26 Janeiro 2026
Saída de campo do projeto Water Bridges pôs a comunidade escolar no trilho do cágado-de-carapaça-estriada

Visita a uma charca local, um dos habitats típicos do cágado-de-carapaça-estriada. Fotografia Palombar.
A saída de campo “Pontes de Água - Unir Gerações pela Conservação do Cágado-de-Carapaça-Estriada”, organizada pela Palombar - Conservação da Natureza e do Património Rural no âmbito do projeto Water Bridges, levou a comunidade escolar do 1.º Ciclo do Polo Educativo em Bemposta, que integra o Agrupamento de Escolas de Mogadouro, a descobrir um réptil muito especial e ameaçado de extinção: o cágado-de-carapaça-estriada (Emys orbicularis).
A atividade, realizada no final de outubro de 2025, consistiu numa caminhada interpretativa que decorreu entre o edifício da escola e uma charca local, um dos tipos de habitat onde ocorre esta espécie. Participaram nove alunos, um professor e um auxiliar de educação que, guiados pela técnica de Educação Ambiental Sara Freire e pelo biólogo Pedro Alves, ambos da Palombar, mostraram muito interesse e curiosidade em descobrir mais sobre este réptil endógeno da região e um dos mais ameaçados da Europa.

Conhecer para melhor conservar: sentir e aprender
Com foco numa abordagem prática e participativa, ainda em sala de aula, os alunos tiveram a oportunidade única de ver de perto um cágado-mediterrânico (Mauremys leprosa) - outra espécie de cágado nativa -, que tem uma história especial. Criado em cativeiro, foi entregue à Palombar, após uma ação de sensibilização, sendo, posteriormente, transferido para o Centro de Recuperação de Animais Selvagens do Hospital Veterinário da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (CRAS-HV-UTAD), onde está a passar por uma quarentena e (re)adaptação à vida selvagem, antes de ser devolvido à natureza, na primavera deste ano.
Ver ali aquele réptil que transporta consigo milhões de anos de história evolutiva, foi enriquecedor e levou todos a quererem saber mais sobre estas espécies que resistiram ao tempo e devem continuar entre nós.
O contacto direto com o território mostrou uma realidade ambiental que justifica e importância de projetos como o Water Bridges, o qual tem como objetivo principal conservar e proteger o cágado-de-carapaça-estriada e o seu habitat.
Durante o percurso e na charca, os participantes não encontraram nenhuma espécie de cágado, mas sim muitos resíduos que degradam o ambiente e afetam a ocorrência destes seres, o que reforça a importância da implementação de medidas de restauro dos seus habitats. No local, desbravaram o meio envolvente, aprendendo sobre as dinâmicas ecológicas que regem a ligação vital entre fauna, flora, humanos e meio ambiente.
Falámos sobre a biodiversidade das zonas húmidas, com destaque para o cágado-de-carapaça-estriada e a sua importância ecológica. Explorámos as técnicas de monitorização destas espécies de répteis e refletimos sobre os impactos das alterações climáticas e das atividades humanas na sua conservação, bem como sobre medidas de mitigação e estratégias que podemos adotar para, em conjunto, garantir que estes répteis ancestrais continuem a fazer parte de uma paisagem biodiversa que a todos beneficia.
A atividade, realizada no final de outubro de 2025, consistiu numa caminhada interpretativa que decorreu entre o edifício da escola e uma charca local, um dos tipos de habitat onde ocorre esta espécie. Participaram nove alunos, um professor e um auxiliar de educação que, guiados pela técnica de Educação Ambiental Sara Freire e pelo biólogo Pedro Alves, ambos da Palombar, mostraram muito interesse e curiosidade em descobrir mais sobre este réptil endógeno da região e um dos mais ameaçados da Europa.

Caminhada interpretativa da paisagem. Fotografia Palombar.
Conhecer para melhor conservar: sentir e aprender
Com foco numa abordagem prática e participativa, ainda em sala de aula, os alunos tiveram a oportunidade única de ver de perto um cágado-mediterrânico (Mauremys leprosa) - outra espécie de cágado nativa -, que tem uma história especial. Criado em cativeiro, foi entregue à Palombar, após uma ação de sensibilização, sendo, posteriormente, transferido para o Centro de Recuperação de Animais Selvagens do Hospital Veterinário da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (CRAS-HV-UTAD), onde está a passar por uma quarentena e (re)adaptação à vida selvagem, antes de ser devolvido à natureza, na primavera deste ano.
Ver ali aquele réptil que transporta consigo milhões de anos de história evolutiva, foi enriquecedor e levou todos a quererem saber mais sobre estas espécies que resistiram ao tempo e devem continuar entre nós.
Criado em cativeiro durante anos, quem o tinha em mãos e a ele se afeiçoou, ficou sensibilizada e reconheceu a importância de devolver este réptil ao seu habitat natural, entregando-o à Palombar. Fotografia Pedro Alves/Palombar.
Observação do cágado-mediterrânico em sala de aula despertou grande interesse e curiosidade dos alunos. Fotografia Palombar.

Poder da observação direta refletiu-se na aprendizagem e compreensão da informação partilhada. Fotografia Palombar.
O contacto direto com o território mostrou uma realidade ambiental que justifica e importância de projetos como o Water Bridges, o qual tem como objetivo principal conservar e proteger o cágado-de-carapaça-estriada e o seu habitat.
Durante o percurso e na charca, os participantes não encontraram nenhuma espécie de cágado, mas sim muitos resíduos que degradam o ambiente e afetam a ocorrência destes seres, o que reforça a importância da implementação de medidas de restauro dos seus habitats. No local, desbravaram o meio envolvente, aprendendo sobre as dinâmicas ecológicas que regem a ligação vital entre fauna, flora, humanos e meio ambiente.
Alunos exploram a flora nativa. Fotografia Palombar.
Falámos sobre a biodiversidade das zonas húmidas, com destaque para o cágado-de-carapaça-estriada e a sua importância ecológica. Explorámos as técnicas de monitorização destas espécies de répteis e refletimos sobre os impactos das alterações climáticas e das atividades humanas na sua conservação, bem como sobre medidas de mitigação e estratégias que podemos adotar para, em conjunto, garantir que estes répteis ancestrais continuem a fazer parte de uma paisagem biodiversa que a todos beneficia.