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30 Julho, 2020

Alerta dado pela Palombar permite resgate de grifo morto em linha elétrica com intervenção do ICNF e EDP Distribuição

Alerta dado pela Palombar permite resgate de grifo morto em linha elétrica com intervenção do ICNF e EDP Distribuição

Grifo morto e preso em apoio de linha elétrica de média tensão identificado pelo Palombar. Fotografia Iván Gutiérrez/Palombar

A monitorização de aves com hábitos alimentares necrófagos realizada pela Palombar - Conservação da Natureza e do Património Rural no âmbito de vários projetos, nomeadamente do Sentinelas - proteção da biodiversidade e dos ecossistemas, LIFE Rupis e ConnectNatura, permitiu detetar, no dia 10 de julho de 2020, a presença de um cadáver de grifo (Gyps fulvus) preso numa linha elétrica de média tensão, na freguesia de Bruçó (concelho de Mogadouro), no Parque Natural do Douro Internacional (PNDI).

Os Vigilantes da Natureza do PNDI foram imediatamente informados e iniciaram os procedimentos para resgatar o animal. A equipa de Vigilantes que estava de serviço naquele dia contactou a EDP Distribuição, que enviou, nessa mesma tarde, um piquete de intervenção especializado nas linhas em tensão, tendo este apoio de linha elétrica sido incluído na lista dos apoios perigosos para aves.


Técnicos do piquete de intervenção especializado da EDP Distribuição resgatam cadáver do grifo. Fotografia António Monteiro/Luísa Jorge/ICNF


O cadáver era de um grifo adulto e foi resgatado pelos técnicos da EDP Distribuição e entregue ao ICNF. Este grifo será alvo de análise no âmbito do projeto LIFE Rupis, do qual a Palombar é parceira.

A interação das aves necrófagas com infraestruturas como linhas elétricas constitui um fator importante de mortalidade que contribui para a redução das suas populações. Esta causa de mortalidade tem uma relevância acrescida para o abutre‑preto, milhafre-real, águia‑imperial-ibérica e britango, que apresentam populações reprodutoras reduzidas no território nacional.

Segundo refere o ICNF, a "recolha de informação sobre os pontos negros da rede de distribuição já permitiu corrigir, isolar e sinalizar mais de 80 Km de linhas de média tensão nesta Área Protegida desde 2003".