22 Julho 2026
Ensaios de cereais: com campo ceifado, projeto LIFE SOS Pygargus avança para análise dos resultados da colheita

Ceifa marca etapa essencial dos ensaios. Fotografia Joaquim Teodósio/Palombar.
Os campos cultivados com as variedades de cereais que estão a ser testadas no âmbito do projeto LIFE SOS Pygargus já foram ceifados nos dias 14 e 15 de julho, na Quinta do Valongo, pertencente ao Polo de Inovação de Mirandela da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR Norte), em Trás-os-Montes. O próximo passo é a análise dos resultados das colheitas deste ano, com vista a apurar as melhores variedades que garantem práticas agrícolas mais adaptadas, sustentáveis e amigas do tartaranhão-caçador e de toda a biodiversidade que sustenta o seu habitat.
Sementeira no outono, colheita no verão
As sementeiras foram realizadas na Quinta do Valongo no final de novembro de 2025, durante o outono, e a ceifa decorreu neste verão, em meados de julho. No campo, as culturas das 20 variedades dos cinco cereais em teste (trigo mole, trigo barbela, centeio, aveia e triticale) foram acompanhadas de forma contínua pelos investigadores do INIAV – Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, bem como pelos técnicos da CCDR NORTE e da ANPOC - Associação Nacional de Produtores de Proteaginosas, Oleaginosas e Cereais, parceiros do projeto responsáveis pela realização dos ensaios de cereais. As culturas foram sempre avaliadas no terreno, desde a emergência das plantas até ao enchimento do grão.

Ceifa marca etapa essencial
A ceifa dos cereais marca uma etapa fundamental dos ensaios, pois permite recolher informação sobre o comportamento das diferentes variedades e avaliar o seu potencial, tendo em conta os objetivos do projeto, em condições reais de campo. A próxima etapa é a análise e avaliação dos resultados obtidos este ano no terreno.
Os cereais amigos do tartaranhão-caçador
A realização dos ensaios de cereais tem um propósito muito concreto: selecionar as variedades com ciclo mais longo e mais adaptadas ao ciclo reprodutor do tartaranhão-caçador (Circus pygargus). A ceifa tardia reduz a mortalidade e aumenta o sucesso reprodutor desta espécie e de outras aves estepárias que nidificam no solo em campos agrícolas.

As variedades também deverão atender a outros requisitos essenciais, como serem mais adaptadas à região Norte e terem maior resistência às alterações climáticas, bem como às principais doenças e pragas.
Com este projeto, unimos agricultores, cientistas e conservacionistas para alavancar a produção cerealífera nacional e proteger a biodiversidade das paisagens agrícolas que nos sustentam.
A força coletiva de um projeto agregador
A ceifa realizada nos campos cultivados na Quinta do Valongo contou com a colaboração fundamental da equipa da CCDR Norte, nomeadamente dos experientes operadores de máquinas agrícolas, e ainda com técnicos do INIAV, da Palombar - Conservação da Natureza e do Património Rural e da AEPGA - Associação para o Estudo e Proteção do Gado Asinino. Neste projeto, juntamos uma força coletiva onde o todo é maior do que a soma das partes. Agradecemos a todos o grande esforço conjunto, fundamental para o êxito das colheitas.

O LIFE SOS Pygargus - Ações urgentes de conservação das populações de tartaranhão-caçador em Portugal e Espanha é um projeto ibérico cofinanciado em 75% pelo programa LIFE da União Europeia. Conta igualmente com cofinanciamento da Viridia – Conservation in Action, Lightsource bp, Fundo Ambiental e Fundação Biodiversidade do Ministério para a Transição Ecológica e o Desafio Demográfico de Espanha.
É implementado por um consórcio que integra a Palombar – Conservação da Natureza e do Património Rural (entidade coordenadora), Associação BIOPOLIS-CIBIO, AEPGA - Associação para o Estudo e Proteção do Gado Asinino, ANPOC - Associação Nacional de Produtores de Proteaginosas, Oleaginosas e Cereais, CCDR Norte - Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, EDIA - Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva SA, ICNF - Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, INIAV - Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, LPN - Liga para a Protecção da Natureza, MC Shared Services SA, Modelo Continente Hipermercados SA, SPEA - Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, UTAD - Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Vita Nativa - Conservação do Ambiente, AMUS - Acción por el Mundo Salvaje, Consejeria de Agricultura, Ganaderia y Desarrollo Sostenible - Junta de Extremadura, GREFA - Grupo de Rehabilitación de la Fauna Autóctona y su Hábitat e Universidad de Murcia.
Sementeira no outono, colheita no verão
As sementeiras foram realizadas na Quinta do Valongo no final de novembro de 2025, durante o outono, e a ceifa decorreu neste verão, em meados de julho. No campo, as culturas das 20 variedades dos cinco cereais em teste (trigo mole, trigo barbela, centeio, aveia e triticale) foram acompanhadas de forma contínua pelos investigadores do INIAV – Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, bem como pelos técnicos da CCDR NORTE e da ANPOC - Associação Nacional de Produtores de Proteaginosas, Oleaginosas e Cereais, parceiros do projeto responsáveis pela realização dos ensaios de cereais. As culturas foram sempre avaliadas no terreno, desde a emergência das plantas até ao enchimento do grão.
Ensaios de cereais são realizados pelos parceiros do projeto INIAV, CCDR Norte e ANPOC. Fotografia Joaquim Teodósio/Palombar.
Ceifa marca etapa essencial
A ceifa dos cereais marca uma etapa fundamental dos ensaios, pois permite recolher informação sobre o comportamento das diferentes variedades e avaliar o seu potencial, tendo em conta os objetivos do projeto, em condições reais de campo. A próxima etapa é a análise e avaliação dos resultados obtidos este ano no terreno.
Os cereais amigos do tartaranhão-caçador
A realização dos ensaios de cereais tem um propósito muito concreto: selecionar as variedades com ciclo mais longo e mais adaptadas ao ciclo reprodutor do tartaranhão-caçador (Circus pygargus). A ceifa tardia reduz a mortalidade e aumenta o sucesso reprodutor desta espécie e de outras aves estepárias que nidificam no solo em campos agrícolas.
Variedades com ciclo mais longo são essenciais para aumentar o êxito reprodutor do tartaranhão-caçador. Fotografia Joaquim Teodósio/Palombar.
As variedades também deverão atender a outros requisitos essenciais, como serem mais adaptadas à região Norte e terem maior resistência às alterações climáticas, bem como às principais doenças e pragas.
Com este projeto, unimos agricultores, cientistas e conservacionistas para alavancar a produção cerealífera nacional e proteger a biodiversidade das paisagens agrícolas que nos sustentam.
A força coletiva de um projeto agregador
A ceifa realizada nos campos cultivados na Quinta do Valongo contou com a colaboração fundamental da equipa da CCDR Norte, nomeadamente dos experientes operadores de máquinas agrícolas, e ainda com técnicos do INIAV, da Palombar - Conservação da Natureza e do Património Rural e da AEPGA - Associação para o Estudo e Proteção do Gado Asinino. Neste projeto, juntamos uma força coletiva onde o todo é maior do que a soma das partes. Agradecemos a todos o grande esforço conjunto, fundamental para o êxito das colheitas.

Experientes operadores de máquinas agrícolas da CCDR Norte foram essenciais para a ceifa. Fotografia Joaquim Teodósio/Palombar.
Sobre o projeto
O LIFE SOS Pygargus - Ações urgentes de conservação das populações de tartaranhão-caçador em Portugal e Espanha é um projeto ibérico cofinanciado em 75% pelo programa LIFE da União Europeia. Conta igualmente com cofinanciamento da Viridia – Conservation in Action, Lightsource bp, Fundo Ambiental e Fundação Biodiversidade do Ministério para a Transição Ecológica e o Desafio Demográfico de Espanha.
É implementado por um consórcio que integra a Palombar – Conservação da Natureza e do Património Rural (entidade coordenadora), Associação BIOPOLIS-CIBIO, AEPGA - Associação para o Estudo e Proteção do Gado Asinino, ANPOC - Associação Nacional de Produtores de Proteaginosas, Oleaginosas e Cereais, CCDR Norte - Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, EDIA - Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva SA, ICNF - Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, INIAV - Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, LPN - Liga para a Protecção da Natureza, MC Shared Services SA, Modelo Continente Hipermercados SA, SPEA - Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, UTAD - Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Vita Nativa - Conservação do Ambiente, AMUS - Acción por el Mundo Salvaje, Consejeria de Agricultura, Ganaderia y Desarrollo Sostenible - Junta de Extremadura, GREFA - Grupo de Rehabilitación de la Fauna Autóctona y su Hábitat e Universidad de Murcia.