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4 Março 2026

Projeto REGiMont vai criar rede colaborativa para promover regeneração da paisagem de montanha

Projeto REGiMont vai criar rede colaborativa para promover regeneração da paisagem de montanha

Projeto está centrado na ação coletiva para promover a regeneração da paisagem de montanha. Fotografia Palombar.

Com apoio de fundo europeu inédito

A Palombar - Conservação da Natureza e do Património Rural vai arrancar, em abril, com o projeto REGiMont - Centro de Regeneração da Paisagem de Montanha, que pretende criar uma rede colaborativa para facilitar parcerias entre coletivos e indivíduos que atuam sobre a regeneração e valorização da paisagem natural e edificada do Norte e Centro de Portugal e Espanha. A Palombar integra um grupo de 15 organizações europeias selecionadas para aplicar o Regenerative Communities Fund (RCF), o primeiro fundo europeu dedicado especificamente a apoiar comunidades regenerativas, que financia este projeto.

Com este projeto, que decorre em 2026 e 2027 e abrange as regiões de Trás-os-Montes, Minho, Serra da Estrela e as comunidades autónomas espanholas da Galiza e Castela e Leão, a Palombar visa criar parcerias enraizadas na colaboração integrada e direcionada com capacidade para aumentar o impacto regenerativo das iniciativas criadas nos espaços rurais.


Curralada, um edificado icónico das paisagens rurais. Fotografia Palombar.


Ciclo colaborativo e sessões de trabalho


O projeto está centrado na realização de um ciclo colaborativo que integra três encontros presenciais, desenhados para facilitar parcerias e diálogo entre coletivos e indivíduos que atuam sobre a regeneração da paisagem natural e edificada. Estes encontros serão interligados por sete sessões online que irão aprofundar os temas a trabalhar.

Os principais temas propostos para direcionar os processos colaborativos são: a regeneração e a conservação ambiental das paisagens, de forma a aumentar a resiliência climática e re-imaginar a gestão territorial; a habitação em espaços rurais; e as respostas de eco-construção direcionadas a um mercado habitacional acessível.

Os objetivos principais do projeto são: promover a submissão de candidaturas a novos projetos em parceria; preparação de manifestos temáticos; e criação de um repositório digital de competências e recursos.

Período de inscrição já está aberto e decorre até 31 de março

O projeto tem como público-alvo coletivos e indivíduos que atuam nas áreas da regeneração ambiental, cultural e social, eco-construção e gestão do território no Norte e Centro de Portugal e Espanha. O período de inscrição no ciclo e sessões já está aberto e decorre até 31 de março de 2026. A participação é gratuita, contudo, dado haver um limite para o número de participantes, a inscrição é obrigatória e os participantes selecionados serão notificados até ao dia 3 de abril. As despesas com deslocações e alimentação, bem como o alojamento são assegurados pelo projeto.


Pombal tradicional, um exemplo de construção rural erguida em simbiose com o meio. Fotografia Pedro Alves/Palombar.


Sobre o financiamento


O projeto REGiMont, coordenado pela Palombar, conta com financiamento do Regenerative Communities Fund (RCF), o primeiro fundo europeu dedicado especificamente a apoiar comunidades regenerativas, dinamizado pela ECOLISE - European Network of Community-Led Initiatives on Climate Change and Sustainabilitye, cofinanciado pela União Europeia ao abrigo do programa Funding Fairer Futures (FFF). O RCF foi desenhado em 2024 para fortalecer respostas lideradas por comunidades face à crise climática e ecológica, apoiando organizações de base local em cinco países europeus: Portugal, Espanha, França, Croácia e Finlândia.

Palombar selecionada para aplicar fundo pioneiro

A Palombar integra um grupo de 15 organizações europeias selecionadas como ”Demonstrators” do RCF, reconhecidas pela sua experiência em regeneração comunitária e capacidade para acolher, inspirar e apoiar outras iniciativas emergentes.

Ao participarem no REGiMont, os coletivos e participantes individuais irão contribuir ativamente para a construção de uma rede informal europeia que junta Portugal, Espanha, França, Croácia e Finlândia na promoção de comunidades mais justas, inclusivas e regenerativas.