29 Setembro 2026
2.º Encontro REGiMont: semeámos ideias, regenerámos projetos, colhemos colaborações e seguimos

Projeto REGiMont segue em construção, sempre aberto à comunidade. Fotografia Palombar.
Entre os dias 18 e 20 de setembro, a comunidade REGiMont voltou a reunir-se para o seu segundo encontro presencial. Desta vez, nas encostas montanhosas do Parque Nacional da Peneda-Gerês, na Branda do Murço, no Soajo. Ao longo de três dias, participantes provenientes de diferentes regiões do país encontraram-se para fortalecer relações de colaboração, aprofundar projetos já em desenvolvimento e explorar novas oportunidades de ação coletiva.
Um encontro acolhido pelos Vizinhos da Branda do Murço
Na manhã de sábado, 19 de setembro, a comunidade REGiMont foi acolhida pelos parceiros locais da Joyas da Terra, que conduziram uma visita guiada pelo território que nos acolheu durante todo o fim de semana.
Situado no coração das serras do Parque Nacional da Peneda-Gerês, acima da aldeia do Soajo, o projeto Joyas da Terra tem vindo a desenvolver um trabalho inspirador nas áreas da permacultura, agrofloresta e regeneração ecológica, integrando também práticas ligadas ao yoga e à reconexão com a natureza.
Durante a caminhada, foi possível conhecer as agroflorestas, os espaços de cultivo e outros processos de regeneração que têm vindo a ser implementados ao longo dos últimos anos pelas muitas mãos que cuidam com propósito.

Cocriação: das sementes às colheitas
Após a visita ao território, teve início um dos momentos centrais do encontro: as dinâmicas de cocriação do REGiMont. Inspiradas nos ciclos naturais da regeneração, estas sessões foram organizadas em torno de três momentos distintos:
“Tempo de Semear”: dedicado à criação de novas ideias e ao surgimento de futuras iniciativas;
“Tempo de Podar”: espaço destinado à reflexão crítica e à reformulação de projetos já existentes, procurando novas formas de os adaptar a oportunidades de financiamento e colaboração;
E “Tempo de Colher”: orientado para projetos em fase de maturação, com vista à sua estruturação e preparação para submissão a financiamento.
Ao longo das diferentes sessões, os participantes trabalharam sobre ideias já discutidas nas sessões de trabalho online, continuando a desenvolver propostas iniciadas nos meses anteriores e a explorar novas possibilidades de colaboração.

Mãos na massa: oficina de bioconstrução com os CRU Atelier
Durante a tarde de sábado, os participantes tiveram oportunidade de participar numa pequena oficina de bioconstrução conduzida por Miguel del Castilho, dos CRU Atelier. Num ambiente descontraído e participativo, a oficina permitiu experimentar materiais naturais, explorar técnicas construtivas de baixo impacto e criar momentos de aprendizagem coletiva através da prática.
A experiência proporcionou também um espaço privilegiado para fortalecer relações entre participantes, promovendo a criatividade, a experimentação e a construção de confiança dentro do grupo. A Palombar agradece publicamente a Miguel del Castilho pela generosidade e disponibilidade para dinamizar este momento.
Os CRU Atelier, integrados na Cooperativa Integral Minga, em Montemor-o-Novo, desenvolvem um trabalho centrado numa abordagem construtiva responsável, profundamente ligada à valorização dos materiais locais e da transição ecológica do setor da construção.
“Aldeias do Futuro”: inspiração para imaginar outros caminhos
A noite de sábado terminou com a projeção do documentário “Aldeias do Futuro”. Este filme apresenta um conjunto de pessoas, comunidades, projetos e experiências que procuram reinventar as aldeias portuguesas enquanto lugares de pertença, partilha, criatividade e inovação social.
Num contexto em que muitos territórios rurais enfrentam desafios relacionados com o despovoamento e as alterações demográficas, o documentário surge como um momento de inspiração para todos aqueles que acreditam na capacidade das comunidades em construir novos futuros para os seus territórios.
Conhecer no terreno a prevenção comunitária de incêndios
A manhã de domingo, 20 de setembro, começou novamente com uma imersão no território. Desta vez, os participantes visitaram as infraestruturas ecológicas e de prevenção de incêndios desenvolvidas pelos Vizinhos da Branda no âmbito do projeto “Vizinhança Unida, Branda Protegida”.
Ao longo da visita, foi possível observar diversas intervenções já concretizadas, incluindo: trabalhos de gestão da vegetação; construção de diques destinados a reduzir a erosão dos solos; preparação de áreas para futura instalação de floresta autóctone; melhoria dos acessos de emergência; e criação de uma charca de apoio à prevenção e combate a incêndios.
A visita permitiu compreender de forma prática como soluções simples, desenhadas e implementadas coletivamente, podem aumentar a resiliência dos territórios perante o risco de incêndio.
Continuar a transformar ideias em projetos
Depois da visita, os participantes regressaram aos seus grupos de trabalho para dar continuidade aos processos de cocriação iniciados no dia anterior.
O foco esteve na consolidação de ideias, definição de próximos passos e desenvolvimento de projetos com potencial para futura candidatura a diferentes oportunidades de financiamento.
Ao longo do fim de semana foram aprofundadas propostas ligadas à regeneração pós-incêndio, à bioconstrução, à aprendizagem comunitária e a novas formas de participação cidadã e regeneração territorial.
“aBranda o Fogo”: uma conversa sobre futuro, comunidade e prevenção
A tarde de domingo foi dedicada à conversa aberta “aBranda o Fogo”, realizada na Casa do Povo de Soajo. O encontro permitiu abordar diferentes perspetivas sobre a prevenção de incêndios, a regeneração da paisagem e o papel das comunidades na construção de territórios mais resilientes.
Ao longo da sessão, foram partilhadas experiências, desafios e soluções relacionadas com a gestão comunitária do território, reforçando a importância da articulação entre iniciativas locais, associações e entidades públicas.
Um final marcado pela cultura e identidade local
O encontro terminou da melhor forma: com um momento musical proporcionado pelas Fiadeiras de Soajo, cuja atuação trouxe ao encontro um importante testemunho do património cultural e da identidade local.
Foi um encerramento simbólico para um fim de semana que procurou precisamente reforçar a ligação entre regeneração ecológica, cultural e comunitária.

Vizinhos da Branda: apoie a prevenção comunitária contra os incêndios
Este encontro não teria sido possível sem o trabalho e a hospitalidade dos Vizinhos da Branda. Este grupo informal de 13 vizinhos da Branda do Murço tem vindo a dedicar os últimos anos à reflorestação do território, à promoção da biodiversidade e à implementação de soluções comunitárias para prevenção de incêndios.
Através do projeto “Vizinhança Unida, Branda Protegida”, estão a criar uma faixa viva corta-fogo, a recuperar ecossistemas degradados e a demonstrar que a prevenção é possível quando existe organização comunitária e compromisso com o território.
Convidamos todos a conhecer melhor este projeto e a apoiar a sua campanha de financiamento colaborativo, através deste link.
E agora? O REGiMont continua, num processo sempre aberto à comunidade e em construção…
Nos próximos meses, a comunidade REGiMont dará continuidade ao trabalho já desenvolvido através de sessões online de acompanhamento e facilitação dos diferentes grupos de trabalho.
O objetivo será apoiar a estruturação dos projetos atualmente em desenvolvimento, consolidar parcerias e preparar candidaturas a oportunidades de financiamento nacionais e europeias.
O ciclo culminará com um último encontro presencial, previsto para setembro de 2027, na região da Serra da Estrela.
Ao longo deste percurso, temos aprendido que a diversidade de experiências, conhecimentos e perspetivas é uma das maiores forças da regeneração territorial. Por isso, a participação na rede da comunidade REGiMont permanece aberta a todas as pessoas interessadas em contribuir para a regeneração dos territórios rurais.
Se deseja acompanhar o trabalho desenvolvido, participar em futuras sessões ou integrar os grupos de trabalho, poderá fazê-lo através do preenchimento deste formulário. Todos contam.
Um encontro acolhido pelos Vizinhos da Branda do Murço
Na manhã de sábado, 19 de setembro, a comunidade REGiMont foi acolhida pelos parceiros locais da Joyas da Terra, que conduziram uma visita guiada pelo território que nos acolheu durante todo o fim de semana.
Situado no coração das serras do Parque Nacional da Peneda-Gerês, acima da aldeia do Soajo, o projeto Joyas da Terra tem vindo a desenvolver um trabalho inspirador nas áreas da permacultura, agrofloresta e regeneração ecológica, integrando também práticas ligadas ao yoga e à reconexão com a natureza.
Durante a caminhada, foi possível conhecer as agroflorestas, os espaços de cultivo e outros processos de regeneração que têm vindo a ser implementados ao longo dos últimos anos pelas muitas mãos que cuidam com propósito.

Comunidade REGiMont explorou o território e conheceu iniciativas locais que já estão a dar frutos. Fotografia Palombar.
Cocriação: das sementes às colheitas
Após a visita ao território, teve início um dos momentos centrais do encontro: as dinâmicas de cocriação do REGiMont. Inspiradas nos ciclos naturais da regeneração, estas sessões foram organizadas em torno de três momentos distintos:
“Tempo de Semear”: dedicado à criação de novas ideias e ao surgimento de futuras iniciativas;
“Tempo de Podar”: espaço destinado à reflexão crítica e à reformulação de projetos já existentes, procurando novas formas de os adaptar a oportunidades de financiamento e colaboração;
E “Tempo de Colher”: orientado para projetos em fase de maturação, com vista à sua estruturação e preparação para submissão a financiamento.
Ao longo das diferentes sessões, os participantes trabalharam sobre ideias já discutidas nas sessões de trabalho online, continuando a desenvolver propostas iniciadas nos meses anteriores e a explorar novas possibilidades de colaboração.

Encontro promoveu dinâmicas de cocriação. Fotografia Palombar.
Mãos na massa: oficina de bioconstrução com os CRU Atelier
Durante a tarde de sábado, os participantes tiveram oportunidade de participar numa pequena oficina de bioconstrução conduzida por Miguel del Castilho, dos CRU Atelier. Num ambiente descontraído e participativo, a oficina permitiu experimentar materiais naturais, explorar técnicas construtivas de baixo impacto e criar momentos de aprendizagem coletiva através da prática.
A experiência proporcionou também um espaço privilegiado para fortalecer relações entre participantes, promovendo a criatividade, a experimentação e a construção de confiança dentro do grupo. A Palombar agradece publicamente a Miguel del Castilho pela generosidade e disponibilidade para dinamizar este momento.
Os CRU Atelier, integrados na Cooperativa Integral Minga, em Montemor-o-Novo, desenvolvem um trabalho centrado numa abordagem construtiva responsável, profundamente ligada à valorização dos materiais locais e da transição ecológica do setor da construção.
Participantes partilharam experiências, práticas e conhecimentos. Fotografia Palombar.
“Aldeias do Futuro”: inspiração para imaginar outros caminhos
A noite de sábado terminou com a projeção do documentário “Aldeias do Futuro”. Este filme apresenta um conjunto de pessoas, comunidades, projetos e experiências que procuram reinventar as aldeias portuguesas enquanto lugares de pertença, partilha, criatividade e inovação social.
Num contexto em que muitos territórios rurais enfrentam desafios relacionados com o despovoamento e as alterações demográficas, o documentário surge como um momento de inspiração para todos aqueles que acreditam na capacidade das comunidades em construir novos futuros para os seus territórios.
"Aldeias do Futuro": um documentário para inspirar e projetar o futuro. Fotografia Palombar.
Conhecer no terreno a prevenção comunitária de incêndios
A manhã de domingo, 20 de setembro, começou novamente com uma imersão no território. Desta vez, os participantes visitaram as infraestruturas ecológicas e de prevenção de incêndios desenvolvidas pelos Vizinhos da Branda no âmbito do projeto “Vizinhança Unida, Branda Protegida”.
Ao longo da visita, foi possível observar diversas intervenções já concretizadas, incluindo: trabalhos de gestão da vegetação; construção de diques destinados a reduzir a erosão dos solos; preparação de áreas para futura instalação de floresta autóctone; melhoria dos acessos de emergência; e criação de uma charca de apoio à prevenção e combate a incêndios.
A visita permitiu compreender de forma prática como soluções simples, desenhadas e implementadas coletivamente, podem aumentar a resiliência dos territórios perante o risco de incêndio.
Continuar a transformar ideias em projetos
Depois da visita, os participantes regressaram aos seus grupos de trabalho para dar continuidade aos processos de cocriação iniciados no dia anterior.
O foco esteve na consolidação de ideias, definição de próximos passos e desenvolvimento de projetos com potencial para futura candidatura a diferentes oportunidades de financiamento.
Ao longo do fim de semana foram aprofundadas propostas ligadas à regeneração pós-incêndio, à bioconstrução, à aprendizagem comunitária e a novas formas de participação cidadã e regeneração territorial.
“aBranda o Fogo”: uma conversa sobre futuro, comunidade e prevenção
A tarde de domingo foi dedicada à conversa aberta “aBranda o Fogo”, realizada na Casa do Povo de Soajo. O encontro permitiu abordar diferentes perspetivas sobre a prevenção de incêndios, a regeneração da paisagem e o papel das comunidades na construção de territórios mais resilientes.
Ao longo da sessão, foram partilhadas experiências, desafios e soluções relacionadas com a gestão comunitária do território, reforçando a importância da articulação entre iniciativas locais, associações e entidades públicas.
Um final marcado pela cultura e identidade local
O encontro terminou da melhor forma: com um momento musical proporcionado pelas Fiadeiras de Soajo, cuja atuação trouxe ao encontro um importante testemunho do património cultural e da identidade local.
Foi um encerramento simbólico para um fim de semana que procurou precisamente reforçar a ligação entre regeneração ecológica, cultural e comunitária.

Música e tradição para celebrar a identidade do território. Fotografia Palombar.
Vizinhos da Branda: apoie a prevenção comunitária contra os incêndios
Este encontro não teria sido possível sem o trabalho e a hospitalidade dos Vizinhos da Branda. Este grupo informal de 13 vizinhos da Branda do Murço tem vindo a dedicar os últimos anos à reflorestação do território, à promoção da biodiversidade e à implementação de soluções comunitárias para prevenção de incêndios.
Através do projeto “Vizinhança Unida, Branda Protegida”, estão a criar uma faixa viva corta-fogo, a recuperar ecossistemas degradados e a demonstrar que a prevenção é possível quando existe organização comunitária e compromisso com o território.
Convidamos todos a conhecer melhor este projeto e a apoiar a sua campanha de financiamento colaborativo, através deste link.
E agora? O REGiMont continua, num processo sempre aberto à comunidade e em construção…
Nos próximos meses, a comunidade REGiMont dará continuidade ao trabalho já desenvolvido através de sessões online de acompanhamento e facilitação dos diferentes grupos de trabalho.
O objetivo será apoiar a estruturação dos projetos atualmente em desenvolvimento, consolidar parcerias e preparar candidaturas a oportunidades de financiamento nacionais e europeias.
O ciclo culminará com um último encontro presencial, previsto para setembro de 2027, na região da Serra da Estrela.
Ao longo deste percurso, temos aprendido que a diversidade de experiências, conhecimentos e perspetivas é uma das maiores forças da regeneração territorial. Por isso, a participação na rede da comunidade REGiMont permanece aberta a todas as pessoas interessadas em contribuir para a regeneração dos territórios rurais.
Se deseja acompanhar o trabalho desenvolvido, participar em futuras sessões ou integrar os grupos de trabalho, poderá fazê-lo através do preenchimento deste formulário. Todos contam.