 1.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o na expans&atilde;o para o territ&oacute;rio do Foz Tua (JaT Tua).<br />
<br />
<strong>As atividades do Jat</strong><br />
<br />
&nbsp;As atividades do Jat est&atilde;o organizadas em tr&ecirc;s etapas que, percorridas sequencialmente, fecham um ciclo anual, coincidente com um ano letivo: Etapa I -componente te&oacute;rica; Etapa II - componente pr&aacute;tica e Etapa III - componente partilha.<br />
<br />
A atividade da Componente Te&oacute;rica decorre numa din&acirc;mica ensino-aprendizagem em modo e-learning e em contexto de sala de aula, com recurso a uma ferramenta eletr&oacute;nica did&aacute;tico-pedag&oacute;gicas (site e e-learning) constru&iacute;da para o efeito, disponibilizada em juntoaterra.edp.pt. Estes conte&uacute;dos est&atilde;o configurados para serem acedidos via computador ou via dispositivos m&oacute;veis.<br />
<br />
A Componente Pr&aacute;tica, por sua vez, tem como objetivo levar os/as alunos/as para um contexto de campo pr&oacute;ximo dos valores naturais do seu territ&oacute;rio e, atrav&eacute;s do contacto direto com as particularidades e os conhecimentos da biodiversidade local, transmitir-lhes todo o potencial valor socioecon&oacute;mico associado e a import&acirc;ncia que representa para o desenvolvimento das comunidades locais. Atrav&eacute;s de oficinas tem&aacute;ticas, e tendo como guia o Passaporte JaT, os/as alunos/as percebem a biodiversidade que lhes pertence, que lhes &eacute; &uacute;til e que deve ser protegida como legado das gera&ccedil;&otilde;es futuras. Para al&eacute;m das atividades de campo, a componente pr&aacute;tica prev&ecirc; ainda atividades de desenvolvimento de compet&ecirc;ncias t&eacute;cnicas e pessoais nos/as alunos/as, indutoras e facilitadoras da execu&ccedil;&atilde;o do trabalho final, um v&iacute;deo, candidato a um concurso e pr&eacute;mio.<br />
<br />
Cada ciclo anual do projeto JaT termina com a atividade Partilha, designada por Workshop Final JaT. Esta etapa procura gerar uma din&acirc;mica de interc&acirc;mbio entre os/as alunos/as dos diferentes agrupamentos e os demais parceiros de projeto. &Eacute; neste contexto que os trabalhos da lista final, selecionados pela vota&ccedil;&atilde;o do p&uacute;blico, s&atilde;o apreciados por um j&uacute;ri independente constitu&iacute;do para o efeito.Este &eacute; o momento onde os/as alunos/as autores dos trabalhos t&ecirc;m oportunidade de apresentar os seus trabalhos ao j&uacute;ri e ao restante p&uacute;blico para, no final, serem anunciados os 3 vencedores premiados.]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c81c6</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Wed, 27 Feb 2019 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Petição #ArmadilhasNÃO quer proibir fabrico, posse e venda de armadilhas para aves</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/peticao-armadilhasnao-quer-proibir-fabrico-posse-e-venda-de-armadilhas-para-aves-2019-02-27/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) lan&ccedil;ou a peti&ccedil;&atilde;o #ArmadilhasN&Atilde;O, que apela &agrave; Assembleia da Rep&uacute;blica para alterar as leis em vigor de forma a proibir o fabrico, posse e venda dos meios que permitem a captura ilegal de aves, e a proibir a apanha da formiga d'asa, cujo &uacute;nico uso &eacute; como isco nesta atividade ilegal.</strong><br />
<br />
A estimativa de um estudo da SPEA, realizado em 2014, indica que 40 000 aves selvagens s&atilde;o mortas num ano em Portugal e 10 000 s&atilde;o capturadas para colocar em gaiolas. &quot;Estes crimes passam geralmente impunes por serem dif&iacute;ceis de detetar e investigar, em parte porque, embora seja ilegal capturar ou ca&ccedil;ar estas aves, os meios usados para estas capturas n&atilde;o s&atilde;o proibidos&quot;, sublinha a sociedade, acrescentando que &quot;&eacute; urgente colmatar esta grave lacuna legal&quot;.<br />
<br />
A SPEA esclarece que a lei j&aacute; pro&iacute;be a captura de aves selvagens, em reconhecimento do valor destes animais para o pa&iacute;s: contribuem, nomeadamente, para controlar as pragas agr&iacute;colas, diminuir a transmiss&atilde;o de doen&ccedil;as e para dispersar sementes. No entanto, dezenas de milhares de aves continuam a ser apanhadas todos os anos, tanto para serem consumidas como &quot;passarinhos fritos&quot; ou &quot;voadores&quot;, como para serem vendidas como aves de gaiola.<br />
<br />
&quot;Para manter estas aves a salvo, n&atilde;o chega proibir que sejam capturadas: &eacute; necess&aacute;rio proibir tamb&eacute;m os meios que permitem captur&aacute;-las&quot;, afirma a SPEA. Estes meios, como as armadilhas de mola (tamb&eacute;m conhecidas por costelos ou esparrelas), redes e &quot;visgo&quot; (uma cola artesanal destinada &agrave; apanha de p&aacute;ssaros em &aacute;rvores, sebes ou no cimo de canas), matam indiscriminadamente qualquer ave que neles caia.<br />
<br />
A peti&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m prop&otilde;e que seja proibida a apanha da formiga d'asa.  Estas formigas, que s&atilde;o maiores e mais nutritivas, s&atilde;o um alimento aliciante para as aves que procuram energia extra quando se preparam para a migra&ccedil;&atilde;o. Por isso, s&atilde;o usadas como isco por quem quer capturar ilegalmente aves. Com o objetivo de garantir um combate mais efetivo &agrave; captura ilegal de aves selvagens em Portugal, a Palombar - Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural apela &agrave; assinatura da peti&ccedil;&atilde;o, que pode ser realizada aqui.]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c81d4</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Tue, 26 Feb 2019 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Glifosato: análises revelam contaminação generalizada em Portugal por este herbicida cancerígeno</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/glifosato-analises-revelam-contaminacao-generalizada-em-portugal-por-este-herbicida-cancerigeno-2019-02-26/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A Plataforma Transg&eacute;nicos Fora, que integra a Palombar - Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, lan&ccedil;ou uma iniciativa em 2018 para testar a presen&ccedil;a de glifosato em volunt&aacute;rios portugueses. As an&aacute;lises, realizadas em julho e em outubro com o mesmo grupo, demonstram uma exposi&ccedil;&atilde;o recorrente ao herbicida e apontam para uma contamina&ccedil;&atilde;o generalizada por glifosato em Portugal.</strong><br />
<br />
Pela primeira vez em Portugal foi poss&iacute;vel calcular os valores de exposi&ccedil;&atilde;o efetiva ao glifosato (que levam tamb&eacute;m em considera&ccedil;&atilde;o o AMPA - subst&acirc;ncia em que o glifosato se transforma quando come&ccedil;a a degradar-se) e os resultados, quando comparados com outros pa&iacute;ses europeus, mostram uma diferen&ccedil;a preocupante: enquanto que na m&eacute;dia de 18 pa&iacute;ses se verifica que 50% das amostras est&atilde;o contaminadas, as duas rondas de testes em Portugal estavam acima desse valor e, em outubro, a contamina&ccedil;&atilde;o foi detetada em 100% das amostras, tal como apresentado na imagem abaixo.<br />
<br />
O glifosato &eacute; o herbicida mais usado em Portugal e causa cancro em animais de laborat&oacute;rio, estando classificado pela Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de como carcinog&eacute;neo prov&aacute;vel para o ser humano.<br />
<br />
Um novo estudo sobre o potencial cancer&iacute;geno dos herbicidas veio revelar que a exposi&ccedil;&atilde;o ao glifosato pode aumentar em 41% o risco de linfoma n&atilde;o-Hodgkin, um tipo de cancro que se desenvolve no sistema linf&aacute;tico e que afeta, por ano, 1 700 pessoas em Portugal. O estudo foi publicado na revista Mutation Research e divulgado no site <em>Science Direct</em>.<br />
<br />
Embora a Comiss&atilde;o Europeia tenha chegado a conclus&atilde;o diferente, informa&ccedil;&otilde;es recentes mostram que essa avalia&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica resultou de graves conflitos de interesses, ao ponto de plagiar sistematicamente os pontos de vista da ind&uacute;stria. O valor m&eacute;dio da contamina&ccedil;&atilde;o das amostras foi de 0,35 ng/ml em julho (valor mais alto: 1.39 ng/ml) e de 0,31 ng/ml em outubro (valor mais alto: 1,20 ng/ml), o que &eacute; cerca de tr&ecirc;s vezes (300%) acima do limite legal na &aacute;gua de consumo.<br />
<br />
Considerando apenas as crian&ccedil;as, verifica-se que, em julho, estavam pr&oacute;ximo da m&eacute;dia, enquanto que, em outubro, estavam claramente acima (com 0,44 ng/ml). O facto de existir uma contamina&ccedil;&atilde;o consider&aacute;vel em crian&ccedil;as j&aacute; tinha sido detetado em 2016 e &eacute; um sinal de alerta para a necessidade de conhecer melhor qual a exposi&ccedil;&atilde;o real da popula&ccedil;&atilde;o portuguesa em termos de estratifica&ccedil;&atilde;o et&aacute;ria, ao longo do tempo e nos diferentes pontos do pa&iacute;s. <br />
<br />
<strong>Contamina&ccedil;&atilde;o permanente</strong><br />
<br />
Tanto quanto se sabe, a maior parte do glifosato ingerido ou inalado pelo organismo &eacute; excretado pela urina em menos de um dia. Isso significa que a contamina&ccedil;&atilde;o detetada na segunda ronda de an&aacute;lises prov&eacute;m de novos contactos com o herbicida. Quando se deteta contamina&ccedil;&atilde;o ao longo do tempo, isso significa que houve exposi&ccedil;&atilde;o sucessiva do organismo, ou seja, h&aacute; glifosato a recontaminar constantemente a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa.<br />
<br />
Os volunt&aacute;rios de 2016 e de 2018 revelam dimens&otilde;es diferentes da popula&ccedil;&atilde;o nacional. Em 2016, houve uma amostragem t&atilde;o aleat&oacute;ria quanto poss&iacute;vel: nenhum dos volunt&aacute;rios escolhidos consumia agricultura biol&oacute;gica ou estava ligado a alguma corrente ou preocupa&ccedil;&atilde;o particular com a alimenta&ccedil;&atilde;o. J&aacute; em 2018, os participantes inscreveram-se por iniciativa pr&oacute;pria e tiveram de pagar o custo da 1.&ordf; an&aacute;lise (78,20&euro;).<br />
<br />
Cerca de 80% dos inscritos identificaram-se como consumidores de alimentos biol&oacute;gicos com alguma regularidade.Em termos de resultados, os participantes de 2016 estavam significativamente mais contaminados, o que aponta para um poss&iacute;vel efeito protetor nos consumidores de agricultura biol&oacute;gica. Por outro lado, a alimenta&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; o &uacute;nico ve&iacute;culo de contamina&ccedil;&atilde;o: a &aacute;gua e o ar s&atilde;o fontes igualmente relevantes e a &eacute;poca do ano tamb&eacute;m tem influ&ecirc;ncia (usa-se mais glifosato no in&iacute;cio da primavera, precisamente a altura em que as an&aacute;lises de 2016 tiveram lugar).<br />
<br />
A coordenadora da campanha Autarquias Sem Glifosato/Herbicidas, Dra. Alexandra Azevedo, alerta: &quot;Tivemos conhecimento de an&aacute;lises em &aacute;guas superficiais na bacia do rio Douro que revelam contamina&ccedil;&atilde;o 70 vezes acima do limite m&aacute;ximo legal. Ainda h&aacute; autarquias que lavam as ruas com glifosato, mas j&aacute; h&aacute; outras que abandonaram os herbicidas e provam no terreno que as alternativas existem&quot;.<br />
<br />
A bi&oacute;loga Margarida Silva, da Plataforma Transg&eacute;nicos Fora, lembra: &quot;A ci&ecirc;ncia mais recente mostra que o glifosato altera profundamente a composi&ccedil;&atilde;o do nosso microbiota gastrointestinal. Quando esse equil&iacute;brio fica comprometido, podem surgir doen&ccedil;as graves, desde diabetes tipo 2 a aterosclerose, a obesidade e at&eacute; cancro. Que mais evid&ecirc;ncias s&atilde;o necess&aacute;rias para que o governo cumpra a sua fun&ccedil;&atilde;o de proteger a nossa sa&uacute;de?&quot;&nbsp;<br />
<br />
<strong>Apelo ao governo</strong><br />
<br />
&Eacute; verdade que o trabalho realizado pela Plataforma Transg&eacute;nicos Fora n&atilde;o permite retirar conclus&otilde;es finais, mas o peso das evid&ecirc;ncias n&atilde;o pode ser ignorado. Desde 2016, em que a Plataforma mostrou pela primeira vez que a situa&ccedil;&atilde;o portuguesa era inesperadamente preocupante, n&atilde;o foram ainda tomadas pelos respons&aacute;veis governamentais quaisquer medidas que permitam desvendar o que se passa de facto no pa&iacute;s e iniciar um caminho de redu&ccedil;&atilde;o do uso dos herbicidas &agrave; base de glifosato.<br />
<br />
Neste contexto, a Plataforma Transg&eacute;nicos Fora apela ao Governo Portugu&ecirc;s para:
<ul>
    <li>Lan&ccedil;ar um estudo abrangente sobre a exposi&ccedil;&atilde;o dos portugueses ao glifosato;</li>
    <li>Proibir a venda de herbicidas &agrave; base de glifosato para usos n&atilde;o profissionais;</li>
    <li>Tornar obrigat&oacute;ria a an&aacute;lise ao glifosato na &aacute;gua de consumo;</li>
    <li>Acabar com o uso de herbicidas sint&eacute;ticos na limpeza urbana;</li>
    <li>Apoiar os agricultores na transi&ccedil;&atilde;o para uma agricultura p&oacute;s-glifosato nos pr&oacute;ximos anos.</li>
</ul>]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Tue, 12 Feb 2019 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Açor beneficia da recuperação de pombais tradicionais no Nordeste Transmontano</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/acor-beneficia-da-recuperacao-de-pombais-tradicionais-no-nordeste-transmontano-2019-02-12/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>O a&ccedil;or (<em>Accipiter gentilis</em>), uma esp&eacute;cie com estatuto de conserva&ccedil;&atilde;o &quot;Vulner&aacute;vel&quot;, de acordo com o Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal devido &agrave; sua popula&ccedil;&atilde;o reduzida (inferior a 1 000 indiv&iacute;duos maturos), tem beneficiado da recupera&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o de pombais tradicionais promovidas pela Palombar - Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural no Nordeste Transmontano, por iniciativa pr&oacute;pria, ou no &acirc;mbito de projetos nos quais &eacute; parceira, nomeadamente no projeto LIFE Rupis, e ainda no Grupo Nordeste.</strong><br />
<br />
Um exemplar desta esp&eacute;cie foi observado no dia 6 de fevereiro, num dos pombais recuperados e geridos pela Palombar no concelho de Mogadouro, distrito de Bragan&ccedil;a. O a&ccedil;or &eacute; um predador essencialmente ornit&oacute;fago e os pombos (<em>Columba livia</em>) s&atilde;o uma presa muito frequente na sua dieta, assim como de outras esp&eacute;cies de aves de rapinas amea&ccedil;adas no territ&oacute;rio nacional, nomeadamente do falc&atilde;o-peregrino (<em>Falco peregrinus</em>) e da &aacute;guia-de-Bonelli (<em>Aquila fasciata</em>), que &eacute; alvo de conserva&ccedil;&atilde;o do projeto LIFE Rupis, entre outras.<br />
<br />
A recupera&ccedil;&atilde;o de pombais tradicionais, a sua repovoa&ccedil;&atilde;o com pombos saud&aacute;veis, bem como a sua manuten&ccedil;&atilde;o e controlo sanit&aacute;rio, tem sido uma &aacute;rea de atua&ccedil;&atilde;o central da Palombar, que tem como objetivo associar o restauro do patrim&oacute;nio arquitet&oacute;nico rural &agrave; conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e da biodiversidade. A Palombar considera que estas estruturas t&ecirc;m um valor cultural e ecol&oacute;gico fundamental e &uacute;nico, pelo que devem ser preservadas, de modo a permanecerem funcionais.<br />
<br />
O pombal tradicional &eacute; um elemento ic&oacute;nico indissoci&aacute;vel da paisagem transmontana e essencial ao aumento da disponibilidade de alimento para v&aacute;rias esp&eacute;cies selvagens amea&ccedil;adas. Nos &uacute;ltimos anos, a associa&ccedil;&atilde;o tem recuperado dezenas de pombais tradicionais em Tr&aacute;s-os-Montes e assegurado o seu repovoamento e manuten&ccedil;&atilde;o, que s&atilde;o indispens&aacute;veis para garantir que estas estruturas sejam vi&aacute;veis e cumpram a sua fun&ccedil;&atilde;o ecol&oacute;gica de promover a conserva&ccedil;&atilde;o da biodiversidade. T&atilde;o importante quanto recuperar os pombais tradicionais, &eacute; mant&ecirc;-los ao longo do tempo e este tem sido precisamente um dos trabalhos centrais da associa&ccedil;&atilde;o. <br />
<br />
O exemplar de a&ccedil;or observado pelos t&eacute;cnicos da Palombar no passado dia 6 de fevereiro estava dentro de um dos pombais geridos pela associa&ccedil;&atilde;o. Esta &eacute; uma situa&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o deve ocorrer e que representa uma problem&aacute;tica com a qual a Palombar se tem confrontado e procurado solucionar, no &acirc;mbito da gest&atilde;o de pombais tradicionais. Os pombos, que s&atilde;o fundamentais para assegurar a preserva&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rias esp&eacute;cies de aves amea&ccedil;adas, idealmente, dever&atilde;o ser ca&ccedil;ados fora dos pombais e as aves predadoras n&atilde;o devem ter acesso ao interior dessas estruturas.<br />
<br />
De resto, a problem&aacute;tica da preda&ccedil;&atilde;o de pombos dentro dos pombais coloca-se n&atilde;o s&oacute; em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s aves, como tamb&eacute;m a pequenos mam&iacute;feros, como doninhas e fuinhas. De forma a solucionar este problema, a Palombar tem adotado v&aacute;rias medidas para evitar a entrada de predadores (quer por via a&eacute;rea, quer por via terrestre) dentro dos pombais tradicionais.<br />
<br />
No que se refere &agrave;s aves, a principal medida implementada tem sido reduzir o tamanho das entradas dos pombais. Tradicionalmente, os pombais j&aacute; t&ecirc;m entradas mais pequenas exatamente para evitar que esp&eacute;cies de aves de rapina possam entrar nessas estruturas, contudo, ainda assim, algumas aves de menor porte conseguem aceder ao seu interior, pelo que &eacute; necess&aacute;rio diminuir ainda mais essas entradas at&eacute; ao limite que permita a entrada dos pr&oacute;prios pombos.<br />
<br />
Relativamente aos pequenos mam&iacute;feros, a associa&ccedil;&atilde;o tem assegurado a preserva&ccedil;&atilde;o das abas dos pombais (para dificultar a entrada no seu interior), a manuten&ccedil;&atilde;o e a qualidade do reboco (para tornar mais uniforme a parede dos pombais e dificultar a sua escalada), bem como a limpeza de matos e a poda de &aacute;rvores num raio &agrave; volta do pombal (para evitar que os animais usem arbustos para treparem), de modo a impedir que pequenos mam&iacute;feros possam entrar no seu interior.<br />
<br />
A recupera&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o de pombais tradicionais tem j&aacute; dado provas confirmadas de que &eacute; uma medida fundamental para aumentar a disponibilidade alimentar para v&aacute;rias esp&eacute;cies de aves de rapina amea&ccedil;adas em Portugal, assegurando, desta forma, o seu sucesso reprodutor e o aumento das suas popula&ccedil;&otilde;es. Esta continuar&aacute; a ser, desta forma, uma &aacute;rea central de atua&ccedil;&atilde;o da Palombar.]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Wed, 30 Jan 2019 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Petição lançada a nível europeu quer impor regras às multinacionais e assegurar direitos dos cidadãos</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/peticao-lancada-a-nivel-europeu-quer-impor-regras-as-multinacionais-e-assegurar-direitos-dos-cidadaos-2019-01-30/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>Dezenas de associa&ccedil;&otilde;es, organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o governamentais, entidades e movimentos sociais de defesa dos cidad&atilde;os, do com&eacute;rcio justo e do ambiente lan&ccedil;aram, no dia 22 de janeiro, a n&iacute;vel europeu, a peti&ccedil;&atilde;o &quot;Direitos para as pessoas, regras para as multinacionais - STOP ISDS&quot;, que tem como principal objetivo acabar com os privil&eacute;gios dos grandes grupos econ&oacute;micos transnacionais que colocam em causa os direitos dos cidad&atilde;os, o meio ambiente e o funcionamento dos Estados democr&aacute;ticos e defender os direitos das popula&ccedil;&otilde;es.</strong><br />
<br />
A peti&ccedil;&atilde;o exige que a Uni&atilde;o Europeia (UE) e todos os seus Estados-membros deixem de celebrar quaisquer novos acordos de com&eacute;rcio e investimento que incluam mecanismos ISDS (Investor-State Dispute Settlement) ou similares e que os atuais acordos que incluem estes mecanismos devem ser renegociados ou cessar a sua vig&ecirc;ncia.O documento exorta ainda a UE a envolver-se de forma construtiva no Tratado que est&aacute; a ser discutido no Conselho de Direitos Humanos das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre empresas transnacionais e Direitos Humanos.<br />
<br />
<strong>O que &eacute; o ISDS?</strong><br />
<br />
O ISDS (Investor-State Dispute Settlement/Resolu&ccedil;&atilde;o de Diferendos entre Investidores e Estados) &eacute; um mecanismo de resolu&ccedil;&atilde;o de lit&iacute;gios entre investidores estrangeiros e Estados, um instrumento de direito internacional privado que &eacute; incorporado em acordos e tratados realizados entre pa&iacute;ses e empresas transnacionais. Existe &agrave; margem dos tribunais nacionais e coloca em causa a soberania dos povos e a democracia. Este instrumento est&aacute; dispon&iacute;vel exclusivamente para investidores estrangeiros processarem os Estados, os quais se submetem livremente a este mecanismo, atrav&eacute;s de acordos de investimento que assina. Ou seja, s&atilde;o os pr&oacute;prios Estados, atrav&eacute;s dos seus governos, que outorgam &agrave;s multinacionais esses direitos e meios especiais, limitando o seu pr&oacute;prio poder legislativo e colocando em risco os recursos e os direitos dos cidad&atilde;os.<br />
<br />
Ao abrigo deste mecanismo altamente ben&eacute;fico para as multinacionais e prejudiciais para o Estado, as empresas contornam as justi&ccedil;as nacionais e &quot;escapam&quot; a julgamentos e condena&ccedil;&otilde;es quando em causa est&atilde;o, por exemplo, il&iacute;citos laborais, crimes ambientais, usurpa&ccedil;&atilde;o de poder, a&ccedil;&otilde;es lesivas para o Estado, etc. Esta ferramenta permite &agrave;s empresas exigir indemniza&ccedil;&otilde;es multimilion&aacute;rias sempre que consideram que medidas democraticamente adotadas pelos Estados podem diminuir os seus lucros.<br />
<br />
Em causa est&aacute;, desta forma, um mecanismo exclusivo criado &agrave; margem da Lei de cada pa&iacute;s para os investidores processarem os Estados e tirarem proveito disso. Quando as multinacionais acionam este mecanismo, muitas vezes os Estados s&atilde;o prejudicados porque entram num sistema de disputa processual muito dispendioso (pode custar milh&otilde;es de euros), burocr&aacute;tico e obscuro que acaba quase sempre por decidir a favor das grandes empresas.<br />
<br />
Quando h&aacute; lit&iacute;gio, a decis&atilde;o n&atilde;o &eacute; tomada por um tribunal p&uacute;blico e legitimado, mas sim por tribunais arbitrais privados, compostos por tr&ecirc;s &aacute;rbitros escolhidos pelas partes e que podem assumir rotativamente o papel de acusa&ccedil;&atilde;o, defesa ou de decis&atilde;o. As sess&otilde;es s&atilde;o secretas, muitas vezes realizadas em quartos de hotel, e n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel recorrer das decis&otilde;es, n&atilde;o existindo uma inst&acirc;ncia de recurso.<br />
<br />
Este &eacute; um mecanismo que coloca em causa n&atilde;o s&oacute; os Direitos Humanos, como tamb&eacute;m o Ambiente, visto que as empresas transnacionais atuam n&atilde;o s&oacute; ao n&iacute;vel dos recursos humanos, como tamb&eacute;m exploram os recursos naturais. H&aacute; ainda outros mecanismos similares, mas com nomes distintos, como o ICS (Investment Court System/&quot;Sistema de Tribunais de Investimento&quot;) ou o MIC (Multilateral Investment Court/&quot;Tribunal Multilateral de Investimento&quot;).<br />
<br />
O ISDS come&ccedil;ou a ser inclu&iacute;do em acordos de investimento entre pa&iacute;ses a partir dos finais de 1960, com o objetivo de proteger os investimentos privados em pa&iacute;ses ditatoriais ou corruptos, mas foi a partir de 1990 que aumentaram de forma exponencial os processos ISDS, sendo hoje conhecidos mais de 560 casos a n&iacute;vel mundial.<br />
<br />
Atualmente, h&aacute; centenas de processos ISDS a decorre em v&aacute;rios pa&iacute;ses a n&iacute;vel europeu e mundial que est&atilde;o a colocar em causa a soberania das popula&ccedil;&otilde;es, os Direitos Humanos e o Planeta. <br />
<br />
Os governos n&atilde;o devem celebrar, em nome dos cidad&atilde;os, acordos que incluam mecanismos ISDS! H&aacute; que dizer BASTA! A Palombar diz STOP ISDS, pelos Direitos Humanos, pelo Ambiente!]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 28 Jan 2019 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Voluntariado na Palombar em Trás-os-Montes: </title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/voluntariado-na-palombar-em-tras-os-montes-2019-01-28/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A Palombar - Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural acolheu a volunt&aacute;ria francesa Juliette Verduzier, entre os dias 23 de julho de 2018 e 23 de janeiro de 2019, ao abrigo do projeto de voluntariado intitulado &quot;Promo&ccedil;&atilde;o e Valoriza&ccedil;&atilde;o do Patrim&oacute;nio Rural e Ambiental em Portugal&quot;, desenvolvido em parceria com a associa&ccedil;&atilde;o Union Rempart, em Fran&ccedil;a, no &acirc;mbito do Servi&ccedil;o C&iacute;vico Franc&ecirc;s.</strong><br />
<br />
Juliette Verduzier &eacute; licenciada em Design, tem 21 anos, e as suas principais &aacute;reas de interesse s&atilde;o a natureza, a ruralidade, as artes, a vida comunit&aacute;ria e as constru&ccedil;&otilde;es ecol&oacute;gicas. Durante a sua miss&atilde;o de voluntariado na Palombar, a volunt&aacute;ria residiu na aldeia de Uva (Vimioso), distrito de Bragan&ccedil;a, e participou em v&aacute;rios projetos de dinamiza&ccedil;&atilde;o e conserva&ccedil;&atilde;o do mundo rural, nomeadamente em iniciativas de recupera&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o do patrim&oacute;nio constru&iacute;do, campos de trabalho volunt&aacute;rio com foco em escava&ccedil;&otilde;es arqueol&oacute;gicas, monitoriza&ccedil;&atilde;o de fauna silvestre, recolha de mem&oacute;rias locais, vigil&acirc;ncia de inc&ecirc;ndios, manuten&ccedil;&atilde;o de viveiros e atividades culturais organizadas pela associa&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
No &acirc;mbito do festival L Burro i L Gueiteiro de 2018, Juliette Verduzier esteve integrada na equipa de log&iacute;stica do evento e teve a possibilidade de contactar com as comunidades e a cultura locais. &quot;Quando cheguei, estava a decorrer este festival, que me proporcionou uma entrada festiva no mundo transmontano, onde pude colaborar atrav&eacute;s da instala&ccedil;&atilde;o de barracas, participar em caminhadas com burros e descobrir a m&uacute;sica da gaita de fole&quot;, descreve a volunt&aacute;ria num testemunho que escreveu sobre a sua experi&ecirc;ncia em Portugal.<br />
<br />
Juliette Verduzier foi tamb&eacute;m monitora nos 53.&ordm; e 54.&ordm; Campos de Trabalho Volunt&aacute;rio Internacional (CTVI), dedicados &agrave; escava&ccedil;&atilde;o arqueol&oacute;gica, que se realizaram entre os dias 20 de agosto e 14 de setembro de 2018, no Castro de S&atilde;o Jo&atilde;o das Arribas, em Aldeia Nova (Miranda do Douro). Deu apoio nas atividades de escava&ccedil;&otilde;es arqueol&oacute;gicas e coordenou grupos nas atividades de lazer. Estes CTVI tiveram como parceiros a C&acirc;mara Municipal de Miranda do Douro, a Junta de Freguesia de Miranda do Douro e tamb&eacute;m a Union Rempart. &quot;Esta foi uma experi&ecirc;ncia muita enriquecedora em que pude aprender novas val&ecirc;ncias&quot;, afirmou.<br />
<br />
A volunt&aacute;ria realizou uma recolha de mem&oacute;rias dos habitantes locais sobre os pombais tradicionais, atrav&eacute;s do registo de testemunhos orais. Ajudou igualmente em trabalhos de recupera&ccedil;&atilde;o, manuten&ccedil;&atilde;o e repovoamento dessas estruturas arquitet&oacute;nicas, nomeadamente em Miranda do Douro, realizados pela equipa da Palombar. &quot;Gostei particularmente de aprender sobre t&eacute;cnicas tradicionais de constru&ccedil;&atilde;o e de descobrir a sabedoria local que estas revelam. Compreendi ainda a import&acirc;ncia de recuperar os pombais tradicionais, dando-lhes uma nova utilidade. A Palombar utiliza esses pombais como uma ferramenta de conserva&ccedil;&atilde;o da &aacute;guia-de-Bonelli, que se alimenta de pombos&quot;, disse Juliette.&nbsp;<br />
<br />
A miss&atilde;o volunt&aacute;ria na Palombar tamb&eacute;m incluiu a participa&ccedil;&atilde;o em a&ccedil;&otilde;es de monitoriza&ccedil;&atilde;o da fauna selvagem, atrav&eacute;s da coloca&ccedil;&atilde;o de m&aacute;quinas de fotoarmadilhagem, censos de perdiz e coelho-bravo, bem como a manuten&ccedil;&atilde;o de Campos de Alimenta&ccedil;&atilde;o para Aves Necr&oacute;fagas (CAAN). &quot;Durante a minha miss&atilde;o, acompanhei v&aacute;rios t&eacute;cnicos da Palombar durante diversos trabalhos realizados na regi&atilde;o de Tr&aacute;s-os-Montes, nomeadamente em atividades de monitoriza&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies de animais no campo. Descobri, ao mesmo tempo, a diversidade das paisagens transmontanas: a sua fauna e flora, sobre as quais aprendi muito com as preciosas explica&ccedil;&otilde;es dadas pelos bi&oacute;logos da equipa&quot;, sublinhou a volunt&aacute;ria.<br />
<br />
Esteve ainda envolvida na vigil&acirc;ncia de inc&ecirc;ndios e na manuten&ccedil;&atilde;o de sementeiras no viveiro florestal da Palombar. Durante a miss&atilde;o de voluntariado, &quot;fui sensibilizada para quest&otilde;es relacionadas com a falta de &aacute;gua e com os inc&ecirc;ndios, problemas que n&atilde;o temos na minha regi&atilde;o em Fran&ccedil;a&quot;, destacou Juliette Verduzier.<br />
<br />
Participou tamb&eacute;m no interc&acirc;mbio &quot;Melhores Pr&aacute;ticas para um Futuro &Eacute;tico e Sustent&aacute;vel atrav&eacute;s do Turismo Rural&quot;, promovido pelo Centro de Acolhimento do Burro e pela AEPGA - Associa&ccedil;&atilde;o para o Estudo e Prote&ccedil;&atilde;o do Gado Asinino. Este projeto de interc&acirc;mbio sobre boas pr&aacute;ticas de turismo &eacute;tico e sustent&aacute;vel foi financiado pelo programa Erasmus+ Juventude em A&ccedil;&atilde;o e teve como parceiros o Linking Tourism &amp; Conservation (Noruega) e a Cryosanabria (Espanha). Decorreu entre os dias 8 e 20 de novembro de 2018 e contou com participantes de v&aacute;rias nacionalidades.<br />
<br />
A volunt&aacute;ria desenvolveu, adicionalmente, um Projeto Individual, que consistiu na cria&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos e produtos de design direcionados para a divulga&ccedil;&atilde;o dos trabalhos de recupera&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o dos pombais tradicionais e da sua ecologia, bem como para a consciencializa&ccedil;&atilde;o sobre os perigos subjacentes ao uso de venenos para matar animais.<br />
<br />
A jovem francesa afirmou que a miss&atilde;o de voluntariado na Palombar foi muito &quot;enriquecedora&quot; e ajudou a &quot;desenvolver capacidades pessoais e a ganhar independ&ecirc;ncia&quot;. Destacou ainda que estar presente ativamente numa comunidade em Tr&aacute;s-os-Montes foi uma forma de &quot;lutar contra a desertifica&ccedil;&atilde;o rural&quot; e que &quot;fazer parte desta din&acirc;mica &eacute; gratificante e d&aacute; sentido ao conceito de servi&ccedil;o c&iacute;vico: servir as comunidades&quot;.<br />
<br />
Leia na &iacute;ntegra o testemunho de Juliette Verduzier sobre a sua miss&atilde;o de voluntariado na Palombar em Tr&aacute;s-os-Montes. <br />
<br />
<strong>TESTEMUNHO</strong><br />
<br />
<em>Depois de terminar a minha licenciatura em Design (interior, cenografia e paisagismo), senti a necessidade de experimentar outras formas de aprender fora da Escola Superior onde estudei, no terreno mais concreto, a fazer coisas diferentes. &nbsp;Ao procurar por novas experi&ecirc;ncias, descobri o Servi&ccedil;o C&iacute;vico Franc&ecirc;s e a miss&atilde;o, em Portugal, proposta pela Union Rempart, em parceria com a Palombar, intitulada &quot;Promo&ccedil;&atilde;o e Valoriza&ccedil;&atilde;o do Patrim&oacute;nio Rural e Ambiental em Portugal&quot;.<br />
<br />
Pareceu-me a oportunidade perfeita para participar ativamente em iniciativas de recupera&ccedil;&atilde;o do patrim&oacute;nio rural e atuar realmente no terreno, bem como para perceber melhor as din&acirc;micas do mundo rural, que me interessam muito, estando inserida numa comunidade. Cheguei &agrave; aldeia de Uva, no concelho de Vimioso, distrito de Bragan&ccedil;a, no dia 23 de julho de 2018, em pleno ver&atilde;o, ou seja, no per&iacute;odo do ano mais ativo da associa&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
A Palombar organiza, todos os anos, o festival itinerante L Burro i L Gueiteiro, em parceria com a AEPGA - Associa&ccedil;&atilde;o para o Estudo e Prote&ccedil;&atilde;o do Gado Asinino. Quando cheguei, estava a decorrer este festival, que me proporcionou uma entrada festiva no mundo trasmontano, onde pude colaborar atrav&eacute;s da instala&ccedil;&atilde;o de barracas, participar em caminhadas com burros e descobrir a m&uacute;sica da gaita de fole. <br />
<br />
O ver&atilde;o &eacute; tamb&eacute;m a altura do ano em que decorrem os Campos de Trabalho Volunt&aacute;rio Internacional (CTVI) organismos pela Palombar e nos quais participei como animadora. O programa dos CTVI em que participei inclu&iacute;a escavar ru&iacute;nas romanas e visitar a regi&atilde;o de Tr&aacute;s-os-Montes com grupos internacionais. No &acirc;mbito dos CTVI, fiquei respons&aacute;vel, pela primeira vez, pela coordena&ccedil;&atilde;o de um grupo de pessoas, tendo sido esta uma experi&ecirc;ncia muita enriquecedora em que pude aprender novas val&ecirc;ncias.<br />
<br />
Durante a minha miss&atilde;o, gostei particularmente de aprender sobre t&eacute;cnicas tradicionais de constru&ccedil;&atilde;o e de descobrir a sabedoria local que estas revelam. Os pombais (que d&atilde;o origem ao nome da associa&ccedil;&atilde;o Palombar, que significa pombal em Mirand&ecirc;s) s&atilde;o um s&iacute;mbolo do uso eficiente e sustent&aacute;vel dos recursos naturais, nomeadamente da terra. Foi importante para mim criar ilustra&ccedil;&otilde;es que revelam para que servem os pombais, bem como o valor deste patrim&oacute;nio local.<br />
<br />
Tamb&eacute;m participei na recolha de mem&oacute;rias dos donos de pombais, os quais explicaram a utilidade dessas estruturas no passado. Compreendi ainda a import&acirc;ncia de recuperar os pombais tradicionais, dando-lhes uma nova utilidade. A Palombar utiliza esses pombais como uma ferramenta de conserva&ccedil;&atilde;o da &aacute;guia-de-Bonelli, que se alimenta de pombos. Al&eacute;m de recuperar e manter essas estruturas, a associa&ccedil;&atilde;o repovoa-os com pombos saud&aacute;veis, alimenta-os, e cuida tamb&eacute;m da sua sa&uacute;de. Aproveita ainda o estrume produzido pelos pombos, que &eacute; transformado em fertilizante. <br />
<br />
No &acirc;mbito da minha miss&atilde;o, acompanhei v&aacute;rios t&eacute;cnicos da Palombar durante diversos trabalhos realizados na regi&atilde;o de Tr&aacute;s-os-Montes, nomeadamente em atividades de monitoriza&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies de animais no campo. Descobri, ao mesmo tempo, a diversidade das paisagens transmontanas: a sua fauna e flora, sobre as quais aprendi muito com as preciosas explica&ccedil;&otilde;es dadas pelos bi&oacute;logos da equipa, as suas terras cultivadas, at&eacute; mesmo em lugares muito inacess&iacute;veis, e o seu horizonte sem fim. Nesta paisagem onde predomina a agricultura familiar de subsist&ecirc;ncia, h&aacute; um ritmo de vida marcado por diferentes colheitas e produ&ccedil;&otilde;es da terra.<br />
<br />
Viver nesse mundo, conhecer as suas gentes, aprender a sua l&iacute;ngua e descobrir o seu modo de vida proporcionou-me uma imensa alegria. Esse processo de adapta&ccedil;&atilde;o a uma outra cultura &eacute; muito enriquecedor e permite desenvolver capacidades pessoais e ganhar independ&ecirc;ncia. Fui muito bem acolhida pela popula&ccedil;&atilde;o local. Senti, todos os dias, que os habitantes de Uva estavam contentes por ver pessoas novas na sua aldeia, sobretudo jovens.<br />
<br />
A minha presen&ccedil;a em Uva, assim como a de outros volunt&aacute;rios e de toda a equipa da Palombar, ajuda muito a dinamizar e a dar vida &agrave; aldeia, bem como a lutar contra a desertifica&ccedil;&atilde;o rural. Fazer parte desta din&acirc;mica &eacute; gratificante e d&aacute; sentido ao conceito de servi&ccedil;o c&iacute;vico: servir as comunidades.</em><br />
<br />
Juliette Verduzier, 18 de dezembro de 2018]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c820a</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 24 Jan 2019 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Abutre-preto devolvido à Natureza volta a abraçar a liberdade</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/abutre-preto-devolvido-a-natureza-volta-a-abracar-a-liberdade-2019-01-24/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>Um exemplar de abutre-preto (<em>Aegypius monachus</em>) foi devolvido &agrave; Natureza esta quarta-feira, 23 de janeiro, no Miradouro do Carrascalinho, na freguesia de Lagoa&ccedil;a e Fornos, no concelho de Freixo de Espada &agrave; Cinta, distrito de Bragan&ccedil;a, por v&aacute;rios t&eacute;cnicos e especialistas em fauna selvagem.</strong><br />
<br />
A devolu&ccedil;&atilde;o desta ave &agrave; Natureza s&oacute; foi poss&iacute;vel depois de a esp&eacute;cie ter passado por um processo de recupera&ccedil;&atilde;o que envolveu v&aacute;rias entidades. O animal juvenil foi encontrado muito debilitado fisicamente no in&iacute;cio de outubro de 2018 no centro de Valongo, junto a uma rotunda numa zona urbana, um local improv&aacute;vel,  tendo sido levado para o Parque Biol&oacute;gico de Gaia, no concelho de Vila Nova de Gaia, onde foi primeiramente acolhido.<br />
<br />
Posteriormente, foi transferido para o Centro de Recupera&ccedil;&atilde;o de Animais Selvagens do Hospital Veterin&aacute;rio da&nbsp;Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro (CRAS/HV/UTAD), em Vila Real. A ave terminou o seu processo de recupera&ccedil;&atilde;o no Centro de Interpreta&ccedil;&atilde;o Ambiental e Recupera&ccedil;&atilde;o Animal (CIARA), em Felgar, Torre de Moncorvo. Antes de ser libertado, e para assegurar o seu seguimento e monitoriza&ccedil;&atilde;o, foi colocado neste abutre-preto uma anilha e um transmissor GPS fornecido pela Vulture Conservation Foundation (VCF).<br />
<br />
A marca&ccedil;&atilde;o de aves com transmissores GPS permite conhecer em detalhe o movimento destes animais e obter um volume de informa&ccedil;&atilde;o muito grande e pormenorizado. Atrav&eacute;s da marca&ccedil;&atilde;o das aves com estes dispositivos, tem sido poss&iacute;vel realizar avan&ccedil;os significativos no que se refere ao conhecimento das rotas de migra&ccedil;&atilde;o das esp&eacute;cies estudadas, principalmente de aves que efetuam grandes movimentos migrat&oacute;rios.<br />
<br />
Estes dispositivos permitem ainda identificar locais em que ocorrem elevadas taxas de mortalidade das aves, como, por exemplo, linhas el&eacute;tricas, onde os animais morrem muitas vezes por colis&atilde;o e/ou eletrocuss&atilde;o.<br />
<br />
O uso de transmissores GPS permite tamb&eacute;m obter um conhecimento mais profundo das diversas esp&eacute;cies de aves e respetivas popula&ccedil;&otilde;es, como as suas rotas migrat&oacute;rias, longevidade, mortalidade, territorialidade, comportamento alimentar, entre outros aspetos. Todas estas informa&ccedil;&otilde;es s&atilde;o essenciais para promover a sua conserva&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
De forma a aproveitar este momento &uacute;nico de devolu&ccedil;&atilde;o de um animal no seu meio natural para sensibilizar para a sua import&acirc;ncia e papel fundamental nos ecossistemas, no &acirc;mbito da a&ccedil;&atilde;o E3 do projeto LIFE Rupis, uma turma do 4.&ordm; ano do agrupamento de escolas de Mogadouro, com 20 alunos, foi convidada a presenciar a liberta&ccedil;&atilde;o da ave. O transporte dos alunos at&eacute; ao Miradouro do Carrascalinho foi assegurado pela C&acirc;mara Municipal de Mogadouro.<br />
<br />
Tamb&eacute;m estiveram presentes representantes de v&aacute;rias entidades e associa&ccedil;&otilde;es que trabalham na &aacute;rea da conserva&ccedil;&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o da biodiversidade, nomeadamente da Palombar, da ATNatureza, do Instituto de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas (ICNF)/Parque Natural do Douro Internacional (PNDI), em representa&ccedil;&atilde;o do projeto LIFE Rupis, do CRAS/HV/UTAD, do Parque Biol&oacute;gico de Gaia, do CIARA, da Associa&ccedil;&atilde;o de Munic&iacute;pios do Baixo Sabor e da Oriolus. A comunica&ccedil;&atilde;o social tamb&eacute;m marcou presen&ccedil;a, nomeadamente a RTP e a SIC. No total, presenciaram a devolu&ccedil;&atilde;o do animal &agrave; Natureza cerca de 50 pessoas.<br />
<br />
<strong>Sobre o abutre-preto</strong><br />
<br />
O abutre-preto &eacute; uma ave de grandes dimens&otilde;es, apresentando uma envergadura que pode atingir os 3 metros. Mesmo a uma grande altura, &eacute; poss&iacute;vel ver a sua grande silhueta escura a planar nos c&eacute;us. Tem um estatuto de conserva&ccedil;&atilde;o &quot;Criticamente em Perigo&quot; no territ&oacute;rio nacional, de acordo com o Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal.<br />
<br />
Esta ave prefere viver em locais long&iacute;nquos pr&oacute;ximos a matagais arborizados, principalmente junto a encostas bastante &iacute;ngremes em &aacute;reas montanhosas ou em vales de rios. Tem h&aacute;bitos alimentares quase exclusivamente necr&oacute;fagos. Carca&ccedil;as de m&eacute;dio e grande porte de ovelhas, cabras, vacas, cerv&iacute;deos e coelhos fazem parte da sua dieta.<br />
<br />
O abutre-preto alimenta-se sozinho ou em pequenos grupos e pode regressar &agrave; mesma carca&ccedil;a durante v&aacute;rios dias.Esta esp&eacute;cie faz ninhos quase exclusivamente em &aacute;rvores e pode nidificar sozinha ou em col&oacute;nias. A rela&ccedil;&atilde;o entre o casal pode durar para a toda a vida e ambos os progenitores cuidam da cria. Somente um ovo &eacute; posto por cada &eacute;poca reprodutiva, que ocorre entre fevereiro e in&iacute;cio de mar&ccedil;o.<br />
<br />
O abutre-preto est&aacute; presente no Parque Natural do Douro Internacional. Em 2012, foi registado um casal nidificante da esp&eacute;cie nesta regi&atilde;o, onde se estabeleceu e permanece desde ent&atilde;o. Esta ave costuma tamb&eacute;m ser avistada no Parque Nacional da Peneda-Ger&ecirc;s e no Parque Natural de Montesinho, sozinho ou juntamente com bandos de grifos.<br />
<br />
O abutre-preto beneficia de a&ccedil;&otilde;es do projeto LIFE Rupis e &eacute; uma das esp&eacute;cies-alvo de conserva&ccedil;&atilde;o do projeto ConnectNatura (www.connectnatura.pt) da Palombar.<br />
<br />
<strong>Sobre o LIFE Rupis</strong><br />
<br />
O LIFE Rupis - Conserva&ccedil;&atilde;o do Britango (<em>Neophron percnopterus</em>) e da &Aacute;guia-perdigueira (<em>Aquila fasciata</em>) no vale do rio Douro (www.rupis.pt) &eacute; um projeto de conserva&ccedil;&atilde;o transfronteiri&ccedil;o, com a dura&ccedil;&atilde;o de quatro anos (2015 - 2019), cofinanciado atrav&eacute;s do programa LIFE da Comiss&atilde;o Europeia.<br />
<br />
O projeto LIFE Rupis &eacute; coordenado pela Sociedade Portuguesa Para o Estudo das Aves (SPEA) e conta com v&aacute;rios parceiros nacionais e internacionais, entre os quais a Palombar.<br />
<br />
O projeto, que decorre em territ&oacute;rio portugu&ecirc;s e espanhol, mais concretamente na Zona de Prote&ccedil;&atilde;o Especial (ZPE) Douro Internacional e Vale do &Aacute;gueda e na Zona de Especial Protecci&oacute;n para las Aves (ZEPA) Arribes del Duero, pretende implementar a&ccedil;&otilde;es que visam refor&ccedil;ar as popula&ccedil;&otilde;es de duas esp&eacute;cies priorit&aacute;rias da Diretiva Aves nesta regi&atilde;o, nomeadamente o britango e a &aacute;guia-perdigueira, atrav&eacute;s da redu&ccedil;&atilde;o da sua mortalidade e do aumento do seu sucesso reprodutor.<br />
<br />
As a&ccedil;&otilde;es do LIFE Rupis beneficiam tamb&eacute;m outras esp&eacute;cies com estatuto de conserva&ccedil;&atilde;o igualmente desfavor&aacute;vel como &eacute; o caso do abutre-preto e do milhafre-real (<em>Milvus milvus</em>). As popula&ccedil;&otilde;es destas esp&eacute;cies encontram-se em decl&iacute;nio, estando globalmente amea&ccedil;adas, em particular na Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica.]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c8219</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Tue, 15 Jan 2019 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Uso de veneno: o feitiço vira-se contra o feiticeiro</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/uso-de-veneno-o-feitico-vira-se-contra-o-feiticeiro-2019-01-15/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>Certo dia, o sr. Ant&oacute;nio ficou danado porque uma raposa, mais uma vez, assaltou-lhe o galinheiro. Revoltado com a maldita, decide acabar de vez com o problema e envenen&aacute;-la. No dia seguinte, vai ver ansioso se o plano resultou. Ao aproximar-se do local onde deixou o veneno, observa a bonita pelagem da raposa, que se encontra estendida no ch&atilde;o, e enche-se de satisfa&ccedil;&atilde;o. Entretanto, ao chegar mais perto do animal, verifica que este n&atilde;o foi o &uacute;nico a morrer. Um abutre, um britango e o c&atilde;o da sua filha tamb&eacute;m foram v&iacute;timas do veneno. O sr. Ant&oacute;nio percebeu, desta forma, que o veneno &eacute; &quot;cego&quot; e n&atilde;o atua de forma seletiva, podendo matar v&aacute;rios animais, inclusive os seus. O ?feiti&ccedil;o? que lan&ccedil;ou virou-se contra ele.</strong><br />
<br />
GIF | Juliette Verduzier Texto | Uliana de Castro e Lu&iacute;s Queir&oacute;s<br />
<br />
<strong>VENENO: O que &eacute;?</strong><br />
<br />
Qualquer subst&acirc;ncia com caracter&iacute;sticas t&oacute;xicas que, dependendo da dose e do modo de utiliza&ccedil;&atilde;o, seja capaz de causar danos e/ou a morte de um organismo vivo.O uso de venenos est&aacute; completamente proibido pelas legisla&ccedil;&otilde;es nacional e europeia e &eacute; uma pr&aacute;tica irrespons&aacute;vel que pode ter consequ&ecirc;ncias muito graves para a biodiversidade e para a sa&uacute;de p&uacute;blica.<br />
<br />
<strong>Porqu&ecirc; e para qu&ecirc; se utiliza?</strong><br />
<br />
A principal motiva&ccedil;&atilde;o para o uso de venenos &eacute; a elimina&ccedil;&atilde;o de animais considerados prejudiciais a atividades humanas como a ca&ccedil;a, a pecu&aacute;ria ou a agricultura. No entanto, o uso de venenos &eacute; um m&eacute;todo n&atilde;o seletivo, que pode afetar muitas esp&eacute;cies para as quais n&atilde;o &eacute; dirigido, incluindo animais dom&eacute;sticos e esp&eacute;cies amea&ccedil;adas de extin&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
<strong>VENENO: uma amea&ccedil;a &agrave; Biodiversidade</strong><br />
<br />
O uso ilegal de iscos envenenados, associado &agrave; falta de controlo sobre a venda de venenos e &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o de muitas subst&acirc;ncias t&oacute;xicas, comercializadas legalmente no mercado, s&atilde;o fatores que geram um forte impacto negativo na fauna. As esp&eacute;cies mais vulner&aacute;veis ao uso de venenos s&atilde;o aquelas que t&ecirc;m h&aacute;bitos alimentares necr&oacute;fagos e que, por se alimentarem de animais mortos, acabam por serem v&iacute;timas de envenenamento em cadeia. Os abutres s&atilde;o o grupo de esp&eacute;cies potencialmente mais afetado pelo uso destas subst&acirc;ncias. O envenenamento constitui um fator de mortalidade n&atilde;o natural de grande relev&acirc;ncia, dado que produz um impacto dentro da &aacute;rea de distribui&ccedil;&atilde;o regular das esp&eacute;cies afetadas e pode contribuir de forma significativa para a diminui&ccedil;&atilde;o das suas popula&ccedil;&otilde;es no nosso territ&oacute;rio ou mesmo para o seu desaparecimento. <br />
<br />
<strong>VENENO: um risco para a Sa&uacute;de P&uacute;blica</strong><br />
<br />
A falta de controlo eficaz e a facilidade com que &eacute; poss&iacute;vel adquirir venenos que j&aacute; foram proibidos em Portugal h&aacute; v&aacute;rios anos podem provocar consequ&ecirc;ncias nefastas que v&atilde;o muito al&eacute;m da fauna silvestre.Muitas das subst&acirc;ncias utilizadas em venenos podem persistir no meio ambiente por meses ou anos e assim entrar na cadeia alimentar por via indireta. A contamina&ccedil;&atilde;o de fontes de &aacute;gua utilizadas para consumo humano ou rega tamb&eacute;m &eacute; uma amea&ccedil;a muito real.Os venenos tamb&eacute;m afetam esp&eacute;cies de ca&ccedil;a que s&atilde;o consumidas habitualmente pelos humanos, como os javalis. Corremos, portanto, o risco de incluir na nossa alimenta&ccedil;&atilde;o estas subst&acirc;ncias altamente t&oacute;xicas, o que pode provocar s&eacute;rios problemas de sa&uacute;de a quem as consome.<br />
<br />
<strong>O Programa Ant&iacute;doto</strong><br />
<br />
O Programa Ant&iacute;doto &eacute; uma iniciativa que pretende combater o uso ilegal de venenos, procurando conhecer a dimens&atilde;o do problema e as suas consequ&ecirc;ncias, de forma a implementar medidas para as solucionar ou minimizar.&nbsp;Os objetivos do Programa Ant&iacute;doto s&atilde;o:<br />
<br />
&middot; Conhecer a dimens&atilde;o real do uso de venenos em Portugal;<br />
&middot;&nbsp;Conhecer as causas, motiva&ccedil;&otilde;es e problemas que est&atilde;o na origem do uso de venenos;<br />
&middot;&nbsp;Contribuir para a resolu&ccedil;&atilde;o do problema, promovendo boas pr&aacute;ticas agropecu&aacute;rias e cineg&eacute;ticas;&middot;&nbsp;Avaliar o impacto do uso de venenos nas popula&ccedil;&otilde;es de animais silvestres;<br />
&middot;&nbsp;Estabelecer medidas de controlo do uso de subst&acirc;ncias t&oacute;xicas;<br />
&middot;&nbsp;Combater a atual impunidade face a casos de envenenamento;<br />
&middot;&nbsp;Contribuir para a educa&ccedil;&atilde;o acerca do uso de venenos;<br />
&middot;&nbsp;Promover a conserva&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rias esp&eacute;cies e respetivos ecossistemas.<br />
<br />
<strong>O que fazer quando encontrar um animal envenenado?</strong><br />
<br />
1. Contacte imediatamente as autoridades competentes. Mesmo que o animal j&aacute; se encontre morto, a utiliza&ccedil;&atilde;o de venenos constitui um crime que deve ser reportado. SEPNA - Servi&ccedil;o de Prote&ccedil;&atilde;o da Natureza e Ambiente da Guarda Nacional Republicana 21 750 30 80 Linha SOS Ambiente 808&nbsp;200&nbsp;520<br />
2. Permane&ccedil;a no local at&eacute; as autoridades chegarem.<br />
3. N&atilde;o toque no animal e n&atilde;o deixe que outras pessoas se aproximem. Os cad&aacute;veres e amostras devem ser recolhidos apenas pelas autoridades.]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 11 Jan 2019 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>AR diz não à proibição de medicamento veterinário fatal para abutres e águias e deixa decisão nas mãos da DGAV</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/ar-diz-nao-a-proibicao-de-medicamento-veterinario-fatal-para-abutres-e-aguias-e-deixa-decisao-nas-maos-da-dgav-2019-01-11/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>Portugal perdeu esta sexta-feira, 11 de janeiro, uma oportunidade de dar o exemplo em mat&eacute;ria de conserva&ccedil;&atilde;o da natureza e salvaguarda da sa&uacute;de p&uacute;blica. A Assembleia da Rep&uacute;blica (AR) decidiu hoje n&atilde;o proibir o diclofenac, um medicamento veterin&aacute;rio fatal para abutres e &aacute;guias. Com esta decis&atilde;o, que contraria uma resolu&ccedil;&atilde;o da pr&oacute;pria Assembleia em abril de 2018, mant&eacute;m-se viva uma s&eacute;ria de amea&ccedil;a a v&aacute;rias esp&eacute;cies protegidas e &agrave; sa&uacute;de p&uacute;blica no pa&iacute;s. Evitar o s&eacute;rio risco que este f&aacute;rmaco representa continua, assim, nas m&atilde;os da Dire&ccedil;&atilde;o-Geral de Alimenta&ccedil;&atilde;o e Veterin&aacute;ria (DGAV), que tem em aprecia&ccedil;&atilde;o um pedido de comercializa&ccedil;&atilde;o j&aacute; h&aacute; mais de dois anos.</strong><br />
<br />
Jos&eacute; Pereira, presidente da Palombar - Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, considera que &quot;a decis&atilde;o de n&atilde;o proibir a comercializa&ccedil;&atilde;o do diclofenac para uso veterin&aacute;rio &eacute; incompreens&iacute;vel, tendo em conta que j&aacute; existem evid&ecirc;ncias cient&iacute;ficas robustas de que este medicamento &eacute; fatal para abutres e &aacute;guias&quot; e salienta &quot;que os procedimentos mitigadores do seu impacto nas aves necr&oacute;fagas s&atilde;o fal&iacute;veis&quot;.<br />
<br />
&quot;Esta decis&atilde;o pode colocar em causa todo o trabalho que tem sido desenvolvido por diversas associa&ccedil;&otilde;es e entidades em prol da conserva&ccedil;&atilde;o das aves necr&oacute;fagas com estatuto de conserva&ccedil;&atilde;o desfavor&aacute;vel em Portugal, porque continua a colocar em risco estas aves que s&atilde;o fundamentais para o equil&iacute;brio dos ecossistemas&quot;, acrescenta ainda.<br />
<br />
&quot;N&atilde;o se percebe como &eacute; que n&atilde;o &eacute; proibida uma subst&acirc;ncia que &eacute; perigosa e para a qual existem alternativas seguras&quot;, diz Joaquim Teod&oacute;sio, coordenador do Departamento de Conserva&ccedil;&atilde;o Terrestre da Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA). &quot;Infelizmente, contra o bom senso e a precau&ccedil;&atilde;o valeram os interesses pol&iacute;ticos e a for&ccedil;a dos n&uacute;meros&quot;, acrescenta.<br />
<br />
A DGAV est&aacute; desde 2016 a avaliar um pedido de autoriza&ccedil;&atilde;o de comercializa&ccedil;&atilde;o de um medicamento veterin&aacute;rio para uso pecu&aacute;rio contendo diclofenac. Exige-se agora &agrave; DGAV que, tendo em considera&ccedil;&atilde;o o melhor conhecimento cient&iacute;fico existente, e respeitando o princ&iacute;pio da precau&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o aprove este pedido de comercializa&ccedil;&atilde;o, evitando o consumar de um risco real, iminente e cr&iacute;tico para a conserva&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rias esp&eacute;cies protegidas e o consequente impacto na sa&uacute;de p&uacute;blica em Portugal.<br />
<br />
Ao n&atilde;o proibir o diclofenac, os deputados falharam nas suas obriga&ccedil;&otilde;es para com o povo portugu&ecirc;s e descuraram os compromissos assumidos a n&iacute;vel internacional, de conserva&ccedil;&atilde;o da natureza. Ao n&atilde;o proibir este f&aacute;rmaco perigoso, Portugal arrisca-se - caso a DGAV autorize medicamentos contendo diclofenac - a deixar de ser um ref&uacute;gio para esp&eacute;cies protegidas como o abutre-preto, o britango e a &aacute;guia-imperial-ib&eacute;rica, que est&atilde;o amea&ccedil;adas a n&iacute;vel europeu e mundial, e das quais existem popula&ccedil;&otilde;es importantes no nosso pa&iacute;s.<br />
<br />
Existem outros anti-inflamat&oacute;rios e analg&eacute;sicos que s&atilde;o in&oacute;cuos para estas aves, e que poderiam ser usados mesmo que o diclofenac fosse proibido. &quot;O resultado da vota&ccedil;&atilde;o de hoje deixa-nos perplexos e muito entristecidos. Portugal acabou de perder uma excelente oportunidade para dar um exemplo a toda a Europa&quot;, diz Iv&aacute;n Ram&iacute;rez, diretor de Conserva&ccedil;&atilde;o da BirdLife Europe &amp; Central Asia.<br />
<br />
Desde 2014 que as Organiza&ccedil;&otilde;es N&atilde;o Governamentais de Ambiente (ONGA) nacionais e internacionais t&ecirc;m vindo a alertar as autoridades competentes para os poss&iacute;veis impactos deste medicamento sobre as aves necr&oacute;fagas (abutres e algumas esp&eacute;cies de &aacute;guias), tendo apelado ao Governo Portugu&ecirc;s para que n&atilde;o autorize a utiliza&ccedil;&atilde;o desta subst&acirc;ncia em territ&oacute;rio nacional ao n&iacute;vel da pecu&aacute;ria.<br />
<br />
No seguimento destas preocupa&ccedil;&otilde;es, a Assembleia da Rep&uacute;blica aprovou em abril de 2018 o Projeto de Resolu&ccedil;&atilde;o 1433/XIII apresentado pelo PAN, que recomenda ao Governo Portugu&ecirc;s que n&atilde;o autorize a comercializa&ccedil;&atilde;o de medicamentos veterin&aacute;rios com diclofenac. A decis&atilde;o de hoje contraria esta resolu&ccedil;&atilde;o, abrindo a porta a que o diclofenac venha a ser usado na atividade pecu&aacute;ria nacional.<br />
<br />
&quot;Estamos desiludidos com esta decis&atilde;o, que n&atilde;o serve nem as aves nem as pessoas, e pela qual podemos todos vir a pagar caro.  Os abutres t&ecirc;m um papel important&iacute;ssimo no controlo de doen&ccedil;as nos nossos campos, sem eles, corremos o risco de enfrentar graves problemas de sa&uacute;de p&uacute;blica&quot;, diz Joaquim Teod&oacute;sio. &quot;Resta-nos agora esperar que a DGAV decida a favor da sa&uacute;de dos nossos campos&quot;, conclui.<br />]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Tue, 08 Jan 2019 15:21:51 +0000</pubDate> 
					<title>Assembleia da República debate proibição de medicamento veterinário fatal para abutres e águias</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/assembleiadarepblicadebateproibiodemedicamentoveterinriofatalparaabutreseguias/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[A Assembleia da República vai discutir, no próximo dia 10 de janeiro, duas propostas de projeto de Lei, submetidas pelo Partido Ecologista Os Verdes (Projeto de Lei n.º 885/XIII/3.ª) e pelo PAN - Pessoas, Animais e Natureza (Projeto de Lei n.º 1056/XIII/4.ª), no sentido de proibir a comercialização e uso em Portugal de medicamentos veterinários que utilizem na sua formulação o diclofenac. Caso esta substância ? à qual existem alternativas seguras ? seja autorizada e utilizada em Portugal, terá um impacto potencialmente devastador em várias espécies protegidas de aves necrófagas e também nos ecossistemas onde desempenham um importante papel de controlo de doenças.
  
       [caption id="" align="alignnone" width="2000.0"]  Britango ( Neophron percnopterus ) e grifo ( Gyps fulvus ). [/caption] 
  

O diclofenac, que na pecuária é usado essencialmente como anti-inflamatório e analgésico, foi responsável pelo declínio dramático e abrupto dos abutres do sub-continente Indiano, que quase os levou à extinção. Em Portugal, a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) está atualmente a avaliar um pedido de autorização de comercialização de um medicamento veterinário para uso pecuário contendo diclofenac.As Organizações Não-Governamentais de Ambiente (ONGA) portuguesas consideram que, face ao melhor conhecimento científico existente, e respeitando o princípio da precaução, o pedido de comercialização não pode ser aprovado, e a comercialização e uso destes medicamentos deve ser definitivamente proibida, evitando o consumar de um risco real, iminente e crítico para a conservação de várias espécies protegidas em Portugal. De salientar, ainda, a existência de várias alternativas eficazes a este fármaco que têm muito menor impacto nas aves, pelo que o tratamento dos animais domésticos é perfeitamente possível sem recorrer ao uso do diclofenac e pôr em risco os ecossistemas nacionais.Desde 2014 que ONGA nacionais e internacionais têm vindo a alertar as autoridades competentes para os possíveis impactos deste medicamento sobre as aves necrófagas (abutres e algumas espécies de águias), tendo apelado ao Governo Português para que não autorize a utilização desta substância em território nacional ao nível da pecuária. No seguimento destas preocupações, a Assembleia da República aprovou em abril de 2018 o Projeto de Resolução 1433/XIII apresentado pelo PAN, que recomenda ao Governo Português que não autorize a comercialização de medicamentos veterinários com diclofenac. De acordo com a ampla informação científica existente e como referem os alertas já feitos por diversas organizações nacionais e internacionais, o diclofenac pode persistir em concentrações letais numa carcaça até sete dias depois da morte do animal. Quando abutres, águias, ou outros animais necrófagos se alimentam dessa carcaça, ingerem também o diclofenac. Em abutres do género Gyps (como o grifo) e em algumas espécies de águia do género Aquila, a substância provoca insuficiência renal aguda que rapidamente leva à morte. Na Índia, bastou que menos de 1% das carcaças disponíveis para os abutres tivessem sido tratadas com diclofenac para causar a redução das populações de três espécies de abutres em mais de 97%, o que levou a que este fármaco tenha sido banido no subcontinente indiano no ano de 2006. Daí para cá tem-se registado uma notável recuperação das populações indianas de abutres.Portugal possui importantes populações de abutres e de grandes águias com hábitos necrófagos: o abutre-preto (Aegypius monachus), o britango (Neophron percnopterus), o grifo (Gyps fulvus), a águia-imperial-ibérica (Aquila adalberti) e a águia-real (Aquila chrysaetos). Os abutres em particular desempenham um papel único nos nossos ecossistemas, limpando as nossas paisagens de cadáveres de animais mortos, e por isso limitando a transmissão de doenças.&nbsp; A maioria destas espécies tem efetivos muito reduzidos, tendo algumas delas estatutos de conservação muito desfavoráveis em Portugal e no resto do mundo. E todas elas estão protegidas por lei em Portugal e na Europa. Tendo em conta os potenciais impactos do diclofenac nestas espécies, os seus hábitos alimentares e a suas reduzidas populações, caso o diclofenac seja autorizado e utilizado em Portugal, terá um impacto potencialmente devastador nestas aves e também nos ecossistemas onde ocorrem, em consequência do seu importante papel ecológico.
  
       [caption id="" align="alignnone" width="2500.0"]  Abutre-preto ( Aegypius monachus ) [/caption] 
  

A autorização do diclofenac em Portugal para uso pecuário poderá também colocar em causa de forma irremediável o compromisso e esforço nacionais de conservação das aves necrófagas, desperdiçando uma oportunidade de o Estado Português reiterar o seu empenho relativamente aos objetivos de conservação da natureza e sustentabilidade ambiental a nível nacional e da União Europeia.Recorde-se que a Convenção Sobre a Conservação de Espécies Migradoras da Fauna Selvagem (CMS ou Convenção de Bona), adotou uma resolução na Conferência das Partes em 2014 (Resolução 11.15 da COP11 da CMS), com o voto favorável de Portugal, que inclui a recomendação legislativa de ?proibir o uso do diclofenac veterinário para o tratamento pecuário e substitui-lo por alternativas seguras e já disponíveis, tais como o meloxicam?.A União Internacional para Conservação da Natureza (UICN) aprovou também uma moção no âmbito do Congresso Mundial de Conservação realizado em setembro de 2016, em que ?Apela aos Governos que implementem urgentemente as recomendações da resolução 11.15 da CMS?, incluindo a referente à proibição do uso do diclofenac veterinário. O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), parceiro nos vários projetos de conservação de aves necrófagas em Portugal, reconheceu já a sua preocupação face à potencial utilização do diclofenac ao nível da pecuária, assim como os riscos que daí advêm para a conservação das populações nacionais de aves necrófagas. A preocupação de todas as organizações envolvidas na preservação destas espécies está evidente na proposta de Plano Nacional para a Conservação das Aves Necrófagas em Portugal, que aguarda ainda aprovação final e implementação.As organizações subscritoras ficam na expectativa de que as propostas em discussão no dia 10 sejam aprovadas na Assembleia da República, fazendo deste dia um marco positivo para as aves, ecossistemas e saúde pública nacional.Mais informaçõesNota de imprensa da BirdLife International alertando para os perigos do diclofenac.Peritos em abutres pedem proibição global do diclofenac veterinário.Moção da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) apelando à proibição do diclofenac para uso veterinário.
  
      ]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c8241</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 07 Jan 2019 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>"Declaração dos Direitos dos Camponeses e outras pessoas que vivem em Zonas Rurais" aprovada pela ONU é passo histórico para proteção e preservação das comunidades rurais</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/declaracao-dos-direitos-dos-camponeses-e-outras-pessoas-que-vivem-em-zonas-rurais-aprovada-pela-onu-e-passo-historico-para-protecao-e-preservacao-das-comunidades-rurais-2019-01-07/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A Terceira Comiss&atilde;o da Assembleia Geral da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU) aprovou, no dia 17 de dezembro de 2018, em Nova Iorque, nos Estados Unidos, a &quot;Declara&ccedil;&atilde;o dos Direitos dos Camponeses e outras pessoas que vivem em Zonas Rurais&quot;.<br />
</strong><br />
A Palombar - Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural congratula-se com a aprova&ccedil;&atilde;o desta declara&ccedil;&atilde;o, que constitui um passo hist&oacute;rico para a prote&ccedil;&atilde;o e preserva&ccedil;&atilde;o das comunidades rurais e das suas formas de vida.<br />
<br />
A associa&ccedil;&atilde;o tem precisamente como miss&atilde;o dinamizar o mundo rural, assegurando a prote&ccedil;&atilde;o e a preserva&ccedil;&atilde;o do seu patrim&oacute;nio natural e constru&iacute;do, com foco na transmiss&atilde;o do conhecimento e numa abordagem pedag&oacute;gica e de coopera&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
Jos&eacute; Pereira, presidente da Palombar, considera que a aprova&ccedil;&atilde;o desta Declara&ccedil;&atilde;o &quot;tem uma import&acirc;ncia hist&oacute;rica porque defende, a n&iacute;vel internacional e nas mais altas inst&acirc;ncias, os direitos dos camponeses e das popula&ccedil;&otilde;es rurais, bem como a conserva&ccedil;&atilde;o e a prote&ccedil;&atilde;o da sua identidade e cultura, ao mesmo tempo que reconhece o papel fulcral das comunidades rurais para a promo&ccedil;&atilde;o da biodiversidade, para a soberania alimentar, para a coes&atilde;o territorial e para o desenvolvimento dos pa&iacute;ses&quot;.<br />
<br />
A nova Declara&ccedil;&atilde;o assume-se como uma ferramenta crucial para a defesa dos direitos dos camponeses e das popula&ccedil;&otilde;es rurais e reconhece a contribui&ccedil;&atilde;o das comunidades rurais e dos povos ind&iacute;genas para o desenvolvimento sustent&aacute;vel e para a biodiversidade.<br />
<br />
Os direitos espec&iacute;ficos reconhecidos pela Declara&ccedil;&atilde;o incluem o direito &agrave; alimenta&ccedil;&atilde;o adequada, &agrave; terra e &agrave; &aacute;gua. O documento tamb&eacute;m defende a necessidade de respeitar a identidade cultural e o conhecimento tradicional da popula&ccedil;&atilde;o rural, bem como de assegurar a prote&ccedil;&atilde;o social e garantir a igualdade de g&eacute;nero nas &aacute;reas rurais.<br />
<br />
A Declara&ccedil;&atilde;o obteve 119 votos a favor, 7 votos contra e 49 absten&ccedil;&otilde;es e recebeu apoio principalmente dos pa&iacute;ses africanos, da Am&eacute;rica Latina e da &Aacute;sia. Pa&iacute;ses como os Estados Unidos, o Jap&atilde;o, a Austr&aacute;lia e o Reino Unido, entre outros, votaram contra. Os Estados da Europa, na sua maioria, abstiveram-se. Portugal foi um dos pa&iacute;ses que votou a favor da &quot;Declara&ccedil;&atilde;o dos Direitos dos Camponeses e outras pessoas que vivem em Zonas Rurais&quot;.]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 03 Jan 2019 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Palombar contribui para censo europeu de inverno do milhafre-real</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/palombar-contribui-para-censo-europeu-de-inverno-do-milhafre-real-2019-01-03/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A Palombar - Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural vai contribuir para a realiza&ccedil;&atilde;o do censo europeu do milhafre-real (<em>Milvus milvus</em>) invernante, que decorre entre os dias 1 de janeiro e 3 de fevereiro.</strong><br />
<br />
O objetivo do censo &eacute; realizar a contagem dos dormit&oacute;rios conhecidos de maior dimens&atilde;o e promover a recolha de mais dados sobre dormit&oacute;rios e outras concentra&ccedil;&otilde;es de milhafre-real em todo o pa&iacute;s.<br />
<br />
O censo &eacute; realizado em diversos pa&iacute;ses da Europa, sob a coordena&ccedil;&atilde;o da Liga para a Prote&ccedil;&atilde;o das Aves (LPO, na sigla em franc&ecirc;s), em Fran&ccedil;a. Em Portugal, &eacute; organizado pela Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) e pela Liga para a Prote&ccedil;&atilde;o da Natureza (LPN), em parceria com outras associa&ccedil;&otilde;es e entidades, e decorre no territ&oacute;rio continental.<br />
<br />
Os primeiros censos de milhafres-reais invernantes foram realizados em janeiro de 2015, tendo contado, j&aacute; nesse primeiro ano, com o contributo da Palombar. O milhafre-real &eacute; uma ave de rapina pouco abundante no territ&oacute;rio nacional. Est&aacute; presente sobretudo na faixa fronteiri&ccedil;a oriental, distritos de Bragan&ccedil;a, Guarda, Castelo Branco, Portalegre, &Eacute;vora e Beja.<br />
<br />
A popula&ccedil;&atilde;o invernante ocorre nessas mesmas &aacute;reas, mas tamb&eacute;m de uma forma dispersa por todo o sul do pa&iacute;s. A sua popula&ccedil;&atilde;o residente em Portugal tem um estatuto de conserva&ccedil;&atilde;o &quot;Criticamente em Perigo&quot;, j&aacute; a popula&ccedil;&atilde;o invernante tem um estatuto &quot;Vulner&aacute;vel&quot;, segundo o Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal.<br />
<br />
&Eacute; uma ave que prefere habitats florestais associados a zonas agro-silvo-pastoris. A esp&eacute;cie &eacute; monog&acirc;mica e nidifica em &aacute;rvores, normalmente de grande porte, e coloca entre um a tr&ecirc;s ovos. Ambos os progenitores cuidam das crias. Pode ocupar ninhos de outras aves de rapina florestais e tamb&eacute;m reutiliza ninhos de anos anteriores.Relativamente &agrave; sua alimenta&ccedil;&atilde;o, tanto ca&ccedil;a presas vivas, como tamb&eacute;m tem h&aacute;bitos necr&oacute;fagos.<br />
<br />
Animais silvestres de pequeno porte (micromam&iacute;feros, aves, peixes e invertebrados), cad&aacute;veres de animais e os restos e desperd&iacute;cios urbanos integram a sua dieta. Atualmente, o milhafre-real est&aacute; sujeito a v&aacute;rias amea&ccedil;adas no territ&oacute;rio nacional, como o abate a tiro, o uso de veneno e a redu&ccedil;&atilde;o da disponibilidade alimentar, entre outras. Esta &eacute; uma das esp&eacute;cies-alvo de conserva&ccedil;&atilde;o do projeto ConnectNatura da Palombar.]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Tue, 18 Dec 2018 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>LIFE Rupis: populações das principais presas da águia-perdigueira mantêm-se estáveis no período 2016-2017</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/life-rupis-populacoes-das-principais-presas-da-aguia-perdigueira-mantem-se-estaveis-no-periodo-2016-2017-2018-12-18/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>As popula&ccedil;&otilde;es das principais presas da &aacute;guia-perdigueira (<em>Aquila fasciata</em>), mantiveram-se relativamente est&aacute;veis entre o per&iacute;odo 2016-2017, de acordo com dados provis&oacute;rios do Relat&oacute;rio de Progresso da A&ccedil;&atilde;o D3 do projeto LIFE Rupis - Conserva&ccedil;&atilde;o do Britango (<em>Neophron percnopterus</em>) e da &Aacute;guia-perdigueira (<em>Aquila fasciata</em>) no vale do rio Douro, relativa &agrave; monitoriza&ccedil;&atilde;o das popula&ccedil;&otilde;es de coelho-bravo (<em>Oryctolagus cuniculus</em>), perdiz-vermelha (<em>Alectoris rufa</em>) e pombo-das-rochas (<em>Columba livia</em>).</strong><br />
<br />
Os resultados das campanhas de monitoriza&ccedil;&atilde;o j&aacute; realizadas no &acirc;mbito da A&ccedil;&atilde;o D3, bem como os dados de compara&ccedil;&atilde;o com os resultados obtidos no contexto da A&ccedil;&atilde;o A4 (estudo de base realizado em 2016 para estimar a abund&acirc;ncia inicial de presas da &aacute;guia-perdigueira na &aacute;rea de interven&ccedil;&atilde;o do projeto LIFE Rupis), mostram que a situa&ccedil;&atilde;o populacional geral das principais esp&eacute;cies de presas da Aquila fasciata no Parque Natural do Douro Internacional est&aacute; est&aacute;vel, embora o tamanho das suas popula&ccedil;&otilde;es ainda seja atualmente reduzido.<br />
<br />
No entanto, est&atilde;o j&aacute; a ser implementadas medidas na &aacute;rea do projeto para tentar reverter este cen&aacute;rio pela Palombar - Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, pela ATNatureza - Associa&ccedil;&atilde;o Transum&acirc;ncia e Natureza, pela Fundaci&oacute;n Patrimonio Natural de Castilla y Le&oacute;n e pela JCyL - Junta de Castilla y Le&oacute;n, parceiros do LIFE Rupis, para aumentar as popula&ccedil;&otilde;es dessas esp&eacute;cies presas, nomeadamente a gest&atilde;o do habitat da perdiz-vermelha e do coelho-bravo (parcelas com sementeiras e clareiras) e o repovoamento de pombais tradicionais com pombos-das-rochas, cujos efeitos ainda n&atilde;o foram pass&iacute;veis de avaliar no &acirc;mbito deste relat&oacute;rio.<br />
<br />
Os dados indicam tamb&eacute;m que a abund&acirc;ncia do coelho-bravo, perdiz-vermelha e pombo-das-rochas n&atilde;o &eacute; homog&eacute;nea em toda a &aacute;rea do Parque Natural do Douro Internacional e do Parque Natural Arribes del Duero, bem como dentro dos territ&oacute;rios da &aacute;guia-perdigueira. Essas esp&eacute;cies est&atilde;o relativamente bem distribu&iacute;das em toda a &aacute;rea do projeto, estando presentes em n&iacute;veis sub-&oacute;timos de abund&acirc;ncia em v&aacute;rios locais e/ou possuem um padr&atilde;o de distribui&ccedil;&atilde;o fragmentado (por exemplo, o coelho-bravo).<br />
<br />
A abund&acirc;ncia relativa de latrinas de coelho-bravo (usada como indicador da abund&acirc;ncia de coelhos) foi muito baixa na maioria das &aacute;reas amostradas, sugerindo uma reduzida disponibilidade desta esp&eacute;cie para a &aacute;guia-perdigueira na &aacute;rea do projeto.No que se refere &agrave; perdiz-vermelha, foi registada a sua presen&ccedil;a em todos os territ&oacute;rios amostrados, por&eacute;m a sua abund&acirc;ncia relativa foi sobretudo baixa no Parque Natural do Douro Internacional. No geral, os resultados obtidos no lado portugu&ecirc;s foram semelhantes aos reportados pelo parceiro espanhol no Parque Natural Arribes del Duero.<br />
<br />
Relativamente ao pombo-das-rochas, cujos censos avaliaram tanto a sua popula&ccedil;&atilde;o selvagem quanto a feral, tamb&eacute;m esteve presente em todos os territ&oacute;rios monitorizados, mas a sua abund&acirc;ncia foi muito vari&aacute;vel em toda a &aacute;rea do Douro Internacional. Esta esp&eacute;cie mostrou ser relativamente abundante em determinados territ&oacute;rios, enquanto noutros a sua presen&ccedil;a foi escassa.No geral, as popula&ccedil;&otilde;es de coelho-bravo, perdiz-vermelha e pombo-das-rochas permaneceram relativamente est&aacute;veis entre os anos de amostragem (a&ccedil;&otilde;es A4 e D3) nos Parques Naturais do Douro Internacional e Arribes del Duero, apesar das flutua&ccedil;&otilde;es interanuais e de algumas altera&ccedil;&otilde;es locais na sua abund&acirc;ncia. &Eacute; necess&aacute;rio, contudo, dar continuidade, nos pr&oacute;ximos anos, &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o de censos para avaliar de forma mais robusta e aprofundada o tamanho e a din&acirc;mica das suas popula&ccedil;&otilde;es.<br />
<br />
A situa&ccedil;&atilde;o atual das principais esp&eacute;cies de presas da &aacute;guia-perdigueira em alguns territ&oacute;rios indicam que h&aacute; necessidade de continuar a implementar a&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas no terreno, nomeadamente promover a recupera&ccedil;&atilde;o e a gest&atilde;o de pombais tradicionais, a fim de aumentar a abund&acirc;ncia de pombos-das-rochas (a&ccedil;&atilde;o C4) e assegurar a gest&atilde;o de habitats para a recupera&ccedil;&atilde;o de popula&ccedil;&otilde;es de perdiz e coelho-bravo (a&ccedil;&atilde;o C5), bem como fomentar uma adequada gest&atilde;o cineg&eacute;tica dessas esp&eacute;cies.<br />
<br />
O relat&oacute;rio mostrou ainda que &eacute; preciso implementar medidas para avaliar 1) o efeito das a&ccedil;&otilde;es de gest&atilde;o do habitat j&aacute; implementadas sobre a abund&acirc;ncia de presas selvagens e 2) o efeito da disponibilidade de presas para a popula&ccedil;&atilde;o, a din&acirc;mica e o desempenho reprodutivo da &aacute;guia-perdigueira na &aacute;rea do projeto. Tais an&aacute;lises devem integrar dados tanto do lado portugu&ecirc;s quanto espanhol. No que se refere ao ponto 1), as amostragens para estimar a abund&acirc;ncia de coelho-bravo e perdiz no ano de 2018 (ou seja, segundo ano de implementa&ccedil;&atilde;o da a&ccedil;&atilde;o D 3) foram delineadas com esse prop&oacute;sito.<br />
<br />
Os resultados estar&atilde;o dispon&iacute;veis em breve e far&atilde;o parte de um relat&oacute;rio futuro. Relativamente ao ponto 2), a avalia&ccedil;&atilde;o da disponibilidade de presas tamb&eacute;m deve incluir a abund&acirc;ncia de outras esp&eacute;cies relevantes na dieta da &aacute;guia-perdigueira, como a pega-azul (Cyanopica cyanus), o pombo-torcaz (Columba palumbus), o estorninho-malhado (Sturnus vulgaris) e v&aacute;rias esp&eacute;cies da fam&iacute;lia Turdidae.<br />
<br />
O LIFE Rupis - Conserva&ccedil;&atilde;o do Britango (Neophron percnopterus) e da &Aacute;guia-perdigueira (Aquila fasciata) no vale do rio Douro (www.rupis.pt) &eacute; um projeto de conserva&ccedil;&atilde;o transfronteiri&ccedil;o, entre Portugal e Espanha, cofinanciado atrav&eacute;s do programa LIFE da Comiss&atilde;o Europeia. Para al&eacute;m da componente de conserva&ccedil;&atilde;o da natureza, desenvolve diversas atividades de promo&ccedil;&atilde;o da regi&atilde;o do Parque Natural do Douro Internacional, dos seus valores naturais e do seu potencial para o turismo ornitol&oacute;gico.<br />
<br />
Coordenado pela Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), o projeto LIFE Rupis tem como parceiros: a Palombar - Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, a ATNatureza - Associa&ccedil;&atilde;o Transum&acirc;ncia e Natureza, o Instituto de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas (ICNF), a Junta de Castilla y Le&oacute;n, a Fundaci&oacute;n Patrimonio Natural de Castilla y Le&oacute;n, a Vulture Conservation Foundation (VCF), a EDP Distribui&ccedil;&atilde;o e a Guarda Nacional Republicana (GNR).<br />
<br />
Na regi&atilde;o transfronteiri&ccedil;a do vale do Douro, &aacute;rea de interven&ccedil;&atilde;o do projeto LIFE Rupis, o n&uacute;mero de casais de &aacute;guia-perdigueira permaneceu est&aacute;vel na &uacute;ltima d&eacute;cada (13/14 casais reprodutores desde 2006), no entanto, o seu sucesso reprodutor diminuiu de 8 crias voadoras, em 2006, para apenas 4, em 2013. Um dos principais objetivos do projeto LIFE Rupis &eacute; inverter esta tend&ecirc;ncia.<br />
<br />
Os baixos valores de sucesso reprodutor da esp&eacute;cie verificados na regi&atilde;o t&ecirc;m sido associados, em parte, &agrave; reduzida disponibilidade de esp&eacute;cies como o coelho-bravo, a perdiz-vermelha e o pombo-das-rochas. Estas s&atilde;o as principais esp&eacute;cies de presas da &aacute;guia-perdigueira na Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica, tanto durante a &eacute;poca de reprodu&ccedil;&atilde;o, como no per&iacute;odo n&atilde;o reprodutivo, como atestam v&aacute;rios estudos j&aacute; realizados.<br />
<br />
As popula&ccedil;&otilde;es dessas esp&eacute;cies de presas diminu&iacute;ram drasticamente em muitas regi&otilde;es da Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica como resultado de mudan&ccedil;as no uso do solo, surtos de doen&ccedil;as e/ou gest&atilde;o inadequada da ca&ccedil;a, gerando consequ&ecirc;ncias negativas para uma grande comunidade de predadores vertebrados, incluindo a &aacute;guia-perdigueira.<br />
<br />
A relativa escassez das suas principais presas em muitas &aacute;reas do vale do Douro for&ccedil;ou as &aacute;guia-perdigueira a diversificaram a sua alimenta&ccedil;&atilde;o e a procurarem outras fontes de alimento como passeriformes de m&eacute;dio a grande porte e r&eacute;pteis (as quais poder&atilde;o representar presas sub-&oacute;timas em termos energ&eacute;ticos).<br />
<br />
A gest&atilde;o e a conserva&ccedil;&atilde;o eficazes das principais presas da &aacute;guia-perdigueira s&atilde;o, portanto, cruciais para a viabilidade populacional desta ave de rapina no vale do Douro. Diversas a&ccedil;&otilde;es focadas na recupera&ccedil;&atilde;o e no refor&ccedil;o das popula&ccedil;&otilde;es dessas esp&eacute;cies na regi&atilde;o s&atilde;o de import&acirc;ncia fulcral no contexto do projeto LIFE Rupis, com vista a aumentar a disponibilidade de presas para a &aacute;guia-perdigueira.<br />
<br />
As a&ccedil;&otilde;es direcionadas para assegurar a melhoria da qualidade do habitat do coelho-bravo e da perdiz-vermelha (a&ccedil;&otilde;es C5 e C6), por um lado, e para promover a recupera&ccedil;&atilde;o de pombais tradicionais e repovoamento com pombo-das-rochas (a&ccedil;&atilde;o C4), por outro, s&atilde;o algumas das a&ccedil;&otilde;es de conserva&ccedil;&atilde;o/gest&atilde;o que j&aacute; est&atilde;o a ser implementadas.<br />
<br />
Adicionalmente, ser&aacute; realizada ainda uma avalia&ccedil;&atilde;o da distribui&ccedil;&atilde;o e abund&acirc;ncia das principais presas da &aacute;guia-perdigueira (a&ccedil;&otilde;es A4 e D3) e a monitoriza&ccedil;&atilde;o das suas tend&ecirc;ncias populacionais (a&ccedil;&atilde;o D3), medidas que s&atilde;o fundamentais para aferir sobre o estado dessas popula&ccedil;&otilde;es na &aacute;rea do projeto, bem como para avaliar o sucesso das a&ccedil;&otilde;es de conserva&ccedil;&atilde;o/gest&atilde;o realizadas.]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Tue, 11 Dec 2018 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Voluntariado internacional recupera e descobre património arquitetónico e arqueológico do Nordeste Transmontano</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/voluntariado-internacional-recupera-e-descobre-patrimonio-arquitetonico-e-arqueologico-do-nordeste-transmontano-2018-12-11/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>O que um povo constr&oacute;i e transmite de gera&ccedil;&atilde;o em gera&ccedil;&atilde;o est&aacute; intrinsecamente ligado &agrave;s artes e of&iacute;cios, s&atilde;o artefactos da Hist&oacute;ria que marcam um territ&oacute;rio, a sua cultura e as suas gentes. &Eacute; isto que importa conservar e manter vivo. E esta &eacute; exatamente uma das miss&otilde;es da Palombar - Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural: preservar o patrim&oacute;nio edificado e as t&eacute;cnicas tradicionais de constru&ccedil;&atilde;o, assegurando a conserva&ccedil;&atilde;o dos recursos e a transmiss&atilde;o do conhecimento, atrav&eacute;s de uma abordagem pedag&oacute;gica e de coopera&ccedil;&atilde;o que resulte no enriquecimento dos indiv&iacute;duos e na dinamiza&ccedil;&atilde;o do mundo rural.</strong><br />
<br />
Para cumprir esse des&iacute;gnio, a Palombar organizou, ao longo de 2018, juntamente com parceiros nacionais e internacionais, os Campos de Trabalho Volunt&aacute;rio Internacional (CTVI), que tiveram como objetivo principal promover o restauro e a conserva&ccedil;&atilde;o do patrim&oacute;nio constru&iacute;do e a descoberta da riqueza arqueol&oacute;gica da regi&atilde;o do Nordeste Transmontano. Durante o ano de 2018, foram realizados os 51.&ordm;, 52.&ordm;, 53.&ordm; e 54.&ordm; Campos de Trabalho Volunt&aacute;rio Internacional, que decorreram em Algoso (concelho de Vimioso), Uva (concelho de Vimioso) e Aldeia Nova (concelho de Miranda do Douro), respetivamente.<br />
<br />
O 51.&ordm; CTVI teve como objetivo recuperar o telhado de uma curri&ccedil;a nas encostas do Rio Angueira, em Algoso, e decorreu entre os dias 16 e 27 de abril de 2018. Neste campo de trabalho, que resultou de uma parceira realizada com a Union Rempart, em Fran&ccedil;a, e a Uni&atilde;o de Freguesias de Algoso, Campo de V&iacute;boras e Uva, participaram oito jovens volunt&aacute;rios franceses, estudantes dos 2.&ordm; e 3.&ordm; anos do curso de Arquitetura.                                                                                                                                                            A curri&ccedil;a &eacute; uma estrutura simples constru&iacute;da com pedras e que se localiza sobretudo no meio dos montes. Servia outrora para guardar o gado pequeno ou para a pernoita de animais e/ou pessoas. &Eacute; um &iacute;cone arquitet&oacute;nico que est&aacute; associado ao mundo rural e &agrave;s suas atividades. <br />
<br />
No &acirc;mbito da participa&ccedil;&atilde;o nesta iniciativa, os (as) volunt&aacute;rios (as) tiveram a oportunidade de aprender com o formador Manuel Gomes o processo de repara&ccedil;&atilde;o de um telhado, desde a recolha, sele&ccedil;&atilde;o e limpeza das madeiras e telhas &agrave; constru&ccedil;&atilde;o e coloca&ccedil;&atilde;o da estrutura de madeira de suporte ao telhado e posterior assentamento das vigas, dos caibros, das ripas e, finalmente, das telhas.<br />
<br />
O grupo de volunt&aacute;rios foi sempre acompanhado e coordenado no terreno por tr&ecirc;s monitores da Palombar. Os participantes puderam tamb&eacute;m desfrutar de momentos de lazer, durante os quais conheceram e exploraram de forma mais ampla as paisagens, cultura e tradi&ccedil;&otilde;es transmontanas. O 52.&ordm; CTVI, que se realizou entre os dias 2 e 13 de julho de 2018, foi dedicado &agrave; recupera&ccedil;&atilde;o de um pombal tradicional na aldeia de Uva.<br />
<br />
Este campo de trabalho tamb&eacute;m foi realizado em parceria com a Union Rempart e com a Uni&atilde;o de Freguesias de Algoso, Campo de V&iacute;boras e Uva.                                                                                                                                                                                                                               Participaram no campo de trabalho cinco volunt&aacute;rios, quatro de Fran&ccedil;a e um de It&aacute;lia. Nuno Martins foi o formador que transmitiu aos participantes as t&eacute;cnicas tradicionais de constru&ccedil;&atilde;o de um pombal tradicional.<br />
<br />
Durante a atividade, foi recuperada a parede de um pombal, tendo sido rebocada tamb&eacute;m uma parede externa do quintal da casa dos volunt&aacute;rios, tamb&eacute;m na aldeia de Uva, com a t&eacute;cnica do reboco tradicional feito &agrave; base de areia e cal. Os volunt&aacute;rios pintaram ainda o exterior de um pombal tradicional.<br />
<br />
Os pombais tradicionais s&atilde;o um patrim&oacute;nio emblem&aacute;tico da regi&atilde;o do Nordeste Transmontano. Pontilham a paisagem com a sua alva singeleza e est&atilde;o fortemente associados &agrave; comunidade rural, que outrora usava os pombos juvenis (borrachos) para alimenta&ccedil;&atilde;o, sendo esta uma fonte adicional de prote&iacute;na para os habitantes locais. J&aacute; o estrume dos pombos, considerado de elevado valor fertilizante e denominado por &quot;pombinho&quot; pelos alde&otilde;es, era usado para fertilizar os solos agr&iacute;colas.<br />
<br />
Os pombais s&atilde;o tamb&eacute;m estruturas que contribuem para a prote&ccedil;&atilde;o da biodiversidade, visto que os pombos fazem parte, por exemplo, da dieta da &aacute;guia-perdigueira ou &aacute;guia-de-Bonelli (Aquila fasciata), que tem um estatuto de conserva&ccedil;&atilde;o &quot;Em perigo&quot;, de acordo com o Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal. Ao promover a sua reconstru&ccedil;&atilde;o e conserva&ccedil;&atilde;o, estamos a contribuir n&atilde;o s&oacute; para manter vivo o patrim&oacute;nio ancestral constru&iacute;do, como tamb&eacute;m para proteger a biodiversidade local.<br />
<br />
Os 53.&ordm; e 54.&ordm; CTVI realizaram-se em simult&acirc;neo, entre os dias 20 de agosto a 14 de setembro, no Castro de S&atilde;o Jo&atilde;o das Arribas, em Aldeia Nova. Estes CTVI tiveram como parceiros a C&acirc;mara Municipal de Miranda do Douro, a Junta de Freguesia de Miranda do Douro e tamb&eacute;m a Union Rempart.                                                                                                                                                                                                                                                                                     No total, participaram nestes CTVI 14 volunt&aacute;rios de cinco nacionalidades: argelina, brasileira, francesa, italiana e portuguesa.<br />
<br />
Os trabalhos de escava&ccedil;&atilde;o arqueol&oacute;gica realizados no Castro de S&atilde;o Jo&atilde;o das Arribas foram coordenados por Susana Cosme e dirigidos por M&oacute;nica Salgado e Pedro Pereira. Integraram o grupo de volunt&aacute;rios estudantes de arqueologia e outros volunt&aacute;rios sem experi&ecirc;ncia em arqueologia, mas com interesse na &aacute;rea. <br />
<br />
Durante estes CTVI, os participantes aprenderam os procedimentos e t&eacute;cnicas associados &agrave;s escava&ccedil;&otilde;es arqueol&oacute;gicas, como limpeza das zonas a escavar; decapagem: escava&ccedil;&atilde;o, remo&ccedil;&atilde;o de terras e recolha de esp&oacute;lio arqueol&oacute;gico; lavagem de esp&oacute;lio arqueol&oacute;gico; montagem de quadr&iacute;culas e aprendizagem e levantamento do sistema de cotas. O Castro de S&atilde;o Jo&atilde;o das Arribas est&aacute; classificado como Monumento Nacional pelo Decreto de 16-06-1910, e DG n.&ordm; 136, de 23-06-1910.<br />
<br />
A zona deste Castro consiste num povoado fortificado assente sobre um promont&oacute;rio, cujo sistema defensivo &eacute; composto por duas linhas de&nbsp;muralha e um torre&atilde;o, o colo de acesso &eacute; protegido por muralha e provavelmente um fosso. Os vest&iacute;gios de&nbsp;romaniza&ccedil;&atilde;o s&atilde;o abundantes e incluem um elevado n&uacute;mero de ep&iacute;grafes. Corresponde ao local onde ergue&nbsp;atualmente o pequeno santu&aacute;rio de S&atilde;o Jo&atilde;o das Arribas, descreve o site Rota da Terra Fria Transmontana. Esta &eacute; uma zona de elevado interesse arqueol&oacute;gico e de uma riqueza paisag&iacute;stica &uacute;nica em Portugal, com vista para o Rio Douro e o desenho &iacute;ngreme e vertiginoso das suas arribas. <br />
<br />
Em todos os campos de trabalho, al&eacute;m das atividades associadas &agrave; reconstru&ccedil;&atilde;o/recupera&ccedil;&atilde;o do patrim&oacute;nio arquitet&oacute;nico e arqueol&oacute;gico, os volunt&aacute;rios tamb&eacute;m estiveram envolvidos na manuten&ccedil;&atilde;o e log&iacute;stica dos campos de trabalho, momentos que visaram fomentar o sentimento de partilha e entreajuda, essenciais &agrave; vida comunit&aacute;ria.<br />
<br />
No &acirc;mbito da realiza&ccedil;&atilde;o dos CTVI, foram ainda organizadas visitas a centros, museus e locais ic&oacute;nicos do Nordeste Transmontano, com o objetivo de aprofundar o conhecimento sobre a regi&atilde;o e o seu patrim&oacute;nio natural, cultural e edificado, e ainda de enriquecer esta experi&ecirc;ncia &uacute;nica, proporcionando aos volunt&aacute;rios o contacto direto com as comunidades locais e o interc&acirc;mbio geracional e cultural.<br />
<br />
Assim, foram realizadas visitas ao Centro Interpretativo dos Pombais Tradicionais (na sede da Palombar, em Uva, Vimioso); Centro de Valoriza&ccedil;&atilde;o do Burro de Miranda (AEPGA- Associa&ccedil;&atilde;o para o Estudo e Prote&ccedil;&atilde;o do Gado Asinino, em Atenor, Miranda do Douro); Centro de Acolhimento do Burro de Miranda (AEPGA, em Pena Branca, Miranda do Douro); Museu da Terra de Miranda, Concatedral e centro hist&oacute;rico de Miranda do Douro; Ecomuseu Terra Mater e Fraga de l Puio (em Picote, Miranda do Douro); Castelo de Algoso (em Algoso, Vimioso) e Minas de Santo Adri&atilde;o (em Vimioso/Miranda do Douro). Os volunt&aacute;rios puderam ainda participar na Feira do Naso (Santu&aacute;rio do Naso, na P&oacute;voa, Miranda do Douro), em sess&otilde;es de observa&ccedil;&atilde;o de aves, banhos no Rio Angueira, entre outras atividades.<br />
<br />
A Palombar agradece a todos os parceiros e formadores que estiveram envolvidos na organiza&ccedil;&atilde;o dos CTVI e, principalmente, aos (&agrave;s) volunt&aacute;rios (as) que participaram nos campos, que s&atilde;o quem lhes d&atilde;o vida e sentido. Acreditamos que s&oacute; com a participa&ccedil;&atilde;o e envolvimento de todos (as) seremos capazes de manter vivo e din&acirc;mico a nosso patrim&oacute;nio cultural, natural e constru&iacute;do.]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 06 Dec 2018 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Palombar destaca importância de aliar o turismo à conservação da Natureza e à valorização das comunidades rurais em seminário sobre Turismo Sustentável</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/palombar-destaca-importancia-de-aliar-o-turismo-a-conservacao-da-natureza-e-a-valorizacao-das-comunidades-rurais-em-seminario-sobre-turismo-sustentavel-2018-12-06/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A Palombar - Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural participou, no dia 13 de novembro, no semin&aacute;rio &quot;Turismo Sustent&aacute;vel ao Servi&ccedil;o da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Comunidades Rurais&quot;, organizado pela AEPGA - Associa&ccedil;&atilde;o para o Estudo e Prote&ccedil;&atilde;o do Gado Asinino e pelo Centro de Acolhimento do Burro.</strong><br />
<br />
Jos&eacute; Pereira, presidente da Palombar, falou, no &acirc;mbito da participa&ccedil;&atilde;o da associa&ccedil;&atilde;o neste evento, sobre a import&acirc;ncia de promover um turismo sustent&aacute;vel e &eacute;tico que esteja intrinsecamente relacionado com a conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do patrim&oacute;nio rural. Destacou tamb&eacute;m que &quot;o turismo n&atilde;o pode ser visto apenas a partir de uma &oacute;tica economicista, mas, acima de tudo, tem de ser estruturado com base na valoriza&ccedil;&atilde;o, prote&ccedil;&atilde;o e conserva&ccedil;&atilde;o dos ecossistemas e das comunidades locais&quot;.<br />
<br />
&quot;O turismo &eacute;tico e respons&aacute;vel deve estar ao servi&ccedil;o das comunidades e da biodiversidade, criando uma rela&ccedil;&atilde;o frut&iacute;fera que contribua n&atilde;o apenas para gerar riqueza, mas, sobretudo, para promover e preservar as culturas e tradi&ccedil;&otilde;es locais e o patrim&oacute;nio natural, sem os quais a pr&oacute;pria atividade tur&iacute;stica deixa de ter sentido&quot;, afirmou o presidente Palombar.<br />
<br />
Jos&eacute; Pereira sublinhou o papel da Palombar enquanto agente dinamizador da prote&ccedil;&atilde;o da biodiversidade no Nordeste Transmontano e da conserva&ccedil;&atilde;o do patrim&oacute;nio rural edificado. Atrav&eacute;s da atua&ccedil;&atilde;o dos seus t&eacute;cnicos especializados em fauna selvagem, a Palombar, no &acirc;mbito de v&aacute;rios projetos de conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e da sua miss&atilde;o, tem promovido a preserva&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rias esp&eacute;cies com estatuto de conserva&ccedil;&atilde;o delicado em Portugal, como &eacute; o caso do britango (<em>Neophron percnopterus</em>) e da &aacute;guia-de-Bonelli (<em>Aquila fasciata</em>), bem como contribu&iacute;do para a preserva&ccedil;&atilde;o de t&eacute;cnicas tradicionais de constru&ccedil;&atilde;o, nomeadamente atrav&eacute;s da recupera&ccedil;&atilde;o de pombais tradicionais.<br />
<br />
A Palombar tamb&eacute;m &eacute; respons&aacute;vel pela cria&ccedil;&atilde;o, em parceria com a C&acirc;mara Municipal de Vimioso, do Centro de Interpreta&ccedil;&atilde;o dos Pombais Tradicionais (CIPT), em 2014, ano em que a Antiga Escola Prim&aacute;ria de Uva (Vimioso) foi reaproveitada e transformada no CIPT e sede da associa&ccedil;&atilde;o. O CIPT foi criado com o objetivo de dar a conhecer os pombais tradicionais existentes na regi&atilde;o e, ao mesmo tempo, ser um espa&ccedil;o de partilha de conhecimento das t&eacute;cnicas de constru&ccedil;&atilde;o do patrim&oacute;nio rural.<br />
<br />
O CIPT visa disseminar o conhecimento sobre este tipo de constru&ccedil;&atilde;o e ser o ponto de partida para a descoberta dos pombais e do seu valor cultural, arquitet&oacute;nico e ecol&oacute;gico. Durante a visita, &eacute; tamb&eacute;m poss&iacute;vel fazer um percurso pela aldeia de Uva, que possui mais de 40 pombais tradicionais, de modo a conhecer de perto estas estruturas arquitet&oacute;nicas &uacute;nicas que pontilham a paisagem com a sua alva singeleza, bem como saber mais sobre a sua utilidade.<br />
<br />
A atividade da Palombar, que se cruza com o turismo de Natureza e rural, pretende tamb&eacute;m contribuir para promover o turismo sustent&aacute;vel, &eacute;tico e respons&aacute;vel, em prol da Natureza e das comunidades locais.<br />
<br />
O semin&aacute;rio &quot;Turismo Sustent&aacute;vel ao Servi&ccedil;o da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Comunidades Rurais?, que decorreu no Parque Ib&eacute;rico de Natureza e Aventura (PINTA), em S&atilde;o Joanico, Vimioso, realizou-se no &acirc;mbito do projeto &quot;Melhores Pr&aacute;ticas para um Futuro &Eacute;tico e Sustent&aacute;vel atrav&eacute;s do Turismo Rural&quot;, promovido pelo Centro de Acolhimento do Burro e pela AEPGA.<br />
<br />
Este projeto de interc&acirc;mbio sobre boas pr&aacute;ticas de turismo &eacute;tico e sustent&aacute;vel &eacute; financiado pelo programa Erasmus+ Juventude em A&ccedil;&atilde;o e tem como parceiros o Linking Tourism &amp; Conservation (Noruega) e a Cryosanabria (Espanha).O semin&aacute;rio de entrada livre pretendeu &quot;ser um espa&ccedil;o de reflex&atilde;o sobre os desafios e oportunidades do turismo ao servi&ccedil;o das comunidades rurais&quot;, tendo contado com a participa&ccedil;&atilde;o de institui&ccedil;&otilde;es din&acirc;micas no setor do turismo no Nordeste Transmontano.]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Tue, 04 Dec 2018 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Mixomatose: registados primeiros casos da doença em lebres em Portugal</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/mixomatose-registados-primeiros-casos-da-doenca-em-lebres-em-portugal-2018-12-04/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A mixomatose, uma doen&ccedil;a viral que tem contribu&iacute;do para dizimar milhares de coelhos selvagens em Portugal nos &uacute;ltimos anos, amea&ccedil;a agora tamb&eacute;m as popula&ccedil;&otilde;es de lebres no territ&oacute;rio nacional. Em novembro deste ano, foram registados os primeiros dois casos de mixomatose em lebres em Portugal, confirmados por an&aacute;lise laboratorial, segundo indicou o INIAV - Instituto Nacional de Investiga&ccedil;&atilde;o Agr&aacute;ria e Veterin&aacute;ria em boletins informativos publicados no seu website.</strong><br />
<br />
A doen&ccedil;a j&aacute; tinha sido amplamente reportada nos &uacute;ltimos meses na lebre-ib&eacute;rica (<em>Lepus granatensis</em>) em v&aacute;rias Comunidades Aut&oacute;nomas em Espanha, sobretudo em zonas de ca&ccedil;a na Andaluzia, Castilla-La Mancha, Extremadura, Madrid e M&uacute;rcia. Mais de 140 casos de lebres com mixomatose foram j&aacute; confirmados no pa&iacute;s vizinho. A doen&ccedil;a tem afetado ainda a lebre-europeia (<em>Lepus europaeus</em>), especialmente no Reino Unido.<br />
<br />
&quot;No &acirc;mbito da vigil&acirc;ncia sanit&aacute;ria do Projeto +Coelho, que decorre desde agosto de 2017, foi confirmado no Laborat&oacute;rio de Virologia do INIAV, em Oeiras, por testes moleculares, o diagn&oacute;stico de mixomatose numa lebre ca&ccedil;ada no dia 28 de outubro de 2018, em zona de ca&ccedil;a do concelho de &Eacute;vora&quot;, informou o instituto num boletim informativo.<br />
<br />
O animal, uma f&ecirc;mea adulta com boa condi&ccedil;&atilde;o corporal, apresentava conjuntivite purulenta, edema das p&aacute;lpebras e das regi&otilde;es anal e vulvar. Este &eacute; o primeiro caso de mixomatose registado em lebre-ib&eacute;rica em Portugal, confirmado em laborat&oacute;rio.Segundo indicou o INIAV, a doen&ccedil;a nesta lebre foi notificada &agrave; Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de Animal (OIE) pela Dire&ccedil;&atilde;o Geral de Alimenta&ccedil;&atilde;o e Veterin&aacute;ria (DGAV), autoridade nacional para as doen&ccedil;as dos animais.<br />
<br />
Apesar de n&atilde;o ter import&acirc;ncia para a sa&uacute;de p&uacute;blica, a mixomatose &eacute; uma doen&ccedil;a de declara&ccedil;&atilde;o obrigat&oacute;ria.O segundo caso de mixomatose em lebre-ib&eacute;rica em Portugal foi tamb&eacute;m confirmado pelo INIAV, atrav&eacute;s de an&aacute;lise laboratorial. Os t&eacute;cnicos do instituto deram um diagn&oacute;stico positivo para mixomatose a uma lebre encontrada morta em zona de ca&ccedil;a do concelho de Beja, no dia 3 de novembro de 2018. Tratou-se de um macho adulto, com boa condi&ccedil;&atilde;o corporal, que apresentava conjuntivite e les&otilde;es nodulares nas p&aacute;lpebras e focinho.<br />
<br />
A mixomatose &eacute; uma doen&ccedil;a t&iacute;pica de coelhos selvagens, podendo tamb&eacute;m afetar coelhos dom&eacute;sticos, causada pelo v&iacute;rus myxoma, que &eacute; transmitido por contacto direto, indireto ou por vetores, como insetos ou parasitas, os quais, quando entram em contacto com um coelho infetado, tornam-se agentes de transmiss&atilde;o viral.<br />
<br />
Pulgas e mosquitos s&atilde;o normalmente os principais vetores da patologia, que regista picos sobretudo durante o ver&atilde;o, quando a popula&ccedil;&atilde;o de vetores &eacute; maior e est&aacute; mais ativa.<br />
<br />
A elimina&ccedil;&atilde;o de milhares de coelhos selvagens pela mixomatose, mas tamb&eacute;m pela doen&ccedil;a hemorr&aacute;gica viral, gerou um forte impacto sobre popula&ccedil;&otilde;es de esp&eacute;cies predadoras que se alimentam destes lagomorfos, como aves de rapina com estatuto de conserva&ccedil;&atilde;o delicado, nomeadamente a &aacute;guia-imperial-ib&eacute;rica (<em>Aquila adalberti</em>) e a &aacute;guia-de-Bonelli (<em>Aquila fasciata</em>), e o caso emblem&aacute;tico do lince-ib&eacute;rico (<em>Lynx pardinus</em>).<br />
<br />
Agora, a doen&ccedil;a amea&ccedil;a tamb&eacute;m as popula&ccedil;&otilde;es de lebre-ib&eacute;rica, que &eacute; igualmente uma esp&eacute;cie-presa de muitos animais selvagens com estatuto de conserva&ccedil;&atilde;o delicado no territ&oacute;rio nacional. Para fazer face &agrave; incid&ecirc;ncia e &agrave; preval&ecirc;ncia desta doen&ccedil;a viral e fatal, &eacute; fundamental promover a monitoriza&ccedil;&atilde;o das popula&ccedil;&otilde;es de lagomorfos de modo a detetar a exist&ecirc;ncia de animais doentes e travar os processos de contamina&ccedil;&atilde;o, assegurando, desta forma, condi&ccedil;&otilde;es higieno-sanit&aacute;rias para as esp&eacute;cies afetadas por esta patologia e outras.<br />
<br />
A Palombar - Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural tem desenvolvido, nos &uacute;ltimos anos, a&ccedil;&otilde;es de monitoriza&ccedil;&atilde;o de popula&ccedil;&otilde;es de coelho-bravo (<em>Oryctolagus cuniculus</em>) na regi&atilde;o de Tr&aacute;s-os-Montes, atrav&eacute;s, por exemplo, da sua participa&ccedil;&atilde;o no projeto SOS Coelho coordenado pelo CIBIO-InBIO - Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Biodiversidade e Recursos Gen&eacute;ticos da Universidade do Porto e pela ANPC - Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Propriet&aacute;rios e Produtores de Ca&ccedil;a.<br />
<br />
Este projeto teve como objetivo principal combater a doen&ccedil;a hemorr&aacute;gica viral (DHV) dos coelhos e estudar as suas causas e mecanismos de a&ccedil;&atilde;o, mas tamb&eacute;m outras doen&ccedil;as v&iacute;ricas que afetam a esp&eacute;cie, como &eacute; o caso da mixomatose, atrav&eacute;s da cria&ccedil;&atilde;o de uma rede de epidemiovigil&acirc;cia para assegurar o controlo sanit&aacute;rio das popula&ccedil;&otilde;es de coelho-bravo.<br />
<br />
Tamb&eacute;m no &acirc;mbito do projeto LIFE Rupis (www.rupis.pt) e do Grupo Nordeste, a Palombar monitoriza popula&ccedil;&otilde;es de lagomorfos (coelho-bravo e lebres) em v&aacute;rias zonas do Nordeste Transmontano, bem como implementa medidas que visam assegurar o aumento das suas popula&ccedil;&otilde;es, com indiv&iacute;duos saud&aacute;veis, atrav&eacute;s da cria&ccedil;&atilde;o de sementeiras, clareiras e pontos de &aacute;gua.]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 23 Nov 2018 00:00:00 +0000</pubDate> 
					<title>Atividade "Novembro pela Floresta" sensibiliza para importância das árvores autóctones</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/atividade-novembro-pela-floresta-sensibiliza-para-importancia-das-arvores-autoctones-2018-11-23/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<strong>A Palombar - Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, em parceria com a AEPGA - Associa&ccedil;&atilde;o para o Estudo e Prote&ccedil;&atilde;o do Gado Asinino, organizou, nos dias 17 e 18 de novembro, a atividade &quot;Novembro pela Floresta&quot;, que teve como objetivo promover a sensibiliza&ccedil;&atilde;o da comunidade para a import&acirc;ncia das &aacute;rvores aut&oacute;ctones, nomeadamente para a recolha e preserva&ccedil;&atilde;o das suas sementes.</strong><br />
<br />
Participaram na atividade 17 volunt&aacute;rios de sete nacionalidades diferentes (portuguesa, francesa, espanhola, norueguesa, alem&atilde;, polaca e salvadorenha). De destacar que o mais jovem participante tinha 5 anos e o mais velho 66 anos, o que &eacute; revelador do car&aacute;ter intergeracional desta iniciativa, que promoveu a educa&ccedil;&atilde;o ambiental com foco na import&acirc;ncia das &aacute;rvores e arbustos t&iacute;picos de Portugal.<br />
<br />
Durante a atividade, os volunt&aacute;rios tiveram a oportunidade de recolher sementes de esp&eacute;cies arbustivas e de &aacute;rvores ribeirinhas. Foi explicado aos participantes os cuidados a ter na recolha e acondicionamento de sementes, tendo sido tamb&eacute;m realizado um pequeno percurso pela emblem&aacute;tica aldeia de Uva, ladeada por pombais tradicionais.<br />
<br />
Durante o percurso, algumas &aacute;rvores aut&oacute;ctones foram apresentadas ao grupo e foi ainda explicado o m&eacute;todo mais adequado para a recolha de sementes. Os participantes tamb&eacute;m puderam fazer uma visita ao viveiro florestal da Palombar.<br />
<br />
Sementes de sobreiro (<em>Quercus suber</em>), azinheira (<em>Quercus&nbsp;rotundifolia</em>), carvalho-negral (<em>Quercus pyrenaica</em>), freixo (<em>Fraxinus angustifolia</em>), pilriteiro (<em>Crataegus monogyna</em>), abrunho (<em>Prunus&nbsp;spinosa</em>) e roseira brava (<em>Rosa canina</em>) foram recolhidas pelos volunt&aacute;rios no &acirc;mbito desta atividade. Essas sementes ser&atilde;o plantadas no viveiro da Palombar e, posteriormente, as pl&acirc;ntulas v&atilde;o ser usadas em diversas atividades de educa&ccedil;&atilde;o ambiental e reflorestamento, em escolas e em v&aacute;rias zonas da regi&atilde;o.<br />
<br />
Queremos agradecer a todos os (as) volunt&aacute;rios (as) que participaram nesta atividade em prol da floresta aut&oacute;ctone. S&oacute; com o contributo de todos (as) conseguimos preservar de forma eficaz e sustentada a biodiversidade e os ecossistemas locais. <br />
<br />
<strong>O que s&atilde;o as &aacute;rvores aut&oacute;ctones e por que s&atilde;o t&atilde;o importantes?</strong><br />
<br />
As &aacute;rvores aut&oacute;ctones s&atilde;o &aacute;rvores origin&aacute;rias do pr&oacute;prio territ&oacute;rio. Assim, a floresta aut&oacute;ctone portuguesa &eacute; toda a floresta formada por &aacute;rvores origin&aacute;rias do nosso pa&iacute;s. Carvalhos, medronheiros, castanheiros, azinheiras e sobreiros s&atilde;o exemplos de algumas &aacute;rvores aut&oacute;ctones de Portugal.<br />
<br />
As florestas aut&oacute;ctones est&atilde;o mais adaptadas &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es do solo e do clima do territ&oacute;rio, sendo mais resistentes a pragas, doen&ccedil;as, longos per&iacute;odos de seca ou de chuva intensa, em compara&ccedil;&atilde;o com esp&eacute;cies introduzidas. S&atilde;o tamb&eacute;m importantes lugares de ref&uacute;gio e reprodu&ccedil;&atilde;o para um grande n&uacute;mero de esp&eacute;cies de animais aut&oacute;ctones que est&atilde;o em risco de extin&ccedil;&atilde;o; ajudam ainda a manter a fertilidade do solo e o equil&iacute;brio ecol&oacute;gico.<br />
<br />
As florestas aut&oacute;ctones s&atilde;o fundamentais para regular melhor o ciclo hidrol&oacute;gico e a qualidade da &aacute;gua e, apesar de registarem um crescimento mais lento, quando bem desenvolvidas, s&atilde;o normalmente mais resistentes aos inc&ecirc;ndios florestais. As florestas aut&oacute;ctones s&atilde;o, por isso, essenciais ao equil&iacute;brio dos ecossistemas locais!<br />
<br />
Plante &aacute;rvores e arbustos aut&oacute;ctones, contribua para a preserva&ccedil;&atilde;o da biodiversidade!]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c829f</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 19 Nov 2018 10:05:23 +0000</pubDate> 
					<title>REN apoia projeto LIFE Rupis com concessão de gestão de terrenos e pombais tradicionais</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/renapoiaprojetoliferupiscomconcessodegestodeterrenosepombaistradicionais/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[A REN ? Rede Elétrica Nacional SA passou a apoiar o projeto ?LIFE Rupis ? Conservação do Britango (Neophron percnopterus) e da Águia-perdigueira (Aquila fasciata) no vale do rio Douro?, coordenado pela Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), e do qual a Palombar ? Associação de Conservação da Natureza e do Património Rural é parceira.A REN assinou um acordo de cooperação com a SPEA e com a Palombar, no âmbito do qual terrenos e pombais tradicionais pertencentes à REN serão geridos por aquelas duas entidades, de forma a aumentar o alimento disponível para aves ameaçadas como é o caso da águia-perdigueira. 
  
       [caption id="" align="alignnone" width="2500.0"]  Pombal tradicional [/caption] 
  

Na última década, a população de águia-perdigueira registou um declínio de 40% no norte do país. Para inverter esta tendência, o projeto LIFE Rupis que tem como objetivo principal reforçar as populações de águia-perdigueira (e também de britango), através da redução da sua mortalidade e do aumento do seu sucesso reprodutor.&nbsp; A REN vai disponibilizar, desta forma, seis pombais tradicionais e terrenos na zona do Douro Internacional, nomeadamente em Lagoaça e Bruçó, de forma a que a SPEA e a Palombar possam assegurar a implementação de medidas de gestão de habitat e de fomento de espécies presa da águia-perdigueira, nomeadamente pombos, perdizes e coelhos.Francisco Parada, responsável da área de Qualidade, Ambiente e Segurança da REN, afirma, citado num comunicado, que ?esta parceria é mais um exemplo da estratégia que a REN tem vindo a desenvolver em matéria de biodiversidade, articulando com diferentes parceiros a implementação das melhores práticas na preservação e gestão de habitats, em particular quando estão associadas a espécies de aves ameaçadas?.
  
       [caption id="" align="alignnone" width="2500.0"]  Pombal tradicional repovoado com pombos. [/caption] 
  

José Pereira, presidente da Palombar, sublinha a importância deste acordo de cooperação firmado com a REN e destaca que ?os ativos cedidos estão localizados em áreas de presença das espécies-alvo do projeto bastante sensíveis, e que as ações de conservação do LIFE Rupis que aí serão implementadas, nomeadamente a gestão e o repovoamento dos pombais tradicionais com populações de pombos saudáveis, assim como a gestão do habitat através da instalação de sementeiras e limpeza de matos, irão fomentar o aumento das espécies-presa e consequentemente a disponiblidade alimentar para a águia-perdigueira e para o britango?.Já Joaquim Teodósio, coordenador do Departamento de Conservação Terrestre da SPEA e do projeto LIFE Rupis, citado numa nota de imprensa, considera que ?é imprescindível que empresas como a REN assumam um papel proativo na conservação da natureza, e é fundamental que conservacionistas e empresas trabalhem juntos em prol do desenvolvimento sustentável que é do interesse de todos?.O LIFE Rupis (www.rupis.pt) é um projeto de conservação transfronteiriço entre Portugal e Espanha, cofinanciado através do programa LIFE da Comissão Europeia. Para além da componente de conservação da natureza, desenvolve diversas atividades de promoção da região, dos seus valores naturais e do seu potencial para o turismo ornitológico. Coordenado pela SPEA, o projeto LIFE Rupis tem mais oito parceiros: a Palombar ? Associação de Conservação da Natureza e do Património Rural, a Associação Transumância e Natureza (ATN), o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), a Junta de Castilla y León, a Fundación Patrimonio Natural de Castilla y León, a Vulture Conservation Foundation (VCF), a EDP Distribuição e a Guarda Nacional Republicana (GNR).
  
       [caption id="" align="alignnone" width="1000.0"]  Douro Internacional [/caption] 
  


  
      ]]></description> 
					<guid isPermaLink="false">post__69aa92d3c82a9</guid>
	            </item><item> 
	                <pubDate>Wed, 31 Oct 2018 15:13:13 +0000</pubDate> 
					<title>Projeto POR UMA GOTA apresenta concurso de ideias "Uso eficiente da água numa exploração agrícola" na EPA Carvalhais/Mirandela  &amp;nbsp;</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/projetoporumagotaapresentaconcursodeideiasusoeficientedaguanumaexploraoagrcolanaepacarvalhaismirandelaenbsp/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[O consórcio SACR ? Sensibilização Activa da Comunidade Rural, composto pela AEPGA - Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asinino e pela Palombar ? Associação de Conservação da Natureza e do Património Rural, apresentou esta terça-feira, 30 de outubro, na Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural de Carvalhais/Mirandela (EPADRCM), no distrito de Bragança, o concurso de ideias "Uso eficiente da água numa exploração agrícola".
  
       [caption id="" align="alignnone" width="2500.0"]  Apresentação do concurso de ideias ?Uso eficiente da água numa exploração agrícola? na Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural de Carvalhais/Mirandela. [/caption] 
  

&nbsp;O concurso é uma iniciativa que integra o projeto "POR UMA GOTA - Pelo uso eficiente da água" (www.porumagota.pt | www.facebook.com/projetoporumagota), desenvolvido pelo consórcio SACR e financiado pelo Fundo Ambiental ? Ministério do Ambiente, e tem como público-alvo os estudantes dos cursos profissionais Técnico/a de Produção Agropecuária e Técnico/a Vitivinícola da EPADRCM. O projeto segue as recomendações do Programa Nacional Para o Uso Eficiente da Água (PNUEA).Miguel Nóvoa, membro da direção da AEPGA, destacou ?a importância estratégica deste concurso para a sensibilização dos futuros agricultores das comunidades rurais do Nordeste Transmontano no que se refere à relevância e valor fulcral dos recursos hídricos?.
  
       [caption id="" align="alignnone" width="2500.0"]  Miguel Nóvoa, membro da direção da AEPGA, apresenta o concurso de ideias ?Uso eficiente da água numa exploração agrícola? na Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural de Carvalhais/Mirandela. [/caption] 
  

?O concurso será preponderante para que os jovens possam desenvolver o seu espírito crítico, descobrir e utilizar ferramentas que contribuam para um uso eficiente da água, poupança energética e sustentabilidade ambiental?, sublinhou o responsável. O concurso tem como objetivo sensibilizar a comunidade estudantil local para o uso e a gestão eficiente da água e estimular a sua criatividade na busca de soluções inovadoras nesta área.Para participar no concurso, os estudantes deverão desenvolver um plano original e inovador de gestão eficiente dos recursos hídricos numa exploração agrícola e que tenha potencial para ser implementado num projeto-piloto. O prazo para a apresentação de candidaturas ao concurso decorre entre os dias 25 de outubro e 25 de novembro. 
  
       [caption id="" align="alignnone" width="2500.0"]  Apresentação do concurso de ideias ?Uso eficiente da água numa exploração agrícola? na Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural de Carvalhais/Mirandela. [/caption] 
  

A água é um recurso natural estratégico para a região de Trás-os-Montes, do qual dependem fortemente os setores produtivos, especialmente o setor primário (agricultura e pecuária), a população, os ecossistemas, a fauna e a flora. O Nordeste Transmontano é uma zona do país eminentemente rural, florestal e agrícola, sendo que o setor agrícola é o que mais água gasta e desperdiça em Portugal.A água é fundamental ao desenvolvimento económico e social, bem como à sustentabilidade do mundo rural, que está centrado sobretudo na exploração dos recursos naturais. Os recursos hídricos são também essenciais para assegurar a proteção da biodiversidade e o necessário equilíbrio entre as atividades humanas e a conservação da Natureza. A água é um recurso natural limitado, por isso esgotável. As alterações climáticas, assim como o uso ineficiente e o desperdício, estão a afetar negativamente os recursos hídricos e a promover a escassez de água e a seca severa em Portugal, com forte impacto no setor agrícola. Trás-os-Montes é uma das regiões mais afetadas pela falta de água no país. O uso desregrado, insustentável e ineficiente da água promove o seu rápido esgotamento, por isso é fundamental assegurar a utilização eficiente da água no setor agrícola, bem como a sua gestão eficaz. Implementar medidas que promovam a sensibilização para o uso e a gestão eficiente deste recurso natural na agricultura, como também no meio doméstico, é, desta forma, não só uma necessidade estratégica, como um imperativo ambiental.&nbsp; 
  
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 29 Oct 2018 11:30:35 +0000</pubDate> 
					<title>Projeto ConnectNatura promove conservação de aves necrófagas e reforça conectividade da Rede Natura 2000</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/projetoconnectnaturapromoveconservaodeavesnecrfagasereforaconectividadedaredenatura2000/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[A Palombar ? Associação de Conservação da Natureza e do Património Rural vai avançar em breve com a implementação do projeto ?ConnectNatura ? Reforço da Rede de Campos de Alimentação para Aves Necrófagas e Criação de Condições de Conectividade entre Áreas da Rede Natura 2000?.
  
      
  

O projeto da Palombar ConnectNatura é financiado pelo Fundo Ambiental ? Ministério do Ambiente e tem como parceiro o ICNF ? Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas. O seu objetivo é criar condições para recuperar e reforçar as populações de aves necrófagas em duas Zonas de Proteção Especial (ZPE) da Rede Natura 2000, classificadas ao abrigo da Diretiva Aves, e que estão localizadas no norte de Portugal, nomeadamente as ZPE ?Serra do Gerês? e ?Montesinho/Nogueira?. Estas duas ZPE estão também inseridas em Sítios de Importância Comunitária (SIC).As ZPE abrangidas pelo projeto ConnectNatura integram ainda a Rede Nacional de Áreas Protegidas (RNAP), apresentando o estatuto de Parque Nacional, no caso da Serra do Gerês, e Parque Natural, no que se refere a Montesinho.
  
       [caption id="" align="alignnone" width="2500.0"]  Parque Natural de Montesinho [/caption] 
  

O Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG), classificado em maio de 1971, foi a primeira área protegida criada em Portugal, sendo a única com o estatuto de Parque Nacional, reconhecido internacionalmente com idêntica classificação, desde a sua criação, por parte da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), devido à riqueza do seu património natural e cultural, sendo um dos últimos redutos do país onde se encontram ecossistemas no seu estado natural, com reduzida ou nula influência humana, integrados numa paisagem humanizada.A natureza e a orientação do seu relevo, as variações de altitude e as influências atlântica, mediterrânica e continental traduzem-se na variedade e riqueza do coberto vegetal, nomeadamente, matos, carvalhais e pinhais, bosques de bétula ou vidoeiro, abundante vegetação bordejando as linhas de água, campos de cultivo e pastagens.As matas do Ramiscal, de Albergaria, do Cabril, todo o vale superior do rio Homem e a própria Serra do Gerês são um tipo de paisagem que dificilmente encontra em Portugal algo de comparável.O PNPG é território de espécies emblemáticas como o lobo-ibérico (Canis lupus signatus) e a águia-real&nbsp;(Aquila chrysaetos). Micromamíferos diversos, como a toupeira-de-água&nbsp;(Galemys pyrenaicus),&nbsp;diversidade de répteis e anfíbios e uma fauna ictiológica que inclui a truta-do-rio&nbsp;(Salmo truta)&nbsp;e outras espécies de peixes enriquecem também o quadro zoológico.O Parque Natural de Montesinho (PNM) foi classificado pela primeira vez em agosto de 1979. Este Parque possui uma elevada diversidade biológica, resultante da diversidade de habitats que ocorrem nesta área de montanha. Com mais de 110 espécies de aves nidificantes, é uma área importante para as aves de rapina, como a águia-real (Aquila chrysaetos).Estão referenciadas para o PNM 70% das espécies de mamíferos terrestres ocorrentes em território nacional, apresentando cerca de 10% destas espécies um estatuto de conservação desfavorável, segundo o Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal.De destacar ainda a presença de uma das mais importantes populações de lobo-ibérico (Canis lupus signatus) em Portugal. As principais presas silvestres deste grande carnívoro, nomeadamente o veado (Cervus elaphus), o corço (Capreolus capreolus) e o javali (Sus scrofa) são também mamíferos abundantes nesta região.Este parque possui também uma diversidade de vegetação que pode ser observada em percursos de poucos quilómetros, encontrando-se carvalhais, soutos, sardoais (bosques de azinheira), bosques ripícolas, giestais, urzais, estevais, lameiros, etc.As medidas a implementar no âmbito deste projeto serão dirigidas a espécies estritamente e parcialmente necrófagas que constam do Anexo I da Diretiva Aves e que possuem um estatuto de conservação desfavorável em Portugal, em particular o abutre-preto (Aegypius monachus), o britango (Neophron percnopterus), o grifo (Gyps fulvus) e a águia-real (Aquila chrysaetos).Tendo como base a experiência e o trabalho desenvolvido pela Palombar no âmbito do projeto ?LIFE Rupis ? Conservação do Britango (Neophron percnopterus) e da Águia-perdigueira (Aquila fasciata) no vale do rio Douro?, as ações previstas têm como objetivo melhorar as condições de alimentação e de aceitação social, de forma a reverter as tendências populacionais negativas e a promover o retorno e/ou a fixação dessas aves nesses territórios, os quais constituem áreas de presença histórica.Para além disto, o projeto contribuirá para reforçar a conectividade entre populações/núcleos populacionais, através de corredores entre áreas da Rede Natura 2000, e para restaurar cadeias tróficas ancestrais.No âmbito do projeto ConnectNatura, a Palombar vai aumentar a disponibilidade de alimento para as espécies-alvo, através da reativação e/ou construção de campos de alimentação, bem como através da criação de áreas de alimentação no interior de explorações pecuárias. Estas medidas contribuirão para expandir a rede de campos/áreas de alimentação para aves necrófagas no norte de Portugal, favorecendo, desta forma, a existência de um continuum espacial (ou espaços de conectividade) com disponibilidade de alimento para as espécies-alvo, criando, assim, condições para o seu retorno e/ou fixação em novos territórios, em particular nas áreas de implementação do projeto.É também um dos objetivos específicos do projeto ConnectNatura desenvolver ações de educação e sensibilização em escolas e para o público em geral, de modo a melhorar o seu conhecimento sobre as espécies-alvo, bem como ações direcionadas a grupos de interesse relevantes (caçadores, criadores de gado, agricultores, setor turístico), de forma a torná-los agentes ativos na conservação das espécies.Adicionalmente, pretende-se valorizar os territórios, criando e disseminando o conhecimento e a experiência adquirida na aplicação de boas práticas ao nível da conservação da natureza.Outras espécies de aves parcialmente necrófagas, como o milhafre-real (Milvus milvus), que também apresenta um estatuto de conservação desfavorável no nosso país (sobretudo a sua população residente) e o milhafre-preto (Milvus migrans) também serão beneficiadas pelas ações que serão implementadas no terreno.Em Portugal, as espécies de aves necrófagas, em particular as espécies-alvo deste projeto, apresentam, no geral, um estatuto de conservação delicado, encontrando-se numa situação populacional desfavorável, o que reflete a importância da implementação deste projeto de conservação da Palombar. 
  
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 22 Oct 2018 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>Ciclo "À Descoberta do Nordeste Transmontano" revela riqueza natural do "Reino Maravilhoso"</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/ciclo-a-descoberta-do-nordeste-transmontano-revela-riqueza-natural-do-reino-maravilhoso-2018-10-22/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[Afloramentos rochosos, fragas, rios, ribeiras, urzes, carqueja, giestas, estevas, oliveiras, carvalhos, castanheiros, veados, cor&ccedil;os, lobos, aves de rapina, paisagens deslumbrantes com um horizonte sem fim? assim &eacute; o ?Reino Maravilhoso de Tr&aacute;s-os-Montes?, como denominou teluricamente o poeta Miguel Torga, que desvend&aacute;mos no ciclo ?&Agrave; Descoberta do Nordeste Transmontano?.O ciclo, organizado pela Palombar ? Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural, em parceria com a AEPGA ? Associa&ccedil;&atilde;o para o Estudo e Prote&ccedil;&atilde;o do Gado Asinino, mostrou aos participantes, em tr&ecirc;s percursos, a riqueza da fauna, da flora e paisag&iacute;stica de tr&ecirc;s &aacute;reas emblem&aacute;ticas do Nordeste Transmontano:&nbsp; Zona de Prote&ccedil;&atilde;o Especial (ZPE) Rios Sabor e Ma&ccedil;&atilde;s, que inclui tamb&eacute;m o Rio Angueira (7 de julho); Parque Natural do Douro Internacional (18 de agosto) e Parque Natural de Montesinho (13 de outubro). As &aacute;reas visitadas est&atilde;o inclu&iacute;das na Rede Natura 2000 e na Reserva da Biosfera Transfronteiri&ccedil;a Meseta Ib&eacute;rica. Em todos os percursos realizados, os participantes foram acompanhados por burros de Miranda, grandes companheiros de viagem. Zona de Prote&ccedil;&atilde;o Especial (ZPE) Rios Sabor e Ma&ccedil;&atilde;s e Rio Angueira | 7 de julho de 2018A ZPE Rios Sabor e Ma&ccedil;&atilde;s, que tamb&eacute;m inclui o Rio Angueira, foi classificada em setembro de 1999. Predominam, na paisagem desta zona, os vales encaixados do Rio Sabor e dos seus principais afluentes, os rios Ma&ccedil;&atilde;s e Angueira. Trata-se de uma &aacute;rea de relevo montanhoso, na qual alternam tro&ccedil;os de vales de diferentes declives. Vastas encostas est&atilde;o cobertas por maci&ccedil;os de vegeta&ccedil;&atilde;o aut&oacute;ctone, nomeadamente sobreirais, azinhais e zimbrais. Esta &eacute; uma zona de nidifica&ccedil;&atilde;o de aves rup&iacute;colas como o britango (Neophron percnopterus), a &aacute;guia-real (Aquila chrysaetos) e o bufo-real (Bubo bubo), sendo de destacar a popula&ccedil;&atilde;o nidificante de &aacute;guia-de-Bonelli (Aquila fasciata), que corresponde a um dos mais significativos do nosso pa&iacute;s.            [caption id=&quot;&quot; align=&quot;alignnone&quot; width=&quot;2500.0&quot;]  Zona de Prote&ccedil;&atilde;o Especial (ZPE) Rios Sabor e Ma&ccedil;&atilde;s e Rio Angueira - percurso | 7 de julho de 2018 [/caption]      O percurso realizado nesta zona teve uma dura&ccedil;&atilde;o de cerca de 4-5 horas, tendo sido seguida a rota Uva, Vale de Algoso, Algoso, numa adapta&ccedil;&atilde;o da Pequena Rota 3 ? Vimioso (PR3 VMS) ? Dos pombais de Uva ao Castelo de Algoso. Os 22 participantes que integraram esta atividade foram acompanhados por quatro guias da Palombar, o burro Escalh&atilde;o da AEPGA e um monitor desta associa&ccedil;&atilde;o. A descoberta da emblem&aacute;tica aldeia de Uva, ladeada por dezenas de pombais tradicionais, foi o ponto de partida deste percurso, durante o qual se percorreram lameiros, campos de cultivo, pequenos vales e zonas ribeirinhas do Rio Angueira, zonas que s&atilde;o tamb&eacute;m habitat de cor&ccedil;o (Capreolus capreolus), javali (Sus scrofa) e raposa (Vulpes vulpes).           [caption id=&quot;&quot; align=&quot;alignnone&quot; width=&quot;2500.0&quot;]  ZPE Rios Sabor e Ma&ccedil;&atilde;s e Rio Angueira - observa&ccedil;&atilde;o de aves | 7 de julho de 2018 [/caption]                 [caption id=&quot;&quot; align=&quot;alignnone&quot; width=&quot;2500.0&quot;]  Burro Escalh&atilde;o da AEPGA e grupo de participantes | 7 de julho de 2018 [/caption]      Foram avistadas, durante o passeio, 40 esp&eacute;cies de aves: andorinh&atilde;o-preto (Apus apus), pombo-das-rochas (Columba livia), abrute-do-Egipto (Neophron percnopterus), grifo (Gyps fulvus), &aacute;guia-cal&ccedil;ada (Hieraaetus pennatus), tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador (Circus pygargus), milhafre-preto (Milvus migrans), poupa (Upupa epops), abelharuco (Merops apiaster), papa-figos (Oriolus oriolus), gaio (Garrulus glandarius), pega-rabuda (Pica pica), calhandrinha-comum (Calandrella brachydactyla), andorinha-das-rochas (Ptyonoprogne rupestris), andorinha-das-chamin&eacute;s (Hirundo rustica), andorinha-d&aacute;urica (Cecropis daurica), andorinha-dos-beirais (Delichon urbicum), chapim-azul (Cyanistes caeruleus), trepadeira-comum (Certhia brachydactyla), carri&ccedil;a (Troglodytes troglodytes), rouxinol-bravo (Cettia cetti), felosa-de-bonelli (Phylloscopus bonelli), felosa-poliglota (Hippolais polyglotta), toutinegra-de-barrete-preto (Sylvia atricapila), toutinegra-real (Sylvia hortensis), toutinegra-carrasqueira (Sylvia cantillans), toutinegra-de-cabe&ccedil;a-preta (Sylvia melanocephala), rabirruivo-preto (Phoenicurus ochruros), melro-preto (Turdus merula), estorninho-preto (Sturnus unicolor), alv&eacute;ola-branca (Motacilla alba), tentilh&atilde;o-comum (Fringilla coelebs), verdilh&atilde;o (Carduelis chloris), pintassilgo (Carduelis carduelis), chamariz (Serinus serinus), trigueir&atilde;o (Emberiza calandra), escrevedeira-de-garganta-cinzenta (Emberiza cia), escrevedeira-de-garganta-preta (Emberiza cirlus), pardal-comum (Passer domesticus) e pardal-franc&ecirc;s (Petronia petronia).            [caption id=&quot;&quot; align=&quot;alignnone&quot; width=&quot;2500.0&quot;]  ZPE Rios Sabor e Ma&ccedil;&atilde;s e Rio Angueira - observa&ccedil;&atilde;o de aves | 7 de julho de 2018 [/caption]      O passeio terminou no majestoso Castelo de Algoso, com o seu despenhadeiro de cortar a respira&ccedil;&atilde;o e a impon&ecirc;ncia das suas escarpas, com uma paisagem buc&oacute;lica e tel&uacute;rica como pano de fundo.           [caption id=&quot;&quot; align=&quot;alignnone&quot; width=&quot;2500.0&quot;]  Percurso com o Castelo de Algoso ao fundo | 7 de julho de 2018 [/caption]                 [caption id=&quot;&quot; align=&quot;alignnone&quot; width=&quot;2500.0&quot;]  Grupo de participantes | 7 de julho de 2018 [/caption]      Parque Natural do Douro Internacional | 18 de agosto de 2018O Parque Natural do Douro Internacional foi classificado em maio de 1998. ?De rio de &aacute;guas turbulentas, o Douro, devido &agrave;s barragens, fez-se um vasto e tranquilo espelho de &aacute;gua aprisionado entre muralhas a prumo, sendo not&oacute;rio o contraste entre a estreita garganta por onde corre e o ondulado das superf&iacute;cies adjacentes. A &aacute;rea do Parque abrange o tro&ccedil;o fronteiri&ccedil;o do Rio Douro, incluindo o seu vale e superf&iacute;cies plan&aacute;lticas adjacentes, e prolonga-se para sul atrav&eacute;s do vale do seu afluente, o Rio &Aacute;gueda, numa extens&atilde;o de cerca de 120 km?, descreve o Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e das Florestas (ICNF). A parte norte do parque &eacute; a que tem menor influ&ecirc;ncia atl&acirc;ntica de Tr&aacute;s-os-Montes, sendo composta por um extenso planalto, com altitudes que variam entre os 700 e os 800 metros. Aqui, o vale do Douro &eacute; bastante encaixado, com margens escarpadas essencialmente gran&iacute;ticas, as &quot;arribas&quot;. &Agrave; medida que se avan&ccedil;a para sul, o vale apresenta-se mais aberto, com fundos de vales aplanados, permanecendo as vertentes escarpadas; h&aacute; ainda pequenas &aacute;reas plan&aacute;lticas e relevos residuais encimados por quartzitos.&nbsp;A fauna presente neste Parque Natural distingue-se pelo elevado n&uacute;mero de esp&eacute;cies e pelo seu estatuto de conserva&ccedil;&atilde;o, como o chasco-preto (Oenanthe leucura) e o milhafre-real (Milvus milvus) - popula&ccedil;&atilde;o residente -, que est&atilde;o ?Criticamente Em Perigo?, de acordo com o Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal; e o abutre-do-egito (Neophron percnopterus), o tartaranh&atilde;o-ca&ccedil;ador (Circus pygargus), a &aacute;guia-real (Aquila chrysaetos), a &aacute;guia-de-Bonelli (Aquila fasciata) e a gralha-de-bico-vermelho (Pyrrhocorax pyrrhocorax), que est&atilde;o classificadas como ?Em Perigo?.Nota: este percurso n&atilde;o foi realizado devido ao n&uacute;mero insuficiente de participantes inscritos.Parque Natural de Montesinho | 13 de outubro de 2018O Parque Natural de Montesinho, classificado pela primeira vez em agosto de 1979, &eacute; constitu&iacute;do por uma sucess&atilde;o de eleva&ccedil;&otilde;es arredondadas e vales profundamente encaixados. Situado na Terra Fria transmontana, os xistos s&atilde;o as rochas dominantes, mas podem ainda ser encontrados granitos, rochas ultrab&aacute;sicas e pequenas manchas calc&aacute;rias. A enorme diversidade da vegeta&ccedil;&atilde;o pode ser observada em percursos de poucos quil&oacute;metros, encontrando-se carvalhais, soutos, sardoais (bosques de azinheira), bosques rip&iacute;colas, giestais, urzais, estevais, lameiros, etc.           [caption id=&quot;&quot; align=&quot;alignnone&quot; width=&quot;2500.0&quot;]  Parque Natural de Montesinho | 13 de outubro [/caption]                 [caption id=&quot;&quot; align=&quot;alignnone&quot; width=&quot;2500.0&quot;]  Parque Natural de Montesinho - Barragem de Serra Serrada | 13 de outubro 2018 [/caption]      Este Parque possui uma elevada diversidade biol&oacute;gica, resultante da diversidade de habitats que ocorrem nesta &aacute;rea de montanha. Com mais de 110 esp&eacute;cies de aves nidificantes, &eacute; uma &aacute;rea importante para as aves de rapina, como a &aacute;guia-real (Aquila chrysaetos).Est&atilde;o referenciadas para o Parque Natural de Montesinho 70% das esp&eacute;cies de mam&iacute;feros terrestres ocorrentes em territ&oacute;rio nacional, apresentando cerca de 10% destas esp&eacute;cies um estatuto de conserva&ccedil;&atilde;o desfavor&aacute;vel, segundo o Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal.De destacar ainda a presen&ccedil;a de uma das mais importantes popula&ccedil;&otilde;es de lobo-ib&eacute;rico (Canis lupus signatus) em Portugal. As principais presas silvestres deste grande carn&iacute;voro, nomeadamente o veado (Cervus elaphus), o cor&ccedil;o (Capreolus capreolus) e o javali (Sus scrofa) s&atilde;o tamb&eacute;m mam&iacute;feros abundantes nesta regi&atilde;o.O passeio no Parque Natural de Montesinho seguiu um percurso circular, com in&iacute;cio na tradicional e encantadora aldeia de Montesinho, passando pela Barragem de Serra Serrada e terminando novamente naquela aldeia. A dura&ccedil;&atilde;o do percurso foi de cerca de seis horas.           [caption id=&quot;&quot; align=&quot;alignnone&quot; width=&quot;2500.0&quot;]  Aldeia de Montesinho | 13 de outubro de 2018 [/caption]      Os 11 participantes que fizeram o percurso foram acompanhados por dois guias da Palombar, os burros Atenor e Louren&ccedil;o da AEPGA e um monitor desta associa&ccedil;&atilde;o.           [caption id=&quot;&quot; align=&quot;alignnone&quot; width=&quot;2500.0&quot;]  Parque Natural de Montesinho - percurso | 13 de outubro de 2018 [/caption]                 [caption id=&quot;&quot; align=&quot;alignnone&quot; width=&quot;2048.0&quot;]  Parque Natural de Montesinho - percurso | 13 de outubro de 2018 [/caption]                 [caption id=&quot;&quot; align=&quot;alignnone&quot; width=&quot;2500.0&quot;]  Na companhia de um burro mirand&ecirc;s | 13 de outubro de 2018 [/caption]      Por entre afloramentos rochosos, fragas dispersas a compor a paisagem com a sua geometria peculiar, ribeiros e paisagens deslumbrantes, foram avistados ind&iacute;cios de presen&ccedil;a de fuinha (Martes foina), ouri&ccedil;o (Erinaceus europaeus), lobo-ib&eacute;rico (Canis lupus signatus) e cor&ccedil;o (Capreolus capreolus).           [caption id=&quot;&quot; align=&quot;alignnone&quot; width=&quot;2500.0&quot;]  Excremento de fuinha ( Martes foina ) | 13 de outubro de 2018 [/caption]                 [caption id=&quot;&quot; align=&quot;alignnone&quot; width=&quot;2500.0&quot;]  Excremento de lobo-ib&eacute;rico ( Canis lupus signatus ) | 13 de outubro de 2018 [/caption]      Vinte e nove esp&eacute;cies de aves tamb&eacute;m surpreenderam os participantes: perdiz (Alectoris rufa), corvo-marinho-de-faces-brancas (Phalacrocorax carbo), gar&ccedil;a-real (Ardea cinerea), grifo (Gyps fulvus), pica-pau-malhado-grande (Dendrocopos major), gaio (Garrulus glandarius), gralha-preta (Corvus corone), corvo (Corvus corax), cotovia-arb&oacute;rea (Lullula arborea), chapim-azul (Cyanistes caeruleus), chapim-rabilongo (Aegithalos caudatus), trepadeira-azul (Sitta europaea), trepadeira-comum (Certhia brachydactyla), carri&ccedil;a (Troglodytes troglodytes), toutinegra-do-mato (Sylvia undata), pisco-de-peito-ruivo (Erithacus rubecula), papa-moscas-preto (Ficedula hypoleuca), rabirruivo-preto (Phoenicurus ochruros), cartaxo-comum (Saxicola rubicola), melro-preto (Turdus merula), estornino-preto (Sturnus unicolor), ferreirinha-comum (Prunella modularis), alv&eacute;ola-cinzenta (Motacilla cinerea), alv&eacute;ola-branca (Motacilla alba), petinha-dos-prados (Anthus pratensis), tentilh&atilde;o-comum (Fringilla coelebs), chamariz (Serinus serinus), escrevedeira-de-garganta-cinzenta (Emberiza cia) e pardal-comum (Passer domesticus).           [caption id=&quot;&quot; align=&quot;alignnone&quot; width=&quot;2500.0&quot;]  Parque Natural de Montesinho - observa&ccedil;&atilde;o de aves | 13 de outubro de 2018 [/caption]                 [caption id=&quot;&quot; align=&quot;alignnone&quot; width=&quot;2500.0&quot;]  Identifica&ccedil;&atilde;o de aves observadas | 13 de outubro de 2018 [/caption]                 [caption id=&quot;&quot; align=&quot;alignnone&quot; width=&quot;2500.0&quot;]   Merendera montana . Parque Natural de Montesinho | 13 de outubro de 2018 [/caption]      J&aacute; ao cair da tarde, quando o crep&uacute;sculo faz o seu chamamento misterioso aos animais, e depois de terminado o percurso, no regresso a casa, duas cervas e uma cria com olhar curioso e desconfiado, surpreenderam o grupo na zona de Deil&atilde;o, a rematar em grande o passeio no ?Reino Maravilhoso? que ficar&aacute; na mem&oacute;ria. O ciclo ?&Agrave; Descoberta do Nordeste Transmontano? contou ainda com o apoio do PINTA ? Parque Ib&eacute;rico de Natureza e Aventura de Vimioso, Vales do Vimioso, C&acirc;mara Municipal de Vimioso, C&acirc;mara Municipal de Bragan&ccedil;a e C&acirc;mara Municipal de Mogadouro.           [caption id=&quot;&quot; align=&quot;alignnone&quot; width=&quot;2500.0&quot;]  Cerva adulta e cria de veado ( Cervus elaphus ) - Deil&atilde;o, Parque Natural de Montesinho | 13 de outubro de 2018 [/caption]]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 18 Oct 2018 10:00:22 +0100</pubDate> 
					<title>Observadas 39 espécies no 4.° ano de participação da Palombar no Eurobirdwatch</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/observadas39espciesno4anodeparticipaodapalombarnoeurobirdwatch/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[Foram observadas 39 espécies de aves durante um Percurso Pedestre de Observação de Aves no Parque Natural do Douro Internacional organizado pela Palombar ? Associação de Conservação da Natureza e do Património Rural, no âmbito do Projeto LIFE Rupis (www.rupis.pt), no dia 6 de outubro.
  
       [caption id="" align="alignnone" width="2500.0"]  Eurobirdwatch´18 | Pála dos Mouros (Peredo de Bemposta) [/caption] 
  

Águia-real (Aquila chrysaetos), grifo (Gyps fulvus), cuja espécie soma mais de 1 000 casais nas arribas do Douro, chasco-cinzento (Oenanthe oenanthe), picanço-real (Lanius meridionalis) e perdiz (Alectoris rufa) foram algumas das espécies avistadas. 
  
       [caption id="" align="alignnone" width="2500.0"]  Eurobirdwatch´18 | Arribas do Douro [/caption] 
  


  
       [caption id="" align="alignnone" width="2500.0"]  Eurobirdwatch´18 [/caption] 
  

Esta atividade esteve integrada no EuroBirdwatch´18 (www.eurobirdwatch.eu), o maior evento anual europeu dedicado à observação de aves, que, em 2018, celebra 25 anos. Este é o quarto ano de participação da Palombar no Eurobirdwatch. O EuroBirdwatch, criado em 1993, tem como objetivo chamar a atenção da comunidade para a importância das aves migradoras e dos seus habitats. 
  
       [caption id="" align="alignnone" width="2500.0"]  Eurobirdwatch´18 [/caption] 
  

Durante os seus 25 anos de existência, o EuroBirdwatch contou com a participação de mais de um milhão de pessoas, de 41 países, que marcaram presença em quase 40 mil eventos de observação de aves para admirar e aprender mais sobre a impressionante migração de aves para o Sul.
  
       [caption id="" align="alignnone" width="2500.0"]  Eurobirdwatch´18 | Pála dos Mouros (Peredo de Bemposta) [/caption] 
  

O EuroBirdwatch é organizado pela BirdLife International e coordenado, em Portugal, pela Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA). Esta iniciativa internacional juntou este ano cerca de 40 países que estiveram com os olhos postos no céu.
  
       [caption id="" align="alignnone" width="2500.0"]  Eurobirdwatch´18 [/caption] 
  

A atividade organizada pela Palombar no âmbito do EuroBirdwatch´18 contou com a participação de uma dezena de pessoas de várias nacionalidades, entre as quais francesa, italiana e belga. O percurso, com uma distância de 4 km e uma duração de sete horas, teve início em Algosinho, tendo terminado no Miradouro de Peredo de Bemposta, no concelho de Mogadouro. 
  
       [caption id="" align="alignnone" width="2500.0"]  Eurobirdwatch´18 | Percurso [/caption] 
  


  
       [caption id="" align="alignnone" width="2500.0"]  Eurobirdwatch´18 | Pála dos Mouros (Peredo de Bemposta) [/caption] 
  


  
      
  


  
      
  


  
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 12 Oct 2018 10:31:54 +0100</pubDate> 
					<title>Projeto de voluntariado da Palombar proporciona experiências polivalentes</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/projetodevoluntariadodapalombarproporcionaexperinciaspolivalentes/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[A Palombar, através do seu projeto de voluntariado ?Heritage: a common good, a common responsibility?, integrado no Serviço Voluntário Europeu (SVE) do Programa Erasmus + Juventude em Ação (JA) ? Agência Nacional Portuguesa (juventude.pt), acolheu a voluntária francesa Constance Faucher, que veio para Portugal, nomeadamente para a aldeia de Uva, concelho de Vimioso, distrito de Bragança, através de uma colaboração realizada com a Associação Avril (www.associationavril.org), em França. Este projeto de voluntariado da Palombar foi financiado pelo Programa Erasmus + JA.
  
       [caption id="" align="alignnone" width="2500.0"]  Constance Faucher, voluntária SVE. [/caption] 
  

A voluntária Constance Faucher tem 24 anos e é natural de Aixe sur Vienne, França. É licenciada em Cultura e Património Cultural, tendo também realizado um Mestrado em Turismo e Desenvolvimento do Território. As suas áreas de interesse são sobretudo a ruralidade, o património e a natureza.No âmbito do ?Heritage: a common good, a common responsibility?, a voluntária integrou vários projetos, iniciativas e atividades de proteção e conservação do património natural, cultural e construído desenvolvidos pela Palombar e pelos seus parceiros no Nordeste Transmontano.A conservação e a proteção da natureza e da biodiversidade são uma das áreas centrais de ação da Palombar. Neste âmbito, a voluntaria pôde participar em vários projetos/atividades desenvolvidos pela associação, nomeadamente em censos de coelho e perdiz, monitorização de populações de aves, manutenção de campos de alimentação para aves necrófagas, vigilância e prevenção de incêndios florestais e manutenção/reconstrução de pombais.
  
       [caption id="" align="alignnone" width="2500.0"]  Eurobirdwatch´18. Outubro de 2018. [/caption] 
  

Os pombais, assim como os muros de pedra são ícones arquitetónicos que marcam fortemente a paisagem no Nordeste Transmontano e estão intrinsecamente ligados à comunidade rural. São também estruturas que contribuem para a proteção da biodiversidade, visto que os pombos fazem parte, por exemplo, da dieta da águia-perdigueira ou águia-de-Bonelli (Aquila fasciata), que tem um estatuto de conservação ?Em perigo?, de acordo com o Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal. Já os muros de pedra são zonas de refúgio para algumas espécies, como osgas e lagartixas. Promover a sua valorização e recuperação faz parte da missão da Palombar, que pretende, através da promoção de atividades neste âmbito, permitir que os voluntários que trabalham com a associação aprendam a valorizar e preservar esse património.Durante uma atividade de reconstrução de um pombal tradicional em Uva, no âmbito do 52.º Campo de Trabalho Voluntário Internacional (CTVI), e da Oficina de Construção de Muros de Pedra, a voluntária Constance Faucher teve a oportunidade de aprender com formadores especializados as técnicas usadas na construção e preservação dessas estruturas. 
  
       [caption id="" align="alignnone" width="2500.0"]  Oficina de Construção de Muros de Pedra. Maio de 2018. [/caption] 
  


  
       [caption id="" align="alignnone" width="2500.0"]  52.º Campo de Trabalho Voluntário Internacional dedicado à reconstrução de um pombal tradicional em Uva. Julho de 2018. [/caption] 
  

Adicionalmente, ao participar nos 53.º e 54.º CTVI dedicados à Arqueologia, durante os quais ocorreram escavações arqueológicas no Castro de São João das Arribas, em Aldeia Nova, Miranda do Douro, a voluntária contactou com a riqueza arqueológica da região, ficando mais sensibilizada para a necessidade de promover mais estudos e investigação nesta área, bem como para a preservação deste património ancestral.
  
       [caption id="" align="alignnone" width="2500.0"]  53.º e 54.º Campos de Trabalho Internacionais Voluntário dedicados à Arqueologia. Limpeza de espólio arqueológico. Agosto de 2018. [/caption] 
  

Constance Faucher participou ainda na atividade de observação de aves Eurobirdwatch´18 e ajudou na organização de eventos culturais como o Festival&nbsp; L Burro i L Gueiteiro e o Sons&amp;Ruralidades, tendo ainda participado de campos de trabalho enquanto monitora.Divulgar a região do Nordeste Transmontano, através de visitas à sua rede de museus e património natural, foi também um dos objetivos do projeto, tendo sido realizado com a voluntária um passeio de barco no Rio Douro e visitas guiadas a museus e centros de interpretação da região. 
  
       [caption id="" align="alignnone" width="2500.0"]  Passeio de Barco no Douro. Equipa e voluntários do Cesc-project da Palombar. Atividade integrada no CTVI Juvenil dinamizado em Peredo de Bemposta. Maio de 2018. [/caption] 
  

A Palombar, no âmbito do seu projeto de voluntariado, visa ainda promover relações de proximidade com a comunidade local e estimular atitudes de partilha e entreajuda. Ao estar alojada na aldeia de Uva, a voluntária teve a oportunidade de contactar com os habitantes da aldeia, na sua maioria idosos, e conhecer a sua cultura, costumes e tradições, criando, desta forma, laços e estabelecendo uma relação intergeracional e intercultural enriquecedora.&nbsp; Constance Faucher conta-nos, na primeira pessoa, a sua experiência como voluntária neste projeto polivalente da Palombar:?Desde o dia 10 de maio de 2018 que estou a fazer Serviço Voluntário Europeu (SVE) na Palombar -&nbsp; Associação de Preservação da Natureza e do Património Rural, na aldeia de Uva. Eu sempre tive a intenção de, no final dos meus estudos, viajar para o exterior. Viajar sim, mas de uma forma que fosse "útil". Entre os vários programas de mobilidade que pesquisei, descobri o SVE. O SVE oferece aos jovens com idades entre os 17 e os 30 anos a oportunidade de participar em programas de mobilidade e ter a experiência de viver noutro país, através do serviço voluntário prestado para uma organização sem fins lucrativos (seja uma associação, comunidade, etc.). A missão voluntária pode durar de dois a 12 meses. O SVE permite descobrir outras culturas e adquirir competências úteis para a integração social e profissional.O SVE pareceu-me ser a ferramenta que mais se adequava aos meus objetivos e à minha vontade de conhecer outros lugares, com gastos reduzidos, uma vez que a participação no SVE é gratuita para os voluntários, que têm assegurados o alojado, a alimentação e um seguro durante a sua missão. Em França, eu fiz os meus estudos na área da cultura e do património, em estreita ligação com o desenvolvimento e a valorização das áreas rurais. Enquanto procurava uma missão do SVE na qual participar, encontrei um projeto de voluntariado com a duração de seis meses na Palombar, em Trás-os-Montes, Portugal. Integrar uma missão de voluntariado na Palombar pareceu-me imediatamente óbvio, uma vez que correspondia às minhas principais áreas de interesse (ruralidade, património, natureza, etc.) e estava ligada à minha formação universitária, além disso, iria permitir que eu descobrisse um novo país e uma outra cultura.Assim, viajei para Portugal, para a região de Trás-os-Montes, mais especificamente para Uva, uma pequena aldeia com cerca de 50 habitantes e 60 pombais. Imediatamente gostei deste lugar, da natureza, do mosaico das paisagens, das antigas casas de pedra, dos pombais, da cultura local muito marcante e da receção calorosa dos seus habitantes.No começo, o mais difícil foi o idioma. Eu não falava português, sabia dizer apenas "Bom dia" e "Obrigada". Foi muito frustrante não poder entender o que as pessoas diziam ou falavam. Mas, pouco a pouco, graças aos meus "professores" (amigos, moradores de Uva, etc.) aprendi português em poucos meses. Embora o meu português ainda esteja longe de ser perfeito, o mais importante para mim foi conseguir desenrascar-me no dia-a-dia e falar com as pessoas. Aqui, eu também descobri, com grande interesse, uma cultura local forte e viva, com as suas tradições, a sua língua própria (o Mirandês), as suas danças e a sua música (especialmente a gaita de fole).A minha experiência na Palombar deu-me a oportunidade de descobrir muitas coisas novas. Em primeiro lugar, pude conhecer parte da região de Trás-os-Montes. O território de ação da Palombar é realmente bastante extenso e permite contactar e conhecer diferentes aldeias e paisagens da região. Os lugares onde vamos trabalhar são às vezes de difícil acesso, mas também é por isso que me sinto "privilegiada" por lá estar.Entre as muitas atividades desenvolvidas pela Palombar, tive a oportunidade de participar, nomeadamente, em ações de manutenção dos Campos de Alimentação para Aves Necrófagas (CAAN). É sempre muito impressionante ver essas grandes aves a voar logo acima de nós!Por outro lado, pude aprender mais sobre as técnicas de construção e restauração do património rural, em particular durante uma oficina de construção de muros de pedra organizada pela associação. Num Campo de Trabalho Voluntário Internacional em Uva, participei numa atividade de recuperação de um pombal tradicional. Estes são trabalhos muito físicos, mas que dão muita satisfação quando se vê o resultado do nosso trabalho depois.Através desta experiência, desenvolvi também uma maior consciência sobre a ligação que existe entre o património natural e cultural e as diferentes questões que surgem relativamente à sua preservação e conservação. Por exemplo, no que se refere ao pombal, além de ser um elemento do património rural e da identidade do território, a sua conservação e restauro tem também como objetivo promover a preservação da fauna local, como a águia-de-Bonelli, que se alimenta principalmente de pombos.Agora, resta-me apenas um mês de voluntariado aqui, que eu sinto que está a passar muito rapidamente. Estes últimos cinco meses foram meses marcados por muitas descobertas, aprendizagem e também reuniões. Esta experiência de voluntariado deu-me a oportunidade de descobrir um novo território, a sua cultura, língua e pessoas, mas também, e mais importante, de ser parte ativa na vida local num ambiente rural.Esta é uma aventura muito gratificante do ponto de vista profissional, mas também pessoal, que eu recomendo a todos aqueles que tenham a oportunidade de participar!?Constance Faucher
  
       [caption id="" align="alignnone" width="2500.0"]  Eurobirdwatch´18. Outubro de 2018. [/caption] 
  


  
      
  


  
      
  


  
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 08 Oct 2018 09:31:27 +0100</pubDate> 
					<title>Palombar adere à Plataforma Transgénicos Fora</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/palombaradereplataformatransgnicosfora/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[A Palombar ? Associação de Conservação da Natureza e do Património Rural aderiu, no dia 30 de setembro de 2018, à Plataforma Transgénicos Fora (PTF). O processo de integração da Palombar na PTF foi formalizado durante uma reunião que teve lugar na Herdade da Tapada da Tojeira, em Vila Velha de Ródão, no distrito de Castelo Branco.&nbsp;O que é a Plataforma Transgénicos Fora?A Plataforma Transgénicos Fora (www.stopogm.net) ?defende uma agricultura sustentável orientada para a proteção da biodiversidade e do direito dos povos à soberania sobre o seu património genético comum?, refere a entidade no seu website oficial. A PTF é composta por várias associações e inúmeros voluntários. Integram a PTF pessoas que, em nome individual ou enquanto representantes de associações e outras entidades, querem contribuir ativamente para a luta contra os transgénicos, uma luta que deve ser de todos.
  
      
  

O que são os transgénicos?Os transgénicos são organismos geneticamente modificados (OGM) com recurso à engenharia genética, num processo em que se adiciona um ou mais genes a determinado organismo/estrutura orgânica provenientes de outras espécies. O organismo transgénico vai adquirir novas características e transmiti-las a toda a sua descendência.
  
      
  

?Os transgénicos são, desta forma, organismos criados artificialmente em laboratório e que estão associados, segundo vários estudos científicos já realizados, a vários perigos desnecessários em várias áreas: perigos de saúde para as pessoas, desequilíbrios para a Natureza e impactos para a agricultura convencional e biológica devido à contaminação e aparecimento de novas pragas, além de prejuízos para a economia pelo aumento do controlo corporativo sobre a alimentação ? entre outros. Muitos são os riscos e impactos que já se conhecem sem que haja qualquer vantagem para a saúde ou o ambiente?, alerta a PTF.?Ao longo de mais de uma década de intervenção, a PTF conseguiu trazer para a opinião pública portuguesa a informação especializada e sistemática que faltava sobre os riscos dos transgénicos, sobretudo através de ações públicas, debates, seminários e trabalho de intervenção política. Também por isso, a Plataforma impôs-se como parceiro credível e incontornável junto de órgãos de decisão públicos e privados. Nestes anos, foram muitas as iniciativas e vitórias?, destaca ainda a organização. Por que aderimos à PTF?A Palombar, no âmbito da sua missão de preservar o património rural e natural e as práticas agrícolas ancestrais assentes na agricultura tradicional, sustentável e biológica, e de promover e conservar a biodiversidade, tomou a decisão de aderir à PTF por considerar que os organismos transgénicos são uma ameaça às práticas agrícolas tradicionais, nomeadamente às variedades de espécies de culturas locais, à sustentabilidade da agricultura no meio rural, aos ecossistemas e à biodiversidade. Os transgénicos representam ainda um risco para a saúde humana e animal. Como os transgénicos ameaçam a biodiversidade, os ecossistemas, a agricultura tradicional e a saúde humana e animal? Os organismos transgénicos, nomeadamente as sementes geneticamente modificadas com o objetivo de produzir culturas alegadamente mais produtivas e rentáveis, estão a afetar, de forma progressiva e significativa, a agricultura em vários países, gerando um impacto em toda a cadeia trófica, bem como nos ecossistemas e na biodiversidade. De acordo com vários peritos nacionais e internacionais, um dos principais perigos da agricultura transgénica é a redução da diversidade das sementes naturais. Através do vento, da chuva, da ação das aves e dos insetos, o pólen das plantas transgénicas é transportado para culturas convencionais. Devido a esse processo de contaminação, as sementes naturais convencionais podem desaparecer por causa do seu cruzamento com as transgénicas. O possível desaparecimento de sementes naturais pode provocar grandes prejuízos para a Natureza, os animais e os humanos, visto que só as variedades de sementes naturais permitem poupar o solo do desgaste ao longo do tempo, ao mesmo tempo que podem ser cultivadas durante longos períodos temporais, sem afetar o equilíbrio dos ecossistemas e a biodiversidade. Essas sementes são também indispensáveis à soberania dos agricultores e levam anos e até gerações a serem aprimoradas geneticamente pela Natureza. São ainda seguras para o consumo humano, assegurando, desta forma, a segurança alimentar.Por outro lado, as sementes geneticamente modificadas exigem o uso de uma grande quantidade de fertilizantes químicos para poderem prosperar, bem como de pesticidas e agrotóxicos, que prejudicam a saúde humana e animal, tendo ainda consequências nefastas para o ambiente, contaminando, por exemplo, os recursos hídricos, os solos e vários outros ecossistemas. Protegidas por patentes de grandes indústrias, como a Monsanto, as sementes transgénicas são mais caras e controladas por essas indústrias que as desenvolvem e vendem aos agricultores tradicionais. Muitas vezes, os agricultores têm de recorrer a empréstimos financeiros para adquirir tais sementes, o que condiciona a sua autonomia económica e produtiva. Além disso, muitos dos fertilizantes, agrotóxicos e pesticidas usados nas culturas com sementes transgénicas só podem ser comprados a produtores específicos de determinadas sementes, devido às patentes e aos processos de produção altamente controlados e condicionados. Os efeitos do uso de fertilizantes químicos, pesticidas e agrotóxicos sobre a saúde humana e animal estão já bem documentados, existindo evidência científica robusta dos danos que podem causar aos organismos. O caso do glifosato Um dos exemplos mais mediáticos e conhecidos em Portugal é o do glifosato, o herbicida mais usado no país, sobretudo na agricultura. O glifosato está classificado, desde 2015, pela Organização Mundial de Saúde (OMS), como ?potencialmente cancerígeno? para humanos, tendo sido comprovado que causa cancro em animais de laboratório. Um estudo que contou com a participação de 26 voluntários portugueses, das regiões Norte e Centro do país, detetou a presença do herbicida glifosato na urina de todos os participantes, sendo que a concentração&nbsp;média foi de 26,2 mg/l&nbsp;por pessoa, cerca de "20 vezes superior" às que são encontradas, por exemplo, em cidadãos na Suíça e na Alemanha. As conclusões deste estudo foram apresentadas na reportagem&nbsp;transmitida pela RTP 1 intitulada ?Erva Daninha?.A presença de níveis tão elevados de glifosato na urina daqueles voluntários é um indicador de que quer a cadeia trófica, quer os ecossistemas, nomeadamente os sistemas aquíferos, em Portugal, estarão fortemente contaminados por este herbicida. O glifosato foi desenvolvido pela multinacional Monsanto nos anos 70 e é um herbicida não seletivo, por isso mata qualquer tipo de planta. Os transgénicos são resistentes ao glifosato. Uma plantação transgénica pode ser, desta forma, pulverizada com herbicidas como o glifosato sem que a cultura morra, só as ervas, o que se traduz nas altas concentrações de herbicidas, prejudiciais à saúde e ao meio ambiente, nestes produtos, nomeadamente em alimentos como a soja e o milho, por exemplo. O uso intensivo de herbicidas também contamina os solos e os sistemas aquíferos.No nosso país, os transgénicos são usados sobretudo para produzir ração para animais, mas também há alimentos para consumo humano que contêm transgénicos, como alguns óleos vegetais e bolachas. Os transgénicos acabam, de uma forma ou de outra, por serem consumidos pela população portuguesa, nomeadamente através da ingestão de carne. Além disso, há também algumas sementes transgénicas cujo cultivo é autorizado em Portugal.Atualmente, a comunidade científica ainda tem muitas dúvidas sobre a segurança do consumo de alimentos transgénicos pelo ser humano e pelos animais, havendo mais indícios de que podem ser prejudiciais. Vários estudos, documentários e análises já realizados apontam nesse sentido. Há alternativasO uso de transgénicos representa, desta forma, uma ameaça, a vários níveis, para a Natureza, os animais e as pessoas. Os transgénicos ameaçam a biodiversidade porque contaminam as sementes naturais, podendo levar à sua alteração irreversível e extinção enquanto produtos da Natureza; contaminam os ecossistemas, por serem culturas cujo cultivo exige o uso de grandes quantidades de produtos químicos prejudiciais, afetando também a saúde humana e animal e retiram ainda soberania e autonomia aos agricultores locais, pelo facto de as empresas que produzem sementes transgénicas assumirem o controlo sobre a sua produção, venda e práticas de cultivo. A Palombar considera, por isso, que dizer não aos transgénicos e preservar e fomentar a agricultura tradicional e biológica é fundamental para proteger o património rural e natural, para assegurar a sustentabilidade e a conservação da biodiversidade, dos ecossistemas, bem como a segurança alimentar, a saúde humana e animal e ainda a autonomia dos agricultores locais.É fundamental também promover diferentes práticas agrícolas sustentáveis e protetoras da biodiversidade como, por exemplo, a agroecologia, que se refere à uma abordagem da agricultura desde uma perspetiva ecológica, e a permacultura, que&nbsp;consiste no planeamento e gestão de comunidades humanas sustentáveis, unindo práticas ancestrais aos modernos conhecimentos de várias áreas, principalmente, das ciências agrárias, engenharias, arquitetura e ciências sociais, todas abordadas sob a ótica da ecologia.A Palombar, além de ter uma horta que segue os princípios da agricultura biológica, promove a plantação de espécies autóctones e também tem a preocupação de contribuir para o desenvolvimento do meio rural e da agricultura tradicional e sustentável, através da compra de sementes a agricultores locais que seguem práticas de cultivo com foco na sustentabilidade e proteção da biodiversidade. Essas sementes são usadas, por exemplo, para fazer sementeiras, criadas no âmbito de projetos de conservação da Natureza, e que servem de alimento a vários animais selvagens. Por tudo isso, a Palombar considera que é preciso dizer: Transgénicos Fora!
  
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Wed, 03 Oct 2018 10:32:51 +0100</pubDate> 
					<title>Grifo com 22 anos beneficia de campos de alimentação do Projeto LIFE Rupis</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/grifocom22anosbeneficiadecamposdealimentaodoprojetoliferupis/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[Um grifo (Gyps fulvus) com 22 anos de idade tem beneficiado, nos últimos anos, dos Campos de Alimentação para Aves Necrófagas (CAAN) geridos pela Palombar - Associação de Conservação da Natureza e do Património Rural, no âmbito do projeto ?LIFE Rupis ? Conservação do Britango (Neophron percnopterus) e da Águia-perdigueira (Aquila fasciata) no vale do rio Douro? (www.rupis.pt) e do ?Grupo Nordeste? ? Grupo para a Promoção do Desenvolvimento Sustentável. O avistamento de um exemplar tão velho desta espécie é surpreendente e, ao mesmo tempo, fascinante.O grifo tem um estatuto de conservação ?Quase Ameaçado? em território nacional, de acordo com o Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal.&nbsp; A idade máxima conhecida que esta espécie já atingiu foi de 41 anos, em cativeiro. Contudo, a sua idade máxima registada no meio natural é bastante inferior: 25 anos. O grifo tem ainda uma Generation Length (GL) ou ?Duração de uma geração?, em tradução livre, de 17,8 anos.A GL é uma informação fundamental para a ecologia populacional, bem como para avaliar o estado de ameaça das espécies e refere-se à idade média dos progenitores da coorte atual (i.e. dos indivíduos acabados de nascer). A duração do tempo geracional reflete, portanto, a taxa de renovação dos indivíduos reprodutores numa população.Só no mês de setembro, este grifo foi captado duas vezes, nos dias 10 e 19, pelas câmaras de foto-armadilhagem colocadas pelos técnicos de monitorização de fauna selvagem da Palombar num CAAN localizado no concelho de Bragança. O mesmo animal visitou ainda os CAAN geridos pela Palombar, nos concelhos de Mogadouro e Alfândega da Fé, em 2016, por três vezes, nos meses de agosto, outubro e novembro.A visita deste animal aos CAAN é reveladora da importância destes campos para a conservação desta espécie e do amplo impacto que o projeto LIFE Rupis tem tido, desde que foi implementado, em 2015, na preservação de várias aves de rapina e necrófagas ameaçadas não só na Península Ibérica, como também na Europa. O seguimento deste grifo só tem sido possível graças ao recurso à anilhagem da ave. Este grifo foi anilhado em 1996, quando tinha 1 ano de vida, em Montes de Jerez de la Frontera, em Cádis, Espanha. A entidade responsável pelo anilhamento e por centralizar as informações relativas à monitorização deste animal é a Estação Biológica de Doñana, em Sevilha, Espanha.A Palombar, no âmbito do projeto LIFE Rupis, monitoriza aves anilhadas, partilhando informação sobre estas com várias entidades nacionais e internacionais, bem como faz a anilhagem de aves de modo a assegurar o seu seguimento e avaliação. A anilhagem é uma ferramenta indispensável para o estudo científico das aves e dos seus movimentos e migrações. A análise das deslocações de aves anilhadas permite definir as suas rotas migratórias e conhecer as áreas de repouso ou paragem, bem como obter informação crucial para orientar medidas de conservação efetivas e para guiar o planeamento de sistemas integrados de áreas protegidas para defesa da avifauna.Adicionalmente, a informação recolhida através da recaptura de aves anilhadas permite obter um conjunto de parâmetros populacionais importantes, tais como a taxa de sobrevivência e o sucesso reprodutor. Estes dados são essenciais para determinar as causas de variações numéricas observadas nas populações de aves e para delinear estratégias de conservação das espécies. Em Portugal, nidificam algumas centenas de casais de grifos, mas a sua distribuição é fortemente&nbsp;assimétrica. O grifo distribui-se sobretudo pelo interior do território nacional, sendo mais comum junto à fronteira com Espanha. As principais zonas de reprodução situam-se no Nordeste Transmontano, que alberga mais de metade da população portuguesa desta espécie. O grifo está presente no nosso país ao longo de todo o ano, mas efetua movimentos amplos fora da época de reprodução, surgindo então noutras zonas do território.Sobre o projeto LIFE RupisO ?LIFE Rupis ? Conservação do Britango (Neophron percnopterus) e da Águia-perdigueira (Aquila fasciata) no vale do rio Douro? (www.rupis.pt) é um projeto de conservação transfronteiriço, com a duração de quatro anos (2015 ? 2019), cofinanciado através do programa LIFE da Comissão Europeia.&nbsp;O projeto ?LIFE Rupis? é coordenado pela Sociedade Portuguesa Para o Estudo das Aves (SPEA) e conta com vários parceiros nacionais e internacionais, entre os quais a Palombar.O projeto, que decorre em território português e espanhol, mais concretamente na Zona de Proteção Especial (ZPE) Douro Internacional e Vale do Águeda e na Zona de Especial Protección para las Aves (ZEPA) Arribes del Duero, pretende implementar ações que visam reforçar as populações de duas espécies prioritárias da Diretiva Aves nesta região, nomeadamente o britango (Neophron percnopterus) e a águia-perdigueira (Aquila fasciata), através da redução da sua mortalidade e do aumento do seu sucesso reprodutor.As ações do ?LIFE Rupis? beneficiam também outras espécies com estatuto de conservação igualmente desfavorável como é o caso do abutre-preto (Aegypius monachus) e do milhafre-real (Milvus milvus). As populações de todas estas espécies encontram-se em declínio, estando globalmente ameaçadas, em particular na Península Ibérica.
  
      
  


  
      
  


  
      
  


  
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Tue, 02 Oct 2018 00:00:00 +0100</pubDate> 
					<title>AEPGA e Palombar lançam projeto de sensibilização para o uso eficiente da água</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/aepga-e-palombar-lancam-projeto-de-sensibilizacao-para-o-uso-eficiente-da-agua-2018-10-02/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[A AEPGA - Associa&ccedil;&atilde;o para o Estudo e Protec&ccedil;&atilde;o do Gado Asinino e a Palombar - Associa&ccedil;&atilde;o de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e do Patrim&oacute;nio Rural anunciam, no &acirc;mbito do Dia Nacional da &Aacute;gua, 1 de outubro, o lan&ccedil;amento do projeto POR UMA GOTA - Pelo uso eficiente da &aacute;gua, que visa promover a sensibiliza&ccedil;&atilde;o ativa da comunidade rural no Nordeste Transmontano para o uso eficiente deste recurso h&iacute;drico vital.<br />
<br />
O projeto POR UMA GOTA - Pelo uso eficiente da &aacute;gua, financiado pelo Fundo Ambiental - Minist&eacute;rio do Ambiente, segue as recomenda&ccedil;&otilde;es do Programa Nacional Para o Uso Eficiente da &Aacute;gua (PNUEA) e tem como objetivo geral desenvolver um programa de educa&ccedil;&atilde;o ambiental que promova o uso e a gest&atilde;o eficiente da &aacute;gua no Nordeste Transmontano, uma regi&atilde;o do pa&iacute;s altamente vulner&aacute;vel aos fen&oacute;menos meteorol&oacute;gicos extremos, nomeadamente &agrave; seca, e que est&aacute; tamb&eacute;m amea&ccedil;ada pela desertifica&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
O Nordeste Transmontano &eacute; uma zona do pa&iacute;s eminentemente rural e agr&iacute;cola e, sendo o setor agr&iacute;cola o que mais &aacute;gua gasta e desperdi&ccedil;a em Portugal, torna-se uma necessidade premente assegurar a efici&ecirc;ncia h&iacute;drica nesta regi&atilde;o, n&atilde;o s&oacute; na agricultura, como tamb&eacute;m no meio dom&eacute;stico e no setor industrial.<br />
<br />
O projeto visa, desta forma, promover uma nova cultura de utiliza&ccedil;&atilde;o da &aacute;gua, a qual est&aacute; em constante risco de esgotamento devido ao seu uso ineficiente, ao desperd&iacute;cio e &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas.<br />
<br />
No &acirc;mbito deste projeto, as duas associa&ccedil;&otilde;es v&atilde;o desenvolver diversos materiais did&aacute;ticos e informativos sobre o uso eficiente da &aacute;gua no meio agr&iacute;cola, dom&eacute;stico e industrial, organizar sess&otilde;es de esclarecimento nas escolas da regi&atilde;o, bem como promover a capacita&ccedil;&atilde;o dos agentes agr&iacute;colas para o uso e a gest&atilde;o eficiente da &aacute;gua, entre outras atividades.]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Wed, 26 Sep 2018 12:42:36 +0100</pubDate> 
					<title>Ave de rapina ameaçada na Europa avistada no Nordeste Transmontano</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/avederapinaameaadanaeuropaavistadanonordestetransmontano/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[Uma águia-imperial-ibérica (Aquila adalberti) juvenil foi avistada recentemente no Nordeste Transmontano, o que poderá ser um sinal do seu possível retorno a esta região do país. Esta espécie está restrita como nidificante em Portugal e em Espanha, constituindo um endemismo da Península Ibérica e é uma das aves de rapina mais ameaçadas da Europa, estando igualmente entre as mais raras do mundo. A águia-imperial-ibérica foi captada a 4 de setembro por uma das câmaras de foto-armadilhagem colocadas pelos técnicos de monitorização de fauna selvagem da Palombar - Associação de Conservação da Natureza e do Património Rural, num dos Campos de Alimentação de Aves Necrófagas (CAAN) geridos pela associação no concelho de Miranda do Douro, distrito de Bragança, no âmbito do projeto ?LIFE Rupis ? Conservação do Britango (Neophron percnopterus) e da Águia-perdigueira (Aquila fasciata) no vale do rio Douro? (www.rupis.pt).&nbsp;O biólogo e presidente da Palombar, José Pereira, sublinha a importância do avistamento desta espécie no norte do país, bem como a importância dos CAAN para a preservação de várias aves necrófagas em risco não só na Península Ibérica, como também na Europa. ?O registo desta espécie a norte do país demonstra que os esforços de conservação da águia-imperial-ibérica que estão a desenvolver no sul do país estão a produzir resultados, a população está a crescer e a aumentar a sua área de dispersão. Ficamos muito satisfeitos e motivados com o trabalho que a Palombar está a desenvolver, nomeadamente ao nível do reforço da rede de campos de alimentação para aves necrófagas, que tem vindo a crescer e que permite um aumento da disponiblidade alimentar para estas espécies e promove a conectividade entre as áreas protegidas?, destacou. Nos finais da década de 70 e inícios dos anos 80, a população reprodutora da espécie Aquila adalberti desapareceu em Portugal e a nidificação só voltou a ser confirmada em 2003 na região do Tejo Internacional.Fruto de vários esforços de conservação que têm vindo a ser dedicados a esta espécie, ela tem vindo a colonizar lentamente o território nacional. Em 2018, a população nacional nidificante totalizou 17 casais distribuídos pelas regiões da Beira Baixa, Alto Alentejo e Baixo Alentejo, sendo que esta espécie ainda apresenta, em território nacional, o estatuto de conservação mais preocupante: ?Criticamente em Perigo?, segundo o Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal. Está também atualmente classificada como ?Em Perigo? no Livro Vermelho das Aves de Espanha e ainda como ?Vulnerável? pela Lista Vermelha da União Internacional para Conservação da Natureza.O tamanho da sua população reprodutora é tão reduzido que existe um elevado risco de extinção da espécie face ao aparecimento, por exemplo, de uma doença, por redução significativa da população devido a alta mortalidade e períodos consecutivos de baixa produtividade e/ou por deterioração genética (devido à possível reprodução entre indivíduos da mesma ?linhagem?, diminuindo a viabilidade e a diversidade genética da espécie), de acordo com dados do projeto ?LIFE Imperial Conservação da Águia-imperial-ibérica (Aquila adalberti) em Portugal? (www.lifeimperial.lpn.pt). Segundo destacaram os especialistas do projeto ?LIFE Imperial? numa publicação na rede social Facebook, a propósito do avistamento desta águia juvenil, ?é muito raro receber dados de observações da espécie tão a norte do país?.?Este registo demonstra também a elevada importância destes locais [CAAN] para a conservação das aves necrófagas, mesmo que ocasionais, como é o caso da águia-imperial (particularmente os indivíduos imaturos)?, acrescentaram ainda. Sobre o projeto LIFE RupisO ?LIFE Rupis ? Conservação do Britango (Neophron percnopterus) e da Águia-perdigueira (Aquila fasciata) no vale do rio Douro? (www.rupis.pt) é um projeto de conservação transfronteiriço, com a duração de quatro anos (2015 ? 2019), cofinanciado através do programa LIFE da Comissão Europeia.O projeto ?LIFE Rupis? é coordenado pela Sociedade Portuguesa Para o Estudo das Aves (SPEA) e conta com vários parceiros nacionais e internacionais, entre os quais a Palombar.O projeto, que decorre em território português e espanhol, mais concretamente na Zona de Proteção Especial (ZPE) Douro Internacional e Vale do Águeda e na Zona de Especial Protección para las Aves (ZEPA) Arribes del Duero, pretende implementar ações que visam reforçar as populações de duas espécies prioritárias da Diretiva Aves nesta região, nomeadamente o britango (Neophron percnopterus) e a águia-perdigueira (Aquila fasciata), através da redução da sua mortalidade e do aumento do seu sucesso reprodutor.As ações do ?LIFE Rupis? beneficiam também outras espécies com estatuto de conservação igualmente desfavorável, como é o caso agora registado da águia-imperial-ibérica, e ainda o abutre-preto (Aegypius monachus) e o milhafre-real (Milvus milvus). As populações de todas estas espécies encontram-se em declínio, estando globalmente ameaçadas, em particular na Península Ibérica.
  
      
  


  
      
  


  
      ]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Sat, 22 Sep 2018 18:53:38 +0100</pubDate> 
					<title>Palombar celebra protocolos de financiamento para projetos de conservação da Natureza</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/palombarcelebraprotocolosdefinanciamentoparaprojetosdeconservaodanatureza/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[A Palombar - Associação de Conservação da Natureza e do Património Rural celebrou esta quarta-feira, 19 de setembro, dois protocolos de financiamento com o Fundo Ambiental no âmbito de dois projetos de conservação da natureza, numa cerimónia realizada em Paredes que contou com a presença do ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, e da Secretária de Estado do Ordenamento do Território e da Conservação da Natureza, Célia Ramos.O presidente da Palombar, José Pereira, destacou a importância da celebração dos dois protocolos de financiamento para assegurar a continuidade dos projetos de conservação da natureza da associação. ?este financiamento permite que a Palombar continue com o excelente trabalho que tem vindo a desenvolver com os parceiros no âmbito do LIFE Rupis, a decorrer no Douro Internacional e, alargar a sua área de actuação, no que diz respeito à conservação das aves necrófagas ibéricas, a outras áreas da Rede Natura, nomeadamente o Gerês e Montesinho, áreas-chave numa perspectiva metapopulacional destas espécies?.Um dos projetos aprovados em concurso e que recebeu financiamento foi o ?ConnectNatura ? Reforço da Rede de Campos de Alimentação para Aves Necrófagas e Criação de Condições de Conectividade entre Áreas da Rede Natura 2000?. O projeto ?ConnectNatura? visa criar condições para recuperar e reforçar as populações de aves necrófagas em dois Sítios de Importância Comunitária (SIC) da Rede Natura 2000 localizados no norte de Portugal, nomeadamente nas Zonas de Proteção Especial (ZPE) Serra do Gerês e Montesinho/Nogueira.As medidas previstas no projeto serão dirigidas a espécies estritamente e parcialmente necrófagas e que possuem um estatuto de conservação desfavorável em Portugal, em particular o abutre-preto (Aegypius monachus), o britango (Neophron percnopterus), o grifo (Gyps fulvus) e a águia-real (Aquila chrysaetos).Já o segundo projeto que recebeu co-financiamento do Fundo Ambiental foi o ?LIFE Rupis ? Conservação do britango e da águia-perdigueira no vale do rio Douro?. Este é um projeto de conservação transfronteiriço, com a duração de quatro anos (2015 ? 2019), cofinanciado através do programa LIFE da Comissão Europeia.O projeto ?LIFE Rupis? é coordenado pela Sociedade Portuguesa Para o Estudo das Aves (SPEA) e conta com vários parceiros nacionais e internacionais, entre os quais a Palombar.O projeto, que decorre em território português e espanhol, mais concretamente na Zona de Proteção Especial (ZPE) Douro Internacional e Vale do Águeda e na Zona de Especial Protección para las Aves (ZEPA) Arribes del Duero, pretende implementar ações que visam reforçar as populações de duas espécies prioritárias da Diretiva Aves nesta região, nomeadamente o britango (Neophron percnopterus) e a águia-perdigueira (Aquila fasciata), através da redução da sua mortalidade e do aumento do seu sucesso reprodutor.As ações do ?LIFE Rupis? irão beneficiar também outras espécies com estatuto de conservação igualmente desfavorável, em particular o abutre-preto (Aegypius monachus) e o milhafre-real (Milvus milvus). As populações de todas estas espécies encontram-se em declínio, estando globalmente ameaçadas, em particular na Península Ibérica.
  
       [caption id="" align="alignnone" width="2500.0"]  Alunos de Paredes cantam o Hino do Parque das Serras do Porto [/caption] 
  


  
       [caption id="" align="alignnone" width="2500.0"]  Secretária de Estado do Ordenamento do Território e da Conservação da Natureza, Célia Ramos [/caption] 
  


  
       [caption id="" align="alignnone" width="2500.0"]  Assinatura do contrato entre o Fundo Ambiental e a Palombar, na presença do Ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, e da Secretária de Estado do Ordenamento do Território e da Conservação da Natureza, Célia Ramos. [/caption]]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 15 Jun 2018 17:43:06 +0100</pubDate> 
					<title>Programa Escolar 2017/2018 do Projecto LIFE Rupis  | Ciclo Completo</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/programaescolar20172018doprojectoliferupisciclocompleto/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[Esta semana completamos com sucesso o ciclo de actividades do Programa Escolar 2017/2018 do Projecto LIFE Rupis ? Conservação do britango e da águia-perdigueira no vale do rio Douro, com os/as alunos/as dos Agrupamentos de Escolas de Mogadouro e Miranda do Douro.&nbsp;&nbsp;Na semelhança do ano lectivo anterior, a Palombar esteve juntamente com a SPEA a dinamizar actividades nos dois agrupamentos, alcançando um total de 294 alunos/as, pertencentes a 17 turmas do 1º, 2º e 3º Ciclo. O programa teve início em Novembro de 2017 integrando 3 fases distintas, complementares entre si.
  
      
  

Numa primeira fase, foram dinamizadas sessões em contexto de sala de aula. Actividades com sons e imagens das espécies-alvo do projecto em tamanho real, exercícios de reflexão e debate de soluções para as ameaças das espécies-alvo, são exemplo de algumas das actividades dinamizadas nestas sessões. Um dos objectivos é de facto dar a conhecer e potenciar a ligação com estas espécies emblemáticas que se encontram em vias de extinção e sensibilizar a comunidade educativa para a importância de termos tod@s um papel activo na sua conservação.
  
      
  

Numa segunda fase, a equipa de educação ambiental do projecto realizou saídas de campo com cada uma das turmas participantes, possibilitando um contacto e valorização dos habitats das espécies-alvo, bem como o reconhecimento e identificação das espécies de aves que os/as sobrevoavam através da tão esperada manipulação e utilização de material óptico (binóculos e telescópio). Muitas foram as expressões de surpresa e admiração perante o tamanho e envergadura dos animais, e com o tão elevado número que foi possível observar em algumas saídas.
  
      
  

Para o privilégio de algumas turmas participantes, algumas saídas de campo foram presenteadas com o sobrevoo de indivíduos das espécies-alvo, sendo possível observar nitidamente tanto o britango (Neophron percnopterus) como a águia-perdigueira (Aquila fasciata) e, noutros casos grandes grupos de grifos (Gyps fulvus), proporcionando-lhes a apreciação de um espectáculo natural a curta distância.&nbsp; De facto, os/as alunos/as ganharam outra percepção acerca do que paira e circunda o céu da região, conseguindo experiênciar a componente prática das aprendizagens efectuadas nas sessões anteriores do projecto.
  
      
  

Considerando que o Rupis pretende intervir de uma forma inclusiva e continuada, no âmbito do programa escolar do projecto foi lançado um desafio aos/às alunos/as envolvendo os/as encarregados/as de educação e professores/as. Incentivando à criatividade, propomos darem ?asas? à sua imaginação e criarem trabalhos variados acerca dos conteúdos apresentados na actividade 1.
  
      
  

Assim para fechar este ciclo de actividades de uma forma simultaneamente pedagógica e artística, nesta semana foram realizadas as inaugurações das exposições dos trabalhos finais verificando-se o empenho e dedicação dos/as alunos/as, pais e professores na criação de belas obras de arte que espelham uma mensagem de conservação da natureza. Nesse momento foram também entregues Certificados de Participação a todas as turmas e agrupamentos do Programa como forma de valorizar e assinalar o seu envolvimento e compromisso na preservação do património natural que os envolve.
  
      
  

Neste tópico parece-nos interessante partilhar que em Miranda do Douro tivemos duas turmas que estando integradas no plano do ano passado, quiseram este ano voltar a participar na exposição criando fantásticas esculturas de aves em papel.
  
      
  

Um belo percurso realizado ao longo de mais um ano lectivo que sentimos ter deixado muitas ?sementinhas? de interesse e consciência ecológica, fortalecendo o vínculo de toda a comunidade escolar de Mogadouro e Miranda do Douro à biodiversidade local.Em Outono o RUPIS volta às escolas para mais um ano de aprendizagens, partilhas e descobertas! Acompanhe-nos de perto emwww.rupis.pthttp://rupis.pt/pt/educacao-ambiental/programa-escolar/]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 04 Jun 2018 17:55:21 +0100</pubDate> 
					<title>8ª Oficina de Construção de Muros em Pedra</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/8oficinadeconstruodemurosempedra/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[Pedra sobre Pedra, junto à ribeira da aldeia de Uva, decorreu nos dias 2 e 3 de Junho, a 8ª Oficina de Construção de Muros em Pedra. Consistindo numa actividade teórico-prática, ao longo de dois dias, o formador Nuno Martins partilhou o seu saber-fazer e orientou o grupo de participantes na reconstrução de um muro de sustentação de terreno e num muro de divisão de terrenos agrícolas. Para além de terem contribuído para a preservação do património construído de Uva e a sucessão destes conhecimentos de construção tradicional, ao reerguerem estes muros irão garantir a conservação do habitat de um vasto número de espécies de animais e plantas locais.Um muito obrigado ao nosso formador Nuno Martins e a tod@s participantes pelo empenho e dedicação.
  
      
  


  
      ]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 17 May 2018 15:29:42 +0100</pubDate> 
					<title>4ª Edição da Oficina de Carpintaria da Palombar</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/4ediodaoficinadecarpintariadapalombar/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[Na Carpintaria que pertencia ao Sr. Emílio Fernandes, nos dias 21 e 22 de Abril, fizeram-se ouvir as serras e os serrotes, os martelos a bater nos formões, e saíram de lá peças novas feitas com engenho e saber antigo. Num espaço onde se respira saber e devoção pela arte da madeira, estes dias foram dedicados ao trabalho baseado em técnicas tradicionais. Orientados pelo Carpinteiro Porfírio Lousão foram 5 as pessoas que puderam aprender um pouco desta arte, realizando todas as tarefas de uma forma autónoma sem o recurso a maquinaria.Deixámos um agradecimento a todos os participantes e um especial bem-haja ao nosso Mestre Porfírio Lousão por partilharem com todos a sua arte e saber.
  
      
  


  
      ]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 17 May 2018 15:14:02 +0100</pubDate> 
					<title>51º Campo de Trabalho Voluntário Internacional</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/51campodetrabalhovoluntriointernacional/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[Com uma deslumbrante vista para o Castelo de Algoso, o 51º Campo de Trabalho Voluntário Internacional decorreu numa das encostas do rio Angueira nos limites da freguesia de Algoso. A recuperação do telhado de uma antiga curriça, que em tempos servia de apoio à pernoita de gado pequeno, foi o alvo deste Campo de Trabalho. Para o efeito, dos dias 16 a 27 de Abril, contamos com a força de trabalho de um grupo de 8 jovens franceses que receberam todo o acompanhamento por parte dos 3 monitores da Palombar. Durante estes 11 dias, os voluntários, estudantes de arquitectura do 2º e 3º ano da faculdade, tiveram a oportunidade de aprender e experimentar todo o processo de reparação de um telhado ? desde a recolha, selecção e limpeza das madeiras e telhas à construção e colocação da estrutura de madeira de suporte ao telhado e posterior assentamento das vigas, dos caibros, das ripas e finalmente da telha. O resultado final, segundo quem colocou ?as mãos na massa?, ficou fantástico.E porque vir ao planalto mirandês e não poder desfrutar de todo o seu valioso património natural e cultural é para nós uma condição impraticável, como já é costume da Palombar, aliado ao trabalho foram proporcionados momentos de lazer nos quais o grupo foi guiado a conhecer e explorar um pouco mais da região.Estando assim oficialmente aberta a época dos Campos de Trabalho Voluntário Internacionais, resta-nos só dizer que para Julho há mais!
  
      
  


  
      
  


  
      ]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 01 Mar 2018 11:50:32 +0000</pubDate> 
					<title>Novos Órgãos Sociais Eleitos a 27 de Outubro de 2017</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/novosrgossociaiseleitosa27deoutubrode2017/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[Após Assembleia Geral Extraordinária realizada a 27 de Outubro de 2017, onde se comunicou a demissão da antiga direção, seguido da apresentação de listas e respetiva eleição, vimos por este meio divulgar os órgãos sociais eleitos para os próximos três anos de mandato.Direção:&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Presidente: José Pereira&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Vice-Presidente: Miguel Nóvoa&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Tesoureiro: Américo Guedes&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Secretária: Joana Braga&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Secretário: António BrandãoAssembleia Geral&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Presidente: Cláudia Costa&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Secretário: Alfredo Cordeiro&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Secretário: Pedro AlmeidaConselho fiscal&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Presidente: Violeta Vilaça&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Secretário: Sandra Delgado&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Vogal: Carolina MartinsApós quase quatro meses da tomada de posse deste grupo de trabalho e de uma intensa fase de mudança, reestruturação e redefinição de estratégias e objetivos, estamos perante uma série de desafios e compromissos a que nos propomos a dar resposta e ir mais além das prioridades já definidas na missão da Palombar, dando continuidade à conservação dos ecossistemas agrícolas, florestais e selvagens, assim como à preservação do património edificado e respetivas técnicas tradicionais de construção.Procurando intervir nas mais diversas frentes de trabalho que, de uma forma integrada e continuada permitem uma abordagem consciente e compatível com o desenvolvimento e crescimento sustentável, dinamizando territórios rurais, privilegiando não só a intervenção imediata no terreno, mas também a transmissão do conhecimento que orientou a gestão sustentável da paisagem pelas populações durante séculos.Estamos motivados e queremos crescer!]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Tue, 13 Jun 2017 10:16:22 +0100</pubDate> 
					<title>Terminou o primeiro ano escolar do Life Rupis</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/terminouoprimeiroanoescolardoliferupis/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[Chegou ao fim o primeiro ano escolar do Life Rupis&nbsp;e este acabou em grande com o lançamento de exposições em que foram apresentados os trabalhos desenvolvidos pelos alunos ao longo do ano sobre o projecto e as espécies alvo.O Programa Escolar do Rupis 2016/2017 começou com uma formação para os professores dos respectivos agrupamentos escolares. Com os alunos, o programa foi dividido em três momentos, tendo o primeiro sido em sala de aula, onde foram apresentadas as espécies alvo do projecto e outras aves da região, bem como as ameaças a elas associadas e algumas das medidas de conservação a serem implementadas. O segundo momento consistiu numa saída de campo para observação de aves e contacto com material óptico; e, finalmente, o terceiro consistiu na apresentação dos trabalhos desenvolvidos pelos alunos ao longo do ano.
  
      
  

Este programa de educação ambiental foi desenvolvido nos agrupamentos de escolas de Mogadouro, Miranda do Douro, Freixo de Espada à Cinta e Figueira Castelo Rodrigo pelos parceiros do Life Rupis. A Palombar, juntamente com a SPEA, foi responsável pelos trabalhos nos concelhos a norte do PNDI, que envolveram cerca de 275 alunos; já na parte Sul do parque os trabalhos estiveram a cargo da ATN e da SPEA.Um dos pontos altos deste ano foram as saídas de campo, onde os alunos do 3º, 5º, 8º e 11º puderam sair da sala de aula para manusear binóculos e serem guiados numa sessão de observação de aves. Durante estas saídas (uma por turma), os alunos foram surpreendidos com a diversidade de aves existente nos arredores da escola, incluindo uma das espécies alvo do projecto, o britango (Neophron percnopterus).
  
      
  

De realçar que os trabalhos seleccionados serão apresentados durante o festival de natureza #observArribas, que irá decorrer de 23 a 25 de Junho em Miranda do Douro.O projecto Rupis vai voltar às escolas nos próximos anos lectivos - esteja atento!]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Sun, 11 Jun 2017 15:22:35 +0100</pubDate> 
					<title>Ivo4All, um projecto europeu de inclusão</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/ivo4allumprojectoeuropeudeincluso/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[No dia 6 de Junho, a Palombar marcou presença na sessão de encerramento do projecto Ivo4All - International Volunteering Opportunities for All, no qual participou entre 2015 e 2016 com o acolhimento de 6 voluntários vindos de França e Itália. A apresentação decorreu no Comité Económico e Social Europeu, em Bruxelas. Participámos a convite do Dipartimento della Gioventù e del Servizio Civile Nazionale, juntamente com a representante dos nossos parceiros italianos, bem como de uma das voluntárias que connosco colaborou.
  
      
  

O projecto europeu, desenvolvido no âmbito do programa Erasmus+, foi promovido por entidades governamentais e ONGs francesas, italianas e inglesas, e envolveu directamente 250 voluntários. O objectivo? Testar fórmulas de inclusão de jovens com menos oportunidades em iniciativas de voluntariado internacional, na perspectiva de influenciar as políticas europeias na área.Durante o período de implementação do projecto, a Palombar recebeu duas voluntárias francesas, enviadas pela Union Rempart, e 4 voluntários italianos, através do CESC Project, tendo sido a única entidade a estabelecer parcerias com organizações de dois dos três países envolvidos. A esta colaboração com Itália juntou-se também a Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asinino (AEPGA), que recebeu de igual modo 4 voluntárias, no âmbito de um mesmo projecto conjunto.Ainda que os relatórios do projecto dêem conta do seu sucesso, medimo-lo antes pelas experiências positivas vividas pelos jovens que recebemos e pela sua inserção posterior no mercado de trabalho.Obrigado aos parceiros (CESC Project e Union Rempart) e a todos os jovens envolvidos (Lila Magnac, Maëva Cruz, Alberto Siracusano, Gilda Campana, Roberto Talloru e Michela di Meo)!Saiba mais sobre o projecto aqui
  
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 22 May 2017 10:58:11 +0100</pubDate> 
					<title>Donativo em géneros</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/donativoemgneros/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[A Gracilmor, fornecedora de um dos revendedores da região com que a Palombar tem vindo a trabalhar, fez um donativo em géneros: ofereceu-nos material variado, em pequenas quantidades para uma empresa de tamanha dimensão, mas de uma imensa utilidade para uma associação como a nossa.Cordas, níveis, luvas, fitas métricas, entre muitos outros produtos, que servirão não só as nossas tarefas diárias, mas também actividades que contam com participantes externos, como oficinas e campos de trabalho voluntário internacional.Agradecemos à Gracilmor e aproveitamos para fazer um apelo a empresas deste e de outros ramos (construção, tecnologia, hotelaria, restauração, ?): a oferta de produtos antigos, em fundo de stock, desuso ou semelhante, muitas vezes esquecidos em armazém, são bens preciosos para entidades sem fins lucrativos como a Palombar ? doe-os e contribua para um projecto relevante com o qual se identifica!Caso pretenda fazer um donativo em géneros à Palombar, pedimos-lhe que nos escreva um e-mail para palombar@palombar.pt .A natureza e o património rural agradecem!
  
      ]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Tue, 09 May 2017 10:47:18 +0100</pubDate> 
					<title>A Comunidade Escolar Junto à Terra</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/acomunidadeescolarjuntoterra/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[Entre os dias 28 de Março e 5 de Abril a Palombar uniu-se ao Projecto Junto à Terra (JaT) que envolveu a comunidade escolar de 4 municípios do Baixo Sabor: Alfândega da Fé, Macedo de Cavaleiros, Mogadouro e Torre de Moncorvo.Esta iniciativa, enquadrada no programa escolar anual, promoveu o contacto de 267 alunos do 9º ano de escolaridade e de 32 professores com os valores da sustentabilidade e da conservação da natureza. O JaT surge assim como um programa de sensibilização e divulgação do património natural do Baixo Sabor, onde a biodiversidade é comunicada pela sua importância no bem-estar humano e como factor de desenvolvimento sustentável do território. Este projecto tem três componentes que se desenvolvem ao longo do calendário escolar: a primeira, realizada em sala de aula e através do recurso a conteúdos on-line e ferramentas de e-learning; a segunda, dinamizada pelo Grupo Nordeste, conta com cinco parceiros operacionais que de uma forma prática e pedagógica, convidam os alunos a passar um dia no campo, em plena Rede Natura/ SIC Rios Sabor e Maçãs.As entidades que assumiram o compromisso de o dinamizar são associações locais que desenvolvem o seu trabalho para a salvaguarda deste património, entre as quais: Associação para o Estudo e Proteção do Gado Asinino, Associação dos Produtores Florestais do Nordeste Transmontano, GeoPark Terras de Cavaleiros, Grupo Lobo e Palombar.
  
      
  

As suas distintas valências permitem uma abordagem holística, englobando múltiplas concepções da biodiversidade e conservação da natureza. Desta forma, os alunos tiveram a oportunidade de participar em 5 oficinas promovidas por cada associação, com mensagens distintas e igualmente importantes: Pastorícia e Biodiversidade, Biodiversidade Florestal, Os Minerais e a Biodiversidade, À Descoberta do Lobo, Biodiversidade Agrícola e Selvagem.Em dias pautados pela sustentabilidade ambiental, a comida consumida foi produzida localmente e nenhum tipo de material descartável foi utilizado. Cada aluno recebeu um kit composto por um saco de pano, uma t-shirt, uma caneca e um passaporte. Este último comunica de forma escrita as mensagens transmitidas durante as oficinas.
  
      
  

A terceira componente do projecto desafia os alunos a participar num concurso, sob o tema ?A biodiversidade e o desenvolvimento rural?, convidando-os a realizar um vídeo cujo objectivo será a divulgação e a valorização da relação interdependente entre a biodiversidade e as actividades humanas locais/regionais. Esta componente culminará numa cerimónia de entrega de prémios.O JaT é um projecto que complementa as matérias curriculares obrigatórias e que irá certamente contribuir para que os jovens dos concelhos do Baixo Sabor valorizem o seu território numa óptica empreendedora e contemporânea, em que a biodiversidade é entendida como um factor-chave para o seu desenvolvimento profissional e pessoal.O JaT e os seus promotores e parceiros agradecem aos Municípios do Baixo Sabor todo o envolvimento e apoio prestados e congratulam ainda os agrupamentos das escolas participantes por aderirem a um projeto ambicioso e que os une num objetivo comum de desenvolvimento regional sustentável e em coexistência com o meio natural.
  
      ]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 05 May 2017 10:35:54 +0100</pubDate> 
					<title>Projeto SVE sobre património natural e cultural</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/projetosvesobrepatrimnionaturalecultural/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[(English version below)Pela primeira vez, a Palombar participa num projecto de Serviço Voluntário Europeu (SVE). É a entidade coordenadora e de acolhimento de ?Heritage: a Common Good, a Common Responsibility?, numa parceria com a AVRIL Association, organização de envio, francesa.O objectivo principal? Dar a oportunidade a dois jovens franceses (entre os 18 e os 30 anos; preferencialmente, com residência na Normandia) de trabalharem o conceito de património e de contribuírem para a sua conservação, através da sua integração na nossa equipa de trabalho; acompanharão as nossas tarefas diárias, ajudando e aprendendo, durante dois períodos consecutivos de 6 meses ? de Maio a Novembro de 2017 e de Novembro de 2017 a Maio de 2018.Se estiveres interessado e tiveres disponibilidade, descarrega o documento de apresentação do projecto aqui e escreve para a Agi Musset da AVRIL Association através do e-mail international@associationavril.org .Junta-te a nós!* * *Palombar is participating, for the first time, in a European Voluntary Service (EVS) project. It is the coordinating and hosting organisation for ?Heritage: a Common Good, a Common Responsibility?, in a partnership with French AVRIL Association, the sending entity.What?s the main goal? To give two French youngsters (between 18 and 30 years of age; preferably, residing in Normandy) the opportunity to work on the heritage concept and to contribute to its preservation, through their integration in our work team; they will accompany our daily tasks, helping and learning, during two consecutive 6 months? periods ? from May to November 2017 and from November 2017 to May 2018.If you?re interested and available, download the project?s presentation document here and write to Agi Musset from AVRIL Association through international@associationavril.org .Do join us!]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Wed, 05 Apr 2017 14:53:36 +0100</pubDate> 
					<title>Jornadas Técnicas Dedicadas ao Corço</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/jornadastcnicasdedicadasaocoro/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[No passado dia 18 de Março, teve lugar, na Casa da Cultura Mestre José Rodrigues em Alfândega da Fé, as segundas Jornadas Técnicas dedicadas à conservação da natureza aliada à gestão cinegética, organizadas pela Palombar no âmbito do Grupo Nordeste. A ocasião reuniu cerca de 45 pessoas.Desta vez, a sessão foi dedicada à ?Conservação e gestão cinegética do corço (Capreolus capreolus): perspectivas, oportunidades e desafios?, uma matéria que pede uma abordagem abrangente e exaustiva dada a recente expansão deste ungulado no Nordeste Transmontano, bem como a falta de informação no que diz respeito à sua gestão e protecção.Com um painel de oradores de excelência, que contou com alguns dos maiores especialistas e investigadores da área, permitiu-se o contacto directo e um diálogo construtivo entre os diferentes agentes do território: a administração pública representada pela autarquia local (Munícipio de Alfândega da Fé) e pela autoridade nacional para a conservação da natureza (ICNF), a comunidade ciêntifica (Universidade de Aveiro, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e Instituto Politécnico de Bragança), associações de conservação da natureza, defesa do ambiente e desenvolvimento sustentável, entidades gestoras de zonas de caça e a comunidade local.
  
      
  

Ao longo da manhã, foram expostas várias palestras sobre a ecologia e a biologia da espécie, a importância da monitorização das populações de corço, a gestão de prejuízos, das populações e do ecossistema do corço, e ainda os desafios relacionados com o consumo e a comercialização de carne de caça. Finalizou-se com uma mesa redonda e debate participativo, comunicativo e dinâmico.Pela tarde, realizou-se uma visita ao terreno, que possibilitou o contacto directo dos participantes com algumas das técnicas mais actuais de monitorização de ungulados silvestres, e que permitem estimar as densidades das populações, aspecto essencial e básico para uma boa gestão da espécie.
  
      
  

Como conclusões essenciais destas Jornadas, ficam a importância da monitorização das populações de corço como ferramenta base para a sua gestão e a importância da criação de redes de contactos e de trabalho colaborativo entre as diferentes partes envolvidas.O sucesso, e participação desta 1ª edição das "Jornadas Técnicas: A conservação da natureza aliada à gestão cinegética", abrem as portas para o trabalho conjunto, colaborativo, participativo e fundamentado dos diferentes agentes envolvidos para uma melhor gestão dos recursos naturais e motiva-nos para continuar a trabalhar neste sentido e promover o desenvolvimento sustentável do Nordeste Trasmontano.Descarregue o livro de resumos aqui
  
      ]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 10 Mar 2017 16:10:58 +0000</pubDate> 
					<title>Criação de equipa cinotécnica de detecção de venenos no Douro Internacional</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/criaodeequipacinotcnicadedetecodevenenosnodourointernacional/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[Foram apresentados esta semana, em Miranda do Douro, os dois binómios cinotécnicos especializados na detecção de venenos (com um cão pastor Belga Mallinois e um cão pastor Alemão) criados juntamente com o coordenador, em conjunto com militares do Serviço de Proteção da Natureza e Ambiente (SEPNA), que irão intervir nas Zona de Proteção Especial (ZPE) do Douro Internacional e Vale do Rio Águeda.A criação de binómios detectores de venenos irá aumentar a capacidade de vigia e controlo da ameaça, onde o despiste de casos de envenenamento na natureza será efetuado por patrulhas cinotécnicas regulares nas áreas de intervenção do Projeto que terão um carácter:* Preventivo: com o intuito de detectar situações de uso ilegal de venenos, nomeadamente a presença de iscos envenenados. Nestas situações, a utilização de cães permite fiscalizar áreas muito extensas e, por vezes, de difícil acesso;* Reactivo: com o intuito de verificar situações com cadáveres ou animais selvagens ou domésticos, com indícios de envenenamento;* Criminal: facilitando a abertura de processos criminais com uma maior quantidade e qualidade de provas obtidas, num processo conduzido pelo mesmo órgão (detecção, recolha e processamento, investigação), aumentando a probabilidade de determinação e culpabilização dos responsáveis.A este patrulhamento intensivo, concretamente direccionado à proteção da águia perdigueira e do britango, está associado um efeito preventivo e dissuasor decorrente desta presença constante e regular no terreno.A Guarda Nacional Republicana participa, até maio de 2019, no projeto Life Rupis: Conservação da águia perdigueira e britango, através do patrulhamento especialmente direccionado para a detecção de venenos com a criação de uma equipa cinotécnica de deteção de venenos, no Douro Internacional.
  
      
  


  
      ]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Tue, 07 Mar 2017 11:54:55 +0000</pubDate> 
					<title>Primeiras Jornadas Técnicas, dedicadas ao coelho-bravo</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/primeirasjornadastcnicasdedicadasaocoelhobravo/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[No Sábado passado, dia 4 de Março, teve lugar o primeiro de vários eventos que irão desenvolver-se no âmbito das Jornadas Técnicas: A conservação da natureza aliada à gestão cinegética. Desta vez, o tema escolhido foi a "A nova doença hemorrágica e os seus efeitos nas populações naturais de Coelho-bravo (Oryctolagus cuniculus)?, um assunto preponderante e actual, dado que as populações naturais de coelho-bravo enfrentam neste momento uma situação difícil no que respeita a epidemias e doenças.Reuniram-se todas as condições para um excelente momento de formação, aprendizagem e partilha, com a presença de cerca de 40 pessoas que compuseram um público bastante diversificado: gestores e representantes das Associativas de Caçadores e Zonas de Caça locais, associações de conservação da natureza e desenvolvimento sustentável, a comunidade científica e a administração pública, esta última representada pelo ICNF e pelo Município de Bragança e freguesias locais.Contou-se com a presença de um painel de oradores de excelência, composto por alguns dos investigadores nacionais que desenvolveram trabalhos mais relevantes e de ponta sobre esta temática, todos eles pertencentes ao CIBIO/InBio. Foram apresentadas as últimas evoluções relativas à nova doença hemorrágica viral, abordaram-se as melhores práticas e recomendações para o seu controlo e apresentaram-se os dados das monitorizações realizadas no âmbito do Projecto SOS Coelho durante o ano de 2016, em Santulhão (Vimioso) e na Granja (Miranda do Douro). Houve ainda um momento de debate e uma mesa redonda, onde oportunamente se esclareceram algumas das dúvidas e inquietações dos presentes.
  
      
  

As Jornadas terminaram com uma visita ao terreno, à estação de monitorização das populações de coelho-bravo, instalada na zona de caça de Santulhão, onde os participantes puderam estar em contacto com as metodologias de monitorização utilizadas no Projecto SOS Coelho e com as intervenções de gestão de habitat que têm vindo a ser implementadas nesse local.Estas Jornadas, muito bem sucedidas, abriram as portas à colaboração entre os distintos colectivos interessados na proteção e recuperação das populações de coelho-bravo.Faça o download do livro de resumos aqui. (link pdf)
  
      
  


  
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 23 Feb 2017 17:12:23 +0000</pubDate> 
					<title>Medicamento veterinário ameaça Abutres em Portugal</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/medicamentoveterinrioameaaabutresemportugal/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[
  

Organizações Não-Governamentais de Ambiente (ONGA) nacionais obtiveram recentemente confirmação de que está atualmente a ser avaliada na Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) um pedido de autorização de comercialização de um medicamento veterinário para uso pecuário contendo a sustância ativa diclofenac. Esta substância foi responsável pelo dramático e abrupto declínio dos abutres do sub-continente Indiano, que quase os levou à extinção. A &nbsp;ATN *1, LPN *2, Palombar *3 Quercus*4 e a SPEA*5 já alertaram as autoridades competentes para os seus impactos sobre as aves necrófagas, tendo apelado ao Governo Português para que não permita a autorização e utilização desta substância em território nacional ao nível da pecuária.&nbsp;De acordo com a ampla informação científica existente e como referem os alertas anteriormente feitos por diversas organizações nacionais e internacionais, o diclofenac, um anti-inflamatório não esteroide, provoca insuficiência renal aguda nos abutres e também em águias do género Aquila, que culmina na sua morte num curto espaço de tempo. Estas aves morrem de colapso renal até dois dias após a ingestão de tecidos de animais tratados com diclofenac. Na Índia, bastou que menos de 1% das carcaças disponíveis para os abutres contivessem um nível letal de diclofenac para causar a redução das suas populações em mais de 97%, o que levou a que este fármaco tenha sido banido no subcontinente indiano.&nbsp;De salientar, por outro lado, a existência em Portugal de várias alternativas a este fármaco, e com muito menor impacto, pelo que o tratamento de espécies pecuárias é atualmente perfeitamente possível sem recorrer ao uso do diclofenac e de uma forma segura para as aves necrófagas.&nbsp;Portugal possui importantes populações de abutres e de grandes águias com hábitos necrófagos e com estatuto de ameaça elevado: o abutre-preto (Aegypius monachus), o britango (Neophron percnopterus), o grifo (Gyps fulvus), a águia-imperial-ibérica (Aquila adalberti) e a águia-real (Aquila chrysaetos), a maioria delas com efetivos muito reduzidos. Todas estas espécies estão legalmente protegidas em Portugal no âmbito da Diretiva Aves da União Europeia. Tendo em conta os impactos provados do diclofenac nestas espécies, os seus hábitos alimentares e a suas reduzidas populações, a autorização e utilização do diclofenac em Portugal terá um impacto potencialmente devastador nestas aves e também nos ecossistemas onde ocorrem, em consequência do papel ecológico fundamental que possuem.&nbsp;A autorização do diclofenac em Portugal para uso pecuário poderá colocar em causa de forma irremediável o compromisso e esforço nacionais de conservação das aves necrófagas, desperdiçando uma oportunidade do Estado Português reiterar o seu empenho relativamente aos objetivos de conservação da natureza e sustentabilidade ambiental a nível nacional e da União Europeia.&nbsp;Recorde-se que a Convenção Sobre a Conservação de Espécies Migradoras da Fauna Selvagem (CMS ou Convenção de Bona), adotou uma resolução na Conferência das Partes em 2014 (Resolução 11.15 da COP11 da CMS), com o voto favorável de Portugal, que inclui a recomendação legislativa de ?proibir o uso do diclofenac veterinário para o tratamento pecuário e substitui-lo por alternativas seguras e já disponíveis, tais como o meloxicam?.&nbsp;A BirdLife Internacional *5 (da qual a SPEA é a representante em Portugal) e a Vulture Conservation Foundation (VCF), organizações internacionais de referência na conservação da natureza, demonstraram nos últimos dias a sua preocupação e expectativa com o que possa suceder em Portugal referindo *6 que ?a Europa é atualmente o reservatório dos abutres do velho mundo, assim como líder nas melhores práticas de conservação dos abutres. Esperamos que o diclofenac não coloque isso em risco ? como tal apelamos a que as autoridades Portuguesas considerem todas as evidências científicas existentes, as recomendações produzidas pela Agência Europeia do Medicamento, os seus compromissos ao abrigo da resolução 11.15 da CMS e recuse a autorização de comercialização no país?. Estas declarações surgem na sequência de um encontro internacional para a preparação de um plano de conservação global para os abutres da Eurásia e África.&nbsp;A União Internacional para Conservação da Natureza (UICN) anunciou também *7 uma moção aprovada no âmbito do Congresso Mundial de Conservação realizado em Setembro de 2016, em que ?Apela aos Governos que implementem urgentemente as recomendações da resolução 11.15 da CMS?, incluindo a referente à proibição do uso do diclofenac veterinário.&nbsp;O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), parceiro nos vários projetos de conservação de aves necrófagas em Portugal, reconheceu já a sua preocupação face à potencial utilização do diclofenac ao nível da pecuária, assim como os riscos que daí advêm para a conservação das populações nacionais de aves necrófagas. A preocupação de todas as organizações envolvidas na preservação destas espécies está evidente na proposta de Plano Nacional para a Conservação das Aves Necrófagas em Portugal, que aguarda aprovação final e implementação.&nbsp;As ONGA envolvidas consideram que a utilização do melhor conhecimento científico existente e o respeito pelo princípio da precaução impõe que o Estado Português não autorize o diclofenac para uso pecuário, evitando o consumar de um risco real, iminente e crítico para a conservação das aves necrófagas em Portugal.&nbsp;Associação Transumância e Natureza (ATN)BirdLife Europe and Central AsiaEuropean Environmental Bureau (EEB)Liga para a Protecção da Natureza (LPN)Palombar -&nbsp;Associação de Conservação da Natureza e do Património RuralQuercus - Associação Nacional de Conservação da NaturezaSociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA)Vulture Conservation Foundation (VCF)* * *NOTAS:&nbsp;*1 ATN - Associação Transumância e Natureza*2 LPN ? Liga para a Proteção da Natureza, membro do EEB em Portugal*3 Palombar -&nbsp;Associação de Conservação da Natureza e do Património Rural*4 Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza*5 SPEA ? Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves*6 Birdlife*7 VCF ? Vulture Conservation Foundation*8 Moção 19 - págs. 61 a 63
  
      ]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Mon, 20 Feb 2017 16:40:41 +0000</pubDate> 
					<title>Milhafre-real ou rabo-de-bacalhau, uma espécie emblemática do Nordeste Transmontano, é alvo do primeiro censo da sua população invernante</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/milhafrerealourabodebacalhauumaespcieemblemticadonordestetransmontanoalvodoprimeirocensodasuapopulaoinvernante/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[O milhafre-real (Milvus milvus) está classificado como uma das aves de rapina mais ameaçadas de Portugal: a sua população reprodutora tem um estatuto de conservação Criticamente Em Perigo e a população invernante tem estatuto Vulnerável (Cabral 2005). É uma espécie residente e parcialmente migratória em Portugal continental, cuja população invernante é substancialmente superior à população reprodutora devido à presença dos indivíduos oriundos do norte da Europa (Cabral 2005).
  
      
  

Com um estatuto de conservação tão desfavorável e sendo esta uma espécie beneficiária do projecto Life Rupis (LIFE14 NAT/PT/000855), é urgente e fundamental acompanhar a sua evolução em território nacional e em especial na região do Nordeste Transmontano.Desta forma, desde 2015 que a Palombar assumiu o compromisso e tem colaborado activamente no censo da população invernante de milhafre-real, promovido e coordenado a nível nacional pela SPEA - Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, e que conta com a colaboração de várias entidades nacionais e voluntários que têm reunido esforços para a sua concretização. O censo é feito anualmente, durante o mês de Janeiro, através da prospecção e detecção de dormitórios da espécie e da respectiva contagem de indivíduos. Os objectivos são estimar a população invernante de milhafre-real em Portugal continental e recolher dados sobre dormitórios e outras concentrações que permitam identificar as áreas mais importantes para a espécie durante o Inverno.O milhafre-real tem presença assídua no Nordeste Transmontano e tem por hábito agrupar-se em dormitórios comunais durante o Inverno, que podem reunir apenas alguns indivíduos ou chegar a ter algumas centenas de aves. Normalmente estão próximos das fontes de alimento disponíveis durante esta época do ano, em árvores grandes isoladas ou pequenos bosques ou florestas, frequentemente próximos de povoações e caminhos rurais.
  
      
  

A identificação destes locais de aglomeração de indivíduos é fundamental e de muita utilidade para definir diferentes acções de conservação. No entanto, e apesar desta espécie ocorrer na região durante todo o ano, o conhecimento sobre estes locais é limitado devido à baixa densidade populacional da espécie e à grande extensão da região, o que aumenta consideravelmente a dificuldade em localizar os dormitórios.É de realçar a importância de colaborações activas entre diferentes agentes e entidades da região na detecção destes dormitórios. A estreita cooperação e troca de informações entre os técnicos da Palombar e os técnicos do ICNF do Parque Natural do Douro Internacional foi fulcral para o sucesso do trabalho desenvolvido durante a época de censo. Nestes três anos (2015 a 2017) foram identificados e contabilizados no planalto mirandês três dormitórios com cerca de 20 a 25 indivíduos cada, mais um possível dormitório onde apenas se contou um animal. A detecção destes locais é feita através da realização de percursos exploratórios e de observação em pontos estacionários. No mapa, estão reflectidos os resultados obtidos até ao momento:
  
      
  

A Palombar continuará a fomentar e a valorizar a cooperação entre as diferentes entidades da região e a desenvolver um esforço contínuo de censo e monitorização de milhafre-real nos próximos anos, no sentido de conhecer cada vez melhor a situação actual da população desta espécie em território nacional. Comprometemo-nos a desenvolver um trabalho contínuo e dedicado em prol desta e de outras espécies emblemáticas.
  
      
  

Consulte aqui o relatório do primeiro censo de milhafre-real desenvolvido em 2015.&nbsp;
  
      ]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 15 Dec 2016 16:11:04 +0000</pubDate> 
					<title>Um tractor ao serviço da conservação da natureza</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/umtractoraoserviodaconservaodanatureza/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[Chegou à Palombar o novo tractor de rodas, que tem pela frente muitos desafios e tarefas...!Foi através do projecto Rupis, co-financiado pela União Europeia ao abrigo do Programa Life + para a conservação da natureza, que fizemos a aquisição desta ferramenta fundamental para a prossecução dos objectivos a que nos propusemos e que possibilitará à associação a realização de diferentes acções de gestão de habitat de forma independente.É de salientar a multifuncionalidade deste tractor e das alfaias que lhe estão associadas, que nos possibilitam a realização de diferentes actividades agrícolas e florestais. Desde que chegou, o tractor ainda não parou: ao longo das margens do Douro Internacional tem implementado sementeiras para promover a dispersão de espécies-presa (coelho-bravo e perdiz-vermelha, entre outros) através do aumento da disponibilidade alimentar e de áreas de ecótono (zonas de transição entre ecossistemas). A instalação de morouços, a desmatação e o apoio à gestão florestal são apenas algumas das tarefas que lhe estão destinadas.Este tractor terá uma vida dedicada ao serviço da conservação da natureza!
  
      
  


  
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 15 Dec 2016 15:38:24 +0000</pubDate> 
					<title>A maior ave de rapina da Europa volta a alimentar-se no Nordeste Transmontano</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/amaioravederapinadaeuropavoltaaalimentarsenonordestetransmontano/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[O abutre-preto (Aegypius monachus) é a maior ave de rapina da Europa (pode alcançar os 3 m de envergadura) e está numa situação vulnerável a nível europeu, e a nível nacional tem o estatuto de Criticamente em Perigo (CR). É uma ave necrófaga, associada a biótopos arborizados e procura alimento principalmente em terrenos abertos de cerealicultura e pastoreio extensivos, mas também em zonas semi-abertas e em florestas de espécies autóctones. Atinge a maturidade sexual aos 5-6 anos de idade e pode viver até aos 20-25, formando casais estáveis que podem durar muitos anos. Apresenta um período reprodutor longo que dura quase 9 meses e faz uma postura anual quase sempre composta por um ovo.Em meados da década de 70, extinguiram-se os casais reprodutores desta espécie em Portugal, tendo sido confirmada pela primeira vez em 2010 a nidificação de 2 casais no Tejo Internacional, passados quase 40 anos. Desde então, a população nidificante tem vindo a aumentar e, em 2012, fixou-se um casal reprodutor no Douro Internacional - inédito para a espécie cuja colónia mais próxima está a cerca de 100 Km na Sierra de Gata e Arca em Espanha. Este casal nidificou com sucesso por três anos consecutivos (2014/16) tendo criado 1 cria em cada um desses anos. Em 2015, estimava-se a presença de cerca de 13 casais em território nacional.
  
       [caption id="" align="alignnone" width="1000.0"]  3 abutres-negros, 4 britangos e alguns grifos em alimentação no CAAN de Mogadouro [/caption] 
  

Um dos maiores entraves à conservação desta espécie é a mortalidade por envenenamento através da ingestão de iscos ou carcaças envenenadas muitas vezes usados no controlo de predadores de espécies cinegéticas ou pecuárias. A mortalidade associada a este fenómeno é muito elevada, principalmente devido ao comportamento colonial destes animais. Só em Maio de 2015, num caso em particular, morreram 4 abutres-pretos e um britango (Neophron percnopterus) em simultâneo, na Zona de Proteção Especial (ZPE) dos Rios Sabor e Maçãs, junto ao rio Angueira, em Algoso ? neste contexto, e se fossem animais reprodutores, corresponderia a 15% da população reprodutora, mas felizmente não foi esse o caso.Por outro lado, e para agravar a situação, o aparecimento da encefalopatia espongiforme bovina (EEB) ou ?doença das vacas loucas?, assim como de outras doenças infectocontagiosas em gado doméstico, originou um problema sanitário e de saúde pública a nível da Europa no final da década dos anos 90, que levou à aplicação de medidas de recolha de carcaças de gado que implicam uma progressiva diminuição da disponibilidade trófica para as aves necrófagas. Este declínio de disponibilidade de alimento aliado à mortalidade por envenenamento constitui um dos maiores problemas de conservação para as aves necrófagas.No sentido de minimizar os episódios de envenenamento e aumentar a disponibilidade de alimento, é fornecido regularmente alimento em Campos de Alimentação de Aves Necrófagas (CAAN) ? áreas vedadas de aproximadamente 1 ha ? onde se garante uma fonte de alimento regular, segura e livre de venenos.Neste momento, a Palombar encontra-se a gerir 4 CAANs, 3 deles na ZPE dos Rios Sabor e Maçãs no âmbito do Grupo Nordeste, implementados ao abrigo de um projeto em parceria com a EDP, bem como 1 na ZPE do Douro Internacional e Vale do Águeda onde, em 2017, prevê iniciar o funcionamento de mais 2 CAANs no âmbito do projeto Life Rupis. Estes CAAN integram uma rede de alimentadores para aves necrófagas e contribuem para a implementação do Plano Nacional para a Conservação de Aves Necrófagas de Portugal publicado pelo ICNF e com contribuição de várias entidades de protecção de ambiente e conservação da natureza. Ao abrigo do projecto Life Rupis, está a ser definida uma estratégia de alimentação transfronteiriça para as aves necrófagas.
  
       [caption id="" align="alignnone" width="1000.0"]  Abutre-preto e vários grifos em alimentação no CAAN de Alfândega da Fé [/caption] 
  

O trabalho que tem sido desenvolvido faz-nos acreditar que estas medidas são um sucesso e fundamentais para a conservação destas aves.A par de notícias de abutres-pretos que viajam do Sul de França ao Norte de Portugal&nbsp;ou de abutres-pretos observados na costa galega (Nigrán), são cada vez mais frequentes os registos e observações desta espécie no Norte de Portugal,&nbsp;particularmente nas áreas protegidas fronteiriças, como o Parque Nacional Peneda-Gerês, o Parque Natural de Montesinho e o Parque Natural do Douro Internacional, conforme se pode confirmar na plataforma ebird&nbsp;ou nos registos de observadores particulares que nos fazem chegar esses dados. São indícios que corresponderão a uma potencial ampliação da área de distribuição da espécie para norte.De destacar que nos CAANs monitorizados pela Palombar tem sido frequente e regular a observação de abutres-pretos a alimentar-se. Podemos confirmar com certeza a presença de pelo menos 5 indivíduos diferentes no território, podendo até ser mais, tendo em conta que os CAANs em funcionamento distam entre 40 a 100 km entre si. O fornecimento de alimento é regular, bissemanal nas épocas de maior carência e de maior necessidade trófica (fase de reprodução) e semanal durante o resto do ano. A par de todo este trabalho, a Palombar mantém um plano de monitorização regular dos CAANs e dos territórios de aves necrófagas, que permite aferir o estado das populações e delinear estratégias de acção.
  
       [caption id="" align="alignnone" width="998.0"]  Gráfico de frequência e uso dos CAANs pelo abutre-preto [/caption] 
  

Crias a nascer, juvenis a aprender e adultos de abutre-preto a projectar as suas sombras nas escarpas do Douro Internacional, nas serras de Montesinho, nos vales dos Rios Sabor e Maçãs, e nos cumes da Serra do Gerês é um imaginário cada vez mais próximo de se tornar realidade e que a Palombar está empenhada em concretizar.
  
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Wed, 14 Dec 2016 16:25:19 +0000</pubDate> 
					<title>Noite das Criaturas das Trevas 2016</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/noitedascriaturasdastrevas2016/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[A Noite das Criaturas das Trevas&nbsp;é um evento realizado a nível nacional e ao qual a Palombar e a AEPGA&nbsp;se uniram para proporcionar uma noite especial. O objectivo é promover a divulgação científica de uma forma descontraída, desmistificando muitos dos mitos e crenças que estão associadas aos animais nocturnos como, lobos, sapos, mochos, corujas e morcegos, entre outros.Aproveitando a temática do Dia das Bruxas, entre vampiros, lobisomens e teias de aranha, criaturas às quais muitos destes animais estão associados, os cerca de 30 participantes foram conduzidos até ao Centro de Valorização do Burro de Miranda. Apenas com recurso à luz das lanternas, criou-se o cenário ideal para uma noite de partilha e divulgação de ciência com especial enfoque no lobo e nas aves de rapina nocturnas, esclarecendo-se muitas das curiosidades e dúvidas acerca dessas espécies.A actividade culminou com a teatralização de um conto tradicional de terror, ?A estória da menina Filomena?, que a companhia de teatro T.R.E.T.A.S. dinamizou entre fardos, burros e pessoas.Um especial agradecimento a Miguel Shreck, Daniela Andrade, Duarte Pereira e Sara Pinto.
  
      
  


  
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Tue, 06 Dec 2016 10:51:21 +0000</pubDate> 
					<title>Abutres-pretos no Nordeste Transmontano</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/abutrespretosnonordestetransmontano/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[<p>O abutre-preto <em>(Aegypius monachus</em>) é a maior ave de rapina da Europa (pode alcançar os 3 m de envergadura) e está numa situação vulnerável a nível europeu, e a nível nacional tem o estatuto de Criticamente em Perigo (CR). É uma ave necrófaga, associada a biótopos arborizados e procura alimento principalmente em terrenos abertos de cerealicultura e pastoreio extensivos, mas também em zonas semi-abertas e em florestas de espécies autóctones. Atinge a maturidade sexual aos 5-6 anos de idade e pode viver até aos 20-25, formando casais estáveis que podem durar muitos anos. Apresenta um período reprodutor longo que dura quase 9 meses e faz uma postura anual quase sempre composta por um ovo.<br /><br />Em meados da década de 70, extinguiram-se os casais reprodutores desta espécie em Portugal, tendo sido confirmada pela primeira vez em 2010 a <a target="_blank" href="http://www.quercus.pt/comunicados/2010/julho/655-abutre-preto-volta-a-nidificar-em-portugal-passados-40-anos">nidificação de 2 casais no Tejo Internacional</a>, passados quase 40 anos. Desde então, a população nidificante tem vindo a aumentar e, em 2012, fixou-se um casal reprodutor no Douro Internacional - inédito para a espécie cuja colónia mais próxima está a cerca de 100 Km na Sierra de Gata e Arca em Espanha. Este casal nidificou com sucesso por três anos consecutivos (2014/16) tendo criado 1 cria em cada um desses anos. Em 2015, estimava-se a presença de cerca de 13 casais em território nacional.<br /><br />Um dos maiores entraves à conservação desta espécie é a mortalidade por envenenamento através da ingestão de iscos ou carcaças envenenadas muitas vezes usados no controlo de predadores de espécies cinegéticas ou pecuárias. A mortalidade associada a este fenómeno é muito elevada, principalmente devido ao comportamento colonial destes animais. Só em Maio de 2015, <a target="_blank" href="(http://www.quercus.pt/comunicados/2015/maio/4308-abutres-envenenados-no-douro-internacional">num caso em particular</a>, morreram 4 abutres-pretos e um britango (<em>Neophron percnopterus</em>) em simultâneo, na Zona de Proteção Especial (ZPE) dos Rios Sabor e Maçãs, junto ao rio Angueira, em Algoso ? neste contexto, e se fossem animais reprodutores, corresponderia a 15% da população reprodutora, mas felizmente não foi esse o caso.<br /><br />Por outro lado, e para agravar a situação, o aparecimento da encefalopatia espongiforme bovina (EEB) ou ?doença das vacas loucas?, assim como de outras doenças infectocontagiosas em gado doméstico, originou um problema sanitário e de saúde pública a nível da Europa no final da década dos anos 90, que levou à aplicação de medidas de recolha de carcaças de gado que implicam uma progressiva diminuição da disponibilidade trófica para as aves necrófagas. Este declínio de disponibilidade de alimento aliado à mortalidade por envenenamento constitui um dos maiores problemas de conservação para as aves necrófagas.<br /><br />No sentido de minimizar os episódios de envenenamento e aumentar a disponibilidade de alimento, é fornecido regularmente alimento em Campos de Alimentação de Aves Necrófagas (CAAN) ? áreas vedadas de aproximadamente 1 ha ? onde se garante uma fonte de alimento regular, segura e livre de venenos.<br /><br />Neste momento, a Palombar encontra-se a gerir 3 CAANs na ZPE dos Rios Sabor e Maçãs no âmbito do <a target="_blank" href="http://www.nordeste.eu">Grupo Nordeste</a>&nbsp;e 1 na ZPE do Douro Internacional e Vale do Águeda onde, em 2017, prevê iniciar o funcionamento de mais 2 CAANs no âmbito do projeto <a target="_blank" href="http://www.rupis.pt">Life Rupis</a>. Estes CAAN integram uma rede de alimentadores para aves necrófagas e contribuem para a implementação do Plano Nacional para a Conservação de Aves Necrófagas de Portugal publicado pelo ICNF e com contribuição de várias entidades de protecção de ambiente e conservação da natureza. Ao abrigo do projecto Life Rupis, está a ser definida uma estratégia de alimentação transfronteiriça para as aves necrófagas.<br /><br />O trabalho que tem sido desenvolvido faz-nos acreditar que estas medidas são um sucesso e fundamentais para a conservação destas aves.<br /><br />A par de notícias de abutres-pretos que viajam do <a target="_blank" href="http://www.wilder.pt/historias/esta-abutre-preto-viajou-do-sul-de-franca-ao-norte-de-portugal/">Sul de França ao Norte de Portugal</a>&nbsp;ou de abutres-pretos observados <a target="_blank" href="http://www.farodevigo.es/comarcas/2016/10/13/buitre-negro-visita-nigran/1550086.html">na costa galega</a> (Nigrán),&nbsp;são cada vez mais frequentes os <a target="_blank" href="http://ebird.org/ebird/map/cinvul1?neg=true&amp;env.minX=&amp;env.minY=&amp;env.maxX=&amp;env.maxY=&amp;zh=false&amp;gp=false&amp;ev=Z&amp;mr=1-12&amp;bmo=1&amp;emo=12&amp;yr=all&amp;byr=1900&amp;eyr=2016">registos e observações desta espécie no Norte de Portugal</a>,&nbsp;particularmente nas áreas protegidas fronteiriças, como o Parque Nacional Peneda-Gerês, o Parque Natural de Montesinho e o Parque Natural do Douro Internacional, conforme se pode confirmar na plataforma <a target="_blank" href="http://www.ebird.org">ebird</a>&nbsp;ou nos registos de observadores particulares que nos fazem chegar esses dados. São indícios que corresponderão a uma potencial ampliação da área de distribuição da espécie para norte.<br /><br />De destacar que nos CAANs monitorizados pela Palombar tem sido frequente e regular a observação de abutres-pretos a alimentar-se. Podemos confirmar com certeza a presença de pelo menos 5 indivíduos diferentes no território, podendo até ser mais, tendo em conta que os CAANs em funcionamento distam entre 40 a 100 km entre si. O fornecimento de alimento é regular, bissemanal nas épocas de maior carência e de maior necessidade trófica (fase de reprodução) e semanal durante o resto do ano. A par de todo este trabalho, a Palombar mantém um plano de monitorização regular dos CAANs e dos territórios de aves necrófagas, que permite aferir o estado das populações e delinear estratégias de acção.<br /><br />Crias a nascer, juvenis a aprender e adultos de abutre-preto a projectar as suas sombras nas escarpas do Douro Internacional, nas serras de Montesinho, nos vales dos Rios Sabor e Maçãs, e nos cumes da Serra do Gerês é um imaginário cada vez mais próximo de se tornar realidade e que a Palombar está empenhada em concretizar.</p>]]></description> 
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Wed, 30 Nov 2016 20:16:58 +0000</pubDate> 
					<title>BaSuF em e-book</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/basufemebook/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[Em Maio,&nbsp;teve início Building a Sustainable Future (BaSuF), um projecto de intercâmbio jovem co-financiado pelo programa Juventude em Acção/ Erasmus+ que uniu a Palombar a três associações parceiras ? 4GRADA DRAGODID (Croácia), DALA Foundation (Roménia) e Union REMPART (França).Ao intercâmbio, que trouxe até Uva 23 jovens, em Julho, seguiu-se um período de balanço e avaliação, que culmina agora com a edição deste e-book ? que, por sua vez, marca o final do projecto, sete meses depois do seu início.Aqui, o leitor encontrará um resumo dos trabalhos realizados e um ?aperitivo? de uma publicação mais completa que, assim esperamos, virá a público no primeiro trimestre do próximo ano.Por enquanto, temos o maior prazer em partilhar com todos os interessados os resultados daquele que foi um projecto incrivelmente enriquecedor para todos aqueles que nele participaram.Poderá consultar ou descarregar o ficheiro em dois formatos diferentes:PDFePub
  
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Thu, 17 Nov 2016 08:51:15 +0000</pubDate> 
					<title>Seguimento de aves no Nordeste Transmontano</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/seguimentodeavesnonordestetransmontano/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[A gestão, manutenção e monitorização regular dos Campos de Alimentação para Aves Necrófagas que tem sido desenvolvida pela Palombar no Parque Natural do Douro Internacional e na Zona de Protecção Especial (ZPE) dos Rios Sabor e Maçãs, permite-nos ter uma percepção da dispersão de indivíduos pela Península Ibérica que contribui para o conhecimento e protecção destes animais-chave no equilíbrio dos ecossistemas.Durante as sessões de alimentação realizadas neste Verão foram observados três grifos (Gyps fulvus) com marcas alares e anilhas colocadas por diferentes organizações. Neste caso, os indivíduos identificados foram reabilitados em centros de recuperação de vida selvagem. Destes, um foi marcado no P.N. Serra de Mariola em Alcoi ? Alicante, Espanha - e observado nos campos de alimentação de Mogadouro e de Alfândega da Fé, na margem da albufeira do Rio Sabor, a uma distância de mais de 800 km do local onde foram marcados, o que nos dá uma ideia da capacidade de dispersão destas aves.Estes resultados confirmam que estamos no caminho certo e motiva-nos a continuar este trabalho para que estas espécies emblemáticas voltem a reinar nos céus da nossa península.
  
      
  


  
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 11 Nov 2016 11:14:12 +0000</pubDate> 
					<title>Formação para professores e educação ambiental para alunos</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/formaoparaprofessoreseeducaoambientalparaalunos/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[Um dos eixos fundamentais dos projectos Life&nbsp;é a sensibilização e divulgação, junto das comunidades e actores locais, dos problemas inerentes à conservação de espécies. Neste âmbito, a equipa do Rupis&nbsp;tem prevista a realização de diversas iniciativas dirigidas ao público escolar.Os primeiros passos foram dados em Setembro quando a ATN&nbsp;, a Palombar e a SPEA&nbsp;apresentaram oficialmente&nbsp;o projecto e o respectivo Programa Escolar 2016/2017&nbsp;nas escolas aderentes.Nos passados dias 22 e 29 de Outubro, a Palombar, em parceria com a SPEA e com a ATN, concretizou a formação aos professores ?Introdução à observação de aves e à conservação de espécies prioritárias?: cerca de 20 professores dos Agrupamentos de Escolas de Miranda do Douro e Mogadouro participaram numa apresentação teórica e numa saída de campo para observação e identificação de aves.&nbsp;Na semana de 14 a 18 de Novembro, a Palombar e a SPEA voltam às escolas de Miranda do Douro e de Mogadouro, desta vez para dinamizar actividades com os alunos das turmas de 3º ano, 5º ano, 8º ano e 11º ano, chegando a um total de 280 estudantes.&nbsp;As mesmas actividades estão previstas para as escolas dos concelhos de Freixo de Espada-à-Cinta e Figueira de Castelo Rodrigo.
  
      
  


  
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 11 Nov 2016 11:08:20 +0000</pubDate> 
					<title>Captura, marcação e seguimento do ?Rupis?</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/capturamarcaoeseguimentodorupis/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[O ??Rupis?? é um britango que foi capturado, marcado e libertado em meados de Julho de 2016, no Parque Natural de los Arribes del Duero (Zamora, Espanha), como parte das acções do projecto LIFE Rupis. Este indivíduo com aproximadamente 3 anos (subadulto) foi marcado, pelos parceiros espanhóis, com um emissor GPS/GSM/UHF, que nos permitirá seguir o seu percurso diariamente durante mais de dois anos. O objectivo principal é aprofundar o conhecimento existente sobre esta espécie, tanto no que diz respeito ao seu comportamento (áreas de preferência para alimentação e refúgio) como aos seus movimentos migratórios, permitindo também aferir potenciais ameaças existentes na sua área vital. Esta primeira ave foi batizada de ?Rupis?, homónima do projeto.Desde a sua marcação que a equipa do Life Rupis tem seguido os seus movimentos para perceber melhor o seu comportamento. O animal tem efectuado a maior parte dos seus movimentos pelos habitats típicos da região (dominados por uma paisagem fortemente marcada pelo mosaico agro-silvo-pastoril), particularmente na província de Salamanca, em Espanha, prospectando em procura de alimento por áreas de produção extensiva de gado, alternando pelas arribas do Douro Internacional e por alguns dos seus afluentes.Sendo o britango uma ave migratória estival, também nos permite seguir a sua migração e identificar quais os percursos escolhidos pelos indivíduos para chegarem até às suas áreas de invernada na África Subsariana. É o mais pequeno dos abutres portugueses e é uma das primeiras espécies migradoras a chegar ao território continental, permanecendo nas zonas de nidificação a partir de finais de Fevereiro até Setembro.O britango ??Rupis? estará prestes a chegar ao seu destino em África: no sábado atravessou a cordilheira do Atlas, a leste de Marraquexe e no domingo atravessou a fronteira de Marrocos com a Argélia, encontrando-se actualmente em pleno Sahara. Vai agora fazer a travessia do maior deserto do Mundo.Pode acompanhar a sua longa viagem até ao seu destino aqui.Mais informações sobre o projecto aqui
  
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Fri, 11 Nov 2016 09:38:55 +0000</pubDate> 
					<title>BaSuF: Intercâmbio Jovem</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/basufintercmbiojovem/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[Este foi um Verão de estreias para a Palombar, que começou com a realização do seu primeiro intercâmbio jovem co-financiado pelo programa europeu Erasmus+/Juventude em Acção. O projecto, intitulado Building a Sustainable Future (BaSuF), terá uma duração total de 7 meses e conta com a colaboração de três outras entidades estrangeiras - a Union Rempart, de França, a Dragodid, da Croácia, e a DALA Foundation, da Roménia ? que se uniram no sentido de partilhar as técnicas de construção tradicionais com as quais trabalham e de reflectir sobre o seu potencial para construir, hoje, de uma forma mais sustentável.À fase inicial de preparação, feita à distância, seguiu-se o intercâmbio propriamente dito, que decorreu entre 28 de Junho e 12 de Julho, na aldeia de Uva, e que contou com a participação de 23 jovens dos países acima referidos. Durante este período, as actividades foram variadas e enriquecedoras: investigação e documentação da arquitectura tradicional do Nordeste Transmontano, sessões de discussão e planeamento, visitas à região, e trabalhos de recuperação numa antiga curralada.Foram 15 dias de partilha e aprendizagem que, além de incrivelmente produtivos, abriram portas a projectos futuros. Antes de passarmos ao próximo, no entanto, espera-nos ainda a edição de um e-book que conterá um apanhado de todo o conhecimento produzido no âmbito do BaSuF.
  
      
  


  
      
  


  
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Tue, 19 Jul 2016 08:03:20 +0100</pubDate> 
					<title>A Palombar no projecto Life Rupis</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/apalombarnoprojectoliferupis/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[A Palombar é uma das entidades parceiras envolvidas no projecto transfronteiriço "Life Rupis", confinanciado pela União Europeia e coordenado pela SPEA. O seu principal objectivo é a conservação do britango e da águia-perdigueira no vale do rio Douro, através da implementação de medidas que pretendem reduzir a mortalidade destas espécies e aumentar o seu sucesso reprodutor.A seu lado, trabalham ainda a Associação Transumância e Natureza, o ICNF, a GNR/SEPNA, a Junta de Castilla y Léon, a Fundación Patrimonio Natural Castilla y Léon, a EDP Distribuição e, por fim, a Vulture Conservation Foundation.Siga este projecto ao longo dos próximos três anos aqui.
  
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	            </item><item> 
	                <pubDate>Wed, 08 Jun 2016 20:59:08 +0100</pubDate> 
					<title>Curso de estuques de gesso</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/cursodeestuquesdegesso/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[Ainda que Luis Prieto tivesse já orientado uma oficina de gesso marmorado no Encontro de Arquitectura Tradicional e Sustentabilidade do ano passado, esta foi a primeira vez que a Palombar dedicou um curso mais aprofundado a este material.Durante 5 dias, de 6 a 10 de Abril, estivemos na casa comunitária Rés-da-Rua, no Porto, para recuperar os estuques de gesso de uma divisão que, devido à sua degradação, estava inutilizada. Os 8 participantes do curso aprenderam a preparar e a aplicar vários tipos de argamassa, a construir perfis e a reconstruir frisos ? em peças independentes e directamente na parede.Juntos, cumprimos o objectivo desta formação-acção: transmitir e, assim, dar continuidade a estas técnicas tão incrivelmente ricas, e contribuir, simultaneamente, para a recuperação efectiva do património.
  
      
  


  
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	                <pubDate>Wed, 08 Jun 2016 20:50:27 +0100</pubDate> 
					<title>Recuperação de pombais tradicionais por voluntários</title> 
	                <link>http://www.palombar.pt/PT/noticias/recuperaodepombaistradicionaisporvoluntrios/</link> 
					<category>Not’cias</category>
	                <description><![CDATA[Entre os dias 18 e 27 de Abril, um grupo de 7 voluntários esteve na aldeia de Peredo da Bemposta, no concelho de Mogadouro, para recuperar dois pombais tradicionais. Vindos de França e Itália, juntaram-se aos técnicos da Palombar para aprender e pôr em prática algumas técnicas de construção tradicionais, como a preparação e a aplicação de rebocos de cal.E como vem sendo costume nos Campos de Trabalho Voluntário Internacionais organizados pela Palombar, as longas manhãs de trabalho foram recompensadas por tardes de passeios para descobrir a região.Obrigada a todos! Merci a tous! Grazie!
  
      
  


  
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