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5 Setembro 2025

Futuros Partilhados: Campo Comum alia arte à conservação da natureza em Miranda do Douro

Futuros Partilhados: Campo Comum alia arte à conservação da natureza em Miranda do Douro

Campo Comum. Fotografia Sara Freire/Palombar.

De 23 a 28 de junho de 2025, Miranda do Douro acolheu o Campo Comum inserido na fase piloto do projeto Futuros Partilhados. Este campo de criação artística foi promovido pela Palombar em parceria com o Município de Miranda do Douro, o Agrupamento de Escolas e os lares da Santa Casa da Misericórdia do concelho.

Durante uma semana, dez alunos do 10.º ano participaram em oficinas criativas multidisciplinares (vídeo, som, escrita e observação da vida selvagem), com mentoria artística de Nuno Preto, Gonçalo Mota e Gil Mac, e em saídas de campo com biólogos da Palombar. As atividades incluíram ainda uma oficina criativa no Lar de Duas Igrejas, onde foram recolhidas memórias e tradições orais sobre a relação entre humanos e natureza.


Campo Comum. Fotografias Sara Freire/Palombar.


O resultado deste trabalho será transformado numa publicação física e numa plataforma digital, que reunirá os conteúdos produzidos e promoverá a sensibilização ambiental. Um dos momentos-chave do Campo Comum foi a formação de uma equipa de realização pelos alunos, que desde o primeiro dia demonstraram um profissionalismo surpreendente.

O projeto encontra-se em fase piloto até dezembro de 2025, organizada em duas etapas: na primeira, entre março e junho, realizaram-se as sessões nos lares, saídas de campo e o Campo Comum; na segunda, que tem início agora em setembro, os trabalhos retomam com novas atividades:

• Ciclo Itinerante de Cinema Ambiental, com programação focada em temas ambientais, em que os jovens participantes assumem a escolha dos filmes, a apresentação e o debate pós-exibição;

• Plataforma Digital, que conterá documentação audiovisual, registos e memórias, mitos e crenças sobre a fauna do Parque Natural do Douro Internacional (PNDI), produzidos nas sessões;

• Publicação impressa “Zona de Contacto”, reunindo textos e imagens com contributos de artistas e pensadores convidados a dialogarem com o material criado pelos participantes nas oficinas criativas, que incluem escuta/arte sonora, vídeo etnográfico e de natureza, escrita criativa, etnozoologia, expressão dramática e monitorização da vida selvagem.

Os frutos deste projeto serão divulgados brevemente, materializando uma ponte entre a arte, a cidadania ativa e a conservação da biodiversidade.


Campo Comum, alunos entram em ação e produzem conteúdos audiovisuais. Fotografia Sara Freire/Palombar. 


SOBRE O PROJETO


O projeto Futuros Partilhados é desenvolvido pela Palombar em parceira com a Câmara Municipal de Miranda do Douro, Lar da Santa Casa da Misericórdia e Agrupamento de Escolas deste município e tem financiamento do programa PARTIS & ART FOR CHANGE da Fundação Calouste Gulbenkian, BPI e Fundação "la Caixa". O projeto tem como objetivo recriar narrativas que unam comunidades humanas e vida selvagem, desconstruindo mitos e promovendo uma visão renovada das relações entre espécies coexistentes.

O projeto promove a valorização e conhecimento da riqueza natural, paisagística e humana do PNDI, envolvendo jovens do Agrupamento de Escolas de Miranda do Douro e idosos dos lares da Santa Casa da Misericórdia do concelho. Através de oficinas criativas (vídeo, áudio, escrita e teatro), o objetivo principal é utilizar a arte como canal de capacitação e empoderamento das comunidades do interior rural, democratizando o acesso a ferramentas de criação artística, de conservação e valorização do meio ambiente.

PRÓXIMOS PASSOS

Com a fase piloto a decorrer até dezembro de 2025, o Futuros Partilhados prepara já a sua continuidade em 2026, com a expansão das atividades, novas residências artísticas e ações intergeracionais, reforçando a ligação entre arte, ciência e conservação da natureza.